quinta-feira, 7 de junho de 2018

Teatro do Incêndio faz panorama de seus 22 anos em livro que será lançado dia 22 de junho


O Teatro do Incêndio lança livro no dia 22 de junho, sexta feira, às 20 horas, que registra os 22 anos de história do coletivo.

Do processo de montagem de sua primeira peça, Baal - O Mito da Carne, em 1996, até a conquista de sua sede própria, em 2017, Teatro do Incêndio: da Terra ao Território mostra a trajetória do grupo Teatro do Incêndio em paralelo com a história política do país, refletindo sobre criação, teatro de grupo e modo de produção. A publicação também registra fatos de lutas internas para sobrevivência da Companhia.

Com críticas, resenhas e textos de nomes como José Celso Martinez Correa, Cida Moreira, Valmir Santos, Márcio Boaro, Daniel Ortega, Rodrigo Mercadante e integrantes do grupo, entre outros artistas que passaram pela companhia, o livro é composto por imagens e por escritos que foram organizados pelo diretor Marcelo Marcus Fonseca, fundador da companhia, em 1996.

Teatro do Incêndio: da Terra ao Território tem prefácio assinado por Antônio Carlos de Moraes Sartini, sendo ilustrado por 92 imagens captadas pelos fotógrafos Lenise Pinheiro, Bob Sousa, Giulia Martins, Marcos Lobo, Don Fernando, Pya Lima, Vânia Scharback e Antônio Marciano.

O lançamento é em parceria com a editora Córrego e faz parte do projeto A Gente Submersa, contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Serviço

Lançamento/livro: Teatro do Incêndio: da Terra ao Território
Dia 22 de junho. Sexta-feira, às 20h
Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista. SP/SP. Tel: (11) 2609-3730 / 2609-8561.
Entrada franca.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Encontros com Viviane Mosé e Gustavo Roberto Costa discutem justiça na Cia. de Teatro Heliópolis


Em junho, a Companhia de Teatro Heliópolis promove palestras sobre o tema justiça com filósofa Viviane Mosé, no dia 15, e com o promotor de justiça Gustavo Roberto Costa, no dia 29, ambas abertas ao público e com entrada franca.

Os eventos acontecem às 16h, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho - sede da companhia - com mediação da jornalista e crítica teatral Maria Fernanda Vomero.

Estas atividades integram as ações do projeto Justiça - O que os Vereditos Não Revelam, contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, que resultará no próximo espetáculo do grupo.

Dia 15/6 (sexta, às 16h) - Viviane Mosé

Em sua palestra, a filósofa aborda os seguintes temas: Sentidos e sentimentos de justiça; Relações entre justiça, ética, violência e equidade; Sensação de impunidade e desejo de justiçamento (ou vingança); e Pensar a justiça como exercício de imaginação política (e afetiva).

Viviane Mosé é poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas. É também mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro

29/ (sexta, às 16h) - Gustavo Roberto Costa

O promotor de justiça discute assuntos pertinentes como: Percepções sobre a justiça no Brasil – justiça seletiva, justiça "injusta", justiça inoperante; Justiça como garantia dos direitos ou justiça como punição e vingança?; Violência, crime e lei: qual o papel do Estado, das instâncias de justiça e da sociedade; e Ser um promotor: desafios e responsabilidades.

Gustavo Roberto Costa é Promotor de Justiça da Infância e Juventude da Comarca de Guarujá e bacharel em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto. É também especialista em direito penal e criminologia pela Universidade Internacional - UNINTER – PR e mestrando em Direito Internacional dos Direitos Humanos pela Universidade Católica de Santos - UNISANTOS.

O projeto

O projeto Justiça – O que os Vereditos Não Revelam tem como objetivo investigar, ao longo de 15 meses, os sentidos e as representações de justiça, tendo por base a realidade dos integrantes da Companhia de Teatro Heliópolis como moradores da comunidade. Para tanto, buscam traçar paralelos e confrontações entre a justiça ditada pelo crime organizado local e a justiça tida como oficial, aquela praticada pelo sistema legal brasileiro. O processo de investigação e criação aborda também o estudo dos aspectos teatrais e performativos do exercício concreto da justiça, que são os elementos e as funções que compõem os rituais de julgamento: tribunal, júri, juiz, advogados, testemunhas, a própria lei etc.

