quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Relação complexa entre Van Gogh e Gauguin aparece de forma poética em ficção de Thelma Guedes com direção de Roberto Lage

Montagem protagonizada por Alex Morenno e Augusto Zacchi estreia no dia 22 de abril, no Teatro Sérgio Cardoso.
           
De outubro a dezembro de 1888, na pequena Arles, na França, dá-se um encontro explosivo entre aqueles que viriam a ser considerados, futuramente, como dois dos maiores artistas da história da humanidade: o holandês Vincent Van Gogh (1853-1890) e o francês Paul Gauguin (1848-1903).

Escrito por Thelma Guedes para o diretor Roberto Lage, o espetáculo Van Gogh por Gauguin é uma ficção na qual Gauguin, em um agonizante delírio, vive sob o peso de sua responsabilidade em relação ao final de vida trágico do amigo Vincent. A peça, que estreia no dia 22 de abril, segunda (às 20h), na Sala Paschoal Carlos Magno do Teatro Sérgio Cardoso, personifica de forma poética, simbólica e onírica os conflitos e a admiração incondicional entre os pintores.

Como não se trata de um espetáculo biográfico, mas de um encontro ficcional entre os artistas - vividos por Alex Morenno e Augusto Zacchi, respectivamente -, a direção priorizou o trabalho de interpretação para criar um universo cênico que remeta aos padrões cromáticos dos dois pintores, levando o espectador a refletir sobre o que levou essa grande amizade a um trágico fim. Tendo como apoio a pesquisa biográfica que traz à luz, sobretudo, os pensamentos artísticos divergentes de ambos, a peça privilegia questões humanas com a força de seu alcance na vida dos criadores.

Em um febril período de apenas dois meses, em que eles dividem a pequena Casa Amarela, em Arles, na isolada região rural francesa, vivendo e pintando juntos, as profundas diferenças de temperamento e de visão artística provocam embates, muitas vezes violentos, culminando no famoso e terrível desfecho no qual, após uma forte discussão, Paul decide partir de volta a Paris e Vincent reage, intempestivamente, decepando a própria orelha.

Em 1890, o atormentado Van Gogh tenta suicídio com um tiro na barriga, que o levaria à morte no dia seguinte. Gauguin, por sua vez, em 1891, depois de uma bem sucedida exposição, realiza o sonho de ir morar no Taiti. Lá, produz vigorosamente até que, abatido por uma sífilis não diagnosticada, vai sendo excluído da sociedade e abandonado pelos seus. É sobre esse episódio mal sucedido que se pauta o espetáculo Van Gogh por Gauguin. “A intenção é trazer para cena um Van Gogh espectral, fruto do inconsciente delirante de Gauguin que, sofrendo com as consequências da sífilis, acredita estar morrendo”, comenta o diretor Roberto Lage.

Por meio de um exercício dramatúrgico de imaginação, a encenação reinventa o momento em que o efeito delirante do arsênico sobre o pintor o leva a acreditar que Van Gogh está ao seu lado, acompanhado o instante de sua morte e, ao mesmo tempo, forçando-o a se lembrar dos momentos que passaram juntos. Em um ambiente decadente, deteriorado e sujo, ele sente fome e muita dor. E seus delírios colocam o público frente às diferenças entre eles, tanto no modo de ver a vida, de agir e de fazer arte, como na evidente admiração de um pelo outro - assumida por Van Gogh, mas dissimulada por Gauguin, numa mistura de inveja com incômoda admiração.

A culpa de Gauguin em relação ao amigo morto, que fora por ele magoado, abandonado e esquecido, e cuja presença e memória servem como acusação e sentença de morte, revela sua incapacidade de comunicação e afeto com aquele que tinha tanta coisa dele mesmo, mas que também seria o seu oposto, a sua sombra. Vive uma culpa sobre aquele que lhe causou, por fim, tantos sentimentos intensos, profundos e contraditórios, como o amor e a repulsa.

Van Gogh foi considerado um artista maldito, louco; um homem incompreendido pelo seu tempo. Frente a todo o tipo de infortúnio - como miséria, fome, frio e solidão - ele conseguiu deixar um legado de pinturas e desenhos não compreendidos na época em que viveu, mas aclamado após a sua morte. Os vários episódios de sua vida construíram um artista ávido por um amor que nunca foi correspondido, fosse ele a prima que não o quis, o amigo Paul Gauguin por quem tinha profunda admiração ou mesmo a fé que durante muito tempo buscou, mas acabou se rendendo à arte como forma de expressão.

Do ponto de vista realista, a encenação se passa no atelier deteriorado de Paul, nas Ilhas Marquesas. O tratamento cênico busca, pelas nuances da luz (de Kleber Montanheiro), explorando a paleta de cores dos pintores, uma estética posterior ao impressionismo de Van Gogh ou ao pós-impressionismo de Gauguin. O cenário realista (de Paula De Paoli, também figurinista) é ambientado com moldura, cavaletes e tintas; estruturas de quadros e telas aparecem em outra dimensão, sem revelar as supostas obras. Os figurinos recebem o mesmo tratamento realista, sendo o de Van Gogh um pouco mais lúdico.

