quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Evento gratuito Saia Sambando leva oficina de canto e rodas de samba para mulheres no CEU Tremembé

As atividades têm participação das cantoras sambista Paula Sanches e Kelly Silva.

 

No dia 07 de março de 2026, sábado, o CEU Tremembé recebe o terceiro evento do projeto Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo, das 10h às 13h30, com entrada gratuita. O evento celebra a presença e a força das mulheres no samba por meio de uma Oficina de Canto com Kelly Silva e duas rodas de samba conduzidas pelo coletivo Saia Sambando e participação de Paula Sanches em uma delas.

A Oficina de Canto com Kelly Silva acontece às 10h, sendo aberta para o público feminino, com 14 anos ou mais. A atividade é destinada àquelas que tenha interesse em ter as primeiras noções de ritmo, melodia e colocação de voz. As inscrições devem ser feitas no dia e local.

Às 11h30, ocorre a Roda de Samba e Bate-papo com Paula Sanches, tendo o Saia Sambando na condução. A convidada especial - cantora com trajetória significativa na construção do samba paulista - intercala música e bate-papo, dividindo com o público um pouco da sua trajetória, sua história de vida e sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no universo do samba.

Também conduzida pelo coletivo Saia Sambando, a Roda de Samba com Microfone Aberto às Vozes Femininas acontece às 12h30. Nesta atividade, o microfone fica aberto às mulheres - em toda a sua diversidade - para que possam cantar, experimentar o canto e descobrir sua voz. Com o suporte musical e afetivo do grupo, as participantes são incentivadas a interpretar canções consagradas do repertório do samba, fortalecendo a relação com o gênero e promovendo um espaço de troca e aprendizado e gerando autoconfiança.

O projeto

Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo já passou pelos CEUs Heliópolis e Sapopemba, e acontecerá em mais três espaços de diferentes regiões da cidade de São Paulo com o objetivo de incentivar mulheres a experimentarem o canto. As atividades contam com participação das integrantes atuais do Saia Sambando e de ex-integrantes do coletivo. As ações, iniciadas em outubro de 2025, seguem até maio de 2026, em equipamentos culturais públicos da capital, sempre com uma oficina de canto ou de percussão e rodas de samba, realizadas em um mesmo dia, com entrada gratuita. O projeto foi contemplado pela 2ª Edição de Fomento às Comunidades de Samba e Fomento ao Samba da Cidade de São Paulo para a Cidade de São Paulo - da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

FICHA TÉCNICA Oficineira: Kelly Silva. Cantora convidada: Paula Sanches. Coletivo Saia Sambando: Vozes - Marta Guerreiro, Nicole Costa, Nilce Reis, Renata Bruggemman, Tati Barile e Soraia Loti. Banda: Claudio Temóteo (violão), Edilene Ferreira dos Santos (cavaco), Jessica Souza, Luciana Fernandes e Moema Souza (percussão). Som: Claudio Moraes - CM2 Sonorização. Designer gráfico e fotos: Ema Soluções Criativas / Amanda Sangali. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Tati Barile e Nathalia Meyer. Produção: Leonardo Escobar e Nathalia Meyer.

Serviço

Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo
Dia 07 de março de 2026 - Sábado, das 10h às 13h30
Entrada gratuita.
Local: CEU Tremembé
Rua Adauto Bezerra Delgado, 94 - Parque Casa de Pedra (zona norte).

10h - Oficina de Canto
Ministrante: Kelly Silva.
Indicação: Mulheres acima de 14 anos. 20 vagas. Inscrições no dia e local do evento. 

11h30 - Roda de Samba e Bate-papo
Com: Coletivo Saia Sambando & Paula Sanches.
Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

12h30 - Roda de Samba com Microfone Aberto às Vozes Femininas
Com: Coletivo Saia Sambando.
Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

Sobre as artistas participantes

Kelly Silva - Kelly é formada em canto pela ETEC de Artes, cursa técnica vocal na Escola Portátil de Música e, há 15 anos, apresenta-se ao lado de importantes músicos de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Sua expressividade no cenário do samba a levou trabalhar e receber apoio de nomes como Almir Guineto, Roque Ferreira, Walmir Lima, Graça Braga, Toninho Nascimento, Everson Pessoa, Tia Surica da Portela, Paulão Sete Cordas, Sombrinha e Serginho Meriti e outros. É uma das idealizadoras e realizadoras dos projetos Um Canto - Núcleo de Estudos e Pesquisas musicais, G.R.M.R.C. Bate Fundo, Quintal da Clementina e do grupo Samba Pros Orixás, que buscam valorizar o samba e as manifestações culturais afro-brasileiras. Desde 2019, dedica-se à pesquisa e divulgação da obra de Roque Ferreira, tendo produzido shows em parceria com o mestre em Salvador e São Paulo - Sesc Pompeia e Vila Mariana, Casa Sincopada, Casa da Mãe (Salvador) e Noitada de Samba na UMES. 

