terça-feira, 1 de julho de 2025

Álbum VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo, de Renata Pizi, chega às plataformas dia 11 de julho pelo selo Belic Music

Os shows de lançamento ocorrem no Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey, nos dias 26 e 27/07, com entrada gratuita.

VerDe Perto, o Musical Ecológico, espetáculo musical infanto-juvenil de Renata Pizi, ganha versão em álbum gravado ao vivo, e chega às plataformas de música no dia 11 de julho, pelo selo Belic Music com distribuição da Believe.

Dois shows de lançamento, gratuitos, estão programados, em São Paulo, no Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey (zona oeste), nos dias 26 e 27 de julho, sábado e domingo, respectivamente às 11h e às 12h.

O álbum VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo traz seis canções compostas por Renata Pizi com letras que abordam temas ecológicos e consciência ambiental, falando diretamente com a natureza imaginária dos pequenos. A proposta da cantora e compositora foi criar algo que conectasse as crianças à natureza de forma alegre e divertida, lembrando que as atitudes corretas podem estar nos atos mais simples do cotidiano. As letras são recheadas de curiosidades que ressaltam a necessidade de cuidarmos da planeta. Renata trata o tema com leveza e muito bom humor, cativando os pequenos pela graça e originalidade dos poemas cantados. 

Em 2016, refletindo sobre a nossa relação com a natureza, Renata criou as poesias, e depois as melodias, extraindo a musicalidade própria de cada poema. As canções passeiam por diferentes ritmos brasileiros, como baião e maracatu, e por gêneros como rock, pop e rap. São elas: “Pet Repet”, “Árvore”, “Lixo na Rua”, “Água”, “Tamanduá” e “Rio Tietê”, sendo as duas últimas em parceria de Pizi com Sonekka. Esse trabalho cênico-musical vem sendo apresentando com sucesso para o público infantojuvenil, desde então. Agora, com a gravação do álbum, o trabalho pode alcançar um público bem além das apresentações presenciais.

“O espetáculo musical infantil VerDe Perto, o Musical Ecológico foi um sonho lindo na minha vida . E o álbum com a trilha sonora dele é mais um sonho que toda a equipe envolvida me proporciona: os músicos, os cantores/atores, a Belic Music. Ele vem completar essa história; é a cereja do bolo. Por ser um musical, eu sempre desejei gravar as canções, portanto VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo chega com muito significado, pois a criança poderá levar para casa a música, as mensagens e a diversão que estão no espetáculo”, comenta Renata Pizi sobre o lançamento: “O retorno das crianças após as apresentações também significa muito nessa jornada, sempre encantadas e citando as canções que mais gostaram. Esse lançamento faz com que o VerDe Perto, o Musical Ecológico avance para além do palco e siga para as casas das famílias que nos prestigiam em cena”, finaliza a artista.

O álbum VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo tem direção artística, arranjos e produção musical da autora Renata Pizi, que também assume o violão e interpreta as músicas ao lado de Renata Machado e Giovana Andrade, Paulo Ribeiro (também ao violão) e Everton Reis (nas percussões). O registro sonoro e a mixagem foram feitos, em 2021, no Estúdio Arsis, pelo engenheiro de som Adonias Junior. Em 2025, a mixagem foi editada na Holanda, por Dokter Leo, sendo a masterização feita no Brasil, no Reference Mastering Studio, por Homero Lotito.

As faixas de VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo

Não à toa, a canção “Árvore” abre o álbum, pois foi ela que deu origem a série de canções. Renata observada a priminha Julia desenhar com lápis de cor em um papel branco, mas a cada traço errado lá se ia um papel rasgado. “Júlia! Você não tem pena das árvores?”, perguntou. “Árvores? O que o papel tem a ver com elas?”, questionou a pequena. Os versos que abrem a faixa são: De onde vem a minha casa, meu caderno, a cadeira, o meu violão? / Minha mesa, minha cama, prateleira e até o piso do meu chão / Minha vitamina, o sabor da gelatina e o suco de limão / O sabor do meu sorvete, o doce da minha bala e a geleia do meu pão (...).

Em ritmo de rock, a segunda faixa, “Lixo na Rua”, é um canto à cidade limpa, sem lixo. A letra brinca com o trash, deixando o recado nas entrelinhas. Jogar lixo na rua é muito feio / Esse lixo entope o bueiro / Será que você não sabe / Cidade limpa é a melhor cidade (...). Segundo Renata, “é uma das canções mais aplaudidas no espetáculo. As crianças se divertem contagiadas pelo rock”. Seguindo, “Pet Repet” explora a dinâmica do repente, no qual a melodia se repete e acelera, para cantar o ciclo da reciclagem: Pet / Repete / Repete / Pet / É a garrafa que derrete / Pra depois se transformar (...).

“Água”, quarta faixa, nasceu de um riff de violão que, segundo a compositora, era muito melódico e o tema água lhe caia muito bem. É uma composição que conjuga muito bem a poesia e o ritmo com os movimentos e a vitalidade da água. Quero água a vida inteira / Então não vou fazer besteira / E vou correndo fechar a torneira (...). “Tamanduá” é pura diversão com letra cantada do ponto de vista do animal. “Vou cantar um bicho que está em extinção”, pensou Renata Pizi no momento de compor. “Então fui investigar o seu jeito, a sua rotina, o seu habitat. E o seu jeitinho de andar me sugeriu um blues”, revela. A adesão das crianças (e dos adultos) nas apresentações é certeira, que cantam animadas o divertido refrão em: Eu sou o Ta / Taman / Tamandu / Tamandá / Tamanduá.

