quarta-feira, 9 de março de 2016

Na Praça Tem Teatro de Rua: projeto segue até o final de março no Sesc Campo Limpo

Durante o mês de março, o Sesc Campo Limpo apresenta o projeto Na Praça Tem Teatro de Rua, cuja programação contempla a arte teatral de rua em sua variedade de estilos e com temas que tangenciam os problemas sociais.

Os próximos grupos a se apresentar são: Cia. do Miolo e Cia. Paulicea de Teatro com Relampião (dia 11/03, sexta, às 20h); Cia. Estável de Teatro com A Exceção e a Regra (dia 13/03, domingo, às 18h30); Parlapatões com U Fabuliô (de 17 a 20/03, quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h); Cia. Núcleo Vermelho com O Que Não Fazer? Investigando a Mercadoria no Incrível Mundo da Democracia (dias 24 e 26/03. Quinta e sábado, às 20h); Cia. Lúdicos de Teatro com A Ciranda do Villa (dias 26 e 27/03, sábado, às 17h, e domingo, às 16h).

No projeto está incluída a oficina O Ator na Rua (até 19 de abril, às terças-feiras, das 19h às 22h), ministrada pela Brava Companhia, cujo foco é o teatro realizado em espaços abertos. Uma intervenção com os Ciclistas Bonequeiros (dia 27/03, domingo, às 15h), que faz a junção de arte, consciência urbana/social e meio ambiente, completa a programação.

Programação - Na Praça Tem Teatro de Rua

Espetáculo: Relampião
Com Cia. do Miolo e Cia. Paulicea de Teatro


Trabalho da Cia. do Miolo em conjunto com a Ciam Paulicea de Teatro que tem a proposta de converter um bando mitológico em trabalhadores informais, que configuram uma comunidade no espaço público. É neste cenário que os direitos básicos constitucionais são reivindicados (casa, saúde, educação, trabalho etc). A consciência crítica é estimulada por meio da cultura popular e suas fontes orais, visuais e musicais. Os grupos, utilizando suas experiências de rua, apostam em uma caatinga de concreto, em múltiplos Lampiões e Marias Bonitas revelados em sua dramaturgia. Criada em 2003, a Companhia do Miolo propõe uma reflexão acerca da relação do teatro com a cidade, associando seus espetáculos ao cotidiano de diferentes regiões da cidade, sempre com o objetivo de trazer questionamentos ao público encontrado em cada espaço ocupado. Ficha técnica - Dramaturgia: Solange Dias. Direção: Alexandre Kavanji. Direção de atores: Renata Lemes. Elenco: Antonia Mattos, Aysha Nascimento, Dudu Oliveira, Edi Cardoso, Flávio Rodrigues, Francisco Gaspar e Harley Nóbrega.
Livre. Grátis. Duração: 60 minutos.
11/03. Sexta, às 20h

Espetáculo: A Exceção e a Regra
Com Cia. Estável de Teatro


A busca por formas teatrais que representassem as contradições sociais levou a Cia. Estável de Teatro a montar A Exceção e a Regra, a partir do texto do dramaturgo alemão Bertolt Brecht que aborda as relações de exploração entre empregado e patrão. Na história, uma pequena caravana participa de uma corrida em direção à cidade de Urga, a expedição que chegar primeiro ganha como prêmio uma concessão para explorar o petróleo. Durante a viagem são expostas as relações entre explorador e explorados, assim como os mecanismos que legitimam o abuso de um e a submissão do outros. A companhia tem 12 anos de trabalho de pesquisa sobre formas políticas de teatro e de buscas por um trabalho coletivo. O grupo se formou em 1997 e integra, há três anos, o Movimento de Teatro de Rua de São Paulo (MTR).Ficha técnica - Texto: Bertolt Brecht. Direção: Renata Zhaneta. Elenco: Juliana Liegel, Luiz Calvvo, Miriele Alvarenga, Nei Gomes, Osvaldo Pinheiro, Sérgio Zanck, Paula Cortezia e Zeca Volga. Núcleo de trabalho para dramaturgia: Andressa Ferrarezi, Daniela Giampietro, Nei Gomes e Maurício Hiroshi.
Livre. Grátis. Duração: 60 minutos.
13/03. Domingo, às 18h30

Espetáculo: U Fabuliô
Com Parlapatões


A peça U Fabuliô integra o repertório do grupo Parlapatões, sendo marcadamente montagem de teatro de rua. U Fabuliô é um jeito inventado de abrasileirar fabliaux, que em francês quer dizer fábula. O espetáculo aborda os costumes e as sátiras populares do período medieval, incluindo as relações "peculiares" entre público e igreja católica. "[...] Saímos então das salas escuras e vamos aos espaços abertos, situamos nossa farsa num lugar qualquer do nordeste brasileiro, mas que poderia acontecer em qualquer outro lugar. Falamos olho-no-olho com o nosso público, brincamos com ele na expectativa de que reaprenda a brincar, que possa ser cruel e pornograficamente infantil. Quem sabe assim passemos todos a enxergar de outro ângulo as nossas loucuras diárias”, comenta Hugo Possolo. Ficha técnica - Texto e direção: Hugo Possolo. Elenco: Hugo Possolo, Raul Barretto, Junia Busch, Henrique Stroeter, Fabiana Prado, Claudinei Brandão. Direção musical e trilha composta: Márcio Werneck.
Livre. Classificação: 14 anos. Duração: 60 minutos.
17 a 20/03. Quinta, sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 18h

Espetáculo: O Que Não Fazer? Investigando a Mercadoria no Incrível Mundo da Democracia
Com Cia. Núcleo Vermelho