Paula Sanches - Paula é cantora cuja versatilidade foi construída nas rodas de samba de São Paulo nos anos 2000. Desde então, sua identidade musical, enraizada no samba em suas diversas expressões, foi se construindo. Já cantou ao lado de artistas como Wilson Moreira, Dona Ivone Lara, Nelson Sargento, Monarco, Paulo Vanzolini, Eduardo Gudin, Fabiana Cozza, Nelson Rufino, Riachão, Geovana, Lia de Itamaracá e outros. Paula tem como missão manter vivo e prosseguir com um canto feminino especialíssimo que busca, na divisão rítmica, no domínio das síncopes e no enredo que toma para si, assumir uma postura de enfrentamento e resistência no cenário da música brasileira.

Saia Sambando - Fundado em 2018, o coletivo Saia Sambando é composto por cantoras, cujo objetivo é possibilitar a inserção de mulheres no samba como uma forma de acolhimento para que elas possam cantar. O grupo é fruto do esforço de mulheres de diferentes origens e profissões que encontraram no canto e no samba esse lugar de acolhimento, afeto e desenvolvimento pessoal. As mulheres são parte fundamental da história do samba, ocupando um papel cada vez mais relevante na sua preservação e disseminação. O projeto busca aproximar as mulheres do universo do samba com o intuito de ampliar suas potencialidades, fortalecendo suas vozes e presenças.

FOTOS / CRÉDITOS: Kelly Silva (José de Holanda) | Paula Sanches (Joice Aguiar).

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Banduo, formado por Maik Oliveira e Rafael Esteves, lança álbum Dobras concebido para dois bandolins

Projeto apresenta as possibilidades sonoras do bandolim, um dos instrumentos mais emblemáticos da música brasileira, mesclando choro com música instrumental e de câmera. 

No dia 27 de fevereiro de 2026, sexta-feira, o Banduo - formado pelos bandolinistas Maik Oliveira e Rafael Esteves - lança o álbum Dobras nas plataformas digitais de música. O lançamento integra o projeto Banduo - O Bandolim e Suas Texturas, lançado pelo duo, em 2025, no qual exploram as possibilidades sonoras do bandolim.

Com direção musical de Alisson Amador, o álbum apresenta 10 faixas inéditas, entre composições próprias e de outros autores, feitas especialmente para o Banduo. Os arranjos trazem assinaturas de quatro instrumentistas, referências na cena contemporânea - Edmilson Capelupi, Milton Mori, Marcílio Lopes e Alisson Amador, além do próprio Rafael Esteves.

Nesse dueto, o virtuosismo de Maik Oliveira e Rafael Esteves é aplicado às possibilidades do bandolim, mesclando influências do choro com a música instrumental e de câmara (com destaque para J.S. Bach) em busca de sonoridades inovadoras e potentes. O flerte com a música camerística traz uma singularidade muito em virtude da formação inusitada de dois bandolins. Os músicos ressaltam a importância desse encontro sonoro de dois instrumentistas que começaram tocando samba e pagode na periferia de São Paulo - Maik em São Bernardo do Campo e Rafael em Guarulhos - até iniciarem no universo do choro. E agora, o encontro com Alisson Amador, músico de formação clássica, natural de Heliópolis, que chegou para contribuir, inicialmente como professor de rítmica, chegando à direção musical pela sintonia identitária com os artistas e com o trabalho do Banduo.

O nome do disco, Dobras, o primeiro a nomear o duo, brinca com a dualidade proposta pelo projeto, seja nos trocadilhos possíveis, tanto por ser um duo de bandolins, um instrumento de cordas dobradas, quanto nas duas ‘vozes’ nas músicas. Também são cinco compositores e cinco arranjadores, em arranjos com contrapontos, texturas, um trabalho que mostra um outro lado do bandolim, não sendo um regional de choro, no qual o clássico conversa com o choro que, por sua vez, conversa com o clássico e com as periferias - a música de origem africana se harmonizando com a estética surgida na Europa.

Abrindo o álbum, Estudo em G Menor” (Rafael Esteves) tem arranjo do autor e de Milton Mori. Nasceu como um estudo de técnica e ganhou uma segunda voz de bandolim no arranjo de Mori. Uma surpresa no meio do caminho, referindo-se à tonalidade, dá uma bela prévia do que vem pela frente. A segunda faixa, “Manu” (Edmilson Capelupi), com arranjo do autor, foi composta especialmente para o Banduo; uma “polca saltitante” em homenagem à Manu, filha de Maik. A faixa evidencia a beleza do instrumento em três partes com funções muito bem definidas: Maik no acompanhamento e Rafael no solo para finalizar em equilíbrio e harmonia entre os dois bandolins.

