quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CAIXA apresenta entre 18 e 27/8 o XI Circuito de Teatro em Português

Companhias de países lusófonos - Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe e Moçambique – se reúnem em mais uma temporada de apresentações, debates, oficinas e seminários. Esta edição traz um convidado muito especial, Macau/China, que faz parte dessa histórica lusofonia.

Entre os dias 18 e 27 de agosto de 2017, acontece no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, a décima primeira edição do Circuito de Teatro em Português, um festival internacional de países lusófonos, com entrada franca. A cerimônia de abertura ocorre no dia 18, sexta-feira, à 19h30, com apresentação da Cia. de Dança Típica da Guiné Equatorial. O evento tem patrocínio da CAIXA e Governo Federal.

O Circuito tem participação de companhias teatrais de países de língua portuguesa, em uma programação que prevê também a realização de oficinas, debates e seminários. São nove companhias envolvidas, onze espetáculos, oito oficinas e dois seminários. A novidade da edição fica por conta do Circuitinho, trazendo espetáculos para crianças.

Na programação, destaque para a homenagem ao “pai” do teatro de língua portuguesa, Gil Vicente, e aos 500 anos de sua obra com Auto da Barca do Inferno, pelo Grupo Dragão7 de Teatro que, há 20 anos encena esse texto. Destaque também para Flecha Borboleta, um épico inspirado na ópera Madame Buterfly, de Puccini, encenado pela Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas - Arte & Fato, que narra as trágicas consequências do amor entre uma índia e um expedicionário americano em diálogo com o Massacre de Haximu, que aconteceu em Roraima, em 1993, na aldeia dos Índios Yanomami.

As demais atrações são: Nos Tempos de Gungunhana (de Klemente Tsamba - Moçambique), Por Revelar (de Isabel Mões - Portugal), As Palavras de Jó (Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo - Cabo Verde), Nós Não Morremos (Cia. Black Smile - São Tomé e Príncipe), Oração (Cia. Los Puercos - Brasil), Os Bolsos Cheios de Pão (La Inquieta Compãnia – Brasil), Pedro e o Capitão (Coprodução 3M e Fundação Sindika Dokolo – Angola) e os infantis Pés na Estrada (Dragão7 – Brasil) e En Cantos – Espetáculo para Bebês (Cia. da Casa de Portugal – Macau - China).

Após realização na capital, o Festival segue para sete cidades paulistas e Teresina, no Piauí, sempre com espetáculos e atividades gratuitas. A programação completa do Circuito, incluindo todas as cidades contempladas e inscrições para oficinas e seminários, está disponível no site do evento: http://www.circuitodeteatroportugues.com.br/.


PROGRAMACAO – São Paulo

18 de agosto. Sexta, às 19h30
Cerimônia de Abertura
Presença de artistas e autoridades.
Espetáculo: Cia. de Dança Típica da Guiné Equatorial
Origem: Guine Equatorial / Malabo
Local: Teatro Sergio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo)

A música e a dança acontecem, tipicamente, no formato de chamada e resposta, sendo o coro e a percussão alternados. O balélé e o audacioso ibanga são duas das muitas danças na Guiné Equatorial, cuja maioria é com o acompanhamento de uma pequena orquestra com três ou quatro pessoas, consistindo arranjos de sanza, xilofone, percussão, zithers e harpa bow. A Guiné Equatorial doi colonizada pelos navegadores portugueses, primeiros europeus a explorar o golfo, em 1471. Fernão do Pó situou a ilha de Bioko nos mapas europeus, nesse ano, ao procurar uma rota para a Índia, a qual batizou de Formosa (no início foi conhecida pelo nome de seu descobridor). Em 1493, D. João II de Portugal proclamou-se, juntamente com resto dos seus títulos reais, como Senhor de Guiné.

19 de agosto. Sábado, às 16h - Circuitinho
Espetáculo/infantil: En Cantos – Espetáculo para Bebês
Com: Cia. da Casa de Portugal
Origem: China / Macau
Ficha técnica: Direção artística e encenação: Elisa Vilaça. Música: Tomás Ramos de Deus e Miguel Andrada. Atriz e manipuladora: Elisa Vilaça. Construção e produção: Casa de Portugal em Macau. Fotos: Miguel Andrada.
Classificação indicativa: 6 meses a 3 anos. Duração: 40 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

En Cantos - Espetáculo para Bebês é uma incrível experiência sensorial para bebês e crianças, da Cia da Casa de Portugal, de Macau (que foi colônia de Portugal por mais de 400 anos). O espetáculo tem Elisa Vilaça como atriz e manipuladora. Nesta montagem podem ser encontrados jardins habitados por flores de muitas cores, animais afetuosos, aves majestosas de penas macias, rãs engraçadas a brincar nas poças e, até mesmo, o fundo do mar, onde moram delicados seres, ostras que se abrem e muitos peixinhos. Os bebês e as crianças devem ser acompanhados por uma pessoa adulta. Durante a sessão eles ficam descalços e se sentem no chão, no espaço que envolve o palco.

