quarta-feira, 22 de abril de 2026

Projeto Gira Perifa leva cultura musical nordestina a escola da Zona Sul de São Paulo

Evento tem participação de Fatel Barbosa, Forró Vila do Sossego e Caio Coiote.

Fatel Barbosa e Forró Vila do Sossego
O projeto Gira Perifa chega aos territórios do Grajaú e Parelheiros para celebrar e fortalecer as expressões culturais populares que moldaram a identidade dessas periferias da Zona Sul de São Paulo, muitas delas reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. No dia 28 de abril, terça-feira, a EMEF Prof. Florestan Fernandes, na zona sul de São Paulo, recebe a primeira ação do Gira Perifa, contemplando crianças do Ensino Fundamental, de 7 a 10 anos.

A atividade - que tem participação da cantora Fatel Barbosa e da banda Forró Vila do Sossego - promove uma imersão no universo da música nordestina por meio de interpretações e releituras de clássicos do forró pé de serra, valorizando repertórios que expressam histórias, vivências e afetos. Além de roda de conversa, o evento conta ainda com intervenção de Caio Coiote e sua boneca de pano Carmelita.

Os artistas apresentam os principais ritmos e instrumentos do forró e compartilham curiosidades sobre artistas e contextos históricos das músicas interpretadas. O formato dialogado convida os(as) alunos(as) à participação ativa, estimulando momentos de interação, escuta e experimentação, tornando a experiência educativa e lúdica. Esta iniciativa busca aproximar as crianças dessa tradição cultural, estimulando conexões com suas próprias origens familiares, muitas vezes ligadas ao Nordeste e aos sertões brasileiros.

Realizado pela Associação Construindo Consciência, em parceria com o Instituto Cordel Sem Fronteiras e o coletivo Sertão Perifa, o projeto integra formação, arte, memória e pertencimento ao longo de 10 meses de ações. Este projeto foi realizado com recursos do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

Fatel Barbosa - Maria de Fátima, a Fatel Barbosa, é cantora e produtora cultural radicada em São Paulo desde 1989. Ganhou destaque nos anos 1990 com os álbuns Forró PlicPlá e Pra Fazer Chamego, produzidos por Téo Azevedo, e integrou o projeto Asa Branca, coordenado por Dominguinhos. Com trajetória marcada pela valorização da cultura nordestina, já dividiu momentos importantes com nomes como Luiz Gonzaga e participou do álbum Gonzagão 100 Anos (Grammy Latino em 2012). Segue atuando na difusão da música popular como produtora e colaboradora de iniciativas culturais. 

Forró Vila do Sossego - A banda apresenta um repertório que une musicalidade nordestina e influências urbanas, equilibrando tradição e contemporaneidade. Interpreta clássicos de mestres como Luiz Gonzaga, Zé Ramalho e Dominguinhos, além de revisitar sucessos do forró universitário dos anos 1990. Com passagens por espaços culturais de São Paulo, como o Centro Cultural São Paulo, SESC Interlagos e CTN, e participação em eventos como a Virada Cultural, o grupo consolida sua atuação na cena. O nome é uma homenagem à canção “Vila do Sossego”, de Zé Ramalho (1978). Entre as principais atividades estão saraus e eventos culturais, espaços de encontro comunitário que reúnem literatura de cordel, música ao vivo, oficinas, cursos e performances artísticas, que colocam em diálogo a tradição oral nordestina, a ancestralidade e a produção contemporânea de artistas periféricos.

O projeto Gira Perifa

Ao longo de 2026 e com ações em seis escolas públicas e três espaços culturais, o projeto Gira Perifa consiste em: implementação de duas cordeltecas; realização de três saraus; duas oficinas de fanzine, duas oficinas de xilogravura e duas oficinas de cordel; dois cursos de literatura de cordel para educadores; e 12 edições do Forró Didático (experiência que apresenta aos estudantes os ritmos, instrumentos e narrativas do forró pé de serra). 

O Gira Perifa é uma ação cultural que nasce da potência da periferia e gira a partir das pessoas. É um projeto que conecta música, literatura de cordel, oralidade e artes visuais como a xilogravura, tendo como base a cultura nordestina viva que pulsa nos territórios periféricos da zona sul de São Paulo. Mais do que realizar atividades culturais, o projeto propõe ativar saberes, memórias e talentos que já existem na periferia, reconhecendo o território como espaço de criação, conhecimento e identidade, pois é na periferia que a cultura se reinventa, se mistura e floresce.

As oficinas, cursos e saraus ocorrem nos espaços das cordeltecas, sendo instaladas na Associação Construindo Consciência (sede - Grajaú) e na Casa de Cultura Parelheiros. O Forró Didático acontece nas escolas - EMEF Eliza Rachel, EMEF Frei Damião EMEF, Florestan Fernandes, EMEF Jardim Sipramar, CIEJA Lélia Gonzalez, EE Prisciliana Duarte e no espaço cultural Casa diFatel, em Parelheiros.