Construído por meio de um processo criativo e coletivo, o espetáculo O Que Não Fazer?  - Investigando a Mercadoria no Incrível Mundo da Democracia representa a continuidade da pesquisa do grupo, iniciada em 2013, sobre a centralidade do trabalho na sociedade e suas implicações sociais. A narrativa da montagem tem cenas divididas que tratam o tema por diferentes perspectivas, atravessadas por intervenções que localizam o assuntoem questão na história recente do Brasil. Esta é a segunda montagem da Cia Núcleo Vermelho que tem como sede a zona sul de São Paulo. Ficha técnica - Criação: Núcleo Vermelho. Dramaturgia: Ademir de Almeida. Direção: Ademir de Almeida e Mauro Cytrynowicz. Direção musical: Joel Carozzi. Elenco: Carolina Hebling, Ilka Arão, Leila Freire, Letícia Moreira, Mauro Cytrynowicz, Priscila Sanchez, Raíssa Persiani, Thiago Kolbe e Zé Souza. Assistência de direção: Luciana Gabriel. Figurino: Cris Lima.Cenário: Joel Carozzi e Sérgio Carozzi.
Livre. Grátis. Duração: 90 minutos.
24 e 26/03. Quinta e sábado, às 20h

Espetáculo: A Ciranda do Villa
Com Cia. Lúdicos de Teatro


Por meio dos sonhos o pequeno e curioso Tuhu faz uma viagem por todas as regiões do Brasil. Nessa jornada, o menino se depara com figuras do folclore brasileiro, com as culturas regionais e com cantigas populares. Ao enfrentar o desconhecido, ele passa a conhecer alguns meandros da música. O espetáculo recria a mística da vida do genial compositor e maestro Heitor Villa-Lobos, tendo recebido indicação ao Prêmio CPT 2009 na categoria Trabalho Realizado em Rua. Ficha técnica - Direção geral: Gira de Oliveira. Direção musical: Bakhy. Texto: Evill Rebouças. Livre. Grátis. Duração: 60 minutos.
26 e 27/03. Sábado, às 17h. Domingo, às 16h

Oficina: O Ator na Rua
Com Brava Companhia


Oficina direcionada para pessoas jovens e adultas interessadas pelo teatro construído para espaços abertos. A rua será instrumento para reflexão e prática de um teatro crítico e divertido tendo como eixos de trabalho: o corpo e o som, o jogo e o improviso, a musicalidade, o humor e procedimentos de análise e composição de cenas para a rua.
Com Ademir de Almeida (Brava Companhia). Inscrições na Central de Atendimento.
Livre. Grátis.
Até 19/04. Terças, das 19h às 22h

Intervenção: Ciclistas Bonequeiros


Em três bicicletas equipadas com caixas de madeira – semelhantes às usadas pelos fotógrafos nas décadas de 40 e 50, que envolviam suas máquinas fotográficas com um pano preto e se escondiam sob ele para tirar as fotos – os artistas apresentam pequenos espetáculos com bonecos, cenários e objetos em miniatura. Relacionadas ao tema liberdade de expressão, as histórias são independentes e assistidas separadamente em sessões de três a cinco minutos cada. Ficha técnica - Direção, roteiro, iluminação e trilha: Gustavo Guimarães Gonçalves. Orientação cenográfica: Raquel Pavanelli. Confecção das caixas: Raquel Pavanelli, Gabriela Fiorentino e Lucciano Franco. Voz: Gustavo Guimarães.
Livre. Grátis.
27/03. Domingo, às 15h

SERVIÇO

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP
Tel.: (11) 5510-2700
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terça-feira, 8 de março de 2016

Projeto Juventude, Violência e Território encerra programação com eventos nos dias 12 e 27 de março

Filhos de Ururaí 
 O projeto Juventude, Violência e Território – Fortalecendo o Bairro Através da Arte - iniciado em abril de 2015, na comunidade Jardim Maravilha, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo - encerra sua programação em março.

No dia 12 março (sábado), o projeto recebe poesia e reflexão com os coletivos periféricos Filhos de Ururaí e Sarau dos Loucos, vivência de skate com o Love CT Inclusão e Resgate e a peça de teatro Era Uma Vez um Rei com o grupo Pombas Urbanas. As atividades acontecem na Rua Apóstolo Simão Pedro, 236, a partir das 15 horas.

Fechando o projeto, no dia 27 de março (domingo), acontece o seminário Juventude, Violência e Território - no Centro Cultural Arte em Construção - com participação de Cláudio Aparecido da Silva (Coordenação de políticas para Juventude da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de São Paulo), Mauricio Pestana (Secretário Municipal de Promoção da Igualdade Racial), Sócrates Magno (roteirista do Doc. É Disso que Eu Tô Falando), José Guilherme de Andrade (Subprefeito da Cidade Tiradentes) e Luiz Henrique Pereira da Silva (Assessor de Juventude da Subprefeitura da Cidade Tiradentes). O evento de encerramento conta ainda com participação do sound system África Mãe do Leão e performance de grafitagem na rua.

Esta é uma realização do Instituto Pombas Urbanas com a coordenação do Núcleo Teatral Filhos da Dita (grupo formado pelo Instituto), cuja finalidade foi promover ocupação artística na região com diversidade de linguagens para aproximar os jovens de sua cultura. A iniciativa foi viabilizada mediante apoio do Ministério da Justiça e Plano Juventude Viva, que busca reduzir a vulnerabilidade de jovens negros às situações de violência (física e simbólica), por meio de ações preventivas que visam à inclusão social e a autonomia.
 
Era Uma Vez Um Rei - Pombas Urbanas
O projeto Juventude, Violência e Território – Fortalecendo o Bairro através da Arte é baseado, entre outros aspectos, no conceito da “cultura como direito”, usada como importante ferramenta de empoderamento e protagonismo, principalmente para os jovens entre 15 e 29 anos. Sua finalidade é criar espaços e oportunidades para que eles encontrem caminhos diferentes, que não passem pela violência.

Na idealização do projeto, o Instituto Pombas Urbanas partiu da necessidade de transformar a dura realidade social e cultural da juventude do extremo leste de São Paulo, mais precisamente de Cidade Tiradentes que, frequentemente, tem o estigma da violência estampado nos jornais. Esta iniciativa vem de encontro ao trabalho desenvolvido pelo Instituto em 12 anos de atuação, promovendo o desenvolvimento do bairro por meio da arte. Para tanto, usa a capacidade transformadora do jovem com suas raízes culturais e valoriza as produções locais e periféricas, contribuindo para a diminuição de um quadro perverso de exclusão social. Um dos resultados de seu trabalho é a fundação do Centro Cultural Arte em Construção, espaço cultural comunitário que se tornou referência para a cidade na formação de jovens artistas e no acesso a bens culturais para a comunidade.

