terça-feira, 18 de setembro de 2012

SESC Belenzinho inaugura obra exclusiva de Carlos Fajardo


O Projeto Vão do SESC Belenzinho convida artistas dedicados à pesquisa estética para além do objeto, a redesenharem a área central da torre da unidade a partir de propostas In Situ. Carmela Gross inaugurou a serie com Escadas, e o próximo trabalho será assinado por José Resende.

O SESC Belenzinho inaugura no dia 21 de setembro, sexta-feira às 21 horas, a obra No Meio do Vão do artista plástico paulistano Carlos Fajardo. A instalação é uma espécie de labirinto em linha reta, projetado exclusivamente para o Átrio da unidade, formado por placas de vidro espelhado (laminado refletido prata).

O projeto Vão foi concebido e é coordenado pelo Núcleo da Imagem e da Palavra (N.I.P) do SESC Belenzinho. “Carlos Fajardo foi convidado para criar esta intervenção porque sua arte não tem metáforas, é um trabalho para todas as pessoas”, explica o curador Alcimar Frazão. Já Carlos Fajardo não explica sua obra instalada. “O trabalho permite uma relação direta com as pessoas que o visitam: não tem uma leitura simbólica”, diz.

Criada para estabelecer uma conversa lúdica com o participador, a obra é uma construção que tem como referência a piscina do vão central do SESC Belenzinho. “À primeira vista, pode causar no espectador a impressão de ser um bloco só, com superfície envidraçada. Mas, de perto, revela-se um acolhedor e sedutor espaço, onde as placas alternadas propiciam a multiplicação das imagens dos observadores. É possível ver a própria imagem e a do outro, ao mesmo tempo.” Explica Carlos Fajardo. 

A proposta da obra parte de desenhos de planos e espelhos que desconstroem poeticamente pressupostos geográficos e colocam em questão certas determinações espaciais. A área do Átrio do SESC Belenzinho tem, aproximadamente, 16m de altura (torre), 16m de comprimento e 12m de largura. No Meio do Vão é formado por 18 laminados (placas com 2,20m x 1,60m) fixados de forma alternada, gerando 24 módulos, instalados na parte central e longitudinal do espaço. Não há iluminação artificial; age sobre a instalação a luz natural do ambiente.

Segundo Alcimar Frazão, o SESC Belenzinho quer dar ao público a perspectiva atual das artes visuais. Por isso decidiu-se pela ocupação temporária com artistas importantes, objetivando a escultura em um espaço expandido, a partir do estudo do local em que é construída para - com ele - dialogar.

“O projeto traz artistas consagrados para executarem experiências estéticas que, devido à sua radicalidade, não podem ser abarcadas em espaços mais fechados ou mais tradicionais como o das galerias de arte. Assim o SESC cumpre sua função social com uma proposta de arte de vanguarda, na qual o espaço abriga ‘outra’ experiência sem impedir seu uso habitual nem anular sua arquitetura”. Argumenta o curador.

Carmela Gross foi a primeira artista a criar uma obra para o projeto Vão, inaugurada em abril de 2012, intitulada Escadas. E, após a exposição de Carlos Fajardo, José Resende assina a próxima instalação, prevista para o início de 2013. Os três já fizeram trabalhos para o SESC Belenzinho (no antigo prédio da unidade) que se tornaram obras importantes, tanto em suas trajetórias individuais quanto no universo das artes visuais dos últimos 10 anos.

Exposição: No Meio do Vão | Carlos Fajardo
Inauguração: 21 de setembro – sexta – às 21 horas
Temporada: de 21 de setembro a 2 de dezembro
Horários: terça a sábado (das 9h às 21h); domingos e feriados (das 9h às 19h)
Átrio da Torre (1º pavimento). Grátis. Livre para todos os públicos
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP) - Tel: (11) 2076-9700
Estacionamento: R$ 6,00 (1ª hora) + R$ 1,00 p/ hora - (não matriculado); R$ 3,00 (1ª hora) + R$ 1,00 p/ hora - (matriculado no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/usuário).
 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Álbum do SESC Belenzinho traz disco histórico do 14bis

Ingressos esgotados!

