quinta-feira, 7 de maio de 2026

Sanfona Paulista acontece dia 28 de maio no Teatro Paulo Eiró reunindo 15 acordeonistas

No dia 28 de maio, quinta-feira, acontece o Sanfona Paulista no Teatro Paulo Eiró, às 20h, com entrada gratuita. Trata-se de um grande encontro de sanfoneiros e sanfoneiras para deleite do público da cidade de São Paulo. São 15 instrumentistas se revezando no palco, celebrando a sanfona como um dos instrumentos mais versáteis, potentes e simbólicos da música brasileira.

Os artistas participantes são: Toninho Ferragutti, Gabriel Levy, Paola Gibram, Luan dos 8 Baixos, Eliomar Landim, Cicinho Silva, Pablo Moura, Nanda Guedes, Luiz Santos, Cimara Fróis, Olivinho do Acordeon, Aline Reis, Jair do Acordeon, Claudinei do Acordeon e Henrique José.

Cada sanfoneiro apresenta dois números musicais, podendo ser acompanhado pela banda de apoio, formada por Neide Nazaré (triângulo), Ivan Rodrigo (zabumba) e Antonio Batista (guitarra e violão). Além das apresentações, três ícones da sanfona serão homenageados pelo Sanfona Paulista: Lauro Valério e Roberto Bueno, octogenários fundadores da Associação dos Acordeonistas do Brasil, e Renata Sbrig, fundadora de Orquestra Sanfônica de São Paulo, há 38 anos.

Mais do que um show, o Sanfona Paulista se configura como um espaço de encontro entre gerações, estilos, trajetórias e identidades, tendo o fole da sanfona como elemento central e condutor dessa experiência. O evento reafirma a sanfona como um instrumento plural, capaz de transitar entre diferentes gêneros - forró, chorinho, jazz, bossa nova, rock e outras brasilidades - conectando o popular ao erudito, o regional ao urbano, a tradição à contemporaneidade.

A concepção também se ancora na memória e na ancestralidade da música brasileira, valorizando os mestres que dedicaram e dedicam suas vidas ao instrumento, ao mesmo tempo em que cria espaço para narrativas atuais e para a renovação da cena instrumental. Durante o encontro, os próprios artistas compartilham essas memórias, criando uma ponte afetiva entre passado, presente e futuro. Um ponto fundamental do evento é a representatividade e a inclusão, com atenção especial à questão de gênero na música instrumental. Historicamente, encontros de sanfoneiros são majoritariamente ocupados por homens. O Sanfona Paulista propõe um deslocamento consciente desse cenário ao incluir na programação mulheres sanfoneiras. O projeto também abraça a diversidade racial, social e de identidades, reunindo artistas afrodescendentes e integrantes da comunidade LGBTQIA+.

Idealizado pelo sanfoneiro Cicinho Silva e pela produtora Elielma Carvalho, o Sanfona Paulista é uma realização da Associação Construindo Consciência. "Este projeto foi contemplado pela 8ª Edição do Edital de Apoio à Música para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa". O evento conta com recursos de acessibilidade (intérprete de Libras, audiodescrição e abafadores de ruído).

FICHA TÉCNICA | Sanfona Paulista - Realização: Associação Construindo Consciência. Idealização: Cicinho Silva e Elielma Carvalho. Direção artística: Cicinho Silva. Produção geral: Elielma Carvalho. Assistência de produção: Edivânia Carvalho. Identidade visual: Lucélia Borges. Social media: Felipe Teixeira. Design gráfico: Juliana Nakaharada. Videomaker e edição: Cauê Colodro. Acessibilidade: AcessaHabilidade.  Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Projeto contemplado: 8ª Edital de Apoio à Música para a Cidade de São Paulo, nº 23/2024/SMC/CFOC/SFA, da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Serviço

Show: Sanfona Paulista
Dia 28 de maio - Quinta, às 20h
Entrada gratuita - Bilheteria: 1h antes.
Ingressos online: www.sympla.com.br/evento/sanfona-paulista-encontro-de-sanfoneiros/3380660
Classificação: Livre. Duração: 120 min.
Acessibilidade: Interprete de Libras, audiodescrição e abafadores de ruído. 
Local: Teatro Paulo Eiró
Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro. São Paulo/SP - 04733-100.
Metrô Adolfo Pinheiro. Capacidade: 467 lugares. Acessibilidade.
Sanfona Paulista na rede: @sanfona.paulista

Os sanfoneiros

Toninho Ferragutti - É acordeonista, compositor, arranjador e educador, nascido em Socorro, SP. Foi incentivado na música pelo pai, Pedro Ferragutti, saxofonista e compositor de valsas, choros, dobrados e marchas. Participou de centenas de álbuns e shows de artistas no Brasil e exterior, como Gilberto Gil, Maria Bethânia, Chico César, Lenine, Mônica Salmaso e Nailor Proveta, entre tantos, e com orquestras como Maria Schneider Orchestra, Jazz Sinfônica, OSESP, OSUSP, OCAM, Orquestra Jovem Tom Jobim e orquestras de vários estados brasileiros, sob regências de Claudio Cruz, Nelson Ayres, Osman Gioga, Gil Jardim, Carlos Anísio e outros. Sua discografia soma 15 álbuns solo e em parceria, com 3 indicações ao Grammy Latino e várias indicações a outros prêmios - Prêmio Tim, Prêmio Governador do Estado de São Paulo e Prêmio da Música Brasileira. Foi premiado como Melhor Solista no 28º Prêmio da Música Brasileira por seu trabalho autoral A Gata Café. Entre seus lançamentos recentes, De Sol a Sol, Valsas de Garoto e QuarenteMas.

