quarta-feira, 7 de março de 2012

A Coleção, de Harold Pinter, estreia com direção de Esther Góes

O espetáculo teatral A Coleção, texto de Harold Pinter com tradução de Flávio Rangel, ganha primeira montagem paulistana e estreia dia 16 de março, sexta-feira, no Teatro Grande Otelo, às 21 horas, com direção de Esther Góes. A peça explora a relação entre dois casais, cujas histórias se cruzam de forma conflituosa, tendo como cenário o mundo da alta costura e como tempero um misto de humor e crueldade que não deixa impune o espectador.

O pano de fundo de A Coleção é a criação de coleções de moda, mas a narrativa é focada nas relações de imprevista intimidade estabelecida entre os casais, por meio de interpretações de grande densidade dramática e de refinado humor. Pinter propõe uma deliciosa e cruel cumplicidade com o espectador ao desvendar a complexa relação dos personagens em um suposto caso amoroso. A história se passa na década de 60, época marcada por questões inovadoras, um momento de forte transgressão relacionada à sexualidade e ao desejo de viver, intensamente, a liberdade.

Esther Góes, que foi dirigida por Ariel Borghi em seu mais recente espetáculo, Determinadas Pessoas – Weigel, agora inverte com ele o papel e assume a direção. Ao lado de Ariel, estão os atores Amazyles de Almeida, Marcos Suchara e Marcelo Szpektor. A diretora conta que buscou atores envolvidos com a dramaturgia investigativa, comprometidos com um trabalho de interpretação como se fossem coautores do texto.

O enredo

Dois casais entram num jogo de final imprevisível. O primeiro (James e Stella) é bem sucedido, trabalha com moda e tem sua loja elegante. Stella é criadora de coleções, um nome em ascensão na alta costura. No mesmo bairro, num apartamento classe A, o segundo casal: Harry - de nível quase aristocrático - vive com Bill, 10 anos mais jovem, que também se dedica ao mundo da alta costura. Bill e Stella se conhecem em outra cidade, quando mostram suas coleções numa feira, e, possivelmente, vivem ardente noite de amor. No retorno, por motivos inexplicáveis, Stella conta ao marido James o sucedido “affair”.

James, no início do espetáculo, movimenta a ação, procurando e indo ao encontro de Bill para, talvez, averiguar os danos? Conferir o rival? Possivelmente decidido a extravasar os sentimentos de maneira nada civilizada? A ação de James desencadeia outras. Enquanto ele intercala encontros com Bill e seu quotidiano com Stella, Harry procura Stella, e finalmente James, Bill e Harry interagem. A sucessão de encontros é ao mesmo tempo lógica e desnorteante. Possibilidades, das mais corriqueiras às mais bizarras, jogam com os nervos do espectador enquanto ele investiga as personalidades, reações e atitudes dos personagens.

Estão todos condenados a viver a atmosfera de um pesadelo. O discurso de Harry, o silêncio de Stella, a fragmentação de Bill, são armadilhas e alçapões. Stella e James, Harry e Bill, são personagens contemporâneos, reconhecíveis e ao mesmo tempo misteriosos. Eles espelham, resumem, e ao mesmo tempo tornam ainda menos compreensível a real situação humana e os mecanismos que a reproduzem. Com o necessário misto de humor e crueldade, compartilhados com o espectador.

Harold Pinter

Considerado um dos mestres do absurdo, Harold Pinter se descreve como naturalista. O tratamento dado ao texto é de uma perfeita esgrima entre o “natural” e o percebido pelo observador crítico e arguto, captando e descrevendo fenômenos surpreendentes em comportamento habituais. Sua linguagem é rigorosa, rítmica, e conduz o foco da atenção direto aos detalhes e vestígios de tais fenômenos, num quadro sutil de pausas e diagramas quase imperceptíveis.

A obra de Pinter é considerada de expressiva contribuição social ao ponto dele ser laureado, entre outros, com o Prêmio Nobel da Literatura. Ele é tido como um dos mais inquietantes dramaturgos da atualidade, um “questionador das verdades aceitas, na vida e na arte”, segundo escreveu sobre ele Michael Billington. Pinter persegue a realidade que permanece oculta pela linguagem e percepção comuns. A diretora afirma que o “autor encoraja seu espectador a ir além, para encontrar a realidade que inclui o lado desconhecido da nossa natureza e nos surpreende com outra imagem, de nós mesmos e dos outros, inesperadamente”.