Forró Didático - É uma vivência cultural e educativa que apresenta aos estudantes a riqueza do forró tradicional brasileiro, suas origens, instrumentos, ritmos e expressões artísticas. A atividade combina música ao vivo, demonstrações práticas, explicações históricas, interação com o público e experimentações corporais, oferecendo uma experiência dinâmica, divertida e formativa. Os educandos conhecem os elementos que compõem o forró pé de serra, como a sanfona, triângulo e zabumba, aprendem sobre a presença do baião, xote e arrasta-pé, e descobrem como a música nordestina se relaciona com a literatura oral, com as festas populares e com a história das migrações no Brasil. A condução é feita por artistas e educadores que apresentam o forró de forma acessível e envolvente, contextualizando sua importância cultural e incentivando a participação do público por meio de pequenas dinâmicas rítmicas, escuta ativa, canto e movimentos simples de dança. É uma ação que une educação, arte, memória e afeto, valorizando a diversidade cultural brasileira dentro do ambiente escolar.

Cordeltecas - Espaços permanentes de convivência literária e mediação cultural dedicados à literatura de cordel com acervo circulante, leitura compartilhada, distribuição de folhetos, rodas temáticas e atividades artísticas. As Cordeltecas funcionam como ambientes acessíveis de fruição, criação e formação comunitária.

Saraus e Eventos Culturais - Encontros artísticos com declamação de cordéis, performances de poesia falada, cantorias com repentistas, apresentações musicais de forró, participação de grupos culturais locais e microfone aberto. Os saraus valorizam a tradição oral, fortalecem a identidade cultural do território, os vínculos de identidade e ampliam o acesso democrático à cultura.

Oficina de Xilogravura - Introdução teórico-prática à gravura em alto-relevo, abordando: história da xilogravura popular, relação com a literatura de cordel, técnicas de desenho, gravação e impressão em matriz de madeira. Os participantes produzem uma matriz, realizam impressões manuais e terão os trabalhos expostos nos espaços das cordeltecas para apreciação do público durante o projeto.

Oficina de Cordel - Vivência prática sobre a tradição da Literatura de Cordel – Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, abordando métrica, rima, ritmo, figuras de linguagem e estrutura narrativa. Os participantes criam seu próprio folheto, aprendendo a transformar histórias e temas cotidianos em versos.

Oficina de Fanzine - Atividade criativa que combina poesia, colagem, desenho e narrativa visual para produção de fanzines artesanais. Estimula a produção, edição, circulação e fruição da produção poética e visual dos autores em seu território ampliando a comunicação comunitária.

Curso de Cordel para Educadores - Formação aprofundada sobre história, autores clássicos, diásporas do cordel, estruturas poéticas (sextilhas, setilhas e décimas), uso pedagógico da literatura popular, escrita de folhetos, análise de referências e práticas de leitura nas escolas. Voltado a professores, educadores, estudantes e agentes culturais.

Serviço

Projeto Gira Perifa
28 de abril - Terça-feira, das 14h às 16h
Onde ocorre: EMEF Profº Florestan Fernandes
Av. Margueritte Long, 41 - Jardim Guanabara – São Paulo/SP.
Turmas atendidas: 250 crianças de 7 a 10 anos
Atividade: Shows ao vivo com roda de conversa
Artistas: Fatel Barbosa, Forró Vila do Sossego e Caio Coiote e Carmelita
Evento restrito à escola.
Gira Perifa na rede: @gira.perifa

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Rosas Periféricas apresenta TeatroFunk na região do Sesc Catanduva pelo Circuito Sesc de Artes

O grupo, indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 na categoria Energia que Vem da Gente, apresenta Ladeira das Crianças - TeatroFunk em espaços públicos de 12 cidades paulistas.

Foto: Andressa Santos
O Grupo Rosas Periféricas - fundado na zona leste de São Paulo, há 17 anos - participa do Circuito Sesc de Artes 2026 com o espetáculo infantojuvenil Ladeira das Crianças - TeatroFunk. Na região atendida pelo Sesc Catanduva as apresentações (gratuitas) ocorrem em Monte Alto (25 de abril, das 17h às 21h) e Bebedouro (26 de abril, das 16h às 20h), encerrando a participação do grupo no Circuito, cuja a programação pode ser acessada pelo sescsp.org.br/circuitosescdeartes.

Concebido no formato teatro de rua, Ladeira das Crianças - TeatroFunk é livremente inspirado nas obras literárias O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, que inova na estética ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na estética. O enredo traz o bonde da ladeira, onde tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e com narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz. Percebendo a forte presença desse som no cotidiano infantojuvenil, o Rosas Periféricas acessa esse público por meio do funk, com o ritmo, os beats, o passinho e as rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). Como contar quem são as crianças da sua periferia? Como cantar quem são elas? Refletindo sobre a identidade da criançada periférica e sobre os bens culturais do território acessado na fase infantojuvenil, Ladeira das Crianças - TeatroFunk estreou em 2019. O texto e a direção é assinada conjuntamente pelo Grupo Rosas Periféricas. No elenco, Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento.