Gabriel Levy - Acordeonista, arranjador, compositor, educador e produtor musical, Levy tem tocado ao lado de artistas do Brasil e do exterior nos mais diversos estilos. Atua em alguns dos mais destacados projetos de músicas do mundo, no Brasil, como Mawaca, Mutrib, Fortuna, Orquestra Mundana, Kerlaveo além de vários trabalhos juntos a comunidades de imigrantes. Criou do projeto artístico-pedagógico A Magnífica Orchestra Paulistana de Músicas do Mundo (vencedora de Melhor Orquestra Popular pelo PPM). É diretor musical de vários festivais multiculturais como Na Dança!,  Ethno Brazil e Encontro de Música e Danças do Mundo (BA). Foi indicado a prêmios como Melhor Produtor e Melhor Instrumentista. Seu CD Terra e Lua recebeu o Prêmio Catavento da Rádio Cultura na categoria Música Instrumental. Publicou livros e artigos voltados para a educação musical intercultural. Mestre em Processos de Criação Musical / Educação Musical (ECA-USP) e doutorando pela UNESP. Teve suas composições interpretadas por renomados artistas como Duo Assad, Orquestra Refugi, Yo-yo Ma, Paquito d’Rivera e outros.

Paola Gibram - É acordeonista, pianista, tecladista, percussionista, compositora, arranjadora, diretora musical e cantora com mais de 20 anos de trajetória. Iniciou na Academia de Música Lorenzo Fernandez, em Varginha (MG), onde estudou piano erudito. Participou de cursos e oficinas, tendo como professores Toninho Ferragutti, Alessandro Kramer, Délia Fischer, Itiberê Zwarg, Alessandro Penezzi, Mario Séve e Guilherme Ribeiro. Em 2004, mudou-se para Florianópolis (SC), onde integrou os grupos Sonido, Gente da Terra e Margem Esquerda (álbum Margem Esquerda e turnê pela Espanha), gravou o álbum Raízes Trançadas, de Felipe Coelho, a trilha do espetáculo A Besta e a Fera e participou da trilha do filme Muamba - Querido Papá. Em São Paulo, desde 2013, integra o coletivo Forró das Minas (sanfoneira principal e diretora musical de shows), os grupos Nó da Garoa, Forró do Assaré, Trio Calesita, Xelengodengo e compõe as bandas de Tião Carvalho, Bruna Alimonda e Ana Flor de Carvalho. Também vem se apresentando com Djuena Tikuna, Mawaca e Filarmônica de Pasárgada. Lançou 4 singles e, atualmente, prepara seu álbum de canções autorais. Possui doutorado em Antropologia pela USP.

Luan dos 8 Baixos - São Bernardense e filho de nordestinos, Luan é uma das referências na preservação e difusão da sanfona de oito baixos no Brasil. Iniciou os estudos na sanfona de piano aos 17 anos, passando pela Universidade Livre de Música, atual EMESP Tom Jobim. Posteriormente, migrou para o fole de oito baixos a partir de pesquisa autodidata e profunda imersão na cultura popular. Com atuação destacada na cena cultural desde 2005, já acompanhou artistas e grupos da cena contemporânea como Miltinho Edilberto, Banda Chimarruts, Luiz Wilson, Quarteto Nordeste e atuou como sanfoneiro do projeto Arte na Rua (Rede Globo). Atua como instrumentista e compositor com foco no repertório tradicional do forró pé de serra e na música instrumental brasileira. Ministra frequentemente oficinas e palestras em festivais, além de se apresentar em importantes festivais e palcos de música instrumental no Brasil.

Eliomar Landim - Eliomar é acordeonista, compositor, orquestrador e professor com atuação dedicada ao acordeon de concerto e à ampliação do repertório erudito para o instrumento, reconhecido pelo virtuosismo técnico. Iniciou os estudos aos sete anos e formou-se em Acordeon Erudito no Conservatório Musical Beethoven (SP). Estudou com Toninho Ferragutti, Emanuele Rastelli (Itália) e Gorka Hermosa (Espanha). Participou do programa Prelúdio (TV Cultura, regência de Júlio Medaglia), sendo o único acordeonista a chegar às fases finais da competição, interpretando o Moto Perpétuo (Niccolò Paganini). Como solista, seu repertório transita do barroco ao contemporâneo, além de composições autorais. É compositor do Concerto para Acordeon e Orquestra de Cordas com Tímpanos no 1 em Si Menor, do qual realizou a orquestração. Sua discografia inclui Eliomar Landim in Concert, Baroque Accordion (participação do violinista italiano Emmanuele Baldini) e 6 Preludes and Fugues (autoral). Apresentou-se com a Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra de São José dos Campos e com os regentes Simone Menezes, Júlio Medaglia e William Coelho, além de Emmanuele Baldini, Neymar Dias, Chico Oliveira e Yuri Popoff.