19 de agosto. Sábado, às 19h30
Espetáculo Flecha Borboleta
Com: Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas - Arte & Fato
Origem: Brasil / Amazonas
Ficha técnica: Direção e dramaturgia: Douglas Rodrigues. Elenco: Acacia Miè, Hely Pinto, Israel Castro, Keila Gomes, Karol Medeiros, Leonel Worton e Vanessa Pimentel. Provocador: Darci Figueiredo. Preparação corporal: Adam Souza. Direção musical: Regina Santos. Violoncelo: Calebe Alves. Percussão: Alan Gomes e Ícaro Costa. Figurino e iluminação: Douglas Rodrigues. Cenografia: Aaca – Arte&Fato. Fotografia - Tácio De Melo. Classificação indicativa: 12 anos. gênero: Épico. Duração: 60 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

Inspirado na ópera Madama Buterfly, de Puccini, Flecha Borboleta narra as trágicas consequências do amor entre uma índia arqueira e um expedicionário americano. O texto também dialoga com o massacre de Haximu, em Roraima, julgado pela justiça brasileira que condenou os réus por genocídio. O governo militar brasileiro se aliou aos EUA (1934-1942) em um tratado para a internacionalização da Amazônia e, em 1948, acontece a missão Missão Abbink para reconhecimento das terras, que forjava laços e integração com a região. Oficiais aviadores visitavam a aldeia Yanomami e contraíam matrimônios temporários com jovens índias. A história de Flecha Borboleta se baseia em fatos reais, relatando as consequências do casamento entre a índia Flecha Borboleta, de 15 anos, e aviador John Abbink, contraído com leviandade, discriminação, mentiras, loucura e mortes. Ela é cortejada por ele no caminho que leva ao rio. Tomada de excitação, entrega-se e se amam loucamente. O soldado é casado em seu país, mas convence a arqueira sobre a seriedade de seu amor e eles vivenciam a metamorfose das borboletas. Flecha Borboleta renuncia à fé dos seus antepassados, aceitando o cristianismo em repulsa à floresta. No meio da tempestade dá luz a uma criança prometendo-lhe um futuro americano. A partir daí inicia a tragédia da obra: aproximadamente mil índios morrem envenenados por aviadores americanos comandados por Abbink. A esposa do aviador visita a aldeia e trava um duelo soberbo sobre culturas, levando a cena aos limites dramáticos.

20 de agosto. Domingo, às 19h30
Espetáculo: As Palavras de Jó
Com: Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo
Origem: Cabo Verde / São Vicente - Mindelo
Ficha técnica: Texto: Matéi Visniec. Direção e espaço cênico: João Branco. Interpretação: João Branco e Nuno Tavares. Música original: Nuno Tavares e Victor Duarte. Assistente de encenação: Patrícia Silva. Iluminação: Paulo Cunha. Direção de movimento: Janaina Alves. Figurino: Bid Lima. Classificação indicativa: 12 anos. gênero: Drama. Duração: 50 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

O espetáculo é um grito de alerta, um chamado à razão e à lucidez para o maior problema da humanidade. Quando os homens matam em nome de Deus, na verdade, eles matam toda a ideia de transcendência e divindade. As Palavras de Jó, do autor Matéi Visniec, grita aos humanos um apelo para que parem de matar uns aos outros e de lutar em nome de Deus! "Não o sujem se vocês o amam. E não sujem também a sua palavra”. Isto porque é o homem e a humanidade no homem que devemos recolocar no centro da vida e da esperança, no centro do sentido da vida e do que está por vir. No palco está o diretor junto com Nuno Tavares.

21 de agosto. Segunda, às 20h30
Espetáculo: Nós Não Morremos
Com: Cia. Black Smile (Sorriso Negro)
Origem: São Tomé e Príncipe / São Tomé
Ficha técnica: Texto: Coletivo. Direção: Juelce Beija Flor.  Cenário e figurino: Juelce Beija Flor e Clinton Carvalho. Interpretes: Juelce Beija Flor e Clinton Carvalho. Direção de Produção: Clinton Carvalho. Técnico de luz e som: Fábio Vera Cruz Coelho. Fotos: José Quaresma. Classificação indicativa: 16 anos. Gênero: Drama. Duração: 55 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

Entre os que não morreram no martírio de 53 mortos está o Cravide, que sobreviveu às rajadas de tiros de metralhadora e ficou conhecido como o Homem Cristo. Não sendo o espetáculo um trabalho de história como ciência exata, por ser, exatamente, uma ação do género dramático que tem a matéria prima os fatos históricos da escravatura universal e do massacre ou guerra 53, a montagem defende que o Homem Cristo é real e não uma lenda, assim como a escravatura marca o mundo. O texto parte de uma coletânea de fatos, fruto de entrevistas com alguns idosos sobreviventes do martírio mais marcante em São Tomé e Príncipe.

