terça-feira, 7 de abril de 2026

No mês das mães, espetáculo inspirado em Aparecida retorna à Funarte e transforma fé em cultura popular

Grupo Trapo celebra 26 anos com nova temporada de O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias.

Após uma estreia bem sucedida em 2025, o espetáculo O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias retorna ao Complexo Cultural Funarte São Paulo em nova temporada ao longo do mês de maio, período simbólico dedicado às mães, reafirmando sua força como uma celebração da cultura popular brasileira. As apresentações ocorrem entre os dias 9 e 31 de maio, aos sábado e domingos, às 18h.

 

Criado pelo Grupo Trapo, que completa 26 anos de trajetória em 2026, o espetáculo mergulha no universo simbólico das águas e nas narrativas que atravessam gerações, partindo do imaginário em torno de Nossa Senhora Aparecida como ícone cultural do país.

 

Mais do que uma abordagem religiosa, a encenação propõe um olhar sobre a religiosidade popular como manifestação artística, coletiva e afetiva. Em cena, fé, mito, festa, música e memória se entrelaçam para construir uma experiência que dialoga diretamente com o público brasileiro. Inspirado pelas águas do rio Paraíba do Sul - local de origem da devoção à santa -, o espetáculo cria um território cênico onde o sagrado e o cotidiano convivem, revelando um Brasil profundo, sensível e pulsante.

 

Com influências dos autos populares, a obra estabelece um diálogo com O Auto da Compadecida (Ariano Suassuna), mas segue um caminho próprio. O Grupo Trapo investe na reinvenção da tradição, criando uma narrativa original que reúne personagens cômicos, devocionais e humanos em histórias que refletem as contradições e riquezas da cultura brasileira.

 

“O nosso desejo foi criar um espetáculo que já habita o imaginário do nosso povo: as festas de rua, as histórias contadas às margens dos rios, o riso fácil, mas também a dor e a resistência que nos formam como sociedade. O Auto de Aparecida é, antes de tudo, um rito de celebração da cultura popular”, afirma o diretor Muriel Vitória.

 

Na montagem, os atores permanecem em cena como em um ritual contínuo, transitando entre personagens, imagens e situações. Entre altares, cantos e jogos cênicos, o espetáculo convida o público a uma experiência sensorial e coletiva, onde o teatro se torna espaço de encontro, memória e partilha.

 

Neste retorno, O Auto de Aparecida reafirma sua potência como obra que ultrapassa o campo da fé para se inscrever no território da cultura - celebrando, no mês das mães, a figura de Aparecida como símbolo de origem, cuidado e pertencimento.

Sinopse - Nas margens de um rio, uma trupe de artistas conta histórias que brotam das águas. Entre narrativas sagradas e profanas, personagens populares e figuras míticas, surge um teatro de festa e devoção, onde se cruzam fé, riso e memória. O Auto de Aparecida é a celebração de um Brasil que guarda em si a força da cultura popular e o mistério das águas que contam e recontam histórias.

FICHA TÉCNICA - Direção e concepção: Muriel Vittorea. Elenco:  Ismael Joaquim, Kalil Zarif, Marcio Lima, Nalu Oliveira, Nicolas Miranda, Pedro Henrique Meeta, Suellen Santos, Well Nascimento e Zé Carlos de Oliveira. Participação especial: Priscilla Rosa. Figurinos e adereços: Bruno Bertolli, Lis Nunes e Muriel Vittorea. Cenário: Muriel Vitória. Iluminação: Jottape Silva e Muriel Vittorea. Produção: Grupo Trapo. Produção artística: Diego Brito. Social media: Pedro Henrique Meeta. Fotos: Thaina Piauilino e Pedro Henrique Meeta. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Realização: Grupo Trapo.

Serviço

Espetáculo: O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias
Temporada: 09 e 10, 16 e 17, 23 e 24, 30 e 31 maio de 2026
Horário: sábados e domingos, às 18h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada).
Venda online: www.sympla.com.br (link no Instagram - @grupotrapo).
Bilheteria: 1 hora antes das sessões.
Duração: 100 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Auto popular. 

Complexo Cultural Funarte São Paulo
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos. São Paulo/SP.
Sala Carlos Miranda (60 lugares). Acessibilidade: Sim.
Tel.: (11) 95078-3004. Metrô Santa Cecília. 

O grupo

O Grupo Trapo foi criado no ano 2000 pelo ator e diretor Muriel Vitória, em São Paulo. Desenvolve trabalhos baseados em comportamentos humanos e na cultura popular utilizando como expressão e estética os elementos corporais pautados no ‘teatro de investigação corporal’. Suas montagens teatrais são apresentadas em espaços populares buscando contemplar todos os públicos e fomentar temas pertinentes à sociedade atual, mediadas principalmente por questões que afetam a todos direta ou indiretamente, seja nos conceitos, nas relações pessoais ou mesmo na própria arte, na crença, na cultura popular. Atua diretamente na região central da cidade, no bairro da Consolação, em seu teatro-sede - Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura. Apoia iniciativas e resiste, há 25 anos, com ações que visam o estreitamento de laços entre arte e sociedade.

Repertório / espetáculos: Tanto Frida Quanto Eu (2026), O Auto de Aparecida - Onde as águas contam histórias  (2025 e 2026), O Banquete no Éden (2024, remontagem), Jorge - Uma Ode ao Cavaleiro dos Dois Mundos (2023), Sobrevidas (2022); Savoir - Faire Éden (2020), As Desventuras de Pinóquio (2020), O Banquete no Éden (2019 e 2026), Escola de Mulheres 2000 D/C (2019), As Desmemorias da Emília - A Marquesa de Rabicó (2019), Abelha Rainha (2017), O Quintal da Casa de Doroty, inspirado na obra de L. Frank Baum (2015), Levi (2015), O Planeta Fantástico do Principezinho, inspirado na obra de Antoine de Sant- Exupéry (2014); O Sorriso do Gato de Alice, inspirado na obra de Lewis Carrol (2014), Senhora Sertão, Menina, de Muriel Vitória (2015); Salve Rainha, de Muriel Vitória (2015), Pane no Circo, de Muriel Vitória (2009), O Sítio e Alice, baseado na obra de Monteiro Lobato, direção e adaptação de Muriel Vitória (2005), e Chega de Estresse, de Muriel Vitória (2000).

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

Teatro Padre Bento de Guarulhos recebe show do Banduo lançando Dobras, concebido para dois bandolins

Álbum de Maik Oliveira e Rafael Esteves apresenta as possibilidades sonoras do bandolim, um dos instrumentos mais emblemáticos da música brasileira, mesclando choro com música instrumental e de câmera.

Rafael Esteves e Maik Oliveira (foto de Rebeca Figueiredo)

No dia 18 de abril, sábado, às 19h30, o Teatro Padre Bento, em Guarulhos (SP), recebe o show de lançamento do álbum Dobras do Banduo, duo formado pelos bandolinistas Maik Oliveira e Rafael Esteves. A apresentação, gratuita, conta com participação especial de Victor Guedes (violão tenor).