Pablo Moura - Cantor, sanfoneiro, arranjador e produtor musical de 29 anos que se destaca pela versatilidade e talento. Já acompanhou nomes importantes da música brasileira como Oswaldinho do Acordeon, Anastácia, Daniel Gonzaga, Zeca Baleiro, Antônio Nóbrega, Mariana Aydar, Falamansa e Bicho de Pé, transitando por diversos gêneros e estilos. Em 2025, Pablo teve todos os ingressos esgotados no show realizado na Casa de Francisca, prestigiado palco da cena musical paulistana. Seu show é considerado uma experiência imersiva na cultura brasileira e se consolida como um nome promissor na música instrumental e cantada. Sua performance conjuga virtuosismo e carisma, transformando a sanfona em protagonista absoluta, rompendo as fronteiras do regionalismo com uma sonoridade universal que dialoga com a tradição do forró e com a sofisticação do jazz e da world music.

Nanda Guedes - Cantora, compositora, sanfoneira, multi-instrumentista e arte-educadora, nascida em Iguatu (CE) e criada em São Paulo, Nanda Guedes esbanja criatividade e versatilidade. Com mais de 20 anos de carreira, dedica-se à cultura popular brasileira, ao forró e à formação musical em comunidades, articulando palco e território, tradição e contemporaneidade em um trabalho autoral marcado pela diversidade, ancestralidade e protagonismo feminino. Desde 2016, investe na carreira solo, aprofundando uma pesquisa musical que dialoga com diferentes linguagens e ritmos. Em 2021, lançou o primeiro álbum autoral, Me Leva que Eu Vou, projeto contemporâneo fundamentado em ritmos da cultura popular brasileira como maracatu, coco, ijexá, samba matuto, forró pé de serra e maculelê, uma mistura potente que une a sanfona à distorção da guitarra e ao swing da percussão. Além dos palcos, atua como educadora musical, desenvolvendo ações formativas voltadas ao fortalecimento do protagonismo feminino e à ampliação do acesso à cultura.

Cicinho Silva - Nascido na Zona Leste de São Paulo, Cicinho é acordeonista, arranjador, diretor musical e produtor cultural, trazendo na trajetória o legado do pai Luiz de Nazaré, nordestino fundador da tradicional Praça do Forró, em São Miguel Paulista. Iniciou na música aos 11 anos e, aos 14, dedicou-se ao acordeon. Formado pela Universidade Livre de Música (Centro Tom Jobim), estudou com os mestres Gabriel Levy, Toninho Ferragutti, Débora Gurgel e Oswaldinho do Acordeon, além de concluir formação em harmonia e improvisação pela UFRN. Como instrumentista, dividiu palco com Anastácia, Zeca Baleiro, Geraldo Azevedo, Quinteto Violado, Alaíde Costa, Rastapé e outros, além de realizar turnês e gravar com artistas da Europa e América do Sul. Como arranjador e diretor musical, assina trabalhos para inúmeros artistas brasileiros. Integra o Luarada Brasileira que lançou o EP Três É Demais, em 2024. Com mais de 13 anos como educador musical, lecionou no Conservatório Orestes Sinatra, Conservatório Lins de Vasconcelos e EMESP Tom Jobim. Na área da produção, assinou projetos premiados por editais culturais, como Eles e Elas - SerTão Diverso, Equidade Musical, Quarteto Domingando, De Choro a Choro e Laboratório de Forró. Recebeu o título de Embaixador Nordestino (2023), o Prêmio Gestor Cultural (2024) e o Prêmio Anastácia de Música Brasileira (2024).

Luiz Santos - Começou os estudos com 12 anos, com seu primeiro instrumento, o teclado, que estudou durante dois anos. Dedicou-se também a tocar instrumentos de percussão, mas sua paixão sempre foi acordeom. Estudou na Universidade Livre De Música, além de ter estudado com mestres sanfoneiros – Toninho Ferraguti, Oswaldinho do Acordeon, Cicinho Silva e Gabriel Levy. Desde que passou a tocar sanfona profissionalmente, já se apresentou com diversas bandas, trios, duplas sertanejas e cantores sertanejos - Forrueiros, Peixeletrico, Tato Falamansa, Anastácia, Edson Duarte, Bruno Araújo, Caio e Rafael, Amom e vários outros. Já tocou em várias casas conceituadas como Estância Alto da Serra, Canto da Ema, CTN Rádio Atual e outras. Já se apresentou em programas de TV com a cantora Anastácia.

Cimara Fróis - Nascida em Belo Horizonte, MG, a sanfoneira, cantora e compositora está completando 25 anos de sanfona no peito e pé no mundo. Artista múltipla, buscou no teatro de improviso, na palhaçaria e no canto coral as ferramentas para levar o seu fazer artístico além do musical. É reconhecidamente uma sanfoneira pioneira no circuito por ter co-fund
ado, em 2008, o Trio Mana Flor, destacado trio de forró formado exclusivamente por mulheres. Com seu trabalho solo, Cimara Fróis e a Banda Invisível, a artista está em circulação, desde 2022, em diferentes unidades do SESI e Sesc SP. Sua trajetória conta com oito turnês internacionais em países da Europa e América Latina, além de ter tocado ao lado de importantes artistas da MPB como Dominguinhos, Anastácia, Chico César, Leila Pinheiro, Ceumar, Zeca Baleiro, Fabiana Cozza, Antônio Nóbrega, Juliana Linhares e MãeAna.


