segunda-feira, 1 de abril de 2019

Companhia de Danças de Diadema apresenta EU por detrás de MIM no XII Visões Urbanas

Foto de Ligiane Braga

A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo EU por detrás de MIM no dia 7 de abril (domingo, às 11h10), na Casa das Rosas com ingressos grátis. Com direção e coreografia de Ana Bottosso, a montagem foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa.

Esta apresentação integra a 12ª edição do Visões Urbanas – festival internacional de dança em paisagens urbanas, concebido e realizado por Ederson Lopes e Mirtes Calheiros. O evento acontece de 5 a 19 de abril, reunidno artistas do Brasil, Bélgica, Itália, Estados Unidos e Ucrânia, em oito espaços de São Paulo: Vale do Anhangabaú, Instituto Italiano di Cultura, Casa das Rosas e unidades Santo Amaro e Campo Limpo do Sesc. Acesse: http://visoesurbanas.com.br/2017/programacao/.

EU por detrás de MIM

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia de EU por detrás de MIM. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta, e outras questões, surgiram durante o processo de criação, norteando as pesquisas cênicas da obra, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema. Já a trilha sonora foi especialmente criada por Fábio Cardia, fazendo uma analogia aos reflexos sonoros.

Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a a iniciar uma pesquisa sobre o assunto. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. E esta ambiguidade foi trazida para o corpo, traduzida pela dança”, comenta a coreógrafa.

Após esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também do poético conto O Espelho, de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir com o nosso EU comum é o desafio do espetáculo, que também convida o expectador a uma reflexão”, argumenta Ana Bottosso. 

Ficha técnica

Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso
Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistência de coreografia: Carolini Piovani
Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Julia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
Concepção musical: Fábio Cardia
Desenho e operação de luz: Silviane Ticher
Sonoplastia: Daniela Garcia
Concepção figurino e adereços cênicos: Ana Bottosso
Confecção figurino: Cleide Aniwa
Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinicius
Dança moderna: Reinaldo Soares
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Assistente de produção: Daniela Garcia e Jehn Sales

Prêmios: APCA 2017 (Ana Bottosso, Melhor Criação Coreográfica) e Governador do Estado de São Paulo para a Cultura 2018 (Ana Bottosso, modalidade Dança / Coreografia).

www.ciadedancas.apbd.org.br/ | Facebook @companhiadedancas | Instagram @ciadedancasdiadema

Serviço

Espetáculo/dança: EU por detrás de MIM
Com: Companhia de Danças de Diadema
Data: 7 de abril - Domingo, às 11h10
Ingressos: Grátis. Duração: 35 min. Classificação: Livre
Local: Casa das Rosas
Av. Paulista, 37. Paraíso, SP/SP. Tel: (11) 3285-6986

Festival: Visões Urbanas

quarta-feira, 20 de março de 2019

Comédia HOMENS NO DIVÃ encerra temporada no Teatro Fernando Torres

A comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro com texto de Miriam Palma, encerra sua temporada no Teatro Fernando Torres, no dia 24 de março, domingo, com sessão às 19h. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e fatos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente, em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum. À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar e muito as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela Darson Ribeiro.

Ficha técnica

Espetáculo: Homens no Divã. Texto: Miriam Palma (título original Desesperados). Direção geral: Darson Ribeiro. Elenco: Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro. Voz da psicanalista: Marília Gabriela. Voz da secretária: Cecilia Arienti: Cenografia, trilha, luz e figurino: Darson Ribeiro. Fotografia: Eliana Souza. Design: Ricardo Gonçalves. Diagramação: Torino Comunicação. Plotagem: Raio X Empresarial.  Coordenação de montagem: Rodrigo Souza. Montagem e operação de luz e de som: João Marcos Costa. Iluminotécnica: LPL Lighting Productions. Administração e assistência de produção: Marco Alvarenga. Assessoria de imprensa: Verbena. Transportadora oficial e logística: Personnalite Transportes & Mudanças. Tapete especialmente confeccionado: By Kamy. Persianas especialmente confeccionadas: Hunter Douglas/Casa Mineira. Apoio cultural: Porto Seguro. Realização: Dr Darson Ribeiro Produções.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Temporada: 15 de fevereiro a 24 de março
Dias e horários: sexta (21h30), sábado (21h) e domingo (19h)
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00) - Associados Porto Seguro têm 50% de desconto.
Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos.

