sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

O Buraco d’Oráculo encerra residência em Cidade Tiradentes

Foto por Carlos Goff
A temporada da Circulação - Residência do grupo O Buraco d’Oráculo em Cidade Tiradentes, reduto de atuação do Circo Teatro Palombar, tem suas últimas apresentações no dia 23 de fevereiro, além de um bate-papo no dia 25. Estas atividades acontecem no Centro Cultural Arte em Construção com entrada franca.

No sábado (23), a primeira sessão ocorre, às 16 horas, com o espetáculo Pelas Ordens do Rei que Pede Socorro!, do grupo idealizador. Em seguida, às 18 horas, a companhia anfitriã encena A Fabulosa Charanga dos Excêntricos.

Já na segunda-feira (25), encerrando a programação do mês, os dois grupos recebem a médica e educadora Vera Dantas para o Café Teatral, às 15 horas. Em volta de uma mesa, artistas e público tomam um café-da-tarde descontraído, enquanto discutem sobre Cenopoesia e Relações de Cuidado.

Iniciada em outubro de 2018, a Circulação - Residência tem o objetivo de promover e fomentar teatro de rua, a partir de seu próprio repertório, em territórios de companhias parceiras. Juntos, os grupos comandam um mês de programação local. Em fevereiro, o anfitrião foi o Circo Teatro Palombar e o ‘palco’ escolhido para as apresentações foi o Centro Cultural Arte em Construção e a Praça do 65, locais onde o Palombar frequentemente atua e se apresenta.

A programação, formada por três espetáculos do Buraco e um do Palombar, foi iniciada com O Encantamento da Rabeca (dia 16), seguido por O Cuscuz Fedegoso (dia 17) - ambos do O Buraco d’Oráculo.

Esta Circulação - Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo.

Programação / Fevereiro - 2019


23 de Fevereiro. Sábado, às 16h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro!
Com: O Buraco d’Oráculo

Foto por Carlos Goff
Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia”, em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade.

Ficha técnica - Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti,  Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo. Duração: 50 min. Classificação: 12 anos.

23 de Fevereiro. Sábado, às 18h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Espetáculo: A Fabulosa Charanga dos Excêntricos
Com: Circo Teatro Palombar

A Fabulosa Charanga dos Excêntricos
Sinopse: A Fabulosa Charanga dos Excêntricos é uma banda composta por palhaços e palhaças bem excêntricos, responsáveis pela trilha musical e sonoplastia de um grande espetáculo. Os cômicos tocam trombone, trompete, saxofone, surdo e repiques e também instrumentos inusitados. E tem ainda a performance do sensacional homem-banda.

Ficha técnica – Criação coletiva. Coordenação: Adriano Mauriz. Elenco: Barbara Maria, Davis William, Giuseppe Farina, Henrique Nobre, Guilherme Torres, Larissa Evelyn, Leonardo Galdino, Marcelo Nobre, Paulo Santos, Rafael Garcia e Vinicius Mauricio. Assistência de coordenação: Ricardo Muniz. Cenário/figurino: Barbara Maria e Dinho Prince. Trilha sonora: Joilson dos Santos e Giuseppe Farina. Produção: Larissa Evelyn e Vinicius Mauricio. Duração: 120 min. Classificação: Livre.

25 de Fevereiro. Sábado, às 15h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Encontro: Café Teatral
Convidada: Vera Dantas
Duração: 2h. Classificação: Livre.

Vera Dantas
Encontro tem participação da médica e educadora Vera Dantas, que conversa com o público sobre o tema Cenopoesia e Relações de Cuidado. O bate-papo é realizado em torno de uma mesa, onde é servido com um café da tarde, tornando o ambiente descontraído e participativo. O Café Teatral foi criado para debater assuntos relacionados ao fazer artístico. No projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, o grupo faz uma pesquisa sobre a cenopoesia, relacionando essa linguagem à sua estética teatral própria.

