quinta-feira, 25 de maio de 2023

1º Festival de Percussão e Ritmos do Mundo da Escola dos 7 Portões está com inscrições abertas

 

Estão abertas as inscrições para o 1º Festival de Percussão e Ritmos do Mundo da Escola dos 7 Portões, que acontece no dia 3 de junho, sábado, em Araçariguama, SP, na bela Vila dos Portões, em meio à natureza.

Idealizado por Fabio Bergamini e Valéria Zeidan, o Festival será um encontro entre pessoas que se interessam pelas culturas do mundo, evidenciando os ritmos, os instrumentos, as técnicas e as linguagens percussivas encontradas ao redor do planeta. Mesmo que a pessoa não toque nenhum instrumento, essa é uma oportunidade de experimentar e vivenciar diversos, ritmos, instrumentos e culturas.

A programação conta com participação de bateristas e percussionistas de expressão internacional, sendo formada por minicursos, oficinas práticas, vivências coletivas, show, jam session e roda de tambor, além de exposição (e venda) de instrumentos de percussão, produzidos pelos melhores fabricantes do Brasil. 

Na abertura, vivência e aula de Soundhealing, às 9h, com Marcus Simon. Às 10h30, Emilio Martins assume a oficina Percussões Múltiplas e comanda uma Roda de Tambor. Seguindo, Fabio Bergamini e Cláudio Oliveira ministram aula de Introdução ao Konnakol (linguagem rítmica milenar da Índia), às 11h30.

Iniciando a programação da tarde, às 13h, Valéria Zeidan, mestre dos pandeirões, comanda a oficina de Frame Drum. Seguindo, um mergulho na cultura africana, pela Oficina de Kalimba, às 14h30, com orientação de Décio Gioielli; e Oficina de Djembê e Roda Africana, às 16h, com Luis Kinugawa, um especialista em ritmos africanos. E tem Mesa Redonda com os professores convidados fechando a tarde, às 17h30.

No início da noite, os participantes poderão participar de uma jam session e apreciar show (I)miscível com o Marques Rodrigues Duo, formado por Amílcar Rodrigues (trompete, flugelhorn e eufônio) e Guilherme Marques (bateria e percussão).

Serviço

1º Festival de Percussão e Ritmos do Mundo da Escola dos 7 Portões
Quando: 03 de junho de 2023 – Sábado
Inscrições, informações, programação: https://forms.gle/EcqFgrjwqjUEqUFz8
Investimento: R$ 250,00
Local: Escola dos 7 Portões

Estrada São Roque a Araçariguama, 1971. Araçariguama/SP.
Tel: (11) 99259 9095 – Nas redes: @escolados7portoes.

Fazendo a inscrição antecipada, até o dia 27/05, o participante ganha um curso online de sua escolha no site www.escolados7portoes.com.br.

 

Informações à imprensa | VERBENA Comunicação
Eliane Verbena
 (11)  99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Consuelo de Paula encerra circulação do show Maryákoré no MIS em São Paulo

Foto de @f.cabral.fotografia

No dia 10 de junho (sábado, às 17 horas), a cantora e compositora mineira Consuelo de Paula encerra a circulação do show Maryákoré, com apresentação gratuita no Auditório do MIS – Museu da Imagem e do Sominstituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, com entrada gratuita. O espetáculo, que tem Consuelo na voz, no violão e na caixa do divino, tem participação do instrumentista Guilherme Ribeiro, no piano e no acordeon.

Além de apresentar seu disco recente, em composições como Maryákoré”, “Andamento”, “Arvoredo” e “Remando Contra a Maré” (parceria de Consuelo com Rafael Altério), o roteiro traz músicas gravadas pela artista, entre outras fundamentais em sua trajetória: “Outro Lugar”, “Retina” e “Dança Para Um Poema” (Rubens nogueira e Consuelo de Paula), “Anabela” (Mario Gil e Paulo César Pinheiro), Adeus Guacyra” (Heckel Tavares e Joracy Camargo), Piedra Y Camino” (Athaualpa Yupanqui), “Volver a Los 17” (Violeta Parra), Jequitinhonha” (Lery Faria e Paulinho Assumpção) e Caicó” (tema popular).

Iniciada em março de 2023, a circulação do show Maryákoré - nome do sétimo álbum de Consuelo de Paula, lançado no final de 2019 - foi apresentada em cinco cidades paulistas: Campinas, Jundiaí, Serra Negra, São Bento do Sapucaí e São Luiz do Paraitinga. As apresentações integram o projeto Maryákoré, de Consuelo de Paula, contemplado pelo ProAC, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, no Edital Nº 16/2022 - Música Popular / Circulação de Espetáculo.

