terça-feira, 15 de julho de 2025

Centro Cultural SESI Sorocaba apresenta exposição fotográfica de Dani Sandrini com temática indígena

A mostra terra terreno território - que traz fotografias impressas em folhas de plantas e em papel com pigmento de jenipapo - possui obras com audiodescrição e peças táteis.

Foto e obra de Dani Sandrini

O Centro Cultural SESI Sorocaba apresenta a exposição terra terreno território que reúne obras de temática indígena da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini. A temporada ocorre entre os dias 2 de agosto e 30 de novembro de 2025, com visitação gratuita e acessibilidade. O evento de abertura acontece no dia 1º de agosto, sexta-feira, às 19h, com bate-papo aberto ao público com a artista e o curador Wagner Souza e Silva.

A mostra - composta por cerca de 35 obras - possui piso tátil, audioguia, 9 obras táteis e 20 obras com audiodescrição, além de vídeo de 19 minutos com depoimentos de vários indígenas e da artista com legenda e tradução em Libras.

terra terreno território é apresentada em dois agrupamentos fotográficos nos quais a artista utiliza duas técnicas artesanais de impressão fotográfica do século XIX propondo uma reflexão sobre o indígena em grandes cidades, no século XXI. No primeiro, um processo chamado antotipia (técnica que utiliza pigmentos vegetais como material fotossensível), a impressão é feita em papéis sensibilizados com pigmento extraído do fruto jenipapo (que muitos indígenas usam nas pinturas corporais).

Já no segundo agrupamento, pelo processo de fitotipia (técnica que utiliza a própria clorofila como agente para produzir a imagem), as imagens são impressas diretamente em folhas de plantas como taioba, singonio, mandioqueira, helicônia e guiné.

Ambos processos se dão através da ação da luz solar, em tempos que variam de três dias a seis semanas de exposição. Todas as imagens de terra terreno território foram captadas durante o ano de 2019 em aldeias indígenas da cidade de São Paulo, onde predomina a etnia Guarani, e também no contexto da metrópole, onde vivem indígenas de aproximadamente 53 etnias.

As obras de Dani Sandrini trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente, da rapidez do click e da imagem virtual. “A longa exposição convida à desaceleração para observar o entorno com outro tempo e sob outra perspectiva. Como a natureza, onde tudo se transforma, esses processos produzem imagens vivas e que se transformam com o tempo; uma referência a permanente transformação da cultura indígena, que não ficou congelada 520 anos atrás”, reflete a artista.

A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem, por exemplo, pode levá-la ao apagamento”, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena sofre em nosso país. Ela diz que “a proposta favorece também a discussão acerca da fotografia com seu caráter de memória e documento como algo imutável, ampliando seus contornos e podendo se vincular ao documental de forma bem mais subjetiva. A certeza é a transformação. A foto não congela o tempo. Os suportes que aqui abrigam as fotografias geram outros significados”, reflete.  

Com terra terreno território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta, é desachatar, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê dessa história ter sido apagada?”, comenta Dani, que durante o projeto fotografou - na região metropolitana da cidade de São Paulo - pessoas indígenas de diversas etnias, oriundas de várias regiões do país, ora posando para um retrato ora em suas rotinas, suas atividades, seus eventos, rituais ou celebrações.

terra terreno território nasceu do projeto Darueira, em 2018, contemplado no 1° Edital de Apoio à Criação e Exposição Fotográfica, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo por meio da Supervisão de Fomento às Artes. Realizado em 2019, ganhou exposição na Biblioteca Mario de Andrade, de outubro a dezembro. Em 2020 (no formato online), passou pela Galeria Municipal de Arte, do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes (Chapecó/SC), pelo Cali Foto Fest (Colômbia) - exposição virtual e projeções urbanas, além apresentação virtual na abertura do festival – e esteve no Pequeno Encontro de Fotografia (Olinda/PE). Em 2021, integrou o Festival Photothings (exposição online no metrô de São Paulo; ensaio escolhido para integrar a Coleção Photothings) e foi tema de conversa no Fórum Virtual - Fotografia Experimental (Argentina) e de palestra no Interfoto Itu. Em 2022, terra terreno território foi selecionada para a coletiva Exposição Latinas en Paris (Fotografas Latam, Fundación Fotógrafas Latinoamericanas), na Galerie Rivoli 59, e integrou a coletiva Acervo Contemporâneo do Museu de História e Arte de Chapecó, SC. Em 2023, a exposição ocupou a Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP (SP), o Centro Cultural Matarazzo (Presidente Prudente, SP), a Pinacoteca Municipal Dr. Antônio Cintra e esteve no Festival Amparo em Foco (Amparo, SP) e no festival internacional Indian Photo Fest; e em 2025, no Sesc Pato Branco (PR) e Museu de Arte e Cultura de Caraguatatuba (SP). Vem circualndo por várias unidades do SESI São Paulo: Itapetininga, Campinas e São José do Rio Preto (2022); Ribeirão Preto (2024); São José dos Campos (2024 / 2025); e Sorocaba (2025).

