quarta-feira, 15 de julho de 2015

Mostra de Teatro de Heliópolis traça panorama do teatro periférico paulistano

Ruas, passarelas, vielas, feiras livres, pontos de ônibus e teatros servem de palco para as mais de 20 atrações gratuitas do evento, que acontece de 01 a 09 de agosto na Comunidade de Heliópolis e arredores.

Idealizada pela Cia. de Teatro Heliópolis e pela MUK, a 1a Mostra de Teatro de Heliópolis tem como objetivo central difundir e discutir o teatro produzido por grupos e artistas que desenvolvem seus trabalhos em regiões periféricas do Estado de São Paulo. A curadoria é de Alexandre Mate, professor do Instituto de Artes da Unesp e pesquisador do Núcleo Paulistano de Teatro de Grupo.

O evento, que recebeu 188 inscrições de trabalhos oriundos de diversas regiões do Estado, conta com a apresentação de 7 peças teatrais (adulto e infantil), 4 espetáculos de rua, 2 workshops, performances, debates e rodas de conversa com os grupos participantes, além de um Sarau com atrações musicais, literárias e intervenções artísticas.

Com entrada gratuita, grupos como Teatro de Rocokóz, Impulso Coletivo, Cia. Caixote de Teatro, Cia. Mala Caixeta de Teatro Surpresa, Coletivo de Galochas, Trupe Lona Preta, Pequeno Teatro de Torneado, Grupo Arte Simples de Teatro, Confraria da Paixão, Teatro Girandolá, Coletivo Parabelo, Clariô de Teatro, Grupo Maracagueto, Yadah Shabach, K7ASSICOS e Art’tude se apresentam em diversos pontos da Comunidade de Heliópolis e do bairro do Ipiranga. Além disto, a própria Cia. de Teatro Heliópolis mostra parte do seu processo de construção do projeto Onde o Percurso Começa?.

A direção artística é assinada por Miguel Rocha, fundador da Cia. de Teatro Heliópolis que, em 2015, completa 15 anos de atividade. Daniel Gaggini, responsável por projetos como Vira-Latas de Aluguel e Cine Inclusão, está à frente da produção do evento, realizado pela Associação Ação Comunitária Nova Heliópolis, Cia. de Teatro Heliópolis e MUK.

A programação completa da Mostra e as inscrições para as oficinas de Teatro Físico e Produção Teatral, ministradas por Lucia Kakazu e Daniel Gaggini, respectivamente, podem ser acessadas, a partir de 22/07 no site http://www.ciadeteatroheliopolis.com.br/mostra.

Serviço

1a MOSTRA DE TEATRO DE HELIÓPOLIS
Data: de 01 a 09 de agosto
Local: Rua Silva Bueno, 1.533 e Comunidade de Heliópolis
Ingresso: Grátis. Classificação: livre
Programação completa: http://www.ciadeteatroheliopolis.com.br/mostra/
Informações: mostradeteatrodehelioplis@gmail.com ou (11) 2060-0318


Palavra do Curador Alexandre Mate

(...) Hoje é bastante contundente que o Brasil, todo ele, encontra-se na periferia do mundo: Heliópolis e Jardins – independentemente do poder econômico de seus moradores – são lugares periféricos. Habitamos todos o mesmo e injusto Brazil! De qualquer forma, as gentes esquecidas, de alguns tempos para cá, nas periferias com poucos equipamentos (essa diferença é real!), têm lutado e apresentado os seus a que viemos. Artistas de teatro, expulsos desde as priscas eras: da cidade-estado, da ágora e dos espaços de representação oficiais, com clareza de sua condição de exclusão e diáspora, continua a cantar a sua aldeia, necessidade e gentes. Novos materiais e novas formas de produção têm produzido dramaturgia de textos e de espetáculos absolutamente reveladores. O processo de seleção da I Mostra de Teatro de Heliópolis – com 188 inscritos - buscou, a partir dos grupos inscritos para participar da primeira edição no evento, selecionar obras que mesclassem: diferentes gêneros e formas de produção, proposições estéticas diferenciadas e, sobretudo, inserção em comunidades distintas. Afinal, assumir-se periférico e inserir-se esteticamente em uma comunidade distinta, e com ela trabalhar, é fundamental. (...)