22 de agosto. Terça, às 20h30
Espetáculo: Oração
Com: Cia. Los Puercos
Origem: Brasil / Santos
Ficha técnica: Texto: Fernando Arrabal. Crônica: Gregório Duvivier. Direção: Luiz Campos. Voz em off: Sérgio Mamberti. Elenco: Giovanna Marcomini (Fidio), Nathalia Nigro (Lilbe) e Gustavo Gárcia (corpo). Cenário e figurino: Eluane Fagundes. Iluminação: Juliana Sousa. Sonopastia: Luiz Campos. Op. de som e luz: Talita Kova. Maquiagem: Tatiana Rangel. Fotografia: Iara Marcek. Classificação indicativa: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 40 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

No espetáculo A Oração, o descobrimento da bíblia para as personagens de Arrabal faz com que elas trilhem caminhos sinuosos onde a salvação de todos os pecados é também o maior obstáculo. Em contrapartida ao livro sagrado, suas questões esbarram no recente passado e no miserável presente. O livro é a esperança para obterem uma vida e um destino com mais dignidade, pois percebem que nada do que viveram foi digno, perante as leis cristãs. O texto é um diálogo que envolve os princípios humanos e suas falhas, mas, acima de tudo, o obstáculo que nós somos em nosso próprio caminho.

23 de agosto. Quarta, às 20h30
Espetáculo: Auto da Barca do Inferno
Com: Grupo Dragão7 de Teatro
Origem: Brasil / São Paulo
Texto: Gil Vicente. Direção: Creuza F. Borges. Elenco: Creuza F. Borges, Leticia Bortoletto, Marli Bortoletto, Marcos Barros, Daniel Dhemes, Humberto Fittipaldi e Ailton Rosa. Técnico: Alex Saldanha. Camareira: Izabel Cristina. Foto: Dragão7.
Classificação indicativa: 12 anos. Gênero: Comédia. Duração: 75 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

O Grupo Dragão7 montou o Auto da Barca do Inferno há mais de 20 anos. E, em 2017, apresenta a peça em homenagem aos 500 anos desse texto de Gil Vicente, considerado como o “pai” do teatro em língua portuguesa. Em algum lugar, além da morte, há um cais onde duas barcas ancoradas aguardam os que deixam esta vida. Uma tem como destino e direito, por meio das Esferas Celestiais, a luz divina da eterna glória do paraíso; a outra vai para o inferno. Nesse cais, ninguém escapa ao julgamento final: grandes ou pequenos, os pecados, as bravuras, as heresias, as inocências, as corrupções, as hipocrisias, tudo é revelado no tribunal no qual o diabo é promotor da humanidade. Gil Vicente faz desfilar por esse cais personagens em busca da barca que julgam merecer por direito (a saber, do paraíso). A montagem lembra a todos nós pecadores que somos candidatos a uma vaga neste “batel infernal”, mas sem esquecer que se trata de uma comédia, e komédia, em grego, significa festa.

24 de agosto. Quinta, às 20h30
Espetáculo: Os Bolsos Cheios de Pão
Com: La Inquieta Compãnia
Origem: Brasil / São Paulo
Ficha técnica: Texto: Matei Visniec. Direção: Aílton Rosa. Tradução: Roberto Mallet / É Realizações Editora. Elenco: Adriano Araújo e Rogério Costa. Iluminação: Robson Lima. Trilha sonora: Sandra Kison. Cenografia e figurino: Dalmir Rogério e Zé Valdir Albuquerque. Preparação Corporal: Maju Minervino. Foto: Waldez Macedo. Visagismo: Nadhia Souza. Classificação indicativa: 14 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

Um cão está preso no fundo de um poço, fazendo ecoar seu latido. Do lado de fora, dois homens (interpretados por Adriano Araújo e Rogério Costa) o alimentam com migalhas de pão, discutindo e fazendo suposições sobre como o pobre animal foi parar lá dentro. Em tempos onde o eco do “grito” do mais “fraco” é abafado pelo rosnado selvagem do mais “forte”, e onde a “migalha” é o alimento vital para manter o círculo vicioso da esperança de que tudo irá melhorar, o texto de Visniec se vem, de forma simples e necessária, discutir a ineficácia das palavras e dos discursos em relação à ação.

