domingo, 2 de agosto de 2026

Sesc Belenzinho apresenta Helena Black, a drag queen contadora de histórias

Foto de Andressa Santos

Entre os dias 22 de agosto e 13 de setembro, Helena Black desembarca no Sesc Belenzinho para uma temporada de contação de histórias, sempre às 16 horas, com entrada gratuita. De mala na mão, a drag queen contadora de histórias chega para encantar a todos com um repertório que já viajou o Brasil e aportou também em Lisboa, Portugal.

A atividade Bonecos, Fábulas e Magia com Helena Black reúne várias aventuras dessa jornada, sobre o piso de vidro (Átrio) do Sesc Belenzinho. O público vai viajar e se divertir com as histórias: A Princesa e a Costureira (22 e 23/08), A Grande Arvore (29 e 30/08), várias Fábulas de Esopo (05, 06 e 07/09) e Meu Avó Samantha (12 e 13/09).

Helena Black é uma caixeira viajante que percorre o mundo colhendo histórias. De sua mala ela vai retirando memórias dos lugares por onde passou. Vários artifícios colaboram para o encantamento na contação das histórias: objetos, acessórios, bonecos e músicas, que, nessa temporada, prometem ainda mais interação da plateia, conduzindo-a para uma viagem ao lúdico e ao imaginário.

Helena Black, a drag queen brasileira contadora de histórias interpretada pelo ator e educador Paulo Reis, celebra nove anos de histórias para todas as famílias no Sesc Belenzinho. Com o lema “celebrar a educação é o maior legado de um educador”, Helena já passou, entre outros espaços, pela Bienal do Livro de 2022 e 2024, pelo Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza, pelas Bibliotecas Municipais de São Paulo e fez performance na Casa Mídia Ninja, em Lisboa.

As histórias

A Princesa e a Costureira (de Janaína Leslão) - Trata-se de um conto de fadas bem diferente do convencional e fundamental quanto ao respeito à diversidade. O livro conta a história de Cíntia, uma princesa que foi prometida em casamento ao príncipe Febo, desde que nasceu. Mas, devido a um encantamento de sua Fada Madrinha, Cíntia só poderia se casar com seu amor verdadeiro, que lhe seria revelado assim que essa pessoa tocasse em suas costas. Qual não foi a surpresa, na idade adulta, ao ver-se apaixonada. Na versão de Helena Black, ela própria assume o papel da Fada Madrinha e narra a história com carisma, humor e respeito à perspicácia infantil, estimulando as crianças a refletirem sobre valores fundamentais nas relações humanas, como respeito, amor e empatia.

A Grande Arvore (de Janaína Leslão) - Neste conto de fadas, a autora dá luz ao fundamental tema da adoção, contando a história de Rudá, um garoto que, ao chegar no Casulo - no reino de Enseada, ouve seu coração e embarca numa aventura. E assim, era uma vez... Essa árvore era tão grande que seus galhos pareciam tocar o céu; ninguém sabia se suas raízes tinham fim. Tudo ia bem até que os ‘fios’ da Grande Árvore ficaram desorientados: enquanto algumas famílias eram privadas de gestar seus filhos, crianças nasciam sem serem esperadas. Helena Black, junto a Rudá, embarca numa jornada para ajudar a Grande Árvore cumprir seu destino: haverá um meio de juntar as crianças e os adolescentes às mães e os pais que se desencontraram, para que… se adotassem?

Fábulas de Esopo (organizadas por Russel Ash e Bernard Higton) - As fábulas são arradas por Helena Black com sabedoria e muito humor, instigando as crianças a refletirem sobre valores fundamentais nas relações humanas - respeito, amor e empatia:

A Gralha Vaidosa - Há muitos séculos, Júpiter, que era o rei das galáxias, determinou que deveria haver um rei ou uma rainha no reino dos pássaros. O João de Barro, o Papagaio e o Beija-Flor começam a se preparar. E a dona Gralha Vaidosa, o que será que irá aprontar?

