terça-feira, 12 de março de 2024

Indígenas é tema de exposição fotográfica de Dani Sandrini no SESI Ribeirão Preto

A mostra - que traz fotografias impressas em folhas de plantas e em papel com pigmento de jenipapo - possui obras com audiodescrição e peças táteis.

O SESI Ribeirão Preto apresenta, a partir do dia 26 de abril de 2024 (sexta-feira), a exposição Terra Terreno Território da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini. Com visitação gratuita e acessibilidade, a exposição conta com piso tátil, audioguia, nove obras táteis e dez obras com audiodescrição.

No evento de abertura - que ocorre no dia 25 de abril, quinta-feira, às 19h30 - a artista Dani Sandrini e o indígena Emerson Souza participam de bate-papo com o público. Emerson (etnia Guarani) é doutorando e mestre em Antropologia Social pela USP, bacharel e Ciências Sociais pela PUC-SP e professor de Sociologia na Rede Estadual de Educação de São Paulo, além de pesquisador no CEstA-US.

A mostra é composta por cerca de 50 obras de temática indígena, em dois agrupamentos fotográficos nos quais a artista utiliza duas técnicas artesanais de impressão fotográfica do século XIX para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades, no século XXI.

No primeiro, a impressão é feita em papéis sensibilizados com pigmento extraído do fruto jenipapo (que muitos indígenas usam nas pinturas corporais), em um processo chamado antotipia (técnica que utiliza pigmentos vegetais como material fotossensível na impressão). São 10 obras emolduradas no tamanho 50x75cm.

Já no segundo agrupamento, as imagens são impressas diretamente em folhas de plantas - taioba, singonio, helicônia, cará-moela, batata-doce, cúrcuma e guiné - pelo processo de fitotipia (nesta técnica, a própria clorofila é o agente para produzir a imagem). As próprias folhas abrigam as 40 fotografias em molduras que variam de 35x45cm a 100x100cm.

Ambos processos se dão através da ação da luz solar, em tempos que variam de três dias a seis semanas de exposição. Todas as imagens de Terra Terreno Território foram captadas, durante o ano de 2019, em aldeias indígenas da cidade de São Paulo, onde predomina a etnia Guarani, e também no contexto da metrópole, onde vivem indígenas de aproximadamente 53 etnias.

As obras de Dani Sandrini trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente, da rapidez do click e da imagem virtual. “O tempo de exposição longo convida à desaceleração para observar o entorno com outro tempo e sob outra perspectiva. Como a natureza, onde tudo se transforma, esses processos produzem imagens vivas e que se transformam com o tempo; uma referência a permanente transformação da cultura indígena, que não ficou congelada 520 anos atrás”, reflete a artista.

A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem, por exemplo, pode levá-la ao apagamento”, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena sofre em nosso país. Ela diz que “a proposta favorece também a discussão acerca da fotografia com seu caráter de memória e documento como algo imutável, ampliando seus contornos e podendo se vincular ao documental de forma bem mais subjetiva. A certeza é a transformação. A foto não congela o tempo. Os suportes que aqui abrigam as fotografias geram outros significados”, reflete.

Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”, comenta Dani, que durante o projeto fotografou pessoas de diversas etnias, oriundas de várias regiões do país, ora posando para um retrato ora em suas rotinas, suas atividades, seus eventos, rituais ou celebrações.

Terra Terreno Território nasceu do projeto Darueira, em 2018, contemplado no 1° Edital de Apoio à Criação e Exposição Fotográfica, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo por meio da Supervisão de Fomento às Artes. Realizado, em 2019, ganhou exposição na Biblioteca Mario de Andrade, de outubro a dezembro. Em 2020 (no formato online), a exposição passou pela Galeria Municipal de Arte, do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes (Chapecó/SC), pelo Cali Foto Fest (Colômbia) - exposição virtual e projeções urbanas, além apresentação virtual na abertura do festival – e esteve no Pequeno Encontro de Fotografia (Olinda/PE). Em 2021, integrou o Festival Photothings (exposição online no metrô de São Paulo; ensaio escolhido para integrar a Coleção Photothings). Em 2022, Terra Terreno Território foi selecionada para a coletiva Exposição Latinas en Paris (Fotografas Latam, Fundación Fotógrafas Latinoamericanas), na Galerie Rivoli 59; circulou por unidades do SESI São Paulo - Itapetininga, Campinas e São José do Rio Preto; e integrou a coletiva Acervo Contemporâneo do Museu de História e Arte de Chapecó, SC. Em 2023, a exposição ocupou a Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP (SP), o Centro Cultural Matarazzo (Presidente Prudente, SP), Pinacoteca Municipal Dr. Antônio Cintra e Festival Amparo em Foco (Amparo, SP) e integrou o festival internacional Indian Photo Fest. Ainda foi tema de conversa no Fórum Virtual - Fotografia Experimental (Argentina) e de palestra no Interfoto Itu, em 2021.

Dani Sandrini - Fotógrafa, educadora e artista visual radicada em São Paulo, Brasil, Dani Sandrini fotografa comercialmente desde 1998, e desde 2014 desenvolve projetos mesclando fotografia documental/imaginária com impressões artesanais ou experimentais. Em seu ttrabalho, tem estudado o entrelaçamento de materiais e suportes com as imagens fotográficas e a ação do tempo sobre elas. Dependendo do projeto e de sua singularidade, sua fotografia pode ser simplesmente tirada com câmera digital e colocada em papel ou telas, mas também pode conter outros elementos que acrescentem significado à imagem final, além de camadas extras de subjetividade. Dani tem experiência em processos fotográficos artesanais e desenvolve projetos utilizando tranferprint, pinhole, cianotipia, antotipia e fitotipia. Nos últimos anos, seu projeto terra terreno território, sobre os povos indígenas do século XXI, vem circulando por grandes cidades. Capturadas digitalmente em São Paulo, as imagens expostas são impressas em folhas de plantas e também com o pigmento natural extraído do jenipapo. Este projeto esteve em exposições nas seguintes localidades: São Paulo, Itapetininga, Campinas, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Amparo, Olinda, Chapecó (Brasil), Colômbia, França, Portugal e Índia.

