sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Cinema turco e reflexos do pensamento filosófico são destaques no Cineclube Araucária em agosto

 
             Quando Nietzsche Chorou                                                 Canakkale 1915

Em agosto, o projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão apresenta três mostras de inquestionável relevância para o cinema mundial, além de quatro sessões (nos dias 15 e 16/8) para alunos de escolas municipais com premiados curtas de animação da série Juro Que Vi (Folclore Brasileiro), de Humberto Avelar e Sérgio Glene. Todas as exibições acontecem no Espaço Cultural Dr. Além, com entrada franca.

Ainda nos dias 15 e 16/8, acontece a 15ª Mostra do Filme Livre em Campos do Jordão, iniciativa do Ministério da Cultura, com a exibição dos filmes que entraram para o circuito Cineclubes Livres, premiados pela Mostra em 2016. O Panorama do Cinema Turco ocorre entre 18 e 21/8 com exibição de longas-metragens de Selim Günes (Branco Como a Neve), Yesim Sezgin (Canakkale 1915), Ahmet Ulukay (Barcos de Casca de Melancia) e Semih Kaplanoglu (Um Doce Olhar). E a mostra Reflexos do Pensamento Filosófico (de 25 a 28/8) traz reflexivas obras primas da sétima arte: A Batalha Pelo Império (de Mei Hu), Quando Nietzsche Chorou (de Pinchas Perry), O Destino (de Youssef Chahine) e Violette (de Martin Provost), cujos personagens em foco são, respectivamente, Confúcio, Friedrich Nietzsche, Averróes e Simone de Beauvoir.

Realizado com o apoio do ProAC, o projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão teve início em fevereiro e segue até novembro, promovendo um total 20 mostras de cinema. A cada mês, além das tradicionais mostras temáticas, um país diferente tem a sua filmografia exibida para o público jordanense, entre eles: Brasil, França, Finlândia, Continente Africano e, os já contemplados, Polônia, Irã, Índia, Argentina, China e Turquia.

A programação de 2016 conta ainda uma série de Palestras e Seminários, visando à formação profissional de novos cineastas, com produção de curtas-metragens que estarão na segunda edição do Festival Curta Campos do Jordão, previsto para ocorrer em dezembro no Espaço Cultural Dr. Além. Outros destaques são a realização do 6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão e da exposição Cinema Ilustrado: A Oitava Arte, realizados em julho, na sede da AMECampos.

15ª Mostra do Filme Livre em Campos do Jordão

A Mostra do Filme Livre foi criada pelo Ministério da Cultura, em 2002, e é hoje um importante evento na área do audiovisual brasileiro. Aberta a todo tipo de produção, desde as mais elaboradas às mais experimentais, a mostra permite reinventar-se a cada ano, alargando cada vez mais as possibilidades de criação e inserção de novos realizadores no universo da produção cinematográfica e buscando abrir espaço para a democratização do cinema pela seleção de filmes com linguagens e narrativas originais, além de receber produções nos mais diversos formatos, gêneros, durações e épocas, valorizando, assim, as obras realizadas com ou sem apoio de qualquer natureza. Além de exibir, debater e premiar os curtas livres que se destacam, a Mostra contribui para a difusão, promovendo sessões em praticamente todo o território nacional. Desde 2006, são realizadas sessões da Mostra do Filme Livre em Cineclubes. As primeiras parcerias foram com os Cineclubes da cidade do Rio de Janeiro. Em 2011 essa parceria chegou a sete estados o que levou à criação da ação Cineclubes Livres, em 2014, quando os filmes selecionados foram levados para 17 estados. Em 2015, alcançou-se a participação de 70 cineclubes, distribuídos em 60 cidades espalhadas por 22 estados. Desde o ano passado, Campos do Jordão, por iniciativa do Cineclube Araucária, passou a fazer parte do circuito.

