quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Companhia de Teatro Heliópolis estreia Quando o Discurso Autoriza a Barbárie no Sesc Belenzinho

Montagem calcada nas ações corporais, nos movimentos coreográficos e na música discute as barbáries praticadas pelo Estado, desde a colonização até os dias atuais.

Foto de Rick Barneschi

 No dia 01 de setembro, sexta-feira, a Companhia de Teatro Heliópolis estreia o espetáculo Quando o Discurso Autoriza a Barbárie no Sesc Belenzinho, às 20 horas. Com encenação de Miguel Rocha, a montagem coloca em cena fragmentos de períodos históricos do Brasil que elucidam as barbáries praticadas pelo Estado, “justificadas” e naturalizadas pelo discurso político nas mais diferentes esferas públicas e que continuam sendo direcionadas aos mesmos corpos.

O espetáculo é resultado de pesquisa da Companhia de Teatro Heliópolis sobre como o Estado brasileiro, há mais de cinco séculos, desde o início da colonização portuguesa até o atual cenário político-social, vem autorizando a barbárie e seus atravessamentos, justificando privilégios, hierarquias e opressões. A Companhia compreende que investigar as origens da violência social implica compreender como a história se repete: primeiro, como tragédia; depois, como farsa, conforme Karl Marx já assinalara.

Quando o discurso autoriza a barbárie desvela, em cena, muito desse conjunto de visualidades e enunciados que sustenta a violência estatal e institucional no Brasil contemporâneo. Ao radicalizar a pesquisa ético-estética desenvolvida nos últimos anos, a Companhia de Teatro Heliópolis aposta numa encenação híbrida, apoiada no desdobramento de imagens-síntese, em que os corpos das atrizes e dos atores em diálogo com o próprio espaço cênico e suas materialidades compõem o eixo dramatúrgico principal. E assim põe em xeque a organização lógica de eventos que compõem a história oficial do Brasil. 

O desafio de construir uma dramaturgia sem o texto, propriamente dito, traz uma abordagem nova para essa reflexão. Enquanto criadores, os integrantes da companhia aprofundam na linguagem do corpo, constroem partituras com ações corporais e jogo relacional que potencializa a simbologia da violência, considerando que apenas a palavra pode já não ser elemento suficiente para expor o discurso de forma contundente.

A construção poética das cenas, em narrativa não linear, surpreendem pela concretude, pela força e sutileza ao conjugar ações físicas, atitudes, gestos e sequências corográficas, onde a iluminação (Guilherme Bonfanti) em perfeita harmonia com a música e o canto (trilha sonora original criada por Peri Pane e Otávio Ortega) têm papel fundamental. A encenação lança mão também de artifícios como vídeos e áudios gravados para compor a dramaturgia.

“A investigação do espetáculo constata que a barbárie e a violência sempre foram patrocinada pelo Estado, desde a exploração e dizimação dos indígenas, do uso mão escrava, da exploração das riquezas naturais a qualquer custo e da repressão na ditadura militar. Para discutirmos essas e outras questões sociais, culturais e políticas contemporâneas, precisamos voltar o olhar para o passado, para a origem, pois elas sempre estiveram presentes”, comenta o encenador Miguel Rocha.

A Companhia de Teatro Heliópolis - Com 13 trabalhos no repertório, a Companhia de Teatro Heliópolis é um grupo atuante, reconhecido nacionalmente, que realiza trabalho ininterrupto e consistente, desde o ano 2000, em Heliópolis, uma das maiores favelas da capital paulistana. Em 2022, o espetáculo CÁRCERE ou Porque as Mulheres Viram Búfalos, foi agraciado com os prêmios: APCA - categoria Dramaturgia, indicado também em Direção; Prêmio SHELL de Teatro - categorias Dramaturgia e Música, indicado também em Direção; VI Prêmio Leda Maria Martins - categoria Ancestralidade; e ainda indicado pela Folha de S.Paulo como um dos Melhores Espetáculos de 2022. O grupo, como artistas e também moradores da região, tem estabelecido diálogo vivo e dinâmico com o local onde atua.

FICHA TÉCNICA - Concepção e encenação: Miguel Rocha. Provocação dramatúrgica: Alexandre Mate. Provocação cênica e texto para programa: Maria Fernanda Vomero. Elenco: Álex Mendes, Anderson Sales, Dalma Régia, Davi Guimarães, Fernanda Faran, Isabelle Rocha e Walmir Bess. Direção de movimento e estudo da Ideokinesis: Érika Moura. Direção musical: Peri Pane. Trilha sonora: Peri Pane e Otávio Ortega. Músicos (ao vivo): Alisson Amador e Jennifer Cardoso. Iluminação: Guilherme Bonfanti. Assistência de iluminação: Giorgia Tolaini. Cenografia: Eliseu Weidi. Figurino: Samara Costa. Assistência de figurino: Paula Knop. Preparação vocal: Bel Borges e Edileuza Ribeiro. Dança: Sayô Pereira e Flávia Scheye. Organização de roteiro e edição de vídeo: Gabriel Fausztino. Animação: Teidy Nakao. Sonoplastia e operação de som: Lucas Bressanin. Operação de luz: Nicholas Matheus. Operação de vídeo: Allysson do Nascimento. Canções originais: “Invento” (Eunice Arruda e Peri Pane), “Canto da Partida” (Lucina e Peri Pane), “Liquidação Total” (Peri Pane), “Sobre os Ossos” (Marion Hesser e Peri Pane), “Coro” (Edileuza Ribeiro). Participações: Catarina Nimbopy’rua, Edileuza Ribeiro e Tata Orokzala. Estúdio / gravação de trilha: Estúdio 100 Grilos, por Otávio Ortega. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assessoria Jurídica: Martha Macrus de Sá. Fotografia: Rick Barneschi. Direção de produção: Dalma Régia. Idealização e produção: Companhia de Teatro Heliópolis. Realização: Sesc São Paulo.