O CD Maryákoré

Maryákoré é uma obra provocadora naquilo que tem de mais feminina, mais negra, mais indígena e mais reveladora de nós mesmos. O título pode ser entendido como uma nova assinatura de Consuelo de Paula: maryá (Maria é o primeiro nome de Consuelo), koré (flecha na língua paresi-haliti, família Aruak), oré (nós em tupi-guarani), yakoré (nome próprio africano). Além de assinar todas as composições, Consuelo é responsável pela direção, pelos arranjos e violões e por algumas percussões. É nítida no disco a harmonia entre Consuelo e sua música, com sua poesia, expressão e estética apresentada. Ao interpretar letras carregadas de imagens e sensações, ao dedilhar os ritmos que passam por Minas Gerais e pelos sons dos diversos “brasis”, nota-se a artista imersa em sua história: vida e a arte integrada às canções. O violão, seu instrumento de composição, nesse trabalho revela-se também de maneira ousada e criativa, como parte de seu corpo; e como koré provoca as composições ao mesmo tempo em que comanda e orienta os ritmos que dão originalidade à obra. Consuelo gravou o violão e a voz juntos, ao vivo no estúdio, transpondo para o disco a naturalidade e a energia original das canções. Um desafio que pode ser conferido nas faixas: ora o violão silencia as cordas para servir de tambor, ora se ausenta para deixar fluir a voz à capela. Em outros momentos as cordas produzem somente um pizzicato para acompanhar o movimento da melodia e, às vezes, soa como percussão e instrumento harmônico.

Consuelo de Paula

Com oito discos gravados, Consuelo de Paula é cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical. Possui músicas gravadas por Maria Bethânia (“Sete Trovas” - CD Encanteria, também lançada em single, em 2021) e Alaíde Costa (“Bem-me-quer” - CD Porcelana, com Gonzaga Leal). Apresentou-se no Gran Rex, em Buenos Aires, foi destaque na capa do Guia Brasilian Music (Japão), que elegeu os 100 melhores discos da música brasileira, e gravou o programa Ensaio, de Fernando Faro (TV Cultura). Consuelo participa dos discos Divas do Brasil (em Portugal, que reúne Elis Regina, Maria Bethânia, Céline Imbert e outras), Senhor Brasil (ao lado de Rolando Boldrin), Prata da Casa (Sesc SP) e Cachaça Fina (Spirit of Brazil). Assina o roteiro de Velho Chico - Uma Viagem Musical, de Elson Fernandes, no qual interpreta “O Ciúme” (Caetano Veloso), considerada a “gravação definitiva” pelo crítico Mauro Dias (Estadão). Entre os projetos que participou, destaque para: Projeto Pixinguinha (Funarte); Elas em Cena, com Cátia de França e Déa Trancoso; Canta Inezita (show e CD); e livro Retratos da Música Brasileira (Pierre Yves Refalo / 50 anos da TV Cultura e 14 anos do programa Sr. Brasil). Sua discografia teve início com a trilogia Samba, Seresta e Baião (1988), Tambor e Flor (2002) e Dança das Rosas (2004), da qual foi lançada a coletânea Patchworck, no Japão. Em 2011, lançou o DVD Negra, seguido pelos CDs: Casa (2012), O Tempo e O Branco (2015), Maryákoré (2019) e Beira de Folha (2020, em parceria com o violeiro João Arruda). Consuelo também lançou o livro A Poesia dos Descuidos, com cartões de arte de Lúcia Arrais Morales.

Serviço

Show: Consuelo de Paula - em Maryákoré 
Data: 10 de junho - sábado, às 17h
Local: Auditório do MIS - Museu da Imagem e do Som - Auditório

Av. Europa, 158 - Jd. Europa. São Paulo/SP.
Ingressos: Gratuitos – retirar no local a partir das 16h.
Tel.: (11) 2117-4777. Capacidade: 172 lugares.
Duração: 60 minutos. Classificação: Livre. 

MIS nas redes: Facebook - @museudaimagemedosom | Instagram - @mis_sp

Consuelo de Paula nas redes: Facebook: @paginaconsuelodepaula | Instagram: @consuelodepaula

 

Informações à imprensa | VERBENA Comunicação
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segunda-feira, 22 de maio de 2023

Coletivo de Galochas estreia espetáculo histórico poético inspirado na Coluna Prestes

Foto de Camila Rios

O grupo de teatro Coletivo de Galochas estreia o espetáculo Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança no dia 2 de junho, sexta-feira, no Teatro Arthur Azevedo, às 21 horas, com ingressos gratuitos.

Dirigida por Rafael Presto, que também assina a dramaturgia junto de Antonio Herci, a montagem busca reconstruir cenicamente uma das passagens mais icônicas e importantes da história do Brasil do século XX, a marcha da Coluna Prestes, que tinha por objetivo libertar o povo da exploração e da ignorância, evento que marca o fim da Primeira República.

O enredo se passa no década de 1920, quando a Coluna Prestes rasga o país. Durante a marcha, um grupo de oito pessoas, dos mais diferentes lugares, formam uma inusitada família, entrelaçando e mudando suas vidas. É com essa gente simples que Luiz Carlos Prestes aprende, forjando seu espírito revolucionário.

Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança faz uma imersão na cultura brasileira pelo ponto de vista das pessoas simples, da base do movimento, que fizeram a Coluna caminhar. As personagens da peça foram extraídas dos registros oficiais, com a devida licença teatral. “Não se trata da história de grandes autoridades, mas de figuras singulares com as quais Prestes se relaciona. São mulheres, pessoas pretas e oficiais de baixa graduação que protagonizam a jornada”, comenta o diretor Rafael Presto.

Na montagem, o primeiro plano não pertence ao Comandante Prestes (Kleber Palmeira), líder da revolução, mas sim aos diversos núcleos que combatem ao seu lado durante a Marcha. Isabel Pisca-Pisca (Benedita Maria de Jesus Bueno Dias) e Onça (Ivone Dias Gomes) são artistas de Cabaré que seguem com os revolucionários. Onça desenvolve uma relação com Cabo Firmino (Eder dos Anjos), um aguerrido revolucionário saído dos cortiços paulistanos. Santa Rosa (Wendy Villalobos) carrega o fuzil que herdou do marido morto e um filho na barriga, que nasce durante a marcha. O Soldado Ângelo (Daniel Lopes), rapaz sensível e analfabeto, aprende a ler e escrever com Sargento Garcia (Diego Henrique), numa relação que pode ocultar um amor não permitido. Todas essas relações são amarradas por Tia Maria (Mona Rikumbi), com suas ervas, conselhos, rituais e giras, que também representa a Majestade Encruzilhada, abrindo os caminhos e marcando essa saga.

A encenação do Coletivo de Galochas tem como pilares duas linguagens: os núcleos dentro da Coluna Prestes e o coro cênico. Os núcleos trazem as histórias das personagens, a humanização dentro da precariedade do ambiente da revolução e também vislumbram 100 anos à frente, questionando e fazendo o elo com o presente. A trilha das personagens negras, apoiada em uma perspectiva afro-centrada de religiosidade e filosofia, é central na narrativa. Já o coro representa a própria revolução. Coreografado e musicado, ele interage com as cenas e faz atravessamentos poéticos enfatizando os grandes acontecimentos, mas também participando como personagem coletivo da trama. Os atores e atrizes que formam o coro são oriundos das oficinas profissionalizantes, realizadas pelo Galochas, durante o processo criativo.

A música está presente o tempo todo no espetáculo; uma ferramenta cênica recorrente nas montagens do Coletivo de Galochas. A trilha sonora é original e executada ao vivo, sob direção de Antonio Herci, com arranjos contemporâneos e cinco músicos em cena (piano e sintetizadores, contrabaixo acústico, sanfona, violão de 7 cordas e percussão). Nove canções integram a dramaturgia em formatos de solos e coros, compostas durante o processo, a partir de poemas criados pelos próprios atores. Apenas uma, o samba “Ai, Seu Mé” (Freire Júnior e Careca), foi garimpada do referido período histórico.

Kleber Montanheiro assina o figurino não naturalista de Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança. As referências da década de 1920 estão presentes, de forma estilizada, em elementos como couro e peças de indumentária militar. O cenário, também de Montanheiro, busca inserir as personagens e os espectadores nas paisagens desse Brasil profundo que a Coluna Prestes atravessa. A poética do movimento está em elementos que se movem em um palco misterioso, diante das incertezas dos passos a seguir.

O Coletivo de Galochas parte da sua experiência em teatro historicista para abordar esse fato do nosso passado recente, negligenciado na narrativa histórica hegemônica, investigando seus vestígios e narrativas durante seis meses de pesquisas e experimentos. A estética da montagem foi trilhada a partir de músicas, trajes, comportamentos e notícias. O grupo imergiu na pesquisa de fotos, vídeos, textos e documentos históricos em diálogo com as tradições culturais e artísticas do período, deglutindo de maneira crítica os traços culturais e desdobramentos políticos da década.

“Em uma montagem teatral historicista, o que se persegue são rastros, restos ou retalhos dessa história, que possam ser a gênese de dramas pessoais, de acontecimentos marcantes: situações colocadas em contexto. Outro compromisso é o de jogar luz em acontecimentos que sofrem um processo de apagamento e, mesmo aonde se conta a história da Coluna, são deixados em segundo plano”, comenta o dramaturgo Antonio Herci. O coletivo optou por articular historicamente o passado, na perspectiva da construção de uma dramaturgia que não significa conhecer esse passado como “de fato foi”, mas apropriando-se das reminiscências. “Pensamos o passado a partir de onde pisamos, o tempo e o espaço que habitamos: aqui e agora. Desse modo, toda experiência da dramaturgia historicista é tingida pelo tempo do agora”, finaliza Rafael Presto, diretor e dramaturgo do espetáculo. Nesse sentido, tanto o elenco quanto o coro cênico equilibram pessoas pretas e brancas na sua composição, conta com uma atriz trans, além de integrar pessoas com deficiência, carregando a encenação com a poética desses corpos e corpas dissidentes, fazendo um diálogo com as lutas de agora.

Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança é resultado do projeto de mesmo nome contemplado na 39ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. No processo de criação, o Coletivo de Galochas realizou oficinas profissionalizantes, ciclos temáticos de palestras sobre a prática e a fundamentação teórica do teatro historicista e intervenções artísticas em locais que foram bombardeados ou que têm relação com a Revolução Paulista de 1924.