A ideia desse projeto partiu do desejo de Alex Morenno, Roberto Lage e da assistente de direção Joanah Rosa em retratá-lo no palco. “Acho que Van Gogh me escolheu”, confessa o ator Alex Morenno. “Já estive muito ruivo e as pessoas me associavam a ele. Isso despertou em mim o interesse por sua vida e obra”, completa. E resolveram, então, dar corpo a esse desejo, sendo Thelma Guedes convidada para criar o texto. “Van Gogh por Gauguin é um trabalho puramente emocional. Não passa pela ‘tese’ sociopolítica que sempre defendi no palco”, revela o diretor. Já Alex conta que sempre se interessou em falar sobre loucura, solidão e inquietação artística. “Quando penso em Van Gogh, essas três coisas me vêm à cabeça, assuntos tão pertinentes em tempos tão difíceis”, ele reflete.

Augusto Zacchi conta que não conhecia muito da história de seu personagem. Para ele, a entrega de Gauguin a uma busca incondicional pela arte é o que pauta sua composição. “Meu olhar é para o humano desse indivíduo que foi buscar sua razão de vida e pagou o preço. Ambos foram forjados na vida em função da busca, da obsessão e da paixão”, comenta o ator. E Roberto Lage finaliza: “essa é só mais uma história sobre os pintores, uma defesa do ‘homoternurismo’ (termo de Mário Prata), pois creio que o preconceito social da época seja responsável pela dificuldade que eles tiveram de se relacionarem em sociedade”.

Ficha técnica

Texto: Thelma Guedes
Direção: Roberto Lage
Diretora assistente: Joanah Rosa
Elenco: Alex Morenno e Augusto Zacchi
Cenografia e figurino: Paula De Paoli
Iluminação: Kleber Montanheiro
Trilha sonora: Aline Meyer
Projeto gráfico: Paula De Paoli
Fotos e vídeos: Leekyung Kim
Produção executiva: Regilson Feliciano
Operação de luz: Matheus Macedo
Operação de som: Anderson Franco
Direção de produção e administração: Maurício Inafre
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Realização: Roberto Lage Produções Artísticas

Serviço

Espetáculo: Van Gogh por Gauguin
Estreia: 22 de abril. Segunda, às 20h
Temporada: 22/04 a 10/06 – Sábado 18h30, domingo 19h e Segunda 20h.
Ingressos: R$ 50,00 (meia entrada: R$ 25,00)
Gênero: Drama. Duração: 75 minutos. Classificação: 14 anos

Teatro Sérgio Cardoso
Sala Paschoal Carlos Magno (144 lugares)
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo/SP.
Tel: (11) 5061-1132

PERFIS

Roberto Lage - O diretor paulista – também fundador, junto com Celso Frateschi, do Ágora, Centro para o Desenvolvimento Teatral, iniciou a carreira como ator, em 1962, e começou a dirigir, em 1969. Seu primeiro sucesso foi Mrozek (1974), reunião dos textos Strip-Tease e Em Alto Mar, de Slawomir Mrozek. À Flor da PeleI (1976), de Consuelo de Castro, rendeu-lhe o Prêmio Molière de Melhor Direção. Noa anos 80 e 90, dirigiu dezenas de peças, entre elas Mãos ao Alto, São Paulo! (de Paulo Goulart,1980), Besame Mucho (de Mario Prata, 1982), Escola de Mulheres (de Molière, 1984), Tanzi - Uma Mulher no Ringue (de Clara Luckhan)e O Gosto da Própria Carne (de Albert Innaurato), estas duas, de 1985, foram premiadas e o consolidaram como encenador, O Colecionador Playwrighting (de John Fowles) e Meu Tio, o Lauaretê (de Guimarães Rosa, por Walter George Durst, que deu a Cacá Carvalho o Prêmio Molière), Dores de Amores (de Léo Lama), Decifra-me ou Devoro-te (de José Rubens Siqueira e Renato Borghi), Peer Gynt (sucesso, de Henrik Ibsen), Os Amores Abandonados de Jennifer R. (de Randy Buck, livre versão da biografia de Fassbinder), Diana (monólogo de Celso Frateschi), Para Tão Longo Amor (de Maria Adelaide Amaral, em Portugal e no Brasil), Beijo no Asfalto (de Nelson Rodrigues) e A Ópera do Malandro (de Chico Buarque), Anchieta 400 Anos (performance de Arrigo Barnabé), Cheque ou Mate (de Ricardo Semler, com Raul Cortez), Anjo na Contramão (de Gianfrancesco Guarnieri), Clips e Clops (Prêmio da APCA de Melhor Diretor), Foi Ela Que Começou... (Prêmio Apetesp de Melhor Direção). Nos anos 2000, destaque, entre outras para A Mancha Roxa (de Plínio Marcos), A Mandrágora (de Maquiavel), Orgia (de Pier Paolo Pasolini, no CCBB-SP), textos para o projeto Royal Court Theatre (centro britânico de intercâmbio com o Teatro Popular do Sesi), Um Merlin (com Antonio Petrin, por Luís Alberto de Abreu, também em Portugal), Os Justos (inédita no Brasil, de A. Camus), Sonho de um Homem Ridículo (de Dostoïevski, com Celso Frateschi), Ricardo III (de Shakespeare, com C. Frateschi e Renata Zhaneta), Pente Fino (de Christopher Welzenbach, espetáculo encenado no banheiro do hotel Renaissance em SP), A Flauta Mágica (de Vladimir Capela), Don de Juan de Moliére (com Jairo Mattos), Motel Paradiso (de Juca de Oliveira), Dois Irmãos (de Milton Hatoum), O Bailado de Flavio de Carvalho (Sesi-SP) e Teatro Para Pássaros (do argentino Daniel Veronese). A partir de 2010, vieram: Zorro (de Gipsy King), Dos Escombros de Pagu (homenagem ao centenário de Patricia Galvão), Carmen (ópera de G. Bizet), Francesca (de Luís Alberto de Abreu), Quarto 77 (de Leonardo Alckmin), Tic Tic Tati (textos de Tatiana Belinky e músicas de Helio Ziskind), Coração Bandoleiro (de José Antônio de Souza), Toda Donzela Tem Um Pai que É Uma Fera (de Gláucio Gill), Não Existe Mulher Difícil (de André Aguiar Marques, adaptação de Lucio Mauro Filho, com André Bankoff), Cartola, o Musical (dramaturgia de Artur Xexéo), Diálogo Noturno com um Homem Vil (do suíço Friedrich Dürrenma).