O concerto oferece acessibilidade: intérprete de Libras, audiodescrição, espaços reservados e mediação para o acolhimento de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos.

Esse trabalho integra o projeto Banduo - O Bandolim e Suas Texturas, lançado pelo duo, em 2025, no qual exploram as possibilidades sonoras do bandolim. Com direção musical de Alisson Amador, o álbum apresenta 10 faixas inéditas, entre composições próprias e de outros autores, feitas especialmente para o Banduo. Os arranjos trazem assinaturas de quatro instrumentistas, referências na cena contemporânea - Edmilson Capelupi, Milton Mori, Marcílio Lopes e Alisson Amador, além do próprio Rafael Esteves.

Nesse dueto, o virtuosismo de Maik Oliveira e Rafael Esteves é aplicado às possibilidades do bandolim, mesclando influências do choro com o instrumental brasileiro e a música de câmara (com destaque para J.S. Bach) em busca de sonoridades inovadoras e potentes. O flerte com a música camerística traz uma singularidade muito em virtude da formação inusitada de dois bandolins. Os músicos ressaltam a importância desse encontro sonoro de dois instrumentistas que começaram tocando samba e pagode na periferia de São Paulo - Maik em São Bernardo do Campo e Rafael em Guarulhos - até iniciarem no universo do choro. E agora, o encontro com Alisson Amador, músico de formação clássica, natural de Heliópolis, que chegou para contribuir, inicialmente como professor de rítmica, chegando à direção musical pela sintonia identitária com os artistas e com o trabalho do Banduo.

Abrindo o álbum, Estudo em G Menor” (Rafael Esteves) tem arranjo do autor e de Milton Mori. Nasceu como um estudo de técnica e ganhou uma segunda voz de bandolim no arranjo de Mori. Uma surpresa no meio do caminho, referindo-se à tonalidade, dá uma bela prévia do que vem pela frente. A segunda faixa, “Manu” (Edmilson Capelupi), com arranjo do autor, foi composta especialmente para o Banduo; uma “polca saltitante” em homenagem à Manu, filha de Maik. A faixa evidencia a beleza do instrumento em três partes com funções muito bem definidas: Maik no acompanhamento e Rafael no solo para finalizar em equilíbrio e harmonia entre os dois bandolins.

As próximas composições - Suíte Banduo (Rafael Esteves) - traz os três movimentos tradicionais da música de câmara. Criação do autor e arranjador para esse trabalho, a primeira, “Suite Banduo: I. Joropo”, é uma valsa em referência ao homônimo gênero tradicional venezuelano, de ritmo alegre e dançante. “Suíte Banduo: II. Valsa Evocativa”, como o próprio nome sugere, é mais lenta, melancólica; uma valsa-choro na qual a mistura incomum do erudito com o choro popular se converge na beleza nesse arranjo. No terceiro movimento, “Suíte Banduo: III. Choro”, o arranjo retoma o tom alegre, vibrante, como o bandolim tradicional tocando choro.

A sexta faixa, “Portal Favela” (Alisson Amador), tem significado amplo em Dobras - com arranjo do autor. A composição foi inspirada no encontro entre os três músicos. O tema narra a história desses artistas que atravessaram o ‘portal periférico’ e celebram juntos na música, no ritmo, na arte desse trabalho. Seguindo, vem “Leonor” (Maik Oliveira e Rafael Esteves), cuja primeira parte havia sido composta por Rafael, há tempos. Maik entrou com seu talento na criação da segunda parte e Rafael fechou a obra. A faixa, muito representativa desse projeto dos bandolinistas, conta com arranjo assinado por Marcilio Lopes, que ressalta as características do regional de choro, e tem participação especial de Milton Mori no violão tenor. Marcílio e Mori também estão presentes em Brandura de Gênio” (Rafael Esteves) que, assim como a música anterior, tem destaque na sonoridade do regional de choro. A composição de Rafael é uma homenagem ao amigo Beto Casemiro, bandolinista do ABC falecido em 2020.

 

Chegando no final vem o belo choro “Conversa de Bandolins” (Milton Mori), composto especialmente para Dobras. A música marcou o início dos estudos de Maik Oliveira e Rafael Esteves para o álbum, sendo um deleite para o duo ao possibilitar o trânsito pelas nuances rítmicas e harmônicas do bandolim. Também arranjador da faixa, Mori a compôs pensando unicamente no instrumento em questão. O choro ritmado “Não Foi Dessa Vez!” (Maik Oliveira) fecha o álbum em arranjo primoroso de Edmilson Capelupi, que explora a densidade rítmica e harmônica do instrumento com nuances provocativas, deixando a parte final para o improviso livre dos bandolinistas. Maik compôs a música para um festival, estimulado por seu amigo e professor Renan Bragatto, mas não a tempo de se inscrever, permanecendo inédita até o momento.

O bandolim - instrumento emblemático da música brasileira, ligado a nomes como Jacob do Bandolim, Luperce Miranda, Isaías Bueno e Déo Rian - ganhou um novo olhar nesse projeto pelo diálogo entre o choro e a música de câmara, ampliado por uma abordagem contemporânea capaz de atrair os ouvintes mais diversos.

Maik Oliveira é bandolinista com mais de 20 anos de trajetória. Tocou com nomes como Inezita Barroso, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nilze Carvalho, Eduardo Gudin, Sérgio Reis e Rolando Boldrin. Foi aluno de Jane do Bandolim, Edmilson Capelupi, Silvia Góes e Luizinho 7 Cordas. Atualmente tem seu trabalho solo, Maik Oliveira e Regional, e integra os grupos de Marina de la Riva e Paula Sanches.

Rafael Esteves é bandolinista, educador, compositor e arranjador. Venceu o Festival Jorge Assad com o Quarteto Pizindim, com o qual se apresenta em unidades do Sesc e outros circuitos culturais. Como solista, já atuou com a OCAM-USP e com grandes nomes da música brasileira como Dona Ivone Lara, Monarco, Almir Guineto e Péricles.

O projeto Banduo

O Banduo - O Bandolim e Suas Texturas é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 24/2024 de Gravação e Lançamento de Álbum Musical Inédito, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Além da gravação do álbum, o Banduo vem realizando circulação com sete apresentações: dois concertos didáticos e cinco shows (pré-lançamento e lançamento). Os concertos didáticos, realizados em polos do Projeto Guri, têm o objetivo de compartilhar com os alunos o processo criativo, a preparação do disco, a criação dos arranjos e a construção do repertório, além de abordar o bandolim e sua história.

