quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Verme, espetáculo autoficcional em tom de denúncia e desabafo, reestreia no Teatro Paulo Eiró

Foto/divulgação

No 7 de novembro de 2024, quinta-feira, às 21h, a Cia. Los Puercos inicia temporada do espetáculo Verme, no Teatro Paulo Eiró, localizado na Zona Sul de São Paulo. Com direção de Nathalia Nigro e texto de Luiz Campos, a peça tem ingressos gratuitos e segue com temporada até o dia 24 de novembro, de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h.

 

Verme é uma criação dramatúrgica de Luiz Campos, um dos fundadores do coletivo, que leva ao palco um relato documental de autoficção, baseado em suas experiências durante os sete anos em que esteve no militarismo. O enredo expõe as agressões, os traumas e as injustiças que presenciou e sofreu, contrastando essas vivências com a pureza e a inocência de sua infância. Verme é uma ferida aberta, um desabafo necessário, um grito do autor que precisa ser ouvido.

 

A produção é assinada pela Cia. Los Puercos, conhecida pelo compromisso com o teatro engajado e crítico, realizado na capital. O elenco é composto por Eluane Fagundes, Felipe Lima, Giovanna Marcomini e Luiz Campos.

 

A montagem chega à cena em um momento propício, quando discutir o militarismo em nossa sociedade é urgente. Verme é apresentado sob uma perspectiva humana e crítica para provocar o expectador a refletir sobre os mecanismos de formação e atuação dessas instituições e sobre a importância de debater o assunto.

O enredo desta autoficção se constrói como retalhos de memórias do autor que são alinhavados pelo jogo teatral. As passagens duras do treinamento militar, ornado não raramente pela humilhação, a brutalidade, a disciplina e a prática autoritária contrastam com o sonho do menino que alimentava a visão fantasiosa do quartel, e queria ser soldado, afinal o avô e o irmão ostentavam a alcunha de serem militares. Os momentos lúdicos do garoto na escola, as brincadeiras com os amigos, as travessuras que quebravam a rotina da casa e da rua são respiros na encenação.  As abordagens irregulares, a conivência ativa e passiva com práticas questionáveis, a autopunição imposta pela corporação e a obediência inconteste são fatos que Luiz Campos traz não apenas como forma de denúncia, mas ainda como artifício de libertação.

O Autor revela que a frustração o levou a procurar por uma outra paixão, o teatro, e o levou a abandonar a carreira. “Comecei a fazer faculdade de teatro enquanto ainda era soldado da PM, mas não revelava qual era a minha profissão, por vergonha”, confessa. Durante a pandemia, em uma oficina online com o diretor, ator e dramaturgo Nelson Baskerville, surgiu o desafio de criar uma encenação de autoficção para integrar uma mostra. “A carreira militar era uma ferida aberta que me fazia sofrer, não só pelo que vivi, mas também pelo que me calei. No teatro, eu me senti seguro e acolhido para revelar minha história. Foi libertador, foi a forma que encontrei para me perdoar. Também é um desabafo”.

Segundo a diretora Nathalia Nigro (que é a primeira mulher a assinar uma direção na Cia. Los Puercos), a encenação - concebida no formato de arena - lança mão de poucos elementos e objetos de cena para alternar os momentos de infância e de vida no quartel, como praticáveis, estruturas de ferro, fotos em painéis e tecidos. Depoimentos reais da mãe de Luiz Campos e de um ex-soldado compõem o espetáculo. “A iluminação pontua os momentos de aconchego e de rigidez. E o trabalho corporal elucida a força e o lúdico contidos no enredo”. O figurino básico lembra um uniforme, reportando à disciplina e à obediência. “Trabalhamos com cores básicas, o preto, o vermelho, o cinza e o verde-soldado para contar esta história, na qual a arte e o teatro têm papel de redenção do nosso autor/ator, finaliza a diretora.

A realização do espetáculo Verme foi viabilizada por meio da 42ª Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, que prevê apresentações com entradas gratuitas e sessões com intérprete de Libras e audiodescrição.

Cia. Los Puercos

A Cia. Los Puercos foi criada, inicialmente, por alunos do Curso Livre de Teatro, na região da zona leste da cidade de São Paulo. De caráter profissional, naquele mesmo período, criaram o solo A Descoberta, selecionado em diversos festivais do Brasil, sendo indicado e premiado. Seu segundo espetáculo, foi o experimento As Mulheres do Guarda-chuva Perdidas Numa Noite Suja", ainda em 2015. Em 2017, o grupo montou A Oração, de Fernando Arrabal, que projetou a companhia no cenário paulistano, com temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, apresentação no Teatro Municipal de Araxá (MG), no Teatro Guarany (Santos/SP), no FESCETE e no Teatro Sérgio Cardoso (Circuito de Teatro em Português). O apoio do autor, que liberou os direitos para a Los Puercos, foi fundamental nessa trajetória. Esse projeto também contou com apoio de nomes como Sérgio Mamberti e Gregório Duvivier.

Com o documento cênico Caecus (2018), a companhia festejou indicações e premiações em festivais de fora da capital; fez temporadas no Teatro de Contêiner, na Casa do Teatro Documentário e na SP Escola de Teatro. Em 2020, após interrupção da produção do espetáculo O Chão de Dentro É Minha Terra, devido à pandemia, o coletivo foi contemplado pela Lei Emergencial Aldir Blanc, estreando a peça em 2022, nos teatros Arthur Azevedo e Cacilda Becker, além de apresentações no Acampamento do MST “Marielle Vive” (Valinhos/SP), na Escola Nacional Florestan Fernandes (Guararema/SP), no V Festival Ocupacena (Cubatão/SP), na 11ª Mostra de Referências Teatrais (Suzano/SP), no 20º aniversário do acampamento Comuna da Terra Irmã Alberta e no 44º Festival Nacional de Teatro (Pindamonhangaba/SP, onde receberam o prêmio de melhor espetáculo). Em 2023, o espetáculo foi convidado para integrar a IV Feira Nacional da Reforma Agrária do MST e também a Jornada em Defesa da Reforma Agrária da Unicamp. O espetáculo Atual, Verme, é resultado de pesquisa criativa, viabilizada pela 42ª Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo.

