quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Companhia de Danças de Diadema apresenta o 22º Cirandança inspirado no Tropicalismo


Três dias de apresentações grátis reúnem cerca de 600 participantes, entre alunos, artistas orientadores e agentes culturais, com última sessão no dia do aniversário de Diadema (8/12).

A 22ª edição do Cirandança, tradicional evento da Companhia de Danças de Diadema, acontece nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, no Teatro Clara Nunes no Centro Cultural Diadema. O Tema de 2019 é Tropicális, sendo todos os espetáculos inspirados no movimento tropicalista: a cada dia as apresentações são diferentes.

As sessões são grátis e ocorrem às 20 horas na sexta-feira, às 17 horas no sábado e às 19 horas no domingo.

O evento encerra as atividades do ano do projeto Bailando em Ciranda. Tropicális reúne aproximadamente 600 participantes das Oficinas de Dança, ministradas pelos profissionais da Companhia de Danças de Diadema. Os protagonistas são, desde crianças a idosos, participantes do projeto de dança-educação desenvolvido com e para a população da cidade de Diadema, desde 1995, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de Diadema. E são os integrantes desta população, pessoas que amam a dança, que se reúnem ao final de cada ano para apresentar um espetáculo múltiplo com o intuito de divertir, informar, provocar reflexões e inspirar os espectadores.

Tropicális mostra, por meio da dança, a efervescência criativa no Brasil, na época do surgimento da Tropicália, movimento que enaltecia a liberdade de expressão artística; influenciando as artes no Brasil, até os dias de hoje. “O desejo de reunir os participantes desse projeto nasceu há 21 anos, e vem se concretizando, anualmente, com a realização do Cirandança”, comenta a diretora da Companhia, Ana Bottosso.

A concepção e criação dos espetáculos têm participação de todos os integrantes, de forma integrativa e colaborativa, reafirmando a importância da troca de experiências que contribui para o crescimento pessoal e aprendizado de vida de cada um. Durante as oficinas de dança, eles também recebem orientações sobre todo universo de um espetáculo, como noções de iluminação e trilha sonora, iniciação em posicionamento no palco, criação de figurino e acessórios cênicos e relação com a plateia. O Cirandança dá aos alunos a oportunidade de mostrar o resultado das oficinas de dança no palco mais importante de Diadema, o Teatro Clara Nunes.

A cada edição, o Cirandança elege um tema para o desenvolvimento das coreografias. Cada turma mostra no palco, pelos movimentos da dança, o resultado da inspiração ou leitura feita. Entre os temas que já nortearam o Cirandança nesses 21 anos estão: Heitor Villa-Lobos, Luiz Gonzaga, Monteiro Lobato, Santos Dumont, Menino Maluquinho, Charlie Chaplin e Ivonice Satie, entre outros.

Esta é uma realização da Secretaria Municipal de Cultura de Diadema, Associação Projeto Brasileiro de Dança e Companhia de Danças de Diadema por meio do ProAc ICMS, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. O projeto conta também com o apoio cultural da Waelzholz Brasmetal, Fisio&Forma e Capézio.

FICHA TÉCNICA - Coordenação geral: Ana Bottosso. Produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de Produção: Daniela Garcia e Jehn Salles. Artistas orientadores da Companhia de Danças de Diadema: Ana Bottosso, Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Júlia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Serviço

Espetáculo: Cirandança
Com alunos do Programa de Oficinas de Danças de Diadema & Companhia de Danças de Diadema
Entrada franca (chegar com 1h de antecedência) – Classificação: Livre. 370 lugares.

06/12 – Sexta-feira, às 20h
Integrantes das Oficinas dos Centros Culturais: C.C. Diadema, C.C. Promissão e C.C. Serraria.

07/12 – Sábado, às 17h
Integrantes das Oficinas dos Centros Culturais: C.C. Diadema, C.C. Heleny Guariba e C.C. Vila Nogueira.

08/12 – Domingo, às 19h
Integrantes das Oficinas dos Centros Culturais: C.C. Diadema, C.C. Eldorado e C.C. Taboão
Biblioteca Santa Luzia.

Centro Cultural Diadema - Teatro Clara Nunes
Rua Graciosa, 300. Centro, Diadema. Tel: (11) 4056-3366

Comédia Este Corpo que Não Te Pertence volta ao Espaço Parlapatões com a Cia. dos Bonitos

Vânia Bow e Rick Conte - foto por Rubens Macedo

A Cia. dos Bonitos reestreia o espetáculo Este Corpo que Não Te Pertence no dia 9 de janeiro (quinta) no Espaço Parlapatões, às 21 horas. Com texto e direção de Djalma Lima, a comédia conta a hilária história de um militar idoso que planeja trocar de corpo com seu sobrinho jovem por meio de um beijo.