PROGRAMAÇÃO

Dia 1º de agosto (sábado)

16h Um Show de Variedades Palhacísticas (teatro de rua)
Grupo: Teatro de Rocokóz
Texto e direção: Carlos Biaggioli. Elenco: Carlos e Ciléia Biaggioli. Participação: Júlia, Laura e Davi S. Biaggioli.
Gênero: Comédia. Duração: 50 min.
Local: Rua Coronel Silva Castro em frente ao Hospital Heliópolis

Sinopse: Uma família de saltimbancos abre a roda ao redor de sua carroça para apresentar suas cantorias e números da mais incrível cara-de-pau: a terrível Besta-Fera! A Cantora Lírica! O Grande Mago! A Malabarista do Nilo! O Acróbata Anônimo! E um inacreditável número de Altíssimo Risco!

19h Cidade Submersa (teatro adulto)
Grupo: Impulso Coletivo
Autor: Dorberto Carvalho e Grupo. Direção: Jorge Peloso. Elenco: Jorge Peloso e Marília Amorim.
Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533

Sinopse: Eliseu e Virgílio, dois amigos de infância, acabaram de se reencontrar depois de muito tempo. Eliseu sofre de Alzheimer, e a visita de seu amigo faz com que ambos relembrem e reflitam sobre o lugar onde cresceram, o qual vem sofrendo grandes transformações. Para reencontrar este local guardado na memória, saem pela cidade se confrontando com suas contradições e mudanças.

20h – * Apresentação de parte do processo do projeto Onde O Percurso Começa? (teatro adulto)
Grupo: Companhia de Teatro Heliópolis
Autor: Evill Rebouças.Direção: Miguel Rocha.Diretora assistente: Lucia Kakazu.
Elenco: Dalma Régia, David Guimarães, Donizete Bomfim e Klaviany Costa.
Gênero: Drama. Duração: 45 min.
Local: Sede da Cia de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533
* Apresentação seguida por debate, com mediação de Alexandre Mate.

Dia 2 de agosto (domingo)

 

15h – Workshop
Atividade: Teatro Físico
Ministrante: Lucia Kakazu
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533

15h A Saga do Herói Morto (teatro de rua)
Grupo: Cia. Caixote de Teatro
Texto: Eduardo Paiva. Direção: Cia. Caixote de Teatro. Elenco: Eduardo Paiva, Eric Oliveira, Rafael Francisco e Raquel Lima.
Gênero: Comédia. Duração: 55 min.
Local: Rua do Pacificador, 34 em frente ao Cine Favela

Sinopse: O espetáculo conta a trajetória de falsos cavaleiros andantes,  seus desafios e desventuras rumo ao reinado de Camelô. A morte de um honrado homem em uma taberna é o ponto de partida dessa aventura para conquistar uma recompensa, oferecida pelo rei de uma província ameaçada pela invasão dos bárbaros. 

16h Teatro Lambe-Lambe: O Pequeno Grande Teatro
Grupo: Cia. Mala Caixeta de Teatro Surpresa
Texto e Direção: P.H. Alves. Elenco: Verônica Giordano, Paulo Henrique Alves, Elvira Cardeal e Rosana Borges.
Gênero: Teatro Infantil. Duração: 120 min.
Local: CEU Heliópolis – Estrada das Lágrimas, 2.385

Sinopse: Dentro de três pequenas caixas cênicas, apresenta-se um espetáculo de curta duração com elementos animados, para apenas um espectador por vez. As peças são livremente inspiradas em obras literárias: Os Lusos, A Selva e O Seco – que, respectivamente, são encenadas em uma fusão de linguagens e técnicas teatrais que recriam microuniversos em cada caixa.

Dia 3 de agosto (segunda-feira)

15h – Workshop
Atividade: Produção Cultural
Ministrante: Daniel Gaggini
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533

20h Piratas de Galochas (teatro de rua)
Grupo: Coletivo de Galochas
Texto e direção: Rafael Presto. Direção musical: Antônio Herci. Elenco: Daniel Lopes, Diego Henrique, Ighor Walace, Jéssica Paes, Jhenifer Santine, Mariana Queiroz e Sophia Maruci.
Gênero: Comédia. Duração: 60 min.
Local: Rua Paraíba – Copa Rio

Sinopse: Mares do Caribe, século XVII. Liderados pelo destemido capitão Willie William Will o’Well, a tripulação de piratas do Ku-Tel-Dah-Del-Duh III funda uma federação na ilha de Providence, um espaço sem função social. Logo, a Marinha Britânica se vê em apuros, pois precisa reintegrar a ilha a mando do Rei George para a criação de um empreendimento imobiliário.