Fechando o álbum, a música “Rio Tietê” - parceria de Renata Pizi com Sonekka, assim como na faixa anterior - usa como referência o refrão de “Aquele Abraço” (Gilberto Gil) - O Rio de Janeiro continua lindo - para cantar: O Rio Tietê continua sujo / (...) O Rio Tiete ET / Quer voltar a viver / (...) Onde nadou o meu avô hoje nada só cocô. O contagiante baião é carregado de humor para chegar de forma precisa e muito séria à consciência das crianças.

FICHA TÉCNICA | VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo - Ano: 2025 - Músicas e letras: Renata Pizi. Direção artística, arranjos e produção musical: Renata Pizi. Vozes: Renata Pizi, Renata Machado, Giovana Andrade, Paulo Ribeiro e Everton Reis. Instrumentistas: Renata Pizi (violão), Paulo Ribeiro (violão) e Everton Reis (percussões). Selo: Belic Music. Distribuição: Believe. Produção fonográfica: Adriana Belic. Gravação: Estúdio Arsis. Engenheiro de som: Adonias Junior.  Mixagem original: Adonias Junior. Mixagem - edição: Dokter Leo. Masterização: Reference Mastering Studio - Homero Lotito. Foto/capa: Eugênio Goulart. Projeto gráfico: Oré Design - Alexandre Caetano. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assessoria em mídias: Platea Comunicação.

Serviço

Lançamento/álbum: VerDe Perto, o Musical Ecológico - Ao Vivo
Data: 11 de julho de 2025
Em todas as plataformas.
Pre-save (1/7) -  VerDe Perto, o Musical Ecológico
Faixas em MP3: https://drive.google.com/drive/folders/1Yeh8V9vISGk1yM5xEbCz5G8n4iT8BEAe
Contatos: Instagram: @verdeperto_musical
Belic Music: Instagram - @music_belic | Facebook - @belicmusic

 

Espetáculos de lançamento:

26 de julho - Sábado, às 11h

27 de julho - Domingo, às 12h
Duração: 45 min. Classificação: Livre (indicado para todas as idades)
Ingressos: Grátis. Sessões com intérprete de Libras. 

Polo Cultural e Criativo Chácara do Jockey

Rua Santa Crescência, 201 e 323 - Ferreira. São Paulo/SP. 05524-020.
Tel.: (11) 95920-0736. Na rede: @jockey.cultural.
Acessibilidade: Sim.  Estacionamento nas proximidades. 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Sesc 14 Bis apresenta nova montagem da Companhia de Teatro Heliópolis que aborda a vida pós-cárcere

A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do Cárcere às Ruas) tem dramaturgia assinada por Dione Carlos e encenação de Miguel Rocha, fundador da companhia.

Foto de José de Holanda
A Companhia de Teatro Heliópolis estreia seu novo espetáculo A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do Cárcere às Ruas) no dia 10 de julho, quinta-feira, no Sesc 14 Bis, às 20h. A montagem - que aborda a vida e os obstáculos enfrentados por pessoas egressas do sistema prisional - fica em cartaz de quinta a domingo, até o dia 3 de agosto.

Com dramaturgia de Dione Carlos e encenação de Miguel Rocha, A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do Cárcere às Ruas) joga luz sobre a questão: o que significa recuperar a liberdade? Em cena, seis pessoas que passaram pelo sistema prisional brasileiro têm suas trajetórias entrelaçadas. Diante das dificuldades de reinserção social e reconstrução da própria vida, cada uma delas, a seu modo, tenta encontrar uma saída. As marcas do período que passaram atrás das grades permanecem na memória, no corpo e nos afetos. Exu, o orixá das encruzilhadas e destrancador dos caminhos, aparece como uma presença provocativa ao despertar naqueles sujeitos a fome por novos começos e a avidez por dignidade.

A encenação de Miguel Rocha se dá em um espelho d’água, uma cenografia de Telumi Hellen, que usa a simbologia do deságue para o momento em que o egresso sai da prisão, quando percebe tudo como novo. O reflexo reporta ao aprisionamento das emoções, às vivências e memórias que afloram quando “a liberdade canta”. “A saída da prisão é um desaguar. A força da água tanto pode purificar como ser violenta, e o reflexo na água pode ser espelho que leva as personagens a encararem a própria situação”, comenta o encenador Miguel Rocha.

Este é o ponto de partida para a imersão na realidade que se apresenta, nos obstáculos que enfrenta o sobrevivente do sistema carcerário para reafirmar a própria cidadania. ‘O cárcere não termina no cárcere’, é o que constatam as personagens que carregam o estigma de serem ex-detentos/tas, com o ônus de uma multa prisional a ser paga, com as dificuldades para reativar a documentação, os hábitos e experiências adquiridos na prisão, os fatores emocionais consequentes e os desafios e as armadilhas da liberdade que não raramente os levam à reincidência.

A companhia cria um espetáculo que coloca em cena a carga que o passado representa na vida das personagens egressas da prisão, mas não se fecha nisso. A dramaturgia não é determinista ao ponto de condicionar a experiência do cárcere à experiência do crime. “O olhar do Estado e da sociedade para as questões relativas à vida após o desencarceramento, que acomete geralmente pretos e pobres, ainda é muito restrito, inviabilizando a possibilidade de se viver dignamente”, comenta Miguel Rocha. “É fato que esse é um processo circular com as mesmas pessoas; as mazelas sociais se repetem nesse lugar de violência e invisibilidade, o que acaba sendo um entrave para a transformação. É preciso fugir desse ciclo para que haja mudanças. Nosso trabalho busca compreender e refletir sobre esse contexto histórico-social”, completa o encenador.