Programação - 2016
Juventude, Violência e Territórios – Fortalecendo o Bairro Através da Arte

Dia 12 de março. Sábado, às 15h
Local: Rua Apóstolo Simão Pedro, 236. Jardim Maravilha. Cidade Tiradentes/SP.
Grátis. Livre. Capacidade indeterminada (ao ar livre).
Convidados: Filhos de Ururaí, Sarau dos Loucos, Love CT e Pombas Urbanas

                Love CT                                                       Sarau dos Loucos

O espetáculo Era Uma Vez um Rei - do grupo Pombas Urbanas – mostra um grupo de mendigos que se organiza a partir das latas, plásticos e papelões que recolhem. Da convivência nasce uma brincadeira: a cada semana um deles será rei, depois presidente e em seguida ditador. O jogo torna-se intenso e os mendigos saem da realidade para representar as relações de poder da mesma sociedade que os marginaliza. Ficha técnica – Texto: Oscar Castro.  Direção: Juliana Flory. Cenógrafia: Alexandre Souza. Figurino: Carlos Alberto Gardim. Direção musical: Giovanni di Ganzá. Elenco: Adriano Mauriz, Marcelo Palmares, Paulo Carvalho, Cinthia Arruda, Juliana Flory, Marcos Kaju, Ricardo Big e Natali Santos. Duração: 60 minutos

A história dos Filhos de Ururaí tem a marca do protesto e da poesia. Oriundos da Zona Leste, eles são reconhecidos pelas intervenções nos trens da CPTM. Os poetas e atores Andrio Candido, Rafael Carnevalli e Lucas Afonso promovem ainda discussões sociais pertinentes ao dia a dia da periferia.

O coletivo Sarau dos Loucos é um encontro cultural calcado no encontro da arte urbana com a beleza em meio ao caos. Em suas performances os integrantes lançam mão de elementos como música, poesia e entretenimento como artifícios para a troca de ideias e a reflexão.

O Love CT desenvolveu a sua própria metodologia de ensino para utilizar o skate como ferramenta de inclusão social na região Cidade Tiradentes (ZL de São Paulo). O objetivo é educar as crianças para a vida, incentivar os estudos e o gosto pela cultura, vislumbrando melhores oportunidades no futuro e estímulo à luta pelos sonhos.

Dia 27 de março. Domingo, às 15h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, n°2100. Cidade Tiradentes/SP
Grátis. Livre. Capacidade indeterminada (ao ar livre).
Convidados: África Mãe do Leão e convidados para grafitagem.
Seminário - Juventude, Violência e Território: com Cláudio Aparecido da Silva, Mauricio Pestana, Sócrates Magno, José Guilherme de Andrade e Luiz Henrique Pereira da Silva.

O grupo África Mãe do Leão (fundado em 2007) tem o reagge como agente transformador diante da vulnerabilidade social. Com forte influência dos grupos de rap dos anos 90 e da cultura rastafári, o trabalho do grupo tende a ocupar os espaços públicos e comunidades carentes com ações culturais.  

sexta-feira, 4 de março de 2016

Sesc Campo Limpo exibe filme ‘Califórnia’ e promove bate-papo com Marina Person

Integrando a programação da série Em Cartaz - que apresenta lançamentos e filmes recentes - o Sesc Campo Limpo exibe no dia 8 de março (terça-feira, às 20 horas),o longa Califórnia, dirigido por Marina Person. Após a exibição (às 21h30), a cineasta participa de bate-papo com a plateia, quando fala sobre sua trajetória no cinema e sobre o processo de criação do filme.

Califórnia se passa no ano de 1984 e tem Clara Gallo, Caio Blat e Paulo Miklos no elenco, entre outros. No enredo, Estela vive a conturbada passagem pela adolescência. O sexo, os amores, as amizades; tudo parece muito complicado. Seu tio Carlos é seu maior herói, e a viagem à Califórnia para visitá-lo, seu grande sonho. Mas tudo desaba quando ele volta magro, fraco e doente. Entre crises e descobertas, Estela irá encarar uma realidade que mudará, definitivamente, sua forma de ver o mundo.

Marina Person - diretora, apresentadora e atriz - é formada em cinema pela ECA-­USP. Dirigiu o documentário Person (2007), e com Jorge Espírito­-Santo, o curta-metragem Almoço Executivo (1996). Lançado em 2015, Califórnia é seu primeiro longa-metragem de ficção. Na televisão, trabalhou por 18 anos na MTV Brasil. Apresentou os programas Metrópolis (TV Cultura) e O Papel da Vida (Canal Brasil). Hoje apresenta Cinedrops (Rádio Eldorado) e Marinando (YouTube). Ao lado de João Miguel é protagonista de Canção da Volta, longa-metragem dirigido por Gustavo Rosa de Moura, em pós-produção, a ser lançado nete ano.

Haverá nova sessão grátis de Califórnia no dia 22 de março, terça-feira, às 20 h.

SERVIÇO

Filme: Califórnia
Dir.: Marina Person. BRA, 2015, 86’.
Grátis. Não recomendado para menores de 14.
08 e 22/03. Terças, às 20h

Bate-papo com Marina Person: Califórnia
Grátis. Não recomendado para menores de 14.
08/03. Terça, às 21h30

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP
Tel.: (11) 5510-2700
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quinta-feira, 3 de março de 2016

Companhia de Danças de Diadema apresenta “por+vir” no Sesc Sorocaba comemorando 20 anos da história

Fotos: Paulo César Lima

A Companhia de Danças de Diadema apresenta no dia 5 de março (sábado) o espetáculo por+vir no Sesc Sorocaba, às 20 horas. A nova montagem, que foi concebida para comemorar os 20 anos de atividade do grupo, reúne criações de nove renomados coreógrafos.

Os bailarinos da companhia ministram workshop grátis nos dias 4 e 5 de março. Inscrições abertas.

