quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Sesc Ipiranga apresenta Nossa Conquista, espetáculo inédito do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC)

Deni Marquez, Maria Gabi (foto de Jerê Nunes)
O Sesc Ipiranga apresenta Nossa Conquista, o novo espetáculo do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), coletivo que completa 10 anos em 2026. Com dramaturgia e direção de Gabriel Cândido, a montagem estreia no dia 28 de agosto, sexta-feira, às 20h, e segue em temporada até o dia 3 de outubro, às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h. Duas sessões ocorrem também às quintas, 24/9 e 1/10, às 20h.

A história que o NNPC encena tem como personagem um rio encantado, que dá nome ao espetáculo. Ele possui mistérios que fazem qualquer contato com suas águas ser contraindicado. As regiões das margens desse rio são formadas por fronteiras onde convivem pessoas de diversas diásporas, interessadas em atravessar para as Grandes Capitais do Mundo. O desejo dessa travessia não é visto com bons olhos pelas autoridades das metrópoles, por isso a região é monitorada por Soldados da Paz, implicados na contenção de um fluxo migratório cada vez mais inevitável. Disputando contra os soldados, está um bando de atravessadores, conhecidos como Bixos da Fronteira, sempre prontos para atravessar ilegalmente quem tiver coragem de arriscar tudo para conseguir uma oportunidade de vida melhor, em troca de um bom negócio.

Nesse contexto, acompanhamos a trama de três outras personagens, os órfãos Machépé e Zizú, gêmeos separados na infância, e de Neydí, a responsável por cuidar dos irmãos quando eram crianças. Quando viram adultos, Machepé se torna um Bixo da Fronteira, enquanto Zizú vira um Soldado da Paz. Neydí, por sua vez, vai de um extremo a outro quando transita de Bixo da Fronteira para Primeira-Ministra da Grande Capital do Norte, numa ascensão surpreendente. Através dessas trajetórias, o público é apresentado a um universo fabular que ilustra, seja por meio de metáforas, seja construindo imagens que se confundem com o real, as relações entre o colonialismo, a diáspora negra e o capitalismo, cuja exploração predatória das Grandes Capitais impõe ao meio ambiente um destino fatal para a própria humanidade. Impactados pelo contato acidental com o rio Nossa Conquista, Machépé, Zizú e Neydí, cada a um a seu modo, terão suas histórias cruzadas por complexos encontros e desencontros em diferentes tempos e espaços para escaparem da tragédia prevista em seus caminhos.    

A encenação de Nossa Conquista tem como fundamento a narratividade como expressão poética, ética, estética e política para contar uma história dialógica com a contemporaneidade. No palco, não há divisão formal entre ator/atrizes e músicos/musicistas como é comum em peças de teatro com banda em cena, conforme afirma Gabriel Cândido: “Isso ocorre para prevalecer em cena a presença da coletividade como um dos elementos narrativos, tendo a intenção de brincar de ser e não ser personagem, se misturar e às vezes se separar e perder dessa massa de gentes que a dramaturgia fala. Tudo isso, seja por meio da música e toque de instrumentos ou dizendo um texto ou na execução de qualquer outra ação cênica. Esse brincar
é um ato importante para nós, porque é o que constitui a integridade das cenas e a relação de cumplicidade com o público.”.

O elenco é composto por Ana Cruse (musicista), Deni Marquez (ator), Júlio Dreads Oliveira (músico), Jokaro (músico), Loiá Fernandes (atriz), Marina Aferes (musicista) e Maria Gabi (atriz), além de Tamires Santino (contrarregra), que faz algumas intervenções em cena para manejar cenários e objetos cênicos. Juntos, sob a direção musical de André Papi, executam ao vivo uma trilha sonora autoral com mais de 10 canções concebidas em sala de ensaio a partir de gêneros musicais da cultura negra brasileira e diaspórica. A dimensão estética do espetáculo, que tem como objetivo criar uma experiência imersiva para contar a história, possui o desenho de luz de Juliana Jesus, o cenário de Calu Batista e os figurinos feitos pelas Cangaceiras Futuristas, Heleonora Pinheiro e Iasmine Carvalho.

O espetáculo Nossa Conquista (Editora Entremares/2022) é a Parte II do projeto Escombros, uma trilogia que tem por objetivo a elaboração cênica e dramatúrgica de peças de teatro que falem, de forma ficcional, sobre as relações entre fome, terra, colonialismo, identidade e capitalismo em intersecção com a ancestralidade, as memórias e a história da população negra-diaspórica. A parte I, Fala das Profundezas (Editora Javali/2018), estreou em 2022.

