quarta-feira, 10 de abril de 2019

O Buraco d’Oráculo leva projeto de residência ao bairro Perus com o Grupo Pandora de Teatro


Em maio, a Circulação - Residência do grupo O Buraco d’Oráculo chega ao bairro Perus, zona norte paulistana, numa parceria com o Grupo Pandora de Teatro. Os espetáculos são gratuitos e acontecem entre os dias 4 e 12/5 (sábados e domingos), no Teatro e na Praça da Ocupação Artística Canhoba, local de atuação do Pandora.

A programação é formada por quatros espetáculos: O Buraco d’Oráculo apresenta O Encantamento da Rabeca (dia 4/5), O Cuscuz Fedegoso (dia 5/5) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 12/5); já o Grupo Pandora encena sua recente montagem Comum (dia 11/5).

A Circulação - Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Teve início em outubro de 2018, no Parque São Rafael junto ao Grupo Rosas Periféricas; em fevereiro de 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, ambos na zona leste. O objetivo do Buraco d’Oráculo com esta iniciativa é promover uma circulação de teatro de rua a partir do próprio repertório em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

Programação – Maio/2019

4 de maio. Sábado, às 19h
Espetáculo: O Encantamento da Rabeca
Com: O Buraco d’Oráculo
Local: Ocupação Artística Canhoba (Teatro)

Sinopse: O Encantamento da rabeca conta histórias de transformações vividas por mulheres brincantes - que cantam, tocam, dançam, usam bonecos e máscaras com intuito de revelar o protagonismo, a fragilidade, a força e a resistência dessas mulheres em terreno originalmente masculino.

Ficha técnica - Direção: Lu Coelho. Texto: Lu Coelho com colaboração de Pablo Dantas e Cleydson Catarina. Elenco: Lu Coelho e Nataly Oliveira.
Duração: 50 min. Classificação: Livre.

5 de maio. Domingo, às 16h
Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso
Com: O Buraco d’Oráculo
Local: Ocupação Artística Canhoba (Praça)

Sinopse: Entre os quitutes vendidos por Dona Maria está um cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso, mas que não faz lá muito sucesso. Um belo dia, ela oferece a iguaria a um pedinte que, para não pagar pelo alimento, finge passar mal.

Ficha técnica - Direção: Elizete Gomes. Texto: Edson Paulo. Elenco: Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

11 de maio. Sábado, às 19h
Espetáculo: Comum
Com: Grupo Pandora de Teatro
Local: Ocupação Artística Canhoba (Teatro)

Sinopse: A peça conta três histórias ligadas à descoberta de uma vala comum clandestina criada no período da ditadura militar brasileira: a busca de um filho por informações de seus pais desaparecidos políticos; o dilema de dois coveiros encarregados da criação de uma vala; uma jovem estudante que se aproxima do ativismo político. 1970 e 1990 são épocas distintas que se entrelaçam nos fragmentos das histórias e evidenciam causas e consequências. Inspirado na história da vala comum do Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus, São Paulo/SP.

Ficha técnica – Texto e direção: Lucas Vitorino. Elenco: Filipe Pereira, Rodolfo Vetore, Rodrigo Vicente, Thalita Duarte e Wellington Candido. Design de luz e música: Elves Ferreira. Operação de luz: Caroline Alves. Edição de vídeo: Filipe Dias. Figurino: Thais Kaori. Cenografia: Lucas Vitorino e Thalita Duarte. Cenotecnia: Eprom Eventos e Luis Fernando Soares. Operação de vídeo: Lucas Vitorino. Treinamento corporal: Rodrigo Vicente e Rodolfo Vetore. Preparação corpo e voz: Paula Klein. Produção: Caroline Alves e Thalita Duarte.
Duração: 110 min. Classificação: 12 anos.

12 de maio. Domingo, às 16h
Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro!
Com: O Buraco d’Oráculo
Local: Ocupação Artística Canhoba (Praça)

Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia” em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade.