A Companhia de Teatro Heliópolis sempre trabalha com a perspectiva de histórias humanas, onde a experiência estética é alinhada ao discurso. O texto, a música ao vivo, o figurino, o corpo em cena, a luz e as imagens criadas colaboram para a expansão do discurso. “Nosso desafio não é somente contar a história, mas como contá-la. Todos esses elementos são costurados, tecendo a cena que queremos apresentar. O que fazemos é teatro, então procuramos extrair a poesia contida mesmo nos temas mais densos para propiciar ao expectador experiência artístico-poética”, afirma Miguel Rocha.

A Boca que Tudo Come Tem Fome é resultado do projeto Do Cárcere às Ruas: O Estigma da Vida Depois das Grades, cuja pesquisa parte da premissa de que o encarceramento deflagra traumas, comportamentos e perspectivas que inevitavelmente estarão presentes na retomada da vida. A pesquisa busca compreender as consequências do aprisionamento nas tentativas de adaptação fora da prisão e na reconstrução das vidas. O encenador ressalta a dificuldade em encontrar material, tanto acadêmico quanto artístico e literário, sobre o assunto. Para aprofundar no tema, a Companhia de Teatro Heliópolis realizou entrevistas com egressos na comunidade de Heliópolis e em instituições de acolhimento e de ativismo em prol do desencarceramento e abolicionismo penal. Também realizou debates abertos ao público com o articulador e assistente social Fábio Pereira, o rapper Dexter, a precursora do movimento anti-cárcere, Tempestade, e com o professor de artes cênicas Vicente Concílio. O processo criativo contou ainda com provocações teórico-cênicas de Maria Fernanda Vomero (também na mediação dos debates) e dos comentadores Salloma Salomão e Bruno Paes Manso.

FICHA TÉCNICA - Concepção geral e encenação: Miguel Rocha. Dramaturgia: Dione Carlos. Elenco: Cristiano Belarmino, Dalma Régia, Davi Guimarães, Jucimara Canteiro, Klavy Costa e Walmir Bess. Música original e direção musical: Alisson Amador. Música “A Benção”: Júlia Tizumba. Música em cena: Alisson Amador, Amanda Abá, Denise Oliveira e Nicoli Martins. Cenografia: Telumi Hellen. Assistente de cenografia: Nicole Kouts. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Clara Njambela. Iluminação: Miguel Rocha. Provocação vocal: Alisson Amador, Edileuza Ribeiro e Isabel Setti. Direção de movimento: Erika Moura e Miguel Rocha. Provocação corporal: Erika Moura. Oficinas de dança: Ana Flor de Carvalho, Diogo Granato, Janette Santiago e Marina Caron. Criações coreográficas: O coletivo, Erika Moura, Diogo Granato e Janette Santiago. Provocação teórico-cênica e mediação do ciclo de debates: Maria Fernanda Vomero. Estudos em teatro épico, performance e dança: Alexandre Mate, Murilo Gaulês e Sayonara Pereira. Operação de luz: Gabriel Rodrigues. Operação de som: Lucas Bressanin. Microfonação: Katheleen Costa. Cenotécnia: César Renzi. Convidados do ciclo de debates: Fábio Pereira, Dexter, Tempestade e Vicente Concílio. Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Coordenação de comunicação: Luiz Fernando Ferreira. Assistência de comunicação: João Teodoro Junior. Fotografia: José de Holanda. Registros do processo de criação: João Guimarães. Edição de textos para o programa da peça: Maria Fernanda Vomero. Direção de produção: Dalma Régia. Produção executiva: Álex Mendes e Miguel Rocha. Idealização: Companhia de Teatro Heliópolis. Realização: Sesc São Paulo.

Histórico da Companhia de Teatro Heliópolis

Serviço

Espetáculo: A Boca que Tudo Come Tem Fome (Do Cárcere às Ruas)
Com Companhia de Teatro Heliópolis
Estreia: 10 de julho de 2025 - Quinta, às 20h
Temporada: 10 de julho a 3 de agosto - Quinta a sábado, às 20h, e domingo, ás 18h
Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia) | R$ 18 (Credencial Sesc)
Vendas online: A partir de 1/7 pelo site sescsp.org.br/14bis e 2/7 presencialmente nas bilheterias das unidades do Sesc São Paulo
Classificação: 14 anos. Duração: 135 minutos. Gênero: Experimental. 

Sesc 14 Bis - Teatro Raul Cortez
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista. São Paulo/SP.
Capacidade: 523 lugares. Acessibilidade: Sim. 

Sobre o Sesc São Paulo

Com mais de 78 anos de atuação, o Sesc - Serviço Social do Comércio conta com uma rede de 43 unidades operacionais no estado de São Paulo e desenvolve ações para promover bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, além de toda a sociedade. Mantido por empresas do setor, o Sesc é uma entidade privada que atende cerca de 30 milhões de pessoas por ano. Hoje, aproximadamente 50 organizações nacionais e internacionais do campo das artes, esportes, cultura, saúde, meio ambiente, turismo, serviço social e direitos humanos contam com representantes do Sesc São Paulo em suas instâncias consultivas e deliberativas. Saiba mais em sescsp.org.br

 

Serviço do Sesc 14 Bis

Horário de funcionamento: terça a sábado, 10h às 21h; domingos e feriados, 10h às 19h.
Estacionamento: Vagas para carros, motos e bicicletas.

R$ 12 para as 3 primeiras horas e R$ 2 a cada hora adicional (Credencial Plena)

R$ 18 para as 3 primeiras horas e R$ 3 a cada hora adicional (Público geral)

Para atividades no Teatro Raul Cortez, preço único: R$ 12 (Credencial Plena) e R$ 18 (Público geral)
*Em dias de shows e espetáculos é possível retirar o veículo após o término das apresentações.  
**Transporte gratuito da unidade até a estação de metrô Trianon-Masp da linha 2-verde para os participantes das atividades, de terça a sexta, às 21h40, 21h55 e 22h05. 