Espetáculo: A Coleção
Texto: Harold Pinter
Tradução: Flávio Rangel
Direção: Esther Góes
Elenco: Ariel Borghi, Amazyles de Almeida, Marcos Suchara e Marcelo Szpektor
Figurino: Beth Filipecki
Cenário: Cristina Novaes
Iluminação: Mauro Martorelli
Trilha sonora: Aline Meyer
Web designer: André Corradini
Coreografia de lutas cênicas: Dani Hu
Confecção de gato: Helô Cardoso
Designer gráfico: Cláudio Ferlauto
Fotografia: Arnaldo Torres
Realização: Ensaio Geral Produções
Estreia: Dia 16 de março – sexta-feira – 21 horas
Local: Teatro Grande Otelo
Alameda Nothmann, 233 – Campo Elíseos/SP – Tel: (11) 3221-9878
Temporada: Sexta e sábado (21 horas) e domingo (20 horas) – Até 17/06
Ingressos: R$ 60,00 – Classificação: 14 anos - Duração: 75 min
Gênero: Drama - Lotação: 214 lugares
Ingressos antecipados: http://www.ingressorapido.com.br/ (4003-1212)
Estacionamento no local (interno): R$ 15,00.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Casa Santa Luzia promove a sétima Semana da Mulher

Casa Santa Luzia realiza, entre os dias 5 a 10 de março, a sétima edição da Semana da Mulher - Alimentação e Saúde, um evento com foco na mulher contemporânea que, cada vez mais, preocupa-se com a boa saúde e melhor qualidade de vida.

A Semana da Mulher é formada por várias ações que acontecem de segunda a sábado, no Mezanino da loja, das 10h às 19h, como degustações abertas ao cliente, ofertas de produtos relacionados à boa alimentação, exposição privilegiada para destacar alimentos e distribuição de material informativo com dicas alimentares, entre outras.

O evento sempre acontece na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher (dia 8 de março), tendo por objetivo evidenciar produtos que contribuem para manter a saúde da mulher, bem como aqueles que atuam de forma preventiva, estimulando a busca pela melhor qualidade de vida. Seguindo este conceito, a Semana da Mulher procura aproximar a consumidora dos alimentos ricos em fibras, antioxidantes, fontes de cálcio e fontes de gorduras saudáveis, entre outros.

Neste ano o evento destaca alimentos apropriados para o dia-a-dia de cada perfil diferente de mulher como, por exemplo, a mulher esportiva e a executiva e aquela que está na melhor idade. A programação contemplará produtos adequados às variadas rotinas e atividades diárias, além daqueles que têm propriedades para amenizar a TPM.

Os produtos participantes da Semana da Mulher são das seguintes marcas: AT, Aurora (Lindt e Bahlsen), Balkis, Beauty In, Dip Soy, Feinkost, Gourmand, Grings, Jasmine, Kibon, La Pura Fruta, Mãe Terra, Nestlé, New Juice (Feel Good), Nutriphil (Flax Omega 3), Polenghi, Samurai, Sanavita, Schraiber, Sítio do Moinho, Unilever (Ades), Vinícola Campestre, Vital Atman, Vitao e Wickbold. Alguns itens das marcas integram a grade de degustação, conforme programação abaixo.

O evento tem a supervisão do Serviço de Nutrição da Casa Santa Luzia, que é responsável, entre outras coisas, pelo atendimento personalizado feito por nutricionistas para dar suporte ao cliente na escolha dos produtos especiais. Esse serviço diferenciado é disponibilizado em tempo integral no Setor de Alimentos Especiais, no Mezanino da Casa, onde são encontrados produtos específicos para quem pratica algum tipo de alimentação especial.