Thelma Guedes -  É escritora, dramaturga e autora/roteirista de televisão. Thelma lançou, entre outros, os livros Cidadela Ardente (Ateliê, 1997), Pagu: literatura e revolução (ensaios, Ateliê/Nankin, 2003), Atrás do Osso (poesia, Nankin, 2007) e O Outro Escritor (contos, Nankin, 2009). Autora da Rede Globo de Televisão, desde 1997, assinou em parceria com Duca Rachid as novelas: Órfãos da Terra (atualmente), O Profeta, Cama de Gato, Cordel Encantado e Joia Rara, esta última vencedora do Emmy International Awards, em 2014. Assina também a dramaturgia do musical Garota de Ipanema - O Amor é Bossa, que estreou em 2016, inaugurando o Teatro Riachuelo (Rio de janeiro), além dos espetáculos atuais: Damas de Shakespeare e Van Gogh por Gauguin.

Augusto Zacchi - No teatro, seus espetáculos mais recentes são Gata em Telhado de Zinco Quente (Tennessee Williams, dir. Eduardo Tolentino), Chuva Constante (de o Keith Huff, dir. Paulo de Moraes), As Viúvas (de Artur Azevedo, dir. Sandra Corveloni), Anti-Nelson Rodrigues (de Nelson Rodrigues, dir. Eduardo Tolentino) e Senhorita Júlia (de August Strinberg, dir. de Eduardo Tolentino). Em 2018, Zacchi dirigiu o espetáculo Quando as Máquinas Param, de Plínio Marcos. Outros destaques como ator são: Mente Mentira (de Sam Sheppard, dir. Paulo de Moraes), 19 Centímetros (de Lauro Cesar Muniz, dir. Bárbara Bruno), Os Especialistas (de Adriano Shaplin, dir. de Barbara Bruno), A Moratória (de Jorge Andrade, dir. de Eduardo Tolentino), Bent (de Martin Sherman, dir. Luis Furlaneto), Indecência Clamorosa (de Moises Kaufman, dir. Jackeline Laurence), Laranja Mecânica (de Anthony Burges, dir. Paulo Afonso de Lima), Trainspotting (de Harry Gibson, dir. Luis Furlanetto), Fausto Gastrônomo (de Richard Scheschner, dir. Luis Furlaneto - indicado ao Prêmio Ibeu de Melhor Ator) e Um Homem Chamado Shakespeare (texto e dir. Bárbara Heliodora). Na televisão, participou das novelas Rock Story, Malhação e Lara com Z (Rede Globo), Apocalípse, José do Egito, Máscaras, Poder Paralelo e Luz do Sol (Rede Record) e Maria Esperança (SBT). No cinema, atuou em Paredes de Papel (2018/19, dir. Marco Schiavon), Mentiras Sinceras (2011, de Pedro Asberg), Era uma Vez... (2008, dir. Breno Silveira), Olga (2004, de Jayme Monjardim) e Foliar Brasil (2003, de Carolina Paiva).

Alex Morenno - Formou-se em 2002 no INDAC, curso Técnico Profissionalizante para Atores, depois integrou o Núcleo Experimental do Teatro Popular do Sesi, tendo oficinas com Juliana Carneiro da Cunha, Cacá Carvalho e Denise Stoklos, entre outros. Na televisão, atualmente, integra o elenco da novela Órfãos da Terra (personagem Robson, direção de Gustavo Fernandez) e participou também de Novo Mundo (2017, personagem Francisco Castro, direção de Vinicius Coimbra) e Cama de Gato (2010, personagem Luck, direção de Amora Mautner), produções da Rede Globo. No teatro, participou dos seguintes trabalhos: Menino Maluquinho - O Musical (2014, direção Daniela Stirbulov), Mambo Italiano (2010, direção Marcos Caruso), Advocacia Segundo Os Irmãos Marx (2009, direção João Fonseca), A Flauta Mágica (2008, musical, direção Roberto Lage), B. Encontros Com Caio Fernando Abreu (2007, direção Francisco Medeiros) e outros. Atuou também como coreógrafo e preparador corporal do musical Cartola - O Mundo É Um Moinho (direção Roberto Lage) e foi apresentador do Canal Nexo Proibído, do Youtube.


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Sesc Belenzinho recebe show de Zé Guilherme que lança quarto disco e comemora 20 anos de carreira

Zé Guilherme (foto de Alessandra Fratus)

Artista que sempre se destacou como intérprete, Zé Guilherme, comemora 20 anos de carreira com o lançando de Alumia, seu quarto disco composto por músicas autorais em sua maioria. O show acontece no dia 29 de março, sexta, no Teatro do Sesc Belenzinho, às 21 horas.