Serviço 

Espetáculo: Quando o Discurso Autoriza a Barbárie 
Com: Companhia de Teatro Heliópolis
Temporada: 01 de setembro a 01 de outubro de 2023
Horários: sextas e sábados, às 20h; domingos e feriado (7/9), às 17h
Local: Sala I (120 lugares) – com acessibilidade.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia-entrada) e R$ 10,00 (credencial Sesc)
Duração: 90 minutos. Classificação: 16 anos. Gênero: Experimental.
Instagram: @ciadeteatroheliopolis | Facebook: @companhiadeteatro.heliopolis 

Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho – São Paulo / SP.
Telefone: (11) 2076-9700 | sescsp.org.br/Belenzinho.
Na rede: @sescbelenzinho.  Acessibilidade: Sim.

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h.
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.  

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m) 

 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
(11) 2548-38409 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Festival SP Choro In Jazz tem encontro inédito de Filó achado e Alaíde Costa e homenagem a João Donato


Entre os dias 01 e 03 de setembro, de sexta a domingo, acontece no Teatro Paulo Eiró, zona sul de São Paulo, a segunda edição do Festival SP Choro in Jaz, que traz 10 shows com expressivos nomes da música brasileira. Entre os destaques está o encontro inédito de Filó Machado e Alaíde Costa, além de nomes como Cida Moreira, Fabio Bergamini, Ayrton Montarroyos e Joabe Reis, entre outros.

O Festival também faz homenagem ao pianista e compositor João Donato, um dos maiores artistas da música brasileira, falecido recentemente. Nos três dias do festival, uma sessão externa de projeção mapeada antecede os espetáculos noturnos, juntamente com a performance aérea - site specific - do Grupo Ares, que se apresenta ao som de músicas de Donato. 

Filó Machado e Alaíde Costa, fazem os shows de abertura do Festival (1/9, sexta, às 20h30). No sábado (2/9), o Beba Trio apresenta-se, às 18h, e Cida Moreira, às 20h. No domingo (3/9), tem Fabio Bergamini Ensemble, às 11h, e Joabe Reis, às 13h, seguidos por grupos de choro -  Rafael Beck e Rafael Schmitt, às 16h, Ensemble Choro Erudito, às 17h, Choro pro Santo, às 18h - e, encerrando a programação, Ayrton Montarroyos, às 19h.

O Festival SP Choro in Jazz é uma realização Secretaria Municipal de Cultura da Cidade, da Prefeitura de São Paulo, com idealização e direção musical de Adriana Belic e produção da Belic Arte.Cultura, que busca evidenciar criações da música instrumental brasileira, do chorinho e do jazz. Nesta segunda edição o evento reúne mais de 30 instrumentistas e artistas de destaque na cena paulista. Segundo a idealizadora Adriana Blic, “entre outros motivos, a realização de um festival com esse perfil contribui não só para o reconhecimento da importância desses gêneros musicais bem como para a difusão junto às novas gerações de apreciadores da música brasileira”.

Serviço | Programação

Festival SP Choro in Jazz
01 a 03 de setembro de 2023 - Sexta, sábado e domingo
Local: Teatro Paulo Eiró
Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro. SP/SP. Tel: (11) 5546-0449.
Ingressos: Gratuitos – Retira na bilheteria 1h antes das sessões.
Duração/shows: 60 minutos. Classificação: Livre.
Nas redes: @festivalspchoroinjazz | @teatropauloeiro. 

01/09 - Sexta-feira
20h - Homenagem a João Donato (área externa): Site specific com Grupo Ares e projeção mapeada
20h30 - Show: Filó Machado e Alaíde Costa 

02/09 - Sábado
18h - Show: Beba Trio 
19h30 - Homenagem a João Donato (área externa): Site specific com Grupo Ares e projeção mapeada
20h - Show: Cida Moreira 

03/08 - Domingo
11h - Show: Fabio Bergamini Ensemble
12h30 - Homenagem a João Donato (área externa): Site specific com Grupo Ares
13h - Show: Joabe Reis
16h - Show: Rafael Beck e Rafael Schmitt
17h - Show: Ensemble Choro Erudito
18h - Show: Choro pro Santo
19h - Homenagem a João Donato (área externa): Site specific com Grupo Ares e projeção mapeada
19h - Show: Ayrton Montarroyos

