quarta-feira, 15 de maio de 2019

Sesc Vila Mariana apresenta infantil inspirado em Manoel de Barros com a Cia de Achadouros


Montagem, dirigida por Tereza Gontijo, foi indicada ao Prêmio São Paulo de Incentivo
ao Teatro Infantil e Jovem nas categorias Direção Revelação e Trilha Musical Adaptada.
O enredo trata de memórias esquecidas da infância, guardadas em objetos abandonados.

O Auditório do Sesc Vila Mariana recebe a nova temporada do espetáculo infantil Os Lavadores de Histórias, da Cia. de Achadouros, que vai de 9 a 30 de junho, com sessões aos domingos, às 15 horas. A montagem, dirigida por Tereza Gontijo, foi inspirada na poesia de Manoel de Barros. A dramaturgia de Silvia Camossa foi concebida em processo colaborativo com o grupo, a partir das cenas improvisadas na sala de ensaio.

Os Lavadores de Histórias são três personagens - Urucum, Tom Tom e Jatobá -, interpretados pelos atores palhaços Emiliano Favacho, Mariá Guedes e Felipe Michelini, respectivamente. À noite, eles visitam quintais abandonados para lavar objetos esquecidos como brinquedos e roupas, e reviver momentos especiais da infância. Eles carregam consigo o “rio da memória”, no qual vão lavando as coisas que encontram e revelando histórias, fantasias, personagens e brincadeiras. Por meio de cenas cômicas, circenses, teatro de sombras e objetos, o espetáculo faz uma sensível reflexão sobre a relação da criança com o mundo real e da imaginação, e lança sobre a infância o olhar lúdico e poético.

Tendo como ponto de partida a potente e delicada poesia de Manoel de Barros, a concepção valoriza a intimidade com as pequenas coisas, a beleza contida em sutilezas, a graça da imaginação, as brincadeiras espontâneas e colaborativas e o contato com a natureza. A partir de uma imersão na obra do poeta, os atores foram para as ruas do bairro São Mateus em busca de histórias reais da memória afetiva de pessoas comuns (moradores antigos e crianças) que foram usadas em cenas da peça. “Um dos poemas de Manoel de Barros que mais nos inspirou foi Desobjeto, que fala sobre como a imaginação pode dar novos sentidos e funções a um objeto e transformá-lo em outras coisas na hora de brincar”, comenta Felipe Michelini. Os protagonistas contam que lembranças de suas próprias infâncias e de outras pessoas envolvidas na produção também estão no enredo.

A diretora Tereza Gontijo – mineira de Belo Horizonte, que também é palhaça, integrante dos Doutores da Alegria e da Cia. Vagalum Tum Tum - enfatiza que Os Lavadores de História foi concebido como um espetáculo para a família. “Enquanto a palhaçaria é diversão garantida para as crianças, o tom lírico e poético da peça toca os adultos ao acionar o dispositivo de suas lembranças da infância”. Ela ainda comenta que o processo junto à Cia. de Achadouros teve como estímulo o prazer do jogo de palhaços no trabalho de criar para o público infantil.

Urucum, Tom Tom e Jatobá sabem que nas coisas esquecidas nos quintas das casas estão guardadas muitas histórias de meninos e meninas que cresceram e já não se lembram de seus sonhos e brincadeiras. As histórias vão surgindo à medida que os objetos e brinquedos vão sendo lavados e revelados.

Entre as cenas está O menino que queria voar: um lençol manchado revela o garoto que queria viajar pelo mundo. Às vezes, fazia xixi enquanto dormia e depois se escondia embaixo da cama, sonhando em voar e unir os quatro continentes. Tem também A menina triste que descobre o que a faz feliz: um lenço colorido traz a história da menina que vivia triste até conhecer um menino mágico. Na história, inspirada nas conversas com a sambista Tia Cida, moradora da região de São Mateus, a menina conhece um amigo quando vai buscar lenha para o fogão e o acompanha até o acampamento cigano, descobrindo ali o seu amor pela música. Outro momento é O menino que vai para a lua com o amigo imaginário: um sapato velho se transforma em um interfone secreto para anunciar a missão da primeira criança a pisar na lua (história do ator Felipe). E ainda A menina que encantava os passarinhos: uma velha escova de cabelos faz as personagens reviverem a história de uma rádio de passarinhos (lembrança da atriz Mariá). Na programação desta rádio muitas aves participam: a andorinha dá receita de bolinho de chuva (chuva mesmo!); o tico-tico, que voa muito alto, faz a previsão do tempo; na transmissão do futebol, os jogadores são pássaros; e a radionovela dramatiza a história do menino que ficou chateado porque ia ganhar uma irmãzinha - não um “irmãozinho para brincar” -, mas ele descobre a alegria dessa nova relação (história do ator Emiliano).