Teatro Fernando Torres
Rua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé, São Paulo/SP. (Metrô Tatuapé e Carrão)
Tel.: (11) 2227-1025
Capacidade: 685 lugares. Acesso PNE. Ar condicionado. Segurança 24h. Café.
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Bilheteria: de terça a domingo das 14h às 20h. Aceita $, cartões crédito/débito.
Estacionamento no local: R$ 20,00/Estapar 

terça-feira, 12 de março de 2019

Homens de Papel, de Plínio Marcos, ganha encenação de Sergio Ferrara no Teatro Nair Bello


Diretor e elenco - foto de Enrique Espinosa
A Escola de Atores Wolf Maya apresenta espetáculo concebido por sua Turma M6C, Homens de Papel, obra de Plínio Marcos com direção de Sergio Ferrara.

As apresentações acontecem entre os dias 5 e 14 de abril (de sexta a domingo), no Teatro Nair Bello.

O enredo traz a história de um grupo de catadores de papel e suas relações de trocas comerciais exploradoras, enfatizando sempre a busca humana pela sobrevivência. A montagem é um estudo sobre o texto de Plínio Marcos (1935-1999), um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor de inúmeras peças de teatro, escritas em sua maioria na época do regime militar.

O diretor Sergio Ferrara destaca sua forte ligação com Plínio Marcos. “Nossa amizade era profunda. Dirigi Barrela, em 1999, na Ocupação do Teatro de Arena de São Paulo com o próprio Plinio acompanhando os ensaios. Ele faleceu com a montagem em cartaz, que ele considerava a melhor encenação desse texto”. Após sua morte, Ferrara também dirigiu Abajur Lilás, que era um desejo do autor, sendo sucesso de público e crítica.

Sergio Ferrara é professor e diretor. Integrou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral), supervisionado por Antunes Filho, por 10 anos. Recebeu o Prêmio APCA de melhor diretor por Pobre Super-Homem, de Brad Fraser. Foi diretor convidado da EAD-USP, onde dirigiu a peça Vereda da Salvação, de Jorge Andrade. Desenvolveu, junto ao grupo Os Satyros, um projeto sobre a Praça Roosevelt, no qual dirigiu o texto A Noite do Aquário, de Sérgio Roveri. Além do trabalho como diretor teatral, Ferrara é diretor de Montagem Teatral e professor de Expressão Corporal na Escola de Atores Wolf Maya.

Ficha técnica

Texto: Plínio Marcos. Direção: Sérgio Ferrara. Elenco: Turma M6C - Adalia Pereira, Alyne Montenegro, Beatriz Eiras, Bianca de Souza, Bryan Parasky, Christopher Ruas, Danilo Aburad, Everaldo Cortes, Gabrielly Brás, Íris Ghanem, Ella Goes, Juliana Ferrari, Larissa Palacio, Leandro Tadeu, Lia Benacon, Luiza Lindholm, Marcelo Pereira Felix, Mariana Murari, Maurício Fiori, Pedro Bonilha, Raphael Moretto, Vinicius Nascimento, Wenis Caetano e William David. Assistência de direção: André Pottes, Dani Rombolli, Enrique Espinosa, Gabriella Brito, Hellen Miranda, Igor Lima e Jo Luna. Preparação corporal: André Pottes. Preparação vocal: Nádia Vilela. Figurino e trilha sonora: O elenco. Criação de luz: Beto Martins. Produção: Maristela Bueno e Rodrigo Trevisan. Assintência de produção: Dani Rombolli. Design gráfico: Felipe Barros. Registro fotográfico: Enrique Espinosa. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

Serviço

Espetáculo: Homens de Papel
Temporada: 5 a 14 de abril – Sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)
Ingressos: R$ 15,00 - Vendas na bilheteria do teatro.
Duração: 80 min. Gênero: Drama. Não recomendado para menores de 12 anos.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.

segunda-feira, 11 de março de 2019

O Santo Dialético encontra os escombros do Brasil atual


Espetáculo do Teatro do Incêndio volta ao cartaz em resposta às vozes suprimidas no país.