25 de agosto. Sexta, às 20h30
Espetáculo: Pedro e o Capitão
Coprodução 3M e Fundação Sindika Dokolo
Origem: Angola / Luanda
Ficha técnica: Texto: Mario Benedetti. Tradução e encenação: Meirinho Mendes. Dramaturgia: Rogerio Carvalho. Elenco: Meirinho Mendes e Correia Peliganga Adão. Técnica: Nuno Martinho. Cenografia e figurino: Meirinho Mendes. Produção: Meirinho Mendes/Net-Fs. Fotos: Marta Silva Mendes.
Classificação indicativa: 16 anos. Gênero: Drama. Duração: 50 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

O espetáculo Pedro e o Capitão traz uma larga conversação entre um torturador e um torturado na qual a tortura não está presente de fato, mas se manifesta como a grande sombra que pesa sobre o dialogo. A peça se define como uma indagação dramática na psicologia de um torturador. Investiga a resposta ao porque ou mediante qual processo um ser humano normal pode se converter em um torturador. Apesar do tema ‘tortura’ nortear a obra como um feito físico ela não figura na cena. Como tema artístico, a tortura pode caber na literatura ou no cinema, mas no teatro torna-se uma agressão demasiada evidente para o espectador.

26 de agosto. Sábado, às 16h - Circuitinho
Espetáculo/infantil: Pés na Estrada
Com: Grupo Dragão7 de Teatro
Origem: Brasil / São Paulo
Ficha técnica: Texto: Criação coletiva Dragão7. Direção: Creuza F. Borges. Atores: Ailton Rosa, Daniel Dhemes e Leticia Bortoletto. Percussão: Daniel Dhemes. Figurino: Marli Bortoletto. Trilha original: Ricardo Herz. Treinamento de teatro de objetos: Ailton Rosa. Preparação corporal: Leticia Bortoletto.Fotos: Vanessa Dutra.
Classificação indicativa: livre. Duração: 50 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

Três palhaços estão com os pés na estrada: Casimira, Bob e Bu. Por onde passam eles levam alegria e diversão. No meio da viagem param para descansar. A partir daí, acontecem confusões e peripécias, pois cada um tem sua personalidade, seu próprio jeito de fazer as coisas, mas no final da aventura descobrem que fazer as coisas juntos é muito mais gostoso e proveitoso. Usando objetos inusitados e muitas brincadeiras para promover um jogo interessante e instigar a imaginação do espectador, Pés na Estrada viaja pelo mundo da imaginação.

26 de agosto. Sábado, às 19h30
Espetáculo: Nos Tempos de Gungunhana
Com: Klemente Tsamba
Origem: Moçambique / Maputo
Ficha técnica: Textos originai: Ungulani Ba ka Khosa. Dramaturgia e interpretação: Klemente Tsamba. Apoio e assistência criativa: Filipa Figueiredo, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis. Adereços e figurino: Klemente Tsamba. Fotografia: Margareth Leite
Classificação indicativa: 16 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

O texto foi construído a partir do livro Ualalapi, do premiado autor moçambicano Ungulani Ba ka Khosa. Na história, era uma vez um guerreiro da tribo Tsonga, chamado Umbangananamani, que fora em algum tempo casado com uma linda mulher da tribo Macua, de nome Malice. Não tiveram filhos, embora tentassem muito. Este é o mote que dá início ao grande karingana ou conto tradicional sobre a vida de um simples guerreiro. Porém o enredo, rapidamente, se transforma em uma sequência de outros pequenos karinganas que relatam aspectos curiosos ligados à vida na corte do Rei Gungunhana. O texto mostra a crueldade e as mortes que, por vezes, se misturam com o humor em cada karingana contado e cantado com a graça dos ritmos tradicionais de Moçambique.

27 de agosto. Domingo, às 19h30
Espetáculo: Por Revelar
Com: Isabel Mões
Origem: Portugal / Lisboa
Ficha técnica: Texto, concepção e interpretação: Isabel Mões. Apoio dramatúrgico e de produção: Ana Lídia Santos e João Carracedo. Luzes e sonoplastia: Sandro Esperança. Cenário e figurino: Isabel Mões. Fotografia: Mária Lázaro e João Portela.
Classificação indicativa: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min.
Local: Sala Paschoal Carlos Magno

A partir da coleção de fotografias antigas da avó a atriz Isabel Môes constrói o espetáculo Por Revelar. Por esse caminho inicia uma reconstrução do objeto fotográfico, criando uma espécie de memória da fotográfica, um exercício que vai além da descrição, atingindo o que Roland Barthes denomina como “esforço de silêncio”, o ato de fechar os olhos e deixar a imagem falar. Um estado que pode ser um paradoxo com a natureza da própria fotografia, que carrega a contingência desse ato de mostrar, mas que, em última análise, permite juntar a consciência afetiva à imagem. Consciência afetiva, esta, criada a partir da recordação narrada pelo relator principal e da sua descrição mais ou menos efabulada dos acontecimentos, mas que, no percurso, agrega novos sujeitos e novas camadas da memória. Há ainda uma dezena de rolos por revelar, esquecidos numa caixa por mais de 20 anos, que são vistos pela primeira vez pelos retratados. Serão eles indiferentes a estas imagens? São as novas imagens importantes para construir mais memórias?

