quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Gira Perifa realiza oficinas de cordel gratuitas na Zona Sul de São Paulo

 
Estão abertas as inscrições para duas Oficinas de Cordel a serem realizadas em outubro de 2026, integrando as ações do projeto Gira Perifa. Os interessados, maiores de 10 anos, devem se inscrever gratuitamente nos locais ou por meio de formulário disponível na página do Gira Perifa no Instagram - @gira.perifa.

A primeira acontece no dia 24/10, na Cordelteca Téo Azevedo - na Casa de Cultura Municipal Parelheiros, das 10h às 13h, sendo ministrada pelos poetas cordelistas Cacá Lopes e Pedro Monteiro. A segunda, no dia 31/10, sábado, na Cordelteca Sebastião Marinho - na sede da ACC - Associação Construindo Consciência, das 14h às 17h, sendo conduzidas por Nilza Dias e Cacá Lopes.

O programa das oficinas propõe uma experimentação sobre a estrutura do cordel, unindo a teoria (breve histórico) e prática. Durante a formação, os participantes serão introduzidos às principais estruturas de métrica e rima, bem como às variações de composição dessa arte. Também serão elaboradas sextilhas para a composição de um cordel coletivo, a partir de um tema sugerido pelos próprios participantes.

O Gira Perifa também vai realizar um curso de formação, A Literatura de Cordel - Do Sertão à Sala de Aula, no dia 17/10, no Auditório da DRE Capela do Socorro. Neste caso será um evento fechado, destinado somente a professores da Rede Municipal de Ensino. O programa do curso aborda, de forma descontraída, por meio de versos e imagens, a trajetória da literatura de cordel no Brasil, desde o seu surgimento no Nordeste até a difusão pelo país. Ministrado pelo escritor e pesquisador Marco Haurélio, o curso contará com intervenções dos poetas João Gomes de Sá e Paulo Dantas.

O projeto Gira Perifa visa celebrar e fortalecer as expressões culturais populares que moldaram a identidade das periferias da Zona Sul de São Paulo, incluindo a Literatura de Cordel, reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Em agosto, foram instaladas na região as duas cordeltecas mencionadas, sob coordenação de Lucélia Borges e curadoria de Marco Haurélio, que disponibilizam cerca de 1.000 folhetos de cordéis de temáticas variadas, entre tradicionais e contemporâneos. Esta iniciativa do projeto Gira Perifa foi idealizada e acolhida pela Associação Construindo Consciência (ACC) em parceria com o Instituto Cordel Sem Fronteiras - ICSF. O Gira Perifa é realizado com recursos do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Governo Federal.

Serviço

Oficinas de Cordel
Inscrições gratuitas. Classificação: a partir de 10 anos.
Como se inscrever: Formulário disponíveis no Instagram - @gira.perifa. 

Dia 24/10 - Sábado, das 10h às 13h
Ministrantes: Cacá Lopes e Pedro Monteiro
Local: Cordelteca Téo Azevedo - Inscreva-se aqui
Casa de Cultura Municipal Parelheiros
Rua Nazle Mauad Lutfi, 169 - Parque Tamari, Parelheiros. SP/SP. 

Dia 31/10 s Sábado, das 14h às 17h
Ministrantes: Nilza Dias e Cacá Lopes
Local: Cordelteca Sebastião Marino - Inscreva-se aqui.
Associação Construindo Consciência (ACC)
R. Prof. Enéas de Siqueira Neto, 997 - Jd. das Imbuias. Cidade Dutra. SP/SP.

Atividade fechada para professores da Rede Municipal de Ensino
Curso: A Literatura de Cordel - Do Sertão à Sala de Aula
Ministrante: Marco Haurélio
Dia 17/10 - Sábado, das 8h às 17h
Local: Auditório da DRE Capela do Socorro (R. Adib Chammas, 112 - Veleiros) 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br
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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

11º Festival Curta Campos do Jordão exibe 125 curtas, 2 longas convidados e homenageia Alaíde Costa

Programação traz ainda os longas A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti, e Alma Negra, do Quilombo ao Baile, de Flávio Frederico, além de três sessões do Cinema Escola, bate-papos entre realizadores e uma sessão de curtas convidados.


O 11º Festival Curta Campos do Jordão - FCCJ acontece entre os dias 17 e 24 de outubro de 2026, com exibição de 125 curtas-metragens produzidos em todo o território nacional, que concorrem ao Prêmio Araucária de Cinema 2026. A programação completa pode ser acessada no site www.fccj.com.br.