As próximas composições - Suíte Banduo (Rafael Esteves) - traz os três movimentos tradicionais da música de câmara. Criação do autor e arranjador para esse trabalho, a primeira, “Suite Banduo: I. Joropo”, é uma valsa em referência ao homônimo gênero tradicional venezuelano, de ritmo alegre e dançante. “Suíte Banduo: II. Valsa Evocativa”, como o próprio nome sugere, é mais lenta, melancólica; uma valsa-choro na qual a mistura incomum do erudito com o choro popular se converge na beleza nesse arranjo. No terceiro movimento, “Suíte Banduo: III. Choro”, o arranjo retoma o tom alegre, vibrante, como o bandolim tradicional tocando choro.

A sexta faixa, “Portal Favela” (Alisson Amador), tem significado amplo em Dobras - com arranjo do autor. A composição foi inspirada no encontro entre os três músicos. O tema narra a história desses artistas que atravessaram o ‘portal periférico’ e celebram juntos na música, no ritmo, na arte desse trabalho. Seguindo, vem “Leonor” (Maik Oliveira e Rafael Esteves), cuja primeira parte havia sido composta por Rafael, há tempos. Maik entrou com seu talento na criação da segunda parte e Rafael fechou a obra. A faixa, muito representativa desse projeto dos bandolinistas, conta com arranjo assinado por Marcilio Lopes, que ressalta as características do regional de choro, e tem participação especial de Milton Mori no violão tenor. Marcílio e Mori também estão presentes em Brandura de Gênio” (Rafael Esteves) que, assim como a música anterior, tem destaque na sonoridade do regional de choro. A composição de Rafael é uma homenagem ao amigo Beto Casemiro, bandolinista do ABC falecido em 2020.

 

Chegando no final vem o belo choro “Conversa de Bandolins” (Milton Mori), composto especialmente para Dobras. A música marcou o início dos estudos de Maik Oliveira e Rafael Esteves para o álbum, sendo um deleite para o duo ao possibilitar o trânsito pelas nuances rítmicas e harmônicas do bandolim. Também arranjador da faixa, Mori a compôs pensando unicamente no instrumento em questão. O choro ritmado “Não Foi Dessa Vez!” (Maik Oliveira) fecha o álbum em arranjo primoroso de Edmilson Capelupi, que explora a densidade rítmica e harmônica do instrumento com nuances provocativas, deixando a parte final para o improviso livre dos bandolinistas. Maik compôs a música para um festival, estimulado por seu amigo e professor Renan Bragatto, mas não a tempo de se inscrever, permanecendo inédita até o momento.

O bandolim - instrumento emblemático da música brasileira, ligado a nomes como Jacob do Bandolim, Luperce Miranda, Isaías Bueno e Déo Rian - ganhou um novo olhar nesse projeto pelo diálogo entre o choro e a música de concerto, ampliado por uma abordagem contemporânea capaz de atrair os ouvintes mais diversos.

Maik Oliveira é bandolinista com mais de 20 anos de trajetória. Tocou com nomes como Inezita Barroso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nilze Carvalho, Eduardo Gudin, Sérgio Reis e Rolando Boldrin. Foi aluno de Jane do Bandolim, Edmilson Capelupi, Silvia Góes e Luizinho 7 Cordas. Atualmente tem seu trabalho solo Maik Oliveira e Regional e integra os grupos de Marina de la Riva e Paula Sanches.

Rafael Esteves é bandolinista, educador, compositor e arranjador. Venceu o Festival Jorge Assad com o Quarteto Pizindim, com o qual se apresenta em unidades do Sesc e outros circuitos culturais. Como solista, já atuou com a OCAM-USP e com grandes nomes da música brasileira como Dona Ivone Lara, Monarco, Almir Guineto e Péricles.

O projeto Banduo

O Banduo - O Bandolim e Suas Texturas é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 24/2024 de Gravação e Lançamento de Álbum Musical Inédito, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Além da gravação do álbum, o Banduo vem realizando circulação com sete apresentações: dois concertos didáticos e cinco shows (pré-lançamento e lançamento). Os concertos didáticos, realizados em polos do Projeto Guri, têm o objetivo de compartilhar com os alunos o processo criativo, a preparação do disco, a criação dos arranjos e a construção do repertório, além de abordar o bandolim e sua história.