Olivinho do Acordeon
- Olivinho, natural de Garanhuns (PE), é um legítimo representante da nova safra de grandes sanfoneiros do Brasil. Exímio instrumentista, ele trabalhou em palcos, teatros e estúdio com diversos artistas, entre eles Téo Azevedo, Ceumar, Cléber Albuquerque, Chico César, Elba Ramalho, Dominguinhos, Oswaldinho e Renato Borguetti, Bicho de Pé, entre outros. Foi responsável pelos arranjos do CD de 50 anos de carreira da cantora Anastácia, indicado ao Grammy latino. Trabalhou como diretor musical com a cantora Maria Alcina no show Asa Branca, em homenagem a Luiz Gonzaga. Atualmente, trabalha com o projeto Fuá do Guegué, a companhia de teatro infantil Banda Mirim e com o artista pernambucano Antônio Nóbrega.

Aline Reis - Formada em Sociologia na FESPSP - Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e Música na FMU - Faculdade Metropolitana Unidas. Artista de 40 anos, iniciou sua carreira aos 16, tocando acordeão. Desde então, interage com músicos, grupos e coletivos de arte compostos por artistas de várias gerações: Tião Carvalho, Renato Braz, Chitãozinho e Xororó e outros. A paulistana possui um estilo próprio de cantar e tocar violão, sua voz doce e sutil cativa à primeira escuta. O contraste entre a pujança de suas letras e a doçura da voz capta e intriga o ouvinte. Ao universo da canção popular, Aline Reis agrega arranjos que são releituras livres de ritmos tradicionais brasileiros, sonoridades modernas e poemas cantados. Jongo, samba, rock n’roll, funk, baião e pop são ingredientes de sua receita bem temperada. Suas letras expressam, com equilibrada simplicidade poética, a crítica aos estereótipos, às contradições e injustiças de nosso tempo.

Jair do Acordeon - Nascido em São Paulo, em 1987, Jair do Acordeon começou a estudar a sanfona, em 2012, na escola de música Symphony Music Center Ltda (SP). Também estudou com o professor Chiquinho de Camalaú e com o professor e diretor musical Cicinho Silva. Jair já tocou com Chico de Andrade, Paulo Andrade, Banda Severina, Forró Concreto, Banda Sem Vergonha, Ivan Silva, Cicinho Silva e Neide Nazaré, entre outros. O sanfoneiro apresentou-se em espaços como Remelexo Brasil, Canto da Ema, Remelexinho (Estádio do Morumbi), Projeto Forró da Garoa, Casa de Cultura Antônio Marcos, Casa de Cultura de Santo Amaro, Projeto Oh Saudade e Projeto Neide Gara-Pé (com direção musical Cicinho Silva).

Claudinei do Acordeon - Conhecido acordeonista do forró pé de serra ou forró tradicional, Claudinei é também cantor e compositor. Paulista nascido em Osasco/SP, ainda criança mudou-se para Bahia e, na adolescência, radicou-se para São Paulo onde deu os primeiros passos no mundo musical. Iniciou a carreira solo em 1996, adquirindo conhecimentos de instrumentos com o ato de estudar as músicas por si mesmo. A grande influência musical veio do pai e dos tios sanfoneiros. Iniciou ouvindo composições instrumentais dos membros da família e cantores como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos, Falamansa e outros. Realizou ainda um Projeto de Teclado, instrumento que também domina, realizando uma séries apresentações. Apresenta-se em várias regiões do Brasil e, recentemente, participou dos programas É de Casa (Rede Globo) e Domingo Espetacular (Rede Record).

Henrique José – José Henrique é sanfoneiro, natural de Brasília, DF, radicado em São Paulo. Exímio instrumentista, há 10 anos, ele é declaradamente um apaixonado pelo instrumento, desde criança. Atualmente continua seus estudos com o maestro e padrinho Marcos Farias (um dos influenciadores em sua forma de tocar) e Cicinho Silva.  Henrique já se apresentou no Clube do Choro em Brasília, tocou com trios de forró, entre eles o Trio Mestre Lua, além de vários outros cantores de Brasília e de São Paulo. Possui um canal no YouTube onde posta seus estudos e pesquisas sobre o acordeon e as músicas que vem pesquisando e aprendendo ao longo da sua jornada no fole da sanfona.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181-
verbena@verbena.com.br


Mostra de Teatro de Heliópolis recebe inscrições até 12 de junho para sua 7ª edição

A Mostra vai selecionar montagens produzidas por artistas e grupos que atuam em territórios periféricos do estado de São Paulo.

Entre os dias 12 de maio e 12 de junho de 2026, estarão abertas as inscrições para a 7ª Mostra de Teatro de Heliópolis, percussora e referência na difusão do teatro periférico brasileiro. Desde 2015, a Mostra tem o objetivo de promover um panorama teatral de grupos, coletivos e espetáculos cujas atividades sejam desenvolvidas em comunidades populares e regiões periféricas do Estado de São Paulo.

Os interessados, que se enquadrem no perfil do evento, podem se inscrever exclusivamente pela ficha de inscrição disponível no Instagram, na página da Mostra - mostraheliopolis e da Companhia de Teatro Heliópolis - ciadeteatroheliopolis, onde também estará disponível o regulamento. Os selecionados realizarão 01 (uma) apresentação e receberão cachê entre 10 mil e 15 mil reais.