A Reunião Geral dos Ratos - Quando uma família de ratos se reúne para ter ideias, só pode surgir muitas traquitanas. O gato é o alvo desta vez! Qual será a solução para o problema dos ratinhos?

O Sapo e o Boi - Em um brejo viviam vários sapos. Havia um que era o maior de todos e sempre queria ser o melhor. Mal sabia ele que o aparecimento de um belo e grande boi causaria uma reviravolta.

A Lebre e a Tartaruga ­- A lebre, sempre com muita pressa e agilidade, desafia a tartaruga, calma e serena, para disputar uma corrida. Quem será a vencedora da competição?

Meu Avó Samantha (inspirada em livro de Cláudia Naoum) - Era uma vez um avô, sua neta Helena e um gato. O avô e a menina procuram por um objeto perdido: a peruca do avô Samantha. Em uma casa mágica, avô precisa encontrar a peruca de sua drag queen Samantha, e a neta o ajuda. Existe um suspeito: o gato. Nessa aventura, Helena Black explora a relação afetiva entre as crianças e seus avós, o respeito às pessoas velhas e às suas escolhas, mostrando que o amor é o que deve prevalecer. Bonecos criados especialmente para esta história representam as três personagens, auxiliando na performance, cativando e envolvendo ainda mais as crianças.

Serviço

Contação de histórias: Bonecos, Fábulas e Magia com Helena Black
22 e 23/08 - A Princesa e a Costureira
29 e 30/08 - A Grande Arvore
05, 06 e 07/09 - Fábulas de Esopo
12 e 13/09 - Meu Avó Samantha
Gratuito. Atividade com intérprete de Libras.
Local: Átrio. Classificação: Livre. Duração: 50 minutos.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho - São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
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Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. 
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 10,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 20,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional.  

Transporte Público
Metrô Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

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Literatura de cordel ganha Cordelteca em Parelheiros pelo projeto Gira Perifa

No dia 21 de agosto, sexta-feira, será inaugurada a Cordelteca Téo Azevedo, na Casa de Cultura de Parelheiros, às 14h. Integrando as inciativas do projeto Gira Perifa, esta é a primeira cordelteca instalada em equipamento público em São Paulo, dedicada à promoção e difusão da literatura de cordel, arte popular reconhecida pelo IPHAN como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

Além da cerimônia oficial, o lançamento conta com sarau lítero-musical com participação dos poetas cordelistas Aldy Carvalho, Maria Celma e Moreira de Acopiara, apresentação dos repentistas Chico Pinheiro e Vicente Reinaldo e show forrozeiro do Luarada Brasileira com participação especial da cantora Fatel Barbosa. O evento será conduzido pelo mestre de cerimônia Luiz Wilson, também cantor-compositor, locutor-animador e poeta popular.

Sob coordenação de implementação de Lucélia Borges, a Cordelteca Téo Azevedo vai disponibilizar cerca de 100 obras de cordéis, entre tradicionais e contemporâneos, com temáticas vaiadas. No espaço, ao longo do segundo semestre de 2026, ocorrerão atividades gratuitas como saraus e oficinas de xilogravura, cordel e fanzine, além de curso de cordel para educadores, que serão divulgados oportunamente.

No acervo da cordelteca estão obras como Proezas de João Grilo, O Pavão Misterioso, A Donzela Teodora e João de Calais, entre os clássicos. E, reforçamos a importância da diversidade, traz títulos de autores e autoras da atualidades, que englobam a literatura infantil, a cultura popular e o uso do cordel como suporte pedagógico. “Enfatizando nossa missão de valorizar todos os processos de produção dos folhetos, fizemos uma seleção criteriosa, contemplando apenas aqueles que não recorreram, em nenhuma etapa, à ‘inteligência’ artificial, reconhecendo o valor de cada artista, autor e ilustrador ou designer, e a importância do pleno respeito aos direitos autorais e intelectuais”, afirma o curador Marco Haurélio.

O homenageado Téo Azevedo - que dá nome à unidade - é cordelista e repentista nascido em Alto Belo, distrito rural de Bocaiúva, MG, em 1943. Mudou-se para a Capital paulista, em 1969, onde aprendeu todas as modalidades de cantoria nordestina. Recordista brasileiro, Téo possui milhares de músicas gravadas, escreveu cerca de mil histórias de cordel e publicou 12 livros sobre cultura popular.

