quarta-feira, 8 de junho de 2016

Cineclube Araucária realiza mostra de filmes de bang bang em junho

A Proposta
O projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão reverencia um dos estilos mais apreciados no século XX, o western, com mostra gratuita. Os adoráveis filmes de cowboys serão exibidos entre os dias 16 e 19 de junho na mostra No Mundo do Bang Bang.

Os clássicos Butch Cassidy (de George Roy Hill), El Topo (de Alejandro Judorowsky), Por Um Punhado de Dólares (de Sergio Leone) e A Proposta (de John Hillcoat) formam, respectivamente, a programação. E para a criançada, no dia 19/6 (às 15h) tem matinê com a animação Nem que a Vaca Tussa, de Will Finn e John Sanford.

O projeto Cineclube Araucária - O Cinema de Volta a Campos do Jordão acontece com o apoio do ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) e parcerias com a Secretaria Municipal de Cultura e AMECampos (Associação dos Amigos de Campos do Jordão). Iniciado em fevereiro, prevê, até novembro, a realização de 20 mostras de cinema. A cada mês, até novembro, além das tradicionais mostras temáticas, um país terá a sua filmografia exibida para o público jordanense, entre eles: Turquia, Brasil, França, Canadá, continente africano e, os já contemplados, Polônia, Irã, Índia, Argentina e China.

A programação de 2016 inclui também uma série de Palestras e Seminários, visando à formação profissional de novos cineastas, com produção de curtas-metragens que serão o foco da segunda edição do Festival Curta Campos do Jordão, previsto para ocorrer em dezembro no antigo Cine Glória (atual Espaço Cultural Dr. Além). Outros destaques são a realização do 6º Encontro Cinemúsica de Campos do Jordão e da exposição Cinema Ilustrado: A Oitava Arte, ambos em julho, na sede da AMECampos.

No Mundo do Bang Bang

Butch Cassidy
Com seus primeiros filmes lançados na virada do século XIX para o século XX, o western, rebatizado no Brasil como bang-bang, tem vital importância na evolução do cinema como arte. Além de ser um dos primeiros gêneros narrativos da história, os índios, bandidos e mocinhos do oeste americano deram uma imensa contribuição para a popularização do cinema entre o público mundial. Quem, com mais de 30 anos, no Brasil, por exemplo, nas tardes de domingo, não vibrou com as investidas de John Wayne, John Ford, Randolph Scott, Glenn Ford, William Holden, Ben Johnson, e mais recentemente, Paul Newman, Robert Redford, Clint Eastwood e Javier Bardem fazendo justiça com o rifle em punho, ou com as próprias mãos, contra todo tipo de bandidagem no velho e no novo oeste? Mas, a escola criada pelos americanos especializados no gênero, foi muito além das fronteiras. Tamanho sucesso não se limitou apenas ao público: sua influência sobre a cinematografia de outros países pode ser observada em filmes de samurais japoneses, cangaceiros brasileiros, produções indianas, russas, mexicanas e australianas, além das imitações em países como a Alemanha e a Itália, que desenvolveu a mais popular e bem sucedida de todas as versões, o western spaghetti. “A nossa homenagem ao mais puro estilo faroeste de cinema procurou contemplar justamente essa diversidade de linguagem, indo buscar o melhor da produção bang-bang no México, na Itália, na Austrália e, evidentemente, na sua terra de origem”, finaliza o curador.

PROGRAMAÇÃO – No Mundo do Bang Bang

·         16/06 (quinta, às 19h30) - Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid). De George Roy Hill. EUA. 1969. 106’. 12 anos.
Sinopse – Dois amigos inseparáveis: Butch Cassidy e Sundance Kid, lideram o Bando do Buraco na Parede e vivem de assaltar trens e bancos. Quando são caçados por todos os lados, resolvem sair do país e juntamente com Etta, a namorada de Sundance, rumam para a América do Sul. Mas esta decisão não lhes proporcionará grandes assaltos ou uma vida mais tranquila.

·         17/06 (sexta, às 19h30) - El Topo (El Topo). De Alejandro Judorowsky. México. 1970. 120’. 14 anos.
Sinopse – El Topo, um pistoleiro que veste negro, inicia uma transformadora jornada pelo deserto. Lá ele desafia quatro mestres guerreiros, testemunha a violência brutal de um mundo sádico e cruel e se declara Deus. Topo é acompanhado pelo filho, que deve enterrar sua infância para tornar-se um homem.

·         18/06 (sábado, às 19h30) - Por Um Punhado de Dólares (Per Un Pugno di Dollari). De Sergio Leone. Itália / Espanha / Alemanha. 1964. 99’. 14 anos.
Sinopse – Um pistoleiro sem nome chega à San Miguel, uma cidade no México que faz fronteira com os Estados Unidos. O lugar está em guerra, dividido entre duas facções poderosas, os Baxters e os Rojos, e ambas querem o apoio do pistoleiro. Para ganhar dinheiro, ele aceita as duas propostas e passa a trabalhar para as gangues rivais.