Ficha técnica - Banduo: Rafael Esteves e Maik Oliveira (bandolins). Músico convidado: Victor Guedes (violão tenor). Técnico de som: Claudio Moraes. Luz: Igor Sully Intérprete de Libras: Elaine Sampaio. Audiodescrição: Ver Com Palavras. Mediação: Maytê Amarante. Assessoria em acessibilidade: Manoel Negraes (Vias Abertas - Comunicação, Cultura e Inclusão). Fotos: Rebeca Figueiredo. Designer gráfico e identidade visual: Bruno Conde. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Concepção do projeto: Rafael Esteves e Maik Oliveira. Produção: Leonardo Escobar (PiÔ - Produção e Projetos). Data de lançamento do álbum: 27/02/2026.

Serviço

Show/lançamento: Banduo - Dobras
Dia 18 de abril de 2026 - Sábado, às 19h30
Acesso Gratuito - Sem distribuição de ingressos.
Duração: 60 min. Classificação: Livre.
Banduo na rede: https://www.instagram.com/obanduo/ 

Teatro Padre Bento
Rua Francisco Foot, 03 - Jardim Tranquilidade. Guarulhos/SP.
Tel.: (11) 2229-5043. Capacidade: 350 lugares. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br 

Aos 83 anos, Dino Galvão Bueno lança álbum autoral que celebra parceiros, convidados e a própria história

Falando de Amigos tem participação especial de Nelson Ayres e parcerias com Theo de Barros, Daltony Nóbrega, Cau Pimentel, Edgard Poças, Adylson Godoy e J. Petrolino.

Dino Galvão Bueno / Foto de Bruno Conrado

O violonista, compositor e letrista Dino Galvão Bueno, um dos pilares da Bossa Nova paulista, lança o álbum autoral Falando de Amigos nas plataformas digitais de música, no dia 10 de abril de 2026. Aos 83 anos, o artista celebra seis décadas de trajetória com canções compostas ao longo da carreira. O show de lançamento acontece no dia 22 de abril, quarta, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo, às 20h, com ingressos gratuitos.

Com direção musical e arranjos de Ricardo Barros e direção artística de Anita Galvão Bueno, Falando de Amigos faz uma travessia musical pela memória afetiva e artística de Dino Galvão Bueno, testemunha viva da história e das transformações culturais do nosso país. O repertório totalmente autoral - que transita por estilos como samba-canção, bolero, valsa, bossa e frevo-canção - traz parcerias com Theo de Barros, Daltony Nóbrega, Cau Pimentel, Edgard Poças, Adylson Godoy e J. Petrolino, amigos e importantes artistas da cena paulistana e brasileira.

O álbum também tem com participações músicos convidados, virtuoses como o maestro e pianista Nelson Ayres (que toca piano e assina o arranjo da canção “Estrela Guia”), o clarinetista israelense Oran Etkin, o trombonista Jaziel Gomes, o saxofonista Anderson Quevedo e o trompetista Diogo Duarte, além de Anita Galvão Bueno (filha de Dino, que canta em duas faixas) e a netinha Violeta Galvão Bueno (na faixa em sua homenagem). O time se completa com a banda base das gravações, formada por Ricardo Barros (violão), Paula Valente (flauta e sax), Mauricio Orsolini (piano), Daniel Amorin (contrabaixo) e André Kurchal (bateria e percussão), que acompanha Dino desde 2024.

Cada canção acende uma lembrança. Cada história ilumina um pedaço do mapa sonoro da vivência, do trabalho e dos afetos de Dino. “À essa altura de minha vida, realizar esse trabalho considero algo divino. Registar minhas composições com parceiros de vida e de música, sendo que muitos deles já partiram, em um álbum precioso, feito com talento e afeto pelo Ricardo Barros, e todas as participações e músicos que tocaram, é um momento de intensa celebração à vida e à arte”, confessa Dino Galvão Bueno.

Ricardo Barros, arranjador e diretor musical da obra, filho do violonista e compositor Theo de Barros, que também tocou no primeiro disco de Dino, Mestre Navegador (2003), comenta a importância do trabalho: “Estou imensamente feliz com o resultado que alcançamos nesse tradicional trabalho de canções brasileiras. E ainda bastante ansioso para ver o álbum sendo ouvido mundo afora. Dino é um artista autêntico, original, genuinamente brasileiro, temos que valorizar, manter viva a obra de nossos artistas.”

O choro-canção que dá nome ao álbum, “Falando de Amigos” (Dino Galvão Bueno e Daltony Nóbrega), abre o repertório com participação de Oran Etkin no quarteto de clarinetes e clarone. Dino a compôs essa bossa em homenagem ao amigo Carlos Lyra (1933-2023). Posteriormente ganhou letra de Daltony, estendendo essa homenagem aos demais amigos e parceiros do compositor. A valsa “Até Quando?” (Dino Galvão Bueno e Theo de Barros), segunda parceria entre Dino e Theo, gravada também no primeiro disco de Dino, Mestre Navegador, vem com a banda base completa no arranjo - violão, sopros, piano, baixo e bateria. Seguindo, “Todos os Cantos” (Dino Galvão Bueno e Daltony Nóbrega), é um samba cuja letra foi inspirada no cambacica, passarinho cuja figura também ilustra a capa do álbum. A faixa é interpretada por Anita Galvão Bueno, filha de Dino.

A quarta composição é o bolero “Pedaço Pior” (Dino Galvão Bueno), com letra carregada de sentimentos e dores de amores, também registrada no primeiro disco do autor. O arranjo potencializa o tema com solo de Paula Valente no sax soprano e a marcação cadenciada do bongô de Kurchal. Dino Galvão Bueno não esconde seu encanto por esse arranjo. Na sequência, “Versos de Amor” (Dino Galvão Bueno e Cau Pimentel) é uma canção romântica, cuja nostalgia ganha tons nas teclas do piano Orsolini. Um momento afetuoso do disco está no medley “Violeta” (Dino Galvão Bueno e Edgard Poças) e “Cantiga para Violeta” (Dino Galvão Bueno e Sergio Lima), composições que Dino fez para sua netinha Violeta Galvão Bueno, que também participa da faixa. A primeira é uma cantiga de ninar, em tom camerístico, que deságua na segunda, uma valsa-jazz com arranjo mais pesado, tendo toda a banda na execução.

A sétima composição é a bossa nova “Quando o Amor Chegar” (Dino Galvão Bueno e Sergio Augusto). O arranjo limpo, minimalista, tem destaque para a percussão de Kurchal e para o nipe de flautas de Paula Valente. Esta é a única faixa em que Dino Galvão Bueno toca violão, além de interpretar. “Estrela Guia” (Dino Galvão Bueno e Adylson Godoy) é uma composição de Dino, criada ao piano, para sua esposa Vera, que desejava ouvi-la um dia sendo tocada pelo pianista Nelson Ayres. A faixa concretiza o sonho de Vera, não somente com Ayres ao piano, mas ainda na criação do arranjo, que abre ao som de piano e baixo e traz o violão de Ricardo Barros como elemento surpresa no meio da composição. Esta é uma das três faixas não inéditas do trabalho, sendo já gravada no álbum Notas Brasileiras, de Adylson Godoy, Dino Galvão Bueno e Theo de Barros & Filhos, em 2023.