Filó Machado e Alaíde Costa – Dois espetáculos em uma apresentação. Filó Machado (violão e voz) - acompanhado por Vitor Cabral (bateria), Felipe Machado (voz e violão), Fábio Leandro (piano), Carlinhos Noronha (baixo) e Raphael Ferreira (sopros) – apresenta repertório que pontua sua trajetória em busca da originalidade, com acordes inspirados e uma liberdade despretensiosa na qual as linhas melódicas são elementos de ligação entre as perspectivas e as influências recebidas. Artista premiado e reconhecido mundialmente, Filó é cantor, compositor, multi-instrumentista, arranjador e produtor com 13 discos gravados. Filó Machado recebe a convidada Alaíde Costa, que canta ao som do seu violão, além de fazer performance solo. Acompanhada pelo violonista Gabriel Deodato e o flautista Alexander Souza, Alaíde Costa interpreta músicas do show 50 Anos Depois Daquele Disco com Oscar. O espetáculo foi concebido para celebrar os 50 anos do disco Alaíde Costa e Oscar Castro Neves (Odeon – 1973) que ela considera o mais bonito de sua carreira, recriando o repertório na íntegra. Músicas como “Amigo Amado” (parceria de Alaíde com Vinicius Moraes), “Noturno em Tempo de Samba” (de Custódio Mesquita) e “Retrato em Branco e Preto” (Tom Jobim e Chico Buarque) compõem o programa. O violonista Oscar Castro Neves teve uma Importância fundamental na carreira de Alaíde, sendo autor de dois grandes sucessos gravados por ela nos anos 60: “Onde Está Você” e “Morrer de amor”. Alaíde figura entre os precursores da bossa nova, compondo com nomes como Vinícius de Moraes, Johnny Alf e Antônio Carlos Jobim, sendo considerada uma de maiores intérpretes da MPB. Aos 86 anos, lançou O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim, produzido por Marcus Preto, Pupillo e Emicida.

Beba Trio - Formado por Beba Zanettini (piano, teclados, direção musical), Gudino Miranda (bateria) e Victor Kutlak (contrabaixo), o Beba Trio atua na formação consagrada pelos trios de jazz e bossa nova: piano, contrabaixo e bateria. No repertório, um som vibrante, cheio de samba, grooves, suingue e alegria sonora, em composições autorais e músicas que são referência no universo do som instrumental. O trio, formado em 2019, executa com originalidade a música brasileira, passando por influências rítmicas que vão da música latino-americana e caribenha ao jazz e pop. Na discografia, quatro singles nas plataformas digitais - Espera (2019, faixa selecionada para a playlist Jazz Brasileiro, no Spotify), Chorando em 3 (2019, participação especial do acordeonista Gabriel Leviy), Iawareté (2020) e Chacarera dos Esquecidos (2020. – e o álbum, Beba Trio e Convidados (2021). No Festival SP Choro in Jazz, o trio toca, entre outras, “Túneis” (Victor Kutlak), “Na Gaveta” (Beba Zanettini), “27 de Dezembro” (Beba Zanettini), “Vagalumeando” (Beba Zanettini) e “Café com Pão” (João Donato), uma homenagem ao grande compositor, falecido recentemente.

Cida Moreira – Em show solo, de piano e voz, Cida Moreira apresenta um repertório de canções emblemáticas ligadas ao jazz e também temas brasileiros de natureza nobre em estética e conteúdo, como o chorinho. No programa da apresentação, compositores como George Gershwin, Cole Porter, Kurt Weill, Tom Jobim, Waldir Azevedo, Chico Buarque, João Bosco, Luiz Melodia e Heitor Villa-Lobos. “São autores potentes em peculiaridade, beleza e significação poética”, comenta a artista, que acrescenta a esse repertório sua verve dramática, aquela que a define como cantora e atriz. “Será uma bela oportunidade para ousar e experimentar uma grande liberdade musical e poética, como a música sempre nos conduz. Assim será… e será especial toda a programação do Choro in Jazz, com tantos artistas extraordinários”, finaliza Cida Moreira.

Fabio Bergamini Ensemble – O grupo - formado por Fabio Bergamini (percussões e bateria, Fábio Oliva (trombone), Reynaldo Izeppi (trompete), Rosa Garbin (voz), Ricardo Zoyo (baixo acústico e alaúde), Sidney Ferraz (piano) e Marcus Simon (percussão) - a apresenta o concerto Yatra, que traz músicas do primeiro álbum solo de Bergamini, Nandri (Belic Music), além temas de choro e uma homenagem a João Donato (1934-2023). Yatra, em sânscrito, significa “jornada de transformação”. O concerto foi concebido para promover uma experiência que parte do nosso nascimento, segue pelos ritos de passagem e vai até a velhice, passando por momentos que simbolizam nossa vida. Um minucioso roteiro criado pelo artista conduz a plateia por essa jornada recheada de música, sons, instrumentos étnicos e tradicionais. O programa de Yatra é dividido em quatro movimentos: Movimento 1 - Infância; Movimento 2 - A jornada; Movimento 3 - Celebração; Movimento 4 - Partida.

Joabe Reis – Mestre do trombone e compositor, Joabe Reis apresenta o show de sua nova turnê, intitulada 028, nome do álbum autoral lançado recentemente, que o artista concebeu em homenagem a cidade sua cidade natal - Cachoeiro de Itapemirim (ES), cujo DDD é 028. Acompanhado por Josué Lopez (saxofone), Sidmar Vieira (trompete), Daniel Pinheiro (bateria), Douglas Couto (baixo) e Agenor de Lorenzi (teclados), Joabe interpreta músicas do disco como “IBC”, “Vila Rica”, “Aquidaban” e “Partido Alto” (Roberto Bertrami e Alex Malheiros), além de suas composições mais ouvidas - “Primeira Dose”, “I Just Wanna Breathe” e “Pamplona”.