Com esta nova montagem, a Companhia promove seu reencontro com nove coreógrafos que já passaram por suas produções. Para conceber conjuntamente o novo espetáculo, foram convidados Ana Botosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha.

A concepção de por+vir passa pela experimentação de reviver o antigo junto com o atual, da pluralidade do movimento; fatores que possibilitam essa experimentação, essa vivência com coreógrafos impares, sendo cada um colaborador a partir de sua ótica sobre a dança contemporânea.

As coreografias que formam o espetáculo por+vir são: Nós de Nós (Cláudia Palma), Bakú (Ana Botosso), Caminhos Traçados (Pedro Costa e elenco da comapnhia), Entre Pontos, (Fernando Machado), Gárgulas (Sandro Borelli), Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha), Entremeios (Mário Nascimento), 1 + Um (Henrique Rodovalho) e Novena (Luís Arrieta).

Com a realização deste projeto a Companhia de Danças de Diadema reafirma sua versatilidade e expressa sua maneira de olhar a dança por meio dos corpos de seus intérpretes, sob os diferentes estilos dos coreógrafos convidados, proporcionando ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

O espetáculo não é só mais uma obra, é uma homenagem aos grandes nomes que passaram pela Companhia: “uma festa em forma de movimento, onde cada coreografo colabora numa criação para os corpos do elenco da Companhia e sua ampla história e dramaturgia. Não há um tema linear, mas uma linha de movimentos envolvendo a trajetória artística pessoal de cada criador e suas facetas”, comenta a diretora Ana Bottosso.

“Mergulhando num espírito de pluralidade corporal, sensitiva e por que não emotiva, a criação dessa obra marca, na linha do tempo da Companhia, um momento que, ao relembrar seus 20 anos passados, relembra também cada indivíduo, cada contribuição, cada obstáculo superado, cada cortina desvelada”. Finaliza Ana Bottosso.

Sinopse

Muitos são os caminhos, diferentemente traçados, às vezes desimpedidos, às vezes emaranhados de obstáculos. Sem muito nem saber como, se desperta o desafio de transpassá-los e, em meio ao movimento das emoções o artista traça, como uma novena, a busca de seus sonhos e o espantar dos pesadelos. Um mais um, e mais um, e mais um, somam “Nós”.

Companhia de Danças de Diadema – 20 anos

Reconhecida nacional e internacionalmente, a Companhia de Danças de Diadema, dirigida pela coreógrafa e bailarina Ana Bottosso, destaca-se no cenário da dança pelo caráter inovador. Criada em 1995, por iniciativa da bailarina e coreógrafa Ivonice Satie e da Prefeitura do Município de Diadema, desenvolve, além do trabalho artístico, um projeto sociocultural, onde os bailarinos atuam como artistas orientadores no Projeto Oficinas - Difusão e Acesso à Dança. Com 24 obras no repertório, mescla nomes de renomados coreógrafos e dos próprios bailarinos como criadores, trabalho que tem lhe rendido diversas premiações e destaque como um grupo atuante e original.

O repertório da Companhia de Danças de Diadema é formado por: Voo do Cisne; Lua; Meio em Jogo; Quixotes do Amanhã; Lacrimosa; Cá Tinha Um Sonho Que Se Tornara Pessoas e Ruas; No Prego; Balaio de Danças; Baque; Romance Capixaba; Tribal Urbano; Rap Xote; Arte e Raiz; Trêsmaisum; Fábrica Coreográfica; Jardin de l'Enfant; Linha de Montagem; Pierrot de Veias; Sala de Espera; Crendices... Quem Disse?; La Vien Rose???; Paranoia; Anseio; A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica).

Ao longo de sua trajetória, a companhia vem acumulando apresentações no exterior - Lima, no Peru (2006), Cidade do México, México (2010) e Paris, na França (2014) e prêmios. Entre os prêmios, destaque para: Prêmio Estímulo APCA e Prêmio Promodança SP, em 1995, pela coreografia Pierrot de Veias; Prêmio Aplausos, do Sindicato dos Artistas de São Paulo, em 1996; Menção Honrosa Você e a Dança pela iniciativa do trabalho com a comunidade, em 1997; Prêmio Denilto Gomes como Melhor Espetáculo Infantil para A Mão do meio – Sinfonia Lúdica, em 2014. Em 2010, ficou entre os 10 finalistas do prêmio TD (Teatro e Dança) com o espetáculo Crendices... Quem Disse?; em 2011 a companhia ficou em 2º lugar como Melhor Espetáculo no Guia Folha e também no Prêmio Governador Estado da Cultura de São Paulo, ambos com o espetáculo Paranoia.

O grupo desenvolve ainda vários projetos sociais calcados na dança e no movimento. O Bailando na Cidade é um dos destaques: crianças, adolescentes e bailarinos profissionais desenvolvem uma interação por meio de ações em dança e movimento. Já o Bailando em Família reúne crianças e seus familiares numa (re)aproximação física, sensorial e afetiva, envolvendo atividades lúdicas e exercícios de expressão corporal, cooperação coletiva e interatividade. O Cirandança é um evento realizado durante três dias: são apresentações no Teatro Clara Nunes quando os alunos mostram o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano.

Ficha técnica

Direção Geral: Ana Bottosso
Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha.
Elenco: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Jean Valber, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves 
Estagiária: Dayana Brito
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistente de coreografia: Carolini Piovani
Desenho e operação de luz: Fernanda Guedella
Sonoplastia: Renato Alves
Figurino: o elenco
Máscara: Zé das Máscaras
Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação
Assistente de produção e comunicação: Renato Alves

Serviço

Espetáculo/dança: por+vir
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 5 de março. Sábado, às 20 horas
Sesc Sorocaba
R. Barão de Piratininga, 555. Sorocaba/SP. Tel.: (15) 3332-9933
Ingressos: R$ 17,00, R$ 8,00 (meia-entrada) e R$ 5,00 (credencial plena)
Ingressos à venda pelo Portal Sesc SP ou nas bilheterias da Rede Sesc
Duração: 70 min. Indicação etária: 14 anos. 275 lugares.