A penúltima faixa, “Sob a Luz do Neon” (Dino Galvão Bueno e Daltony Nóbrega), canta e poetiza o brilho da vida; é um envolvente bolero que, no final, faz referência ao chileno Lucho Gatica (O Rei do Bolero). O clima de cabaré tem contribuições do fluguelhorn de Diogo Duarte, do piano de Mauricio Orsolini e do bongô de André Kurchal. Fechando Falando de Amigos, “Bloco de Tudo” (Dino Galvão Bueno e J. Petrolino) é um frevo-canção de melodia marcante no qual Dino divide a interpretação com Anita Galvão Bueno. O arranjo traz o clima autêntico do frevo pernambucano com performances brilhantes de Jaziel Gomes, Anderson Quevedo e Diogo Duarte nos sopros, músicos com quem o arranjador e violonista Ricardo Barros toca frequentemente nos carnavais. Destaque também para o sax de Paula Valente, fechando o naipe de metais em um quarteto. “Ricardo me surpreendeu com esse arranjo cheio de autenticidade. Sua versatilidade nos leva diretamente para o frevo pernambucano”, comenta Dino Galvão Bueno.

Repertório: 1- Falando de Amigos (Dino Galvão Bueno / Daltony Nóbrega); 2- Até Quando? (Dino Galvão Bueno / Theo de Barros); 3- Todos os Cantos (Dino Galvão Bueno / Daltony Nóbrega) - Feat Anita Galvão Bueno; 4- Pedaço Pior (Dino Galvão Bueno); 5- Versos de Amor (Dino Galvão Bueno / Cau Pimentel); 6- Medley: Violeta (Dino Galvão Bueno / Edgard Poças) e Cantiga para Violeta (Dino Galvão Bueno / Sergio Lima); 7- Quando o Amor Chegar (Dino Galvão Bueno / Sergio Augusto).8- Estrela Guia (Dino Galvão Bueno / Adylson Godoy) - Feat Nelson Ayres; 9- Sob a Luz do Neon (Dino Galvão Bueno / Daltony Nóbrega); 10- Bloco de Tudo (Dino Galvão Bueno / J. Petrolino) - Feat Anita Galvão Bueno.

Ficha técnica | Falando de Amigos - Artista/intérprete e direção geral: Dino Galvão Bueno. Direção musical e arranjos: Ricardo Barros. Direção artística: Anita Galvão Bueno. Músicos: Dino Galvão Bueno (voz e violão); Anita Galvão Bueno (voz), Ricardo Barros (violão 6 e 7 cordas), Paula Valente (flauta e sax soprano), Mauricio Orsolini (piano, fender rhodes, teclado, acordeom e glockenspiel), Daniel Amorin (baixos acústico, upright e elétrico) e André Kurchal (bateria, percussão e efeitos). Músicos convidados: Nelson Ayres (piano e arranjo “Estrela Guia”), Oran Etkin (clarinete e clarone), Jaziel Gomes (trombone), Anderson Quevedo (sax tenor), Diogo Duarte (trompete e flugelhorn) e Violeta Galvão Bueno (voz). Técnicos de gravação e captação - Estúdio 185: Beto Mendonça e Bruno dos Reis. Técnico de gravação e captação - Estúdio da Associação Cultural Cachuera! (Pianos): Bruno dos Reis. Técnicos de gravação e captação - Estúdio Pau Brasil (“Estrela Guia”): Kim Stroeter e Rodolfo Stroeter. Edição e mixagem: Beto Mendonça. Masterização: Homero Lotito - Reference Mastering Studio. Distribuição digital: PiÔ - produção e projetos. Ilustrações: Tiago Marques. Projeto gráfico: Andrea Pedro. Fotos: Bruno Conrado. Assessoria em acessibilidade: Vias Abertas - Comunicação, Cultura e Inclusão. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Direção de produção e produção executiva: Leonardo Escobar e Nathalia Meyer. Concepção de projeto: Leonardo Escobar e Nathalia Meyer - Execução: PiÔ - produção e projetos.

O Projeto

Falando de Amigos, Novo Álbum de Dino Galvão Bueno é um projeto realizado com recursos do edital PNAB 20/2024 de Projetos Culturais para Pessoas 60+ na Indústria Criativa, com apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB); do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo; e do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Além da disponibilização digital do álbum e do show de lançamento, o projeto realizará uma roda de conversa como ação formativa, e uma série de entrevistas em vídeo intermediadas por Anita Galvão Bueno, que será lançada no canal de Dino Galvão Bueno e da PiÔ - produção e projetos no YouTube, até o final de abril de 2026.

Ao longo de cinco episódios, parceiros, amigos e artistas que integram o disco refletem sobre a parceria - musical e afetiva - que atravessa a trajetória de Dino. Participam da série o próprio Dino, que revisita memórias e momentos decisivos de sua caminhada; Ricardo Barros, diretor musical do álbum, que aborda a convivência entre gerações; J. Petrolino, que mergulha na palavra e na canção, evidenciando a força das parcerias; Débora Nóbrega, filha de Daltony Nóbrega, em uma conversa emocionante que celebra a vida e a obra de seu pai; e Nelson Ayres, que retorna ao início da trajetória de Dino, revisitando um período em que a música brasileira atravessava um de seus momentos mais marcantes. O conteúdo digital do projeto será disponibilizado em dinogalvaobueno.

Como medidas de acessibilidade, o projeto conta com intérprete de Libras nos shows, roda de conversa e vídeos, legendas nos vídeos, audiodescrição da capa e do encarte.

Serviço

Lançamento/Álbum: Falando de Amigos
Artista: Dino Galvão Bueno
Data: 10 de abril de 2026
Nas plataformas digitais de música.
Pré-save: https://ditto.fm/falando-de-amigos 

Show de lançamento: 22 de abril de 2026 - Quarta, às 20h
Ingressos: Gratuitos - Bilheteria 1h antes
Local: Teatro Alfredo Mesquita
Avenida Santos Dumont, 1770 - Santana. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2221-3657. Capacidade: 198 lugares. 

Linktree: https://linktr.ee/dinogalvaobueno | https://linktr.ee/pio.producaoeprojetos
Instagram: @dinogalvaobueno.oficial | @pio.producaoeprojetos
Facebook: @dinogalvaobueno | @pio.producaoeprojetos
YouTube: @dinogalvaobueno | @pio.producaoeprojetos 

Perfis

Dino Galvão Bueno (compositor, intérprete e violonista) - Dino Galvão Bueno é um dos nomes que deram forma à Bossa Nova paulista. Violonista, compositor e letrista, iniciou sua trajetória nos anos 1960 ao lado de importantes artistas como Theo de Barros e Sérgio Augusto. Substituiu Chico Buarque na histórica montagem de Morte e Vida Severina, no TUCA, participou de festivais marcantes, integrou o movimento Música Nossa e compôs clássicos como “Monjolo”. Autor de mais de 100 canções e dono de uma poesia musical refinada, Dino é guardião de uma história que une música, teatro, boemia e amizade. Em Falando de Amigos, revisita sua caminhada com delicadeza e autenticidade, reunindo composições de grandes parceiros e traduzindo a sensibilidade paulistana.

