segunda-feira, 29 de setembro de 2025

VI Festival das Marias no Brasil, Festival Internacional de Artes no Feminino

Programação ocorre no Teatro Paulo Eiró, em São Paulo, na Associação Mairinquense de Preservação Ferroviária, em Mairinque, no Sesc Rio Preto e no Cris de Freitas Ateliê, em São José do Rio Preto, e online pelo canal do Festival no YouTube. 

A sexta edição do Festival das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino acontece no Brasil entre os dias 03 a 10 de outubro de 2025. A programação, pensada para os públicos adulto e infantil - contempla criações femininas em música, teatro, dança, circo, cinema, artes visuais e literatura, entre outros. O acesso a todos os eventos é gratuito.

Na capital São Paulo, no dia 03/10, sexta, o Teatro Paulo Eiró, na zona sul da capital, recebe o grupo vocal feminino Mawaca com o show Nama Pariret, às 21h. No dia 04/10, sábado, a programação começa com o infantil Pretinha Adormecida, da Cia. Dois Ventos, às 16h; seguido pelo espetáculo de teatro Mary Stuart, com Denise Stoklos, às 21h. No dia 05/10, domingo, ocorre a contação de história Contando e Cantando Mulheres, com a Cia Rabo de Cutia, às 16h; e o bate-papo Palavras que Brincam: Escritas para Jovens Leitores, com Mariana Bastos, Mariana Lobato Botter e Sandra Regina, mediado por Raquel Oliveira, às 17h. Na praça do Teatro Paulo Eiró, no domingo (5/10, das 12h às 18h), uma Feira de Manualidades traz trabalhos feitos por artesãs, expostos para apreciação e venda.

Em Mairinque/SP, no dia 03/10, sexta, a Associação Mairinquense de Preservação Ferroviária, recebe show com a artista Cida Moreira, às 20h, precedido pelo cortejo Reza a Lenda, do Studio Lumus (dança), às 19h30. No dia 04/10, sábado, a programação traz, pela manhã, a Cia Circus Soul com uma oficina circense, Que Palhaçada é Essa?, às 10h, e uma  intervenção, Circo em Movimento, às 12h. No mesmo dia ocorrem os espetáculos  Ecos da Lua (dança), com Studio Lumus, às 17h, Reditus - Fragmentos do Silêncio (teatro), com Tais Dantas  e  Rosana Moraes, às 19h, e Almada Jussara e Soraya: além da mistura cosmetológica (literatura teatral), com Eloísa Aragão, às 20h. No dia 05/10, domingo, tem as apresentações circenses A Andarilha, com Aline Hernandes, às 11h, e Eranko, com Circo de Ébanos, às 17h. Fechando a programação em Mairinque, no dia 10/10, sexta, a Cia Circus Soul volta com a oficina circense Que Palhaçada é Essa?, às 10h, e a intervenção Circo em Movimento, às 12h; e Gabriela Winter apresenta o espetáculo circense Catadora de Ilusões, às 20h.

Já em São José do Rio Preto/SP, o Festival das Marias acontece no Cris de Freitas Ateliê e no Sesc Ribeirão Preto. No primeiro, dia 04/10, sábado, acontece a oficina Crie Seu Próprio Azulejo em Papel, das 15h às 17h. Já no Sesc Rio Preto, no dia 05/10, domingo, tem a Mostra Olhar de Marias com exibição de curtas-metragens e roda de conversa, às 16h. Com curadoria de Fernanda Barban, serão exibidas obras de Alina Chiaradia e Viviane Freitas, Fernanda Barban, Gaia do Brasil, Mona Luizon e Juliene Vargas.

A programação Online será exibida entre os dias 04 e 10/10, pelo YouTube - @FestivaldasMarias com duas séries. A Série Vozes Negras, sucesso na edição de 2024, tem exibição sempre às 19h, trazendo cantoras pretas (A Quatro Vozes, Luana Bayô, Fanta Konatê, Ana Maria Carvalho, Kennya Macedo e Raquel Tobias), interpretando composições que entoam suas ancestralidades, as raízes da cultura popular brasileira, a música negra em diáspora (esta é uma parceria do Festival das Marias com a gravadora Pôr do Som e o Estúdio 185 Apodi). Inovando na edição 2025, a Série Saberes e Fazeres - com exibição às 11h e às 17h - reúne vários cursos e workshops com profissionais femininas, mestras em suas áreas: yoga, desenho, dança, produção cultural, malabarismo, pintura e outros.

O Festival Das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino nasceu em Portugal, em 2019, sob a égide do protagonismo feminino, passando a ocorrer no Brasil em 2020, com direção geral de Adriana Belic (Belic Arte.Cultura), direção artística e curadorias convidadas a cada edição. Com foco na valorização da criação artística feminina, sua programação multidisciplinar gira em torno de criações e de temas que abordam o feminino.  Concebido sob os pilares das ODSs 5 e 16 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Igualdade de Gênero e Cultura de Paz), a edição brasileira é encerrada em 10 de outubro por ser o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Em 2025, o Festival das Marias no Brasil tem idealização e organização das portuguesas CADAC - Companhia Alentejana de Dança Contemporânea e Cia Teatro Lendias d’Encantar e pela brasileira Belic Arte.Cultura, contando com apoio do Sesc Rio Preto, da Secretaria de Educação e Cultura da Prefeitura Municipal de Mairinque, e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura Municipal de São Paulo. Esta edição foi contemplada pelo Edital Apoio a Festivais 2025 da APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte, para a Prefeitura Municipal de Mairinque; e pelo Fomento CULTSP PNAB nº. 39/2024, de Fomento à Economia Criativa no Estado De São Paulo, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA - Direção geral: Adriana Belic. Direção artística: Bel Toledo. Consultoria internacional: Antônio Revez. Curadoria/cinema: Fernanda Barban. Curadoria Artes Visuais: Cristiana de Freitas. Curadoria/música: Sergio Mendonça - Pôr do Som.  Curadoria/literatura: Raquel Oliveira. Assistência de direção: Mili Slikta. Produção: Denise Soares, Mari Campos e William Ramos. Operação de som: Danilo Iwakura. Operação de luz: Igor Sully. Fotos: Eugênio Goulart e João Chesine. Captação, edição de imagens e videoclipe: Letícia Aoki. Supervisão de vídeos: Ledok. Site - criação: Agência Maria. Site/manutenção:  Oré Design Studio. Concepção cartaz/identidade visual: Ana Rodrigues - Workhouse Design. Artes digitais: Alexandre Caetano - Oré Design Studio. Assessoria em mídias: Platea Comunicação e Arte. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e organização: CADAC - Companhia Alentejana de Dança Contemporânea, Lendias d’Encantar, Belic Arte.Cultura. Apoio institucional: Sesc Rio Preto, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa da Prefeitura Municipal de São Paulo. Realização: APAA - Associação Paulista dos Amigos da Arte, Prefeitura Municipal de Mairinque, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, Ministério da Cultura, Governo Federal.

SERVIÇO | PROGRAMAÇÃO

Evento: Festival das Marias - Festival Internacional de Artes no Feminino 2025
Data: 03 a 10 de outubro de 2025
São Paulo, Mairinque e São José do Rio Preto.
Horários diversos. Classificação: Livre (verificar indicação em cada evento).
Acesso gratuito em toda a programação.
Programação e informações: www.festivaldasmarias.com.br e @marias.festival.

São Paulo/SP – 03 a 05/10

Local - Teatro Paulo Eiró
Avenida Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 5546-0449. Capacidade/Teatro: 467 lugares. Metrô Adolfo Pinheiro. 

03/10 - Sexta
21h - Mawaca - em Nama Pariret (música) 

04/10 - Sábado
16h - Pretinha Adormecida - com Cia Dois Ventos (teatro infantil)
21h - Mary Stuart - com Denise Stoklos (teatro) 

05/10 - Domingo

12h às 18h - Feira de Maualidades (artesanato) – na na Praça Benedito Geraldo Berti.
16h - Contando e Cantando Mulheres - com Cia Rabo de Cutia (contação de histórias)
17h - Mesa: Palavras que Brincam: Escritas para Jovens Leitores - com Mariana Bastos, Mariana Lobato Botter e Sandra Regina. Mediação: Raquel Oliveira - (Literatura) 

Mairinque/SP – 03 a 05/10

Local: Associação Mairinquense de Preservação Ferroviária
Avenida 27 de Outubro, 135 - Mairinque. São Paulo/SP.
Capacidade: 100 lugares 

03/10 - Sexta
19h30 - Reza a Lenda - com Studio Lumus (cortejo / dança)
20h - Cida Moreira (música) 

04/10 - Sábado
10h - Que Palhaçada é Essa? - com Cia Circus Soul (oficina circense)
12h - Circo em Movimento - com Cia Circus Soul (intervenção circense)
17h - Ecos da Lua - com Studio Lumus (dança)
19h - Reditus - Fragmentos do Silêncio - com Tais Dantas (teatro)
20h - Almada Jussara e Soraya: além da mistura cosmetológica - com Eloísa Aragão (literatura teatral) 

05/10 - Domingo
11h - A Andarilha - com Aline Hernandes (circo)
17h - Eranko - com Circo de Ébanos (circo)

10/10 - Sexta
10h - Que Palhaçada é Essa? - com Cia Circus Soul (oficina circense)
12h - Circo em Movimento - com Cia Circus Soul (intervenção circense)
20h - Catadora de Ilusões - com Gabriela Winter (teatro circense) 

São José do Rio Preto/SP - 04 e 05/10

Local 1: Cris de Freitas Ateliê
Rua Teixeira de Freitas, nº 255 - Vila Ercília. São José do Rio Preto/SP.
Capacidade: 20 lugares.  

