segunda-feira, 15 de maio de 2017

Comédia Implosão mostra o avesso de questões familiares no Espaço Cauby Peixoto

Crédito/foto: Léo Moura
A comédia romântica Implosão, dirigida por Eli Barcellos, estreia no dia 1º de junho, quinta-feira, no Espaço Cauby Peixoto do Bar Frango com Tudo, às 21 horas.

Escrita conjuntamente por Christiano Aro, Rebeca Leite, André Vasconcellos e Jecimar Padilha, a peça fala de um casal de personalidades bem diferentes que tem que lidar com fortes e hilárias questões familiares.

O espetáculo - que fica em cartaz até o dia 20 de agosto, às quintas-feiras (21h) e domingos (19h) – tem elenco formado por Eli Barcellos, Mony Gester, Mitsuru Yamada e Ana Paula Mafra.

A relação aparentemente tranquila entre Carlos (Eli Barcellos) e Jana (Mony Gester), que vivem juntos há cerca de três anos, é bruscamente afetada por uma notícia que cai como bomba na vida dele, colocando em cheque os valores em que ele acredita. As diferenças entre eles vêm à tona, desencadeando uma implosão de conceitos pré-estabelecidos. O casal vai viver na prática o ditado popular sobre o casamento: quando duas pessoas se casam, o casamento é também com a família de seu cônjuge.

O termo implosão significa o método usado para destruir as bases de uma construção de dentro para fora, sem que os arredores sejam atingidos. O diretor Eli Barcellos explica que é dessa forma que Jana, Carlos e suas famílias tentam lidar com os conflitos.  “Cada um é conduzido - de forma muito bem humorada - a uma espécie de divã ao dividir com a plateia seus traumas, frustrações e dificuldades por meio das questões levantadas em cena”, comenta. A peça é um convite para espionar não apenas a intimidade de um casal em crise, mas também suas individualidades mais secretas.

Apesar das inúmeras diferenças do casal, o que mais atraiu Carlos, inconscientemente, foi o jeito autoritário e dominador de Jana, tão semelhante à personalidade de sua mãe. Ela viu nele mais que um companheiro: um garoto a quem pode oferecer todo o cuidado e a dedicação que nunca teve. Porém ela nunca aceitou se casar oficialmente, e sua relação com a sogra é das piores possíveis.

No enredo de Implosão, Carlos volta de uma visita à casa dos pais, em Sorocaba, com a notícia da separação deles, fato que ele não consegue aceitar de forma alguma. Para potencializar sua revolta, descobre que o pai tem uma amante, e a situação fica cada vez mais complicada quando o casal descobre quem é a tal amante. Desolado, Carlos busca consolo no inconsequente Brunão (Mitsuru Yamada), com quem tem uma esfuziante amizade desde a infância. Situações para lá de engraçadas se sucedem colocando em cheque os valores morais e sociais das personagens: Jana desconfia da relação do marido com o amigo; Brunão vai parar no hospital com overdose; e Fabíola (mãe de Jana, interpretada por Ana Paula Mafra) aparece para uma visita com seu jeito despachado de ser, colocando ainda mais lenha nessa fogueira.

Perfil das personagens

Carlos é consultor fiscal. Filho único de uma família tradicional da alta sociedade de Sorocaba (SP), ele foi criado com muitos luxos e mimos. A mãe, superprotetora, não lhe deu espaço nem mesmo quando veio estudar em São Paulo: visitava o apartamento alugado exclusivamente para o filho com frequência e achava um absurdo ele não aceitar uma empregada e tempo integral. Carlos via na faculdade a oportunidade de viver uma liberdade nunca experimentada. Conseguiu um emprego em uma multinacional por intermédio do Pai, mas nem por isso deixou de sagrar-se um profissional respeitado pelos próprios méritos.

Jana é paisagista e decoradora; amante do esoterismo e das religiões orientais. Essas são as válvulas de escape pelas quais expurga os traumas de infância, causados pela separação dos pais, principalmente pela forma como sua mãe reagiu. Sua educação foi marcada pela permissividade, falta de limites, diálogos precoces para sua idade e ausência emocional por parte dos pais. Apesar disso, ela nunca foi mulher frágil, sempre buscou ser (ou aparentar) forte e bem resolvida. Depois de viver uma liberalidade intensa, apaixonou-se pela fragilidade e pelo jeito desastrado de Carlos.