·         MATINÊ - 19/06 (domingo, às 15h) - Nem que a Vaca Tussa (Home on the Range). De Will Finn e John Sanford. EUA . 2004. 76’. Livre.
Sinopse – Uma ação de despejo ameaça acabar com a fazenda Caminho do Paraíso. Temendo ir para o matadouro, os animais decidem ajudar a dona da fazenda a pagar a hipoteca. O alvo escolhido é o perigoso bandido Alameda Slim, que tem uma grande recompensa reservada para quem capturá-lo.

·         19/06 (domingo, às 18h) - A Proposta (The Proposition). De John Hillcoat. Austrália / UK. 2005. 102’. 18 anos.
Sinopse – Século XIX. Austrália rural. Uma quadrilha ataca uma fazenda e mata toda a família que mora ali. Após um intenso tiroteio, Charlie Burns e seu irmão mais novo Mike acabam presos pelo Capitão Stanley. Porém, o mentor do crime escapa em direção às montanhas. Então, o capitão faz uma proposta para Charlie: se ele capturar o mandante em nove dias, o preso ganha o perdão. Se ele não conseguir, seu irmão mais novo será morto.

Serviço

Projeto Cineclube Araucária – O Cinema de Volta a Campos do Jordão
16 a 19 de junho: No Mundo do Bang Bang
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582, na Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Horários: quinta a sábado (às 19h30) e domingo (às 18h)
Matinê: domingo, às 15h
Grátis. Informações: (12) 3664-2300


terça-feira, 7 de junho de 2016

Sesc Campo Limpo expõe obras de Pierre Mendell e de Tina Gomes

Exposição/Monogaleria
Tina Gomes
Obra: Princesa do Gueto
Grátis. Livre.
07/06 a 03/07. Terça a sábado (13h às 22h), domingos (10h às 20h)

 A Monogaleria do Sesc Campo Limpo expõe, a partir do dia 7 de junho, a obra Princesa do Gueto, de Tina Gomes. Por algum tempo, Tina Gomes viu a cidade acontecer a partir de sua poltrona de cobradora de ônibus. Autodidata em fotografia, ela transformou um cômodo de prédio no bairro Cidade Tiradentes em estúdio. Nessa ‘caverna mágica’ ela transforma dor em arte por meio de técnicas adaptadas, caseiras e uso de material encontrado no lixo. Segundo ela, Princesa do Gueto nasce assim, do “nada”.

Monogaleria é uma galeria de arte diferente, onde apenas uma obra é exibida por vez. A cada mês um fotógrafo ou coletivo de fotografia, que ainda não está em evidência no circuito de exposições, é convidado a expor e discutir o tema proposto pela curadoria em uma única imagem. O projeto, iniciado em maio, tem curadoria Rogério Pixote e co-curadoria Equipe Sesc Campo Limpo.

A mostra mensal traz à tona as construções de memórias imagéticas que partem de territórios das periferias de São Paulo, mas que não trazem em seu bojo a visualidade com baliza em estereótipos. A origem é a região do Campo Limpo. O destino é uma relação franca entre periferias, subjetividades e memórias. Nessa viagem é possível passear em paisagens bucólicas, do sertão pernambucano a campos de futebol de várzea da zona sul da cidade e bailes black. A cada nova abertura ocorre um encontro com o público onde o artista ou coletivo apresenta seu portfólio em um bate-papo mediado pelo curador da mostra.

Tina Gomes (segundo nome do projeto) é fotógrafa moradora da Cidade Tiradentes. Hhá três anos desenvolve ensaios fotográficos em que utiliza as artes plásticas para os seus retratos. As sombras que desenham suas imagens parecem sair do ponto mais profundo de seus sentimentos.

Bate-papo
Bate-papo com Tina Gomes
Grátis. Livre.
07/06. Terça, às 20h

A fotógrafa Tina Gomes conversa com o público sobre sua carreira e sua história de vida; apresenta seu portfólio e sua obra, exposta na Monogaleria, com mediação do curador Rogério Pixote.

Tina Gomes, fotógrafa moradora da Cidade Tiradentes, há três anos desenvolve ensaios fotográficos utilizando-se das artes plásticas para os seus retratos. As sombras que desenham suas imagens parecem sair do ponto mais profundo de seus sentimentos.

Exposição
Pierre Mendell – Cartazes
Grátis. Livre.
Até 18/06. Terça a sábado (13h às 22h), domingos (11h às 20h)

O Sesc Campo Limpo apresenta a seleção Cartazes com obras do premiado designer alemão Pierre Mendell (1929-2008), até o dia 18 de junho. As obras - de cunho social e cultural – foram criadas para ocupar as ruas da Alemanha.

São peças impressas em offset no formato A0 (84x120cm) que seguem a linha da escola suíça de design, conhecida pela economia de elementos gráficos. "Ao criar um cartaz, Mendell se utilizava de símbolos universais com uma simplicidade que se equilibra entre a precisão e a poesia. É isso que nos permite compreender sua obra mesmo sem falar alemão", comenta Bebel Abreu, curadora da exposição.