Vera Dantas – Vera é médica e educadora popular atuante na Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (CE), doutora em educação, reikiana, consteladora familiar e cenopoeta. Participante e cocriadora do Ekobe, do Movimento Escambo Popular Livre de Rua, da Aneps, e do GT de educação popular em saúde da Abrasco.

Serviço

Teatro de rua: Circulação - Residência
23/2. Sábado, às 16h e 18h.
25/2. Segunda-feira, às 15h.
Grátis. Livre.

Centro Cultural Arte em Construção
Avenida dos Metalúrgicos, 2100. Cidade Tiradentes. SP/SP

Informações / Circulação - Residência: (11) 98152-4483


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Musical AVESSO encerra temporada no dia 24 de fevereiro no Teatro Nair Bello


O espetáculo Avesso - O Musical encerra sua segunda temporada no Teatro Nair Bello no dia 24 de fevereiro.  

Dirigido por Hudson Glauber e com texto assinado por Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo, a montagem fez sua temporada de estreia no final de 2018, no mesmo local. As apresentações ocorrem às sextas e sábados (às 21h) e aos domingo (às 19h).

A encenação desconstrói com ousadia o clássico formato para apresentar uma montagem jovem, densa e dinâmica. O enredo expõe os conflitos entre as gerações de um ponto de vista contemporâneo, a partir das reivindicações de um grupo de universitários, que sequestram um professor em busca de diálogo com o novo reitor da instirtuição.

Eles exigem melhores condições de ensino. Em princípio, as várias ideias, os debates e os pontos de vista são colocados em cena, mas os jovens acabam perdendo o controle da situação, seus ideais vão se confundindo com radicalismo e o sequestro toma rumos surpreendentes, atingindo proporções muito além do que eles poderiam imaginar. 

No elenco, destaque para a volta do ator e diretor Jair Assumpção, interpretando o antiquado professor, ao lado de Vanessa Goulartt, André Pottes, Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Leticia Spanghero, Marco Azevedo, Priscilla Sampaio e Vitória Mori.

Avesso tem trilha sonora original, com músicas e letras criadas por Thiago Gimenes que compôs um clima musical jovem e contemporâneo, no qual são destaques ritmos como o rap e o rock, além de estilos como MPB e até valsa. A montagem também traz para o teatro a sofisticação do som de cinema, sendo realizado com áudio 5.1. As cenas de luta e ação foram coreografadas pelo dublê profissional Cristiano Fortes; e a direção de movimento é de André Capuano. A encenação conta ainda com efeitos especiais e projeção mapeada em todo o palco que amarram as cenas, ilustrando acontecimentos externos, paralelos ao sequestro, que influenciam na mudança de rumo da história encenada.

Enquanto tentam manter o plano do sequestro, os alunos acabam se envolvendo em discussões e embates que colocam em cheque os seus próprios princípios; dúvidas vão surgindo, difíceis de serem contornadas. As discussões também colocam na berlinda o ponto de vista do professor, conhecido por suas ideias rígidas e até antiquadas. “Estamos em um mundo onde ninguém mais entende ninguém, onde não se pratica a empatia, e as confusões se tornam grandes torres de babel. Meu personagem traz isso, ele não consegue sair do conflito, nem tão pouco apaziguar as coisas”, explica o ator Jair Assumpção.

Outro viés interessante da trama é o destaque para o poder feminino, tendo uma mulher
radical como líder da ação, interpretada por Vanessa Goulartt. “Ela não só lidera como tem um grande poder de persuasão. O problema é que está voltada para os seus próprios interesses”, comenta a atriz. Cada personagem surge com um ideal revolucionário, mas, no decorrer da trama, ficam perceptíveis os interesses individuais - de todos. “Avesso retrata a nossa atual sociedade, onde as pessoas estão sempre lutando por algo, seja o bem comum ou individual”, pontua o diretor Hudson Glauber. “Criamos um microcosmo capaz de refletir os problemas da sociedade contemporânea. O musical é uma pancada no estômago.” Completa o autor Daniel Torrieri Baldi.