Um jogo ágil e divertido se estabelece entre atores Cleber Tolini, Edson Gonçalvez, Rick Conte, Van Manga e Vânia Bowê. Todos interpretam todas as personagens de forma inesperada e surpreendente. A temporada de Este Corpo que Não Te Pertence segue até o dia 27 de fevereiro com sessões às quintas-feiras, às 21 horas.

Mascarenhas é um general aposentado e rico que pretende voltar a ser jovem. Para isso, ele planeja trocar de corpo com o ingênuo Henrique, seu jovem sobrinho, e contrata uma mãe de santo que tem o poder de fazer a troca de corpos por meio de um beijo. Paralelamente, a esposa infiel do militar se une ao médico da família para seduzir o rapaz, envenenar o marido e ficar com toda a fortuna. Sem saber dos planos, o sobrinho comparece a uma leitura do testamento do general, em vida, ignorando que seu corpo seja o objeto mais desejado da noite. Sem condições físicas de beijar o sobrinho à força, o general acaba trocando de corpo com outras pessoas, descobrindo seus segredos e verdadeiras intenções.

Desde 2005, a Cia. dos Bonitos se destaca pela produção de comédias. Suas montagens exploram todos os gêneros, desde a comédia de costumes às sátiras e aos experimentos inusitados, usando de referências pops e propondo à plateia um jogo vivo e participativo que valoriza o trabalho do ator e sua capacidade cômica. Seus espetáculos são: Smack! Foi um Beijo Tipo Assim...! (2008), Eu não matei P... Maluf! (2010), Como Adestrar um Chefe Selvagem (2013), Bom Dia Patrão (2016) e Este Corpo que Não Te Pertence (2019).

FICHA TÉCNICA – Texto e direção: Djalma Lima. Elenco: Cleber Tolini, Edson Gonçalvez, Rick Conte, Van Manga e Vânia Bow. Cenário e figurino: o grupo. Arte gráfica: Fernando Allexandrino. Realização: Cia. dos Bonitos. Produção: Cia. dos Bonitos e Juliana Domingues Produções.

Nas redes: Facebook | Instagram: @estecorpoquenao

Serviço

Espetáculo: Este Corpo que Não Te Pertence
Reestreia: 9 de janeiro - Quinta, às 21h
Temporada: 9 de janeiro a 27 de fevereiro/2020 – Quintas, às 21h
Gênero: Comédia. Duração: 70min. Classificação: 12 anos
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Bilheteria: terça a domingo, a partir das 16h.

Espaço Parlapatões
Praça Franklin Roosevelt, 158 – Consolação. SP/SP
Tel: (11) 3258-4449 - http://parlapatoes.com.br
Acessibilidade. Ar condicionado. 100 lugares.

O som e o samba de Douglas Germano dando o tom ao Bar do Alemão no dia 8 de dezembro


O compositor, cantor e violonista paulistano Douglas Germano apresenta-se no dia 8 de dezembro, domingo, no Bar do Alemão, às 19h30. O repertório traz faixas de seu terceiro disco autoral, Escumalha, lançado neste ano, além de obras de diversas fases de sua carreira como “Maria de Vila Matilde”, música gravada por Elza Soares.

Escumalha, na definição do dicionário, em sentido figurado, significa “escória social; gente de baixa estirpe, ralé, escuma”. Ou seja, gente alheia à tecnologia, entre meia e terceira idades, sem representação em espaços sociais e culturais das metrópoles; gente que socializa nos vagões de trem a caminho do trabalho, no terminal de ônibus, no botequim de passagem, na fila do SUS, na igreja, na rua do bairro onde mora; gente que vive nas periferias das grandes cidades. É dessas gentes que Douglas Germano trata neste trabalho cheio de rezas, gingas e sonoridades autênticas.

No show no Bar do Alemão, o acompanhamento fica a cargo de João Poleto (sax e flauta) que também assina a direção musical do disco.
 
Conduzido ao universo das escolas de samba ainda garoto por seu pai, José Germano, percussionista do Conjunto Acadêmicos da Guanabara, Douglas Germano é hoje um compositor paulistano de prestígio. Começou a compor por volta de 1986, sendo gravado pela primeira vez, em 1991, pelo grupo Fundo de Quintal. Muitos outros intérpretes já gravaram suas músicas, entre eles: Fabiana Cozza, Carlinhos Vergueiro, Marcelo Pretto, Kiko Dinucci, Juçara Marçal, Thiago França, Metá-Metá, Juliana Amaral, Karina Ninni, Railídia Carvalho, Paula Sanches, Janaína Fellini e Nathália Mattos.