Ficha técnica - Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti, Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos. 

Serviço

Teatro de rua: Circulação - Residência
Dias 4, 5, 11 e 12 de maio
Horários: Sábado, às 19h, e domingo, às 16h
Grátis. Livre.

Ocupação Artística Canhoba
Rua Canhoba, 299, Vila Fanton - Perus (próximo à caixa d’água)

Informações / Circulação - Residência: (11) 98152-4483

Os grupos

O Buraco d’Oráculo - O grupo nasceu, em 1998, resultado do trabalho do Núcleo de Teatro de Rua, da Oficina Cultural Amacio Mazzaropi, que, hoje, se encontra com as portas fechadas, deixando uma lacuna nas ações de fomento à cultura por parte do poder público. O trabalho do grupo é calcado em três pontos estético/políticos: a rua, local fundamental para promover o encontro direto com o publico; a cultura popular, fonte inspiradora; e o cômico, destacando-se a farsa e as relações com o denominado “realismo grotesco”. O Buraco d’Oráculo optou pelo popular e pela rua como determinação e alvo de crítica. Com seus trabalhos o grupo encontrou um público diferente daquele que frequenta as tradicionais salas de espetáculos, e começou a desenvolver projetos de forma descentralizada, buscando democratizar o acesso ao fazer teatral, e promover uma reflexão sobre o mesmo. Por isso, desde 2002, atua na zona leste da cidade de São Paulo, sobretudo na região de São Miguel Paulista, sendo a Praça do Casarão seu principal ponto de atuação, desde 2004. O Buraco d’Oráculo já produziu 11 espetáculos que são protagonizados por pessoas comuns e que estão à margem da sociedade. Dessa forma busca discutir o homem urbano e seus problemas.

Grupo Pandora de Teatro - Em 2019, o Grupo Pandora de Teatro comemora 15 anos de trabalho de pesquisa e criação teatral no bairro de Perus. Fundado em julho de 2004, a partir do Projeto Teatro Vocacional da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, desenvolve trabalho de pesquisa e criação, fortalecendo parcerias com polos culturais e artistas da região. Realizou as montagens: O Senhor Puntilla e Seu Criado Matti, criação coletiva a partir do texto de Bertold Brecht (2004); A Igreja do Diabo, adaptação do texto homônimo de Machado de Assis (2005); Tietê, Tietê, criação coletiva a partir do texto de Alcides Nogueira (2006); Jesus-Homem, de Plinio Marcos, direção de Lucas Vitorino (2006); A Revolta dos Perus, criação coletiva sobre a história do bairro Perus (2007); Canibais Vegetarianos Devoram Planta Carnívora, criação coletiva com dramaturgia de Vince Vinnus, direção de Lucas Vitorino (2012); Relicário de Concreto, criação coletiva com dramaturgia de Vince Vinnus, direção de Lucas Vitorino (2013); Jesus-Homem, criação coletiva inspirada no original de Plínio Marcos, direção de Lucas Vitorino (2015); Ricardo III Não Terá Lugar ou Cenas da Vida de Meierhold, de Matéi Visniec, direção de Lucas Vitorino (2015); Nomes para Furacões (2017) e Comum (2018), ambos com texto e direção de Lucas Vitorino.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena e João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br

terça-feira, 9 de abril de 2019

Companhia de Danças de Diadema leva espetáculos a cidades paulistas pelo projeto Fluxo & Reflexo


Apresentações em Caraguatatuba, Pirassununga, Mogi das Cruzes, Praia Grande e Itatiba.

EU por detrás de MIM - foto de Sílvia Machado

Premiada e atuante no Brasil e no exterior, a Companhia de Danças de Diadema – que em maio completa 24 anos de história – está em circulação por cinco cidades do interior de São Paulo com o projeto Fluxo & Reflexo. A programação (grátis) ocorre nos meses de abril, maio e junho com apresentação de dois espetáculos de seu repertório - EU por detrás de MIM e Força Fluída -, além do workshop Fluxo & Reflexo.