Sobre o NNPC

O Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), fundado por Deni Marquez, Gabriel Cândido, Jerê Nunes, Maria Gabi e Thais Namai, existe desde 2016 em São Paulo. O coletivo tem como fundamento ético, poético, estético e político as relações complexas entre imaginação, memória e ficção a partir da história da população negra-diaspórica, lançando mão das artes das cenas e do audiovisual para as suas concepções artísticas. O NNPC fez a sua primeira apresentação pública na 18ª edição do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto, em Belo Horizonte (MG), com o experimento Boa Aparência (2017); realizou no Festival Satyrianas (SP) o experimento cênico Ouça o Canto do Amor Dentro de Ti (2019); estreou o curta-metragem Jardim Peri Alto em Cena (2019) na mostra oficial do 30º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; concebeu a peça Fala das Profundezas (2022), dramaturgia também apresentada ao público nos anos anteriores nos formatos de leituras encenadas (2018-2019) e peça radiofônica acompanhada de um podcast sobre o processo de criação (2020); Em 2025, o NNPC realizou a 1ª edição do Laboratório de Poéticas Cênicas (LAB NNPC), atividade artística-pedagógica gratuita aberta ao público; em 2026 estreou o espetáculo Nossa Conquista e a publicação do fotolivro Memórias de Ficção - Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC) 10 anos.

FICHA TÉCNICA - Concepção geral: Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC) - Maria Gabi, Thais Namai, Deni Marquez, Gabriel Cândido e Jerê Nunes. Coordenação de produção: Thais Namai. Dramaturgia e direção: Gabriel Cândido. Direção musical e desenho de som: André Papi. Atuação: Deni Marquez, Loiá Fernandes e Maria Gabi. Músicos: Ana Cruse, Jokaro, Júlio Dreads Oliveira e Marina Afares.  Produção executiva e visagismo: Kauanda Rosa. Desenho de luz: Juliana Jesus. Assistência de iluminação: Rafael Oliveira. Cenário: Calu Batista. Figurino: Cangaceiras Futuristas - Iasmine Carvalho e Heleonora Pinheiro. Máscaras e bonecos: Claydson Catarina. Vídeos e fotografias: Jerê Nunes. Técnica e operação de som: Nick Guaraná. Assistência de cenografia: Anisio Serafim. Cenotecnia: José Dahora, Wanderley Silva. Aderecista: Legina Leandro. Contrarregragem: Tamires Santino. Preparação vocal: Marina Afares. Social media: Gabriela Coniutti. Design gráfico: Well Tadeu. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Artista provocadora: Maria Thais. Pesquisa e produção de figurino: Carla Stela. Assistência de produção: Dandara Kuntê. Produção: Imaginária Criações e Aquariane Produções Artísticas e Culturais. Realização: Sesc São Paulo.

Sinopse: Em Nossa Conquista acompanhamos os gêmeos órfãos Machépé e Zizú, além de Neydí, a responsável por cuidar dos irmãos quando eram crianças. Em seus encontros e desencontros em diferentes tempos e espaços conduzidos por um rio encantado, apresentam-se as relações intrínsecas entre o colonialismo, a diáspora negra e o destino fatal de todo um ecossistema cuja exploração capitalista aponta para o fim da humanidade.

Serviço

Espetáculo: Nossa Conquista
Com: Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC)
Estreia: Dia 28 de agosto de 2026 - Sexta-feira, às 20h
Temporada: Até 3 de outubro de 2026
Horários: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 18h. Quintas (24/9 e 1/10), às 20h.
Sessão com intérprete de Libras: 18/9 - Sexta, às 20h.
Valores: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência), R$ 18,00 (credencial plena). Grátis: Crianças até 12 anos.
Vendas on-line: a partir de 18/8 (terça), às 17h, e presencialmente nas unidades do Sesc, a partir de 19/8 (quarta), às 17h.
Duração: 100 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Drama.
Teatro/capacidade: 200 lugares. Acessibilidade: Sim. 

FOTOSNossa Conquista – Aqui!

Sesc Ipiranga
Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga. São Paulo/SP. 04203-001.

www.sescsp.org.br/ipiranga.
Na rede: @sescipiranga. 

Instagram - Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC): @nnpc.sp 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Baal - O Mito da Carne volta à cena para comemorar 30 anos do Teatro do Incêndio

Primeira montagem da Companhia, em 1996, faz agora releitura dialética para os dias correntes com direção de Marcelo Marcus Fonseca. 

Marcelo M Fonseca, Daniel Ortega (foto: Kym Kobayashi)
O Teatro do Incêndio comemora 30 anos de atividades ininterruptas em 2026 e volta ao palco com a releitura de sua primeira montagem, Baal - O Mito da Carne, de Bertolt Brecht, com direção de Marcelo Marcus Fonseca, fundador da companhia. Com estreia no dia 29 de agosto, sábado, às 20h, a peça, foi produzida com apoio da sociedade civil, sem verba institucional, e apoiada em sua bilheteria.