FICHA TÉCNICA – Idealização e direção: Hudson Glauber. Texto: Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo; colaboração de Gustavo Amaral. Direção musical / letras e músicas: Thiago Gimenes. Direção de movimento: André Capuano. Elenco: Jair Assumpção, Vanessa Goulartt, André Pottes, Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Letícia Spanghero, Priscilla Sampaio, Marco Azevedo e Vitória Mori. Cenário: Chico Spinosa e Kimiko Kashiwaya. Figurino e visagismo: Lígia Breternitz. Design de luz: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Design de som: Eric Ribeiro Christani. Engenheiro e operação de som: Alessandro Aoyama. Técnico/projeção mapeada: Clézio Campos. Coreografias de ação: Cristiano Fortes. Percussão: Beto Sodré. Trilha original e sonoplastia: Fábio Sá. Captação/edição de imagens: Vinícius de Araújo. Captação de áudio: Daniel de Castro Lopes. Edição/áudio: Matheus Gonçalves. Músicos: Tiago Saul e Jhonny Mantelato. Assistência de direção musical: Daniel Medeiros. Direção de palco: Beto Martins. Assistência de direção: Felipe Caiafa, Sávio Gabriel e Vitória Mori. Assistência de palco: Isadora de Almeida e Thais do Nascimento. Pichação: Mico, LDP e Cegos. Cenotécnica: Armazém Cenográfico. Montagem cênica: Tiago Nunes. Elenco / vídeos: Juçara Moraes, Leandro Tadeu, Lígia Breternitz, Angélica Prieto, Eduardo Carrilho, Vitória Mori e Sávio Gabriel. Administração: Fernando Rossilho. Auxiliares de administração: Renata Miranda e Márcia Okimura. Compras: Fábio Brazão. Técnico TI: Michael Banzatto. Design gráfico e fotografia: Francisco Júnior. Assessoria de imprensa: Alene Castilho, Heloísa Corrêa e Verbena Comunicação. Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi. Produção executiva: Maristela Bueno e Rodrigo Trevisan. Assistência de produção: Renato Campagnoli.

Serviço

Espetáculo: Avesso – O Musical
Temporada: 18 de janeiro a 24 de fevereiro de 2019
Últimas apresentações: 22, 23 e 24 de fevereiro
Horários: Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 19h)
Duração: 60 min. Classificação: 16 anos. Gênero: Drama musical
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00)
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (das 15h às 19h)

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - 3° Piso, Shopping Frei Caneca. SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Comédia dirigida por Darson Ribeiro é encenada pela primeira vez na zona leste e comemora o 4º ano de sucesso

Marília Gabriela faz participação especial, emprestando seu timbre inconfundível à voz (em off)  da psicanalista Dra. Maczka. No palco estão os atores Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro.


Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano a comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro com texto de Miriam Palma, comemora o quarto ano de temporada.

A reestreia acontece no dia 15 de fevereiro, sexta, às 21h30, no Teatro Fernando Torres, na zona leste paulistana. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e acontecimentos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

“Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar e muito as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela Darson Ribeiro.

A produção bem cuidada resulta dos desenhos criados por Darson Ribeiro para cenário e figurinos, como a inspiração para um divã na trompa de falópios, vermelho, concebido de forma elegante e instigante na intenção de situar os três homenzarrões dentro do órgão sexual feminino. Dez persianas de madeira foram construídas especialmente para a cenografia.

O divã rompe as quatro paredes e as mudanças de luz ajudam a criar os vários ambientes – academia, balada, sauna, apartamento e consultório. O ritmo dinâmico da direção concebeu mais de uma dezena de trocas de roupa em 1h30 de ação, que já ultrapassou a casa de 150 mil espectadores.