Serviço

Exposição: Terra Terreno Território
Artista: Dani Sandrini
Abertura: 25 de abril de 2024 - Quinta, às 19h30.
Bate-papo com Dani Sandrini e o indígena Emerson Souza 

Temporada: 26 de abril a 29 de setembro de 2024

Horário: Quarta à sábado, das 11h às 20h, e domingo, das 13h às 19h.
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: piso tátil, audioguia, obras táteis e obras com audiodescrição.
Agendamentos de grupos e escolas: enviar e-mail para jade.coelho@sesisp.org.br. 

SESI Ribeirão Preto
Centro de Atividades José Villela de Andrade Júnior
Local: Espaço Galeria
Rua João Ignacchitti, S/N - Jd. Castelo Branco.
Ribeirão Preto/SP |Tel.: (16) 3603-7300 | Site: ribeiraopreto.sesisp.org.br
Na rede: Instagram - @sesirpreto | Facebook - @sesiribeiraopreto.

Terra Terreno Território na rede:
Instagram - @terraterrenoterritório | Facebook - @Terra-terreno-território-408261089792472

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Exposição - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br 

Assessoria de Comunicação - Sesi Ribeirão Preto
Júlia Costa
(16) 99251-1152 | julia.costa@sesisp.org.br


segunda-feira, 11 de março de 2024

Luarada Brasileira lança EP no Parque Celso Daniel, Estação Pinheiros, Forró na House e Bar do Baixo

O grupo Luarada Brasileira - formado por Cicinho Silva (sanfona), Ivan Rodrigo (zabumba), Clebinho Santos (voz e triângulo) e Antonio Batista (guitarra, recém integrado ao grupo) - lança o EP Três É Demais, disponível nas plataformas de música .

Em março, os shows de lançamento correm Parque Celso Daniel (16/3, às 16h30), em Santo André; no Estação Pinheiros (14/03, às 20h30) e Bar do Baixo (24/3, às 17h), em Pinheiros, e no Forró na House (19/03, às 19h), na zona norte da capital, entre outros.

O disco marca a estreia fonográfica do grupo que reúne músicos de carreira consolidada na música brasileira para mostrar um trabalho que prima pelos arranjos e pela originalidade ao apresentar o forró e suas vertentes como ritmos universais, transitando do tradicional pé de serra ao contemporâneo.

Formado por quatro faixas inéditas que versam sobre o amor, compostas sob encomenda para o Luarada Brasileira, o disco traz participação especial de Santanna, O Cantador, artista cearense radicado em Pernambuco, considerado uma ‘lenda do forró nacional’. Santanna empresta sua voz à canção “Longe ou Perto de Mim” (Vinícius Valadão e Leo Braga), dividindo a interpretação com Clebinho Santos. O arranjo desse forró romântico, que originalmente era uma vaquejada, foi se definindo sem pressa nos experimentos do trio: “podemos dizer que foi o arranjo que encontrou o trio”, brinca Clebinho.

A segunda faixa, Três É Demais (Edimar Peixinho), é um xote de sonoridade contemporânea. Com rica harmonia e divisão rítmica pouco usual no estilo tradicional, a composição veste-se de originalidade. A sanfona de Cicinho desenha frases melódicas com cordas duplicadas, garantindo uma expressão, no mínimo, diferente. Seguindo, “Todo Dia Ter Um Bis” (Marcos Giva) vem com ritmo mais marcado que reporta à raiz nordestina. Numa pegada descontraída, o arranjo nos imerge na envolvente cadência do xote romântico tradicional. Fechando o EP, “Coração Angustiado” (Elton Moraes e Érick Carvalho) é um baião carregado de romantismo. A letra tem uma poesia que dialoga com as demais. A canção amarra o roteiro, envolvida pela sonoridade da sanfona, expressão primeira desse ritmo.

Além de Cicinho Silva na produção musical, arranjos e sanfona, de Clebinho Santos nos vocais, de Ivan Rodrigo na zabumba e no coro e de Antonio Batista na guitarra e no contrabaixo (este somente na quarta faixa - “Coração Angustiado”), o EP Três É Demais tem participação dos músicos: Rodolfo Willame no triângulo e na percussão, Rick Bass no contrabaixo e Digo Ferreira na guitarra.

Os arranjos, assinados por de Cicinho, foram construídos organicamente com participação Clebinho e Ivan. “As músicas foram compostas para o grupo interpretar. Era importante que tivessem a ‘nossa cara”, que tivessem a identidade do Luarada Brasileira”, comenta o sanfoneiro. Clebinho explica que os arranjos foram sendo lapidados: “fomos experimentando as possibilidades para encontrar a identidade do grupo”. E Ivan Rodrigo finaliza: “As músicas lindas, e isto já nos estimula a tocar e cantar com prazer e alegria, e expressar nossa arte no forró brasileiro”.