Dia 4 de agosto (terça-feira)

15h – Workshop
Atividade: Produção Cultural
Ministrante: Daniel Gaggini
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533

17h30 O Concerto da Lona Preta (teatro de rua)
Grupo: Trupe Lona Preta
Autor: Trupe Lona Preta. Direção: Sérgio Carozzi. Elenco: Alexandre Matos, Elias Costa, Joel Carozzi, Sergio Carozzi e Wellington Bernado.
Gênero: Musical. Duração: 45 min.
Local: Passarela de ligação entre a Rua Silva Bueno e Heliópolis

Sinopse: Espetáculo inspirado na tradição circense e em músicas que fazem parte do imaginário popular. Cinco músicos-palhaços tentam, de forma divertida, executar um concerto musical com um amplo e variado repertório, que abrange arranjos musicais concernentes às manifestações populares, eruditas e popularescas.

Dia 5 de agosto (quarta-feira)

19h30 Sarau Periférico
Organização: PC Marciano
Com: Grupo Maracagueto, Yadah Shabach, K7ASSICOS, Sarau Art’tude e outros.
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533
Duração: 120 min.

O sarau reúne várias atividades artísticas - como música, literatura, dança e performance - em uma noite dedicada à arte periférica. A organização é de PC Mariano e tem aprticipação dos coletivos Grupo Maracagueto, Yadah Shabach, K7ASSICOS (Sete Clássicos) e Sarau Art’tude, entre outros.

Dia 6 de agosto (quinta-feira)

19h30 * Peter em Fúria (teatro adulto)
Grupo: Pequeno Teatro de Torneado
Texto e direção: William Costa Lima. Elenco: Aguida Aguiar, Alberta Jaeger, Ana Bueno, Ana Dandara, Beatriz Barros, Beatriz Valsechi, Bruno Lourenço, Camila Freire, Fernanda Gomes, Gilson Ribeiro, Guilherme Valdoski, Higor Moura, Isabela Marques, Júlio Silvério, Karina Moraes, Marc Strasser, Marcelo Santos, Mariana Boujikian, Marina Yohara, Paulo Jaeger, Renan Almeida, Suzi Jardim, Thais Moura, Thiago Andrade e William Costa Lima.
Gênero: Drama. Duração: 120 min.
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533
* Após o espetáculo, roda de conversa com o grupo.

Sinopse: O assassinato em uma favela serve como fio condutor da trama de Peter em Fúria. Ao longo da história, as personagens revelam seus anseios, criando um paralelo entre sonho e realidade. Livremente inspirado na obra de J. M. Barrie, o dramaturgo partiu de signos extraídos do conto para construir sua versão para a lenda de Peter Pan por meio de uma metáfora dramática.

Dia 7 de agosto (sexta-feira)

20h30 * Histórias De Lajes, Ruas E Vielas (teatro adulto)
Grupo:
 Arte Simples de Teatro
Texto: Criação coletiva a partir de histórias coletadas na comunidade de Heliópolis. Direção: Tatiana Rehder e Tatiana Eivazian. Elenco: Andrea Serrano, Eugenia Cecchini, Isadora Petrin, Marcela Arce e Marilia Miyazawa.
Gênero: Comédia. Duração: 60 min.
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533
* Após o espetáculo, roda de conversa com o grupo.

Sinopse: Inspirado em histórias de moradores de Heliópolis, o espetáculo apresenta quatro intervenções cênicas que ocupam diversos espaços da comunidade, como praças, ruas, lajes e comércios.

Dia 8 de agosto (sábado)

 
16h Um Bravo Canto Para Desatar os Perversos Nós (teatro adulto)
Grupo: Confraria da Paixão - Teatro e Cultura Popular
Autor: Luiz de Assis Monteiro. Direção: Luiz de Assis Monteiro e Solange Rua. Elenco: Luiz de Assis Monteiro.
Gênero: Drama. Duração: 80 min.
Local: CEU Heliópolis (Sala Multiuso) – Estrada das Lágrimas, 2.385

Sinopse: Um poeta de cordel, indignado com a perversidade com que a elite e o poder público submetem o povo, reúne sete poetas populares e, a partir de seus poemas, reflete com o público a alienação cultural e perda de dignidade do povo brasileiro.