Luiz Campos (autor/ator) - Luiz começou sua carreira artística em Santos, SP, com os movimentos de Teatro de Grupo. Atua na capital paulistana há mais de 12 anos, sendo um dos fundadores da Cia. Los Puercos. É doutor, mestre e graduado na área de Teatro. É autor dos livros Ghigonetto, Um Homem de Teatro e Grupo Decisão: O grupo político teatral paulistano que estava entre o Teatro de Arena e o Teatro Oficina. Entre atuação e direção teatral, soma mais de 40 espetáculos trabalhados.

Nathalia Nigro (diretora) - É atriz, diretora e arte-educadora formada em Licenciatura em Arte-Teatro, pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Possui experiência profissional em diversos espetáculos teatrais infantis e adultos, com destaque para produções da Cia. Los Puercos, que fundou junto com amigos, com a qual trabalha há mais de nove anos como atriz, assistente de direção e, agora, como diretora. Na área da educação, ministrou aulas de Artes, arte para vestibular e teatro para turmas do ensino fundamental e médio.

FICHA TÉCNICA - Texto: Luiz Campos. Direção: Nathalia Nigro. Elenco: Felipe Lima, Eluane Fagundes, Giovanna Marcomini e Luiz Campos. Produção executiva: Sara Guimarães. Assistência de direção: Clarice Ambrozio. Dramaturgia corporal: Giovanna Marcomini. Cenário e figurino: Eluane Fagundes. Concepção de iluminação: Plinio Flima. Concepção de som: Pedro das Oliveiras. Provocação dramatúrgica: Nelson Baskerville e Alexandre Mate. Arte gráfica: Giovanna Marcomini. Fotos: Arô Ribeiro. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização, realização e produção: Cia. Los Puercos. Projeto contemplado: 42ª Edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Estreia oficial: 29/8/2024 (Teatro Arthur Azevedo).

Serviço

Espetáculo: Verme

Temporada: 7 a 24 de novembro de 2024
Horários: Quinta a sábado, às 21h. Domingos, às 19h.
Duração: 70 minutos. Classificação: 16 anos. Gênero: Drama.
Sessões com intérprete de Libras: Quintas e domingos.
Sessão com audiodescrição: 23/11 (sábado).
Ingressos: Gratuitos - Retirar na bilheteria 1 hora antes das apresentações.

Teatro Paulo Eiró
Avenida Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 5546-0449. Capacidade: 467 lugares. Acessibilidade.
IG - @teatropauloeirosp. FB - @teatropauloeiro 

Sinopse: Relato autoficcional documental escrito por Luiz Campos, que traz como forma de denúncia sua experiência de sete anos no militarismo, presenciando, sofrendo agressões e traumas. Verme é uma ferida em aberto, um desabafo, um grito que precisa ser dito e ecoado.

Contatos - Cia. Los Puercos: Site: Cia. Los Puercos. Instagram: @cialospuercos

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button


Coletiva N’kinpa estreia espetáculo performático inspirado nas culturas afrodiaspóricas

Foto Thiago Tiggaz

Em novembro, a N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas estreia Kuenda Kalunga, Kuenda Njila - É Possível Gargalhar Depois da Travessia?, montagem criada em processo colaborativo, com direção artístico-pedagógica de Joice Jane Teixeira. A encenação - um espetáculo-brinquedo-performático e musical para todas as idades - é resultado do projeto TERREIROS NÔMADES: Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena.

As apresentações acontecem em duas escolas municipais e em espaços de acolhimento para jovens e/ou adultos em situação de vulnerabilidade. Duas sessões abertas ao público, com acesso gratuito, foram programadas: no Centro POP de Formação e Capacitação, no dia 06/11, quarta, às 14h, localizado no bairro da Consolação; e na UNA - Unidade de Acolhimento, no dia 13/11, quarta, às 20h, que fica no Centro Histórico de São Paulo (Parque Dom Pedro II).

Algumas apresentações são restritas aos locais em que ocorrem: EMEF Ana Maria Benetti (05/11, terça, às 10h30 e 13h30); EMEI Cruz e Sousa (12/11, terça, às 10h e 14h); Fundação CASA Santo André II (19/11, terça, às 14h); Fundação CASA Chiquinha Gonzaga (26/11, terça, às 10h); e Fundação CASA Rio Tâmisa (26/11, terça, às 14h).

Inspirada nas culturas afrodiaspóricas, essa jornada da Coletiva N’kinpa convida todas as pessoas a brincarem, porque quem assiste também faz parte da magia. No centro do espaço-tempo, existem elementos encantados: tecido vermelho, corda de fitas, barcos com fotos e uma quartinha de fundamentos ancestrais, compondo a cenografia de um lugar no qual o presente e o passado se misturam. Na linha espiralar da Kalunga uma personagem enigmática, com seu caldeirão eletrônico musical, transforma sons e histórias em poesia, envolvendo jovens, crianças e adultos em um grande jogo no qual o que já aconteceu, muitas vezes, parece novo, e o novo tem um gostinho de história antiga. Juntos, brincantes e público vadeiam, dançam e gargalham enquanto cruzam essa travessia de encantamentos.