A MTH - Mostra de Teatro de Heliópolis será realizado entre os dias 15 e 22 de agosto de 2026, em Heliópolis (São Paulo/SP), com ocupação de ruas e espaços públicos, e na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da Companhia de Teatro Heliópolis (no Ipiranga), que abrigará o maior número de atividades. Todas a programação será gratuita, além do transporte entre a Estação Sacomã de Metrô até os locais onde as atividades serão realizadas.

A programação será dividida em nove dias e composta por: oito Sessões de Espetáculos (adultos, infantis e de rua), quatro Rodas de Conversas entre grupos/artistas e público presente mediadas por Alexandre Mate e, como nas edições anteriores, uma Feira Literária dedicada à difusão de autores periféricos brasileiros e a editoras cujo foco editorial seja artes cênicas e questões sociais. A programação também conta com: Olhar Crítico -  jornalistas e estudantes de jornalismo assistirão todos os espetáculos para emitir suas impressões em resenhas críticas, cujos textos serão publicados no site do evento; e Vivência Artística - um(a) profissional atuante e expoente do teatro periférico brasileiro será convidado(a) a compartilhar seu processo de trabalho com 25 jovens artistas moradores de territórios periféricos do Estado de São Paulo.

Realizada pela Companhia de Teatro Heliópolis e pela produtora MUK, a MTH tem curadoria coordenada por Alexandre Mate (doutor, professor e pesquisador do Núcleo Paulistano de Teatro de Grupo) e por Dalma Régia (atriz, produtora e fundadora da Cia. de Teatro Heliópolis). A direção artística é de Miguel Rocha, e Daniel Gaggini assina a direção de produção do evento. Esta edição da MTH - Mostra de Teatro de Heliópolis foi viabilizada por meio do Edital de Fomento à Cultura SP - ProAC nº 09/2025, Economia Criativa: Fomento à Mostras, Festivais e Evento, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

O desejo de realizar a 7ª Mostra de Teatro de Heliópolis vem ao encontro da urgência de dar continuidade a ações que gerem mecanismos para fortalecer, estimular e difundir a criação artística de grupos e artistas teatrais atuantes em territórios periféricos, bem como da necessidade de oferecer oportunidades e visibilidade à rica e pulsante cena teatral dessas localidades. 

Para o curador Alexandre Mate, "a Mostra de Teatro de Heliópolis é absolutamente relevante por que apresenta um painel de diferentes necessidades, experimentos estéticos teatrais, em uma perspectiva experimental, daquilo que de melhor vem sendo feito no mundo". Já o diretor artístico Miguel Rocha, argumenta: "Poder ver o outro, assistir, perceber, o modo de se ‘organizar’ dos grupos, vai sempre impactar o nosso trabalho (Cia de Teatro Heliópolis). A Mostra de Teatro de Heliópolis também traz a possibilidade de vermos como outros grupos desenvolvem seus trabalhos, suas pesquisas e seus processos. Vai se criando a prática a partir da troca, da percepção. Eu acho isso fundamental para o teatro e para quem faz teatro".

Serviço

Mostra de Teatro de Heliópolis
Período de inscrições: 12 de maio a 12 de junho de 2026
Regulamento e ficha de inscrição:
www.instagram.com/mostraheliopolis e www.instagram.com/ciadeteatroheliopolis
Os interessados devem acessar a página da MTH no Instagram, ler o regulamento e preencher a ficha até a data final de inscrição. Só serão aceitas inscrições de grupos, entidades, coletivos ou artistas que comprovem atuação em comunidades populares ou regiões periféricas.
Contato: producao.ctheliopolis@gmail.com
Na rede: @mostraheliopolis | @ciadeteatroheliopolis 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Cia de Teatro Heliópolis recebe espetáculos convidados de grupos de territórios periféricos

A Companhia de Teatro Heliópolis segue com temporada gratuita de espetáculos convidados até o dia 24 de maio. Cada companhia realiza duas sessões, um workshop sobre seus processos criativos e roda de conversa após a primeira sessão. As apresentações ocorrem aos sábado, às 20h, e domingos, às 18h, com ingressos gratuitos, além de interpretação em Libras em uma sessão de cada espetáculo.

A companhia O Bonde apresenta Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar, nos dias 9 e 10 de maio, e a Cia Os Crespos entra em cena com duas montagens: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, dia 16 de maio, e A Solidão do Feio, dia 17 de maio. Já a Cia Dos Inventivos apresenta Maria Auxiliadora, nos dias 23 e 24 de maio, fechando a série de grupos convidados.

 

Sobre as rodas de conversa com o público, participam os seguintes artistas: Lucas Moura, dramaturgo, por O Bonde (9/5); Lucelia Sérgio, diretora (16/5) e Sidney Santiago Kuanza, diretor/dramaturgo/ator, e Gabi Costa, diretora (17/5), pela Cia Os Crespos; e Flávio Rodrigues, diretor, pela Cia Dos Inventivos (23/5).

Os workshops serão ministrados por integrantes das companhias: O Bonde - O Corpo Negro e o Teatro (10/5) e Cia Dos Inventivos - Oficina Inventiva (24/5), aos domingos, das 14h às 16h. Apenas a Cia Os Crespos - Teatros Negros em (P)erspectivas realiza a atividade na quinta-feira (14/5), das 19h às 21h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do link disponível na Bio da Cia. de Teatro Heliópolis no Instagram - @ciadeteatroheliopolis.