Pierre Mendell nasceu em Essen, Alemanha. Estudou na Escola de Design da Basiléia, Suíça, de onde vem sua arte com poucos elementos e muitas referências universais. Em 1961, fundou com Klaus Oberer o Studio Mendell&Oberer, em Munique, que em 2000 foi reformulado e virou Pierre Mendell Design Studio. Seu trabalho já foi exposto nos EUA, diversos países da Europa, México, Brasil e Argentina. Entre seus numerosos prêmios estão medalhas de ouro do Art Directors Club Germany e New York, além do primeiro prêmio na Bienal Internacional do Cartaz de Teatro da Polônia. Suas obras já foram exibidas em locais como Die Neue Sammlung – Museu para Artes Aplicadas e Design de Munique, o Centro Internacional de Design de Berlim, o Museu do Cartaz de Varsóvia, o Centro da Imagem da Cidade do México, o Les Siles, em Chaumont, e a ggg – Ginza Graphic Gallery, uma das principais galerias de design do Japão. Foi membro da Alliance Graphique Internationale e membro honorário da Royal Society of Arts, em Londres. Faleceu em 2008, em Munique.

Oficina
Fotografia em Módulos - Retratos e Autorretratos
Ministrante: Dani Sandrini
Grátis. Acima de 16 anos.
03/06 a 01/07. Sextas, das 18h30 às 21h30

Passando pela história da fotografia, a oficina propõe gerar reflexões sobre o fazer fotográfico do retrato e propor novas formas de registrar a si mesmo e ao outro. Nada mais contemporâneo do que os selfies e as fotos dos amigos e famílias espalhados pelas redes sociais. Mas se engana quem acha que os retratos são exclusivos da atualidade. Com Dani Sandrini. Inscrições na Central de Atendimento.

SERVIÇO

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP. Tel.: (11) 5510-2700
Local das atividades: Área externa. Capacidade: Indeterminada
sescsp.org.br/campolimpo
facebook.com/sesccampolimpo | twitter.com/sesccampolimpo

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Peça estrelada por Josemir Kowalick fala de amor e solidão em montagem poética de Elias Andreato

O espetáculo Amor em 79:05” é uma adaptação do diretor Elias Andreato para o livro homônimo de Vinícius Márquez. Estrelada por Josemir Kowalick, a peça estreia no dia 6 de julho, quarta-feira, na Sala Experimental do Teatro Augusta, às 21 horas.

Com abordagem contemporânea, a montagem apresenta um escritor de meia idade em momentos de solidão, vivenciando o amor em seus múltiplos sentidos. Amor em 79:05” mostra os sentimentos, as frustrações, os desejos e as derrotas da personagem sob intensa égide poética.

E em pleno momento criativo, o homem imagina seu encontro com um jovem e belo rapaz (Eduardo Ximenes) e relata um cotidiano fictício desse relacionamento homoafetivo. Ele expõe as dificuldades da relação, alternando devaneios, discussões e momentos de ternura. As imagens são difusas. O jogo entre imaginação e realidade sugere também a possibilidade de ser o jovem quem está escrevendo a história. Fica a dúvida. “O que fica claro na peça é a certeza de que o artista é capaz de todas as fantasias. Para falar de uma dor é preciso inventar uma história”, comenta o diretor Elias Andreato.

A participação do jovem não tira o caráter de monólogo da peça (sua presença é quase etérea). Os diálogos não chegam a ocorrer, são solitários. A presença do interlocutor - imaginário ou não - reforça o sentido das palavras e atinge de forma eficaz aquele a quem são destinadas. “O jovem representa a presença da ausência nesse momento de amor e dor”, explica Josemir Kowalick. “Esse jovem pode representar também um desejo do escritor, projetado em sua cama”, completa o diretor.

Andreato argumenta que Amor em 79:05” discute a relação do tempo com o amor e a solidão. “O texto mostra a intensidade de um relacionamento, independente da opção sexual, e nos faz pensar nas relações afetivas que, hoje, são tão efêmeras, quando não se valoriza o contato direto, quando a tecnologia pode substituir a intensidade do toque, do olhar próximo. Há falta de tempo para falar de si, das angústias: muitos querem mesmo é provar, publicamente nas redes sociais, o quanto são felizes.”

A trilha sonora original do espetáculo - assinada por Fábio Sá - traz duas canções com letras de Elias Andreato, interpretadas (em gravação) por Josemir Kowalick. O diretor também criou o cenário da peça, o quarto do escritor,  com poucos objetos como poltrona, uma cama e uma persiana (que possibilita frestas e transparências sem delimitar ou fechar o ambiente). A cenografia é composta também por projeções que reportam à natureza, sugerindo um universo lúdico em contaste com as dores expostas pela personagem. A ficha técnica tem ainda Leo Sgarbo no figurino, Rodrigo Alves “Salsicha” na iluminação e Daniel Torrieri Baldi na produção.

Para Josemir Kowalick, a montagem propõe cumplicidade com o público, ao apresentar questões afetivas inerentes a todas as pessoas de forma sensível e, ao mesmo tempo, dura e direta. “Sempre é importante falar de amor, em todos os tempos, principalmente agora”.