“Preparem-se para entrar nessa roda e tentar responder: É Possível Gargalhar Depois da Travessia?”, desafiam e brincam os atores e as atrizes da N’kinpa.

Segundo a diretora Joice Jane Teixeira, “Kuenda Kalunga, Kuenda Njila: É Possível Gargalhar Depois da Travessia? é uma homenagem ao ‘povo da rua’ - Exus e Mpambu Njila: saberes e filosofias ancestrais que nos deram e nos dão as rotas de Vida nesse sistema de Morte em que o povo negro vive, e foi largado em sua própria sorte”. Trazendo as simbologias das ciências espirituais de matrizes afrodiaspóricas, o brinquedo-espetáculo tem como tema fundante a ‘guerra’ vivenciada constantemente pelos corpos negros nesse território chamado de Brasil. “Mas também, e sobretudo, traz as ‘rotas’ e as ‘dádivas’ que nos fizeram chegar até aqui para a continuidade do girar da roda...da Dikenga...da espiral do tempo-vida, pois, por mais que tentem nos apagar e nos aniquilar, sempre renasceremos nas rodas de capoeiras, nos jongos ou nos candombes. Sempre renasceremos em qualquer batida de tambor”, afirma a Coletiva N’kinpa.

O espetáculo foi concebido durante um ano de pesquisa e compartilhamento dos estudos cênicos e musicais da Coletiva com o corpo discente e docente e com a comunidade de duas escolas públicas municipais da cidade de São Paulo: EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Sousa. O processo criativo é parte conclusiva do projeto TERREIROS NÔMADES: Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, contemplado pela 41ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

N’KINPA -  Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

FICHA TÉCNICA - Elenco: Joice Jane Teixeira, Suellen Ribeiro, Henrique Menezes, Jhow Carvalho e Dj Suissac. Direção artístico-pedagógica: Joice Jane Teixeira. Dramaturgia: Coletiva N’Kinpa. Orientação vocal: Luciano de Jesus. Direção de movimento: Sol Tereza. Adereços: Azul Marinha. Figurinos: José Nelson Junior. Operação de som: Lina das Santas. Fotos/divulgação: Thiago Tiggaz. Arte gráfica: Soberana Ziza. Mídia social: Anderson Vieira e Suane Padilha. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção executiva: Lucas Cardoso e Lucas Ferrazza. Assistência de produção: Ketully Oliveira e Kauanda Rosa. Produção: Corpo Rastreado. Coordenação geral: Joice Jane Teixeira. Realização: N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas.

Serviço

Espetáculo: Kuenda Kalunga, Kuenda Njila - É Possível Gargalhar Depois da Travessia?
Temporada: 5 a 26 de novembro de 2024
Duração: 80 min. Classificação: Livre. Gênero: Musical Negro - Performance poética.
Gratuito (para sessões abertas). 

Sessões abertas

06/11 - Quarta, às 14h
Local: Centro POP de Formação e Capacitação
Rua Maria Borba, 15 - Consolação. São Paulo/SP.
Gratuito - Senhas no local, 1h antes da sessão. 

13/11 - Quarta, às 20h
Local: UNA - Unidade de Acolhimento
R. General Carneiro, 175 - Prq. Dom Pedro II, Centro Histórico de SP.
Gratuito - Senhas no local, 1h antes da sessão.

Sessões restritas

05/11 - Terça, às 10h30 e 13h30

Local: EMEF Ana Maria Benetti
Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre, São Paulo/SP.
Apresentações restritas à escola. 

12/11 - Terça, às 10h e 14h
Local: EMEI Cruz e Sousa
Rua Henrique da Costa, 348 - Jardim Itacolomi. São Paulo/SP.
Apresentações restritas à escola. 

19/11 - Terça, às 14h
Local: Fundação CASA Santo André II
Av. Dom Jorge de Oliveira, 193 - Vila Guiomar. Santo André/SP.
Apresentação restrita à Fundação. 

26/11 - Terça
10h - Local: Fundação CASA Chiquinha Gonzaga
R. Jupuruchita, 300 - Vila Prudente. São Paulo/SP.
14h - Local: Fundação CASA Rio Tâmisa
Rua Cel. Mursa, 270 - Brás. São Paulo/SP.
Apresentações restritas à Fundação. 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 -
verbena@verbena.com.br

terça-feira, 8 de outubro de 2024

V Festival das Marias no Brasil segue online até 10 de outubro apresentando cantoras pretas brasileiras

Clarianas - foto de Gabi Oliveira 

A quinta edição do Festival das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino - iniciada em 4 de outubro, apresentando criações femininas nas várias artes  - segue com programação online até o dia 10/10, com acesso gratuito. A Série Vozes Negras, que ocorre no canal do Festival das Marias no YouTube - @FestivaldasMarias, sempre às 19h, traz cantoras pretas interpretando composições que entoam sua ancestralidade, as raízes da cultura popular brasileira, a música negra em diáspora. A exibição das produções musicais é uma parceria da realização do Festival com a gravadora Pôr do Som e o Estúdio 185 Apodi.

O videoclipe Viva São Jorge Guerreiro, de  Kennya Macedo,  e Flor Misteriosa, Raquel Tobias, serão exibidos nos dias 8 e 9/10, respectivamente. E, fechando a programação do V Festival das Marias no Brasil, tem show Xirê do grupo Clarianas, escolhido especialmente para elucidar o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher - 10 de outubro - por se tratar de cantadeiras urbanas que investigam a voz da mulher ancestral na música popular do Brasil.