Show traz a banda em sua formação original: Cláudio Venturini, Vermelho, Hely Rodrigues, Sérgio Magrão e Flávio Venturini como convidado especial.

Em 1980, o grupo mineiro 14bis lançou o disco 14bis II, considerado um clássico da música popular brasileira por apresentar inovações harmônicas, vocais e instrumentais. Nos dias 21 e 22 de setembro, sexta e sábado (às 21h30), o projeto Álbum do SESC Belenzinho recebe o grupo para executar as músicas gravadas neste disco.

Canções inesquecíveis como “Planeta Sonho”, “Nova Manhã”, “Caçador de Mim”, “Bola de Meia” e “Bola de Gude” fazem parte deste álbum, que será executado na íntegra. Outras composições marcantes da carreira do grupo completam o programa do show.

O 14bis foi formado, em 1979. Em mais de três décadas de estrada, ostenta um nome consolidado na história da MPB com extensa discografia repleta de sucessos. Foram 15 discos lançados, sendo oito deles com formação que incluía Flávio Venturini, que atualmente desenvolve carreira solo, mas vem se apresentando com a banda em shows comemorativos dos 30 anos.

Repertório completo de 14bis II: “Bola de Meia, Bola de Gude” (Milton Nascimento e Fernando Brant), “Caçador de Mim” (Sérgio Magrão e Sá), “Planeta Sonho” (Flávio Venturini, Vermelho e Márcio Borges), “14bis Partes I e II” (Flávio Venturini), “Nova Manhã” (Flávio Venturini, Vermelho e Tavinho Moura), “Pra Te Namorar” (Flávio Venturini e Murilo Antunes), “Esquina de Tantas Ruas” (Flávio Venturini, Hely, Cláudio Venturini e Vermelho), “Carrossel” (Flávio Venturini, Vermelho e Suzana Nunes) e “Pedras Rolantes (Nas Ondas do Rádio)” (Vermelho, Suzana Nunes e Flávio Venturini).

O projeto Álbum, do SESC Belenzinho, teve início em março de 2011 e já contou com artistas como Alceu Valença, Egberto Gismonti, Naná Vasconcelos, Edvaldo Santana, Os Paralamas do Sucesso, Nação Zumbi, Violeta de Outono e outros. A cada mês, um artista ou grupo é convidado para revisitar uma obra marcante de sua carreira e mostrar álbuns considerados clássicos pela sua importância histórica, inovação estética, atemporalidade e influência em produções posteriores, destacando o contexto político e a estética musical de uma época.

Projeto Álbum - Show: 14bis
Integrantes: Cláudio Venturini (guitarra e vocal), Hely Rodrigues (bateria), Sergio Magrão (baixo e vocal) e Vermelho (teclados e vocal)
Participação especial: Flávio Venturini (teclados e voz)
Dias 21 e 22 de setembro. Sexta e sábado, às 21h30
Comedoria (500 lugares). Proibido para menores de 18 anos. Duração: 1h30.
Ingressos esgotados!
R$ 32,00, R$ 16,00 e R$ 8,00
SESC Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho – SP/SP
Tel: (11) 2076-9700 - www.sescsp.org.br/belenzinho

Projeto literário do SESC Belenzinho tem bate-papo com Daniel Munduruku


No dia 20 de setembro, quinta-feira, o projeto Estante Viva do SESC Belenzinho recebe o escritor e professor Daniel Mundurukuautor de mais de 30 livros sobre a cultura dos povos nativos. No encontro – que acontece na Biblioteca, às 20 horas, com entrada gratuita – o autor vai conversar com o público sobre os livros e as leituras que foram marcantes em sua formação.

Munduruku selecionou 30 publicações da Biblioteca do SESC Belenzinho que serão os focos do bate-papo. O escritor vai justificar a escolha das obras literárias e revelar a importância de cada uma delas em sua vida pessoal e trajetória profissional.