São dois dias em cada cidade, a saber: Caraguatatuba (11 e 12/4), Pirassununga (18 e 19/4), Mogi das Cruzes (25 e 26/5), Praia Grande (6 e 7/6) e Itatiba (8 e 9/6). Rio Grande da Serra foi a primeira cidade a ser contemplada com o projeto. No primeiro dia, a atração é o espetáculo EU por detrás de MIM (coreografia de Ana Bottosso). No segundo, a companhia ministra o workshop Fluxo & Refluxo, à tarde, e apresenta a montagem Força Fluída (coreografia de Jaeduk Kim), à noite.

Fluxo & Reflexo pretende expor, por meio de duas obras distintas e de diferentes coreógrafos, a alta performance e versatilidade dos artistas da Companhia, ora no vigor visceral dos corpos, ora na carga dramatúrgica tão visceral da subjetividade da dança contemporânea.   

Circular com as mais recentes e premiadas obras desta Companhia mostra a flexibilidade de interpretação dos artistas, estimula a motivação às plateias de dança por meio de apresentações, workshops e conversas com o público após cada espetáculo.  O projeto oferece atividades que enfatizam o modo de trabalhar o corpo na cena e a visão artística sobre a linguagem da dança desenvolvida pela Companhia de Danças de Diadema.

Este projeto tem o incentivo da Secretaria de Estado da Cultura de SP por meio do Concurso de Apoio a Projetos de Circulação de Espetáculo de Dança no Estado de São Paulo.

EU por detrás de MIM

A montagem EU por detrás de MIM (2017), que tem concepção, direção e coreografia assinadas por Ana Bottosso, foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa.

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Bottosso imaginou um universo por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta e outras questões surgiram durante o processo de criação, elaborado em conjunto com o elenco da Companhia. Já a trilha sonora foi especialmente criada por Fábio Cardia, fazendo uma analogia aos reflexos sonoros. Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana sentiu-se motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos na exposição eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. Esta ambiguidade foi trazida para o corpo, traduzida pela dança”, comenta. O prorcesso recebeu também influências do conto O Espelho, de Guimarães Rosa, que apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir com o nosso EU comum é o desafio do espetáculo, que ainda convida o expectador a uma reflexão”, argumenta Ana Bottosso.

Força Fluída

Foto de Silvia Machado
Com coreografia assinada pelo sul-coreano Jaeduk Kim e direção geral de Ana Bottosso, Força Fluída estreou em 2017. O espetáculo harmoniza força e delicadeza em movimentos inspirados na cultura ancestral oriental pelo viés contemporâneo de Jaeduk. Artista de múltiplas facetas, o coreógrafo criou a trilha sonora baseada em cânticos de sua tradição oriental, utilizando a sonoridade de instrumentos típicos de sua cultura e voz monocórdia. A coreografia transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a música, com os sons, ora expressando-se com a força de um guerreiro, ora com a delicadeza de uma folha caindo no outono. Esses e demais elementos da ancestral cultura oriental se encontram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo e sensível do criador e dos intérpretes da Companhia, que atuam em Força Fluída.    

Sinopse: O fluxo natural vem da natureza. O fluxo da respiração está de acordo com a natureza. Qual é a força que flui...? O que faz o forte fluir...? (Jaeduk Kim)

Programação

Caraguatatuba
11/04 (quinta, às 20h) – espetáculo: EU por detrás de MIM
12/04 (sexta, às 14h) – workshop: Fluxo & Reflexo
12/04 (sexta, às 20h – espetáculo: Força Fluída
Local: Teatro Mário Covas (Av. Goiás, 187 - Indaiá). Grátis.

Pirassununga
18/04 (quinta, às 20h) – espetáculo: EU por detrás de MIM
19/04 (sexta, às 14h) – workshop: Fluxo & Reflexo
19/04 (sexta, às 20h) – espetáculo: Força Fluída
Local: Centro de Convenções Prof. Dr. Fausto Victorelli (Av. Painguás, 2014 - Vila Guimarães). Grátis.