Esta iniciativa – que integra o projeto Gira Perifa – foi idealizada pela Associação Construindo Consciência (ACC) em parceria com o Instituto Cordel Sem Fronteiras - ICSF, apoiado pela Casa di Fatel e acolhido e disponibilizado pela Casa de Cultura de Parelheiros. O Gira Perifa - realizado com recursos do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Governo Federal - integra formação, arte, memória e pertencimento ao longo de 10 meses de ações, incluindo a implementação de duas cordeltecas, sendo a segunda a ser inaugurada ainda neste ano.

Serviço

Inauguração: Cordelteca Téo Azevedo
Data: 21 de agosto - Sexta, das 14h às 18h30
Mestre de cerimônia: Luiz Wilson.
Sarau lítero-musical: Aldy Carvalho, Maria Celma e Moreira de Acopiara.
Canto de repente: Chico Pinheiro e Vicente Reinaldo.
Show/forró: Luarada Brasileira & Fatel Barbosa.
Entrada gratuita. Classificação: Livre.
Evento conta com interpretação em Libras.
Local: Casa de Cultura de Parelheiros
Rua Nazle Mauad Lutfi, 169 - Parque Tamari. São Paulo/SP.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

A Batalha da Alma, de José Maurício F. Mazzucco, estabelece diálogo entre filosofia e espiritualidade

No dia 22 de agosto de 2026, sábado, acontece o lançamento do livro A Batalha da Alma (Editora Albatroz), de José Maurício F. Mazzucco, na Livraria da Vila, no Shopping Cidade São Paulo, das 15h às 18h.

Como o próprio subtítulo sugere - Um diálogo entre a filosofia existencial e as narrativas da antiga Índia -, o livro tem como eixo central o dilema da condição humana marcada pela angústia, tema presente tanto na filosofia existencial quanto no dilema ético-espiritual de Arjuna, personagem da Bhagavad Gita. Uma angústia que dói, no entanto, capaz de abrir para a transformação interior.

O autor trata o tema de forma não acadêmica, com linguagem própria. A obra pode ser considerada um livro improvável, diante da abordagem ousada, desse improvável e inesperado diálogo que aproxima duas tradições que, apesar de serem tão distintas, se pretendem universais: a filosofia existencial do século XX e a da antiga Índia. Mazzucco propõe uma reflexão sobre a existência inautêntica na qual a desconstrução de ideias rígidas levam à releitura de si mesmo.

Ao articular um diálogo intenso entre as tradições existencial-cristã e hindu, a obra fornece recursos conceituais e espirituais para enfrentar os desafios da condição humana contemporânea, indicando que a verdadeira transformação nasce não da fuga à angústia, mas de seu enfrentamento corajoso no campo de batalha interior onde cada um é chamado a descobrir sua autenticidade e interioridade.  

A Batalha da Alma apresenta uma estrutura ensaística híbrida que combina reflexão filosófica existencial e hermenêutica religiosa. O texto se organiza em três blocos narrativos que avançam de forma complementar: o primeiro estabelece as bases biográficas e conceituais de Søren Kierkegaard, (1813-1855) o segundo introduz o contexto mitológico-filosófico da Bhagavad Gita, e o terceiro aprofunda o diálogo entre essas duas tradições, resultando em uma síntese interpretativa de caráter transformador.

No início, uma autorreflexão metodológica e a clarificação de seus objetivos, definindo suas intenções hermenêuticas. Depois, desenvolve uma contextualização biográfica e conceitual de Kierkegaard, vinculando sua filosofia a episódios da vida. Ao adentrar o universo da Bhagavad Gita, o texto detalha o cenário do épico Mahabharata e o dilema vivido por Arjuna, guerreiro atormentado pela dúvida no campo de batalha de Kurukshetra. O livro estabelece uma ponte hermenêutica que conecta as angústias de Arjuna aos desafios da autenticidade proposta pelo filósofo dinamarquês. A estrutura compósita revela um movimento os universos conceituais e espirituais, permitindo que as tradições se iluminem mutuamente e culminem em reflexão sobre a condição humana e suas possibilidades de transformação existencial.