20h30 Juquery: Memórias de Quase Vidas (teatro adulto)
Grupo: Teatro Girandolá
Texto: Teatro Girandolá (em processo colaborativo). Autor: André Arruda. Direção: Fabia Pierangeli. Elenco: André Arruda, Mariana Moura, Meire Ramos, Shirla Pereira, Silvia Sapucaia e Roseli Garcia.
Gênero: Drama. Duração: 90 min.
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533

Sinopse: Personagens e histórias esquecidas atrás dos muros do Hospital Psiquiátrico do Juquery (que há mais de 100 anos separa a loucura considerada doentia da loucura cotidiana e aceitável pela sociedade) se contrapõem a tantas outras histórias que estão todos os dias diante dos nossos olhos e que, talvez, já acostumados a elas, nos passam despercebidas.

Dia 9 de agosto (domingo)

 

14h30 Eróticoelha (performance) 
Grupo: Coletivo Parabelo
Performeiros: Bárbara Kanshiro, Denise Rachel, Diego Marques, Eliane Andrade e Thalita Duarte
Gênero: Drama. Duração: 30 min.
Local: Feira Livre na Rua da 95a DP

Sinopse: Mulher negra com traje de empregada doméstica e adereços caminha pelo espaço público com os seios em uma bandeja.

18h Hospital da Gente (teatro adulto)
Grupo: Clariô de Teatro
Texto: Marcelino Freire. Direção: Mario Pazini. Elenco: Maira Galvão, Martinha Soares, Naloana Lima, Naruna Costa, Adriana Miranda, e Paloma Oliveira
Atriz convidada: Flávia D'álima
Gênero: Drama. Duração: 90 min.
Local: Sede da Cia. de Teatro Heliópolis – Rua Silva Bueno, 1.533

Sinopse: Seis atrizes interpretam 12 contos retirados dos livros Angu de Sangue, Balé Ralé, Contos Negreiros, Racif e outros ainda inéditos, de Marcelino Freire. Contam e cantam o cotidiano de mulheres marginalizadas, das periferias brasileiras, numa quase tribuna popular, com cenas fortes, interativas, marcantes e bem humoradas.


Ficha técnica – 1ª Mostra de Teatro de Heliópolis

Idealização: Cia de Teatro Heliópolis e MUK
Direção: Miguel Rocha
Direção de produção: Daniel Gaggini
Curadoria: Alexandre Mate
Diretor técnico: Toninho Rodrigues (Tom Light)
Produção: Dalma Régia
Produtora assistente: Luh Moreira
Sarau: PC Marciano
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Designer gráfico: Camila Teixeira
Fotos e vídeos: Geovanna Gelan
Revisão ortográfica: Luciana Rossi
Assistente de produção: Fabiana Josefa da Silva, Klaviany Costa, David Guimarães, Donizete Bomfim e Léo Gonzaga
Realização: Associação Comunitária Nova Heliópolis, Cia. de Teatro Heliópolis e MUK

Contato - Mostra de Teatro de Heliópolis
Rua Silva Bueno, 1.533. CEP: 04208-051. São Paulo/SP. Brasil
Tel.: 0055 11 2060-0318. E-mail: mostradeteatrodeheliopolis@gmail.com


Projeto 'Repertórios' do Sesc Campo Limpo apresenta o teatro da Brava Companhia

O projeto Repertórios do Sesc Campo Limpo - que contempla espetáculos, palestras e workshops com companhias de teatro e dança representativos no cenário cultural nacional ou internacional – apresenta, em julho, o trabalho teatral da Brava Companhia.

São dois espetáculos - A Brava (de 23 a 25/07, de quinta a sábado) e Este Lado para Cima – Isto Não É Um espetáculo (de 30/07 a 01/08, de quinta a sábado) – e uma oficina, O Teatro como Ferramenta de Intervenção na Realidade (21 a 24/07), cujas inscrições estão abertas. Todas as atividades são grátis.

O teatro desenvolvido pela Brava Companhia vem sempre amparado por estudos teóricos que possibilitam um olhar mais profundo sobre a realidade ao seu redor e uma melhor compreensão da função social do teatro frente a essa realidade.

Espetáculo: A Brava
23, 24 e 25/07. Quinta e sexta, às 20h. Sábado, às 20h30
Grátis. Classificação: 12 anos. Duração: 80 min.