Ficha técnica 
Espetáculo Homens no Divã
Texto Miriam Palma (título original Desesperados)
Direção geral Darson Ribeiro
Elenco Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro
Voz da psicanalista Marília Gabriela | Voz da secretária Cecilia Arienti | Cenografia, trilha, luz e figurino Darson Ribeiro | Fotografia Eliana Souza | Design Ricardo Gonçalves | Diagramação Torino Comunicação | Plotagem Raio X Empresarial |  Coordenação de montagem Rodrigo Souza | Montagem e operação de luz e de som João Marcos Costa | Iluminotécnica LPL Lighting Productions | Administração e assistência de produção Marco Alvarenga  | Transportadora oficial e logística Personnalite Transportes & Mudanças | Tapete especialmente confeccionado By Kamy | Persianas especialmente confeccionadas Hunter Douglas/Casa Mineira | Apoio cultural Porto Seguro | Realização Dr Darson Ribeiro Produções Ltda.

Sinopse – comédia onde os dilemas masculinos enfrentados no divã freudiano, com muito humor e interatividade, que retorna depois de três anos ininterruptos de sucesso. Texto Miriam Palma (título original ‘Desesperados’). Com Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson, que também dirige.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Temporada: 15 de fevereiro a 24 de março de 2019
Dias e horários: sextas, às 21h30 | sábados, às 21h00 | domingos, às 19h00
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00) - Associados Porto Seguro têm 50% de desconto.
Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos.

Teatro Fernando Torres
Rua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé, São Paulo/SP. (Metrô Tatuapé e Carrão)
Tel.: (11) 2227-1025
Capacidade: 685 lugares. Acesso PNE. Ar condicionado. Segurança 24h. Café.
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Bilheteria: de terça a domingo das 14h às 20h. Aceita $, cartões crédito/débito.
Estacionamento no local: R$ 20,00/Estapar 

“O Teatro Fernando Torres na zona leste possui instalações em excelentes condições e atende bem ao público, que espera em uma área agradável o início dos espetáculos. É enorme, bonito, com amplos banheiros e programação cada vez mais intensa e variada” - Avaliação Folha de S. Paulo

Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Circulação - Residência do Buraco d’Oráculo promove Café Teatral e convida Vera Dantas


O grupo O Buraco d’Oráculo apresenta, no dia 25 de fevereiro (segunda-feira), mais uma edição do Café Teatral, que acontece no Centro Cultural Arte em Construção, no bairro Cidade Tiradentes (ZL), às 15 horas, com entrada franca.

O encontro tem participação da médica e educadora Vera Dantas, que conversa com o público sobre o tema Cenopoesia e Relações de Cuidado. O bate-papo é realizado em torno de uma mesa, onde é servido com um café da tarde, tornando o ambiente descontraído e participativo.

Esse evento integra a programação da Circulação - Residência que o Buraco d’Oráculo vem realizando, desde outubro de 2018, como parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. O objetivo é promover a circulação de teatro de rua, a partir de seu próprio repertório, em territórios de companhias parceiras para um mês de programação local.

Café Teatral é um encontro criado para debater assuntos relacionados ao fazer artístico. No referido projeto, o grupo faz uma pesquisa sobre a cenopoesia, relacionando essa linguagem à sua estética teatral própria.

Em fevereiro, o anfitrião da Circulação - Residência é o Circo Teatro Palombar e as apresentações ocorrem no Centro Cultural Arte em Construção e na Praça do 65, espaços onde o Palombar frequentemente atua e se apresenta. A programação (grátis) é formada por três espetáculos do O Buraco d’Oráculo - O Encantamento da Rabeca, O Cuscuz Fedegoso e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! – e por uma montagem do Circo Teatro Palombar - A Fabulosa Charanga dos Excêntricos.

Vera Dantas – Vera é médica e educadora popular atuante na Estratégia Saúde da Família da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza (CE), doutora em educação, reikiana, consteladora familiar e cenopoeta. Participante e cocriadora do Ekobe, do Movimento Escambo Popular Livre de Rua, da Aneps, e do GT de educação popular em saúde da Abrasco.

