quarta-feira, 6 de julho de 2011

SESC Belenzinho discute o movimento Manguebeat

O projeto Sonoridades do SESC Belenzinho aborda a música como expressão de manifestações sociais, políticas e estéticas. A investigação da importância histórica e a ressonância na atualidade são feitas por meio de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo shows, discussões, oficinas e apresentações artísticas para provocar a reflexão acerca de movimentos e gêneros significativos no cenário musical do Brasil.

Em julho, a série Sonoridades vai discutir a Manguebeat. Surgido no início dos anos 90, em Recife, o movimento caracterizou-se pela mistura de ritmos regionais com o rock e pelo discurso de crítica social. Outro projeto desta Unidade, o Álbum, também vai enveredar pelo universo do Manguebeat, apresentando o grupo Nação Zumbi, reconstruindo o álbum Da Lama ao Caos. Uma extensa programação contempla o Manguebeat, como segue abaixo.

Programação de shows
Projeto: Sonoridades – Manguebeat
Local: Comedoria (500 lugares) - Classificação etária: 18 anos - Duração: 1h30.

Show: Banda de Pífanos de Caruaru
9 de julho – sábado - às 21h30
Ingressos na rede INGRESSOSESC: R$ 24,00; R$ 12,00; R$ 6,00.

Oriunda do sertão de Alagoas e residente em Caruaru, região do agreste de Pernambuco, a Banda de Pífanos de Caruaru foi formada, em 1924, pelo trabalhador rural e zabumbeiro Manoel Clarindo Biano, sendo desde então mantida na ativa por gerações da família Biano. Nos anos 70, teve sua música gravada em trilhas sonoras de diversos filmes, tornando-se conhecida por todo o país depois de Gilberto Gil e Caetano Veloso gravarem “Pipoca Moderna”, tema composto por Sebastião Biano. Em 1972, lançou o primeiro disco, consolidando-se após longa carreira como um dos principais baluartes da cultura nordestina do país, influenciando grande parte dos músicos que criaram a Manguebeat. Em 2004, ganhou o Prêmio Tim, na categoria Melhor Grupo Regional e o Grammy de Música Latina, na categoria Melhor Grupo Regional de Raiz. Nessa apresentação, a Banda de Pífanos de Caruaru apresenta músicas de seu mais recente trabalho, Coletânea 2010, que presta homenagem aos 86 anos da banda e aos 91 anos de Sebastião Biano. São dois CDs
que recapitulam um pouco da musicalidade da família Biano. Um é instrumental e o outro traz voz, além de participação de Jadelson Biano (músico da quarta geração) e aos amigos Chambinho do Acordeon e João Marcelo Bôscoli. Integrantes: Sebastião Biano (vocal e pífano), Gilberto Biano (vocal e caixa), Amaro Biano (vocal e surdo), José Biano (vocal e prato), João Biano (vocal e zabumba), Junior (pífano, sax e vocal) e Jadelson Biano (vocal e percussão).

Projeto Álbum
Show: Nação Zumbi - Da Lama ao Caos
14, 15 e 16 de julho - quinta, sexta e sábado - às 21h30
Ingressos na rede INGRESSOSESC: R$ 32,00; R$ 16,00; R$ 8,00.

Com uma trajetória marcada pela renovação do cenário musical brasileiro no início dos anos 1990, a banda pernambucana Nação Zumbi é um dos principais nomes no que se refere à estética Manguebeat. Fundada por Chico Science, um dos idealizadores desse movimento, que chegou a escrever um manifesto juntamente com Fred Zeroquatro, vocalista do Mundo Livre S/A, o Manifesto dos Caranguejos com Cérebro onde apresentam as diretrizes que nortearam o Movimento Manguebeat. Após o falecimento do cantor Chico Science, a banda seguiu sob o comando de Jorge Du Peixe nos vocais com uma elogiada discografia. Dentro do projeto Álbum apresentam na íntegra seu clássico disco Da Lama ao Caos, de 1994. Com Jorge Du Peixe (vocais), Lúcio Maia (guitarra), Alexandre Dengue (baixo), Toca Ogam (percussão), Gilmar Bolla 8 (percussão),e Pupilo (bateria). A Comedoria é classificada como casa noturna em função da venda de bebidas alcoólicas

