segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sede da Cia de Teatro Heliópolis recebe espetáculos de 5 grupos de territórios periféricos

Espetáculos convidados - montagem

A Companhia de Teatro Heliópolis apresenta temporada gratuita com cinco companhias teatrais convidadas, de 18 de abril a 24 de maio. Cada grupo realiza duas sessões, um workshop sobre seus respectivos processos criativos e roda de conversa após a primeira sessão. As apresentações ocorrem sempre aos sábado, às 20h, e domingos, às 18h, com ingressos gratuitos, além de interpretação em Libras em uma sessão de cada espetáculo.

 

Vinda de Cubatão, a Esquadrilha Marginália abre a temporada com Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda, nos dias 18 e 19 de abril. O Grupo Clariô de Teatro apresenta o espetáculo Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, nos dias 2 e 3 de maio. A companhia O Bonde chega com Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar, nos dias 9 e 10 de maio. Já a Cia Os Crespos entra em cena com duas montagens: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, dia 16 de maio, e A Solidão do Feio, dia 17 de maio. E a Cia Dos Inventivos apresenta Maria Auxiliadora, nos dias 23 e 24 de maio, fechando a série de grupos convidados.

 

Sobre as rodas de conversa com o público, participam os seguintes artistas: Sander Newton, diretor, pela Esquadrilha Marginália (18/4); Naruna Costa e Cleydson Catarina, diretores, pelo Grupo Clariô de Teatro (2/5); Lucas Moura, dramaturgo, por O Bonde (9/5); Lucelia Sérgio, diretora (16/5) e Sidney Santiago Kuanza, diretor/dramaturgo/ator, e Gabi Costa, diretora (17/5), pela Cia Os Crespos; e Flávio Rodrigues, diretor, pela Cia Dos Inventivos (23/5).

Quanto aos workshops, serão ministrados aos domingos, das 14h às 16h, por integrantes das companhias: Corpos Favela - Esquadrilha Marginália (19/4); Processo Criativo - Grupo Clariô (3/5); O Corpo Negro e o Teatro - O Bonde (10/5); Processo Criativo - Cia Os Crespos (14/5); e Oficina Inventiva - Cia Dos Inventivos (24/5). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do link disponível na Bio da Cia. de Teatro Heliópolis no Instagram - @ciadeteatroheliopolis.

As apresentações de grupos convidados integra a programação do projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, contemplado no Edital Nº 38/2024, Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433. Esta ação busca aprofundar a relação com coletivos que desenvolvem seus trabalhos nos territórios periféricos da cidade ou estado de São Paulo, por meio do intercâmbio artístico.

Serviço | Programação

 

Companhia de Teatro Heliópolis apresenta espetáculos convidados

Ingressos: Gratuitos – Bilheteria 1 hora antes das sessões.

Reservas online: Sympla

Programação, informações e inscrições para workshops (20 vagas):

https://www.instagram.com/ciadeteatroheliopolis/

 

Espetáculo: Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda

Grupo: Esquadrilha Marginália

Datas: 18 e 19 de abril - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 18/4 - com Sander Newton
Workshop - Corpos Favela: 19/4, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 19/4. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto

Grupo:  Grupo Clariô de Teatro

Datas: 2 e 3 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 2/5 - com Naruna Costa e Cleydson Catarina.

Workshop - Processo Criativo: 3/5, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 3/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar

Grupo: O Bonde

Datas: 9 e 10 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 9/5 - com Lucas Moura

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro: 10/5 - das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 10/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

Espetáculo: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 16 de maio - Sábado, às 20h

Roda de conversa: Após apresentação - com Lucelia Sergio
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: A Solidão do Feio

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 17 de maio - Domingo, às 18h

Roda de conversa: Após apresentação - com Sidney Santiago e Gabi Costa

Workshop - Processo Criativo: 17/5 - das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Maria Auxiliadora

Grupo: Cia dOs Inventivos

Datas: 23 e 24 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 23/5 - com Flávio Rodrigues.

Workshop - Oficina Inventiva: 24/5, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 24/5. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público: Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.
IG: @ciadeteatroheliopolis | FB: @companhiadeteatro.heliopolis 

SOBRE OS GRUPOS, ESPETÁCULOS E ATIVIDADES

Esquadrilha Marginália

Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda

Suas vivências, identidades e múltiplos elementos formam a raiz favela que alimenta o segundo espetáculo da Esquadrilha Marginália, grupo de Cubatão. Buscando uma experiência imersiva, propõe-se formas alternativas do fazer teatral junto ao narrar seus territórios. Por meio da pesquisa, improvisação e experimentação, fala sobre um encontro de muitos caminhos. No ato circular movido pelos elementos em quatro capítulos com seus versos, as múltiplas linguagens são ferramentas de construção coletiva de uma imersão que também busca tensionar as noções do imaginário envolta do Teatro. Na possibilidade de nomear o próprio teatro, convenciona-se essa obra como parte do teatro pós-épico. “Afinal, somos corpos-favelas pulsando no erro e na sinceridade, cubatense no verso que aqui é de verdade, é Kuipata’a, é Favela de Barro”.