Programação / Circulação - Residência

16 de Fevereiro. Sábado, às 19h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Espetáculo: O Encantamento da Rabeca
Com: O Buraco d’Oráculo.
Duração: 50 min. Classificação: Livre.

17 de Fevereiro. Domingo, às 11h
Local: Praça do 65
Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso
Com: O Buraco d’Oráculo.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

23 de Fevereiro. Sábado, às 16h
Local: Centro Cultural Arte em Construção – Av. Dos Metalúrgicos 2100
Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro!
Com: O Buraco d’Oráculo.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

23 de Fevereiro. Sábado, às 18h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Espetáculo: A Fabulosa Charanga dos Excêntricos
Com: Circo Teatro Palombar.
Duração: 120 min. Classificação: Livre.

25 de Fevereiro. Segunda-feira, às 15h
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Encontro: Café Teatral
Tema: Cenopoesia e Relações de Cuidado
Com: Vera Dantas.
Duração: 2h. Classificação: Livre.

Locais:
Centro Cultural Arte em Construção
Avenida dos Metalúrgicos, 2100. Cidade Tiradentes. SP/SP

Praça do 65
Cidade Tiradentes. SP/SP. Localizada na altura do número 2.100 da Av. dos Metalúrgicos, próxima ao antigo terminal de ônibus.

Informações / Circulação - Residência:
Tele: (11) 98152-4483

O Buraco d’Oráculo

O grupo nasceu, em 1998, resultado do trabalho do Núcleo de Teatro de Rua, da Oficina Cultural Amacio Mazzaropi, que, hoje, se encontra com as portas fechadas, deixando uma lacuna nas ações de fomento à cultura por parte do poder público. O trabalho do grupo é calcado em três pontos estético/políticos: a rua, local fundamental para promover o encontro direto com o publico; a cultura popular, fonte inspiradora; e o cômico, destacando-se a farsa e as relações com o denominado “realismo grotesco”. O Buraco d’Oráculo optou pelo popular e pela rua como determinação e alvo de crítica. Com seus trabalhos o grupo encontrou um público diferente daquele que frequenta as tradicionais salas de espetáculos, e começou a desenvolver projetos de forma descentralizada, buscando democratizar o acesso ao fazer teatral, e promover uma reflexão sobre o mesmo. Por isso, desde 2002, atua na zona leste da cidade de São Paulo, sobretudo na região de São Miguel Paulista, sendo a Praça do Casarão seu principal ponto de atuação, desde 2004. O Buraco d’Oráculo já produziu 11 espetáculos que são protagonizados por pessoas comuns e que estão à margem da sociedade. Dessa forma busca discutir o homem urbano e seus problemas.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena e João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Zé Guilherme lança videoclipe com faixa do álbum ALUMIA


O cantor e compositor Zé Guilherme lança hoje um novo videoclipe com uma das faixas de seu disco ALUMIA, lançado recentemente. A Voz do Rio é uma linda canção em homenagem a Oxum, composta por Marcelo Quintanilha, que ganhou leitura emocionante de Zé Guilherme. O videoclipe tem direção Alessandra Fratus e foi gravado no Estúdio Dançapé.




O CD ALUMIA

Após lançar, em 2015, um disco em homenagem ao “cantor das multidões”, o artista deixa de lado o viés confortável de ser somente intérprete e lança o quarto disco Alumia, que traz repertório de músicas autorais em sua maioria.

Zé Guilherme assina letra e melodia das composições “Alumia”, “Teus Passos” e “Canção de Você”. As letras são frutos de seus poemas. E “as melodias nasceram intuitivamente, pois não sou instrumentista”, afirma. Ele ainda divide a autoria de “Espelho” com Luis Felipe Gama, de “Ave Solitária” e “Teu Cheiro” com Cris Aflalo, de “Laço” com Marcelo Quintanilha e de “Oferendas” com Cezinha Oliveira, que é o produtor musical e arranjador do álbum. Completando o repertório, Luis Felipe, Quintanilha e Cezinha aparecem novamente como autores de “Franqueza”, “A Voz do Rio” e “Cesta Básica”, respectivamente, ao lado do baiano Péri, compositor de “Clarão” e “Paixão Elétrica”.