Ricardo Barros (diretor musical, arranjador e violonista) - Ricardo é violonista, multi-instrumentista, arranjador e um dos principais herdeiros da tradição da música brasileira contemporânea. Filho de Theo de Barros, cresceu entre partituras, ensaios e histórias que compõem o imaginário da MPB. Com estilo elegante e profundo conhecimento harmônico, ele transita entre reverência e invenção, mantendo viva a linhagem que ajudou a construir a identidade musical do país. Em Falando de Amigos, assina direção musical, arranjos e interpretações, com grande conhecimento do universo poético de Dino.

Anita Galvão Bueno (direção artística e intérprete) - Anita carrega na voz a doçura e a força de quem cresceu acompanhando bastidores, ensaios e histórias que moldam a MPB paulista. Filha de Dino Galvão Bueno, integra o projeto como intérprete e colaboradora na construção estética e narrativa. Seu canto, ao mesmo tempo suave e firme, abre janelas para novas leituras da obra de Dino, unindo presença cênica, afeto e precisão musical. Em Falando de Amigos, Anita representa o elo entre passado e futuro: a continuidade viva de uma tradição que se renova através do encontro.

Nelson Ayres (pianista e arranjador convidado) - Nelson Ayres é pianista, compositor, arranjador e um dos nomes mais importantes da música brasileira contemporânea, com trajetória que passa pelo jazz, MPB e por formações históricas como o grupo Pau Brasil e a Orquestra Jazz Sinfônica. Parceiro de Dino desde os anos 1960, Nelson integra o álbum Falando de Amigos como participação especial, assinando o arranjo e interpretando uma das canções. Uma presença que ilumina o disco e realiza um sonho de Dino. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br 

Cidades Invisíveis, uma farsa inspirada na obra de Italo Calvino, estreia no Teatro Arthur Azevedo

Espetáculo interpretado por Gúryva Portela e Claudio Carneiro tem dramaturgia e direção de Marcelo Romagnoli.

Foto de Ana Lu 
No dia 24 de abril, sexta, às 20h, o espetáculo Cidades Invisíveis estreia no Teatro Arthur Azevedo, às 20h, com ingressos gratuitos. Com direção e dramaturgia assinadas por Marcelo Romagnoli, trata-se de uma comédia farsesca, livremente inspirada na obra do escritor italiano e Prêmio Nobel, Italo Calvino (1926-1985).

O enredo mostra o encontro do famoso viajante Marco Polo (Gúryva Portela) - que na montagem é um ambulante que carrega um cinematógrafo com imagens das cidades por onde passou - com o antigo imperador da Mongólia, o poderoso Kublai Khan (Claudio Carneiro).

A encenação de Romagnoli faz uma ponte ente os desertos orientais com um Brasil profundo para recontar, metaforicamente, o livro de Calvino. Para tanto, a concepção de lança mão do metateatro, colocando a ação dentro de um espaço circense.

O tom da palhaçaria marca a encenação. Os atores investem na linguagem farsesca para criar um espetáculo acessível para o público de qualquer idade. Gúryva Portela é artista pernambucano com vasta experiência no teatro popular. Claudio Carneiro também tem larga vivência na palhaçaria, egresso do Cirque du Soleil onde atuou por 15 anos.

A música - criação original da compositora e rabequeira Renata Rosa - entrelaça o deserto tuaregue com a raiz do nordeste brasileiro. A cenografia de Zé Valdir Albuquerque, artista de forte veia popular, também se configura entre as duas estéticas: ao mesmo tempo que situa a história em um ambiente rústico das paisagens de areia, coloca os personagens em um picadeiro mambembe, envoltos na fantasia do circo-teatro.

As projeções em vídeo das Cidades Invisíveis, construídas por Um Cafofo (André Grynwask e Pri Argoud), remetem ao cinema mudo, mostrando as vilas fantásticas que Marco Polo presumivelmente visitou quando atravessou o mundo na Idade Média.

A peça equilibra humor e poesia, filosofia e brincadeira, mantendo a essência reflexiva da obra original, mas traduzida para uma experiência teatral viva e contemporânea. Em tempos de excesso de imagens prontas, a peça convida o espectador a construir cidades dentro de si. Porque talvez, como sugere Calvino, toda cidade seja feita menos de pedra e mais de olhar.

Segundo o diretor Marcelo Romagnoli, “Cidades Invisíveis é um espetáculo popular que amplia a potência da imaginação e que coloca diante de nós algumas chaves para viver em sociedade. O livro, publicado em 1972, surpreende porque as cidades não tratam de um conceito físico, mas de uma simbologia da experiência humana."

Esse projeto foi contemplado pelo Edital ProAC nº 22/2024 - Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro Inédito, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA | Cidades Invisíveis - Livremente inspirado na obra de Italo Calvino - Direção e dramaturgia: Marcelo Romagnoli. Elenco: Claudio Carneiro e Gúryva Portela. Trilha sonora original: Renata Rosa. Figurino: Silvana Marcondes. Direção de imagem e videomapping: Um Cafofo (André Grynwask e Pri Argoud). Cenotecnia e objetos: Zé Valdir Albuquerque. Iluminação: Rodrigo Bella Dona. Produção e redes sociais: Madu Arakaki e Gabriela de Sá. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Fotos de divulgação: Ana Lu. Design gráfico: Mandy. Realização: Cia Vúrdon de Teatro Itinerante.

Serviço

Espetáculo: Cidades Invisíveis
Ensaio aberto: 23 de abril de 2026 - Quinta, às 20h
Temporada: 24 de abril a 10 de maio de 2026
Horários: Sextas e sábados, às 20h | Domingos, às 19h
Ingressos: Gratuitos - Bilheteria: 1 hora antes das sessões.
Duração: 60 min. Classificação: Livre (para todas as idades). Gênero: Comédia dramática 

Teatro Arthur Azevedo
Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca. São Paulo/SP.
Capacidade: 349 lugares. Acessibilidade: Sim.
Telefone: (11) 2604-5558. Na rede: @teatroarthurazevedosp. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sede da Cia de Teatro Heliópolis recebe espetáculos de 5 grupos de territórios periféricos

Espetáculos convidados - montagem

A Companhia de Teatro Heliópolis apresenta temporada gratuita com cinco companhias teatrais convidadas, de 18 de abril a 24 de maio. Cada grupo realiza duas sessões, um workshop sobre seus respectivos processos criativos e roda de conversa após a primeira sessão. As apresentações ocorrem sempre aos sábado, às 20h, e domingos, às 18h, com ingressos gratuitos, além de interpretação em Libras em uma sessão de cada espetáculo.