Panorama do Cinema Turco

O cinema turco começou a se projetar para o mundo, em 1914, com o documentário A Demolição do Monumento Russo em St. Stephen, por Fuat Uzkinay, seguido de O Casamento de Himmet Aga, concluído em 1919. Nesse começo, os poucos filmes produzidos na Turquia eram rodados paralelamente aos noticiários relacionados à Primeira Guerra Mundial. A primeira empresa cinematográfica nacional estabeleceu-se em 1922 e se manteve até 1950. Nesse período, a influência do teatro foi decisiva, tanto que o dramaturgo Muhsin Ertugrul escreveu e dirigiu mais de 30 filmes, entre eles Camisa de Fogo (1923), que relata a guerra de independência nacional, e A Nação Está Acordando (1932). A partir da década de 60, tornou-se mais cinematográfico, especialmente com os filmes de Lütfi Akad, chegando a uma média de 60 títulos por ano. Nessa fase, o destaque é para Verão Seco, de Metin Erksan, focado na realidade rural, premiado no Festival de Berlim em 1964 (primeiro filme turco a receber reconhecimento internacional). Na década de 70, com a popularização da televisão, o prestigio do cinema na Turquia sofreu forte declínio que só foi recuperado na década de 90 pelo trabalho de jovens cineastas que o colocaram definitivamente no circuito mundial com temas psicológicos, sociais e sobre os direitos da mulher. Com uma história de pouco mais de 100 anos, o cinema turco produz em torno de 200 títulos por ano e tem sua produção reconhecida em festivais internacionais como Berlim, Cannes e Veneza. Esse salto qualitativo se deve, principalmente, à criação de cursos especializados em cinema e ao suporte do governo aos novos projetos audiovisuais. Os diretores turcos mais reverenciados internacionalmente são: Fatih Akin (As Margens da Vida), Yilmaz Güney (Yol), Nuri Bilge Ceylan (Distantes / Três Macacos); Semih Kaplanoglu (Um Doce Olhar), Ahmet Uluçay (Barcos de Casca de Melancia), Selim Günes (Branco Como a Neve) e Yesin Sezgin (Canakkale 1915), entre outros.

Reflexos do Pensamento Filosófico   

Que o Cinema, em seus 120 anos de existência, já tenha demonstrado ser uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento da capacidade de raciocínio de uma parcela significativa da humanidade, não há a menor dúvida. A história da sétima arte nos confirma essa premissa, pelo volume sempre crescente dos temas escancarados nas telas de todo o mundo e das discussões trazidas à baila por escritores, cineastas, roteiristas, contadores de histórias, produtores e técnicos cinematográficos, que nos fazem refletir sobre a realidade vivida pelos diferentes agrupamentos dos seres que disputam o espaço cada vez mais limitado no universo em que vivemos. Para nos atualizarmos e ampliarmos a nossa compreensão do pensamento humano, cabe a nós buscar imagens que nos induzam à reflexão contínua, e não há melhores vias do que a literatura e o cinema que sempre caminharam juntos, para a felicidade geral de quem ainda respira. Segundo o filósofo Gilles Deleuze, o cinema pensa por meio de seus autores e nos faz pensar por seu intermédio e com ele nos apropriamos de conhecimentos que podem nos levar a rever conceitos. Justamente com a intenção de mergulhar um pouco mais profundamente nessa dinâmica, o Cineclube Araucária propõe uma seleção de filmes que nos coloca mais próximos do ambiente intelectual que favoreceu as reflexões de figuras como Confúcio, Nietzsche, Averroes e Simone de Beauvoir, além de proporcionar aos pequenos uma divertida viagem à central criadora dos nossos pensamentos.

Programação - Agosto/2016

Especial Infantil para Escolas Municipais

15 e 16 de agosto (segunda e terça, 9h e 14h)
Juro Que Vi (Série Folclore Brasileiro)
De Humberto Avelar e Sérgio Glenes. Brasil. 2003 a 2009. 66’. Livre.
Descrição: Série de curtas-metragens de animação que conta a história de personagens do folclore brasileiro como Curupira, Saci, Iara, Boto e Matinta Perera. Os filmes da série receberam prêmios em importantes festivais nacionais e internacionais como o Anima Mundi e o Festival de Toronto no Canadá. Destinada às crianças das escolas municipais, a mostra celebra o mês do folclore.

Mostra do Filme Livre

15 de agosto (segunda, 19h30)
Ruby - de Jorge Loureiro, Guilherme Soster e Luciano Scherer. 17’. 2014. RS.
Subsolos - de Simone Cortezão. 33’. 2015. MG.
Carruagem Rajante - de Lívia de Paiva e Jorge Polo. 22’. 2016. RJ.
Total: 72 minutos. 12 anos.
Descrição: Primeira parte da seleção de filmes premiados pela curadoria da 15ª Mostra do Filme Livre – 2016, realizada pelo Ministério da Cultura.

