segunda-feira, 6 de abril de 2026

Sede da Cia de Teatro Heliópolis recebe espetáculos de 5 grupos de territórios periféricos

Espetáculos convidados - montagem

A Companhia de Teatro Heliópolis apresenta temporada gratuita com cinco companhias teatrais convidadas, de 18 de abril a 24 de maio. Cada grupo realiza duas sessões, um workshop sobre seus respectivos processos criativos e roda de conversa após a primeira sessão. As apresentações ocorrem sempre aos sábado, às 20h, e domingos, às 18h, com ingressos gratuitos, além de interpretação em Libras em uma sessão de cada espetáculo.

 

Vinda de Cubatão, a Esquadrilha Marginália abre a temporada com Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda, nos dias 18 e 19 de abril. O Grupo Clariô de Teatro apresenta o espetáculo Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, nos dias 2 e 3 de maio. A companhia O Bonde chega com Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar, nos dias 9 e 10 de maio. Já a Cia Os Crespos entra em cena com duas montagens: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas, dia 16 de maio, e A Solidão do Feio, dia 17 de maio. E a Cia Dos Inventivos apresenta Maria Auxiliadora, nos dias 23 e 24 de maio, fechando a série de grupos convidados.

 

Sobre as rodas de conversa com o público, participam os seguintes artistas: Sander Newton, diretor, pela Esquadrilha Marginália (18/4); Naruna Costa e Cleydson Catarina, diretores, pelo Grupo Clariô de Teatro (2/5); Lucas Moura, dramaturgo, por O Bonde (9/5); Lucelia Sérgio, diretora (16/5) e Sidney Santiago Kuanza, diretor/dramaturgo/ator, e Gabi Costa, diretora (17/5), pela Cia Os Crespos; e Flávio Rodrigues, diretor, pela Cia Dos Inventivos (23/5).

Quanto aos workshops, serão ministrados aos domingos, das 14h às 16h, por integrantes das companhias: Corpos Favela - Esquadrilha Marginália (19/4); Processo Criativo - Grupo Clariô (3/5); O Corpo Negro e o Teatro - O Bonde (10/5); Processo Criativo - Cia Os Crespos (14/5); e Oficina Inventiva - Cia Dos Inventivos (24/5). As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio do link disponível na Bio da Cia. de Teatro Heliópolis no Instagram - @ciadeteatroheliopolis.

As apresentações de grupos convidados integra a programação do projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, contemplado no Edital Nº 38/2024, Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433. Esta ação busca aprofundar a relação com coletivos que desenvolvem seus trabalhos nos territórios periféricos da cidade ou estado de São Paulo, por meio do intercâmbio artístico.

Serviço | Programação

 

Companhia de Teatro Heliópolis apresenta espetáculos convidados

Ingressos: Gratuitos – Bilheteria 1 hora antes das sessões.

Reservas online: Sympla

Programação, informações e inscrições para workshops (20 vagas):

https://www.instagram.com/ciadeteatroheliopolis/

 

Espetáculo: Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda

Grupo: Esquadrilha Marginália

Datas: 18 e 19 de abril - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 18/4 - com Sander Newton
Workshop - Corpos Favela: 19/4, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 19/4. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto

Grupo:  Grupo Clariô de Teatro

Datas: 2 e 3 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 2/5 - com Naruna Costa e Cleydson Catarina.

Workshop - Processo Criativo: 3/5, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 3/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar

Grupo: O Bonde

Datas: 9 e 10 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 9/5 - com Lucas Moura

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro: 10/5 - das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 10/5. Classificação: 16 anos | Workshop: 18 anos.