Nascida durante Tenentismo, a Coluna Prestes iniciou, em abril de 1925, a marcha pelo interior do Brasil que atravessou mais de 25 mil quilômetros, passando por 17 estados e atingindo cerca de 3 mil membros. Tendo como bandeira derrubar o mandato de Arthur Bernardes, exigia voto secreto universal, educação para todos, moralização da política, fim da miséria e direto à terra.

FICHA TÉCNICA – Dramaturgia: Antonio Herci e Rafael Presto. Direção: Rafael Presto. Codireção: Eder dos Anjos. Direção musical, arranjos, regência e sonoplastia: Antonio Herci. Assistência de direção: Daniel Lopes. Elenco / personagens: Benedita Maria de Jesus Bueno Dias (Isabel Pisca-Pisca), Daniel Lopes (Soldado Ângelo), Diego Henrique (Sargento Garcia), Eder dos Anjos (Cabo Firmino), Ivone Dias Gomes (Onça), Kleber Palmeira (Comandante Prestes), Mona Rikumbi (Tia Maria) e Wendy Villalobos (Santa Rosa). Coro Cênico: Luísa Borsari, Maria Kowales Aguirre, Matheus Kawa, Giovana Carneiro, Jota Silva, Leandro Duarte, Mateus Vicente, Nayra Priscila, Priscila Ribeiro, Silvia Lys, Tércio Moura e Victor Carriel. Musicistas/músicos: Antonio Herci (piano e sintetizadores), Jéssica Nunes (sanfona), Lula Gama (violão de 7 cordas), Miguel D’Antar (contrabaixo acústico) e Maicon (percussão e bateria). Cenografia: Kleber Montanheiro. Figurino: Kleber Montanheiro e Thaís Boneville. Adereços: Jéssica Freitas. Iluminação: Sueli Matsusaki e Marcos Feire. Coreografia: Letícia Doretto. Cenotécnica: Nilton Araújo. Técnico de som: Gustavo Trivela. Provocação cênica: Júlio Silvério. Colaboração na criação: Nicolle Puzzi e Verônica Valentino. Audiovisual e vídeo mapeado: Diogo Gomes. Direção de produção: Gabriela Morato. Produção: Maura Cardoso. Gestão de redes sociais: Dora Scobar. Fotos: Camila Rios e Diogo Gomes. Designer Gráfico: Gustavo Oliveira. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e realização: Coletivo de Galochas.

Serviço

Espetáculo: Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança
Estreia: 2 de junho de 2023 – Sexta, às 21h
Temporada: 2 a 25 de junho - Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 19h).
Ingressos: Gratuitos – Retirar na bilheteria 1h antes das sessões.
Duração: 90 minutos. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos.
Tradução em Libras: sessões de sextas-feiras.
Audiodescrição: sessões de domingos.

Sinopse: Brasil, década de 1920. A Coluna Prestes rasga o país. Durante a marcha, um grupo de oito pessoas, dos mais diferentes lugares, formam uma inusitada família, entrelaçando e mudando suas vidas. É com essa gente que Luiz Carlos Prestes aprende, forjando seu espírito revolucionário.

Teatro Arthur Azevedo
Av. Paes de Barros, 955 - Alto da Mooca. São Paulo/SP.
Telefone: (11) 2604-5558. Na rede: @teatroarthurazevedosp.

Coletivo de Galochas: www.coletivodegalochas.com.br
@coletivodegalochas | Site/projeto: https://colunaprestes.com.br/

Coletivo de Galochas

O Coletivo de Galochas é um grupo de teatro da cidade de São Paulo criado, em 2010, para pesquisar formas de atuação político-poéticas. Em sua pesquisa continuada optou por temas críticos, realizando espetáculos e processos criativos ao lado de movimentos sociais, grupos parceiros, ocupações e comunidades, fazendo da experiência do teatro um gesto de vida e luta, ocupando os mais diferentes espaços: escolas, museus, ocupações, teatros, ruas, universidades e vielas. Todas as pessoas do elenco são compreendidas como artistas-criadores, equilibrando de maneira paritária artistas brancos e negros, homens e mulheres, com a participação de pessoas com deficiência. Essa multiplicidade de perspectivas se realiza no desenvolvimento da encenação, trazendo elementos que se pautam por olhares de corpos não-normativos na releitura teatral. O Coletivo foi contemplado em duas edições do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo: em 2016 - com o projeto Cantos de Refúgio; e em 2022 – com Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança. Em sua trajetória constam também vários trabalhos incentivados pelo ProAC, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, além de indicações e premiações teatrais. Espetáculos montados: Piratas de Galochas (2011, remontagem em 2017, 2021), Revolução das Galochas (2014, remontagem em 2017), Cantos de Refúgio (2017, infantil - selecionado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem), Mau Lugar (2017, remontagem em 2020 [em Libras] e 2022) e Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança (2023).

