segunda-feira, 1 de abril de 2019

Rosas Periféricas comemora 10 anos com estreia de infantojuvenil que tem o teatro-funk como mote



Inspirado em obras de Ferréz, o espetáculo de rua retrata a criança periférica e suas interações com o mundo ao seu redor.

Comemorando 10 anos de atividades, o Grupo Rosas Periféricas, atuante no Parque São Rafael, zona leste paulistana, estreia no dia 20 de abril o seu novo espetáculo, Ladeira das Crianças - TeatroFunk.

A montagem tem criação e direção coletiva do grupo com dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a partir da adaptação dos livros O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do paulistano Ferréz (autor renomado de literatura marginal periférica).

Encenada ao ar livre, a peça reflete sobre a identidade das crianças da periferia e sobre os bens culturais do território, acessados na fase infantojuvenil. Histórias de vida dos atores e expectativas das crianças da região permeiam as histórias, que são costuradas por elementos do funk - como a dança, mais especificamente o passinho, a música, o ritmo e as rimas. O trabalho é inédito também quanto à abordagem lúdica do funk em uma produção para crianças e jovens.

Todas as sessões são grátis e acontecem no período de 20 de abril e 18 de maio, com sessões na Praça Osvaldo Luiz da Silveira (Parque São Rafael), na Casa de Cultura Municipal São Rafael e Parque Santo Dias (Capão Redondo). Esta realização é uma parceria com o VAI II, Programa de Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Em Ladeira das Crianças - TeatroFunk o universo das crianças periféricas ganha a cena. Seus desejos e sonhos são embalados pelo ritmo do funk. No bonde da ladeira tem de tudo: menino que sonha em ser DJ, garoto curioso para saber o que há dentro de um pote mágico, menina de cabelo de nuvem e garota que vive no mundo da lua. A peça retrata todas as pessoas que foram criança um dia e moraram na periferia.

Esta é mais uma investida do Rosas Periféricas na construção de uma narrativa ficcional documental, pesquisa e prática teatral desenvolvida pelo grupo, desde 2014. Além de memórias do grupo e objetos pessoais em cena, os atores foram ao encontro das crianças que moram na região em busca de material para as narrativas, promovendo encontros regados a músicas, cantigas e brincadeiras, além de improvisações cênicas. E Ladeira das Crianças usa o funk como linguagem para ressaltar uma identidade nascida para a simples diversão. Os atores explicam que, percebendo a força dessa manifestação no cotidiano do público infantojuvenil da periferia, a aposta foi aproximar o teatro (arte que não é muito popular na periferia) da popularidade do funk. Os elementos dessa cultura (dança, música e rimas) foram os artifícios usados para costurar as histórias e criar uma identidade com o público alvo da montagem. Para tanto, os atores fizeram diversas atividades preparatórias como aulas de passinho, workshop sobre a história do funk e oficinas de rima e beat.

“Nossa ideia foi trabalhar o ‘teatro-funk’ com toda a expressividade que a cultura funk tem na vida e no lazer dos jovens e crianças da periferia”, comentam. A inspiração veio também de trabalhos bem sucedidos de outros grupos que unem o teatro com uma vertente musical, como é o caso do ‘teatro hip-hop’, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e do ‘teatro-baile, da Cia. Teatro da Investigação. “Queremos explorar essa estética e acreditamos na aproximação entre o teatro e o funk. Teatro-funk parece brincadeira, mas é uma brincadeira necessária”, concluem os integrantes do Rosas Periféricas.

O enredo

Do livro O Pote Mágico a montagem Ladeira das Crianças - TeatroFunk traz um menino da periferia de São Paulo que imagina a possibilidade de encontrar um pote mágico que transformaria sua vida. De Amanhecer Esmeralda vem a história de Manhã, uma menina pobre e sonhadora que, ao ganhar um presente especial, passa a ter uma diferente percepção do mundo e de si mesma.

O enredo se passa em uma ladeira, que o grupo chama de “ladeira da alegria”, onde a garotada se encontra, brinca e se diverte; onde tudo acontece; onde sonhos e desejos são revelados. Além dos livros adaptados dramaturgicamente, a peça é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo, recolhidas no processo criativo, que se entrelaçam com narrativas das crianças que vivem nas bordas da cidade.