Luarada Brasileira - Luarada Brasileira é formado por Cicinho Silva, Clebinho Santos, Ivan Rodrigo e Antonio Batista. Antes de formalizar a parceria e fundar o grupo, em 2022, os músicos já se apresentavam juntos em espaços culturais, casas de shows e eventos. A trajetória do Luarada, apesar de recente, já soma mais de 60 apresentações, além do lançamento do primeiro EP Três É Demais (2024), que chega para consolidar o trabalho. O grupo foi batizado de Luarada Brasileira pelo poeta cordelista Cacá Lopes como uma homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga, que recebeu o apelido carinhoso de Mestre Lua; também é uma referência a um dos clássicos da música brasileira, a toada “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, que o próprio Gonzagão regravou, em 1981. O forró e suas vertentes, a música nordestina, está presente em cada um dos componentes do grupo. Todos têm raízes familiares nordestinas fortalecidas com forró pé de serra. “O forró acolhe as novas tendências musicais, reinventa-se fortalecendo a cultura popular que continua existindo e resistindo. O forró é nosso Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reconhecido pelo IPHAN, em 2021”, comenta o sanfoneiro Cicinho Silva.

FICHA TÉCNICA | EP: Três É Demais. Grupo: Luarada Brasileira. Componentes: Cicinho Silva, Ivan Rodrigo, Clebinho Santos e Antonio Batista. Produção musical e arranjos: Cicinho Silva. Voz: Clebinho Santos. Zabumba e coro: Ivan Rodrigo. Sanfonas: Cicinho Silva. Guitarra e contrabaixo: Antonio Batista (Coração Angustiado). Triângulo e percussão geral: Rodolfo Willame. Contrabaixo: Rick Bass. Guitarra: Digo Ferreira. Participação especial: Santanna, O Cantador (Longe ou Perto de Mim). Estúdio de gravação, mixagem e masterização: Rodolfo Willame. Produção artística: Elielma Carvalho. Foto/Capa: Renan Kaldiris. Arte/Capa: Sakura Design. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Distribuição: ONErpm. Data: 03/2024.

Agenda de shows
Grupo: Luarada Brasileira 

14 de março - Quinta, às 20h30
Local: Estação Pinheiros
Rua Capri, 42 - Pinheiros. SP/SP.
Ingressos: R$ 10,00 (antecipado pelo Instagram) e R$ 20,00 (na porta)
Venda online: estacaopinheiros.com.br. Na rede: @estacaopinheiros
Tel: (11) 94923-7592. Vallet na porta. Estacionamento ao lado. 

16 de março – Sábado, às 16h30
Local: Parque Prefeito Celso Daniel - Forró Pé de Calçada
Av. Dom Pedro II, 940 – Jardim. Santo André/SP.
Ingresso: Gratuito. Acessibilidade: Sim. Capacidade: 500 pessoas.
Estacionamento: Gratuito. Classificação: livre.

19 de março - Terça, às 19h
Local: Forró na House
Avenida Luiz Dumont Villares, 794 - Jardim São Paulo. SP/SP.

Ingressos: R$ 20,00. VIP até às 20h. Vendas online: www.sympla.com.br
Tel.: (11) 97633-0783. Na rede: @forronahouse
Capacidade: 450 pessoas. Acessibilidade: Sim.

24 de março - Domingo, às 17h
Local: Bar do Baixo
Rua Girassol, 67 - Pinheiros. São Paulo/SP.
Ingressos: Gratuitos.
Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não.

Contatos: (11) 95152-3132 e luaradabrasileira@gmail.com
Instagram: @luaradabrasileira | @clebinho_santossp | @ivanzabumbeiro | @cicinhosilva_ | @batista.oliveirajr
Facebook - Luarada Forró | Youtube: Luarada Brasileira | Spotify: Luarada Brasileira

 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA
VERBENA Assessoria | Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 8 de março de 2024

Filó Machado apresenta o show 60 Anos de Música no Teatro Guarany em Santos

No dia 23 de março, sábado, o Teatro Guarany, em Santos, SP, recebe o show Filó Machado 60 Anos de Música, às 20h, com ingressos gratuitos. No palco, Filó (voz e violão) apresenta-se acompanhado por Felipe Machado (violão e voz) e Fábio Leandro (piano/teclados). O show dá continuidade às comemorações dos 60 anos de carreira do multi-instrumentista, iniciadas em 2021.

Filó Machado, 73 anos, é reconhecido não só pelo virtuosismo como multi-instrumentista ou pela originalidade e criatividade nas composições; sua interpretação encanta pelo timbre personalíssimo e pela força de seu canto. O roteiro ilustra sua rica e longa trajetória de parcerias em paralelo à sua busca pela originalidade: acordes inspirados no que aprisiona e na liberdade despretensiosa, usando as linhas melódicas como elementos de ligação entre as perspectivas e as influências recebidas. Filó Machado 60 Anos de Música é uma viagem que promete emocionar o público pelos acordes, pelas melodias e pelas canções.

No programa do show estão músicas autorais compostas ao longo da carreira, incluindo parcerias como a com Judith de Souza (“Retrato Antigo”) e as composições próprias “Vadeco”, “Plano de Voo”, “Wal”, “Momento Exato” e “Tarde de Novembro”.

 

O show Filó Machado 60 Anos de Música passará por seis cidades paulistas, incluindo a capital. O projeto, idealizado pela Belic Art.Cultura, foi contemplado pelo ProAC - Programa de Ação Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, no Edital 17-2023 Música Popular / Circulação de Espetáculo.