Rafael Presto é diretor e dramaturgo do Coletivo de Galochas. Orientou Literatura e Dramaturgia no Programa Vocacional da Cidade de São Paulo (SMC). Mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista, UNESP. Graduado em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-graduado em Roteiro para Cinema e Televisão pela FAAP. Escritor e autor de livros didáticos. Antonio Herci é diretor musical e dramaturgo do grupo Coletivo de Galochas. Orientador de Música no Programa Vocacional da Cidade de São Paulo (SMC). Mestre e Doutorando em Artes pela Universidade de São Paulo, USP. Membro do Conselho Deliberativo do Museu de Arte Contemporânea, MAC-USP. Conselheiro no CMPD e Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência.

 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

 

quinta-feira, 18 de maio de 2023

Companhia de Danças de Diadema apresenta dois espetáculos no Teatro Sérgio Cardoso

Força Fluida tem ingressos a 10 e 5 reais e o infantil Nas Águas do Imaginar é gratuito.  

 
                                                            Fotos: Sílvia Machado | Fabio Vera Cruz 
Teatro Sérgio Cardoso - equipamento vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte - recebe a Companhia de Danças de Diadema, nos dias 27 e 28 de maio, sábado (às 20h30) e domingo (às 17h), com dois espetáculos de seu repertório: Força Fluida (de JaeDuk Kim) e o infantil Nas Águas do Imaginar (de Ton Carbones e elenco), respectivamente.

Estas apresentações integram a programação do projeto MOVIMENTO 28, da Companhia de Danças de Diadema, contemplado pelo Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança – 2022, que compreende apresentações de dança contemporânea para público adulto e infantil, além de ações formativas como bate-papo após as sessões, oficinas práticas e workshops. A circulação contempla os estados de São Paulo e Ceará, buscando o rompimento de fronteiras entre linguagens artísticas. O título do projeto vem da junção dos algarismos 2 + 8, que somam 10 apresentações, e também destaca o 28º aniversário da Companhia de Danças de Diadema, comemorado em 2023. Na circulação estão as seguintes obras: EU por detrás de MIM, Força FluidaSCinestesia, Nas Águas do Imaginar e Crocodilo Embaixo da Cama, sendo que a programação se ajusta conforme a cidade visitada.

Força Fluida

Com direção geral de Ana Bottosso, Força Fluida é uma obra criada pelo coreógrafo sul-coreano JaeDuk Kim, especialmente para a Companhia de Danças de Diadema, em 2017. No espetáculo, JaeDuk Kim transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a trilha sonora, ora se expressando com a força de um guerreiro ora com a delicadeza de uma folha caindo no outono. Estes e outros elementos da ancestral cultura oriental se concentram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo deste sensível artista e dos intérpretes da Companhia que atuam em Força Fluida.

Direção geral: Ana Bottosso. Coreografia: JaeDuk Kim (Coreia do Sul). Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical e figurino: JaeDuk Kim. Montagem de Luz: Luan Vinícius. Assistência de produção e sonoplastia: Jehn Sales. Intérpretes criadores: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Felipe Julio, Flávia Rodrigues, Guilherme Nunes, Leonardo Carvajal, Noemi Esteves, Thaís Lima e Ton Carbones.

Nas Águas do Imaginar

Uma criança é surpreendida, na hora de dormir, por seres fantásticos que surgem no quarto, instigando sua imaginação. Ávida pela diversão, ela se arma de coragem e muita criatividade para embarcar em uma viagem ao mundo do imaginar. No início da viagem, as roupas jogadas pelo quarto vão ganhando vida, dançando e se organizando. Como se estivesse sonhando ela sai da cama, os objetos do quarto se transformam e a aventura começa. Surgem Piratas engraçados e atrapalhados; uma Polvo aparece junto com agitadas criaturas Siamesas; um Caçador e uma Sapa planejam roubar a imaginação da criança, ajudados por seres misteriosos, deslizantes e muito suspeitos; no fundo do mar, um navio é comandado pela capitã Polvo e seus Piratas. Enquanto a criança se diverte com brinquedos que ganham vida, transformações mágicas, amigos imaginários e personagens que emitem sons curiosos, o caçador coloca em prática o plano de roubar sua imaginação, mas ele não contava com a astúcia das Siamesas que mostram que a imaginação não pode ser roubada.

Direção geral: Ana Bottosso. Coreografia: Ton Carbones e elenco. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Luciano Sallun. Concepção figurino: Salomé Abdala. Cenografia e adereços: Ateliárea - Daniel Sapiência e Paula Martins. Desenho de luz: André Prado, Ton Carbones, Ana Bottosso. Montagem de luz: Luan Vinícius. Assistência de produção e sonoplastia: Jehn Sales. Intérpretes criadores: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Felipe Julio, Flávia Rodrigues, Guilherme Nunes, Leonardo Carvajal, Noemi Esteves, Thaís Lima e Ton Carbones.

Serviço

Companhia de Danças de Diadema
Projeto MOVIMENTO 28 | Prêmio Funarte de Circulação e Difusão da Dança – 2022. 