O Festival das Marias, Festival Internacional de Artes no Feminino nasceu em Portugal, em 2019, sob a égide do protagonismo feminino, passando a ocorrer no Brasil em 2020, com direção geral de Adriana Belic (Belic Arte.Cultura) e curadorias convidadas a cada edição. Concebido sob os pilares das ODSs 5 e 16 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - Igualdade de Gênero e Cultura de Paz), a edição brasileira é encerrada em 10 de outubro por ser o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Em 2024, o Festival das Marias no Brasil tem idealização e organização das portuguesas CADAC - Companhia Alentejana de Dança Contemporânea e Cia Teatro Lendias d’Encantar e pela brasileira Belic Arte.Cultura, contando com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Esta edição foi contemplada pelo Edital Lei Paulo Gustavo 21/2023 - Difusão Cultural, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo.

FICHA TÉCNICA - Direção geral: Adriana Belic. Direção artística: Bel Toledo. Consultoria internacional: Antônio Revez. Curadoria/Música: Sergio Mendonça - Pôr do Som.  Curadoria/Literatura: Raquel Oliveira. Coordenação de produção: Mili Slikta. Produção: Arthur Maia, Hugo Belo, Mari Campos, William Ramos. Operação de som: Danilo Iwakura. Operação de luz: Igor Sully. Filmagem e fotos: Leticia Aoki. Supervisão de vídeos: Ledok. Site - criação: Agência Maria. Site/manutenção:  Oré Design Studio. Concepção gráfica: Ana Rodrigues - Workhouse Design. Artes digitais: Alexandre Caetano - Oré Design Studio. Assessoria em mídias: Platea Comunicação e Arte. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e organização: CADAC - Companhia Alentejana de Dança Contemporânea, Lendias d’Encantar, Belic Arte.Cultura. Apoio institucional: Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Realização: Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Governo do Estado de São Paulo.

Evento: Festival das Marias - Festival Internacional de Artes no Feminino 2024
Até 10 de outubro de 2024 | Gratuito .
Informações: www.festivaldasmarias.com.br e @marias.festival. 
Exibição online: Série Vozes Negras
Local: YouTube/@FestivaldasMarias
08 e 09/10 - Videoclipes: Kennya Macedo (Viva São Jorge Guerreiro) e Raquel Tobias (Flor Misteriosa)
10/10 – Show: Clarianas - em Xirê

08/10 (terça, 19h) - Kennya Macedo -  em Viva São Jorge Guerreiro

Kennya Macedo é uma cantora que, após vários projetos como cantora e backing vocal em 30 anos de trajetória, lança seu projeto solo. Kennya fez e faz parte da Orchestra Paulista de Soul, diversos corais e dividiu palco com grandes artistas como Graça Cunha, Maurício Pereira, Nando Reis, Skowa Santos, André Abujamra, Brasileirinhos, Sandra de Sá e outros. A cantora aprofunda suas raízes e expõe neste trabalho sua vasta pesquisa musical e influência sonora, evidenciando os batuques dos tambores, mesclados ao seu potente timbre vocal, em composições marcadas por temas que mexem com a mente.

Viva São Jorge Guerreiro (D.P.) - Voz: Kennya Macedo. Backing vocals: Ananza Macedo e Milka Andrade. Percussão: Vitor da Trindade e Tiganá Macedo. Bateria: Guegué Medeiros. Baixo: Victor Kutlak. Guitarra, cavaquinho e violão: Vinicius Sampaio. Teclado: Eron Guarnieri. Produção Kennya Macedo: Mariama Ferrari e Rebeca Andrade. Beleza: Camila Canto. Outfit: Kuavi Africa. Acessórios: Abalô Acessórios. Cabelos: Oró Mi Estética Preta. Vídeo - Realização e gravação: Estúdio 185 Apodi. Produção executiva e direção artística: Sérgio Mendonça. Direção de produção: Leonardo Escobar. Produção: Jaqueline Rosa. Curadoria: Pôr do Som. Técnico de som: Rodrigo Carraro. Projeto gráfico: Patrick Karassawa. Direção audiovisual: Beto Mendonça. Direção de arte e cenografia: Nani Oliveiras.

08/10 (terça, 19h) - Raquel Tobias -  em Flor misteriosa

Raquel Tobias é cantora e compositora paulistana da Zona Sul. Dona de um timbre forte e marcante, começou cantando com seus pais, depois foi pastora no Núcleo de Compositores Samba de Todos os Tempos, do qual hoje é Presidenta.  Compõe a ala musical das escolas de samba Estrela do Terceiro Milênio e Morro da Casa Verde, é cantora do projeto Resgatando Raízes e fundadora do coletivo Mulheres no Sincopado, desenvolve projetos nas comunidades paulistanas e participa de diversas rodas de samba da capital. Seu show Recordações tem repertório afetivo com músicas que ouviu na infância e que fizeram parte de sua construção enquanto cantora. Relembra os bailes que ia com a mãe, as festas de família, os passinhos marcados e batucadas com balde no quintal de casa; para recordar e dançar.

Flor misteriosa - Composição: Toninho Nascimento e Romildo. Voz: Raquel Tobias. Backing vocal: Camila Trindade. Violão 7 cordas e guitarra semi-acústica: Helô Ferreira. Violoncelo: Amanda Ferraresi. Piano: Juliana Rodrigues. Bateria: Ivan Cardoso. Sax e Flauta transversal: Marcelo Nunes. Direção musical: Helô Ferreira. Produção executiva Raquel Tobias: Anny Frida. Produção de campo Raquel Tobias: Deia Morenno. Beleza: Sandro Hefner. Vídeo - Realização e gravação: Estúdio 185 Apodi. Produção executiva e direção artística: Sérgio Mendonça. Direção de produção: Leonardo Escobar. Produção: Jaqueline Rosa. Curadoria: Pôr do Som. Técnico de som: Rodrigo Carraro. Direção audiovisual: Beto Mendonça. Direção de arte e cenografia: Nani Oliveiras.