Alumia registra o momento de amadurecimento artístico de Zé Guilherme. Não só pelo fato de ele se mostrar também como compositor, mas pela própria trajetória musical. O primeiro CD, Recipiente (Lua Discos, 2000), com arranjos de Swami Jr., apresentava sua origem nordestina e sua música universal brasileira em um trabalho com a força da raiz e do pop brasileiro. Seis anos depois, o disco Tempo ao Tempo chega com uma linguagem pop mais contemporânea nos arranjos de Serginho R. O terceiro CD viaja no tempo e o artista faz um pouso na época mais romântica da música brasileira com Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, trabalho que também tem produção musical e arranjos de Cezinha Oliveira.

O novo CD faz um sobrevoo por todos esses caminhos para apresentar a MPB de Zé Guilherme, agora mais romântica, que envereda por uma sonoridade acústica mais jazzística. “Os arranjos trazem como unidade estética a sonoridade característica do piano, executado de forma primorosa por Jonas Dantas (também no acordeon), e do baixo acústico, tocado por Johnny Frateschi”, justifica o produtor musical. É possível perceber que todas as músicas se harmonizam como células sonoras dentro da estrutura musical do disco. Os demais instrumentos que aparecem são: bateria e percussão (por Adriano Busko), violão e guitarra (por Cezinha Oliveira) e sopros (por Walter Pinheiro). “Esse trabalho pode ser considerado uma declaração de amor, amor a outras pessoas e à minha própria vida”, confessa o intérprete.

Lançamento/CD: Alumia
Artista: Zé Guilherme
Selo: Independente / Distribuição: Tratore
Preço sugerido: R$ 25,00

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Companhia de Teatro Heliópolis coloca em cena as duas faces da justiça em nova montagem


A Companhia de Teatro Heliópolis estreia sua nova montagem, (IN)JUSTIÇA, no dia 25 de janeiro, sexta, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho (sede do grupo), às 20 horas. A encenação é dirigida por Miguel Rocha, fundador e diretor do grupo; e Evill Rebouças assina o texto que foi criado em processo colaborativo com a Companhia.

(IN)JUSTIÇA é um ensaio cênico, guiado pela indagação ‘o que os veredictos não revelam?’, que reflete sobre aspectos do sistema jurídico brasileiro. Para tanto, conta a história do jovem Cerol que, involuntariamente, pratica um crime. A partir daí, surgem diversas concepções sobre o que é justiça, seja a praticada pelo judiciário ou aquela sentenciada pela sociedade.

Permeado por imagens-sínteses (característica da Companhia de Teatro Heliópolis) e explorando a performance corporal, o espetáculo coloca em cena a complexidade da justiça no país, deixando a plateia na posição de júri em um tribunal. O embate entre os dois lados da justiça - da vítima e do criminoso - se estabelece em um jogo contundente que expõe com originalidade a crua realidade dos jovens pobres e negros. A música ao vivo confere ainda mais densidade poética ao ‘relato’, que foge de qualquer abordagem clichê.

A história de Cerol é contada de forma não linear. Exímio empinador de pipas, ele vive com sua avó, pois a mãe morreu no parto e o pai, assassinado. Depois de uma briga por conta do alto volume da música na vizinhança, Cerol foge e acaba disparando involuntariamente um tiro em uma mulher, que morre em seguida. Ele acaba preso e é submetido ao julgamento da lei e da sociedade.