Dani Sandrini - Fotógrafa, educadora e artista visual radicada em São Paulo, Brasil, Dani Sandrini fotografa comercialmente desde 1998, e desde 2014 desenvolve projetos mesclando fotografia documental/imaginária com impressões artesanais ou experimentais. Nos últimos anos tem estudado o entrelaçamento de materiais e suportes com as imagens fotográficas e a ação do tempo sobre elas. Dependendo do projeto e de sua singularidade, sua fotografia pode ser simplesmente tirada com câmera digital e colocada em papel ou telas, mas também pode conter outros elementos que acrescentem significado à imagem final, além de camadas extras de subjetividade. Dani tem experiência em processos fotográficos artesanais e desenvolve projetos utilizando tranferprint, pinhole, cianotipia, antotipia e fitotipia. Nos últimos anos, circulou com o projeto terra terreno território, sobre os povos indígenas do século XXI, por várias cidades. Capturadas digitalmente em São Paulo, as imagens expostas são impressas em folhas de plantas e também com o pigmento natural extraído do jenipapo. Esse projeto esteve em exposições nas seguintes localidades: São Paulo, Itapetininga, Campinas, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Ribeirão Peto, São José dos Campos, Caraguatatuba, Pato Branco/PR, Olinda/PE, Amparo, Chapecó/SC e nos países Colômbia, França, Portugal e Índia.

Serviço

Exposição: terra terreno território
Artista: Dani Sandrini
Abertura: 1º de agosto - Sexta, às 19h
Bate-papo com Dani Sandrini e Wagner Souza e Silva
Temporada: 2 de agosto a 30 de novembro de 2025
Horários: Quarta a domingo, das 10h às 19h
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: piso tátil, audioguia, obras táteis e com audiodescrição.
Agendamento de grupos e escolas: cacsorocaba@sesisp.org.br 

Centro Cultural SESI Sorocaba
Espaço Galeria
Rua Gustavo Teixeira, 369 - Vila Independência. Sorocaba/SP.
Tel.: (15) 3388-0444. www.sorocaba.sesisp.org.br. Na rede: @sesisp.sorocaba 

Terra Terreno Território na rede:
Instagram - @terraterrenoterritório
Facebook - @Terra-terreno-território-408261089792472 

Informações à imprensa: VERBENA Comunicação
Eliane Verbena
verbena@verbena.com.br | (11) 99373-0181

Comunicação Espaço Cultural SESI Sorocaba
Amanda Campos
(15) 3388-0480 | amanda.campos@sesisp.org.br
Isabelle Santos
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Gabriela Dias
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Centro Cultural SESI Sorocaba promove Oficina de Xilogravura com Pablo Borges, filho de J. Borges

A partir do dia 18 de julho, estarão abertas as inscrições para a Oficina de Xilogravura que acontece no Centro Cultural SESI Sorocaba, nos dias 25 e 26 de julho, sexta e sábado, com turmas de manhã (das 9h às 12h) e à tarde (das 15h às 18h). Os interessados devem fazer reserva, gratuitamente, pelo Meu Sesi, no portal sesisp.org.br. Esta atividade integra a programação da exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura, em cartaz no local, até o dia 27 de julho, com visitação gratuita.

A oficina será ministrada pelo artista Pablo Borges, filho de J. Borges, falecido em 2024 aos 88 anos, do qual Pablo também foi aprendiz. Baseada na literatura de cordel, a arte da xilogravura retrata a cultura, as tradições e o cotidiano nordestino. A oficina tem como foco principal a teoria inicial de como se fazer uma xilogravura, partindo do desenho e, depois, com a utilização de ferramentas como goiva, formão, faca, lixa, tinta, rolo de impressão etc. Para concluir, é feita a impressão em papel A3. Ao final da oficina, os participantes terão sua própria matriz e sua xilogravura impressa.