Show: Cascabulho
22 de julho – sexta-feira - às 21h30
Ingressos na rede INGRESSOSESC: R$ 24,00; R$ 12,00; R$ 6,00

A banda Cascabulho foi criada em 1995, em plena efervescência da Manguebeat, e consolidou-se como um de seus principais representantes. Tendo Jackson do Pandeiro como referência, sua música é fortemente arraigada nos ritmos tradicionais do nordeste do país como coco, boi, cavalo marinho e maracatu. Luiz Gonzaga, Miles Davis, Hermeto Pascoal, Jimi Hendrix e Pífanos do Caruaru também são referências para sua sonoridade. O Cascabulho foi revelação do Abril Pro Rock em 1997 e participou do Free Jazz Festival deste mesmo ano, realizando turnê pela Europa e Canadá. Gravaram Fome Dá Dor de Cabeça (1998) - ainda com Silvério Pessoa, que saiu da banda dois anos mais tarde -, É Caco de Vidro Puro (2004) e Brincando de Coisa Séria (2008). Neste show apresentam composições inéditas que farão parte do primeiro DVD da banda, além de repertório de toda carreira. No show ainda tem participação de Fábio Trummer (da banda Eddie) e da cantora e percussionista Isaar (ex Comadre Fulozinha).

Show: Eddie
23 de julho – sábado - às 21h30
Ingressos na rede INGRESSOSESC: R$ 24,00; R$ 12,00; R$ 6,00.

Formada em Olinda em 1989, a banda Eddie fez parte da Manguebeat como um dos principais nomes do movimento. Ao longo de mais de vinte anos de carreira, a banda registrou sua sonoridade influenciada por bandas como Pixies e Ramones e enraizada em ritmos como frevo, reggae e samba nos discos Sonic Mambo (1998), Original Olinda Style (2002), Metropolitano (2006) e Carnaval no Inferno (2008), trazendo a mistura do pop com o regional que caracterizou grande parte das bandas pernambucanas no início dos anos 90.
Neste show conta com a participação especial de Erasto Vasconcelos, compositor olindense que teve importante influencia na manguebeat, e Junio Barreto, compositor pernambucano radicado em São Paulo.

Show: Mundo Livre S/A
29 e 30 de julho - sexta e sábado - às 21h30
Ingressos na rede INGRESSOSESC: R$ 32,00; R$ 16,00; R$ 8,00.

Formada em Recife, a banda Mundo Livre S/A é um dos principais nomes da música dos anos 90 no Brasil. Liderada por Fred Zero Quatro, idealizador ao lado de Chico Science da Manguebeat, trouxe ao cenário do país uma inventiva mistura de punk rock com Jorge Ben e ritmos típicos de Pernambuco. Seu primeiro álbum Samba Esquema Noise (1994), representa a pedra de toque do movimento, assim como Da Lama ao Caos, da Nação Zumbi. Em 1996, gravam seu segundo disco Guentando a Ôia, depois vieram Carnaval na Obra (1998), Por Pouco (2000), O Outro Mundo de Manuel Rosário (2004), Bebadosamba (2005) e a coletânea Combat Samba: E se a gente sequestrasse o Trem das 11? (2008). Neste show, o Mundo Livre mostra repertório de toda a carreira, baseado, sobretudo em sua recente coletânea. Com Fred Zero Quatro (vocal, guitarra e cavaquinho), Jr. Areia (baixo), Leo D (teclados), Tom Rocha (percussão) e Xef Tony (bateria).

Programação de oficinas – Manguebeat
Inscrições pessoalmente dia 1/7 a partir das 14h, no 1º pavimento. Vagas remanescentes: a partir de 2/7, no local e pelo cursos@belenzinho.sescsp.org.br (sujeito à confirmação).