Filó Machado | www.filomachado.com 

 

Filo Machado, que começou a tocar aos 10 anos, é cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor. Com mais de 60 anos de carreira, 14 discos gravados, um Prêmio Profissionais da Música – Categoria Autor e uma indicação ao Grammy Latin Jazz, é considerado um "mestre da música". Entre discos e palcos, realizou trabalhos com nomes como: Michel Legrand, Jon Hendricks, Dory Caymmi, Gal Costa, João Donato, Raul de Souza, Arismar do Espírito Santo, Leny Andrade, Os Cariocas, Tetsuo Sakurai, Hermeto Paschoal, Andreas Oberg, John Patitucci, Djavan, Jorge Vercillo, Rosa Passos, SWR Big Band Stuttgard e Warvey Waynapel, entre outros.

 

Apresentou-se em teatros e festivais: Teatre de Bercy (Paris), Carnegie Hall (New York), Massey Hall (Toronto), Java Jazz Festival (Jackarta), Teatre Flagey (Bruxelles), Teatro Nacional Sucre (Quito), Teatro de Kiev (Kiev), D'izzys Club Coca-Cola (New York), The Triple Door (Seattle), Pescara Jazz (Ilhas Canárias), Barquisimeto Jazz (Venezuela), Brazilian Day in Stolcom e, no Brasil, Festival Sp Choro in Jazz, Lençois Jazz & Blues, POA Jazz Festival, Santos Jazz, Natal Fest Bossa & Jazz.

 

No ano de 2011, ministrou masterclass na Berklee College of Music, em Boston/EUA. Em 2015, participou do programa Ensaio com Fernando Faro. Em 2017, recebeu o prêmio de melhor autor/compositor pelo PPM; realizou turnê e workshop pela Ucrânia, Bielorrúsia, Inglaterra e França; participou do Toronto Jazz Festival, além de fazer shows e workshop em Montreal. Também participou do primeiro Fundinho Jazz Festival em Uberlândia, MG, e foi jurado do FENAE, na cidade de Curitiba. Em 2018, participou do Festival Jazz & Blues de Guaramiranga, realizou turnê com seu neto Felipe Machado, seu irmão Celso Machado e o baterista canadense Alan Hetherington pelo Canadá (Toronto, Vancouver, Sydney e Montreal), participou do Toronto Jazz Festival e realizou o show Gerações com seu filho, o baterista Sergio Machado, e o neto Felipe ao lado de Arismar do Espírito Santo e Thiago Espírito Santo, no Sesc Belenzinho, e participou do Curitiba Jazz Festival, no Paraná.

 

Em 2019, participou do Brasil Music Summit (SP, Brasil) e do HUA HIN Jazz Festival (Tailândia), do Brazilian Day (Estocolmo/Suécia), e do Choro Jazz 10 Anos (Jericoacoara). Em 2020, Filó Machado realizou um show online em comemoração aos 40 anos do Teatro Sergio Cardoso, além de outros virtuais com seus músicos em formações diversas: Brooklinfest pela AEMB, Dia da Consciência Negra pela Vila Itororó, Dia do Samba pela Casa de Cultura Hip Hop Sul, Dia da Bossa Nova pelo Clube da Bossa de Brasília e outros.

Em 2021, comemorou 70 anos de vida e 60 de carreira com shows virtuais; lançou o Filó Machado 60/70 Songbook para ser baixado gratuitamente; dirigiu show do neto Felipe Machado; participou do Festival SP Choro in Jazz, do qual também foi diretor musical, e apresentou-se em unidades do SESI São Paulo, entre outras atividades. Em 2023, apresentou-se no Sesc Rio Preto, no Sesc Pompeia e no Teatro B32, como convidado da Orquestra Brasil Jazz Sinfônica, e realizou a Eurotour, que passou por países como Lituânia, Alemanha, Espanha, Itália, Portugal e França. Em 2024, prepara o lançamento de dois novos álbuns e, em razão de ter sido selecionado pelo Prêmio Ibermusic, fará uma circulação do espetáculo atual por Portugal.

 

Serviço


Show:
Filó Machado 60 Anos de Música
Data: 23 de março – Sábado, às 20h
Duração: 60 minutos. Classificação: Livre.
Ingressos: Grátis. Bilheteria: 1h antes da apresentação.

Local:
Teatro Guarany

Pr. dos Andradas, 100 – Centro. Santos/SP.

Telefone: (13) 3219-3828. Capacidade: 270 lugares.
Estacionamento nas proximidades. Possui acesso para PCD. 

Filó Machado nas redes - @filomachadomusico.

 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Grupo 59 apresenta Um Dia, Um Rio, premiado espetáculo sobre desastre ambiental na Bacia do Rio Doce, no Sesc Consolação

A montagem foi agraciada com o Prêmio APCA de Melhor Adaptação (Bruno Gavranic e Grupo 59) e indicada em três categorias ao Troféu Caneca / Pecinha É a Vovozinha - Direção (Fabiano Lodi), Trilha Sonora (Felipe Gomes Moreira e Thomas Huszar) e Figurino (Kléber Montanheiro).

Foto de Pri Fiotti

Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=kD7MeqKqXeY 

O premiado espetáculo infantojuvenil Um Dia, Um Rio, montagem do Grupo 59 de Teatro, chega ao palco do Teatro Anchieta, no Sesc Consolação. A temporada acontece entre os dias 16 de março e 11 de maio de 2024, sempre aos sábados, às 11h.

Dirigida por Fabiano Lodi, a montagem cênico-musical é uma criação coletiva inspirada no livro homônimo de Leo Cunha e André Neves (ilustrações), que aborda com lirismo e contundência o desastre ambiental que destruiu a Bacia do Rio Doce (MG), em 2015. Bruno Gavranic assina a dramaturgia junto com o Grupo 59, e Felipe Gomes Moreira e Thomas Huszar são responsáveis pela direção musical.

