terça-feira, 2 de abril de 2019

Segue o Baile do Sesc Pompeia recebe Zé Guilherme cantando Orlando Silva

Zé Guilherme por Alessandra Fratus

No dia 24 de abril (quarta, às 16h30), o cantor e compositor Zé Guilherme é o convidado do projeto Segue o Baile do Sesc Pompeia. O artista apresenta o repertório de seu terceiro CD Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, lançado em 2015, além de sucessos de outros intérpretes.

O Segue o Baile são apresentações musicais diversas dirigidas ao público da terceira idade e frequentadores em geral. Ocorre toda quarta-feira na Comedoria e os convites podem ser retirados com 1 hora de antecedência na bilheteria da unidade.

Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva é uma homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos na época do lançamento do disco. O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal de 18 canções do repertório do Cantor das Multidões, selecionadas em um longo processo de pesquisa sobre sua trajetória.

O repertório do CD é formado por: “A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto), “Dama do Cabaré” (Noel Rosa), “A Primeira Vez” (Armando Marçal e Bide), “Abre a Janela” (Marques Júnior e Roberto Roberti), “Aos Pés da Cruz” (Marino Pinto e Zé da Zilda), “Cidade do Arranha-céu” (Edgard Cardoso e Ranchinho e Alvarenga), “Cidade Brinquedo” (Silvino Neto e Plínio Bretas), “Curare” (Bororó), “Faixa de Cetim” (Ary Barroso), “Lábios Que Beijei” (J. Cascata e Leonel Azevedo), “Lealdade” (Wilson Batista e Jorge de Castro), “Malmequer” (Newton Teixeira e Cristovão de Alencar), “Meu Consolo É Você” (Nássara e Roberto Martins), “Meu Romance” (J. Cascata), “O Homem Sem Mulher Não Vale Nada” (Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti), “Pela Primeira Vez” (Noel Rosa e Cristovão de Alencar), “Preconceito” (Marino Pinto e Wilson Batista) e “Alegria” (Assis Valente e Durval Maia).

O programa da apresentação traz ainda “Ai, Que Saudade da Amélia” (Mário lago), “Atire a Primeira Pedra” (Ataulfo Alves e Mario Lago), “Palpite Infeliz” (Noel Rosa), “Com Que Roupa” (Noel Roasa) e “Feitio de Oração” (Noel Rosa e Vadico), entre outras.

Zé Guilherme se apresenta acompanhado por Adriano Busko (percussão), Douglas Alonso (percussão), Cezinha Oliveira (direção musical, violão e vocal), Luque Barros (violão de 7 cordas, baixo e vocal), Maik Oliveira (cavaquinho e bandolim) e Pratinha Saraiva (flautas).

Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva

A trajetória de Orlando Silva é marcada por apurado critério na escolha das canções, ele só cantava o que lhe tocava a alma. O colorido, o swing e a brasilidade da sua obra foi o mote principal das escolhas de Zé Guilherme. A seleção levou em consideração, além da afinidade artística, a época de seu apogeu - de 1935, quando gravou o primeiro disco, até 1942. O roteiro contempla um perfil mais leve e alegre do cantor como na maioria dos sambas que trazem sempre um toque de humor nas letras.

A produção musical é assinada por Cezinha Oliveira que inseriu elementos clássicos nos arranjos como piano, baixo acústico, acordeon, trombone e violão de sete cordas, entre outros, valorizando a sonoridade do disco sem cair no mero saudosismo. Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva foi concebido com base no ‘tripé’ interpretação, arranjos e composições, e mostra que a chamada “música antiga” do Brasil pode se manter clássica em sua origem, popular em sua apresentação e sofisticada em sua concepção.

Sobre a concepção dos arranjos, Cezinha explica que, para todos os sambas, inspirou-se nos conjuntos regionais e nas orquestras que acompanhavam os artistas nas rádios. O instrumental era, geralmente, formado por acordeon, violão, percussão e instrumento solo de sopro. Apenas as marchinhas “A Jardineira” e “Malmequer” seguem outro caminho. A primeira tem introdução influenciada pela música barroca e a segunda ganhou um andamento mais jazzístico.

