quarta-feira, 18 de março de 2026

Rosas Periféricas leva infantojuvenil TeatroFunk às cidades de Tupã e Assis pelo Circuito Sesc de Artes

O grupo - indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 na categoria Energia que Vem da Gente - apresenta Ladeira das Crianças - TeatroFunk em espaços públicos de 12 cidades paulistas. 

Fundado na zona leste de São Paulo, há 17 anos, o Grupo Rosas Periféricas participa do Circuito Sesc de Artes 2026 com o espetáculo infantojuvenil Ladeira das Crianças - TeatroFunk, sempre com entrada gratuita. As primeiras apresentações estão inseridas região atendida pelo Sesc Rio Preto, na programação que ocorre nas cidades de Tupã - dia 21 de março (sábado, das 17h às 21h) - e Assis - dia 22 de março (domingo, das 16h às 20h). As apresentações acontecem, respectivamente, na Praça da Bandeira (Centro) e no Estacionamento da Zona Azul (Centro).

Até o dia 26 de abril, o Rosas Periféricas circula com o espetáculo por mais 10 cidades paulistas: Oswaldo Cruz (28/03), Adamantina (29/03), Pereira Barreto (4/4), Araçatuba (5/4), Mirassol (11/4), Nipoã (12/4), Tanabi (18/4), Votuporanga (19/4), Monte Alto (25/4) e Bebedouro (26/4).

Concebido no formato teatro de rua, Ladeira das Crianças - TeatroFunk é uma livre inspiração nas obras literárias O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, que inova na estética ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na estética. O enredo traz o bonde da ladeira, onde tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e com narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz. Percebendo a forte presença desse som no cotidiano infantojuvenil, o Rosas Periféricas acessa esse público por meio do funk, com o ritmo, os beats, o passinho e as rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). Como contar quem são as crianças da sua periferia? Como cantar quem são elas? Refletindo sobre a identidade da criançada periférica e sobre os bens culturais do território acessado na fase infantojuvenil, Ladeira das Crianças - TeatroFunk estreou em 2019. O texto e a direção é assinada conjuntamente pelo Grupo Rosas Periféricas. No elenco, Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento.

Circuito Sesc de Artes

Entre 21 de março e 26 de abril, o Circuito Sesc de Artes chega à sua 18ª edição e integra as comemorações dos 80 anos do Sesc São Paulo, consolidando-se como a maior edição realizada. Ao longo de seis semanas, 133 municípios da Grande São Paulo, do interior e do litoral receberão 123 atividades artísticas gratuitas divididas em 12 roteiros diferentes, que somam mais de mil sessões em praças e espaços públicos.

Realizado pelo Sesc São Paulo em parceria com Prefeituras Municipais e Sindicatos do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o Circuito reafirma seu papel de articular territórios, democratizar o acesso à cultura e promover encontros entre diferentes linguagens e gerações artísticas. Teatro, música, dança, circo, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias compõem uma programação diversa que ocupa o espaço público como lugar de convivência e experiência cultural. Ao todo, 23 unidades estão envolvidas na realização do projeto. Ao todo, 23 unidades estão envolvidas na realização do projeto. A programação na região atendida pelo Sesc Rio Preto passa por Mirassol (11 de abril), Nipoã (12 de abril), Tanabi (18 de abril), Votuporanga (19 de abril), Fernandópolis (25 de abril) e Jales (26 de abril).