A atual circulação do Rosas Periféricas com Ladeira das Crianças - TeatroFunk passou pelas cidades de Tupã, Assis, Osvaldo Cruz, Adamantina, Pereira Barreto, Araçatuba, Mirassol, Nipoão, Tanabi e Votuporanga

Circuito Sesc de Artes - Entre 21 de março e 26 de abril, o Circuito Sesc de Artes chegou à sua 18ª edição e integrando as comemorações dos 80 anos do Sesc São Paulo, consolidando-se como a maior edição realizada. Ao longo de seis semanas, 133 municípios da Grande São Paulo, do interior e do litoral receberam 123 atividades artísticas gratuitas divididas em 12 roteiros diferentes, somando mais de mil sessões em praças e espaços públicos. Teatro, música, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias formaram a programação, ocupando o espaço público como lugar de convivência e experiência cultural. Ao todo, 23 unidades estão envolvidas na realização do projeto.

Grupo Rosas Periféricas - Grupo atuante na Zona Leste, o Rosas Periféricas iniciou suas pesquisas teatrais em 2008, consolidando-se como um grupo no ano seguinte. São artistas e educadores(as) que investigam linguagens cênicas ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem. Com sede no Parque São Rafael, seu repertório traz os espetáculos: Vênus de Aluguel (2009), com temporada no Teatro X; A Mais Forte (2010); performance Fêmea (2012); Rádio Popular da Criança (2013); Narrativas Submersas (2014), cortejo que abre a Trilogia Parque São Rafael; Lembranças do Quase Agora (2015), segundo ato; Labirinto Selvático (2016), que fecha a Trilogia; e Ladeira das Crianças - TeatroFunk (2019), infantil que marcou os 10 anos do grupo. Desde 2018, realiza em sua sede o Sarau da Antiga 28, que troca conversas, música e versos com artistas e mestres, além de ter o microfone aberto para a comunidade exercitar a expressividade. Por várias vezes, foi contemplado em editais da cidade e do estado de São Paulo. Apresentou-se em unidades do Sesc São Paulo, Casas de Cultura, Fábricas de Cultura, praças e ruas; participou do Festival Internacional de Teatro de Setúbal (Portugal) e da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência (Teatro de Arena Eugênio Kusnet). Realizou o projeto Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro (2020-2023), que incluiu livro biográfico e documentário. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 - categoria Energia que Vem da Gente, pelo conjunto da obra de 15 anos de teatro nas periferias.

Serviço | Programação

Circuito Sesc de Artes - De 21 de março e 26 de abril de 2026
Infantojvuenil: Ladeira das Crianças - TeatroFunk
Com Grupo Rosas Periféricas
Acesso gratuito. Duração: 55 min. Classificação: Livre.
Programação completa - sescsp.org.br/circuitosescdeartes

Monte Alto - 25 de abril - Sábado, das 17h às 21h
Rua Antônio Prado, 330 - Praça Dr. Luiz Zacharias de Lima

Bebedouro - 26 de abril - Domingo, das 16h às 20h
Av. Pref. Hércules Pereira Hortal, S/N - Jd. São Sebastião – Pq. da Família

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

terça-feira, 14 de abril de 2026

Evento gratuito Saia Sambando leva oficina de percussão e rodas de samba para mulheres ao CEU Alvarenga

Dada Samba e Raquel Tobias
As atividades têm participação da percussionista Dadá Samba e da cantora Raquel Tobias.

No dia 18 de abril de 2026, sábado, o CEU Alvarenga, na zona sul de São Paulo, recebe o último evento do projeto Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo, das 14h às 17h30, com entrada gratuita. O evento celebra a presença e a força das mulheres no samba por meio de uma Oficina de Percussão com a percussionista Dadá Samba e duas rodas de samba conduzidas pelo coletivo Saia Sambando e participação da cantora Raquel Tobias em uma delas.

A Oficina de Percussão com Dadá Samba acontece às 14h, sendo aberta para o público feminino, com 14 anos ou mais. A atividade é destinada àquelas que tenham interesse em ter as primeiras noções de ritmo e aprendizado prático de instrumentos como surdo, pandeiro, e tamborim. As inscrições devem ser feitas no dia e local.

Às 15h30, ocorre a Roda de Samba e Bate-papo com Raquel Tobias, tendo o Saia Sambando na condução. A convidada especial intercala música e bate-papo, dividindo com o público um pouco da sua trajetória, sua história de vida e sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no universo do samba.

Também conduzida pelo coletivo Saia Sambando, a Roda de Samba com Microfone Aberto às Vozes Femininas acontece às 16h30. Nesta atividade, o microfone fica aberto às mulheres - em toda a sua diversidade - para que possam cantar, experimentar o canto e descobrir sua voz. Com o suporte musical e afetivo do grupo, as participantes são incentivadas a interpretar canções consagradas do repertório do samba, fortalecendo a relação com o gênero e promovendo um espaço de troca e aprendizado e gerando autoconfiança.