A identidade do grupo está, inclusive, nos nomes das personagens. Rogério MC (Rogério Nascimento) adora dançar e soltar pipas; trabalha lavando carros, gasta o dinheiro nos bailes e sonha com o pote mágico. Paulo DJ (Paulo Reis, que confessa ter sido uma criança medrosa) só quer saber de brincar; é o melhor amigo de Rogério e embarca em todos os sonhos do colega. Michele Manhã (Michele Araújo) é garota negra que sofre preconceito na escola, tem pai alcóolatra e passa necessidades, mas encontra no afeto de um professor o agente transformador que a faz se reconhecer como menina negra, transformando sua realidade. Esta passagem da peça reforça a ‘representatividade negra’ do grupo. Gabriela - A Menina da Maleta (Gabriela Cerqueira) carrega uma maleta com livros e sonha em ser escritora, enquanto recolhe material reciclável junto com a família. A maleta é objeto real de sua infância. Monica Astronauta (Monica Soares) vive no mundo da lua e sonha em ser astronauta, mas seu sonho é barrado porque, ‘como mulher’, seria no máximo uma comissária de bordo; seu companheiro é o ursinho Tobias (brinquedo que a atriz ganhou na infância).

O funk

A cultura funk é reconhecida por lei, no Rio de Janeiro, sendo a manifestação considerada patrimônio cultural, desde 2009. O ritmo já foi criminalizado e os bailes chegaram a ser proibidos em alguns locais. Os adeptos, porém, defendem que o funk retrata a realidade da periferia, com suas qualidades e seus defeitos, e ressaltam o preconceito da elite com essa manifestação que foi idealizada e é vivenciada, principalmente, por negros e por pobres.

Ficha técnica

Texto: Grupo Rosas Periféricas - livremente inspirado nos livros Amanhecer Esmeralda e O Pote Mágico de Ferréz. Dramaturgia: Marcelo Romagnoli. Direção: O Grupo. Elenco: Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento. Coreografia: Michel Quebradeira Pura Oficina de construção de rimas: Preta Rara. Oficina de história do funk: Renatta Prado. Oficina de passinho: Michel Quebradeira Pura. Músicas: MC Kelvin Alves e Michele Araújo. Produção musical: Fez Santos e Leony Fabulloso Preparação musical: Rogério Nascimento. Figurinos: Isa Santos. Cenário: Patrícia Faria. Produção cenográfica: Paula Rosa e Camila Olivetti. Design gráfico e ilustração: Laís Oliveira. Fotografia: Daniela Cordeiro. Filmagem: Coral Alvarenga. Produção artística: O Grupo. Produção executiva: Michele Araújo e Paulo Reis. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção geral: Michele Araújo Realização: Grupo Rosas Periféricas.

SERVIÇO

Espetáculo: Ladeira das Crianças - TeatroFunk
50 minutos. Livre. Teatro de rua infantojuvenil
Entrada grátis.
Informações: (11) 97983 4902 e (11) 995159-5918
Facebook: @rosas.perifericas | Instagram: @rosasperifericas

Sinopse: No bonde da ladeira tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

Apresentações / abril

Dias 20, 25 e 27 de abril. Sábado, quinta e sábado, às 17h
Local: Praça Osvaldo Luiz da Silveira. Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Dias 26 de abril. Sexta, às 16h30
Local: Casa de Cultura Municipal São Rafael
Rua Quaresma Delgado, 354 - Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Apresentações / maio

Dias 2, 3 e 9 de maio. Quinta, sexta e quinta, às 16h30
Local: Casa de Cultura Municipal São Rafael
Rua Quaresma Delgado, 354 - Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Dias 4, 10 e 11 de maio. Sábado, sexta e sábado, às 17h
Local: Praça Osvaldo Luiz da Silveira. Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Dias 17 e 18 de maio. Sexta e Sábado, às 15h
Local: Parque Santo Dias

Rua Arroio das Caneleiras, 650 - Conj. Hab. Instituto Adventista - Capão Redondo/SP.