04/10 - Sábado
15h - Crie Seu Próprio Azulejo em Papel - com Cris de Freitas (oficina) 

Local 2 - Sesc Rio Preto
Av. Francisco das Chagas Oliveira, 1333 - Chácara Municipal. São José do Rio Preto/SP.
Tel.: (17) 32169300. Capacidade/Teatro: 236 lugares. 

05/10 - Domingo
16h - Mostra Olhar de Marias (exibição de curtas-metragens e roda de conversa)
Curadoria: Fernanda Barban. Artistas: Alina Chiaradia e Viviane Freitas, Fernanda Barban, Gaia do Brasil, Mona Luizon e Juliene Vargas. 

Online - 04 a 10/10 - Sábado a sexta
Local: YouTube/@FestivaldasMarias
Com legendas. 

19h - Série Vozes Negras

04 a 09/10 - Videoclipes: A Quatro Vozes (Ilê Perola Negra), Luana Bayô (Terra Água), Fanta Konatê (Matadi), Ana Maria Carvalho (Mutuca de Primeira), Kennya Macedo (Moça) e Raquel Tobias (A Noite Vai Chegar).

10/10 -  Show: A Quatro Vozes - em A Cara do Brasil 

11h e 17h - Série Saberes e Fazeres

04/10 - 11h: Yoga Aérea como Ferramenta para o Circo - por Bel Mucci.
05/10 - 11h: Teoria das Cores - por Iasmim Kali.
06/10 - 11h: Gumboot Dance: Do Corpo, o Som - por Samira Marana.
07/10 - 11h: Malabarismo Financeiro: Uma Gestão Financeira para Artistas - por Priscila Senegalho.
08/10 - 11h - Produção Sem Escola - por Lucia Rodrigues.

09/10 - 11h: Meu Primeiro Edital - por Caro Marafigoh | 17h: Delírio Bambolístico - por Vicky Roman.
10/10 - 11h: Pílulas de Produção - por Gisele Tressi | 17h: Resistência e Afetos na Atualidade - por Cris de Freitas.

DESCRIÇÃO - São Paulo | Espetáculos e atividades

Show: Mawaca - em Nama Pariret
Vozes e percussão: Angélica Leutwiller, Cris Miguel, Magda Pucci, Rita Braga, Zuzu Leiva e Valéria Zeidan. Concepção, arranjos e direção musical: Magda Pucci. Duração: 60 min.

O Mawaca é um grupo musical de São Paulo que pesquisa e recria, em arranjos próprios, a música das mais diversas culturas do mundo. Com repertório gravado à capella, o show do álbum Nama Pariret traz seis cantoras do grupo interpretando cantos femininos de várias partes do mundo. Neste show as cantoras se despem da instrumentação poderosa que sempre as acompanhou e se debruçam sobre pérolas vocais e tocam diversos tipos de pandeiros. Reunindo canções transmitidas pela tradição oral, conduzem-nos por cantos mediterrâneos, africanos e asiáticos, trazendo nos arranjos intercessões criativas que conectam elementos da cultura popular brasileira, resultado da extensa pesquisa realizada pela arranjadora e diretora musical do grupo, Magda Pucci. Nama Pariret apresenta dois conceitos que permeiam o trabalho das cantoras: ‘nama’ é a força vital e ancestral para a etnia Dogon do Mali e ‘pariret’ é o termo usado pelos Ikolen-Gavião para se referir às coisas belas. O álbum joga luz sobre um repertório cantado por grupos minoritários em diversos dialetos e línguas.

Espetáculo: Mary Stuart - com Denise Stoklos
Criação, direção e atuação: Denise Stoklos. Direção de produção: Deco Gedeon.
Duração: 50 minutos. Classificação: 14 anos. Gênero: Teatro Essencial. 

Inspirado na figura histórica de Mary Stuart e em seu confronto com Elizabeth I, o espetáculo transcende a narrativa histórica para mergulhar em temas universais como poder, liberdade, destino e resistência feminina. No palco, Denise transforma a palavra, o gesto e o silêncio em matéria viva, conduzindo o espectador por um território em que a força física e a precisão poética se encontram.

Com mais de 30 anos de carreira internacional e obras apresentadas em festivais de referência na Europa, nas Américas e na Ásia, Denise Stoklos reafirma, em Mary Stuart, a potência de uma arte que não depende de grandes aparatos, mas da presença absoluta do intérprete. A cena é ocupada apenas pelo corpo, pela voz, pela iluminação precisa e pela imaginação, criando imagens de intensa beleza e impacto. O resultado do trabalho de Stoklos dirige é um espetáculo que dialoga com a tradição e, ao mesmo tempo, rompe com ela - um retrato pulsante de uma mulher que enfrenta seu destino e uma afirmação radical do teatro como ato de liberdade.

Mary Stuart de Denise Stoklos oferece ao público uma experiência teatral rara: um encontro direto com a obra de uma das mais importantes criadoras da cena contemporânea brasileira e inventora do Teatro Essencial - linguagem que influenciou artistas no Brasil e no exterior.

Espetáculo infantil: Pretinha adormecida - com Cia Dois Ventos
Duração: 50 in. Classificação: Livre

Pretinha Adormecida transporta o público para um universo mágico onde um casal de fadinhas, desejando ser mães, luta para adotar uma bebezinha. As mães enfrentam um rei mandão e tudo o que for preciso para formar sua família. Na divertida jornada da princesinha não faltam lindos e cômicos personagens como o Sapo José, um Príncipe bobão, Seu bigode e a terrível Fada Coaching.

O projeto faz “crítica” aos contos de fadas tradicionais ao contar a história de duas fadas negras que sonham em adotar a sua primeira filha, desta forma, pensa a autora em, para além de desconstruir os contos de fada, criar novas narrativas para o corpo preto, tão subjugado em nossa sociedade, e também enaltecer de forma simples e natural famílias pretas.

Ficha técnica - Direção e dramaturgia: Ivone Dias Gomes. Realização: Cia Dois Ventos, Ivone Dias Gomes e Priscila Ribeiro. Elenco: Nayra Priscila, Dandara Ferreira e Ivone Dias Gomes e Mirian Caxilé. Intérprete de Libras: Mirian Caxilé. Iluminaçãoa: Lay Loyse. Sonoplastia: Elektr4 Blue. Produção Executiva: Priscila Ribeiro. Produção: Priscila Ribeiro, Ivone Dias Gomes e Dandara Ferreira. Contra Regra: Eliel Gomes Pereira. Fotos: omin_fotografia.

Contação de história: Contando e Cantando Mulheres - com Cia. Rabo de Cutia
Duração: 60 min. Livre. 

Contando e Cantando Mulheres convida o público infantojuvenil a uma viagem encantatória pela força e sensibilidade feminina na cultura popular brasileira. Da poesia de Cecília Meireles, passando pelo canto de trabalho de lavadeiras do Rio São Francisco, contando cangaceiras, cantando a literatura urbana de Janaína Tokitaka, até chegar ao ritmo da ciranda de Lia de Itamaracá, oespetáculo entrelaça poesia, música e oralidade. As histórias de mulheres marcantes ganham vida para as crianças por meio da narração brincante que costura tempos, vozes e memórias.

Ficha técnica - Direção e roteiro: Sandra Guzman. Produção: Cia Rabode Cutia. Elenco: Sandra Guzman, André Gonçalvese e Luiz Xavier. Música e percussão: André Gonçalves. Voz e violão: Luiz Alfredo Xavier. Cenografia: Paula Evelise. Fotografia: MalakiProduções.

Mesa: Palavras que Brincam: Escritas para Jovens Leitores
Com Mariana Bastos, Mariana Lobato Botter e Sandra Regina. Mediação: Raquel Oliveira. 

Mariana Bastos - Jornalista, editora de livros com 15 anos de mercado. Liderou o selo Pri, do Grupo Editorial Primavera, dedicado à literatura contemporânea escrita por mulheres, lançando autoras como Claudia Piñeiro e Ruth Guimarães. É fundadora do espaço cultural A Casa, que nasceu como editora e se transformou em um ponto de encontro para autores e artistas independentes do Vale do Paraíba e da Serra da Mantiqueira.

Mariana Lobato Botter - Graduada em Direito pela USP, mestre em diplomacia pelo Instituto Rio Branco, especialista em produção de textos literários pelo Instituto Vera Cruz, graduanda em Letras pela USP, criadora do perfil literário @Livro.diverso e parte do Conselho Editorial da Editora Pitanga. Seu primeiro romance, Pitangas Verdes, foi vencedor do prêmio Livraria da Vila - Labrador, e tem publicação prevista para novembro de 2025. Como diplomata, escritora, editora, leitora e estudante passa a maior parte do tempo envolvida com a escrita. É mãe de Bruno e João e esposa de Isabel. Considera-se uma profissional da palavra.

Sandra Regina - Paulistana, formada em letras pela FFLCH-USP, atua há mais de 30 anos na área editorial como revisora e editora de textos, com ênfase em livros didáticos. Em 2019, criou a editora Feminas, voltada à publicação de obras de autoria feminina. Publica seus poemas nos blogs feitaemversos.blogspot.com e detudoficaumconto.blogspot.com, desde 2005, o que levou à publicação de poemas na revista Acauã e no livro Trilhas – coletânea de autores blogueiros. Seu primeiro livro O Texto Sentido (Limiar, 2008). Em parceria com Múcio Góes, publicou haicaos (Limiar), em 2012. Em 2015, morando em Curitiba, publicou na antologia Senhoras Obscenas (Reformatório) e, em 2018, coordenou a produção de Damas entre Verdes, participando com um poema, e teve poesia selecionado para a coletânea Um girassol nos teus cabelos: poemas para Marielle Franco. No Concurso de Minicontos da Geração Editorial, teve dois textos selecionados e publicados no portal da editora.