Durante um mês, os livros escolhidos pelo autor ficam expostos em uma estante especial. Entre os títulos, selecionados por Munduruku destaque para: O Pequeno Príncipe (Saint-Exupery), Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach), Alice no País das Maravilhas (Lewis Carrol), Longe é Um Lugar Que Não Existe (Richard Bach), O Mundo de Sofia (Jostein Gaarder), As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley), Tao Te Ching – O Livro Que Revela Deus (Lao–Tse), Memórias Inventadas (Manoel de Barros), Minha Guerra Alheia (Marina Colasanti), Os Amores Difíceis (Ítalo Calvino), Rasif - Mar Que Arrebenta (Marcelino Freire) e Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (Mia Couto).

O escritor Daniel Munduruku pertence ao povo Munduruku do Pará. É graduado em Filosofia e Doutor em Educação pela USP. Também é autor de mais de 30 livros voltados para o público infantil e juvenil e para educadores. É Comendador da Ordem do Mérito Cultural da Presidência da República e Diretor-Presidente do Instituto Uka – Casa dos Saberes Ancestrais. Recebeu diversos prêmios literários, entre eles Prêmio Jabuti e Prêmio Unesco para Literatura em Prol da Tolerância Entre os Jovens. Alguns livros publicados: Como Surgiu - Mitos Indígenas Brasileiros (2011), Karu Taru - O Pequeno Pajé (2009), O Karaíba - Uma História do Pré-Brasil (2009), Kabá Darebu (2002) e O Homem que Roubava Horas (2007).

Bate-papo: Estante Viva
Com: Daniel Munduruku
Dia 20 de setembro – quinta-feira – às 20 horas
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Biblioteca - Grátis - Duração: 60 min – Classificação etária: Livre
Estacionamento: R$ 6,00 (1ª hora) + R$ 1,00 (p/ hora) - não matriculado no SESC; R$ 3,00 (1ª hora) + R$ 1,00 (p/hora) – matriculado no SESC. 
 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Facas nas Galinhas reestreia no Espaço Elevador

Depois da bem sucedida temporada de estreia no Espaço da Cia. do Feijão, o espetáculo Facas nas Galinhas, do escocês David Harrower, volta ao cartaz para uma breve e popular temporada a 10 reais. A reestreia acontece no dia 6 de outubro, sábado, no Espaço Elevador, às 21 horas. Com direção de Francisco Medeiros, a montagem tem Eloisa Elena, Cláudio Queiroz e Thiago Andreuccetti no elenco.

Encenada em 25 países, Facas nas Galinhas é um texto poético e simbólico sobre uma mulher jovem que se passa em uma aldeia, em um tempo arcaico, não definido. Casada com um camponês rude e, talvez, adúltero, ela tem um encontro com o odiado moleiro (dono do moinho) que a impulsiona no percurso da descoberta de si mesma. Essa mulher perfaz uma trilha que a leva da ignorância à consciência, do literal ao imaginário, da escravidão à libertação.

Segundo o diretor Francisco Medeiros, “o percurso desta personagem, num contexto cheio de intrigas e elementos inusitados, é a construção de uma identidade, o desvendamento de um ser. É conquista de uma individualidade”. Essa mulher apresentada por David Harrower é o arquétipo da mulher servil ao marido e que ainda não tem aflorado o exercício da metáfora, do simbólico. De forma brilhante e singular o autor a conduz ao encontro dela com ela mesma, como se fosse a construção de um ser.

Considerado por muitos um texto difícil de encenar, Facas nas Galinhas exige dos atores sua máxima potência cênica. Quanto a isto o diretor confessa: “a peça é de uma simplicidade desconcertante, tão absurda que nos desafia na visualização de uma encenação”. Ele ainda explica que a comunicação calcada na simplicidade não é a mais simples de encenar. “Esta ficção dramática é descamada de truques, desprovida de efeitos e de golpes de teatro, mas tem fortes e potentes ingredientes narrativos”. A direção não se desprende desta simplicidade e explora a força das palavras e situações. “Nosso propósito é evitar a ilustração, a redundância, e convocar o espectador ser parceiro ativo para que, só assim, a obra se complete.” Explica Medeiros.