A montagem é resultado de um processo continuado de pesquisa do Grupo 59 de Teatro (O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá e Histórias de Alexandre) sobre a transposição da literatura para o palco, na fricção entre literatura e teatro, e a musicalidade na cena, em interlocução com o público infantojuvenil.

Conduzido essencialmente pela música, Um Dia, Um Rio narra a vida de um rio, desde o seu nascimento como um riacho até a exuberância de suas águas que desenham lindas paisagens. Ao longo do percurso, o rio encontra um grande desafio para preservar suas águas, as formas de vida que abriga e as que surgem ao redor. O enredo traz um lamento, um grito de socorro tardio de um rio indefeso que não tem como reagir ao ser invadido pela lama da mineração.

No livro, um lamento sensível e profundo de um rio indefeso que é completamente destruído ao ser invadido pela lama da mineração. Esse rio - que personifica e simboliza o grito de socorro do meio ambiente, vitimado por inúmeras ações predatórias e pela nossa falta de cuidados ambientais - sonha em ser rio outra vez, um dia. Na montagem, um poema cênico contundente, conduzido pela música.

A variedade de ritmos da cultura musical brasileira e o canto coral, acompanhado de instrumentos de percussão tocados ao vivo pelo próprio elenco, marcam a experiência sonora do espetáculo, retomando a marca do Grupo 59 de “contar cantando” e “cantar contando”. As canções foram criadas pelo elenco junto aos diretores musicais, a partir de trechos do livro, além de algumas citações ao cancioneiro das festas populares brasileiras. “O canto traz o fluxo para a condução da história, traz a narrativa com consciência pelo entendimento das palavras”, comenta Felipe Gomes Moreira. Ele explica que “a trilha sonora é inspirada em temas de congada, toadas de boi, cantos de canoeiros e de trabalho na beira do rio, religiosidade e por lamentos, como uma forma de louvação pela vida que o rio carrega”.

Segundo o diretor Fabiano Lodi, “a dramaturgia musical e corporal encontra no espírito brincante dos ritmos brasileiros a leveza para tratar a contundência do tema e pensar caminhos para um mundo diferente. Os atores brincam em cena como o rio brinca com suas águas, com a terra, com as montanhas”. A oralidade proposta pelo Grupo 59 coloca os cinco atores em cena todo o tempo. Todos interpretam a personagem Rio, que tem voz própria, que brinca de interpretar outros papeis do contexto ao seu redor (canoeiro, margem e outros).

O espaço cênico é inspirado no movimento de folhear o livro e se surpreender, a cada página, com uma ilustração diferente que ajuda a contar uma parte da história. O cenário, com formas angulares em madeira, se reconfigura como uma brincadeira que remete ao impacto das ilustrações do livro. Em contraponto, os atores usam figurinos leves e sinuosos, combinando espaços, sensações e estados de espírito no jogo cênico.

Em O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (2009), o Grupo 59 de Teatro mergulhou no universo da fábula de Jorge Amado, em Histórias de Alexandre (2017) na prosa de Graciliano Ramos e agora, com Um Dia, Um Rio, aventura-se nos caminhos da poesia contemporânea para a infância e juventude, da palavra-poema em potência de encantamento que toca os sentidos. 

A investigação da linguagem poética na cena, à luz de uma temática tão urgente e delicada como a preservação ambiental, convida as crianças a construírem um vínculo afetivo com a história narrada pelo personagem Rio e a percorrerem as águas da imaginação em reflexões muito importantes: Quantos outros rios também sofrem assim? Será que somente os peixes são afetados pelas águas poluídas? E como fica a população ribeirinha e a vida nas cidades? Como podemos proteger os nossos rios e o meio ambiente?

FICHA TÉCNICA
Uma criação do Grupo 59 de Teatro inspirada na obra de Leo Cunha e André Neves.
Direção: Fabiano Lodi.
Dramaturgia: Bruno Gavranic e Grupo 59 de Teatro.
Elenco: Carol Faria, Fernando Vicente, Gabriel Bodstein, Nathália Ernesto e Jane Fernandes.
Elenco alternante: Gabriela Cerqueira e Thomas Huszar.
Direção musical: Felipe Gomes Moreira e Thomas Huszar.
Cenário e figurinos: Kleber Montanheiro.
Assistência em cenário e figurinos: Marcos Valadão.
Desenho de luz: Gabriele Souza.
Operação de luz: Sylvie Laila.
Técnico de som: Nicholas Rabinovitch.
Pensamento corporal: Fernando Vicente.
Ilustrações: André Neves.
Fotos: Pri Fiotti.
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.
Produção executiva: Gabriela Cerqueira.
Coordenação de produção: Gabriel Bodstein.
Idealização de projeto: Carol Faria e Fabiano Lodi.
Produtora associada: Leneus Produtora de Arte.
Idealização e produção: 59 Produções Artísticas e Culturais.

SINOPSE - Espetáculo cênico musical que narra a vida de um rio, desde seu nascimento como um riacho à exuberância de suas águas que desenham lindas paisagens. Ao longo de seu percurso, encontra um grande desafio para preservar suas águas, as formas de vida que abriga e as que surgem ao redor. A peça é inspirada no livro de mesmo nome, de Leo Cunha e André Neves, e apresenta um lamento, um grito de socorro tardio de um rio indefeso que não tem como reagir à lama da mineração que destrói suas águas. Com lirismo e contundência aborda o desastre ambiental que destruiu a Bacia do Rio Doce, em 2015.