O Teatro do Incêndio reestreia O Santo Dialético no dia 30 de março (sábado, às 20h), para uma curta temporada com apenas oito apresentações.

Com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca, a montagem - resultante do processo de pesquisa do projeto A Teoria do Brasil - investiga os vestígios da essência ancestral do brasileiro por meio de pessoas que, vivendo em São Paulo, perderam o contato com suas origens, e passaram a habitar um mundo determinado por valores urbanos.

Dividida em dois atos, a montagem parte do ponto de vista de pessoas comuns, inquietadas pelo esquecimento e pela perda de fatos de sua própria história. Elas seguem, então, em busca de uma mitologia que possa explicá-la. A peça propõe o entendimento da descaracterização do negro, do índio e do próprio europeu (transformados em outra raça), indo à procura desse “novo povo”, o brasileiro, levando cada personagem numa espécie de voo interior rumo à própria raiz.

Com música ao vivo e trilha sonora original, a peça propõe uma paisagem diversa, levando o público por lugares do centro, periferia e interior do Brasil. No intervalo, pratos da culinária brasileira como baião de dois, galinhada, acarajé etc, preparados durante o primeiro ato pelo próprio diretor, são oferecidos ao público, por um valor à parte. “A ideia é que o teatro seja, além de um lugar de apresentações, um espaço de agradável permanência, mesmo depois da sessão”, diz Marcelo Marcus Fonseca, autor e diretor de O Santo Dialético, “um lugar de comunhão, principalmente nos dias de hoje, quando precisamos lembrar que temos uns aos outros”, completa.


O enredo traz seis histórias paralelas, entrecortadas, que criam um mosaico da mistura racial brasileira: um índio, tirado aos oito anos de sua tribo por padres, retorna do seminário para encontrar sua aldeia; uma moradora de rua acredita ter sido chamada para uma missão e encontra o sincretismo pelo caminho; um casal negro, evangélicos, vive o drama de não conseguir ter filhos, enquanto o marido é atormentado por sons antigos que ele não reconhece; e um publicitário não se encontra no próprio corpo, enquanto sua mulher sofre de uma doença terminal.

O Santo Dialético cumpriu temporada, durante quase todo o ano de 2016, na antiga sede do grupo. Agora retorna adaptado ao atual teatro, com pequenas alterações necessárias para atualização do diálogo frente à situação do país.

Ficha técnica

Texto e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca.
Figurino: Gabriela Morato.
Direção musical, composições originais: Bisdré Santos.
Música ao vivo: Bisdré Santos, Yago Medeiros e Renato Silvestre.
Iluminação: Marcelo Marcus Fonseca e Valcrez Siqueira.
Assistência de sonoplastia: Victor Castro.
Adereços: André Souza, Gabriela Morato e Fabrízio Casanova.
Trilha sonora mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Bisdré Santos.
Coreografias e preparação corporal: Gabriela Morato.
Assistência de produção/figurino/adereços e bilheteria: jovens do projeto de Vivência Artística no Teatro do Incêndio.
Fotos: Giulia Martins e João Caldas.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Realização e produção: Cia. Teatro do Incêndio.

Elenco: Gabriela Morato, Francisco Silva, Elena Vago, Ágata Matos, Carlos Gomes, Marcelo Marcus Fonseca, Valcrez Siqueira, André Souza, Victor Castro, Yago Medeiros, Renato Silvestre e jovens do projeto Vivência Artística.
Atriz mirim: Laura de Rita.
Jovens do projeto Viência Artística no Teatro do Incêndio: Guilherme Berkoff, Heloisa Feliciano, Isabela madalena, Jade Buck e Pamela Cristina.


Serviço

Sinopse - O Santo Dialético explora a perda da ancestralidade e da identidade da formação étnica do brasileiro na cidade de São Paulo, por meio de pessoas comuns que buscam respostas para o chamado da própria raiz. Misturando teatro, dança e música ao vivo, a curta temporada traz apenas oito apresentações.