Grade de degustação – das 10h às 19h

Segunda-feira – 5/3
Na loja: Stella (chocolate).
Terça-feira – 6/3
No Mezanino: Beauty In (cubos de cereais e balas de colágeno), Gourmand (chocolates), Vinicola Campestre (suco), Vitao (cookie integral de uva e nozes e cookie light de baunilha e castanha).
Na loja: Wilkin & Sons (geleia sem açúcar) e Casa Santa Luzia (pão de linhaça).
Quarta-feira – 7/3
No Mezanino: Feinkost (cereal Liève), AT (barras de cereal), Sanavita (colágeno e chás), Sítio do Moinho (Linha BioSprout - germinados).
Na loja: Costa D'Oro (azeite) e Casa Santa Luzia (baguete simples).
Quinta-feira – 8/3
No Mezanino: Aurora (chocolate), Dip Soy (patês de soja), Mãe Terra (cookies e granola) e Schraiber (óleo de coco).
Sexta-feira – 9/3
No Mezanino: Nestlé (cereal Nesfit), Balkis (creme de ricota light), Grings (granolas e chia) e Jasmine (Receita de cookies de nozes com farinha de linhaça dourada).
Sábado – 10/3
Kibon (sorvetes), La Pura Fruta (Frutolla), Polenghi (Polenguinho fibras e cálcio), Samurai (Patê de tofu e tofu natural) e Wickbold (pão de grãos e tickroc).

CASA SANTA LUZIA
Al. Lorena, 1471 – SP - Tel (11) 3897-5000 – www.santaluzia.com.br

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Lavras Novas, um lugar mágico em Minas Gerais

Lavras Novas oferece tranqüilidade, boa gastronomia e aventura:
turismo em clima de montanha, cheirinho do mato, banhos de cachoeiras.

  

O estado de Minas Gerais é conhecido por suas cidades históricas e também pelas belas paisagens. A 20 minutos da incrível Ouro Preto, precisamente a 17 km, fica Lavras Novas, uma pequena cidade serrana em estilo colonial, a 1.400m de altitude, que se tornou ponto turístico já nos anos 80. Com cerca de mil habitantes a cidade conserva seu charme original e a simplicidade do jeito interiorano mineiro.

Local de exploração de ouro, no século XVIII, Lavras Novas foi erguida em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da cidade. Sua ocupação se deu de forma ordenada, desde o fim do período do ouro, quando o lugar foi habitado durante muitos anos somente por uma pequena comunidade, que preservou as muitas tradições da região.

Lavras Novas é um convite ao descanso com suas charmosas pousadas e paisagens deslumbrantes. Restaurantes típicos e comida caseira (sabores de dar água na boca) propiciam o deleite da boa gastronomia. Os serviços e preços são para todos os gostos e para todos os bolsos (moradores e comerciantes sempre se orgulharam da prática de preços atrativos). Inclusive na parte mais nova da cidade, o bairro Alto do Campo, o turista encontra muitos restaurantes, pousadas e lojas atraentes.

E para quem não quiser ficar parado são muitas opções de caminhadas e de esportes de aventura como canoagem, mountain bike e passeios de quadriciclos, motos ou mesmo à cavalo. Tudo isto em um cenário encantador, onde já foram rodados muitos filmes e comerciais de TV.

Lavras Novas faz parte do circuito da Estrada Real de Minas Gerais e fica a 1h30 da capital Belo Horizonte (117 km). O caminho é pela BR-040, seguindo na direção de Ouro Preto, entra no trevo que indica a cidade de Mariana, vire em Saramenha, seguindo pela estrada para Ouro Branco até a entrada para a cidade. Os últimos 7 km são de estrada de terra, mas o asfaltamento já foi licitado e a obra está prometida para breve. Para quem sai do Rio de Janeiro, pela mesma 040, deve seguir a indicação para Ouro Branco e seguir pela estrada que leva a Ouro Preto. Lavras Novas fica antes de chegar a Ouro Preto.    

Alguns atrativos de Lavras Novas
  
  
Rua Nossa Senhora dos Prazeres - Um dos maiores charmes de Lavras Novas é sua rua principal com casinhas coloridas de telhados baixos e vasto gramado, muitas lojas de artesanato e bares. Nela fica a Igreja Nossa Senhora dos Prazeres que deu nome à rua e foi construída no período colonial. Nos finais de semana, em frente às casas, algumas transformadas em bares, as pessoas se reúnem em mesas pelo gramado para ouvir música ao vivo de artistas que se apresentam nos bares.