Brunão é amigo de infância de Carlos. Seus pais se mudaram para São Paulo no final de sua adolescência Acabaram se reencontrando na faculdade, mas diferente de Carlos, Bruno não levou o curso arquitetura tão a sério.  Sempre foi um bom vivant, sem se importar com o futuro e com as convenções sociais. Usa o escritório montado pelo pai mais como ponto de encontro de amigos músicos que se reúnem para compor e usar drogas. A amizade com Carlos é uma das coisas mais estáveis de sua vida.

Fabíola, a mãe de Jana, é uma representante comercial autêntica e bem resolvida, com vida financeira “apertada”, porém controlada. Não foi fácil conquistar a estabilidade mental de hoje. Alguns anos de descontrole e decadência e muitos anos de terapia foram necessários, após ser traída e abandonada pelo amor de sua juventude. Seu maior compromisso é com seu próprio bem-estar e seus planos, mas tem uma relação de cumplicidade e compreensão com a filha.

Ficha técnica / serviço

Texto: Christiano Aro, Rebeca Leite, André Vasconcellos e Jecimar Padilha
Argumento: Christiano Aro
Direção: Eli Barcellos
Elenco: Eli Barcellos (Carlos), Mony Gester (Jana), Mitsuru Yamada (Brunão) e Ana Paula Mafra (Fabíola)
Atriz stand-in: Giovanna Liguori
Design gráfico: Iago Sartini
Maquiagem: Marcos Gaspar, Denise Copedê e Cláudio Ogawa
Visagismo e hair style : Lucio Matias
Cancão original: Brendho Carvalho
Produção executiva: Eli Barcellos e Ivanna Serra
Assistência de produção: Felipe Venites e Gisele Winter
Operação de som e luz: Fabio Maltez
Fotografia: Léo Moura
Tratamento de imagem: Renato Domingos Fotografia
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Produção e realização: Barcellos’Produções

Espetáculo: Implosão
Estreia: 1º de junho. Quinta, às 21 horas
Espaço Cauby Peixoto (Bar Frango com Tudo)
Rua Canuto do Val, 115. Vila Buarque. São Paulo/SP
Informações: (11) 97407-2126
Temporada: 1º de junho a 20 de agosto, quintas (21h) e domingos (19h)
Ingressos: R$ 50,00 (meia: R$ 25,00).
Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita dinheiro.
Duração: 50 min. Gênero: Comedia. Classificação: 14 anos. Capacidade: 100 lugares.
Não faz reservas. Não possui acessibilidade. Ar condicionado.


Assessoria de imprensa: VERBENA Comunicação

Eliane Verbena
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Inspirado em música de Beethoven, monólogo de Daniel Kronenberg fala das inquietações do artista

Inspirado na vida e obra do compositor austríaco Ludwig van Beethoven, O Compositor Delirante, solo escrito e interpretado por Daniel Kronenberg, estreia no dia 29 de junho (quinta-feira), no InBox Cultural, às 21 horas.

Com provocação cênica de Gabriel Bodstein, o monólogo coloca em foco o artista com seus questionamentos. Numa tentativa enlouquecida de organizar sua trajetória, a personagem Beethoven trava discussões políticas, filosóficas e de ordem artística com Mozart, Haydn, Goethe e com o próprio pai, além de outras pessoas imaginárias.

A surdez, a loucura e a necessidade de quebra de paradigmas são as tônicas do espetáculo, costurado pela música do compositor, que permeia toda a encenação, dando cadência e ritmo às argumentações da personagem.

Segundo Daniel Kronenberg, a escolha da música clássica e especialmente a de Beethoven como tema da montagem tem relação com a potência de sua obra e o seu impacto transformador, aliada à sua própria necessidade, como artista, de trazer para o palco apontamentos e questionamentos sobre o artista na sociedade contemporânea. “O espetáculo estabelece uma relação intensa entre os impulsos desse artista, a exemplo de sua inadequação aos padrões socialmente aceitos, mas é importante frisar que ele foi a inspiração. Suas palavras foram alimento para meu discurso autoral”, comenta o ator.