Espetáculo: O Santo Dialético
Restreia: 30 de março. Sábado, às 20h
Temporada: sábados (às 20h) e domingos (às 19h) – Até 21 de abril
Ingresso: R$ 60,00 (dinheiro ou cartão de débito)
Duração: 150 min. (com intervalo de 20 min e jantar opcional)
Gênero: Drama musical. Classificação: 14 anos. Capacidade: 80 lugares.

Teatro do Incêndio
Rua 13 de Maio, 48. Bela Vista/SP.
Tel: (11) 2609 3730 / 2609 8561
Estacionamento em frente ao teatro. Local para comer.
Facebook e Twitter: @teatrodoincendio

Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Lua de Sangue reúne textos de Garcia Lorca em encenação da Escola de Atores Wolf Maya


A Escola de Atores Wolf Maya apresenta espetáculo Lua de Sangue, concebido por sua Turma M6A, inspirado em obras de Frederico Garcia Lorca.

Com direção de Kleber Montanheiro, as apresentações acontecem nos dias 9 e 10 de março (sábado e domingo) e entre os dias 14 e 17 de março (quinta a domigo), no Teatro Nair Bello.

A montagem é um estudo que celebra o universo de García Lorca (1898-1936). O grupo de formandos coloca em cena um diálogo cruzado que se estabelece entre três importantes obras do poeta e dramaturgo espanhol: Bodas de Sangue, Yerma e A Casa de Bernarda Alba. Segundo o diretor, a peça traz as relações existentes nos três textos. A história se passa em uma aldeia por onde circulam personagens de Bodas de Sangue que se relacionam com outros de Yerma e A Casa de Bernarda Alba.

Kleber Montanheiro é produtor, ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador. Com formação plural, trabalhou como assistente e criador de mestres do teatro nacional como Gianni Ratto, Roberto Lage, Wagner Freire, Antônio Abujamra, Myriam Muniz e Naum Alves de Souza. Ganhou os prêmios: APCA 2008 por Sonho de Uma Noite de Verão e FEMSA 2009 por A Odisséia de Arlequino, ambos de melhor diretor; APCA e FEMSA 2012 pelos cenários e figurinos de A História do Incrível Peixe Orelha; e FEMSA 2013 de melhor iluminação por Crônicas de Cavaleiros e Dragões, de Paulo Rogério Lopes - inspirado em livro A Saga de Siegfried, de Tatiana Belinky.

Ficha técnica - Texto: Frederico García Lorca (adaptação coletiva de Bodas de Sangue, Yerma e A Casa de Bernarda Alba). Direção, cenário e desenho de luz: Kleber Montanheiro. Elenco: Turma M6A da Escola de Atores Wolf Maya - André Albuquerque, Andressa Miranda, Bruno Peres, Carolinne Assis, Carol Meyer, Giovanna Paola, Giovanni Pilan, Larissa Antonello, Layla Faraj, Liz Olivier, Lucas Amorim, Luiza Loup, Luiza Martucci, Marcela Fernandes, Marcela Furlan, Natália Melli, Rafael Licks, Rayssa Emy, Thaisa Carvalho e Thiago Lima. Trilha sonora: criação coletiva. Figurino: criação coletiva com apoio do acervo da Cia. da Revista. Preparação vocal: Alessandra Zalaf. Operação de luz: Beto Martins. Assistência de direção: Luana Pessi e Sarah Angelis. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Design gráfico: Felipe Barros. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

Serviço

Espetáculo: Lua de Sangue
Dias 9 e 10 de março - sábado (21h) e domingo (às 19h)
Dias 14, 15, 16 e 17 de março - quinta a sábado (às 21h) e domingo (às 19h)
Ingressos: R$ 15,00 - Vendas na bilheteria do teatro.
Duração: 80 min. Gênero: Drama. Não recomendado para menores de 12 anos.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h)

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.

Darson Ribeiro leva O HOMEM QUE QUERIA SER LIVRO às bibliotecas municipais em apresentações grátis, em março

Darson Ribeiro apresenta, em março, seu espetáculo solo no circuito
Biblioteca Viva, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo,
passando por Itaquera, Ermelino Matarazzo, Vila Prudente, Santana,
Aricanduva, São Miguel Paulista, Pinheiros, Tatuapé, Perus e Vila Carrão.