Serviço

Segue o Baile: Zé Guilherme
Show: Em Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva
Dia 24 de abril. Quarta, às 16h30
Local: Comedoria (800 pessoas)
Grátis (retirar ingresso com 1h de antecedência na bilheteria da unidade)
Não recomendado para menores de 18. Duração: 2h

Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93. São Paulo/SP.
Tel: (11) 3871-7700
Ar condicionado. Acessibilidade. Não possui estacionamento.
sescsp.org.br/pompeia
Instagram / Facebook e Twitter: @sescpompeia

Zé Guilherme

Cearense nascido em Juazeiro do Norte, Zé Guilherme cresceu ouvindo grandes nomes do cenário musical brasileiro como Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, entre outros, além de cantadores, repentistas, violeiros, banda cabaçal, maracatu, frevo e boi-bumbá, influências fundamentais para a realização do sonho de ser cantor. Em São Paulo, desde 1982, cantou no circuito de casas noturnas, participando de shows ao lado de amigos e parceiros musicais como Maurício Pereira, Cris Aflalo, Madan, Cezinha Oliveira, Marcelo Quintanilha, Péri e outros.

Em 1998, estreou o show Clandestino, no Espaço Anexo Domus, com direção musical de Swami Jr. e direção geral do ator Luiz Furlanetto. Mais tarde, apresentou o show Zé Guilherme e Convidados no Teatro Crowne Plaza com a participação especial de Carlos Careqa, Maurício Pereira, Vânia Abreu, Zé Terra e René de França. Cantou nos projetos Arte nas Ruas, Clima do Som no Parque da Aclimação e MPB nas Bibliotecas, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo; Quinta Mariana, do SESC Vila Mariana; e Quatro Vozes, do Centro Experimental de Música do Sesc Consolação.

Em 2000, Zé Guilherme lançou seu primeiro CD, Recipiente (Lua Discos) com produção musical e arranjos de Swami Jr., que foi apresentado no Teatro Crowne Plaza, Sesc’s Ipiranga, Vila Mariana e Pompeia (Prata da Casa), Supremo Musical, Centro Cultural São Paulo e outros. Em 2002, a interpretação de Zé Guilherme para Mosquito Elétrico, de Carlos Careqa, foi incluída na coletânea Brazil Lounge: New Electro-ambient Rhythms from Brazil, lançada pela gravadora portuguesa Música Alternativa. Em 2003 participou do CD homônimo do mineiro Cezinha Oliveira (faixa “Seca”).

Em 2004, estreou o show Canto Geral com canções de seu CD de estreia e músicas inéditas de Marcelo Quintanilha, Carlos Careqa, Péri, Alexandre Leão e outros. Em 2005, apresentou-se no projeto Música no Museu, do Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Lançou, em 2006, o segundo CD, Tempo ao Tempo, com produção e arranjos de Serginho R., direção artística do próprio Zé Guilherme, que assina também a coprodução em parceria com Marcelo Quintanilha. Em 2007, cantou no CD ao vivo Com os Dentes - Poesias Musicadas, de Reynaldo Bessa. Em 2015, lançou o disco Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, uma releitura da obra do cantor Orlando Silva em comemoração ao centenário de nascimento do Cantor das Multidões, que faria 100 anos em 2015. Atualmente, o artista trabalha no lançamento de Alumia, que mostra também seu lado autoral, na maioria das canções.

Twitter: @zeguilhermeofic | Instagram: @zeguilhermeoficial | Youtube: Zé Guilherme Oficial

ASSESSORIA DE IMPRENSA


Sesc Pompeia
Tel: (11) 3871-7720 / 
|imprensa@pompeia.sescsp.org.br

Zé Guilherme
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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Musical AVESSO leva fortes emoções e conflitos de gerações ao Rio de Janeiro


Trilha de Thiago Gimenes com pegada de rap e rock, cenas de ação coreografadas por Cristiano Fortes, áudio de cinema, efeitos especiais e projeção mapeada são elementos da encenação.

Com texto forte e conflituoso, o espetáculo Avesso - O Musical chega ao Teatro Nathalia Timberg, no Rio de Janeiro, com apresentações nos dias 5, 6 e 7 de abril (sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h).