Ficha técnica - Banduo: Maik Oliveira e Rafael Esteves (bandolins). Direção musical:  Alisson Amador. Compositores: Edmilson Capelupi, Milton Mori, Alisson Amador, Maik Oliveira e Rafael Esteves. Arranjadores: Edmilson Capelupi, Milton Mori, Marcílio Lopes, Alisson Amador e Rafael Esteves. Músico convidado: Milton Mori (violão tenor). Gravação: Estúdio Monteverdi. Produtor de gravação e engenharia de som: Gustavo Cândido. Técnicos assistentes: Douglas Fonseca e Alisson Amador. Edição, mixagem e masterização: Gustavo Cândido - Estúdio ADS High-Fidelity. Fotos: Rebeca Figueiredo. Arte/capa: Bruno Conde. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Maik Oliveira e Rafael Esteves. Direção de produção e produção executiva: Leonardo Escobar (PiÔ - produção e projetos).

Serviço

Lançamento/álbum: Banduo - Dobras
Artistas: Maik Oliveira e Rafael Esteves
Data: 27 de fevereiro de 2026
Nas principais plataformas digitais de música.
Selo: Independente. Distribuição digital: PiÔ - Produção e Projetos
Link Pre-save: https://ditto.fm/dobras 

Arquivos das faixas em MP3, fotos e outras informações sobre Dobras:
https://drive.google.com/drive/folders/1lIkwrYji1l15CTXNR7NO_AgIdcwet6LW  
Instagram Banduo: https://www.instagram.com/obanduo/
Conteúdo digital do projeto: https://linktr.ee/obanduo 

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES – Gratuitas

Concerto didático (ação formativa) - em POÁ - 04/03 - Quarta, às 14h30
Local: Projeto Guri
R. São Francisco, 168 - Biritiba. Poá/SP.

Shows de lançamento:
 

AVARÉ: 12/03 - Quinta, às 20h
Local: Auditório do IFSP Campus Avaré
Av. Prof. Celso Ferreira da Silva, 1333 - Jd. Europa II, Avaré/SP.

MORUNGABA: 04/04 - Sábado, às 20h
Local: Teatro Municipal Fioravante Frare
Rua Pereira Cardoso, 377. Morungaba/SP. 

GUARULHOS: 18/04 - Sábado, às 19h30
Local: Teatro Padre Bento
Rua Francisco Foot, 03 - Jd. Tranquilidade. Guarulhos/SP. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Espetáculo O Banquete no Éden volta ao cartaz em temporada comemorativa na sede do Grupo Trapo

Foto de Juan Pablo

Após o sucesso de crítica e público, em 2023, o Grupo Trapo retorna ao palco com o espetáculo O Banquete no Éden para uma curta temporada especial no mês de março. A retomada celebra não apenas a força do espetáculo, mas também a trajetória de 25 anos de pesquisa, criação e radicalidade cênica que marca o trabalho do coletivo. As apresentações ocorrem entre os dias 06 e 28 de março de 2026, às sextas e aos sábados, às 20h30, na sede do grupo - Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura.

 

Concebido e dirigido por Muriel Vittorea, O Banquete no Éden reafirma o teatro como território de encontro, rito e confronto sensível. A nova temporada reúne o mesmo elenco que apresentou de 2023, retomando a obra em sua potência original e aprofundando a experiência compartilhada entre intérpretes e público.

 

O espetáculo mergulha na tensão entre desejo, rito e origem, evocando o mito do Jardim do Éden não como narrativa religiosa, mas como metáfora primordial dos conflitos humanos. Aqui, o paraíso deixa de ser um lugar idealizado e passa a existir como um estado de embriaguez física e simbólica - um espaço limiar onde corpo, memória e violência se tocam.

 

Com uma linguagem híbrida que transita entre performance, teatro épico e imagens alegóricas, a montagem propõe um jogo cênico centrado na mesa do banquete: espaço de convívio, exposição e ruptura. Cada gesto revela a urgência do encontro e a fragilidade das aparências, instaurando um ritual de carne e pulsação no qual os intérpretes atravessam estados limítrofes entre o humano, o animal e o mítico.

 

O Banquete no Éden é um rito de atravessamento. Não buscamos reconstruir o mito, mas desmontá-lo, revelar suas fraturas e devolver ao público a pergunta que ele insiste em preservar: o que os mitos ainda nos ensinam sobre a forma como nos relacionamos?”, afirma Muriel Vittorea, que assina concepção, dramaturgia e encenação.

 

Ao longo da apresentação, os atores permanecem em constante transformação, acionando fisicalidade extrema, imagem e vibração sonora para construir uma atmosfera densa e simbólica. Entre respirações, sombras e pequenos rituais, o espetáculo tensiona amor, ferida, sacrifício e desejo, criando um campo de presença onde cada corpo é também memória e testemunho.

 

A temporada de março marca o retorno simbólico do Grupo Trapo ao seu espaço de criação e pesquisa, reafirmando o corpo como linguagem e o teatro como rito contemporâneo, em uma celebração do percurso do grupo e da força do encontro ao vivo.