Foto de Eliana Souza
O Homem que Queria Ser Livro é um título criado por Darson Ribeiro diante de um misto de história pessoal da infância e o seu atual momento, sempre tendo o teatro como meio de vida e expressão. Convidou Flavio de Souza para desenvolvê-lo, diante do que o próprio autor chama de “ótima embocadura para o ator”. Flávio é autor premiado com Fica Comigo Essa Noite e Castelo Ra Tim Bum. “Flavio consegue tratar de assuntos atuais e atemporais com dramaticidade e bom humor”, explica Darson.

Foi diante dessa contemporaneidade de pensamentos, mesclada a ensinamentos milenares e, ao mesmo tempo, extratemporais, que surgiu o convite para que Rubens Rusche assumisse a direção. “Rubens é um tipo de diretor que já quase não há. Ele pensa primeiro na lógica da escrita e vai, aos poucos, criando e demarcando laços de vogais a sentenças, dando volume, peso e dramaticidade ao que se lê, com o foco sempre no corpo do ator. O que se fala deve ser sentido primeiramente no corpo, só assim a voz se torna crível para contagiar as pessoas e, consequentemente, a emoção”, diz Darson. “E para fechar essa produção com chave de ouro, convidei Ney Matogrosso para gravar a canção ‘Coração de Luto’, do Teixeirinha, que abre a peça”, finaliza.

Sobre o espetáculo

O título O Homem que Queria Ser Livro é quase um trocadilho entre “li-vro” e “li-vre”. Segundo Darson Ribeiro, é o teatro em busca de algo que a maioria das pessoas, muitas vezes, esquece ou mesmo ignora: a retomada da criança interior, no sentido humanista da ação.

Com esta montagem, Darson não teve como objetivo realizar uma “ode” ao livro, mas utilizar-se desse instrumento milenar para, por meio do teatro, reforçar ao to de “pensar em si”. Para ele, “a sugestão fica: tudo está em nós mesmos”. Em 45 minutos, em um tom confessional, o ator apresenta de forma crua e sutil, em tons variantes entre drama, humor e poesia, um reverso desse mundo caótico, justamente pela falta de humanidade, e, consequentemente, por falta da leitura, o homem consigo mesmo. E ele cita Jorge Luis Borges: “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria. ”

Esse ‘homem-livro’ do espetáculo se pendurou aos livros e ficou suspenso no ar – também no sentido metafórico do não alcance terreno, como se as palavras tivessem o poder de suspender, elevar, prum céu sonhado. “As pessoas já não sonham mais, sequer imaginam”, reflete o artista. Ao contrário de um ‘anjo caído’, o ‘homem-livro’ desobedeceu aos homens, não ao Divino, e flutuou nas letras usando as capas dos livros como alicerce. E, diante de tamanho embrenhamento nas histórias, vê-se como Dom Quixote. Mas, afinal, os livros são aquilo que também o faz sair da fantasia e entender a realidade. E aí, ele vence.

Sobre a participação de Ney Matogrosso - A ideia de Darson Ribeiro em convidar Ney Matogrosso foi pela neutralidade do que ele consegue fazer com a voz e, ao mesmo tempo, o tamanho de dramaticidade que ele impõe quando canta.  “Coração de Luto” nunca teve uma versão a capella. A primeira aparição de Darson no palco interpretando uma adaptação desta canção, feita pela sua mãe, aos cinco anos.

O texto, pelo autor Flavio de Souza - “O H. Q. Q. S. L. conta a trajetória de um homem que demorou para descobrir qual era sua missão na vida: fazer parte do grupo que mantém acesa a chama da sabedoria no mundo, neste momento histórico em que a falta de valores da maior parte da humanidade leva cada vez mais à desvalorização de virtudes e humanismo. A partir do título-ponto de partida criado pelo Darson, um ator-realizador, fiz um roteiro-enredo começando pelo amor de ambos pelos livros; e aí escrevi, usando quase que só a parte da minha mente-cérebro, onde atua a intuição, com a firme intenção de tornar divertida uma história um tanto pesada, com o maior número possível de brincadeiras com palavras.

