segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Mostra de Teatro de Heliópolis chega à 7ª edição com programação gratuita em agosto

A MTH apresenta montagens adultas e infantis produzidas por artistas e grupos que atuam em territórios periféricos do estado de São Paulo.

A 7ª Mostra de Teatro de Heliópolis, percussora e referência na difusão do teatro periférico brasileiro, acontece entre os dias 15 e 22 de agosto de 2026, com entrada gratuita em todas as atrações. A produção oferece transporte gratuito para os espetáculos adultos, saindo da Estação Sacomã do Metrô.

Desde 2015, a Mostra acontece com o objetivo de promover um panorama de grupos e coletivos teatrais, cujas atividades sejam desenvolvidas em comunidades populares e regiões periféricas do Estado de São Paulo. A programação completa e demais informações podem ser acessadas pelo Instagram @mostraheliopolis e @ciadeteatroheliopolis e pelo site ciadeteatroheliopolis.com/mostra2026.

Os espetáculos para o público adulto ocorrem na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, sede da Companhia de Teatro Heliópolis, sediada no Ipiranga. O espetáculo convidado Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco, do REC Instituto, abre a MTH no dia 15/08, sábado, às 20h. A Mostra segue com as seguintes montagens: Teimar Até que Brote (16/8, domingo, às 18), com o Coletivo Corpo Aberto; Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo (21/08, sexta, às 20h), com o grupo Cavalo Teatro; e Parelha, Um Olhar Sobre a Realidade (22/08, sábado, às 20h), com o Núcleo Parelha.

Para o público infantil e jovem, a programação acontece em espaços de Heliópolis, formada por: O Auto do Negrinho, do Teatro Terreiro Encantado, no CCA Heliópolis (18/08, terça, às 14h30); Festa na Roça, com o Coletivo Piracema, no CCA PAM (19/08, quarta, às 14h30); O Circo da Lona Preta, da Trupe Lona Preta, no CCA Lagoa (20/08, quinta, às 14h30); e Suspiros e Burbujas, com a Cia Laguz Circo e Teatro Itinerante, no CEU Meninos (21/08, sexta, às 15h).

A programação oferece ainda a vivência artística Dramaturgias do Vestígio: Corpo, Território e Memória (de 10 a 13/8, das 14h às 18h), com integrantes do REC Instituto, além de rodas de conversa entre os grupos e o público presente, mediadas pelo curador Alexandre Mate, e uma Feira Literária dedicada à difusão de autores periféricos brasileiros e a editoras cujo foco seja artes cênicas e questões sociais. A MTH ainda conta com Olhar Crítico de Alexandre Mate e de convidados/as que assistirão todos os espetáculos, cujas resenhas críticas serão publicados no site do evento.

Realizada pela Companhia de Teatro Heliópolis e pela produtora MUK, a MTH tem curadoria coordenada por Alexandre Mate (doutor, professor e pesquisador do Núcleo Paulistano de Teatro de Grupo) e por Dalma Régia (atriz, produtora e fundadora da Cia. de Teatro Heliópolis). A direção artística é de Miguel Rocha, e Daniel Gaggini assina a direção de produção do evento. Esta edição da MTH - Mostra de Teatro de Heliópolis foi viabilizada por meio do Edital de Fomento à Cultura SP - ProAC nº 092025, Economia Criativa: Fomento à Mostras, Festivais e Evento, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

O desejo de realizar a 7ª Mostra de Teatro de Heliópolis vem ao encontro da urgência de dar continuidade a ações que gerem mecanismos para fortalecer, estimular e difundir a criação artística de grupos e artistas teatrais atuantes em territórios periféricos, bem como da necessidade de oferecer oportunidades e visibilidade à rica e pulsante cena teatral dessas localidades. 

Para o curador Alexandre Mate, "a Mostra de Teatro de Heliópolis é absolutamente relevante por que apresenta um painel de diferentes necessidades, experimentos estéticos teatrais, em uma perspectiva experimental, daquilo que de melhor vem sendo feito no mundo". Já o diretor artístico Miguel Rocha, argumenta: "Poder ver o outro, assistir, perceber, o modo de se ‘organizar’ dos grupos, vai sempre impactar o nosso trabalho (Cia de Teatro Heliópolis). A Mostra de Teatro de Heliópolis também traz a possibilidade de vermos como outros grupos desenvolvem seus trabalhos, suas pesquisas e seus processos. Vai se criando a prática a partir da troca, da percepção. Eu acho isso fundamental para o teatro e para quem faz teatro".