Douglas estudou violão com Ruy Weber, por meio do qual, em 1991, conheceu o saxofonista e flautista João Poleto, que o convidou a integrar o grupo de músicos dos espetáculos da Cia. Teatro X, onde seguiu por mais de 10 anos, executando e compondo as trilhas dos espetáculos Zumbi, Espólio, Bando de Maria, Calígula (finalista no Prêmio Shell 2003 na categoria de Melhor Trilha Original) e O Cobrador. Em 1998, ele participou do coletivo Mutirão do Samba, ao lado de Kiko Dinucci, Antônio Carlos Moreira, Everaldo F. Silva e Paqüera. Em 2004, foi convidado por Kiko a integrar o Bando Afro Macarrônico. Em seguida, Douglas e Kiko lançaram o disco Duo Moviola com suas parcerias, um trabalho irreverente, urbano, cotidiano e com olhar voltado para o próprio tempo.

Em 2011, lançou seu primeiro disco solo, ORÍ (digital), que o levou à final do 23º Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantor de Samba. Em 2016, ganhou o Prêmio Multishow na categoria Música do Ano por “Maria de Vila Matilde”, gravada por Elza Soares, além de ser indicado ao Grammy Latino como Melhor Música em Língua Portuguesa. No mesmo ano, Douglas lançou o segundo disco solo, Golpe de Vista (independente) com composições feitas entre 1990 e 2015 e com instrumentação diminuta: violão, cavaquinho e caixa de fósforos. O disco lhe rendeu indicação ao Prêmio APCA 2016. Em 2019, Douglas chega com seu terceiro disco autoral. Escumalha.

Serviço

Show: Douglas Germano
Data: 8 de dezembro – domingo, às 19h30
Ingresso: R$ 30,00. Reservas pelo WhatsApp: (11) 99814-2808

Bar do Alemão
Av. Antártica, 554 - Água Branca, São Saulo/SP.
Tel: (11) 3862-5975. Reservas pelo Whatsapp: (11) 99814-2808
Abertura da casa: 18h. Capacidade: 40 lugares
Aos menores de 18 anos a casa não serve bebida alcoólica.
Estacionamento conveniado: R$ 8,00 (valor fixo c/ carimbo do bar) - Av. Antártica, 519.
Acesse a programação: https://www.facebook.com/obardoalemao | @obardoalemao

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Alma Despejada, com Irene Ravache e direção de Elias Andreato, reestreia no Teatro Folha em janeiro

Irene Ravache - foto de João Caldas Filho

Com texto poético e bem-humorado de Andréa Bassitt a instigante montagem Alma Despejada, interpretada por Irene Ravache e dirigida por Elias Andreato, reestreia no dia 10 de janeiro, sexta, no Teatro Folha, às 21h30. 

A peça conta a história de Teresa, uma senhora com mais de 70 anos que, depois de morta, faz sua última visita à casa onde morava. O imóvel foi vendido e sua alma foi despejada. 

Teresa era uma professora de classe média, apaixonada por palavras, que teve dois filhos com Roberto, seu marido, homem simples, trabalhador, que se tornou um empresário bem-sucedido e colocou sua a família no ranking de uma classe média emergente. 

Em sua visita derradeira, Teresa se lembra de histórias e pessoas importantes em sua vida como a funcionária Neide, que trabalhou em sua casa por 30 anos, e sua melhor amiga Dora. A personagem transita entre o passado e o presente, do outro lado da vida, sempre de maneira poética e bem-humorada.

A peça foi escrita especialmente para Irene Ravache. “Conheço Irene já há algum tempo e sempre conversamos muito sobre a vida: o país, a política, a família e tantas outras coisas. Muitas vezes pensamos de um jeito parecido, e essa afinidade foi bastante inspiradora. A ideia era falar sobre isso tudo, sem medos nem críticas, mas com humor e delicadeza. Ao longo do processo, a história acabou tomando um rumo inesperado para mim, mas que não havia como evitar, uma vez que vivemos momentos de grande impacto na nossa história e o teatro sempre acaba refletindo essas situações”, conta Andréa Bassit.

Sobre a peça, Irene Ravache comenta: “Fiquei fascinada com esse texto e sua poesia. É muito delicado e fala da memória de uma mulher na minha faixa etária. Mesmo sabendo que a personagem está morta, não é uma peça triste, pesada ou rancorosa e fala muito mais de vida do que de morte. Eu adoro esse tipo de possibilidade que o teatro oferece. E não tenho medo de misturar essas coisas, porque isso faz parte da vida. Nossa vida não é linear. Ela tem essas nuances”.

