sexta-feira, 7 de junho de 2024

A Quebrada É Boa: Monarckas realiza evento que fomenta arte e lazer a partir da cultura hip-hop

Evento gera grande mobilização na Zona Leste com DJ’s, MC’s, dançarinos(as) e grafiteiros sob comando do grupo Monarckas - Ronne Cruz, Dablyo e léo.malik. Oficinas de breaking, grafite, MC e DJ são abertas à comunidade.

Monarckas - DJ Dablyo, Ronne Cruz, léo.malik (foto de Mateus Silva)
O grupo Monarckas - atuante em Sapopemba, Zona Leste paulistana, há 20 anos - realiza A Quebrada É Boa, no dia 14 de junho, sexta-feira, com atividades que contemplam os quatro elementos do Hip-Hop - MC’s, DJ’s, Breaking e Grafite. A terceira edição do ano acontece na Quadra Moleque Travesso (Rua Raia, 94 - Jd. Planalto), a partir das 19h. O acesso é gratuito: um convite aberto à toda a comunidade.

Além da apresentação dos integrantes do Monarckas, Ronne Cruz, léo.malik e DJ Dablyo, os artistas convidados são: Doctor MC’s, pioneiros do hip-hop brasileiro com mais de 30 anos de estrada; Back Spin Crew, um dos grupos precursores do breaking no Brasil; e o renomado artista plástico e grafiteiro Mandi Rodrigo. O público também vai desfrutar de vivências e oficinas ministradas pelos integrantes do Monarckas, por Mandi Rodrigo e por componentes do Back Spin Crew. Todos os envolvidos na programação são artistas atuantes na Zona Leste.

Movimento que alia arte e resistência, A Quebrada É Boa reúne a comunidade para celebrar a arte periférica, onde cada um contribui com a ferramenta que tem, para mostrar que coisas boas estão também na quebrada. “Queremos desmistificar a nossa região como um lugar lembrado só pela violência. As pessoas que vivem em Sapopemba, ou em qualquer outra periferia, merecem respeito, e arte e cultura, porque existe efervescência cultural e muita gente que faz do Sapopemba um lugar que vibra na arte”, declara o DJ Dablyo. O lema do Monarckas está na letra da música do grupo “Pense em Si”: “Não fique parado esperando acontecer, seja a mudança que deseja ver”. O Ronne Cruz declara: “A Quebrada é Boa traduz a mudança que desejamos ver na nossa quebrada”.

A Quebrada é Boa teve início, em 2013, quando os integrantes, todos de Sapopemba, notaram a urgência de ir além do fazer artístico, de realizar shows. “Era preciso introduzir na comunidade ações afirmativas cotidianas para ocupar a lacuna deixada pela falta de acesso aos bens culturais permanentes em nosso território. Para isso, lançamos mão da ferramenta que transformou nossas vidas: o movimento hip-hop”, comenta Ronne Cruz.

Periodicamente, o Monarckas passou a realizar shows itinerantes com vivências e oficinas de MC, DJ, grafite e breaking, além de deixar o microfone aberto para quem desejasse recitar poemas ou mostrar músicas em pontos de difícil acesso das ruas, becos e vielas do região. “O melhor resultado deste período de iniciativa foi atribuir o verbo esperançar na comunidade e ver o ‘riso da criança mais triste e carente’, como diz a letra do Racionais MC’s”, comentam. 

O objetivo do projeto é ser um elemento transformador; propiciar o desenvolvimento pessoal e comunitário, construindo pontes entre o conhecimento e o bem viver de crianças, jovens, adultos(as) e idosos(as) do Sapopemba, além de estimular a prática da cidadania e uma nova abordagem das narrativas, tirando-as do círculo vicioso da sociedade que transborda desigualdades sociais nas periferias.

“Nos meus primeiros passos no hip-hop, no início dos anos 90, aprendi através da oralidade e de vivências o poder transformador dessa cultura. Cada elemento do hip-hop respeita a individualidade. No meu caso, sempre apreciei a luta nos bastidores, e neste universo escolhi ser DJ, mal sabia eu do poder dessa função na vida das pessoas. Amo o que faço e o nosso projeto A Quebrada É Boa me dá a oportunidade de aprender e ensinar ao mesmo tempo”, declara DJ Dablyo. E o MC léo.malik completa: “Com A Quebrada é Boa eu consigo notar uma gama de saberes na territorialidade ‘minha quebrada’, que explora o melhor do seu viés artístico-cultural, onde os residentes tem muito a oferecer”.

Os próximos encontros estão previstos para os dias 23/6 (na Quadra da 70, às 15h) e 14/07 (na Praça do Botafogo, às 18h). A realização de A Quebrada é Boa pelo grupo Monarckas, em 2024, foi viabilizada pela 20ª Edição / 2023 do Programa VAI - Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

A Quebrada é Boa, pela produção Pião Produções Artísticas

“Nas ruas de Sapopemba, onde o sol acaricia o asfalto e os sonhos dançam ao vento, nasce A Quebrada é Boa, um projeto em movimento, tecido pelas mãos do grupo Monarckas. Neste palco de concreto, o Hip Hop se torna o fio condutor de uma jornada onde os quatro elementos dançam em harmonia. O microfone ecoa como um trovão, as rimas fluem como água cristalina, os passos de dança são como folhas ao vento, e os grafites são as cores que pintam os sonhos nas paredes cinzentas. A Quebrada é Boa é mais do que um evento, é um altar onde a comunidade se reúne para celebrar a vida, a arte e a resistência. Cada batida é um coração pulsante, cada verso uma história contada, cada passo uma dança de liberdade. É um convite para todos, das crianças aos mais velhos, para se juntarem e serem parte desse espetáculo de amor e união. A Quebrada é Boa seja sempre o eco dos sonhos que voam alto, das vozes que se levantam e das mãos que se unem, erguendo-se como um hino de esperança nas ruas de Sapopemba”.