Pablo Borges - herdeiro do mestre J. Borges - honra o legado de desenho e dá continuidade à arte da xilogravura de seu pai e mentor. Já ministrou diversas oficinas de xilogravuras no Brasil e em países como China, França e Argentina.

A exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura

O imaginário popular do Nordeste está presente em símbolos e figuras talhadas por J. Borges (1935-2024). A exposição traz uma coletânea de 44 xilogravuras, sendo oito delas, até então, inéditas (com suas respectivas matrizes), junto a outras 28 obras importantes da carreira do artista. Os temas retratados simbolizam a trajetória de vida do artista, considerado pelo dramaturgo Ariano Suassuna como o “melhor gravador popular do Brasil”. Também fazem parte da mostra duas obras assinadas por Pablo Borges e Bacaro Borges, filhos e aprendizes do artista, além de uma cinebiografia sobre sua vida e obra, assinada por Eduardo Homem.

A exposição traz trabalhos de diversas fases d história de J. Borges, identificadas pelos temas:  Viagem a Trabalho e Negócios, Serviços do Campo, Plantio de Algodão, Forró Nordestino, Plantio de Cana, Feira de Caruaru, Carnaval em Pernambuco e Festa dos Apaixonados. A poesia popular também tem lugar na exposição: um espaço dedicado à literatura de cordel. Cordelista por mais de 50 anos, seus versos tratam do cotidiano do agreste, de acontecimentos políticos e de fatos lendários, folclóricos e pitorescos da vida.

Patrimônio Vivo de Pernambuco, título que lhe foi concedido pelo Estado, J. Borges expôs na França, Alemanha, Suíça, Itália, EUA, Venezuela e Cuba, deu aulas na França e nos EUA, ilustrou livros em vários países e foi destaque no The New York Times. Borges desenhava direto na madeira, equilibrando cheios e vazios com maestria, sem a produção de esboços, estudos ou rascunhos. O título era o mote para criar o desenho, onde as narrativas próprias do cordel tinham espaço na expressiva imagem da gravura. No processo, o fundo da matriz, talhado ao redor da figura, recebe aplicação de tinta, tendo como resultado um fundo branco e a imagem impressa em cores. As xilogravuras não apresentam uma preocupação rigorosa com perspectiva ou proporção.

Serviço

Oficina de Xilogravura
Ministrante: Pablo Borges
Quando: 25 e 26 de julho de 2025
Dias/horários: sexta e sábado - das 9h às 12h e das 15h às 18h
Inscrições gratuitas: a partir de 18/7 - https://www.sesisp.org.br/evento/d12154a3-5017-4142-8e92-c4366741ef1d/oficina-de-xilogravura--exposicao-j-borges--o-mestre-da-xilogravura
Duração: 180 min. Indicação: maiores de 14 anos.
Local: Foyer 

Exposição: J. Borges - O Mestre da Xilogravura
Temporada: Até a 27 de julho de 2025
Horários: Quarta a domingo, das 10h às 19h
Entrada gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: obras com audiodescrição.
Agendamentos de grupos e escolas: cacsorocaba@sesisp.org.br

Fotos/link – Exposição: J. Borges – O Mestre da Xilogravura AQUI !

Centro Cultural SESI Sorocaba

Rua Gustavo Teixeira, 369 - Vila Independência. Sorocaba/SP.
www.sesisp.org.br | Nas redes: @sesisp.sorocaba

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Exposição - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

Assessoria de Comunicação – SESI Sorocaba
Amanda Campos
(15) 3388-0480 |
amanda.campos@sesisp.org.br
Isabelle Santos
(15) 3388-0480 | isabelle.santos@sesisp.org.br
Gabriela Dias
(15) 3388-0480 | gabriela.dias@sesisp.org.br

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Teatro do Incêndio e Colmeia Produções convidam o público a partilhar saberes no ciclo de encontros Incêndios da Memória

Entre os dias 02 de agosto e 06 de setembro, o Teatro do Incêndio se transforma em terreiro de escuta, canto e memória viva com o ciclo Incêndios da Memória - Rodas de Conversa e Vivências, sempre aos sábados, às 15h, com entrada gratuita.