Este é um momento ímpar para Josemir Kowalick em 25 anos de carreira como ator e diretor teatral, 15 deles dedicados também à docência em artes cênicas. Seus trabalhos mais recentes foram Abajur Lilás (de Plínio Marcos, direção de André Garolli), Os Anjos da Praga (de Marcelo Marcus Fonseca) e Pano de Boca (de Fauzi Arap, direção de Marcelo Marcus Fonseca). O artista lembra também com afeto que dirigiu ator e crítico teatral Alberto Guzik (1944-2010) em O Monólogo da Velha Apresentadora, sua última incursão em cena.

Quando li o livro de Vinícius Márquez pensei em todos os amores que perdi e tantos que não tive coragem de viver intensamente por medo ou preconceito meu ou dos outros. Senti um profundo desprezo por mim mesmo. Chorei até sentir dó de mim. Busquei Oscar Wilde, Clarice Lispector e Pessoa, quando diz que a vida chega a ranger... A dor de quem ama é imensa... Mas a felicidade do enquanto dure é eterna. Mesmo sendo a solidão o fim de quem ama, preciso me arriscar mais e não importa a idade do meu coração. E daí se eu ouvir um não? Quero amar e isto basta. Amar ainda é melhor do que não amar e não ser amado. O teatro sobrevive há séculos falando de amor. Como artista, tenho estudado esta matéria obcecadamente... Não é possível que eu fique de recuperação para sempre.
(Elias Andreato)

Ficha técnica

Espetáculo: Amor em 79:05
Autor: Vinícius Marquez
Direção e adaptação: Elias Andreato
Elenco: Josemir Kowalick e Eduardo Ximenes
Cenografia: Elias Andreato
Figurino e preparação corporal: Leo Sgarbo
Iluminação: Rodrigo Alves (Salsicha)
Canções: Elias Andreato e Fábio Sá
Trilha composta: Fábio Sá
Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi
Produção executiva: Nicolau Ayer
Operação de luz: Rodrigo Alves (Salsicha)
Operação de som: Nunila Katz
Cenotécnica: Armazém Cenográfico
Design gráfico e fotografia: Francisco Júnior
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Realização: Desembuxa Entretenimento

Serviço

Estreia: 6 de julho - Quarta, às 21 horas
Teatro Augusta (Sala Experimental)
Rua Augusta, 943 – Cerqueira César/SP - Tel: (11) 3151- 4141
Temporada: quartas e quintas, às 21 horas - Até 25/8
Ingressos: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00).
Bilheteria: qua a sex. (14h às 21h30), sáb. (13h às 23h30) e dom. (13h às 20h).
Gênero: Drama. Duração: 60 min. Classificação: 14 anos. Capacidade: 50 lugares
Ingressos antecipados: www.compreingresso.comr ou (11) 2122-4001 (9h às 21h)
Aceita dinheiro e cartões. Ar condicionado. Estacionamento conveniado no local.

PERFIS

Elias Andreato (diretor) - Elias Andreato é ator e diretor. Como intérprete, transita com desenvoltura nos variados estilos da cena contemporânea, destacando-se nas atuações em personagens densas, comprometidas com o ato de viver. Como diretor, distingue-se, sobretudo, nas produções de comédias, buscando efeitos de leveza e entretenimento. Seus principais trabalhos como diretor de teatro são: Não Tenha Medo de Virgínia Woolf (com Esther Góes), Arte Oculta (de Cristina Mutarelli, com Carlos Moreno e Cristina Mutarelli), Rimbaud - Fragmentos da Obra e Vida de Rambaud (roteiro de Andreato, com Ariel Borghi, Nilton Bicudo e Vitória Camargo), A Lista de Alice” (de Betinho, com Ângelo Antônio), Visitando o Sr. Green (de Jeff Baron, com Paulo Autran e Cassio Scapin), Eu Não Sou Cachorro (de Fernando Bonassi, com Celso Frateschi), A Filha da ... (de Carlos Eduardo Silva, com Marília Pêra, Luciana Coutinho, Nina Morena e Luciano Barbalho), Elas Cantam Chico (show com Ana Carolina, Zizi Possi, Elba Ramalho, Zélia Duncan, Sandra de Sá, Fernanda Abreu, Jane Duboc, Wanderléa, Mart’nália, Alcione e Elza Soares), 3 Versões da Vida (de Yasmina Reza, com Denise Fraga, Marco Ricca, Mário Schoemberger e Ilana Kaplan), O Rim (de Patrícia Melo, com Carolina Ferraz, Ivone Hoffmann, Marcelo Serrado e Heitor Martinez), Adivinhe Quem Vem Para Rezar (de Dib Carneiro Neto, com Paulo Autran e Cláudio Fontana), Operação Abafa (de Jandira Martini e Marcos Caruso, com Miguel Magno, Jandira Martini, Marcos Caruso, Tânia Bondezan, Noemi Marinho, Francarlos Reis e Diego Leiva), Andaime (de Sérgio Roveri, com Cassio Scapin e Cláudio Fontana) e Florilégio (de Carlos Moreno e Mira Haar, com os autores e Jonatan Harold). Nos últimos anos, dirigiu importantes montagens, em cartaz no eixo Rio-São Paulo, entre elas Cruel (com Reynaldo Gianecchini, Maria Manoella e Erik Marmo), Meu Deus (com Irene Ravache e Dan Stulbach), A Casa de Bernarda Alba (com Walderez de Barros e grande elenco) e Rei Lear (com Juca de Oliveira). 