Apoio ao turista - A cidade possui lojas com todo tipo de serviço de apoio ao lazer e aos passeios. Entre os quais se destacam: guias turísticos; aluguel de motos, quadriciclos e cavalos; rapel, trekking, canoagem, mountain bike e outros.

Bacia do Custódio - Bacia do Custódio é uma represa, outro cartão postal de Lavras Novas. Cercada de vegetação, é excelente opção para quem busca por ambientes tranqüilos para o descanso ou mesmo para fazer piqueniques.

Cachoeiras - No caminho que dá acesso à Bacia do Custódio estão as cachoeiras Três Pingos e dos Namorados. A região ainda reserva outras cachoeiras fascinantes: Nossa Senhora dos Prazeres, fica na cabeceira da represa, e Pocinhos que são duas quedas d’água pequenas.

Por do sol - Não há como não se deslumbrar com o pôr do sol visto do Mirante da Serra do Trovão, cuja trilha sai da estrada de terra, chegando à entrada de Lavras Novas. Esta é a principal serra de Lavras Novas, um imponente maciço rochoso com vista deslumbrante para um mar de montanhas e picos.

Parque do Itacolomi - Bem pertinho de Lavras Novas, outra atração é o Parque do Itacolomi. Ele abriga a primeira Casa Bandeirista e o Museu do Chá. A entrada para o parque fica no caminho para a cidade de Mariana e há passagem também pela própria Mariana e por Ouro Preto.

Arte e artesanato - Muitos artistas e artesãos instalaram seus ateliers pela cidade. É fácil encontrar escultores, joalheiros, cesteiros, artesãos de patchwork e quituteiras. São peças e delícias que enchem os olhos e atiçam o paladar.

Maria Fumaça - Outro passeio irresistível é fazer o percurso de 17,5 km entre as estações de Ouro Preto e Mariana, apreciando as paisagens de Minas Gerais a bordo da Maria Fumaça (ou do Trem da Vale).

Informações para o turista     

Turismo local
Novas Lavras Turismo - Rua Nossa Sra. dos Prazeres, 739, tel. (31) 8404-4570

Pizzaria
Cantina Real - Rua Alto do Campo, 210, tel. (31) 9711-6144

Doçaria e bistrô
Mariazica - Rua das Flores, 25 - A, tel. (31) 3554-2263      

Pousadas/restaurantes
Carumbé - Rua Projetada, 220, tel. (31) 3554-2105
Taberna Casantiga – Rua Alto do Campo, 213, tel. (31) 3554-2040
Canto dos Prazeres - Rua Alto do Campo, 131, tel. (31) 9786-4625
Palavras Novas - Rua Nossa Sra. dos Prazeres, 1110, tel. (31) 35542025

Restaurante italiano
La Cucinetta - Rua Nossa Sra. dos Prazeres, 1191, tel. (31) 3554-2195

Pousadas
Biz&Biu - Rua das Montanhas, 542, tel. (31) 9961-3400
Loft da Serra - Rua das Hortênsias, 270, tel. (31) 9619-1242
Vila do Campo - R. Alto do Campo, 321, Tel. (31)9901.3330

Artesanatos e móveis coloniais
Menestrel - Rua Alto do Campo, 202, tel. (31) 3554 2222

Aluguel de Quadriciclos
Quadricross - Rua Nossa Sra. dos Prazeres, 1276, tel. (31) 3554-2063

Shows (sextas, sábados e feriados)
Taberna Casa Antiga - Rua Alto do Campo, 231, tel. (31) 3554-2040
Carumbé - Rua Projetada, 220, tel. (31) 3554-2105


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Roberto Lage dirige ‘Quarto 77’, realismo fantástico de Leonardo Alkmim

Paulo Goulart Filho e Maria Laura Nogueira vivem história surpreendente beirando o surreal.

O instigante texto Quarto 77, de Leonardo Alkmim, entra em cartaz em São Paulo com direção de Roberto Lage. A peça, que tem no elenco Paulo Goulart Filho, Maria Laura Nogueira e Gisa Guttervil, estreia dia 9 de março, sexta-feira, no Teatro Augusta, às 21h30. Esta é mais uma produção do Núcleo de Criação FAZ, produtora atuante, há 17 anos no eixo Rio-São Paulo, dirigida por Erika Barbosa e Beto Bellini.