Estas apresentações de grupos convidados integram a programação do projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, contemplado no Edital Nº 38/2024, Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433. Esta ação busca aprofundar a relação com coletivos que desenvolvem seus trabalhos nos territórios periféricos da cidade ou estado de São Paulo, por meio do intercâmbio artístico.

Serviço | Programação

 

Companhia de Teatro Heliópolis apresenta espetáculos convidados

Até 24 de maio de 2026

Ingressos: Gratuitos – Bilheteria 1 hora antes das sessões.

Reservas online: Sympla

Programação, informações e inscrições para workshops (20 vagas):

https://www.instagram.com/ciadeteatroheliopolis/
Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público: Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.
IG: @ciadeteatroheliopolis | FB: @companhiadeteatro.heliopolis

 

Espetáculo: Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar

Grupo: O Bonde

Datas: 9 e 10 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 9/5 - com Lucas Moura

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro: 10/5 - das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 10/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

Espetáculo: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 16 de maio - Sábado, às 20h

Roda de conversa: Após apresentação - com Lucelia Sergio
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

Workshop - Teatros Negros em (P)erspectivas: 14/5 - das 19h às 21h - com O Grupo

 

Espetáculo: A Solidão do Feio

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 17 de maio - Domingo, às 18h

Roda de conversa: Após apresentação - com Sidney Santiago e Gabi Costa
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Maria Auxiliadora

Grupo: Cia dOs Inventivos

Datas: 23 e 24 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 23/5 - com Flávio Rodrigues.

Workshop - Oficina Inventiva: 24/5, das 14h às 16h - com O Grupo.
Sessão com Libras: 24/5. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quinta-feira, 23 de abril de 2026

NNPC apresenta seu novo espetáculo em sessões no Teatro Flávio Império

Foto de Jerê Nunes

No período de 30 de abril a 6 de maio, o Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC) estreia Nossa Conquista, novo espetáculo do coletivo que completa 10 anos em 2026. Com dramaturgia e direção de Gabriel Cândido, as apresentações acontecem no Teatro Flávio Império com entrada gratuita.

O espetáculo inédito Nossa Conquista é a parte 2 da trilogia Escombros. A obra tem como fundamento a narratividade como expressão poética, ética, estética e política para contar uma história original sobre os desencontros e encontros de dois irmãos gêmeos conduzidos, no tempo e no espaço, por um rio encantado. A dramaturgia é dialógica com a contemporaneidade ao instaurar, por meio de uma ficção, as relações tensivas entre festa, guerra, imaginação, temporalidade, refúgio e imigração, poder, sincretismo religioso e crise climática.

O espetáculo possui trilha sonora autoral, executada ao vivo em um jogo cênico que mistura atrizes/ator e músicos/musicista, com nove canções concebidas em sala de ensaio a partir de uma multiplicidade de gêneros musicais da cultura negra brasileira e diaspórica, além de diversas sonoridades eletrônicas. A obra está em processo de elaboração para o formato de frontalidade na relação do público com a encenação, isto é, própria para muitos tipos de palcos, salas cênicas e teatros, tendo em perspectiva que o desenho de luz, cenário, figurino e demais objetos cênicos são elementos narrativos a serem sentidos como um quadro vivo.

A trilogia Escombros tem como objetivo a elaboração cênica e dramatúrgica de peças de teatro que falem, de forma ficcional, sobre as relações entre fome, terra, colonialismo, identidade e capitalismo em intersecção com a ancestralidade, as memórias e a história da população negra-diaspórica. A parte I - Fala das Profundezas (Editora Javali/2018), estreou em 2022 no Sesc Belenzinho.

A montagem de Nossa Conquista está em processo de pesquisa e criação desde o primeiro semestre de 2025, no contexto do projeto do NNPC, contemplado pela 43ª edição do Fomento ao Teatro. Além do espetáculo, o coletivo realizou a atividade formativa Laboratório de Poéticas Cênicas e lançará um foto-livro que conta a sua trajetória por meio das imagens.

Sobre o coletivo

O Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), fundado por Deni Marquez, Gabriel Cândido, Jerê Nunes, Maria Gabi e Thais Namai, existe desde 2016 em São Paulo. O coletivo fundamenta-se na concepção de obras autorais sobre as relações complexas entre a memória, história, territorialidade, identidade e subjetividade da população negra por meio do teatro e do audiovisual. O NNPC fez a sua primeira apresentação pública na 18ª edição do Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto em Belo Horizonte (MG), com o experimento Boa Aparência (2017); realizou no Festival Satyrianas o experimento cênico Ouça o Canto do Amor Dentro de Ti (2019); estreou o curta-metragem Jardim Peri Alto em Cena (2019) na seleção oficial do 30º Festival Internacional de Curtas de São Paulo; concebeu a peça Fala das Profundezas (2022), dramaturgia levada ao público ainda nos anos anteriores em formato de leitura encenada (2018-2019) e peça radiofônica (2020), acompanhada de um podcast sobre o processo de criação.