A montagém traz um novo olhar para os musicais, descontruindo formato clássico. O diretor Hudson Glauber também é idealizador do projeto, que tem texto assinado por Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo, com colaboração de Gustavo Amaral.

As apresentações integram a primeira edição da MOTE - Mostra de Teatro das Escolas - que reúne mais de 200 artistas em 10 espetáculos grátis, além de performances, oficinas e mesas de debates. Idealizada por Wolf Maya e Rogério Garcia, a mostra acontece entre os dias 5 e 28 de abril (de sexta a domingo), no Teatro Nathalia Timberg e Teatro Nathalinha -  salas do complexo Wolf Maya.

AVESSO tem caráter ousado, desconstrói o clássico formato para apresentar uma montagem jovem, densa e dinâmica. O enredo expõe os conflitos entre as gerações de um ponto de vista contemporâneo, a partir das reivindicações de um grupo de universitários, que sequestra um professor em busca de diálogo com o novo reitor da instituição.

Eles exigem melhores condições de ensino. Em princípio, as várias ideias, os debates e os pontos de vista são colocados em cena, mas os jovens acabam perdendo o controle da situação, seus ideais vão se confundindo com radicalismo e o sequestro toma rumos surpreendentes, atingindo proporções muito além do que eles poderiam imaginar. 

No elenco, destaque para a volta do ator e diretor Jair Assumpção, interpretando o antiquado professor, ao lado de Vanessa Goulartt (no papel da líder ‘empoderada’), André Pottes (vencedor do Prêmio Brasil Musical como Ator Revelação), Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Priscilla Sampaio e Igor Costa.

Enquanto tentam manter o plano do sequestro, os alunos acabam se envolvendo em discussões e embates que colocam em cheque os seus próprios princípios; dúvidas vão surgindo, difíceis de serem contornadas. As discussões também colocam na berlinda o ponto de vista do professor, conhecido por suas ideias rígidas e até antiquadas. “Estamos em um mundo onde ninguém mais entende ninguém, onde não se pratica a empatia, e as confusões se tornam grandes torres de babel. Meu personagem traz isso, ele não consegue sair do conflito, nem tão pouco apaziguar as coisas”, explica o ator Jair Assumpção.

Outro viés interessante da trama é o destaque para o poder feminino, tendo uma mulher radical como líder da ação, interpretada por Vanessa Goulartt. “Ela não só lidera como tem um grande poder de persuasão. O problema é que está voltada para os seus próprios interesses”, comenta a atriz. Cada personagem surge com um ideal revolucionário, mas, no decorrer da trama, ficam perceptíveis os interesses individuais - de todos. “Avesso retrata a nossa atual sociedade, onde as pessoas estão sempre lutando por algo, seja o bem comum ou individual”, pontua o diretor Hudson Glauber. “Criamos um microcosmo capaz de refletir os problemas da sociedade contemporânea. O musical é uma pancada no estômago.” Completa o autor Daniel Torrieri Baldi.

Avesso tem trilha sonora original, com músicas e letras criadas por Thiago Gimenes que compôs um clima musical jovem e contemporâneo, no qual são destaques ritmos como o rap e o rock, além de estilos como MPB e até valsa. A montagem também traz para o teatro a sofisticação do som de cinema, sendo realizado com áudio 5.1. As cenas de luta e ação foram coreografadas pelo dublê profissional Cristiano Fortes; e a direção de movimento é de André Capuano. A encenação conta ainda com efeitos especiais e projeção mapeada em todo o palco que amarram as cenas, ilustrando acontecimentos externos, paralelos ao sequestro, que influenciam na mudança de rumo da história encenada.