Mogi das Cruzes
25/05 (sábado, às 20h) – espetáculo: EU por detrás de MIM
26/05 (domingo, às 14h) – workshop Fluxo & Reflexo
26/05 (domingo, às 19h) – espetáculo: Força Fluída
Local / espetáculos: Theatro Vasques (Rua Dr. Corrêa, 515 - Largo do Carmo). Grátis.
Local / workshop: Casa do Hip Hop (R. Coronel Cardoso de Siqueira, 48 - Centro)

Praia Grande
6/6 (quinta, às 20h30) – espetáculo: EU por detrás de MIM
7/6 (sexta, às 14h) – workshop: Fluxo & Reflexo 7/6
7/6 (sexta, às 20h30) – espetáculo: Força Fluída
Local / espetáculos: Palácio das Artes - Teatro Serafim Gonzales (Av. Pres. Costa e Silva, 1600 - Boqueirão). Grátis.
Local / workshop: Escola Municipal Porto das Artes (Av. São Paulo, 900 - Boqueirão)

Itatiba
8/6 (sábado, às 20h) – espetáculo: EU por detrás de MIM
9/6 (domingo, às 19h) – espetáculo: Força Fluída
9/6 (domingo, ás 10h) – workshop: Fluxo & Reflexo
Local / espetáculos: Teatro Ralino Zambotto (Rua Romeu Augusto Rela, 1100 - Jardim do Engenho). Grátis.
Local / workshop: Biblioteca Municipal Chico Leme (Rua Campos Sales, 380 – Centro)

Ficha técnica

Direção geral: Ana Bottosso
Coreografia (EU por detrás de MIM): Ana Bottosso
Coregrafia (Força Fluída): Jaeduk Kim (Coreia do Sul)
Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistência de coreografia: Carolini Piovani
Concepção musical (EU por detrás de MIM): Fábio Cardia
Concepção musical e figurino (Força Fluída): Jaeduk Kim
Desenho e operação de luz: Silviane Ticher
Sonoplastia: Daniela Garcia / Jeh Salles
Confecção de figurinos (EU por detrás de MIM): Cleide Aniwa
Confecção de figurinos (Força Fluída): Célia Bonifácio
Professor de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinícius
Professor de dança moderna: Reinaldo Soares
Orientação de yoga: Daniele Santos
Professores de dança contemporânea: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Elton de Souza e Ton Carbones
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assistência de produção: Daniela Garcia / Jeh Salles

Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Júlia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Facebook @companhiadedancas | Instagram @ciadedancasdiadema


terça-feira, 2 de abril de 2019

Segue o Baile do Sesc Pompeia recebe Zé Guilherme cantando Orlando Silva

Zé Guilherme por Alessandra Fratus

No dia 24 de abril (quarta, às 16h30), o cantor e compositor Zé Guilherme é o convidado do projeto Segue o Baile do Sesc Pompeia. O artista apresenta o repertório de seu terceiro CD Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, lançado em 2015, além de sucessos de outros intérpretes.

O Segue o Baile são apresentações musicais diversas dirigidas ao público da terceira idade e frequentadores em geral. Ocorre toda quarta-feira na Comedoria e os convites podem ser retirados com 1 hora de antecedência na bilheteria da unidade.

Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva é uma homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos na época do lançamento do disco. O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal de 18 canções do repertório do Cantor das Multidões, selecionadas em um longo processo de pesquisa sobre sua trajetória.