Em meio à solidão e ao escasso traquejo social, a surdez da personagem impede seu contato com o mundo exterior, mas não impede o chamado para exteriorizar a si mesmo: um telefone não para de tocar e o convoca a conversar com outros compositores clássicos e até mesmo com suas amantes. Com seu pai, ele questiona o excesso de rigor de sua criação; com Haydn, indaga sobre uma nova possibilidade de se viver a arte; com Goethe, critica a apatia e a falta de espírito criador, com Mozart, confessa sua inaptidão como compositor; e com suas amantes - Josefina, Julieta e Antonia -, adota seu lado mais romântico, no sentido mais óbvio da expressão. O telefone é um elemento cênico importante que caracteriza a subjetividade da loucura, enclausurada pela surdez.

O espetáculo privilegia o discurso que funde a manifestação artística autoral com a possibilidade de rever condutas e experiências revolucionárias na mudança do pensamento ocidental - o romantismo. O Compositor Delirante mostra que o caráter revolucionário e transgressor do artista permeia um universo onde o romantismo predomina à lógica, a razão perde terreno para a intuição. A encenação é carregada de elementos românticos, seja na figura de Beethoven, com sua insurgência contra as doutrinas retóricas e tradicionais, seja no tom do discurso que adota com suas amantes, seja no argumento revolucionário com que defende o espírito criador do artista, uma lida pacífica com seus próprios demônios.

Daniel Kronenberg - Como assistente de direção, conduziu o projeto Poeta em Cena, em parceria com a Casa das Rosas. Em cinema e TV, atuou em curtas-metragens e na minissérie A Teia (Rede Globo). É autor e intérprete do monólogo teatral O Compositor Delirante, inspirado na vida e obra do compositor Beethoven. Como Seu Molina, seu personagem clown, faz intervenções cênicas urbanas com ênfase no incentivo à leitura. Seu Molina Entrevista é um programa de entrevistas no Youtube, com convidados e temas variados (www.youtube.com/seumolina). Participa de eventos como apresentador, mestre de cerimônias e palestrante, com destaque para os projetos Pra Ler e Espaço de Leitura, no Parque da Água Branca, ambos da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. É também autor do blog http://medium.com/danielkronenberg. Atualmente, prepara a publicação de seu primeiro romance e sua primeira coletânea de contos.

Ficha técnica / Serviço

Concepção, texto e atuação: Daniel Kronenberg
Provocação cênica e preparação corporal: Gabriel Bodstein
Iluminação: Felipe Scalzaretto
Produção: Barzilay & Kronenberg
Fotos: Michael Pablo Bursztein
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação

Espetáculo: O Compositor Delirante
Estreia: 29 de junho - Quinta, às 21h
Local: InBox Cultural
Rua Teodoro Sampaio, 2355. Pinheiros/SP (Metrô Faria Lima)
Temporada: 29 de junho a 27 de julho. Quintas, às 21h
Ingresso: R$ 40 (meia R$ 20,00)
Bilheteria: 1h hora antes da sessão. Aceita dinheiro e cartão débito/crédito
Reservas: (11) 98266-4896
Duração: 50 minutos. Gênero: Comédia. Classificação: 12 anos 

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
 Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br


Cisne, de Dinah Perry, faz curta temporada no Teatro Ruth Escobar

O espetáculo Cisne, concebido, dirigido e coreografado por Dinah Perry, faz curta temporada no Teatro Ruth Escobar, entre os dias 21 de maio e 4 de junho com sessões aos domingos, às 16 horas.

Com estética que mistura teatro e dança, Cisne faz uma reflexão sobre questões íntimas do homem e da mulher, buscando ressaltar sentimentos intensos de forma lúdica. Dinah comenta que “a forma de expressão corporal está na linguagem da dança teatralizada e o teatro musicado, ligados por uma dramaturgia subjetiva, embasada em textos e poemas que norteiam o conceito da criação”.

As sensações e as emoções são referências usadas pela diretora para contar histórias de personagens que vivem a beleza e a fragilidade da alma. Entregues às situações, deixam transparecer a essência das paixões. As cenas ora são românticas e alegres, ora tristes e vazias, ora inocentes e exuberante, ora sensuais e sexuais.

A gênese do trabalho se dá pelos gêneros poético, lírico e épico, alinhados por uma composição contemporânea. As cenas resultam em um conceito corporal técnico e requintado de movimentos desconstruídos. Cisne é formado por cenas independentes, configuradas por sketches de coreografias que unidas formam o corpo do espetáculo e a composição da obra.