Os encontros tratam de ancestralidade, samba, folguedos e cultura popular com a participação de grupos tradicionais, mestres e mestras que mantêm acesas as tradições dos festejos populares no Brasil. São eles: Samba de Lenço de Mauá (2/8), Samba de Bumbo de Pirapora do Bom Jesus (9/8), Reinados de Congos e Congadas (16/8), Moçambique do Mestre Paizinho (23/8), nomes do samba, do teatro e dos folguedos (30/8) e Yalorixá Ivone Ty Oxum e Babalorixá Ivo Ty Odé (6/9). As rodas de conversa têm curadoria do folclorista Diego Dionísio que, há mais de 25, anos pesquisa e vivencia os patrimônios culturais do país.

Incêndios da Memória - Rodas de Conversa e Vivências integra o projeto Aumentar é Aumentar-se, contemplado no Edital Fomento CULTSP PNAB Nº 38/2024 Manutenção e Modernização de Espaços Culturais - ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Esse projeto inicia as comemorações dos 30 anos de trajetória que a Companhia Teatro do Incêndio completa em 2026, agora com toda a sua programação sob gestão da Colmeia Produções. Sua atuação abrange a produção de espetáculos autorais, tendo seu projeto estético como sua principal verve, incorporando organicamente ações formativas, trocas e difusão de saberes sobre cultura brasileira, diversidade e diálogos com comunidades tradicionais.

Até o final de 2025, Aumentar é Aumentar-se oferece ao público um extensa programação. Três espetáculos serão montados: São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista, de Marcelo Marcus Fonseca (2 a 31 de agosto), Dois Perdidos Numa Noite Suja (inédita), de Plínio Marcos (29/9 a 3/11) e Vocês Não Entenderam Nada (inédita), de Marcelo Marcus Fonseca, livremente inspirado em René de Obaldia (15/11 a 15/12). Acontecem também o show Com o Coração na Boca, de Cida Moreira e Rodrigo Vellozo, além de ações de seu projeto permanente A Aurora É Coletiva: Iluminar (curso de iluminação para jovens maiores de 18 anos), Vivência Artística (administração, criação artística, técnica, produção e atuação para jovens maiores de 18 anos) e Residência Artística (um grupo, coletivo ou coletividade desenvolverá suas atividades/trabalhos artísticos e de pesquisa na sede do Teatro do Incêndio).

“Acreditamos que um teatro privado pode, e deve, ser um bem público, rompendo barreiras e levando arte para o maior número de pessoas possível. Nosso espaço é um laboratório de convivência com o todo, a diversidade, onde a rua e o palco se encontram, seja por meio de intervenções urbanas, ações gratuitas ou acolhimento a artistas emergentes”, afirma do diretor do Teatro do Incêndio, Marcelo Marcus Fonseca.

Programação | Rodas de Conversa

Incêndios da Memória - Rodas de Conversa e Vivências
Datas: 02, 09, 16, 23 e 30 de agosto e 06 de setembro de 2025
Horário: Sábados, às 15 horas
Entrada Gratuita. Classificação: Livre. Duração: 2 horas.
Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de maio, 48 - Bela Vista. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2609-3730. Na Rede: @teatrodoincendiooficial
Estacionamento pago em frente ao Teatro do Incêndio. 

02 de agosto
Tema: O Canto que Vem da Terra
Convidado: Samba de Lenço de Mauá 

O Samba de Lenço de Mauá - uma dança folclórica de origem afro-brasileira originária das áreas rurais - chega com seu ritmo cadenciado e ancestral do interior paulista. O encontro promete uma roda com mestres que mantêm viva a musicalidade que brota da terra e dança com a fé.

09 de agosto
Tema: Entre o Tambor e o Passo: O Tempo do Bumbo
Convidado: Samba de Bumbo de Pirapora do Bom Jesus 

A batida forte do bumbo conduz a memória coletiva dos festejos populares. O Samba de Bumbo de Pirapora do Bom Jesus traz a celebração de São Benedito e da herança afro-brasileiras. O grupo - importante representante da tradição do samba de bumbo (ou samba rural paulista) – apresenta as características dessa manifestação como seu batuque, sua dança e seu canto, fortes contribuições dos povos banto para a cultura do Brasil. Sua figura mais importante foi a mestra Dona Maria Esther (que faleceu em 2017 aos 93 anos).

16 de agosto
Tema: Rainhas, Congos e Reinos Invisíveis
Convidado: Reinados de Congos e Congadas 

Reinados de Congos e Congadas - Os estandartes ganham voz! O encontro faz um mergulho na tradição das Congadas e sua força devocional e cultural. A congada é uma expressão cultural e religiosa afro-brasileira que mistura dança, canto, teatro e espiritualidade de matrizes africana e cristã, e homenageiam os reis do Congo.