O repertório do CD é formado por: “A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto), “Dama do Cabaré” (Noel Rosa), “A Primeira Vez” (Armando Marçal e Bide), “Abre a Janela” (Marques Júnior e Roberto Roberti), “Aos Pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda), “Cidade do Arranha-céu” (Edgard Cardoso e Ranchinho e Alvarenga), “Cidade Brinquedo” (Silvino Neto e Plínio Bretas), “Curare” (Bororó), “Faixa de Cetim” (Ary Barroso), “Lábios Que Beijei” (J. Cascata e Leonel Azevedo), “Lealdade” (Wilson Batista e Jorge de Castro), “Malmequer” (Newton Teixeira e Cristovão de Alencar), “Meu Consolo É Você” (Nássara e Roberto Martins), “Meu Romance” (J. Cascata), “O Homem Sem Mulher Não Vale Nada” (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), “Pela Primeira Vez” (Noel Rosa e Cristovão de Alencar), “Preconceito” (Marino Pinto e Wilson Batista) e “Alegria” (Assis Valente e Durval Maia).

O programa da apresentação traz ainda “Ai, Que Saudade da Amélia” (Mário lago), “Atire a Primeira Pedra” (Ataulfo Alves e Mario Lago), “Palpite Infeliz” (Noel Rosa), “Com Que Roupa” (Noel Roasa) e “Feitio de Oração” (Noel Rosa e Vadico), entre outras.

Zé Guilherme se apresenta acompanhado por Adriano Busko (percussão), Douglas Alonso (percussão), Cezinha Oliveira (direção musical, violão e vocal), Luque Barros (violão de 7 cordas, baixo e vocal), Maik Oliveira (cavaquinho e bandolim) e Pratinha Saraiva (flautas).

Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva

A trajetória de Orlando Silva é marcada por apurado critério na escolha das canções, ele só cantava o que lhe tocava a alma. O colorido, o swing e a brasilidade da sua obra foi o mote principal das escolhas de Zé Guilherme. A seleção levou em consideração, além da afinidade artística, a época de seu apogeu - de 1935, quando gravou o primeiro disco, até 1942. O roteiro contempla um perfil mais leve e alegre do cantor como na maioria dos sambas que trazem sempre um toque de humor nas letras.

A produção musical é assinada por Cezinha Oliveira que inseriu elementos clássicos nos arranjos como piano, baixo acústico, acordeon, trombone e violão de sete cordas, entre outros, valorizando a sonoridade do disco sem cair no mero saudosismo. Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva foi concebido com base no ‘tripé’ interpretação, arranjos e composições, e mostra que a chamada “música antiga” do Brasil pode se manter clássica em sua origem, popular em sua apresentação e sofisticada em sua concepção.

Sobre a concepção dos arranjos, Cezinha explica que, para todos os sambas, inspirou-se nos conjuntos regionais e nas orquestras que acompanhavam os artistas nas rádios. O instrumental era, geralmente, formado por acordeon, violão, percussão e instrumento solo de sopro. Apenas as marchinhas “A Jardineira” e “Malmequer” seguem outro caminho. A primeira tem introdução influenciada pela música barroca e a segunda ganhou um andamento mais jazzístico.

Serviço

Segue o Baile: Zé Guilherme
Show: Em Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva
Dia 24 de abril. Quarta, às 16h30
Local: Comedoria (800 pessoas)
Grátis (retirar ingresso com 1h de antecedência na bilheteria da unidade)
Não recomendado para menores de 18. Duração: 2h

Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93. São Paulo/SP.
Tel: (11) 3871-7700
Ar condicionado. Acessibilidade. Não possui estacionamento.
sescsp.org.br/pompeia
Instagram / Facebook e Twitter: @sescpompeia

Zé Guilherme

Cearense nascido em Juazeiro do Norte, Zé Guilherme cresceu ouvindo grandes nomes do cenário musical brasileiro como Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, entre outros, além de cantadores, repentistas, violeiros, banda cabaçal, maracatu, frevo e boi-bumbá, influências fundamentais para a realização do sonho de ser cantor. Em São Paulo, desde 1982, cantou no circuito de casas noturnas, participando de shows ao lado de amigos e parceiros musicais como Maurício Pereira, Cris Aflalo, Madan, Cezinha Oliveira, Marcelo Quintanilha, Péri e outros.