O projeto

A programação do Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo passou pelos CEUs Heliópolis, Sapopemba, Tremembé e Alvarenga, além da Biblioteca Mário de Andrade, espaços de diferentes regiões de São Paulo, com o objetivo de incentivar mulheres a experimentarem o canto. As ações, iniciadas entre outubro de 2025, seguem terminam em abril de 2026, em equipamentos culturais públicos da capital, sempre com uma oficina de canto ou de percussão e rodas de samba abertas, realizadas em um mesmo dia, com entrada gratuita. As atividades contam com participação das integrantes atuais do Saia Sambando e de ex-integrantes do coletivo. O projeto foi contemplado pela 2ª Edição de Fomento às Comunidades de Samba e Fomento ao Samba da Cidade de São Paulo para a Cidade de São Paulo - da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

FICHA TÉCNICA Oficineira: Dadá Samba. Cantora convidada: Raquel Tobias. Coletivo Saia Sambando: Vozes - Marta Guerreiro, Nicole Costa, Nilce Reis, Renata Bruggemman, Tati Barile e Nani Geissler. Banda: Claudio Temóteo (violão), Edilene Ferreira dos Santos (cavaco), Jessica Souza, Luciana Fernandes e Moema Souza (percussão). Som: CM2 Sonorização. Designer gráfico e fotos: Ema Soluções Criativas / Amanda Sangali. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Tati Barile e Nathalia Meyer. Produção: Leonardo Escobar e Nathalia Meyer.

Serviço

Saia Sambando: Celebração de Vozes Femininas nas Ruas de São Paulo
Dia 18 de abril de 2026 - Sábado, das 14h às 17h30
Entrada gratuita.
Local: CEU Alvarenga
Estr. do Alvarenga, 3752 - Balneário São Francisco. São Paulo/SP. 04474-340. 

14h - Oficina de Percussão
Ministrante: Dadá Samba
Indicação: Mulheres acima de 14 anos. 20 vagas. Inscrições no dia e local do evento.
15h30 - Roda de Samba e Bate-papo
Com: Coletivo Saia Sambando & Raquel Tobias
Duração: 60 min. Classificação: Livre.
16h30 - Roda de Samba com Microfone Aberto às Vozes Femininas
Com: Coletivo Saia Sambando.
Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

Sobre as artistas participantes

Dadá Samba - Dada é percussionista, técnica de som e produtora cultural com trajetória marcada pela valorização do protagonismo feminino na música. Iniciou a carreira na década de 1990, formando seu primeiro grupo feminino, Kalimba, em 1991, contribuindo para a afirmação das mulheres no samba. Em 2015, idealizou o projeto Resgatando Raízes, voltado à valorização de mulheres e seus trabalhos autorais, ampliando sua atuação como técnica de som e oficineira percussiva. A partir do projeto, no Estúdio Poesia, do Instituto Favela da Paz, especializou-se em gravação e mixagem, e gravou e mixou o álbum O Samba é a Minha Verdade, de Bernadete, e mixou Samba Revolução, do grupo Dona da Rua. Como percussionista, integra diversos coletivos femininos e compõe a banda de Raquel Tobias, no projeto Mulheres no Sincopado. Como técnica de som e percussionista, atua nos projetos do Massembas de Ialodês, grupo que valoriza culturas de matriz africana e vozes femininas negras. Colabora com Roberta Oliveira e o Bando de Lá, Luana Bayo, Samburbano, Grupo Dona da Rua e Samba da Elis. Está em turnê com Renata Jambeiro com Mestiça - Celebrando Clara Nunes, que celebra a intérprete e reverência à força das mulheres no samba.

Raquel Tobias - Raquel Tobias é uma compositora, cantora e intérprete paulista com vasto repertório com referências no samba raiz, samba contemporâneo, samba rock, soul e MPB. Intérprete de timbre personalíssimo, identidade forte, maestria e autenticidade no palco. Atualmente, Raquel é intérprete das escolas de samba Morro da Casa Verde e Estrela do Terceiro Milênio, a última pertencente ao grupo especial das escolas de samba paulistas. Já dividiu o palco com as artistas Teresa Cristina, Fabiana Cozza, Elen Oleria, Ana Canas, Geovana, Samantha Santos, Bernadete do Peruche e com o cantor Sombrinha.

Saia Sambando - Fundado em 2018, o coletivo Saia Sambando é composto por cantoras, cujo objetivo é possibilitar a inserção de mulheres no samba como uma forma de acolhimento para que elas possam cantar. O grupo é fruto do esforço de mulheres de diferentes origens e profissões que encontraram no canto e no samba esse lugar de acolhimento, afeto e desenvolvimento pessoal. As mulheres são parte fundamental da história do samba, ocupando um papel cada vez mais relevante na sua preservação e disseminação. O projeto busca aproximar as mulheres do universo do samba com o intuito de ampliar suas potencialidades, fortalecendo suas vozes e presenças.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Estão abertas inscrições para o curso Imersivo do Ator ministrado por Pamela Duncan


Estão abertas as inscrições para o curso Imersivo do Ator - Corpo - Interpretação - Sentimento, ministrado pela diretora e dramaturga Pamela Duncan, que ocorrerá no período de 7 de maio a 25 de junho, às quintas-feiras, na Casa Farofa, das 19h às 21h. Com carga horária de 16 horas, duas horas por aula, o curso é indicado para atores, estudantes e professores de artes cênicas, maiores de 17 anos.