A cerimônia de abertura (17/10, sábado, a partir das 19h) ocorre nas dependências do Espaço Cultural Dr. Além (antigo Cine Glória de Campos do Jordão), ocasião em que será exibido o longa-metragem A Noite de Alaíde, de Liliane Mutti - Doc. de 2025, com a presença do ator Leonel Costa e da cantora e compositora Alaíde Costa, que será homenageada pelo 11º FCCJ.

De 18/10 (domingo) a 23/10 (sexta-feira), às 15h, 17h e 20h, acontecem as sessões competitivas nas quais serão exibidos os curtas selecionados nas categorias: Regional, Experimental, Animação, Documentário e Ficção, que concorrem ao Prêmio Araucária de Cinema 2026 nas respectivas categorias.

No dia 23/10, sexta, tem sessão especial com os curtas convidados do 11º FCCJ, às 15h, além de exibição do segundo longa convidado: Alma Negra, do Quilombo ao Baile, de Flávio Frederico - Doc. de 2024, às 20h. A cerimônia de premiação acontece no dia 24/10, sábado, a partir das 19h, quando os vencedores receberão o Prêmio Araucária de Cinema 2026.

As sessões competitivas acontecem entre 18 e 23/10 (os horários das sessões e respectivos curtas a serem exibidos em cada sessão estão no site do Festival), formadas pelas categorias: Ficção (29 filmes); Documentário (24 obras); Experimental (14 curtas); Animação (35 filmes); e Regional (20 obras), além de três curtas convidados. O Prêmio Araucária de Cinema vai contemplar também a Melhor Direção e o Melhor Roteiro. As sessões competitivas serão também disponibilizada no canal do Cineclube Araucária no YouTube, por 24 horas, para visionamento e votação do público - Acesso pelo site www.fccj.com.br.

Vale menção ainda ao programa Cinema Peregrino ocorrido em Gonçalves, Pindamonhangaba e Taubaté (16 a 19/09), exibindo destaques das edições anteriores do Festival.

O FCCJ tem por objetivo abrir espaço para a difusão da produção audiovisual na Região da Mantiqueira, no estado de São Paulo e em todo o território nacional. Busca estimular a criatividade e promover a revelação de talentos pela produção independente de filmes de curta-metragem. Promove ainda o contato direto entre realizadores de obras audiovisuais de todo o País com os participantes dos programas de formação desenvolvidos pela Associação Cultural Cineclube Araucária juntamente com a Secretaria de Valorização da Cultura da Prefeitura de Campos do Jordão, com vistas à busca de novos horizontes profissionais, sobretudo entre os jovens artistas locais.

O Festival Curta Campos do Jordão é organizado e produzido pela Associação Cultural Cineclube Araucária de Campos do Jordão em parceria com a Secretaria Municipal de Valorização da Cultura. Para a sua décima-primeira edição, o FCCJ conta com apoio do Ministério da Cultura do Governo Federal por meio do Programa Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura - PNAB, da Prefeitura de Campos do Jordão, do Campos do Jordão e Região Convention & Visitors Bureau e das empresas Natureza Maluca, Webz Comunicação Digital, VideoMidia Produção e Edição de Vídeos, GWG Telecom, Cantina Nona Mimi, Baden-Baden, Terra Campos, Verbena Comunicação e DF Studio Foto e Vídeo.

Serviço | Programação

11º Festival Curta Campos do Jordão - FCCJ
Quando:  17 e 24 de outubro de 2026
Local: Espaço Cultural Dr. Além (antigo Cine Glória)
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582 – Vila Abernéssia – Campos do Jordão/SP.
Ingressos: R$ 2,00.
As sessões competitivas, às 15h, não têm restrição de idade - Livre.
As sessões competitivas, às 17h e 20h, são recomendadas para maiores de 14 anos.
Informações, programação e sessões online: www.fccj.com.br
Acompanhe o FCCJ também pelas redes sociais:
Instagram - @cineclube_araucaria | Facebook - @cineclube.araucaria e @araucariacineclube

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Lula Barbosa abre projeto que celebra sua trajetória na música brasileira com show e vivência na Vila Itororó

O projeto Lula Barbosa - Memória Viva reverencia o artista que já lançou 24 trabalhos, em quase cinco décadas de história, e possui obras gravadas por ícones da música brasileira, além de passagem marcante pelo Festival dos Festivais. 