“Essa mulher é apresentada diante de sua própria vida, e, a partir dessa visualização, ela encontra o entendimento da sua existência. É como se precisássemos abandonar a matéria para sermos conscientes de nós mesmos. A psicanálise e o teatro estabelecem este mesmo jogo. Talvez, precisemos descobrir intensamente o nosso mundo, onde o sagrado possa nos confortar”, revela o diretor Elias Andreato.

A teatralidade do texto de Andrea Bassitt (que também escreveu as peças As Turca e Operilda na Orquestra Amazônica) instiga o espectador a seguir uma história aparentemente trivial, mas que tem uma trajetória surpreendente, em sintonia com a nossa sociedade e os fatos atuais.

“A memória é assustadora quando ela nos falta e encantadora quando ela nos ajuda a contar nossas histórias. Na peça, lidamos com a memória, como a personagem, sem medo de enfrentar nossos demônios e nossos momentos sonhados”, acrescenta Andreato.

FICHA TÉCNICA - Texto: Andréa Bassitt. Direção: Elias Andreato. Com Irene Ravache. Cenário e Figurino: Fabio Namatame. Iluminação: Hiram Ravache. Música: Daniel Grajew e George Freire. Fotos: João Caldas Filho. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.  Produção: Oasis Empreendimentos Artísticos Ltda. Estreia oficial: 18/09/2019.

Serviço

Espetáculo: Alma Despejada
Reestreia: 10 de janeiro de 2020
Temporada: 10 de janeiro a 28 de março de 2020
Sextas, às 21h30, sábados e domingos, às 20h
Classificação: 14 anos. Duração: 80 minutos. Gênero: comédia dramática.
Ingressos: R$ 80,00 (Setor A) / R$ 70,00 (Setor B) – com meia-entrada.

Teatro Folha
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço. SP/SP.
Tel.: (11) 3823-2323 - Capacidade: 300 lugares.
Televendas: (11) 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323.
Vendas online: www.teatrofolha.com.br

Não aceita cheques. Aceita cartões de crédito: Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex. Clube Folha: 50% desconto.
Bilheteria: quarta e quinta (15h às 21h), sexta (15h às 21h30), sábado (12h às 23h59) e domingo (12h às 20h).
Acessibilidade. Ar-condicionado.
Estacionamento do Shopping: R$ 19,00 (primeiras 2h).
Venda de espetáculos para grupos: (11) 3661-5896 / 99605-3094.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Thierry Tremouroux dirige O Barão nas Árvores com elenco da Escola de Atores Wolf Maya


A Escola de Atores Wolf Maya apresenta, nos dias 10, 11 e 12 de dezembro (de terça a quinta, às 20h30) o espetáculo O Barão das Árvores, de Italo Calvino. A montagem, dirigida por Thierry Tremouroux, é um estudo sobre o livro homônimo do autor.

As sessões acontecem no Teatro Nathalia Timberg, com elenco formado por alunos da Turma M6B da instituição.

A peça conta a história de um garoto que, revoltado com o comportamento dos pais, decide subir às árvores e ficar lá em cima para sempre. Um simples ato de rebeldia infantil de Cosme transforma-se na sua forma de ver o mundo. Sua intenção não era estar mais próximo do céu. "Aquele que pretende observar bem a terra deve manter a necessária distância", justifica o protagonista. E o mundo que o autor nos revela é um universo de ideias e experiências recheado por um humor fino e sofisticado.

Ítalo Calvino (1923-1985) foi um dos mais importantes escritores italianos do século XX. Nasceu em Cuba, pois seus pais eram cientistas italianos e estavam de passagem pelo país. Sua literatura é considerada sincera, delicada e extremamente ágil. Participou da resistência ao fascismo durante a Segunda Guerra Mundial. Foi membro do Partido Comunista Italiano, tendo se desfiliado em 1957, cuja carta de renúncia ficou famosa. Seu primeiro livro foi A Trilha dos Ninhos de Aranha, publicado em 1947, e uma de suas obras mais conhecidas é As Cidades Invisíveis, de 1972.

FICHA TÉCNICA - Texto: Italo Calvino. Direção: Thierry Tremouroux. Colaboração artística: Dani Visco e Tiago Deam. Assistência de direção: Rodrigo Calonga. Direção de produção: Rogério Garcia. Produção de base: Fernando Ribeiro. Produção executiva: Marcelle de Oliveira, Mathson Castro, Mayara Luz e Shayanne Soares. Iluminação: João Gioia. Cenografia: Giliane Mattos. Figurino: Emily Matte, Juliana Kaizer e Kellen Rosostolato. Operação de som: Rodrigo Calonga. Direção técnica: Lenilson Souza. Design gráfico: Felipe Barros.