23 de agosto
Tema: Moçambique: A Caminhada dos Ancestrais
Convidado: Moçambique do Mestre Paizinho 

Moçambique do Mestre Paizinho traz o som das caixas, bastões e as ladainhas que nos guia por caminhos sagrados de fé e resistência ancestral. Mestre Paizinho comanda a Companhia Moçambique de São Benedito de Taubaté, organiza, cria versos e leva arte e sua fé para diferentes cantos do estado de São Paulo. Herdeiro da tradição passada por seu pai, Mestre Paizão, ele representa a terceira geração de mestres do grupo, cujas raízes datam de 1947. 

30 de agosto
Tema: Festa, Corpo e Memória: Encruzilhadas da Cultura Popular
Convidados: Vários 

Esta roda de conversa promete um grande encontro de celebração ao samba, ao teatro, aos folguedos e à ancestralidade, com participação de convidados diversos.

06 de setembro
Tema: Ilê Asé Ya Oju Omin
Convidadas: Yalorixá Ivone Ty Oxum e Babalorixá Ivo Ty Odé 

Arte e cultura relacionadas ao Candomblé encerra o ciclo Incêndios da Memória - Rodas de Conversa e Vivências. Com condução da Yalorixá Ivone Ty Oxum e Babalorixá Ivo Ty Odé este é um encontro com a casa tradicional de matriz africana em roda de conversa sobre a diferença entre a arte e a cultura relacionadas ao Candomblé.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Estão abertas inscrições para cursos, vivência e residência artística no Teatro do Incêndio


Integrando a programação do projeto Aumentar É Aumentar-se, o Teatro do Incêndio e a Colmeia Produções abrem inscrições (gratuitas) para atividades formativas, vivência e residência artística, no período de 4 a 28 de julho de 2025. Os interessados devem preencher formulário disponível na Bio da página @teatrodoincendiooficial, no Instagram. As listas com os nomes dos selecionados serão divulgadas no mesmo local, em 29/7/2025.

As ações oferecidas, que também também fazem parte do projeto permanente da companhia A Aurora É Coletiva, têm início em agosto: Iluminar - curso  de iluminação, ministrado por Rodrigo Sawl, destinado a jovens maiores de 18 anos; Musicalidades em Cena - ministrado por Dedéco (André Pereira Lindenberg), um curso para maiores de 18 anos que aborda o desenvolvimento de musicalidade para a cena; Vivência Artística - com a Cia. Teatro do Incêndio, abrange todas as áreas da realização teatral, para jovens maiores de 18 anos; e Residência Artística - para um grupo, coletivo ou coletividade desenvolver suas atividades artísticas e de pesquisa na sede do Teatro do Incêndio.

O Projeto

Até o final de 2025, Aumentar É Aumentar-se oferece ao público um extensa programação. Em agosto, acontece o ciclo Incêndios da Memória - Rodas de Conversa e Vivências (de 2/8 a 6/9, aos sábados, às 15h). Três espetáculos serão montados: São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista, de Marcelo Marcus Fonseca (2 a 31 de agosto), Dois Perdidos Numa Noite Suja (inédita), de Plínio Marcos (29/9 a 3/11) e Vocês Não Entenderam Nada (inédita), de Marcelo Marcus Fonseca, livremente inspirado em René de Obaldia (15/11 a 15/12). Acontece ainda o show Com o Coração na Boca, de Cida Moreira e Rodrigo Vellozo (26/09/2025 às 20h). Para os eventos pagos, compra de ingressos na plataforma Sympla.

Aumentar É Aumentar-se foi contemplado no Edital Fomento CULTSP PNAB Nº 38/2024 Manutenção e Modernização de Espaços Culturais - ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo. Esse projeto inicia as comemorações dos 30 anos de trajetória que a Companhia Teatro do Incêndio completa em 2026, agora com toda a sua programação sob gestão da Colmeia Produções. Sua atuação abrange a produção de espetáculos autorais, tendo seu projeto estético como sua principal verve, incorporando organicamente ações formativas, trocas e difusão de saberes sobre cultura brasileira, diversidade e diálogos com comunidades tradicionais. “Acreditamos que um teatro privado pode, e deve, ser um bem público, rompendo barreiras e levando arte para o maior número de pessoas possível. Nosso espaço é um laboratório de convivência com o todo, a diversidade, onde a rua e o palco se encontram, seja por meio de intervenções urbanas, ações gratuitas ou acolhimento a artistas emergentes”, afirma do diretor e fundador do Teatro do Incêndio, Marcelo Marcus Fonseca.