Grupo Monarckas - Fundado em 2003, o nome do Monarcas foi inspirado pelo verso “Não faz mal que seja pouco, o que importa é que o avanço de hoje seja maior que os de ontem e que nossos passos de amanhã sejam mais largos que os de hoje”, do poema Brasil, Seja Monarca do Mundo, de Daisaku Ikeda. A história começou com Ronne e Dablyo, que se conheciam por grupos que integraram. Posteriormente, juntaram-se com Audiocombo, Diazz e Cello, um importante período de diversidade musical do Monarckas com lançamento de um disco, shows e programas de TV. Após esse período, os três seguiram com seus projetos, e a dupla de fundadores manteve o Monarckas relevante na cena até a chegada de léo.malik trazendo lirismo e conteúdo, resultando em muitas músicas, videoclipe e rádio com a música Lado Lost que mostrou o Monarckas para o Brasil, em 2022. O Monarckas já dividiu palco com Arnaldo Antunes, Emicida, Otto, Nação Zumbi, Criolo, Doctor MC’s, Rappin’ Hood, Rael, MC Marechal, Sampa Crew, Edi Rock e DJ Kl Jay (Racionais MC’s), SNJ e MV Bill, entre outros. Lançamentos: coletânea Singela Homenagem (2010); EP Tocadiscos e Microfones (2013); singles: A Febre (part. Doctors MC's, 2015); Leste É o Lado (2016), Lado Lost (2017), Minha Brisa (part. Bocato e Priscila, 2018), 011 Capital (2019), Minha Brisa (2022) e Sapopemba É o Lugar (2022). O grupo também desenvolve trabalho social e cultural contínuo na região do Sapopemba: palestras nas escolas públicas sobre como se tornar um valor na sociedade a partir do lugar que se encontra; oficinas de poesias gratuitas nas escolas. A particularidade de sua atuação está em aliar os elementos da música rap com criatividade e ousadia: riscos, instrumentais de peso, trechos musicais garimpados com atenção, boa vibração e temas variados fazem de sua estética uma arte singular.

Doctor MC´s - Nascidos no auge do movimento hip-hop, nas rodas de break e rap da antiga São Bento, em 1987, o Doctor MC´s é um dos maiores grupos de rap do Brasil, com 36 anos de trajetória. Vindos da Zona Leste de São Paulo, Mca, $mokey Dee e Dog Jay se juntaram para entrar na história do rap nacional. Foram várias coletâneas, com destaque para:  Vozes de Rua - I e II (1991 / 1992), o LP Para Quem Quiser Ver (1994, Kaskatas Record´s, do qual a faixa “Energia” entrou na coletânea Sampa Rap); Agora a Casa Cai (1997, Kaskatas Records, com “Tic Tac” sendo considerado pelos fãs o maior hit de todos os tempos); e Malokeragem Zona Leste (2000, BMG, com o clip “Sexta-Feira veiculado na MTV). O grupo já tocou na feira de músicaMiden, em Miami (EUA) e, recentemente, participaram da turnê Amarelo, de Emicida, entre outras.

Back Spin Crew - O grupo que nasceu praticamente na chegada da cultura hip-hop em território nacional, é atuante sem pausa, desde 1985. Em 2024, completou 39 anos de existência, já em na sua sexta geração. Entre várias características, destaque para o fato de ter um olhar para a multiplicação por meio das oficinas culturais das street dance, praticadas desde o começo dos anos 1990. A Crew sempre atuou de diversas formas dentro da cultura hip-hop, seja pelas oficinas, ministrando workshop, competindo ou fazendo palestras pelo mundo afora.

Mandi Rodrigo - Rodrigo Dutra (Mandi), 39 anos, no nasceu na Zona Leste de São Paulo capital, COHAB Teotônio Vilela, em São Mateus. Reconhecido no universo do grafite paulistano, ele vive de sua arte, há mais de 20 anos, tendo as ruas da ZL como sua escola. Participou de oficinas de grafiti como colaborador no projeto Arte para Cidadania, entre outros projetos, e pratica em telas e muros, seja de forma comercial e por hobby. Sua técnica mais usada é o spray sobre tela com técnicas de stencil e à mão livre.

Serviço

Evento: A Quebrada É Boa
Data: 14 de junho de 2024 - Sexta, às 19h
Local: Quadra Moleque Travesso
Rua Raia, 94 - Jd. Planalto (Praça Moleque Travesso). SP/SP. CEP: 03982-170.
Gratuito - evento ao ar livre. Duração: 3h. Classificação: Livre. 