16 de agosto (terça, 19h30)
O Rosto da Mulher Endividada - de Renato Sircilli e Rodrigo Batista. 30’. 2015. SP
Outubro Acabou - de Karen Akermnan e Miguel Seabra Lopes. 24’. 2015. RJ.
Monstro - de Breno Baptista. 20’. 2015. CE.
Total: 74 minutos. 16 anos.
Descrição: Segunda parte da seleção de filmes premiados pela curadoria da 15ª Mostra do Filme Livre – 2016, realizada pelo Ministério da Cultura.

Panorama do Cinema Turco

18/08 (quinta, 19h30) - Branco Como a Neve (Kar Beyaz). De Selim Günes. Turquia. 2010. 82’. 10 anos.
Sinopse: Nas montanhas da Turquia, Hasan, de nove anos, cuida de seus dois irmãos mais novos enquanto sua mãe trabalha numa cidade distante. Com seu pai preso e a família passando por dificuldades, ele ajuda na renda vendendo bebida para viajantes que passam pela região. Em um dia de inverno, sob forte neve, Hasan faz uma longa viagem para tentar vender bebidas, mas na volta, acaba se perdendo na floresta.
           
19/08 (sexta, 19h30) - Canakkale 1915 (Çanakkale 1915). De Yesim Sezgin. Turquia. 2012. 100’. 12 anos.
Sinopse: Ao final da Guerra do Balkãs, os otomanos sofreram uma grande derrota. Todos tiveram que deixar suas casas e partir para Istambul ou para a Anatólia. Logo em seguida, o começo da primeira guerra mundial dá origem à convocação dos jovens para o serviço militar. Entre eles estão Veli e Mehmet Ali. Alinhados na 19ª divisão, lideram contra as tropas britânicas uma das maiores lutas da História turca, provando ao mundo que nenhum inimigo, nenhum exército e nenhuma arma é mais poderosa que o patriotismo.
           
20/08 (sábado, 19h30) - Barcos de Casca de Melancia (Karpuz Kabugundan Gemiler Yapmak). De Ahmet Ulukay. Turquia. 2004. 97’. Livre.
Sinopse: Dois adolescentes vivem no interior da Turquia ganhando a vida em trabalhos temporários. Um como aprendiz em uma barbearia e o outro vendendo melancias em um quiosque. À noite eles tentam montar uma máquina de projetar filmes. A única pessoa que os apoia nessa empreitada é um demente que perambula pela vila. Enquanto a ambiciosa ideia de fazer cinema persegue um dos garotos, ele se apaixona e sua vida quase toma outro rumo. O filme, inspirado na paixão do diretor pela sétima arte, foi todo rodado no seu vilarejo natal, com pessoas da comunidade, o que torna a história ainda mais verdadeira e interessante.

MATINÊ - 21/08 (domingo, 15h) - Sinbad: A Lenda dos Sete Mares (Sinbad: The Legend of Seven Seas). De Patrick Gilmore e Tim Johnson. EUA. 2003. 86’. Livre.
Sinopse: Sinbad, o aventureiro famoso que cruzou os sete mares, passou a vida correndo riscos e por fim encontra-se num perigo maior. Acusado de roubar o Livro da Paz, Sinbad deve encontrá-lo e recuperá-lo se não quiser que matem o seu melhor amigo. Mas Éris, a deusa da discórdia, coloca Sinbad em uma situação difícil: ele deve ir até o Tártaro buscar o precioso artefato.

21/08 (domingo, 18h) - Um Doce Olhar (Bal). De Semih Kaplanoglu. Turquia. 2010. 103’. Livre.
Sinopse: Yusuf é um garoto turco que está aprendendo a ler e a escrever. Nas horas vagas ele ajuda o pai, um apicultor que guarda as colmeias nos galhos mais altos de uma misteriosa floresta. Até que um dia seu pai parte para um local mais distante, já que perto de casa as abelhas repentinamente sumiram. A demora do pai em retornar causa estranheza em Yusuf e sua mãe.