Seminários

20 de agosto. Domingo, às 15h30
Tema: Intercâmbio Entre Países de Língua Portuguesa
Mediação: Creuza F. Borges
Local: Caixa Cultural São Paulo - Auditório
Praça da Se, 111. Centro. SP/SP

Os artistas que participam do XI Circuito de Teatro em Português trocam experiências, enquanto beneficiários e/ou organizadores de projetos de intercâmbio teatral entre países de língua portuguesa. O seminário propõe a discussão acerca dos próprios trabalhos, identificando questões que devam ser resolvidas para potencializar ainda mais as trocas culturais entre países de língua oficial portuguesa. Também relatam as medidas propostas implementadas, que visam ampliar o intercâmbio teatral entre os países. Participam deste seminário diretores das companhias integrantes do Circuito, que falam sobre a possibilidade de receberem em seus respectivos países artistas e grupos para mostrarem seus trabalhos. Os interessados podem participar se inscrevendo pelo site do festival.

21 de agosto. Segunda, às 15h30
Tema: Um Olhar da Floresta
Com Marcia Wayna Kambeba
Local: Teatro Sergio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153. Bela Vista/SP

A proposta do seminário é aprofundar o conhecimento sobre as raízes brasileiras, sobre a história, memória e cultura indígena no país por meio da arte. Também discute sobre as línguas "mãe", faladas antes do português, e as que ainda se falam, entre outras informações sobre nossos antepassados indígenas e, principalmente, como esses povos sobrevivem hoje.  O evento promove também um relato sobre a luta contra atentados e racismo que atingem a população indígena brasileira e a luta pelo sagrado, pela natureza e por aqueles que mais a preservam: os índios. “E com eles está o sagrado, seus ancestrais, os parentes mortos e vivos”, comenta Marcia. A mesa conta com outros convidados, além de Márcia Kambeba.

Márcia Wayna Kambeba é indígena do povo Omágua-Kambeba do Amazonas, da aldeia Belém do Solimões, AM. É geógrafa pela Universidade do Estado do Amazonas, especialista em Educação Ambiental e Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas. É também escritora, cantora, poeta, locutora, compositora de musicalidade indígena na língua tupi e em português. Possui trabalho de fotografias etnográficas sobre seu povo Kambeba; é palestrante de assuntos indígenas e ambientais, professora, roteirista e atriz. Em 2013, lançou o livro de poesia Ay Kakyri Tama – Eu moro na cidade. Em 2014 participou de duas antologias: Marginalmente Falando (livro com vários poetas do Brasil) e Mãe Terra (com vários escritores indígenas). É membro da Organização do povo Omágua-Kambeba do Alto Solimões (OCAS) e membro da Academia Formiguense de Letras (AFL), em Formiga, MG. Atualmente, dá aula de licenciatura intercultural indígena para professores de aldeia, pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), desenvolve pesquisa sobre território, memória, identidade, mulher e cultura indígena.

Oficinas na SP Escola de Teatro

A programação do XI Circuito de Teatro em Português integra oficinas de Teatro na variante de: 3 de interpretação, 1 de material reciclável para bonecos de manipulação, 1 de corpo, 1 de voz, 1 de escrita criativa no âmbito da dramaturgia lusófona e 1 oficina sobre as artes no sistema prisional. Estas ações de formação visam criar relações entre estratégias e metodologias para ensinar competências que podem ser desenvolvidas no fazer teatral. Pretende-se a troca de experiências e intercâmbio cultural, promovendo um espaço de diálogo e reflexão entre os criadores e os participantes de países de expressão portuguesa. As oficinas são ministradas por diretores das companhias dos países representados no circuito.

14 a 18 de agosto (14h30 às 18h30) – Oficina de Bonecos com Materiais Recicláveis
Locais - Dias 14 e 15: CEU Meninos. Dias16 e 18: CEU Heliópolis.

19 de agosto (14h30 às 18h30) - Rompendo Muros da Prisão
Com: Luisa Pinto (Portugal)
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás 

21 de agosto (das 14h30 às 18h30) – Ética e Estética da Crioulização Cênica
Oficina de Interpretação com: João Branco (Cabo Verde) - SP Escola de Teatro do Brás
22 de agosto (14h30 às 18h30) – O Homem Amazônida na Construção da identidade Brasileira
Oficina e dramaturgia com: Douglas Rodrigues (Manaus/AM)
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás 

24 de agosto (das 19h30 às 22h) - Oficina Teórica-prática Baseada no Processo Criativo da Peça Nos Tempos de Gungunhana
Com: Klemente Tsamba (Moçambique)
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás 

25 de agosto (14h30 às 18h30) – O Corpo em Estado de Presença e Escuta
Com: Letícia Bortoletto e Júnior Lima
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás 

25 e agosto (19h30 as 22h30) – O Ator e o Estado de Prontidão
Com: Luiz Campos
Local: SP Escola de Teatro - Unidade Brás 

Verificar programação no site do evento.