Serviço

Palestras/tema: Justiça
15/6 – com Viviane Mosé
29/6 – com Gustavo Roberto Costa
Mediação: Maria Fernanda Vomero
Horário: Sextas, às 16h.
Entrada franca - não há necessidade de retirar ingresso
Duração: 120 minutos. Capacidade: 50 lugares
Realização: Companhia de Teatro Heliópolis

Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533, Ipiranga – SP/SP (próximo ao metrô Sacomã).
Tel.: (11) 2060-0318.
Não possui acessibilidade. Não possui estacionamento.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Teatro do Incêndio encerra Rodas de Conversa com Samba de Bumbo e Fandango de Tamanco


O Teatro do Incêndio promove nos dias 8 e 15 de junho (sextas-feiras, às 20h), os dois últimos encontros sobre cultura popular da programação das Rodas de Conversa - A Gente Submersa. Os eventos têm entrada franca.

No dia 8, o bate-papo é com o Samba de Bumbo do Cururuquara, formado por descendentes de escravos que habitavam o bairro Cururuquara, em Santana de Parnaíba. E fechando o projeto, no dia 15, o Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande, composto só por homens, mostra como se dança essa modalidade usando tamanco de madeira, especial para produzir uma contagiante sonoridade.

As Rodas de Conversa - A Gente Submersa vem reunindo, desde março de 2017, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais, principalmente do estado de São Paulo, em bate-papos que são seguidos por vivências (breves apresentações dos grupos convidados).

Rodas de Conversa - A Gente Submersa

O projeto A Gente Submersa foi contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, em comemoração aos 21 anos da Cia. Teatro do Incêndio. A programação das Rodas de Conversa – que teve início em 2018 - prima pela diversidade saberes e fazeres tradicionais. São vivências com temas ligados à dança, música, religiosidade, dialeto e culinária. O projeto quer mostrar que as raízes da cultura brasileira se manifestam em grupos que resistem e mantém viva a nossa história.

Em parceria com a Comissão Paulista de Folclore, que ao longo de 67 anos vem mapeando, fomentando e salvaguardando as manifestações culturais tradicionais e os patrimônios culturais imateriais, o Teatro do Incêndio torna-se o terreiro, o quintal para esses encontros de artistas, públicos e griôs. Esta iniciativa vem de encontro à verticalização da busca de raízes brasileiras pelo Teatro do Incêndio que apontou caminhos necessários de aprimoramento e investigação, ações vitais para o presente do coletivo. Esses encontros com a cultura popular fazem parte da pesquisa para montagem dos espetáculos Rebelião – O Coro de Todos os Santos (que estreou em janeiro de 2018) e A Rainha Enterrada (nome provisório, que estreia em agosto deste ano).

8 de junho - Samba de Bumbo do Cururuquara
Tema: Samba de Bumbo
O grupo de Samba de Bumbo do Cururuquara é formado pelos descendentes de escravos que habitavam o bairro Cururuquara, localizado a 15 quilômetros do centro de Santana de Parnaíba (SP). De acordo com estudiosos dessa cultura, o samba de bumbo ou samba rural paulista nasceu nas fazendas cafeeiras do Vale do Paraíba e do Oeste Paulista e foi levado para Santana de Parnaíba, que fica a 35 km da capital paulista, pelos negros que migraram para essa região. Em Santana de Parnaíba, a notícia mais longínqua que se tem do samba de bumbo é, de acordo com a memória oral, a festa realizada para comemorar a abolição da escravidão, em 1888. Nesta ocasião, os negros reuniram-se na Capela de Santa Cruz, no bairro do Cururuquara, atual capela menor de São Benedito, e ali ficaram por quatro dias tocando o samba de bumbo, comemorando a liberdade e uma doação de terras que receberam de um fazendeiro. Na mesma ocasião, os libertos plantaram oito palmeiras, das quais  quatro ainda se encontram no local, dando-lhe o nome de Largo das Palmeiras. Esta festa acontece anualmente no bairro. Há alguns anos, esses descendentes perderam suas terras e foram obrigados a deixar o bairro, mas todo ano voltam à Capela dos Escravos para louvar a São Benedito comemorando a libertação.

25 de maio - Fandango de Tamanco de Ribeirão Grande
Tema: Fandango de Tamanco
Existem vários tipos de fandangos: de chinela, tropeiro, catira e cateretê, entre outros. O Fandango de Tamanco é uma importante tradição existente no Brasil, cuja dança é executada usando tamancos de madeira, especialmente para emitir uma rica e contagiante sonoridade. O termo fandango designa uma série de danças populares. No encerramento de mutirões, em festas e outras ocasiões em todo o Brasil, executam-se as mais variadas danças. Essa modalidade - de tamanco - é dançada só por homens, com seus sapateados e palmeados. É a versão masculina do fandango. Sem os bailados, entremeando os fortes sapateados e palmeados com os queromanas, as modas relatam aspectos da vida rural, com possibilidades para improvisos. O acompanhamento se dá com pé-de-bode (sanfona de oito baixos) e/ou violas.


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