Ficha técnicaConcepção geral: Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC) – Maria Gabi, Thais Namai, Deni Marquez, Gabriel Cândido e Jerê Nunes. Coordenação de produção: Maria Gabi e Thais Namai. Dramaturgia e direção: Gabriel Cândido. Direção musical e desenho de som: André Papi. Elenco: Ana Cruse, Deni Marquez, Jokaro, Júlio Dreads Oliveira, Loiá Fernandes e Maria Gabi. Produção executiva e visagismo: Kauanda Rosa.  Desenho de luz: Juliana Jesus. Assistência de iluminação: Rafael Oliveira. Cenário: Calu Batista. Figurino: Carla Stela. Mascarero: Claydson Catarina. Coordenação artístico-pedagógica: Deni Marquez. Coordenação de comunicação, videomaker e fotografo: Jerê Nunes. Técnico e operador de som: Nick Guaraná. Assistência de cenografia: Anisio Serafim. Cenotécnicos: José Dahora, Wanderley Silva. Adereços: Legina Leandro. Contrarregra: Tamires Santino. Social media: Gabriela Coniutti. Design gráfico: Well Tadeu. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Artista provocadora: Maria Thais. Cooprodução: Imaginária Criações e Aquariane Produções Artísticas e Culturais.

 Serviço

Espetáculo em elaboração: Nossa Conquista
Duração: 90 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Drama.
Ingressos: Grátis – disponível 1h antes do início do espetáculo.

Sinopse: Em Nossa Conquista, acompanhamos as trajetórias dos gêmeos Machépé e Zizú, além de Neydí, a responsável pelos irmãos quando eram crianças. Em seus encontros e desencontros em diferentes tempos e espaços conduzidos por um rio encantado, apresentam-se as relações intrínsecas entre a colonização, a diáspora negra, as subjetividades humanas, e o destino fatal do meio ambiente cuja exploração pelo capitalismo predatório aponta para a queda do céu.

Apresentações:
30/04 - Quinta, às 20h
01/05 - Sexta, às 15h e às 20h
02/05 - Sábado, às 20h
03/05 - Domingo, às 14h e às 18h30 
05/05 - Terça, às 15h e às 20h
06/05 - Quarta, às 15h e às 20h 

Teatro Flávio Império

R. Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba. SP/SP. 03721-010.

Tel.: (11) 098397-4515. 206 lugares. @teatroflavioimperio.

Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC)
Instagram: @nnpc.sp
Contato: nnpesquisaecriacao@gmail.com 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Projeto Gira Perifa leva cultura musical nordestina a escola da Zona Sul de São Paulo

Evento tem participação de Fatel Barbosa, Forró Vila do Sossego e Caio Coiote.

Fatel Barbosa e Forró Vila do Sossego
O projeto Gira Perifa chega aos territórios do Grajaú e Parelheiros para celebrar e fortalecer as expressões culturais populares que moldaram a identidade dessas periferias da Zona Sul de São Paulo, muitas delas reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. No dia 28 de abril, terça-feira, a EMEF Prof. Florestan Fernandes, na zona sul de São Paulo, recebe a primeira ação do Gira Perifa, contemplando crianças do Ensino Fundamental, de 7 a 10 anos.

A atividade - que tem participação da cantora Fatel Barbosa e da banda Forró Vila do Sossego - promove uma imersão no universo da música nordestina por meio de interpretações e releituras de clássicos do forró pé de serra, valorizando repertórios que expressam histórias, vivências e afetos. Além de roda de conversa, o evento conta ainda com intervenção de Caio Coiote e sua boneca de pano Carmelita.

Os artistas apresentam os principais ritmos e instrumentos do forró e compartilham curiosidades sobre artistas e contextos históricos das músicas interpretadas. O formato dialogado convida os(as) alunos(as) à participação ativa, estimulando momentos de interação, escuta e experimentação, tornando a experiência educativa e lúdica. Esta iniciativa busca aproximar as crianças dessa tradição cultural, estimulando conexões com suas próprias origens familiares, muitas vezes ligadas ao Nordeste e aos sertões brasileiros.

Realizado pela Associação Construindo Consciência, em parceria com o Instituto Cordel Sem Fronteiras e o coletivo Sertão Perifa, o projeto integra formação, arte, memória e pertencimento ao longo de 10 meses de ações. Este projeto foi realizado com recursos do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural.

Fatel Barbosa - Maria de Fátima, a Fatel Barbosa, é cantora e produtora cultural radicada em São Paulo desde 1989. Ganhou destaque nos anos 1990 com os álbuns Forró PlicPlá e Pra Fazer Chamego, produzidos por Téo Azevedo, e integrou o projeto Asa Branca, coordenado por Dominguinhos. Com trajetória marcada pela valorização da cultura nordestina, já dividiu momentos importantes com nomes como Luiz Gonzaga e participou do álbum Gonzagão 100 Anos (Grammy Latino em 2012). Segue atuando na difusão da música popular como produtora e colaboradora de iniciativas culturais. 

Forró Vila do Sossego - A banda apresenta um repertório que une musicalidade nordestina e influências urbanas, equilibrando tradição e contemporaneidade. Interpreta clássicos de mestres como Luiz Gonzaga, Zé Ramalho e Dominguinhos, além de revisitar sucessos do forró universitário dos anos 1990. Com passagens por espaços culturais de São Paulo, como o Centro Cultural São Paulo, SESC Interlagos e CTN, e participação em eventos como a Virada Cultural, o grupo consolida sua atuação na cena. O nome é uma homenagem à canção “Vila do Sossego”, de Zé Ramalho (1978). Entre as principais atividades estão saraus e eventos culturais, espaços de encontro comunitário que reúnem literatura de cordel, música ao vivo, oficinas, cursos e performances artísticas, que colocam em diálogo a tradição oral nordestina, a ancestralidade e a produção contemporânea de artistas periféricos.