O curso intensivo Imersão do Ator tem caráter de sensibilização corporal - de interpretação e sentimento. A união corpo-emoções-pensamento é um grande dilema para as pessoas que desejam se expressar. Com essa metodologia, partindo da prontidão física-pensamento-emoções, o método da diretora cria uma base sólida para que o corpo interpretativo do ator que, participar do curso, seja pleno e verdadeiro em cena. “Ser um bom ator ou interpretar requer plenitude, verdade cênica e um pensamento livre na sua performance, com a palavra única na concepção da personagem. Para isso, provocaremos o ator a estar nu em cena, e assim poder incorporar a moral o corpo e os sentimentos da personagem”, afirma a diretora.

A partir dos mestres da encenação, o curso apresenta uma metodologia de condução da partitura corporal e verbal para um processo visceral e orgânico, dando ao ator o suporte necessário para uma interpretação ímpar e plena. “Não podemos nos esquecer da sabedoria dos mestres que nos ensinaram como trabalhar a interpretação no teatro - Stanislavski, Grotowski, Artaud e Meyerhold -, já que todos tiveram a mesmo finalidade, ter em cena um ator com verdade no corpo e na palavra”, comenta Pamela Duncan.

Cronograma dos encontros

1 - Dinâmica: Introdução ao gesto orgânico; Equilíbrio - desequilíbrio tônus; Relaxamento -técnica do Actor Studios; Técnica Vocal - idiomas lúdicos.

2 - Analise de texto: Teatro instantâneo; Jogos de expressão; Improvisação a partir de quadros pictóricos; Partitura corporal - corpo, fala e voz; A voz, expressão e projeção - tocar o público – dicção.

3 - Analise de texto: Interpretação - A partir de textos teatrais, voz, emoção e corpo do ator. Para subir ao espaço mágico do palco será escolhido um texto de Garcia lorca, A Casa de Bernarda Alba, ou de Shakespeare, Romeu e Julieta (a análise e leitura dos textos é obrigatória para o participante). Os participantes irão analisar e decorar uma parte do texto - uma cena, em duplas ou solo – e, posteriormente, terão que apresentá-lo aos demais participantes do final encontro.

Pâmela Duncan - Diretora e fundadora do grupo de teatro físico A Peste, Cia Urbana de Teatro, Pamela é diretora, figurinista, cenógrafa e professora de teatro. Nascida em Recife, PE, morou em diferentes países de América. Formou-se em Artes Cênicas, em Buenos Aires, completando seus estudos no Exterior e outras partes do Brasil. Seus principais professores: Antoinete de São Martin, Nola Rae (Inglaterra) Florent Pelayo (França) e o mestre Augusto Fernandez; fez dança no Ballet Stagium e mímica com o Angel Elizondo. Foi curadora e produtora de eventos em São Paulo como o internacional Art Futura (Itaú Cultural), 30 anos do Colégio Pentágono (Ginásio Ibirapuera) e Vitória da Paz (Espírito Santo). Fez cenário e figurinos para óperas do Coralusp e para o Coral Paulistano do Teatro Municipal. Dirigiu performances teatrais e shows de Moisés Santana, Claudio Goldman, Maria Alcina e Ney Matogrosso. Mantém uma forte ligação com a pesquisa teatral na linha do teatro físico-visual. Pela companhia A Peste, Cia Urbana de Teatro, destaque para os espetáculos: A Menina que Descobriu a Noite; Sonhei com Charles Chaplin; Eternos Vagabundos; Nelson Visceral; As Incríveis histórias de Mariazinha e Seu Amigo Sol; O Processo (de Kafka); Nossa História é Assim (Raul Bopp); A Fantástica Trupe em... A Princesa Engasgada; A Famylia Monstro (Teatro Vivo); Pinocchio (Teatro Eva Herz); Pour Elise; O Tambor Africano (Unibes Cultural); Frankenstein (teatro de rua); Inventor de Sonhos (sobre Leonardo da Vinci); Os Três Mosqueteiros (Unibes Cultural e Teatro UOL); e A Última Gravação de K. Foi palestrante e oficineira do XX Festival Internacional de Havana e do Festival Uruguaio de Teatro. Recentemente, diirigiu a performance As Medeias (Oficina cultural Oswald de Andrade) e o espetáculo Palavras. Atua como mediadora de festivais de teatro em todo o Brasil, também como jurada em festivais nacionais e Internacionais, sendo o mais recente Outono Azul, na Argentina. Trabalha no sistema coorporativo, montando peças para as empresas Klabin e Serasa Experian; também ministrou cursos para executivos na Fundação Getúlio Vargas (SP). Ministra oficinas e cursos de teatro físico e interpretação no Brasil e em países de América Latina. Livros fazem parte da história da artista - A menina que Descobriu a Noite (infantil) e Roteiro Para o Professor de Teatro Educação (publicado pela Secretaria Estadual de Ensino de São Paulo).