Grupo Rosas Periféricas

Grupo atuante na Zona Leste, o Rosas Periféricas iniciou suas pesquisas teatrais em 2008, consolidando-se como um grupo no ano seguinte. São artistas e educadores(as) que investigam linguagens cênicas ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem. Com sede no Parque São Rafael, seu repertório traz os espetáculos: Vênus de Aluguel (2009), com temporada no Teatro X; A Mais Forte (2010); performance Fêmea (2012); Rádio Popular da Criança (2013); Narrativas Submersas (2014), cortejo que abre a Trilogia Parque São Rafael; Lembranças do Quase Agora (2015), segundo ato; Labirinto Selvático (2016), que fecha a Trilogia; e Ladeira das Crianças - TeatroFunk (2019), infantil que marcou os 10 anos do grupo. Desde 2018, realiza em sua sede o Sarau da Antiga 28, que troca conversas, música e versos com artistas e mestres, além de ter o microfone aberto para a comunidade exercitar a expressividade. Por várias vezes, foi contemplado em editais da cidade e do estado de São Paulo. Já se apresentou em unidades do Sesc São Paulo, Casas de Cultura, Fábricas de Cultura, praças e ruas; participou do Festival Internacional de Teatro de Setúbal (Portugal) e da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência (Teatro de Arena Eugênio Kusnet). Realizou o projeto Rosas Faz 10 Anos - Memórias de Um Teatro Maloqueiro (2020-2023), que incluiu livro biográfico e documentário. Foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2023 - categoria Energia que Vem da Gente, pelo conjunto da obra de 15 anos de teatro nas periferias.

Serviço | Programação

Circuito Sesc de Artes
Infantojvuenil: Ladeira das Crianças - TeatroFunk
Com Grupo Rosas Periféricas
Entrada gratuita. Duração: 55 min. Classificação: Livre.
Programação completa - Circuito Sesc de Artes: https://circuito.sescsp.org.br/. 

Tupã: 21 de março - Sábado, 17h às 21h
Praça da Bandeira - Rua Cherentes, 609-698 - Centro
Assis: 22 de março - Domingo, 16h às 20h
Estacionamento da Zona Azul, S/N - Centro 

Próximas apresentações
Oswaldo Cruz: 28 de março - Sábado
Adamantina: 29 de março - Domingo
Pereira Barreto: 4 de abril - Sábado
Araçatuba: 5 de abril - Domingo
Mirassol: 11 de abril - Sábado
Nipoã: 12 de abril - Domingo
Tanabi: 18 de abril - Sábado
Votuporanga: 19 de abril - Domingo
Monte Alto: 25 de abril - Sábado
Bebedouro: 26 de abril - Domingo 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

O Buraco d’Oráculo realiza em abril a XIII Mostra de Teatro de São Miguel Paulista

O teatro de rua ocupa o bairro da zona leste paulistana com nove espetáculos gratuitos.  Cultura, arte e diversão ao ar livre!

Nos dias 24, 25 e 26 de abril, de sexta a domingo, acontece a XIII Mostra de Teatro de São Miguel Paulista com apresentações na Praça do Fortunato da Silveira, popularmente conhecida como Praça do Morumbizinho, na Vila Jacuí, na Zona Leste de São Paulo. A programação - gratuita - é diversificada, formada por nove espetáculos circenses, musicais e show de drag’s.

A Vila Jacuí, palco da Mostra, é a região mais próxima ao centro do bairro de São Miguel Paulista. Pela praça passarão companhias paulistanas de teatro, cujos trabalhos apresentam estéticas relacionados à linguagem do circo, da música e da dança como forma de expressão poética, tendo a Palhaça Teté como mestra de cerimônia, fazendo intervenções nos intervalos entre as apresentações. Teté, com seu pandeiro e sua graça, transita pelo mundo fazendo pontes, buscando redes. Juntando o que vê nas trocas que tem com cada ser, busca devolver ao mundo esse conteúdo reinventado. 

No dia 24/4 (sexta), abrindo a programação, apresentam-se: Circo Piorô em Sem Condições Futebol Circo (15h) e CTI - Teatro-Baile em A Casa de Farinha de Gonzagão (18h).  No dia 25/4 (sábado), as atrações são: Rué La Companhia em Circo Fiasco (11h), Palhaço Ritalino em O Melhor Espetáculo do Mundo… Na Minha Opinião (15h) e Buiú e Teta em A Trombeta Apocalíptica (17h). Encerrando a Mostra, no dia 26/4 (domingo), estão: Duo Caponata com Em Busca de? (11h), Bloco Qué Que Deu? em Qué Que Deu? (14h), Cia. Trupe Liuds em No Varal (16h) e Coletivo Acuenda em Cabaret D’Água (17h).

Idealizada e realizada pelo grupo Buraco d’Oráculo, desde 2002, a Mostra de Teatro de São Miguel Paulista chega à sua 13ª edição como uma das atividades mais efetivas do grupo, um momento que propicia o encontro como o espectador de forma direta e espontânea, ocupando o espaço público livre e aberto, e a também a rua, de forma democrática.   