O espetáculo A Brava, inspirado na história de Joana d’Arc, propõe uma reflexão sobre objetivos, rumos e escolhas; e também sobre a nossa postura diante das consequências advindas dessas escolhas. Nesta montagem da Brava Companhia, a saga da heroína francesa é mostrada de forma épica, valendo-se de recursos como música, interação com o público e referências das culturas popular e pop, agregadas às situações cênicas que exploram o drama e um humor anárquico, para construir paralelos com os dias de hoje. As “vozes” ouvidas por Joana se tornam símbolos que podem ser interpretados como a crença em objetivos ou a ousadia de trilhar caminhos contrários a padrões pré-estabelecidos pela sociedade.

Ficha técnica – Criação: Brava Companhia. Dramaturgia: Brava Companhia e Fábio Resende. Direção geral e musical: Fábio Resende. Atores: Rafaela Carneiro, Fábio Resende, Márcio Rodrigues e Ademir de Almeida. Músicas: Brava Companhia. Concepção de cenário: Fábio Resende. Projeto de cenário: Mundano. Figurino: Ligia Passos e Karla Maria Passos.

Espetáculo: Este Lado Para Cima – Isto Não É Um Espetáculo
30 e 31/07 e 1º/08. Quinta e sexta, às 20h. Sábado, às 20h30
Grátis. Classificação: 12anos. Duração: 70 min.

No enredo de Este Lado Para Cima – Isto Não É Um espetáculo, a ordem e o progresso fundamentam o surgimento de mais uma cidade. Os seus habitantes vivem em razão do trabalho e sonhando com um futuro de felicidade. Até que uma crise, causada pelos próprios dirigentes, acomete essa metrópole, ameaçando a ordem estabelecida e obrigando à criação do “mais avançado artefato da tecnologia humana”: A Bolha. Do céu, ela vigiará tudo e todos para manter as coisas como sempre foram. O poder do mercado e o controle das relações humanas que ele exerce são discutidos com um humor anárquico neste trabalho da Brava Companhia, construído para apresentação em rua ou espaços alternativos.

Ficha Técnica – Criação: Brava Companhia. Direção e dramaturgia: Fábio Resende e Ademir de Almeida. Atores: Cris Lima, Henrique Alonso, Joel Carozzi, Luciana Gabriel, Marcio Rodrigues, Rafaela Carneiro, Sérgio Carozzi e Maxwell Raimundo. Cenários, adereços e figurinos: Cris Lima, Débora Torres, Joel Carozzi, Marcio Rodrigues, Rafaela Carneiro e Sérgio Carozzi. Concepção sonora: Brava Companhia. Produção: Kátia Alves

Oficina: O Teatro como Ferramenta de Intervenção na Realidade
21 a 24/07. Terça a sexta, das 14h às 18h
Inscrições na Central de Atendimento. 20 vagas.
Classificação: 16 anos. Grátis.

O teatro é apenas uma das formas utilizadas pela Brava Companhia para a reflexão crítica e intervenção estética e política na realidade. A criação de espaços alternativos de discussão dos problemas da sociedade, assim como a utilização da linguagem teatral na formação de atores críticos. São práticas aplicadas pelo grupo para efetivar o que entende como a função social de sua arte: contribuir com a transformação da realidade atual em uma outra, onde haja condições dignas de vida para todos.

Nesta vivência formativa o grupo propõe o compartilhamento de algumas ferramentas teóricas e práticas utilizadas em seus processos de estudo e criação, de modo a inserir os participantes em uma experiência que compreenderá a análise crítica de determinados aspectos da vida social, e a transformação dessa análise, por meio da linguagem teatral, em uma intervenção estética no espaço público. Elementos do repertório técnico teatral construído pela companhia ao longo dos seus anos de pesquisa (fatores de movimento, ocupação de espaço na rua, improviso, humor e o teatro épico) serão abordados e experienciados por meio de exercícios e jogos, que terão como mote temático um olhar crítico sobre o mundo. E como resultado terá a construção coletiva de um experimento de agitprop (abreviativo de agitação e propaganda) - ideia do marxismo-leninismo que diz respeito à disseminação das ideias e princípios do comunismo entre trabalhadores, camponeses, estudantes, intelectuais e formadores de opinião na sociedade em geral.