Josemir Kowalick (ator) - Josemir Kowalick é ator formado em artes cênicas, com especialização no Método Stanislawski pela Escola de Arte Dramática de Moscou. Como Diretor, desenvolveu projetos e montagens como Toda Nudez Será Castigada, O Monólogo da Velha Apresentadora, Atire a Primeira Pedra, Traições, As Mulheres de Shakespeare, A Margem do Desejo e Gritos Andaluzes. É professor, desde 1998, tendo passado pela reformulação pedagógica de uma escola de teatro de São Paulo e acompanhado, desde o princípio, o surgimento da Escola de Atores Wolf Maya. Atuou em peças como Mulher Sem Pecado, Diálogos, O Despertar da Primavera, Fogo Morto, A Gaivota, Aurora da Minha Vida, O Sol Está Quente e a Água Esta Ótima, O Grande Dia, O Inspetor, Os Anjos da Praga, Abajur Lilás e Pano de Boca, entre outros. Atualmente, é o Coordenador Pedagógico da Escola Wolf Maya e professor das disciplinas de Interpretação Teatral e Improvisação.

Eduardo Ximenes (ator) - Eduardo Ximenes é formado nos cursos de especialização em Interpretação para Televisão (nível profissional) e Profissionalizante de Ator, ambos pela Escola de Atores Wolf Maya, além de ser formado e em Administração com ênfase em Comércio Exterior. Estudou também atuação para cinema e participou de oficinas ministradas por Ariane Mnouchkine, Jair Assumpção, Erick Gallani e Eve Doe Bruce (Théâtre du Soleil ), em espaços como Teatro Escola Macunaima e Indac. Eduardo é protagonista no curta-metragem Caerostris Darwini, dirigido por Jair Assumpção, e, atualmente, atua na peça Amor em 79:05", de Vinícius Marquez e direção de Elias Andreato, ao lado de Josemir Kowalick.

No Sesc Campo Limpo tem diversão com tradicionais quadrilhas juninas

Entrando no clima das festas juninas, o Sesc Campo Limpo apresenta o projeto For All - Uma Quadrilha Para Todos, com programação voltada para as comemorações juninas, reunindo tradicionais grupos para celebrar a festa popular.

Entre os dias 12 de junho e 3 de julho (domingos, às 18h), as apresentações (grátis) convidam o público a cair na dança e curtir a tradição junina.

No dia 12/6, o Grupo Batucaia, de Jacareí, conta A Lenda da Cobra Grande com bonecos gigantes, sons percussivos e uma cobra de 15 metros. Já dia 19/6, o Balé Popular Cordão da Terra encena a história de amor entre os caipiras Jeremias e a bela Açucena, e o público poderá participar da festa de casamento caipira numa grande quadrilha. No outro domingo, 26/6,a Cia Brasílica (conduzida pela música da banda Pé de Peixe) apresenta sua Quadrilha Matuta que mistura as culturas do Sudeste e do Nordeste. E a premiada Quadrilha Junina Tia Bola, de São Vicente, apresenta espetáculo original com 40 integrantes, no dia 3/7, e promete colocar o público para dançar na roda.

A quadrilha - dança típica da festa junina - é velha conhecida dos brasileiros, organizada desde as escolas de formação básica até os arraiais mais populares. Nestas apresentações a beleza da cultura nordestina é representada com cores, acessórios e figurinos, em um espetáculo de coreografia e ritmo que promete contagiar o público. Por isso, os grupos de dança que se apresentam no Sesc Campo Limpo buscam as raízes cravadas na cultura popular para expressar sua arte e sua alegria.

Programação

Intervenção

A Lenda da Cobra Grande
Com Grupo Batucaia
Foto de Tainã Moreno
A Cobra Grande da cidade de Jacareí é uma lenda que data, de mais ou menos 1857. A apresentação traz contação da lenda da cobra por meio de intervenções artísticas e brincadeira lúcida com bonecos gigantes e sons percussivos com ritmos do sudeste. Na intervenção urbana, uma cobra de 15 metros feita nos métodos de empapelamento e tecidos, sendo manipulada por 14 bonequeiros, acompanhada por até 12 batuqueiros ao som de tambores e instrumentos percussivos de nossa raiz - a congada. É indicada para todos os públicos e de todas as idades. O Grupo Batucaia é formado por pesquisadores e articuladores culturais interessados na cultura popular brasileira, entre elas a cultura caipira do Vale do Paraíba.
Grátis. Livre. 60 minutos
12/06. Domingo, às 18h

FOR ALL - UMA QUADRILHA PARA TODOS - Programação voltada para as comemorações juninas reúne as tradicionais festas populares.