Este ensaio filosófico-existencial vai além da comparação acadêmica entre sistemas de pensamento e se apresenta como convite à ‘metanoia’ – uma mudança radical de perspectiva capaz de ressignificar a existência humana. Ao articular um diálogo intenso entre as tradições existencial cristã e hindu, a obra fornece recursos conceituais e espirituais para enfrentar os desafios da condição humana contemporânea, indicando que a verdadeira transformação nasce não da fuga à angústia, mas de seu enfrentamento corajoso no campo de batalha interior onde cada um é chamado a descobrir sua autenticidade.

O autor - José Maurício Fonzaghi Mazzucco é italiano, radicado no Brasil desde criança. É professor, cientista social, geógrafo, mestre em Antropologia Filosófica pela PUC-SP e especialista em teologia. Publicou dois livros: Cacos (2006), uma coetânea de 200 haicais de sua autoria, e O Mar, Canções do Desencontro (2013). Estudou música tradicional persa.

Serviço

Lançamento/livro: A Batalha da Alma - Um diálogo entre a filosofia existencial e as narrativas da antiga Índia

Autor: José Maurício F. Mazzucco
Data: 22 de agosto - Sábado, das 15h às 18h
Editora Albatroz. 142 páginas. Preço sugerido: R$ 59,90
Local: Livraria da Vila
Shopping Cidade São Paulo – 3º Piso
Avenida Paulista, 1230. São Paulo/SP. 01310-100 

Na rede:
José Maurício F. Mazzucco - @filo.sofiaquecura
Editora Albatroz - @editora.albatroz 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
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XIV Mostra de Teatro de São Miguel Paulista leva teatro, circo, música e dança à Praça do Morumbizinho

Festejando os 446 anos de São Miguel Paulista, o teatro de rua ocupa praça com 12 espetáculos na 14ª edição da Mostra realizada pelo grupo O Buraco d’Oráculo.

Nos dias 29 e 30 de agosto e 6 e 7 de setembro de 2026 acontece na Zona Leste de São Paulo a XIV Mostra de Teatro de São Miguel Paulista com apresentações na Praça do Fortunato da Silveira (popularmente conhecida como Praça do Morumbizinho), na Vila Jacuí, ao lado as Subprefeitura de São Miguel Paulista.

A programação (gratuita, ao ar livre) é diversificada, formando um painel do teatro de rua nacional, com grupos oriundos do nordeste, sul e sudeste, além de companhias da capital, região metropolitana e litoral. Doze companhias farão da Praça do Morumbizinho o palco para suas criações, cujas manifestação artística envolvem teatro de rua, circo, música e dança.

Abrindo a Mostra, no dia 29/8, sábado, as atrações são: Grupo Contadores de Mentira com Expresso Povo, Circo Dunavô com GranCirco Dunavô e Jadi Undi com seu show musical. No dia 30/8, domingo, apresentam-se: Castelo das Artes com Zezinho na Palhaçolândia, Núcleo Ás de Paus em Encontro de Gigantes e Rainhas do Radiador em Vale Tudo por Um Cinturão.

Dia 5/9, sábado, a praça vira picadeiros com os as apresentações dos grupos: Bando Golíardis com O Incrível Número FinalI, De Pernas Pro Ar em O Lançador de Foguetes e Los Circo Los com Circulando. E, encerrando a Mostra, em 6/9, domingo, estão: Grupo Rosas Periféricas com Ladeira das Crianças - TeatroFunk, Cia. Teatral Enchendo Laje & Soltando Pipa com Retrato de Mulher e Clarin Cia de Dança em The Jackson’s Funk.

Idealizada e realizada pelo grupo O Buraco d’Oráculo desde 2002, a Mostra chega à décima quarta edição como uma das atividades mais significativa e permanente na trajetória do grupo. Realizar uma mostra de teatro é promover encontros. Encontros entre artistas, encontros de experiências com o teatro e, principalmente, encontro com o público.