Raquel Oliveira - Raquel Oliveira é mestre em Educação, pós - graduada em Gestão de Projetos Culturais e Eventos. Bibliotecária e Pedagoga. Professora nas áreas de gestão e habilidades gerências, gestão de projetos e metodologia científica. Foi Coordenadora Geral do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo e atualmente trabalha no Bosque de Leitura Raposo Tavares.


DESCRIÇÃO - Mairinque | Atividades

Cortejo canto/dança: Reza a Lenda - com Studio Lumus
Direção: Coletiva. Composições: Luis Felipe Pio. Intérpretes: Beatriz Candian, Elisa Rossi, Mariana Cajado, Rafaela Cajado, Talita Manzoni e Vanusa Vieira. Duração: 30 min. Livre. 

O cortejo musical Reza a Lenda apresenta canções autorais que integram o musical homônimo do Studio Lumus. Inspiradas na história de Mairinque com suas linhas férreas, mitos, figuras marcantes e narrativas, as músicas cantadas por mulheres resgatam memórias O cortejo parte do musical original que traz à tona as memórias para revelar a profunda relação da cidade com as linhas férreas e as personalidades que marcaram a trajetória de Mairinque. Cantadas em forma de cortejo, as músicas transformam a rua em palco e o público em cúmplice. Cada canção é um convite a atravessar o tempo e revisitar o imaginário coletivo, onde fé, cultura popular e identidade local se entrelaçam em poesia sonora.

Show - Cida Moreira
Voz e piano: Cida Moreira. Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

Cida Moreira apresenta o concerto de voz e piano, cujo repertório é baseado em sua extensa vivência teatral, com ênfase na palavra poética, cheio de musicalidade e histórias. A artista interpreta músicas de gêneros distintos com sua singular dramaticidade versada em sucessos da MPB e da música internacional. Entre as canções do programa estão: “Você me Vira a Cabeça”, gravada por Alcione, e “Private Dancer”, obra marcante na carreira solo de Tina Turner, além de versões inéditas de hit de Vanessa Popozuda, “Eu Sou a Diva que Você Quer Copiar”, e de músicas com temáticas atuais como a contundente “A Bala” (sobre a cultura armamentista), do premiado Calle 13 (Porto Rico), “Efêmera”, de Tulipa Ruiz, e “O Verbo e a Verba”, de Lenine e Lula Queiroga.

Atriz, pianista e cantora completa 48 anos de carreira em 2025. Em seu extenso currículo constam 13 discos, 11 filmes, quatro minisséries de TV, três novelas e incontáveis direções musicais em teatro. Entre seus recentes lançamentos destacam-se: Com o Coração na Boca (2025 - Selo Belic Music)), gravado com Rodrigo Vellozo, Um Copo de Veneno (2020 – CD e série de TV) e Soledade Solo (2017 - gravado ao vivo na Casa de Francisca), além dos importantes discos Angenor, em homenagem aos 100 anos de Cartola, A Dama Indigna e Soledade. No cinema ela atuou, recentemente, em O Que Se Move, de Caetano Gottardo, prêmio de melhor atriz do Festival de Cinema Lakino (Berlim), Deserto, de Guilherme Weber, e As Boas Maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas. Destaque também para o espetáculo Noites de Berlin - A Música de Brecht e Weill, com a Orquestra do Theatro São Pedro, para a participação no Ano do Brasil em Portugal e para a apresentação de Cabaret Queer em Berlim.

Oficina Circense: Que Palhaçada É Essa? - com Cia Circus Soul
Oficineiras: Elisa Rossi e Jessica Pacola. Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

A oficina Que Palhaçada É Essa? explora a linguagem da palhaçaria, focando na relação e no estado do brincar. Por meio de atividades, experimentações e investigações, a atividade visa despertar nos participantes a capacidade de se conectar com suas fragilidades, transformando-as em poesia cômica. Além de ensinar as técnicas da palhaçaria, habilidades com malabares e perna de pau, a oficina trabalha profundamente a aceitação do fracasso e a conexão com o outro.

Intervenção circense: Circo em Movimento - com Cia Circus Soul
Atristas: Elisa Rossi e Jessica Pacola e Lorena Constantino. Duração: 60 min. Livre. 

A intervenção circense ocorre após a oficina, levando a magia do circo para fora da lona, transformando o espaço em palco. Com humor e diversão, a pernalta, a palhaça e a malabarista prometem interagir e encantar todos os presentes, aproximando a arte da vida, criando momentos únicos de alegria e celebração.

Espetáculo / dança: Ecos da Lua - com Studio Lumus
Coreografia: Vanusa Vieira. Bailarinas: Vanusa Vieira, Mariana Cajado, Elisa Rossi, Talita Manzoni, Vivian Parenas e Lorena Constantino. Duração: 60 min. Classificação: Livre. 

A performance de dança contemporânea Ecos da Lua investiga memórias pessoais e coletivas das bailarinas, trazendo à cena o saber ancestral feminino e a força das mulheres que resistem através do tempo. Na final, o público é convidado a experienciar a delicadeza e a potência de um número de acroyoga, que reforça a ideia de conexão, confiança e apoio entre mulheres - uma metáfora viva da força que se sustenta no encontro. Trata-se de um mergulho na dança contemporânea como um espaço de investigação e memória. Inspirada nas lembranças pessoais e coletivas das bailarinas, a obra cria uma atmosfera poética que reverbera o saber ancestral feminino, trazendo à tona a força das mulheres que, outrora perseguidas e queimadas como bruxas, seguem vivas em nossa essência, ressoando nos corpos de hoje. A apresentação revela uma dança que é rito, resistência e celebração, em diálogo constante com o íntimo e o coletivo.

Teatro: Reditus - Fragmentos do Silêncio - com Tais Dantas
Duração: 60 minutos. Classificação: 10 anos. Gênero: Teatro Dramático. 

Reditus - Fragmentos do Silêncio mergulha nas profundezas da alma humana e explora as descobertas traumáticas de uma mulher que, por meio de terapia e regressão, confronta os abusos sexuais e relacionamentos destrutivos que marcaram sua vida. Em um cenário intimista e carregado de emoção, o espetáculo acompanha a jornada dessa mulher que se submete a uma terapia intensa e desafiadora, com o objetivo de enfrentar os fantasmas do passado que ainda a assombram. Ao longo das sessões, ela se vê forçada a reviver momentos sombrios da infância e adolescência, descobrindo, com dor e angústia, os abusos sexuais sofridos e os relacionamentos abusivos que a marcaram profundamente. Pela performance visceral e sensível, a peça destaca a complexidade da psicologia humana, mostrando como traumas muitas vezes silenciados ecoam no corpo, na mente e nas relações afetivas. A narrativa, carregada de tensionamento e revelações dolorosas, proporciona uma reflexão profunda sobre o impacto de abusos invisíveis e como a cura, embora longa e desafiadora, pode ser alcançada ao enfrentar as verdades mais difíceis.

Taís Dantas é uma atriz, cantora, professora de dança e educadora física com uma carreira multifacetada nas artes cênicas e na música. Participou de diversos festivais e projetos musicais, sendo hoje vocalista da Banda d´Nego. Nas artes cênicas teatro, destacou-se no musical O Príncipe Feliz, fez o monólogo Exaustão, atuou em Caras de Plauto, Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu, além de participar do Movimentos Mostra de Dança e Festival de Cenas Curtas. No universo da performance e dança, atua em Além da dor (direção de Bárbara Lopes) e está no elenco de A Casa de Bernarda Alba (Cia de Teatro Theatron).

Ficha técnica - Texto e roteiro: Taís Dantas. Direção: Jorge Derosa. Interpretação: Taís Dantas e Rosana Moraes. Figurino e sonoplastia: Jorge Derosa. Cenografia: Taís Dantas.

Literatura / teatro Almada Jussara e Soraya: além da mistura cosmetológica - com Eloísa Aragão
Lançamento do livro, roda de conversa e monólogo. Duração: 60 min. Classificação: Livre.
Autora: Eloísa Aragão. Interpretação: Eloisa Aragão. Convidada: Marina Ruivo (Ed. Garoupa). Musicistas: Jéssica Batista e Marcia Andreia.

O lançamento de Almada Jussara e Soraya: Além da mistura cosmetológica, texto dramático de Eloísa Aragão, chama a refletir sobre temas muito em comunhão com o Festival das Marias. São eles, o feminismo, a juventude e o envelhecimento, a menopausa, o combate ao padrão estético que coisifica as mulheres e a potencialidade de suas mais bonitas realizações. O evento conta com um monólogo com trechos do livro feito pela própria Eloísa, bate-papo com a autora e Marina Ruivo (editora da Garoupa), além da apresentação de uma música sobre o texto dramático, Mulheres na Lida, com a participação de Jéssica Batista, Marcia Andreia e Tavani Guarany.

No livro, Soraya é uma jovem que trabalha realizando pesquisa sobre cosméticos, um cenário profissional comum nos anos 80. Certo dia, ela bate no portão da casa de Almada Jussara, uma senhora dona de casa, na altura de seus 70 anos, que aceita responder ao questionário. De início, Almada colabora nas respostas. Depois, no entanto, quer contar de si e de suas experiências de vida, refutando os padrões de beleza sobre o corpo feminino. Capturada pelas memórias que vai ouvindo, cada vez mais Soraya fica envolvida nos relatos daquela senhora tão carismática. Até que um fato imprevisível muda todo o rumo da história. 

Espetáculo circense: A Andarilha - com Aline Hernandes
Duração: 40 min. Classificação: Livre. 