Serviço

Curso: Imersivo do Ator - Corpo - Interpretação - Sentimento
Ministrante: Pamela Duncan
Período em que ocorre: 7 de maio a 25 de junho de 2026
Dias/horários: Quintas-feiras, das 19h às 21h
Duração total: 2 meses / 8 encontros / 16 horas
Público-alvo: Atores, estudantes e professores de artes cênicas, maiores de 17 anos.
Inscrições: Até 6 de maio - 30 vagas
Como se inscrever: https://www.sympla.com.br/evento/curso-imersivo-do-ator-corpo-interpretacao--sentimento/3375854 | WhatsApp - (11) 99824-4254 | E-mail pameladuncandiretora@gmail.com
Investimento: R$ 450,00 (pagamento em duas parcelas)
Local:  Casa Farofa (Rua Treze de Maio, 240 - Bela Vista. SP/SP). 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

terça-feira, 7 de abril de 2026

No mês das mães, espetáculo inspirado em Aparecida retorna à Funarte e transforma fé em cultura popular

Grupo Trapo celebra 26 anos com nova temporada de O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias.

Após uma estreia bem sucedida em 2025, o espetáculo O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias retorna ao Complexo Cultural Funarte São Paulo em nova temporada ao longo do mês de maio, período simbólico dedicado às mães, reafirmando sua força como uma celebração da cultura popular brasileira. As apresentações ocorrem entre os dias 9 e 31 de maio, aos sábado e domingos, às 18h.

 

Criado pelo Grupo Trapo, que completa 26 anos de trajetória em 2026, o espetáculo mergulha no universo simbólico das águas e nas narrativas que atravessam gerações, partindo do imaginário em torno de Nossa Senhora Aparecida como ícone cultural do país.

 

Mais do que uma abordagem religiosa, a encenação propõe um olhar sobre a religiosidade popular como manifestação artística, coletiva e afetiva. Em cena, fé, mito, festa, música e memória se entrelaçam para construir uma experiência que dialoga diretamente com o público brasileiro. Inspirado pelas águas do rio Paraíba do Sul - local de origem da devoção à santa -, o espetáculo cria um território cênico onde o sagrado e o cotidiano convivem, revelando um Brasil profundo, sensível e pulsante.

 

Com influências dos autos populares, a obra estabelece um diálogo com O Auto da Compadecida (Ariano Suassuna), mas segue um caminho próprio. O Grupo Trapo investe na reinvenção da tradição, criando uma narrativa original que reúne personagens cômicos, devocionais e humanos em histórias que refletem as contradições e riquezas da cultura brasileira.

 

“O nosso desejo foi criar um espetáculo que já habita o imaginário do nosso povo: as festas de rua, as histórias contadas às margens dos rios, o riso fácil, mas também a dor e a resistência que nos formam como sociedade. O Auto de Aparecida é, antes de tudo, um rito de celebração da cultura popular”, afirma o diretor Muriel Vitória.

 

Na montagem, os atores permanecem em cena como em um ritual contínuo, transitando entre personagens, imagens e situações. Entre altares, cantos e jogos cênicos, o espetáculo convida o público a uma experiência sensorial e coletiva, onde o teatro se torna espaço de encontro, memória e partilha.

 

Neste retorno, O Auto de Aparecida reafirma sua potência como obra que ultrapassa o campo da fé para se inscrever no território da cultura - celebrando, no mês das mães, a figura de Aparecida como símbolo de origem, cuidado e pertencimento.

Sinopse - Nas margens de um rio, uma trupe de artistas conta histórias que brotam das águas. Entre narrativas sagradas e profanas, personagens populares e figuras míticas, surge um teatro de festa e devoção, onde se cruzam fé, riso e memória. O Auto de Aparecida é a celebração de um Brasil que guarda em si a força da cultura popular e o mistério das águas que contam e recontam histórias.

FICHA TÉCNICA - Direção e concepção: Muriel Vittorea. Elenco:  Ismael Joaquim, Kalil Zarif, Marcio Lima, Nalu Oliveira, Nicolas Miranda, Pedro Henrique Meeta, Suellen Santos, Well Nascimento e Zé Carlos de Oliveira. Participação especial: Priscilla Rosa. Figurinos e adereços: Bruno Bertolli, Lis Nunes e Muriel Vittorea. Cenário: Muriel Vitória. Iluminação: Jottape Silva e Muriel Vittorea. Produção: Grupo Trapo. Produção artística: Diego Brito. Social media: Pedro Henrique Meeta. Fotos: Thaina Piauilino e Pedro Henrique Meeta. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Realização: Grupo Trapo.

Serviço

Espetáculo: O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias
Temporada: 09 e 10, 16 e 17, 23 e 24, 30 e 31 maio de 2026
Horário: sábados e domingos, às 18h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada).
Venda online: www.sympla.com.br (link no Instagram - @grupotrapo).
Bilheteria: 1 hora antes das sessões.
Duração: 100 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Auto popular. 

Complexo Cultural Funarte São Paulo
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos. São Paulo/SP.
Sala Carlos Miranda (60 lugares). Acessibilidade: Sim.
Tel.: (11) 95078-3004. Metrô Santa Cecília. 