Espetáculo: Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar sem Asas

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 16 de maio - Sábado, às 20h

Roda de conversa: Após apresentação - com Lucelia Sergio
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: A Solidão do Feio

Grupo: Cia Os Crespos

Data: 17 de maio - Domingo, às 18h

Roda de conversa: Após apresentação - com Sidney Santiago e Gabi Costa

Workshop - Processo Criativo: 17/5 - das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

 

Espetáculo: Maria Auxiliadora

Grupo: Cia dOs Inventivos

Datas: 23 e 24 de maio - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h

Roda de conversa: 23/5 - com Flávio Rodrigues.

Workshop - Oficina Inventiva: 24/5, das 14h às 16h - com O Grupo
Sessão com Libras: 24/5. Classificação: 14 anos | Workshop: 18 anos.

Local: Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público: Metrô e Terminal de Ônibus Sacomã.
IG: @ciadeteatroheliopolis | FB: @companhiadeteatro.heliopolis 

SOBRE OS GRUPOS, ESPETÁCULOS E ATIVIDADES

Esquadrilha Marginália

Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda

Suas vivências, identidades e múltiplos elementos formam a raiz favela que alimenta o segundo espetáculo da Esquadrilha Marginália, grupo de Cubatão. Buscando uma experiência imersiva, propõe-se formas alternativas do fazer teatral junto ao narrar seus territórios. Por meio da pesquisa, improvisação e experimentação, fala sobre um encontro de muitos caminhos. No ato circular movido pelos elementos em quatro capítulos com seus versos, as múltiplas linguagens são ferramentas de construção coletiva de uma imersão que também busca tensionar as noções do imaginário envolta do Teatro. Na possibilidade de nomear o próprio teatro, convenciona-se essa obra como parte do teatro pós-épico. “Afinal, somos corpos-favelas pulsando no erro e na sinceridade, cubatense no verso que aqui é de verdade, é Kuipata’a, é Favela de Barro”.

Criado em 2016, o Esquadrilha Marginália é um grupo de Cubatão que pesquisa a linguagem popular e a estética periférica, traçando palafitas com as periferias do mundo. Formado por jovens artistas vindos da periferia de Cubatão, tem em seu repertório o espetáculo De Repente Tiago (2016), inspirado na literatura de Ariano Suassuna, com direção de Sander Newton, apresentado em diversos eventos e festivais na Baixada Santista. Idealizador do Papo Marginal, evento voltado para a formação sociorracial. Foi um dos grupos convidados para elenco da 4ª temporada do site specific Vila Parisi do Coletivo 302. Sua montagem mais recente é Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda.

Ficha técnica - Idealização: Esquadrilha Marginália. Direção: Sander Newton. Dramaturgia: JùpïRã Transeunte em Processo Colaborativo. Direção de movimento: Castilho. Atuação: Jezuz Pereira, Julia Victor, JùpïRã Transeunte, Michel do Carmo e Rafael Almeida. DJ/produção musical: Breno Garcia (Groovy). Desenho de Luz: Babi Sabino, Rafael Almeida e Larissa Siqueira. Desenho de cenografia: Jezuz Pereira. Concepção de figurino: Amelia Maria e Júlia Victor. Composição - canção das águas: Jezuz Pereira.

Roda de Conversa - Sander Newton - diretor de Favela de Barro - Instáveis Moradias em Queda e convidado da Roda de conversa - é Π4dįø∆tī√ådØ em Cuipataã. É ator, diretor, arte-educador e fotógrafo. Há mais de 10 anos, dedica-se a uma pesquisa sobre identidade, memória, ancestralidade e ressignificação do imaginário do território de Cubatão, junto ao Coletivo 302, contribuindo também nos processos da Esquadrilha Marginália e em outros projetos sociais e ambientais.

Workshop - Corpos Favela - Trata-se de uma oficina intensiva de teatro que emerge do processo criativo do espetáculo Favela de Barro, propondo uma imersão prática e sensível nas potências cênicas do território periférico. A partir de exercícios físicos, improvisações e provocações dramatúrgicas, a oficina investiga o corpo como arquivo vivo, atravessado por memória, violência, afeto, sobrevivência e invenção. Indicado para artistas, iniciantes e interessados em processos criativos comprometidos com o território, Corpos Favela é um espaço de experimentação e escuta, onde cada participante é convidado a reconhecer e ativar sua própria presença como gesto político e poético.