Oficina de Percussão
26, 27 e 28 de julho - terça, quarta e quinta - das 15h às 19h30
TeatroGrátis - 20 vagas – Para maiores de 12 anos. Com George Costa,

Oficina de Dança Brasílica com Deca Madureira
20 e 22, 27 e 29 de julho - quartas e sextas - das 17h às 19h30
Sala de Expressão Corporal IIGrátis – 30 vagas - Para maiores de 12 anos
Público alvo: Interessados em dança e ritmos brasileiros.

Oficina de Construção de Rabeca
20 e 27 de julho e 3, 10 e 17 de agosto – quartas - das 19h às 22h
Sala de Oficinas 3Grátis - 12 vagas – Para maiores de 16 anos - Com Cleiton do Prado

Bate-papo – Manguebeat
Tema: Pra Ficar Pensando Melhor
27 de julho – quarta - às 20h30
Sala de Espetáculos II - Grátis (ingressos 1h antes no local). Classificação etária: Livre
Duração: 2h30. Mediação: José Flávio Jr. Participantes: Fred Zero Quatro, Lírio Ferreira, Xico Sá e China (ex-Sheik Tosado).

Dança - Manguebeat
Espetáculo: Espiral Brinquedo Meu
30 de julho – sábado - às 17h
Convivência - Grátis - Duração: 1 hora - Classificação etária: Livre
Criação, atuação e trilha sonora: Helder Vasconcelos. Direção: Ana Cristina Cola, Renato Ferracini e Carlos Simioni (Lume Teatro). Figurino: Esther Vasconcelos.

SESC BELENZINHO
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho – São Paulo/SP
Telefone: (11) 2076-9700 - www.sescsp.org.br/belenzinho
Estacionamento: R$ 6,00 (não matriculado); R$ 3,00 (matriculado).

Casa Santa Luzia promove a Semana do Chá

A Casa Santa Luzia realiza, entre os dias 11 e 16 de julho, a quarta edição do evento Chás e Infusões: Sabores e Aromas da Natureza. Os interessados em conhecer e participar do evento devem se dirigir ao Mezanino, onde fica o setor de chás da Casa.

Buscando desvendar o universo desta bebida tão apreciada em todo o mundo, a Santa Luzia preparou uma variada programação (grátis) com degustação de várias marcas de chás comercializados pela loja, ofertas e exposição especial.

No dia 14 de julho, quinta-feira, às 15 horas, o evento também promove a palestra Apreciando Chás com Comidinhas, ministrada pela especialista Carla Saueressig.

Ao promover este evento a Casa Santa Luzia pretende estimular no consumidor o verdadeiro prazer em degustar o chá e as infusões, inclusive apresentando suas várias formas de preparo. O consumidor vai ainda descobrir a variedade de aromas e sabores disponíveis no mercado.

As empresas parceiras, fornecedoras dos chás e infusões, participam desta edição com as seguintes marcas: A Loja do Chá, Ahmad Tea (Mil Sabores), Chocolat des Arts, Dilmah (Casa Flora), Dr. Oetker, Clipper (Gourmand), Dammann Frères (Illy), Inti Zen (Winebrands), Lipton, Matte Leão, NatuGreen, Panizza, Revolution, Sanavita, Schraiber, Teekanne (Stuttgart) e The Gourmet Tea.

O evento Chás e Infusões – Sabores e Aromas da Natureza é organizado pelo do Serviço de Nutrição da Santa Luzia, responsável, entre outras coisas, pelo atendimento personalizado aos clientes, durante a escolha de produtos no seu Setor de Alimentos Especiais.

Programação completa no http://www.santaluzia.com.br/.