Sobre o Grupo 59 de Teatro

O Grupo 59 de Teatro é o encontro de 12 atrizes e atores formados pela Escola de Arte Dramática (EAD/ECA/USP). Desde a fundação, em março de 2011, realizou mais de 400 apresentações, com um público estimado em mais de 70 mil espectadores. Recebeu o Prêmio APCA, Prêmio São Paulo de Teatro para Infância e Juventude e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro. No repertório: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá e Histórias de Alexandre, ambas dirigidas por Cristiane Paoli Quito; A Última História, dirigida por Tiche Vianna; Mockinpó - Estudo sobre um homem comum, dirigida por Claudia Schapira; Terra à Vista e Um Dia, Um Rio, dirigidas por Fabiano Lodi.

Sobre Fabiano Lodi
– Diretor

Fabiano Lodi é diretor teatral. Mestre em Teatro pela UNESP e graduado em Artes Cênicas pela UDESC. Participou de diversas atividades de formação internacional, com destaque para o programa de aprimoramento técnico do Método Suzuki, no Japão, e de Viewpoints e Composição, em Nova York. Vem realizando diferentes projetos artísticos e formativos pela Leneus Produtora de Arte, que fundou em 2010, em São Paulo. Seus trabalhos recentes incluem: Rádio Cassandra (2022); C4V4L0 D3 TR014 (2021); Mercado Branco (2019) e Os Guardas do Taj (2018). Atualmente, é artista docente no curso técnico de Direção da SP Escola de Teatro, professor no curso de Pós-Graduação em Educação do IBFE-SP (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores) e coordenador artístico dos projetos Jovem em Cena e Treinos Públicos.

Serviço

Espetáculo: UM DIA, UM RIO
Com Grupo 59 de Teatro
Temporada: 16 de março a 11 de maio de 2024. Sábados, às 11h

Duração: 50 min. Classificação: Livre (indicado para crianças a partir de 4 anos).
Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia) e R$ 10,00 (credencial plena). Crianças até 12 anos não pagam ingresso (retirar na bilheteria).
Vendas online a partir das 17h do dia 5/3 - https://centralrelacionamento.sescsp.org.br e app Credencial Sesc SP. Vendas nas bilheterias das unidades, a partir das 17h do dia 6/3.

Teatro Anchieta - Sesc Consolação

Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque. São Paulo/SP.

Tel.: (11) 3234-3000 - Capacidade: 280 lugares. Acessibilidade: Sim.

Na rede: @sescconsolacao – Site: www.sescsp.org.br/consolacao 

 

 

Informações à imprensa

Assessoria de Imprensa | Espetáculo:
VERBENA Assessoria | Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

Assessoria de imprensa | Sesc Consolação:
 
Andréa Oliveira
Tel.: (11) 3234-3061 - imprensa.consolacao@sescsp.org.br

Terreiros Nômades leva arte, história e saberes das culturas africanas, afrodiaspóricas e originárias a escolas municipais

Terreiros Nômades - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena é um projeto desenvolvido pela N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas.


Nos dias 05 e 12 de março, terças-feiras, a N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas realiza sua Chegança em duas escolas municipais da Zona Sul de São Paulo: respectivamente, na EMEF Ana Maria Alves Benetti (às 11h e às 13h30) e na EMEI Cruz e Souza (às 10h e às 14h30).

Esta atividade integra as ações do projeto TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, dando início a uma série de atividades que envolvem os alunos, as escolas e a comunidade.

Contemplado na 41ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, Terreiros Nômades visa valorizar as culturas africanas, afrodiaspóricas e originárias colaborando para a aplicação efetiva, por meio da linguagem artística pedagógica, das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e de culturas afro-brasileira e indígena nas grades curriculares do ensino fundamental e médio. Essas duas escolas foram contempladas no projeto por serem instituições onde essas leis são aplicadas, levando a educação antirracista para além do material didático.

A Chegança pode ser entendida como um “assentamento” no “terreiro” das escolas, contendo os itens materiais, éticos, estéticos, políticos, filosóficos e estruturais para envolver os alunos e todos os membros da escola nesse cortejo, nessa macamba (o bando) que traz a mandinga (o remédio) para a contra-colonização dos corpos. Trata-se de um momento poético, um instante encantatório, onde sons (incluindo a presença de um DJ), cores, sabores e aromas se harmonizam, aguçam os sentidos para evidenciar a representatividade negra e indígena.

Ao longo de 2024, o projeto TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena reúne várias atividades e estudos nas duas escolas. Trata-se das ações da coletiva N’kinpa em parceria com coletivos do entorno, vivências com mestres da cultura afrodiaspóricas, palestras e bate-papos com pensadores da cultura negra e indígena, encontros com pais, alunos e comunidade, programas de Podcast (A Cor da Nossa Cultura em Encontros e Redes) e criação de um espetáculo de teatro performático, concebido a partir de todo esse percurso, cuja estreia está prevista para novembro. Os temas abordados não serão restritos aos dias em que ocorrem as atividades. Nas semanas seguintes às ações, as escolas irão abordá-los e estudá-los junto aos alunos, expandindo as possibilidades de entendimento.

Segundo Joice Jane Teixeira, idealizadora e proponente do projeto Terreiros Nômades e coordenadora da coletiva N’kinpa, “a escolha da EMEF Ana Maria Alves Benetti e da EMEI Cruz e Sousa, além de serem escolas cujos projetos políticos-pedagógicos se pautam na implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, deve-se ao fato de estarem localizadas no bairro do Jabaquara, na região sul da cidade, um dos territórios de grande relevância histórica para o povo negro”. E completa: “buscamos com estas ações, conteúdos e vivências estabelecer, além de um diálogo com crianças, jovens e adultos alargando o acesso às artes, devolver o que lhes foi negado, ou seja, as histórias e os saberes de povos que por conta do racismo estrutural histórico foram e ainda são invisibilizados. Acreditamos que a partir disso ampliaremos as reflexões políticas, culturais e sociais/econômicas, além de fomentar e formar um público ativo na luta pelos os direitos, propositivo e participativo da vida de sua comunidade”.