Grupo Clariô de Teatro

Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto

O espetáculo do premiado Grupo Clariô de Teatro conta com a inédita parceria de Naruna Costa (ganhadora do prêmio APCA de direção/2018) com o mestre brincante Cleydson Catarina (multiartista cearense), que assinam a direção em conjunto. Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto conta com a narrativa poética do escritor e dramaturgo cearense Alan Mendonça e a colaboração do poeta Ubere Guelé (SP). No elenco, Martinha Soares, Naloana Lima, Washington Gabriel, Alexandre Souza, Rager Luan, Thaíse Reis e Robert Gomes, e as musicistas Di Ganzá e Gabriel Coupe.

Nascimento, batismo, morte e renascimento. Esta é a liturgia de Boi Mansinho. Boi Mansinho e a Santa Cruz do Deserto, uma peça inspirada na história real, pouco difundida no Brasil, sobre a Irmandade da Santa Cruz do Deserto. Uma comunidade popular que ousou construir uma sociedade igualitária, uma vida em comunhão no Cariri cearense nas primeiras décadas do século passado, mas que fora perseguida e destruída pelas forças militares oficiais da época, mancomunadas com os poderosos daquela região sob o argumento de fanatismo e como receio que ali nascesse uma “nova Canudos”. Com a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, o Grupo Clariô narra a sagada irmandade liderada pelo Beato José Lourenço, traçando um paralelo com a narrativa fictícia de uma comunidade de Boi Bumbá fundada na periferia de São Paulo dos tempos atuais, por um migrante cearense sobrevivente do massacre do Caldeirão, que também tem sua tradição ameaçada e perseguida pelos poderosos do dinheiro e do Estado.

O Grupo Clariô de Teatro é um coletivo que busca pela cena, troca e debate, defender a arte produzida pela periferia, na periferia e para a periferia. Desde 2005, segue refletindo o teatro nas bordas da segunda maior metrópole da America Latina. Suas produções tentam traduzir as inquietações políticas e artisticas do coletivo que, sendo em sua maioria negro e periférico, propõe um caminho de pesquisa que contribua com o debate sobre a presenças desses corpos na cena e as demandas dessa realidade social, construindo não só narrativas, mas uma estética própria, típica da quebrada. Seu trabalho se concentra em Taboão da Serra.

Ficha técnica - Texto: Alan Mendonça. Direção: Cleydson Catarina e Naruna Costa. Intérpretes criadores: Alexandre Souza, Cleydson Catarina, Martinha Soares, Naloana Lima, Rager Luan, Robert Gomez, Thaíse Reis, Uberê Guelé e Washington Gabriel. Direção musical: Naruna Costa. Musicistas: Naruna Costa, Di Ganzá e Gabriel Coupe. Figurino: Martinha Soares. Maquiagem: Naloana Lima. Cenário: Alexandre Souza e Rager Luan. Iluminação: Rager Luan e Alexandre Souza. Bonecos: Rager Luan. Adereços: Uberê Guelè, Rager Luan e Cleydson Catarina. Realização: Grupo Clariô De Teatro.

Workshop - Processo Criativo - O objetivo da atividade é difundir a arte da representação cênica, trazendo elementos artísticos que o Grupo Clariô usa para a criação dos seus espetáculos, levando aos participantes um conhecimento prático do teatro periférico e popular. O trabalho é desenvolvido com exercícios de improvisação, noções básicas de palco, exercícios de expressões corporal e vocal, leituras de texto e jogos dramáticos. A aula será conduzida de forma livre e dinâmica, fazendo com que cada participante libere suas potencialidades intelectuais e físicas.