Serviço | Programação

Mostra de Teatro de Heliópolis
Espetáculos: 15 e 22 de agosto de 2026
Vivência artística: 10 a 13 de agosto - Das 14h às 18h
Inscrições para vivência: 21 a 31 de julho - Formulários nas redes sociais.
Locais de apresentações: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, CEU Meninos e CCA’s Heliópolis, PAM e Lagoa.
Acesso gratuito à toda programação.
Ingressos - Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho:  1h antes da sessão - ordem de chegada.
Interprete de Libras e Roda de conversa ao final das apresentações: Teatro adulto.
Transporte gratuito (Van): Estação Sacomã do Metrô (saída R. Bom Pastor) até a Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho. Horários de saída serão divulgados nas redes sociais.
Informações, programação e inscrições: www.ciadeteatroheliopolis.com/mostra2026/ 
Instagram - @mostraheliopolis e @ciadeteatroheliopolis | Facebook - @mostradeteatrodeheliopolis
Contato MTH: producao@ctheliopolis@gmail.com 

FOTOS: https://drive.google.com/drive/folders/1Kolzam5jkREk4iznbxY5XkdiizUFuQpN

Programação - Teatro | Público adulto

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533 - Ipiranga. São Paulo/SP. 

15/08 - Sábado, às 20h
Espetáculo convidado: Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco
Com: REC Instituto
Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Drama. 

16/08 - Domingo, às 18h
Espetáculo: Teimar Até que Brote
Com: Coletivo Corpo Aberto
Duração: 60 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Drama. 

21/08 - Sexta, às 20h
Espetáculo: Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo
Com: Cavalo Teatro
Duração: 70 minutos. Classificação: Livre. Gênero: Híbrido. 

Dia 22/08 - Sábado, às 20h
Espetáculo: Parelha, Um Olhar Sobre a Realidade
Com: Núcleo Parelha
Duração: 60 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Drama. 

Programação - Teatro de rua | Público infantil

Locais: CCA - Centro para Criança e Adolescente e CEU

18/08 - Terça, às 14h30
Espetáculo: O Auto do Negrinho
Com: Teatro Terreiro Encantado
Duração: 60 min. Classificação: Livre. Gênero: Drama.
Local: CCA Heliópolis (R. Coronel Silva Castro, 58 - Heliópolis. SP/SP)

19/08 - Quarta, às 14h30
Espetáculo: Festa na Roça
Com: Coletivo Piracema
Duração: 50 min. Classificação: Livre. Gênero: Comédia.
Local: CCA PAM (R. Jovens do Sol, 128 - Heliópolis. SP/SP) 

20/08 - Quinta, às 14h30
Espetáculo: O Circo da Lona Preta
Com: Trupe Lona Preta
Duração: 50 min. Classificação: Livre. Gênero: Comédia.
Local: CCA Lagoa (R. Flor do Pinhal, 2 - Heliópolis. SP/SP) 

21/08 - Sexta, às 15h
Espetáculo: Suspiros e Burbujas
Com: Cia Laguz Circo e Teatro Itinerante
Duração: 50 min. Classificação: Livre. Gênero: Comédia.
Local: CEU Meninos (R. Barbinos, 111 - São João Clímaco. SP/SP) 

Vivência artística

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533 - Ipiranga. São Paulo/SP. 

Tema: Dramaturgias do Vestígio: Corpo, Território e Memória
Com: REC Instituto
Ministrantes: Hercules Morais, Paulo Victor Gandra e Angela Ribeiro
Inscrições: 21 a 31 de julho - Formulários nas redes sociais.
Quando ocorre: 10, 11, 12 e 13 de agosto - das 14h às 18h
Vagas: 20. Público-Alvo: Artistas, estudantes de teatro, dança, performance, música e interessados em processos de criação cênica, independentemente de experiência prévia. 