Joice ainda declara: “Terreiros Nômades busca formas e meios de erradicar as violências e os genocídios cometidos aos corpos racializados. Quer bulir sobre o nosso propósito no fazer artístico e cultural, na educação, expondo as dores e os cacos, mas também as dádivas, as estratégias e rotas que nos fizeram permanecer. Não há como não trazer a ética Ubuntu, a ética da matrilinearidade, as práticas e estratégias organizacionais dos diversos terreiros, pois os saberes africanos, por inúmeros processos de cognição, asserção e metamorfose, criaram e performaram as suas presenças nas Américas”.

Durante a realização do projeto, a programação traz participação de representantes expressivos das culturas afrodiaspóricas, como Salloma Salomão e Deivison Faustino, além de mestres e mestras dos povos originários e coletivos do entorno, como Ilê Aláfia, entre vários outros. Esses encontros visam fortalecer um dos objetivos deste projeto de ocupação do espaço escolar como espaço cultural, político, artístico. O Podcast - A Cor da Nossa Cultura em Encontros e Redes (18 episódios) abordará relações étnicos-raciais, negritude, branquitude, territorialidade, colonialidade e outros, com convidados e membros da N’kinpa.

Terreiros Nômades traz os pontos riscados das filosofias do povo negro, tão apagada, usurpada e violentada na colonialidade. “Evidencia nossa própria memória como um elemento recuperador e mantenedor de quem somos, de onde viemos e onde queremos chegar. É preciso retirar os corpos negros das ilusões e falácias de pertencer a um sistema racista colonial que nunca nos quis e nunca nos viu como seres humanos”, finaliza Joice Jane Teixeira.

N’KINPA -  Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

Serviço

TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga
Atividade: Chegança
Com: N’KINPA – Núcleo de Culturas Negras e Periféricas
Evento restrito às escolas. 

05 de março – Terça
Horários: Manhã - às 11h / Tarde - às 13h30
Local: EMEF Ana Maria Benetti
Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre. São Paulo/SP.

12 de março – Terça
Horários: Manhã - às 10h / Tarde - às 14h30
Local: EMEI Cruz e Souza
Rua Henrique da Costa, 348 - Jardim Itacolomi. São Paulo/SP. 

Próximas ações / Março

Encontro/vivência: Capoeira Angola e Ancestralidade - com Mestre Peroba
Horários: 9h30 às 11h30 / 13h30 às 15h30
19/03 (terça) - EMEF Ana Maria Benetti
26/03 (terça) - EMEI Cruz e Souza

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 -
verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Luarada Brasileira lança primeiro EP com participação especial de Santanna, O Cantador


O grupo Luarada Brasileira - formado por Cicinho Silva (sanfona), Ivan Rodrigo (zabumba), Clebinho Santos (voz e triângulo) e Antonio Batista (guitarra), este recém integrado ao grupo - lança o EP Três É Demais, disponível nas plataformas de música no dia 1º de março de 2024.

Em março, os shows de lançamento correm no Industrial Pub (09/03, às 21h30), em Campinas, SP, no Estação Pinheiros (14/03, às 20h30), na zona oeste, e no Forró na House (19/03, às 19h), na zona norte da capital, entre outros.

O disco marca a estreia fonográfica do grupo que reúne músicos de carreira consolidada na música brasileira para mostrar um trabalho que prima pelos arranjos e pela originalidade ao apresentar o forró e suas vertentes como ritmos universais, transitando do tradicional pé de serra ao contemporâneo.

Formado por quatro faixas inéditas que versam sobre o amor, compostas sob encomenda para o Luarada Brasileira, o disco traz participação especial de Santanna, O Cantador, artista cearense radicado em Pernambuco, considerado uma ‘lenda do forró nacional’. Santanna empresta sua voz à canção “Longe ou Perto de Mim” (Vinícius Valadão e Leo Braga), dividindo a interpretação com Clebinho Santos. O arranjo desse forró romântico, que originalmente era uma vaquejada, foi se definindo sem pressa nos experimentos do trio: “podemos dizer que foi o arranjo que encontrou o trio”, brinca Clebinho.

A segunda faixa, Três É Demais (Edimar Peixinho), é um xote de sonoridade contemporânea. Com rica harmonia e divisão rítmica pouco usual no estilo tradicional, a composição veste-se de originalidade. A sanfona de Cicinho desenha frases melódicas com cordas duplicadas, garantindo uma expressão, no mínimo, diferente. A letra diz: (...) Te abraço / E sei que um é pouco Te dou "xêro" / Porque dois é bom / Depois a gente vê o que a gente faz / Já que três é demais”.

Seguindo, “Todo Dia Ter Um Bis” (Marcos Giva) vem com ritmo mais marcado que reporta à raiz nordestina. Na primeira estrofe: Se você fosse flor / Eu te beijaria com mil beijos de amor / Seria a raiz pra felicidade / Todo dia ter um bis (...). Numa pegada descontraída, o arranjo nos imerge na envolvente cadência do xote romântico tradicional.

Fechando o EP, “Coração Angustiado” (Elton Moraes e Érick Carvalho) é um baião carregado de romantismo. Debaixo desses olhos tristes / Ainda tem amor / Nesta vida de decepções / Ainda busco a felicidade (...) / Neste pobre coração Angustiado / Sem felicidade. A letra tem uma poesia que dialoga com as demais. A canção amarra o roteiro, envolvida pela sonoridade da sanfona, expressão primeira desse ritmo.