O Bonde

Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar 

Quatro pessoas pretas - 12, 13, 23 e 40 - foram salvas, quando crianças, de uma guerra por um padre branco. Desde então elas vivem em sua fazenda cuidando das tarefas diárias, supervisionadas por Zero, um homem preto um pouco mais velho. O padre nunca sai da capela, a guerra nunca atingiu a fazenda, e sempre que os porquês são questionados, o sino soa e tudo volta a ser como antes (quase sempre). Ou quase sempre. Segunda montagem d’O Bonde e primeiro espetáculo adulto do coletivo teatral paulista, a peça-filme Desfazenda - Me Enterrem Fora Desse Lugar concentra sua ação na história das personagens. Esta é a primeira direção da Roberta Estrela D’Alva fora do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e a direção musical é da atriz, compositora e DJ Dani Nega.

Desde 2017, O Bonde é um grupo de teatro negro com pesquisa cênica em São Paulo. Nominalmente referenciados a ajuntamentos negros e periféricos com o objetivo de aquilombar-se, são também as próprias singularidades em movimento conjunto, podendo se construírem como um núcleo, um grupo, um coletivo ou um Bonde. São artistas negros e periféricos, formados na Escola Livre de Teatro de Santo André. Tem como pesquisa de linguagem a palavra e a narratividade como ferramenta de acesso, denúncia e discussões afrodisapóricas. A abordagem épica da palavra como distanciamento dramático e aproximação narrativa é eixo fundante dos pensamentos, desejos e mergulhos no fazer teatral em São Paulo.

Ficha técnica - Direção: Roberta Estrela D'Alva. Dramaturgia: Lucas Moura. Elenco: Ailton Barros, Filipe Celestino, Jhonny Salaberg e Joy Catarina/Marina Esteves. Vozes Mãe e Criança: Grace Passô e Negra Rosa. Direção musical: Dani Nega e Roberta Estrela D'alva. Produção Musical: Dani Nega. Músicas "Saci" e "Tocar o Gado": Dani Nega e Lucas Moura. Sample "Menino 23": Belisário Franca. Treinamento e desenho de Spoken Word: Roberta Estrela D'Alva. Cenografia e figurino: Ailton Barros. Desenvolvimento de figurino: Leonardo Carvalho. Desenho de luz: Matheus Brant. Montagem de luz: Matheus Brant e Leticia Nanni. Operação de luz: Matheus Brant e Leticia Nanni. Técnico de som: Hugo Bispo. Cenotecnia: Douglas Vendramini e Helen Lucinda. Produção: Corpo Rastreado. Realização: O Bonde.

Roda de Conversa - Lucas Moura (dramaturgo) - Lucas cursa Filosofia pela USP, é formado em dramaturgia pela SP Escola de Teatro, pela Escola Livre de Teatro e pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi. É também ator formado pela Cia. do Nó de Teatro. Como roteirista e diretor de podcast, foi um dos vencedores do edital Sound Up Brasil, do Spotify, que premiou 20 podcasters negros e indígenas do Brasil. Seu podcast ficcional para crianças negras, Calunguinha, o Cantador de Histórias, lançado em 2022, é um dos podcasts infantis mais escutados do Brasil, e conta com nomes como Lázaro Ramos, Yuri Marçal, Solange Couto, Douglas Silva, Theresa Cristina, Babu Santana, Ìcaro Silva, Naruna Costa, Luedji Luna e Margareth Menezes. 

Workshop - O Corpo Negro e o Teatro - Investiga como o corpo negro foi historicamente representado na tradição ocidental e como pode se afirmar como produtor de suas próprias narrativas. A partir de jogos de improvisação, práticas corporais, jogos de narratividade, exercícios de memória e partilhas orientadas, a oficina propõe o resgate de histórias individuais e coletivas, promovendo reconhecimento, olhar crítico, autoestima e autonomia criativa. Organizada em quatro etapas - ativação e roda de chegada; improvisações e práticas corporais; narrativas pessoais e coletivas; e debate e elaboração crítica - a oficina dialoga diretamente com os procedimentos de criação do coletivo O Bonde, que pesquisa a palavra, a narratividade, e a necropolitica aos corpos negros - lendo esse corpo como arquivo vivo atravessado por tempo, memória, território e ancestralidade.