 

Vinda de Cubatão, a Esquadrilha Marginália abre a temporada com Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda, nos dias 18 e 19 de abril. O Grupo Clariô de Teatro apresenta o espetáculo Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, nos dias 2 e 3 de maio. A companhia O Bonde chega com Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar, nos dias 9 e 10 de maio. Já a Cia Os Crespos entra em cena com duas montagens: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, dia 16 de maio, e A Solidão do Feio, dia 17 de maio. E a Cia Dos Inventivos apresenta Maria Auxiliadora, nos dias 23 e 24 de maio, fechando a série de grupos convidados.

 

Sobre as rodas de conversa com o público, participam os seguintes artistas: Sander Newton, diretor, pela Esquadrilha Marginália (18/4); Naruna Costa e Cleydson Catarina, diretores, pelo Grupo Clariô de Teatro (2/5); Lucas Moura, dramaturgo, por O Bonde (9/5); Lucelia Sérgio, diretora (16/5) e Sidney Santiago Kuanza, diretor/dramaturgo/ator, e Gabi Costa, diretora (17/5), pela Cia Os Crespos; e Flávio Rodrigues, diretor, pela Cia Dos Inventivos (23/5).

Quanto aos workshops, a maioria será ministrada aos domingos, das 14h às 16h, por integrantes das companhias: Corpos Favela - Esquadrilha Marginália (19/4); Processo Criativo - Grupo Clariô (3/5); O Corpo Negro e o Teatro - O Bonde (10/5); e Oficina Inventiva - Cia Dos Inventivos (24/5). Apenas o Processo Criativo - Cia Os Crespos (14/5) ocorre na quinta-feira, das 19h às 21h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do link disponível na Bio da Cia. de Teatro Heliópolis no Instagram - @ciadeteatroheliopolis.

As apresentações de grupos convidados integra a programação do projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, contemplado no Edital Nº 38/2024, Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433. Esta ação busca aprofundar a relação com coletivos que desenvolvem seus trabalhos nos territórios periféricos da cidade ou estado de São Paulo, por meio do intercâmbio artístico.

Serviço | Programação

 

Companhia de Teatro Heliópolis apresenta espetáculos convidados

Ingressos: Gratuitos – Bilheteria 1 hora antes das sessões.

Reservas online: Sympla

Programação, informações e inscrições para workshops (20 vagas):

https://www.instagram.com/ciadeteatroheliopolis/

 

Espetáculo: Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda

Grupo: Esquadrilha Marginália

Datas: 18 e 19 de abril - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 18/4 - com Sander Newton
Workshop - Corpos Favela: 19/4, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 19/4. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto

Grupo:  Grupo Clariô de Teatro

Datas: 2 e 3 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 2/5 - com Naruna Costa e Cleydson Catarina.

Workshop - Processo Criativo: 3/5, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 3/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar

Grupo: O Bonde

Datas: 9 e 10 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 9/5 - com Lucas Moura

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro: 10/5 - das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 10/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

Espetáculo: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 16 de maio - Sábado, às 20h

Roda de conversa: Após apresentação - com Lucelia Sergio
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: A Solidão do Feio

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 17 de maio - Domingo, às 18h

Roda de conversa: Após apresentação - com Sidney Santiago e Gabi Costa

Workshop - Processo Criativo: 14/5 - das 19h às 21h - com O Grupo
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Maria Auxiliadora

Grupo: Cia dOs Inventivos

Datas: 23 e 24 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 23/5 - com Flávio Rodrigues.

Workshop - Oficina Inventiva: 24/5, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 24/5. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público: Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.
IG: @ciadeteatroheliopolis | FB: @companhiadeteatro.heliopolis 

SOBRE OS GRUPOS, ESPETÁCULOS E ATIVIDADES

Esquadrilha Marginália

Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda

Suas vivências, identidades e múltiplos elementos formam a raiz favela que alimenta o segundo espetáculo da Esquadrilha Marginália, grupo de Cubatão. Buscando uma experiência imersiva, propõe-se formas alternativas do fazer teatral junto ao narrar seus territórios. Por meio da pesquisa, improvisação e experimentação, fala sobre um encontro de muitos caminhos. No ato circular movido pelos elementos em quatro capítulos com seus versos, as múltiplas linguagens são ferramentas de construção coletiva de uma imersão que também busca tensionar as noções do imaginário envolta do Teatro. Na possibilidade de nomear o próprio teatro, convenciona-se essa obra como parte do teatro pós-épico. “Afinal, somos corpos-favelas pulsando no erro e na sinceridade, cubatense no verso que aqui é de verdade, é Kuipata’a, é Favela de Barro”.

Criado em 2016, o Esquadrilha Marginália é um grupo de Cubatão que pesquisa a linguagem popular e a estética periférica, traçando palafitas com as periferias do mundo. Formado por jovens artistas vindos da periferia de Cubatão, tem em seu repertório o espetáculo De Repente Tiago (2016), inspirado na literatura de Ariano Suassuna, com direção de Sander Newton, apresentado em diversos eventos e festivais na Baixada Santista. Idealizador do Papo Marginal, evento voltado para a formação sociorracial. Foi um dos grupos convidados para elenco da 4ª temporada do site specific Vila Parisi do Coletivo 302. Sua montagem mais recente é Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda.

Ficha técnica - Idealização: Esquadrilha Marginália. Direção: Sander Newton. Dramaturgia: JùpïRã Transeunte em Processo Colaborativo. Direção de movimento: Castilho. Atuação: Jezuz Pereira, Julia Victor, JùpïRã Transeunte, Michel do Carmo e Rafael Almeida. DJ/produção musical: Breno Garcia (Groovy). Desenho de Luz: Babi Sabino, Rafael Almeida e Larissa Siqueira. Desenho de cenografia: Jezuz Pereira. Concepção de figurino: Amelia Maria e Júlia Victor. Composição - canção das águas: Jezuz Pereira.

Roda de Conversa - Sander Newton - diretor de Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda e convidado da Roda de conversa - é Π4dįø∆tī√ådØ em Cuipataã. É ator, diretor, arte-educador e fotógrafo. Há mais de 10 anos, dedica-se a uma pesquisa sobre identidade, memória, ancestralidade e ressignificação do imaginário do território de Cubatão, junto ao Coletivo 302, contribuindo também nos processos da Esquadrilha Marginália e em outros projetos sociais e ambientais.

Workshop - Corpos Favela - Trata-se de uma oficina intensiva de teatro que emerge do processo criativo do espetáculo Favela de Barro, propondo uma imersão prática e sensível nas potências cênicas do território periférico. A partir de exercícios físicos, improvisações e provocações dramatúrgicas, a oficina investiga o corpo como arquivo vivo, atravessado por memória, violência, afeto, sobrevivência e invenção. Indicado para artistas, iniciantes e interessados em processos criativos comprometidos com o território, Corpos Favela é um espaço de experimentação e escuta, onde cada participante é convidado a reconhecer e ativar sua própria presença como gesto político e poético.