Ficha técnica / Serviço

Teatro coreográfico: Cisne
Direção e coreografia: Dinah Perry. Iluminação / figurino: Dinah Perry. Elenco: Átila Freire, Ícaro Freire, Ana Carolina Barreto, Júlia Cavalcanti e Carine Shimoura. Produção e realização: Cia. Artista do Corpo.

Reestreia: 21 de maio. Domingo, às 16 horas
Teatro Ruth Escobar (Sala Gil Vicente)
Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista, SP/SP. Telefone: (11) 3289-2358.
Temporada: 21/5 a 4/6 - Domingos, às 16 horas.
Ingressos: R$ 40,00 (meia R$ 20,00).
Bilheteria: quinta e sexta (14h-21h30), Sábado: (12h-23h) e domingo (12h-19h30)
Aceita Dinheiro, cheque, cartão de débito ou crédito.
Duração: 60 min. Gênero: Teatro coreográfico. Classificação: Livre.
320 lugares. Ar condicionado. Acessibilidade. http://teatroruthescobar.com.br/




quinta-feira, 11 de maio de 2017

Espetáculo da Cia. de Teatro Heliópolis fala da violência sutil e naturalizada do dia a dia

Sutil Violento, cena de ensaio por Geovanna Gellan

A Companhia de Teatro Heliópolis estreia o espetáculo Sutil Violento no dia 27 de maio (sábado, às 20h), na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, no bairro Ipiranga, em São Paulo.

Com texto de Evill Rebouças e encenação assinada por Miguel Rocha (diretor e fundador do grupo), a montagem trata da violência sutil - visível ou comodamente invisível - do nosso cotidiano.

A encenação de Sutil Violento inicia com um frenesi cotidiano, as pessoas correm. Não param. Mal se percebem. Desviam umas das outras, em alguns momentos se esbarram e, em átimos de atenção, reparam que há outros tão próximos e tão parecidos (ou tão diferentes?). Ali, logo ali, há um corpo caído no chão. Será um homem ou um bicho? Apenas se cansou ou não respira mais? Queria comunicar algo, mas será que conseguiu? Um olhar mais atento ao entorno começa a revelar abusos, agressões, confrontos e opressões diárias: formas de coerção privadas ou públicas. Sutis violências do nosso tempo; tão sutis que se tornam invisíveis, naturalizadas.

Segundo o diretor Miguel Rocha, o espetáculo aborda o tema microviolência por meio de uma estrutura fragmentada, tanto na cena quanto no texto. A dramaturgia é composta por um conjunto de elementos: ações físicas, movimentos, música ao vivo e texto. Não há personagens com trajetórias traçadas, mas “figuras” cujas relações com o contexto social em que vivem estão em foco, a exemplo da mulher que é silenciada e do jovem que usa sapatos de salto mediante olhares atravessados. “As microviolências se revelam a partir dessas relações que se estabelecem entre essas pessoas e a sociedade”, argumenta o diretor.

A encenação tem trilha sonora de Meno Del Picchia, executada ao vivo (guitarra, violoncelo e percussão). A música também tem sua carga dramatúrgica em Sutil Violento e ajuda a estabelecer as tensões entre as figuras, muitas vezes a força do discurso está na musicalidade ou na própria canção interpretada. Outro ponto importante é o espaço cênico: a Companhia de Teatro Heliópolis optou por uma instalação (de Marcelo Denny) ao invés de cenografia. Nada convencional, o cenário cedeu lugar a um ambiente todo coberto pela cor vermelha (piso, paredes e arquibancadas) que, no primeiro contato, já propõe sensações diversas. “Queremos que o público integre o espaço, e a monocromia ajuda a inseri-lo dentro da cena. Essa cor vibrante, esse vermelho intenso tem como contraponto a luz fria, que também contribui para a sensação de experimentação do não convencional”, conta o diretor.

Miguel Rocha conclui que o espetáculo quer pontuar as microviolências do nosso tempo, do Brasil de hoje; mostrar que as pequenas ou sutis violências se potencializam mediantes suas naturalizações. “Sutil Violento é muito mais provocação que denúncia. Cada um vai entender o espetáculo pela perspectiva pessoal. Por isso acho importante trabalhar com símbolos em cena, que reverberam sempre de forma diferente para cada pessoa; o espectador vai se deparar com alguns deles em Sutil Violento. É importante fazer o público pensar, e um argumento bom para isto é mesmo a provocação.”