 

Cia Os Crespos

 

A Solidão do Feio

Monólogo performático, A Solidão do Feio é encenado e escrito pelo multiartista Sidney Santiago Kuanza, apresenta trajetória do romancista carioca Lima Barreto. Um ator em um estúdio improvisado e uma equipe fazem o exercício ficcional de recriar fragmentos da trajetória da vida e obra do escritor Afonso Henrique de Lima Barreto. O personagem, é contado em primeira pessoa com suas certezas, contradições e sonhos de futuro. Partindo de um velório em área externa da encenação, a história é contada em fragmentos não cronológicos da vida de Lima e passeia por diferentes gêneros teatrais. Sob a perspectiva performática do teatro panfletário - resultado da pesquisa continuada da Cia Os Crespos - Lima Barreto ganha, de acordo com Sidney Santiago, face do herói nacional. "Quando penso em Lima Barreto, penso em recontar a história de um homem insubmisso, que pensou o seu tempo e o seu país em profundidade”, afirma Sidney. Em direção compartilhada com a atriz Gabi Costa, Sidney, cujos estudos sobre o romancista remontam 2009, escolheu ampliar a representação do autor, ao sair da biografia comum, que reduz Lima ao homem negro, literato que foi parar no sanatório por problemas com bebida.

 

Ficha técnica - Concepção, dramaturgia e atuação: Sidney Santiago Kuanza. Direção: Gabi Costa e Sidney Santiago Kuanza. Direção de produção: Rafael Ferro e Sidney Santiago Kuanza. Direção de arte e produção executiva: Jandilson Vieira. Dramaturgia de imagens e desenho de som: Eduardo Alves. Iluminação: Denilson Marques. Cenografia: Wanderley Wagner. Figurino e trilha sonora: Sidney Santiago Kuanza. Figurino especial Lima Barreto: Zebu. Fotografia: Pedro Jackson e Fredo Peixoto. Adereços e desenho de traje: Thiago Figueira. Vozes off: Darília Ferreira, Heitor Goldflus e Pedrão Guimarães.

 

Engravidei Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas

Em cena, a privacidade de cinco mulheres negras é flagrada quando expõem suas trajetórias afetivas, permitindo ao público entrar em seus respectivos cotidianos. Elas tentam enxergar e modificar seus destinos, como lagartas aprendendo a voar, revelando seus medos, dores, amores e sonhos. O espetáculo investiga as relações entre afetividade, Negritude, gênero e o impacto da escravidão na nossa maneira de amar. Nesse trabalho a Cia Os Crespos se debruça sobre temas como relações familiares, alteridade, direitos reprodutivos, sexo e violência contra a mulher. Em um jogo, no qual a plateia acompanha a transformação da atriz em diferentes personagens, a peça cruza fragmentos de vidas, sem necessariamente confrontá-las, entregando para o público a linha que costura seus caminhos.

 

Fundada em 2005, a Cia. Os Crespos é um coletivo de artistas negros que se consolidou como um dos principais expoentes do teatro negro no Brasil. Conquistando espaço em espaços e mostras culturais pelo Brasil e exterior. A companhia é reconhecida por valorizar o protagonismo negro e promover debates sobre questões raciais, culturais e sociais. Entre seus projetos mais importantes está a trilogia Dos Desmanches aos Sonhos, composta por Além do Ponto, Engravidei, Pari Cavalos e Aprendi a Voar Sem Asas e Cartas à Madame Satã ou Me Desespero Sem Notícias Suas, que investiga as relações afetivas e a construção de subjetividades negras. Atualmente, circula com seus recentes espetáculos, De Mãos Dadas com Minha Irmã e A Solidão do Feio, indicado ao Prêmio Shell na categoria Melhor ator 2024.