Grupo Clariô de Teatro

Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto

O espetáculo do premiado Grupo Clariô de Teatro conta com a inédita parceria de Naruna Costa (ganhadora do prêmio APCA de direção/2018) com o mestre brincante Cleydson Catarina (multiartista cearense), que assinam a direção em conjunto. Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto conta com a narrativa poética do escritor e dramaturgo cearense Alan Mendonça e a colaboração do poeta Ubere Guelé (SP). No elenco, Martinha Soares, Naloana Lima, Washington Gabriel, Alexandre Souza, Rager Luan, Thaíse Reis e Robert Gomes, e as musicistas Di Ganzá e Gabriel Coupe.

Nascimento, batismo, morte e renascimento. Esta é a liturgia de Boi Mansinho. Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, uma peça inspirada na história real, pouco difundida no Brasil, sobre a Irmandade da Santa Cruz do Deserto. Uma comunidade popular que ousou construir uma sociedade igualitária, uma vida em comunhão no Cariri cearense nas primeiras décadas do século passado, mas que fora perseguida e destruída pelas forças militares oficiais da época, mancomunadas com os poderosos daquela região sob o argumento de fanatismo e como receio que ali nascesse uma “nova Canudos”. Com a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, o Grupo Clariô narra a sagada irmandade liderada pelo Beato José Lourenço, traçando um paralelo com a narrativa fictícia de uma comunidade de Boi Bumbá fundada na periferia de São Paulo dos tempos atuais, por um migrante cearense sobrevivente do massacre do Caldeirão, que também tem sua tradição ameaçada e perseguida pelos poderosos do dinheiro e do Estado.

O Grupo Clariô de Teatro é um coletivo que busca pela cena, troca e debate, defender a arte produzida pela periferia, na periferia e para a periferia. Desde 2005, segue refletindo o teatro nas bordas da segunda maior metrópole da America Latina. Suas produções tentam traduzir as inquietações políticas e artisticas do coletivo que, sendo em sua maioria negro e periférico, propõe um caminho de pesquisa que contribua com o debate sobre a presenças desses corpos na cena e as demandas dessa realidade social, construindo não só narrativas, mas uma estética própria, típica da quebrada. Seu trabalho se concentra em Taboão da Serra.

Ficha técnica - Texto: Alan Mendonça. Direção: Cleydson Catarina e Naruna Costa. Intérpretes criadores: Alexandre Souza, Cleydson Catarina, Martinha Soares, Naloana Lima, Rager Luan, Robert Gomez, Thaíse Reis, Uberê Guelé e Washington Gabriel. Direção musical: Naruna Costa. Musicistas: Naruna Costa, Di Ganzá e Gabriel Coupe. Figurino: Martinha Soares. Maquiagem: Naloana Lima. Cenário: Alexandre Souza e Rager Luan. Iluminação: Rager Luan e Alexandre Souza. Bonecos: Rager Luan. Adereços: Uberê Guelè, Rager Luan e Cleydson Catarina. Realização: Grupo Clariô De Teatro.

Workshop - Processo Criativo - O objetivo da atividade é difundir a arte da representação cênica, trazendo elementos artísticos que o Grupo Clariô usa para a criação dos seus espetáculos, levando aos participantes um conhecimento prático do teatro periférico e popular. O trabalho é desenvolvido com exercícios de improvisação, noções básicas de palco, exercícios de expressões corporal e vocal, leituras de texto e jogos dramáticos. A aula será conduzida de forma livre e dinâmica, fazendo com que cada participante libere suas potencialidades intelectuais e físicas.

O Bonde

Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar 

Quatro pessoas pretas - 12, 13, 23 e 40 - foram salvas, quando crianças, de uma guerra por um padre branco. Desde então elas vivem em sua fazenda cuidando das tarefas diárias, supervisionadas por Zero, um homem preto um pouco mais velho. O padre nunca sai da capela, a guerra nunca atingiu a fazenda, e sempre que os porquês são questionados, o sino soa e tudo volta a ser como antes (quase sempre). Ou quase sempre. Segunda montagem d’O Bonde e primeiro espetáculo adulto do coletivo teatral paulista, a peça-filme Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar concentra sua ação na história das personagens. Esta é a primeira direção da Roberta Estrela D’Alva fora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e a direção musical é da atriz, compositora e DJ Dani Nega.

Desde 2017, O Bonde é um grupo de teatro negro com pesquisa cênica em São Paulo. Nominalmente referenciados a ajuntamentos negros e periféricos com o objetivo de aquilombar-se, são também as próprias singularidades em movimento conjunto, podendo se construírem como um núcleo, um grupo, um coletivo ou um Bonde. São artistas negros e periféricos, formados na Escola Livre de Teatro de Santo André. Tem como pesquisa de linguagem a palavra e a narratividade como ferramenta de acesso, denúncia e discussões afrodisapóricas. A abordagem épica da palavra como distanciamento dramático e aproximação narrativa é eixo fundante dos pensamentos, desejos e mergulhos no fazer teatral em São Paulo.

Ficha técnica - Direção: Roberta Estrela D'Alva. Dramaturgia: Lucas Moura. Elenco: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Joy Catarina/Marina Esteves. Vozes Mãe e Criança: Grace Passô e Negra Rosa. Direção musical: Dani Nega e Roberta Estrela D'alva. Produção Musical: Dani Nega. Músicas "Saci" e "Tocar o Gado": Dani Nega e Lucas Moura. Sample "Menino 23": Belisário Franca. Treinamento e desenho de Spoken Word: Roberta Estrela D'Alva. Cenografia e figurino: Ailton Barros. Desenvolvimento de figurino: Leonardo Carvalho. Desenho de luz: Matheus Brant. Montagem de luz: Matheus Brant e Leticia Nanni. Operação de luz: Matheus Brant e Leticia Nanni. Técnico de som: Hugo Bispo. Cenotecnia: Douglas Vendramini e Helen Lucinda. Produção: Corpo Rastreado. Realização: O Bonde.

Roda de Conversa - Lucas Moura (dramaturgo) - Lucas cursa Filosofia pela USP, é formado em dramaturgia pela SP Escola de Teatro, pela Escola Livre de Teatro e pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi. É também ator formado pela Cia. do Nó de Teatro. Como roteirista e diretor de podcast, foi um dos vencedores do edital Sound Up Brasil, do Spotify, que premiou 20 podcasters negros e indígenas do Brasil. Seu podcast ficcional para crianças negras, Calunguinha, o Cantador de Histórias, lançado em 2022, é um dos podcasts infantis mais escutados do Brasil, e conta com nomes como Lázaro Ramos, Yuri Marçal, Solange Couto, Douglas Silva, Theresa Cristina, Babu Santana, Ìcaro Silva, Naruna Costa, Luedji Luna e Margareth Menezes. 