10/10 (terça, 19h) -  Clarianas - em Xirê (Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher)

Clarianas é um grupo de cantadeiras urbanas que investigam a voz da mulher ancestral na música popular do Brasil. A voz é o fio condutor que revela um amplo universo sonoro, genuinamente brasileiro, que vai desde os cânticos indígenas aos aboios sertanejos, passando pelas brincantes do coco, ladainhas do catolicismo popular, sambas de roda, maracatus, xotes, rezas e tambores africanos. Em Xirê, Clarianas explora as canções ritualísticas das línguas caboclas, portuguesas e iorubás, sendo esta última uma língua do oeste africano falada na região do Golfo de Benin. As músicas são parte integrante da pesquisa realizada por Mário de Andrade, arquivadas no Folclore da Discoteca Municipal do Estado de São Paulo. O projeto oferece uma reinterpretação de pontos e orins, trazendo um olhar único para as interseções sonoras do Brasil e da mãe África.

Xirê - Vozes: Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa. Baixo: Augusto Iúna. Violino e rabecas: Carla Raiza. Viola caipira: Giovani Di Ganzá. Percussão e efeitos: Jackie Cunha. Pesquisa e arranjos: Giovani Di Ganzá. Produção musical: Naruna Costa e Giovani Di Ganzá. Produção geral: Washington Gabriel. Maquiagem: Danielle Gomes, Niara Nascimento e Naomi Ninck. Montador e roadie: Rager Luan. Figurino: Claudia Schapira. Elementos cênicos e afro-jóias: Diego de Oxóssi. Orientação espiritual: Mãe Yara. Vídeo - Realização e gravação: Estúdio 185 Apodi. Produção executiva e direção artística: Sérgio Mendonça. Direção de produção: Leonardo Escobar. Produção: Jaqueline Rosa. Curadoria: Pôr do Som. Técnico de som: Rodrigo Carraro. Projeto gráfico: Patrick Karassawa. Direção audiovisual: Beto Mendonça. Apresentação: Martinha Soares e Naloana Lima. Direção de arte: Nani Oliveiras. Música de abertura: “Jombô” (Vissungos. D.P. - Luana Bayô).

 

Informações à imprensa - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Um Simples Judeu, de Charles Lewinsky, estreia no Teatro UOL com interpretação de Ricardo Ripa

Foto de Ricardo Ferreira

Inédita no Brasil, a peça Um Simples Judeu - escrita pelo suíço Charles Lewinsky com tradução assinada por Sylvia Lohn - ganhou montagem em São Paulo, com direção de Carlos Baldim, interpretação de Ricardo Ripa e direção de arte de Rosa Berger. O espetáculo estreia no Teatro UOL, no dia 1º de novembro, onde segue em temporada até 29/11, sempre às sextas-feiras, às 20h.

O solo conta a história do jornalista Emanuel Goldfarb, que recebe o singelo convite de um professor para compareça pessoalmente a uma aula e explique aos seus alunos o que é ser judeu. Emanuel passa então a refletir sobre atender ou não a esse chamado. Com legítimo "humor judaico", ele irá revisitar sua ancestralidade e acessar lembranças que há muito tempo estavam adormecidas. Suas memórias e reflexões passam pela origem familiar, pela diáspora do povo judeu desde a antiguidade até os dias atuais, pelas tradições e por sua própria hereditariedade, temas que são abordados por ele alternando emoção, razão e muito humor.

A montagem, idealizada pelo próprio ator, tem o propósito de estimular o diálogo com diversos setores da sociedade ao apresentar, sem estereótipos, uma cultura que é parte da diversidade cultural brasileira. Trata-se de um espetáculo singular, que não se restringe à colônia judaica. As apresentações de Um Simples Judeu foram acompanhadas por plateias entusiasmadas e diversas em todos os países onde foi encenada, como México e Alemanha (onde também foi adaptado para o cinema). Em recente montagem, na Argentina, permaneceu mais de cinco anos em cartaz.

Já no título, Um Simples Judeu não deixa margem para qualquer dúvida sobre a temática nem sobre sua proposta de humor já que um judeu poder ser muitas coisas, mas "simples" certamente não é uma delas. Por outro lado, há na peça um forte sentido político e social. O diretor Carlos Baldim ressalta que “o texto é inteligente, ácido e bem-humorado e, principalmente, não se restringe ao universo judaico. Ele permite ao espectador fazer pontes com outras questões identitárias. Há um diálogo possível com outras minorias, sem ser panfletário, já que o preconceito e a intolerância também se apresentam em outros setores da sociedade.”

A encenação, produzida pela Notábile Filmes, é um misto de drama e comédia, e busca apresentar o texto de Lewinsky por um viés minimalista, priorizando o trabalho do ator. “O foco da encenação está na reflexão que o personagem faz sobre sua trajetória pessoal. Há na encenação um conceito não realista que permite ao espectador um distanciamento crítico, favorecendo sua identificação com as histórias do personagem, ainda que este espectador não seja um judeu. Isso acontece, por exemplo, quando o jornalista dialoga com a suposta presença do professor em cena. Um recurso não-realista que aproxima o espectador da discussão proposta”, esclarece o diretor.