A primeira produção foi um dos maiores sucessos do grupo, permanecendo por dois anos em cartaz com temporadas no Teatro Oficina e apresentações em 10 unidades do Sesc São Paulo - interior e Vila Mariana.

A montagem atual se deu pela recusa do Teatro do Incêndio em fechar suas portas para o público diante da falta de subsídio. “Não aceitamos a paralização, essa situação imposta pela precariedade das políticas públicas para a Cultura em São Paulo”, diz Marcelo Marcus Fonseca, 55, diretor artístico do grupo. “É uma questão urgente, que precisa ser enfrentada, e a montagem tem como objetivo manter o Teatro do Incêndio em atividade, reabri-lo exercendo sua vocação: fazer Teatro, Anarquia e Repertório”, conclui.

Baal é inspirado no deus fenício da fertilidade e fecundação. Na peça, ele representa o retorno do homem à sua essência mais primitiva e selvagem. Rejeitando as regras da sociedade, Baal explora seus desejos sem culpa, cruzando limites entre o encantamento e a destruição, amoral, mas em um mundo amoral. Baal - O Mito da Carne conta a história do amor dilacerado entre Baal (Fonseca) e Ekart (Daniel Ortega), com referências ao tórrido romance vivido entre Rimbaud e Verlaine. Juntos, eles caminham pelo mundo deixando corpos e poesias por onde passam, ao mesmo tempo em que são consumidos por esse mundo. Formando um triângulo amoroso com Sophie (Stella Rocha), estendem ao público uma conturbada discussão dialética sobre empatia. “Baal e Ekart não se encaixam em nenhuma definição de gênero e para eles pouco importa. Isso quer dizer que não é possível rotula-los, defini-los”, comenta o diretor. O espetáculo sugere que, numa sociedade controlada pelo capital, onde as atitudes se tornam mecânicas e insossas, só uma força transgressora pode despertar as pessoas para a vida.

A montagem coloca em discussão temas como a misoginia, falsa moralidade, a imposição religiosa, a castração sexual e a valorização do dinheiro acima da vida. Encenada com toques surrealistas, característica do Teatro do Incêndio, em cena pode-se ver uma fusão de linguagens diversas de outras vanguardas históricas como expressionismo e realismo. Dessa obra primeira de Brecht, escrita pelo autor em sua juventude, e reescrita mais tarde, cinco vezes, o Incêndio cria uma dramaturgia composta entre todas as versões, sem perder a espinha dorsal proposta pelo autor.

Em cena, 12 artistas com música ao vivo traduzem o humor cínico e niilista de Brecht (em consonância com os dias atuais) em clima de cabaret ou em cenas grotescas também humoradas, perante o horror.

Esquenta Baal - Aos domingos acontece o Esquenta Baal, a partir das 18h, para quem tiver ingresso comprado. Esse público é convidado a entrar antes no teatro, levar seu vinho e beber em convívio com o elenco na preparação para a sessão.

FICHA TÉCNICA - Texto: Bertolt Brecht. Dramaturgia e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca. Direção musical: Dedéco. Elenco: Daniel Ortega, Marcelo Marcus Fonseca, Josemir Kowalick, Anna Bia Viana, Stella Rocha, Cristiano Sales, Isabella Imparato, Lucas Costa, Rafaella Thomé e Leonardo Chagas. Assistência de direção: Stella Rocha. Iluminação: Rodrigo Sawl e Isabella Imparato. Música ao vivo: Dedéco e Xantilee Jesus. Trilha mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Dedéco (edições). Versão das músicas: Wanderley Martins. Versão das canções “A Moça Afogada” e “Canção da Privada”: Marcelo Marcus Fonseca. Figurinos e adereços: Olivia Albergaria e Stella Rocha. Costureira: Tereza Valério. Fotos: Kym Kobayashi. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção: Vanda Dantas e Marcelo Marcus Fonseca. Realização: Teatro do Incêndio.

Serviço

Espetáculo: Baal - O Mito da Carne
Estreia: 29 de agosto de 2026 – Sábado, às 20h
Temporada: Até 4 de outubro - Sábados e domingos, às 20h
Duração: 105 min. Classificação: 18 anos. Gênero: Drama musical.
Ingressos: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia-entrada).
Vendas online: www.sympla.com.br/produtor/teatrodoincendioteatroaostragos
Bilheteria: 1h antes das sessões.
Esquenta Baal: Somente para quem adquirir ingressos antecipados pela plataforma.
Acessibilidade: sim. Ar condicionado: sim.
Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 - Bela Vista/Bixiga. São Paulo/SP.
Contato: (11) 97592-4743 (Vanda Dantas).
Instagram: @teatrodoincendiooficial.
Estacionamento conveniado com desconto: Rua Treze de Maio, 113. 