MC’s residentes: Ronne Cruz, léo.malik e Freeda
DJ residente: DJ Dablyo
Atração musical convidada: Doctor Mc’s
Grafiteiro: Mandi Rodrigo
Breaking: Back Spin Crew
Oficineiros/as: Grupo Monarckas, Mandi Rodrigo e Back Spin Crew 

EQUIPE - Fotografia: Mateus Silva. Vídeos: Lucas Clarity. Arte gráfica: Mattenie. Roadie: Beto Premier. Técnico de som: Madzoo Produção artística: léo.malik e Dablyo. Produção executiva e administrativa: Pião Produções Artísticas. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Monarckas e Pião Produções Artísticas.

Próximas apresentações

23 de junho - Domingo, às 15h
Local: Quadra da 70
Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, Alt. 7000 – Próximo à estação do monotrilho Camilo Haddad (Linha Prata) - Sapopemba. São Paulo/SP. 

14 de julho - Domingo, às 18h
Local: Praça do Botafogo (Praça Noemia Campos Sica)
Rua Ana Popovici, S/N - Sapopemba. São Paulo/SP. 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Parque da Cidade, em Jacareí, recebe o infantil VerDe Perto, o Musical Ecológico


No dia 8 de junho, sábado, o musical infantil VerDe Perto, o Musical Ecológico chega a Jacareí, SP. com ingressos gratuitos. A apresentação acontece no Parque da Cidade, às 16h, com entrada gratuita e intérprete de Libras.

Verde Perto, o Musical Ecológico é um espetáculo cênico-musical com linguagem simples e poética que fala diretamente com a natureza imaginária das crianças. Com canções autorais, assinadas por Renata Pizi, o espetáculo aborda temas sobre ecologia e sustentabilidade.

Observando a priminha Júlia, que adorava desenhar, mas rasgava e jogava fora o que não lhe agradava, Renata Pizi teve a ideia de criar algo que despertasse nas crianças a consciência ambiental, que pode estar nas atitudes mais simples do cotidiano. E foi refletindo sobre a nossa relação com a natureza que ela criou, em 2016, as poesias, e depois as melodias, extraindo a musicalidade própria de cada poema.

As músicas, tocadas ao vivo, passeiam por diferentes ritmos brasileiros, como baião e maracatu, e por gêneros como rock, pop e rap, entrelaçando músicas e intervenções cênicas. Personagens, histórias e coreografias - conduzidos pela personagem Júlia - reforçam os argumentos das canções, recheadas de curiosidades sobre a natureza que ressaltam a necessidade de cuidarmos do planeta. O espetáculo trata o tema com leveza e muito bom humor, cativando os pequenos espectadores pela graça e originalidade dos poemas cantados. 

O roteiro é formado por “Pet Repet”, “Árvore”, “Lixo na Rua”, “Água”, “Tamanduá” e “Rio Tietê”, entre outras. Todas as músicas foram compostas por Renata, sendo as duas últimas em parceria com Sonekka. A cenografia e os objetos de cena aparecem em composição lúdica. Elementos como lixeiras e galões de água são vestidos com fitas coloridas sendo manipulados e ressignificados durante o espetáculo. E a concepção do figurino foi inspirada na estética clown, com cores vivas que remetendo a fauna e a flora.

VerDe Perto, o Musical Ecológico passará por seis cidades paulistas, incluindo a capital, totalizando 12 sessões. O projeto, idealizado pela Belic Arte.Cultura e proposto pela Magistral Produções foi contemplado pelo Edital Lei Paulo Gustavo 20/2023 - Difusão Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA – Concepção e direção: Renata Pizi. Elenco: Renata Pizi (voz e violão), Renata Machado (atriz e voz), Paulo Ribeiro (voz e violão), Everton Alves dos Reis (percussão), Jonathan Campos (ator e voz). Cenário e visagismo: Rafaela Gimenez. Figurino: Alex Leandro. Gerenciamento e produção executiva: Adriana Belic. Assistência e produção executiva: Mili Slikta. Assistência de produção técnica: Arthur Maia. Técnico de som: Danilo Iwakura. Roadie: William Ramos. Fotos: Eugenio Goulart. Projeto gráfico: Alexandre Caetano. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assessoria em mídias: Platea Comunicação. Interpretação em Libras: Rosemeire Santos.

 

Serviço

VerDe Perto, o Musical Ecológico

Dia 8 de junho de 2024 - Sábado, às 16h

Parque da Cidade
Av. Eng. Davi Monteiro Lino, S/N - Centro. Jacareí/SP.
Duração: 45 min. Classificação: Livre. Gênero: musical infantil:
Entrada franca. Sessão com Libras 

Sinopse: A pequena Julia olhava pela janela, pegou alguns lápis de cor, folhas de papel em branco e pôs-se a desenhar. Mas, para cada traço errado, lá se ia mais um papel rasgado. Foi então que a tia, Renata, perguntou, um tanto indignada: “Júlia! Você não tem pena das árvores?”. Julia respondeu: “Árvores? E o que o papel tem a ver com elas?”. Esse é o mote que conduz o espetáculo.