A abordagem ganha leveza em diversas passagens em que o autor usa o humor para apresentar temas mais ásperos. “O jornalista do texto de Lewinsky só deseja ser um homem comum. Ele não quer ter que defender suas origens o tempo todo e nem explicar o que é ser judeu. E, para isso, se utiliza de fina ironia e muito bom humor”, comenta Baldim.

Segundo Ricardo Ripa, “apesar de Um Simples Judeu não ser um espetáculo apenas para tempos de paz e nem específico para público judeu, ele se faz urgente diante dos conflitos da atualidade, por falar sobre judaísmo e tolerância quando são inegáveis as crescentes manifestações antissemitas no Brasil e no mundo. Se olharmos por um viés mais abrangente, a peça alerta sobre o preconceito que abarca tudo que é diferente, tudo que não representa a maioria, seja do ponto de vista étnico, religioso, de gênero ou qualquer outro”. O ator completa, “assistir a Um Simples Judeu é uma oportunidade de conhecer as tradições, a história e, por que não dizer, a alma judaica. A conjugação do humor com o drama vai emocionar e divertir as pessoas que gostam de um bom espetáculo, de um bom texto teatral”.

FICHA TÉCNICA - Texto: Charles Lewinsky. Tradução: Sylvia Lohn. Direção geral: Carlos Baldim. Elenco: Ricardo Ripa. Cenografia e figurino: Rosa Berger. Direção de produção: Lia Levin. Historiadora e consultoria: Laura Trachtemberg. Mídias Sociais: Lia Levin e Ricardo Ripa. Fotos: Ricardo Ferreira. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Notábile Filmes. Estreia oficial: 01/09/2024 (Unibes Cultural).

Serviço

Espetáculo: Um Simples Judeu - @umsimplesjudeu
Temporada: 01 a 29 de novembro de 2024 - Sextas-feiras, às 20h
Duração: 55 min. Classificação: Livre (indicação: 10 anos). Gênero: Drama/humor.
Ingressos: Setor A - R$ 100,00 (meia R$ 50,00); Setor B - R$ 80,00 (meia R$ 40,00).
Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube UOL e Clube Folha - 50% desconto.

Teatro UOL
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço. SP/SP.
Tel.: (11) 3823-2323 - 300 lugares. Acessibilidade. Ar-condicionado.
Televendas: (11) 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323.
Vendas online: www.teatrouol.com.br. 

Bilheteria: Terças a sextas - 17h às 20h; sábados - 13h às 22h; domingos - 13h às 20h.
Aceita PIX e cartões - Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.
Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel. 4040-2004.
Venda/espetáculos para grupos/escolas: bel@conteudoteatral.com.br, (11)3661-5896 e 99605-3094.
Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Bain Company, Genesys, John John e MetLife. 

PERFIS

Charles Lewinsky (autor) - Lewinsky (1946) é um roteirista e dramaturgo suíço de origem judaica, nascido e residindo em Zurique. Além de Um Simples Judeu, escreveu dezenas de outras peças, além de roteiros para filmes, séries e longa-metragens. Também é autor de romances e livros de não-ficção. Recebeu os prêmios Swiss Book Prize por Gerron (2011), Award by the Swiss Magazine pelo trabalho como autor de sitcoms (2002), Prix Walo pelo conjunto de seu trabalho desde 1974 (1995), Sparten-Prix Walo por Radio/TV/Filmproduktion (1995) e Chaplin Award, de Montreux (1983).

Ricardo Ripa (ator) - Ricardo Ripa é ator graduado pela Escola de Arte Dramática (EAD), atuando em mais de 40 espetáculos ao longo de sua carreira, incluindo sucessos como Sonho de Uma Noite de Verão (versão de Cacá Rosset, apresentada no NY Shakespeare Festival), A Gaivota (versão de Francisco Medeiros), Intocáveis (versão de Iacov Hillel), Ricardo III (versão de Roberto Lage) e, recentemente, Jardim de Inverno (dirigido por Marco Antônio Pâmio). Atuou também em diversas novelas e minisséries, entre as mais recentes destaque para Verdades Secretas II e Terra e Paixão, ambas na Rede Globo. É fundador da Notábile Filmes que produziu espetáculos como Sexus - A Comédia, que tratava de religiões de matriz africana numa homenagem ao orixá Exu; e as premiadas peças infantis O Corcunda Quaquá, inspirada em O Corcunda de Notre Dame, voltada para crianças com necessidades especiais e que incorporava Libras à dramaturgia, e Novinha em Folha, que tratava da alfabetização infantil, entre outras montagens. No cinema, além de vários curtas-metragens, produziu o premiado longa Primavera” (2018), com roteiro e direção de Carlos Porto de Andrade Junior

Carlos Baldim (diretor) - É diretor, ator e professor de teatro. Integrou por seis anos, como ator, produtor e mantenedor, o Núcleo de Investigação do Ágora - Centro de Desenvolvimento Teatral, fundado por Roberto Lage e Celso Frateschi. Integrou por oito anos a Cia Teatral Provisório-Definitivo. Vencedor dos prêmios FEMSA de Melhor Ator Coadjuvante, FEMSA de Melhor Espetáculo Jovem, Festival da Cultura Inglesa de Melhor Espetáculo Infantil e indicado ao Aplauso Brasil de Melhor Elenco e ao APCA de Melhor Diretor - Francisco Medeiros. Como diretor, destacam-se os seguintes trabalhos: Lady Tapioca, de Mario Viana; A Casa Suspensa, de Giacomo Leopardi (Prêmio Funarte RespirArte); Em Um Dia Qualquer, de Linda McLean; DADESORDEMQUENÃOANDASÓ, de Davey Anderson; Gangue, de Pedro Guilherme (três Prêmios FEMSA incluindo Melhor Espetáculo Jovem); Tripalium 500mg, de Cláudia Vasconcellos; O Grande Morto e Um Outro Longe, de Flávio Goldman (Satyrianas); e Tampinha Tira os Óculos (integrou a Viagem Cultural do SESC). Dirigiu as leituras dramáticas de Museu de Arte Efêmera de Lethe, de Eduardo A.A. Almeida (projeto Portas Abertas do Núcleo de Dramaturgia do SESI - British Council - venceu 28o Prêmio Shell de Teatro como Inovação), Os Bobos, de Hugo Possolo (O Avesso da Comédia) e várias outras. Como diretor assistente esteve ao lado nomes como Francisco Medeiros, Hugo Possolo, Aimar Labaki, Roberto Lage, Mario Bortolotto e Jairo Mattos.