Serviço | Programação

XIII Mostra de Teatro de São Miguel Paulista
Dias 24, 25 e 26 de abril - Sexta a domingo
Local: Praça Fortunato da Silveira - Praça do Morumbizinho
Vila Jacuí (em frente à Universidade Cruzeiro do Sul). São Miguel Paulista/SP.
Gratuito (espetáculos ao ar livre). Classificação: Livre. 

24/04 - Sexta-feira
15h - Circo Piorô - Sem Condições Futebol Circo
18h - CTI - Teatro-Baile - A Casa de Farinha de Gonzagão
25/04 - Sábado
11h - Rué La Companhia - Circo Fiasco
15h - Palhaço Ritalino - O Melhor Espetáculo do Mundo… Na Minha Opinião
17h - Buiú e Teta - A Trombeta Apocalíptica
26/04 - Domingo
11h - Duo Caponata - Em Busca de?
14h - Bloco Qué Que Deu? - Qué Que Deu?
16h - Cia. Trupe Liuds - No Varal
17h - Coletivo Acuenda - Cabaret D’Água 

24 de abril - Sexta-feira

15h - Circo Piorô
Espetáculo: Sem Condições Futebol Circo (60 min) 

Sinopse: Sem Condições Futebol Circo é um espetáculo de circo-teatro interventivo. O espetáculo traz um paralelo entre a falta de incentivo comum entre a arte e o esporte através de quatro palhaços futebolistas contratados pelo time do Sem Condições F.C.. A peça usa da virtuose circense de habilidades como malabares e acrobacias mescladas no texto humorístico para encantar e dialogar com o público.

18h - CTI - Cia de Teatro da Investigação - Teatro-Baile
Espetáculo: A Casa de Farinha de Gonzagão (70 min) 

Sinopse: A música de Luiz Gonzaga dá origem ao espetáculo, que é um híbrido de teatro, música, dança, culinária e o público. A companhia escolheu o teatro popular como meio de comunicar suas reflexões, trazendo elementos da vivacidade do povo nordestino que se redimensiona na força e intensidade da poesia que pulsa na obra do Gonzagão.

25 de abril - Sábado

11h - Rué La Companhia
Espetáculo: Circo Fiasco (60 min) 

Sinopse: No meio da agitação urbana surge Zóim, um palhaço errante e solitário com sua pequena sanfona e seu coração em busca de conexão. Ele narra a história da última noite caótica do Circo Fiasco, o circo de sua família.

15h - Palhaço Ritalino
Espetáculo: O Melhor Espetáculo do Mundo… Na Minha Opinião (60 min)

Sinopse: Aparentemente, os artistas não chegarão a tempo, e o pipoqueiro, para não perder sua clientela, resolve subir ao palco e entretê-los. Como ele assiste ao show toda noite, pensa que será fácil. O objetivo inicial de Ritalino, na pele do artista, é que o tempo passe, os sacos de pipoca esvaziem e a venda possa recomeçar. Como artista ele é um completo desastre, mas nessa derrota o público encontra a gargalhada, percebe o objetivo do palhaço e seu imediato fiasco.

17h - Buiú e Teta
Espetáculo: A Trombeta Apocalíptica (60 min)

Sinopse:  Os palhaços Buiú e Teta chegam na cidade com seu carrinho de quitutes de reviradinhos Vai Que Sobra. Ao iniciar mais um dia de trabalho, a dupla é interrompida por uma trombeta que berra absurdos, afligindo e impedindo que os dois continuem com seus negócios gastronômicos. Entre as notícias, um vírus avassalador, a inflação montada a cavalo e a barriga que ronca sem parar. Será que essa dupla sobreviverá a esse apocalipse?

26 de abril - Domingo

11h - Duo Caponata
Espetáculo: Em Busca de? (60 min) 

Sinopse: Em busca de? Os palhaços Berinjela e Pomodora fizeram uma viagem pelo Brasil em busca de realizar seus sonhos e também entender como vivem os artistas de rua, e apresentam ao público tudo que aprenderam, fazendo uso de elementos como música, cenopoesia, bambolê, telepatia e muita cara de pau. Trata-se de uma brincadeira cênica que se molda de acordo com o lugar da apresentação. Onde aprender, brincar e sonhar são os principais objetivos do Duo Caponata.