Duo Rafael Beck e Rafael Schimidt – O duo Rafael Beck (flauta) e Rafael Schimidt (violão), referência do choro contemporâneo de São Paulo, vem se apresentando, desde 2012, em várias unidades do Sesc São Paulo; participou do Instrumental Sesc Brasil; tocou no Festival de Jazz de Iguape, Festival de Pedra Bela, Ipatinga Live Jazz, Festival de Inverno de Atibaia, Lençóis Jazz e Blues Festival e em outros espaços pelo Brasil. Em 2017, os instrumentistas lançaram o CD Rafael Beck e Rafael Schimidt Interpretam Altamiro Carrilho, pela gravadora Galeão. No repertório da apresentação: “Cochichando” (Pixinguinha), “Feira de Mangaio” (Sivuca), “Deixa o Breque pra Mim” (Altamiro Carrilho e Ary Duarte), “Noites Cariocas” (Jacob do Bandolim), “Um a Zero” (Pixinguinha), “Tempo de Criança” (Dilermando Reis) e outras. Paulistano vivendo em Atibaia, Rafael Beck iniciou seus estudos de flauta doce aos seis anos. Aos sete, gravou seu primeiro CD com músicas de Pixinguinha, Tom Jobim, Dorival Caymmi e outros, no qual dividiu solos com Dominguinhos. Aos nove anos, trocou a flauta doce pela transversal e pelo piccolo.  Participou de shows de Hermeto Pascoal, Dominguinhos e Ivan Lins. Rafael Schimidt é paulista de Santo André, vivendo em Atibaia. Começou a tocar bandolim com habilidade, na infância, e logo passou para o violão, aos 7 anos. Solista nato, já gravou quatro CDs instrumentais, com composições próprias. Com técnica apurada, navega em diversos estilos como choro, samba, MPB, flamenco, tango, Jazz e outros. Já se apresentou ao lado de Inezita Barroso Proveta e Yamandu Costa.

Ensemble Choro Erudito - Pensar a música como uma linguagem universal é o que define o trabalho do Ensemble Choro Erudito, grupo formado pelo vibrafonista Ricardo Valverde, pela violinista Vanille Goovaerts e pelo contrabaixista Marcos Paiva. O grupo – que lançou seu primeiro CD, em 2020 – inspira-se no choro e na música erudita ‘plantada nos quintais’ brasileiros para traçar sua trajetória. A partir de um convite do Sesi São Paulo, em 2018, para apresentação de um repertório que ilustrasse a diversidade brasileira e, ao mesmo tempo, remetesse a uma linguagem erudita e popular, o trio traçou sua expressão artística. O trabalho do trio parte do universo da música instrumental, criando um repertório que propõe diálogos entre Villa-Lobos, Altamiro Carrilho, Lô Borges, Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Camargo Guarniere, Jacob do Bandolim, Caetano Veloso e Lorenzo Fernandez.


Choro pro Santo
– Com 18 anos de história, o trio Choro Pro Santo - formado por com Adriano Dias (violão de 7 cordas e rabecolão), Thadeu Romano (acordeon) e Fábio Bergamini (bateria e percussão) -  apresenta no Festival SP Choro in Jazz um repertório de música brasileira que funde obras de compositores clássicos de várias épocas.  O show tem músicas que vão de Pixinguinha, Hermeto Pascoal, Baden Powell e Ataulfo Alves a compositores eruditos como Heitor Villa-Lobos, Albinoni, Tchaikovsky e Stravinsky, além de composições autorais.

Ayrton Montarroyos - Considerado pela crítica uma das grandes vozes da nova geração da música brasileira, Ayrton foi finalista do The Voice Brasil de 2016 e já se apresentou ao lado de grandes nomes: Cauby Peixoto, Ângela Maria, Lulu Santos, Luiza Possi, Alice Caymmi, Filipe Catto, Claudette Soares e Edu Lobo. Gravou vários álbus. O primeiro, homônimo, contou com sete arranjadores ilustres, entre eles Arthur Verocai e Vitor Araújo, e o segundo, Um Mergulho no Nada (2019), é parceira com o violonista Edmilson Capeluppi, gravado ao vivo. No Festival SP Choro in Jazz, Ayrton apresenta o repertório de Chorinho Essência Brasileira (Biscoito Fino, 2021), um dos muitos álbuns que gravou ao vivo, na pandemia, durante suas famosas lives. Acompanhado pelo violonista Gustavo de Medeiros, o intérprete passeia por clássicos do choro como “Brasileirinho” (Waldir Azevedo), “Carinhoso (Pixinguinha), “Noites Cariocas” (Jacob do Bandolim) e Flor Amorosa” (Joaquim Callado), entre outros.