Em 1998, estreou o show Clandestino, no Espaço Anexo Domus, com direção musical de Swami Jr. e direção geral do ator Luiz Furlanetto. Mais tarde, apresentou o show Zé Guilherme e Convidados no Teatro Crowne Plaza com a participação especial de Carlos Careqa, Maurício Pereira, Vânia Abreu, Zé Terra e René de França. Cantou nos projetos Arte nas Ruas, Clima do Som no Parque da Aclimação e MPB nas Bibliotecas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; Quinta Mariana, do SESC Vila Mariana; e Quatro Vozes, do Centro Experimental de Música do Sesc Consolação.

Em 2000, Zé Guilherme lançou seu primeiro CD, Recipiente (Lua Discos) com produção musical e arranjos de Swami Jr., que foi apresentado no Teatro Crowne Plaza, Sesc’s Ipiranga, Vila Mariana e Pompeia (Prata da Casa), Supremo Musical, Centro Cultural São Paulo e outros. Em 2002, a interpretação de Zé Guilherme para Mosquito Elétrico, de Carlos Careqa, foi incluída na coletânea Brazil Lounge: New Electro-ambient Rhythms from Brazil, lançada pela gravadora portuguesa Música Alternativa. Em 2003 participou do CD homônimo do mineiro Cezinha Oliveira (faixa “Seca”).

Em 2004, estreou o show Canto Geral com canções de seu CD de estreia e músicas inéditas de Marcelo Quintanilha, Carlos Careqa, Péri, Alexandre Leão e outros. Em 2005, apresentou-se no projeto Música no Museu, do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Lançou, em 2006, o segundo CD, Tempo ao Tempo, com produção e arranjos de Serginho R., direção artística do próprio Zé Guilherme, que assina também a coprodução em parceria com Marcelo Quintanilha. Em 2007, cantou no CD ao vivo Com os Dentes - Poesias Musicadas, de Reynaldo Bessa. Em 2015, lançou o disco Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, uma releitura da obra do cantor Orlando Silva em comemoração ao centenário de nascimento do Cantor das Multidões, que faria 100 anos em 2015. Atualmente, o artista trabalha no lançamento de Alumia, que mostra também seu lado autoral, na maioria das canções.

Twitter: @zeguilhermeofic | Instagram: @zeguilhermeoficial | Youtube: Zé Guilherme Oficial

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Zé Guilherme
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Musical AVESSO leva fortes emoções e conflitos de gerações ao Rio de Janeiro


Trilha de Thiago Gimenes com pegada de rap e rock, cenas de ação coreografadas por Cristiano Fortes, áudio de cinema, efeitos especiais e projeção mapeada são elementos da encenação.

Com texto forte e conflituoso, o espetáculo Avesso - O Musical chega ao Teatro Nathalia Timberg, no Rio de Janeiro, com apresentações nos dias 5, 6 e 7 de abril (sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h).

A montagém traz um novo olhar para os musicais, descontruindo formato clássico. O diretor Hudson Glauber também é idealizador do projeto, que tem texto assinado por Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo, com colaboração de Gustavo Amaral.

As apresentações integram a primeira edição da MOTE - Mostra de Teatro das Escolas - que reúne mais de 200 artistas em 10 espetáculos grátis, além de performances, oficinas e mesas de debates. Idealizada por Wolf Maya e Rogério Garcia, a mostra acontece entre os dias 5 e 28 de abril (de sexta a domingo), no Teatro Nathalia Timberg e Teatro Nathalinha -  salas do complexo Wolf Maya.

AVESSO tem caráter ousado, desconstrói o clássico formato para apresentar uma montagem jovem, densa e dinâmica. O enredo expõe os conflitos entre as gerações de um ponto de vista contemporâneo, a partir das reivindicações de um grupo de universitários, que sequestra um professor em busca de diálogo com o novo reitor da instituição.