Elenco: Carolina Bonani, Caroline Moreira, Emily Matte, Giliane Mattos, Giuliana Zigoni, Juliana Kaizer, Kellen Rosostolato, Leo Acorci, Leo Machado, Marcelle de Oliveira, Marina Ghermer, Mathson Castro, Mayara Luz, Renan Reis, Savio Oliveira, Shayanne Fonseca, Vinicius Moreno e Yas Carvalho. Ator convidado: Rodrigo Calonga.

Serviço

Espetáculo: O Barão das Árvores
Dias 10, 11 e 12 de dezembro
Terça, quarta e quinta, às 20h30
Classificação: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 1h30.
Ingressos: R$10,00.

Teatro Nathalia Timberg
Avenida das Américas, nº 2.000 – Barra da Tijuca. Freeway Center. RJ/RJ.
Tel: (21) 3388-5864. Capacidade: 300 lugares.
www.wolfmaya.com.br | Nas redes: @escolawolfmaya

Evill Rebouças lança livro em português e francês no dia 7 de dezembro na SP Escola de Teatro


Evill Rebouças, dramaturgo que ao longo da sua trajetória recebeu várias indicações e prêmios, entre eles, o APCA e o Shell, lança o livro Como plumas ao vento - Comme des plumes au vent, publicação em português e francês no mesmo exemplar, e que aborda o lugar de (não) pertencimento em relação a refugiados. O evento acontece no dia 7 de dezembro, sábado, na SP Escola de Teatro, às 18 horas.

A peça de teatro ora publicada no livro foi criada a partir de duas experiências de pesquisas do dramaturgo. A primeira delas ocorreu, em 2016, quando Evill Rebouças recebeu convite para escrever uma peça de teatro na sede da companhia francesa Nie Wiem - um galpão fabril em Chateauvillain, a duas horas de Paris. O desafio foi agregar as experiências anteriores do dramaturgo no espaço não convencional às arquiteturas do galpão industrial e seus arredores, tendo como ponto de partida o olhar dos franceses sobre os refugiados.

A segunda pesquisa ocorreu, em 2018, quando o dramaturgo recebeu o Prêmio ProAc Editais - Texto de Dramaturgia.  Foi mantido o mesmo referencial de pesquisa, ou seja, os refugiados, porém surge um novo texto a partir das experiências contadas por congoleses, sírios, haitianos e venezuelanos no Brasil. Assim, a peça mostra acontecimentos que estão interligados por olhares e culturas diferentes e complementares, mas tendo o refugiado como centro de investigação.

Serviço
Lançamento / noite de autógrafos:
Como plumas ao vento - Comme des plumes au vent
Autor: Evill Rebouças / Editora: independente
Dia 7 de dezembro. Sábado, das 18 às 21h
SP Escola de Teatro (Saguão)
Praça Franklin Roosevelt, 210 - Consolação
Valor do livro: R$ 25,00 (cartão crédito e débito)

Contatos autor: (11) 94126 7714 – evillreboucas@yahoo.com.br

Relato sobre o processo de criação (por Evill Rebouças)

Evill Rebouças, por Giovanna Gelan
O processo de criação de Como plumas ao vento está intrinsecamente ligado à escrita e pesquisa de Sonhos & Songes, peça criada para a Compagnie Nie Wiem, coletivo com sede em Châteauvillain, cidade na região de Chamoagne-Ardenne, na França.  

Escrevi Sonhos & Songes em 2016, tendo como partida o olhar dos franceses sobre esses sujeitos que chegam à sua pátria. Havia também a minha percepção diante da experiência que vivia ali com os integrantes da Nie Wiem, pois não dominava a língua francesa e em muitos momentos eu só conseguia me comunicar porque estava à mercê de um tradutor. Foram quase dois meses de intenso processo de criação na sede da Nie Wiem, um antigo galpão fabril que recebe o nome de Centro Cultural Simone – Camp d´Entrainement Artistique. Inicialmente o nome do centro cultural me intrigava, mas foi só andar um pouco mais por Châteuvillain para ver inúmeras referências a Simone de Beauvoir – ela e Sartre tinham casa de veraneio na cidade e até hoje o imóvel se encontra conservado.

Importante detalhar um pouco mais esse primeiro processo de criação, uma vez que boa parte das experiências que vivi também está em Como plumas ao vento. Inicialmente, tínhamos apenas alguns disparos temáticos: o estrangeiro, o refugiado, o nômade, o viajante, o infortunado, aquele que acolhe, aquele que expulsa... Disparos, apenas. Sem norte certo, ou melhor, com infinitas possibilidades de rotas. Como um mar aberto. O que me cabe enquanto dramaturgo nesse mar de possibilidades? Como criarpoéticas e discursos ao trabalhar com culturas, línguas, poéticas e formações artísticas tão diferentes? Resolvo devorar a pluralidade do encontro. Sem me preocupar se a dramaturgia teria discurso aberto/esgarçado/explodido ou se criaria tessituras com malhas mais fechadas (ainda que a estrutura fechada não seja bem a minha “praia” ideológica).