Grupo Ares
- Criado em 2010, dirigido por Monica Alla, o Ares é um núcleo artístico de pesquisa e criação que tem como principal objetivo buscar a verticalidade em cena por meio dos mais diferentes aparelhos aéreos, unindo-os à dança, ao teatro físico e ao circo contemporâneo para a criação de espetáculos, performances e intervenções. Usando estas linguagens, as criações sempre buscam mudar a perspectiva da cena e contrapor o virtuosismo e a força do movimento à sensibilidade e leveza do voo, do salto. O Grupo Ares faz da busca por novas possibilidades estéticas e de estados corporais o seu grande desafio, colocando os corpos e as ideias no ar. A escolha de locais inusitados para as apresentações também é uma característica do trabalho do grupo, que já performou em fachada de prédios de São Paulo (e de outras cidades), em piscinas, galerias de arte, espaços públicos diversos, além de teatros convencionais. 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
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terça-feira, 15 de agosto de 2023

A Vida das Bonecas Vivas, de Dan Nakagawa, tem sessões grátis no SESI São José dos Campos

Inspirado nas Living Dolls, o espetáculo de dança-teatro traz uma leitura contemporânea do butô e kabuki, tendo Helena Ignez como atriz convidada.

Foto de DaniSandrini 

O espetáculo de dança-teatro A Vida das Bonecas Vivas, concebido e dirigido por Dan Nakagawa, faz duas apresentações no Teatro do SESI São José dos Campos, nos dias 23 e 24 de agosto de 2023, quarta e quinta, às 20 horas. Os ingressos são gratuitos e devem ser reservados no site do SESI.

Com estética recheada de referências do butô, do kabuki e da dança contemporânea, A Vida das Bonecas Vivas parte do movimento das Living Dolls para tratar de existências humanas à margem de uma sociedade que cerceia a diversidade e a subjetividade. A encenação surge como uma resposta-celebração para uma existência possível no mundo patriarcal e embranquecido.

A ficha técnica tem Helena Ignez como atriz convidada (participação gravada em vídeo), Bogdan Szyberde (polonês, radicado na Suécia) na provocação cênica, Lucas Vanatt como dramaturgista e Der Gouvêa na coreografia, que também integra o elenco junto com Alef Barros, Gui Tsuji, Ricke Hadachi e Vivian Petri.

A Vida das Bonecas Vivas é inspirado na comunidade global Living Dolls, na qual homens se vestem com máscaras, roupas de silicone e seios protéticos a fim de se transformarem em bonecas vivas. Surgido nos anos 80, atualmente o movimento tem mais adeptos na Alemanha, Reino Unido e EUA. A montagem investiga questões existenciais, de identidade, filosóficas e artísticas na construção psíquica da personalidade em busca de um duplo como forma de transcender a própria existência. E, pelas sutilezas, tensões cênicas e subjetivas, revela a maneira como a instauração dessa nova persona afeta a identidade e, por consequência, a dança do corpo transformado.

Em um lugar atemporal, o enredo fala de pessoas que precisam existir de forma oculta. Borrando as fronteiras entre dança, teatro e performance, Dan Nakagawa traz para o espetáculo a mesma desconstrução do olhar normatizante em relação à sexualidade, gênero, expressão artística e, principalmente, ao modo a expandir e discutir as novas formas de existência que estão além dos padrões estabelecidos. A encenação ocorre em um ambiente que imprime a ideia de sonho. Os atores-bailarinos-performers são envolvidos por atmosferas lúdicas nas quais a cor branca sugere o infinito. O figurino remete à vestimenta plastificada da cultura living dolls, trazendo uma mobilidade contida para os corpos e, ao mesmo tempo, conferindo-lhes uma estética ora lírica, ora grotesca e ora bufônica. A trilha sonora também é criação de Nakagawa para o diálogo direto com as coreografias.

O encenador afirma que o espetáculo faz uma incursão nesse universo, partindo da pesquisa dos movimentos e das gestualidades desses homens em seus trajes de borracha, como uma “segunda pele”, fisicamente restritivos, mas libertadores ao possibilitar uma nova persona. O diretor conta que buscou elementos em sua ancestralidade oriental para construir a estética das cenas. “Fui buscar caminhos na expressão e intensidade do butô, no qual o ‘estado’ de dança passa pela necessidade da morte para o renascimento, e visitei o kabuki, com sua dramaticidade fluida em canto, dança e expressiva maquiagem, para chegar com liberdade a um conceito mais pop, mais contemporâneo, nesse híbrido de dança e teatro, onde movimentos e sons geram os estados físicos no performer”, afirma Dan, e explica ainda que o texto é coreografado, que a palavra é resultado do estado físico desses performesrs em cena.

Segundo o diretor, as personagens de A Vida das Bonecas Vivas vão ao encontro de sua sombra, de seu duplo, tendo por base conceitos da psicanálise como o ‘estranho-familiar’, de Sigmund Freud, o ‘nosso outro no espelho’, de Jacques Lacan, o ‘retornar a si pela experiência do outro’, de Antonin Artaud. Ele conta que usou também como referência os trabalhos do dramaturgo e coreógrafo grego Dimitris Papaioannou, da companhia de dança Cena 11 e do performer e coreógrafo japonês Hiroaki Umeda para trazer à tona perspectivas de um renascimento identitário que transponha os limites do engessamento social e dos papéis desempenhados diariamente.