CASA SANTA LUZIA

Al. Lorena, 1471 – SP - Tel (11) 3897-5000


DeFalla e Beijo AA Força tocam no SESC Belenzinho dentro da Mostra Sutil Cia

A Sutil Companhia de Teatro mostra suas inspirações e influências da cultura pop reunindo duas das mais importantes bandas de punks do sul do país, a DeFalla e a Beijo AA Força, em um mesmo espetáculo,  que acontece dia 8 de julho, sexta-feira, na Comedoria, às 21h30. A apresentação das bandas integra a programação da Mostra Sutil Companhia de Teatro 18 anos, em cartaz no SESC Belenzinho.

DeFalla
No repertório, a banda DeFalla mostra canções do primeiro disco, Papaparty, como "Ferida", "Sobre Amanhã", "Alguma Coisa" e o grande clássico "Não Me Mande Flores". Já o BAAF toca canções do Ultralyrics, seu último trabalho lançado em 1987. Felipe Hirsch, fundador da Sutil Companhia de Teatro já atuou junto às duas bandas produzindo seus trabalhos. O dramaturgo e diretor convidou os grupos para integrar a mostra que comemora o aniversário da Sutil no SESC Belenzinho e reviver momentos importantes de suas histórias.

DeFalla é uma banda de rock and roll formada em Porto Alegre, RS, há mais de 25 anos, que nasceu com influências de hard rock, rap, glam rock, heavy metal. Mais tarde, flertou com big beat, funk carioca, hardcore melódico e miami bass, ficando conhecida pelas irreverentes mudanças em suas formações, estilo musical e apresentação estética. Inicialmente, integrou o circuito alternativo do rock de Porto Alegre e, mais tarde, em São Paulo e Rio de Janeiro, com apresentações no Circo Voador, nos anos 90. A DeFalla lançou oito discos, incluindo Papaparty (Melhor LP e Melhor Grupo de 87 pela Revista Bizz) e Kingzobullshitbackinfulleffect92 (que levou a banda ao Hollywood Rock e rendeu vários prêmios da Bizz). Em 2011, a banda reuniu a formação inicial - Edu K, Castor Daudt, Flávio Santos e Biba Meira - para um show em Porto Alegre com repertório de Papaparty, marcando o retorno do grupo aos palcos.

Beijo AA Força
O álbum Ultralyrics do Beijo AA Força traz canções do Marcos Prado. Trata-se da primeira coletânea da banda paranaense. O álbum reúne as músicas que o grupo compôs em parceria com o poeta curitibano Marcos Prado, morto precocemente em 1996, aos 36 anos. O CD foi distribuído como encarte do livro Ultralyrics (Travessa dos Editores), uma compilação dos melhores poemas de Prado, organizada pelo diretor teatral e dramaturgo Felipe Hirsch. Marcos Prado é o poeta que mais influenciou o underground curitibano no punk e pós-punk, segundo o guitarrista do BAAF, Luiz Ferreira. Em seus poemas, ele traduzia um espírito inquieto, anarquista e destemido, capaz de mergulhar de cabeça em paixões arrebatadoras e nas mais loucas aventuras urbanas. O Beijo AA Força, na ativa desde 1983, tinha em Marcos um dos seus principais letristas.

Mostra Sutil Companhia de Teatro 18 Anos
Show: Beijo AA Força e DeFalla
Dia 8 de julho – sexta – às 21h30
Local: Comedoria (500 lugares) - Classificação etária: 18 anos - Duração: 1h15.
Ingressos na rede INGRESSOSESC: R$ 24,00, R$ 12,00 e R$ 6,00.
Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho – São Paulo/SP
Telefone: (11) 2076-9700 - www.sescsp.org.br/belenzinho

sexta-feira, 1 de julho de 2011

RÉPLICA "JOANA D'ARC - A VIRGEM DE ORLEANS" - Folha de SP

Peça "Joana d'Arc" reafirma o Bom, o Belo e o Verdadeiro
MARCELO MARCUS FONSECA
ESPECIAL PARA A FOLHA