Brava Companhia

O grupo fundado em 1998 na zona sul de São Paulo, a partir de 2007 adota o nome Brava Companhia. O início dos trabalhos é marcado por uma pesquisa da linguagem teatral que tinha como principais eixos: corpo, jogo e improviso, aliados ao desejo de fazer um teatro que chegasse à população com pouco ou nenhum acesso a essa linguagem. Vieram oficinas teatrais em bairros, encontros e mostras de teatro, apoio à criação de outros grupos e espaços de cultura e intercâmbios. A Brava participou da mobilização popular pela ocupação de um galpão público abandonado no Parque Santo Antônio, hoje conhecido como Sacolão das Artes, aberto em 2007. Em 2008, a Companhia foi contemplada pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. O humor (como ferramenta para o exercício da crítica e da autocrítica) e a opção pela rua (como forma de intervenção política no espaço público) ganharam maior atenção nas pesquisas, além de intensificarem os experimentos no teatro épico brechtiniano, principalmente na exploração cênica do gestus e no entendimento da função social do teatro. Em 2009, a Brava teve quatro indicações para o Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro e foi contemplada na categoria Melhor Espetáculo Apresentado em Rua com A Brava, que também foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção. Em 2010, estreou as peças O Errante e Este Lado Para Cima – Isto Não É Um Espetáculo. Foi novamente contemplada com a Lei de Fomento ao Teatro, e o Sacolão das Artes recebeu o Prêmio Cultura Viva. A Braça Companhia criou 10 espetáculos e dois experimentos cênicos, que circularam por bairros paulistanos, mostras e festivais pelo país e no exterior. Os mais recentes são: A Brava, inspirado na história de Joana d’Arc, O Errante, Este Lado Para Cima – Isto Não É Um Espetáculo e Corinthians, Meu Amor – Segundo Brava Companhia. Em 2013, desenvolveu dois experimentos cênicos inspirados em textos de Reinaldo Maia - Quadratura do Círculo e Júlio e Aderaldo – Um Dia na Vida de Dois Sobreviventes - e, em 2014, estreou o espetáculo JC.

SERVIÇO

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado (13h às 22h), domingos (11h às 20h)
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP. Tel.: (11) 5510-2700
sescsp.org.br/campolimpo
facebook.com/sesccampolimpo | twitter.com/sesccampolimpo

terça-feira, 14 de julho de 2015

Teatro Estadual de Araras recebe espetáculo com canções da lendária banda Pink Floyd

Foto por Luiz Fernando Figueiredo
O Teatro Estadual de Araras apresenta, no dia 1º de agosto, sábado, o espetáculo Kaoll Interpreta Pink Floyd, às 20h30. O quarteto paulistano de música instrumental se inspirou em uma das bandas mais influentes do rock mundial para essa incursão sonora, uma interpretação instrumental e cronológica da obra de Pink Floyd, banda que tem influência direta nas composições do Kaoll.

O show Kaoll Interpreta Pink Floyd traz uma leitura particular da discografia do grupo britânico, liderado por Roger Waters, por meio de arranjos e medleys que fundem elementos do rock progressivo, do jazz e da música brasileira, numa incrível experiência audiovisual. Além das performances dos músicos no palco, o espetáculo visual é composto por imagens históricas do Pink Floyd, capas de seus discos e fotos de integrantes da banda.

Essa releitura ressalta os aspectos conceituais do legado progressivo e psicodélico deixado pelo Pink Floyd para a musica mundial. No set list, destaque para composições memoráveis como “Money”, “Time”, “Wish You Were Here”, “Shine on You Crazy Diamond”, “In the Flesh?”, “Another Brick in The Wall (Part II)” e “Comfortably Numb”.

O Kaoll é formado Bruno Moscatiello (guitarra e concepção musical), Yuri Garfunkel (flauta transversal, viola caipira e concepção visual), Gabriel Costa (contrabaixo) e Rodrigo Reatto (bateria). Fundado em 2008, desenvolve um trabalho instrumental conceitual na linha jazz-rock. Influenciado por grupos dos anos 70, nos primeiros anos se destacou pela parceria Kaoll & Lanny Gordin, contando com a presença do guitarrista na divulgação do álbum Kaoll 04 (2008) e na gravação e divulgação do álbum Auto-Hipnose (2010). A partir de 2012, iniciou circulação com o espetáculo Kaoll Interpreta Pink Floyd. Com o lançamento do álbum Odd (2014), o então trio - guitarra, flauta e bateria - experimentou formações com convidados. Entre eles o contrabaixista Billy Cox, das bandas de Jimi Hendrix, João Parahyba (percussão), Paulo Garfunkel (clarone e clarinete), Ricardo Vignini (violas), Gabriel Costa e Ney Haddad (contrabaixos), e Fábio Ribeiro (piano). O disco revela as influências de Jimi Hendrix, Marco Antônio Araújo, Led Zeppelin, King Crimson, Jethro Tull e Black Sabbath.