Para o grupo, Os Lavadores de Histórias quer fazer o público lembrar coisas que não deveriam ser esquecidas, lembrar que brincar junto é fundamental em tempos de isolamento, e quebrar as amarras dos adultos pela memória afetiva da infância para que pais e filhos revivam a magia do brincar.

Ficha técnica - Com Cia. de Achadouros. Dramaturgia: Silvia Camossa. Direção: Tereza Gontijo. Elenco: Emiliano B. Favacho (Urucum, Gururu e Cipriano), Felipe Michelini (Jatobá, Bugrinha e Menino Cigano) e Mariá Guedes (Tom Tom, Menina Triste e Meninassarinha). Cenografia: Alício Silva e Bira Nogueira. Figurino: Cleuber Gonçalves. Iluminação e fotografia: Giuliana Cerchiari. Adereços: Clau Carmo e Cia. de Achadouros. Pesquisa musical: Emiliano B Favacho e Tereza Gontijo. Músicas: Kevin Macleod. Preparação corporal: Ana Maíra Favacho, Erickson Almeida e Tereza Gontijo. Edição de som: Emiliano B. Favacho e Rodrigo Régis. Voz em off: Evandro Favacho. Grafite do painel: Celso Albino. Operação de som: Rebeka Teixeira e Thiago Mota. Operação de luz: Francisco Renner. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização: Cia. de Achadouros. Realização: Sesc.

Sinopse - Urucum, Tom Tom e Jatobá são lavadores de histórias que, todas as noites, visitam quintais da infância para lavar o que ali fora esquecido e revelar memórias. Eles ficam tocados, mas também se divertem muito com as personagens e segredos de cada história revelada. O espetáculo convida o público a reviver as próprias memórias e relembrar a infância com o intuito de que não se perca o que foi vivido em cada lugar.

Serviço

Espetáculo: Os Lavadores de Histórias
Temporada: 9 a 30 de junho. Domingos, às 15h
Ingressos: R$ 17,00 (inteira). R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). R$ 5,00 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Grátis para crianças até 12 anos, com retirada de ingresso.
Duração: 60 min. Livre para todos os públicos (recomendação: a partir de 4 anos)

Sesc Vila Mariana
Rua Pelotas, 141, São Paulo – SP/SP.
Telefone: 5080-3000
Estacionamento: R$ 5,50 a primeira hora + R$ 2,00 a hora adicional (Credencial Plena) e R$ 12,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (outros). 130 vagas.
sescsp.org.br/vilamariana
Facebook, Twitter e Instagram: @sescvilamariana

Cia. de Achadouros

A Companhia de Achadouros formou-se, em 2012, ainda com o nome de A Melhor da Cidade Cia. Teatral, a partir do encontro de artistas em um curso de máscaras, ministrado por Cida Almeida e Sofia Papo, na SP Escola de Teatro. Durante o curso, estudaram diversas técnicas que envolvem o universo das máscaras, passando pela Commedia dell’arte e pelo bufão até chegar à menor máscara do mundo: o nariz vermelho do palhaço.

Em 2014, surgiu o interesse coletivo em pesquisar a palhaçaria na região de São Mateus, bairro da zona leste de São Paulo. Contemplado com o Programa VAI - 2014, o grupo inicia o projeto O Espetáculo Mais Prestigioso do Século Vai a São Mateus que, além da produção e realização da peça, compreendeu uma série de incursões ao bairro periférico, a fim de realizar ações culturais (cortejos cênicos e musicais, saídas livre de palhaço, divulgação da peça) e pesquisas com a comunidade local e a linguagem do palhaço em relação com o público. O Espetáculo Mais Prestigioso do Século - que tem direção de Sofia Papo e dramaturgia de Cida Almeida - é um espetáculo de rua com linguagem de palhaço e números circenses. As reverberações do projeto em São Mateus fizeram com que o grupo direcionasse sua pesquisa para a ação do palhaço na rua, como interventor e facilitador de relações.

No ano de 2017, o grupo decidiu se debruçar sobre as questões da infância na região, com o projeto Elogio à infância: Escavando os Meninos que Fomos. O trabalho reúne histórias vividas por pessoas em São Mateus, memórias da infância dos integrantes e a poesia de Manoel de Barros. O resultado do processo é o espetáculo infantil Os Lavadores de histórias, segunda montagem do grupo em parceria com a diretora Tereza Gontijo e a dramaturga Silvia Camossa. O espetáculo estreou e cumpriu temporada no Sesc Pinheiros, em 2018, circulou por unidades do Sesc no interior paulista e foi apresentado no Itaú Cultural e em Casas de Cultura e Fábricas de Cultura.