Nesse processo criativo em que as dramaturgias vão se estabelecendo por meio de um coletivo, há um pedaço de cada um. Um dia Bénédicte Lavocat – atriz, moradora de Châteauvillain dispara em nossa roda de discussão: “Los otros pueden venir em mi casa, pero no estan benvenidos em mi pais” (Os outros podem vir na minha casa, mas não são bem-vindos em meu país). Toca-me profundamente o incômodo dela. Intuo. Coloco-me no lugar. Fico matutando.

Outros pedaços me chegam. Histórias de moradores de Châteauvillain com diferentes formações e histórias: uma museóloga que, além de administrar um museu local, conhece intimamente as histórias dos moradores da cidade; uma especialista em geleias de cereja fabricadas com as frutas de seu quintal; uma ex-prefeita que também atuou em espetáculos teatrais; um vaqueiro que alimenta seus animais com produtos orgânicos; e uma senhorinha que mora em uma pousada municipal e acolhe, geralmente, peregrinos que estão indo em direção ao Caminho de Santiago de Compostela. Seu nome: Madame Clément. Oitenta e nove anos de encontros e abandonos, oitenta e nove anos de uma história que parece gritar: “Sou estrangeira de mim mesma”. Essas são as histórias que me atravessaram e me levaram para além dos temas inicialmente pensados.

Inúmeras histórias escutadas nas entrevistas e muitos materiais cênicos que não foram incluídos em Sonhos & Songes permanecem vivos. Em convivência com esses “pedaços” vivos me deparo, rotineiramente, com a realidade dos refugiados em meu país. Nas ruas, as sonoridades de idiomas estrangeiros passam a habitar nossos ouvidos: são muitos congoleses, haitianos, sírios, venezuelanos... Quais as diferenças e os aspectos em comum entre brasileiros e franceses no tratamento dado aos refugiados?  Como unir França e Brasil em uma nova peça sobre refugiados, sem, necessariamente, localizar ou universalizar demasiadamente as características de cada cultura? Foi a partir dessas inquietações que, em 2018, proponho para a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, via Programa ProAc Edital de Dramaturgia, a escrita de Como plumas ao vento. O projeto foi contemplado. Vieram os desafios. Se em Sonhos & Songes a escrita ocorre a partir do olhar de quem recebe ou acolhe o refugiado, em Como plumas ao vento a ideia é ouvir aqueles que chegam a uma pátria que não é a sua.

Não foi difícil encontrar histórias dilacerantes aqui em meu país. Haitianos que perderam seus familiares, suas casas, suas plantações de subsistências... advindos de um país devastado onde o Estado oferece basicamente água, onde não há iluminação pública, coleta de lixo, gás, escolas ou hospitais públicos – isso em decorrência do terremoto ocorrido em 2010. Situação idêntica vivem os congoleses, pois os serviços públicos praticamente inexistem no Congo em função das inúmeras guerras civis ocorridas em pouco mais de cinquenta anos de independência. Não diferentes são os relatos dos sírios, mas com um diferencial: a guerra pode ter matado e expulsado seus parentes, mas seus hábitos culturais permanecem vivos.

De todos os entrevistados, os relatos mais contundentes são os dos venezuelanos. São muitos pais e mães que deixaram suas casas e seus filhos sob o cuidado de parentes para trabalharem no Brasil e enviarem dinheiro para seus familiares. Um venezuelano muito jovem me disse que veio para o Brasil porque sua mulher foi diagnosticada com gravidez de risco e em seu país não havia hospitais públicos para acolhê-la. O mesmo me contou que ele e ela ficaram dois meses se alimentado de restos de comidas jogadas no lixo, já que ele não conseguia arrumar uma colocação de trabalho no Brasil. Outro venezuelano, dessa vez um senhor de quase sessenta anos de idade, motorista de caminhão, abandonou sua família e seu lar para trabalhar em qualquer atividade. Vender a casa e trazer a família para o Brasil é algo impensável, uma vez que aqui ele jamais conseguirá comprar um barraco de madeira com o dinheiro da venda de sua casa.

São muitos e muitas, de todas as idades, sem famílias, sem empregos, sem residências fixas, em busca de alguma colocação em um país que, infelizmente, vive um momento de extrema vulnerabilidade social, econômica e com políticas humanísticas inexistentes por parte do atual governo. Histórias difíceis, histórias parecidas. Como ultrapassar essas repetições e revelar outras humanidades? Elejo, então, imagens que possam transpor, de modo poético, a ideia de não pertencimento, de não lugar – um infindável estado de travessia, estejam os refugiados em solo pátrio ou não.  No entanto, em Como plumas ao vento, há também situações que remetem ao cômico, ao nonsense. Elas foram inspiradas em relatos que, vez ou outra provocavam riso: “No Congo eu tive namorada, aqui é difícil namorar. As brasileiras se acham!”.