14h - Bloco Qué Que Deu?
Espetáculo: Qué Que Deu? (60 min) 

Sinopse: O bloco feminino Qué Que Deu?, formado em 2023, conta com um grupo de mais de 120 mulheres com histórias e origens diversas, mulheres de todas as idades - dos 5 aos 70 anos, quebrando os padrões e dando espaço para quem quer fazer arte e música e ocupar os espaços e as ruas da cidade. Sua proposta musical mistura percussão, canto e sopros, tocando ritmos brasileiros e latinos.

16h - Cia. Trupe Liuds
Espetáculo: No Varal (60 min) 

Sinopse: Inspirados pelas memórias vividas nos quintais da periferia e pelo desejo de comunicar as transformações diárias de seu território, os palhaços Candango (Clébio Ferreira) e Torradinho (Valmir Santana), da Cia Trupe Liuds, penduram no varal personagens e situações que fazem parte do cotidiano da sociedade. A partir daí, a plateia é envolvida de maneira divertida no universo desse quintal, que lembra muito a nossa própria vizinhança.

17h - Coletivo Acuenda
Espetáculo: Cabaret D’Água (65 min) 

Sinopse: O Cabaret D’Água, iniciativa pioneira do Acuenda desde 2014, é uma vibrante vitrine artística dominada pela expressão drag. O evento traz a arte drag em apresentações de dança, música, teatro e performances, junto a enquetes, discussões e entrevistas sobre temas pertinentes. Originado do interesse pela linguagem drag queen e da vontade de debater questões como LGBTfobia e intolerância, o Cabaret D’Água evoluiu para a criação das próprias drag’s do Acuenda. Atualmente, liderado por Dhiana D'água e Warralla Blackberry, com suporte de drags parceiras, o evento já ocupou espaços culturais e públicos, participando de festivais e mostras, reafirmando seu papel na cena cultural LGBTQIAPN+ contemporânea.

Buraco d’Oráculo (realizador)

O Buraco d’Oráculo nasceu em 1998, resultado do trabalho do Núcleo de Teatro de Rua da Oficina Cultural Amacio Mazzaropi. O trabalho do grupo é calcado em pontos fundamentais para estabelecer as relações entre nossa arte e o nosso público: a rua, local fundamental para promover o encontro direto com o público; a cultura popular, fonte inspiradora; o cômico, destacando-se a farsa e as relações com o denominado “realismo grotesco”, e a cenopoesia, como mediadora das relações de afetos por meio do teatro. O Buraco d’Oráculo optou pelo popular e pela rua como determinação e alvo de crítica. Com seus trabalhos o grupo encontrou um público diferente daquele que frequenta as tradicionais salas de espetáculos e passou a desenvolver projetos de forma descentralizada, buscando democratizar o acesso ao fazer teatral, e promover uma reflexão sobre o mesmo. Por isso, desde 2002, atua na zona leste da cidade de São Paulo, sobretudo na região de São Miguel Paulista, sendo a Praça do Casarão seu principal ponto de atuação, desde 2004. O Buraco d’Oráculo já produziu 10 espetáculos, protagonizados por pessoas comuns e que estão à margem da sociedade. Dessa forma busca discutir o homem urbano e seus problemas.

Contatos - Mostra de Teatro de São Miguel Paulista
Tel.: (11) 98152-4483 | buracodoraculo@gmail.com | www.buracodoraculo.com.br
Na rede: Instagram - @buracodoraculo | Facebook - @oburacodoraculo

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 6 de março de 2026

Avaré recebe concerto gratuito do Banduo que lança álbum Dobras concebido para dois bandolins

Foto de  Rebeca Figueiredo
No dia 12 de março de 2026, quinta, o Banduo - formado pelos bandolinistas Maik Oliveira e Rafael Esteves - lança o álbum Dobras no Auditório do IFSP - Campus Avaré, às 20h, com entrada gratuita. O concerto tem participação especial de Victor Guedes no violão tenor, e conta com intérprete de Libras, audiodescrição, espaços reservados e mediação para o acolhimento de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.