O grupo também desenvolve o projeto de contação de histórias - Origens do Brasil, que reúne histórias indígenas e afro-brasileiras - e intervenções de palhaço com a temática da infância e meio ambiente. Além da pesquisa teatral, os(as) integrantes da companhia também realizaram trabalhos pedagógicos, ministrando aulas de teatro, palhaçaria e intervenção urbana na Casa de Cultura São Mateus, Casa de Cultura Parque São Rafael e Casa de Cultura Chico Science.


Assessoria de imprensa – VERBENA Comunicação
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

terça-feira, 14 de maio de 2019

Companhia de Danças de Diadema comemora 24 anos com espetáculos no Teatro Clara Nunes


Premiada e atuante no Brasil e no exterior, a Companhia de Danças de Diadema comemora 24 anos de história com apresentações no Teatro Clara Nunes, no Centro Cultural Diadema, nos dias 17, 18 e 19 de maio. Os ingressos são grátis e devem ser retirados com 1 hora de antecedência

Nos dias 17 e 18/5 (sexta e sábado, às 15h), a Companhia mostra seu mais novo espetáculo Nas Águas do Imaginar, montagem inédita para o público infantil com coreografia de Ton Carbones. No dia 18/5 (sábado, às 20h), o grupo entra em cena com Força Fluída, cuja coregrafia foi criada pelo sul-coreano Jaeduk Kim. E fechando a comeoração, no dia 19/5 (domingo, às 19h), o grupo apresenta EU por detrás de MIM, criação de Ana Botosso, vencedora dos prêmios APCA 2017 (Melhor Criação Coreográfica) e Governador do Estado de São Paulo 2018 (Modalidade Dança / Coreografia).

Nas Águas do Imaginar

Foto de Fabio Cabeloduro
Com coreografia de Ton Carbones, Nas Águas do Imaginar é a terceira montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil, precedida por A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica (2015) e Meio em Jogo (2010). Esta é apenas uma apresentação que antecede sua estreia oficial nos palcos, a qual será informada oportunamente.

O espetáculo fala de uma criança que, ao dormir, é surpreendida por seres fntásticos que surgem em seu quarto, instigando uma viagem ao mundo do imaginar. Buscar o que está do lado de fora ou desbravar seu interior? Qual caminho seguir? A partir destas perguntas, o espetáculo convida para uma viagem por esse universo repleto de surpresas e fantasias. Basta pegar a passagem que custa apenas instantes de imaginação.

Força Fluída

Foto de Silvia Machado
Com coreografia assinada pelo sul-coreano Jaeduk Kim e direção geral de Ana Bottosso, Força Fluída estreou em 2017. O espetáculo harmoniza força e delicadeza em movimentos inspirados na cultura ancestral oriental pelo viés contemporâneo de Jaeduk. Artista de múltiplas facetas, o coreógrafo criou a trilha sonora baseada em cânticos de sua tradição oriental, utilizando a sonoridade de instrumentos típicos de sua cultura e voz monocórdia. A coreografia transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a música, com os sons, ora expressando-se com a força de um guerreiro, ora com a delicadeza de uma folha caindo no outono. Esses e demais elementos da ancestral cultura oriental se encontram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo e sensível do criador e dos intérpretes da Companhia, que atuam em Força Fluída.    

Sinopse: O fluxo natural vem da natureza. O fluxo da respiração está de acordo com a natureza. Qual é a força que flui...? O que faz o forte fluir...? (por Jaeduk Kim)

EU por detrás de MIM

Foto de Silvia Machado
A montagem EU por detrás de MIM (2017), que tem concepção, direção e coreografia assinadas por Ana Bottosso, foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa. Encontrar-se, perder-se, acreditar na imagem que lhe é refletida ao se deparar com os espelhos pode ser um profundo engano, mas como saber? Mergulhar em um mundo de reflexos, complexos, com nexos ou desconexos pode ser uma viagem sem volta.

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Bottosso imaginou um universo por detrás dos espelhos, um mundo além  do que conhecemos, para conceber a coreografia, em conjunto com o elenco da Companhia. A trilha sonora, especialmente criada por Fábio Cardia, faz uma analogia dos reflexos sonoros. Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, em 2012, Ana sentiu-se motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. Isto veio para o corpo, traduzido pela dança”, comenta. O prorcesso recebeu também influências do conto O Espelho, de Guimarães Rosa, que apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir é o desafio do espetáculo”, argumenta Ana Bottosso.