O intérprete e compositor Lula Barbosa, reconhecido como um dos nomes mais importantes da música brasileira, apresenta-se no Centro Cultural Vila Itororó no dia 29 de outubro de 2026, quinta, às 19h. Antes do show, às 17h30, o artista conduz uma Vivência Musical aberta a todos os interessados. Tanto a vivência quanto o show têm ingressos gratuitos e contam com recursos de acessibilidade como intérprete de Libras e audiodescrição. Esta programação dá início ao projeto Lula Barbosa -  Memória Viva, que celebra uma trajetória de mais de 40 anos na música brasileira.

No show, Lula Barbosa (voz e violão) - acompanhado por Omar Campos (guitarra), Elias Jó (piano e Direção Musical), Elias Caju (bateria) e Zazá (contrabaixo) - interpreta composições que ilustram toda a sua carreira, entre elas Mira Ira, Brincos e Tempo de Fé. Entre um número musical e outro, ele divide com o público algumas histórias, memórias ou curiosidades sobre as canções. Na vivência, o artista transforma sua experiência, suas músicas e suas histórias em conhecimento para seus fãs e para as novas gerações.

Lula Barbosa é dono de um timbre ímpar e de uma interpretação marcante e singular que adorna com naturalidade a diversidade brasileira de ritmos e estilos, indo da MPB ao pop, da música latina ao choro e ao jazz. Sua discografia, com 24 títulos, é prova da riqueza de sua obra, reunindo trabalhos autorais e homenagens a mestres da nossa cultura.

O projeto Lula Barbosa - Memória Viva - viabilizado pelo Edital Fomento CultSP - PNAB N° 19/2025 - Produção e/ou Manutenção de Projetos Culturais na Indústria Criativa por Pessoas 60+, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo - busca valorizar a trajetória do compositor e intérprete com quase cinco décadas de atuação na música popular brasileira. A iniciativa vem celebrar, registrar e difundir a vasta obra do artista que é um patrimônio vivo da canção brasileira. A programação consiste em uma série de shows comentados, vivências e oficinas formativas nas cidades de São Paulo, Mairiporã e Atibaia, além de um registro audiovisual e da gravação e lançamento de um EP com quatro faixas. Todas as atividade têm acesso gratuito e recursos de acessibilidade como intérprete de Libras e audiodescrição, entre outros. As informações sobre demais datas e locais serão divulgadas oportunamente, inclusive por meio da plataforma Agenda Viva SP.

Sobre Lula Barbosa

Lula Barbosa (foto de Ricardo Galvão Fontes)
Lula Barbosa (70 anos) é paulistano, integrante de uma família originária de Mar de Espanha, MG. Talvez por essa herança afetiva e geográfica, sua música transite com naturalidade entre o aconchego interiorano e a sofisticação urbana. Dono de um timbre vocal inconfundível e de interpretações viscerais, Lula Barbosa consolidou, ao longo de quase cinco décadas, uma carreira respeitada e autêntica na Música Popular Brasileira, tendo lançado mais de 20 álbuns, entre 1981 e 2025, entre autorais e gravação de obras de compositores como Lupicínio Rodrigues, Francisco Alves, Paulinho Nogueira, Nelson Cavaquinho, Milton Nascimento e outros. Seu álbum mais recente é Borboletas no Céu (2025), trabalho autoral em parceria com o poeta João Pinheiro (Belém, PA) que traz participação especial de Cida Moreira e Pedrinho Calado, e arranjos de Omar Campos. Seus trabalhos registram ainda participações de Torcuato Mariano, Roberto Menescal, Wagner Tiso, Gilson Peranzzetta, Artur Maia, Léo Gandelman, Placa Luminosa, Ivan Lins, Fábio Jr., Jair Rodrigues, Jane Duboc, Míriam Miràh, Renato Teixeira, Zé Geraldo, MC Alpiste e outros.

