quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Um Simples Judeu, de Charles Lewinsky, tem apresentações na Arena B3 com interpretação de Ricardo Ripa

Foto de Ricardo Ferreira 

Inédita no Brasil, a peça Um Simples Judeu - escrita pelo suíço Charles Lewinsky com tradução assinada por Sylvia Lohn - estreou em São Paulo com direção de Carlos Baldim, interpretação de Ricardo Ripa e direção de arte de Rosa Berger. As próximas apresentações ocorrem no dia 22 de setembro, domingo, na Arena B3, em duas sessões - às 15h e às 18h.

O solo conta a história do jornalista Emanuel Goldfarb, que recebe o singelo convite de um professor para compareça pessoalmente a uma aula e explique aos seus alunos o que é ser judeu. Emanuel passa então a refletir sobre atender ou não a esse chamado. Com legítimo "humor judaico", ele irá revisitar sua ancestralidade e acessar lembranças que há muito tempo estavam adormecidas. Suas memórias e reflexões passam pela origem familiar, pela diáspora do povo judeu desde a antiguidade até os dias atuais, pelas tradições e por sua própria hereditariedade, temas que são abordados por ele alternando emoção, razão e muito humor.

A montagem, idealizada pelo próprio ator, tem o propósito de estimular o diálogo com diversos setores da sociedade ao apresentar, sem estereótipos, uma cultura que é parte da diversidade cultural brasileira. Trata-se de um espetáculo singular, que não se restringe à colônia judaica. As apresentações de Um Simples Judeu foram acompanhadas por plateias entusiasmadas e diversas em todos os países onde foi encenada, como México e Alemanha (onde também foi adaptado para o cinema). Em sua mais recente montagem, na Argentina, permaneceu mais de cinco anos em cartaz.

Já no título, Um Simples Judeu não deixa margem para qualquer dúvida sobre a temática nem sobre sua proposta de humor já que um judeu poder ser muitas coisas, mas "simples" certamente não é uma delas. Por outro lado, há na peça um forte sentido político e social. O diretor Carlos Baldim ressalta que “o texto é inteligente, ácido e bem-humorado e, principalmente, não se restringe ao universo judaico. Ele permite ao espectador fazer pontes com outras questões identitárias. Há um diálogo possível com outras minorias, sem ser panfletário, já que o preconceito e a intolerância também se apresentam em outros setores da sociedade.”

A encenação, produzida pela Notábile Filmes, é um misto de drama e comédia, e busca apresentar o texto de Lewinsky por um viés minimalista, priorizando o trabalho do ator. “O foco da encenação está na reflexão que o personagem faz sobre sua trajetória pessoal. Há um conceito não-realista que permite ao espectador um distanciamento crítico, favorecendo sua identificação com as histórias, ainda que este não seja um judeu. Isso acontece, por exemplo, quando o jornalista dialoga com a suposta presença do professor em cena. Um recurso não-realista que aproxima o espectador da discussão proposta”, esclarece o diretor.

A abordagem ganha leveza em diversas passagens em que o autor usa o humor para apresentar temas mais ásperos. “O jornalista do texto de Lewinsky só deseja ser um homem comum. Ele não quer ter que defender suas origens o tempo todo e nem explicar o que é ser judeu. E, para isso, utiliza-se de fina ironia e muito bom humor”, comenta Baldim.

Segundo Ricardo Ripa, “apesar de Um Simples Judeu não ser um espetáculo apenas para tempos de paz e nem específico para o público judeu, ele se faz urgente diante dos conflitos da atualidade, por falar sobre judaísmo e tolerância quando são inegáveis as crescentes manifestações antissemitas no Brasil e no mundo. Se olharmos por um viés mais abrangente, a peça alerta sobre o preconceito que abarca tudo que é diferente, tudo que não representa a maioria, seja do ponto de vista étnico, religioso, de gênero ou qualquer outro”. O ator completa, “assistir a Um Simples Judeu é uma oportunidade de conhecer as tradições, a história e, por que não dizer, a alma judaica. A conjugação do humor com o drama vai emocionar e divertir as pessoas que gostam de um bom espetáculo, de um bom texto teatral”.

FICHA TÉCNICATexto: Charles Lewinsky. Tradução: Sylvia Lohn. Direção geral: Carlos Baldim. Elenco: Ricardo Ripa. Cenografia e figurino: Rosa Berger. Desing de luz: Ari Nagô. Direção de produção: Lia Levin. Historiadora e consultoria: Laura Trachtemberg. Mídias Sociais: Lia Levin e Ricardo Ripa. Fotos: Ricardo Ferreira. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Notábile Filmes.

Serviço

Espetáculo: Um Simples Judeu
Dia 22 de setembro – Domingo, às 15h e às 18h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) a R$ 20,00 (meia-entrada)
Vendas antecipadas - https://arenab3.com.br:
https://bileto.sympla.com.br/event/96781?share_id=1-copiarlink
Bilheteria: 1 hora antes das sessões.
Duração: 60 min. Classificação: Livre (indicação 10 anos). Gênero: Drama. 

Arena B3
Praça Antônio Prado, 48 - Centro Histórico. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 25654000. Capacidade: 150 lugares. Acessibilidade. @arenab3. 

Nas redes: @umsimplesjudeu.

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button

Nenhum comentário:

Postar um comentário