"Schiller despreza a história para pintar um quadro em que a morte da heroína, antes de um castigo, torna-se uma redentora graça", afirma o crítico da Folha Luiz Fernando Ramos no texto "Montagem ousada de Schiller enfrenta problemas ao mirar no romantismo" (Ilustrada, 23/6), sobre "Joana d'Arc -A Virgem de Orleans".
Sim, é exatamente isso. Diante de tanta falta de ética, lealdade, crença nas coisas do mundo, palavra, respeito, humanidade, no romantismo e hoje, a redenção às vezes é o suicídio.
"A Virgem de Orleans" é um texto de ideias sobrepostas. Geralmente é o que o espectador mais elogia: diante de um teatro que simplifica cada vez mais os temas, reduzindo tudo à falta de lógica (sim, é necessária a lógica do "russo antigo") e a um diálogo idiota com a tecnologia, o sujeito goza quando pode receber mais informações do que estava previsto no valor do ingresso. Mas informações que se emendam, com começo, meio e fim.
[Antonin] Artaud [1896-1948] criticou toda forma de teatro e, quando escreveu sua peça, apresentou ao público um texto com estrutura clássica de tragédia, "quase careta". Claro que, longe de outros autores, os símbolos contidos, o que existe de cifrado em sua obra, é realmente perturbador.
É de fato difícil sustentar hoje uma peça de cinco atos, mais prólogo, com 20 atores. Principalmente porque não se tem mais disposição pra isso com gente procurando fama e com pressa demais.
Ou se reduz Shakespeare a uma fala dividida pela literatura num jeito de falar que nem o autor usava com caminhadas naturalistas ou se fragmenta tudo sem pé nem cabeça e a gente tem que se fingir de inteligente dizendo que leu isso ou aquilo na encenação "pós".
Hoje tudo começa em "pós", contemporâneo. Pintam-se os relógios de Dalí antes de saber desenhá-los com perfeição.
Ouvimos outro dia: "Isso é teatro que não se faz mais". Gosto da frase como elogio e como crítica. Não sou adepto das modernidades e não gosto de teatro em que história não se conta. Prefiro os autores inteiros, não os diretores.
A questão do ponto de vista é a que fica: creio no valor do homem a ser resgatado e isso me leva aos ideais do romantismo nessa montagem.
Assim como em Brecht, procuro dizer palavras do autor, senão não me meteria com ele. Na verdade, Schiller diz o que queremos dizer.
Por isso escolhemos esse texto e não Shaw, Claudel ou Brecht. Há algo ainda antes da bagunça de ideias: a beleza, a inteligência e a obra.
Quanto aos atores, não gosto porque dirigi, mas porque representam da forma que me anima mais assistir.
A peça joga toda a atenção em cima deles, por isso ficam expostos. Não há maquiagem para esconder as atuações, como vejo muito por aí num teatro cheio de truques com atores falando muito pouco e mal. Não existe teatro moderno. Só teatro. Questão de gosto pessoal. Como toda crítica.


MARCELO MARCUS FONSECA é diretor da peça "Joana D'Arc - A Virgem de Orleans".
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3006201113.htm

quinta-feira, 30 de junho de 2011

SESC Belenzinho realiza exposição que faz panorama do livro ilustrado no Brasil

A exposição gratuita Linhas de Histórias – Um Panorama do Livro Ilustrado no Brasil é dividida em dois núcleos. Em um deles, o núcleo Homenagem, faz a reconstrução cenográfica de livros de Ziraldo, Eliardo França, Juarez Machado, Eva Furnari e Angela Lago.

O SESC Belenzinho abre, no dia 12 de julho, a exposição Linhas de Histórias – Um Panorama do Livro Ilustrado no Brasil. Crianças e adultos terão a oportunidade de conhecer, de forma lúdica e interativa, a produção brasileira contemporânea em ilustração infanto-juvenil.

A exposição é um passeio divertido para as crianças, que são convidadas à imersão no universo simbólico do livro. E, ao mesmo tempo, é uma oportunidade para jovens e adultos observarem um mapeamento inédito da produção em ilustração e participarem da discussão sobre as tendências expressivas dessa linguagem no Brasil.