Esse trabalho integra o projeto Banduo - O Bandolim e Suas Texturas, lançado pelo duo, em 2025, no qual exploram as possibilidades sonoras do bandolim. Com direção musical de Alisson Amador, o álbum apresenta 10 faixas inéditas, entre composições próprias e de outros autores, feitas especialmente para o Banduo. Os arranjos trazem assinaturas de quatro instrumentistas, referências na cena contemporânea - Edmilson Capelupi, Milton Mori, Marcílio Lopes e Alisson Amador, além do próprio Rafael Esteves.

Nesse dueto, o virtuosismo de Maik Oliveira e Rafael Esteves é aplicado às possibilidades do bandolim, mesclando influências do choro com o instrumental brasileiro e a música de câmara (com destaque para J.S. Bach) em busca de sonoridades inovadoras e potentes. O flerte com a música camerística traz uma singularidade muito em virtude da formação inusitada de dois bandolins. Os músicos ressaltam a importância desse encontro sonoro de dois instrumentistas que começaram tocando samba e pagode na periferia de São Paulo - Maik em São Bernardo do Campo e Rafael em Guarulhos - até iniciarem no universo do choro. E agora, o encontro com Alisson Amador, músico de formação clássica, natural de Heliópolis, que chegou para contribuir, inicialmente como professor de rítmica, chegando à direção musical pela sintonia identitária com os artistas e com o trabalho do Banduo.

Abrindo o álbum, Estudo em G Menor” (Rafael Esteves) tem arranjo do autor e de Milton Mori. Nasceu como um estudo de técnica e ganhou uma segunda voz de bandolim no arranjo de Mori. Uma surpresa no meio do caminho, referindo-se à tonalidade, dá uma bela prévia do que vem pela frente. A segunda faixa, “Manu” (Edmilson Capelupi), com arranjo do autor, foi composta especialmente para o Banduo; uma “polca saltitante” em homenagem à Manu, filha de Maik. A faixa evidencia a beleza do instrumento em três partes com funções muito bem definidas: Maik no acompanhamento e Rafael no solo para finalizar em equilíbrio e harmonia entre os dois bandolins.

As próximas composições - Suíte Banduo (Rafael Esteves) - traz os três movimentos tradicionais da música de câmara. Criação do autor e arranjador para esse trabalho, a primeira, “Suite Banduo: I. Joropo”, é uma valsa em referência ao homônimo gênero tradicional venezuelano, de ritmo alegre e dançante. “Suíte Banduo: II. Valsa Evocativa”, como o próprio nome sugere, é mais lenta, melancólica; uma valsa-choro na qual a mistura incomum do erudito com o choro popular se converge na beleza nesse arranjo. No terceiro movimento, “Suíte Banduo: III. Choro”, o arranjo retoma o tom alegre, vibrante, como o bandolim tradicional tocando choro.

 

A sexta faixa, “Portal Favela” (Alisson Amador), tem significado amplo em Dobras - com arranjo do autor. A composição foi inspirada no encontro entre os três músicos. O tema narra a história desses artistas que atravessaram o ‘portal periférico’ e celebram juntos na música, no ritmo, na arte desse trabalho. Seguindo, vem “Leonor” (Maik Oliveira e Rafael Esteves), cuja primeira parte havia sido composta por Rafael, há tempos. Maik entrou com seu talento na criação da segunda parte e Rafael fechou a obra. A faixa, muito representativa desse projeto dos bandolinistas, conta com arranjo assinado por Marcilio Lopes, que ressalta as características do regional de choro, e tem participação especial de Milton Mori no violão tenor. Marcílio e Mori também estão presentes em Brandura de Gênio” (Rafael Esteves) que, assim como a música anterior, tem destaque na sonoridade do regional de choro. A composição de Rafael é uma homenagem ao amigo Beto Casemiro, bandolinista do ABC falecido em 2020.