Criado em 2016, o Esquadrilha Marginália é um grupo de Cubatão que pesquisa a linguagem popular e a estética periférica, traçando palafitas com as periferias do mundo. Formado por jovens artistas vindos da periferia de Cubatão, tem em seu repertório o espetáculo De Repente Tiago (2016), inspirado na literatura de Ariano Suassuna, com direção de Sander Newton, apresentado em diversos eventos e festivais na Baixada Santista. Idealizador do Papo Marginal, evento voltado para a formação sociorracial. Foi um dos grupos convidados para elenco da 4ª temporada do site specific Vila Parisi do Coletivo 302. Sua montagem mais recente é Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda.

Ficha técnica - Idealização: Esquadrilha Marginália. Direção: Sander Newton. Dramaturgia: JùpïRã Transeunte em Processo Colaborativo. Direção de movimento: Castilho. Atuação: Jezuz Pereira, Julia Victor, JùpïRã Transeunte, Michel do Carmo e Rafael Almeida. DJ/produção musical: Breno Garcia (Groovy). Desenho de Luz: Babi Sabino, Rafael Almeida e Larissa Siqueira. Desenho de cenografia: Jezuz Pereira. Concepção de figurino: Amelia Maria e Júlia Victor. Composição - canção das águas: Jezuz Pereira.

Roda de Conversa - Sander Newton - diretor de Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda e convidado da Roda de conversa - é Π4dįø∆tī√ådØ em Cuipataã. É ator, diretor, arte-educador e fotógrafo. Há mais de 10 anos, dedica-se a uma pesquisa sobre identidade, memória, ancestralidade e ressignificação do imaginário do território de Cubatão, junto ao Coletivo 302, contribuindo também nos processos da Esquadrilha Marginália e em outros projetos sociais e ambientais.

Workshop - Corpos Favela - Trata-se de uma oficina intensiva de teatro que emerge do processo criativo do espetáculo Favela de Barro, propondo uma imersão prática e sensível nas potências cênicas do território periférico. A partir de exercícios físicos, improvisações e provocações dramatúrgicas, a oficina investiga o corpo como arquivo vivo, atravessado por memória, violência, afeto, sobrevivência e invenção. Indicado para artistas, iniciantes e interessados em processos criativos comprometidos com o território, Corpos Favela é um espaço de experimentação e escuta, onde cada participante é convidado a reconhecer e ativar sua própria presença como gesto político e poético.

Grupo Clariô de Teatro

Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto

O espetáculo do premiado Grupo Clariô de Teatro conta com a inédita parceria de Naruna Costa (ganhadora do prêmio APCA de direção/2018) com o mestre brincante Cleydson Catarina (multiartista cearense), que assinam a direção em conjunto. Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto conta com a narrativa poética do escritor e dramaturgo cearense Alan Mendonça e a colaboração do poeta Ubere Guelé (SP). No elenco, Martinha Soares, Naloana Lima, Washington Gabriel, Alexandre Souza, Rager Luan, Thaíse Reis e Robert Gomes, e as musicistas Di Ganzá e Gabriel Coupe.

Nascimento, batismo, morte e renascimento. Esta é a liturgia de Boi Mansinho. Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, uma peça inspirada na história real, pouco difundida no Brasil, sobre a Irmandade da Santa Cruz do Deserto. Uma comunidade popular que ousou construir uma sociedade igualitária, uma vida em comunhão no Cariri cearense nas primeiras décadas do século passado, mas que fora perseguida e destruída pelas forças militares oficiais da época, mancomunadas com os poderosos daquela região sob o argumento de fanatismo e como receio que ali nascesse uma “nova Canudos”. Com a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, o Grupo Clariô narra a sagada irmandade liderada pelo Beato José Lourenço, traçando um paralelo com a narrativa fictícia de uma comunidade de Boi Bumbá fundada na periferia de São Paulo dos tempos atuais, por um migrante cearense sobrevivente do massacre do Caldeirão, que também tem sua tradição ameaçada e perseguida pelos poderosos do dinheiro e do Estado.