Esta edição conta com apoio do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Industria Criativas, do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Edital Economia Criativa: Fomento a Mostras, Festivais e Eventos.  A XIV Mostra de Teatro de São Miguel Paulista também faz parte dos festejos de aniversário de São Miguel Paulista, que completa 446 anos no dia 29 de setembro. Os integrantes do Buraco D’Oráculo acreditam que celebrar o teatro de rua por meio de uma mostra de teatro é presentear o bairro valorizando o espaço público e promovendo encontro por meio da arte.

Serviço | Programação

XIV Mostra de Teatro de São Miguel Paulista
Dias 29 e 30 de agosto e 06 e 07 de setembro de 2026
Sábados e domingos - Horários diversos
Gratuito (espetáculos ao ar livre). Recomendação: Livre
Local: Praça Fortunato da Silveira - Praça do Morumbizinho
Vila Jacuí (em frente à Universidade Cruzeiro do Sul). São Miguel Paulista/SP.
Mais informações - www.instagram.com/buracodoraculo

FOTOS/espetáculos: https://drive.google.com/drive/folders/1jCY7fTb7R5uNaYwzxlw0i6uxmjGPCWAy 

29 de agosto - Sábado
13h - Grupo Contadores de Mentira (Mairiporã/SP): Expresso Povo
16h - Circo Dunavô (São Paulo/SP): GranCirco Dunavô
19h - Jadi Undi (Icapuí/CE) - Show musical 

30 de agosto - Domingo
11h - O Castelo das Artes (São Sebastião/SP): Zezinho na Palhaçolândia
15h - Núcleo Ás de Paus (Londria/PR): Encontro de Gigantes
18h - Rainhas do Radiador (São Paulo/SP): Vale Tudo por Um Cinturão 

5 de Setembro - Sábado
11h - Bando Golíardis (São Paulo/SP): O Incrível Número Final
15h - De Pernas Pro Ar (Canoas/RS): O Lançador de Foguetes
18h - Los Circo Los (Campinas/SP): Circulando 

6 de Setembro - Domingo
11h - Rosas Periféricas (São Paulo/SP): Ladeira das Crianças - Teatro Funk
15h - Cia. Teatral Enchendo Laje & Soltando Pipa (São Paulo/SP): Retrato de Mulher
18h - Clarin Cia de Dança (São Paulo/SP): The Jackson’s Funk 

29 de agosto - Sábado

13h - Grupo Contadores de Mentira (Mairiporã/SP)
Espetáculo: Expresso Povo (45 min) 

Em cena, um ônibus, o Expresso Povo, conduz uma multiplicidade de personagens, representados por bonecos, em uma metáfora potente da diversidade social. Três atuadores-brincantes conduzem a narrativa, criando um ambiente lúdico onde a imaginação e a participação coletiva são centrais. Na história, uma viagem aparentemente tranquila do Expresso Povo é interrompida quando seus viajantes precisam enfrentar um desafio urgente: recuperar a “mochila de direitos”, que foi roubada por aqueles que não querem que a democracia exista. Com linguagem acessível e poética, o espetáculo transforma conceitos como voto, direitos humanos e liberdade de expressão em experiências concretas e reconhecíveis no universo infantil - como a sala de aula, os jogos e as decisões em grupo. A proposta é afirmar que a democracia não é apenas uma ideia abstrata, mas uma prática cotidiana, construída coletivamente.