O projeto Gira Perifa

Ao longo de 2026 e com ações em seis escolas públicas e três espaços culturais, o projeto Gira Perifa consiste em: implementação de duas cordeltecas; realização de três saraus; duas oficinas de fanzine, duas oficinas de xilogravura e duas oficinas de cordel; dois cursos de literatura de cordel para educadores; e 12 edições do Forró Didático (experiência que apresenta aos estudantes os ritmos, instrumentos e narrativas do forró pé de serra). 

O Gira Perifa é uma ação cultural que nasce da potência da periferia e gira a partir das pessoas. É um projeto que conecta música, literatura de cordel, oralidade e artes visuais como a xilogravura, tendo como base a cultura nordestina viva que pulsa nos territórios periféricos da zona sul de São Paulo. Mais do que realizar atividades culturais, o projeto propõe ativar saberes, memórias e talentos que já existem na periferia, reconhecendo o território como espaço de criação, conhecimento e identidade, pois é na periferia que a cultura se reinventa, se mistura e floresce.

As oficinas, cursos e saraus ocorrem nos espaços das cordeltecas, sendo instaladas na Associação Construindo Consciência (sede - Grajaú) e na Casa de Cultura Parelheiros. O Forró Didático acontece nas escolas - EMEF Eliza Rachel, EMEF Frei Damião EMEF, Florestan Fernandes, EMEF Jardim Sipramar, CIEJA Lélia Gonzalez, EE Prisciliana Duarte e no espaço cultural Casa diFatel, em Parelheiros.

Forró Didático - É uma vivência cultural e educativa que apresenta aos estudantes a riqueza do forró tradicional brasileiro, suas origens, instrumentos, ritmos e expressões artísticas. A atividade combina música ao vivo, demonstrações práticas, explicações históricas, interação com o público e experimentações corporais, oferecendo uma experiência dinâmica, divertida e formativa. Os educandos conhecem os elementos que compõem o forró pé de serra, como a sanfona, triângulo e zabumba, aprendem sobre a presença do baião, xote e arrasta-pé, e descobrem como a música nordestina se relaciona com a literatura oral, com as festas populares e com a história das migrações no Brasil. A condução é feita por artistas e educadores que apresentam o forró de forma acessível e envolvente, contextualizando sua importância cultural e incentivando a participação do público por meio de pequenas dinâmicas rítmicas, escuta ativa, canto e movimentos simples de dança. É uma ação que une educação, arte, memória e afeto, valorizando a diversidade cultural brasileira dentro do ambiente escolar.

Cordeltecas - Espaços permanentes de convivência literária e mediação cultural dedicados à literatura de cordel com acervo circulante, leitura compartilhada, distribuição de folhetos, rodas temáticas e atividades artísticas. As Cordeltecas funcionam como ambientes acessíveis de fruição, criação e formação comunitária.

Saraus e Eventos Culturais - Encontros artísticos com declamação de cordéis, performances de poesia falada, cantorias com repentistas, apresentações musicais de forró, participação de grupos culturais locais e microfone aberto. Os saraus valorizam a tradição oral, fortalecem a identidade cultural do território, os vínculos de identidade e ampliam o acesso democrático à cultura.

Oficina de Xilogravura - Introdução teórico-prática à gravura em alto-relevo, abordando: história da xilogravura popular, relação com a literatura de cordel, técnicas de desenho, gravação e impressão em matriz de madeira. Os participantes produzem uma matriz, realizam impressões manuais e terão os trabalhos expostos nos espaços das cordeltecas para apreciação do público durante o projeto.

Oficina de Cordel - Vivência prática sobre a tradição da Literatura de Cordel – Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, abordando métrica, rima, ritmo, figuras de linguagem e estrutura narrativa. Os participantes criam seu próprio folheto, aprendendo a transformar histórias e temas cotidianos em versos.

Oficina de Fanzine - Atividade criativa que combina poesia, colagem, desenho e narrativa visual para produção de fanzines artesanais. Estimula a produção, edição, circulação e fruição da produção poética e visual dos autores em seu território ampliando a comunicação comunitária.

Curso de Cordel para Educadores - Formação aprofundada sobre história, autores clássicos, diásporas do cordel, estruturas poéticas (sextilhas, setilhas e décimas), uso pedagógico da literatura popular, escrita de folhetos, análise de referências e práticas de leitura nas escolas. Voltado a professores, educadores, estudantes e agentes culturais.

Serviço

Projeto Gira Perifa
28 de abril - Terça-feira, das 14h às 16h
Onde ocorre: EMEF Profº Florestan Fernandes
Av. Margueritte Long, 41 - Jardim Guanabara – São Paulo/SP.
Turmas atendidas: 250 crianças de 7 a 10 anos
Atividade: Shows ao vivo com roda de conversa
Artistas: Fatel Barbosa, Forró Vila do Sossego e Caio Coiote e Carmelita
Evento restrito à escola.
Gira Perifa na rede: @gira.perifa

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br