A relação de Lula com a música começou aos 15 anos, no final de 1970, período histórico marcado pela esperança da redemocratização e por uma efervescência cultural no país, quando integrou o Grupo Semente. No início dos anos 1980, lançou-se em carreira solo. A projeção nacional veio, em 1985, com o 2º lugar no Festival dos Festivais, transmitido pela TV Globo, pela interpretação da antológica “Mira Ira” (Lula Barbosa e Vanderlei de Castro). Suas composições e gravações somam cerca de 500 músicas, também registradas por ícones como Roberto Carlos, Fábio Jr., Jair Rodrigues, Jessé e Sérgio Reis. Em 2000, venceu o prêmio de Preferência do Público no Festival da Música Brasileira (TV Globo) com “Brincos”, de Amauri Falabella. Foi indicado ao Prêmio TIM de Música como Melhor Intérprete com o disco Amigos, Sonhos e Canções (2005) e ao Prêmio Sharp de Música como melhor álbum - A Voz do Violão (1994, tributo a Francisco Alves)

Pelo Projeto Pixinguinha (2008), excursionou pelo Norte e Nordeste do país ao lado de Mônica Salmaso e Lui Coimbra. Também levou a MPB para além do Brasil, cantando em New Jersey (EUA) e no festival Celebrate Southlake, no Texas (2017). Ao lado de Milton Célio, escritor premiado de literatura infantil, Lula Barbosa lançou a coletânea Cantando e Contando (Editora Elo) - com 24 músicas, 24 livros e 24 histórias, com cifras e letras que permitem aos pais e mães cantarem e tocarem junto com os filhos.

Discografia: Caminhada (1981, compacto); Pra Ver Nascer o Sol (1984, compactos, RGE); Os Tempos São Outros (1986, CBS); Amor Demais (1989); A Voz do Violão (1994, Velas); Paixão e Fé (1994, Velas); Horizonte (1998); A Roda do Tempo (2000, Atração); Músicas que Marcaram a Noite (2001, Caravelas); Ruas e Luas (2003, Atração); De Coração pra Coração (2003, CD/DVD, Atração); Amigos, Sonhos e Canções (2005, Paulus); Viajar (2009, ProAC); Mar de Espanha (2011); Simplesmente (2013, Atração); A Casa de Dom Inácio (2013); Treze por Quatro (2015); Chuvarada (2016, EP); Mestiçaria (2017, Galeão, com Luciano Thel); Branco Preto (2018,com Míriam Miràh); Dezembros (2018, com Sergio Cavalcante); Suave (2019); Amores sem Fim (2023); Borboletas no Céu (2025, com João Pinheiro).

Serviço

Show: Lula Barbosa - Memória Viva
Data: 29 de outubro - Quinta, às 19h
Gratuito (sem retirada de ingresso). Duração: 60 min. Livre. 

Vivência Musical - 29/10, quinta, às 17h30h
Gratuito - Não é necessário inscrição prévia.
Duração: 75 minutos. Classificação: Livre. 

Local: Centro Cultural Vila Itororó
Rua Maestro Cardim, 60 - Bela Vista. São Paulo/SP. CEP: 01323-000.
@vila_itororo

Recursos de acessibilidade à disposição do público: Libras, audiodescrição, visita tátil, monitoria de acessibilidade atitudinal e assessoria de acessibilidade.

Lula Barbosa na rede: @lulabarbosaoficial
#PNAB2025 

Próximo show comentado
25/11 – Quarta, às 20h - Teatro Paulo Eiró
Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro. São Paulo/SP - 04733-100. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 |
verbena@verbena.com.br

 

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Baal - O Mito da Carne tem sessões extras dias 5/10 e 14 e 15/11 no Teatro do Incêndio

Primeira montagem da Companhia, em 1996, volta em releitura dialética para os dias correntes com direção de Marcelo Marcus Fonseca.

Em cartaz no
Teatro do Incêndio até o dia 4 de outubro, aos sábados e domingos, o espetáculo Baal - O Mito da Carne, texto de Bertolt Brecht, terá três sessões extras, após final da temporada: nos dias 5/10, segunda, e 14 e 15/11, quarta e quinta, às 20h. Com direção de Marcelo Marcus Fonseca, a peça foi a primeira montagem da companhia. A atual releitura comemora os 30 anos do Teatro do Incêndio, sendo produzida com apoio da sociedade civil, sem verba institucional, e apoiada em sua bilheteria.

A primeira produção foi um dos maiores sucessos do grupo, permanecendo por dois anos em cartaz com temporadas no Teatro Oficina e apresentações em 10 unidades do Sesc São Paulo - interior e Vila Mariana. A montagem atual se deu pela recusa do Teatro do Incêndio em fechar suas portas para o público diante da falta de subsídio. “Não aceitamos a paralização, essa situação imposta pela precariedade das políticas públicas para a Cultura em São Paulo”, diz Marcelo Marcus Fonseca, 55, diretor artístico do grupo. “É uma questão urgente, que precisa ser enfrentada, e a montagem tem como objetivo manter o Teatro do Incêndio em atividade, reabri-lo exercendo sua vocação: fazer Teatro, Anarquia e Repertório”, conclui.