Rosa Berger (diretora de arte) - Rosa foi uma das fundadoras do Grupo Notech Design, que surgiu nas oficinas dos Irmãos Campana e se apresentou em conjunto até 2006. Participou de diversas exposições no Brasil, Itália, Holanda e Alemanha. É autora de objetos premiados no Brasil e no Exterior, a exemplo da luminária "Nebulosa". No teatro, assina cenografia e figurino das peças para crianças Novinha em Folha e O Corcunda Quaquá (Prêmio Femsa), além da direção de arte do espetáculo musical Forever Young, sucesso de público, que ficou mais de dois em cartaz, passando por diversos estados brasileiros.

Sylvia Lohn (tradutora) - Sylvia é tradutora de alemão, formada pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, com aperfeiçoamento no Instituo Goethe. Além de diversas traduções técnicas, como Psicologia para Criativos - Dicas e Sugestões de Como Manter a Originalidade e Sobreviver no Trabalho, e preparações de textos, como Vollidiot, de Tommy Jaud, também faz traduções/legendagens para filmes. Como autora, sua peça radiofônica Sou Toda Ouvidos foi traduzida para o alemão (Ich bin ganz Ohr) e veiculada pela WDR, sediada em Colônia, na Alemanha. Como narradora de histórias traduziu contos dos Irmãos Grimm e apresentou as histórias em diversos espaços culturais, como Sesc’s e Casa das Rosas.

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Teatro do Incêndio mergulha no mito para ritualizar a dor em nova montagem

Encenação inspirada no livro De Dionísio para Koré, de Marcelo Marcus Fonseca, traz versão ritual sobre o corpo.
Francisco Silva e Sabrina Sartori (foto de Kym Kobayashi)

No dia 26 de outubro, sábado, o Teatro do Incêndio estreia o espetáculo De Dionísio para Koré, às 20 horas. Com direção de Marcelo Marcus Fonseca e coreografias de Francisco Silva, a montagem é baseada no livro homônimo de autoria de Fonseca, que traz o amor descontrolado de um deus por uma mortal, gerando a morte e o renascimento por meio da constante troca de papéis entre os dois amantes. A temporada segue até o dia 15 de dezembro, sempre aos sábados, às 20h, e domingos, às 19h.

Do encontro com a obra Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão, de Hilda Hilst, o diretor Marcelo Marcus Fonseca criou 42 poemas sintéticos que contam a trajetória de Koré (Perséfone jovem), seduzida por Dionísio e transformada nele próprio para devolver-lhe a dor. Escrito em três dias, o livro busca o ponto de vista do Deus grego, despedaçado e renascido, em diálogo constante com a obra de Hilst.

O espetáculo é uma aventura pela dança e pelo ritual, estabelecendo uma relação mística com a plateia em busca da celebração dos mistérios de Elêusis e Delfos. Fruto das reuniões para preparação da celebração dos 30 anos da companhia em 2026, a peça surgiu como um reencontro com a própria formação da companhia, a sua pele, sua introspecção ritual.

“É Teatro em sua essência de dança, mas uma dança interna, às vezes como um butô. É só um encontro, nada pretencioso, de nossos silêncios em diversas formas com as diversas formas de silêncios e segredos de quem vem assistir”, diz o diretor da montagem e do grupo. “Mas é também uma resposta ao horror da ascensão do fascismo no Brasil por meio da glorificação do corpo, da sexualidade saudável e implacável, algo que apavora e ridiculariza esses canalhas”, completa.

O espetáculo foi confeccionado com colaboração entre todos os envolvidos na empreitada, com criação de coreografias por Francisco Silva, componente que está há 10 anos no Teatro do Incêndio. “Fizemos um experimento com esses poemas em 2015, porém zeramos aquela primeira ideia. Os tempos são outros, e artistas diferentes trouxeram uma leitura completamente nova daquilo que se buscava lá atrás”, comenta o coreógrafo que assina sua primeira direção de movimento na Companhia, “é uma leitura política do corpo”, finaliza.

Segundo o poeta, tradutor e ensaísta Claudio Willer, que assina o prefácio do livro em questão, o autor “é atemporal, ao expressar-se através de imagens que tanto poderiam estar em clássicos quanto em inovadores contemporâneos”. Outro expoente da geração Beat brasileira, Roberto Bicelli, escreve ainda sobre o livro: “Marcelo nos conduz pela senda nada fácil da poesia: leva-nos com ele por Eros e Thanatos, aproximando-nos da beleza convulsiva, a única em que Breton acreditava”.

O ritual poético De Dionísio para Koré cumpre sua temporada, dando, então, lugar aos ensaios do próximo espetáculo, previsto para o início de 2025, que iniciará o repertório para festejar os 30 anos do Teatro do Incêndio.