Workshop

Workshop: Dança Contemporânea em Estudos de Múltiplos Estilos
Com Companhia de Danças de Diadema
4 e 5 de março. Sábado (19h às 21h30) e domingo (10h30 às 12h30)
Grátis. Sala de Práticas Corporais.
Público alvo: maiores de 14 anos com alguma experiência em dança.
Inscrições pelo:http://goo.gl/WOVSBM.

O workshop trata da diversidade de estilos presentes no espetáculo por+vir, sob um olhar prismático dos bailarinos da Companhia de Danças de Diadema, e da multiplicidade de possibilidades inerentes à dança contemporânea.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Cineclube Araucária apresenta as mostras Panorama do Cinema Iraniano e Mulheres que Fizeram História

Em março, o Cineclube Araucária promove em Campos do Jordão uma viagem panorâmica pelo Cinema Iraniano e, na sequência, presta homenagem às mulheres, no mês a elas dedicado, com a mostra Mulheres Que Fizeram História. Os eventos integram o projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão e têm entrada franca em todas as sessões.

O Panorama do Cinema Iraniano acontece entre os dias 17 e 20 de março (de quinta a sábado, às 19h30, e domingo, às 18h) apresentando, respectivamente: Gabbeh, Gosto de Cereja, Filhos do Paraíso e O Balão Branco. Já a mostra Mulheres que Fizeram Histórias exibe, entre os dias 24 e 27 de março (nos mesmos horários), os respectivos filmes: O Processo de Joana D’Arc, Séraphine, O Ocaso de uma Estrela e Carmen Miranda: Bananas is My Business.

Para as crianças, as matinês continuam aos domingos, sempre às 15h. Neste mês serão exibidas as animações Uma Viagem ao Mundo das Fábulas (20/3) e Cinderela (27/3).

O projeto Cineclube Araucária - O Cinema de Volta a Campos do Jordão acontece com o apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural do estado de São Paulo) e parcerias com a Secretaria Municipal de Cultura e AMECampos (Associação dos Amigos de Campos do Jordão). Iniciado em fevereiro, o projeto prevê, até novembro, a realização de 20 mostras de cinema. Além das já tradicionais mostras temáticas, a cada mês um país terá a sua filmografia exibida para o público jordanense, entre eles: Índia, Turquia, Brasil, Argentina, França, Canadá, China, continente africano e os já contemplados Polônia e Irã.

A programação de 2016 inclui também uma série de Palestras e Seminários, visando à formação profissional de novos cineastas, com produção de curtas-metragens que serão o foco da segunda edição do Festival Curta Campos do Jordão, previsto para ocorrer em dezembro no antigo Cine Glória (atual Espaço Cultural Dr. Além). Outros destaques são a realização do 6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão e da exposição Cinema Ilustrado: A Oitava Arte, ambos em julho, na sede da AMECampos.

O Cinema Iraniano

Filme "Filhos do Paraíso"
Aos poucos as produções iranianas vêm conquistando espaço nas salas de exibição ocidentais, seja dentro de festivais e mostras especiais ou lançadas esporadicamente em circuito comercial como alternativa das distribuidoras. Filmes dirigidos por Abbas Kiarostami, Mohsen Makhmalbaf e Jafar Panahi chegam às telas nacionais com alarde da crítica especializada e certo interesse do público. No início do século XX, aconteceram no Irã as primeiras experiências cinematográficas, começando por registros oficiais e depois, já nas décadas de 40 e 50, surgiram importantes incursões no universo da ficção. No entanto, houve uma significativa mudança no cinema iraniano com a revolução liderada pelo aiatolá Khomeini, em 1979. Mais de 180 salas foram fechadas e as produções estrangeiras perderam espaço nas salas remanescentes. Uma das primeiras intervenções de Khomeini, quando voltou do exílio, foi queimar as películas estrangeiras. A população, com esse fervor revolucionário, resolveu incendiar também as salas de cinema. Nos últimos anos, apesar da carência de salas, o número de filmes produzidos no Irã está em torno de 70 por ano, o que o coloca entre os 12 países que mais realizam filmes no mundo. O resultado que chega ao ocidente, no entanto, são os chamados “filmes de arte”, que representam apenas cerca de 20% do que é produzido. Os outros 80% são filmes de entretenimento, com estética muito parecida com os filmes de Hollywood: comédias, filmes de ação, filmes sobre a guerra, com temáticas locais, mas com estética americana. A seleção para o Panorama do Cinema Iraniano recaiu sobre os filmes de arte realizados pelos grandes diretores da atualidade.

Mulheres que Fizeram História

No mês em que todo o mundo reverencia a figura feminina, o Cineclube Araucária decidiu abrir espaço na sua programação para prestar homenagem a algumas figuras que, com o seu modo de encarar a vida e comportamento marcante com que cumpriram sua missão, realmente fizeram história. Quatro foram as eleitas para terem as suas vidas lembradas na mostra temática de março, mas a homenagem se estende a milhões de mulheres que deixaram suas marcas gravadas na história da humanidade: Joana D’Arc (chefe militar na Guerra dos 100 Anos, canonizada santa da igreja católica, em 1920, morta na fogueira cinco séculos antes, acusada de heresia); Séraphine de Senlis (pintora primitivista francesa, autodidata, descoberta por uma feliz coincidência pelo crítico e colecionador alemão Wilhem Uhde quando trabalhava como empregada doméstica em sua casa de Senlis, na França); Billie Holiday (cantora à frente do seu tempo que até hoje, apesar de todas as dificuldades enfrentadas à sua época, influencia as novas gerações de intérpretes, com seu estilo personalíssimo); e Carmen Miranda (uma artista completa: cantora, atriz, estilista, foi percussora do tropicalismo e deixou sua marca de sucesso no Brasil e em todo o mundo).

PROGRAMAÇÃO – MARÇO / 2016

Panorama do Cinema Iraniano

17/03 (quinta, às 19h30) - Gabbeh (Gabbeh), de Mohsen Makhmalbaf. Irã. 1996. 75’. Livre.
Sinopse - Um casal idoso segue sua rotina de limpar o gabbeh, um tipo de tapete persa. Para ajudá-los, surge uma jovem chamada Gabbeh. Ela pertence ao clã cuja história é narrada nas imagens do tapete: a história do seu romance com o jovem cavaleiro, que costumava seguir sua tribo nômade à espera do consentimento de seu pai, para que os dois pudessem se casar.