“Facas nas Galinhas se abre a múltiplas leituras para cada pessoa da plateia”, afirma Francisco Medeiros. Ele completa: “não sou um encenador do tipo que entra num trabalho com a concepção geral pronta. Prefiro ser provocado. Minha tarefa é estabelecer uma conexão com as forças dos atores e dos outros artistas envolvidos na montagem e tentar encontrar a organização mais intrigante, capaz de afetar poderosamente a plateia”.

A solução cenográfica é outro desafio: tem que possibilitar o jogo multifacetado proposto por Harrower, numa cronologia não linear, e apelar para a imaginação do espectador diante de uma lógica bem particular. Nesta montagem brasileira o cenário (de Marco Lima) é abstrato e provocativo, em combinação com a luz (de Marisa Bentivegna), importantíssima inclusive nas referencias de tempo e nos recortes para criar múltiplos ambientes e atmosferas. No cenário, uma estrutura circular (como a pedra de moinho, cercada por caminhos forrados por grãos, como o trigo de que se faz a farinha) abre várias possibilidades para situar cada cena. E a concretude desse cenário dá forma e magia a um campo, uma casa, um moinho...

A trilha (de Dr Morris) é um “complexo sonoplástico”, uma instalação sonora que combina sons primitivos e naturais, em sua maioria executados ao vivo pelos atores, propondo a harmonia entre o texto e natureza bucólica rural.

Eloisa Elena, atriz e diretora da Barracão Cultural, conta que a “escolha por este texto foi quase sensorial”. Procurava por um autor contemporâneo, leu a sinopse na Internet e descobriu que uma amiga havia montado a peça em Portugal. Entrou em contato com ela e ficou totalmente envolvida por este universo rústico, poético e ao mesmo tempo transbordante de simplicidade. “O que mais me atraiu foi essa possibilidade de poesia permanente, simples, que não aparece à primeira vista e precisa ser descoberta.”
Espetáculo: Facas nas Galinhas
Texto: David Harrower
Tradução: Fábio Ferretti
Direção: Francisco Medeiros
Elenco: Eloisa Elena, Cláudio Queiroz e Thiago Andreuccetti
Trilha sonora: Dr Morris
Cenário e figurino: Marco Lima
Iluminação: Marisa Bentivegna
Coordenação técnica: Maurício Mateus
Instalação sonora: Dr Morris e Maurício Mateus
Preparação corporal: Fabricio Licursi
Designer gráfico: Teresa Maita
Fotografias: João Caldas
Construção de cenário: Ono-Zone Estúdio
Costureira: Benedita Calixtro
Produção executiva: Geondes Antonio
Administração: Marina Porto
Realização: Barracão Cultural - www.barracaocultural.com.br
Temporada: de 6 a 28 de outubro de 2012
Espaço Elevador - www.elevadorpanoramico.com.br
Rua Treze de Maio, 222 – Bela Vista/SP - Tel: (11) 3477-7732
Horários: sábados (às 21 horas) e domingos (às 19 horas)
Ingressos/preço único: R$ 10,00 - Bilheteria: 2h antes das sessões
Aceita cheque e dinheiro - Capacidade: 50 lugares - Informações: (11) 5539-1275
Gênero: Drama - Duração: 80 min - Classificação estaria: 12 anos
Estacionamento conveniado (ao lado do teatro): R$ 20,00.