Com base nesse argumento, a Companhia de Teatro Heliópolis discute direitos humanos à luz da Constituição Nacional. A encenação recupera também a ancestralidade brasileira em passagens ritualísticas. “Queremos pensar o homem negro e a justiça, desde a nossa origem até os dias de hoje”, afirma o diretor Miguel Rocha.

Cenas impactantes e desconcertantes surpreendem todo o tempo. A encenação de Miguel Rocha, alinhavada pela dramaturgia de Evill Rebouças, mostra como a democracia pode ser manipulada. O crime versus a vítima ou o criminoso versus a justiça aparecem de forma não superficial nem previsível. A abordagem de (IN)JUSTIÇA parte do ponto de vista mais íntimo para aquele mais coletivo: da comunidade para a sociedade, da moral pessoal às convenções sociais. Isso permite, igualmente, as leituras de um mesmo caso jurídico, como no julgamento - defesa e promotoria -, onde ambos os discursos são tão contundentes quanto convincentes. “Para falar de justiça, temos que falar das relações humanas contraditórias, pois a justiça se apresenta pelas contradições”, reflete o diretor.

Permeado por emoções e sensações que fogem da obviedade, o espetáculo tem quadros coreografados que trazem o respiro necessário à dinâmica da encenação: cidadãos urbanos, policiais, advogados com suas togas desfilam pela área cênica e hipnotizam o espectador. Os depoimentos inseridos nas cenas humanizam e tornam crível a proposta da montagem, sejam eles densos, desconcertantes, ou mesmo lúdicos. Segundo o diretor, os três pontos de vista sobre justiça – “o pessoal, o divina e o do homem” – são considerados na concepção de (IN)JUSTIÇA, bem como a máxima que diz “só quem passou por uma injustiça sabe o que é justiça”.

O cenário (Marcelo Denny) situa a força da ancestralidade, presente na terra e no terreiro, na força fria do zinco, na estética religiosa que foge dos estereótipos. Traz também o símbolo da lentidão da justiça com toda sua burocracia em pilhas e pilhas de papéis e processos. Elementos como areia, terra, projéteis de bala e pipas compõem a área de encenação, onde predomina a cor cinza. A trilha (de Meno Del Picchia) e os efeitos sonoros são executados em sincronismo com as cenas. Os atores interpretam cantos de tradição que reforçam a busca pela humanização e pela ancestralidade propostas pelo espetáculo.

(IN)JUSTIÇA nasceu de um longo processo criativo, iniciado em fevereiro de 2018, disparado por encontros dos integrantes da Companhia de Teatro Heliópolis com pensadores ativistas que falaram sobre os vários aspectos da Justiça. Os convidados foram Viviane Mosé (filósofa), Gustavo Roberto Costa (promotor de justiça), Ana Lúcia Pastore (antropóloga) e Cristiano Burlan (cineasta), tendo Maria Fernanda Vomero (provocadora cênica, jornalista e pesquisadora teatral) como mediadora.

O espetáculo integra o projeto Justiça - O que os Vereditos Não Revelam, contemplado pela 31ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.


Uma reflexão sobre o espetáculo

Durante o processo de pesquisa do projeto anterior da Companhia de Teatro Heliópolis, Microviolências e Suas Naturalizações, contemplado pela 28ª edição do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, o grupo se debruçou sobre as pequenas violências do dia a dia, naturalizadas pelo hábito e mantenedoras de uma opressão quase sempre silenciosa. Constataram que as lideranças do tráfico em Heliópolis exercem sua autoridade, entre outros métodos, por meio dessas pequenas violências e as perpetuam em prol de um ‘bem-estar’ local. Constataram então que o poder paralelo na favela, de certa forma, reproduz a lógica punitivista do Estado e sua carga repressiva. O crime organizado classifica os ‘limpos’, em relação aos ‘infratores’, tal como acontece na sociedade brasileira, ao aderir à divisão entre ‘cidadãos de bem’ e ‘bandidos’. Miguel Rocha explica que no tribunal do crime, o lema é: ‘aqui ninguém te julga, quem te julga são seus atos’. “E assim, como moradores de Heliópolis, acostumamo-nos a viver sob o domínio desta ‘justiça’ que nunca falha. Não falha?”, reflete o encenador.