Teatro do Incêndio – Espetáculos / Cronologia

Baal - O Mito da Carne, por Zé Celso (programa da estreia, em 1996)

“Baal deus adorado pelos seminatas como a deusa do dia de hoje: Iansã, deusa do furacão. Os profetas judeus que anunciavam o deus Mona, de concepção “elevada”, detestavam este deus que renascia incessantemente sagrando a vida orgânica, as forças elementares do sangue, da sexualidade e da fecundidade. Baal é a tendência de toda civilização que se torna rígida, ao eterno transtorno de tornar a exaltar as forças instintivas incorretas, mas responsáveis pela continuidade da vida.

No início do século foi xamado pelo poeta cantor de 21 anos, vindo com Lulu, do espírito da terra, do ventre das florestas negras para Munich, capital de capitais que fabricam a linha mecânica da civilização industrial do nosso século. Baal morreu só, na lama, olhando as estrelas e fazendo descaso. Brecht renasceu de novo & real na luta contra o capital. Mas, o cogumelo de Baal ficou na bosta fundamental de toda a sua dramaturgia, até na gula de Galileu. Deu vida de carne a todas as criaturas que mesmo no distanciamento estavam sempre como Baal cagando, olhando as estrelas e debochando.

Mas B.B. não queria a solidão. Buscou a cia, a ágora, o todo mundo em companhia de muitos baals, buscando e fracassando na conquista na condição de todos os poderes aos gulosos da vida. Seus personagens, comida e comidos, heróis comi-trágicos das altas curvas de subida e descida do capital redentora do Deus único inatingível. Bertolt Brecht não matou Baal, o que morreu olhando as estrelas, ficou no ventre de B.B. e como um guia, para que não se perdesse o seu poeta, e a carne viva de suas entidades. Até o comunismo de BB. tinha graça orgástica de Baal, a do primeiro fruto do pecado, que é de onde vem toda a árvore da vida.

Hoje, em São Pã, fim de século e milênio, Marcelo, o Fonseca xama Baal. No elevado mundo dos juros altos, das sublimações messiânicas, das florestas de arrasadas, em que até atores viram censores das elevações consensuais, compassivas dos que estão editando o globo politicamente correto, monoteísta, seco, asséptico.

Dos oasys respiração da terra, num teatro, esse Baal retorna no Brasil como o cogumelo, como muda, plantação de outra floresta e desta vez não vai morrer de solidão, nem vai ter que se esconder nos poucos vícios de seus personagens. Vai ter o luxo de todos.

Este Exu que fez nascer, Brecht, como poeta pro mundo, é invocado hoje, no domínio total da economia, da buro e tecnocratia das altas esferas que em nome do Deus único, seu Jeová $real, jogam a multidão cortada na lama. Mas da lama vem o espírito da terra, do seu inferno renascem seus exus, Baal, Dionizios, Lulus, suas fomes e suas comidas. Há um renascimento, mais que político, social, religioso, de classe ou econômico, há um renascimento vital, erótico, das forças bárbaras, guerreiras, humanas que vão montar sobre estes cavalos da tecnologia de ponta e tomarem o phoder.

No eterno transtorno das forças do espírito da terra estão de volta anunciando a humanidade ligada a sua bestialidade à sua origem vegetal, lembrando que não tem somente 2000 anos e que não nasceu para amar um só Jesus. Jesus tomou cogumelo com os Tahahumaras como conta Artaud que vem revindo com seu centenário.

Jesus é um exu como Baal que não mais vai ser crucificado, mas explodido dos quatro cantos da cruz para ser comido por toda a humanidade na lama que ressuscita neo arcaica e tecnizada, nos primeiros sinais de suas primeiras plantinhas replantadas, nos canteiros quase invisíveis dos teatros. Seus heróis renegados pelas religiões cifilizadoras chegam. Rito do Deus humano ao vivo do poeta traz Baal.

Que seja bem comido por Marcelo Fonseca para se dar de comer em banquete como um grande acontecimento social desta obra primeira, desta primeira comunhão de Bertolt Brecht, que, mesmo que morra Baal renasça com Bertolt Brecht, Marcelo Fonseca e nós todos.

(José Celso Martinez Corrêa | Paraíso, 4 de Dezembro de 1995) 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mostra de Teatro de Heliópolis chega à 7ª edição com programação gratuita em agosto

A MTH apresenta montagens adultas e infantis produzidas por artistas e grupos que atuam em territórios periféricos do estado de São Paulo.

A 7ª Mostra de Teatro de Heliópolis, percussora e referência na difusão do teatro periférico brasileiro, acontece entre os dias 15 e 22 de agosto de 2026, com entrada gratuita em todas as atrações. A produção oferece transporte gratuito para os espetáculos adultos, saindo da Estação Sacomã do Metrô.