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro - Investiga como o corpo negro foi historicamente representado na tradição ocidental e como pode se afirmar como produtor de suas próprias narrativas. A partir de jogos de improvisação, práticas corporais, jogos de narratividade, exercícios de memória e partilhas orientadas, a oficina propõe o resgate de histórias individuais e coletivas, promovendo reconhecimento, olhar crítico, autoestima e autonomia criativa. Organizada em quatro etapas - ativação e roda de chegada; improvisações e práticas corporais; narrativas pessoais e coletivas; e debate e elaboração crítica - a oficina dialoga diretamente com os procedimentos de criação do coletivo O Bonde, que pesquisa a palavra, a narratividade, e a necropolitica aos corpos negros - lendo esse corpo como arquivo vivo atravessado por tempo, memória, território e ancestralidade.

 

Cia Os Crespos

 

A Solidão do Feio

Monólogo performático, A Solidão do Feio é encenado e escrito pelo multiartista Sidney Santiago Kuanza, apresenta trajetória do romancista carioca Lima Barreto. Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória da vida e obra do escritor Afonso Henrique de Lima Barreto. O personagem, é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro. Partindo de um velório em área externa da encenação, a história é contada em fragmentos não cronológicos da vida de Lima e passeia por diferentes gêneros teatrais. Sob a perspectiva performática do teatro panfletário - resultado da pesquisa continuada da Cia Os Crespos - Lima Barreto ganha, de acordo com Sidney Santiago, face do herói nacional. "Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney. Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.

 

Ficha técnica - Concepção, dramaturgia e atuação: Sidney Santiago Kuanza. Direção: Gabi Costa e Sidney Santiago Kuanza. Direção de produção: Rafael Ferro e Sidney Santiago Kuanza. Direção de arte e produção executiva: Jandilson Vieira. Dramaturgia de imagens e desenho de som: Eduardo Alves. Iluminação: Denilson Marques. Cenografia: Wanderley Wagner. Figurino e trilha sonora: Sidney Santiago Kuanza. Figurino especial Lima Barreto: Zebu. Fotografia: Pedro Jackson e Fredo Peixoto. Adereços e desenho de traje: Thiago Figueira. Vozes off: Darília Ferreira, Heitor Goldflus e Pedrão Guimarães.

 

Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas

Em cena, a privacidade de cinco mulheres negras é flagrada quando expõem suas trajetórias afetivas, permitindo ao público entrar em seus respectivos cotidianos. Elas tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. O espetáculo investiga as relações entre afetividade, Negritude, gênero e o impacto da escravidão na nossa maneira de amar. Nesse trabalho a Cia Os Crespos se debruça sobre temas como relações familiares, alteridade, direitos reprodutivos, sexo e violência contra a mulher. Em um jogo, no qual a plateia acompanha a transformação da atriz em diferentes personagens, a peça cruza fragmentos de vidas, sem necessariamente confrontá-las, entregando para o público a linha que costura seus caminhos.

 

Fundada em 2005, a Cia. Os Crespos é um coletivo de artistas negros que se consolidou como um dos principais expoentes do teatro negro no Brasil. Conquistando espaço em espaços e mostras culturais pelo Brasil e exterior. A companhia é reconhecida por valorizar o protagonismo negro e promover debates sobre questões raciais, culturais e sociais. Entre seus projetos mais importantes está a trilogia Dos Desmanches aos Sonhos, composta por Além do Ponto, Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas e Cartas à Madame Satã ou Me Desespero Sem Notícias Suas, que investiga as relações afetivas e a construção de subjetividades negras. Atualmente, circula com seus recentes espetáculos, De Mãos Dadas com Minha Irmã e A Solidão do Feio, indicado ao Prêmio Shell na categoria Melhor ator 2024.

 

Ficha técnica - Direção e atuação: Lucelia Sergio. Co-direção: Aysha Nascimento e Sidney Santiago Kuanza. Texto: Cidinha da Silva. Dramaturgia: Os Crespos e Cidinha da Silva. Atrizes colaboradoras processo criativo: Dani Nega, Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto e Nádia Bittencourt. Direção de arte: Mayara Mascarenhas. Desenho de luz: Edu Luz. Trilha sonora: Dani Nega. Músicas compostas: Miriam Bezerra ("O Tempo Não Estanca" e "Quando o Carnaval Chegar") e Darlene (“O que é o amor depois da dor?”). Vídeo final: Renata Martins. Vídeo Mapping e edição de vídeo: Ramon Zago. Produção: Rafael Ferro.

 

Cia dOs Inventivos

 

Maria Auxiliadora

São Paulo, final da década de 1930. Maria Auxiliadora, João, Vicente, Conceição e demais irmãs(os) formam uma grande família de artistas negras/os que migram para a zona norte de São Paulo (SP). Em meio aos desafios da cidade, a família Silva vai tecendo a sua história e exercendo o seu protagonismo junto a outras famílias que construíram a metrópole paulistana. Pelas veredas do teatro popular, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade. Uma reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974). São Paulo, final da década de 1930. Maria Auxiliadora, João, Vicente, Conceição e demais irmãs(os) formam uma grande família de artistas negras/os que migram para a zona norte de São Paulo (SP). Em meio aos desafios da cidade, a família Silva vai tecendo a sua história e exercendo o seu protagonismo junto a outras famílias que construíram a metrópole paulistana. Pelas veredas do teatro popular, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade. Uma reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974). Duração: 120 minutos Classificação etária: 14 anos

 

Ficha técnica - Concepção e direção geral: Flávio Rodrigues. Assistência de direção: Aysha Nascimento. Artistas-criadora(es): Adilson Fernandes, Aysha Nascimento, Carol Nascimento, Danilo de Carvalho, Dirce Thomaz, Flávio Rodrigues, Marcos di Ferreira, Natali Santos (stand-in), Taynã Azevedo e Val Ribeiro. Dramaturgia: Dione Carlos. Dramaturgia da cena: Cia dOs Inventivos. Direção musical: Jonathan Silva. Músicas originais: Adilson Fernandes, Bruno Garcia, Carol Nascimento, Dani Nega, Flávio Rodrigues e Jonathan Silva. Cenografia: Flávio Rodrigues e Wanderley Wagner. Desenho de luz: Wagner Pinto. Instalação e adereços: Marcos di Ferreira e Taynã Azevedo. Figurino: Silvana Marcondes. Fotografia: Zé Barretta. Produção Geral: Cia dOs Inventivos.

 

Workshop - Oficina Inventiva - Com 22 anos de trajetória, o núcleo da Cia dOs Inventivos tem como objetivo a partilha das experiências adquiridas nas montagens de seu repertório. São mais de duas décadas dedicadas às pesquisas sobre o teatro popular e teatro de rua, voltados aos princípios fundamentados nos modos de criação com base no processo colaborativo e no teatro épico-narrativo, às distintas manifestações no tempo/histórico e ao rigor corporal com treinamentos específicos para as montagens. A oficina, ministrada por Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues e Marcos di Ferreira, tem como premissa a partilha dessas experiências e a revisitação de fundamentos e a continuidade na pesquisa coletiva.

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br