O que diz o diretor Rubens Rusche - Após a perda de um ente querido, diante do enigma da morte e do nada, um homem sai em busca do sentido da vida, buscando nos livros seu alicerce. Nessa solidão, tornando-se um solitário e voraz leitor de livros para se defender da confusão mental que o invade, passa a encarnar, física e psicologicamente, diversos personagens de ficção, entre os quais, o cavaleiro da triste figura, Dom Quixote. No entanto, sofrerá um profundo e devastador abalo: a morte inesperada de sua mãe. Não reunindo mais forças para recorrer à imaginação e fugir assim da realidade, é por fim tragado por um escuro e profundo abismo, um poço sem fundo, que, milagrosamente, consegue superar e retornar à luz, transformado, renascido. O Homem que Queria Ser Livro fala sobre vida e morte, bem como da necessidade que temos de atar essas duas pontas de nossa existência, de modo a formar um eterno círculo, um eterno retorno. Fala da autossuperação através do amor, de como devemos deixar de ser demasiadamente humanos e tornarmo-nos verdadeiramente humanos. O teatro, para nós, não pode ser apenas um meio de expressão estética, um veículo de uma mensagem qualquer ou um local de mero entretenimento. Precisa ser, sobretudo, uma espécie de ferramenta cirúrgica para uma operação transcerebral, para uma descida até o âmago do Ser, até esse ponto imóvel onde jaz a verdadeira criação. Essa perfuração, essa imersão, essa descida até as profundezas do espírito, é o que deve constituir a única pesquisa fecunda do artista.

Ficah técnica: Idealização, título e interpretação: Darson Ribeiro. Texto: Flavio de Souza. Direção: Rubens Rusche. Participação especial: Ney Matogrosso (na canção “Coração de Luto”, de Teixeirinha. Assistentência de Direção: Arnaldo D’Avila. Cenário e figurino: Darson Ribeiro. Fotografia: Eliana Souza. Design gráfico: Iago Sartini. Diagramação: Torino Comunicação. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Visagismo: Claudio Germano. Design de luz: Rodrigo Souza. Iluminotécnica: Ednei Valdoski LPL Lighting Productions. Operação de luz e som: João Marcos Barbosa. Edição de som: Lalá Moreira DJ. Gravação: Estúdio Alma Sintética (RJ). Trilha sonora: Rubens Rusche. Vozes em off: Arnaldo D’Ávila, Juju Bac, João Marcos Costa, Rodrigo Souza e Cris Broilo. Armazenamento e logística: Personnalite Transportes & Mudanças. Produção: Dr Produções. Realização: Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Serviço / BIBLIOTECA VIVA

Cronograma de apresentações:

7 de março (quinta, às 14h30) - Biblioteca Vinicius de Moraes           
Av. Jd Tamoio, 1119, Cj. José Bonifácio, Itaquera. Tel: (11) 2521-6914

9 de março (sábado, às 14h) - Biblioteca Rubens Borba
Rua Sampei Sato, 440, Ermelino Matarazzo. Tel: (11) 2943-5255

10 de março (domingo, às 11h) - Biblioteca Ricardo Ramos
Pça. Centenário de Vila Prudente, 25, Vila Prudente. Tel: (11) 2273-4860

16 de março (sábado, às 11h) - Biblioteca Narbal Fontes
Rua Cons. Moreira de Barros, 170, Santana. Tel: (11) 2973-4461

17 de março (domingo, às 11h) - Biblioteca Milton Santos
Av. Aricanduva, 5777, Jd. Aricanduva. Tel: (11) 2726-4882

20 de março (quarta, às 14h30) - Biblioteca Raimundo de Menezes
Av. Nordestina, 780, São Miguel Paulista. Tel: (11) 2297-4053

23 de março (sábado, às 14h) - Biblioteca Álvaro Guerra
Av. Pedroso de Moraes, 1919, Pinheiros. Tel: (11) 3031-7784

29 de março (sexta, às 14h) - Biblioteca Prof. Arnaldo Giácomo Magalhães
Rua Restinga, 136, Tatuapé. Tel: (11) 2295-0785

30 de março (sábado, às 14h) - Biblioteca Padre José de Anchieta
Rua Antonio Maia, 651, Perus. Tel: (11) 3917-0751