 

Como chegar

Ônibus: a 260m do ponto Getúlio Vargas 2 (sentido Centro-Bairro), a 280m do ponto Parada 14 Bis (sentido Bairro-Centro) e a 2000m do Terminal Bandeira.

Metrô: a 700m da estação Trianon-Masp da Linha 2-Verde e a 2000m da estação Anhangabaú da Linha 3-Vermelha. 

 

Acompanhe o Sesc 14 Bis na internet

Site: sescsp.org.br/14bis

Na rede: @sesc14bis

 

Informações à imprensa | Sesc 14 Bis

Cristina Berti - (11) 3016-7727 | Tayná Guimarães - (11) 3016-7725

imprensa.14bis@sescsp.org.br
 

Informações à imprensa – Espetáculo

VERBENA Assessoria

Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 – verbena@verbena.com.br

domingo, 1 de junho de 2025

SESI São José do Rio Preto apresenta a exposição Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais

Mostra com curadoria de Afonso Oliveira faz panorama de uma das mais representativas manifestações da cultura popular brasileira.

Divulgação
Entre os dias 7 de junho e 31 de agosto de 2025, o Centro Cultural Sesi São José do Rio Preto apresenta gratuitamente a exposição Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais, que reúne a produção artística de trabalhadores da Zona da Mata de Pernambuco, representantes desta manifestação que é Patrimônio Cultural Brasileiro, o Maracatu Rural ou Maracatu de Baque Solto. O evento de abertura ocorre no dia 6/6, sexta, às 19h.

A mostra conta com audiodescrição e legendas em braile, além de visita guiada com performance de Luiz Caboclo - Mestre dos Caboclos de Lança do Maracatu Estrela de Ouro de Aliança no dia 8/6, às 15h, mediante agendamento pelo e-mail riopreto@sesisp.org.br.

Ambientada em uma cenografia que remete ao território da Zona Canavieira Pernambucana, a exposição apresenta documentos, vídeos, fotografias, objetos, textos, indumentárias e peças de artesanato, além de audiovisuais. São objetos e obras que vão além dos maracatus, e adentram no universo do trabalho, da religião e das influências que o Maracatu Rural exerceu sobre artistas contemporâneos como Chico Science, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Siba.

Com projeto expográfico assinado pela designer pernambucana Júlia Filizola, a exposição conta com mais de 60 fotografias selecionadas, assinadas por diversos fotógrafos pernambucanos como Hans von Manteuffel (alemão/pernambucano), Toni Braga, Pedro Raiz, Ederlan Fábio, Fred Jordão e Afonso Oliveira, além de obras da antropóloga americana Katarina Real que, entre 1950 e 1990, pesquisou sobre o Carnaval do Recife e outras manifestações culturais do Nordeste (suas fotografias foram cedidas pela Fundação Joaquim Nabuco).

Entre os documentos estão troféus, CDs, livros, ferramentas da agricultura, instrumentos e a medalha da Ordem do Mérito Cultural (concedida pelo Ministério da Cultura). Na indumentária, a exposição traz 11 manequins com os figurinos típicos de Caboclos de Lança, Rei, Rainha, Reiamar, Mestre de Apito, Burra, Catirina e Mateus. Destaque também para uma Mesa de Jurema Sagrada, ritual religioso de origem indígena e cultuado por aqueles que fazem o Maracatu Rural, e para o Totem, onde o visitante, de forma interativa, irá conhecer a história e a estética dessa cultura.

O público pode ainda assistir a um documentário produzido especialmente para a exposição, que mostra o Maracatu Rural desde os preparativos, à noite, até as apresentações durante o carnaval. Será exibido também o filme Maracatu Atômico - Kaosnavial (2012), com Jorge Mautner e Mestre Zé Duda, dirigido por Afonso Oliveira e Marcelo Pedroso, produzido na Zona da Mata Pernambucana.

A produção e curadoria Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais é assinada por Afonso Oliveira, que tem uma vivência de mais de 30 anos junto a esta manifestação cultural, já tendo desenvolvido diversos projetos com os maracatus rurais. “Quem visitar a exposição viverá uma experiência marcante e única. O Maracatu Rural vai além do colorido de seus caboclos de lança, é um mergulho na história da formação do povo nordestino. É muito representativo trazer este acervo para São Paulo. Aqui vive uma parte de nós.”

Maracatu Rural - O maracatu rural ou de baque solto é uma manifestação cultural que surgiu no período republicano, na Zona da Mata, em Pernambuco. A partir da festa dos caboclos, personagens de outras brincadeiras foram se juntando e formando-o como conhecemos hoje. A tradição diz que o primeiro maracatu rural tem local e data de nascimento. O mais antigo foi criado no Engenho Olho d’Água, em Nazaré da Mata, no dia 10 de dezembro de 1914, num sábado, como diz Ernesto Francisco do Nascimento, o mais antigo dos caboclos em atividade e mestre do Maracatu Cambindinha de Araçoiaba. O protagonista do maracatu rural é o caboclo de lança, de fantasia exuberante com golas e chapéus coloridos, além dos caboclos de pena, das baianas, do rei e da rainha e das damas de buquê. O cortejo do maracatu rural é conduzido por instrumentos de percussão (bombo, tarol, mineiro, porca e gonguê), acompanhado por instrumentos de sopro (trombone e trompete), vindo das orquestras de frevo. O canto é de responsabilidade do Mestre de Apito ou poeta e contra-mestre. Sambas e marchas feitos de improviso mostram a qualidade e prestígio do Mestre perante à população que, durante o carnaval, aguarda ansiosa para ver qual será o melhor. Durante o carnaval, existem vários encontros de Maracatus, com destaque para os realizados nas cidades de Nazaré da Mata, Aliança e Goiana.