FICHA TÉCNICA – Idealização e direção: Hudson Glauber. Texto: Daniel Torrieri Baldi e Maria Elisa Berredo; colaboração de Gustavo Amaral. Direção musical / letras e músicas: Thiago Gimenes. Direção de movimento: André Capuano. Elenco: Jair Assumpção, Vanessa Goulartt, André Pottes, Gabriel Vaccaro, Guh Rezende, Priscilla Sampaio e Igor Costa. Cenário: Chico Spinosa e Kimiko Kashiwaya. Figurino e visagismo: Lígia Breternitz. Design de luz: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Design de som: Eric Ribeiro Christani. Engenheiro e operação de som: Alessandro Aoyama. Técnico/projeção mapeada: Clézio Campos. Coreografias de ação: Cristiano Fortes. Percussão: Beto Sodré. Trilha original e sonoplastia: Fábio Sá. Captação/edição de imagens: Vinícius de Araújo. Captação de áudio: Daniel de Castro Lopes. Edição/áudio: Matheus Gonçalves. Músicos: Tiago Saul e Jhonny Mantelato. Assistência de direção musical: Daniel Medeiros. Direção de palco: Beto Martins. Assistência de direção: Felipe Caiafa, Sávio Gabriel e Vitória Mori. Assistência de palco: Isadora de Almeida e Thais do Nascimento. Pichação: Mico, LDP e Cegos. Cenotécnica: Armazém Cenográfico. Montagem cênica: Tiago Nunes. Voz OFF: Juçara Moraes, Leandro Tadeu, Lígia Breternitz. Administração: Fernando Rossilho. Auxiliares de administração: Renata Miranda e Márcia Okimura. Compras: Fábio Brazão. Técnico TI: Michael Banzatto. Design gráfico: Francisco Júnior. Assessoria de imprensa: Heloísa Corrêa e Verbena Comunicação. Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi. Produção executiva: Maristela Bueno e Rodrigo Trevisan. Assistência de produção: Renato Campagnoli.

Serviço - AVESSO

Espetáculo: Avesso – O Musical
Apresentações: dias 5, 6 e 7 de abril
Horários: Sexta e sábado (às 21h) e domingo (às 19h)
Duração: 60 min. Classificação: 16 anos. Gênero: Drama musical
Ingressos: Grátis

Teatro Nathalia Timberg
Avenida das Américas, 2.000, Shopping Freeway Center. RJ/RJ
Tel: (21) 2442-5188



MOTE – Programação

Semana 1 - dias 5, 6 e 7 de abril

Sexta - 5/4
20h30: Avesso - Escola de Atores Wolf Maya (unidade SP) - Teatro Nathalia Timberg
22h: Festa de lançamento (MOTE)

Sábado - 6/4
19h: Sem A e Ê - Esquete de Liz Magini e Hugo Lobo - Escola de Atores Wolf Maya - Foyer do teatro
19h30: Nossas Bocas Não Foram Feitas Só Para Sorrir - Escola Martins Pena - Teatro Nathalinha
20h30: Avesso - Escola de Atores Wolf Maya (unidade SP) - Teatro Nathalia Timberg

Domingo - 7/4
19h: Sem A e Ê - Equete de Liz Magini e Hugo Lobo - Escola de Atores Wolf Maya - Foyer do teatro
20h30: Avesso - Escola de Atores Wolf Maya (unidade SP) - Teatro Nathalia Timberg

Semana 2 - dias 12, 13 e 14 de abril

Sexta - 12/4
19h30: Fabrica-Tablado - Teatro Nathalinha
20h30: Cabaret Sade - UNIRIO - Teatro Nathalia Timberg
                       
Sabado - 13/4
15h30: Mesa “Artista em Formação” - Teatro Nathalia Timberg
19h30: Fabrica-Tablado - Teatro Nathalinha
20h30: Cabaret Sade - UNIRIO - Teatro Nathalia Timberg

Domingo – 14/4
16h: Oficina - com o diretor Alexandre Mello
19h30: Fabrica-Tablado - Teatro Nathalinha
20h30: Cabaret Sade - UNIRIO - Teatro Nathalia Timberg

Semana 3 - dias 19, 20 e 21 de abril

Sexta – 19/4
16h: Oficina A Luz e o Corpo - com Aurélio de Simões - Teatro Nathalia Timberg (Sala de Espelhos Superior)
19h: Sem A e Ê - Equete de Liz Magini e Hugo Lobo - Escola de Atores Wolf Maya - Foyer do teatro
19h30: Runners 2 - UNIRIO - Teatro Nathalinha
20h30: Quanto Você Calça? - Teatro Nathalia Timberg