27 de maio. Sábado, às 20h30
Espetáculo: Força Fluida
Duração: 45 minutos. Classificação: Livre.
Ingressos: 10,00 (inteira) e 5,00 (meia-entrada)
Ingressos na Bilheteria do Teatro e online: www.sympla.com.br.

28 de maio. Domingo, às 17h
Espetáculo infantil: Nas Águas do Imaginar
Duração: 55 minutos. Classificação: Livre.
Ingressos: Gratuitos - Retirar na bilheteria, a partir de 2 horas antes da sessão. 

Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista, São Paulo/SP.

Sala Nydia Lícia - 819 lugares + 8 espaços p/ cadeirantes.
Bilheteria: (11) 3288-0136 – Terça a sábado (14h às 19h) e 2h antes das sessões.
www.teatrosergiocardoso.org.br | @teatrosergiocardoso 

Site: ciadedancas.apbd.org.br | YouTube: @CiadeDancasdeDiadema
Facebook: @companhiadedancas | Instagram: @ciadedancasdiadema
WhatsApp: (11) 99992-7799 e (11) 99883-8276. 


Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso foi inaugurado em 13 de outubro de 1980, com uma homenagem ao ator. Na ocasião, foi encenado um espetáculo com roteiro dele próprio, intitulado “Sérgio Cardoso em Prosa e Verso”. No elenco, a ex-esposa Nydia Licia, Umberto Magnani, Emílio di Biasi e Rubens de Falco, sob a direção de Gianni Rato. A peça “Rasga Coração”, de Oduvaldo Viana Filho, protagonizada pelo ator Raul Cortez e dirigida por José Renato, cumpriu a primeira temporada do teatro. Com mais de 40 anos de história, o Teatro Sérgio Cardoso é hoje um dos maiores e mais bem equipados palcos do Estado de São Paulo, sendo referência no cenário cultural paulistano e nacional e se destacando por abrigar grandes musicais e espetáculos de dança, além de algumas das mais relevantes premiações do setor. Desde 2004, o TSC é administrado pela Amigos da Arte. Os camarins, salas de espera e plateias foram remodelados. As instalações técnicas foram modernizadas, e as salas receberam novos equipamentos de áudio e iluminação, iniciando uma nova fase de sua história.

 

Informações à imprensa

Teatro Sérgio Cardoso – Pevi
Angelina Colicchio – (11) 99299-2877
Diogo Locci – (11) 99906-0642
angelina@pevi56.com | assessoria@pevi56.com

Companhia de Danças de Diadema
 VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

terça-feira, 16 de maio de 2023

Fundação Projeto Tamar, em Ubatuba, recebe o show Recanto dos Mil Sonhos de Igor Bueno

Foto de Esther Torres

No dia 27 de maio, sábado, Igor Bueno apresenta o show Recanto dos Mil Sonhos, na Fundação Projeto Tamar, em Ubatuba, SP, às 20h, com ingressos gratuitos. O espetáculo dá continuidade à turnê homônima que prevê circulação por cinco cidades do estado de São Paulo e gravação ao vivo do primeiro disco do artista.

Igor se destaca como compositor e intérprete de suas próprias canções, marcadas pela mistura de ritmos e de influências em um estilo autoral e provocativo. Seu repertório abrange desde o samba e o forró até o coco e o boi, com linguagem poética e musical que prima pela originalidade, em músicas marcadas pelo apelo social e ecológico, com críticas aos retratos urbanos, em defesa da natureza e suas multifaces.

Com o atual trabalho - Recanto dos Mil Sonhos - o artista convida o público a mergulhar em suas influências e inspirações, situadas em um universo musical que reflete a riqueza e a diversidade da cultura popular brasileira.

Igor Bueno (voz, violão e percussão), apresenta-se acompanhado por Debora Predella (violino), Gabriel Moreira (flauta transversal, clarinete e sax), Lua Bernardo (baixo elétrico), Ná Magalhães (percussão), Renato Ihu (percussão) e Rodrigo Zanettini (piano e sanfona). Igor também assina a direção musical e os arranjos, junto com Zanettini.

O projeto Recanto dos Mil Sonhos é realizado por meio do ProAC Editais, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, idealizado e produzido pela Pôr do Som Produções. O Teatro Elis Regina, em São Bernardo do Campo, foi o palco da primeira apresentação da turnê.

Igor Bueno

Artista multifacetado, o paulistano Igor Bueno é compositor, multi-instrumentista, intérprete, poeta e educador musical. Possui licenciatura em Música pela UNESP e experiência em teatro. Integra o Grupo Cupuaçu, cujo trabalho é reconhecido pela riqueza e a diversidade da cultura popular afro-brasileira, em especial a maranhense. Em 2022, Igor Bueno lançou suas primeiras canções nas plataformas de música e já figura no panorama de artistas da nova MPB.