Afonso Oliveira (curador) - Criador do Método Canavial de Ensino de Produção Cultural Coletiva e Comunitária, que tornou-se livro (2009) e já formou 180 produtores culturais. Afonso Oliveira lançou o projeto Curva do Mundo (2019) com exposição de pinturas, livro de poesias e composições musicadas por diversos artistas brasileiros. Elaborou, entre 1995 e 2003, com o Governo do Estado de Pernambuco e o Ministério da Cultura, uma política de valorização dos Maracatus pernambucanos; idealizou e coordenou o projeto que tornou Nazaré da Mata, PE, a Terra do Maracatu, e Goiana, PE, a Terra dos Caboclinhos. Realizou projetos nacionais e internacionais de valorização da cultura popular pernambucana, destaque para a EXPO 2000, em Hanover, Alemanha; turnês europeias com os Maracatus Estrela Brilhante e Maracatu Leão Coroado; ida ao Festival Lincoln Center em Nova Iorque com Selma do Coco, Vanildo de Pombos e Mestre Salustiano. Coordenou mais de 120 projetos culturais de música, artesanato, cinema, cultura popular, teatro e dança. A convite do Ministério da Cultura, foi diretor artístico, produtor e curador do Festival Interações que levou mais de 40 atrações para às Paralimpíadas do Rio de Janeiro (2016), coordenador geral do Encontro Nacional das Culturas Populares (2015), em Serra Talhada, e coordenador de programação da TEIA - Encontro Nacional dos Pontos de Cultura (2008), em Brasília. Prêmios: Cavaleiro da Ordem do Mérito Cultural - 2017; Prêmio Delmiro Gouveia de Economia Criativa – Fundação Joaquim Nabuco - 2020; Prêmio Economia Criativa do MinC - 2012; Prêmio Patativa do Assaré do MinC - 2011; Prêmio Tuxauá do MinC - 2010

Serviço

Exposição: Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais
Abertura: 6 de junho - Quinta, às 19h
Temporada: 7 de junho a 31 de agosto de 2025

Horário: quarta a sábado - das 10h às 20h. Feriados - das 10h às 19h.
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Visita guiada:  8/6, às 15h, com participação do Mestre Luiz Caboclo - Reservas: riopreto@sesisp.org.br.
Acessibilidade: obras com audiodescrição.

Agendamento - escolas/grupos: riopreto@sesisp.org.br e vera.rodrigues@sesisp.org.br.

Fotos aqui: MARACATU RURAL – A Magia dos Canaviais

Centro Cultural SESI São José do Rio Preto
Centro de Atividades Jorge Duprat Figueiredo
Av. Duque de Caxias, 4656 - Vila Elvira. São José do Rio Preto/SP.
Tel: (17) 3224-6611 | riopreto.sesisp.org.br | @sesisp.riopreto 

 

Informações à imprensa – Exposição
VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br


quinta-feira, 22 de maio de 2025

Cristina Guimarães lança Presente & Cotidiano em show no Espaço Parlapatões no dia 29 de maio

Álbum traz canções consagradas e outras preciosidades de Luiz Melodia.


A cantora Cristina Guimarães apresenta show de lançamento do álbum Presente & Cotidiano no Espaço Parlapatões, no dia 29 de maio, quinta-feira, às 20h30.

Mais que uma homenagem, o espetáculo é um reencontro com as emoções que a música de Luiz Melodia (1951-2017) despertou e continua a despertar, agora reimaginadas pela voz singular de Cristina, em arranjos primorosos de André Bedurê.

Cantora notada pela originalidade nas interpretações e releituras, Cristina Guimarães apresenta-se acompanhada pelos músicos que também tocam no álbum: André Bedurê (baixo, violão, vocal e direção musical), Rovilson Pascoal (guitarra, violão e cavaquinho) e Gustavo Souza (bateria e percussão). O show tem ainda participação especial do cantor, compositor e poeta Evandro Camperom e do violoncelista Jonas Moncaio.

Com um EP e quatros singles lançados, a cantora paulistana lançou Presente & Cotidiano plataformas de música, em março de 2025. Não se trata de um trabalho óbvio, não é uma compilação dos clássicos ou de sucessos da carreira de Luiz Melodia. À exceção de “Magrelinha” e “Estácio, Eu e Você”, o repertório traz preciosidades como “Retrato do Artista Quando Coisa”, “Começar pelo Recomeço”, “Giros de Sonho” (gravada em duo com Zeca Baleiro), “Dias de Esperança” e “Feras que Virão” (gravada ao lado de Cida Moreira), além das não tão populares “Um Toque”, “O Sangue Não Nega” e a faixa que dá nome ao álbum “Presente Cotidiano”.

Declaradamente uma apaixonada pela obra de Luiz Melodia, Cristina Guimarães revela que vinha amadurecendo este projeto há muito tempo. “Este é realmente um sonho realizado, o de poder gravar um álbum que transite pelas ondas e nuances da música e da poesia de Luiz Melodia. O resultado muito me agrada, pois abraça tanto a cantora quanto o autor de forma delicada e intensa”. A paixão pelo compositor também acomete o produtor/arranjador, cuja trajetória musical cruzou com o artista em vários shows e discos que produziu. Sobre o trabalho ao lado da intérprete, André Bedurê não esconde sua admiração. “Cristina é surpreendente. Uma aparente ingenuidade, a princípio, traduziu-se em muita personalidade na construção do trabalho. Gosto muito do seu jeito de interpretar, ela tem um suingue especial na divisão rítmica da melodia que me encanta”, declara.