Ao final desses dois processos de criação percebo que os oceanos são apenas detalhes enquanto fronteira entre Brasil e Congo, e Haiti, e Síria, e Venezuela, e França... As fronteiras podem ser rompidas, desde que haja disponibilidade para entrelaces...   Nesse entrelace de histórias e experiências vividas na França e no Brasil, aprendi muita, muita coisa...  Ah! Aprendi também que na língua francesa não é habitual o sujeito ser oculto. Presentes! Todos presentes nessa escrita! Que os refugiados, tão presentes na atual realidade em que vivemos, também possam ser figuras presentes em nossas vidas.

Apresentação do livro (por Alexandre Mate)

Evill Rebouças (um grande querido) tem sua vida dedicada ao teatro: como ator, diretor, autor, pensador... As participações em teatro, antes de nosso contato no Instituto de Artes da Unesp (onde estudou e formou-se mestre e licenciou-se em Artes Cênicas), não conheci. Entretanto, sua produção dramatúrgica – desde as primeiras obras criadas – me foi sendo apresentada pelos anos que se seguiram... Assim, por intermédio de diversas paletas temáticas experimentadas, do ponto de vista da forma, suas criações são épicas. De fábulas mais tradicionais às narrativas mais ligadas aos experimentalismos contemporâneos, o chão histórico de suas obras é apreensível e funciona como um lócus no qual todos os tipos de maus tratos são denunciados. Em suas obras, e pelos mais diversos vieses, Evill “elegeu” representar pessoas – sem possibilidades de escolha – à margem, em seus processos de andanças diaspóricas pelo mundo. Gente sem lugar!

Como Plumas ao Vento (2019) caracteriza-se em um texto que, desde seu título, pode ser lido/interpretado de diferentes formas. O como, na condição de advérbio ou conjunção, pode designar ao “modo de”, no caso específico: à semelhança de/das plumas (cuja forma concentra beleza formal, perfeição, leveza etc.) que, arrancadas de uma pele/organismo original, são levadas, descontroladamente, pela sagacidade e volubilidade dos ventos. O como do título pode ser tomado, também, na condição de verbo: declinado no presente, na primeira pessoa do singular, a indicar a ação de comer... Inúmeras metáforas podem decorrer de, pelo menos, esta dupla interpretação/interpenetração... A partir daí (do título que, na condição de isca, deixa algo pendente), a dramaturgia se inicia com uma pergunta/ indagação: O que me separa do outro? Mesmo sem ter a pretensão de responder a tal questão, a obra leva, em proposição processional, a inúmeros ambientes heterotópicos em situações distópicas... Gente sem lugar!

Em tese, a obra atravessa e é atravessada por lugares (in)determinados. Do ar ao mar; do de dentro ao de fora, inexplicavelmente; do presente ao sem futuro (porque o passado não mais pode plasmar o agora e o vindouro)... figuras interditadas de si, pis(ote)adas, trapeiras e em coro (porque não seria apropriado usar aqui o conceito de personagem), não podem mais nada: nem o para trás, nem o agora, nem o vindouro, em razão de estes não mais existirem, senão na condição de linguagem, cujo idioma não tem mais rizoma. Portanto, em estado de sufocamento, os esboços de gente, brasileira, venezuelana, síria, haitiana, de todas as Áfricas, châteauvillaines... não tem traduzibilidade.

O conteúdo da obra é híbrido e repleto de escamas. As cenas, construídas a partir de plumas/penas – volúveis, como já citado –, referem-se tanto a travesseiros como a punições e fazem alusão a sufocamentos (in)compreensíveis.  As paisagens abrigam e são atravessadas por imagens e ausências da História e de histórias. Estados, com detentores de poder – e seus fiéis capangas-camareiros, e como algo a preparar imensas porções de quantidades daquilo que não-mais-nunca couberam, e, por isso, repleto por conjuntos de metáforas absurdas, fúrias (in)controláveis. Gente escafandra, que constrói travesseiros, mas que neles não pode descansar.