Quarto 77 conta a história de um Homem que se isola em um quarto, sendo surpreendido por uma Mulher que aparece para dividir com ele o aposento. Flertando com o surreal, esta situação se desenrola de maneira surpreendente e tem um desfecho totalmente inesperado.

Para explicar o gênero deste texto o termo mais correto é realismo fantástico. Nesta história tudo pode ou não ser real. As personagens podem ou não existir. E será que elas realmente estão ali, naquele Quarto 77? O diretor Roberto Lage optou por montar o texto exatamente como ele é, sem dar explicações, sem se colocar de nenhum lado, nem mesmo defender alguma possibilidade.

A relação desse casal traz surpresas durante toda a peça. A precariedade do quarto e a mente atormentada do Homem se complementam, dando ainda mais ar de mistério à sua história ou à sua culpa - não revelada. Amor, tormento e violência pontuam as cenas e podem assustar os mais desavisados.

    
“O sono da razão gera monstros.”

O Quarto 77 seria o refúgio? Ou o refúgio, a própria mente do Homem? Entregar-se plenamente a uma situação leva à perda da identidade? Leonardo Alkmim tem nas alucinações o instrumento para navegar pelo obscuro da mente humana, recheada de medos, desejos e incertezas. Ele constrói o texto de forma a aguçar mais e mais a curiosidade de quem observa a intimidade das personagens, como se ouvíssemos atrás da porta ou observássemos pela fresta da janela, sons e movimentos instigantes.

    Realidade ou alucinação? A plateia fica diante de um tentador labirinto e testemunha coisas que podem ocorrer dentro de nossas próprias mentes, coisas que estão ali, materializadas por corpos e palavras, como se o etéreo de toda uma vida pudesse ser exposto em alguns minutos.

“Da cidade eu queria os passos para ir adiante.
Só ganhei passos no meu calcanhar e um labirinto à minha frente.”

O cenário (de Heron Medeiros) tem um viés realista com contornos “teatralistas”, acolhendo muito bem a complexidade da peça, onde o casal se digladia. O espaço cênico é o Quarto 77, mas o mundo lá fora cabe inteiro dentro “dele”.

“O lugar onde eu morava era só o paradeiro pra uma estadia mais prolongada... Claro, minha casa não era só minha casa. Pensar nisso me fez levantar do chão. Minha casa é o mundo! (...) O que é o mundo senão o paradeiro pra uma estadia ainda mais prolongada? Um endereço para 30, 40, 80 anos?”

Espetáculo: Quarto 77
Texto: Leonardo Alkmim
Direção: Roberto Lage
Coordenação de produção: Erika Barbosa
Elenco: Paulo Goulart Filho, Maria Laura Nogueira e Gisa Guttervil
Cenografia: Heron Medeiros
Figurino: Milton Fucci
Assistência de direção: Aline Meyer
Trilha sonora: Henrique Mello
Iluminação: Wagner Freire
Assistência de produção: Milton Fucci
Designer gráfico: Leo
Direção de produção: Gisa Guttervil
Fotos: Demian Golovaty
Realização: Núcleo de Criação FAZ
Estreia: 9 de março - sexta-feira - às 21h30
Local: Teatro Augusta http://www.teatroaugusta.com.br/
Rua Augusta, 943 – Cerqueira César/SP – Tel: (11) 3151-4141
Ingressos: R$ 50,00 - – Gênero: Drama – Class. etária: 14 anos
Temporada: sexta (21h30), sábado (21h) e domingo (19h) – Até: 08/04
http://www.ingressorapido.com.br/ (4003-1212). Estacionamento conveniado no local

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Zimbo Trio convida Fabiana Cozza para homenagem à Elis Regina

Projeto Adoniran 2012
O Memorial da América Latina abre a temporada 2012 do Projeto Adoniran com o show Zimbo Trio convida Fabiana Cozza, no dia 8 de março, quinta-feira, às 21 horas. Celebrando o Dia Internacional da Mulher e os 30 anos da morte de Elis Regina, o espetáculo revive as canções do LP Fino do Fino (1965), uma histórica obra que reuniu o mais importante e premiado grupo instrumental da época (Zimbo Trio) com a mais reverenciada cantora brasileira de todos os tempos (Elis Regina).