A palhaça Rufina vem chegando em algazarra com seu carrinho de bebê. Ao deparar-se com uma sanfoneira sentada, decide fazer um show. Muito carismática, a palhaça revela um universo bastante peculiar de memórias, sonhos e humanidades. É cômico, trágico, sensível e fantástico. O espetáculo ainda utiliza recursos circenses como acrobacia, magia cômica, malabares e conta com trilha sonora feita ao vivo por uma sanfona, com repertório autoral, além de utilizar o grammelot (linguagem inventada), garantindo diversão para todos. Rufina é a palhaça de Aline Hernandes, e A Andarilha é o primeiro solo da artista. O espetáculo traz para cena uma figura simbólica, inspirada em diversas personagens reais que passaram pela vida e história da artista. A peça convida o público a deliciar-se com esse universo mágico e peculiar de Rufina. Do seu carrinho de bebê ela retira diversos objetos para criar seu show.

Ficha técnica - Direção: Dagoberto Feliz. Concepção e atuação: Aline Hernandes. Orientação cênica: Ana Pessoa. Figurino e cenário: Patrícia Ashanti e Maria Zuquim. Trilha sonora: Ana Pessoa. Iluminação: Serafim do Mundo. Assessoria de mágicas: Dario França. Colaboração: Boris Vecchio, Danila Meloni, Fernando Proença, Henrique e Paulo Mantuano.

Espetáculo circense: Eranko - com Circo de Ébanos
Duração: 50 min. Classificação: Livre. 

Eranko é inspirado pela potência humana enquanto ser animal. Nessa obra circense, o instinto, a visceralidade e a simplicidade do homem contemporâneo resgatam a essência da natureza selvagem que existe em nós. De forma lúdica, a troupe interage com as crianças e transmite valores e conceitos que ampliam a visão de mundo. O elenco é composto por artistas negros periféricos, jovens construindo um caminho artístico por meio de referências do circo clássico, contemporâneo e da cultura afro-brasileira. A companhia existe há mais de 15 anos e já realizou mais de 150 apresentações. Representou o Brasil no evento Brasil/Portugal e, em 2023, foi selecionada para o Festival Internacional Sesc de Circo. Nas apresentações realizam performances inovadores em aparelhos diferenciados.

Ficha técnica - Direção: Bel Toledo. Integrantes: Andrea Passos (malabarista - bambolês), Katrina Moura (malabarista - claves), Bella Gomes (acrobata / dançarina), Gabriel Morais “Dynnah Mith” (contorcionista), Simone Santos (dançarina) e Tatilene dos Santos (acrobata / dançarina). Técnico de som: Juliano Sena. Produção: Mariana Campos.

Espetáculo circense: Catadora de Ilusões - com Gabriela Winter
Duração: 55 minutos. Classificação: Livre 

Catadora de Ilusões é um solo da atriz e palhaça Gabriela Winter, com direção de Naomi Silman. O espetáculo acompanha um dia na vida da palhaça Jurubeba na rua. O que ela faz para sobreviver e ser feliz? Acompanhada por sua solidão, ela cria uma realidade própria, com seus jogos, seu ritmo, seu próprio “reino”. Dentro deste universo, a “catadora de Ilusões” compartilha seus medos, alegrias e desejos, procurando trazer o lado humano e comum a todos nós. Com proposta poética, o espetáculo fala sobre a alma humana através da figura de uma palhaça em situação de rua, e o universo que cria para atravessar a sua existência solitária e invisível, fala sobre o amor, a solidão, a realidade nas ruas e traz reflexões sobre a humanidade. A palhaça entra em cena dentro de sua casa/caixa que, no decorrer do espetáculo. Jurubeba ora está fechada em seu próprio mundo, ora tece diálogos com o público. O espetáculo traz manipulação e reutilização de objetos, cria formas e fotos, transforma realidades. Às vezes é coreografado e outras partes, totalmente improvisadas, traz cenas que se adaptam de acordo com o momento e local onde é apresentado.

Ficha técnica - Direção: Naomi Silman. Palhaça Jurubeba: Gabriela Winter. Trilha sonora original: Fabricio Bonni e Felipe Gomide. Vozes em off: Thiago Pessutto e Felipe Montanari. Iluminação: Daniel Salvi. Figurino: Emilia Reily. Cenário: Dilson Tavares e Soraya Kolle.

DESCRIÇÃO - São José do Rio Preto | Atividades

Oficina: Crie Seu Próprio Azulejo em Papel - com Cris de Freitas
Local: Cris de Freitas Ateliê. Duração: 3h. Público alvo: Interessados em geral. 30 vagas. 

A oficina criativa revela a arte da azulejaria em papel. Os participantes criam um azulejo personalizado em papel de 20cm x 20cm, utilizando técnicas de relevos, pintura e adição de elementos decorativos. Com uma base pré-preparada em massa de papel, cada um tem liberdade para criar seu próprio universo nesse espaço. O material necessário será fornecido pela oficina. As etapas da oficina são: Criar relevos com a massa de papel; pintar e decorar seu azulejo; adicionar elementos diversos como miçangas, botões e fios; envernizar a peça para aumentar a durabilidade e resistência à água.

Cristiana de Freitas - Artista plástica com formação multidisciplinar, estudou na Fundação Armando Álvares Penteado em São Paulo, na Universidade Federal de Uberlândia e na Escola de Música e Belas Artes (Curitiba, PR). Na área de restauração, estagiou no IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural e no Studio Argolo sob a supervisão do Prof. José Dirson Argolo, ambos em Salvador, BA. Atuante na arte contemporânea, Cristiana ministra aulas, produz cerâmica utilitária e escultórica, realiza restauração em obra de arte e objetos de afeto, além de se dedicar a conservação de acervos. Por mais de 11 anos, produziu o Arte na Garagem, que surgiu em 2008, com o intuito de criar um espaço para a arte contemporânea em São José do Rio Preto. Supervisora Educativa - Sesc Rio Preto das exposições: 32ª bienal Incertezas Vivas - Itinerância, A Queda do Céu, Cidade Inquieta, 31ª bienal - Obras Escolhidas, Genesis - Sebastião Salgado Obras em acervos públicos: Casa do Olhar e outras. Também na Casa da América Latina, Lisboa, PT; Wien Museum, Viena, AT; Museu da Imagem e do Som de Alagoas; Museu Nacional da Poesia, Belo Horizonte; e Fundação Clóvis.

Cinema / Curtas:  Mostra Olhar de Marias
Curadoria: Fernanda Barban. Artistas: Alina Chiaradia, Fernanda Barban, Gaia do Brasil, Mona Luizon e Viviane Freitas.

Enquanto o Interior Pega Fogo, o Que a Gente Faz? - Direção: Mona Luizon. Duração: 3'33”. Ano: 2025. Classificação: livre.

Agosto de 2024, auge das queimadas criminosas pelo interior do estado de São Paulo. A cana pega fogo. Enquanto isso, o que a gente faz? O filme foiselecionado para a 4º Festival Inflamável Curtas Experimentais, 15ª Mostra Curta, 12ª Super Off, VI Encontro do ICINE e integrou o Festival de Cinema de Marília. A diretora Mona Lu é artista visual e diretora cinematográfica. Tem como base na sua pesquisa artística a cultura caipira e os processos históricos da fotografia e do cinema. É diretora e diretora de fotografia também dos curtas Brazil: A land of Beautiful and Undiscovered Landscapes (2025) e Enquanto o interior pega Fogo, o que a gente faz? (2025).

Canteiro de Íris - Direção: Fernanda Barban. Roteiro: Pedro Barban e Fernanda Barban. Elenco: Geovanna Leite e Alexandre Manchini Jr.. Duração: 11'23”. Classificação: 10 anos.

Isabel se encontra mergulhada em fragmentos de lembranças de um relacionamento que marcou sua vida. Em meio a pensamentos confusos e sentimentos não resolvidos, ela inicia um processo de descoberta interior, aprendendo a enxergar o mundo – e a si mesma – de uma outra forma.

Éramos Três - Roteiro e direção: Alina Chiaradia e Viviane Freitas. Elenco: Beta Cunha e Diego Neves. Duração: 18'24”. Ano: 2025. Classificação: 10 anos.

Uma mãe e um filho se preparam para receber um convidado importante, o pai, que embora ausente, assombra a vida dos dois. Enquanto preparam o jantar, em meio ao trabalho árduo para fazer a refeição, os dois entram em uma briga, que culmina em uma reflexão sobre como eles têm vivido.  Sem perceber, apreensivos para saber se o convidado virá, eles começam a lidar com as consequências do abandono, discutindo a conturbada relação familiar em que se encontram. Éramos Três foi finalista do FriacaLab e selecionado por diversos festivais nacionais e internacionais; foi melhor filme do continente sul-americano no 6th India International Star Film Festival Awards e recebeu menção honrosa no Power24 International Film Festival. Viviane Freitas é roteirista, diretora e assistente de direção. Como roteirista, desenvolveu o longa-metragem Cerca Branca. Dirigiu o curta-metragem Eu só quero dançar com você (empós-produção) e vários outros longo da carreira universitária.

Entre Nós - Direção: Gaia do Brasil.Roteiro: Gaia do Brasil e Christina Ayaba Martins. Duração: 26'. Ano: 2025. Classificaçãoa: 10 anos.

Um programa de tv durante um governo conservador, exibe aos domingos à noite um especial onde 3 pessoas condenadas pela justiça tem a oportunidade de ganhar o perdão do crime e sair em liberdade. Mas tudo muda quando os condenados são mãe e dois filhos. A obra trabalha sobre a ótica de uma sociedade erradicada de empatia, em paralelo a luta de corpos dissidentes, despertos e atentos. A obra é experimental em formato de um teatro filmado. Gaia do Brasil é o nome artístico de drag queen da multiartista trans Maria Clara Ferré.  Nascida em São José do Rio Preto, ela trabalha nas artes visuais, audiovisual com atriz, diretora e roteirista, além de também fazer trabalhos na cena teatral, musical e dança. Pós graduada em dança e consciência corporal, é diretora e produtora dos espetáculos Dandara, Corpo Abjeto e Experimento: Transmutação 1. Dirigiu os audiovisuais A Sétima Trombeta, Operação Tarântula (doc) e O Ventre do Traviarcado e Entre nós.