Espetáculo ambientado em uma desumanizada republiqueta de galinhas, repleta de pilhas de travesseiros... Espetáculo de dramaturgia atordoante! Dramaturgia que, apesar dos travesseiros, não promove o sonho, mas o pesadelo: acre e insuportável! Espetáculo-rito que não responde àquilo que me separa/aparta do outro, nem, tampouco, àquilo que me separa e me aparta de mim... mesmo. Dramaturgia que expressa tempos obscuros e fasciscizantes. Dramaturgia em tempos de que falar em árvores é quase um crime, pois implica no silenciamento de tantas coisas, conforme vaticinou Brecht. Espetáculo em tempos, como escreveu Vinícius de Moraes, de “[...] águias acorrentadas pelos pés”. Espetáculo de “[...] tempos de homens partidos”, como escreveu Drummond. Espetáculo de tempos em que não se sabe, como escreveu Cecília Meireles, “[...] em que espelho ficou perdida minha face!?”

Alexandre Mate é professor da graduação e pós-graduação do Instituto de Artes da Unesp – Universidade Estadual Paulista. Pesquisador teatral, autor de textos e livros sobre teatro.

Migraaantes, texto de Matéi Visniec, é apresentado na Escola de Atores Wolf Maya com direção de Kiko Marques


Foto por Rombolli Torres
Um estudo sobre a obra de Matéi Visniec, Migraaaantes, entra em cena no Teatro Nair Bello, no dia 9 de dezembro (segunda), com direção de Kiko Marques. A montagem - uma realização da Escola de Atores Wolf Maya com atores da Turma M5B – fica em cartaz somente até o dia 11 de dezembro (quarta) com sessões sempre às 21 horas.

O texto irônico expõe o discurso vazio e cínico de um presente de quem quer apenas se manter no poder. Migraaaantes baseia-se em notícias verídicas sobre migrantes que tentam chegar à Europa, onde o absurdo da ficção é menor que a brutalidade do mundo real. A situação dos refugiados é tratada pela política com frieza e a relação das pessoas com os mesmos revela que talvez sejamos todos estrangeiros em um mundo globalizado.

O diretor Kiko Marques destaca o prefácio à edição brasileira que abre com a frase: "Essa é uma peça urgente, marcada pela atualidade incontornável do tema." Seguida pela fala do autor: "Essas centenas de milhares de pessoas (migrantes) lembram ao ocidente que seu modelo econômico, político e cultural se globaliza mal. É um modelo que funciona somente num perímetro restrito de terra habitável enquanto o resto do planeta assiste ao ‘banquete dos privilegiados’ na televisão... É, sem dúvida uma injustiça pela qual os inspiradores desse modelo, os ocidentais, devem pagar a conta”.

E o diretor conclui: “Sim, eis um tema e uma peça devastadoramente urgentes. Foi o que ressoou em todos nós desde o primeiro contato com as 27 cenas que compõe os 90 minutos do espetáculo”.

Matéi Visniec (1956), celebrado dramaturgo romeno radicado na França, é um dos autores mais montados no mundo e um dos mais importantes da atualidade. Em Migraaaantes, como jornalista de profissão, cria cenas solidamente alicerçadas na realidade desse fenômeno que abala o planeta. Como dramaturgo, nos presenteia com um banquete de formas precisas, diálogos cirúrgicos. “O que fizemos foi reconhecer esse poder, pactuar entre nós a convicção de que a arte é um tipo de grito da inteligência, uma necessidade e deixar que a ressonância explosiva de tudo isso em nossas consciências e corpos conduzisse nossas escolhas”, conclui Kiko Marques.

FICHA TÉCNICA - Autor: Matéi Visniec. Direção: Kiko Marques. Preparação vocal: Lui Vizotto. Preparação corporal: André Capuano. Criação de luz: Beto Martins. Figurino: elenco. Observadora e operadora de som: Hellen Miranda. Assistentes de direção: Rafaella Torchia e José Mário. Observadora e operadora de vídeo: Giovanna Kuczynski. Observadores: Bruna Haber, Douglas Ayram, Eduarda Nasraui, Isabella Ferraz, Janaina Dias, Maíra Ficotto e Mayara Ficotto. Realização: Escola de Atores Wolf maya.

Elenco (Turma M5B): Acsa Giunco, Brendha Garcia, Breno Marcos, Clarissa Celori, Carolina Salotti, Enrique Espinosa, Eulane Coelho, Felipe Faim, Gabriella Britto, Guilherme Chus, Hegon Maciel, Isabella Cavalcante, Josuel Luna, Julia Falchi, Lucas Santino, Maria Gabriela Gramani, Mariana Brumati, Natalia Marçal, Stéfany Ferdinandy e Rafael Silva.

Serviço

Espetáculo: Migraaaantes
Dias 9, 10 e 11 de dezembro
Segunda, terça e quarta-feira, às 21h
Classificação: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 90 minutos.
Ingressos: R$ 20,00.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Consolação - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2414.
Capacidade: 201 lugares. Ar condicionado. Acessibilidade.
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