Espetáculos

O Casamento Caipira
ComBalé Popular Cordão da Terra
O Balé Popular Cordão da Terra apresenta uma das mais divertidas e tradicionais brincadeiras das festas juninas, o casamento caipira. A apresentação conta a história do pobre Jeremias, quando volta para sua casa na roça depois de muito ter aprendido sobre as ciências da cidade, cai de amores pela flor mais bonita do descampado, Açucena. Mal sabe ele que o pai da moça, Coronel Fabriciano, o mais bravo das redondezas, está louco para casar sua única filha. A família dos noivos convida a todos para o casamento caipira, daí pra frente é só alegria e a grande quadrilha está pronta pra começar, regada com muito forró, xote e baião.
Grátis. Livre.
19/06. Domingo, às 18h

Quadrilha Matuta
A Quadrilha Matuta, com influências mistas do sudeste e nordeste, convida o público a participar de uma grande festa, damas pra um lado, cavalheiros para outro, a grande roda, trocas de pares, casamentos e descasamentos farão parte desta quadrilha. O grande baile será conduzido pela banda Pé de Peixe, com formação de sanfona, zabumba, pandeiro e triângulo. A quadrilha será puxada pela Cia. Brasílica.
Grátis. Livre.
26/06. Domingo, às 18h

Quadrilha Junina Tia Bola
Representando a cultura e tradição do povo do nordeste, a Quadrilha Junina Tia Bola, de São Vicente, existe desde 2007 e acumula vários títulos em concursos locais e estaduais. O grupo formado por 40 integrantes apresenta uma coreografia com musica própria, e além de garantir um lindo espetáculo, promete colocar todos para dançar.
Grátis. Livre.
03/07. Domingo, às 18h

SERVIÇO

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo/SP. Tel.: (11) 5510-2700
Local das atividades: Área externa. Capacidade: Indeterminada
sescsp.org.br/campolimpo
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Sesc Campo Limpo apresenta Sarau dos Refugiados com a cultura de várias nacionalidades

No dia 10 de junho (sexta), o Sesc Campo Limpo apresenta o Sarau dos Refugiados, às 19h30, com entrada franca. A atividade, conduzida pela MC Débora Garcia, conta com participação de convidados de diversas nacionalidades, tradutores e público em geral.

No sentido das ações que visam não somente acolher, mas discutir a situação dos refugiados no Brasil, este encontro aberto coloca em pauta a diversidade cultural desses povos que, por meio de manifestações artísticas, expressam suas realidades e anseios. Os fragmentos artísticos do evento buscam, além de mostrar as manifestações culturais de países diferentes, debater a situação desses refugiados que, tão distantes de casa, fizeram do Brasil o seu novo lar.

Os momentos poéticos do Sarau dos Refugiados tem participação de D’jau (da Colômbia), Marc Pierre (do Haiti, poesia em crioulo) e Abdul Baset Jarour, (da Síria, que também apresenta números de música árabe).

Intercalando com as récitas de poesia, ocorrem apresentações musicais como “Os Escolhidos” - músicas folclóricas africanas com Hidras Tuala, Mabiala Nkombo e Muanda Tryson (do Congo) e Bento Daniel (de Angola) – e repertórios em dialetos africanos – com Milengela (lingala), Nzambi ya Mvu ya Mvu (de kikongo), Iyai Kenga o Se (tshiluba) e Je Leve Mes Yeux (França). O evento conta ainda com participação Casa de Acolhida, que recebe mulheres e crianças refugiadas.

SERVIÇO

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP. Tel.: (11) 5510-2700
Local das atividades: Área externa. Capacidade: Indeterminada
sescsp.org.br/campolimpo
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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Dulce Quental lança LP Música e Maresia no Sesc Belenzinho com participação de Carlini

Artista lança trabalho inédito em vinil, gravado nos anos 90, no mesmo momento em que coloca no mercado a edição digital de seus três primeiros discos pelo seu selo digital Cafezinho Edições.

O Sesc Belenzinho apresenta a cantora e compositora Dulce Quental – uma das precursoras do pop brasileiro - em show de lançamento do LP Música e Maresia, no dia 25 de junho (sábado, às 21h).

O vinil – que sai pelo selo paraense Discosaoleo – traz a marca atemporal da artista reunindo gravações inéditas, realizadas em meados dos anos 90, de composições feitas em parceria com Frejat, George Israel e Luiz Carlini.

Somente agora os fãs de Dulce Quental - vocalista original da banda Sempre Livre, autora de discos clássicos do fim dos anos 80 - podem apreciar o registro dessas composições com os arranjos originais da época, sobretudo canções surpreendentes pela atualidade sonora, pelo pop brasileiro de todos os tempos. Músicos como Sérgio Dias, Sasha Amback, Nilo Romero, Jaques Morelenbaum, além de Frejat e Carlini participam das faixas. 

Este é um momento ímpar na carreira de Dulce: além de lançar o vinil, guardado por mais de duas décadas, seus três primeiros discos solos ganham lançamento digital pela Cafezinho Edições, selo da artista. Trata-se de Délica (1986), Voz azul (1987) e Dulce Quental (1988), que estarão disponíveis no iTunes a partir do dia 17 de junho e nas lojas digitais, dia 24 de junho. (Release completo aqui - http://goo.gl/kLxfXW).