Sutil Violento é resultado do projeto Microviolências e Suas Naturalizações, contemplado pela 28ª Edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Uma série de atividades foi realizada, em 2016, durante o processo de pesquisa. Além de entrevistas com pessoas da comunidade de Heliópolis, o grupo promoveu encontros para discutir a “Naturalização da Violência” com importantes pensadores e ativistas: o jornalista e doutor em ciência política Leonardo Sakamoto, a filósofa Marcia Tiburi, a historiadora social Zilda Iokoi e o jornalista Bruno Paes Manso. Os debates, mediados pela crítica teatral Maria Fernanda Vomero (também provocadora), funcionaram como provocações teóricas fundamentais para a construção do trabalho. O projeto teve ainda provocações teatrais com Alexandre Mate e Marcelo Denny, preparação corporal e direção de movimento de Lúcia Kakazu e figurino assinado por Samara Costa, entre outros.

Ficha técnica

Encenação: Miguel Rocha.
Texto: Evill Rebouças (criação em processo colaborativo com a Cia de Teatro Heliópolis)
Elenco: Alex Mendes, Arthur Antonio, Dalma Régia, David Guimarães, Klaviany Costa e Walmir Bess.
Direção de movimento e preparação Corporal: Lúcia Kakazu
Oficinas de dança: Nina Giovelli e Camila Bronizeski
Direção musical e preparação vocal: Meno Del Picchia
Oficinas de voz e canto: Olga Fernandez, Sofia Vila Boas e Lu Horta
Músicos: Giovani Bressanin (guitarra), Peri Pane (violoncelo) e Luciano Mendes de Jesus (percussão)
Sonoplastia: Giovani Bressanin
Provocação teórica e prática: Maria Fernanda Vomero
Provocação / teatro épico: Alexandre Mate
Provocação / teatro performático: Marcelo Denny
Mesas de debates: Marcia Tiburi, Leonardo Sakamoto, Bruno Paes Mando e Zilda Iokoi
Mediadora/debates: Maria Fernanda Vomero
Organização de textos do programa: Maria Fernanda Vomero
Cenografia/instalação: Marcelo Denny
Assistente de cenografia: Denise Fujimoto
Figurino: Samara Costa
Iluminação: Toninho Rodrigues e Miguel Rocha
Assistente de iluminação: Raphael Grem
Operação de luz: Gabriel Igor
Direção de produção: Dalma Régia
Produção executiva: Janete Menezes e Mayuri Tavares
Designer gráfico: Camila Teixeira
Fotos: Geovanna Gellan
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Realização: Companhia de Teatro Heliópolis
Apoio: 28ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, AGC Vidros, Schioppa, Arno e Tonlight.

Serviço

Espetáculo: Sutil Violento
Estreia: 27 de maio. Sábado, às 20 horas
Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533. Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318
Temporada: 27 de maio a 27 de agosto (dia 29 de julho não haverá apresentação)
Horários: sextas e sábados (às 20h) e domingos (às 19h)
Ingressos: Grátis (bilheteria 1h antes das sessões)
Duração: 90 minutos. Gênero: Experimental. Classificação: 14 anos
Capacidade: 48 lugares. Não possui acessibilidade.
Agendamento para escolas e ONGs: sessões das sextas-feiras. 

Assessoria de imprensa: VERBENA Comunicação

Eliane Verbena - Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

Teatro do Incêndio abre inscrições para residência artística de Coletivos

Projeto A Aurora é Coletiva - Residência Artística contempla dois grupos teatrais não contemplados em editais.

A Cia. Teatro do Incêndio recebe inscrições até o dia 7 de junho para o edital A Aurora é Coletiva – Residência Artística. A companhia vai selecionar dois coletivos teatrais para desenvolverem, em sua sede, trabalhos de pesquisa estética, incluindo imersão em suas produções.

Os grupos poderão utilizar as dependências do Teatro do Incêndio durante quatro meses (de 3 julho a 30 outubro de 2017) com apoio financeiro de 16 mil reais.

As inscrições devem ser feitas unicamente pelo portal SP Cultura, onde pode ser acessado o regulamento e o edital: http://spcultura.prefeitura.sp.gov.br/projeto/2718/. Os selecionados serão divulgados no dia 17 de junho, quando os grupos serão convocados para reunião no Teatro do Incêndio a fim de formalizar a parceria.