O Grupo Clariô de Teatro é um coletivo que busca pela cena, troca e debate, defender a arte produzida pela periferia, na periferia e para a periferia. Desde 2005, segue refletindo o teatro nas bordas da segunda maior metrópole da America Latina. Suas produções tentam traduzir as inquietações políticas e artisticas do coletivo que, sendo em sua maioria negro e periférico, propõe um caminho de pesquisa que contribua com o debate sobre a presenças desses corpos na cena e as demandas dessa realidade social, construindo não só narrativas, mas uma estética própria, típica da quebrada. Seu trabalho se concentra em Taboão da Serra.

Ficha técnica - Texto: Alan Mendonça. Direção: Cleydson Catarina e Naruna Costa. Intérpretes criadores: Alexandre Souza, Cleydson Catarina, Martinha Soares, Naloana Lima, Rager Luan, Robert Gomez, Thaíse Reis, Uberê Guelé e Washington Gabriel. Direção musical: Naruna Costa. Musicistas: Naruna Costa, Di Ganzá e Gabriel Coupe. Figurino: Martinha Soares. Maquiagem: Naloana Lima. Cenário: Alexandre Souza e Rager Luan. Iluminação: Rager Luan e Alexandre Souza. Bonecos: Rager Luan. Adereços: Uberê Guelè, Rager Luan e Cleydson Catarina. Realização: Grupo Clariô De Teatro.

Workshop - Processo Criativo - O objetivo da atividade é difundir a arte da representação cênica, trazendo elementos artísticos que o Grupo Clariô usa para a criação dos seus espetáculos, levando aos participantes um conhecimento prático do teatro periférico e popular. O trabalho é desenvolvido com exercícios de improvisação, noções básicas de palco, exercícios de expressões corporal e vocal, leituras de texto e jogos dramáticos. A aula será conduzida de forma livre e dinâmica, fazendo com que cada participante libere suas potencialidades intelectuais e físicas.

O Bonde

Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar 

Quatro pessoas pretas - 12, 13, 23 e 40 - foram salvas, quando crianças, de uma guerra por um padre branco. Desde então elas vivem em sua fazenda cuidando das tarefas diárias, supervisionadas por Zero, um homem preto um pouco mais velho. O padre nunca sai da capela, a guerra nunca atingiu a fazenda, e sempre que os porquês são questionados, o sino soa e tudo volta a ser como antes (quase sempre). Ou quase sempre. Segunda montagem d’O Bonde e primeiro espetáculo adulto do coletivo teatral paulista, a peça-filme Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar concentra sua ação na história das personagens. Esta é a primeira direção da Roberta Estrela D’Alva fora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e a direção musical é da atriz, compositora e DJ Dani Nega.

Desde 2017, O Bonde é um grupo de teatro negro com pesquisa cênica em São Paulo. Nominalmente referenciados a ajuntamentos negros e periféricos com o objetivo de aquilombar-se, são também as próprias singularidades em movimento conjunto, podendo se construírem como um núcleo, um grupo, um coletivo ou um Bonde. São artistas negros e periféricos, formados na Escola Livre de Teatro de Santo André. Tem como pesquisa de linguagem a palavra e a narratividade como ferramenta de acesso, denúncia e discussões afrodisapóricas. A abordagem épica da palavra como distanciamento dramático e aproximação narrativa é eixo fundante dos pensamentos, desejos e mergulhos no fazer teatral em São Paulo.

Ficha técnica - Direção: Roberta Estrela D'Alva. Dramaturgia: Lucas Moura. Elenco: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Joy Catarina/Marina Esteves. Vozes Mãe e Criança: Grace Passô e Negra Rosa. Direção musical: Dani Nega e Roberta Estrela D'alva. Produção Musical: Dani Nega. Músicas "Saci" e "Tocar o Gado": Dani Nega e Lucas Moura. Sample "Menino 23": Belisário Franca. Treinamento e desenho de Spoken Word: Roberta Estrela D'Alva. Cenografia e figurino: Ailton Barros. Desenvolvimento de figurino: Leonardo Carvalho. Desenho de luz: Matheus Brant. Montagem de luz: Matheus Brant e Leticia Nanni. Operação de luz: Matheus Brant e Leticia Nanni. Técnico de som: Hugo Bispo. Cenotecnia: Douglas Vendramini e Helen Lucinda. Produção: Corpo Rastreado. Realização: O Bonde.