A Vida das Bonecas Vivas teve sua pré-estreia em apresentação remota pelo YouTube, no dia 19 de novembro de 2020, devido às restrições impostas pela pandemia, permanecendo online por três meses, até 05 de março de 2021. Em 2023, a montagem circula por unidades do SESI São Paulo, já tendo passado por Ribeirão Preto (julho) e, em setembro, segue para Campinas.

Dan Nakagawa & o projeto

O primeiro contato de Dan Nakagawa com o tema (living dolls) foi por meio do documentário O Segredo das Bonecas Vivas. “Fiquei fascinado, intrigado com aqueles homens de meia idade e seus hábitos secretos de se vestirem de bonecas com um vestuário de látex, exclusivamente confeccionado para esse movimento. Eles, geralmente, ficam em casa, em suas vidas ordinárias, cada um em sua relação com seu avatar-boneca e, com suas máscaras, transcendem o quê são, para além de suas existências. Isto é arte: anular-se para descobrir outra persona”, revela.

As motivações para esse projeto vêm de uma contínua pesquisa por Dan já no seu primeiro espetáculo Não Ia ser Bonito?, no qual explorou questões existenciais em torno do conceito de realidade e memória. E seguiu em Normalopatas, que questionava um sintoma coletivo de normalidade e normatização, bem como em seu recente trabalho, O Aniversário de Jean Lucca, inspirado na linguagem coreográfica do teatro kabuki e no conceito “lógica do condomínio”, uma analogia do psicanalista Christian Dunker.

Desde 2017, o diretor vem desenvolvendo trabalhos em Estocolmo, Suécia, estreitando as trocas culturais entre a sua arte provocadora e brasileira com o teatro e a dança suecos. Por duas vezes consecutivas, foi convidado a lecionar teatro e performance na Stockholm Academy Of Dramatic Arts, em 2017, mesmo ano em que colaborou como diretor na montagem da peça Tjuvar, de Dea Loher, com direção de Ulrika Malmgren. Em 2018, dirigiu a leitura dramática de O Aniversário de Jean Lucca, de sua autoria, com atores e bailarinos suecos e, no ano seguinte, dirigiu no MDT - Moderna Dansteatern (Teatro de Dança Moderna de Estocolmo) a performance de dança-teatro Wonderful Days - A Work In Progress com artistas da Suécia, Brasil e Inglaterra.

Ficha técnica | Serviço

FICHA TÉCNICADireção e dramaturgia: Dan Nakagawa. Provocação cênica: Bogdan Szyber. Dramaturgista e diretor assistente: Lucas Vanatt. Atriz convidada (vídeo-gravação): Helena Ignez. Elenco - atores bailarinos e atriz bailarina: Alef Barros, Der Gouvêa, Gui Tsuji, Ricke Hadachi e Vivian Petri. Trilha sonora: Dan Nakagawa. Coreografia e preparação corporal: Der Gouvêa. Figurino: Alex Leandro de Souza. Cenografia, adereços, máscaras e contrarregragem: Rafaela dos Santos. Vozes: Gabriel Shimoda, Laércio Motta, Vivian Valente Petri, Alef Barros, Helena Ignez, Vivian Valente e Der Gouvêa. Sonoplastia: Lucas F. Paiva. Operação de som: Fellipe Rodrigues Neves Oliveira e Guilherme Ferreira Soares. Equipe de vídeo: Atom Filmes - Câmera e finalização: Francine Tomo; Direção de vídeo: Filipe da Gama. Direção de produção: Adriana Belic. Assistência de direção produção: Mili Slikta. Produção executiva: Arthur Maia. Núcleo Artístico: Sambecktt Arte.Cultura. Fotografia: Dani Sandrini. Social media: Platea Comunicação. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Gestão de produção e agenciamento: Belic Arte Cultura.

Espetáculo: A Vida das Bonecas Vivas
23 e 24 de agosto – Quarta e quinta, às 20h
Ingressos: Grátis – Reservas pelo site https://www.sesisp.org.br/eventos
Duração: 80 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Dança-teatro.

SESI São José dos Campos 
Av. Cidade Jardim, 4389 - Bosque dos Eucaliptos. São José dos Campos/SP.
Tel.: (12) 3919-2000. Local: Teatro. Capacidade: 4850 lugares.
Espetáculo nas redes: IG - @avidadasbonecasvivas | FB: @ bonecasvivas2021. 

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

Turnê Recanto dos Mil Sonhos de Igor Bueno chega a teatros de São Paulo e Osasco em agosto

Foto de Esther Torres

O cantor e compositor Igor Bueno apresenta o show Recanto dos Mil Sonhos, no Teatro Alfredo Mesquita, em São Paulo, no dia 23 de agosto, quarta, às 21 horas, e no Teatro Municipal Glória Maria Garcia Giglio, em Osasco, no dia 24 de agosto, quinta, às 20 horas, com ingressos gratuitos.

Igor se destaca como compositor e intérprete de suas próprias canções, marcadas pela mistura de ritmos e de influências em um estilo autoral e provocativo. Seu repertório abrange desde o samba e o forró até o coco e o boi, com linguagem poética e musical que prima pela originalidade, em músicas marcadas pelo apelo social e ecológico, com críticas aos retratos urbanos, em defesa da natureza e suas multifaces.