18/03 (sexta, às 19h30) - Gosto de Cereja (Ta'm e Guilass), de Abbas Kiarostami. Irã. 1997.  99’. 14 anos.
Sinopse - O Sr. Badii viaja em seu carro pelos campos de Teerã à procura de um trabalhador que esteja disposto a ajuda-lo num plano que reflete toda a sua agrura e solidão e que culminaria em seu suicídio.

19/03 (sábado, às 19h30) - Filhos do Paraíso (Bacheha-Ye Aseman), de Majid Majidi. Irã. 1998. 90’. Livre.
Sinopse - Ali é um menino de nove anos proveniente de uma família humilde. Um dia ele perde o único par de sapatos da irmã Zahra e, para evitar a bronca dos pais, passa a dividir os próprios sapatos com ela. Enquanto isso, ele treina para vencer uma corrida, pois precisa do prêmio para comprar um novo par de sapatos para a irmã.

 20/03 (domingo, às 18h) - O Balão Branco (Badkonk-e Sefid), de Jafar Panahi. Irã. 1995. 88’. Livre.
Sinopse – O primeiro dia da primavera é quando se comemora o ano novo no Irã. Razieh, uma garota de oito anos sonha em conseguir um peixe dourado para as festas, como manda a tradição. Quando convence a mãe a lhe dar o dinheiro, ela vai enfrentar uma série de dificuldades para ver seu desejo realizado. Câmera de Ouro no Festival de Cannes.

MATINÊ – 20/03 (domingo, às 15h) - Uma Viagem ao Mundo das Fábulas (The Secret of Kells), de Tom Moore. Bélgica/França. 2009. 78’. Livre.
Sinopse - Em pleno século IX, Brendon, um jovem de 12 anos, vive no mosteiro de uma remota vila medieval que está sob o cerco de invasões bárbaras. Ele recebeu a importante e misteriosa missão de concluir e apresentar para o mundo o mais fantástico dos livros, o chamado Livro de Kells.

Mulheres que Fizeram Histórias

24/03 (quinta, às 19h30) - O Processo de Joana D’Arc (Procès de Jeanne D’Arc), de Robert Bresson. França. 1962. 65’. 14 anos.
Sinopse - Ao lado de A Paixão de Joana D’Arc, de Dreyer, esta é a mais genial e fascinante versão cinematográfica do martírio dessa importante figura da história da humanidade. Bresson reconstitui com seu rigor característico, a prisão, o julgamento e a execução de Joana D’Arc, baseando-se exclusivamente em documentos históricos.

25 de março (sexta, às 19h30) – Séraphine (Séraphine), de Martin Provost. França/Bélgica. 2008. 125’. 14 anos.
Sinopse - Baseado na história da pintora francesa Séraphine de Senlis. Em 1914, Wilhelm Uhde, um famoso colecionador de arte, aluga um apartamento afastado, para descansar da agitada vida que costuma levar em Paris. A faxineira do local tem quarenta anos e é uma mulher áspera. Convidado pela dona do prédio, ele nota na sala um pequeno quadro e fica surpreso ao saber que o artista é Séraphine.

 26 de março (sábado, às 19h30) – O Ocaso de uma Estrela (Lady Sings the Blues), de Sidney J. Furie. 1972. 144’. 18 anos.
Sinopse - Em 1936, Billie Holiday foi presa em Nova Iorque sob a acusação de porte de drogas. Abandonada em uma cela, ela relembra os mais marcantes momentos de sua vida, desde os seus dias como ajudante de limpeza em um bordel até a sua performance triunfal no Carnegie Hall. Diana Ross recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz pela sua atuação na pele de Lady Day.

27 de março (domingo, às 18h) – Carmen Miranda: Bananas is My Business, de Helena Solberg. Brasil. 1994. 92’. Livre.
Sinopse - Cinebiografia da cantora portuguesa mais brasileira que já existiu: Carmen Miranda. Com a famosa cesta de frutas tropicais na cabeça ela conquistou a Broadway, Hollywood e o mundo.

MATINÊ - 27 de março (domingo, às 15h) – Cinderela (Cinderela), de Clyde Geronimi e Wilfred Jackson. EUA. 1950. 75’. Livre.
Sinopse - Cinderela é obrigada a trabalhar como empregada para a sua madrasta e as duas filhas, que se preparam para o baile que será realizado no castelo do príncipe. Cinderela não poderia ir se não fosse a ajuda de sua fada-madrinha que dá a ela um lindo vestido e condições para que possa ir ao baile em alto estilo.

Serviço

Projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão
17 a 20/3 - Panorama do Cinema Iraniano
24 a 27/3 - Mulheres que Fizeram História
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582, na Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Horários: quinta a sábado (às 19h30) e domingo (às 18h)
Matinê: domingo, às 15h
Grátis. Informações: (12) 3664-2300

terça-feira, 1 de março de 2016

Mostra Cooperativa de Artistas encerra projeto do Instituto Pombas Urbanas

Programação traz Seminário sobre Arte e Educação e espetáculos gratuitos com Núcleo Teatral Filhos da Dita, Cia. Teatral Aos Quatro Ventos e Circo Teatro Palombar

Entre os dias 15 e 19 de março (de terça a sábado) acontece a Mostra Cooperativa de Artistas no bairro Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. Com todas as atividades gratuitas, a Mostra marca o encerramento do projeto Cooperativa de Artistas: Produzindo Caminhos Sustentáveis para a Vida – que consolidou um caminho de profissionalização por meio da cultura com coletivos artísticos formados ao longo de 12 anos de atuação do Instituto Pombas Urbanas, na comunidade.