Eles exigem melhores condições de ensino. Em princípio, as várias ideias, os debates e os pontos de vista são colocados em cena, mas os jovens acabam perdendo o controle da situação, seus ideais vão se confundindo com radicalismo e o sequestro toma rumos surpreendentes, atingindo proporções muito além do que eles poderiam imaginar. 

No elenco, destaque para a volta do ator e diretor Jair Assumpção, interpretando o antiquado professor, ao lado de Vanessa Goulartt (no papel da líder ‘empoderada’), André Pottes (vencedor do Prêmio Brasil Musical como Ator Revelação), Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Priscilla Sampaio e Igor Costa.

Enquanto tentam manter o plano do sequestro, os alunos acabam se envolvendo em discussões e embates que colocam em cheque os seus próprios princípios; dúvidas vão surgindo, difíceis de serem contornadas. As discussões também colocam na berlinda o ponto de vista do professor, conhecido por suas ideias rígidas e até antiquadas. “Estamos em um mundo onde ninguém mais entende ninguém, onde não se pratica a empatia, e as confusões se tornam grandes torres de babel. Meu personagem traz isso, ele não consegue sair do conflito, nem tão pouco apaziguar as coisas”, explica o ator Jair Assumpção.

Outro viés interessante da trama é o destaque para o poder feminino, tendo uma mulher radical como líder da ação, interpretada por Vanessa Goulartt. “Ela não só lidera como tem um grande poder de persuasão. O problema é que está voltada para os seus próprios interesses”, comenta a atriz. Cada personagem surge com um ideal revolucionário, mas, no decorrer da trama, ficam perceptíveis os interesses individuais - de todos. “Avesso retrata a nossa atual sociedade, onde as pessoas estão sempre lutando por algo, seja o bem comum ou individual”, pontua o diretor Hudson Glauber. “Criamos um microcosmo capaz de refletir os problemas da sociedade contemporânea. O musical é uma pancada no estômago.” Completa o autor Daniel Torrieri Baldi.

Avesso tem trilha sonora original, com músicas e letras criadas por Thiago Gimenes que compôs um clima musical jovem e contemporâneo, no qual são destaques ritmos como o rap e o rock, além de estilos como MPB e até valsa. A montagem também traz para o teatro a sofisticação do som de cinema, sendo realizado com áudio 5.1. As cenas de luta e ação foram coreografadas pelo dublê profissional Cristiano Fortes; e a direção de movimento é de André Capuano. A encenação conta ainda com efeitos especiais e projeção mapeada em todo o palco que amarram as cenas, ilustrando acontecimentos externos, paralelos ao sequestro, que influenciam na mudança de rumo da história encenada.

FICHA TÉCNICA – Idealização e direção: Hudson Glauber. Texto: Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo; colaboração de Gustavo Amaral. Direção musical / letras e músicas: Thiago Gimenes. Direção de movimento: André Capuano. Elenco: Jair Assumpção, Vanessa Goulartt, André Pottes, Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Priscilla Sampaio e Igor Costa. Cenário: Chico Spinosa e Kimiko Kashiwaya. Figurino e visagismo: Lígia Breternitz. Design de luz: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Design de som: Eric Ribeiro Christani. Engenheiro e operação de som: Alessandro Aoyama. Técnico/projeção mapeada: Clézio Campos. Coreografias de ação: Cristiano Fortes. Percussão: Beto Sodré. Trilha original e sonoplastia: Fábio Sá. Captação/edição de imagens: Vinícius de Araújo. Captação de áudio: Daniel de Castro Lopes. Edição/áudio: Matheus Gonçalves. Músicos: Tiago Saul e Jhonny Mantelato. Assistência de direção musical: Daniel Medeiros. Direção de palco: Beto Martins. Assistência de direção: Felipe Caiafa, Sávio Gabriel e Vitória Mori. Assistência de palco: Isadora de Almeida e Thais do Nascimento. Pichação: Mico, LDP e Cegos. Cenotécnica: Armazém Cenográfico. Montagem cênica: Tiago Nunes. Voz OFF: Juçara Moraes, Leandro Tadeu, Lígia Breternitz. Administração: Fernando Rossilho. Auxiliares de administração: Renata Miranda e Márcia Okimura. Compras: Fábio Brazão. Técnico TI: Michael Banzatto. Design gráfico: Francisco Júnior. Assessoria de imprensa: Heloísa Corrêa e Verbena Comunicação. Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi. Produção executiva: Maristela Bueno e Rodrigo Trevisan. Assistência de produção: Renato Campagnoli.