Roda de Conversa - Lucas Moura (dramaturgo) - Lucas cursa Filosofia pela USP, é formado em dramaturgia pela SP Escola de Teatro, pela Escola Livre de Teatro e pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi. É também ator formado pela Cia. do Nó de Teatro. Como roteirista e diretor de podcast, foi um dos vencedores do edital Sound Up Brasil, do Spotify, que premiou 20 podcasters negros e indígenas do Brasil. Seu podcast ficcional para crianças negras, Calunguinha, o Cantador de Histórias, lançado em 2022, é um dos podcasts infantis mais escutados do Brasil, e conta com nomes como Lázaro Ramos, Yuri Marçal, Solange Couto, Douglas Silva, Theresa Cristina, Babu Santana, Ìcaro Silva, Naruna Costa, Luedji Luna e Margareth Menezes. 

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro - Investiga como o corpo negro foi historicamente representado na tradição ocidental e como pode se afirmar como produtor de suas próprias narrativas. A partir de jogos de improvisação, práticas corporais, jogos de narratividade, exercícios de memória e partilhas orientadas, a oficina propõe o resgate de histórias individuais e coletivas, promovendo reconhecimento, olhar crítico, autoestima e autonomia criativa. Organizada em quatro etapas - ativação e roda de chegada; improvisações e práticas corporais; narrativas pessoais e coletivas; e debate e elaboração crítica - a oficina dialoga diretamente com os procedimentos de criação do coletivo O Bonde, que pesquisa a palavra, a narratividade, e a necropolitica aos corpos negros - lendo esse corpo como arquivo vivo atravessado por tempo, memória, território e ancestralidade.

 

Cia Os Crespos

 

A Solidão do Feio

Monólogo performático, A Solidão do Feio é encenado e escrito pelo multiartista Sidney Santiago Kuanza, apresenta trajetória do romancista carioca Lima Barreto. Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória da vida e obra do escritor Afonso Henrique de Lima Barreto. O personagem, é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro. Partindo de um velório em área externa da encenação, a história é contada em fragmentos não cronológicos da vida de Lima e passeia por diferentes gêneros teatrais. Sob a perspectiva performática do teatro panfletário - resultado da pesquisa continuada da Cia Os Crespos - Lima Barreto ganha, de acordo com Sidney Santiago, face do herói nacional. "Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney. Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.

 

Ficha técnica - Concepção, dramaturgia e atuação: Sidney Santiago Kuanza. Direção: Gabi Costa e Sidney Santiago Kuanza. Direção de produção: Rafael Ferro e Sidney Santiago Kuanza. Direção de arte e produção executiva: Jandilson Vieira. Dramaturgia de imagens e desenho de som: Eduardo Alves. Iluminação: Denilson Marques. Cenografia: Wanderley Wagner. Figurino e trilha sonora: Sidney Santiago Kuanza. Figurino especial Lima Barreto: Zebu. Fotografia: Pedro Jackson e Fredo Peixoto. Adereços e desenho de traje: Thiago Figueira. Vozes off: Darília Ferreira, Heitor Goldflus e Pedrão Guimarães.

 

Engravidei Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas

Em cena, a privacidade de cinco mulheres negras é flagrada quando expõem suas trajetórias afetivas, permitindo ao público entrar em seus respectivos cotidianos. Elas tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. O espetáculo investiga as relações entre afetividade, Negritude, gênero e o impacto da escravidão na nossa maneira de amar. Nesse trabalho a Cia Os Crespos se debruça sobre temas como relações familiares, alteridade, direitos reprodutivos, sexo e violência contra a mulher. Em um jogo, no qual a plateia acompanha a transformação da atriz em diferentes personagens, a peça cruza fragmentos de vidas, sem necessariamente confrontá-las, entregando para o público a linha que costura seus caminhos.

 

Fundada em 2005, a Cia. Os Crespos é um coletivo de artistas negros que se consolidou como um dos principais expoentes do teatro negro no Brasil. Conquistando espaço em espaços e mostras culturais pelo Brasil e exterior. A companhia é reconhecida por valorizar o protagonismo negro e promover debates sobre questões raciais, culturais e sociais. Entre seus projetos mais importantes está a trilogia Dos Desmanches aos Sonhos, composta por Além do Ponto, Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas e Cartas à Madame Satã ou Me Desespero Sem Notícias Suas, que investiga as relações afetivas e a construção de subjetividades negras. Atualmente, circula com seus recentes espetáculos, De Mãos Dadas com Minha Irmã e A Solidão do Feio, indicado ao Prêmio Shell na categoria Melhor ator 2024.