Desde 2015, a Mostra acontece com o objetivo de promover um panorama de grupos e coletivos teatrais, cujas atividades sejam desenvolvidas em comunidades populares e regiões periféricas do Estado de São Paulo. A programação completa e demais informações podem ser acessadas pelo Instagram @mostraheliopolis e @ciadeteatroheliopolis e pelo site ciadeteatroheliopolis.com/mostra2026.

Os espetáculos para o público adulto ocorrem na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da Companhia de Teatro Heliópolis, sediada no Ipiranga. O espetáculo convidado Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco, do REC Instituto, abre a MTH no dia 15/08, sábado, às 20h. A Mostra segue com as seguintes montagens: Teimar Até que Brote (16/8, domingo, às 18), com o Coletivo Corpo Aberto; Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo (21/08, sexta, às 20h), com o grupo Cavalo Teatro; e Parelha, Um Olhar Sobre a Realidade (22/08, sábado, às 20h), com o Núcleo Parelha.

Para o público infantil e jovem, a programação acontece em espaços de Heliópolis, formada por: O Auto do Negrinho, do Teatro Terreiro Encantado, no CCA Heliópolis (18/08, terça, às 14h30); Festa na Roça, com o Coletivo Piracema, no CCA PAM (19/08, quarta, às 14h30); O Circo da Lona Preta, da Trupe Lona Preta, no CCA Lagoa (20/08, quinta, às 14h30); e Suspiros e Burbujas, com a Cia Laguz Circo e Teatro Itinerante, no CEU Meninos (21/08, sexta, às 15h).

A programação oferece ainda a vivência artística Dramaturgias do Vestígio: Corpo, Território e Memória (de 10 a 13/8, das 14h às 18h), com integrantes do REC Instituto, além de rodas de conversa entre os grupos e o público presente, mediadas pelo curador Alexandre Mate, e uma Feira Literária dedicada à difusão de autores periféricos brasileiros e a editoras cujo foco seja artes cênicas e questões sociais. A MTH ainda conta com Olhar Crítico de Alexandre Mate e de convidados/as que assistirão todos os espetáculos, cujas resenhas críticas serão publicados no site do evento.

Realizada pela Companhia de Teatro Heliópolis e pela produtora MUK, a MTH tem curadoria coordenada por Alexandre Mate (doutor, professor e pesquisador do Núcleo Paulistano de Teatro de Grupo) e por Dalma Régia (atriz, produtora e fundadora da Cia. de Teatro Heliópolis). A direção artística é de Miguel Rocha, e Daniel Gaggini assina a direção de produção do evento. Esta edição da MTH - Mostra de Teatro de Heliópolis foi viabilizada por meio do Edital de Fomento à Cultura SP - ProAC nº 092025, Economia Criativa: Fomento à Mostras, Festivais e Evento, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

O desejo de realizar a 7ª Mostra de Teatro de Heliópolis vem ao encontro da urgência de dar continuidade a ações que gerem mecanismos para fortalecer, estimular e difundir a criação artística de grupos e artistas teatrais atuantes em territórios periféricos, bem como da necessidade de oferecer oportunidades e visibilidade à rica e pulsante cena teatral dessas localidades. 

Para o curador Alexandre Mate, "a Mostra de Teatro de Heliópolis é absolutamente relevante por que apresenta um painel de diferentes necessidades, experimentos estéticos teatrais, em uma perspectiva experimental, daquilo que de melhor vem sendo feito no mundo". Já o diretor artístico Miguel Rocha, argumenta: "Poder ver o outro, assistir, perceber, o modo de se ‘organizar’ dos grupos, vai sempre impactar o nosso trabalho (Cia de Teatro Heliópolis). A Mostra de Teatro de Heliópolis também traz a possibilidade de vermos como outros grupos desenvolvem seus trabalhos, suas pesquisas e seus processos. Vai se criando a prática a partir da troca, da percepção. Eu acho isso fundamental para o teatro e para quem faz teatro".

Serviço | Programação

Mostra de Teatro de Heliópolis
Espetáculos: 15 e 22 de agosto de 2026
Vivência artística: 10 a 13 de agosto - Das 14h às 18h
Inscrições para vivência: 21 a 31 de julho - Formulários nas redes sociais.
Locais de apresentações: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, CEU Meninos e CCA’s Heliópolis, PAM e Lagoa.
Acesso gratuito à toda programação.
Ingressos - Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho:  1h antes da sessão - ordem de chegada.
Interprete de Libras e Roda de conversa ao final das apresentações: Teatro adulto.
Transporte gratuito (Van): Estação Sacomã do Metrô (saída R. Bom Pastor) até a Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho. Horários de saída serão divulgados nas redes sociais.
Informações, programação e inscrições: www.ciadeteatroheliopolis.com/mostra2026/ 
Instagram - @mostraheliopolis e @ciadeteatroheliopolis | Facebook - @mostradeteatrodeheliopolis
Contato MTH: producao@ctheliopolis@gmail.com 

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1Kolzam5jkREk4iznbxY5XkdiizUFuQpN

Programação - Teatro | Público adulto

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533 - Ipiranga. São Paulo/SP. 