Após lançar, em 2015, um disco em homenagem ao “cantor das multidões”, o artista cearense, radicado em São Paulo, registrou nesse trabalho canções autorais e parcerias. No show, além de faixas de Alumia, Zé Guilherme mostra composições dos três discos anteriores: Recipiente, Tempo ao Tempo e Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva.

Nesse novo álbum, Zé Guilherme assina letra e melodia das composições “Alumia”, “Teus Passos” e “Canção de Você”. As letras são frutos de seus poemas. “As melodias nasceram intuitivamente, pois não sou instrumentista”, afirma. Ele ainda divide a autoria de “Espelho” com Luis Felipe Gama, de “Ave Solitária” e “Teu Cheiro” com Cris Aflalo, de “Laço” com Marcelo Quintanilha e de “Oferendas” com Cezinha Oliveira, que é o produtor musical e arranjador do álbum. Completando o repertório, Luis Felipe, Quintanilha e Cezinha aparecem novamente como autores de “Franqueza”, “A Voz do Rio” e “Cesta Básica”, respectivamente, ao lado do baiano Péri, compositor de “Clarão” e “Paixão Elétrica”.

“Nunca tive pretensões de ser um compositor, pois meu ofício maior é o de cantor. A poesia é um exercício que me acompanha desde a adolescência, mas só agora, depois de 20 anos de dedicação à música, sinto-me mais à vontade para mostrar também o meu lado autoral”, comenta.

Alumia registra o amadurecimento artístico de Zé Guilherme, não só pelo fato dele se mostrar também como compositor, mas também pela própria trajetória musical. O primeiro CD, Recipiente (Lua Discos, 2000), com arranjos de Swami Jr., apresentava sua origem nordestina e sua música universal brasileira em um trabalho com a força da raiz e do pop brasileiro. Seis anos depois, o disco Tempo ao Tempo chega com uma linguagem pop mais contemporânea nos arranjos de Serginho R. O terceiro disco viaja no tempo e o artista faz um pouso na época mais romântica da música brasileira com Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva (2015), trabalho que também tem produção musical e arranjos de Cezinha Oliveira.

O novo CD faz um sobrevoo por esses caminhos e apresenta a música de Zé Guilherme, agora mais romântica, que envereda por uma sonoridade acústica mais jazzística. “Os arranjos trazem como unidade estética a sonoridade característica do piano, executado de forma primorosa por Jonas Dantas (também no acordeon), e do baixo acústico tocado por Johnny Frateschi”, justifica o produtor musical. É possível perceber que todas as canções se harmonizam como células dentro da estrutura musical do disco. Os demais instrumentos que aparecem são: bateria e percussão (por Adriano Busko), violão e guitarra (por Cezinha Oliveira) e sopros (por Walter Pinheiro). “Esse trabalho pode ser considerado uma declaração de amor, amor a outras pessoas e à minha própria vida”, confessa o intérprete.

O show de Zé Guilherme no Sesc Belenzinho tem participação dos mesmos músicos que gravaram nas faixas do CD Alumia. A direção artísitica é de Maurício Inafre e a iluminação tem assinatura de Silvestre Garcia.

As canções de Alumia

A faixa “Oferendas” (Cezinha Oliveira e Zé Guilherme) traz arranjo elaborado para essa letra que fala do encontro carnal, da viagem pelo corpo da pessoa amada. “Espelho” (Luis Felipe Gama e Zé Guilherme) é uma composição que se assemelha à “lide” alemã. Composta para voz e piano, o lirismo nasce da tensão entre a execução do instrumento e a voz do intérprete. Fala do encantamento sentido na manhã seguinte à noite de amor.

“Ave Solitária” (Cris Aflalo e Zé Guilherme) tem o sotaque nordestino do baião. Essa canção brejeira canta a alma solitária que, como uma ave, busca um lugar para pousar. A romântica “Canção de Você” (Zé Guilherme) é um poema sobre a saudade e as ilusões do amor. “Teu Cheiro” (Cris Aflalo e Zé Guilherme) é também uma canção de amor, em ritmo de bossa nova, que fala sobre a espera pela pessoa amada.

A música “Alumia” (Zé Guilherme), que dá nome ao CD, remete à origem nordestina do autor. Concebida originalmente como coco com toques de carimbó, ela ganhou arranjo com destaque para o piano de Jonas Dantas. A faixa “Teus Passos” também fala de amor, de sedução, de conquista. O samba-choro “Franqueza” (Luis Felipe Gama e João P. de Souza) traz na letra um soneto escrito, em 1918, por João Pinto (avô das cantoras Ana Luiza e Juliana Amaral) e registrado em um livreto artesanal. “A Voz do Rio” (Marcelo Quintanilha) é uma homenagem a Oxum (orixá das águas doces, das cachoeiras; protetor da voz, do amor). “Escolhi esta música porque também sou filho de Oxum”, comenta o artista.

Com uma pegada mais pop, vem “Laço” (Marcelo Quintanilha e Zé Guilherme), outra canção romântica, cuja letra discorre sobre as possibilidades e impossibilidades do amor. “Clarão” (Péri) é uma homenagem a Oxalufan pela suprema criação (no candomblé ele é Deus, um Oxalá velho e sábio). “Com esta música agradeço por estar vivo, pela proteção nos momentos difíceis e por estar completando 20 anos de carreira artística”, confessa o cantor. “Paixão Elétrica” (Péri), como o próprio nome sugere, canta a paixão e as armadilhas do amor. Estava na seleção de músicas do segundo CD de Zé Guilherme, mas só agora a ideia de gravá-la se concretizou. E “Cesta Básica” (Cezinha Oliveira) é a faixa mais pop de Alumia. A letra fala de sentimentos, sensações da vida, da busca pela felicidade. “Esta composição faz uma síntese do que repertório do disco aborta. Tinha que estar nesse roteiro, para amarrá-lo”, finaliza Zé Guilherme.