O disco foi gravado ao vivo no Teatro Paramount de São Paulo com a presença do público do programa O Fino da Bossa, representando um significativo registro do ápice da Música Popular Brasileira dos anos 60. Para reviver esse momento mágico da cultura musical brasileira o Zimbo Trio convida a cantora Fabiana Cozza para interpretar as músicas gravadas por Elis no disco em questão.

O repertório é formado por: “Terra de Ninguém” (Marcos e Paulo S. Valle), “Menino das Laranjas” (Teo de Barros), “Preciso Aprender a Ser Só” (Marcos e Paulo S. Valle), “Zambi” (E. Lobo e V. de Moraes), “Tempo Feliz” (B. Power e V. de Moraes), “Upa Neguinho” (E. Lobo e G. Guarnieri), “Arrastão” (E. Lobo e V. de Moraes), “Canção do Amanhecer” (E. Lobo e V. de Moraes), “Madalena” (Ivan Lins), “Esse Mundo é Meu” (S. Ricardo e R. Guerra), “O Morro Não Tem Vez” (A. C. Jobim e V. de Moraes) e “Brigas Nunca Mais” (A. C. Jobim e V. de Moraes).
                       
Projeto Adoniran
Show: Zimbo Trio convida Fabiana Cozza
Fabiana Cozza (voz), Amilton Godoy (piano), Persio Sapia (bateria) e Mario Andreotti (baixo acústico)
Dia 8 de março – quinta-feira – às 21 horas
Memorial da América Latina – Auditório Simon Bolívar
Ingressos: R$ 15,00 - Bilheteria: 14h às 19h (dia anterior) e a partir de 14h (dia do show)
Estacionamento (Portão 15): R$ 10,00. Entrada/pedestres: Portão 13.
Realização: Fundação Memorial da América Latina - www.memorial.sp.gov.br
Produção: PG Music

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Musical 'Nara' volta em curta temporada para comemorar 70 anos de Nara Leão

Depois de temporadas de sucesso em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de apresentações em Teresina e cidades do interior paulista, o musical brasileiro Nara – estrelado por Fernanda Couto – volta ao cartaz no Teatro Jaraguá, em São Paulo.

A reestreia acontece dia 25 de fevereiro para comemorar os 70 anos do nascimento da Nara Leão (19-01-1942 – 07-06-1989) e também os dois anos de história da montagem, que segue até 18 de março. O enredo de Nara percorre a trajetória da musa da bossa nova, reverenciando-a por meio de uma seleção musical que ilustra mais de 25 anos de carreira.

A direção é de Márcio Araújo que assina também a dramaturgia, ao lado de Fernanda Couto, e Pedro Paulo Bogossian é RO esponsável pela premiada direção musical. A ficha técnica traz ainda o talento de Valdy Lopes na cenografia, André Boll na iluminação e Cássio Brasil no figurino. No palco, além da protagonista Fernanda, estão em cena Rodrigo Sanches, William Guedes e Guilherme Terra.

Nara é um espetáculo delicado e elegante como a bossa nova. Canta a trajetória musical de Nara Leão e desvenda suas várias facetas de mulher, seu envolvimento político e suas posições artísticas. Nara descobriu e ajudou artistas como Chico Buarque, Maria Betânia, Fagner e tantos outros. Ela foi a musa da bossa nova, mas também flertou com o Tropicalismo, gravou sambas do morro, Roberto & Erasmo e até versões de clássicos americanos.
A atriz Fernanda Couto foge da caricatura de Nara Leão e constrói a sua Nara pela essência, calcada em uma pesquisa que durou mais de quatro anos. “Identifico-me com seu canto, com sua postura em relação à arte e à vida. Apesar das diferenças físicas, há um sentido na música de Nara que me deixa muito próxima dela”. Revela Fernanda que, acompanhada por três músicos-cantores-atores, representa os principais acontecimentos da vida da cantora como a peça Opinião, o período do regime militar no Brasil e o auto-exílio, até ganhar o mundo com a sua força, talento e doçura.