SOBRE OS ESPETÁCULOS – Público adulto

Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco - REC Instituto

Em um dia de festa, um homem comum, após brigar com Deus, revê a própria história e se pergunta como poderia ter evitado uma tragédia. Entre a roça e a cidade, o espetáculo investiga a resposta à pandemia e a reatividade de uma política politizada. Vida e morte, a passagem do tempo e o que resta de esperança atravessam uma dramaturgia sobre um Brasil Multiforme. Cruzes na terra vermelha, números em tábuas, pau-brasil e a gueroba que renasce com a chuva: histórias reais se cruzam com Darcy Ribeiro, com a Folia de Reis e as tradições ancestrais negras e indígenas. A obra transfigura o luto coletivo em memória, corpo e território.

Concepção e direção: Hercules Morais. Assistência de direção: Mariana Brand. Dramaturgia: Angela Ribeiro e Hercules Morais. Elenco: Hercules Morais, Emmanuelle Barcelos, Paulo Victor Gandra, Marcelo Villas Boas, Magno Argolo e Thiago Machado. Preparação corporal e direção de movimento: Paulo Victor Gandra. Preparação vocal: Hercules Morais. Direção de arte: Clíssia Morais. Cenografia: Clara Lindorfer. Figurinos: Sandra Machado. Visagismo: Hercules Morais. Adereços: Olivio de Oliveira e Jesus Walkir Pedroso. Desenho de luz: Docini. Desenho de som e música original: Renato Navarro.  Técnico de palco: Abner Felix. Produção: Fernando de Marchi. Realização: REC Instituto.

Teimar Até que Brote - Coletivo Corpo Aberto

Teimar Até que Brote - inspirado na organização das agricultoras urbanas periféricas da Zona Leste de São Paulo - mergulha no desafiador e poético processo de criação de uma horta comunitária. A peça ecoa as vozes que revelam a imensa teimosia e o sonho coletivo, necessários para transformar um terreno "condenado a num dá nada", repleto de lixo, pedras e cercado pela lógica urbana. Narrando a jornada, desde a árdua remoção de pedras até a espera pelo brotar, o espetáculo celebra a resistência ao fazer vingar a vida em "terra desenganada", mostrando como a terra não só muda as pessoas, mas também representa um ato profundo de fincar raízes de esperança e possibilidade em meio à disputa por espaço na periferia.

Dramaturgia: Rafael Cristiano. Direção: Veronica Avellar. Elenco: Danielle Rocha, Jennifer Soares, Patrícia Bruschini, Thamara Almeida, Isa Souza e Veronica Avellar. Composição de trilhas mecânicas: Rafael Vícole. Composição de canções: Jéssica Nunes. Preparação corporal: Daniele Laetano. Figurinos: Laís da Lama. Cenografia: Veronica Avellar. Musicista (sanfona) e cantora: Jéssica Nunes.  Iluminação: Tomate Saraiva. Vídeo mapping: Leonardo Souzza. Orientação de pesquisa: Mulheres do GAU. Mídias sociais: Tuane Júlia. Arte gráfica: Carlos Bertuol. Produção geral: Danielle Rocha. Produção executiva: Patrícia Bruschini e Tuane Júlia.

Nitrido ou a Dramaturgia de Cavalo - Cavalo Teatro

O “EU corpo-humano”, tem uma forte presença de cena, assim como o “corpo-cavalo”, assim como as luzes brincando com o que é o atuador, o que é o cavalo e o que é o público. A peça narra o encontro da fome, da feira, do lixo e da humanidade em sua cavalaria periférica. Laís Cafari fez uma ampla pesquisa sobre a alimentação na periferia, com foco em sua região, no Jardim Romano (extremo leste de São Paulo), onde a falta de tempo e dinheiro dificulta a ingestão de alimentos frescos, in natura ou preparados na hora, levando ao maior consumo ultraprocessados, mais baratos e práticos. A peça se ancora no conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo para construir uma narrativa que se firma como expressão coletiva. Nitrido significa o ato de relinchar, propondo uma experiência cênica visceral onde palavra, som e movimento atravessam o público. s atores retratam os cavalos com uma intensa coreografia em meio aos alimentos, caixas de feira, objetos de locomoção.