Reflexos do Pensamento Filosófico   

25/08 (quinta, 19h30) - A Batalha Pelo Império (Kong Zi). De Mei Hu. China. 2010. 120’. 14 anos.
Sinopse: Confúcio é um influente ministro que se destaca pela clareza de pensamento, prestígio e autoridade em um dos impérios da China antiga. Mas, uma traição política coloca o imperador contra Confúcio que é injustamente deposto e mandado para o exílio. Desde então, a sua luta não só contribuirá para a unificação da China, como mudará a história da humanidade.
           
26/08 (sexta, 19h30) - Quando Nietzsche Chorou (When Nietzsche Wept). De Pinchas Perry. EUA. 2007. 104’. 14 anos.
Sinopse: A história de um fictício encontro entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud, quando Nietzsche ainda era um pensador desconhecido, pobre e com tendências suicidas. Breuer é procurado por uma amiga de Nietzsche para que o médico o trate com a sua controversa terapia das palavras.
           
27/08 (sábado, 19h30) - O Destino (Al-Massir). De Youssef Chahine. Egito/França. 1997. 125’. 14 anos.
Sinopse: No século XII, em Córdoba, o filósofo Averroes cria uma escola de Pensamento que até hoje influencia todo o Ocidente. No entanto, o Califa Al-Mansur ordena que todos os seus livros sejam queimados. Familiares e discípulos resolvem então copiar os manuscritos e enviá-los para além das fronteiras do Islã. O longa não é apenas um relato sobre a vida de Averroes. Com surpreendente coragem, Chahine faz uma verdadeira sátira à intolerância e um manifesto à liberdade.
           
MATINÊ - 28/08 (domingo, 15h) - Divertida Mente (Inside Out). De Pete Docter. EUA. 2015. 95’. Livre.
Sinopse: Riley é uma garota de 11 anos que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem se mudar para San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza. A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, nem sempre as coisas se passam como ela gostaria.
           
28/06 (domingo, 18h) - Violette (Violette). De Martin Provost. França. 2014. 126’. 14 anos.
Sinopse: Em Paris, nos agitados anos entre as duas guerras, Violette Leduc encontra Simone de Beauvoir. Entre elas, começa uma intensa amizade baseada na busca pela liberdade e pela escrita por parte de Violette e na convicção de Simone de ter nas mãos o destino de uma escritora muito além do comum. O filme coloca em destaque o pensamento de uma época, quando os protagonistas do existencialismo sugerem outros caminhos mentais e comportamentais.

Serviço

Projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582, na Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Grátis. Informações: (12) 3664-2300

15 e 16/8 - Especial Infantil para Escolas Municipais
Segunda e terça (às 9h e às 14h)
15 e 16/8 - 15ª Mostra do Filme Livre em Campos do Jordão
Segunda e terça (às 19h30)
18 a 21/8 - Panorama do Cinema Turco
Quinta a sábado (às 19h30) e domingo (às 15h e às 18h)
25 a 28/8 - Reflexos do Pensamento Filosófico
Quinta a sábado (às 19h30) e domingo (às 15h e às 18h)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Companhia de Danças de Diadema leva infantojuvenil ao Palácio das Artes de Praia Grande

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica: https://www.youtube.com/watch?v=gdp8XGtRBVA

A Companhia de Danças de Diadema apresenta, no dia 11 de agosto (quinta, às 14h e às 20h), o espetáculo A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica no Palácio das Artes, em Praia Grande (SP), com ingressos grátis.

A montagem infantojuvenil foi concebida e coreografada em dupla por Michael Bugdahn e Denise Namura, tendo direção geral assinada por Ana Bottosso.

Esta apresentação foi viabilizada com apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo). A companhia vai ministrar também o workshop Dança Contemporânea e Jogos Lúdicos, destinado a pessoas maiores de 12 anos, com inscrição grátis. Dia e horário sob consulta pelo telefone (11) 98038-5557.

O enredo retrata a experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança, incluindo algumas cenas com o artifício da luz negra. Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão” que - fascinada por todo tipo de movimento - parte em busca da descoberta do corpo e, pouco a pouco, torna-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas.

Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Michael Bugdahn é alemão e Denise Namura brasileira. O casal, convidado para esta montagem, vive em Paris, onde tem uma companhia de dança. Este é o segundo trabalho que eles assinam para a Companhia de Danças de Diadema (o primeiro foi La Vie en Rose???, que foi apresentado em Paris, recentemente)  “Eles têm uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”, afirma Ana Bottosso, ao comentar sobre o convite à dupla de coreógrafos.