Além de Cicinho Silva na produção musical, arranjos e sanfona, de Clebinho Santos nos vocais, de Ivan Rodrigo na zabumba e no coro e de Antonio Batista na guitarra e no contrabaixo (este somente na quarta faixa - “Coração Angustiado”), o EP Três É Demais tem participação dos músicos: Rodolfo Willame no triângulo e na percussão, Rick Bass no contrabaixo e Digo Ferreira na guitarra.

Os arranjos, assinados por de Cicinho, foram construídos organicamente com participação Clebinho e Ivan. “As músicas foram compostas para o grupo interpretar. Era importante que tivessem a ‘nossa cara”, que tivessem a identidade do Luarada Brasileira”, comenta o sanfoneiro. Clebinho explica que os arranjos foram sendo lapidados: “fomos experimentando as possibilidades para encontrar a identidade do grupo”. E Ivan Rodrigo finaliza: “As músicas lindas, e isto já nos estimula a tocar e cantar com prazer e alegria, e expressar nossa arte no forró brasileiro”.

Luarada Brasileira

Luarada Brasileira é formado, originalmente, por Cicinho Silva, Clebinho Santos e Ivan Rodrigo. Recentemente, o guitarrista e violonista Antonio Batista passou a integrar o grupo, participando da gravação de apenas uma das faixas do EP Três É Demais (2024). Antes de formalizar a parceria e fundar o grupo, em 2022, os músicos já se apresentavam juntos em espaços culturais, casas de shows e eventos. A trajetória do Luarada, apesar de recente, já soma mais de 60 apresentações, além do lançamento do primeiro EP, que chega para consolidar o trabalho. O grupo foi batizado de Luarada Brasileira pelo poeta cordelista Cacá Lopes como uma homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga, que recebeu o apelido carinhoso de Mestre Lua; também é uma referência a um dos clássicos da música brasileira, a toada “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, que o próprio Gonzagão regravou, em 1981. O forró e suas vertentes, a música nordestina, está presente em cada um dos componentes do grupo. Todos têm raízes familiares nordestinas fortalecidas com forró pé de serra. “O forró acolhe as novas tendências musicais, reinventa-se fortalecendo a cultura popular que continua existindo e resistindo. O forró é nosso Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reconhecido pelo IPHAN, em 2021”, comenta o sanfoneiro Cicinho Silva.

Serviço

Lançamento | EP: Três É Demais
Grupo: Luarada Brasileira
Componentes: Cicinho Silva, Ivan Rodrigo, Clebinho Santos e Antonio Batista.
Data: 1º de março de 2024
Em todas as plataformas de música. Independente. Distribuição: ONErpm. 

FICHA TÉCNICA - Produção musical e arranjos: Cicinho Silva. Voz: Clebinho Santos. Zabumba e coro: Ivan Rodrigo. Sanfonas: Cicinho Silva. Guitarra e contrabaixo: Antonio Batista (Coração Angustiado). Triângulo e percussão geral: Rodolfo Willame. Contrabaixo: Rick Bass. Guitarra: Digo Ferreira. Participação especial: Santanna, O Cantador (Longe ou Perto de Mim). Estúdio de gravação, mixagem e masterização: Rodolfo Willame. Produção artística: Elielma Carvalho. Foto/Capa: Renan Kaldiris. Arte/Capa: Sakura Design. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.

1 - Longe ou Perto de Mim (Vinícius Valadão e Leo Braga)
2 - Três É Demais (Edimar Peixinho)
3 - Todo Dia Ter Um Bis (Marcos Giva)
4 - Coração Angustiado (Elton Moraes e Érick Carvalho) 

Material / imprensa: FOTOS em alta, letras e faixas em MP3 - acesse o link!

Agenda de shows

09 de março - Sábado, às 2130
Local: Industrial Pub - Evento: Forró Pé de Serra
Rua Dr. Sales de Oliveira, 1163 - Vila industrial. Campinas/SP.
Ingressos: R$ 10,00 (1º lote). Abertura da Casa 19h.
Informações: (19) 996377383. FB: @stefannybarretooficial / IG: @industrial19.pub.
Acessibilidade: Sim.  Banheiro adaptado: Não. Capacidade: 250 pessoas. 

14 de março - Quinta, às 20h30
Local: Estação Pinheiros
Rua Capri, 42 - Pinheiros. SP/SP.
Ingressos: R$ 10,00 (antecipado pelo Instagram) e R$ 20,00 (na porta)
Venda online: estacaopinheiros.com.br. Na rede: @estacaopinheiros
Tel: (11) 94923-7592. Vallet na porta. Estacionamento ao lado. Capacidade: 300 pessoas.
Acessibilidade: parcial, no térreo. A casa abre às 18h.

19 de março - Terça, às 19h
Local: Forró na House
Avenida Luiz Dumont Villares, 794 - Jardim São Paulo. SP/SP.
Ingressos: R$ 20,00. VIP até às 20h. Vendas online: www.sympla.com.br
Tel.: (11) 97633-0783. Na rede: @forronahouse
Capacidade: 450 pessoas. Acessibilidade: Sim. 

Contatos: Luarada Brasileira - (11) 95152-3132 e luaradabrasileira@gmail.com
Instagram: @luaradabrasileira
@clebinho_santossp | @ivanzabumbeiro | @cicinhosilva_ | @batista.oliveirajr
Facebook - Luarada Forró | Youtube: Luarada Brasileira | Spotify: Luarada Brasileira 

 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA
VERBENA Assessoria | Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br