Ensaio de Um Crime - Roteiro e direção: Juliene Vargas. Duração: 12’22”. Classificação: 12 anos.

Um lado de Tales caminha em seu subconsciente. O outro faz planos perigosos. Juliene Vargas publicou os primeiros livros em plataformas online que culminaram em seu primeiro lançamento independente de livro físico infantojuvenil, o Caixa de Cores. Junto ao diretor e roteirista Richard Mendes, assina o roteiro do longa-metragem Supernova. Seu primeiro contato com o cinema foi no curta-metragem Vidro (2021) e, desde então, realizou vários projetos na produção, escrita de roteiro e como atriz. Ensaio de Um Crime é sua primeira direção e expressa bem o seu cinema, carrega no gênero terror suas lutas e debates sociais.

DESCRIÇÃO - Online | Youtube@FestivaldasMarias

Série Saberes e Fazeres

Yoga Aérea como Ferramenta para o Circo, por Bel Mucci - A aula destina-se a artistas e professores de circo, e utiliza o método da yoga aérea em tecido como ferramenta de preparação, treinamento e restauração do corpo acrobático. Serve também para pessoas em geral que possuam disponibilidade de rede ou tecido em suas próprias casas.

Teoria das Cores, por Iasmim Kali - Essa é a quinta aula do projeto Trupe Urbana Online que trata de um tema essencial para todos os conteúdos, seja no desenho, no graffiti ou na fotografia: as cores. Os conhecimentos sobre o tema incluem conceitos diversos, como as cores se formam, características e o uso na prática pelas formas de aplicação.

Gumboot Dance: Do Corpo, o Som, por Samira Marana - O gumboot dance teve origem nas atividades de extração de ouro em Joanesburgo, África do Sul. Os trabalhadores criaram um código de comunicação por serem proibidos de falar. Esse código usava palmas, batidas nas botas de borracha, passos e vocalizações. Posteriormente, essa linguagem se consolidou como uma forma de dança, ainda praticada na África do Sul como performance profissional, brincadeira, protesto e resistência contra todo e qualquer tipo de opressão.

Malabarismo Financeiro: Uma Gestão Financeira para Artistas, por Priscila Senegalho - A oficina é uma iniciativa para artistas que buscam aprimorar suas habilidades de gestão financeira. Com uma abordagem prática e interativa, ela visa capacitar os participantes a gerenciar suas finanças de maneira eficiente, assegurando estabilidade e crescimento em suas carreiras artísticas. MInistrada por Priscila Senegalho, a oficina combina conhecimentos teóricos com exercícios práticos, proporcionando uma experiência rica e transformadora.

Produção Sem Escola, por Lucia Rodrigues - O vídeo traz dicas de produção cultural e gravação. Na aula, além das dicas preciosas, a produtora fala um pouco sobre sua experiência trabalhando com produção, há mais de 30 anos, incluindo a época em que não haviam cursos oficiais nem material formativo.

Meu Primeiro Edital, por Caro Marafigoh - Esta workshop é para quem não tem nenhum conhecimento sobre editais. Trata-se de uma atividade formativa que oferece noções básicas e instruções necessárias para facilitar o acesso às informações para aqueles que nunca leram um edital. O conteúdo ajuda a compreender melhor o funcionamento dos editais culturais, facilitando a criação de estratégias de ação para as demanda pessoais ou de comunidades em projetos futuros.

Delírio Bambolístico, por Vicky Roman - Performance criada durante a pandemia, quando o bambolê permitia à artista um espaço de conforto e identificação. Enquanto bamboleava, muita das vezes se deparava com um lugar de delírio consciente, e esse delírio é o que ela tenta mostrar ao público. Pesquisadora do circo contemporâneo, Vicky Roman traz giros, manipulações e alto nível de performance

Pílulas de Produção, por Gisele Tressi - Pílulas de Produção é uma série de vídeos projetada por Gisele Tressi para desmistificar o mundo da produção independente, oferecendo orientações acessíveis e práticas para artistas e produtores de todos os níveis. Desde compreender funções-chave de produção, como o diretor de produção e o produtor executivo, até dominar habilidades organizacionais essenciais e planejamento de projetos, cada "pílula" entrega insights concisos para ajudar a navegar pelas complexidades de transformar seus projetos criativos em realidade. 

Resistência e Afetos na Atualidade, por Cris de Freitas – Trata-se de um vídeo-arte da artista que investiga as tensões entre corpo, sociedade e afetos no mundo contemporâneo. Dividida em quatro movimentos - Abertura, Conflito, Reflexão e Fechamento -, a obra combina imagens fragmentadas do corpo, sons orgânicos e narrativas poéticas para criar um espaço de introspecção. Do embate com as pressões estéticas e tecnológicas à celebração da diversidade e da autenticidade, o trabalho revela o corpo como argila viva, permanentemente moldada, mas também capaz de resistência. Ao final, o mosaico simbólico construído pela artista aponta para a aceitação e para a potência do afeto como caminho de transformação.

Informações à imprensa - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Primeiro livro de Paula Nogueira se equilibra no limiar entre realidade e delírio, nos limites da subjetividade

A escritora paulista Paula Nogueira lança seu primeiro livro, Uma fechadura ou O livro da linha do abismo (Editora All PPrint) no dia 1º de outubro com sessão de autógrafos na Livraria Martins Fontes, em São Paulo, das 18h às 21h. A autora também participa da I Bienal do Livro do Paraná, em Curitiba, no dia 11 de outubro, das 10h às 15h.

A obra reúne 12 contos que exploram o limiar entre realidade e delírio, cotidiano e assombro, memória e invenção, propondo ao leitor não apenas uma sucessão de histórias, mas um gesto de desestabilização. Paula Nogueira constrói um mosaico narrativo no qual personagens comuns - mulheres em deslocamento, figuras familiares, vozes que emergem de lembranças ou delírios - são atravessadas por experiências de estranhamento e de violência.

Os textos de Uma fechadura ou O livro da linha do abismo se organizam como fragmentos ou estilhaços, imagens quebradas, nas quais cada narrativa devolve ao leitor pedaços de vivências. A repetição de motivos - a chave, a janela, as escadas, o fio, o abismo - instaura a suspensão que tensiona a linearidade temporal e os limites da subjetividade. Nesse sentido, a obra dialoga com tradições da literatura brasileira contemporânea que interrogam o espaço doméstico e urbano como cenários de construção e desconstrução de identidades.

As vozes narrativas transitam entre registros formais e experimentais: processos judiciais convertidos em delírio (Queixa-crime), memórias rurais atravessadas por migração e loucura (Griselda riu e dançou), ou cenas banais do transporte público que se abrem a epifanias inquietantes (A chave na fechadura e Clara). Na obra, articulam-se situações-limite, como a suspensão no fio, a dança compulsiva, o tribunal imaginário, a viagem aérea em queda contínua, que desvelam as fissuras do cotidiano brasileiro.

Cada texto tensiona também a fronteira entre gêneros literários, fazendo da prosa um espaço híbrido, que oscila entre diário íntimo, crônica urbana e conto. No título e na obra, a metáfora da fechadura abre não para respostas, mas para abismos igualmente figurativos que convocam a pensar a literatura como experiência de risco, descontinuidade e reinvenção do olhar.

Para a autora, o lançamento vem da “necessidade de traduzir temas e vivências que habitam as memórias, entre a ficção e a realidade, contribuindo para o debate entre a sanidade e a loucura”. Os contos que, ao mesmo tempo causam surpresa e estranhamento, são carregados de lirismo, e evidenciam um diálogo com a literatura pós-guerra, pós-tragédia ou pós-crise nos textos fragmentados, carregados de estilhaços nos quais o abismo está mais presente do que pode parecer.

No prefácio, a escritora Lígia Araújo escreve: “Entrar em Uma fechadura ou O livro da linha do abismo é como atravessar um corredor de espelhos: em cada reflexo, algo de nós retorna, ampliado, distorcido, mais verdadeiro do que gostaríamos de admitir. As narrativas aqui reunidas não obedecem à lógica linear da vida cotidiana; elas se movem entre lembranças, sonhos, delírios, burocracias e afetos, costurando uma tapeçaria em que o banal se revela extraordinário e o absurdo, surpreendentemente íntimo. (...) Este é o primeiro livro de Paula Nogueira, e há nele a força de toda estreia verdadeira: a coragem de inaugurar um espaço próprio na literatura, sem concessões, deixando que a escrita encontre seus caminhos mais singulares. Cada página anuncia uma voz que, embora recém-chegada em forma de livro, já soa madura, ousada e necessária. (...) Convido, pois, a que você abra este livro como quem gira lentamente uma fechadura: sem pressa, com curiosidade, permitindo-se surpreender pelo que se revela do outro lado. Porque, como aprenderemos logo, cada instante contém um abismo - e cada palavra, um espelho.”

Paula é também artista visual, sendo autora da imagem que estampa a capa do livro, bem como das ilustrações que desfilam pelas páginas da obra.

Paula Nogueira é escritora, artista e professora, nascida em 1982, em Santo André. Ingressou no curso de Letras em 2007, mesmo ano do nascimento de seu filho, e logo se identificou com a docência. Entre a dedicação às salas de aula e à criação de Daniel, publicou poemas em uma coletânea com outros autores, escreveu textos diversos, poemas, crônicas, contos que se espalharam por cadernos, blocos de anotações, cartões e todo tipo de papel disponível. Agora, enfim, as palavras começam a tomar seu melhor curso.