VerDe Perto, o Musical Ecológico nas redes: @verdeperto_musical

 

 

 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

Musical infantil Operilda Cai no Choro estreia no CCBB SP contando a história do surgimento do chorinho brasileiro

Andréa Bassitt (foto de João Caldas Filho)

O espetáculo musical infantil Operilda Cai no Choro, concebido por Andréa Bassitt, tem pré-estreia no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo no dia 27 de junho, quinta, às 11 horas. A temporada acontece até 28 de julho - sextas, sábados e domingos, às 11 horas, incluindo sessões extras nos sábados do mês de julho, às 16h30. 
Os ingressos são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB SP, a partir do dia 21 de junho.

Depois do sucesso de público e crítica da montagem Operilda na Orquestra Amazônica - Prêmio APCA de Melhor Musical Infantil e Prêmio FEMSA na Categoria Especial - a feiticeira Operilda entra em cena novamente, agora para contar a história da origem do chorinho. Operilda Cai no Choro tem direção geral de Regina Galdino e direção musical assinada por Chico Macedo.

Operilda (Andréa Bassitt) é uma jovem feiticeira de 225 anos. Apaixonada por música brasileira, ela precisa deixar o celular de lado e usar somente sua memória e imaginação para falar sobre o surgimento do choro, estilo musical que nasceu no Rio de Janeiro, no final do século XIX. Com muito humor e criatividade, Operilda, sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e a invenção do chorinho.

Nascido da mistura de ritmos europeus e africanos, o choro foi criado e popularizado por músicos geniais, personagens que entram nessa história junto com Operilda. São eles: Joaquim Callado, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros, Abel Ferreira, Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Jacob do Bandolim e tantos chorões que tornaram esse estilo um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

De maneira lúdica e divertida a história do chorinho é contada, cantada e tocada ao vivo. Os Chorildos, músicos que acompanham e interagem com Operilda nessa aventura pelo ritmo brasileiro, são: Chico Macedo (sax, flauta e clarineta), Deni Domenico (cavaquinho e bandolim), Helô Ferreira (violão de 7 cordas) e Nelson Essi (percussão). O cenário e o figurino, assinados por Fabio Namatame, trazem referências do enredo com resoluções lúdicas e encantatórias.

Ao longo do espetáculo, Operilda mostra peculiaridades, particularidades e curiosidades que passam pelo bandolim trazido pelos portugueses, pelos salões de baile com as polcas, pelos quintais com o lundu e as percussões africanas, e pelo ritmo acelerado do maxixe até chegar ao chorinho e seus chorões. No repertório estão músicas como “Tico-Tico no Fubá” (Zequinha de Abreu), “Flor Amorosa” (Joaquim Callado), “Corta Jaca” (Chiquinha Gonzaga), “Brejeiro” (Ernesto Nazareth) e “Carinhoso” (Pixinguinha e Braguinha), entre outros.

Passagens como a chegada da Família Real no Brasil e a história de “Brasileirinho”, composto quando o sobrinho de Waldir Azevedo lhe pediu para tocar uma música, mas no cavaquinho tinha uma corda só, prometem divertir e encantar a plateia. E assim, a bruxinha engraçada Operilda vai conquistando a simpatia das crianças e dos adultos, levando todo mundo a cair no choro.

Ao receber esse espetáculo, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, formando plateias, aproximando as crianças das artes e valorizando a produção teatral nacional. 

FOTOS para divulgação aqui!

Regina Galdino (diretora) - Formada pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP), foi uma das criadoras da série Aprendiz de Maestro, na Sala São Paulo. Dirigiu Os Saltimbancos e A Arca de Noé, com a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, a ópera Idomeneo, no Theatro Municipal de São Paulo, e os espetáculos O Pai (com Marcos Damigo), Casa de Bonecas - Parte 2 (com Marília Gabriela), Chá e Catástrofe (com Selma Egrei), As Turca (com Andréa Bassitt e Claudia Mello) e o premiado Memórias Póstumas de Brás Cubas (com Marcos Damigo, em 2017, e com Cassio Scapin, em 1998), além de Operilda na Orquestra Amazônica (prêmios APCA e FEMSA).

Andréa Bassitt (atriz e autora) - Formada pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP), atuou em Morte e Vida Severina (direção de Elias Andreato), é autora da peça Alma Despejada (com Irene Ravache) e de Mar de Gente, de Ivaldo Bertazzo. Escreveu e interpretou os espetáculos teatrais Operilda na Orquestra Amazônica (prêmios APCA de Melhor Musical Infantil e FEMSA na Categoria Especial pela Divulgação da Música Erudita e Folclórica), As Turca, Filhos do Brasil (Prêmio Shell de Melhor Música) e As Favoritas do Rádio (Prêmio Jornada Sesc de Teatro). Fez parte da série de concertos infantis Aprendiz de Maestro (Sala São Paulo), como atriz e autora; atuou em Os Saltimbancos, com a Banda Bixiga 70. Adaptou o libreto e narrou a ópera Idomeneo (OSMSP). Escreveu o concerto A Arca de Noé (Banda Sinfônica do Estado de São Paulo), no qual também atuou.