Lançamento/CD: Alumia
Artista: Zé Guilherme
Selo: Independente / Distribuição: Tratore / Preço sugerido: R$ 25,00

Twitter: @zeguilhermeofic | Instagram: @zeguilhermeoficial | Youtube: Zé Guilherme Oficial

Serviço / show

Show: Zé Guilherme
Dia: 29 de março. Sexta-feira, às 21h
Local: Teatro (392 lugares).
Não recomendado para menores de 12. Duração: 1h30.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Venda no Portal e unidades do Sesc.

Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho. São Paulo/SP.
Tel: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho

Zé Guilherme

Cearense nascido em Juazeiro do Norte, Zé Guilherme cresceu ouvindo grandes nomes do cenário musical brasileiro como Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, entre outros, além de cantadores, repentistas, violeiros, banda cabaçal, maracatu, frevo e boi-bumbá, influências fundamentais para a realização do sonho de ser cantor. Em São Paulo, desde 1982, cantou no circuito de casas noturnas, participando de shows ao lado de amigos e parceiros musicais como Maurício Pereira, Cris Aflalo, Madan, Cezinha Oliveira, Marcelo Quintanilha, Péri e outros.

Em 1998, estreou o show Clandestino, no Espaço Anexo Domus, com direção musical de Swami Jr. e direção geral do ator Luiz Furlanetto. Mais tarde, apresentou o show Zé Guilherme e Convidados no Teatro Crowne Plaza com a participação especial de Carlos Careqa, Maurício Pereira, Vânia Abreu, Zé Terra e René de França. Cantou nos projetos Arte nas Ruas, Clima do Som no Parque da Aclimação e MPB nas Bibliotecas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; Quinta Mariana, do SESC Vila Mariana; e Quatro Vozes, do Centro Experimental de Música do Sesc Consolação.

Em 2000, Zé Guilherme lançou seu primeiro CD, Recipiente (Lua Discos) com produção musical e arranjos de Swami Jr., que foi apresentado no Teatro Crowne Plaza, Sesc’s Ipiranga, Vila Mariana e Pompeia (Prata da Casa), Supremo Musical, Centro Cultural São Paulo e outros. Em 2002, a interpretação de Zé Guilherme para Mosquito Elétrico, de Carlos Careqa, foi incluída na coletânea Brazil Lounge: New Electro-ambient Rhythms from Brazil, lançada pela gravadora portuguesa Música Alternativa. Em 2003 participou do CD homônimo do mineiro Cezinha Oliveira (faixa “Seca”).


Em 2004, estreou o show Canto Geral com canções de seu CD de estreia e músicas inéditas de Marcelo Quintanilha, Carlos Careqa, Péri, Alexandre Leão e outros. Em 2005, apresentou-se no projeto Música no Museu, do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Lançou, em 2006, o segundo CD, Tempo ao Tempo, com produção e arranjos de Serginho R., direção artística do próprio Zé Guilherme, que assina também a coprodução em parceria com Marcelo Quintanilha. Em 2007, cantou no CD ao vivo Com os Dentes - Poesias Musicadas, de Reynaldo Bessa. Em 2015, lançou o disco Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, uma releitura da obra do cantor Orlando Silva em comemoração ao centenário de nascimento do Cantor das Multidões, que faria 100 anos em 2015. Atualmente, o artista trabalha no lançamento de Alumia, que mostra também seu lado autoral, na maioria das canções.

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Há 18 anos, a Escola de Atores Wolf Maya é sinônimo de qualidade na formação de atores


 
Criada em 2001, com o objetivo de preparar novos profissionais para o mercado de teatro, cinema ou televisão, a Escola de Atores Wolf Maya é uma idealização de sucesso do ator e diretor Wolf Maya, tendo duas unidades, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro.

Em 18 anos de atividades, a escola já formou bem mais de 25 mil profissionais, muitos deles revelados como grandes talentos em televisão, teatro, teatro musical e cinema. E em seu processo de formação de atores, já produziu centenas espetáculos e outras centenas de projetos em cinema e vídeo.

Além do curso regular para atores, com duração de três anos, a escola oferece vários cursos complementares: Interpretação para TV, Curso de Férias (adulto e infantil), Sapateado e Teatro Musical (Making Musicals), entre outros de menor duração e workshops.

A Escola de Atores Wolf Maya possui um teatro em cada unidade - Teatro Nair Bello em São Paulo, e Teatro Nathália Timberg no Rio de Janeiro -, que são disponibilizados para apresentações dos alunos e também temporadas de espetáculos profissionais. Possui ainda estúdio profissional de TV/cinema com equipamentos de última geração, ilhas de pós-produção e todo o formato industrial para a prática do audiovisual.

Seu método de ensino está em constante atualização. A escola atua em consonância com a arte dramática contemporânea, garantindo um aprendizado eficiente, técnico e atual, que segue a tendência mundial do ator em exercício no teatro, no cinema e na TV: praticando no set, no palco ou na sala de aula.