15/08 - Sábado, às 20h
Espetáculo convidado: Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco
Com: REC Instituto
Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Drama. 

16/08 - Domingo, às 18h
Espetáculo: Teimar Até que Brote
Com: Coletivo Corpo Aberto
Duração: 60 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Drama. 

21/08 - Sexta, às 20h
Espetáculo: Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo
Com: Cavalo Teatro
Duração: 70 min. Classificação: Livre. Gênero: Híbrido. 

22/08 - Sábado, às 20h
Espetáculo: Parelha, Um Olhar Sobre a Realidade
Com: Núcleo Parelha
Duração: 60 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Drama. 

Programação - Teatro de rua | Público infantil

Locais: CCA - Centro para Criança e Adolescente e CEU

18/08 - Terça, às 14h30
Espetáculo: O Auto do Negrinho
Com: Teatro Terreiro Encantado
Duração: 60 min. Classificação: Livre. Gênero: Drama.
Local: CCA Heliópolis (R. Coronel Silva Castro, 58 - Heliópolis. SP/SP)

19/08 - Quarta, às 14h30
Espetáculo: Festa na Roça
Com: Coletivo Piracema
Duração: 50 min. Classificação: Livre. Gênero: Comédia.
Local: CCA PAM (R. Jovens do Sol, 128 - Heliópolis. SP/SP) 

20/08 - Quinta, às 14h30
Espetáculo: O Circo da Lona Preta
Com: Trupe Lona Preta
Duração: 50 min. Classificação: Livre. Gênero: Comédia.
Local: CCA Lagoa (R. Flor do Pinhal, 2 - Heliópolis. SP/SP) 

21/08 - Sexta, às 15h
Espetáculo: Suspiros e Burbujas
Com: Cia Laguz Circo e Teatro Itinerante
Duração: 50 min. Classificação: Livre. Gênero: Comédia.
Local: CEU Meninos (R. Barbinos, 111 - São João Clímaco. SP/SP) 

Vivência artística

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533 - Ipiranga. São Paulo/SP. 

Tema: Dramaturgias do Vestígio: Corpo, Território e Memória
Com: REC Instituto
Ministrantes: Hercules Morais, Paulo Victor Gandra e Angela Ribeiro
Inscrições: 21 a 31 de julho - Formulários nas redes sociais.
Quando ocorre: 10, 11, 12 e 13 de agosto - das 14h às 18h
Vagas: 20. Público-Alvo: Artistas, estudantes de teatro, dança, performance, música e interessados em processos de criação cênica, independentemente de experiência prévia. 

SOBRE OS ESPETÁCULOS – Público adulto

Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco - REC Instituto

Em um dia de festa, um homem comum, após brigar com Deus, revê a própria história e se pergunta como poderia ter evitado uma tragédia. Entre a roça e a cidade, o espetáculo investiga a resposta à pandemia e a reatividade de uma política politizada. Vida e morte, a passagem do tempo e o que resta de esperança atravessam uma dramaturgia sobre um Brasil Multiforme. Cruzes na terra vermelha, números em tábuas, pau-brasil e a gueroba que renasce com a chuva: histórias reais se cruzam com Darcy Ribeiro, com a Folia de Reis e as tradições ancestrais negras e indígenas. A obra transfigura o luto coletivo em memória, corpo e território.

Concepção e direção: Hercules Morais. Assistência de direção: Mariana Brand. Dramaturgia: Angela Ribeiro e Hercules Morais. Elenco: Hercules Morais, Emmanuelle Barcelos, Paulo Victor Gandra, Marcelo Villas Boas, Magno Argolo e Thiago Machado. Preparação corporal e direção de movimento: Paulo Victor Gandra. Preparação vocal: Hercules Morais. Direção de arte: Clíssia Morais. Cenografia: Clara Lindorfer. Figurinos: Sandra Machado. Visagismo: Hercules Morais. Adereços: Olivio de Oliveira e Jesus Walkir Pedroso. Desenho de luz: Docini. Desenho de som e música original: Renato Navarro.  Técnico de palco: Abner Felix. Produção: Fernando de Marchi. Realização: REC Instituto.

Teimar Até que Brote - Coletivo Corpo Aberto

Teimar Até que Brote - inspirado na organização das agricultoras urbanas periféricas da Zona Leste de São Paulo - mergulha no desafiador e poético processo de criação de uma horta comunitária. A peça ecoa as vozes que revelam a imensa teimosia e o sonho coletivo, necessários para transformar um terreno "condenado a num dá nada", repleto de lixo, pedras e cercado pela lógica urbana. Narrando a jornada, desde a árdua remoção de pedras até a espera pelo brotar, o espetáculo celebra a resistência ao fazer vingar a vida em "terra desenganada", mostrando como a terra não só muda as pessoas, mas também representa um ato profundo de fincar raízes de esperança e possibilidade em meio à disputa por espaço na periferia.