Serviço
Lançamento/Livro: Uma fechadura ou O livro da linha do abismo
Autora: Paula Nogueira
Editora: All PPrint - www.alprinteditora.com.br - @allprint_editora
Nº de páginas: 83. Ano: 2025. Preço sugerido: R$ 45,00.
Paula Nogueira nas redes: @paulanogueira___ e @ecoseraizes 

Noite de autógrafos em São Paulo/SP:
Dia 1º de outubro. Quarta - 18h às 21h
Livraria Martins Fontes
Avenida Paulista, 509 - Bela Vista.
Estacionamento conveniado na 1ª hora: R. Manoela da Nóbrega, 88 ou 95. 

Em Curitiba/PR:
Dia 11 de outubro. Sábado - 10h às 15h
I Bienal do Livro do Paraná
Local: Viasoft Experience
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - Cidade Industrial.
Livre. Acessibilidade. Ingressos: https://bienaldolivroparana.com

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias

Espetáculo, que estreia na Funarte SP, celebra 25 anos
do Grupo Trapo em diálogo com a cultura popular brasileira

Foto de Thaina Piauilino

O Grupo Trapo chega ao seu jubileu de 25 anos com o espetáculo O Auto de Aparecida - Onde as Águas Contam Histórias, que mergulha no universo simbólico das águas e da cultura popular, revivendo memórias coletivas que atravessam gerações no Brasil. A estreia acontece no dia 12 de outubro, domingo, no Complexo Cultural Funarte São Paulo, às 18h, onde segue em temporada até o dia 19/10.

A montagem, concebida e dirigida por Muriel Vittorea, traz à cena um encontro entre fé, mito e teatro, conduzido pela poética das águas do rio Paraíba do Sul - lugar de nascimento da devoção católica à Nossa Senhora Aparecida. Mais que revisitar uma lenda, o espetáculo busca recriar um território cênico no qual religiosidade, festa, música e imaginação se entrelaçam.

O Auto de Aparecida traz forte influência da tradição dos autos populares com inspiração em obras de mestres da dramaturgia brasileira, a exemplo do paraibano Ariano Suassuna (1927-2014), pois reverencia o legado de O Auto da Compadecida por meio de um diálogo criativo, traçando um caminho particular. O Grupo Trapo não busca a repetição, mas a reinvenção: a partir da matriz popular, o espetáculo constrói sua narrativa, unindo personagens cômicos, devocionais e humanos em histórias que refletem o Brasil profundo.

“O nosso desejo foi criar um espetáculo que estivesse no inconsciente do nosso povo: as festas de rua, as histórias contadas nas beiras de rio, o riso fácil, mas também a dor e a resistência que nos acompanham. Mais do que um montagem teatral, O Auto de Aparecida é um rito de celebração da memória, da fé e da própria arte”, afirma o diretor Muriel Vittorea.

Ao longo do espetáculo, os atores do Grupo Trapo, sempre em cena, desdobram-se em múltiplas figuras, entre altares e imagens, como se participassem de um ritual comunitário. A encenação de Vittorea brinca com o cômico, atravessa o sagrado, canta a cultura popular e transforma a cena em território de encontro e partilha.

Sinopse - Nas margens de um rio, uma trupe de artistas conta histórias que brotam das águas. Entre narrativas sagradas e profanas, personagens populares e figuras míticas, surge um teatro de festa e devoção, onde se cruzam fé, riso e memória. O Auto de Aparecida é a celebração de um Brasil que resguarda a força da cultura popular e o mistério das águas que contam e recontam histórias.

FICHA TÉCNICA - Direção e concepção: Muriel Vittorea. Elenco: Bruno Macedo, Ismael Joaquim, Kalil Zarif, Marcio Lima, Nalu Oliveira, Nicolas Miranda, Pedro Henrique Meeta, Suellen Santos e Well Nascimento. Figurinos e adereços: Bruno Bertolli, Lis Nunes e Muriel Vittorea. Cenário: Muriel Vitória. Iluminação: Jottape Silva e Muriel Vittorea. Produção: Grupo Trapo. Produção artística: Diego Brito e Lucas Passos. Social media: Pedro Henrique Meeta. Fotos: Thaina Piauilino. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Idealização, realização: Grupo Trapo.

Serviço

Espetáculo: O Auto de Aparecida – Onde as Águas Contam Histórias
Com: Grupo Trapo
Estreia: dia 12 de outubro - Domingo, as 18h
Temporada: 12, 16, 17, 18 e 19 de outubro de 2025
Horários: Quinta a sábado, às 20h e domingo, às 18h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada)
Venda online: Sympla.com.br (link no Instagram - @grupotrapo).
Bilheteria: 1 hora antes das sessões.
Duração: 100 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Auto popular.

Complexo Cultural Funarte São Paulo
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos. São Paulo/SP.
Sala Carlos Miranda (60 lugares). Acessibilidade: Sim.
Tel.: (11) 95078-3004. Metrô Santa Cecília. 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

Teatro do Incêndio estreia Dois Perdidos Numa Noite Suja, peça que celebra os 90 anos de nascimento de Plínio Marcos

Foto de Kym Kobaiashi

No dia 29 de setembro, data em que o dramaturgo paulista Plínio Marcos (1935-1999) faria 90 anos, a Companhia Teatro do Incêndio estreia a peça Dois Perdidos Numa Noite Suja, considerada uma das obras primas do autor. O diretor Marcelo Marcus Fonseca, que também está no elenco ao lado de André Pottes, leva ao palco uma encenação árida desse clássico do teatro brasileiro. A temporada segue até o dia 3 de novembro de 2025, com sessões sábados, domingos e segundas, às 20h.

A trama mostra a convivência forçada entre dois homens em um quarto imundo de pensão, o que gera uma tensão crescente, levando-os a atitudes violentas e a decisões radicais para se livrarem de seus destinos traçados pela condição social.

Tonho (Pottes) e Paco (Fonseca) vivem uma relação mergulhada numa interdependência causada pelo aprisionamento de ambos à condição de subtrabalhadores informais, que carregam caixas no mercado à espera de alguma oportunidade melhor. Tonho, que veio do interior e conta com instrução, viu-se perdido na cidade enquanto seu calçado estragou. Ele culpa essa situação por não conseguir um bom emprego. Paco, semianalfabeto e a um passo da marginalidade, um músico que teve sua flauta roubada em uma bebedeira, ostenta um sapato novo que ganhou, exasperando o companheiro. Paco busca aprender outro instrumento, mas já se encontra conformado com a vida que leva.

A cenografia (Marcelo Marcus Fonseca e Dan Maaz) é composta por estrados de camas sem colchões com toques arte urbana na sua estrutura, que estão situados distantes um do outro em um palco coberto de terra. Nesse espaço claustrofóbico, as figuras de Paco e Tonho habitam o vazio como se estivesse perdidos em um universo onírico, em um mundo já devastado e despojado de toda nuance ou humanidade: a imagética do texto está no cenário, nas figuras maquiadas com seus figurinos opacos de estética simbolista (criados por Alison Falconeres).

Sem cores, e fria, a iluminação (Rodrigo Sawl) sugere a falta de paredes no entorno dessas personagens como em um universo aberto, mesmo assim claustrofóbico. A luz recai sobre aqueles que estão distantes, pequenos, sem portas. Dentro desse quadro, o jogo da atuação e os objetos essenciais constroem a narrativa clássica de Plínio Marcos, apresentado uma plasticidade de estranheza com elementos brechtianos de distanciamento crítico, sutilmente esculpidos na encenação e no trabalho corporal preciso dos atores.

A música ao vivo (direção musical de André Pereira Lindenberg - Dedéco), conduzida por percussão (Dedéco) e baixo elétrico (Xantilee Jesus) se estabelece em um “som do vazio”, numa tensão crescente que carrega as personagens a seus trágicos e inevitáveis destinos.

Segundo Marcelo Marcus Fonseca, “São Paulo busca esconder a miséria, e Plínio procurou tirá-la debaixo do tapete com se jogasse uma brincadeira de cabo de guerra com seu humor inusitado na pior das situações. O próprio Antunes Filho considerava Dois Perdidos Numa Noite Suja a grande obra-prima do autor”. Fonseca Completa: “Seus diálogos essenciais, ritmados, os respiros tensos, a presença do racismo, da homofobia, da misoginia no cotidiano das personagens, naturalizados numa margem social onde o que importa é viver mais um dia, são fatores que revelam a falência humana diante do poder financeiro que esmaga a consciência e a vontade, acima de tudo. Os valores se invertem. E mesmo assim são de uma beleza sonora que o grande dramaturgo orquestra entre reações de puro reflexo humano de seus heróis abatidos”.

A encenação coloca o texto em primeiro plano, antes mesmo da emoção. Trata-se de uma leitura estética da obra de Plínio, não uma mera reprodução da realidade. “Infelizmente Plínio Marcos é uma realidade. No teatro toda realidade é amplificada ao patamar do mito. É na arena, no palco que a palavra recupera seu sentido original, sua potência e seu peso. Como dizia o próprio autor: ‘Eu estou aqui pra encher o saco de quem tá achando que tá tudo muito bom’”, finaliza Marcelo Marcus Fonseca.