16h - Circo Dunavô (São Paulo/SP)
Espetáculo: GranCirco Dunavô (60 min) 

Inspirado no imaginário do circo popular brasileiro, Grancirco DuNavô apresenta uma trupe que vive, trabalha e se diverte em meio às alegrias e confusões do cotidiano. Entre números clássicos de mágica, dança, equilíbrio e palhaçaria, o espetáculo mistura humor e poesia para refletir, de forma leve e brincante, sobre o que sustenta um grupo: o cuidado, a diferença e o desejo de seguir juntos – mesmo quando tudo parece desandar. O público é recebido por quatro artistas - Claudiu's (Renato Ribeiro), Clóvis (Vinicius Ramos), Elisabetana (Gislaine Pereira) e Pamplona (Gabi Zanola) - que preparam o picadeiro. O que começa como uma rotina simples logo se transforma em celebração. Entre risadas, canções e improvisos, os personagens compartilham memórias que ecoam o passado e o presente das famílias circenses: a mulher que fugiu com o circo, o filho de equilibristas, o poeta que fez do picadeiro sua casa e a palhaça que encontrou na estrada o seu lar. Entre bastidores e espetáculo, a trupe costura comicidade e emoção para falar da arte de conviver. O encerramento traz uma dedicatória aos artistas e famílias que vieram antes, reafirmando o poder atemporal da arte circense e sua capacidade de atravessar gerações.

19h - Jadi Undi (Icapuí/CE)
Show: Jadi Undi (40 min) 

Jadi Undi faz canções com sabor de quintal. Expoente de uma MPB interiorana, o cantor e compositor é de Icapuí, no Litoral Leste cearense com apenas 21 mil habitantes. Os quintais largos, o mar e a memória do lugar são inspirações para sua música que conecta melodias intimistas com ritmos regionais, como o coco e o maracatu. No show, a formação - violão, percussão e vozes - constroem uma atmosfera de chão batido, mesmo em cima do palco. A música parte da relação afetiva de Jadi com as paisagens que carrega no íntimo. Foi com composições influenciadas pelo coco que lançou o primeiro trabalho, em 2021, Coco EP Solo, quando ainda assinava Owa Undi. Destacou pela participação na circulação do Show Siriará, com direção musical de Cláudio Mendes, em 2025, e estreia no Festival de Música da Ibiapaba, ao lado outros artistas. O convite se deveu em parte à sua música "Estrela Menor", single com participação da cantora Di Ferreira. Recentemente, participou da Feira da Música 2026, com showcase no Teatro São José, e apresentou-se no Centro Dragão do Mar na programação do Fuxico Musical, em Fortaleza-CE, entre outros shows.

30 de agosto - Domingo

11h - O Castelo das Artes (São Sebastião/SP)
Espetáculo: Zezinho na Palhaçolândia (60 min) 

Zezinho na Palhaçolândia conta a história de um menino que, ao se questionar sobre o que ser quando crescer, descobre que gostaria de ser palhaço. Durante essa busca por sua profissão ideal, Zezinho conta com a ajuda das crianças e dos adultos da plateia para tornar o sonho realidade. Ao longo da jornada, o público vive junto com Zezinho as descobertas sobre o universo circense, com malabarismos, palhaçadas e brincadeiras. O espetáculo foi criado por Henrique Cardim, a partir da observação da reação de muitas crianças ao se depararem com palhaços. Além de muita diversão, Zezinho na Palhaçolândia traz a beleza do ser palhaço, evidenciando que a profissão exige muita dedicação e é repleta de alegria e magia. O espetáculo conta com cerca de 15 anos de sucesso, passando por diversos equipamentos culturais, educacionais e sociais. Zezinho na Palhaçolândia traz a palhaçaria como linguagem de contato direto com o público, especialmente crianças. Pela simplicidade e pelo riso e afeto, contribui para fortalecer o imaginário, a cultura popular e o contato com expressões artísticas que fazem parte da formação cultural de gerações.

15h - Núcleo Ás de Paus (Londria/PR)
Espetáculo: Encontro de Gigantes (70 min)

O Núcleo Ás de Paus apresenta duas figuras excêntricas que aguardam com curiosidade a realização do tão esperado Encontro de Gigantes. Enquanto nada acontece, elas começam a se questionar: os gigantes realmente existem? E como podemos saber que uma coisa dessas existe? A espera chega ao fim quando a dupla é surpreendida pela chegada de uma figura fantástica que apresenta ao público a história de um elemento ancestral capaz de transformar a forma como olhamos para o mundo. E, como em um passe de mágica, Encontro de Gigantes mostra que todos podemos ser gigantes. 