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).

Ficha técnica

Espetáculo: A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica
Com: Companhia de Danças de Diadema
Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura
Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn
Direção geral: Ana Bottosso
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistente de coreografia: Carolini Piovani
Desenho de luz, trilha sonora e pesquisa musical: Michael Bugdahn
Vozes em off: Roberto Mainieri e Denise Namura
Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura
Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques
Confecção de figurino: Cleide Aniwa
Operação de luz: Silviane Ticher
Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves
Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Dayana Brito, Elton de Souza, Fernando Gomes, Jean Valber, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
Apoio: ProAC

Serviço

11 de agosto. Quinta, às 14h e 20h
Palácio das Artes – Teatro Serafim Gonzalez
Av. Pres. Costa e Silva, 1600 - Boqueirão - Praia Grande/SP
Ingressos: Grátis. Classificação: Livre. Informações: (13) 3496-5719
Possui acessibilidade. Ar condicionado. 523 lugares

Workshop: Dança Contemporânea e Jogos Lúdicos – Grátis. Classificação: 12 anos. Informações sobre dia e horário: (11) 98038-5557.

Próxima apresentação de A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica
25 de agosto. Quinta, às 14h e 20h
Teatro Municipal Politheama 
Rua Barão de Jundiaí, 176 - Centro - Jundiaí/SP
Ingressos: Grátis. Classificação: Livre.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Mostra Mestres da Música reúne cinebiografias de compositores e cantores eruditos no Cineclube Araucária

Até o dia 31 de julho, o Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão apresenta a Mostra Mestres da Música, no Espaço Cultural Dr. Além, que faz reverência a grandes nomes da música erudita com filmes biográficos sobre a vida de compositores e cantores.

Com todas as sessões grátis, os filmes programados são: À Noite Sonhamos (de Charles Vidor), O Arco Mágico (de Bernard Knowles), Amadeus (de Milos Forman), Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão (de Zelito Viana), Delírio de Amor (de Ken Russell), O Segredo de Beethoven (de Agnieska Holland) e Callas Forever (de Franco Zeffirelli), além do infantil O Senhor dos Anéis (de Ralph Bakshi).

Outra atração do Cineclube Araucária é a exposição Cinema Ilustrado – A Oitava Arte, em cartaz até o dia 29 de julho na sede da AMECampos (Associação dos Amigos de Campos do Jordão), formada por 26 obras originais. Esta iniciativa é uma homenagem aos artistas quase anônimos, os ilustradores que produzem cartazes para a divulgação de obras cinematográficas.

O projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão é realizado com o apoio do Programa de Ação Cultural do estado de São Paulo – ProAC, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a AMECampos. Todos os eventos da programação do Cineclube Araucária têm entrada grátis.

Exposição: Cinema Ilustrado - A Oitava Arte
Visitação: segunda a sexta, das 10 às 18 horas, até 29/07

A exposição de cartazes produzidos por ilustradores cuja arte se destina à divulgação de obras cinematográficas é a fórmula encontrada pelo Cineclube Araucária para homenagear esses artistas, quase anônimo aos olhos do grande público apreciador da dita sétima arte, que se dedicaram à tarefa de transferir para o papel a expressão dos personagens e a essência das histórias criadas para as telas, com o objetivo de torná-las mais atrativas. Muitos, de fato, permaneceram anônimos, ainda que realizassem um trabalho de excelente qualidade técnica e artística. Outros entraram para a história como cartazistas de cinema. Há também aqueles que, mesmo tendo alcançado reconhecimento em outras áreas como a arquitetura e a pintura, se aventuraram com êxito na tarefa da comunicação visual para a divulgação de filmes nacionais, especialmente nas fases do Cinema Novo de Glauber Rocha, Rogério Sganzerla, Nelson Pereira dos Santos, Joaquim Pedro e Ruy Guerra.

“Por meio desta exposição, o Cineclube Araucária presta homenagem a esses artistas, muito pouco ou quase nada reconhecidos pelos cinéfilos, uma vez que raramente suas assinaturas são gravadas nas obras. Queremos que os ilustradores do Brasil sintam-se abraçados pela mostra que reúne trabalhos de Cândido Faria, Jayme Cortez, Rogério Duarte, José Luiz Benício, Fernando Pimenta, Jair de Souza, Claudio Marcelo Reis, Alê Abreu, Calazans Neto, Ziraldo, Carybé e Lina Bo Bardi”, declara o curador Cervantes Souto Sobrinho.