Dramaturgia e direção geral: Laís Cafari. Elenco: Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério, João Carlos Pinto, Ricieri Palha e Will Belarmino. Atores substitutos: Mateus Jesus e Efraim Canuto. Coordenação de produção artisitica: Trinity. Orientação junto à direção: Lúcia Kakazu. Preparação corporal: Gisele Calazans. Preparação vocal: Tâmara David. Provocação corporal: Nina Giovelli, Verônica Corpo Santos. Coreografia “Das trocas”: Claudiana Honório. Coreografia “Capoeira”: Rafael Oliveira e Laís Cafari. Provocação textual de produção executiva: Lisa Ferreira. Assistência de produção: Jéssica Oliveira e Vini Ranieri. Concepção de cenário: Laís Cafari. Confecção de caixotes e carrinho: Wanderley Wagner da Silva. Arte caixotes: Julia Morinaga. Figurinos: Mara Carvalho. Orientação de dramaturgia: Jessica Nascimento Olaegbe. Nutricionista: Melissa Tarrão. Designer: Tamii e Melissa Centurion. Fotógrafia: David Rodrigues e Nah S Prado. Comunicação: Isabela Escudeiro. Filmaker: Gustrago. Criação de Músicas: Abraão Kimberley, Dante Preto, Janderson Fundação, Jefferson Silvério, João Carlos e Laís Cafari. Faixa das "trocas": Lucas F Paiva. Agradecimentos: Coletivo Estopô Balaio, Cia Quatro Ventos, Luzia Andrade, Movimento Cultural Ermelino Matarazzo e aos moradores do Jardim romano.

Parelha, Um Olhar Sobre a Realidade - Núcleo Parelha

Dois cavalos, Santa Cruz e Parelheiros, correm sem parar por uma das regiões mais esquecidas de São Paulo: Parelheiros. Isto, 198 anos atrás. Em uma laje na periferia, as personagens Fena e Cambuci revelam histórias de um território marcado por promessas e muros. Prestes a completar 199 anos, Parelheiros decide parar de correr pela primeira vez, entrando em conflito com seu irmão, o Santa Cruz (vulgo cavalo Pangaré). A montagem convida o público a refletir sobre o que Parelheiros viu nesse lugar de promessas e de muitos muros. Seria possível ultrapassar esses muros? O espetáculo, que mistura teatro, música autoral, audiovisual e memória viva da periferia, nasceu de uma experiência vivida pelas artistas Maria José Alves e Dionísia Gonçalves, colocando a periferia no centro da cena.

Concepção, atuação e música em cena: Dionísia Gonçalves e Maria José Alves. Dramaturgia: Cristiane Sobral e Núcleo Parelha. Direção: Juliana Pardo e Alício Amaral (Cia Mundu Rodá) e Núcleo Parelha. Elenco: Dionísia Gonçalves e Maria José Alves. Direção musical: Gregory Slivar. Trilha sonora e composição ao vivo: Dionísia Gonçalves. Preparação vocal: Dionísia Gonçalves. Preparação corporal: Juliana Pardo e Alício Amaral. Criação e operação de Luz: Kenny Rogers. Assistência de iluminação: Bianca Pereira. Cenografia: Wanderley Wagner e Núcleo Parelha. Concepção de figurino: Macarena Rozic (Reviver Ateliê). Hairstyle: Mestiça. Fotografia - Laje: Kenny Rogers. Fotografia: Cristhiane Evangelista. Designer gráfico: Adi Alves. Operação de som e cenotecnia: Gilson Lande. Consultoria musical: Gilson Lande. Manutenção técnica: Luthieria Fênix Sg. Produção geral: Núcleo Parelha. Produção de campo: Sula Silva. Realização: Núcleo Parelha.

SOBRE OS ESPETÁCULOS – Público infantil / Teatro de rua

O Auto do Negrinho - Teatro Terreiro Encantado

Com direção de Cleydson Catarina e inspirado no cordel Negrinho do Pastoreio, de Klévisson Viana, o espetáculo de teatro popular apresenta a lenda do Negrinho do Pastoreio, uma criança escravizada no sul do Brasil. A história do pequeno menino permeia o imaginário popular brasileiro e serve ao grupo como reflexão sobre o genocídio da juventude negra, indígena e pobre nos tempos atuais. Lançando mão da oralidade da literatura de cordel, da estética, religiosidade e musicalidade das Congadas, além das máscaras e bonecos das manifestações populares, os artistas convidam o público para um teatro ritualístico, no qual o festejo é uma forma de rebeldia e resistência.