31 de março (domingo, às 11h) - Biblioteca Lenyra Fraccarolli
Pça. Haroldo Daltro, 451, Vila Nova Manchester, Carrão. Tel: (11) 2295-2295


Espetáculo: O Homem que Queria Ser Livro
Idealização, título e interpretação: Darson Ribeiro
Texto: Flavio de Souza. Direção: Rubens Rusche. Participação especial: Ney Matogrosso.
Duração: 45 minutos. Gênero: Drama. Classificação: Livre

Programa: Biblioteca Viva
Temporada: de 7 a 31 de março/2019
Local: Bibliotecas Municipais da Secretaria Municipal de Cultura
Ingressos: Grátis

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Hugo Coelho dirige peça de Aristófanes na formação de atores da Escola Wolf Maya


A Escola de Atores Wolf Maya apresenta espetáculo concebido por sua Turma M6B, A Greve do Sexo, obra de Aristófanes com direção de Hugo Coelho. As apresentações acontecem no período de 22 a 31 de março (de sexta a domingos), no Teatro Nair Bello.

No enredo, exausta das consequências da guerra, Lisístrata, uma ateniense, resolve convocar as mulheres gregas para convencê-las a fazer uma greve de sexo até que seus maridos resolvam assinar um tratado de paz. A montagem um estudo sobre o texto, também conhecido como Lisístrata, do dramaturgo grego (que viveu entre 447 e 385 a.C.). “Nossa montagem faz uma leitura contemporânea, procurando manter viva a essência provocadora e debochada da obra original", comenta o diretor Hugo Coelho.

Hugo Coelho é formado em filosofia, e ator e diretor de teatro e televisão. No teatro, recentemente dirigiu e adaptou o conto homônimo de Sergio Sant’Anna, O Monstro, com Genezio de Barros no Teatro Vivo. É ganhador do premio Myriam Muniz com o projeto de pesquisa Paixões Humanas, uma breve história do teatro ocidental. Dirigiu, mais recentemente, os espetáculos: À Espera, de Sergio Roveri; Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fo com Dan Stulbach; (Selvagens) Homem de Olhos Tristes, de Händl Klaus, texto comtemporâneo inédito no Brasil; Hoje Tem Mazzaropi, de Mario Viana; Retratos, de William Douglas Home; e Os Jogadores, de Nikolai Gogol. Atuou nos espetáculos: Assim é (se lhe Parece), de Luigi Pirandello, direção de Marco Antônio Pâmio; O Terraço, de Jean Claude Carrière, direção de Alexandre Reinecke; e Motel Paradiso, de Juca de Oliveira, direção de Roberto Lage. Na televisão, trabalhou na Bandeirantes, no SBT e na Rede Globo, nas áreas de teledramaturgia e teleducação como diretor; já como ator, participou das novelas Revelação e Amor e Revolução (SBT) e Água na Boca (TV Band).

Ficha técnica - Texto: Aristófanes. Direção e ambientação cênica: Hugo Coelho. Elenco: Turma M6B - Alexandre Ammano, Amanda Forte, Carolla de Rossi, Christiane Ohnmacht, Dayse Santos, Gabriella Oliveira, Giulia Lucci, Guilherme Hillwegg, Igor Berigo, Isabella Delalamo, Jarla Zimmer, Juliana Oliveira, Marcelo Ullmann, Monique Perdomo, Rafael Alvim, Rebeca Oliveira, Renata Aguirre, Rony Frauches, Vitor Nonno, Yasmine Salomão. Assistência de direção: Debora Rodrigues e Rodrigo Chueri. Preparação vocal: Adriana Pires. Figurino: Carolla de Rossi, Amanda Forte e Gabriella Oliveira. Maquiagem: Amanda Forte. Adereços: Luís Carlos Rossi. Trilha sonora: Marcelo Ulmann, Rony Frauchese e Giulia Lucci. Criação de luz: Rodrigo Alves. Operação de som: Rodrigo Chueri. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Design gráfico: Felipe Barros. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

Serviço

Espetáculo: A Greve do Sexo
Temporada: 22 a 31 de março
Horários: sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)
Ingressos: R$ 15,00 (vendas na bilheteria do teatro)
Gênero: Comédia. Duração: 80 min. Classificação: 12 anos.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.