 

Sinopse - Entre mito e carne, personagens do Éden reimaginado e figuras ficcionais se encontram em um espaço que é, simultaneamente, jardim, deserto e altar. Cada gesto desfaz e refaz vínculos, revelando o que há de luminoso e cruel no encontro humano. O público é convidado a atravessar esse território sensorial onde o Éden deixa de ser promessa e se torna espelho - um reflexo instável de nossos desejos, conflitos e sombras.

FICHA TÉCNICA - Direção e concepção: Muriel Vittorea. Elenco: Bruno Macedo/Ismael Silva (Lior), Gui Vieira (Caim), Lis Nunes (Lilith), Nalu Oliveira (Sara) Pedro Henrique Meeta (Adão), Suellen Santos (Eva), Zé Carlos de Oliveira (Abel) e Well Nascimento (Umbra). Cenário: Muriel Vittorea. Iluminação: Muriel Vittorea. Produção: Grupo Trapo. Assistência de produção: Diego Brito, Kalil Zarif. Social media: Pedro Henrique Meeta. Edição de arte: Lis Nunes. Fotos: Juan Pablo. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e realização: Grupo Trapo.

Serviço                                                                                               

Espetáculo: O Banquete no Éden
Com: Grupo Trapo
Temporada: 6 e 7, 13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de março de 2026
Horários: Sextas e sábados, as 20h30
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia-entrada)
Vendas online: www.sympla.com.br/produtor/grupotrapo ou link no Instagram - @grupotrapo.  Não haverá bilheteria no local.
Duração: 70 min. Classificação: 18 anos (linguagem inapropriada, violência, nudez e tema sensível). Gênero: Tragédia antropogênese em família. 

Local: Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura
Rua Pedro Taques, 108 - Consolação. São Paulo/SP.
Acesso fácil: Metrô Higienópolis-Mackenzie. 

Informações importantes para o público:
Por respeito ao público e aos artistas, a entrada após o início do espetáculo não será permitida.
- Pedimos que todos cheguem com pelo menos 30 minutos de antecedência.
- Em caso de atraso, o valor do ingresso não será reembolsado.
- Não é permitido fotografar ou filmar a peça.
- Em caso de cancelamento ou alteração de data/horário do espetáculo, informaremos pelos canais oficiais de comunicação (Instagram - @grupotrapo e @nossocantoteatro). Nesses casos, o público poderá optar pela troca de ingressos para uma nova sessão ou pelo reembolso integral. 

O grupo

O Grupo Trapo foi criado no ano 2000 pelo ator e diretor Muriel Vitória, em São Paulo. Desenvolve trabalhos baseados em comportamentos humanos e na cultura popular utilizando como expressão e estética os elementos corporais pautados no ‘teatro de investigação corporal’. Suas montagens teatrais são apresentadas em espaços populares buscando contemplar todos os públicos e fomentar temas pertinentes à sociedade atual, mediadas principalmente por questões que afetam a todos direta ou indiretamente, seja nos conceitos, nas relações pessoais ou mesmo na própria arte, na crença, na cultura popular. Atua diretamente na região central da cidade, no bairro da Consolação, em seu teatro-sede - Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura. Apoia iniciativas e resiste, há 25 anos, com ações que visam o estreitamento de laços entre arte e sociedade.

Repertório / espetáculos: Tanto Frida Quanto Eu (2026), O Auto de Aparecida (2025), O Banquete no Éden (2024, remontagem), Jorge - Uma Ode ao Cavaleiro dos Dois Mundos (2023), Sobrevidas (2022); Savoir - Faire Éden (2020), As Desventuras de Pinóquio (2020), O Banquete no Éden (2019), Escola de Mulheres 2000 D/C (2019), As Desmemorias da Emília - A Marquesa de Rabicó (2019), Abelha Rainha (2017), O Quintal da Casa de Doroty, inspirado na obra de L. Frank Baum (2015), Levi (2015), O Planeta Fantástico do Principezinho, inspirado na obra de Antoine de Sant- Exupéry (2014); O Sorriso do Gato de Alice, inspirado na obra de Lewis Carrol (2014), Senhora Sertão, Menina, de Muriel Vitória (2015); Salve Rainha, de Muriel Vitória (2015), Pane no Circo, de Muriel Vitória (2009), O Sítio e Alice, baseado na obra de Monteiro Lobato, direção e adaptação de Muriel Vitória (2005), e Chega de Estresse, de Muriel Vitória (2000).