Ficha técnica

Direção geral: Ana Bottosso. Coreografia (Nas Águas do Imaginar): Ton Carbones e elenco. Coreografia (Força Fluída): Jaeduk Kim (Coreia do Sul). Coreografia (EU por detrás de MIM): Ana Bottosso. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical (Nas Águas do Imaginar): Luciano Sallun. Concepção musical e figurino (Força Fluída): Jaeduk Kim. Concepção musical (EU por detrás de MIM): Fábio Cardia. Desenho e operação de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Daniela Garcia / Jeh Salles. Concepção e confecção de figurinos (Nas Águas do Imaginar): Rhazuk Perez. Confecção de figurinos (Força Fluída): Célia Bonifácio. Confecção de figurinos (EU por detrás de MIM): Cleide Aniwa. Cenógrafia e adereços (Nas Águas do Imaginar): Ateliárea Daniel Sapiência e Paula Martins. Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinícius. Professor de dança moderna: Reinaldo Soares. Orientação de yoga: Daniele Santos. Professores de dança contemporânea: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Elton de Souza e Ton Carbones. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assistência de produção: Daniela Garcia / Jeh Salles.

Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Júlia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Facebook @companhiadedancas | Instagram @ciadedancasdiadema

Serviço

Companhia de Danças de Diadema – 24 Anos

17 e 18 de maio (sexta e sábado, às 15h) - Nas Águas do Imaginar
18 de maio (sábado, às 20h) - Força Fluída
19 de maio (domingo, às 19h) - EU por detrás de MIM

Centro Cultural Diadema - Teatro Clara Nunes
Rua Graciosa, 300. Centro, Diadema. Tel: (11) 4056-3366
Entrada franca (chegar com 1h de antecedência) – Classificação: Livre. 370 lugares

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181- verbena@verbena.com.br
Eliane Verbena / João Pedro

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Darson Ribeiro leva seu divã para o Clube Hebraica em duas únicas apresentações


Marília Gabriela faz participação especial dando voz (em off) à psicanalista Dra. Maczka.

Nos dias 8 e 9 de junho, sábado (às 20h) e domingo (às 19h), a comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro, faz duas únicas apresentaçãoes no Teatro Anne Frank do clube Hebraica.

Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci. Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano, o espetáculo está em cartaz, há quatro anos, em temporada ininterrupta de sucesso.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e fatos que servem de complemento ao divã, vai, gradativamente, no espaço de um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

“Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar, e muito, as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela o diretor.

A produção bem cuidada resulta dos desenhos criados por Darson Ribeiro para cenário e figurinos, como a inspiração para um divã na trompa de falópio, vermelho, concebido de forma elegante e instigante na intenção de situar os três homenzarrões dentro do órgão sexual feminino. Dez persianas de madeira foram construídas especialmente para a cenografia.

O divã rompe as quatro paredes e as mudanças de luz ajudam a criar os vários ambientes – academia, balada, sauna, apartamento e consultório. O ritmo dinâmico da direção concebeu mais de uma dezena de trocas de roupa em 1h30 de ação, que já ultrapassou a casa de 150 mil espectadores.

Ficha técnica

Espetáculo Homens no Divã. Texto: Miriam Palma (título original: Desesperados). Direção geral: Darson Ribeiro. Elenco Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro. Voz da psicanalista: Marília Gabriela. Voz da secretária: Cecilia Arienti. Cenografia, trilha, luz e figurino: Darson Ribeiro. Fotografia Eliana Souza. Design: Ricardo Gonçalves. Diagramação: Torino Comunicação. Plotage: Raio X Empresarial.  Coordenação de montagem: Rodrigo Souza. Montagem e operação de luz e de som: João Marcos Costa. Iluminotécnica: LPL Lighting Productions. Administração e assistência de produção: Marco Alvarenga. Transportadora oficial e logística: Personnalite Transportes & Mudanças. Tapete especialmente confeccionado: By Kamy. Persianas especialmente confeccionadas: Hunter Douglas/Casa Mineira Realização: Dr Darson Ribeiro Produções Ltda.

Sinopse: Comédia onde os dilemas masculinos são enfrentados no divã freudiano com muita interatividade com a plateia, que está no quarto ano de temporada ininterrupta. Texto Miriam Palma (título original ‘Desesperados’). Com Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro, que também dirige a montagem.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Dias 8 e 9 de junho. Sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Duração: 90 min. Não recomendado p/ menores de 12. Capacidade: 260 lugares.
Ingresso: R$ 80,00 (meia-entrada: R$ 40,00)
Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita cheque, dinheiro e cartões.