A abertura da Mostra acontece no Centro Cultural Arte em Construção (15/3, às 9h) com o Seminário - A importância da Arte na Educação que é destinado a educadores da rede pública de ensino, arte-educadores e interessados em geral. As apresentações de espetáculos começam com a Cia. Teatral Aos Quatro Ventos com o infantil A Gata Ingênua no Centro Cultural Arte em Construção (16/3, às 15h) e na E.M.E.F. Mauricio Goulart (18/3, às 15h); o Núcleo Teatral Filhos da Dita apresenta A Guerra na E.E. Wilma Flor (16/3, às 20h) e no Centro Cultural Arte em Construção (17/3, às 20h); e o Circo Teatro Palombar leva Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto para a E.E. Mariúma Buazar Mauad (17/3, às 15h) e Centro Cultural Arte em Construção (18/3, às 20h).

No sábado, dia 19 de março, a partir das 15h, os três coletivos apresentam seus respectivos espetáculos na Praça do Terminal Novo de Cidade Tiradentes, em uma grande ocupação teatral festiva da praça celebrando o projeto e suas realizações!

O projeto tem o patrocínio da empresa Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, participando para tanto de seleção pública entre 2.589 iniciativas de todo país. Com sua realização, o projeto promoveu a capacitação técnica e artística dos jovens integrantes dos coletivos que se apresentam na Mostra. São jovens cuja iniciação na arte ocorreu no Centro Cultural Arte em Construção, onde aprofundaram seus conhecimentos, criaram grupos de teatro e circo e decidiram a partir do fazer artístico criar um projeto de vida. Além de atores, circenses e empreendedores de uma cooperativa, estes jovens tornaram-se arte-educadores que ministram oficinas de iniciação ao teatro e circo para centenas de crianças, adolescentes e jovens de Cidade Tiradentes. Nos últimos anos, além da dedicação às suas produções, eles também se envolveram diretamente na gestão do Centro Cultural Arte em Construção, contribuindo para a democratização do acesso à produção cultural da comunidade.

A criação da personalidade jurídica possibilita, além da sustentabilidade dos grupos, reverter um quadro de estigmatização social exercida, constantemente, sobre a população jovem periférica. Segundo Cinthia Arruda, atriz e integrante do Grupo Pombas Urbanas, “a ação representa um fato inédito e de grande potencial transformador numa comunidade periférica de São Paulo”.

Programação
Informações: (11) 2285-7758
15 de março (terça-feira)
9h - Seminário “A importância da Arte na Educação”
Convidados: Pombas Urbanas e Sócrates Magno Torres (roteirista do documentário É disso que Eu Tô Falando, que discute a redução da maioridade penal)
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, n°2100. Cidade Tiradentes/SP
Grátis. Livre.

16 de março (quarta-feira)
15h - Cia. Teatral Aos Quatro Ventos - A Gata Ingênua
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, n°2100. Cidade Tiradentes/SP
20h - Núcleo Teatral Filhos da Dita - A Guerra
Local: E.E. Wilma Flor
R. Wilma Flôr, s/n - Cohab Inácio Monteiro. São Paulo/SP
Grátis. Livre.

17 de março (quinta-feira)
15h - Circo Teatro Palombar - Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto
Local: E.E. Mariúma Buazar Mauad
R. Padre Aldemar Moreira, 461. Cidade Tiradentes/SP
20h - Núcleo Teatral Filhos da Dita - A Guerra
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, n°2100. Cidade Tiradentes/SP
Grátis. Livre.

18 de março (sexta-feira)
15h - Cia. Teatral Aos Quatro Ventos - A Gata Ingênua
Local: E.M.E.F. Mauricio Goulart
Rua René de Toledo, 700. Cidade Tiradentes/SP
20h - Circo Teatro Palombar - Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, n°2100. Cidade Tiradentes/SP
Grátis. Livre.

19 de março (sábado)
Encerramento.
15h – Cia. Teatral Aos Quatro Ventos - A Gata Ingênua
16h - Circo Teatro Palombar - Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto
17h - Núcleo Teatral Filhos da Dita - A Guerra
Local: Praça do Terminal Novo Cidade Tiradentes
Terminal Cidade Tiradentes - R. Sara Kubitscheck, 165. Conj. Hab. Castro Alves
Grátis. Livre. Capacidade: indeterminada

Sinopses dos espetáculos

Espetáculo: A Gata Ingênua
Grupo: Cia Teatral Aos Quatro Ventos
Sinopse: Com linguagem lúdica e envolvente, a peça conta a história de uma gata muito preguiçosa, conduzindo o público por uma trama divertida e de cunho educacional. A encenação reflete sobre a importância da escrita e da leitura. Inspirada no texto El Gato Simple, do diretor cubano Fidel Galvan Ramirez, a montagem tem direção de Marcos Kaju, integrante do grupo Pombas Urbanas. A Gata Ingênua estreou em 2014, sendo o primeiro espetáculo da companhia. Direção: Marcos Kaju. Elenco: Emily Meirelles (Avó, Galinha e Rã), Luana Gonçalves (Gata Ingênua), Mattheus Adepoju (Cachorro e Avô) e Tainá Lua (Rata).

Espetáculo: Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto
Grupo: Circo Teatro Palombar
Sinopse: O enredo narra a saga de Dimbo, um vendedor de pipocas que sonhava ser artista de circo. Um belo dia ele se depara com os artistas de uma trupe circense que o convida para acompanhá-los. A partir daí, Dimbo mergulha no universo da lona e do picadeiro e, por meio de uma narrativa divertida e envolvente, conta um pouco da história desta fantástica arte milenar. As cenas de mesclam técnicas de teatro, acrobacias, pirofagia, malabarismo e números aéreos, entre outras, para contar as aventuras dessa trupe. Direção Adriano Mauriz e Ricardo Big. Elenco: Barbara Nunes, Eder Farina, Esmael Ferreira, Guilherme Torres, Henrique Nobre, Larissa Evelyn, Leonardo Galdino, Marcelo Nobre, Paulo Wesley e Rafael Garcia.