SERVIÇO

Circuito de Teatro em Português
Local: Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo/SP. Tel: (11) 5061-1132
Abertura: 18 de agosto de 2017, às 19h30
Espetáculos: 19 a 27 de agosto de 2017
Inscrições p/ oficinas e seminários: www.spescoladeteatro.org.br/extensao-cultural-2017/cursos.php
Classificação indicativa: Consultar a sinopse dos espetáculos
Entrada franca – Ingressos disponíveis 1h antes de cada sessão.
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Produção: Dragão7 Produções Artísticas

Informações e programação: 

O Circuito também segue para cidades do interior de São Paulo e ABC Paulista (Cubatão, Diadema, Ubatuba, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos e Ilhabela).


Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sesc Belenzinho apresenta Africania com participação de Furmiga Dub

No dia 11 de agosto (sábado, às 21h), o Sesc Belenzinho recebe o show ORI da banda baiana Africania, que se apresenta no Teatro da unidade com participação especial do paraibano Furmiga Dub.

Induzido pela pujança dos tambores e a hipnose do agogô, o show é marcado pela energia vibrante e por atmosferas surrealistas que têm por intenção ressaltar o respeito ao sobrenatural. No palco, Bel (percussão e voz), Ravel Carvalho (percussões e voz), Luís Henrique (bateria e voz), Bob Bulhões (voz e percussão), Jonas Costa (baixo) e Edmário Junior (guitarra).

Não há como ficar ileso à música do Africania: desde as referências litúrgicas ao candomblé, até o desbunde do "samba-cabula-trance", cria-se ambientes catárticos. Muito mais do que uma apresentação musical, o show ORI é uma experimentação sinestésica. Com um repertório de 11 músicas autorais, o espetáculo é um louvor à ritmia afro-brasileira em sintonia com a música do mundo.

Idealizado, em 2006, por Bel da Bonita, o Africania é norteado por percussões que remetem à resistência e sacralidade da cultura afrobrasileira. A identidade sertaneja do grupo (de Feira de Santana), além de assegurar o respeito ao divino e ao vigor dos batuques, acolhe influências do afro-jazz e da música caribenha e eletrônica. O projeto acumula sete discos: Barro Branco (2006); Ori e Caverna Jazz Clube (ambos de 2008); Boi Roubado (2009); Trilhas Sonoras, Nano Música e Samba Cabula Trance (todos de 2010). Sua trajetória registra ainda trilhas sonoras para três espetáculos teatrais - Jardim de Plástico, Linha de Fogo e Entranhas - e apresentações em importantes festivais, entre eles Feira da Música (CE), Ceará Music e Ressonar Festival (BA), Festival Universo Paralelo (BA) e Festival de Inverno de Lençóis (BA).

Furmiga Dub é multi-instrumentista conhecido pela sua estética cocostep, inspirada na raiz musical do nordeste em colisão com samples e influências modernas. Essa prática já encontrava adeptos no movimento de valorização e evolução do regionalismo de DJ Dolores, Maga Bo, Marcelinho da Lua e Chico Correa. Cocostep é um desdobramento do tradicional coco - cuja célula percussiva serve de base para o baião, ragga e outros gêneros – que se aproxima do peso e da reverberação do dubstep. Furmiga foi violista de orquestras, tecladista no Emboscada New Reggae e Caronas do Opala, guitarrista no Sonora Samba Groove e percussionista no Macumbia. Bacharel em música, iniciou discotecagem de reggae e dubstep (de onde veio o nome artístico) e rodou o Brasil com a Cia Ser Tão Teatro como músico. Atualmente, mora em São Paulo e integra o coletivo responsável pela Freebeats, festa de rua sound system. Possui dois EPs: Ciranda de Maluco, com cinco remixes de obras do compositor paraibano Escurinho, e Cocostep, com cinco músicas autorais.

Serviço

Show: Africania
Participação: Furmiga Dub
11 de agosto. Sexta, às 21h
Local: TEATRO (392 pessoas)
Duração: 90min. Classificação etária: 12 anos.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Venda pelo Portal e unidades do Sesc.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho


Estacionamento: Para espetáculos com venda de ingressos após as 17h: R$ 15,00 (não matriculado); R$ 7,50 (credencial plena no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Clube de Leitura tem novo encontro Com Marcelino Freire no Sesc Belenzinho

O próximo encontro com o escritor Marcelino Freire - na quinta edição do Clube de Leitura do Sesc Belenzinho - acontece no dia 10 de agosto, quinta-feira, às 20h.

O livro abordado em agosto trata-se de Um Defeito de Cor, da mineira Ana Maria Gonçalves. A entrada é franca e o evento acontece na Biblioteca da unidade.