Dramaturgia: Rafael Cristiano. Direção: Veronica Avellar. Elenco: Danielle Rocha, Jennifer Soares, Patrícia Bruschini, Thamara Almeida, Isa Souza e Veronica Avellar. Composição de trilhas mecânicas: Rafael Vícole. Composição de canções: Jéssica Nunes. Preparação corporal: Daniele Laetano. Figurinos: Laís da Lama. Cenografia: Veronica Avellar. Musicista (sanfona) e cantora: Jéssica Nunes.  Iluminação: Tomate Saraiva. Vídeo mapping: Leonardo Souzza. Orientação de pesquisa: Mulheres do GAU. Mídias sociais: Tuane Júlia. Arte gráfica: Carlos Bertuol. Produção geral: Danielle Rocha. Produção executiva: Patrícia Bruschini e Tuane Júlia.

Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo - Cavalo Teatro

O “EU corpo-humano”, tem uma forte presença de cena, assim como o “corpo-cavalo”, assim como as luzes brincando com o que é o atuador, o que é o cavalo e o que é o público. A peça narra o encontro da fome, da feira, do lixo e da humanidade em sua cavalaria periférica. Laís Cafari fez uma ampla pesquisa sobre a alimentação na periferia, com foco em sua região, no Jardim Romano (extremo leste de São Paulo), onde a falta de tempo e dinheiro dificulta a ingestão de alimentos frescos, in natura ou preparados na hora, levando ao maior consumo ultraprocessados, mais baratos e práticos. A peça se ancora no conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo para construir uma narrativa que se firma como expressão coletiva. Nitrido significa o ato de relinchar, propondo uma experiência cênica visceral onde palavra, som e movimento atravessam o público. s atores retratam os cavalos com uma intensa coreografia em meio aos alimentos, caixas de feira, objetos de locomoção.

Dramaturgia e direção geral: Laís Cafari. Elenco: Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério, João Carlos Pinto, Ricieri Palha e Will Belarmino. Atores substitutos: Mateus Jesus e Efraim Canuto. Coordenação de produção artisitica: Trinity. Orientação junto à direção: Lúcia Kakazu. Preparação corporal: Gisele Calazans. Preparação vocal: Tâmara David. Provocação corporal: Nina Giovelli, Verônica Corpo Santos. Coreografia “Das trocas”: Claudiana Honório. Coreografia “Capoeira”: Rafael Oliveira e Laís Cafari. Provocação textual de produção executiva: Lisa Ferreira. Assistência de produção: Jéssica Oliveira e Vini Ranieri. Concepção de cenário: Laís Cafari. Confecção de caixotes e carrinho: Wanderley Wagner da Silva. Arte caixotes: Julia Morinaga. Figurinos: Mara Carvalho. Orientação de dramaturgia: Jessica Nascimento Olaegbe. Nutricionista: Melissa Tarrão. Designer: Tamii e Melissa Centurion. Fotógrafia: David Rodrigues e Nah S Prado. Comunicação: Isabela Escudeiro. Filmaker: Gustrago. Criação de Músicas: Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério, João Carlos e Laís Cafari. Faixa das "trocas": Lucas F Paiva. Agradecimentos: Coletivo Estopô Balaio, Cia Quatro Ventos, Luzia Andrade, Movimento Cultural Ermelino Matarazzo e aos moradores do Jardim romano.

Parelha, Um Olhar Sobre a Realidade - Núcleo Parelha

Dois cavalos, Santa Cruz e Parelheiros, correm sem parar por uma das regiões mais esquecidas de São Paulo: Parelheiros. Isto, 198 anos atrás. Em uma laje na periferia, as personagens Fena e Cambuci revelam histórias de um território marcado por promessas e muros. Prestes a completar 199 anos, Parelheiros decide parar de correr pela primeira vez, entrando em conflito com seu irmão, o Santa Cruz (vulgo cavalo Pangaré). A montagem convida o público a refletir sobre o que Parelheiros viu nesse lugar de promessas e de muitos muros. Seria possível ultrapassar esses muros? O espetáculo, que mistura teatro, música autoral, audiovisual e memória viva da periferia, nasceu de uma experiência vivida pelas artistas Maria José Alves e Dionísia Gonçalves, colocando a periferia no centro da cena.