Como parte do projeto, ao final da residência, os coletivos contemplados participarão de uma semana de experimentação com os atores do Teatro do Incêndio, dentro do projeto Poesia Cênica Conjugada, aberto gratuitamente ao público.

 A Aurora é Coletiva – Residência Artística integra o projeto A Gente Submersa, contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, e destina-se exclusivamente a grupos e/ou coletivos teatrais do município de São Paulo que tenham trabalho de continuidade de pesquisa, e atividades comprovadas, há mais de cinco anos, além de não terem sido contemplados por nenhum edital público ou privado há pelo menos oito meses.

“O intuito é possibilitar que os grupos continuem organizados, sem paralisarem suas atividades, já que o número de coletivos que realizam um trabalho de pesquisa continuada é muito maior que o total de editais oferecidos atualmente em todas as esferas”, argumenta Marcelo Marcus Fonseca, diretor e fundador da Companhia Teatro do Incêndio.

Mais informações
A Aurora é Coletiva – Residência Artística
Telefones: (11) 2609-3730 e (11) 99587-1971.
Teatro do Incêndio: Rua 13 de Maio, 53. Bixiga. São Paulo.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
 Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sesc Santos apresenta infantojuvenil com a Companhia de Danças de Diadema

Foto por Osmar Lucas
A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo infantojuvenil A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica no Sesc Santos, no Dia das Mães: 14 de maio, domingo, às 17h30.

A concepção e a coreografia da montagem são assinadas em dupla por Michael Bugdahn e Denise Namura. A direção geral é de Ana Bottosso.

No mesmo dia, das 11h às 13h, a companhia ministra o workshop (grátis) A Dança e o Processo Criativo, no auditório do Sesc Santos. A oficina visa desenvolver, junto com os participantes, práticas de dança contemporânea que provocam, por meio de jogos lúdicos, possibilidades de composição coreográfica, disseminando os processos de trabalho desenvolvidos pela Companhia em projeto social na sua cidade sede.

O enredo retrata a experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança. Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão” que - fascinada por todo tipo de movimento - parte em busca da descoberta do corpo e, pouco a pouco, torna-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas.

Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Michael Bugdahn é alemão e Denise Namura brasileira. O casal, convidado para esta montagem, vive em Paris, onde tem uma companhia de dança. Este é o segundo trabalho que assinam para a Companhia de Danças de Diadema (o primeiro foi La Vie en Rose???, que foi apresentado também em Paris). Segundo Ana Bottoso, “eles trazem uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”.

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, que estreou em 2015, é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).

Ficha técnica / serviço

Direção geral: Ana Bottosso. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Dayana Brito/Keila Akemi, Elton de Souza, Fernando Gomes, Rafael Abreu/Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves. Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura. Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz, trilha e pesquisa musical: Michael Bugdahn. Vozes/off: Roberto Mainieri e Denise Namura.  Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura. Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques. Confecção de figurino: Cleide Aniwa. Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves. Prof. dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani.


Espetáculo: A Mão do Meio – Sinfonia lúdica
Dia 14 de maio, domingo, às 17h30
Local: Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida. Santos/SP.
Ingressos: R$ 17,00 (inteira), R$ 8,50 (meia) e R$ 5,00 (credencial plena).
Bilheteria: terça a domingo (10h às 20h) – Tel: (13) 3278-9800.
Classificação: Livre. Duração: 60 min.
Recomendação etária: crianças de 6 a 106 anos.

Workshop: A Dança e o Processo Criativo
Dia 14 de maio, domingo, das 11h às 13h
Espaço: Auditório
Inscrições: oficinas@santos.sescsp.org.br ou no dia da atividade.
Grátis. Vagas limitadas.


Assessoria de Imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Zé Guilherme canta Orlando Silva no Sesc Santana

O intérprete Zé Guilherme apresenta o repertório de seu terceiro CD Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva no Sesc Santana, no dia 24 de maio (quarta-feira), às 15 horas.

O espetáculo, que integra o projeto Arte e Expressão - Trabalho Social com Idosos traz o olhar de um intérprete contemporâneo para um clássico da música brasileira.

O disco, lançado em 2015 por esse cearense radicado em São Paulo, é uma bela homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos na época do lançamento do álbum.

O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal de 18 canções do repertório do Cantor das Multidões, selecionadas em um longo processo de pesquisa sobre sua trajetória.