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Cia de Teatro Heliópolis abre inscrições gratuitas para oficinas de dança afro e corpo em movimento

Janette Santiago e Ana Flor de Carvalho / Divulgação

A Companhia de Teatro Heliópolis está com inscrições abertas para duas oficinas de formação gratuitas. Artista da dança e do corpo, Janette Santiago ministra a oficina de dança Experimentos Afro Corpóreos - Diálogos com o Tempo, entre os dias 3 de março e 29 de maio, às quartas e sextas, das 19h às 22h. Já a dançarina e cantora Ana Flor de Carvalho conduz a vivência corporal Corpo Caminho - Memória em Movimento, que ocorre no período de 9 de março a 25 de maio, às segundas-feiras, das 19h às 22h.

Os interessados, maiores de 18 anos, devem preencher formulário disponível na Bio da página da companhia no Instagram - @ciadetetroheliópolis. As aulas ocorrem na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da companhia, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Estas ações integram o projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, Contemplado no Edital Nº 38/2024 Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433, cujo objetivo é a manutenção das atividades do espaço pelo período de 18 meses. Toda a programação será divulgada oportunamente, e poderá ser acompanhada pelas redes sociais da Companhia.

Experimentos Afro Corpóreos - Diálogos com o Tempo - com Janette Santiago

A atividade se trata de uma aula de dança negra que parte de abordagens baseadas na investigação das corporeidades afro-diaspóricas para tecer um diálogo sensível entre o que fomos, o que somos e o espaço que ocupamos. A oficina é um convite para quem deseja pausar a pressa e mergulhar em uma escuta profunda de si. Não se trata apenas de aprender movimentos, mas de descobrir, no seu próprio ritmo, caminhos que despertem leveza, presença e curiosidade, construindo, na relação com o coletivo, um terreno seguro de aprendizagem e uma memória positiva do 'fazer dançar'. Na travessia de dois encontros semanais, a dança nasce de um diálogo sensível e continuado entre corpo, memória e espaço. A voz e a escrita surgem como rastros graduais de registro, ajudando a sedimentar uma memória viva do processo.

Janette Santiago habita o entrelaço da dança, do teatro e da educação. Artista da cena e do corpo, é também educadora, manipuladora de bonecos e orientadora corporal. Sua pesquisa nasce das corporeidades afro-diaspóricas, onde pulsa memória, invenção e encontro. Fez parte do corpo docente da Escola de Dança de São Paulo, Escola Livre de Dança de Santo André e Escola Livre de Teatro de Santo André. Como orientadora corporal, colaborou com as companhias Os Crespos, Cia Heliópolis, Cia Livre de Teatro, Cia Quatro Ventos e outras. Sua atuação também se estende ao audiovisual, tendo participado da série Nós Negros (SescTV) e do videodança Sobretudo (exibido na Bienal Sesc de Dança de 2019). Integrou projetos como IC para Crianças (Itaú Cultural), Obìnrin - Corpo e Voz para Resistir e Experiências Negras (Instituto Tomie Ohtake). Ministrou vivências de dança e ações formativas nos espaços Instituto Criar, Fundação Casa, Sesc’s e Bloco Afro Ilú Obá de Min.

Corpo Caminho - Memória em Movimento - com Ana Flor de Carvalho

Esta vivência de corpo nasce da experiência de Ana Flor de Carvalho junto às comunidades tradicionais, em diálogo com a Análise do Movimento de Laban, e dos saberes compartilhados no fazer coletivo. A partir de brincadeiras cantadas, da capoeira, do bumba-meu-boi, do cacuriá e da dança do caroço, propõe uma escuta sensível do corpo em movimento, reconhecendo gestos que emergem do cotidiano, do trabalho, da festa e da relação com a terra. O percurso atravessa as movimentações naturais, investigando como o corpo se organiza, se adapta e se expressa quando cruza a natureza, o ritmo e a oralidade. A vivência articula princípios do Laban - esforço, espaço, tempo e fluência - com práticas tradicionais, ampliando a percepção do movimento como linguagem viva. Mais do que aprender formas, convida à experiência do corpo como território de memória, ancestralidade e criação, onde tradição e invenção se encontram em fluxo contínuo.

Formada em Letras pela USP, e pós-graduada em Culturas Populares e Tradicionais, poeta, compositora e intérprete, Ana Flor de Carvalho é filha da pesquisadora Daraína Pregnolatto e do mestre Tião Carvalho. Vivenciou diversas expressões e matrizes da cultura popular brasileira nos grupos Cupuaçu (SP) e Flor de Pequi (GO), assim tendo desde cedo atuação como educadora e hoje é formadora na área. Integrou, como cantora, a banda Zafenate, que tem projetos paralelos na educação de jovens da periferia e na agroecologia. Participou de shows e gravações de álbuns de artistas da MPB - Coco Raízes de Arcoverde, Zeca Baleiro, Tião Carvalho, Ana Maria Carvalho, Lia de Itamaracá, Vitoru e outros. Integra o coletivo Poesia Maloqueirista (que visa o diálogo popular, com identidade mambembe, com ações e publicações) e a banda Forró do Assaré (criada por mulheres, atuando na difusão de músicas e compositores do universo do forró). É capoeirista no Grupo Nzinga de Capoeira Angola e atriz no Grupo Xingó. Atuou no filme O Tronco (de João Batista de Andrade) e no espetáculo Territórios de Resistência, Narrativas em Disputa - Florestanias, Sertanias, Ribeirias (de Maria Thais). Depois do projeto solo Ana Flor em seu Jardim (músicas da América Latina e autorais), veio Pranto Terra (álbum lançado em 2025 com suas próprias canções e de amigos).