18h - Rainhas do Radiador (São Paulo/SP)
Espetáculo: Vale Tudo por Um Cinturão (60 min) 

O espetáculo traz para cena a espetacularização da luta livre junto com a palhaçaria e o circo. Com elenco composto por pessoas LGBT’s e negras, brinca com a estereotipização pelo viés da brincadeira e da potencialização das personagens, ao invés do reforço a preconceitos. Tendo como apresentadora a Drag Cilindra e seu faz tudo, o Cowboy, a peça acontece em um ringue e o público participa de forma ativa na torcida pelas competidoras. Vale Tudo Por Um Cinturão é continuação do espetáculo Raiow Rainhas, que termina com uma cena de luta livre, mas independentes no entendimento da história, porém conectados, pois nesta peça as personagens chegam mais elaboradas e proporcionam uma divertida narrativa repleta de reviravoltas e muita bagunça. O grupo pesquisa a linguagem de luta livre como suporte cênico para a palhaçaria e, desde 2019, pratica a técnica; atualmente treinam na BWF (Brazilian Wrestling Federation). A pesquisa tem algumas frentes: figuras femininas da luta livre relevantes para história do circo no Brasil; criação de personagens cômicos em diálogo direto com a palhaçaria; técnicas da luta livre, acrobacias e de comicidade física para corpos cómicos acrobáticos e coreográficos; enredo em que protagonizam figuras dissidentes LGBTQIAPN+ e negras que também dialoga com novas narrativas para esses corpos.

5 de Setembro - Sábado 

11h - Bando Golíardis (São Paulo/SP)
Espetáculo: O Incrível Número Final (50 min) 

Vindo diretamente de qualquer lugar, em direção a toda e qualquer terra, o Bando Golíardis tem a audácia de apresentar um número de quatro palhaças e nove claves, que promete arrancar palmas e até mesmo lágrimas do público. E para mostrar esse número tão espetacular, as personagens Pexerica Pocã, Esquálido Palito e Silva, Rolyna Rolota e Sorvetão DoQuê trazem para a cena as suas habilidades telepáticas, acrobáticas, aquáticas, malabarísticas e muito mais. O público vai se divertir com O Incrível Número Final, do Bando Golíardis, um espetáculo que cumpre o que promete.

15h - De Pernas Pro Ar (Canoas/RS)
Espetáculo:  O Lançador de Foguetes (60 min) 

Em O Lançador de Foguetes, um personagem excêntrico e virtuoso está à procura do lugar ideal para a excelência de sua experiência cientifica. Ele chega com o seu triciclo, recheado de elementos cênicos, e analisa os fenômenos físicos que podem interferir nesta jornada. Seu desempenho, somado a energia extraída do público, ele lança seus foguetes: ideias ao ar. A intervenção de rua O Lançador de Goguetes consta no repertório do Grupo de Teatro De Pernas pro Ar desde 2006, mas a formação do núcleo acontece em 1988, na cidade gaúcha de Canoas, onde foi criado. O ator e diretor Luciano Wieser é cofundador junto de Raquel Durigon, aqui sua assistente.

18h - Los Circo Los (Campinas/SP)
Espetáculo:  Circulando (50 min)

Ao centro de uma roda, os espectadores são instigados pela presença de três malas. Assim inicia mais uma jornada de dois artistas chegam à praça para fazer o que se espera: um grande espetáculo. O palco, assim como um picadeiro de circo, é o espaço propício para a demonstração de suas habilidades. Na cola dessa dupla, que exibe a graciosidade dos tradicionais narizes pintados do picadeiro, a plateia vive instantes de queixo caído, de romance e de tensão. Todas as manobras feitas têm uma evolução rítmica e refletem o próprio jogo entre as personagens, além de serem motivos para, cada vez mais, entendermos as lógicas de cada um deles. O jogo cômico entre os atores faz com que seja uma obra aberta à improvisação e ao erro.