Serviço - AVESSO

Espetáculo: Avesso – O Musical
Apresentações: dias 5, 6 e 7 de abril
Horários: Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 19h)
Duração: 60 min. Classificação: 16 anos. Gênero: Drama musical
Ingressos: Grátis

Teatro Nathalia Timberg
Avenida das Américas, 2.000, Shopping Freeway Center. RJ/RJ
Tel: (21) 2442-5188



MOTE – Programação

Semana 1 - dias 5, 6 e 7 de abril

Sexta - 5/4
20h30: Avesso - Escola de Atores Wolf Maya (unidade SP) - Teatro Nathalia Timberg
22h: Festa de lançamento (MOTE)

Sábado - 6/4
19h: Sem A e Ê - Esquete de Liz Magini e Hugo Lobo - Escola de Atores Wolf Maya - Foyer do teatro
19h30: Nossas Bocas Não Foram Feitas Só Para Sorrir - Escola Martins Pena - Teatro Nathalinha
20h30: Avesso - Escola de Atores Wolf Maya (unidade SP) - Teatro Nathalia Timberg

Domingo - 7/4
19h: Sem A e Ê - Equete de Liz Magini e Hugo Lobo - Escola de Atores Wolf Maya - Foyer do teatro
20h30: Avesso - Escola de Atores Wolf Maya (unidade SP) - Teatro Nathalia Timberg

Semana 2 - dias 12, 13 e 14 de abril

Sexta - 12/4
19h30: Fabrica-Tablado - Teatro Nathalinha
20h30: Cabaret Sade - UNIRIO - Teatro Nathalia Timberg
                       
Sabado - 13/4
15h30: Mesa “Artista em Formação” - Teatro Nathalia Timberg
19h30: Fabrica-Tablado - Teatro Nathalinha
20h30: Cabaret Sade - UNIRIO - Teatro Nathalia Timberg

Domingo – 14/4
16h: Oficina - com o diretor Alexandre Mello
19h30: Fabrica-Tablado - Teatro Nathalinha
20h30: Cabaret Sade - UNIRIO - Teatro Nathalia Timberg

Semana 3 - dias 19, 20 e 21 de abril

Sexta – 19/4
16h: Oficina A Luz e o Corpo - com Aurélio de Simões - Teatro Nathalia Timberg (Sala de Espelhos Superior)
19h: Sem A e Ê - Equete de Liz Magini e Hugo Lobo - Escola de Atores Wolf Maya - Foyer do teatro
19h30: Runners 2 - UNIRIO - Teatro Nathalinha
20h30: Quanto Você Calça? - Teatro Nathalia Timberg

Sábado – 20/4
16h: Oficina A Luz e o Corpo - com Aurélio de Simões - Teatro Nathalia Timberg (Sala de Espelhos Superior)
19h30: Runners 2 - UNIRIO - Teatro Nathalinha
20h30: Quanto Você Calça? - Teatro Nathalia Timberg

Semana 4 - dias 26, 27 e 28 de abril

Sexta - 26/4
20h30: O Resgate - Escola de Atores Wolf Maya - Teatro Nathalia Timberg

Sábado - 27/4
16h00: Mesa O Ator e o Mercado de Trabalho - Teatro Nathalia Timberg
20h30: O Resgate - Escola de Atores Wolf Maya - Teatro Nathalia Timberg

Domingo - 28/4
20h30: O Resgate - Escola de Atores Wolf Maya - Teatro Nathalia Timberg