Direção: Cleydson Catarina. Cordel: Klévisson Viana. Elenco: Cleydson Catarina (ator e bonequeiro), Uberê Guelé (ator e bonequeiro), Rager Luan (músico, ator e bonequeiro) e Rafael Fazion (músico). Produção: Ju Dias.

Festa na Roça - Coletivo Piracema

Na vida de quem vive no interior, uma boa prosa acompanhada de um cafezinho fresco é irresistível. No palco, uma grande celebração acontece em Festa na Roça: o encontro entre velhos amigos que se juntam para brincar, jogar conversa fora e, é claro, se divertirem muito. E o público não fica de fora da festança não! São muito bem recebidos com músicas típicas ao vivo, como se estivessem na sala de casa pra se divertirem e desfrutarem das tradições interioranas e caipiras.

Direção: Coletivo Piracema. Elenco: Bruno Peruzzi, Danieli Maimoni, Denis Menezes, Hugo Delariva, Junior Taz, Katina Sousa e Suelen Zacharias; Rafael Magrim e Franco Garcia. Direção musical: Franco Garcia. Trilha sonora: Franco Garcia e Rafael Magrim. Composição musical “Chegança”: Hugo Delariva e Franco Garcia. Cenografia e figurinos: Silmara Delariva. Fotografias: Adriano Scanhuela, Vinicius Mena e Diego Delariva. Produção: Cia. Pé de Cana e MB Circo.

O Circo da Lona Preta - Trupe Lona Preta

O Circo da Lona Preta é um espetáculo inspirado na tradição circense. Os palhaços Rabiola e Chico Remela - interpretados por Joel Carozzi e Sergio Carozzi - reconstroem de forma divertida os símbolos do picadeiro, atualizando e dando novo vigor às clássicas cenas circenses tradicionais e mambembes, nas picadilhas do imaginário periférico.

Direção: Sergio Carozzi. Elenco: Joel Carozzi e Sergio Carozzi. Figurinos: Leandro Benites. Produção: Cristiane Fernandes.

Suspiros e Burbujas - Cia Laguz, Circo e Teatro Itinerante

Romina Sanchez e Felipe Abreu dão vida aos palhaços Burbuja e Suspiro. Eles chegam carregando mais do que malas: trazem histórias, sotaques e uma paixão pelo circo que contagia a todos. Em Suspiros e Burbujas, números tradicionais se transformam em cenas vivas: malabares viram dança, bolhas de sabão se tornam poesia no ar. E o público é parte essencial da brincadeira. A Cia Laguz, Circo e Teatro Itinerante apresenta um espetáculo que celebra o que o circo tem de melhor: a capacidade de unir pessoas por meio do riso.

Direção: Laguz Circo. Criação e interpretação: Felipe Abreu Pereira e Romina Sanchez. Figurino: Romina Sanchez. Cenotecnia: Felipe Abreu Pereira. Cenário: Cia Laguz Circo e Teatro. Maquiagem: Cia Laguz Circo e Teatro. Orientação cênica: João Lima. Produção: Romina Sanchez. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

domingo, 2 de agosto de 2026

Sesc Belenzinho apresenta Helena Black, a drag queen contadora de histórias

Foto de Andressa Santos

Entre os dias 22 de agosto e 13 de setembro, Helena Black desembarca no Sesc Belenzinho para uma temporada de contação de histórias, sempre às 16 horas, com entrada gratuita. De mala na mão, a drag queen contadora de histórias chega para encantar a todos com um repertório que já viajou o Brasil e aportou também em Lisboa, Portugal.

A atividade Bonecos, Fábulas e Magia com Helena Black reúne várias aventuras dessa jornada, sobre o piso de vidro (Átrio) do Sesc Belenzinho. O público vai viajar e se divertir com as histórias: A Princesa e a Costureira (22 e 23/08), A Grande Arvore (29 e 30/08), várias Fábulas de Esopo (05, 06 e 07/09) e Meu Avó Samantha (12 e 13/09).

Helena Black é uma caixeira viajante que percorre o mundo colhendo histórias. De sua mala ela vai retirando memórias dos lugares por onde passou. Vários artifícios colaboram para o encantamento na contação das histórias: objetos, acessórios, bonecos e músicas, que, nessa temporada, prometem ainda mais interação da plateia, conduzindo-a para uma viagem ao lúdico e ao imaginário.