Críticas

O sedutor (moleiro) (...) tem o dom da escrita. Tudo o que a mulher deseja é exatamente manejar as palavras para definir suas fantasias. Deixa-se envolver porque, além de desconhecer o carinho masculino, o estranho, visto como um criminoso e explorador da labuta alheia, oferece cordialidade e ainda a ensina usar papel, tinteiro e caneta de pena. Algo mágico fora de uma rotina conjugal de ordens e monossílabos grosseiros. (...) O grupo Barracão Cultural apresenta uma montagem com o impacto da cenografia de Marco Lima sugerindo simultaneamente grades e a roda de moer grãos, imagem reforçada pela iluminação misteriosa de Marisa Bentivegna. (Jefferson Del Rios – O Estado de S. Paulo)

Eloisa Elena transita entre a doçura, o inconformismo e a frieza em sutis olhares e entonações de voz. Queiroz e, principalmente, Andreuccetti apresentam-se como contrapontos à altura da protagonista. No entanto, as soluções criadas por Francisco Medeiros, como chuva de farinha ou as gotas de sangue, em meio à simplicidade da produção chamam atenção não só pela criatividade como pelo talento em fazer bom teatro com poucos recursos disponíveis e poesia de sobra. (Dirceu Alves Jr. – Veja São Paulo)

A montagem, encabeçada pelo brilhante diretor Francisco Medeiros (...), revela que a Modernidade nos dias atuais chegou para acusar que ainda estamos vivendo submersos nas “garras das mais primitivas armadilhas” humanas e sociais. (...)o grupo “Barracão Cultural” faz um discurso cênico demolidor ao mesmo tempo cravando expectativas que nos fazem respirar fundo e evocar o “vamo que vamo”. Magnífico! (Jair Alves – Portal Macunaíma)

A direção de Francisco Medeiros, aliada à cenografia e aos figurinos de Marco Lima são enxutas e sinalizam a opção, concretizada, de extrair do poético texto de Harrower sua atemporalidade e não definição do lugar em que se passa a peça, transportando-a para um espaço arquetípico, propício à curiosidade que leva à descoberta. (...) DrMorris cria mais que mera trilha, ele realiza uma sonorização que dialoga o tempo todo com a concepção da cena. Sem dúvidas este é um espetáculo que fica cravado no espírito de quem o assiste. (Michel Fernandes – Aplauso Brasil)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

SESC Belenzinho apresenta Romain Quartier e seu Et Hop

Comandado pelo músico francês Romain Quartier, o Et Hop apresenta no SESC Belenzinho uma mistura de jazz groove e projeções de Super 8. Sua estética traz a sonoridade das ruas francesas aliada à riqueza da música instrumental num assumido flerte da música contemporânea com os filmes Super 8. O show acontece no dia 13 de setembro, quinta-feira, às 21 horas.

Em verdadeiras pequenas histórias de cores saturadas, o grupo restitui a granulação dos “anos Super 8” em nuances de suas composições. Urbana e cosmopolita, a música do Et Hop cruza os ritmos e as influências de diversos horizontes, na mesma medida em que a técnica Super 8 permitiu a entrada em nossas casas de imagens vindas de longe. Da filmagem à finalização, o filme inspira diretamente a sua composição e se integra, como se fosse o sexto membro do quinteto.

Para seu novo trabalho, Live au Mandala, a banda contou como apoio do Le Mandala Jazz Club, de Toulouse, que possibilitou a gravação de um álbum ao vivo, que será lançado neste ano.

No roteiro estão composições de Romain Quartier, “Mr. Bulle”, “Adliskov”, “Dognastic”, “YAC”, “Poules en Automne”, “Notice”, “Kainf”, “Monster From Under the Sea” e “Paï Peinard” (parceria com Pierre Bauzerand), além de “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro), “Le Cinema” (Claude Nougaro) e “Joana Francesa” (Chico Buarque).

O Et Hop é formado por cinco músicos: Romain Quartier (composição, direção, trompete, flugel e guitarra), Nicolas Pujos (saxofones), Pierre Bauzerand (Fender Rhodes, clarinete e moog), Pierre Pollet (bateria) e Juan Favarel (baixo elétrico e monosinth Korg). Uma VJ, Claire Hugonnet, completa o time. A instrumentação mistura elementos acústicos e eletrônicos. As músicas são compostas e pré-arranjadas por Quartier e a banda finaliza os arranjos.