 

Ficha técnica - Direção e atuação: Lucelia Sergio. Co-direção: Aysha Nascimento e Sidney Santiago Kuanza. Texto: Cidinha da Silva. Dramaturgia: Os Crespos e Cidinha da Silva. Atrizes colaboradoras processo criativo: Dani Nega, Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto e Nádia Bittencourt. Direção de arte: Mayara Mascarenhas. Desenho de luz: Edu Luz. Trilha sonora: Dani Nega. Músicas compostas: Miriam Bezerra ("O Tempo Não Estanca" e "Quando o Carnaval Chegar") e Darlene (“O que é o amor depois da dor?”). Vídeo final: Renata Martins. Vídeo Mapping e edição de vídeo: Ramon Zago. Produção: Rafael Ferro.

 

Cia dOs Inventivos

 

Maria Auxiliadora

São Paulo, final da década de 1930. Maria Auxiliadora, João, Vicente, Conceição e demais irmãs(os) formam uma grande família de artistas negras/os que migram para a zona norte de São Paulo (SP). Em meio aos desafios da cidade, a família Silva vai tecendo a sua história e exercendo o seu protagonismo junto a outras famílias que construíram a metrópole paulistana. Pelas veredas do teatro popular, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade. Uma reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974). São Paulo, final da década de 1930. Maria Auxiliadora, João, Vicente, Conceição e demais irmãs(os) formam uma grande família de artistas negras/os que migram para a zona norte de São Paulo (SP). Em meio aos desafios da cidade, a família Silva vai tecendo a sua história e exercendo o seu protagonismo junto a outras famílias que construíram a metrópole paulistana. Pelas veredas do teatro popular, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade. Uma reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974). Duração: 120 minutos Classificação etária: 14 anos

 

Ficha técnica - Concepção e direção geral: Flávio Rodrigues. Assistência de direção: Aysha Nascimento. Artistas-criadora(es): Adilson Fernandes, Aysha Nascimento, Carol Nascimento, Danilo de Carvalho, Dirce Thomaz, Flávio Rodrigues, Marcos di Ferreira, Natali Santos (stand-in), Taynã Azevedo e Val Ribeiro. Dramaturgia: Dione Carlos. Dramaturgia da cena: Cia dOs Inventivos. Direção musical: Jonathan Silva. Músicas originais: Adilson Fernandes, Bruno Garcia, Carol Nascimento, Dani Nega, Flávio Rodrigues e Jonathan Silva. Cenografia: Flávio Rodrigues e Wanderley Wagner. Desenho de luz: Wagner Pinto. Instalação e adereços: Marcos di Ferreira e Taynã Azevedo. Figurino: Silvana Marcondes. Fotografia: Zé Barretta. Produção Geral: Cia dOs Inventivos.

 

Workshop - Oficina Inventiva - Com 22 anos de trajetória, o núcleo da Cia dOs Inventivos tem como objetivo a partilha das experiências adquiridas nas montagens de seu repertório. São mais de duas décadas dedicadas às pesquisas sobre o teatro popular e teatro de rua, voltados aos princípios fundamentados nos modos de criação com base no processo colaborativo e no teatro épico-narrativo, às distintas manifestações no tempo/histórico e ao rigor corporal com treinamentos específicos para as montagens. A oficina, ministrada por Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues e Marcos di Ferreira, tem como premissa a partilha dessas experiências e a revisitação de fundamentos e a continuidade na pesquisa coletiva.

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 27 de março de 2026

Gratuito, Saia Sambando leva oficina de canto e rodas de samba para mulheres à Biblioteca Mário de Andrade

As atividades têm participação da percussionista Dadá Samba e da cantora Roberta Oliveira.

Dadá Samba e Roberta Oliveira

No dia 11 de abril de 2026, sábado, a Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, recebe o quarto evento do projeto Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo, das 14h às 17h, com entrada gratuita. O evento celebra a presença e a força das mulheres no samba por meio de uma Oficina de Percussão com a percussionista Dadá Samba e duas rodas de samba conduzidas pelo coletivo Saia Sambando, tendo participação da cantora Roberta Oliveira em uma delas.

A Oficina de Percussão com Dadá Samba acontece às 14h, sendo aberta para o público feminino, com 14 anos ou mais. A atividade é destinada àquelas que tenham interesse em ter as primeiras noções de ritmo e aprendizado prático de instrumentos como surdo, pandeiro, e tamborim. As inscrições devem ser feitas no dia e local.

Às 15h, ocorre a Roda de Samba e Bate-papo com a cantora Roberta Oliveira, tendo o Saia Sambando na condução. A convidada especial intercala música e bate-papo, dividindo com o público um pouco da sua trajetória, sua história de vida e sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no universo do samba.