Baal é inspirado no deus fenício da fertilidade e fecundação. Na peça, ele representa o retorno do homem à sua essência mais primitiva e selvagem. Rejeitando as regras da sociedade, Baal explora seus desejos sem culpa, cruzando limites entre o encantamento e a destruição, amoral, mas em um mundo amoral. Baal - O Mito da Carne conta a história do amor dilacerado entre Baal (Fonseca) e Ekart (Daniel Ortega), com referências ao tórrido romance vivido entre Rimbaud e Verlaine. Juntos, eles caminham pelo mundo deixando corpos e poesias por onde passam, ao mesmo tempo em que são consumidos por esse mundo. Formando um triângulo amoroso com Sophie (Stella Rocha), estendem ao público uma conturbada discussão dialética sobre empatia. “Baal e Ekart não se encaixam em nenhuma definição de gênero e para eles pouco importa. Isso quer dizer que não é possível rotula-los, defini-los”, comenta o diretor. O espetáculo sugere que, numa sociedade controlada pelo capital, onde as atitudes se tornam mecânicas e insossas, só uma força transgressora pode despertar as pessoas para a vida.

A montagem coloca em discussão temas como a misoginia, falsa moralidade, a imposição religiosa, a castração sexual e a valorização do dinheiro acima da vida. Encenada com toques surrealistas, característica do Teatro do Incêndio, em cena pode-se ver uma fusão de linguagens diversas de outras vanguardas históricas como expressionismo e realismo. Dessa obra primeira de Brecht, escrita pelo autor em sua juventude, e reescrita mais tarde, cinco vezes, o Incêndio cria uma dramaturgia composta entre todas as versões, sem perder a espinha dorsal proposta pelo autor.

Em cena, 12 artistas com música ao vivo traduzem o humor cínico e niilista de Brecht (em consonância com os dias atuais) em clima de cabaret ou em cenas grotescas também humoradas, perante o horror.

Esquenta Baal - Aos domingos acontece o Esquenta Baal, a partir das 18h, para quem tiver ingresso comprado. Esse público é convidado a entrar antes no teatro, levar seu vinho e beber em convívio com o elenco na preparação para a sessão.

FICHA TÉCNICA - Texto: Bertolt Brecht. Dramaturgia e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca. Direção musical: Dedéco. Elenco: Daniel Ortega, Marcelo Marcus Fonseca, Josemir Kowalick, Anna Bia Viana, Stella Rocha, Cristiano Sales, Isabella Imparato, Lucas Costa, Rafaella Thomé e Leonardo Chagas. Assistência de direção: Stella Rocha. Iluminação: Rodrigo Sawl e Isabella Imparato. Música ao vivo: Dedéco e Xantilee Jesus. Trilha mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Dedéco (edições). Versão das músicas: Wanderley Martins. Versão das canções “A Moça Afogada” e “Canção da Privada”: Marcelo Marcus Fonseca. Figurinos e adereços: Olivia Albergaria e Stella Rocha. Costureira: Tereza Valério. Fotos: Kym Kobayashi. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção: Vanda Dantas e Marcelo Marcus Fonseca. Realização: Teatro do Incêndio.

Serviço

Espetáculo: Baal - O Mito da Carne
Temporada: 29 de agosto a 4 de outubro - Sábados e domingos, às 20h
Sessões extras: 5 de outubro (segunda) e 14 e 14 de novembro (quarta e quinta), às 20h
Ingressos: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia-entrada).
Vendas online: www.sympla.com.br/produtor/teatrodoincendioteatroaostragos
Bilheteria: 1h antes das sessões.
Esquenta Baal: Somente para quem adquirir ingressos antecipados pela plataforma.
Acessibilidade: sim. Ar condicionado: sim
Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 - Bela Vista/Bixiga. São Paulo/SP.
Contato: (11) 97592-4743 (Vanda Dantas)
Instagram: @teatrodoincendiooficial
Estacionamento conveniado com desconto: Rua Treze de Maio, 113. 