A música do Et Hop pode ser classificada como um jazz atual, inspirado no cotidiano. É poética, melódica e cheia de ritmos, reservando um espaço para a improvisação. Ainda que seja inspirada no jazz funk dos anos 70, é possível identificar as “cores” da “guinguette” francesa, da música do leste europeu ou da América do Sul, que se conectam às imagens dos filmes difundidos durante a apresentação.

Show: Et Hop (França)
Integrantes: Romain Quartier, Nicolas Pujos, Pierre Bauzerand, Pierre Pollet, Juan Favarel e Claire Hugonnet.
13 de setembro. Quinta-feira, às 21 horas
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Sala de Espetáculos II (120 lugares). Duração: 1h30. Classificação etária: 12 anos
Ingressos pela rede INGRESSOSESC (nas unidades do SESC): R$ 24,00 (inteira), R$ 12,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).
Estacionamento: R$ 6,00 (não matriculado no SESC); R$ 3,00 (matriculado no SESC).

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

“Julia”, de Christiane Jatahy, estreia no SESC Belenzinho

Vencedora do Prêmio Shell na categoria Melhor Direção, a peça estreia em São Paulo, depois de três temporadas de sucesso no Rio de Janeiro.

A peça Julia, uma adaptação do clássico Senhorita Julia, de August Strindberg, chega a São Paulo para cumprir temporada no SESC Belenzinho, a partir do dia 15 de setembro, sábado, às 21h30. Escrita no século XIX, a obra-prima do autor sueco – cujo centenário de morte foi comemorado em maio deste ano – ganhou uma releitura de Christiane Jatahy, conhecida pelo trabalho de investigação sobre as fronteiras da linguagem dramática.

Christiane foi consagrada no último Prêmio Shell pela direção de Julia, que ainda foi indicada ao prêmio de Melhor Cenário e na Categoria Especial pela Adaptação do clássico texto de Strindberg.

Na montagem de Christiane Jatahy, atrás de imensos painéis móveis, onde o filme é projetado, há cenários que são revelados aos poucos para o público. Com cenas pré-filmadas, que complementam e dão continuidade às cenas gravadas ao vivo, o espetáculo é construído na presença do espectador, a cada apresentação. A montagem subverte o limite entre o cinema e o teatro, já que se constrói na integração entre as duas artes e entre o texto clássico e a dramaturgia contemporânea.

O romance impossível entre a filha de um conde e um criado foi escrito no século XIX. Nesta montagem, a história se passa no Brasil de hoje: a mocinha de 17 anos é filha de um rico empresário e se envolve com chofer da família. Protagonizado pelos atores Julia Bernat e Rodrigo dos Santos, o espetáculo trata do conflito com base em códigos sociais atuais. E, pela primeira vez, o empregado é interpretado por um ator negro.

Se Strindberg colocou uma lupa no conservadorismo e no abismo social e cultural que existia entre os dois personagens na época em que o romance foi escrito, agora Christiane Jatahy faz um novo recorte na história. Para isso usa uma câmera. O cinegrafista David Pacheco (que trabalhou com a diretora no longa A Falta Que Nos Move) está presente em cena como testemunha permanente, filmando o encontro atual e urgente entre Julia e Jean, que na montagem chama-se Gelson.

O jogo de cena é complexo e, de certa forma, transforma os espectadores em voyeurs: algumas das cenas só podem ser vistas – ou entrevistas – por parte da platéia, outras através dos detalhes de enquadramento da câmera de David Pacheco. “A filmagem revela a emoção escondida por trás de cada cena, no close, no detalhe e na expansão do espaço cênico para a vida e para outras linguagens, numa real investigação de quais são os limites do teatro”, define a diretora.

Julia se passa em uma única noite, quando os protagonistas, distintos e próximos, se espelham um no outro, se admiram e se odeiam. “Eu te desprezo como um rato. Mas não consigo me livrar de você”, diz Julia. A apropriação de um texto clássico tão atual ajuda a criar aproximação e distanciamento sobre a realidade tratada. A montagem preserva grande parte do texto original e transita no limite entre o passado e o presente, lançando de volta para o espectador algumas questões que persistem desde o século XIX e que são absolutamente atuais. Essa é a primeira vez que a diretora, Christiane Jatahy, adapta um texto clássico. Ela tem intenção de criar, a partir dessa montagem, mais uma trilogia, dessa vez explorando os limites entre o clássico e contemporâneo.