O show Música e Maresia marca esse momento importante da trajetória de Dulce Quental, que celebra o tempo de suas canções apresentando não só hits, mas também obras inéditas e parcerias recentes com jovens compositores. Do novo LP a cantora interpreta a música título e “Girassóis Azuis” (escritas com George Israel), “Eternamente no Coração”, “Antes de Acordar”, “Amor, Perigoso Amor” e “Guarde Essa Canção” (todas com o parceiro Frejat) e “Púrpura” (um rock composto junto com o guitarrista Luiz Carlini).

Do repertório dos anos 80, Dulce promete cantar “Caleidoscópio”, “Natureza Humana”, “Não Atirem no Pianista”, “Bossa do Bayard”, “Numa Praia do Brasil” (de Arrigo Barnabé), “Bordados de Psicodélia” (bela parceria com Moska, registrada no CD Beleza Roubada - 2004), “A Inocência do Prazer” (música de Cazuza e George Israel, escrita para ela) e “Qualquer Lugar do Mundo” (de Beto Fae e Aldo Meolla). Destaque também para “O Poeta Está Vivo” (balada escrita com Frejat em homenagem a Cazuza) e “Tempo Circular” (música inédita, parceria com Paulo Monarco), entre outras.

O repertório, embora extraído de contextos diferentes, não confere ao show de Dulce Quental o caráter retrospectivo. Seu percurso na cena musical brasileira segue um ritmo pessoal, onde a busca pela escrita poética e sofisticação do pop resulta em um estilo sempre atual. Sobre o processo de renovação de seu trabalho, Dulce declara: “Eu priorizo o processo em vez do resultado, fazendo da busca e da pesquisa pessoal um objetivo maior do que o sucesso e o mercado. Nesse sentido, a minha trajetória acabou se tornando singular... Por estar sempre recomeçando e desejando aprender mais, inclusive com os novos. Estar junto de quem está no início para aprender com eles e me renovar... Sou uma espécie de Vampiro Lestat”.

Música e Maresia – o LP

O LP Música e Maresia (Cafezinho Edições/Discosaoleo) foi gravado, originalmente, entre 1991 e 1994. O disco preenche uma lacuna na carreira da artista, fase marcada por intenso trabalho como compositora para o Barão Vermelho, Frejat, Ana Carolina, Cidade Negra, Leila Pinheiro, Simone e outros artistas. As 11 gravações são inéditas, mas algumas canções do disco acabaram sendo gravadas por outros intérpretes.

“Eu sempre tive o desejo de lançar um disco com essas gravações. Esperava pelo momento certo. Mas foi preciso um empurrão de amigos e colaboradores para acontecer. A gente não faz nada sozinho. Acho também que estou conseguindo devido ao momento da indústria: a volta do vinil e a possibilidade de um artista independente lançar seu próprio selo e distribuir diretamente por meio de uma plataforma digital sem o intermédio de uma gravadora”, conta Dulce. Ela destaca a importância dos parceiros Mariano Klautau Filho na concepção e Leo Bitar na realização do projeto, além do artista visual José Diniz que cedeu as imagens para a arte da capa do disco.

O existencialismo e o estilo MPB misturado ao pop, rock e blues que a projetaram estão no novo álbum, que traz parcerias com Roberto Frejat, Rodrigo Santos (Barão Vermelho), Luiz Carlini (Tutti Frutti) e George Israel (Kid Abelha), além de participações especiais de nomes históricos da música brasileira como Sérgio Dias (Mutantes), Nilo Romero (que assina a produção musical de algumas faixas), Sasha Amback e Jaques Morelenbaum.

“Muitas das canções foram gravadas no sistema ADAT, formato que era possível gravar em casa, pois computador e programas de gravação ainda estavam por vir. Não há autotune para corrigir a voz, nem nada desse tipo”, explica a artista. “As gravações foram feitas, em parte, na casa do Nilo Romero, sem dinheiro, numa época em que as gravadoras estavam totalmente de portas fechadas. Infelizmente, as fitas originais se perderam, mas consegui salvar algumas coisas em fitas DAT, um pré-mix que acabou servindo de master.”

Música e Maresia traz um olhar maduro de uma artista para sua própria obra. Além do formato digital, o álbum chega às lojas no mês de junho em uma limitada edição em vinil (Discosaoleo). A produção é da Cafezinho Edições e Produções Musicais, selo da artista destinado a projetos nas áreas de literatura e música.

“Tirar isso do baú e adicionar à minha biografia é importante no sentido de olhar retrospectivamente para os caminhos que poderiam ter sido seguidos. Hoje certamente não faria da mesma maneira. Algumas coisas são mais datadas do que outras, mas a compositora está presente ali e a cantora em forma. Uma boa referência para projetos futuros. Importante arrumar o baú antes de seguir em frente. Outros projetos virão. A voz está voltando com força”, conclui Dulce Quental.