Semestralmente, são realizadas mostras culturais com peças teatrais, curtas-metragens, leituras dramáticas, espetáculos de dança e mostras de vídeos, entre outras atividades. Os eventos são realizados por alunos e professores com produção e equipe técnica da própria instituição. Entre os destaques, Mobile Festival, Festival de Cenas Curtas e Sarau, que sempre revelam novos talentos para as diversas áreas culturais. Os alunos também atuam em peças profissionais e filmes, todos produzidos pela própria escola.

A Escola de Atores Wolf Maya  mantém uma parceria com a Rede Globo que contempla desde acesso a testes para trabalhos até captação de novos talentos e treinamento exclusivo para séries e novelas da emissora.

Entre os atores que nela se formaram e, atualmente, destacam-se na televisão e no cinema estão: Nanda Costa, Malvino Salvador, Marjorie Estiano, Paola Oliveira, Henri Castelli, Giovanna Lancellotti, Rafael Primot, Maria Casadevall, Anajú Dorigon, Vinicius Redd, Giullia Buscacio, Giovanna Ewbank, Daniel Rocha, Carol Abras, Giovanni Di Lorenzi, Tânia  Khallil, Arianne Botelho, Carol Macedo, Felipe Hintze, Camilla Camargo e Thalles Cabral.

Professores gabaritados estão à frente das disciplinas. Entre eles: Marco Antônio Pâmio, Sergio Ferrara, Wolf Maya, Suzanna Kruger, Eliete Cigarine, Elias Andreato, Inês Aranha, Thierry Trémouroux, Inácio Coqueiro, Daniella Visco, Flavia Pucci, Del Rangel, Sandra Corveloni e Zé Henrique de Paula, entre outros.

Hudson Glauber está à frente da direção artística e Josemir Kowalick é o coordenador pedagógico da Escola de Atores Wolf Maya. 

Wolf Maya – Ator e diretor mundialmente reconhecido, Wolf é destaque na cena cultural brasileira. Estudou no Conservatório Nacional (Rio de Janeiro), formando-se em teatro musical em Nova Iorque, pelo Carnegie Hall Ballet. Atuante desde a década de 1980, Wolf Maya apresentou-se em diversos espetáculos, novelas e minisséries. Simultaneamente, brilhou na carreira de diretor, encenando espetáculos musicais de forma precursora no Brasil. Atualmente, dirige novelas, minisséries, cinema, teatro e musicais. É criador, presidente e professor da Escola de Atores Wolf Maya.

Escola de Atores Wolf Maya 
São Paulo - Shopping Frei Caneca  - 3º Piso, Loja 401ª. Rua Frei Caneca, 569 - Cerqueira César. SP/SP. Tel: (11) 3472-2444.
Rio de Janeiro - Freeway Center. Avenida das Américas, 2.000. Barra da Tijuca - RJ/RJ Tel: (21) 3388-5864.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Buraco d’Oráculo encerra residência em Cidade Tiradentes

Foto por Carlos Goff
A temporada da Circulação - Residência do grupo O Buraco d’Oráculo em Cidade Tiradentes, reduto de atuação do Circo Teatro Palombar, tem suas últimas apresentações no dia 23 de fevereiro, além de um bate-papo no dia 25. Estas atividades acontecem no Centro Cultural Arte em Construção com entrada franca.

No sábado (23), a primeira sessão ocorre, às 16 horas, com o espetáculo Pelas Ordens do Rei que Pede Socorro!, do grupo idealizador. Em seguida, às 18 horas, a companhia anfitriã encena A Fabulosa Charanga dos Excêntricos.

Já na segunda-feira (25), encerrando a programação do mês, os dois grupos recebem a médica e educadora Vera Dantas para o Café Teatral, às 15 horas. Em volta de uma mesa, artistas e público tomam um café-da-tarde descontraído, enquanto discutem sobre Cenopoesia e Relações de Cuidado.

Iniciada em outubro de 2018, a Circulação - Residência tem o objetivo de promover e fomentar teatro de rua, a partir de seu próprio repertório, em territórios de companhias parceiras. Juntos, os grupos comandam um mês de programação local. Em fevereiro, o anfitrião foi o Circo Teatro Palombar e o ‘palco’ escolhido para as apresentações foi o Centro Cultural Arte em Construção e a Praça do 65, locais onde o Palombar frequentemente atua e se apresenta.

A programação, formada por três espetáculos do Buraco e um do Palombar, foi iniciada com O Encantamento da Rabeca (dia 16), seguido por O Cuscuz Fedegoso (dia 17) - ambos do O Buraco d’Oráculo.

Esta Circulação - Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo.

Programação / Fevereiro - 2019


23 de Fevereiro. Sábado, às 16h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro!
Com: O Buraco d’Oráculo

Foto por Carlos Goff
Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia”, em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade.

Ficha técnica - Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti,  Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo. Duração: 50 min. Classificação: 12 anos.

23 de Fevereiro. Sábado, às 18h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Espetáculo: A Fabulosa Charanga dos Excêntricos
Com: Circo Teatro Palombar

A Fabulosa Charanga dos Excêntricos
Sinopse: A Fabulosa Charanga dos Excêntricos é uma banda composta por palhaços e palhaças bem excêntricos, responsáveis pela trilha musical e sonoplastia de um grande espetáculo. Os cômicos tocam trombone, trompete, saxofone, surdo e repiques e também instrumentos inusitados. E tem ainda a performance do sensacional homem-banda.