 

Ficha técnica - Direção e atuação: Lucelia Sergio. Co-direção: Aysha Nascimento e Sidney Santiago Kuanza. Texto: Cidinha da Silva. Dramaturgia: Os Crespos e Cidinha da Silva. Atrizes colaboradoras processo criativo: Dani Nega, Dani Rocha, Darília Lilbé, Dirce Thomaz, Maria Dirce Couto e Nádia Bittencourt. Direção de arte: Mayara Mascarenhas. Desenho de luz: Edu Luz. Trilha sonora: Dani Nega. Músicas compostas: Miriam Bezerra ("O Tempo Não Estanca" e "Quando o Carnaval Chegar") e Darlene (“O que é o amor depois da dor?”). Vídeo final: Renata Martins. Vídeo Mapping e edição de vídeo: Ramon Zago. Produção: Rafael Ferro.

 

Cia dOs Inventivos

 

Maria Auxiliadora

São Paulo, final da década de 1930. Maria Auxiliadora, João, Vicente, Conceição e demais irmãs(os) formam uma grande família de artistas negras/os que migram para a zona norte de São Paulo (SP). Em meio aos desafios da cidade, a família Silva vai tecendo a sua história e exercendo o seu protagonismo junto a outras famílias que construíram a metrópole paulistana. Pelas veredas do teatro popular, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade. Uma reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974). São Paulo, final da década de 1930. Maria Auxiliadora, João, Vicente, Conceição e demais irmãs(os) formam uma grande família de artistas negras/os que migram para a zona norte de São Paulo (SP). Em meio aos desafios da cidade, a família Silva vai tecendo a sua história e exercendo o seu protagonismo junto a outras famílias que construíram a metrópole paulistana. Pelas veredas do teatro popular, a Cia dOs Inventivos convida o público a pensar sobre ética comunitária, famílias alargadas e práticas ancestrais herdadas e reatualizadas na cidade. Uma reverência à vida e obra da artista plástica Maria Auxiliadora da Silva (1935 - 1974). Duração: 120 minutos Classificação etária: 14 anos

 

Ficha técnica - Concepção e direção geral: Flávio Rodrigues. Assistência de direção: Aysha Nascimento. Artistas-criadora(es): Adilson Fernandes, Aysha Nascimento, Carol Nascimento, Danilo de Carvalho, Dirce Thomaz, Flávio Rodrigues, Marcos di Ferreira, Natali Santos (stand-in), Taynã Azevedo e Val Ribeiro. Dramaturgia: Dione Carlos. Dramaturgia da cena: Cia dOs Inventivos. Direção musical: Jonathan Silva. Músicas originais: Adilson Fernandes, Bruno Garcia, Carol Nascimento, Dani Nega, Flávio Rodrigues e Jonathan Silva. Cenografia: Flávio Rodrigues e Wanderley Wagner. Desenho de luz: Wagner Pinto. Instalação e adereços: Marcos di Ferreira e Taynã Azevedo. Figurino: Silvana Marcondes. Fotografia: Zé Barretta. Produção Geral: Cia dOs Inventivos.

 

Workshop - Oficina Inventiva - Com 22 anos de trajetória, o núcleo da Cia dOs Inventivos tem como objetivo a partilha das experiências adquiridas nas montagens de seu repertório. São mais de duas décadas dedicadas às pesquisas sobre o teatro popular e teatro de rua, voltados aos princípios fundamentados nos modos de criação com base no processo colaborativo e no teatro épico-narrativo, às distintas manifestações no tempo/histórico e ao rigor corporal com treinamentos específicos para as montagens. A oficina, ministrada por Aysha Nascimento, Flávio Rodrigues e Marcos di Ferreira, tem como premissa a partilha dessas experiências e a revisitação de fundamentos e a continuidade na pesquisa coletiva.

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

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