Chico Macedo (diretor musical) - Instrumentista (sax, flauta e clarinete), arranjador e professor, Chico é bacharel em saxofone pela FMU/FAAM. Bolsista do Henry Mancini Institute, UCLA/Los Angeles. Toca Saxofone Barítono na Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de SP. No projeto Chico Macedo 4Teto, apresenta suas composições e arranjos inéditos, com releitura de clássicos da MPB e choros. Toca em big bands: InterXchange, Banda Jazzco, Cacique Jazz Combo, Banda Urbana e Nelson Ayres Big Band. Tocou com Eumir Deodato, Spok, Proveta, Vinícius Dorin, Trio Corrente, Roberto Menescal e em shows de Simoninha, Virginia Rosa, Cauby Peixoto e Ivan Lins, entre outros.

Sobre o CCBB - O Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo, iniciou suas atividades há mais de 20 anos e foi criado com o objetivo de formar novas plateias, democratizar o acesso e contribuir para a promoção, divulgação e incentivo da cultura. A instalação e manutenção de nosso espaço em um prédio, em pleno centro da capital paulista, reflete também a preocupação com a revitalização da área, que abriga um inestimável patrimônio histórico e arquitetônico, fundamental para a preservação da memória da cidade. Temos como premissa ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, em suas diferentes formas. Essa conexão se estabelece mais genuinamente quando há desejo de conhecer, compreender, pertencer, interagir e compartilhar. Temos consciência de que o apoio à cultura contribui para consolidar sua relevância para a sociedade e seu poder de transformação das pessoas. Acreditamos que a arte dialoga com a sustentabilidade, uma vez que toca o indivíduo e impacta o coletivo, olha para o passado e faz pensar o futuro. Com uma programação regular e acessível a todos os públicos, que contempla as mais diversas manifestações artísticas e um prédio, que por si só, já é uma viagem na história e arquitetura, o CCBB SP é uma referência cultural para os paulistanos e turistas da maior cidade do Brasil.  

Ficha técnica
Texto: Andréa Bassitt.
Elenco: Andréa Bassitt (Operilda), Chico Macedo (sax, flauta e clarineta), Deni Domenico (cavaquinho e bandolim), Helô Ferreira (violão de 7 cordas) e Nelton Essi (percussão).
Direção geral e iluminação: Regina Galdino.
Direção musical e arranjos: Chico Macedo.
Cenário e figurino: Fabio Namatame.
Fotos: João Caldas Filho.
Design gráfico: Alexandre Furtado.
Assistência de direção: Marcos Damigo.
Administração: Maurício Inafre.
Cinegrafia e edição de vídeo: Paulo Arizati.
Coordenação de produção: Andréa Bassitt.
Produção executiva: Regilson Feliciano.
Produção: Oasis Empreendimentos Artísticos.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Patrocínio: Banco do Brasil.
Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil.

Sinopse - Operilda é uma jovem feiticeira de 225 anos, apaixonada por música brasileira, que precisa deixar o celular de lado e usar somente sua memória e imaginação para contar uma história sobre o surgimento do choro, estilo musical que nasceu no Rio de Janeiro no final do século XIX. Com humor e criatividade, Operilda, sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e do chorinho. Nascido da mistura de ritmos europeus e africanos, o choro foi criado e popularizado por músicos geniais que entram nessa história junto com Operilda.

Serviço

Espetáculo: Operilda Cai no Choro
Pré-estreia: 27 de junho, quinta, às 11h
Temporada: 28 de junho a 28 de julho
Dias/Horário: Sextas, sábados e domingos, às 11h
Sessões extras aos sábados do mês de julho, às 16h30
Ingressos: Gratuitos em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP – Disponíveis a partir do dia 21 de
junho.
Classificação: Livre (recomendado para crianças a partir de 5 anos).
Local: Teatro (120 lugares). Duração: 50 minutos. Gênero: Musical infantil. 

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico. São Paulo/SP.
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.

Informações: (11) 4297-0600 | Funcionamento: todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças.

Acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida | Ar-condicionado | Cafeteria.

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Valor: R$ 14,00 (por até 6h). É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB. 
Transporte público: O CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista. Táxi/Aplicativo: Desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).

bb.com.br/cultura | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp | tiktok.com/@ccbbcultura 

Informações à imprensa | Espetáculo
VERBENA Assessoria | Eliane Verbena
Telefone e whatsapp: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

Assessoria de imprensa | CCBB SP
Clara Ferreira
Telefone e whatsapp: (11) 4297-0608 | claraferreira@bb.com.br



 


terça-feira, 4 de junho de 2024

Terreiros Nômades promove encontro entre escolas e comunidade com participação de Deivison Nkosi, Ilê Aláfia, MaracaGueto e outros

Evento, aberto à toda a comunidade, acontece na Zona Sul da cidade de São Paulo, na EMEF Ana Maria Alves Benetti, na Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre.

No dia 8 de maio, sábado, a partir das 9 horas, a N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas, em parceria com o grupo Ilê Aláfia, realiza o Terreiros Nômades - Encontro com a Comunidade com participação do professor e doutor em Ciências Sociais Deivison Nkosi, sendo aberto à toda a comunidade e demais pessoas interessadas.

O evento promove o diálogo entre alunos, pais, mães, professores/as, funcionários/as, educadores/as e cuidadores/as - da EMEF Ana Maria Alves Benetti (onde acontece o encontro) e EMEI Cruz e Souza - sobre a importância das epistemologias de matriz africana para a formação social, cultural e econômica do Brasil.