Programação - Aumentar É Aumentar-se
A Aurora É Coletiva
Inscrições gratuitas: 4 a 28 de julho de 2025
Onde se inscrever: Instagram - @teatrodoincendiooficial
Divulgação da lista dos selecionados: 29/7/2025
Onde ocorre: Teatro do Incêndio
Rua Treze de maio, 48 - Bela Vista. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2609-3730. Estacionamento pago em frente ou entorno ao Teatro
Início das atividades: Agosto de 2025

Iluminar - Inscreva-se: https://forms.gle/DM4mqM11aYh8s3Sb7
Quando ocorre: 1/8 a 31/10 - 18h30 às 21h30. 

Serão selecionados 20 jovens, maiores de 18 anos, para participarem do curso de iluminação cênica, ministrado pelo Rodrigo Sawl, profissional de trajetória consolidada na iluminação teatral paulistana. No programa do curso estão: técnicas básicas de eletricidade, a história da luz, manutenção de equipamento e como desenhar mapas de luz, entre outros mecanismos técnicos do teatro.

Musicalidades em Cena - Inscreva-se: https://forms.gle/cEwMttfV4tvfpqyo8
Quando ocorre: 6/8 a 29/10 - 19h às 22h. 

Curso de desenvolvimento de musicalidade para a cena, com o músico, ator, educador e diretor artístico Dedéco (André Pereira Lindenberg). O curso propõe uma instauração de atmosfera cênica; dramaturgia sonora; técnicas de improvisação musical para diálogos cênicos (público e plateia); sonoplastia e composição de trilha sonora com a invenção de objetos sonoros em instrumentos musicais.

Vivência Artística - Inscreva-se: https://forms.gle/qPAR6BvGdgT8vpCU8
Quando ocorre: a partir de agosto. 

Serão selecionados 10 jovens artistas, maiores de 18 anos. Durante os meses de realização do projeto Aumentar É Aumentar-se, os participantes tomarão contato com a parte artística, administrativa, criativa, técnica e de produção teatral, com a possibilidade de comporem o elenco dos espetáculos a serem apresentados pela Cia. Teatro do Incêndio. Os contemplados receberão ajuda de custo mensal, assim participando de todas as atividades internas e públicas do grupo.

Residência Artística - Inscreva-se: https://forms.gle/w2xAVyCXueK48tPA7
Quando ocorre: a partir de agosto. 

Será selecionado um grupo, coletivo ou coletividade para desenvolver as suas atividades artísticas e de pesquisa na sede do Teatro do Incêndio, por um período de quatro meses, durante o turno da manhã e/ou tarde. Com o objetivo de acolher e solidarizar-se com grupos sem nenhum apoio, o Teatro do Incêndio cria um mecanismo de apoio, resiliência e existência diante da dura, acreditando que a convivência fortalece, instiga e protege a todos.

FICHA TÉCNICA | Aumentar É Aumentar-se - Direção Artística: Marcelo Marcus Fonseca. Núcleo artístico do Teatro do Incêndio: Amy Campos, Isabela Alonço, Lívia Melo, Sabrina Sartori, Marcelo Marcus Fonseca e Vanda Dantas. Iluminação: Rodrigo Sawl. Figurinista: Sabrina Sartori. Direção de Produção: Vanda Dantas. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Gestão de projeto: Colmeia Produções e Teatro do Incêndio. Realização: Cooperativa Paulista de Teatro, Edital Fomento CULTSP PNAB Nº 38/2024 Manutenção e Modernização de Espaços Culturais - ProAC (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo) e Teatro do Incêndio.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Nas férias, Festival ALLEGRIA reúne atrações gratuitas de teatro musical e circo na capital

Entre os dias 5 e 27 de julho, a terceira edição do Festival Allegria, Festival Infantojuvenil de Artes Cênicas e Música promove arte, cultura e diversão no período das férias escolares para toda a família. O acesso a todas as atrações é gratuito. Os eventos ocorrem em equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, com tradução em Libras em algumas das atividades.