As faixas

Cristina Guimarães abre Presente & Cotidiano cantando à capela “Retrato do Artista Quando Coisa”, um poema de Manoel de Barros musicado por Luiz Melodia, e que dá nome ao seu disco lançado em 2001. “Esta é uma canção muito sugestiva. Ela cresce e se expande como se fosse revelando o próprio artista”, comenta a intérprete. Não tem como falar de Melodia sem passar pela canção “Estácio, Eu e Você”, que aparece na segunda faixa; um samba clássico que abraça a voz da cantora dando uma ideia do que vem pela frente. Seguindo, “Começar pelo Recomeço”, tem arranjo jazzístico, elegante como a letra de Torquato Neto (musicada por Luiz Melodia) que fala sobre o recomeço após o fim de uma relação afetiva. Destaque para o baixo de André Bedurê na introdução, também presente em todo o arranjo, e para o solo de guitarra de Rovilson Pascoal.

“Magrelinha” é a quarta canção do repertório. Traz arranjo sofisticado e bem diferente da versão original, tendo o violão na base harmônica deixando a voz limpa, valorizando a palavra e a poesia do autor. Cristina Guimarães comenta sobre o prazer de cantar esta música: “é comovente a força poética do primeiro verso - ‘O pôr do sol vai renovar brilhar de novo o seu sorriso / E libertar da areia preta e do arco-íris cor de sangue (...)’ - e do refrão ‘No coração do Brasil’, diz. O cantor e compositor Zeca Baleiro é convidado especial de Cristina na faixa “Giros de Sonho” (lançada também no formato single). Este é um dueto arrebatador de duas vozes graves. “Eu não conhecia esta música, e me encantei pela forma como foi concebida, uma construção perfeita, um deleite para o cantar”, revela a intérprete.

A sexta faixa, “Dias de Esperança”, originalmente com nuances de valsa, ganhou um arranho ‘em três’ que a transportou para o flamenco. Segundo o arranjador André Bedurê, “uma transgressão típica brasileira de fundir os ritmos”, dando um frescor contemporâneo à composição que tem ainda o requinte do violoncelo de Jonas Moncaio. Grande incentivadora da carreira de Cristina, Cida Moreira também é convidada especial de Presente & Cotidiano. E sua participação não poderia ser em outra faixa senão em “Feras que Virão” (esta também foi lançada em single), cuja letra anuncia o morro descendo para o asfalto, e diz: “Vou fazer lenha queimar”. Sobre Cida, Cristina diz: “é uma mestra com quem aprendi muito além das aulas de canto”. A canção flerta com a estética “maldita” de Walter Franco e Itamar Assumpção, oferecendo um sedutor, e contrastante, dueto entre as cantoras de timbres distintos e modos bem diferentes de interpretar.

O samba “Um Toque” - primeira música que Melodia compôs para a então namorada Jane Reis - ganhou um “arranjo meio recôncavo, como uma chula de Roberto Mendes, que remete ao tempero baiano”, explica o arranjador André Bedurê. A guitarra e o violão de Rovilson Pascoal conduzem a composição diretamente para a sonoridade da Bahia. Nona faixa, “O Sangue Não Nega” (parceria de Luiz Melodia com Ricardo Augusto) é um samba quebrado, com breques, com compassos diferentes; representa bem o compositor que não se enquadra em um estilo musical apenas. Como um artista brasileiro, transitou pelo jazz, MPB, jovem guarda e, aqui, reafirma sua faceta de sambista: “Disseram no jornal, televisão / Que eu não gosto mais de samba (...) / Mas eu sou bamba, bamba (...)”. A canção “Presente Cotidiano” fecha o álbum em tom nostálgico. Com uma afinação não convencional ao violão, em Ré, e uma harmonia envolvente, o arranjo deixa o tom perfeito para a cantora que desliza sobre um ritmo mais solto, como em ondas sonoras espaciais, em harmonia com a letra que fala da complexidade cotidiana, do amor efêmero, da beleza em meio ao caos do dia a dia. Ela sintetiza, de certa forma, a aura que envolve a maioria das músicas de Luiz Melodia e vem de encontro à forma como Cristina Guimarães gostaria de dar voz ao eteno compositor do Estácio. 

FICHA TÉCNICA / Álbum Presente & Cotidiano - Composições: Luiz Melodia. Voz: Cristina Guimarães. Arranjos e produção musical: André Bedurê. Músicos: André Bedurê (baixo, violão de nylon e vocal), Rovilson Pascoal (guitarra, cavaquinho e violão de aço e nylon), Gustavo Souza (bateria e percussão) e Jonas Moncaio. Captação de áudio, mixagem e masterização: Rovilson Pascoal e André Bedurê. Estúdio: Parede Meia. Produção fonográfica: Cristina Guimarães. Foto/capa: Vinicius Campos. Arte/capa: Lukas Doraciotto e João Nunez. Figurino: Kalina Bourgeois. Maquiagem: Luiz Martins. Preparação vocal: Francesca della Monica e Ana Lúcia Spina. Produção: João Nunez e Liliane Pugliesi. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Ano: março/2025. Distribuição digital: Tratore.

Serviço | Show

Show: Cristina Guimarães
Lançamento do álbum: Presente & Cotidiano

Dia 29 de maio de 2025 - Quinta, às 20h30
Ingressos: R$ 50,00
Vendas online - https://bileto.sympla.com.br/event/106391/d/318720/s/2173061
Duração: 80 min. Classificação: Livre. Capacidade: 96 lugares.
Siga Cristina Guimarães: @cristinahguimaraes 

Espaço Parlapatões

Praça Roosevelt, 158 - Consolação. São Paulo/SP. CEP 01303-020
Telefone: (11) 3258-4449. Nas redes:- @parlapatoes. 