Ficha técnica – Criação coletiva. Coordenação: Adriano Mauriz. Elenco: Barbara Maria, Davis William, Giuseppe Farina, Henrique Nobre, Guilherme Torres, Larissa Evelyn, Leonardo Galdino, Marcelo Nobre, Paulo Santos, Rafael Garcia e Vinicius Mauricio. Assistência de coordenação: Ricardo Muniz. Cenário/figurino: Barbara Maria e Dinho Prince. Trilha sonora: Joilson dos Santos e Giuseppe Farina. Produção: Larissa Evelyn e Vinicius Mauricio. Duração: 120 min. Classificação: Livre.

25 de Fevereiro. Sábado, às 15h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Encontro: Café Teatral
Convidada: Vera Dantas
Duração: 2h. Classificação: Livre.

Vera Dantas
Encontro tem participação da médica e educadora Vera Dantas, que conversa com o público sobre o tema Cenopoesia e Relações de Cuidado. O bate-papo é realizado em torno de uma mesa, onde é servido com um café da tarde, tornando o ambiente descontraído e participativo. O Café Teatral foi criado para debater assuntos relacionados ao fazer artístico. No projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, o grupo faz uma pesquisa sobre a cenopoesia, relacionando essa linguagem à sua estética teatral própria.

Vera Dantas – Vera é médica e educadora popular atuante na Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (CE), doutora em educação, reikiana, consteladora familiar e cenopoeta. Participante e cocriadora do Ekobe, do Movimento Escambo Popular Livre de Rua, da Aneps, e do GT de educação popular em saúde da Abrasco.

Serviço

Teatro de rua: Circulação - Residência
23/2. Sábado, às 16h e 18h.
25/2. Segunda-feira, às 15h.
Grátis. Livre.

Centro Cultural Arte em Construção
Avenida dos Metalúrgicos, 2100. Cidade Tiradentes. SP/SP

Informações / Circulação - Residência: (11) 98152-4483


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Musical AVESSO encerra temporada no dia 24 de fevereiro no Teatro Nair Bello


O espetáculo Avesso - O Musical encerra sua segunda temporada no Teatro Nair Bello no dia 24 de fevereiro.  

Dirigido por Hudson Glauber e com texto assinado por Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo, a montagem fez sua temporada de estreia no final de 2018, no mesmo local. As apresentações ocorrem às sextas e sábados (às 21h) e aos domingo (às 19h).

A encenação desconstrói com ousadia o clássico formato para apresentar uma montagem jovem, densa e dinâmica. O enredo expõe os conflitos entre as gerações de um ponto de vista contemporâneo, a partir das reivindicações de um grupo de universitários, que sequestram um professor em busca de diálogo com o novo reitor da instirtuição.

Eles exigem melhores condições de ensino. Em princípio, as várias ideias, os debates e os pontos de vista são colocados em cena, mas os jovens acabam perdendo o controle da situação, seus ideais vão se confundindo com radicalismo e o sequestro toma rumos surpreendentes, atingindo proporções muito além do que eles poderiam imaginar. 

No elenco, destaque para a volta do ator e diretor Jair Assumpção, interpretando o antiquado professor, ao lado de Vanessa Goulartt, André Pottes, Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Leticia Spanghero, Marco Azevedo, Priscilla Sampaio e Vitória Mori.

Avesso tem trilha sonora original, com músicas e letras criadas por Thiago Gimenes que compôs um clima musical jovem e contemporâneo, no qual são destaques ritmos como o rap e o rock, além de estilos como MPB e até valsa. A montagem também traz para o teatro a sofisticação do som de cinema, sendo realizado com áudio 5.1. As cenas de luta e ação foram coreografadas pelo dublê profissional Cristiano Fortes; e a direção de movimento é de André Capuano. A encenação conta ainda com efeitos especiais e projeção mapeada em todo o palco que amarram as cenas, ilustrando acontecimentos externos, paralelos ao sequestro, que influenciam na mudança de rumo da história encenada.

Enquanto tentam manter o plano do sequestro, os alunos acabam se envolvendo em discussões e embates que colocam em cheque os seus próprios princípios; dúvidas vão surgindo, difíceis de serem contornadas. As discussões também colocam na berlinda o ponto de vista do professor, conhecido por suas ideias rígidas e até antiquadas. “Estamos em um mundo onde ninguém mais entende ninguém, onde não se pratica a empatia, e as confusões se tornam grandes torres de babel. Meu personagem traz isso, ele não consegue sair do conflito, nem tão pouco apaziguar as coisas”, explica o ator Jair Assumpção.

Outro viés interessante da trama é o destaque para o poder feminino, tendo uma mulher
radical como líder da ação, interpretada por Vanessa Goulartt. “Ela não só lidera como tem um grande poder de persuasão. O problema é que está voltada para os seus próprios interesses”, comenta a atriz. Cada personagem surge com um ideal revolucionário, mas, no decorrer da trama, ficam perceptíveis os interesses individuais - de todos. “Avesso retrata a nossa atual sociedade, onde as pessoas estão sempre lutando por algo, seja o bem comum ou individual”, pontua o diretor Hudson Glauber. “Criamos um microcosmo capaz de refletir os problemas da sociedade contemporânea. O musical é uma pancada no estômago.” Completa o autor Daniel Torrieri Baldi.