Também conduzida pelo coletivo Saia Sambando, a Roda de Samba com Microfone Aberto às Vozes Femininas acontece às 16h. Nesta atividade, o microfone fica aberto às mulheres - em toda a sua diversidade - para que possam cantar, experimentar o canto e descobrir sua voz. Com o suporte musical e afetivo do grupo, as participantes são incentivadas a interpretar canções consagradas do repertório do samba, fortalecendo a relação com o gênero e promovendo um espaço de troca e aprendizado e gerando autoconfiança.

O projeto

Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo já passou pelos CEUs Heliópolis, Sapopemba e Tremembé, e segue para mais dois espaços de diferentes regiões de São Paulo com o objetivo de incentivar mulheres a experimentarem o canto. As ações, iniciadas entre outubro de 2025, terminam em abril de 2026, em equipamentos culturais públicos da capital, sempre com uma oficina de canto ou de percussão e rodas de samba abertas, realizadas em um mesmo dia, com entrada gratuita. As atividades contam com participação das integrantes atuais do Saia Sambando e de ex-integrantes do coletivo. O projeto foi contemplado pela 2ª Edição de Fomento às Comunidades de Samba e Fomento ao Samba da Cidade de São Paulo para a Cidade de São Paulo - da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

FICHA TÉCNICA Oficineira: Dadá Samba. Cantora convidada: Roberta Oliveira. Coletivo Saia Sambando: Vozes - Marta Guerreiro, Nicole Costa, Nilce Reis, Renata Bruggemman, Tati Barile e Paola Calderaro. Banda: Claudio Temóteo (violão), Edilene Ferreira dos Santos (cavaco), Jessica Souza, Luciana Fernandes e Moema Souza (percussão). Som: Claudio Moraes - CM2 Sonorização. Designer gráfico e fotos: Ema Soluções Criativas / Amanda Sangali. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Tati Barile e Nathalia Meyer. Produção: Leonardo Escobar e Nathalia Meyer.

Serviço

Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo
Dia 11 de abril de 2026 - Sábado, das 14h às 17h
Entrada gratuita.
Local: Biblioteca Mário de Andrade
Rua da Consolação, 94 - República. São Paulo/SP. 01302-000. 

14h - Oficina de Percussão
Ministrante: Dadá Samba
Indicação: Mulheres acima de 14 anos. 20 vagas. Inscrições no dia e local do evento. 

15h - Roda de Samba e Bate-papo
Com: Coletivo Saia Sambando & Roberta Oliveira
Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

16h - Roda de Samba com Microfone Aberto às Vozes Femininas
Com: Coletivo Saia Sambando.
Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

Sobre as artistas participantes

Dadá Samba - Atuante no samba desde 1991, Dada é percussionista, técnica de som e produtora cultural com trajetória marcada pela valorização do protagonismo feminino na música. Iniciou a carreira na década de 1990, iniciando no seu primeiro grupo feminino, Kalimba, em 1991, contribuindo para a afirmação das mulheres no samba. Em 2015, idealizou o projeto Resgatando Raízes, voltado à valorização de mulheres e seus trabalhos autorais, ampliando sua atuação como técnica de som e oficineira percussiva. A partir do projeto, no Estúdio Poesia, do Instituto Favela da Paz, especializou-se em gravação e mixagem, e gravou e mixou o álbum O Samba é a Minha Verdade, de Bernadete, e mixou Samba Revolução, do grupo Dona da Rua. Como percussionista, integra diversos coletivos femininos no samba e compõe a banda da cantora Raquel Tobias, no projeto Mulheres no Sincopado. Como técnica de som e percussionista, atua nos projetos do Massembas de Ialodês, grupo que valoriza culturas de matriz africana e vozes femininas negras. Colabora com Roberta Oliveira e o Bando de Lá, Luana Bayo, Samburbano, Grupo Dona da Rua, Samba da Elis e outros. Está em turnê ao lado de Renata Jambeiro no show Mestiça - Celebrando Clara Nunes, que celebra o legado da intérprete mineira e reverência à força das mulheres no samba.

Roberta Oliveira – Roberta é uma cantora e compositora campineira, que reside em São Paulo há mais de duas décadas. Com um histórico de lutas sociais em prol da educação e da juventude, a artista usa seu canto e articulação como ferramenta política e de denúncia, evidenciando em seu repertório temas como racismo e religiosidade afro-brasileira, entre outros. Em sua trajetória, participou de diversos coletivos e projetos de samba, entre eles o Grêmio Kolombolo Diá Piratininga, e apresentou-se e com grandes nomes do samba e da música popular brasileira como Fabiana Cozza, Mart’nália, Nubia Maciel, Samba de Dandara, Renata Jambeiro, Zé da Velha, Silvério Pontes, Adriana Moreira, Dona Inah, Roberto Riberti, Paulo Vanzolini, Toinho Melodia, Wilson das Neves, Wilson Moreira e Sidney Magal, com quem dividiu os vocais do Mega Bloco Carnavalesco Breg’s Nice, por 7 anos. Desde 2013, comanda a roda de samba Samburbano, que acontece no último sábado do mês, no Largo da Santa Cecília. Em 2010, formou o grupo Bando de Lá com quem lançou, em 2020, seu primeiro EP, intitulado Roberta Oliveira & O Bando de Lá, e, em 2024, o álbum Pejí - O Altar Sagrado do Samba.