Igor Bueno é compositor, multi-instrumentista, intérprete, dramaturgo, poeta e educador musical. Integrante do Grupo Cupuaçu, que traz na bagagem a riqueza e a diversidade da cultura popular afro-brasileira, especialmente a maranhense. Enquanto artista, já promoveu oficinas culturais de música e poesia, participou de inúmeros shows pelo Brasil e Europa em variadas formações, atuou em grupos de teatro como músico, ator e dramaturgo. Desde 2022, dedica-se também ao trabalho autoral, o qual tem recebido diversas críticas positivas e pode ser encontrado nas plataformas digitais.

Em Recanto dos Mil Sonhos, seu trabalho mais recente, Igor Bueno junto à sua banda convida o público a mergulhar em suas influências e inspirações, desde o samba, baião, congada até o coco e o bumba meu boi, apresentados por canções autorais em uma linguagem poético-musical única. Segundo o artista, “Esse show trata da necessidade de alimentar os sonhos contra as realidades opressoras e fortalecer a criação de realidades mais vivas”. Suas canções são marcadas por uma sensibilidade reflexiva, com críticas aos retratos urbanos, imersões aos sentimentos humanos, defesa da natureza e meio ambiente e soma nas lutas sociais e espirituais afro-brasileiras e indígenas.

Igor Bueno (voz, violão e percussão), apresenta-se acompanhado por Debora Predella (violino), Gabriel Moreira (flauta transversal, clarinete e sax), Lua Bernardo (baixo elétrico), Ná Magalhães (percussão), Renato Ihu (percussão) e Rodrigo Zanettini (piano e sanfona). Igor também assina a direção musical e os arranjos, junto com Zanettini.

Esse espetáculo dá continuidade à turnê homônima que prevê circulação por cinco cidades do estado de São Paulo - já tendo passado por São Bernardo do Campo e Ubatuba - e gravação ao vivo do primeiro disco do artista. O projeto Recanto dos Mil Sonhos é realizado por meio do ProAC Editais, da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, do Governo do Estado de São Paulo, idealizado e produzido pela Pôr do Som Produções.

Serviço

Show: Igor Bueno
Turnê: Recanto dos Mil Sonhos
Ingressos: Gratuito. Duração: 60 min. Classificação: Livre.

São Paulo
Data: 23 de agosto – quarta, às 21h
Local: Teatro Alfredo Mesquita
Avenida Santos Dumont, 1770 - Santana. São Paulo/SP. 

Osasco
Data: 24 de agosto – quinta, às 20h
Local: Teatro Municipal Glória Maria Garcia Giglio
Avenida dos Autonomistas, 1533 - Vila Campesina. Osasco/SP.

Igor Bueno na rede: https://linktr.ee/igorbueno.arte
Facebook - @IgorBuen0 | Instagram - @igorbueno.arte | YouTube - @IgorBueno

Informações/produção: @pordosomcultural.

 

Informações à imprensa | VERBENA Comunicação
Eliane Verbena
Tel.: (11)  99373-0181 - verbena@verbena.com.br

  

Núcleo Negro de Pesquisa e Criação apresenta Fala das Profundezas no Teatro Paulo Eiró

Deni Marquez / foto de Jerê Nunes 

O Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC) apresenta a peça Fala das Profundezas no Teatro Paulo Eiró, nos dias 18, 19 e 20 de agosto, sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h, com ingressos gratuitos e interpretação em Libras. Após a sessão do dia 20/8, domingo, às 19h, tem bate-papo com Deise de Brito, atriz, dançarina e pesquisadora.

Com dramaturgia e direção de Gabriel Cândido, o enredo da montagem traz uma realidade pautada pela exploração da força de trabalho em troca do básico para sobrevivência. A peça mostra a insurgência de um povo contra uma engrenagem que precariza a vida para acumular poder. As contradições deste povo despontam junto aos seus anseios, sonhos e prazeres no território em que vivem tendo como pano de fundo a iminência de uma combustão social

Fala das Profundezas busca ativar imaginários de mobilização coletiva, no sentido de fazer crer que, mesmo em um contexto de exceção, repleto de contradições e de escassez, é possível criar movimentos em prol de melhores formas de viver. “Este ‘possível’, na peça, é apresentado, ao longo da narrativa, como uma espécie de centelha que vai se desdobrando em mais centelhas e, assim, animando essas personagens que, apesar de tudo, sonham, festejam e confabulam como um ato contra o marasmo do sistema capitalista”, comenta o autor e diretor Gabriel Cândido. 

A encenação do NNPC acontece em formato de arena, no qual as atrizes e os atores propõem um jogo cênico de aproximação e distanciamento com o público durante toda a narrativa, assumindo-o como parte do acontecimento teatral. O diretor comenta: “Um teatro negro que não está pautado pelo racismo gera estranhamento, pois é o que sempre esperam de nós. Penso que Fala das Profundezas não corresponde a essas expectativas porque buscamos o exercício da alteridade radical, quando debatemos questões presentes em toda a sociedade brasileira, desde relações afetivas até as relações de terra, trabalho e capital”. 