Helena Black, a drag queen brasileira contadora de histórias interpretada pelo ator e educador Paulo Reis, celebra nove anos de histórias para todas as famílias no Sesc Belenzinho. Com o lema “celebrar a educação é o maior legado de um educador”, Helena já passou, entre outros espaços, pela Bienal do Livro de 2022 e 2024, pelo Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza, pelas Bibliotecas Municipais de São Paulo e fez performance na Casa Mídia Ninja, em Lisboa.

As histórias

A Princesa e a Costureira (de Janaína Leslão) - Trata-se de um conto de fadas bem diferente do convencional e fundamental quanto ao respeito à diversidade. O livro conta a história de Cíntia, uma princesa que foi prometida em casamento ao príncipe Febo, desde que nasceu. Mas, devido a um encantamento de sua Fada Madrinha, Cíntia só poderia se casar com seu amor verdadeiro, que lhe seria revelado assim que essa pessoa tocasse em suas costas. Qual não foi a surpresa, na idade adulta, ao ver-se apaixonada. Na versão de Helena Black, ela própria assume o papel da Fada Madrinha e narra a história com carisma, humor e respeito à perspicácia infantil, estimulando as crianças a refletirem sobre valores fundamentais nas relações humanas, como respeito, amor e empatia.

A Grande Arvore (de Janaína Leslão) - Neste conto de fadas, a autora dá luz ao fundamental tema da adoção, contando a história de Rudá, um garoto que, ao chegar no Casulo - no reino de Enseada, ouve seu coração e embarca numa aventura. E assim, era uma vez... Essa árvore era tão grande que seus galhos pareciam tocar o céu; ninguém sabia se suas raízes tinham fim. Tudo ia bem até que os ‘fios’ da Grande Árvore ficaram desorientados: enquanto algumas famílias eram privadas de gestar seus filhos, crianças nasciam sem serem esperadas. Helena Black, junto a Rudá, embarca numa jornada para ajudar a Grande Árvore cumprir seu destino: haverá um meio de juntar as crianças e os adolescentes às mães e os pais que se desencontraram, para que… se adotassem?

Fábulas de Esopo (organizadas por Russel Ash e Bernard Higton) - As fábulas são arradas por Helena Black com sabedoria e muito humor, instigando as crianças a refletirem sobre valores fundamentais nas relações humanas - respeito, amor e empatia:

A Gralha Vaidosa - Há muitos séculos, Júpiter, que era o rei das galáxias, determinou que deveria haver um rei ou uma rainha no reino dos pássaros. O João de Barro, o Papagaio e o Beija-Flor começam a se preparar. E a dona Gralha Vaidosa, o que será que irá aprontar?

A Reunião Geral dos Ratos - Quando uma família de ratos se reúne para ter ideias, só pode surgir muitas traquitanas. O gato é o alvo desta vez! Qual será a solução para o problema dos ratinhos?

O Sapo e o Boi - Em um brejo viviam vários sapos. Havia um que era o maior de todos e sempre queria ser o melhor. Mal sabia ele que o aparecimento de um belo e grande boi causaria uma reviravolta.

A Lebre e a Tartaruga ­- A lebre, sempre com muita pressa e agilidade, desafia a tartaruga, calma e serena, para disputar uma corrida. Quem será a vencedora da competição?

Meu Avó Samantha (inspirada em livro de Cláudia Naoum) - Era uma vez um avô, sua neta Helena e um gato. O avô e a menina procuram por um objeto perdido: a peruca do avô Samantha. Em uma casa mágica, avô precisa encontrar a peruca de sua drag queen Samantha, e a neta o ajuda. Existe um suspeito: o gato. Nessa aventura, Helena Black explora a relação afetiva entre as crianças e seus avós, o respeito às pessoas velhas e às suas escolhas, mostrando que o amor é o que deve prevalecer. Bonecos criados especialmente para esta história representam as três personagens, auxiliando na performance, cativando e envolvendo ainda mais as crianças.