O registro desse trabalho começa exatamente no momento em que o cinema teve as primeiras sessões públicas, no final do século XIX, quando, em Paris, os irmãos Charles e Émile Pathé se preparavam para administrar o primeiro império do cinema europeu: a Maison Pathé, ainda que o seu único produto comercial fossem os filmes produzidos pelos irmãos Lumière. Eles contrataram um pequeno ateliê de desenhos publicitários, localizado no bairro de Montmartre, reduto de artistas do porte de Toulouse-Lautrec, Alphonse Micha e Jules Chéret, conhecido como Les Affiches Faria, mantido por um certo Cândido Faria, brasileiro nascido em Sergipe que se estabelecera em Paris com a pretensão de se tornar ilustrador dos cartazes de famosas casas de espetáculos da época. Foi, portanto, Cândido de Faria, cujo trabalho está representado na exposição, o precursor, para não dizer o primeiro artista, a se dedicar exclusivamente à criação de cartazes para o cinema. Coincidência, ou mero capricho do destino, hoje outro brasileiro da Bahia, Claudio Marcelo Reis, destaca-se no mesmo segmento das artes visuais, criando, para todo o mundo, o material de divulgação das produções dos estúdios Disney e Pixar.

Programação
Mostra Mestres da Música no Espaço Cultural Dr. Além
De 25 a 31 de julho. Segunda a domingo


25/07 (segunda) - às 19h30
À Noite Sonhamos (A Song to Remember)
De Charles Vidor. EUA. 1945. 109'. 14 anos.
Cinebiografia de Frédéric Chopin.

26/07 (terça) - às 19h30
O Arco Mágico (The Magic Bow)
De Bernard Knowles. UK. 1946. 99'. 12 anos.
Cinebiografia de Niccolò Paganini.

27/07 (quarta) - às 19h30
Amadeus (Amadeus)
De Milos Forman, EUA / França. 1984. 152'. Livre.
Cinebiografia de Wolfgang Amadeus Mozart.

28/07 (quinta) - às 19h30
Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão
De Zelito Viana. Brasil. 2000. 128'. 14 anos.
Cinebiografia de Heitor Villa-Lobos

29/07 (sexta) - às 19h30
Delírio de Amor (The Music Lovers)
De Ken Russell. UK. 1970. 120'. 16 anos.
Cinebiografia de Pyotr Tchaikovsky.

30/07 (sábado) - às 19h30
O Segredo de Beethoven (Copying Beethoven)
De Agnieska Hlland. EUA / Hungria. 2006. 104'. 10 anos.
Cinebiografia de Ludwig Van Beethoven.

31/07 (domingo) - às 18h00
Callas Forerver (Callas Forerver)
De Franco Zeffirelli. Itália / França / Romênia. 2002. 108'. Livre.
Cinebiografia de Maria Callas.

MATINÊ - 31/07 (domingo) - às 15h00
O Senhor Dos Anéis (The Lord of the Rings)
De Ralph Bakshi. UK. 1978. 128'. Livre.

Serviço / julho

Projeto: Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão

Exposição: Cinema Ilustrado - A Oitava Arte
Abertura: 1º de julho. Sexta, às 19h30
Local: AMECampos
Rua Dr. Reid, 68. Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Visitação: segunda a sexta, das 10h às 18h. Até dia 29/07
Grátis. Informações: Tel: (12)3662-5511 e 3662-2611

Cinema: Mostra Mestres da Música
De 25 a 31 de julho. Segunda a domingo
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582. Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Horários: quinta a sábado (às 19h30) e domingo (às 15h e 18h)

Grátis. Informações: (12) 3664-2300

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Amelinha comemora 40 anos de carreira com show na CAIXA Cultural São Paulo

No repertório, sucessos eternizados pela voz da cantora, além de músicas inéditas de Zeca Baleiro, Marcelo Jeneci e Chico César.

Intérprete que entrou para a história da música brasileira no final dos anos 70, Amelinha é atração da CAIXA Cultural São Paulo nos dias 26, 27 e 28 de agosto.