FICHA TÉCNICA - Texto: Plínio Marcos. Direção: Marcelo Marcus Fonseca. Elenco: André Pottes e Marcelo Marcus Fonseca. Direção musical: André Pereira Lindenberg (Dedéco). Direção de produção: Vanda Dantas. Iluminação: Rodrigo Sawl. Figurino: Alison Falconeres. Cenografia: Marcelo Marcus Fonseca e Dan Maaz. Músicos: André Pereira Lindenberg - Dedéco (percussão) e Xantilee Jesus (baixo elétrico). Assistência de direção: Amy Campos, Lívia Melo e Mariana Peixoto. Fotos: Bob Sousa e Kym Kobaiashi. Mídias sociais: Amy Campos e Anna Bia Viana. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização: Cia. Teatro do Incêndio. Coordenação administrativa e gestão cultural: Colmeia Produções. Vivência Artística: Anna Bia Viana, Ana Ferrari, Dan Maaz, Giovanna Garcia, Giullia de Láuro, Kyla, Laura Morena, Mariana Peixoto e Rafaela Yamamoto. Projeto: Aumentar É Aumentar-se - Edital Fomento CULTSP PNAB Nº 38/2024 Manutenção e Modernização de Espaços Culturais - ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

O Projeto

Dois Perdidos Numa Noite Suja integra o projeto Aumentar É Aumentar-se, que deu início às comemorações dos 30 anos de trajetória que a Companhia Teatro do Incêndio completa em 2026, agora com toda a sua programação sob gestão da Colmeia Produções. A programação começou em agosto com a peça São Paulo Surrealista - Corpo Antifascista, de Marcelo Marcus Fonseca, e as atividades: Incêndios da Memória - Rodas de Conversa e Vivências; cursos Iluminar e Musicalidades em Cena; Vivência Artística; e Residência Artística. Até dezembro, ocorre show com Cida Moreira (13/11, às 20h) e a estreia do espetáculo inédito Vocês Não Entenderam Nada, de Marcelo Marcus Fonseca, livremente inspirado em René de Obaldia (15/11 a 15/12). Este projeto foi contemplado no Edital Fomento CULTSP PNAB Nº 38/2024 Manutenção e Modernização de Espaços Culturais - ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

Serviço

Espetáculo: Dois Perdidos Numa Noite Suja
Estreia: 29 de setembro - Segunda, às 20h
Temporada: 29 de setembro a 3 de novembro de 2025
Dias/horário: Sábado, domingo e segunda, às 20h
Ingressos:  R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada)
Vendas online: Sympla - https://www.sympla.com.br/evento/dois-perdidos-numa-noite-suja/3105860. Bilheteria: 1h antes das sessões.
Duração: 90 min. Classificação: 16 anos. Gênero: Drama. Capacidade: 80 lugares. 

Teatro do Incêndio
Rua Treze de maio, 48 - Bela Vista. São Paulo/SP.
Acessibilidade. Estacionamento pago em frente ou entorno ao Teatro
Na rede: @teatrodoincendiooficial.

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Circulação de As Aves da Noite, de Hilda Hilst com direção de Hugo Coelho, contempla 5 cidades paulistas

Espetáculo, cuja história se passa em um campo de concentração nazista, tem apresentações gratuitas em São Bernardo do Campo, Campinas, São Caetano do Sul, São Paulo e Ribeirão Preto.

©Heloisa Bortz 

O espetáculo As Aves da Noite, drama teatral escrito por Hilda Hilst, há 57 anos, vencedor do Prêmio APCA 2022 de Melhor Espetáculo Virtual, tem apresentações gratuitas em cinco cidades paulistas, incluindo a capital. A circulação tem início no dia 10 de outubro e segue até 02 de novembro. A encenação, que se passa em
Auschwitz, tem direção de Hugo Coelho e elenco formado por Marco Antônio Pâmio, Marat Descartes, Regina Maria Remencius, Rafael Losso, Walter Breda, Fernando Vítor, Marcos Suchara, Wesley Guindani e Heloisa Rocha.

A circulação começa por São Bernardo do Campo, com apresentações nos dias 10 e 11/10, sexta e sábado, no Teatro Lauro Gomes, às 20h30. Em Campinas, a sessão é no Teatro Municipal José de Castro Mendes, no dia 16/10, quinta, às 20h. Em São Caetano do Sul, ocorrem duas sessões no Teatro Municipal Santos Dumont, no dia 17/10, sexta, às 18h e às 20h. O Teatro Alfredo Mesquita, na zona norte de São Paulo, recebe três apresentações, dias 24, 25 e 26/10, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Fechando a circulação, a montagem ocupa o palco do Teatro Municipal de Ribeirão Preto, nos dias 01 e 02/11, sábado, às 20h, e domingo, às 18h. Este projeto tem o apoio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura por meio do Edital ProAC/PNAB nº 27/2024 de Difusão e Circulação de Projetos Artísticos Culturais.

O enredo de As Aves da Noite parte da história real do padre franciscano Maximilian Kolbe que, em um campo de concentração nazista de Auschwitz, apresentou-se voluntariamente para ocupar o lugar de um judeu sorteado para morrer no chamado “porão da fome” em represália à fuga de um prisioneiro. Segundo o diretor Hugo Coelho, “esta é uma versão contemporânea do texto de Hilda. Não é uma reconstituição de Auschwitz, partimos de Auschwitz. O espetáculo é um grito contra a barbárie, contra o fascismo que usa a violência como instrumento de ação política”.

No porão da fome, a autora coloca em conflito os prisioneiros condenados a morrer na cela: o Padre, o Carcereiro, o Poeta, o Estudante e o Joalheiro, que são visitados pelo Oficial da SS, pela Mulher que limpa os fornos e por Hans, o ajudante da SS. Na montagem, eles aparecem isolados, confinados em gaiolas como um signo, uma alusão à prisão onde a história se passa. “A primeira coisa que os governos totalitários e ditatoriais fazem ao prender alguém é destituí-lo de sua dignidade e submetê-lo ao sofrimento extremado, e isso os nazistas fizeram com requintes inimagináveis de crueldade”, comenta o diretor.  Segundo ele, a proposta de concepção de Hilda Hilst é muito clara, colocando as personagens em estado de reflexão sobre suas próprias condições no confinamento. A leitura que a autora faz dos aspectos éticos e humanos passa por questionamentos sobre Deus, sobre o mal e sobre a crueldade.

Nos diálogos estão o embate entre a vida e o que lhes resta, os devaneios entre o desespero e o delírio. O Poeta declama como se morto estivesse, o Estudante sonha com outro tempo, o Joalheiro ainda lembra-se da magnitude das pedras, enquanto a Mulher é humilhada em sua condição inferior. O Carcereiro, mesmo sendo um condenado, ironiza a condição dos demais e os trata com escárnio; o SS os chama de porcos e os agride e menospreza, enquanto o estado de debilidade emerge da vida e da já não existência desses humanos subjugados.

A montagem de As Aves da Noite busca elucidar a humanidade e densidade contida no texto, mergulhando nas possibilidades inesgotáveis do drama para emergir na poética da tragédia. “O discurso racional não dá conta da realidade. A arte tem o papel de traduzir esse discurso como uma segunda realidade que passa pela razão, mas também pelo sensorial e pela emoção”, reflete Hugo Coelho. “E temos a sorte de reunir um elenco de extrema grandeza. O talento desses atores é um pilar fortíssimo no resultado final do trabalho”.

Sobre o texto, Hilda Hilst falou: “Com As aves da noite, pretendi ouvir o que foi dito na cela da fome, em Auschwitz. Foi muito difícil. Se os meus personagens parecerem demasiadamente poéticos é porque acredito que só em situações extremas é que a poesia pode eclodir viva, em verdade. Só em situações extremas é que interrogamos esse grande obscuro que é Deus, com voracidade, desespero e poesia”.

O cenário, que traduz o cárcere com gaiolas humanas, foi concebido pelo diretor. O figurino (de Rosângela Ribeiro) faz alusão aos uniformes de presidiários, reforçando a imagem do encarceramento. A iluminação (de Fran Barros) dá foco a cada personagem, reforça o clima denso e claustrofóbico do ambiente, privilegiando o espaço teatral, “afinal a visão do espectador é diferente da visão do telespectador”, diz o diretor reportando à temporada virtual de 2021.  A trilha sonora, assinada por Ricardo Severo, traz uma canção original do texto que remete à tradição judaica, cantada pelas personagens, e segue a mesma orientação da iluminação: “não faria sentido apenas reproduzirmos o que fizemos no vídeo, pois agora estamos no palco, que tem a sua dinâmica e necessidades próprias. Quem viu a peça online e for assistir no teatro vai encontrar cenas e tratamentos diferentes, inclusive com introdução de novos elementos”, explica o diretor.

Hugo Coelho afirma que o propósito do espetáculo é trazer à cena o discurso poderoso e contundente de Hilda Hilst. “As Aves da Noite nos faz encarar toda a barbárie do poder, do domínio, do autoritarismo, das torturas nos porões das ditaduras. Auschwitz é uma ferida aberta na humanidade para a qual é difícil encontrar palavras que a qualifique. As Aves da Noite mostra o reverso, o outro rosto da humanidade, perverso, doente e profundamente violento. Não podemos permitir que a violência e a barbárie continuem sendo normatizadas ao longo da história. Por isso essa obra, de extrema qualidade literária, é tão importante para o momento em que vivemos”, finaliza o encenador.

As Aves da Noite, idealizado pelo produtor Fábio Hilst, teve sua primeira temporada apresentada virtualmente, devido à pandemia da covid-19. Foi gravado em vídeo, 80 anos após a morte de Maximilian Kolbe, exatamente no momento em que o mundo vivia uma experiência de confinamento. Kolbe morreu em Auschwitz, em 1941, e foi canonizado em 1982, pelo Papa João Paulo II. São Maximiliano é considerado padroeiro dos jornalistas e radialistas e protetor da liberdade de expressão.