O programação tem início com um café da manhã para os presentes, seguido pela Chegança Artística com a Coletiva N’Kinpa, que abre o evento uma performance poética, um instante encantatório que aguça os sentidos para evidenciar a representatividade negra e indígena. Na sequência, ocorrem: roda de conversa com o palestrante convidado; workshop Maracatu de Baque Virado com Mestre Rogério de Souza; e apresentações de maracatu com os grupos Ilê Aláfia e MaracaGueto. A vivência gastronômica leva a assinatura do chef Lucas Abreu.

Esse é o segundo de quatro encontros com a comunidade que acontecem durante o ano de 2024, sob coordenação da N’Kinpa, integrando as ações do projeto TERREIROS NÔMADES: Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, contemplado pela 41ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. O projeto visa valorizar as culturas africanas, afrodiaspóricas e originárias colaborando para a aplicação efetiva, por meio da linguagem artístico-pedagógica, das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino das histórias, saberes e culturas africanas, afro-brasileiras e originárias nos currículos do ensino fundamental e médio. As duas escolas envolvidas no projeto são instituições onde essas leis são aplicadas levando a educação antirracista para além do material didático.

Segundo Joice Jane Teixeira, idealizadora e proponente do projeto Terreiros Nômades e coordenadora da coletiva N’kinpa, “a escolha dessas escolas se deve ao fato de seus projetos políticos-pedagógicos se pautarem na implementação das referidas Leis, e ambas estão localizadas no bairro do Jabaquara, um dos territórios de grande relevância histórica para o povo negro”. E completa: “buscamos com ações, conteúdos e vivências estabelecer, além de um diálogo com crianças, jovens e adultos alargando o acesso às artes, devolver o que lhes foi negado, ou seja, as histórias e os saberes de povos que, por conta do racismo estrutural histórico, foram e ainda são invisibilizados. Acreditamos que a partir disso ampliaremos as reflexões políticas, culturais e sociais/econômicas, além de fomentar e formar um público ativo na luta pelos os direitos, propositivo e participativo da vida de sua comunidade”.

Deivison Nkosi - Graduado em Ciências Sociais, mestre em Ciências da Saúde / Epidemiologia, doutor em Sociologia e pós-doutor em Psicologia Clínica. Foi Consultor do Fundo das Nações Unidas para Populações UNFPA, professor de História da África na Faculdade São Bernardo, Visiting Scholar PDSE junto ao Department of Philosophy (University of Connecticut, UConn) e recebeu, em 2016, a Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese na área de Sociologia. É professor do Departamento de Saúde Educação e Sociedade e do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Políticas Sociais da Universidade Federal de São Paulo - Campus Baixada Santista; integrante do Instituto Amma Psique e Negritude e membro do comitê editorial das Coleções Palavras Negras (Perspectiva) e Diálogos da Diáspora (UCITEC). Autor dos livros Frantz Fanon: um revolucionário, particularmente negro; Frantz Fanon e as encruzilhadas: teoria, política e subjetividade; O colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana; e Balanço Afiado: estética e política em Jorge Bem.

Mestre Rogério de Souza - Mestre de tradição do maracatu, o pernambucano de Igarassu Rogério de Souza reside no ABC. Seu trabalho preserva o legado de Dona Olga e da Nação do Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, fundada em 1824, e completa 200 anos de tradição, no ano de 2024.

Ilê Aláfia - Surgido no Jabaquara, bairro da zona sul da cidade de São Paulo, em 1999, o Ilê Aláfia celebra as raízes afro-brasileiras a partir da musicalidade. Também conhecidos como Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação, as manifestações nasceram da tradição do Rei do Congo, assim como os congados e moçambiques. Ilê Aláfia, em yorubá, significa "casa da felicidade".

Grupo MaracaGueto - O Maracagueto é um grupo que pesquisa dos ritmos, danças, figuras e folguedos da cultura popular pernambucana, com imersão nas sonoridades do coco, do maracatu de baque solto, do cavalo marinho, do frevo e da ciranda. O grupo, fundado há mais de 20 anos, é formado por artistas e músicos de Diadema, de Cidade Ademar (Zona Sul) e da Grande São Paulo.

Lucas Abreu - Chef de cozinha, pesquisador orgânico e oficineiro do Sesc tem transitado pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, chefiando restaurantes renomados como o Casa Nossa Lounge (RJ) e o Cura Restaurante Bar e Café (MG). Como pesquisador orgânico, instiga a discussão sobre como a alimentação brasileira é influenciada pela cultura caipira e afrodiaspórica, sobretudo, pela região da Mata Atlântica e do Cerrado, honrando os saberes ancestrais dessas populações. Transmite seu conhecimento pela oficina Memórias do Futuro, ministrada nos Sesc’s Catanduva, Florêncio de Abreu e Santana.

N’Kinpa -  O Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

Serviço

Encontro: Terreiros Nômades com as Comunidades
Participantes: EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Souza
Data: 8 de maio - Sábado
Local: EMEF Ana Maria Benetti
Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre. CEP: 04330-060. SP/SP.
Entrada gratuita. Livre. 