O grupo

O Grupo Trapo foi criado no ano 2000 pelo ator e diretor Muriel Vitória, em São Paulo. Desenvolve trabalhos baseados em comportamentos humanos e na cultura popular utilizando como expressão e estética os elementos corporais pautados no ‘teatro de investigação corporal’. Suas montagens teatrais são apresentadas em espaços populares buscando contemplar todos os públicos e fomentar temas pertinentes à sociedade atual, mediadas principalmente por questões que afetam a todos direta ou indiretamente, seja nos conceitos, nas relações pessoais ou mesmo na própria arte, na crença, na cultura popular. Atua diretamente na região central da cidade, no bairro da Consolação, em seu teatro-sede - Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura. Apoia iniciativas e resiste, há 25 anos, com ações que visam o estreitamento de laços entre arte e sociedade.

Repertório / espetáculos: Tanto Frida Quanto Eu (2026), O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias  (2025 e 2026), O Banquete no Éden (2024, remontagem), Jorge - Uma Ode ao Cavaleiro dos Dois Mundos (2023), Sobrevidas (2022); Savoir - Faire Éden (2020), As Desventuras de Pinóquio (2020), O Banquete no Éden (2019 e 2026), Escola de Mulheres 2000 D/C (2019), As Desmemorias da Emília - A Marquesa de Rabicó (2019), Abelha Rainha (2017), O Quintal da Casa de Doroty, inspirado na obra de L. Frank Baum (2015), Levi (2015), O Planeta Fantástico do Principezinho, inspirado na obra de Antoine de Sant- Exupéry (2014); O Sorriso do Gato de Alice, inspirado na obra de Lewis Carrol (2014), Senhora Sertão, Menina, de Muriel Vitória (2015); Salve Rainha, de Muriel Vitória (2015), Pane no Circo, de Muriel Vitória (2009), O Sítio e Alice, baseado na obra de Monteiro Lobato, direção e adaptação de Muriel Vitória (2005), e Chega de Estresse, de Muriel Vitória (2000).

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
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Teatro Padre Bento de Guarulhos recebe show do Banduo lançando Dobras, concebido para dois bandolins

Álbum de Maik Oliveira e Rafael Esteves apresenta as possibilidades sonoras do bandolim, um dos instrumentos mais emblemáticos da música brasileira, mesclando choro com música instrumental e de câmera.

Rafael Esteves e Maik Oliveira (foto de Rebeca Figueiredo)

No dia 18 de abril, sábado, às 19h30, o Teatro Padre Bento, em Guarulhos (SP), recebe o show de lançamento do álbum Dobras do Banduo, duo formado pelos bandolinistas Maik Oliveira e Rafael Esteves. A apresentação, gratuita, conta com participação especial de Victor Guedes (violão tenor).

O concerto oferece acessibilidade: intérprete de Libras, audiodescrição, espaços reservados e mediação para o acolhimento de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.

Esse trabalho integra o projeto Banduo - O Bandolim e Suas Texturas, lançado pelo duo, em 2025, no qual exploram as possibilidades sonoras do bandolim. Com direção musical de Alisson Amador, o álbum apresenta 10 faixas inéditas, entre composições próprias e de outros autores, feitas especialmente para o Banduo. Os arranjos trazem assinaturas de quatro instrumentistas, referências na cena contemporânea - Edmilson Capelupi, Milton Mori, Marcílio Lopes e Alisson Amador, além do próprio Rafael Esteves.

Nesse dueto, o virtuosismo de Maik Oliveira e Rafael Esteves é aplicado às possibilidades do bandolim, mesclando influências do choro com o instrumental brasileiro e a música de câmara (com destaque para J.S. Bach) em busca de sonoridades inovadoras e potentes. O flerte com a música camerística traz uma singularidade muito em virtude da formação inusitada de dois bandolins. Os músicos ressaltam a importância desse encontro sonoro de dois instrumentistas que começaram tocando samba e pagode na periferia de São Paulo - Maik em São Bernardo do Campo e Rafael em Guarulhos - até iniciarem no universo do choro. E agora, o encontro com Alisson Amador, músico de formação clássica, natural de Heliópolis, que chegou para contribuir, inicialmente como professor de rítmica, chegando à direção musical pela sintonia identitária com os artistas e com o trabalho do Banduo.

Abrindo o álbum, Estudo em G Menor” (Rafael Esteves) tem arranjo do autor e de Milton Mori. Nasceu como um estudo de técnica e ganhou uma segunda voz de bandolim no arranjo de Mori. Uma surpresa no meio do caminho, referindo-se à tonalidade, dá uma bela prévia do que vem pela frente. A segunda faixa, “Manu” (Edmilson Capelupi), com arranjo do autor, foi composta especialmente para o Banduo; uma “polca saltitante” em homenagem à Manu, filha de Maik. A faixa evidencia a beleza do instrumento em três partes com funções muito bem definidas: Maik no acompanhamento e Rafael no solo para finalizar em equilíbrio e harmonia entre os dois bandolins.

As próximas composições - Suíte Banduo (Rafael Esteves) - traz os três movimentos tradicionais da música de câmara. Criação do autor e arranjador para esse trabalho, a primeira, “Suite Banduo: I. Joropo”, é uma valsa em referência ao homônimo gênero tradicional venezuelano, de ritmo alegre e dançante. “Suíte Banduo: II. Valsa Evocativa”, como o próprio nome sugere, é mais lenta, melancólica; uma valsa-choro na qual a mistura incomum do erudito com o choro popular se converge na beleza nesse arranjo. No terceiro movimento, “Suíte Banduo: III. Choro”, o arranjo retoma o tom alegre, vibrante, como o bandolim tradicional tocando choro.