Grupo Rosas Periféricas - perfil

O Grupo Rosas Periféricas - da Cooperativa Paulista de Teatro - comemora 10 anos, em maio de 2019. Ladeira das Crianças - TeatroFunk é o espetáculo atual, que celebra a data. O grupo desenvolve suas pesquisas em São Paulo com artistas e educadores que investigam linguagens cênicas, ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem, como desigualdade social, machismo, feira livre, tênis pendurado no fio elétrico e cultura popular. Sua sede é no Parque São Rafael, onde realiza encontros e ensaios, que muitas vezes ocorrem na rua. Em uma brava trajetória, o primeiro ciclo de produções começou com Vênus de Aluguel, em 2009, com temporada no Teatro X, seguido por A Mais Forte (2010) e pelo ato performtivo Fêmea  (2012). O segundo ciclo iniciou-se, em 2014, com o cortejo Narrativas Submersas - primeira parte da Trilogia Parque São Rafael (fomentada pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo). Em 2015, realizou o segundo ato do projeto - Lembranças do Quase Agora - e, em 2016, fechou a trilogia com Labirinto Selvático, além de levar Narrativas Submersas a Mogi das Cruzes e Rubineia (por meio do PROAC Primeiras Obras). Em 2017, apresentou-se em unidades do Sesc e na I Mostra da Casa, na Casa de Cultura de São Rafael com o apoio do ProAC, organizada pelo próprio Grupo. No mesmo ano, voltou com Labirinto Selvático em sua sede, além de participar da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. O grupo se aventura pelo território do teatro infantil, desde 2013, quando entrou no ar a Rádio Popular da Criança. Em 2015, a Rádio seguiu - pelo do ProAc ICMS - por 10 estações de trem da malha ferroviária paulista. Em 2018, o espetáculo também passeou pelas Fábricas de Cultura do Estado de SP.

Companhia de Danças de Diadema apresenta EU por detrás de MIM no XII Visões Urbanas

Foto de Ligiane Braga

A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo EU por detrás de MIM no dia 7 de abril (domingo, às 11h10), na Casa das Rosas com ingressos grátis. Com direção e coreografia de Ana Bottosso, a montagem foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa.

Esta apresentação integra a 12ª edição do Visões Urbanas – festival internacional de dança em paisagens urbanas, concebido e realizado por Ederson Lopes e Mirtes Calheiros. O evento acontece de 5 a 19 de abril, reunidno artistas do Brasil, Bélgica, Itália, Estados Unidos e Ucrânia, em oito espaços de São Paulo: Vale do Anhangabaú, Instituto Italiano di Cultura, Casa das Rosas e unidades Santo Amaro e Campo Limpo do Sesc. Acesse: http://visoesurbanas.com.br/2017/programacao/.

EU por detrás de MIM

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia de EU por detrás de MIM. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta, e outras questões, surgiram durante o processo de criação, norteando as pesquisas cênicas da obra, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema. Já a trilha sonora foi especialmente criada por Fábio Cardia, fazendo uma analogia aos reflexos sonoros.

Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a a iniciar uma pesquisa sobre o assunto. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. E esta ambiguidade foi trazida para o corpo, traduzida pela dança”, comenta a coreógrafa.

Após esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também do poético conto O Espelho, de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir com o nosso EU comum é o desafio do espetáculo, que também convida o expectador a uma reflexão”, argumenta Ana Bottosso. 

Ficha técnica

Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso
Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistência de coreografia: Carolini Piovani
Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Julia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
Concepção musical: Fábio Cardia
Desenho e operação de luz: Silviane Ticher
Sonoplastia: Daniela Garcia
Concepção figurino e adereços cênicos: Ana Bottosso
Confecção figurino: Cleide Aniwa
Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinicius
Dança moderna: Reinaldo Soares
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Assistente de produção: Daniela Garcia e Jehn Sales

Prêmios: APCA 2017 (Ana Bottosso, Melhor Criação Coreográfica) e Governador do Estado de São Paulo para a Cultura 2018 (Ana Bottosso, modalidade Dança / Coreografia).

www.ciadedancas.apbd.org.br/ | Facebook @companhiadedancas | Instagram @ciadedancasdiadema

Serviço

Espetáculo/dança: EU por detrás de MIM
Com: Companhia de Danças de Diadema
Data: 7 de abril - Domingo, às 11h10
Ingressos: Grátis. Duração: 35 min. Classificação: Livre
Local: Casa das Rosas
Av. Paulista, 37. Paraíso, SP/SP. Tel: (11) 3285-6986

Festival: Visões Urbanas

quarta-feira, 20 de março de 2019

Comédia HOMENS NO DIVÃ encerra temporada no Teatro Fernando Torres

A comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro com texto de Miriam Palma, encerra sua temporada no Teatro Fernando Torres, no dia 24 de março, domingo, com sessão às 19h. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e fatos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente, em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum. À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar e muito as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela Darson Ribeiro.