FOTOS – Baal O Mito da Carne: https://drive.google.com/drive/folders/1q4pV-9G0GjxHTt2BfY75hfK-TlkUKvre

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br
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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Catedral da Sé de São Paulo recebe trilogia teatral itinerante sobre três ícones carmelitas

Com direção de Helder Mariani, a Trilogia da Noite Escura da Alma trata dos embates da alma humana na fé e na razão pelas histórias: Edith Stein, João da Cruz e Theresinha.

No dia 6 de outubro, terça-feira, estreia a Trilogia da Noite Escura da Alma, às 19h, com dramaturgia e direção de Helder Mariani. Trata-se de um caminho a ser percorrido, dentro da Catedral da Sé de São Paulo, para o encontro com três santos carmelitas que viveram profundamente “a noite escura da alma” em suas histórias pessoais. O encontro acontece a partir de três espetáculos teatrais distintos, reunidos e adaptados para esse trajeto em diferentes espaços da Catedral: Salão Superior, Cripta e Coro, finalizando no Altar-Mor. Serão somente cinco apresentações: 6, 20 e 27/10 e 3 e 10/11, sempre às terças, às 19h.

São três monólogos que possuem pontos em comum. O mesmo tema - “a noite escura da alma” - perpassa as dramaturgias que contam as histórias de duas santas e um santo, ícones carmelitas venerados na fé católica: Santa Benedita Tereza da Cruz (1891-1942) - Edith Stein, a Estrela e a Cruz, vivida em cena por Daniela Schitini; São João da Cruz (1542-1591) - João da Cruz, interpretado por Helder Mariani; e Santa Theresinha do Menino Jesus (1873-1897) -  Theresinha, interpretada por Gabriela Cerqueira. Outras atrizes e um ator - Katia Naiane, Nicoli Rizzoli e Carlo Aloise - atuam no espetáculo performando e conduzindo o público pela Catedral da Sé para o encontro com os três santos e “a noite escura da alma”.

As histórias ultrapassam os limites do campo religioso ao discutirem os conflitos existenciais humanos, numa perspectiva contemporânea, dialogando com os desafios éticos atuais, tão vivenciados, principalmente, pelos cidadãos das grandes capitais onde o excesso de trabalhos e informações, os medos e a solidão, aprisionam e adoecem os seres humanos.

Produzidos pela Cia. da Palavra, os solos da Trilogia da Noite Escura da Alma foram escritos por Helder Mariani, a partir dos textos autobiográficos das três personagens, tendo uma mesma concepção cênica: a presença simples e forte do ator em cena, numa comunicação direta com a plateia, como um ator-narrador, um rapsodo do teatro contemporâneo. Duas atrizes e um ator que trazem as histórias dos religiosos carmelitas descalços, três santos da Igreja Católica - dois deles, João da Cruz e Thérèse de Lisieux, declarados Doutores da Igreja, e Edith Stein, em processo de declaração. Os três viveram em momentos históricos distintos, mas de uma mesma forma radical e transformadora viveram “a noite escura da alma”, tradição espiritual carmelita que tem lugar importante na espiritualidade cristã, e nos remete ao deserto existencial, à solidão humana, ao embate entre a fé e a razão, ao silêncio de Deus.

Segundo o diretor Helder Mariani, “em especial nas grandes capitais, como São Paulo, onde cada cidadão vive fechado em si mesmo, onde o ser humano se embrutece cada vez mais na luta urbana pela sobrevivência, essa imersão teatral na Catedral da Sé,  busca iluminar lugares recônditos do ser humano, como o de sua dimensão espiritual, em tempos tecnológicos onde se constata que a Ciência e o Racionalismo não deram conta de responder à complexidade e ao mistério que é o ser humano, em sua essencialidade e suas pluralidades. Bom lembrar que Teatro e Espiritualidade sempre caminharam juntos na História, desde suas origens”. As encenações apontam um olhar sobre esse lugar muito íntimo do ser humano, onde se misturam sentimentos e paixões, dúvidas e certezas, fé e razão; e tratam de histórias de santos, mas humanizando essas figuras divinizadas, mostrando o quanto “a noite escura da alma” de cada um deles é também a de cada um de nós. “A quem percorrer esse caminho da Catedral da Sé, há de se iluminar um olhar mais crítico e mais compassivo, para si mesmo e para o outro”, finaliza Helder Mariani.