6 de Setembro - Domingo

11h - Grupo Rosas Periféricas (São Paulo/SP)
Espetáculo:  Ladeira das Crianças - Teatro Funk (55 min) 

No bonde da ladeira tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk. Ladeira das Crianças - TeatroFunk é livremente inspirado em O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do escritor marginal-periférico Ferréz, inovando na encenação ao colocar a linguagem musical do funk como “parceiro” na estética. Além dos temas adaptados dos livros, a dramaturgia é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo e de narrativas das crianças do Parque São Rafael e Jardim Vera Cruz (ZL). Percebendo a forte presença desse som no cotidiano infantojuvenil, o Rosas acessa esse público por meio do funk, com o ritmo, os beats, o passinho e as rimas, aproximando uma arte não tão popular na periferia (o teatro) de outra totalmente popular (o funk). O texto e a direção são assinados conjuntamente pelo Grupo.

15h - Cia. Teatral Enchendo Laje & Soltando Pipa (São Paulo/SP)
Espetáculo: Retrato de Mulher (60 min) 

O espetáculo Mulher de Retratos é inspirado em histórias reais de mulheres do Grajaú, na zona sul de São Paulo, que contribuíram para a construção social, cultural e política do território. Resultado de uma pesquisa desenvolvida pela companhia a partir da escuta e da valorização das memórias locais, o enredoo traz para a cena a trajetória de Nalva Maria, reconhecida como a primeira retratista do Grajaú. Fotógrafa e documentarista, Nalva registrou momentos marcantes da organização popular do bairro, acompanhando passeatas, reuniões comunitárias, mobilizações políticas e diversas ações protagonizadas por mulheres que lutaram por seus direitos e por melhores condições de vida para a população da região sul de São Paulo.

18h - Clarin Cia de Dança (São Paulo/SP)
Espetáculo: The Jackson’s Funk (50 min) 

E se Michael Jackson dançasse funk? Essa foi a frase motivadora para a criação do espetáculo The Jackson’s Funk. No enredo, um sonho de menino que admira um ídolo, utilizando e adaptando a dança e a música deste ídolo para o seu tempo, para a sua história, para a cultura periférica do passinho. Inspirado na famosa turnê Dangerous Tour e na turnê que foi interrompida antes de começar This Is It, esta obra buscou em muitos outros trabalhos dedicados ao Rei do Pop em todo o mundo, referências para apresentar um espetáculo inédito. Para os fãs do Michael Jackson, é uma linda homenagem, além de ver um ritmo cem por cento brasileiro, mixado com suas mais famosas músicas. Para os consumidores de funk e passinho, é a apresentação de um artista negro que tem o álbum mais vendido de todos os tempos. Michael Jackson, o artista mais premiado da história, capa mais cara da história, maior audiência de um videoclipe, mas o objetivo é apresentar o artista para os que não viveram em sua época num encontro entre o “rei”, o passinho, o funk carioca.

Buraco d’Oráculo (realizador)

O Buraco d’Oráculo nasceu em 1998, resultado do trabalho do Núcleo de Teatro de Rua da Oficina Cultural Amacio Mazzaropi. O trabalho do grupo é calcado em pontos fundamentais para estabelecer as relações entre nossa arte e o nosso público: a rua, local fundamental para promover o encontro direto com o público; a cultura popular, fonte inspiradora; o cômico, destacando-se a farsa e as relações com o denominado “realismo grotesco”, e a cenopoesia, como mediadora das relações de afetos por meio do teatro. O Buraco d’Oráculo optou pelo popular e pela rua como determinação e alvo de crítica. Com seus trabalhos o grupo encontrou um público diferente daquele que frequenta as tradicionais salas de espetáculos e passou a desenvolver projetos de forma descentralizada, buscando democratizar o acesso ao fazer teatral, e promover uma reflexão sobre o mesmo. Por isso, desde 2002, atua na zona leste da cidade de São Paulo, sobretudo na região de São Miguel Paulista, sendo a Praça do Casarão seu principal ponto de atuação, desde 2004. O Buraco d’Oráculo já produziu 10 espetáculos protagonizados por pessoas comuns e que estão à margem da sociedade. Dessa forma busca discutir o homem urbano e seus problemas.

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