Segundo o diretor, “Nara é uma respeitosa homenagem a esta artista da maior importância para a música brasileira e que tanto ensinou com suas posturas perante o sucesso, os amigos e a luta pela vida”. A montagem é dividida em momentos que sintetizam e pontuam as fases mais representativas da trajetória musical de Nara Leão. Textos sobre ela e depoimentos que concedeu à imprensa costuram, de forma sutil e delicada, o caminho que ela percorreu na história da música popular brasileira. O foco da montagem está na sua vida profissional e nas canções que interpretou: escolhas certeiras que refletiram na história da nossa música.

O enredo de Nara relembra cerca de 20 canções inesquecíveis, imortalizadas pela musa, entre elas: Diz Que Fui Por Aí (Zé Kéti e H. Rocha), Opinião (Zé Kéti), Se É Tarde Me Perdoa (R. Bôscoli e C. Lyra), Insensatez (Jobim & Vinícius), A Banda (C. Buarque), Com Açúcar, Com Afeto (C. Buarque), João e Maria (C. Buarque e Sivuca), As Curvas da Estrada de Santos (Roberto & Erasmo), Manhã de Carnaval (Luis Bonfá e Antonio Maria) e outras.

Nara foi contemplado o Prêmio Contigo de Melhor Musical Nacional e obteve quatro outras indicações: Prêmio Shell (Melhor Música), Prêmio APCA (Melhor Atriz e Direção Musical) e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (Projeto Sonoro). Esta temporada foi viabilizada pela Lei Rouanet – PRONAC (Programa Nacional de Apoio à Cultura).

Espetáculo: Nara
Texto:   Fernanda Couto e Márcio Araújo
Direção: Márcio Araújo
Direção musical Pedro Paulo Bogossian
Elenco: Fernanda Couto, Rodrigo Sanches, William Guedes e Guilherme Terra
Cenografia: Valdy Lopes
Design sonoro: Luciano Monson
Iluminação: André Boll
Figurino: Cássio Brasil
Direção de produção: Mamberti Produções
Produção executiva: Daniel Palmeira
Temporada: 25/02 a 18/03 - sábado (21 horas) e domingo (19 horas)
Local: Teatro Jaraguá
Rua Martins Fontes, 71 - Bela Vista – SP – Telefone: (11) 3255-4380
Ingressos: R$ R$ 40,00 – Gênero: Musical – Duração: 60 min – Classificação: 8 anos
Antecipados: http://www.ingressorapido.com.br/ (4003-1212) - Estacionamento: R$ 18,00.

Catarse comemora 10 anos em três noites de festival


Comemorando 10 anos de história, o projeto Catarse, idealizado por Luiz Gayotto, realiza sua sétima edição, Zona de Oxigênio, nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro, de sexta a domingo, na Casa das Caldeiras, em São Paulo, com entrada franca.
   

Neste ano, o evento – que promove o diálogo entre várias manifestações artísticas – defende que o trabalho do artista no palco só tem sentido se ele realmente tiver algo a dizer. “O ser humano precisa de uma zona de oxigênio para sobreviver aos absurdos do mundo atual. A zona de oxigênio é o ponto para onde convergem todas as ideias e ações”. Comenta Xarlô, diretor artístico do evento.

A dinâmica do Catarse – Zona de Oxigênio é um atração à parte: são 13 apresentações (curtas) por noite que se alternam sem intervalos em dois palcos distintos, um em frente ao outro ou mesmo no meio da plateia. As apresentações musicais são maioria, mas há inserções de dança, circo, teatro e poesia, o que acaba gerando uma inquietação, um curioso estranhamento que torna o evento ímpar.

Os representantes das artes cênicas são Gero Camilo (no festival, Gero vai cantar), Pascoal da Conceição (apresentado Mário de Andrade – 90 Anos da Semana de Arte Moderna), Georgette Fadel (também cantando), Cia. Pessoal do Faroeste, Cia. Novadança 4, Linhas Aéreas, Paula Cohen, Minueto de Spray Para Baixo, Solas de Vento, Vidança e Visco.
         