A Hebraica - Teatro Anne Frank
Rua Hungria, 1000 – Jd. Paulistano, São Paulo/SP.
Tel: (11) 3818-8888. Acesso PCD. Ar condicionado.
Estacionamento: Valet Garage Inn – R$ 35,00

Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
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Somos Tão Jovens volta em terceira temporada no mês do Orgulho LGBT, integrando mostra no Décio de Almeida Prado


Espetáculo de Vinícius de Oliveira com direção de Ricardo Grasson está indicado ao Prêmio Aplauso Brasil na categoria Voto Popular, sendo ainda finalista como Melhor Espetáculo para o Público Infantojuvenil, em produções do ano de 2018.

Depois de temporadas no Teatro Nair Belo e Teatro Augusta, em 2018, o espetáculo Somos Tão Jovens reestreia no dia 1º de junho (sábado, às 21h), no Teatro Décio de Almeida Prado, onde permanece somente até o dia 23 de junho. Com texto de Vinícius de Oliveira e direção de Ricardo Grasson, o espetáculo traz a história de adolescentes que vivem a intensidade de sentimentos, característica da idade.

Somos Tão Jovens integra a Mostra Décio que ocorre junho, mês dedicado ao Orgulho LGBT, reunindo dois espetáculos que abordam a temática da diversidade sexual (o outro é Eu Sei Exatamente Como Você Se Sente, do Núcleo Experimental com direção de Zé Henrique de Paula), além do infantil O Inimigo, da República Ativa de Teatro.

Em cena, seis jovens sentem-se livres para expressar e compartilhar tudo que estão sentindo e vivendo, sem filtros nem meias palavras. Suas dúvidas, seus medos e suas angústias se alternam com as alegrias, erros e acertos das personagens vividas por Júlio Oliveira (Théo), Gabriel Moura (Renato), Fernando Burack (Daniel), Danillo Branco (Guilherme), Luís Fernando Delalibera (Plínio) e Marcos Oli (Beto).

A trilha sonora proporciona um clima intenso e vibrante à encenação, conduzindo a temática jovem, colorindo as cenas com canções que embalaram a juventude nas décadas de 1980 a 2000. A música Tempo Perdido, da banda Legião Urbana, por exemplo, garante um dos momentos mais nostálgicos para o público.

O diretor Ricardo Grasson comenta que Somos Tão Jovens está em plena sintonia com os dias atuais, onde os diálogos são cada vez mais difíceis. Ele explica que a aposta da direção na simplicidade e na mensagem direta para o jovem confere dinamismo e fluidez à encenação. “O teatro tem a característica de mostrar a vida como ela realmente é para, assim, propor questionamentos. Não importa se é clássico ou contemporâneo, o bom do teatro é a possibilidade de falar do ser humano com todas as camadas que o envolve”.

Ambientado em cenários lúdicos de uma metrópole - um barzinho, um apartamento, um terraço. Os temas abordados são tão diversos quanto as questões que sempre povoaram a vida dos jovens na fase de amadurecimento. O espectador é conduzido por um universo surreal, recheado de medos, incertezas, sonhos, alegrias, angústias, paixões, rebeldias e devaneios. No decorrer da trama, afloram questões ligadas a preconceitos, uso de drogas, relacionamentos afetivos e sexualidade.

O autor Vinícius de Oliveira revela que se inspirou no espetáculo Garotos, de Leandro Goulart, no filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, e no livro As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, para escrever o texto e elaborar a dramaturgia. “Essas obras impulsionaram e ajudaram a costurar a trama. Histórias que aconteceram comigo e com pessoas próximas também serviram como propulsores”. E completa dizendo que “Somos Tão Jovens é um espetáculo que cativa não só os jovens, que vivem essas cenas cotidianamente, como as pessoas adultas, que passaram por esses momentos em algum ponto da vida”.

A temporada no Teatro Décio de Almeida Prado promete participação de convidados especiais, que atuarão em uma das cenas. Os nomes serão divulgados oportunamente.

Ficha técnica

Dramaturgia: Vinicius de Oliveira. Direção: Ricardo Grasson. Assistência de direção: Heitor Garcia. Elenco: Júlio Oliveira, Gabriel Moura, Fernando Burack, Danillo Branco, Luís Fernando Delalibera e Marcos Oli. Figurino e adereços: Rosângela Ribeiro. Desenho e operação de luz: Pati Morim Lobato. Trilha sonora: Kelly Martins. Operação de som: Tomé de Souza. Direção de produção: Ricardo Grasson e Heitor Garcia. Produção executiva: Gabriela Gama. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização e produção: NOSSO Cultural. 