Ficha técnica

Espetáculo: Homens no Divã. Texto: Miriam Palma (título original Desesperados). Direção geral: Darson Ribeiro. Elenco: Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro. Voz da psicanalista: Marília Gabriela. Voz da secretária: Cecilia Arienti: Cenografia, trilha, luz e figurino: Darson Ribeiro. Fotografia: Eliana Souza. Design: Ricardo Gonçalves. Diagramação: Torino Comunicação. Plotagem: Raio X Empresarial.  Coordenação de montagem: Rodrigo Souza. Montagem e operação de luz e de som: João Marcos Costa. Iluminotécnica: LPL Lighting Productions. Administração e assistência de produção: Marco Alvarenga. Assessoria de imprensa: Verbena. Transportadora oficial e logística: Personnalite Transportes & Mudanças. Tapete especialmente confeccionado: By Kamy. Persianas especialmente confeccionadas: Hunter Douglas/Casa Mineira. Apoio cultural: Porto Seguro. Realização: Dr Darson Ribeiro Produções.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Temporada: 15 de fevereiro a 24 de março
Dias e horários: sexta (21h30), sábado (21h) e domingo (19h)
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00) - Associados Porto Seguro têm 50% de desconto.
Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos.

Teatro Fernando Torres
Rua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé, São Paulo/SP. (Metrô Tatuapé e Carrão)
Tel.: (11) 2227-1025
Capacidade: 685 lugares. Acesso PNE. Ar condicionado. Segurança 24h. Café.
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Bilheteria: de terça a domingo das 14h às 20h. Aceita $, cartões crédito/débito.
Estacionamento no local: R$ 20,00/Estapar 

terça-feira, 12 de março de 2019

Homens de Papel, de Plínio Marcos, ganha encenação de Sergio Ferrara no Teatro Nair Bello


Diretor e elenco - foto de Enrique Espinosa
A Escola de Atores Wolf Maya apresenta espetáculo concebido por sua Turma M6C, Homens de Papel, obra de Plínio Marcos com direção de Sergio Ferrara.

As apresentações acontecem entre os dias 5 e 14 de abril (de sexta a domingo), no Teatro Nair Bello.

O enredo traz a história de um grupo de catadores de papel e suas relações de trocas comerciais exploradoras, enfatizando sempre a busca humana pela sobrevivência. A montagem é um estudo sobre o texto de Plínio Marcos (1935-1999), um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor de inúmeras peças de teatro, escritas em sua maioria na época do regime militar.

O diretor Sergio Ferrara destaca sua forte ligação com Plínio Marcos. “Nossa amizade era profunda. Dirigi Barrela, em 1999, na Ocupação do Teatro de Arena de São Paulo com o próprio Plinio acompanhando os ensaios. Ele faleceu com a montagem em cartaz, que ele considerava a melhor encenação desse texto”. Após sua morte, Ferrara também dirigiu Abajur Lilás, que era um desejo do autor, sendo sucesso de público e crítica.

Sergio Ferrara é professor e diretor. Integrou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral), supervisionado por Antunes Filho, por 10 anos. Recebeu o Prêmio APCA de melhor diretor por Pobre Super-Homem, de Brad Fraser. Foi diretor convidado da EAD-USP, onde dirigiu a peça Vereda da Salvação, de Jorge Andrade. Desenvolveu, junto ao grupo Os Satyros, um projeto sobre a Praça Roosevelt, no qual dirigiu o texto A Noite do Aquário, de Sérgio Roveri. Além do trabalho como diretor teatral, Ferrara é diretor de Montagem Teatral e professor de Expressão Corporal na Escola de Atores Wolf Maya.

Ficha técnica

Texto: Plínio Marcos. Direção: Sérgio Ferrara. Elenco: Turma M6C - Adalia Pereira, Alyne Montenegro, Beatriz Eiras, Bianca de Souza, Bryan Parasky, Christopher Ruas, Danilo Aburad, Everaldo Cortes, Gabrielly Brás, Íris Ghanem, Ella Goes, Juliana Ferrari, Larissa Palacio, Leandro Tadeu, Lia Benacon, Luiza Lindholm, Marcelo Pereira Felix, Mariana Murari, Maurício Fiori, Pedro Bonilha, Raphael Moretto, Vinicius Nascimento, Wenis Caetano e William David. Assistência de direção: André Pottes, Dani Rombolli, Enrique Espinosa, Gabriella Brito, Hellen Miranda, Igor Lima e Jo Luna. Preparação corporal: André Pottes. Preparação vocal: Nádia Vilela. Figurino e trilha sonora: O elenco. Criação de luz: Beto Martins. Produção: Maristela Bueno e Rodrigo Trevisan. Assintência de produção: Dani Rombolli. Design gráfico: Felipe Barros. Registro fotográfico: Enrique Espinosa. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