Trata-se de “Seus Cabelos” - que poetiza sobre os desejos, prazeres e desafios de um forte amor; em compasso ternário, com suspensões temporais e dinâmicas variadas, busca conectar as possibilidades corporais, emocionais e imaginativas; de “Corpo Errante” - que fala dos desafios da paixão, de aprendizado e revoluções internas. Com elementos musicais que vão se intensificando, a canção é marcada pelo samba reggae, pela harmonia imprevisível e por uma poética visceral; e de “Mariposas” - composição com influências sonoras ciganas, dentro do vasto gênero flamenco, com participação especial de Belá Bacelar, cuja poesia busca o romper de estruturas opressoras, a liberdade, a arte como resistência e a comunhão como princípio vital por meio de metáforas com os elementos da natureza e outros seres.

Serviço

Show: Igor Bueno
Turnê: Recanto dos Mil Sonhos

Ubatuba / SP 
Data: 27 de maio - Sábado, às 20h
Local: Fundação Projeto Tamar
Rua Antônio Atanázio, 273 - Jardim Paula Nobre.
Tel: (12) 3832-6202 | (12) 3832-7014
Gratuito. Duração: 60 min. Livre

Igor Bueno na rede:
https://linktr.ee/igorbueno.arte
Facebook - @IgorBuen0 | Instagram - @igorbueno.arte | YouTube - @IgorBueno

Informações/produção: @pordosomcultural.

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sexta-feira, 12 de maio de 2023

Companhia de Danças de Diadema participa da 3ª Mostra de Dança de Suzano


Foto de Silvia Machado

No dia 18 de maio, quinta-feira, às 19 horas, a Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo Força Fluida na 3ª Mostra de Dança de Suzano, que acontece até o dia 25 de maio, sob coordenação Márcia Belarmino.

Com direção geral de Ana Bottosso, Força Fluida é uma obra criada pelo coreógrafo sul-coreano JaeDuk Kim, especialmente para a Companhia de Danças de Diadema. No espetáculo, JaeDuk Kim transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a trilha sonora, ora se expressando com a força de um guerreiro ora com a delicadeza de uma folha caindo no outono. Estes e outros elementos da ancestral cultura oriental se concentram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo deste sensível artista e dos intérpretes da Companhia que atuam em Força Fluida.

Iniciada no dia 4 de maio, a 3ª Mostra de Dança de Suzano tem entrada gratuita em toda a programação que reúne espetáculos no Teatro Dr. Armando de Ré, além de apresentações em escolas, em centros culturais dos bairros, em empresas da cidade, em palco aberto e no Suzano Shopping. A programação inclui também filmes de dança no Cine Wilma Bentivegna, aulas Dança Para Todos no Pavilhão do Zumbi dos Palmares e Parque Max Feffer, oficinas de dança e percussão corporal e bate-papo com o público da cidade e região do Alto Tietê.

FICHA TÉCNICA | Força Fluida - Coreografia: JaeDuk Kim (Coreia do Sul). Direção geral: Ana Bottosso. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical e figurino: JaeDuk Kim. Operação de luz: Rossana Boccia. Assistência de produção e sonoplastia: Jehn Sales. Confecção de figurinos: Célia Bonifácio. Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinícius. Professor de Pilates: Wil Helvecio. Improvisação: Dani Moraes. Professores de dança contemporânea: Ana Bottosso e Ton Carbones. Orientação de Yoga: Daniele Santos. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assessoria de comunicação: Cristina Ávila. Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Felipe Julio, Flávia Rodrigues, Guilherme Nunes, Leonardo Carvajal, Noemi Esteves, Thaís Lima e Ton Carbones.

3ª Mostra de Dança de Suzano
Espetáculo: Força Fluida
Com: Companhia de Danças de Diadema
Dia 18 de maio de 2023. Quinta, às 19h

Teatro Municipal Dr. Armando de Ré
Rua General Francisco Glicério, 1.354 - Centro. Suzano/SP.
Gratuito. Classificação: Livre. Duração: 44 minutos. 

ciadedancas.apbd.org.br | YouTube: @CiadeDancasdeDiadema
Facebook: @companhiadedancas | Instagram: @ciadedancasdiadema
WhatsApp: (11) 99992-7799 e (11) 99883-8276. 

 

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Indígenas é tema de exposição fotográfica de Dani Sandrini no Centro Cultural FIESP

A mostra - que traz fotografias impressas em folhas de plantas e em papel
com pigmento de jenipapo - possui obras com audiodescrição e peças táteis.

Foto e obra: Dani Sandrini

O Espaço Cultural Fiesp apresenta, a partir do dia 23 de maio (terça-feira, às 19 horas), a exposição Terra Terreno Território da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini. Com visitação gratuita e acessibilidade, a exposição conta com piso tátil, audioguia, 14 obras com audiodescrição e nove obras táteis.

A mostra é composta por 57 obras de temática indígena, na qual a artista utiliza duas técnicas de impressão fotográfica do século XIX para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades, no século XXI.