Fora dos limites da favela, a seletividade da justiça oficial recai sobre esses mesmos moradores. O diretor completa: “A maioria da população de Heliópolis é jovem, negra, pobre e migrante; justamente o segmento mais criminalizado pelo sistema penal brasileiro. Costuma-se dizer que essa justiça também não falha, será que não falha?”.

Instigados pelo fenômeno da judicialização da vida social e política, em consonância com a crescente criminalização de indivíduos ou movimentos outrora tidos como opositores ou transgressores, a Companhia busca, por meio do espetáculo (IN)JUSTIÇA, compreender a fundo o que significa justiça e examinar, na cena, suas representações, seus mecanismos e seus rituais. “Temos constatado a gradual desmoralização da ideia de justiça em contraposição ao veloz recrudescimento das posições em favor de um senso de justiça, refletido na sede por ‘justiçamento’, ou seja, por vingança ou punição”, declara Miguel. Ele diz que, no Brasil, justiça parece ser um valor que serve apenas a uma pequena parcela da população e lhe assegura privilégios e blindagem, minando totalmente a viabilidade de um Estado que garanta equidade de direitos e do estabelecimento de uma sociedade em que todos usufruam de possibilidades iguais.

Ficha técnica

Encenação: Miguel Rocha
Texto: Evill Rebouças (criação em processo colaborativo com a Cia de Teatro Heliópolis)
Elenco: Alex Mendes, Cícero Junior, Dalma Régia, Danyel Freitas, David Guimarães, Gustavo Rocha, Karlla Queiroz e Walmir Bess.
Cenografia/instalação: Marcelo Denny
Assistência de cenografia: Denise Fujimoto
Figurino: Samara Costa
Iluminação: Fagner Lourenço e Miguel Rocha
Provocação teórica e prática: Maria Fernanda Vomero
Provocação / teatro épico: Alexandre Mate
Provocação / teatro performático: Marcelo Denny
Direção de movimento: Lúcia Kakazu e Miguel Rocha
Preparação corporal: Lúcia Kakazu
Coreografia: Camila Bronizeski, Lucia Kakazu e Miguel Rocha
Oficina de dança: Camila Bronizeski
Oficina de mímica: Thiago Cuimar
Direção musical: Meno Del Picchia
Oficina de voz: Bel Borges
Oficina de canto: Luciano Mendes de Jesus
Músicos: Amanda Abá (violoncelo e violino), Bel Borges (violão e percussão) e Fernanda Broggi (percussão).
Operação de luz: Fagner Lourenço e Viviane Santos
Operação de som e sonoplastia: Giovani Bressanin
Mesas de debates: Viviane Mosé, Gustavo Roberto Costa, Ana Lúcia Pastore e Cristiano Burlan
Mediadora/debates: Maria Fernanda Vomero
Comentador convidado: Bruno Paes Manso
Organização de textos do programa: Maria Fernanda Vomero
Direção de produção: Dalma Régia
Produção executiva: Elaine Vital Marciano
Fotos: Caroline Ferreira e Donizete Bomfim
Design gráfico: Camila Teixeira
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Realização: Companhia de Teatro Heliópolis
Apoio: 31ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

Serviço

Espetáculo: (IN)JUSTIÇA
Estreia: 25 de janeiro, sexta, às 20 horas
Temporada: 25 de janeiro a 19 de maio
Horários: sextas e sábados (às 20h) e domingos (às 19 horas)
Ingressos: Pague quanto puder (bilheteria: 1h antes das sessões)
Duração: 90 minutos. Gênero: Experimental / Ensaio cênico. Classificação: 14 anos

Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Rua Silva Bueno, 1533. Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318
Capacidade: 60 lugares. Não possui acessibilidade. Não possui estacionamento.