A curadoria de Linhas de Histórias – Um Panorama do Livro Ilustrado no Brasil é do Núcleo da Imagem e da Palavra do SESC Belenzinho junto com uma equipe de curadores convidados – formada por Fernando Vilela, Katia Canton e Odilon Moraes. Quarenta artistas foram convidados para apresentar ilustrações de 58 livros publicados, entre os anos de 1969 e 2010, que integram a exposição, divididos em dois grandes núcleos: Panorama e Homenagem. A arquiteta Marta Bogéa e o Estúdio Campo assinam o design expográfico de Linhas de Histórias.

Panorama

O núcleo Panorama - instalado no Galpão Multiuso, com espaço de 700 m² - reúne trabalhos dos principais autores de livro ilustrado do Brasil. Artistas que se destacaram pela qualidade plástica e pela percepção aguçada do universo imagético infanto-juvenil, agrupados em seis eixos temáticos que revelam as linhas expressivas da produção brasileira. O processo criativo dos autores está presente em desenhos, esboços, estudos e originais das obras.

Os trabalhos envolvidos revelam a riqueza da produção, das técnicas tradicionais, como o desenho e a pintura, às muitas possibilidades de experimentação gráfica, colagem, fotografia, e até as influências da produção artesanal, bordados, rendas e cordel. O público vai vivenciar o interior dos livros, sua construção e suas histórias, culminando na biblioteca, onde todas as obras, protagonistas desta aventura, estão à disposição para leitura e consulta.

Este núcleo é dividido em seis eixos: Livro-Imagem, Humor, Experimentais, A Tradiçãodo Artesanato, Cultura Brasileira e Clássicos e Contos de Fada. Cada eixo engloba de sete a nove livros de um total de 39 artistas, entre eles Eva Furnari, Graça Lima, Angela Lago, Roger Mello, Nelson Cruz, Marcelo Cipis, Mariana Massarani e outros:

Livro-Imagem – É formado por dois dispositivos. Um se localiza na parede que, ao ser tocado, abre uma sequência de imagens (desenhos) dos livros. O outro fica no chão, formando uma espécie de gaveteiro que ao ser aberto revela os desenhos.

Humor- Neste eixo uma grande vitrine exibe os originas dos desenhos sem o texto do livro. Os textos correspondentes são impressos no vidro transparente que – ao ser observado – funciona como uma colagem da história na imagem original.

Experimentais – Este reproduz o intenso trabalho de pesquisa de alguns autores em busca de novos traços e técnicas de construção da imagem. Revela os processos, da origem ao trabalho final, podendo vir do recorte, do pincel, do carimbo ou de outros objetos.

A Tradição do Artesanato – Contrapondo ao núcleo Experimentais, este eixo exibe a prática da construção manual e artesanal de imagens. As obras originais, representando o universo do artesanato, ficam expostas em uma vitrine de 7 metros e, próximo a ela, foi criado o “horizonte tátil”, uma linha sensorial a 90 cm do chão, com bordados, rendas e tecidos, que dialogam com os desenhos. As texturas podem ser percebidas pelo toque do público.

Cultura Brasileira – Este eixo é formado por gavetas que contam toda a história da construção dos livros. Ela traz desde os primeiros estudos com anotações em cadernos, bonecos, testes, fotos, e pesquisas em arquivos históricos até o desenho final.

Clássicos e Contos de Fada – Formado por painéis suspensos com imagens de ambos os lados, propõe uma “conversa” entre dois artistas. Foram selecionadas histórias clássicas, pertencentes a um mesmo universo, para elucidar elos de semelhança entre os livros. Como exemplo, A Odisséia (Dave Santana e Maurício Paraguassu), releitura da obra de Homero, e Os Deuses e Seus Enigmas (André Neves), inspirada em mitos gregos, estão no mesmo painel.