Espetáculo: A Guerra
Grupo: Núcleo Teatral Filhos da Dita
Sinopse: A peça conta a história de três soldados que partem para a guerra e esquecem, durante o caminho, quem é o inimigo. A partir dessa constatação, são apresentadas cenas que revelam os absurdos das guerras invisíveis, vividas cotidianamente. Num campo de batalha que constantemente se transforma o elenco encarna personagens que vivem diversas situações inter-relacionadas, trazendo à tona um mundo onde a espetacularização da violência - impulsionada pelo desejo de poder, ganância e interesses privados – pode alienar as pessoas e minimizar os reais valores da vida. Direção Marcelo Palmares e Paulo Carvalho. Elenco: Cláudio Pavão, Ellen Rio Branco, Guilherme Sousa, Luara Sanches, Rafael Pantoja e Thábata Leticia.

Sobre o Instituto Pombas Urbanas

O Instituto Pombas Urbanas tem por missão contribuir para o desenvolvimento de Cidade Tiradentes (zona leste de São Paulo) por meio da arte, de suas raízes culturais e da capacidade transformadora do jovem. Parte do princípio de que todo ser humano é capaz de criar, fazer arte, “semear asas e voar”, e se compromete com valores como perseverança, dignidade, comprometimento e solidariedade. O Instituto foi criado em setembro de 2002 pelo Grupo de Teatro Pombas Urbanas que é fruto do projeto Semear Asas, iniciado em 1989 e idealizado pelo ator, diretor e dramaturgo peruano Lino Rojas (1942- 2005). O Grupo consolidou-se e se tornou referência no trabalho de teatro em Comunidade, caracterizado por ser feito na comunidade, com a comunidade e para ela própria. Em 2004, o Instituto - através de contato com a COHAB-SP, Companhia Metropolitana de Habitação - iniciou a ocupação de um galpão abandonado (1.600m²) na principal avenida de bairro Cidade Tiradentes, extremo leste da capital. O espaço, denominado como Centro Cultural Arte em Construção, tornpu-se sede do Instituto que iniciou intensa revitalização física no local e uma série de projetos de formação artística e de público. O Instituto Pombas Urbanas tem seu principal foco de atuação na cultura, mas também desenvolve projetos de educação, saúde, direitos humanos e outros. Ao longo de seus 12 anos de atuação, três coletivos foram formados e atuam diretamente nas atividades desenvolvidas no Centro Cultural Arte: Núcleo Teatral Filhos da Dita, Cia. Teatral Aos Quatro Ventos e Circo Teatro Palombar. Atualmente, o Instituto Pombas Urbanas é um dos finalistas do prêmio Governador do Estado.

Sobre os grupos

Núcleo Teatral Filhos da Dita - Filhos da Dita é o primeiro núcleo jovem de teatro nascido no Centro Cultural Arte em Construção, resultado das oficinas de iniciação ao teatro, ministradas pelo Pombas Urbanas, desde 2004. São jovens artistas que homenageiam todas as ‘ditas’, mulheres guerreiras do bairro, mães e chefes de família. Atualmente, o grupo circula com seu 2° espetáculo, A Guerra, do chileno Oscar Castro, com direção de Marcelo Palmares e Paulo Carvalho Jr, atores do Grupo Pombas Urbanas. Em 2012, realizaram experimentações do texto A Guerra, sob a orientação do diretor cubano Rolando Hernandez e do grupo Pombas Urbanas. Em 2009, recebeu o Prêmio Histórias de Ponto, pelo Ministério da Cultura. Seu 1° espetáculo, Os Tronconenses, de Lino Rojas, estreou em 2008, fez temporada em 2009 e, no ano seguinte, foi apresentado no VII Congresso Mundial do Drama, Teatro e Educação, em Belém (PA), e no XV Encuentro Nacional Comunitário de Teatro Joven, de Medellín (COL). Em 2005 e 2006, realizou as intervenções teatrais A Macaca Tá Certa e Ponto de Ônibus em praças, espaços culturais, escolas e hospitais com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Programa VAI – Valorização de Iniciativas Culturais.

Cia. Teatral Aos Quatro Ventos - A Cia Teatral Aos Quatro Ventos foi formada, em 2010, por jovens participantes dos cursos livres de iniciação teatral, ministrados pelo Grupo Pombas Urbanas no Centro Cultural Arte em Construção. Em 2014, estreou o espetáculo infantil A Gata Ingênua, sob a direção de Marcos Kaju, cujo processo de montagem teve início em 2011, com o estudo do texto El Gato Simple, do dramaturgo cubano Fidel Galbán Ramirez. O texto aborda de forma lúdica a importância da leitura e a escrita. Atualmente, seus integrantes, que são também arte-educadores, participam da gestão do Centro Cultural Arte em Construção e da Cooperativa de Artistas que possibilita aos grupos trabalhar e arcar com seu próprio sustento. Em novembro de 2015, a Cia. participou do XX Encuentro Nacional Comunitario de Teatro Joven, em Medellin (COL). Atualmente, dedica-se a uma nova pesquisa teatral e musical com foco na cultura popular nordestina.


Circo Teatro Palombar - O grupo Circo Teatro Palombar nasceu, em 2012, no bairro Cidade Tiradentes, a partir de um processo de formação com crianças e adolescentes, iniciado em 2005, pelo Instituto Pombas Urbanas. Em 2013, os jovens iniciam pesquisa sobre a história do circo que resultou no espetáculo Uma Arriscada Trama de Picadeiro e Asfalto. Contemplado pelo Programa VAI - Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura, fez apresentações em praças, parques, Sesc Itaquera, Virada Cultural e festivais, entre eles a Mostra de Teatro Lino Rojas e Encontro Comunitário de Teatro Jovem da Cidade de São Paulo. Em 2014, foi contemplado novamente pelo Programa VAI, desta vez com o projeto Rolê dos Saltimbancos, realizando, entre outras ações, o 2° Intercâmbio de Circo Social do Estado de São Paulo, em rede com outros artistas circenses. No ano seguinte faz temporada no Centro Cultural São Paulo, apresenta-se na mostra Palhaçaria e no projeto Circurtas na Praça (pelo Redes e Ruas, da Prefeitura de São Paulo). Atualmente, seus integrantes, que são também arte-educadores, participam da gestão do Centro Cultural Arte em Construção e da Cooperativa de Artistas.