9h - Café da manhã
9h30 - Chegança artística: Coletiva N’Kinpa
10h - Roda de Conversa: Deivison Nkosi
11h20 - Workshop: Maracatu de Baque Virado - Mestre Rogério de Souza
13h - Vivência gastronômica: Chef Lucas Abreu
14h - Apresentação: Ilê Aláfia
14h30 - Apresentação: Grupo MaracaGueto

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 -
verbena@verbena.com.br

Centro Cultural Fiesp apresenta Maracatu Estrela de Ouro de Aliança

As apresentações ocorrem no encerramento da exposição Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais em três horários e com acesso gratuito.

Maracatu Estrela de Ouro de Aliança (divulgação)
No dia 9 de junho, domingo, o projeto SESI Música - Série Popular recebe o Maracatu Estrela de Ouro de Aliança, diretamente da Zona da Mata Norte pernambucana, para três apresentações gratuitas, às 11h, 14h e 17h.

O Centro Cultural Fiesp fica na Avenida Paulista, 1313, e o público ainda pode aproveitar para visitar exposição Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais, que encerra temporada no espaço nesse mesmo dia.

Em 1966, no Sítio Chã de Camará, moradores junto com o Mestre Batista reuniam-se para fazer brincadeiras: sambadas, cavalo marinho, forró de rabeca e rodas de ciranda etc. Desses encontros foi formado o Maracatu Estrela de Ouro com o objetivo de demonstrar e valorizar as práticas e tradições culturais. Com mais de 50 anos de existência, o Maracatu Estrela de Ouro - que mantém sua sede no Sítio Chã de Camará, na Zona da Mata Norte, em Aliança, PE - deixa o público encantado com suas lindas manobras, coreografias e evoluções em todas as cidades por onde passa.

O maracatu é composto por: Mateus, Burra, Caçador e Catirina, Mestre e Contra-Mestre, Terno, Símbolo do Maracatu, Cordões de Caboclos de Lança, Cordões de Baianas, Rei e Rainha, Príncipe e Princesa, os componentes da corte (Pálio, Valetes e Lampiões), Arreiamar e Porta Estandarte. Os componentes se apresentam com indumentárias de fino acabamento e de acordo com a ala ou com os cordões.

O Maracatu Estrela de Ouro de Aliança foi reconhecido como Ponto de Cultura, em 2004, pelo programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura. Em 2009, recebeu do mesmo Ministério a Ordem do Mérito Cultural, considerada o prêmio máximo da cultura brasileira. Em dezembro de 2011, o Maracatu Estrela de Ouro foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco.

FICHA TÉCNICA - José Luiz da Silva: Caboclo de Lança. Fábio Luiz da Silva: Caboclo de Lança. Weleis Luiz da Silva: Caboclo de Lança. Luíz Felipe de Sousa: Caboclo de Lança. Guilherme Henrique de S. da Silva: Arreiamá. Josinaldo Franco de Oliveira: Rei. Carla Roberta Pereira: Rainha. Valmir Severino João: Catirina. José Lourenço da Silva: Presidente. Afonso Oliveira: Produção.

A exposição

A exposição Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais - com curadoria de Afonso Oliveira - é ambientada em um cenário que remete ao território da Zona Canavieira Pernambucana. Reúne documentos, vídeos, fotografias, objetos, textos, indumentárias e peças de artesanato, além de audiovisuais. São objetos e obras que vão além dos maracatus, e adentram no universo do trabalho, da religião e das influências que o Maracatu Rural exerceu sobre artistas contemporâneos. Entre os documentos estão troféus, CDs, livros, ferramentas da agricultura, instrumentos e a medalha da Ordem do Mérito Cultural (concedida pelo Ministério da Cultura). Na indumentária, são 11 manequins com figurinos típicos. Destaque também para uma Mesa de Jurema Sagrada, ritual religioso de origem indígena e cultuado por aqueles que fazem o Maracatu Rural, e para o Totem, onde o visitante pode interagir com a história e a estética dessa cultura.

Serviço
Apresentação: Maracatu Estrela de Ouro de Aliança
Projeto: SESI Música - Série Popular
Data: 09 de junho de 2024 - Domingo
Horários: 11h, 14h e 17h

Gratuito. Não é necessário reservar ingresso.
Duração: 60 min. Classificação: Livre. Gênero: Regional. 

Exposição: Maracatu Rural - A Magia dos Canaviais
Temporada: Até 9 de junho/2024 - Terça a domingo, das 10h às 20h
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: a exposição conta com audiodescrição e legendas em braile. 

Centro Cultural Fiesp 
Avenida Paulista, 1313 – São Paulo/SP.
Em frente à estação Trianon-MASP do Metrô.
https://centrocultural.fiesp.com.br | @centroculturalfiesp 

Informações à imprensa | VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

Assessoria de Comunicação - Centro Cultural Fiesp/Sesi-SP
Mariana Soares
mariana.soares@sesisenaisp.org.br | (11) 3146.7938

Terreiros Nômades promove encontros em escolas Públicas sobre cultura afrodiaspórica e originária

Terreiros Nômades - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena é desenvolvido pela N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas. 

Em junho, o projeto TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, realizado pela N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas, promove encontros com mestras e mestres em cultura africana, afrodiaspórica e originária em duas escolas públicas.

Os eventos ocorrem na EMEF Ana Maria Alves Benetti e EMEI Cruz e Souza, localizadas na Zona Sul de São Paulo, integrando alunos e professores em atividades constituídas por bate-papos e vivências práticas, de manhã e à tarde.