Concepção, atuação e música em cena: Dionísia Gonçalves e Maria José Alves. Dramaturgia: Cristiane Sobral e Núcleo Parelha. Direção: Juliana Pardo e Alício Amaral (Cia Mundu Rodá) e Núcleo Parelha. Elenco: Dionísia Gonçalves e Maria José Alves. Direção musical: Gregory Slivar. Trilha sonora e composição ao vivo: Dionísia Gonçalves. Preparação vocal: Dionísia Gonçalves. Preparação corporal: Juliana Pardo e Alício Amaral. Criação e operação de Luz: Kenny Rogers. Assistência de iluminação: Bianca Pereira. Cenografia: Wanderley Wagner e Núcleo Parelha. Concepção de figurino: Macarena Rozic (Reviver Ateliê). Hairstyle: Mestiça. Fotografia - Laje: Kenny Rogers. Fotografia: Cristhiane Evangelista. Designer gráfico: Adi Alves. Operação de som e cenotecnia: Gilson Lande. Consultoria musical: Gilson Lande. Manutenção técnica: Luthieria Fênix Sg. Produção geral: Núcleo Parelha. Produção de campo: Sula Silva. Realização: Núcleo Parelha.

SOBRE OS ESPETÁCULOS – Público infantil / Teatro de rua

O Auto do Negrinho - Teatro Terreiro Encantado

Com direção de Cleydson Catarina e inspirado no cordel Negrinho do Pastoreio, de Klévisson Viana, o espetáculo de teatro popular apresenta a lenda do Negrinho do Pastoreio, uma criança escravizada no sul do Brasil. A história do pequeno menino permeia o imaginário popular brasileiro e serve ao grupo como reflexão sobre o genocídio da juventude negra, indígena e pobre nos tempos atuais. Lançando mão da oralidade da literatura de cordel, da estética, religiosidade e musicalidade das Congadas, além das máscaras e bonecos das manifestações populares, os artistas convidam o público para um teatro ritualístico, no qual o festejo é uma forma de rebeldia e resistência.

Direção: Cleydson Catarina. Cordel: Klévisson Viana. Elenco: Cleydson Catarina (ator e bonequeiro), Uberê Guelé (ator e bonequeiro), Rager Luan (músico, ator e bonequeiro) e Rafael Fazion (músico). Produção: Ju Dias.

Festa na Roça - Coletivo Piracema

Na vida de quem vive no interior, uma boa prosa acompanhada de um cafezinho fresco é irresistível. No palco, uma grande celebração acontece em Festa na Roça: o encontro entre velhos amigos que se juntam para brincar, jogar conversa fora e, é claro, se divertirem muito. E o público não fica de fora da festança não! São muito bem recebidos com músicas típicas ao vivo, como se estivessem na sala de casa pra se divertirem e desfrutarem das tradições interioranas e caipiras.

Direção: Coletivo Piracema. Elenco: Bruno Peruzzi, Danieli Maimoni, Denis Menezes, Hugo Delariva, Junior Taz, Katina Sousa e Suelen Zacharias; Rafael Magrim e Franco Garcia. Direção musical: Franco Garcia. Trilha sonora: Franco Garcia e Rafael Magrim. Composição musical “Chegança”: Hugo Delariva e Franco Garcia. Cenografia e figurinos: Silmara Delariva. Fotografias: Adriano Scanhuela, Vinicius Mena e Diego Delariva. Produção: Cia. Pé de Cana e MB Circo.

O Circo da Lona Preta - Trupe Lona Preta

O Circo da Lona Preta é um espetáculo inspirado na tradição circense. Os palhaços Rabiola e Chico Remela - interpretados por Joel Carozzi e Sergio Carozzi - reconstroem de forma divertida os símbolos do picadeiro, atualizando e dando novo vigor às clássicas cenas circenses tradicionais e mambembes, nas picadilhas do imaginário periférico.

Direção: Sergio Carozzi. Elenco: Joel Carozzi e Sergio Carozzi. Figurinos: Leandro Benites. Produção: Cristiane Fernandes.

Suspiros e Burbujas - Cia Laguz, Circo e Teatro Itinerante

Romina Sanchez e Felipe Abreu dão vida aos palhaços Burbuja e Suspiro. Eles chegam carregando mais do que malas: trazem histórias, sotaques e uma paixão pelo circo que contagia a todos. Em Suspiros e Burbujas, números tradicionais se transformam em cenas vivas: malabares viram dança, bolhas de sabão se tornam poesia no ar. E o público é parte essencial da brincadeira. A Cia Laguz, Circo e Teatro Itinerante apresenta um espetáculo que celebra o que o circo tem de melhor: a capacidade de unir pessoas por meio do riso.

Direção: Laguz Circo. Criação e interpretação: Felipe Abreu Pereira e Romina Sanchez. Figurino: Romina Sanchez. Cenotecnia: Felipe Abreu Pereira. Cenário: Cia Laguz Circo e Teatro. Maquiagem: Cia Laguz Circo e Teatro. Orientação cênica: João Lima. Produção: Romina Sanchez. 

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