Serviço

Contação de histórias: Bonecos, Fábulas e Magia com Helena Black
22 e 23/08 - A Princesa e a Costureira
29 e 30/08 - A Grande Arvore
05, 06 e 07/09 - Fábulas de Esopo
12 e 13/09 - Meu Avó Samantha
Gratuito. Atividade com intérprete de Libras.
Local: Átrio. Classificação: Livre. Duração: 50 minutos.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho - São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/Belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.  

Transporte Público
Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Sesc Belenzinho nas redes
Facebook | Instagram | YouTube: @sescbelenzinho

Helena Black na Rede - @helenablackoficial

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Literatura de cordel ganha Cordelteca em Parelheiros pelo projeto Gira Perifa

No dia 21 de agosto, sexta-feira, será inaugurada a Cordelteca Téo Azevedo, na Casa de Cultura de Parelheiros, às 14h. Integrando as inciativas do projeto Gira Perifa, esta é a primeira cordelteca instalada em equipamento público em São Paulo, dedicada à promoção e difusão da literatura de cordel, arte popular reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

Além da cerimônia oficial, o lançamento conta com sarau lítero-musical com participação dos poetas cordelistas Aldy Carvalho, Maria Celma e Moreira de Acopiara, apresentação dos repentistas Chico Pinheiro e Vicente Reinaldo e show forrozeiro do Luarada Brasileira com participação especial da cantora Fatel Barbosa. O evento será conduzido pelo mestre de cerimônia Luiz Wilson, também cantor-compositor, locutor-animador e poeta popular.

Sob coordenação de implementação de Lucélia Borges, a Cordelteca Téo Azevedo vai disponibilizar cerca de 100 obras de cordéis, entre tradicionais e contemporâneos, com temáticas vaiadas. No espaço, ao longo do segundo semestre de 2026, ocorrerão atividades gratuitas como saraus e oficinas de xilogravura, cordel e fanzine, além de curso de cordel para educadores, que serão divulgados oportunamente.

No acervo da cordelteca estão obras como Proezas de João Grilo, O Pavão Misterioso, A Donzela Teodora e João de Calais, entre os clássicos. E, reforçamos a importância da diversidade, traz títulos de autores e autoras da atualidades, que englobam a literatura infantil, a cultura popular e o uso do cordel como suporte pedagógico. “Enfatizando nossa missão de valorizar todos os processos de produção dos folhetos, fizemos uma seleção criteriosa, contemplando apenas aqueles que não recorreram, em nenhuma etapa, à ‘inteligência’ artificial, reconhecendo o valor de cada artista, autor e ilustrador ou designer, e a importância do pleno respeito aos direitos autorais e intelectuais”, afirma o curador Marco Haurélio.

O homenageado Téo Azevedo - que dá nome à unidade - é cordelista e repentista nascido em Alto Belo, distrito rural de Bocaiúva, MG, em 1943. Mudou-se para a Capital paulista, em 1969, onde aprendeu todas as modalidades de cantoria nordestina. Recordista brasileiro, Téo possui milhares de músicas gravadas, escreveu cerca de mil histórias de cordel e publicou 12 livros sobre cultura popular.

Esta iniciativa – que integra o projeto Gira Perifa – foi idealizada pela Associação Construindo Consciência (ACC) em parceria com o Instituto Cordel Sem Fronteiras - ICSF, apoiado pela Casa di Fatel e acolhido e disponibilizado pela Casa de Cultura de Parelheiros. O Gira Perifa - realizado com recursos do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Governo Federal - integra formação, arte, memória e pertencimento ao longo de 10 meses de ações, incluindo a implementação de duas cordeltecas, sendo a segunda a ser inaugurada ainda neste ano.

Serviço

Inauguração: Cordelteca Téo Azevedo
Data: 21 de agosto - Sexta, das 14h às 18h30
Mestre de cerimônia: Luiz Wilson.
Sarau lítero-musical: Aldy Carvalho, Maria Celma e Moreira de Acopiara.
Canto de repente: Chico Pinheiro e Vicente Reinaldo.
Show/forró: Luarada Brasileira & Fatel Barbosa.
Entrada gratuita. Classificação: Livre.
Evento conta com interpretação em Libras.
Local: Casa de Cultura de Parelheiros
Rua Nazle Mauad Lutfi, 169 - Parque Tamari. São Paulo/SP.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
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