A banda já se apresentou na Alemanha (Berlim, Zeven e Wasrode) e Itália (Barletta e Altamura). Na capital, tocou em várias unidades do Sesc, MASP, Galeria Olido, Centro Cultural São Paulo, Virada Cultural e outros. Além de espaços em cidades do interior do estado, tocou também por todo o Brasil, passando por Fortaleza (CE), Nova Friburgo (RJ), Maceió (AL), Passo Fundo (RS), Santa Maria (RS), Blumenau (SC), Campo Grande (MS), Juazeiro do Norte (CE), Teresina (PI), Aracajú (SE), Salvador (BA), Recife (PE), Garanhuns (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte (CE) e Souza (PB) entre muitas outras cidades.


Serviço

Show - Kaoll Interpreta Pink Floyd
Dia 1º de agosto. Sábado, às 20h30
Teatro Estadual de Araras – Sala Maestro Francisco Paulo Russo 
Av. Dona Renata, 401 - J​d​. Santa Cruz. Araras/SP
Informações: (19) 3543-2450 - das 10h às 19h.
Ingressos: R$ 40,00 (inteira); R$ 20,00 (meia); R$ 20,00 (antecipados)​
​B​ilheteria:  ​terça a sexta (14h às 18h30), sábado e domingo (após 14h).
Aceitas todos os cartões. Vendas online: www.ingressorapido.com.br 
Classificação: livre. Capacidade: 466 lugares.

Site/banda: www.kaoll.com

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pink Floyd Cover, Vanguart, Duofel, Danilo Nunes e Nega Duda são atrações no Sesc Campo Limpo

O Sesc Campo Limpo está com uma programação musical de ‘encher os olhos’ dos amantes da boa música, seja ela no estilo rock, instrumental, MPB ou música de raiz.  Todos os espetáculos são grátis, basta chegar e curtir.

Para comemorar o Dia do Rock (13 de julho) as atrações da semana não deixam a desejar. No dia 10 de julho (sexta, às 19h30), o Pink Floyd Cover apresenta o espetáculo The Dark Side of Oz unindo música e cinema. No dia 11 (sábado, às 20h), a banda matogrossense de indie rock Vanguart toca seu novo álbum Muito Mais que o Amor. No dia 12 (domingo, às 18h30), o Duofel mostras sua versão instrumental para canções do eterno quarteto de Liverpool em Play The Beatles.

Seguindo a programação, o cantor e ator Danilo Nunes apresenta-se no dia 26 de julho (domingo, às 18h30) com repertório de seu segundo disco e faz uma homenagem ao compositor Sérgio Sampaio. No dia 2 de agosto (domingo, às 18h30), Nega Duda mostra no Sesc Campo Limpo porque é considerada como uma das referências do samba de roda baiano, na cidade de São Paulo.

SHOWS

The Dark Side of Oz
Com Pink Floyd Cover e exibição simultânea do filme O Mágico de Oz
Resgate da atmosfera das primeiras sessões de cinema e da conhecida lenda entre os fãs do Pink Floyd sobre a junção do álbum The Dark Side of The Moon e o filme O Mágico de Oz. O filme de 1939, que traz as aventuras de Dorothy (Judy Garland) na terra de Oz, é exibido em sincronia com as músicas do álbum The Dark Side of The Moon, obra-prima do Pink Floyd, lançado em 1973. Os músicos Márcio Baravelli (vocal e guitarra), Rafael Navarro (baixo), Luiz Fernando Gil (guitarra), Tuti Bueno (bateria) e Raphael Massarente (teclado e vocal) interpretam canções lendárias como “Money”, “Time” e “Us and Them” em um elo com a projeção.
Fundada em 1990, a banda Pink Floyd Cover SP conta com mais de 1800 shows no circuito de bares e casas noturnas em vários estados brasileiros. A descrição deste quinteto de São Paulo é de um som fiel, direto e potente. O show promete ser uma retrospectiva do Pink Floyd, com repertório que inclui vários hits, desde o início da banda até os mais atuais.
Sobre o filme:
O Mágico de Oz (The Wizard of Oz)
Victor Fleming, EUA, 1939, 101 min. Elenco: Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger, Jack Haley, Bert Lahr.
Após um tornado em Kansas, Dorothy vai parar na fantástica Oz, um lugar onde as coisas são bonitas e mágicas. Contudo, o seu maior desejo é retornar para casa, para isso ela deve encontrar um mágico que lhe mostrará como realizar o seu desejo. Mas, para chegar até ele, Dorothy viverá uma aventura inesquecível.
Livre. Grátis.
10/07. Sexta, às 19h30