A cantora sobe ao palco para comemorar 40 anos de carreira com o show Janelas do Brasil – nome de seu décimo quinto disco, que também ganhou versão em DVD gravado ao vivo no Teatro FECAP, em São Paulo.     

No repertório do espetáculo - que já lotou quatro sessões na CAIXA Cultural de Curitiba, em junho - estão também os sucessos que marcaram sua trajetória, bem como novas canções de Zeca Baleiro, Chico César e Marcelo Jeneci. A cantora se apresenta ao som de dois violões executados por músicos de primeira linha: Julinho Braw (produtor musical, violonista e guitarrista com história ao lado de nomes como Zé Ramalho e Joana, entre outros nomes da MPB) e Cesar Rebechi (violonista, guitarrista e arranjador argentino).

Nascida em uma família musical de Fortaleza (CE), já aos 12 anos, Amelinha (ainda Amélia Cláudia Garcia Colares) formou um trio vocal com sua irmã Silvia e uma amiga para apresentações em festas nas escolas. Quando se mudou para São Paulo, onde fez vestibular para Comunicação, continuou cantando, sempre incentivada pelos amigos.

Foi em 1975 que ela começou, efetivamente, a sua carreira artística acompanhando Vinícius de Moraes e Toquinho em seu primeiro trabalho profissional como cantora, em Punta Del Este, Uruguai. No ano seguinte, 1976, lançou o primeiro disco, Flor da Paisagem, que teve vendagem modesta, mas já apontava para o futuro.

Foi Deus quem fez você

A música “Frevo Mulher”, de 1979, foi uma febre nacional que rendeu à Amelinha o primeiro Disco de Ouro da carreira. Mas o fenômeno aconteceu mesmo em 1980, quando ela “colocou abaixo” o Maracanãzinho, no Festival MPB 80, cantando “Foi Deus Quem Fez Você”. Sucesso estrondoso, a música tornou-se marca registrada da cantora, foi gravada em compacto, homônimo, seguido do álbum Porta Secreta. Ambos foram Discos Quádruplos de Platina com mais de um milhão de cópias vendidas.

Em 1982, a cantora emplacava outro Disco de Ouro com o tema de abertura do seriado Lampião e Maria Bonita, da Rede Globo, “Mulher Nova, Bonita e Carinhosa, Faz o Homem Gemer Sem Sentir Dor”. Em 1983, veio o disco Romance da Lua Lua, que tinha como principal detalhe a afinidade da intérprete com as poesias que têm como cenário a lua, sua magia e toda sua energia. No ano seguinte, Amelinha emplacou outro mega sucesso em todas as rádios AM e FM, do norte ao sul do país; trata-se de “Água e Luz”. Na década de 80, a cearense gravou Fagner, Djavan, Gonzaguinha, Elomar, Geraldo Azevedo e Moraes Moreira, entre outros.

Em 1994, Amelinha lançou o décimo disco Só Forró. Esse CD é um projeto arrojado que reverencia riqueza da música nordestina, realizando um velho desejo de Gonzagão, que sempre quis que ela cantasse suas músicas. Outros lançamentos se sucederam: Cobra de Chifre (1996), Amelinha (1998), Vento Forró e Folia (2002). Depois de uma década sem gravar, a cantora lançou, em 2014, o CD Janelas do Brasil; e logo depois, o DVD do disco, em 2015.  

Repertório

“Galos, Noites e Quintais” (Belchior), “Terral” (Ednardo), “Água e Luz” (Tavito e Ricardo Magno), “Noites de Cetim” (Herman Torres e Sérgio Natureza), “Eternas Ondas” (Zé Ramalho e Fagner), “Galope Rasante” (Zé Ramalho), “Felicidade” (Marcelo Jeneci e Chico César), “O Silêncio” (Zeca Baleiro), “Asa Partida” (Fagner e Abel silva), “Flor da Paisagem” (Robertinho do Recife e Fausto Nilo), “Foi Deus Quem Fez Você” (Luiz Ramalho), “Mulher Nova Bonita e Carinhosa Faz Um Homem Gemer Sem Sentir Dor" (Zé Ramalho e Otacílio Batista), “Nossa Canção” (Luiz Ayrão), “Romance da Lua Lua” (Flaviola e Garcia Lorca), “Frevo Mulher” (Zé Ramalho), “Ave Maria” (Vicente Paiva) e “Mucuripe” (Fagner e Belchior).