Sobre Cristina Guimarães

Cristina, que é filha de pianista, descobriu o amor pelo canto na juventude. Estudou canto; formou-se em Psicologia na Universidade São Francisco, em Itatiba, SP; cursou Psicanálise na Escola de Psicanálise de Campinas e segue em formação no Instituto Vox de Pesquisa em Psicanálise, em São Paulo, onde mantém trabalho em consultório. Paralelamente, seguiu cantando. Em Campinas, foi a voz de grupos que se apresentavam na cidade, atuando ao lado de instrumentista como o pianista Bebeto von Buettner, o baterista Ramo Montagner e, no Trio Azeviche, com o guitarrista Bruno Mangueira e o baixista Marcos Souza, entre outros. 

Em 2019, a pianista e cantora Cida Moreira, com quem fazia aulas de canto, incentivou-a assumir definitivamente sua relação com a música. Foi quando decidiu investir em um trabalho próprio de intérprete. Lançou o EP Em Canto, em 2023, um trabalho de voz e piano formado por composições que a apresentam como uma intérprete de timbre aveludado, que imprime sua identidade à música popular brasileira. Em Canto é formado por “Caso Você Case” (Vital Farias), “Nunca” (Lupicínio Rodrigues), “Dindi” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) e “Tempo Velho” (Douglas Germano), sendo as duas últimas lançadas também em formato single.

Na sequência apresentou em São Paulo o show Presente & Cotidiano, formado por canções der Luiz Melodia, uma paixão declarada da artista, ao lado dos músicos André Bedurê (direção musical, violão e baixo), Gustavo Souza (bateria) e Rovilson Pascoal (guitarra). Esse trabalho de releituras, pautado pela originalidade, resultou no álbum Presente & Cotidiano, lançado em março de 2025. Duas canções do mesmo - "Feras que Virão" e "Giros de Sonho" - foram também lançadas em single, em 2024, com participação de Cida Moreira e Zeca Baleiro, respectivamente. Atualmente, Cristina Guimarães se dedica ao Curso Profissionalizante de Voz de Francesca della Monica, referência internacional em metodologia de estudos vocais da atualidade. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Série Vozes de Marias, do Festival das Marias, traz depoimentos sobre os processos criativos femininos

A quinta edição do Festival das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino apresenta a série online Vozes de Marias, entre os dias 12 e 18 de maio de 2025, sempre às 18h.

Trata-se de depoimentos por mulheres artistas sobre seus processos de criação em artes no feminino, bem como sobre as discriminações sofridas ao exercer seus respectivos talentos. São 12 mulheres atuantes nas áreas de música, teatro, dança, circo e literatura. A exibição é gratuita e legendada pelo canal do Festival das Marias no YouTube - @FestivaldasMarias.

Realizada desde a primeira edição do Festival, a atual série reúne depoimentos de Jennifer Martins e Isis Talismã (integrantes do Cortejo de Preciosidades, Lindezas e Belezuras - atração musical-circense), da sanfoneira  Renata Sbrighi (idealizadora e regente da Orquestra Sanfônica de São Paulo), das atrizes Antônia Pethit, Athena Leto e Alexia Twister (do premiado infantil Alice no Seu Pequeno Grande Quarto das Maravilhas - Grupo Arte Simples de Teatro), das escritoras Denise Mello, Paloma Franca Amorim e Ketty Valencio, da articuladora cultural Dani Sampaio, da bailaria Sofia Ó (espetáculo O Nome Mais Belo do Medo) e da consagrada cantora, pianista e atriz Cida Moreira.

O Festival das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino nasceu em Portugal, em 2019, sob a égide do protagonismo feminino, passando a ocorrer no Brasil em 2020, com direção geral de Adriana Belic (Belic Arte.Cultura) e curadorias convidadas a cada edição. Com foco na valorização da criação artística feminina, sua programação multidisciplinar gira em torno de criações e de temas que abordam o feminino. Concebido sob os pilares das ODSs 5 e 16 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Igualdade de Gênero e Cultura de Paz), a edição brasileira é encerrada em 10 de outubro por ser o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Em 2024, o Festival das Marias no Brasil foi idealizado e organizado pelas portuguesas CADAC - Companhia Alentejana de Dança Contemporânea e Cia Teatro Lendias d’Encantar e pela brasileira Belic Arte.Cultura, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Esta edição foi contemplada no Edital Lei Paulo Gustavo 21/2023 - Festivais e Mostras Culturais, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA - Direção geral: Adriana Belic. Direção artística: Bel Toledo. Consultoria internacional: Antônio Revez. Curadoria/Música: Sergio Mendonça - Pôr do Som.  Curadoria/Literatura: Raquel Oliveira. Coordenação de produção: Mili Slikta. Produção: Arthur Maia, Hugo Belo, Mari Campos, William Ramos. Operação de som: Danilo Iwakura. Operação de luz: Igor Sully. Filmagem, fotos edição de videos: Leticia Aoki. Supervisão de vídeos: Ledok. Site - criação: Agência Maria. Concepção gráfica: Ana Rodrigues - Workhouse Design. Artes digitais: Alexandre Caetano - Oré Design Studio. Assessoria em mídias: Platea Comunicação e Arte. Site/manutenção:  Oré Design Studio. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e organização: CADAC - Companhia Alentejana de Dança Contemporânea, Lendias d’Encantar, Belic Arte.Cultura. Apoio institucional: Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo. Realização: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo do Estado de São Paulo.