Siga: Instagram - @somostaojovensapeca

Serviço

Espetáculo: Somos Tão Jovens
Reestreia: 1º de junho – sábado, às 21h
Temporada: de 1º a 23 de junho
Horários: sábados (às 21h) e domingos (às 19h)
Ingressos: R$ 30,00 (meia-entrada: R$ 15,00)
Bilheteria: 1h antes das sessões - Aceita dinheiro e cartão de débito.
Duração: 70 min. Gênero: Jovem / LGBTQ+. Indicação: 14 anos.

Teatro Décio de Almeida Prado 
Rua Lopes Neto, 206 - Itaim Bibi - São Paulo/SP
Telefone: (11) 3079-3438. Capacidade: 186 lugares.

Perfis

Ricardo Grasson (diretor) – É formado em Cinema com especialização em Artes Cênicas pela NUCT - Nuova Università dell Cinemaedella e Televisione (Roma, Itália). Ator, diretor, produtor teatral, Ricardo é dono da Nosso Cultural, produtora que, nos últimos seis anos, esteve à frente de 40 espetáculos ao lado de diretores como Roberto Alvim, Eric Lenate, Marco Antônio Rodrigues, Marco Antônio Pamio, Michele Ferreira, Wolf Maya, José Possi Neto e outros. Durante cinco anos, ele integrou a Cia. Club Noir, participando de vários projetos de artes cênicas. Como ator participou das montagens Pirandello per Sempre, de Carlotta Corradi, direção de Thomas Otto Zinzi, e Il Suo Segreto, de Dino Buzzatti, direção de Thomas Otto Zinzi, ambas em Roma. No CPT - Centro de Pesquisa Teatral - participou do processo de criação dos espetáculos Medèia, O Canto de Gregório e O Jardim das Cerejeiras, dirigidas por Antunes Filho. Também atuou em O Jardim das Cerejeiras, ao lado de Tônia Carrero, Renato Borghi, Dirce Migliaccio e Beth Goulart com direção de Elcio Nogueira, e Fim de Partida, de Samuel Beckett, com direção de Eric Lenate.

Vinicius de Oliveira (autor) – Paulistano radicado no Rio de Janeiro, Vinicius de Oliveira é advogado de formação, estudou roteiro e dramaturgia na Academia Internacional de Cinema, no Espaço Telezoom. Fez pós-graduação em roteiro audiovisual na FACHA. Em 2017, organizou o texto da nova edição do manual de roteiro O Poder do Clímax, de Luiz Carlos Maciel. Atualmente, dedica-se ao ofício de escrever peças de teatro e roteiros para cinema e televisão.

Gabriel Moura (ator) – O ator, de 20 anos, começou a carreira na infância, aos 3 anos com anúncios publicitários. Em 2004, ingressou na Companhia Art. Grimberg, fazendo diversos espetáculos até sua participação na novela O Profeta, em 2006. Na sequência vieram Sete pecados (2007), Chamas da Vida (2009) e a minissérie Dalva e Herivelto (2010), além de participação nas novelas Araguaia (2011) e Vidas em Jogo (2012). Mais recentemente, atuou em Cumplices de um Resgate (2015 e 2016) e fez participação nos humorísticos Meu Passado Me Condena e Dra. Darci, ambos do Multishow. Atualmente, integra o elenco da macrossérie da Jezabel (Record). Em 2018, participou de Malhação: Vidas Brasileiras (Rede Globo), interpretando Julinho. No cinema, participou do longa O Guerreiro Didi e a Ninja Lili. Em suas atuações no teatro, destaque para Stuart: o Musical, Pintando o Sete e Somos Tão Jovens.

Júlio Oliveira (ator) – Júlio possui 40 espetáculos teatrais, quatro novelas, dois longas-metragens, várias minisséries no currículo, além de atuações em publicidade. Entre os seus principais trabalhos estão: O Rei e Eu (musical da Broadway), A Bala na Agulha, Píramo, Tisbe (indicado como Melhor Ator - Prêmio FEMSA Coca-Cola), O Aprendiz de Feiticeiro (de Antônio Calmon, indicado ao FEMSA - Melhor Ator Coadjuvante), além do musical Dias de Luta, Dias de Glória e de Fortes Batidas (de Pedro Granato). É também autor produtor do espetáculo Eu Nunca (destaque entre os 10 melhores textos de 2016). Na Rede Globo, atuou nas novelas Ti-ti-ti e Sangue Bom. Na Record, protagonizou a série Milagres de Jesus e atuou em Os Dez Mandamentos (duas temporadas) e no filme de mesmo título. No SBT, integrou a novela Carinha de Anjo e a série A Garota da Moto. Protagonizou a série Gamebros (Netflix) e atuou em Hard (HBO com estreia prevista na Rede Globo, em 2019).