A programação musical traz artistas do Rio de Janeiro (Luis Capucho, compositor gravado por Cássia Eller, Arícia Mess, Dona Joana e Juliano Juba) e da Holanda (Mariandoro). A música paulistana está representada pelo Cérebro Eletrônico (que comemora 10 anos junto com o Catarse), Alzira E, As Orquídeas do Brasil, Sérgio Molina & Miriam Maria, Luiz Gayotto e muitos outros: Aline Reis, Banda Mirim, Bandolim Elétrico, Concerto de Rua, El Cartel Cúmbia, Carlos Zimbher & Paulo César de Carvalho, Fepa, Guilherme Kastrup, Ilú Obá de Min, João Pinheiro, Meno Del Picchia, PABX, Pig Soul, Shup Up And Dance, Sinamantes, Sons e Furyas e Stênio Mendes. O grupo Makumbacyber, de Xarlô, faz a abertura performática com o Manifesto, nas três noites do evento.

Ao lado da Exposição Catarse (registro fotográfico histórico das edições anteriores) haverá também a exposição Gelo, de Marcos Hermes (reconhecido como fotógrafo de capas de CDs de nomes expressivos da MPB e de grandes shows musicais). Enquanto as atrações vão se sucedendo, dois representantes das artes plásticas, Júlio Docsjar e Achiles Luciano, pintam telas gigantes inspiradas no evento; e um telão exibe imagens (vídeos) criadas especialmente para o projeto pela VJ Santa Clara. Mas o festival não se limita às apresentações: nos dias 24 e 25 (sexta e sábado) um DJ assume o comando da festa para a noite continuar.

O projeto Catarse nasceu despretensioso e informal, em junho de 2001, quando Luiz Gayotto reuniu um grupo de artistas, no extinto Teatro Crowne Plaza, para cada um mostrar seu trabalho individual. Nas edições seguintes (2003, 2004, 2006, 2007 e 2009), realizadas na Choperia do SESC Pompeia, o festival ganhou contornos de um movimento artístico com a adesão de atores, bailarinos, poetas, artistas visuais e circenses. 
    

Evento: Catarse – Zona de Oxigênio
Idealização e direção geral: Luiz Gayotto
Direção artística: Xarlô
Dias 24, 25 e 25 de fevereiro – sexta e sábado (21h) e domingo (19h)
Av. Francisco Matarazzo, 2000 – Água Branca/SP
Informações: (11) 9157-7212 e catarse2012@gmail.com
Ingressos: Grátis – Classificação indicativa: sex. e sab. (18 anos) e dom. (Livre)
Capacidade: 400 lugares - Duração: 2 horas (+ after com DJ, sexta e sábado)
Acesso universal – Face: www.facebook.com/FestivalCatarse
Apoio: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura - Programa de Ação Cultural – 2011, Cooperativa de Música e Casa das Caldeiras
   

Programação – Cartarse 2012 – Zona de Oxigênio

Dia 24/02 – sexta – 21h
Recepção: Concerto de Rua
Abertura: Makumbacyber
Stênio Mendes
Aline Reis
Linhas Aéreas
Pabx
João Pinheiro
Minueto de Spray Para Baixo
Sons e Furyas
Georgette Fadel
Guilherme Kastrup
Cia. Pessoal do Faroeste - Cine Camaleão
Arícia Mess
After: DJ K7

Dia 25/02 – sábado – 21h
Abertura: Makumbacyber
Fepa
Visco
Bandolim Elétrico
Pascoal da Conceição
Sinamantes
Cia. Novadança 4 – Passeios
Juliano Juba
Luís Capucho
Sergio Molina & Miriam Maria - Sem Pensar Nem Pensar
Solas do Vento - Perdidos
Dona Joana
Pascoal da Conceição
El Cartel Cumbia
After: DJ Evelyn Cristina

Dia 26/02 – domingo – 19h
Abertura: Makumbacyber
Banda Mirim – Rádio Show
Mariandoro
Orquídeas do Brasil
Paula Cohen
Pig Soul
Vidança
Meno Del Picchia
Falou Bicho (Zimbher e Paulo César de Carvalho)
Alzira E
Mafalda Pequeno e Beth Bell
Cérebro Eletrônico
Shup Up And Dance
Gero Camilo
Luiz Gayotto – Recado final
Encerramento: Ilú Obá de Min