 

Chegando no final vem o belo choro “Conversa de Bandolins” (Milton Mori), composto especialmente para Dobras. A música marcou o início dos estudos de Maik Oliveira e Rafael Esteves para o álbum, sendo um deleite para o duo ao possibilitar o trânsito pelas nuances rítmicas e harmônicas do bandolim. Também arranjador da faixa, Mori a compôs pensando unicamente no instrumento em questão. O choro ritmado “Não Foi Dessa Vez!” (Maik Oliveira) fecha o álbum em arranjo primoroso de Edmilson Capelupi, que explora a densidade rítmica e harmônica do instrumento com nuances provocativas, deixando a parte final para o improviso livre dos bandolinistas. Maik compôs a música para um festival, estimulado por seu amigo e professor Renan Bragatto, mas não a tempo de se inscrever, permanecendo inédita até o momento.

O bandolim - instrumento emblemático da música brasileira, ligado a nomes como Jacob do Bandolim, Luperce Miranda, Isaías Bueno e Déo Rian - ganhou um novo olhar nesse projeto pelo diálogo entre o choro e a música de câmara, ampliado por uma abordagem contemporânea capaz de atrair os ouvintes mais diversos.

Maik Oliveira é bandolinista com mais de 20 anos de trajetória. Tocou com nomes como Inezita Barroso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nilze Carvalho, Eduardo Gudin, Sérgio Reis e Rolando Boldrin. Foi aluno de Jane do Bandolim, Edmilson Capelupi, Silvia Góes e Luizinho 7 Cordas. Atualmente tem seu trabalho solo Maik Oliveira e Regional e integra os grupos de Marina de la Riva e Paula Sanches.

Rafael Esteves é bandolinista, educador, compositor e arranjador. Venceu o Festival Jorge Assad com o Quarteto Pizindim, com o qual se apresenta em unidades do Sesc e outros circuitos culturais. Como solista, já atuou com a OCAM-USP e com grandes nomes da música brasileira como Dona Ivone Lara, Monarco, Almir Guineto e Péricles.

O projeto Banduo - O Banduo - O Bandolim e Suas Texturas é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 24/2024 de Gravação e Lançamento de Álbum Musical Inédito, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Além da gravação do álbum, o Banduo vem realizando circulação com sete apresentações: dois concertos didáticos e cinco shows (pré-lançamento e lançamento). Os concertos didáticos, realizados em polos do Projeto Guri, têm o objetivo de compartilhar com os alunos o processo criativo, a preparação do disco, a criação dos arranjos e a construção do repertório, além de abordar o bandolim e sua história.

Ficha técnica - Banduo: Rafael Esteves e Maik Oliveira (bandolins). Músico convidado: Victor Guedes (violão tenor). Técnica de som: Silvia Beltrami. Iluminação: Du Javaro. Intérprete de Libras: Thais Tavares. Audiodescrição: Ver Com Palavras. Mediação: Maria Gabriela. Assessoria em acessibilidade: Manoel Negraes (Vias Abertas - Comunicação, Cultura e Inclusão). Fotos: Rebeca Figueiredo. Designer gráfico e identidade visual: Bruno Conde. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Rafael Esteves e Maik Oliveira. Produção: Leonardo Escobar (PiÔ - Produção e Projetos).

Serviço

Show/lançamento: Banduo - Dobras
Dia 12 de março de 2026 - Quinta, às 20h
Entrada gratuita. Duração: 60 minutos. Classificação: Livre.
Local: Auditório do IFSP Campus Avaré
Av. Prof. Celso Ferreira da Silva, 1333 - Jd. Europa II, Avaré/SP.
Banduo na rede: https://www.instagram.com/obanduo/
Conteúdo digital do projeto: https://linktr.ee/obanduo 

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES 

MORUNGABA: 04/04 - Sábado, às 20h
Local: Teatro Municipal Fioravante Frare
Rua Pereira Cardoso, 377. Morungaba/SP. 

GUARULHOS: 18/04 - Sábado, às 19h30
Local: Teatro Padre Bento
Rua Francisco Foot, 03 - Jd. Tranquilidade. Guarulhos/SP. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 2 de março de 2026

CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos tem nova e curtíssima temporada de 6 a 15 de março

Foto de TIGGAZ

Em março, Companhia de Teatro Heliópolis faz curtíssima temporada de premiada montagem CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos. As apresentações ocorrem entre os dias 6 e 15/03, somente às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h, em sua sede – na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, no Ipiranga.