Serviço

Espetáculo: Homens de Papel
Temporada: 5 a 14 de abril – Sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)
Ingressos: R$ 15,00 - Vendas na bilheteria do teatro.
Duração: 80 min. Gênero: Drama. Não recomendado para menores de 12 anos.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.

segunda-feira, 11 de março de 2019

O Santo Dialético encontra os escombros do Brasil atual


Espetáculo do Teatro do Incêndio volta ao cartaz em resposta às vozes suprimidas no país.

O Teatro do Incêndio reestreia O Santo Dialético no dia 30 de março (sábado, às 20h), para uma curta temporada com apenas oito apresentações.

Com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca, a montagem - resultante do processo de pesquisa do projeto A Teoria do Brasil - investiga os vestígios da essência ancestral do brasileiro por meio de pessoas que, vivendo em São Paulo, perderam o contato com suas origens, e passaram a habitar um mundo determinado por valores urbanos.

Dividida em dois atos, a montagem parte do ponto de vista de pessoas comuns, inquietadas pelo esquecimento e pela perda de fatos de sua própria história. Elas seguem, então, em busca de uma mitologia que possa explicá-la. A peça propõe o entendimento da descaracterização do negro, do índio e do próprio europeu (transformados em outra raça), indo à procura desse “novo povo”, o brasileiro, levando cada personagem numa espécie de voo interior rumo à própria raiz.

Com música ao vivo e trilha sonora original, a peça propõe uma paisagem diversa, levando o público por lugares do centro, periferia e interior do Brasil. No intervalo, pratos da culinária brasileira como baião de dois, galinhada, acarajé etc, preparados durante o primeiro ato pelo próprio diretor, são oferecidos ao público, por um valor à parte. “A ideia é que o teatro seja, além de um lugar de apresentações, um espaço de agradável permanência, mesmo depois da sessão”, diz Marcelo Marcus Fonseca, autor e diretor de O Santo Dialético, “um lugar de comunhão, principalmente nos dias de hoje, quando precisamos lembrar que temos uns aos outros”, completa.


O enredo traz seis histórias paralelas, entrecortadas, que criam um mosaico da mistura racial brasileira: um índio, tirado aos oito anos de sua tribo por padres, retorna do seminário para encontrar sua aldeia; uma moradora de rua acredita ter sido chamada para uma missão e encontra o sincretismo pelo caminho; um casal negro, evangélicos, vive o drama de não conseguir ter filhos, enquanto o marido é atormentado por sons antigos que ele não reconhece; e um publicitário não se encontra no próprio corpo, enquanto sua mulher sofre de uma doença terminal.

O Santo Dialético cumpriu temporada, durante quase todo o ano de 2016, na antiga sede do grupo. Agora retorna adaptado ao atual teatro, com pequenas alterações necessárias para atualização do diálogo frente à situação do país.

Ficha técnica

Texto e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca.
Figurino: Gabriela Morato.
Direção musical, composições originais: Bisdré Santos.
Música ao vivo: Bisdré Santos, Yago Medeiros e Renato Silvestre.
Iluminação: Marcelo Marcus Fonseca e Valcrez Siqueira.
Assistência de sonoplastia: Victor Castro.
Adereços: André Souza, Gabriela Morato e Fabrízio Casanova.
Trilha sonora mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Bisdré Santos.
Coreografias e preparação corporal: Gabriela Morato.
Assistência de produção/figurino/adereços e bilheteria: jovens do projeto de Vivência Artística no Teatro do Incêndio.
Fotos: Giulia Martins e João Caldas.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Realização e produção: Cia. Teatro do Incêndio.

Elenco: Gabriela Morato, Francisco Silva, Elena Vago, Ágata Matos, Carlos Gomes, Marcelo Marcus Fonseca, Valcrez Siqueira, André Souza, Victor Castro, Yago Medeiros, Renato Silvestre e jovens do projeto Vivência Artística.
Atriz mirim: Laura de Rita.
Jovens do projeto Viência Artística no Teatro do Incêndio: Guilherme Berkoff, Heloisa Feliciano, Isabela madalena, Jade Buck e Pamela Cristina.