Serviço

Série: Vozes de Marias - Do Festival das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino 2024
Quando: 12 a 18 de maio de 2025. Segunda a domingo, às 18h
12/5 - Jennifer Martins e Isis Talismã (Cortejo de Preciosidades, Lindezas e Belezuras)
13/5 - Renata Sbrighi (Orquestra Sanfônica de São Paulo)
14/5 - Antônia Pethit, Athena Leto e Alexia Twister (Grupo Arte Simples de Teatro)
15/5 - Denise Mello, Paloma Franca Amorim e Ketty Valencio (escritoras)
16/5 - Dani Sampaio (articuladora cultural)
17/5 - Sofia Ó (bailarina - O Nome Mais Belo do Medo)
18/5 - Cida Moreira (cantora, pianista e atriz)
Acesso gratuito - Exibição online - Legendado.
Onde assistir: YouTube/@FestivaldasMarias
Contatos: www.festivaldasmarias.com.br e @marias.festival. 

Informações à imprensa - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

terça-feira, 6 de maio de 2025

Teatro do Incêndio estreia São Paulo Surrealista em versão atualizada que confronta o conservadorismo

Sucesso no repertório da companhia, a peça questiona um mundo em ruínas.

Foto de Kym Kobayashi 

O Teatro do Incêndio traz de volta ao palco o espetáculo São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista, sucesso de público e crítica na primeira montagem. A estreia acontece no dia 31 de maio de 2025 para uma curta temporada de 6 apresentações, aos sábados domingos, às 20 horas, até o dia 15 de junho. A montagem abre uma série de repertório para festejar os 30 anos de trajetória que o Teatro do Incêndio comemora em 2026.

São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista é um ritual teatral dirigido por Marcelo Marcus Fonseca, que mergulha no surreal para retratar símbolos e fantasias de São Paulo. É uma ode à cidade e seus personagens, confrontando - em um jogo de imagens sobrepostas - as contradições e fantasias da metrópole.

A peça, que cumpriu temporadas com ingressos esgotados em 2012, 2013, 2014 e 2019, retorna atualizada, debochando da atual onda de conservadorismo, tendo no movimento surrealista a inspiração política de provocar as estruturas pela imagem poética. Claudio Willer (1040 - 2023) - escritor e poeta, cujos vínculos literários são com a criação mais rebelde e transgressiva, como o surrealismo e geração beat - foi consultor da companhia para esse projeto. Willer será homenageado nessa versão 2025.

O espetáculo não conta necessariamente uma história. O que não significa que a peça não tenha uma dramaturgia sólida e uma linha narrativa. Para revelar a cidade real, nada é realista. Os textos são colagens emolduradas por imagens e figuras da metrópole, sejam elas reais ou distorcidas, tendo na música ao vivo um elemento essencial para traduzir sua pulsação.

Mário de Andrade, Roberto Piva, Pagu, nativos, cidadãos comuns, ninfas e animais recebem o surrealista André Breton, observado por Antonin Artaud (dramaturgo francês, surrealista), para um mergulho na capital paulista, percorrendo Os Nove Círculos do Inferno de Dante Alighieri.

“Esta montagem propõe também que o espectador perceba a cidade pelos olhos de André Breton, um dos criadores do surrealismo, em um jogo que ressalta pontos turísticos, monumentos, terreiros, restaurantes e bordeis paulistanos”, explica Marcelo Marcus Fonseca. O público precisa, invariavelmente, ir fantasiado ao teatro ou não será permitido seu ingresso. “Como em um carnaval estendido, o público deve chegar ao teatro com figurinos para compor a plateia como personagem. Vale tudo”, afirma o diretor Marcelo Marcus Fonseca, liberando os espectadores usarem a criatividade.

Em cena estão 28 artistas em uma celebração musical da cidade com alusões ao cinema de Pier Paolo Pasolini e Frederico Fellini e textos escritos durante o processo e com colaboração do elenco da primeira montagem, com base na escrita automática característica do Surrealismo. Todas as canções foram compostas por Marcelo Fonseca e Wanderley Martins especialmente para o espetáculo, algumas delas “em parceria” com Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire.


FICHA TÉCNICA | São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista - 
Com: Cia. Teatro do Incêndio. Roteiro e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca. Elenco: Josemir Kowalick, André Pottes, Amy Campos, Marcelo Marcus Fonseca, Isabela Alonço, Livia Melo, Sabrina Sartori, Mariana Peixoto, João Paulo Villela, Anna Bia Viana, Bruno Macedo, Thauany Mascarenhas, Camilo Guadalupe, Sabrina Rodriguez, Bruno Vizzotto, Ana Ferrari, Stefanie Araruna, João Victor Silva, Giovanna Garcia, Enzo Ferraro, Fiore Scheide, Vyvy Vanazzi, Thamiris Rocha e Joviana Venture. Direção musical original: Wanderley Martins. Música ao vivo: Xantilee Jesus, Bruno Vizzotto, Ricardo Martins e Dedeco. Iluminação: Rodrigo Sawl. Cenografia: Marcelo Marcus Fonseca. Figurino: Sabrina Sartori. Fotos: Kym Kobayashi. Designer gráfico: Livia Melo. Assessoria de mídias sociais: Amy Campos. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Direção de produção: Vanda Dantas. Produção e realização: Cia. Teatro do Incêndio.  

Serviço

Espetáculo: São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista
Estreia: 31 de maio de 2025
Temporada: sábados e domingos, às 20h - Até dia 15 de junho
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)
Venda online - Sympla: https://www.sympla.com.br/evento/sao-paulo-surrealista-corpo-antifascista/2932479
Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita dinheiro, PIX e cartão.
Gênero: Surrealismo. Duração: 70 min. Classificação: 18 anos.
Importante: é obrigatório ao público ir com figurino (criação livre).

Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 - Bela Vista/Bixiga. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2609-3730. Na Rede: @teatrodoincendiooficial
Estacionamento pago em frente ao Teatro do Incêndio. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br