FICHA TÉCNICA | Trilogia - Dramaturgia e direção: Helder Mariani. Elenco: Daniela Schitini (Edith Stein), Helder Mariani (João da Cruz) e Gabriela Cerqueira (Theresinha). Elenco condutor: Katia Naiane, Nicoli Rizzoli e Carlo Aloise. Coordenação de operação de luz e som: Sylvie Laila. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Idealização e produção: Cia. da Palavra.

Serviço

Espetáculo: Trilogia da Noite Escura da Alma
Solos: Edith Stein, a Estrela e a Cruz | João da Cruz | Theresinha

Apresentações: 6, 20 e 27 de outubro, 3 e 10 de novembro de 2026

Dias/horários: Terças-feiras, às 19h
Duração total: 140 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Drama. Capacidade: 100 pessoas.
Ingressos: R$ 80,00 e R$ 40,00 (meia-entrada).
Bilheteria: 1h antes das sessões. Vendas online: Sympla.
Locais de encenação: Salão Superior, Cripta, Coro e Altar-Mor
Acessibilidade: Somente para Coro e Salão Superior. Não há acessibilidade para a Cripta.
Informações na rede: @anoiteescuradalama

Local: Catedral da Sé
Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção
Praça da Sé - Sé. São Paulo/SP. 01001-000.
Na rede: @catedraldasesp 

FOTOS/espetáculos: https://drive.google.com/drive/folders/11y8VzeWVKbrcGH-ctJple-mgZ-TNJU91

Sobre os monólogos

Edith Stein, a Estrela e a Cruz

Dia 2 de agosto de 1942, 17 horas. Dois oficiais da SS, organização paramilitar nazista, entram no Mosteiro das Carmelitas Descalças de Echt, Holanda, e exigem imediatamente a saída da Monja Teresa Benedita da Cruz, ou como era conhecida nos meios intelectuais alemães, Professora Doutora Edith Stein, filósofa de grande importância na Fenomenologia.

O monólogo teatral é baseado nos escritos de Edith Stein, mulher e intelectual judia que se converteu ao cristianismo católico. A ação se passa no momento em que ela vai até sua cela monástica arrumar as poucas coisas que lhe foram autorizadas a levar consigo para a prisão. Naqueles breves minutos, toda a história de sua vida passa pelo seu pensamento, como numa retrospectiva, desde a família judia até a entrada na Ordem Religiosa das Carmelitas Descalças. Segundo informações oficiais, Edith Stein morreu na câmara de gás de Auschwitz, em 9 de agosto daquele ano. O espetáculo estreou em julho de 2023, no Teatro das Paulinas, em São Paulo. Teve uma pré-estreia no Encontro Nacional da PASCOM - CNBB, em Itaici.

Ficha técnica - Atriz: Daniela Schitini. Dramaturgia e encenação: Helder Mariani. Voz em off: Denise Weinberg. Trilha sonora: Dagoberto Feliz. Direção de arte: Helder Mariani e Daniela Schitini. Produção e realização: Cia. da Palavra. Duração: 30 minutos.

João da Cruz

Monólogo teatral inspirado nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI. A ação se passa durante nove meses (de meados de dezembro de 1576 a agosto de 1577) em que o Frei João da Cruz foi prisioneiro dos Carmelitas Calçados, seus próprios confrades, numa cela minúscula, uma cavidade na parede que servia de latrina na hospedaria do Convento, em Toledo. Sem condições de higiene, com parca comida, recebendo torturas físicas e psicológicas, a única ideia que lhe vinha à cabeça, obsessivamente, como uma inspiração divina, era a de fugir. Com uma poesia e uma mística que ultrapassaram os limites do discurso religioso, a obra escrita de Frei João Cruz faz parte da literatura clássica espanhola. O monólogo retrata a obra literária do santo com suas ideias radicais, expressas pela palavra escrita e pela sua prática de vida, traz um João da Cruz consumido pelos tempos de prisão, solitário e humilhado, sofrendo altos e baixos emocionais. Ele, “santo”, também carregou contradições existenciais que, depois da Idade Moderna, se tornaram cada vez maiores. Consumido por uma sede de Infinito, de Deus; vivendo numa “noite escura” espiritual, o poeta carmelita se recusa a abrir mão da luta para renovar/evangelizar a sua ordem religiosa e a própria Igreja do seu tempo.

Ficha técnica - Dramaturgia, encenação e atuação: Helder Mariani. Voz em off: Denise Weinberg. Trilha sonora: Dagoberto Feliz. Direção de arte: Pedro Faraldo. Produção e realização: Cia. da Palavra. Duração: 30 minutos.