Em 2022, CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos ganhou o Prêmio APCA (Dramaturgia; indicado também em Direção), Prêmio SHELL de Teatro (Dramaturgia e Música; indicado em Direção) e VI Prêmio Leda Maria Martins (Ancestralidade), além de ter sido relacionado entre os Melhores Espetáculos do Ano pela Folha de S.Paulo.

A montagem aborda a forte presença feminina no contexto do cárcere. O enredo parte da história das irmãs Maria dos Prazeres e Maria das Dores, cujas vidas são marcadas pelo encarceramento dos homens da família: primeiro, o pai; depois, o companheiro de uma; agora, o filho da outra. Dentro do presídio, o jovem Gabriel - que sonha em ser desenhista - aprende estratégias de sobrevivência para lidar com as disputas internas de poder e a falta de perspectivas inerentes ao sistema carcerário. Naquele microcosmo a violência dita as regras e não poupa os considerados fracos ou rebeldes. Fora dali, em suas comunidades, as mulheres - mães, esposas, filhas, afilhadas - buscam alternativas para tentar romper os ciclos de opressão que as aprisionam em existências sem futuro.

A história das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para expor o quanto é difícil se desvincular da complexa estrutura do encarceramento. Enquanto a mãe enfrenta o sistema jurídico na tentativa de libertar o filho preso injustamente, lutando pela subsistência da família e do filho, sua irmã é refém do ex-companheiro a quem deve garantir suporte no presídio, sem direito a uma nova vida conjugal. Presas a um histórico circular, elas lutam para quebrar o ciclo em um percurso espinhoso.

O espetáculo também mostra que os saberes ancestrais resistiram à barbárie e atravessaram os séculos nos corpos, nas vozes e nas crenças das/dos africanas/nos que, escravizados/as, fizeram a travessia do Atlântico. Iansã, Rainha Oyá, a deusa guerreira dos ventos, das tempestades e do fogo não abandonou o seu povo. Ela permanece iluminando caminhos e inspirando fabulações para que seus filhos e filhas experimentem, por fim, a liberdade.

Estas temporada integra o projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, Contemplado no Edital Nº 38/2024 Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433, cujo objetivo é a manutenção das atividades do espaço pelo período de 18 meses. Toda a programação será divulgada oportunamente, e poderá ser acompanhada pelas redes sociais da Companhia

FICHA TÉCNICA - Encenação: Miguel Rocha. Assistência de direção: Davi Guimarães. Texto: Dione Carlos. Elenco: Antônio Valdevino, Dalma Régia, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto, Vitor Pires e Walmir Bess. Direção musical: Renato Navarro. Assistência de direção musical: César Martini. Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Victoria Liz (viola). Cenografia: Eliseu Weide. Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Clara Njambela. Costureira: Yaisa Bispo. Operação de som: Lucas Bressanin. Operação de luz: Alex Duarte.  Cenotecnia: Wanderley Silva. Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos - percussão ‘chamado de Iansã’: Luciano Mendes de Jesus. Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. Provocação cênica: Bernadeth Alves, Carminda Mendes André e Maria Fernanda Vomero. Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão, com mediação de Maria Fernanda Vomero. Orientação de dança afro: Janete Santiago. Direção de produção: Dalma Régia. Produção executiva: Alex Mendes. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Design gráfico: Rick Barneschi. Fotos: Rick Barneschi, Tiggaz e Weslei Barba. Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. Estreia oficial: 12/03/2022.

Serviço

Espetáculo: CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos
Temporada: 06 a 15 de março 2026
Horários: Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h.
Ingressos: Gratuitos - Bilheteria: 1h antes das sessões
Reservas online: www.sympla.com.br
Duração: 120 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Experimental. 

Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público: Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.
Instagram: @ciadeteatroheliopolis | Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Concerto didático gratuito com o Banduo, duo de bandolins, acontece no polo do Projeto Guri de Poá

Projeto dos músicos Rafael Esteves e Maik Oliveira apresenta possibilidades sonoras do bandolim, um dos instrumentos mais emblemáticos da música brasileira.