Sábado – 20/4
16h: Oficina A Luz e o Corpo - com Aurélio de Simões - Teatro Nathalia Timberg (Sala de Espelhos Superior)
19h30: Runners 2 - UNIRIO - Teatro Nathalinha
20h30: Quanto Você Calça? - Teatro Nathalia Timberg

Semana 4 - dias 26, 27 e 28 de abril

Sexta - 26/4
20h30: O Resgate - Escola de Atores Wolf Maya - Teatro Nathalia Timberg

Sábado - 27/4
16h00: Mesa O Ator e o Mercado de Trabalho - Teatro Nathalia Timberg
20h30: O Resgate - Escola de Atores Wolf Maya - Teatro Nathalia Timberg

Domingo - 28/4
20h30: O Resgate - Escola de Atores Wolf Maya - Teatro Nathalia Timberg

Rosas Periféricas comemora 10 anos com estreia de infantojuvenil que tem o teatro-funk como mote



Inspirado em obras de Ferréz, o espetáculo de rua retrata a criança periférica e suas interações com o mundo ao seu redor.

Comemorando 10 anos de atividades, o Grupo Rosas Periféricas, atuante no Parque São Rafael, zona leste paulistana, estreia no dia 20 de abril o seu novo espetáculo, Ladeira das Crianças - TeatroFunk.

A montagem tem criação e direção coletiva do grupo com dramaturgia de Marcelo Romagnoli, a partir da adaptação dos livros O Pote Mágico e Amanhecer Esmeralda, do paulistano Ferréz (autor renomado de literatura marginal periférica).

Encenada ao ar livre, a peça reflete sobre a identidade das crianças da periferia e sobre os bens culturais do território, acessados na fase infantojuvenil. Histórias de vida dos atores e expectativas das crianças da região permeiam as histórias, que são costuradas por elementos do funk - como a dança, mais especificamente o passinho, a música, o ritmo e as rimas. O trabalho é inédito também quanto à abordagem lúdica do funk em uma produção para crianças e jovens.

Todas as sessões são grátis e acontecem no período de 20 de abril e 18 de maio, com sessões na Praça Osvaldo Luiz da Silveira (Parque São Rafael), na Casa de Cultura Municipal São Rafael e Parque Santo Dias (Capão Redondo). Esta realização é uma parceria com o VAI II, Programa de Valorização de Iniciativas Culturais, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Em Ladeira das Crianças - TeatroFunk o universo das crianças periféricas ganha a cena. Seus desejos e sonhos são embalados pelo ritmo do funk. No bonde da ladeira tem de tudo: menino que sonha em ser DJ, garoto curioso para saber o que há dentro de um pote mágico, menina de cabelo de nuvem e garota que vive no mundo da lua. A peça retrata todas as pessoas que foram criança um dia e moraram na periferia.

Esta é mais uma investida do Rosas Periféricas na construção de uma narrativa ficcional documental, pesquisa e prática teatral desenvolvida pelo grupo, desde 2014. Além de memórias do grupo e objetos pessoais em cena, os atores foram ao encontro das crianças que moram na região em busca de material para as narrativas, promovendo encontros regados a músicas, cantigas e brincadeiras, além de improvisações cênicas. E Ladeira das Crianças usa o funk como linguagem para ressaltar uma identidade nascida para a simples diversão. Os atores explicam que, percebendo a força dessa manifestação no cotidiano do público infantojuvenil da periferia, a aposta foi aproximar o teatro (arte que não é muito popular na periferia) da popularidade do funk. Os elementos dessa cultura (dança, música e rimas) foram os artifícios usados para costurar as histórias e criar uma identidade com o público alvo da montagem. Para tanto, os atores fizeram diversas atividades preparatórias como aulas de passinho, workshop sobre a história do funk e oficinas de rima e beat.

“Nossa ideia foi trabalhar o ‘teatro-funk’ com toda a expressividade que a cultura funk tem na vida e no lazer dos jovens e crianças da periferia”, comentam. A inspiração veio também de trabalhos bem sucedidos de outros grupos que unem o teatro com uma vertente musical, como é o caso do ‘teatro hip-hop’, do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e do ‘teatro-baile, da Cia. Teatro da Investigação. “Queremos explorar essa estética e acreditamos na aproximação entre o teatro e o funk. Teatro-funk parece brincadeira, mas é uma brincadeira necessária”, concluem os integrantes do Rosas Periféricas.