Theresinha

Monólogo teatral criado a partir de uma adaptação dos escritos autobiográficos da jovem francesa Thérèse de Lisieux, canonizada em tempo recorde pela igreja católica, perpetuando-se como Santa Theresa do Menino Jesus; no Brasil popularmente conhecida como Santa Theresinha, a “santinha das rosas”. Traçando uma linha contínua e cronológica de suas memórias, privilegiando o aspecto humano - não por isso menos místico da Santa - a encenação traz a força intrigante presente na ambiguidade de seus pensamentos, que já no século XIX antecipariam reflexões indagativas que marcariam a humanidade na “pós-modernidade”: a procura pelo sentido da existência humana, as angústias e os desconsolos intrínsecos no embate entre a fé e a razão.  Theresinha estreou em 2014, em São Paulo, na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura - Secretaria de Estado da Cultura, onde cumpriu três temporadas. Fez temporada também no parlatório das Irmãs Salesianas, no Colégio Santa Inês, e no teatro do Mosteiro de São Bento, além de muitas outras apresentações: altares de Igrejas de São Paulo; várias cidades paulistas; Mosteiro da Luz; Museu de Arte Sacra do Estado de São Paulo; e nas capitais Curitiba, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro, entre várias outras.

Ficha técnica - Atriz: Gabriela Cerqueira. Dramaturgia e encenação: Helder Mariani. Orientação artística e preparação da atriz: Denise Weinberg. Pesquisa: Thiago Brito. Trilha sonora: Dagoberto Feliz. Cenografia: Flávio Tolezani. Adereços: Marcela Donatto. Figurino: Marcela Donatto em parceria com Gabriela Cerqueira. Produção e realização: Cia. da Palavra em parceria com a Pulo do Gato Produções Artísticas e Culturais. Duração: 30 minutos.


Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Cia de Teatro Heliópolis abre inscrições para Oficina de Produção Teatral com Daniel Gaggini

Daniel Gaggini / Divulgação

A Companhia de Teatro Heliópolis está com inscrições abertas para a Oficina de Produção Teatral, ministrada por Daniel Gaggini. Os interessados, maiores de 18 anos, podem se inscrever gratuitamente - até o dia 30 de setembro - pelo formulário disponível no Instagram - @ciadetetroheliopolis.

As aulas ocorrem na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da Companhia de Teatro Heliópolis, localizada no Ipiranga, em São Paulo, entre os dias 01 e 09 de outubro, às quintas e sextas-feiras, das 14h às 19h.

A oficina aborda, de modo prático e dinâmico, todas as etapas que compõem a criação de uma obra teatral - da ideia à estreia, além de aspectos relacionados a divulgação e promoção. O objetivo é oferecer ferramentas e capacitação para que artistas independentes tenham acesso a todo o processo da montagem de um espetáculo, seus meios de financiamento e promoção.

Daniel Gaggini é produtor cultural, audiovisual e teatral, com mais de duas décadas de experiência na criação, produção e gestão de projetos culturais. É fundador e diretor da MUK, empresa que desde 2011 atua nas áreas de cinema, teatro, formação e difusão cultural, com projetos realizados especialmente em territórios periféricos. Está à frente de iniciativas como Festival Cine Inclusão - 60+ Em Foco e a Mostra de Teatro de Heliópolis, além de trabalhar na produção de obras audiovisuais e em projetos culturais. Seu atuação reúne produção executiva, elaboração e gestão de projetos, formação de equipes e articulação cultural, com foco na democratização do acesso à cultura e no fortalecimento da produção artística periférica.

Esta ação integra o projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, Contemplado no Edital Nº 38/2024 Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433, cujo objetivo é a manutenção das atividades do espaço pelo período de 18 meses.

Serviço

Oficina de Produção Teatral
Com: Daniel Gaggini
Inscrições gratuitas: Até 30/09/2026.
Formulário: instagram.com/ciadeteatroheliopolis/
Indicação: interessados em produção teatral, maiores de 18 anos.
Quando ocorre: 01 a 09 de outubro - Quintas e sextas, das 14h às 19h
Onde ocorre: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533 - Ipiranga. São Paulo/SP.Telefone: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público - Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.
Instagram: @ciadeteatroheliopolis | Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis 

Informações à imprensa - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 – verbena@verbena.com.br