FICHA TÉCNICA – Idealização e direção: Hudson Glauber. Texto: Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo; colaboração de Gustavo Amaral. Direção musical / letras e músicas: Thiago Gimenes. Direção de movimento: André Capuano. Elenco: Jair Assumpção, Vanessa Goulartt, André Pottes, Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Letícia Spanghero, Priscilla Sampaio, Marco Azevedo e Vitória Mori. Cenário: Chico Spinosa e Kimiko Kashiwaya. Figurino e visagismo: Lígia Breternitz. Design de luz: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Design de som: Eric Ribeiro Christani. Engenheiro e operação de som: Alessandro Aoyama. Técnico/projeção mapeada: Clézio Campos. Coreografias de ação: Cristiano Fortes. Percussão: Beto Sodré. Trilha original e sonoplastia: Fábio Sá. Captação/edição de imagens: Vinícius de Araújo. Captação de áudio: Daniel de Castro Lopes. Edição/áudio: Matheus Gonçalves. Músicos: Tiago Saul e Jhonny Mantelato. Assistência de direção musical: Daniel Medeiros. Direção de palco: Beto Martins. Assistência de direção: Felipe Caiafa, Sávio Gabriel e Vitória Mori. Assistência de palco: Isadora de Almeida e Thais do Nascimento. Pichação: Mico, LDP e Cegos. Cenotécnica: Armazém Cenográfico. Montagem cênica: Tiago Nunes. Elenco / vídeos: Juçara Moraes, Leandro Tadeu, Lígia Breternitz, Angélica Prieto, Eduardo Carrilho, Vitória Mori e Sávio Gabriel. Administração: Fernando Rossilho. Auxiliares de administração: Renata Miranda e Márcia Okimura. Compras: Fábio Brazão. Técnico TI: Michael Banzatto. Design gráfico e fotografia: Francisco Júnior. Assessoria de imprensa: Alene Castilho, Heloísa Corrêa e Verbena Comunicação. Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi. Produção executiva: Maristela Bueno e Rodrigo Trevisan. Assistência de produção: Renato Campagnoli.

Serviço

Espetáculo: Avesso – O Musical
Temporada: 18 de janeiro a 24 de fevereiro de 2019
Últimas apresentações: 22, 23 e 24 de fevereiro
Horários: Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 19h)
Duração: 60 min. Classificação: 16 anos. Gênero: Drama musical
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00)
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (das 15h às 19h)

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - 3° Piso, Shopping Frei Caneca. SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Comédia dirigida por Darson Ribeiro é encenada pela primeira vez na zona leste e comemora o 4º ano de sucesso

Marília Gabriela faz participação especial, emprestando seu timbre inconfundível à voz (em off)  da psicanalista Dra. Maczka. No palco estão os atores Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro.


Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano a comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro com texto de Miriam Palma, comemora o quarto ano de temporada.

A reestreia acontece no dia 15 de fevereiro, sexta, às 21h30, no Teatro Fernando Torres, na zona leste paulistana. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e acontecimentos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

“Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar e muito as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela Darson Ribeiro.

A produção bem cuidada resulta dos desenhos criados por Darson Ribeiro para cenário e figurinos, como a inspiração para um divã na trompa de falópios, vermelho, concebido de forma elegante e instigante na intenção de situar os três homenzarrões dentro do órgão sexual feminino. Dez persianas de madeira foram construídas especialmente para a cenografia.

O divã rompe as quatro paredes e as mudanças de luz ajudam a criar os vários ambientes – academia, balada, sauna, apartamento e consultório. O ritmo dinâmico da direção concebeu mais de uma dezena de trocas de roupa em 1h30 de ação, que já ultrapassou a casa de 150 mil espectadores.

Ficha técnica 
Espetáculo Homens no Divã
Texto Miriam Palma (título original Desesperados)
Direção geral Darson Ribeiro
Elenco Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro
Voz da psicanalista Marília Gabriela | Voz da secretária Cecilia Arienti | Cenografia, trilha, luz e figurino Darson Ribeiro | Fotografia Eliana Souza | Design Ricardo Gonçalves | Diagramação Torino Comunicação | Plotagem Raio X Empresarial |  Coordenação de montagem Rodrigo Souza | Montagem e operação de luz e de som João Marcos Costa | Iluminotécnica LPL Lighting Productions | Administração e assistência de produção Marco Alvarenga  | Transportadora oficial e logística Personnalite Transportes & Mudanças | Tapete especialmente confeccionado By Kamy | Persianas especialmente confeccionadas Hunter Douglas/Casa Mineira | Apoio cultural Porto Seguro | Realização Dr Darson Ribeiro Produções Ltda.

Sinopse – comédia onde os dilemas masculinos enfrentados no divã freudiano, com muito humor e interatividade, que retorna depois de três anos ininterruptos de sucesso. Texto Miriam Palma (título original ‘Desesperados’). Com Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson, que também dirige.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Temporada: 15 de fevereiro a 24 de março de 2019
Dias e horários: sextas, às 21h30 | sábados, às 21h00 | domingos, às 19h00
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00) - Associados Porto Seguro têm 50% de desconto.
Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos.

Teatro Fernando Torres
Rua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé, São Paulo/SP. (Metrô Tatuapé e Carrão)
Tel.: (11) 2227-1025
Capacidade: 685 lugares. Acesso PNE. Ar condicionado. Segurança 24h. Café.
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Bilheteria: de terça a domingo das 14h às 20h. Aceita $, cartões crédito/débito.
Estacionamento no local: R$ 20,00/Estapar 

“O Teatro Fernando Torres na zona leste possui instalações em excelentes condições e atende bem ao público, que espera em uma área agradável o início dos espetáculos. É enorme, bonito, com amplos banheiros e programação cada vez mais intensa e variada” - Avaliação Folha de S. Paulo

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