A sexta faixa, “Portal Favela” (Alisson Amador), tem significado amplo em Dobras - com arranjo do autor. A composição foi inspirada no encontro entre os três músicos. O tema narra a história desses artistas que atravessaram o ‘portal periférico’ e celebram juntos na música, no ritmo, na arte desse trabalho. Seguindo, vem “Leonor” (Maik Oliveira e Rafael Esteves), cuja primeira parte havia sido composta por Rafael, há tempos. Maik entrou com seu talento na criação da segunda parte e Rafael fechou a obra. A faixa, muito representativa desse projeto dos bandolinistas, conta com arranjo assinado por Marcilio Lopes, que ressalta as características do regional de choro, e tem participação especial de Milton Mori no violão tenor. Marcílio e Mori também estão presentes em Brandura de Gênio” (Rafael Esteves) que, assim como a música anterior, tem destaque na sonoridade do regional de choro. A composição de Rafael é uma homenagem ao amigo Beto Casemiro, bandolinista do ABC falecido em 2020.

 

Chegando no final vem o belo choro “Conversa de Bandolins” (Milton Mori), composto especialmente para Dobras. A música marcou o início dos estudos de Maik Oliveira e Rafael Esteves para o álbum, sendo um deleite para o duo ao possibilitar o trânsito pelas nuances rítmicas e harmônicas do bandolim. Também arranjador da faixa, Mori a compôs pensando unicamente no instrumento em questão. O choro ritmado “Não Foi Dessa Vez!” (Maik Oliveira) fecha o álbum em arranjo primoroso de Edmilson Capelupi, que explora a densidade rítmica e harmônica do instrumento com nuances provocativas, deixando a parte final para o improviso livre dos bandolinistas. Maik compôs a música para um festival, estimulado por seu amigo e professor Renan Bragatto, mas não a tempo de se inscrever, permanecendo inédita até o momento.

O bandolim - instrumento emblemático da música brasileira, ligado a nomes como Jacob do Bandolim, Luperce Miranda, Isaías Bueno e Déo Rian - ganhou um novo olhar nesse projeto pelo diálogo entre o choro e a música de câmara, ampliado por uma abordagem contemporânea capaz de atrair os ouvintes mais diversos.

Maik Oliveira é bandolinista com mais de 20 anos de trajetória. Tocou com nomes como Inezita Barroso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nilze Carvalho, Eduardo Gudin, Sérgio Reis e Rolando Boldrin. Foi aluno de Jane do Bandolim, Edmilson Capelupi, Silvia Góes e Luizinho 7 Cordas. Atualmente tem seu trabalho solo, Maik Oliveira e Regional, e integra os grupos de Marina de la Riva e Paula Sanches.

Rafael Esteves é bandolinista, educador, compositor e arranjador. Venceu o Festival Jorge Assad com o Quarteto Pizindim, com o qual se apresenta em unidades do Sesc e outros circuitos culturais. Como solista, já atuou com a OCAM-USP e com grandes nomes da música brasileira como Dona Ivone Lara, Monarco, Almir Guineto e Péricles.

O projeto Banduo

O Banduo - O Bandolim e Suas Texturas é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 24/2024 de Gravação e Lançamento de Álbum Musical Inédito, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Além da gravação do álbum, o Banduo vem realizando circulação com sete apresentações: dois concertos didáticos e cinco shows (pré-lançamento e lançamento). Os concertos didáticos, realizados em polos do Projeto Guri, têm o objetivo de compartilhar com os alunos o processo criativo, a preparação do disco, a criação dos arranjos e a construção do repertório, além de abordar o bandolim e sua história.

Ficha técnica - Banduo: Rafael Esteves e Maik Oliveira (bandolins). Músico convidado: Victor Guedes (violão tenor). Técnico de som: Claudio Moraes. Luz: Igor Sully Intérprete de Libras: Elaine Sampaio. Audiodescrição: Ver Com Palavras. Mediação: Maytê Amarante. Assessoria em acessibilidade: Manoel Negraes (Vias Abertas - Comunicação, Cultura e Inclusão). Fotos: Rebeca Figueiredo. Designer gráfico e identidade visual: Bruno Conde. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Rafael Esteves e Maik Oliveira. Produção: Leonardo Escobar (PiÔ - Produção e Projetos). Data de lançamento do álbum: 27/02/2026.

Serviço

Show/lançamento: Banduo - Dobras
Dia 18 de abril de 2026 - Sábado, às 19h30
Acesso Gratuito - Sem distribuição de ingressos.
Duração: 60 min. Classificação: Livre.
Banduo na rede: https://www.instagram.com/obanduo/ 

Teatro Padre Bento
Rua Francisco Foot, 03 - Jardim Tranquilidade. Guarulhos/SP.
Tel.: (11) 2229-5043. Capacidade: 350 lugares. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br