Vanguart
Se o amor é o maior dos sentimentos, o que poderia ser maior que ele? O Vanguart responde com seu terceiro álbum Muito Mais que o Amor, produzido por Rafael Ramos e Vanguart. Se no álbum anterior, Boa Parte de Mim Vai Embora (Deck), suas canções eram melancólicas e tratavam de despedida, as canções deste trabalho tratam de chegadas e descobertas, sob uma visão mais ensolarada, com um amor que está no auge de sua força. Sem perder seu estilo, o Vanguart mostra outro lado com letras mais diretas e otimistas. O disco é composto por onze faixas, a maioria assinada pela dupla Helio Flanders e Reginaldo Lincoln. O grupo formado por Helio (voz, violão, trompete, gaita, rhodes, bandolim), Reginaldo Lincoln (voz, baixo, bandolim), Douglas Godoy (bateria, percussão), Luiz Lazzarotto (piano, rhodes) e David Dafré (guitarra, clarinete), além da violinista Fernanda Kostchak.
Livre. Grátis.
11/07. Sábado, às 20h

Duofel
Em Play The Beatles
O duo formado por Fernando Mel e Luiz Bueno apresenta repertório exclusivo de The Beatles arranjado para instrumentos tipicamente brasileiros: viola caipira, violão tenor, violão de 6 e 12 cordas. O show, que é composto por músicas instrumentais, conta com sucessos como “Eleonor Rigby Fool and Hill”, “Strawberry Fields Forever”, “Imagine” e “Her There and Everywhere”, entre outras. As músicas foram rearranjadas explorando a sonoridade de seus violões, arcos de rabeca, zig zum, slide e outros artifícios. O Duofel possui 12 CDs gravados, tendo sido convidados para gravar o DVD Play the Beatles no local aonde a banda britânica começou, o The Cavern Club, em Liverpool, na Inglaterra.
Livre. Grátis.
12/07. Domingo, às 18h30

Danilo Nunes
O músico e ator Danilo Nunes apresenta repertório de seu segundo álbum, intitulado Os Brasis de Minha Ilha, formado por canções de sua autoria e outras de Zéllus Machado, Jair de Freitas, Julinho Bittencourt, Renato Borgomoni, Marcio Pavesi, Amanda Cervantes e Ederson dos Santos. Theo Cancello assina a direção musical do disco e do show, que tem no roteiro uma homenagem ao compositor Sérgio Sampaio. Danilo Nunes (voz e violão) se apresenta acompanhado pelos músicos Luciano Rocha (percussão), Fabiano Guedes (bateria), Paulo Faria (baixo), Theo Cancello (teclados e acordeom) e Ugo Castro Alves (violão, viola e guitarra).
Livre. Grátis.
26/07. Domingo, às 18h30

Nega Duda
Ducineia Cardoso, a Nega Duda, é referência do samba de roda baiano na capital paulista. Vinda de São Francisco do Conde, na região do Recôncavo baiano, deu ao mundo a voz e a força dessa tradição ancestral tão brasileira. Moradora da Cidade Tiradentes, bairro da periferia na zona leste de São Paulo, ela integrou a comitiva brasileira no 17º Festival de Montpellier-Printemps des Comédiens (França). Atualmente trabalha na divulgação e difusão da cultura do Recôncavo, tanto na música quanto na culinária.
Livre. Grátis.
02/08. Domingo, às 18h30


SERVIÇO

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP
Tel.: (11) 5510-2700
sescsp.org.br/campolimpo

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