Saia Sambando - Fundado em 2018, o coletivo Saia Sambando é composto por cantoras, cujo objetivo é possibilitar a inserção de mulheres no samba como uma forma de acolhimento para que elas possam cantar. O grupo é fruto do esforço de mulheres de diferentes origens e profissões que encontraram no canto e no samba esse lugar de acolhimento, afeto e desenvolvimento pessoal. As mulheres são parte fundamental da história do samba, ocupando um papel cada vez mais relevante na sua preservação e disseminação. O projeto busca aproximar as mulheres do universo do samba com o intuito de ampliar suas potencialidades, fortalecendo suas vozes e presenças.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

quinta-feira, 26 de março de 2026

Rosas Periféricas apresenta TeatroFunk em Pereira Barreto e Araçatuba pelo Circuito Sesc de Artes

 O grupo - indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 na categoria Energia que Vem da Gente - apresenta Ladeira das Crianças - TeatroFunk em espaços públicos de 12 cidades paulistas.

Foto de Andressa Santos 

Fundado na zona leste de São Paulo, há 17 anos, o Grupo Rosas Periféricas participa do Circuito Sesc de Artes 2026 com o espetáculo infantojuvenil Ladeira das Crianças - TeatroFunk, com acesso gratuito. Na região atendida pelo Sesc Birugui as apresentações ocorrem nas cidades de Pereira Barreto (4 de abril, sábado, das 17h às 21h) e Araçatuba (5 de abril, domingo, das 16h às 20h). Toda a programação pode ser acessada pelo sescsp.org.br/circuitosescdeartes.

Até o dia 26 de abril, o Rosas Periféricas circula por mais seis cidades paulistas - Mirassol (11/4), Nipoã (12/4), Tanabi (18/4), Votuporanga (19/4), Monte Alto (25/4) e Bebedouro (26/4), após ter realizado sessões também em Tupã, Assis, Osvaldo Cruz e Adamantina.

Concebido no formato teatro de rua, Ladeira das Crianças - TeatroFunk é livremente inspirado nas obras literárias O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, que inova na estética ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na estética. O enredo traz o bonde da ladeira, onde tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e com narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz. Percebendo a forte presença desse som no cotidiano infantojuvenil, o Rosas Periféricas acessa esse público por meio do funk, com o ritmo, os beats, o passinho e as rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). Como contar quem são as crianças da sua periferia? Como cantar quem são elas? Refletindo sobre a identidade da criançada periférica e sobre os bens culturais do território acessado na fase infantojuvenil, Ladeira das Crianças - TeatroFunk estreou em 2019. O texto e a direção é assinada conjuntamente pelo Grupo Rosas Periféricas. No elenco, Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento.

Circuito Sesc de Artes - Entre 21 de março e 26 de abril, o Circuito Sesc de Artes chega à sua 18ª edição e integra as comemorações dos 80 anos do Sesc São Paulo, consolidando-se como a maior edição realizada. Ao longo de seis semanas, 133 municípios da Grande São Paulo, do interior e do litoral receberão 123 atividades artísticas gratuitas divididas em 12 roteiros diferentes, que somam mais de mil sessões em praças e espaços públicos. Realizado pelo Sesc São Paulo em parceria com Prefeituras Municipais e Sindicatos do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Circuito reafirma seu papel de articular territórios, democratizar o acesso à cultura e promover encontros entre diferentes linguagens e gerações artísticas. Teatro, música, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias compõem uma programação diversa que ocupa o espaço público como lugar de convivência e experiência cultural. Ao todo, 23 unidades estão envolvidas na realização do projeto. A programação na região atendida pelo Sesc Birigui passa por Castilho (21 de março), Mirandópolis (22 de março), Lins (28 de março), Penápolis (29 de março), Pereira Barreto (4 de abril) e Araçatuba (5 de abril).