No dia 4/6 - na EMEF Ana Maria Alves Benetti - o encontro é com Mestre Silvio que aborda o tema Congada de Moçambique - Bastões das Irmandades. Paulista de Queluz, criado em Cruzeiro, Mestre Sílvio teve contato com as manifestações culturais do Vale do Paraíba (congada, moçambique, folia de reis, jongo etc.) desde criança, por intermédio de seu pai. Aos 14 anos, ingressou na companhia de Moçambique de Lorena onde adquiriu conhecimentos com mestre Alcides. Aos 17 anos, iniciou sua própria companhia na cidade de Cruzeiro.

No dia 11/6 - na EMEI Cruz e Souza: o indígena Anderson Kary Baya conduz vivências sob o tema Cosmovisões Originárias - A Brincadeira para o Povo Tukano. O artista indígena, de Iauaretê (AM), é pesquisador da cosmovisão, das danças, dos cantos e dos grafismos de seus povos - Tariano e Tukano. Iniciou suas atividades artísticas em 2003, atuando como músico no grupo de artes Dyroá Báya. Foi artista-educador do Programa de Iniciação Artística (PIÁ - 2021, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo).

No dia 18/6 - na EMEF Ana Maria Alves Benetti: o grupo Ilê Aláfia comanda as atividades que apresentam o Maracatu de Nação - A Força da Cor. Surgido no Jabaquara, bairro da zona sul da cidade de São Paulo, em 1999, o Ilê Aláfia celebra as raízes afro-brasileiras a partir da musicalidade. Também conhecidos como Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação, as manifestações nasceram da tradição do Rei do Congo, assim como os congados e moçambiques. Ilê Aláfia, em yorubá, significa "casa da felicidade".

No dia 25/6 - na EMEI Cruz e Souza: a mestra Silvana de Jesus conduz atividades embaladas pelo tema A Dança como a Brincadeira que nos Liberta. Mestra em Artes da Cena, especialista em História e Cultura Afrodiaspórica e Originária e em Dança e Consciência Corporal, Silvana tece uma dança espiral em sua performance, na qual cabem brincadeiras de roda, gingas e mandingas. Idealizadora do processo criativo DançAdinkra, ela é artista e educadora, há 20 anos, atuando junto a coletivos como Batakerê, Gumboot Dance Brasil e Protagonistas.

Os temas abordados nos encontros não são restritos aos dias em que ocorrem. Nas semanas seguintes, eles são retomados pelas escolas, quando são estudados junto aos alunos, expandindo as possibilidades de entendimento.

Contemplado na 41ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena visa valorizar as culturas africanas, afrodiaspóricas e originárias colaborando para a aplicação efetiva, por meio da linguagem artístico-pedagógica, das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e de culturas afro-brasileira e indígena nas grades curriculares do ensino fundamental e médio. As duas escolas envolvidas no projeto foram contempladas por serem instituições onde essas leis são aplicadas levando a educação antirracista para além do material didático.

Ao longo de 2024, várias atividades e estudos vêm sendo realizados nas escolas. Trata-se das ações da coletiva N’kinpa em parceria com coletivos do entorno, vivências com mestres da cultura afrodiaspóricas, palestras e bate-papos com pensadores da cultura negra e indígena, encontros com pais, alunos e comunidade, programas de Podcast (Diáspora - A Cor da Nossa Cultura em Encontros e Redes) e criação de um espetáculo de teatro performático, concebido a partir desse percurso, cuja estreia está prevista para novembro.

Segundo Joice Jane Teixeira, idealizadora e proponente do projeto Terreiros Nômades e coordenadora da coletiva N’kinpa, “a escolha das duas escolas, além de serem instituições cujos projetos políticos-pedagógicos se pautam na implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, deve-se ao fato de estarem localizadas no bairro do Jabaquara, na região sul da cidade, um dos territórios de grande relevância histórica para o povo negro”. E completa: “buscamos com ações, conteúdos e vivências estabelecer, além de um diálogo com crianças, jovens e adultos alargando o acesso às artes, devolver o que lhes foi negado, ou seja, as histórias e os saberes de povos que, por conta do racismo estrutural histórico, foram e ainda são invisibilizados. Acreditamos que a partir disso ampliaremos as reflexões políticas, culturais e sociais/econômicas, além de fomentar e formar um público ativo na luta pelos os direitos, propositivo e participativo da vida de sua comunidade”.

N’KINPA -  Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

Programação - Junho / 2024
Projeto: TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga
Encontros/vivências. Eventos restritos às escolas.
Horários: 9h30 e 13h30 (terças-feiras) - Duração: 2h. 

EMEF Ana Maria Benetti
Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre. SP/SP.
04/6:  Mestre Silvio - Congada de Moçambique - Bastões das Irmandades.
18/6: Ilê Aláfia - Maracatu de Nação - A Força da Cor. 

EMEI Cruz e Souza
Rua Henrique da Costa, 348 - Jardim Itacolomi. SP/SP.
11/6: Anderson Kary Baya - Cosmovisões Originárias - A Brincadeira para o Povo Tukano.
25/6: Silvana de Jesus - A Dança como a Brincadeira que nos Liberterta 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 -
verbena@verbena.com.br