Serviço

Sinopse - O Santo Dialético explora a perda da ancestralidade e da identidade da formação étnica do brasileiro na cidade de São Paulo, por meio de pessoas comuns que buscam respostas para o chamado da própria raiz. Misturando teatro, dança e música ao vivo, a curta temporada traz apenas oito apresentações.

Espetáculo: O Santo Dialético
Restreia: 30 de março. Sábado, às 20h
Temporada: sábados (às 20h) e domingos (às 19h) – Até 21 de abril
Ingresso: R$ 60,00 (dinheiro ou cartão de débito)
Duração: 150 min. (com intervalo de 20 min e jantar opcional)
Gênero: Drama musical. Classificação: 14 anos. Capacidade: 80 lugares.

Teatro do Incêndio
Rua 13 de Maio, 48. Bela Vista/SP.
Tel: (11) 2609 3730 / 2609 8561
Estacionamento em frente ao teatro. Local para comer.
Facebook e Twitter: @teatrodoincendio

Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Lua de Sangue reúne textos de Garcia Lorca em encenação da Escola de Atores Wolf Maya


A Escola de Atores Wolf Maya apresenta espetáculo Lua de Sangue, concebido por sua Turma M6A, inspirado em obras de Frederico Garcia Lorca.

Com direção de Kleber Montanheiro, as apresentações acontecem nos dias 9 e 10 de março (sábado e domingo) e entre os dias 14 e 17 de março (quinta a domigo), no Teatro Nair Bello.

A montagem é um estudo que celebra o universo de García Lorca (1898-1936). O grupo de formandos coloca em cena um diálogo cruzado que se estabelece entre três importantes obras do poeta e dramaturgo espanhol: Bodas de Sangue, Yerma e A Casa de Bernarda Alba. Segundo o diretor, a peça traz as relações existentes nos três textos. A história se passa em uma aldeia por onde circulam personagens de Bodas de Sangue que se relacionam com outros de Yerma e A Casa de Bernarda Alba.

Kleber Montanheiro é produtor, ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador. Com formação plural, trabalhou como assistente e criador de mestres do teatro nacional como Gianni Ratto, Roberto Lage, Wagner Freire, Antônio Abujamra, Myriam Muniz e Naum Alves de Souza. Ganhou os prêmios: APCA 2008 por Sonho de Uma Noite de Verão e FEMSA 2009 por A Odisséia de Arlequino, ambos de melhor diretor; APCA e FEMSA 2012 pelos cenários e figurinos de A História do Incrível Peixe Orelha; e FEMSA 2013 de melhor iluminação por Crônicas de Cavaleiros e Dragões, de Paulo Rogério Lopes - inspirado em livro A Saga de Siegfried, de Tatiana Belinky.

Ficha técnica - Texto: Frederico García Lorca (adaptação coletiva de Bodas de Sangue, Yerma e A Casa de Bernarda Alba). Direção, cenário e desenho de luz: Kleber Montanheiro. Elenco: Turma M6A da Escola de Atores Wolf Maya - André Albuquerque, Andressa Miranda, Bruno Peres, Carolinne Assis, Carol Meyer, Giovanna Paola, Giovanni Pilan, Larissa Antonello, Layla Faraj, Liz Olivier, Lucas Amorim, Luiza Loup, Luiza Martucci, Marcela Fernandes, Marcela Furlan, Natália Melli, Rafael Licks, Rayssa Emy, Thaisa Carvalho e Thiago Lima. Trilha sonora: criação coletiva. Figurino: criação coletiva com apoio do acervo da Cia. da Revista. Preparação vocal: Alessandra Zalaf. Operação de luz: Beto Martins. Assistência de direção: Luana Pessi e Sarah Angelis. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Design gráfico: Felipe Barros. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber. Realização: Escola de Atores Wolf Maya.

Serviço

Espetáculo: Lua de Sangue
Dias 9 e 10 de março - sábado (21h) e domingo (às 19h)
Dias 14, 15, 16 e 17 de março - quinta a sábado (às 21h) e domingo (às 19h)
Ingressos: R$ 15,00 - Vendas na bilheteria do teatro.
Duração: 80 min. Gênero: Drama. Não recomendado para menores de 12 anos.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h)

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.