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| Foto de TIGGAZ |
Em março, Companhia de Teatro Heliópolis faz curtíssima temporada de premiada montagem CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos. As apresentações ocorrem entre os dias 6 e 15/03, somente às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h, em sua sede – na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho, no Ipiranga.
Em 2022, CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos ganhou o Prêmio APCA (Dramaturgia; indicado também em Direção), Prêmio SHELL de Teatro (Dramaturgia e Música; indicado em Direção) e VI Prêmio Leda Maria Martins (Ancestralidade), além de ter sido relacionado entre os Melhores Espetáculos do Ano pela Folha de S.Paulo.
A montagem aborda a forte presença feminina no contexto do cárcere. O enredo parte da história das irmãs Maria dos Prazeres e Maria das Dores, cujas vidas são marcadas pelo encarceramento dos homens da família: primeiro, o pai; depois, o companheiro de uma; agora, o filho da outra. Dentro do presídio, o jovem Gabriel - que sonha em ser desenhista - aprende estratégias de sobrevivência para lidar com as disputas internas de poder e a falta de perspectivas inerentes ao sistema carcerário. Naquele microcosmo a violência dita as regras e não poupa os considerados fracos ou rebeldes. Fora dali, em suas comunidades, as mulheres - mães, esposas, filhas, afilhadas - buscam alternativas para tentar romper os ciclos de opressão que as aprisionam em existências sem futuro.
A história das irmãs é um disparador no enredo de CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos para expor o quanto é difícil se desvincular da complexa estrutura do encarceramento. Enquanto a mãe enfrenta o sistema jurídico na tentativa de libertar o filho preso injustamente, lutando pela subsistência da família e do filho, sua irmã é refém do ex-companheiro a quem deve garantir suporte no presídio, sem direito a uma nova vida conjugal. Presas a um histórico circular, elas lutam para quebrar o ciclo em um percurso espinhoso.
O espetáculo também mostra que os saberes ancestrais resistiram à barbárie e atravessaram os séculos nos corpos, nas vozes e nas crenças das/dos africanas/nos que, escravizados/as, fizeram a travessia do Atlântico. Iansã, Rainha Oyá, a deusa guerreira dos ventos, das tempestades e do fogo não abandonou o seu povo. Ela permanece iluminando caminhos e inspirando fabulações para que seus filhos e filhas experimentem, por fim, a liberdade.
Estas temporada integra o projeto Manutenção e Modernização Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho - Sede da Companhia de Teatro Heliópolis, Contemplado no Edital Nº 38/2024 Fomento CULTSP PNAB Módulo I, Nº de Inscrição: 38/2024-1725.0501.7433, cujo objetivo é a manutenção das atividades do espaço pelo período de 18 meses. Toda a programação será divulgada oportunamente, e poderá ser acompanhada pelas redes sociais da Companhia
FICHA TÉCNICA - Encenação: Miguel Rocha. Assistência de direção: Davi Guimarães. Texto: Dione Carlos. Elenco: Antônio Valdevino, Dalma Régia, Davi Guimarães, Isabelle Rocha, Jefferson Matias, Jucimara Canteiro, Priscila Modesto, Vitor Pires e Walmir Bess. Direção musical: Renato Navarro. Assistência de direção musical: César Martini. Musicistas: Alisson Amador (percussão), Amanda Abá (violoncelo), Denise Oliveira (violino) e Victoria Liz (viola). Cenografia: Eliseu Weide. Iluminação: Miguel Rocha e Toninho Rodrigues. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Clara Njambela. Costureira: Yaisa Bispo. Operação de som: Lucas Bressanin. Operação de luz: Alex Duarte. Cenotecnia: Wanderley Silva. Provocação vocal, arranjos e composição da música do ‘manifesto das mulheres’: Bel Borges. Provocação vocal, orientação em atuação-musicalidade e arranjos - percussão ‘chamado de Iansã’: Luciano Mendes de Jesus. Estudo da prática corporal e direção de movimento: Érika Moura. Provocação cênica: Bernadeth Alves, Carminda Mendes André e Maria Fernanda Vomero. Comentadores: Bruno Paes Manso e Salloma Salomão. Mesas de debates: Juliana Borges, Preta Ferreira, Roberto da Silva e Salloma Salomão, com mediação de Maria Fernanda Vomero. Orientação de dança afro: Janete Santiago. Direção de produção: Dalma Régia. Produção executiva: Alex Mendes. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Design gráfico: Rick Barneschi. Fotos: Rick Barneschi, Tiggaz e Weslei Barba. Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. Estreia oficial: 12/03/2022.
Serviço
Espetáculo:
CÁRCERE
ou Porque as Mulheres Viram Búfalos
Temporada:
06 a 15 de março 2026
Horários:
Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h.
Ingressos:
Gratuitos - Bilheteria: 1h antes das
sessões
Reservas online: www.sympla.com.br
Duração:
120 min. Classificação: 12 anos. Gênero: Experimental.
Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1.533 - Ipiranga.
São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2060-0318 (WhatsApp).
Transporte público: Metrô e Terminal
de Ônibus Sacomã.
Instagram: @ciadeteatroheliopolis |
Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis
Informações à
imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane
Verbena
(11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br