No dia 4 de março de 2026, quarta, o polo do Projeto Guri de Poá, SP, localizado no Reino da Garotada, recebe o concerto didático Banduo - O Bandolim e Suas Texturas, às 14h30, com entrada gratuita. O Banduo é um projeto dos bandolinistas Rafael Esteves e Maik Oliveira no qual exploram as possibilidades sonoras do bandolim, tendo nesta apresentação a participação do músico convidado Victor Guedes, no violão tenor.

A atividade conta com intérprete de Libras, espaços reservados e mediação para o acolhimento de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.

O projeto Banduo - O Bandolim e Suas Texturas inclui o lançamento de Dobras, álbum instrumental com direção musical de Alisson Amador, disponível nas plataformas digitais de música, desde 27 de fevereiro. São 10 composições inéditas, entre músicas próprias e de outros autores, feitas especialmente para o Banduo, e arranjos assinados por quatro instrumentistas convidados - Edmilson Capelupi, Milton Mori, Marcílio Lopes e Alisson Amador, além do próprio Rafael Esteves.

Nesse dueto, o virtuosismo de Maik Oliveira e Rafael Esteves é aplicado às possibilidades do bandolim, mesclando influências do choro com a música instrumental e de câmara (com destaque para J.S. Bach) em busca de sonoridades inovadoras e potentes. O flerte com a música camerística traz uma singularidade muito em virtude da formação inusitada de dois bandolins. Release completo do álbum BANDUO - Dobras: Acesse aqui.

Parte do repertório de Dobras será apresentada nesta ação formativa, em Poá, quando os músicos também compartilham - com os alunos do Projeto Guri e com o público - o processo criativo, a preparação do disco, a elaboração dos arranjos e a construção do repertório, além de abordar o bandolim e sua história.

O bandolim - instrumento emblemático da música brasileira, ligado a nomes como Jacob do Bandolim, Luperce Miranda, Isaías Bueno e Déo Rian - ganha um novo olhar nesse projeto pelo diálogo do choro com o instrumental brasileiro e a música de câmara, ampliado com uma abordagem contemporânea capaz de atrair tanto novas gerações quanto ouvintes tradicionais.

Banduo - O Bandolim e Suas Texturas é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 24/2024 de Gravação e Lançamento de Álbum Musical Inédito, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Além da gravação do álbum, o Banduo vem realizando circulação com sete apresentações, sendo dois concertos didáticos e cinco shows (pré-lançamento e lançamento).

Maik Oliveira é bandolinista com mais de 20 anos de trajetória. Tocou com nomes como Inezita Barroso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nilze Carvalho, Eduardo Gudin, Sérgio Reis e Rolando Boldrin. Foi aluno de Jane do Bandolim, Edmilson Capelupi, Silvia Góes e Luizinho 7 Cordas. Atualmente, tem seu trabalho solo Maik Oliveira e Regional e integra os grupos de Marina de la Riva e Paula Sanches.

Rafael Esteves é bandolinista, educador, compositor e arranjador. Venceu o Festival Jorge Assad com o Quarteto Pizindim, com o qual se apresenta em unidades do Sesc e outros circuitos culturais. Como solista, já atuou com a OCAM-USP e com grandes nomes da música brasileira como Dona Ivone Lara, Monarco, Almir Guineto e Péricles.

Ficha técnica - Banduo: Rafael Esteves e Maik Oliveira (bandolins). Músico convidado: Victor Guedes (violão tenor). Técnico de som: Mauricio Takao - CM2 Sonorização. Intérprete de Libras: Fabiano Campos. Mediação: Maytê Amarante. Assessoria em acessibilidade: Manoel Negraes (Vias Abertas - Comunicação, Cultura e Inclusão). Fotos: Rebeca Figueiredo. Designer gráfico e identidade visual: Bruno Conde. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Rafael Esteves e Maik Oliveira. Produção: Leonardo Escobar (PiÔ - Produção e Projetos).

Serviço

Concerto didático: Banduo - O Bandolim e Suas Texturas
Dia 4 de março de 2026 - Quarta, às 14h30
Local: Reino da Garotada - Polo do Projeto Guri
Rua São Francisco, 168 - Biritiba. Poá/SP.
Entrada gratuita. Classificação: Livre. Duração: 60 minutos.
Acessibilidade: intérprete de Libras, espaços reservados e mediação para o acolhimento de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.
Banduo na rede: https://www.instagram.com/obanduo/

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button