Entre as músicas do show, destaque para “A Jardineira”, “A Primeira Vez”, “Abre a Janela”, “Aos Pés da Cruz”, “Curare”, “Faixa de Cetim”, “Lábios Que Beijei”, “Lealdade”, “Malmequer”, “Pela Primeira Vez”, “Preconceito” e “Alegria”, entre outras.

Na apresentação, Zé Guilherme também tece alguns comentários, entre uma e outra canção, a respeito da vida e obra de Orlando Silva, bem como sobre o contexto social da época e as razões que nortearam sua escolha do repertório. O intérprete se apresenta acompanhado por Cezinha Oliveira (direção musical e violão), Adriano Busko (percussão), Luque Barros (baixo e violão de 7 cordas) e Pratinha Saraiva (flauta).

O show Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva já foi apresentado no Sesc Belenzinho, Museu da Casa Brasileira e Bistrô Esmeralda.

Concepção do CD

A trajetória de Orlando Silva é marcada por apurado critério na escolha das canções. O colorido, o swing e a brasilidade da sua obra foi o mote principal das escolhas de Zé Guilherme. A seleção levou em consideração, além da afinidade artística, a época de seu apogeu - de 1935, quando gravou o primeiro disco, até 1942. O roteiro contempla um perfil mais leve e alegre do cantor como na maioria dos sambas que trazem sempre um toque de humor nas letras. Zé Guilherme não esconde a relação afetiva com o trabalho: “Abri a janela do meu coração para me apossar, com respeito e reverência, dos sucessos de Orlando Silva e reapresentá-los ao público pela minha voz, pela minha forma de cantar”.

A produção musical é assinada por Cezinha Oliveira que inseriu elementos clássicos nos arranjos como piano, baixo acústico, acordeon, trombone e violão de sete cordas, entre outros, dando um certo “requinte” sonoro ao disco sem cair no mero saudosismo. Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva foi concebido com base no tripé interpretação, arranjos e composições, e mostra que a chamada “música antiga” do Brasil pode se manter clássica em sua origem, popular em sua apresentação e sofisticada em sua concepção.

Músicos de primeira linha participaram da gravação: Thadeu Romano (acordeon), Breno Ruiz (piano), Meno Del Picchia (baixo acústico), Maik Oliveira (cavaquinho), Pratinha (flautas e bandolim), Adriano Busko (percussão), Allan Abbadia (trombone), Luque Barros (violão de 7 cordas e vocal), Cezinha Oliveira (violão, guitarra e vocal) e João Pedro Verbena (guitarra).

Repertório do CD: “A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto), “Dama do Cabaré” (Noel Rosa), “A Primeira Vez” (Armando Marçal e Bide), “Abre a Janela” (Marques Júnior e Roberto Roberti), “Aos Pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda), “Cidade do Arranha-céu” (Edgard Cardoso e Ranchinho e Alvarenga), “Cidade Brinquedo” (Silvino Neto e Plínio Bretas), “Curare” (Bororó), “Faixa de Cetim” (Ary Barroso), “Lábios Que Beijei” (J. Cascata e Leonel Azevedo), “Lealdade” (Wilson Batista e Jorge de Castro), “Malmequer” (Newton Teixeira e Cristovão de Alencar), “Meu Consolo É Você” (Nássara e Roberto Martins), “Meu Romance” (J. Cascata), “O Homem Sem Mulher Não Vale Nada” (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), “Pela Primeira Vez” (Noel Rosa e Cristovão de Alencar), “Preconceito” (Marino Pinto e Wilson Batista) e “Alegria” (Assis Valente e Durval Maia).

Serviço

Show: Zé Guilherme
Em Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva

Dia 24 de maio. Quarta-feira, às 15h
Sesc Santana
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jardim São Paulo/SP. Tel.: (11) 2971-8700
Ingressos: R$ 6,00, R$ 10,00 e R$ 20,00. Grátis para maiores de 60 anos.
Bilheteria: terça a sexta (9h-21h), sábado (10h-21h) e domingo/feriado (10h-18h45). Aceita cheque, cartões de crédito e débito. Ingressos nas unidades do Sesc.
Duração: 90 min. Lotação: 330 lugares. Cesura: Livre
Acesso universal. Ar condicionado. Estacionamento: R$ 7,50 a R$ 15 (período).