FICHA TÉCNICA | De Dionísio para Koré - Texto e direção: Marcelo Marcus Fonseca. Coreografia: Francisco Silva. Elenco: Francisco Silva, Dhiovana Souza, Marcelo Marcus Fonseca, Isabela Alonço, Sabrina Sartori, Amy Campos e Henrique de Sá. Iluminação: Beto Martins e Marcelo Marcus Fonseca. Figurino: Sabrina Sartori e Sara Zizuino. Assistência de iluminação e operação de luz: Sara Zizuino. Trilha sonora: Marcelo Marcus Fonseca. Mixagem de áudio: Daniel Klaussner. Operação de som: Bruno Macedo e Daniel Klaussner Cenografia: Marcelo Marcus Fonseca e Sara Zizuino. Fotografia: Kym Kobayashi. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção e realização: Teatro do Incêndio.

Serviço

Espetáculo: De Dionísio para Koré
Estreia: 26 de outubro - Sábado, às 20h
Temporada: 26 de outubro a 15 de dezembro de 2024
Dias/horários: Sábados, às 20h, e domingos, às 19h
Ingressos: R$ 50,00 (meia - R$ 25,00).
Vendas: Bilheteria - 1h antes das sessões. Aceita dinheiro e PIX.
Duração: 55 min. Gênero: Drama poético e dança. Classificação: 16 anos.
Capacidade: 80 lugares. Acessibilidade. Café/Bar. Wi-Fi. 

Sinopse: O amor descontrolado de um deus por uma mortal, gerando a morte e o renascimento por meio da constante troca de papéis entre os dois amantes.

Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 - Bela Vista. São Paulo/SP.
Tel: (11) 2609-3730. Estacionamento em frente (pago).
@teatrodoincendiooficial | Contato: teatrodoincendio.producao@gmail.com 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Encontros - Terreiros Nômades reflete sobre funk, cultura Wapichana e matrilinearidade em escolas da ZS

Jô Gomes, Ricarda Wapichana e Pretas Bàs (divulgação)

Em outubro, o projeto TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, realiza encontros e vivências entre mestres da cultura originária, alunos e professores de escolas zona sul de São Paulo: EMEI Cruz e Souza e EMEF Ana Maria Alves Benetti, nos dois turnos escolares.

No dia 01/10, a dançarina e coreógrafa Jô Gomes comanda encontro e vivência sobre Funk e Passinho - Cultura de Resistência Preta na EMEF Ana Maria Benetti. Integrante dos Imperadores da Dança, primeiro bonde de passinho do Rio de Janeiro, desde 2017, Jô é professora e pesquisadora de danças negras, tradicionais e urbanas e mestra em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Produziu o evento Passinhos do Brasil, que se tornou uma plataforma de estudos das diferentes formas de dançar o funk brasileiro.

Cosmovisões do Povo Wapichana - Luta e Resistência é o tema abordado, no dia 08/10, pela indígena Ricarda Wapichana na EMEI Cruz e Souza. Ricarda é natural do Povo Wapichana, da região da Serra da Lua, em Roraima. Pedagoga, técnica em nutrição dietética e ativista pela preservação cultural dos povos indígenas por meio da alimentação, ela reside em São Paulo, há uma década, levando seus saberes e sabores às escolas e aplicando-os nos diversos projetos que desenvolve.

No dia 29/10, a EMEI Cruz e Souza recebe as Pretas Bàs para falar sobre Matrilinearidade - Legado de Existências, Permanências e Continuidade. As três Rainhas-Guerreiras - Angelina, Maria da Graça e Marlene - são conhecidas como as Pretas Bàs. Com muito afeto, conhecimento e resistência, essas mulheres pretas da periferia de São Paulo começaram sua trajetória há muito tempo, lutando, fortalecendo-se e resistindo. Atualmente, estão à frente do Espaço Cultural Adebanke.

Contemplado na 41ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena é realizado pela N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas. O projeto visa valorizar as culturas africanas, afrodiaspóricas e originárias colaborando para a aplicação efetiva, por meio da linguagem artístico-pedagógica, das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e de culturas afro-brasileira e indígena nas grades curriculares do ensino fundamental e médio. As duas escolas envolvidas no projeto - EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Sousa - foram contempladas por serem instituições onde essas leis são aplicadas levando a educação antirracista para além do material didático.

Ao longo de 2024, várias atividades e estudos vêm sendo realizados numa parceria da N’kinpa com coletivos do entorno: vivências com mestres da cultura afrodiaspóricas, palestras e bate-papos com pensadores da cultura negra e indígena, encontros com pais, alunos e comunidade, programas de Podcast (Diáspora - A Cor da Nossa Cultura em Encontros e Redes) e criação de um espetáculo de teatro performático, concebido a partir desse percurso, cuja estreia está prevista para novembro.

N’KINPA -  Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

Projeto: TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga
Horários: Terças - Manhã, às 9h30 / Tarde, às 13h30
Evento restrito às escolas. Duração: 2h.

01 de outubro
Encontro/vivência: Funk e Passinho - Cultura de Resistência Preta
Convidada: Jô Gomes
EMEF Ana Maria Benetti (R. Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre. SP/SP) 

08 de outubro
Encontro/vivência: Cosmovisões do Povo Wapichana - Luta e Resistência
Convidada: Ricarda Wapichana
EMEI Cruz e Souza (R. Henrique da Costa, 348 - Jardim Itacolomi. SP/SP) 

29 de outubro
Encontro/vivência: Matrilinearidade - Legado de Existências, Permanências e Continuidade
Convidadas: Pretas Bàs
EMEI Cruz e Souza 

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