Homenagem

Localizado na Área de Exposições de 315 m², o núcleo Homenagem reverencia artistas cujas obras se destacaram pelo pioneirismo e pela importância histórica, estética e autoral: Flicts, de Ziraldo, O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França, Ida e Volta, de Juarez Machado, A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari, e Cântico dos Cânticos, de Angela Lago. Uma grande instalação cenográfica foi construída livremente, a partir dos livros e suas particularidades, para proporcionar ao público a experiência sensorial das histórias narradas.


Flicts, de Ziraldo – Segundo livro do autor, publicado em 1969, ganhou um labirinto de cores para que o público descubra o caminho percorrido pelo personagem.

O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França – É homenageado por portas de diferentes tamanhos como páginas de um livro gigante, que vão crescendo, de 2,45m x 80 cm até 2,45 x 4,23m.

Ida e Volta, de Juarez Machado – Uma estrutura fixa representa o box de um banheiro (no livro, o personagem começa e termina a história no banho) de onde saem pegadas que percorrem todo o espaço Homenagem. Elementos vão sendo agregados para sinalizar o percurso do personagem.

A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari – Inspirou um dispositivo ótico que encanta com imagens “mágicas”. A cenografia conta com zootrópios, brinquedos óticos que reproduzem as mágicas da bruxinha.

Cântico dos Cânticos, de Angela Lago – Para representar a atmosfera do livro foi criado um corredor cenográfico coberto por véus sugerindo um clima de mistério para o percurso dos amantes que são personagens da história.

Linhas de Histórias - ficha técnica:
Concepção:  Núcleo da imagem e da palavra do SESC Belenzinho
Curadoria: Alcimar Frazão, Fernando Vilela, Katia Canton e Odilon Moraes
Design Expográfico: Marta Bogéa e Estúdio Campo

Linhas de Histórias - serviço
Abertura: dia 12/7, a partir das 20h – Até 29/8
Terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 9h às 21h. Domingos, das 9h às 20h.
Galpão Multiuso / Área de Exposições - Grátis
SESC Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700 - www.sescsp.org.br/belenzinho

Férias do SESC Belenzinho tem atividades lúdicas e radicais, inspiradas nos movimentos dos animais

O Núcleo de Esportes SESC Belenzinho desenvolveu uma série de atividades para ocupar quatro espaços diferentes da Unidade, durante o mês de julho, de terça a sexta-feira, das 10h ás 16h. Trata-se do projeto Férias Animais, cuja programação foi inspirada em movimentos de animais como bicho preguiça, canguru, leão e macaco. Além de proporcionar diversão e lazer, a série foi elaborada também para proporcionar o contato com as formas variadas de movimento. Nesta época a criançada tem tempo de sobra para gastar energia e também é um período comum às atividades de lazer em família.

No Espaço Bicho Preguiça serão desenvolvidas práticas corporais, técnicas de respiração e relaxamento, a partir de posturas de animais. No Espaço Canguru atividades que exploram vários tipos de saltos e deslocamentos são incrementadas com outros elementos como tempo e ritmo, proporcionando à atividade um caráter, além de divertido, benéfico para o corpo.

O rei da selva inspirou o Espaço Leão, onde as atividades são interligadas em um circuito de práticas que desenvolvem as capacidades funcionais. Força, equilíbrio e agilidade são as características do animal que comandam este espaço. O Espaço Macaco explora as peraltices próprias desses primatas em atividades físicas com elementos da dança e da ginástica, seja rítmica, artística e acrobática.

Férias Animais
De 5 a 31 de julho – terça a sexta – das 10h às 16h
Entrega de senhas no Núcleo de Esportes – Indicado para maiores de 4 anos.
Grátis (usuário matriculado; trabalhador no comércio e serviços matriculado) – 50 vagas.
Espaço Bicho Preguiça - Sala de CicloSESC.
Espaço Canguru - Sala Expressão Corporal 2.
Espaço Leão - Sala de Ginástica Multifuncional.
Espaço Macaco - Sala de Ginástica Geral.
 
Programação completa e detalhada no www.sescsp.org.br/belenzinho.

SESC BelenzinhoELENZINHO
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP) - Tel: (11) 2076-9700