A montagem de Julia é constituída de três camadas:

Teatro: encenação tradicional no palco, diante do público. Essas cenas também são filmadas ao vivo e projetadas, sob mais de um ponto de vista.

Teatro Filmagem: cenas que acontecem no palco, mas em espaços não visíveis pelo público em sets montados atrás dos painéis. Elas são filmadas ao vivo e projetadas no mesmo instante em que acontecem.

Filme: cenas pré-filmadas em locações reais. Exteriores. Novos ambientes e novos personagens que só aparecem no filme.

Ficha técnica
Autor: August Strindberg
Adaptação e direção: Christiane Jatahy
Direção de fotografia: David Pacheco
Concepção cenário: Marcelo Lipiani e Christiane Jatahy
Iluminação: Renato Machado
Figurino: Angele Fróes
Direção de arte e cenário: Marcelo Lipiani
Direção musical: Rodrigo Marçal
Orientação corporal: Dani Lima
Edição/filme: Sergio Mekler e Christiane Jatahy,
Câmera ao vivo: David Pacheco/Paulo Camacho
Assistente de edição: Mari Becker
Mixagem: Denílson Campos
Som direto: Paulo Ricardo
Produção/filme: Manuela Duque
Produção de arte/filme: Marina Lage
Direção de produção/filme e peça: Claudia Marques
Produção executiva : Lara Schueler
Co-produção: Fabrica de Eventos e Axis Produções Artísticas
Produção: Cia Vértice de Teatro
Realização: SESC SP

Elenco: Julia Bernat (Julia), Rodrigo dos Santos (Jean - Jelson) e Tatiana Tiburcio (Cristina, em cena apenas no filme projetado); crianças, no filme: Alice Gastal  (Julia) e Lucas Banhos (Jelson)

Serviço:
Estreia dia 15 de setembro – sábado às 21h30
SESC Belenzinho - www.sescsp.org.br/belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 – Belenzinho/SP - Tel: (11) 2076-9700
Sala de Espetáculos I (120 lugares). Duração: 70 minutos
Classificação etária: 18 anos
Temporada: de 15 de setembro a 14 de outubro de 2012
Quintas, sextas e sábados (às 21h30); domingos e feriado de 12/10 (às 19 horas).
Não haverá espetáculo no dia 7/10 (Eleições).
Ingressos: R$ 24,00, R$ 12,00 e R$ 6,00
Estacionamento: R$ 6,00 (não matriculado no SESC); R$ 3,00 (matriculado no SESC).

Tremembé, Ubatuba e Caraguatatuba recebem o TIM Roda de Rock


O grupo paulistano Houdinis apresenta o espetáculo TIM Roda de Rock em cidades do Vale do Paraíba. As apresentações (grátis) acontecem respectivamente em:

Tremembé, no dia 6/9 (Praça Padre Luiz Balmes / Praça da Igreja Matriz), às 20h30.
Ubatuba, no dia 7/9 (Praça de Eventos de Ubatuba - Av. Iperoig), às 20 horas.
Caraguatatuba, no dia 8/9 (Praça de Eventos de Caraguatatuba - Av. Dr. Arthur da Costa Filho, S/N), às 21 horas.

Formado por Junior Del Campo (vocais), Ícaro Scagliusi (guitarra), Ricardo Carneiro (guitarra), Lúcio Del Cielo (percussão), Marcos Lucke (baixo), Gui Afif (saxofones), os Houdinis vem percorrendo, desde agosto, cidades do interior paulista com apresentações gratuitas, que seguem até o dia 22 de setembro. No total, 15 cidades serão contempladas.