Links / Youtube

“Foi Deus Quem Fez Você” - https://www.youtube.com/watch?v=arYYCgIddbs
“Galos, Noites e Quintais” - https://www.youtube.com/watch?v=LavmIRVY-Ew

Serviço

Show: Amelinha
Em: Janelas do Brasil
Dias 26, 27 e 28 de agosto
Sexta, sábado e domingo, às 19h15
CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro/SP. Tel: (11) 3321-4400
Grátis. Ingressos a partir das 9h no dia do show (1 par por pessoa)
Classificação: Livre. Duração: 1h20. Capacidade: 80 lugares.
Acesso para pessoas com deficiência
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Produção: PERFIL comunicação e cultura 

Cia. de Teatro Heliópolis encerra a temporada de A Inocência do Que Eu (Não) Sei no dia 24 de julho

Foto de Bob Sousa
A Companhia de Teatro Heliópolis encerra a temporada de A Inocência do Que Eu (Não) Sei (indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem) no dia 24 de julho, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, no bairro Ipiranga. As apresentações são aos sábados (às 20h) e domingos (às 19h), com ingressos a R$ 5,00.

A montagem - com direção de Miguel Rocha e dramaturgia de Evill Rebouças - apresenta quatro trajetos que mostram os desejos e as contradições de pessoas em busca de aprendizagem: o Menino Rapaz que vence; a Feliz Mulher que se adapta; o Caminhante em busca do saber; e a Mulher que come maçã. De modo poético e irônico a peça extrapola o universo escolar para discutir relações humanas mediadas por dispositivos de controle social e econômico por meio de personagens que vivem situações de aprendizagem na vida. O diretor Miguel Rocha explica que “a experiência dos atores está em cena e mostra o que eles querem dizer ao mundo a partir do tema escolhido”.

O Menino Rapaz que vence (David Guimarães) é um jovem ingênuo que vive as primeiras experiências na escola. Seu perfil é o do garoto ‘certinho’ que passa a reproduzir os parâmetros sociais que vivenciou. A Feliz Mulher que se adapta (Klaviany Costa) registra fortes experiências diante das ‘pauladas’ e dos traumas vividos, restando-lhe apenas adaptar-se e moldar a sua personalidade para sobreviver em um sistema educacional perverso. O Caminhante em busca do saber (Donizete Bomfim) é um andarilho que vem, provavelmente, do sertão nordestino. Ele entende sua vida mais pela experiência que pela educação formal. Seu pai, um homem simples, dizia-lhe que ‘precisava correr em busca do saber’. O percurso da Mulher que come maçã (Dalma Régia) não é apresentado somente pela dramaturgia da fala. São as ações que traçam sua trajetória e geram seu discurso. Nos “movimentos” dessa personagem o espectador se depara com as questões da mulher que tem sede pelo conhecimento popular em detrimento do conhecimento acadêmico.

Ficha técnica

Espetáculo: A Inocência do Que Eu (Não) Sei
Criação em processo colaborativo
Com a Companhia de Teatro Heliópolis
Dramaturgia: Evill Rebouças
Direção: Miguel Rocha
Assistente de direção e preparação corporal: Lucia Kakazu
Direção musical e preparação vocal: William Paiva
Elenco: Dalma Régia, David Guimarães, Donizete Bomfim e Klaviany Costa.
Músicos: William Paiva (piano), Fabio Machado (violoncelo) e Giovani Liberato (guitarra e sonoplastia).
Cenário e figurino: Clau Carmo
Iluminação: Toninho Rodrigues
Provocação - teatro épico: Alexandre Mate
Provocação - teatro performático: Carminda André
Colaboração no processo provocativo: Diego Marques, Luciano Mendes de Jesus, Fabiana Monsalú, Rose Akras e Maria Fernanda Vomero.
Direção de produção: Dalma Régia
Designer gráfico: Camila Teixeira
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena

Serviço

Temporada: 18 de junho a 24 de julho
Local: Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Endereço: Rua Silva Bueno 1533, Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318
Gênero: Drama. Duração: 90 min. Classificação: 14 anos
Ingressos / preço ÚNICO: R$ 5,00 (Bilheteria: 1h antes das sessões)
Horários: sábados (às 20 horas) e domingos (às 19 horas)