Serviço | Programação

Circuito Sesc de Artes - De 21 de março e 26 de abril de 2026
Infantojvuenil: Ladeira das Crianças - TeatroFunk
Com Grupo Rosas Periféricas
Acesso gratuito. Duração: 55 min. Classificação: Livre.
Programação completa - sescsp.org.br/circuitosescdeartes 

Pereira Barreto: 4 de abril - Sábado, das 17h às 21h
Praça da Bandeira “Comendador Jorge Tanaka”, S/N - Centro
Araçatuba: 5 de abril - Domingo, das 16h às 20h
R. Armando Sales de Oliveira, 34-42 - Bairro das Bandeiras - Praça Getúlio Vargas 

Próximas apresentações
Mirassol: 11 de abril - Sábado
Nipoã: 12 de abril - Domingo
Tanabi: 18 de abril - Sábado
Votuporanga: 19 de abril - Domingo
Monte Alto: 25 de abril - Sábado
Bebedouro: 26 de abril - Domingo 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quinta-feira, 19 de março de 2026

Rosas Periféricas apresenta Ladeira das Crianças - TeatroFunk no Biblioteca Viva

Foto de Andressa Santos

Fundado na zona leste de São Paulo, há 17 anos, e indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 na categoria Energia que Vem da Gente, o Grupo Rosas Periféricas apresenta o espetáculo infantojuvenil Ladeira das Crianças - TeatroFunk, com entrada gratuita, em três bibliotecas municipais de São Paulo.

As sessões, que integram o programa Biblioteca Viva, ocorrem em março nos seguintes espaços: Biblioteca Ricardo Ramos (Vila Prudente), dia 25/03, quarta, às 14h; Biblioteca Narbal Fontes (Santana) e Biblioteca Pedro Nava (Mandaqui), ambas no dia 27/03, sexta, respectivamente às 11h e às 15h.

Concebido no formato teatro de rua, Ladeira das Crianças - TeatroFunk é livremente inspirado nas obras literárias O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, que inova na estética ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na estética. O enredo traz o bonde da ladeira, onde tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e com narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz. Percebendo a forte presença desse som no cotidiano infantojuvenil, o Rosas Periféricas acessa esse público por meio do funk, com o ritmo, os beats, o passinho e as rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). Como contar quem são as crianças da sua periferia? Como cantar quem são elas? Refletindo sobre a identidade da criançada periférica e sobre os bens culturais do território acessado na fase infantojuvenil, Ladeira das Crianças - TeatroFunk estreou em 2019. O texto e a direção é assinada conjuntamente pelo Grupo Rosas Periféricas. No elenco, Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento.

Grupo Rosas Periféricas - Grupo atuante na Zona Leste, o Rosas Periféricas iniciou suas pesquisas teatrais em 2008, consolidando-se como um grupo no ano seguinte. São artistas e educadores(as) que investigam linguagens cênicas ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem. Com sede no Parque São Rafael, seu repertório traz os espetáculos: Vênus de Aluguel (2009), com temporada no Teatro X; A Mais Forte (2010); performance Fêmea (2012); Rádio Popular da Criança (2013); Narrativas Submersas (2014), cortejo que abre a Trilogia Parque São Rafael; Lembranças do Quase Agora (2015), segundo ato; Labirinto Selvático (2016), que fecha a Trilogia; e Ladeira das Crianças - TeatroFunk (2019), infantil que marcou os 10 anos do grupo. Desde 2018, realiza em sua sede o Sarau da Antiga 28, que troca conversas, música e versos com artistas e mestres, além de ter o microfone aberto para a comunidade exercitar a expressividade. Por várias vezes, foi contemplado em editais da cidade e do estado de São Paulo. Já se apresentou em unidades do Sesc São Paulo, Casas de Cultura, Fábricas de Cultura, praças e ruas; participou do Festival Internacional de Teatro de Setúbal (Portugal) e da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência (Teatro de Arena Eugênio Kusnet). Realizou o projeto Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro (2020-2023), que incluiu livro biográfico e documentário. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 - categoria Energia que Vem da Gente, pelo conjunto da obra de 15 anos de teatro nas periferias.

Serviço

Biblioteca Viva
Infantojuvenil: Ladeira das Crianças - TeatroFunk
Com Grupo Rosas Periféricas
Entrada gratuita. Duração: 55 min. Classificação: Livre. 

25/03 - Quarta
14h - Biblioteca Ricardo Ramos
Praça do Centenário de Vila Prudente, 25 - Vila Prudente. SP/SP. 03132-050. 

27/03 - Sexta
11h - Biblioteca Narbal Fontes
Rua Conselheiro Moreira de Barros, 170 - Santana. SP/SP. 02018-010.
15h - Biblioteca Pedro NavaAv. Engenheiro Caetano Álvares, 5903 - Mandaqui. SP/SP. 02413-100. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br