Faixas: “Ao Som de um Tambor (R. Frejat e D. Quental), “Eternamente no Coração” (R. Frejat e D. Quental), “Antes de Acordar” (R. Frejat e D. Quental), “Guarde Essa Canção” (R. Frejat e D, Quental), “Vida Frágil” (R. Frejat, Rodrigo Santos e D. Quental), “Música e Maresia” (George Israel e D. Quental), “Púrpura” (L. Carlini e D. Quental), “Dia a Dia” (R. Frejat e D. Quental), “Girassóis Azuis” (G. Israel e D. Quental), Último Vagão de Trem” (D. Quental) e “Amor, Perigoso Amor” (R. Frejat e D. Quental).

Ouça Música e Maresia - Spotify: https://open.spotify.com/album/5I5pIlWNhG9hjFvFADsVFZ
Música e Maresia - por Mariano Klautau Filho - http://goo.gl/gpa5nv

Dulce Quental

Dulce Quental é uma das vozes de maior personalidade da música pop brasileira. Surgida na efervescência dos anos 80, começou com a banda de garotas Sempre Livre, revelou um talento especial em mesclar sofisticação e atitude rock, além de ocupar lugar entre os melhores letristas da explosão do rock brasileiro. Em 1985, reuniu Cazuza, João Donato, Branco Melo e os irmãos Jorge e Waly Salomão, entre outros, no conceito sonoro de Délica, seu primeiro disco solo, que foi marcado pelo sucesso “Natureza Humana” (versão dos irmãos Salomão para o hit de Michael Jackson) e pela elegante “Bossa do Bayard” (com o requinte de Donato ao piano). Em 1987, o segundo disco, Voz Azul, veio pautado entre o rock e o blues, misturando Celso Fonseca, Ciro Pessoa e Herbert Viana. Novamente a cantora mostra seu pop refinado em canções como “Caleidoscópio”, um de seus maiores sucessos, e sua pegada jazzística em “Não Atirem no Pianista”. No terceiro disco, Dulce Quental, de 1988, gravou Arnaldo Antunes, Itamar Assunção, Arrigo Barnabé e Cazuza. Após um longo intervalo, decidiu traçar uma carreira independente: em CD, ela lançou a primeira coletânea, em 2001, Dulce Quental - Série Para Sempre, e gravou Beleza Roubada, em 2004, um belo trabalho composto por parcerias com Moska, Zélia Duncan e Frejat. O quinto disco de careira, Música e Maresia, sai em LP, em 2016, com gravações feitas nos anos 90.

Ficha técnica

Show: Dulce Quental
Lançamento do LP Música e Maresia
Participação especial: Luiz Carlini (guitarra)
Músicos: Dulce Quental (voz), Aquiles Faneco (guitarra e direção musical), Lucas Vargas (teclados), Beto Birger (baixo), Adriano Busko (bateria), Marcelo Pereira (sax) e Reynaldo Izeppi (trompete).
Arte visual cenográfica: José Diniz
Marketing digital: Agencia Milk
Produção executiva: Belic Arte.Cultura
Fe-Lis veste Dulce Quental

Serviço

Dia 25 de junho. Sábado, às 21h
Sesc Belenzinho
Teatro (3º andar)
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho/SP. Tel: (11) 2076-9700
Ingressos: R$ 25,00 (inteira); R$ 12,00 (aposentado, pessoa acima de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública); R$ 7,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). 
Classificação: 12 anos. Duração: 1h30. Capacidade: 392 lugares
Estacionamento: R$ 11,00 (não matriculado) e R$ 5,50 (matriculado no SESC).

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Música e Maresia, de Dulce Quental, por Mariano Klatau Filho

A realização de Música e Maresia foi motivada pelo desejo de trazer à tona canções que estavam submersas na trajetória de Dulce Quental.

 A intenção primeira era apresentar uma espécie de inéditos e dispersos da obra da cantora.  No entanto, após o levantamento de seus registros aparentemente esparsos, observou-se a força de um projeto de disco, gravado em 1994, marcado pela parceria com Roberto Frejat e com a participação de músicos como Jaques Morelenbaum, Sérgio Dias, Nilo Romero, João Rebouças entre outros. 

Grande parte desse material foi recuperada e somou-se a outros três registros ocorridos na mesma década: Púrpura com Luís Carlini do Tutti Frutti, em 1990, Dia a Dia com Frejat e Música e Maresia com George Israel, gravadas em 1991.  Unidas ao repertório parcial do disco inédito, emergiu com limpidez um conjunto de composições de intensa unidade lírica.

A escrita existencial de Dulce, embalada por referências fincadas no rock, blues e folk, revelou uma vez mais a atualidade do seu trabalho. O charme de sua voz e o poema de suas canções, trazidos novamente à linha do horizonte, revelam as assimetrias e as circularidades de um percurso particular e atemporal. O título surgiu no calor de sua emersão; na medida em que a seleção final chegava à superfície para respirar e se fazer ouvir. 

O resultado é a tradução de um tempo musical que surge em ondas sempre renovadas e se mostra um curioso híbrido: entre um conjunto de registros inéditos da década de 90 e o vigor poético de um álbum atual. Música e Maresia mergulha e flutua num espaço sem âncoras no qual o mais importante é reencontrar o frescor sonoro de quem sabe tão bem – e com acento pop - filosofar em português.


Mariano Klatau Filho