O grupo faz releituras de obras clássicas do rock mundial, com pegada descontraída e bem pertinho do público. De um repertório com mais de 200 composições, eles pinçam as obras que serão interpretadas em cada show. Neste extenso cardápio musical, tem som para todos os gostos e tribos, mas a performance é impar, lapidada em mais de dois anos de Roda de Rock .

O TIM Roda de Rock foi viabilizado por meio do ProAC, Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura, com patrocínio da TIM.

O projeto já passou por Ilha Bela, Piracicaba, Jundiaí, Rio Claro, Campinas, Serra Negra e Mogi das Cruzes.

Demais cidades que receberão o TIM Roda de Rock: Sorocaba, Jaú, Bauru, Pirassununga e outras.

A Roda de Rock e o Houdinis

O início da Roda de Rock foi como uma brincadeira. Dois músicos - um cantor e um guitarrista - começaram a fazer um som, aos domingos, no bar de uma amiga, a Dida. O encontro trazia rock’n’rol da melhor qualidade, feito de improviso, sem roteiro nem repertório a ser seguido.

Aproveitando que “domingo é uma espécie de sexta-feira” para os artistas que trabalham na noite, outros músicos foram chegando ao Bar da Dida - alguns amigos de longa data - para tocar aquele rock descontraído e se divertir. Logo chegaram mais um guitarrista, um percussionista, um baixista, um saxofonista... Uma mesa teve que ser providenciada para acomodar tantos instrumentos, copos e pratos, inaugurando assim a Roda do Rock. A plateia de apreciadores também cresceu, o encontro virou assunto sério e o grupo ganhou o nome de Houdinis.

O que sei viu, desde então, foi rock verdadeiro e informal, sendo executado por músicos de talento e experiência, já amparados pelo equipamento necessário à roda e um repertório de mais de 200 músicas. Mas o clima de roda e o rock sem “firula” permaneceram como grandes atrativos. Os Houdinis estão, sim, para brincadeira musical, no melhor sentido da palavra, há mais de dois anos, enchendo um baú de histórias e sempre colhendo gente para fazer parte desta trilha sonora.

Os Houdinis e sua Roda de Rock já apresentaram shows e participaram de gigs em diversos espaços como: Bar da Dida, Gil Café, Dry Bar, Bar Aurora, Melograno, IT Media (Hyatt Hotel), Troá Camisaria, Suite Savalas, Projeto Harmonizasom (do Melograno), Virada Cultural de São Paulo (24h de rock) e agora Projeto Tim Roda de Rock (15 cidades do interior de São Paulo, em agosto a setembro de 2012).

Repertório – Roda de Rock
  • AC/DC: Highway to Hell,
  • Allman Brothers: Ramblin Man
  • Beach Boys: Sail on Sailor e Sloop John B.
  • Beastie Boys: Fight For Your Right To Party (Houdinis version)
  • Billy Idol: Dancing With Myself  (Houdinis version)
  • Blondie: Heart of Glass (Houdinis version)
  • Blur: Coffe and Tv
  • Bob Dylan: All Along The Watchtower (Houdinis version), Hurricane, Like A Rolling Stone e The Man In Me
  • Elton John: Rocket Man e Tiny Dancer (Houdinis version)
  • Elvis Costello: Alison
  • Elvis Presley: Burning Love e Suspicious Minds
  • The Beatles: Come Together, I've Got a Felling, I've Just Seen a Face, Lady Madonna (Houdinis Version), Ticket to Ride (Don't Let Me Down), Rocky Rackoon, We Can Work It Out e Why Don't We do It in The Road
  • The Cure: Boys Don’t Cry e Close To Me (Houdinis version)
  • The Doors: Riders on The Storm   
  • The Police: Every Little Thing She Does Is Magic, Murder by Numbers, Message In a Bottle (Houdinis version), Synchronicity Ii e Roxanne (Houdinis version)
  • The Who: My Generation
  • Tom Waits: Downtown Train
  • U2: Desire e One
  • Van Morrison: Wild Night
  • Willie Nelson: On The Road Again
  • E outros…