Na abertura, no Centro Cultural Vila Itororó, na Bela Vista, acontece o espetáculo circense No Varal, com a Trupe Liuds (5 e 6/7, sábado e domingo, às 15h). O festival segue no mesmo espaço com a Mostra de Luta Livre Rainhas do Radiador, com as Rainhas do Radiador e participação de convidados (12/7, sábado, às 12h).

No Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey (zona oeste da capital) acontecem várias atrações: VerDe Perto, o Musical Ecológico, teatro musical de Renata Pizi, sendo shows de lançamento do álbum homônimo nas plataformas, pelo selo Belic Music (26 e 27/7, sábado, às 11h, e domingo, às 12h); e Eranko, com Circo de Ébanos (26 e 27/7, sábado e domingo, às 16h). Completam a programação no local, no dia 27/7, domingo: A Andarilha (às 11h), circense com Aline Hernandes e Ana Pessoa; Depassagem (às 13h), teatro circense com Cia do Ó; e O Ovo da Cuca, teatro de máscaras com os Desembargadores do Furgão.

O Festival Allegria oferece a cada edição uma grade de atrações, especialmente planejada, com eventos circenses múltiplos, espetáculos de teatro em vários formatos e musicais que prometem embalar crianças e adultos, reforçando a importância do acesso à cultura na primeira infância, bem como em todas as idades. São apresentações que conjugam artes cênicas (teatro, circo e intervenções) e música, distribuídas pelos espaços, em diversos horários.

Com idealização e direção geral de Adriana Belic, da Belic Arte.Cultura, curadoria artística de Bel Toledo e direção de produção de Giseli Tressi, o Festival Allegria, Festival Infantojuvenil de Artes Cênicas e Música tem o propósito de evidenciar criações artísticas que dialogam com o universo infantojuvenil, que são pautadas pelo aspecto lúdico e pela criatividade, contribuindo para a reflexão acerca da arte feita para crianças e jovens.

Serviço | Programação

Festival Allegria, Festival Infantojuvenil de Artes Cênicas e Música
Datas: 5, 6, 12, 26 e 27 de julho de 2025
Centro Cultural Vila Itororó – 5, 6 e 12/7
Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey – 26 e 27/7
Ingressos: Gratuitos. Horários: Diversos. Classificação: Livre.
Apresentações com intérprete de Libras.
Acesse a programação: IG - @festival_allegria e FB - Festival Allegria.
Idealização e direção geral: Belic Arte.Cultura.

Centro Cultural Vila Itororó
Rua Maestro Cardim, 60 - Bela Vista. SP/SP. 01323-000.
Tel.: (11) 98397-4800. Na rede: @vilaitororo
Apresentações no Palco Éden (70 lugares). Acessibilidade: Não.   

5 e 6 de julho - Sábado e domingo
15h - No Varal, com Trupe Liuds (circense) 

12 de julho - Sábado
12h - Mostra de Luta Livre Rainhas do Radiador - com Rainhas do Radiador e convidados (circense)

Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey

Rua Santa Crescência, 201 e 323 - Ferreira. SP/SP. 05524-020.

Tel.: (11) 95920-0736. Na rede: @jockey.cultural.

Acessibilidade: Sim.  Estacionamento nas proximidades.

26 de julho - Sábado
11h - VerDe Perto, o Musical Ecológico - com Renata Pizi (teatro musical)
16h - Eranko - com Circo de Ébanos (circense) 

27 de julho - Domingo
11h – A Andarilha - com Aline Hernandes e Ana Pessoa (circense)
12h - VerDe Perto, o Musical Ecológico - com Renata Pizi (teatro musical)

13h - Depassagem - com Cia do Ó (circense)
15h - O Ovo da Cuca - com Desembargadores do Furgão (teatro de máscaras)
16h - Eranko - com Circo de Ébanos (circense) 

Sinopses | Espetáculos

No Varal - Trupe Liuds - Inspirados pelas memórias vividas nos quintais da periferia e pelo desejo de comunicar as transformações diárias de seu território, os palhaços Candango (Clébio Ferreira) e Torradinho (Valmir Santana), da Cia Trupe Liuds, penduram no varal personagens e situações que fazem parte do cotidiano da sociedade. A partir daí, a plateia é envolvida de maneira divertida no universo desse quintal, que lembra muito a nossa própria vizinhança.