As imagens foram captadas, durante o ano de 2019, em aldeias indígenas da Grande São Paulo, onde predomina a etnia Guarani, e também no contexto urbano, que abriga aproximadamente 53 etnias. Terra Terreno Território apresenta dois agrupamentos fotográficos. No primeiro a impressão é feita em papéis sensibilizados com o pigmento extraído do fruto jenipapo (o mesmo que indígenas usam nas pinturas corporais). E no segundo, diretamente em folhas de plantas como taioba, helicônia, cará-moela e outras. Os processos - chamados de antotipia e fitotipia, respectivamente - se dão artesanalmente, através da ação da luz solar, em tempos que vão de três dias a cinco semanas de exposição.

As obras de Dani Sandrini - em tamanhos que variam entre 20x30 a 60x90cm - trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente, da rapidez do click e da imagem virtual. “O tempo de exposição longo convida à desaceleração para observar o entorno com outro tempo e sob outra perspectiva. Como a natureza, onde tudo se transforma, esses processos produzem imagens vivas, uma referência a permanente transformação da cultura indígena, que não ficou congelada 520 anos atrás”, reflete a artista.

A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem, por exemplo, pode levá-la ao apagamento”, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena vem sofrendo em nosso país. Ela diz que “a proposta favorece também a discussão acerca da fotografia com seu caráter de memória e documento como algo imutável, ampliando seus contornos e podendo se vincular ao documental de forma bem mais subjetiva. A certeza é a transformação. A foto não congela o tempo. Os suportes que aqui abrigam as fotografias geram outros significados”, reflete.  

Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”, comenta Dani, que durante o projeto fotografou pessoas de diversas etnias, oriundas de várias regiões do país, ora posando para um retrato ora em suas rotinas, suas atividades, seus eventos, rituais ou celebrações.

A gerente de Cultura do Sesi-SP, Debora Viana, enfatiza o compromisso da instituição com a arte e a formação de público e ressalta a satisfação da entidade ao dar espaço para iniciativas como a mostra Terra Terreno Território. “O Sesi-SP tem como um de seus compromissos contribuir com a sociedade civil, promovendo educação e cultura. Entendemos que só assim será possível dar apoio a construção de uma cidadania crítica, sensível e atuante. Além de assegurar a democratização da cultura, nas suas mais diversas manifestações” disse.

A gerente de Cultura do Sesi-SP, Debora Viana, enfatiza o compromisso da instituição com a arte e a formação de público e ressalta a satisfação da entidade ao dar espaço para iniciativas como a mostra Terra Terreno Território. “O Sesi-SP tem como um de seus compromissos contribuir com a sociedade civil, promovendo educação e cultura. Entendemos que só assim será possível dar apoio a construção de uma cidadania crítica, sensível e atuante. Além de assegurar a democratização da cultura, nas suas mais diversas manifestações” disse.

Terra Terreno Território nasceu do projeto Darueira, em 2018, contemplado no 1° Edital de Apoio à Criação e Exposição Fotográfica, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo por meio da Supervisão de Fomento às Artes. Realizado, em 2019, ganhou exposição na Biblioteca Mario de Andrade, de outubro a dezembro. Em 2020 (no formato online, devido à pandemia), a exposição passou pela Galeria Municipal de Arte, do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes (Chapecó/SC), Cali Foto Fest (Colômbia) e Pequeno Encontro de Fotografia (Olinda/PE). Em 2021, integrou o Festival Photothings (exposição online no metrô de São Paulo; ensaio escolhido para integrar a Coleção Photothings). Em 2022, Terra Terreno Território foi selecionada para a Exposição Latinas en Paris (Fotografas Latam, Fundación Fotógrafas Latinoamericanas) e circulou por unidades do SESI São Paulo – Itapetininga, Campinas e São José do Rio Preto, além do Centro Cultural Matarazzo, em Presidente Prudente.

Dani Sandrini - Fotógrafa e artista visual vivendo em São Paulo, Dani Sandrini desenvolve projetos documentais e artísticos, desde 2014, apesar de ser fotógrafa comercial, desde 1998. A depender do projeto e suas singularidades, sua fotografia é colocada nas telas ou papéis, mas também pode conter outros elementos que adicionam significados à imagem final, bem como camadas extras de subjetividade. Pesquisa o entrelaçamento de materiais e suportes com a imagem fotográfica e a ação do tempo sobre a mesma. Dani tem experiência em processos fotográficos alternativos e desenvolve projetos utilizando impressão por transferência, fotografia estenopeica, cianotipia, antotipia e fitotipia.

Serviço

Exposição: Terra Terreno Território
Artista: Dani Sandrini
Abertura: 23 de maio 2023 – Terça, às 19h
Temporada: 23 de maio a 15 de outubro de 2023
Horário: terça a domingo, das 10h às 20h
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: a exposição conta com piso tátil, audioguia, 9 obras táteis e 14 obras com audiodescrição. 

Centro Cultural Fiesp 
Galeria de Fotos
Avenida Paulista, 1313 – São Paulo/SP.
Em frente à estação Trianon-MASP do Metrô. 
@centroculturalfiesp

Informações à imprensa | VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

Assessoria de Comunicação – Centro Cultural Fiesp/Sesi-SP
Mariana Soares
mariana.soares@sesisenaisp.org.br | (11) 3146.7938