O enredo

Do livro O Pote Mágico a montagem Ladeira das Crianças - TeatroFunk traz um menino da periferia de São Paulo que imagina a possibilidade de encontrar um pote mágico que transformaria sua vida. De Amanhecer Esmeralda vem a história de Manhã, uma menina pobre e sonhadora que, ao ganhar um presente especial, passa a ter uma diferente percepção do mundo e de si mesma.

O enredo se passa em uma ladeira, que o grupo chama de “ladeira da alegria”, onde a garotada se encontra, brinca e se diverte; onde tudo acontece; onde sonhos e desejos são revelados. Além dos livros adaptados dramaturgicamente, a peça é recheada de memórias pessoais dos integrantes do grupo, recolhidas no processo criativo, que se entrelaçam com narrativas das crianças que vivem nas bordas da cidade.

A identidade do grupo está, inclusive, nos nomes das personagens. Rogério MC (Rogério Nascimento) adora dançar e soltar pipas; trabalha lavando carros, gasta o dinheiro nos bailes e sonha com o pote mágico. Paulo DJ (Paulo Reis, que confessa ter sido uma criança medrosa) só quer saber de brincar; é o melhor amigo de Rogério e embarca em todos os sonhos do colega. Michele Manhã (Michele Araújo) é garota negra que sofre preconceito na escola, tem pai alcóolatra e passa necessidades, mas encontra no afeto de um professor o agente transformador que a faz se reconhecer como menina negra, transformando sua realidade. Esta passagem da peça reforça a ‘representatividade negra’ do grupo. Gabriela - A Menina da Maleta (Gabriela Cerqueira) carrega uma maleta com livros e sonha em ser escritora, enquanto recolhe material reciclável junto com a família. A maleta é objeto real de sua infância. Monica Astronauta (Monica Soares) vive no mundo da lua e sonha em ser astronauta, mas seu sonho é barrado porque, ‘como mulher’, seria no máximo uma comissária de bordo; seu companheiro é o ursinho Tobias (brinquedo que a atriz ganhou na infância).

O funk

A cultura funk é reconhecida por lei, no Rio de Janeiro, sendo a manifestação considerada patrimônio cultural, desde 2009. O ritmo já foi criminalizado e os bailes chegaram a ser proibidos em alguns locais. Os adeptos, porém, defendem que o funk retrata a realidade da periferia, com suas qualidades e seus defeitos, e ressaltam o preconceito da elite com essa manifestação que foi idealizada e é vivenciada, principalmente, por negros e por pobres.

Ficha técnica

Texto: Grupo Rosas Periféricas - livremente inspirado nos livros Amanhecer Esmeralda e O Pote Mágico de Ferréz. Dramaturgia: Marcelo Romagnoli. Direção: O Grupo. Elenco: Gabriela Cerqueira, Michele Araújo, Paulo Reis, Monica Soares e Rogério Nascimento. Coreografia: Michel Quebradeira Pura Oficina de construção de rimas: Preta Rara. Oficina de história do funk: Renatta Prado. Oficina de passinho: Michel Quebradeira Pura. Músicas: MC Kelvin Alves e Michele Araújo. Produção musical: Fez Santos e Leony Fabulloso Preparação musical: Rogério Nascimento. Figurinos: Isa Santos. Cenário: Patrícia Faria. Produção cenográfica: Paula Rosa e Camila Olivetti. Design gráfico e ilustração: Laís Oliveira. Fotografia: Daniela Cordeiro. Filmagem: Coral Alvarenga. Produção artística: O Grupo. Produção executiva: Michele Araújo e Paulo Reis. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção geral: Michele Araújo Realização: Grupo Rosas Periféricas.