Mostra de Luta Livre Rainhas do Radiador - Rainhas do Radiador e convidados - A Mostra de Luta Livre Rainhas do Radiador e convidados inicia com uma apresentação do grupo sobre a pesquisa da luta livre no Brasil, explorando seu contexto no circo e o papel das mulheres nesse cenário. Em seguida, as Rainhas do Radiador fazem uma demonstração de técnicas de golpes e esquetes abrindo diálogo com a plateia. Posteriormente, realizam cenas interativas com outros artistas convidados que apresentam breves sequências de seus personagens e lutas.

Verde Perto, o Musical Ecológico - Renata Pizi - Sinopse: Apresentação de lançamento em todas as plataformas do álbum VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo (Selo Belic Music). O espetáculo, criado pela cantora e compositora Renata Pizi, é um espetáculo cênico-musical infantil com uma linguagem simples e poética que se comunica diretamente com a natureza imaginária das crianças. Verde Perto, o Musical Ecológico aborda temas como ecologia, reciclagem e preservação do meio ambiente. Com arranjos executados ao vivo, passa por diversos ritmos como o baião, maracatu, pop e o rock, entrelaçados com intervenções cênicas. O roteiro é formado por “Pet Repet”, “Árvore”, “Lixo na Rua”, “Água”, “Tamanduá”, “Rio Tietê” e outras. Todas as músicas foram compostas por Renata Pizi, sendo as duas últimas em parceria com Sonekka.

Eranko - Circo de Ébanos - Eranko é inspirado pela potência humana enquanto ser animal. Nessa obra circense, o instinto, a visceralidade e a simplicidade do homem contemporâneo resgatam a essência da natureza selvagem que existe em nós. De forma lúdica, a troupe interage com as crianças e transmite valores e conceitos que ampliam a visão de mundo. O elenco é composto por artistas negros periféricos, jovens construindo um caminho artístico por meio de referências do circo clássico, contemporâneo e da cultura afro-brasileira. A companhia existe há mais de 15 anos e já realizou mais de 150 apresentações. Representou o Brasil no evento Brasil/Portugal e, em 2023, foi selecionada para o Festival Internacional Sesc de Circo. Nas apresentações realizam performances inovadores em aparelhos diferenciados.

A Andarilha - Aline Hernandes e Ana Pessoa - A palhaça Rufina (Aline Fernandes) vem chegando em algazarra com seu carrinho de bebê. Ao se deparar com uma sanfoneira (Ana Pessoa), que está sentada, e decide fazer um show.  Muito carismática, a palhaça revela um universo bastante peculiar de memórias, sonhos e humanidades. É cômico, trágico, sensível e fantástico. O espetáculo ainda utiliza recursos circenses como acrobacia, magia cômica, malabares e outros. A Andarilha conta com trilha sonora executada ao vivo (sanfona) com repertório autoral.

Depassagem - Cia do Ó - Dentro de um carro maluco, uma trupe viaja em busca de uma boa praça para se apresentar. O carro é cheio de truques, fazendo uma releitura dos carros malucos que atravessavam os picadeiros com explosões e peças voando. Dentro dele, a palhaça Matraka e seus dois parceiros Nanácio e Trapino. Quando chegam, depois de muitas trapalhadas, o carro se transforma em um circo itinerante e ali presentam um espetáculo com habilidades acrobáticas, malabares e comicidade. Direção e roteiro: Val de Carvalho. Elenco: Alexandre Lavorini, André Schulle, Henrique Buzzi Caponero e Renata Lima. Direção musical: Sandro Fontes. Cenário: Alex Marinho e Sueli Andrade. Figurino: Inês Sacay.

O Ovo da Cuca - Desembargadores do Furgão - A peça é uma sequência de imagens feitas com máscaras que monta retratos sobre liberdade. Ao emergirem de dentro de uma caixa de madeira colocada em um espaço vazio, seres simbólicos se relacionam com o público e com o entorno ao som de trilha feita por um violoncelo. Aos poucos, a dramaturgia não linear permite que o espectador possa adentrar às cenas e criar significados próprios de acordo com suas referências. No mundo moderno, vigiado e monitorado, qual o significado de liberdade? Discursos prontos, opiniões em massa, manipulação de notícias, conteúdos de robôs, fake news: como distinguir o que é verdadeiro? Será livre o nosso pensamento? A peça aborda essas temáticas usando bonecos alegóricos e máscaras. Concepção, direção e atuação: Ana Pessoa. Trilha sonora: Rafael Gandolfo. Cenário e figurino: Maria Zuquim. Voz do Porco: Marcelo Moraes. Produção: Lídia Sant'Anna.

 

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