O projeto

Durante a execução do projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho serão desenvolvidas diversas atividades de formação, difusão e intercâmbios, todas oferecidas ao público de forma gratuita. O projeto também prevê a modernização do espaço com de aquisição de equipamentos de luz, som e vídeo e móveis, o que vai proporcionar melhorias nas condições técnicas assim como na acolhida do público.

As Oficinas de Formação - teatro, voz, produção teatral, corpo e dança afro - foram elaboradas com o propósito de oferecer aos participantes uma ampliação de seus repertórios e experiências artísticas. Também será realizada uma Oficina Formação Teatral em Escola Pública para alunos na EMEF Campos Salles, em Heliópolis.

A programação prevê ainda apresentação de espetáculos convidados conjugados a workshop ministrados por integrantes dos grupos, rodas de conversa para debater temas contemporâneos como as questões da negritude brasileira, a causa LGBTQI+ e o feminismo, entre outros, residência artística para grupos de teatro, uma publicação virtual com registros textuais e imagéticos dos participantes do projeto e uma curta temporada do espetáculo Cárcere ou Porque As Mulheres Viram Búfalos (texto de Dione Carlos e encenação de Miguel Rocha) com Desmontagem comentada sobre o percurso criativo que originou a obra, além de expor as provocações éticas e escolhas estéticas feitas no processo.

Serviço

Oficinas de formação
Inscrições gratuitas - Formulário: instagram.com/ciadeteatroheliopolis/
Indicação: interessados em artes cênicas, maiores de 18 anos.

Oficina:
Experimentos Afro Corpóreos - Diálogos com o Tempo
Com Janette Santiago
Inscrições: Até 20/02/2026
Quando ocorre: 03 de março a 29 de maio - Quartas e sextas - 19h às 22h

Oficina: Corpo Caminho - Memória em Movimento
Com Ana Flor de Carvalho
Inscrições: Até 03/03/2026
Quando ocorre: 09 de março a 25 de maio - Segundas - 19h às 22h 

Onde ocorre: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP
Telefone: (11) 2060-0318 (WhatsApp)
Transporte público - Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.

Instagram: @ciadeteatroheliopolis | Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis 

Informações à imprensa - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
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Videoinstalação de Ruy Bento Vidal leva imersão, reflexo e reflexão ao Centro de Referência da Dança

Imagem da videoinstalação (foto/Lilica)
No dia 28 de fevereiro de 2026, sábado, às 14h, o artista visual Ruy Bento Vidal inaugura a videoinstalação imersiva Dança Comigo Essa Noite? no Centro de Referência da Dança, em São Paulo. Em curta temporada, a instalação segue aberta à visitação gratuita até o dia 16 de março, de segunda a sexta, das 10h às 21h, e aos sábados, das 14h às 21h.

A obra - que propicia uma imersão sensorial na poética do ser e estar em movimentos, sons e ilusões - apresenta a reflexão de um Ser Presente e de um Ser Virtual com a possibilidade de se conectarem em tempos e espaços etéreos. A ilusão virtual e o real colocam os espectadores em movimento, levando-os por uma trajetória na qual a experiência sensorial é vivenciada pela visão de diferentes ângulos e espacialidade.

Ruy Bento Vidal afirma que “Dança Comigo Essa Noite? busca difundir a arte como um meio de transformação e percepção sensorial, além de impactar o público nos possíveis planos de ser e de estar. Por meio do estímulo físico-mental-sensorial, numa ação lúdica, a proposta é levar a arte a um papel de experimentação artística na qual o ‘ser’ proporciona sensações para além da sua existência”.

O espaço cenográfico é composto por faixas de voal (tecido leve, fino e transparente) suspensas onde ocorrem projeções de imagens da natureza, entremeadas por painéis verticais de acetato espelhado, criando um espaço de interação. As imagens em vídeo refletem nas telas de tecido ao mesmo tempo em que as imagens dos visitantes são multi-refletidas nos painéis espelhados em um sedutor jogo de imagens que lhes convida: “Dança Comigo Essa Noite?”.