SERVIÇO

Espetáculo: Ladeira das Crianças - TeatroFunk
50 minutos. Livre. Teatro de rua infantojuvenil
Entrada grátis.
Informações: (11) 97983 4902 e (11) 995159-5918
Facebook: @rosas.perifericas | Instagram: @rosasperifericas

Sinopse: No bonde da ladeira tem criança que sonha em ser DJ, menino curioso para saber o que há dentro do pote, menina de cabelo de nuvem; tem criança igual a todo mundo que foi criança um dia e morou na periferia. As histórias de crianças periféricas ganham a cena e revelam seus desejos e sonhos, embalados pelo ritmo do funk.

Apresentações / abril

Dias 20, 25 e 27 de abril. Sábado, quinta e sábado, às 17h
Local: Praça Osvaldo Luiz da Silveira. Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Dias 26 de abril. Sexta, às 16h30
Local: Casa de Cultura Municipal São Rafael
Rua Quaresma Delgado, 354 - Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Apresentações / maio

Dias 2, 3 e 9 de maio. Quinta, sexta e quinta, às 16h30
Local: Casa de Cultura Municipal São Rafael
Rua Quaresma Delgado, 354 - Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Dias 4, 10 e 11 de maio. Sábado, sexta e sábado, às 17h
Local: Praça Osvaldo Luiz da Silveira. Parque São Rafael, São Mateus/SP.

Dias 17 e 18 de maio. Sexta e Sábado, às 15h
Local: Parque Santo Dias

Rua Arroio das Caneleiras, 650 - Conj. Hab. Instituto Adventista - Capão Redondo/SP.

Grupo Rosas Periféricas - perfil

O Grupo Rosas Periféricas - da Cooperativa Paulista de Teatro - comemora 10 anos, em maio de 2019. Ladeira das Crianças - TeatroFunk é o espetáculo atual, que celebra a data. O grupo desenvolve suas pesquisas em São Paulo com artistas e educadores que investigam linguagens cênicas, ancoradas em processos de criação em equipe. Os temas vêm do que ronda as periferias onde vivem, como desigualdade social, machismo, feira livre, tênis pendurado no fio elétrico e cultura popular. Sua sede é no Parque São Rafael, onde realiza encontros e ensaios, que muitas vezes ocorrem na rua. Em uma brava trajetória, o primeiro ciclo de produções começou com Vênus de Aluguel, em 2009, com temporada no Teatro X, seguido por A Mais Forte (2010) e pelo ato performtivo Fêmea  (2012). O segundo ciclo iniciou-se, em 2014, com o cortejo Narrativas Submersas - primeira parte da Trilogia Parque São Rafael (fomentada pelo Programa VAI da Prefeitura de São Paulo). Em 2015, realizou o segundo ato do projeto - Lembranças do Quase Agora - e, em 2016, fechou a trilogia com Labirinto Selvático, além de levar Narrativas Submersas a Mogi das Cruzes e Rubineia (por meio do PROAC Primeiras Obras). Em 2017, apresentou-se em unidades do Sesc e na I Mostra da Casa, na Casa de Cultura de São Rafael com o apoio do ProAC, organizada pelo próprio Grupo. No mesmo ano, voltou com Labirinto Selvático em sua sede, além de participar da Ocupação Decolonialidade: Poéticas da Resistência, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. O grupo se aventura pelo território do teatro infantil, desde 2013, quando entrou no ar a Rádio Popular da Criança. Em 2015, a Rádio seguiu - pelo do ProAc ICMS - por 10 estações de trem da malha ferroviária paulista. Em 2018, o espetáculo também passeou pelas Fábricas de Cultura do Estado de SP.

Companhia de Danças de Diadema apresenta EU por detrás de MIM no XII Visões Urbanas

Foto de Ligiane Braga

A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo EU por detrás de MIM no dia 7 de abril (domingo, às 11h10), na Casa das Rosas com ingressos grátis. Com direção e coreografia de Ana Bottosso, a montagem foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa.

Esta apresentação integra a 12ª edição do Visões Urbanas – festival internacional de dança em paisagens urbanas, concebido e realizado por Ederson Lopes e Mirtes Calheiros. O evento acontece de 5 a 19 de abril, reunidno artistas do Brasil, Bélgica, Itália, Estados Unidos e Ucrânia, em oito espaços de São Paulo: Vale do Anhangabaú, Instituto Italiano di Cultura, Casa das Rosas e unidades Santo Amaro e Campo Limpo do Sesc. Acesse: http://visoesurbanas.com.br/2017/programacao/.