 

FICHA TÉCNICA - Texto: Hilda Hilst (1968). Direção: Hugo Coelho. Elenco: Marco Antônio Pâmio (Pe. Maximilian), Marat Descartes (Carcereiro), Regina Maria Remencius (Mulher), Walter Breda (Joalheiro), Rafael Losso (Estudante), Fernando Vítor (Poeta), Marcos Suchara (SS), Wesley Guindani (Hans) e Heloisa Rocha. Direção de produção: Fábio Hilst. Assistência de direção e produção: Fernanda Lorenzoni. Cenografia: Hugo Coelho. Figurino e objetos de cena: Rosângela Ribeiro. Desenho de luz: Fran Barros. Música original e desenho de som: Ricardo Severo. Cenotecnia: Wagner José de Almeida. Serralheria: José da Hora. Pintura de arte: Alessandra Siqueira. Assistência de cenotecnia: Matheus Tomé. Confecção de figurino: Vilma Hirata e Natalia Hirata. Fotos: Priscila Prade e Heloísa Bortz. Design gráfico: Letícia Andrade. Gerenciamento de mídias sociais: Felipe Pirillo. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção: Três no Tapa Produções Artísticas. Realização: Fomento CultSP, Governo do Estado de São Paulo através da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal - União e Reconstrução.

Serviço | Programação

Espetáculo: As Aves da Noite
Duração: 75 min. Gênero: Drama. Classificação: 16 anos.
Ingressos: Gratuitos - Bilheterias dos teatros: 1h antes das sessões.
Ingressos antecipados: Sympla - www.sympla.com.br (reserva no início de cada semana); exceto em Ribeirão Preto, pela https://megabilheteria.com.

Teatro Lauro Gomes - São Bernardo do Campo/SP
Dias 10 e 11 de outubro - Sexta e sábado, às 20h30
Rua Helena Jacquey, 171 - Rudge Ramos. São Bernardo do Campo/SP.
Tel.: (11) 4368-3483. Capacidade: 526 lugares.
Sessão com Intérprete de Libras e bate-papo com o público: 11/10 (sábado). 

Teatro Municipal José de Castro Mendes - Campinas/SP
Dia 16 de outubro - Quinta, às 20h
Rua Conselheiro Gomide, 62 - Vila Industrial. Campinas/SP.
Tel.: (19) 3272-9359. Capacidade: 760 lugares.
Sessão com Intérprete de Libras e bate-papo com o público. 

Teatro Municipal Santos Dumont - São Caetano do Sul/SP
Dia 17 de outubro - Sexta, às 18h e às 20h
Avenida Goiás, 1111 - Centro. São Caetano do Sul/SP.
Tel.: (11) 4221-8347. Capacidade: 370 lugares.
Intérprete de Libras: sessão das 20h. 

Teatro Alfredo Mesquita - São Paulo/SP
Dias 24, 25 e 26 de outubro - Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Avenida Santos Dumont, 1770 - Santana. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2221-3657. Capacidade: 198 lugares.
Intérprete de Libras, audiodescrição e bate-papo com o público: 26/10 (domingo). 

Teatro Municipal de Ribeirão Preto - Ribeirão Preto/SP
Dias 01 e 02 de novembro - Sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Praça Alto do São Bento, s/nº - Campos Elísios. Ribeirão Preto/SP.
Tel.: (16) 3625-6841. Capacidade: 515 lugares.
Intérprete de Libras e bate-papo com o público: 02/11 (domingo) 

Perfis – Autora e Diretor

Hilda Hilst (1930-2004, Jaú/SP) - Hilda Hilst foi ficcionista, cronista, dramaturga e poeta, considerada uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX, com traduções em países como Itália, França, Portugal, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Argentina. Iniciou sua produção literária em São Paulo, com o livro de poemas Presságio (1950). Em 1965, mudou-se para Campinas e iniciou a construção de seu porto de criação literário, a Casa do Sol, espaço que a abrigou durante a realização de 80% de sua obra. Autora de linguagem inovadora, na qual atemporalidade, realidade e imaginação se fundem, a estreia de Hilda na dramaturgia foi em 1967 e, três anos depois, na ficção com Fluxo-floema. Em cerca de 50 anos, ela escreveu mais de 40 títulos, muitos com edições esgotadas, incluindo poesia, teatro e ficção, que lhe renderam prêmios literários importantes no Brasil. Em sua obra nos deparamos com a fragilidade humana que nos surpreende com personagens em profundos questionamentos na viagem de entender e descobrir o essencial. A partir dos anos 2000, a Globo Livros reeditou sua obra completa e, em 2016, os direitos de publicação foram para a Companhia das Letras. Mais recentemente, a L&PM Editores lançou em livro toda a sua dramaturgia. O acervo deixado pela escritora encontra-se na Sala de Memória Casa do Sol e no Centro de Documentação Cultural Alexandre Eulálio da Unicamp.

Hugo Coelho (diretor) - Formado em filosofia, Hugo é ator e diretor com mais de 45 anos de carreira. Em 2015, comemorou 40 anos de profissão com a direção de Morte Acidental de um Anarquista, de Dario Fó. No teatro, recentemente, dirigiu À Espera, de Sérgio Roveri; adaptou e dirigiu O Monstro, a partir do conto homônimo de Sérgio Sant’Anna, com Genézio de Barros; dirigiu (Selvagens) Homem de Olhos Tristes, de Händl Klaus; as comédias Me Segura Senão eu Pulo, de Luiz Carlos Cardoso, e Hoje Tem Mazzaropi, de Mário Viana; Retratos, de William Douglas Home; Os Jogadores, de Nikolai Gogol; a ópera Treemonisha, de Scott Joplin; O Contrabaixo, de Patrick Suskind; Meu Primo Walter, de Pedro Haidar; e Quem Casa quer Casa, de Martins Penna. Foi assistente de direção na montagem de Morte Acidental de um Anarquista, com direção de Antonio Abujamra e protagonizada por Antonio Fagundes. Na TV, dirigiu os programas Jornal do Estudante, Brasil Corpo e Alma e o Telecurso Segundo Grau na TV Globo; a novela Cortina de Vidro, de Walcyr Carrasco, no SBT; e o programa de entrevistas Terceiro Milênio, na Rede Mulher e na Rede Vida.

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Music Stage, plataforma digital inova ao conectar artistas, mercado e patrocinadores fortalecendo o artista brasileiro

A plataforma (site e aplicativo) vai conectar diretamente artistas e contratantes com ferramentas de cadastro personalizado, busca otimizada, negociação e contratação em ambiente seguro e eficiente.

No dia 04 de setembro de 2025, o setor musical brasileiro ganha um novo aliado estratégico: a plataforma digital Music Stage - www.musicstage.com.br, empresa de base tecnológica voltada à cadeia produtiva da música que nasce com a proposta de otimizar a interação no mercado entre artistas, curadores, produtores, patrocinadores e consumidores. A startup foi idealizada por Adriana Belic e por Leandro Cortellini, respectivamente diretora geral e diretor de conteúdo.

Disponível em versão web e aplicativo, o Music Stage é um ambiente seguro e ágil para contratação de shows, licenciamentos, patrocínios e conteúdos musicais que abrange quatro áreas principais: Booking - para venda e contratação de shows; Sincronização - para licenciamento de músicas para audiovisuais e games; Patrocínios - vitrine para projetos em busca de apoios e investimentos; e Conteúdos - manuais, métodos, livros virtuais e outros materiais.

Os artistas assinantes poderão cadastrar shows, músicas, projetos, e-books e métodos, disponibilizando agenda e serviços para negociações diretas, sem intermediários, mediante assinatura de um dos três planos disponíveis. Curadores, programadores e consumidores poderão, gratuitamente, cadastrar e disponibilizar circuitos, eventos, festivais, e seus demais projetos musicais de interesse. Às agências de publicidade, produtoras de audiovisual e de conteúdos e empresas de games será oferecido um banco de músicas para licenciamento em seus projetos. Os patrocinadores encontrarão projetos artísticos prontos para receber investimentos.  Aos usuários não profissionais a plataforma facilitará contratar artistas diretamente para eventos particulares e corporativos.

Mais que uma ferramenta de negócios, o Music Stage pretende ser um catalisador da economia criativa, fortalecendo a música de autor e apoiando a difusão de obras que representem a riqueza cultural do Brasil. Desta forma, contribui para o fortalecimento da economia da cultura com agilidade, segurança e acessibilidade, reafirmando o papel da música brasileira como expressão criativa e motor de desenvolvimento econômico. A plataforma facilitará o mapeamento de circuitos de circulação e o acesso a serviços artísticos de qualidade, oferecendo maior agilidade, variedade e segurança aos artistas e contratantes.

O Music Stage tem como propósito final reunir o melhor da música brasileira em um só lugar. Segundo a diretora Adriana Belic, a plataforma busca transformar as relações entre artistas e contratantes, ampliando conexões, fortalecendo circuitos. “O Music Stage é uma plataforma de negócios criada a partir da convicção de que a música precisa de pontes sólidas e transparentes entre artistas e contratantes. Mais do que conectar, a proposta busca reconfigurar essas relações, fortalecendo circuitos existentes e buscando novos espaços de circulação. Assim, a música se afirma não apenas como expressão cultural, mas como potência de desenvolvimento humano, social e econômico, garantindo condições para que artistas vivam de sua arte, e para que a sociedade usufrua plenamente de sua força transformadora.”

O projeto de criação da plataforma foi contemplado pelo Edital Lei Paulo Gustavo 17/2023 -  Fomento à Economia Criativa, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA - Direção geral: Adriana Belic. Direção de conteúdo: Leandro Cortellini.  Direção de marketing: Pedro Bandera. Assistência direção: Mili Slikta. Projeto gráfico: Ana Rodrigues, Work Design. Assessoria Jurídica: Lisandre Garavazo. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assessoria em mídias: Platea Comunicação.

Serviço |

Plataforma Music Stage
Lançamento: 04 de setembro de 2025 - Quinta-feira
Acesso à plataforma: https://www.musicstage.com.br
Instagram: @musicstage_br

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br