Fernando Burack (ator) – O ator (28 anos) iniciou seus estudos de teatro no estado do Paraná, aos 10 anos, onde era integrante de um grupo de teatro e danças ucranianas. Já vivendo na cidade de São Paulo, Fernando participou de espetáculos e projetos audiovisuais de vários segmentos. No teatro, integrou o elenco dos espetáculos Ecoman e a Princesa Cacareco (infantil) e O Prazer É Todo Meu. Também já posou como modelo para diversas campanhas e marcas.

Danilo Branco (ator) - Iniciou os estudos no Teatro Escola Macunaíma, passando também pelo curso de Artes Dramáticas do Senac, Interpretação para TV e Cinema na Sagarana e Escola de Atores Wolf Maya. Atuou em diversas peças teatrais com destaque para Vidas Secas (vivendo Fabiano), além de O Despertar da Primavera e da comédia O Nome Dela É Valdemar. Também participou de várias campanhas publicitárias e curtas-metragens. Graduado em audiovisual, Danilo é o criador da websérie Geração Z, vencedora do Prêmio Jovem Brasileiro na categoria Internet, na qual ele também roteiriza, dirige e atua nas duas temporadas.

Luis Fernando Delalibera (ator) – O ator começou a carreira profissional, aos 18 anos, na Cia. de Teatro Sia Santa, com a qual participou de mais de 10 espetáculos e viajou pelo Brasil e pela América Latina. Em 2009, entrou na Escola de Atores Wolf Maya onde se formou e foi protagonista do espetáculo O Despertar da Primavera, com direção de Jair Assumpção. Também participou da peça Nossa Cidade, com direção de Zé Henrique de Paula, e, em 2013, entrou no CPT - Centro de Pesquisa Teatral, de Antunes Filho, onde permaneceu por quatro anos e atuou nas montagens Nossa Cidade e Blanche. Seu currículo traz ainda atuações em curtas-metragens, no programa infantil Click, do canal Gloob, e, recentemente, fez uma participação especial na série Gamebros, da Netflix.

Marcos Oli (ator) – Marcos é ator, bailarino e cantor, Atualmente, cursa Licenciatura em Teatro na Faculdade Paulista de Artes e Teatro Musical (Sesi – SP). Na televisão, apresentou Plantão do Tas, no Cartoon Network, ao ladode Marcelo Tas, entre 2009 e 2013. Participou da novela global Malhação - Viva à Diferença e integrou a oficina de atores da TV Globo, em 2016, dirigida por Lázaro Ramos. No cinema, atuou no longa Meninos de Kichute e protagonizou o filme Preto no Branco (que circulou por festivais de cinema em Toronto, Montréal, Índia, Berlim e Rio de Janeiro). No Teatro atuou nos seguintes musicais: #Brasil o Musical, A Noite do Sapateado e Musical Fame (Cia. Instável).

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Eliane Verbena / João Pedro

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Comédia dirigida por Darson Ribeiro, Homens no Divã faz curta temporada no Teatro Alfredo Mesquita


Marília Gabriela faz participação especial com seu timbre na voz (em off)  da psicanalista Dra. Maczka. No palco, os atores Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro.

Com texto leve e recheado de situações engraçadas do cotidiano, a comédia Homens no Divã, dirigida por Darson Ribeiro, comemora o quarto ano consecutivo de sucesso.

O espetáculo reestreia no dia 15 de junho, sábado, às 21h, no Teatro Alfredo Mesquita, na zona norte paulistana. Além de dirigir e assinar figurino, luz e cenografia, Darson também atua no espetáculo, ao lado de Olivetti Herrera e Guilherme Chelucci.

No enredo, o encontro inesperado de três homens na sala de espera do consultório de uma psicanalista (voz em off de Marília Gabriela) é o ponto de partida para mudanças radicais na vida de um bombeiro (Chelucci), de um ginecologista (Herrera) e de um gerente executivo da Eletropaulo (Ribeiro). Para tratar suas dificuldades de relacionamento com as mulheres e do cotidiano masculino, Renatão, Cadu e Fred precisam de muita força de vontade. A instigante amizade, desenvolvida em conversas e fatos que servem de complemento ao divã, vai, gradativamente, no espaço de um ano, impulsionando-os a se reinventarem. A comédia é uma homenagem às mulheres.

Darson Ribeiro concebeu uma direção ágil para brincar com assuntos bem-humorados, sem deixar de ir ao encontro de fetiches femininos. Assim, vai além da exploração dos estereótipos das personagens - o executivo, o bombeiro e o médico - e apresenta uma comédia elegante e inteligente que sai do lugar-comum.

À beira do desespero em suas crises amorosas, os três protagonizam situações hilárias em busca do equilíbrio, diante de tantas idiossincrasias masculinas como amor e sexo ou sexo e amor. E, assim, conquistam de cara o público que vai acompanhando as revelações e transformações de personalidades e temperamentos distintos.