Ana Maria Gonçalves trabalhou como publicitária em São Paulo até 2002 quando foi morar em Itaparica escrever seu primeiro livro, Ao Lado e à Margem do que Sentes por Mim, e mais tarde fixou residência em Nova Orleans. Seu segundo romance, Um Defeito de Cor, de 2006, rendeu-lhe o Prêmio Casa de las Américas em literatura brasileira. A obra é inspirada em Luísa Mahin, uma ex-escrava africana, radicada no Brasil, que articulou revoltas e levantes de escravos na Província da Bahia, nas primeiras décadas do século XIX. O livro conta a trajetória de uma menina do Reino do Daomé, capturada como escrava aos 8 anos até sua volta à terra natal como mulher livre.

Marcelino Freire nasceu em 1967, em Sertânia, PE. Viveu no Recife e, desde 1991, reside em São Paulo. É autor, entre outros, dos livros Angu de Sangue (Ateliê Editorial) e Contos Negreiros (Ed. Record, Prêmio Jabuti 2006, publicado também na Argentina e México). Em 2004, idealizou e organizou a antologia de microcontos Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século (Ateliê). Alguns de seus contos foram adaptados para teatro. Participou de várias antologias no Brasil e no exterior. Criou a Balada Literária, evento que, desde 2006, reúne escritores nacionais e internacionais pelo bairro paulistano da Vila Madalena. É um dos integrantes do coletivo EDITH, pelo qual lançou o livro de contos Amar É Crime. No final de 2013, publicou seu primeiro romance, Nossos Ossos (Record), publicado também na Argentina (Ed. Adriana Hidalgo) e na França (Ed. Anacaona), com o qual ganhou o Prêmio Machado de Assis 2014 de Melhor Romance pela Biblioteca Nacional.

O Clube de Leitura é uma série de encontros mensais em que os leitores se reúnem para conversar sobre livros sugeridos pelos participantes, em parceria com o Sesc. No decorrer do ano, os convidados selecionam os livros que são temas das conversas.

Serviço – Clube de Leitura

Encontro: Clube de Leitura: Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves
Com Marcelino Freire
Livre. Grátis. Biblioteca. Até 09/11.
10 de agosto. Quinta, das 20h às 21h30

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento: Para espetáculos com venda de ingressos após as 17h: R$ 15,00 (não matriculado); R$ 7,50 (credencial plena no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).


OUTRAS ATIVIDADES – LITERATURA

Oficina: Papel e Caneta
Com Bruna Beber

Laboratório de poesia voltado para quem está começando a escrever poesia e quer apurar o engenho da escrita do poema, tendo como finalidade a produção de um pequeno livro. Os encontros terão como foco a experimentação e o desenvolvimento dos caminhos da escrita. Leitura, exercícios e comentários. Do limbo ao verso, do verso ao poema, do poema à plaquete.
Inscrições: Credencial plena - dia 04/07, a partir das 14h. Credencial atividade e público em geral - dia 07/07, a partir das 14h. Vagas remanescentes - dia 08/07, a partir das 11h.
Local: Hall das Oficinas (1º pavimento). Grátis. Livre.
Até 24/08. Sábados e domingos, das 19h às 22h

Curso: Ficção 21
Com Nelson de Oliveira

Criação, desenvolvimento e conclusão de um projeto literário em prosa de, no máximo, 21 páginas, que será acompanhado pelos escritores convidados. Para se inscrever é necessário entregar a sinopse do texto que será trabalhado durante as oficinas. Local: Local: Sala de Oficinas 3. Acima de 16 anos. Grátis
15/08 a 03/10. Terças, das 19h às 22h.

Sarau: Slam das Minas
Com Nelson de Oliveira

Os Slams são campeonatos de poesia, em que os participantes se apresentam, geralmente em até três minutos, e são avaliados por um júri formado pela plateia, que dá notas de 0 a 10 e elege o campeão da noite. Ao fim do ano, é eleito um vencedor que participa da competição nacional,o Slam BR. O Slam das Minas SP surgiu em 2016 com o objetivo de garantir a representação feminina no torneio nacional de poesia. O grupo é formado pelas poetas Mel Duarte, Carolina Peixoto, Pam Soares e Luz Ribeiro, primeira mulher a vencer o Slam BR em 2016, representante do Brasil na Copa Mundial de Poesia, na França, em 2017. No evento acontece o momento de apresentações com microfone aberto e depois a batalha de poesia autoral (somente gênero feminino), além da discotecagem de Luz Ribeiro.
Local: Comedoria. Livre. Grátis
Até 31/08. Quinta, das 19h às 22h.


MEDIAÇÕES: Promove encontros sobre a temática das ações em torno da literatura.