EU por detrás de MIM

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia de EU por detrás de MIM. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta, e outras questões, surgiram durante o processo de criação, norteando as pesquisas cênicas da obra, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema. Já a trilha sonora foi especialmente criada por Fábio Cardia, fazendo uma analogia aos reflexos sonoros.

Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a a iniciar uma pesquisa sobre o assunto. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. E esta ambiguidade foi trazida para o corpo, traduzida pela dança”, comenta a coreógrafa.

Após esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também do poético conto O Espelho, de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir com o nosso EU comum é o desafio do espetáculo, que também convida o expectador a uma reflexão”, argumenta Ana Bottosso. 

Ficha técnica

Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso
Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistência de coreografia: Carolini Piovani
Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Julia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
Concepção musical: Fábio Cardia
Desenho e operação de luz: Silviane Ticher
Sonoplastia: Daniela Garcia
Concepção figurino e adereços cênicos: Ana Bottosso
Confecção figurino: Cleide Aniwa
Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinicius
Dança moderna: Reinaldo Soares
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Assistente de produção: Daniela Garcia e Jehn Sales

Prêmios: APCA 2017 (Ana Bottosso, Melhor Criação Coreográfica) e Governador do Estado de São Paulo para a Cultura 2018 (Ana Bottosso, modalidade Dança / Coreografia).

www.ciadedancas.apbd.org.br/ | Facebook @companhiadedancas | Instagram @ciadedancasdiadema

Serviço

Espetáculo/dança: EU por detrás de MIM
Com: Companhia de Danças de Diadema
Data: 7 de abril - Domingo, às 11h10
Ingressos: Grátis. Duração: 35 min. Classificação: Livre
Local: Casa das Rosas
Av. Paulista, 37. Paraíso, SP/SP. Tel: (11) 3285-6986

Festival: Visões Urbanas

quarta-feira, 20 de março de 2019

Comédia HOMENS NO DIVÃ encerra temporada no Teatro Fernando Torres

A comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro com texto de Miriam Palma, encerra sua temporada no Teatro Fernando Torres, no dia 24 de março, domingo, com sessão às 19h. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e fatos que servem de complemento ao divã, vai gradativamente, em um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum. À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar e muito as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela Darson Ribeiro.

Ficha técnica

Espetáculo: Homens no Divã. Texto: Miriam Palma (título original Desesperados). Direção geral: Darson Ribeiro. Elenco: Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro. Voz da psicanalista: Marília Gabriela. Voz da secretária: Cecilia Arienti: Cenografia, trilha, luz e figurino: Darson Ribeiro. Fotografia: Eliana Souza. Design: Ricardo Gonçalves. Diagramação: Torino Comunicação. Plotagem: Raio X Empresarial.  Coordenação de montagem: Rodrigo Souza. Montagem e operação de luz e de som: João Marcos Costa. Iluminotécnica: LPL Lighting Productions. Administração e assistência de produção: Marco Alvarenga. Assessoria de imprensa: Verbena. Transportadora oficial e logística: Personnalite Transportes & Mudanças. Tapete especialmente confeccionado: By Kamy. Persianas especialmente confeccionadas: Hunter Douglas/Casa Mineira. Apoio cultural: Porto Seguro. Realização: Dr Darson Ribeiro Produções.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Temporada: 15 de fevereiro a 24 de março
Dias e horários: sexta (21h30), sábado (21h) e domingo (19h)
Ingressos: R$ 60,00 (meia: R$ 30,00) - Associados Porto Seguro têm 50% de desconto.
Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos.

Teatro Fernando Torres
Rua Padre Estevão Pernet, 588 - Tatuapé, São Paulo/SP. (Metrô Tatuapé e Carrão)
Tel.: (11) 2227-1025
Capacidade: 685 lugares. Acesso PNE. Ar condicionado. Segurança 24h. Café.
Vendas online: www.ingressorapido.com.br
Bilheteria: de terça a domingo das 14h às 20h. Aceita $, cartões crédito/débito.
Estacionamento no local: R$ 20,00/Estapar