“Com o cuidado de não resvalar em falsos moralismos, a intenção é amenizar a fama de que os homens não gostam de falar sobre si. Assim, revela fraquezas e dúvidas do sexo masculino em um divã freudiano”, salienta Darson Ribeiro.

Darson Ribeiro vive o executivo Frederico Freitas Fernandes, que está diante de uma tragédia no seu casamento de 18 anos. Perturbado e deslocado na nova condição de solteiro-solitário-traído, busca a identidade perdida durante o período em que foi manipulado pela esposa. Os amigos têm papel decisivo em sua metamorfose, desde uma mudança radical na forma de se vestir, até a ida em lugares inusitados vivendo situações inusitadas.

Guilherme Chelucci interpreta o sedutor Renato Paes de Barros Seabra, oficial do Corpo de Bombeiros, rústico e machista. Foi parar no divã apenas como truque para convencer a namorada de que não pretende apenas levá-la para a cama, mas desposá-la. Percebendo que sua conduta é fora de moda, vai ouvindo os amigos e abandonando seu lema de que “sexo é sexo, amor é amor”.

Olivetti Herrera faz o papel do ginecologista Carlos Eduardo Carrara Travertino, um narcisista inveterado, o que o impede de perceber o mundo feminino à sua volta; nem o da mulher que é apaixonada por ele. Não consegue lembrar nem a cor dos olhos dela. A conversa entre os três o faz entrar em contato com sentimentos e emoções jamais explorados.

“A partir de pequenos solilóquios com a psicanalista (de quem só se ouve a voz) e o tête-à-tête, os três acabam instituindo um divã próprio. Inconsciente e espontaneamente vão desconstruindo suas personalidades e misturando-as numa completude que vai agradar, e muito, as mulheres. O resultado é uma comédia cheia de reviravoltas e quiproquós”, revela o diretor.

A produção bem cuidada resulta dos desenhos criados por Darson Ribeiro para cenário e figurinos, como a inspiração para um divã na trompa de falópio, vermelho, concebido de forma elegante e instigante na intenção de situar os três homenzarrões dentro do órgão sexual feminino. Dez persianas de madeira foram construídas especialmente para a cenografia.

O divã rompe as quatro paredes e as mudanças de luz ajudam a criar os vários ambientes – academia, balada, sauna, apartamento e consultório. O ritmo dinâmico da direção concebeu mais de uma dezena de trocas de roupa em 1h30 de ação, que já ultrapassou a casa de 150 mil espectadores.

Ficha técnica - Espetáculo: Homens no Divã. Texto: Miriam Palma (título original: Desesperados). Direção geral: Darson Ribeiro. Elenco: Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro. Voz da psicanalista: Marília Gabriela. Voz da secretária: Cecilia Arienti. Cenografia, trilha, luz e figurino: Darson Ribeiro. Fotografia: Eliana Souza. Design: Ricardo Gonçalves. Diagramação: Torino Comunicação. Plotagem: Raio X Empresarial.  Coordenação de montagem: Rodrigo Souza. Montagem e operação de luz e de som: João Marcos Costa. Iluminotécnica: LPL Lighting Productions. Administração e assistência de produção: Marco Alvarenga. Transportadora oficial e logística: Personnalite Transportes & Mudanças. Tapete especialmente confeccionado: By Kamy. Persianas especialmente confeccionadas: Hunter Douglas/Casa Mineira. Realização: Dr Darson Ribeiro Produções Ltda.

Sinopse: Comédia onde os dilemas masculinos são enfrentados no divã freudiano com muita interatividade com a plateia, que está no quarto ano de temporada ininterrupta. Texto Miriam Palma (título original ‘Desesperados’). Com Olivetti Herrera, Guilherme Chelucci e Darson Ribeiro, que também dirige a montagem.

Serviço

Comédia: Homens no Divã
Temporada: 15 de junho a 14 de julho/2019
Dias e horários: sábados, às 21h, e domingos, às 19h
Ingresso: R$ 30,00 (meia-entrada: R$ 15,00)
Duração: 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos. Capacidade: 198 lugares.
Bilheteria: 1h antes das sessões.
Reservas: (11) 98305-6417 - retirada e pagamento em dinheiro até 40 minutos antes das sessões. Ingressos online: www.sampaingressos.com.br.

Teatro Alfredo Mesquita
Av. Santos Dumont, 1770, Santana – SP/SP.  Metro Tietê
Tel: (11) 2221-3657 - Acesso PNE. Ar condicionado.
Estacionamento grátis com segurança no local. Segurança 24h.


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