Leitura literária: Entre Livros, Sustos e Risos
Com Cia. Arte Negus

O susto e a atração pelo desconhecido é o que move essa sessão de mediação de leitura. Sabe aquela sensação de querer superar temores? A imaginação é alimentada e oxigenada pelas referências que encontra durante o dia. Então se enveredar por entre livros é um modo de levar variadas referências para nossas mentes, este projeto propõe explorar o potencial dos livros através da mediação de leitura, no intuito de percebê-los como alimentos imaginários que devem ser saboreados, página a página, e, quem sabe, vencer nossos medos.
Local: Biblioteca. Livre. Grátis.
01/07 a 27/08. Sábados e domingos, das 14h às 16h.



Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho


Estacionamento: Para espetáculos com venda de ingressos após as 17h: R$ 15,00 (não matriculado); R$ 7,50 (credencial plena no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Em único espetáculo, Companhia de Danças de Diadema apresenta Força Fluída (estreia) e EU por detrás de MIM no Sesc Consolação

Força Fluida
O Sesc Consolação apresenta a Companhia de Danças de Diadema nos dias 12 e 13 de agosto, sábado (às 21h) e domingo (às 18h). A apresentação, dividida em dois atos, mostra o presente de uma companhia atuante e criativa, há 22 anos: a estreia de Força Fluída, espetáculo coreografado pelo sul-coreano Jaeduk Kim, e EU por detrás de MIM, criação de Ana Bottosso, que estreou em janeiro de 2017.

Força Fluída harmoniza força e delicadeza em movimentos inspirados na cultura ancestral oriental pelo viés contemporâneo de Jaeduk. EU por detrás de MIM é uma montagem que reflete o universo existente por detrás dos espelhos, inspiração de Bottosso a partir de obras do artista visual Olafur Eliasson e do conto O Espelho, de Guimarães Rosa.

Força Fluída

Após encontro casual com o artista Jaeduk Kim, da companhia Modern Table (da Coreia do Sul) em um festival internacional de dança, a Companhia de Danças de Diadema estabeleceu intenso elo artístico com o coreógrafo por meio de workshops, apreciações, reflexões e pesquisas em parceria. Esse intercâmbio de informações culminou na proposta de realização da obra Força Fluída, criada pelo coreógrafo especialmente para a Companhia. 

Jaeduk, um artista de múltiplas facetas, também criou a trilha sonora baseada em cânticos de sua tradição oriental, utilizando a sonoridade de instrumentos típicos de sua cultura e voz monocórdia. O coreógrafo transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a trilha sonora, ora expressando-se com a força de um guerreiro, ora como a delicadeza de uma folha caindo no outono. Estes e demais elementos da ancestral cultura oriental se encontram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo e sensível do artista e dos intérpretes da Companhia que atuam em Força Fluída.    

Sinopse: O fluxo natural vem da natureza. O fluxo da respiração esta de acordo com a natureza. Qual é a força que flui...? O que faz o forte fluir...? (Jaeduk Kim)

Ficha técnica – Coreografia: Jaeduk Kim (Coreia do Sul). Direção Geral: Ana Bottosso. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Jaeduk Kim. Desenho e operação de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Daniela Garcia / Renato Alves. Concepção figurino: Jaeduk Kim. Confecção de figurino: Célia Bonifácio. Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Professor convidado: Luis Arrieta. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.  Assistentes de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

EU por detrás de MIM

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo existente por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia de EU por detrás de MIM. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta, e outras questões, surgiram durante o processo de criação, norteando a pesquisa cênica, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema.

EU por detrás de MIM
Desde um primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a a iniciar uma pesquisa sobre o assunto. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. E esta ambiguidade foi trazida para o corpo, traduzida pela dança”, comenta a coreógrafa.

Posteriormente a esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também da obra literária O Espelho, conto de Guimarães Rosa no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter a ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir com o seu EU comum, é o desafio desta obra; também é um convite à reflexão do espectador”, argumenta Ana Bottosso. O espetáculo foi indicado aos prêmios Governador do Estado de São Paulo e APCA 2017, ambos pela concepção coreográfica.

Ficha técnica - Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Fábio Cardia. Desenho e operação de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Renato Alves. Concepção figurino: Ana Bottosso. Confecção figurino: Cleide Aniwa. Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Professor convidado: Luis Arrieta. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.  Assistentes de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Serviço

Dança: EU por detrás de MIM & Força Fluída
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 12 e 13 de agosto. Sábado (21h) e domingo (18h)
Local: Teatro Anchieta (280 lugares)
Duração: 105 min. Gênero: Dança. Classificação: 14 anos.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$10,00 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) e R$ 6,00 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Venda pelo Portal sescsp.org.br e nas bilheterias do do Sesc São Paulo.
Bilheteria: segunda a sexta-feira (12h às 22h), sábado (10h às 21h) e domingo (16h30 às 18h). Aceita Cheque e todos os cartões
Ar condicionado e acesso universal. Não faz reservas. Não possui estacionamento.

Sesc Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque. SP/SP.
Tel: (11) 3234-3000
www.sescsp.org.br/consolacao