O espectador vai interagir, e refletir, com a imagem de um indígena que surge em expressão corporal análoga à letra Y, com pernas juntas e braços levantados (o corpo coberto por grafismo indígenas). O indígena “pagão” masculino inicia sua dança enquanto se contamina com a evangelização cristã. Os grafismos pagãos vão se apagando até ele se tornar um “civilizado sagrado”, sem nenhum registro de sua ancestralidade. Um raio provoca nele um choque de consciência. Recebe uma veste civilizada, um short. Outro raio! E, apesar da vestimenta, fecunda-se de sua ancestralidade, mesmo no ambiente “civilizado”. Começa, então, a receber novamente no corpo os seus signos ancestrais. Agora aparece renascido indígena ancestral com o corpo recoberto de sua identidade original. 

Realizado com o apoio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa e Governo do Estado de São Paulo, o projeto Dança Comigo Essa Noite? propõe acentuar a espacialidade e transcendência do público para exaltar e alertar sobre os direitos dos povos indígenas, sobretudo no reconhecimento à sua ancestralidade.

Serviço

Vídeoinstalação: Dança Comigo Essa Noite?

Artista: Ruy Bento Vidal
Abertura: 28 de fevereiro - Sábado, às 14h
Temporada: 28 de fevereiro à 16 de março de 2026
Horários: Segunda a sexta, das 10h às 21h, e sábado, das 14h às 21h
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Siga a vídeoinstalação: Instagram.com/ruybentovidal 

Centro de Referência da Dança

Galeria Formosa - Baixos do Viaduto do Chá.
Praça Ramos de Azevedo, S/N - Centro Histórico. SP/SP. CEP: 01037-000.
Tel.: (11) 3214-3249. Na rede: @crdancasp.

FICHA TÉCNICA (videoinstalação) - Dança Comigo Essa Noite? - Autor: Ruy Bento Vidal. Direção fotográfica: Alex Ribeiro. Edição / 1ª câmera: Eduardo Acevedo. Trilha sonora: Fernando Dias Martins Netto. Ator performer: Aury Porto. Coreógrafo indígena: Jandé Nhandu Potyguara. Grafismo indígena: Mbondjapé. Coordenação geral: Corpo Rastreado. Administração: Tatiane Aragão de Andrade. Som: Studio Sonora Indoor. Vídeo: Salinas Audiovisual. Making of: Lilica. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Apoio / projeto: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa e Governo do Estado de São Paulo.

Ruy Bento Vidal

Paulistano, Ruy Bento Vidal é artista visual e diretor e produtor de cinema, graduado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP (1978). Foi sócio-diretor da Construtora Rizzano (1979 - 1986), da Nave Mater Indústria e Comércio (1989 - 2000) e do Studio RBV Criações Artísticas (desde 2000).

Sua trajetória de mais de 50 anos de atuação tem destaque em trabalhos de cenografia urbana e de palco, em videoarte e em videoinstalações. Entre as instalações de arte, destaque para Seres em Arame (Memorial da América Latina), Mulheres de 68 (Osasco) e Natal Praça do Obelisco (Parque do Ibirapuera). Já em vídeoinstalações, Almas Aflitas (Memorial América Latina), Mar de Lágrimas (Museu Paulo Setúbal, Tatuí), Amores Possíveis (Clube Paineiras do Morumby) e Vídeo Instalação Holográfica (Alameda Janiah, SP).

Para unidades do Sesc São Paulo, criou as cenografias Mar de Águas Vivas (Ipiranga - Virada Cultural), Tendas de Luz, De Buriquioca a Bertioga e Copa 2014 (Bertioga). Também criou cenografias para prefeituras de São Paulo, Osasco, Carapicuíba e São Bernardo do Campo. Assinou cenografias de palco para shows de Maga Lieri (Centro Cultural São Paulo), Marcos Murimbau (Teatro Guaralhufa e Livraria da Vila), Fredi Jon / Irmãs Galvão (Itaú Cultural), Movimento Elefantes (Teatro da Vila), Grupo Araticum (Teatro da Vila) e para o espetáculo Ensaio Sobre a Orgia (Espaço Pinho de Riga), além das criações XIX Olimpíadas (Ginásio São Paulo Futebol Clube) e Saravá Ogum (Ginásio Municipal de Osasco).

Ruy atua também na direção e produção de filmes de curta-metragem, entre os quais O All Star e o Sax (2015 - Melhor Filme Experimental no Festival Internacional de Curtas-metragens de Villavicenzo - FICVI, Colômbia), Boxed in (2017), Asas de Encontro (2019), Almas Aflitas (2019) e Camélias (2023), além de Anno Domini e Fênix Astral, ambos em fase de finalização. Publicou os livros Receita de Prazeres (2012), que traz receitas em forma de poesia erótica, e a trilogia Explícito 1, Explícito 2 e Explícito 3 (2020), livros de poesias e crônicas que resultaram em roteiros para seus filmes. 

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