O enredo é conduzido por um coro heterogêneo denominado Outras-Pessoas, que por sua vez representam o povo, e por cinco personagens que emergem deste coro: Dafina (Maria Gabi) e Anele (Tásia d'Paula) são duas mulheres que tentam lidar com uma relação de amor mal resolvida enquanto confabulam sonhos perigosos; Thato (Deni Marquez) se torna uma das exceções ao conquistar o básico, mas suas atitudes geram revolta e perseguição do povo ao qual ele se recusa a pertencer; Luísa e Frantz (Ellen de Paula e Fábio Lopes) que, ao confidenciarem as situações absurdas que ocorrem nas Profundezas, ativam em Luísa a motivação necessária para sair em busca de mobilização coletiva para lutar contra aqueles que detêm o poder. As histórias acontecem em tempos plurais, numa dinâmica de encontros e desencontros, permeados por ideias e desejos de uma revolta popular que se espalha de um a um, até se concretizar em uma ação coletiva.

Estas apresentações integram o projeto Escombros - Parte I: Fala das Profundezas, contemplado pela 16º edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. A circulação de Fala das Profundezas - iniciada em junho, no Centro Cultural Grajaú - prevê 20 apresentações gratuitas, com intérpretes de Libras, em diversas regiões da capital. Atividades como bate-papos (Outros Olhares) com convidados, após cinco apresentações, e sessões para sete grupos de escolas públicas, instituições e projetos de formação e movimentos sociais integram a programação.

FICHA TÉCNICA - Dramaturgia e direção: Gabriel Cândido. Elenco: Deni Marquez, Ellen de Paula, Fábio Lopes, Maria Gabi e Tásia d’Paula. Produção executiva: Kauanda. Assistência de produção: Maria Gabi. Coordenação de produção: Gabriel Cândido. Trilha sonora original e operação de som: André Papi. Desenho de luz: Natália Peixoto. Operação de luz: Leonardo Carvalho. Preparação vocal: Maria Gabi. Preparação corporal: Lilian Martins. Orientação vocorporal: Luciano Mendes de Jesus. Figurinos: Carla Stela. Trançadeira: Paola Ferreira. Maquiagem: Rapha Cruz. Contrarregragem: Amanda de Jesus, Euzilene Ribeiro e James Christofher. Produção audiovisual: Jerê Nunes e Thais Namai. Intérpretes de Libras: Quilombo que Sinaliza. Participação especial / vozes off: Bruna Candido, Carla Stela, Dirce Thomaz, Diogo Guedes, Fabiana Neves, Fagner Lourenço, Jerê Nunes, Kauanda, Luís Antonio Candido, Natália Peixoto, Marcela Coelho, Paola Ferreira, Sueli Aparecida Costa, Sueli Candido e Vera Lúcia de Oliveira Lima. Social media: Anderson Vieira e Ayrá Ludovico - Teatro Já. Assistência de redes sociais: Deni Marquez. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Projeto gráfico: Wellingthon Tadeu. Catering: Cozinha Fermenta. Realização: Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC).

Serviço

Teatro: Fala das Profundezas

Com: Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC)
Datas: 18, 19 e 20 de agosto - Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Bate-papo: Dia 20/8 – domingo, às 19h, com Deise de Brito.
Ingressos: Gratuitos – 1h antes das sessões.
Com interpretação em LibrasDuração: 1h40. Gênero: Drama. Classificação: 12 anos.
NNPC nas redes: @nnpc.sp. 

Local: Teatro Paulo Eiró
Av. Adolfo Pinheiro, 765 - Santo Amaro. SP/SP. Tel: (11) 5546-0449.
Nas redes: @teatropauloeiro. 

SETEMBRO - Teatro Cacilda Becker - 15 a 17/09 – Sexta e sábado (às 21h) e Domingo (às 19h). 

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Companhia de Danças de Diadema participa do evento Circula Múltipla com Força Fluida

Força Fluida -foto de Silvia Machado 

No dia 17 de agosto, quinta-feira, a Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo Força Fluida, de JaeDuk Kim, na abertura do evento Circula Múltipla, que acontece entre os dias 17 e 20 no Teatro Clara Nunes - Centro Cultural Diadema, de quinta a sábado, às 20 horas, e domingo, às 17 horas. Ainda no dia 17/8, apresenta-se o Núcleo Disparador com Manifesto Mang(Uni), de Jonatan Vasconcelos. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00.

As demais companhias que se apresentam no Circula Múltipla são: Raça Cia. de Dança (com É Assim que Acaba, de Monique Paes) e Balletomane, escola da região (com trechos de Cidade Insana, de Jaqueline Batista e elenco), no dia 18/8; Cisne Negro Cia. de Dança (com A Luz que Há em Ti..., de Roberto Amorim, e Cálice, de Dany Bittencourt) e Sopro Cia. de Dança (com sE nÃo É aMoR, de Roberto Amorim), no dia 19/8; Grupo Divinadança (com Rosa Que Te Quero Minha, de Andrea Pivatto), Núcleo Stanzza (com Reverteris, de Alex Martins) e Attos Cia. de Dança, escola da região (com Formas, de Nilson Rodrigues), no dia 20/8.

O Circula Múltipla é a nova ação do Múltipla Cias de Dança SP, um coletivo de companhias e grupos profissionais do Estado de São Paulo, agraciado com o Prêmio APCA 2022 na categoria Dança - Programa, Projeto, Difusão e Memória. O objetivo desta ação é percorrer cidades paulistas, além da capital, com performances, espetáculos, mesas-redondas e workshops, fazendo com que o movimento multiplique possibilidades, público e parcerias, formando uma rede de produção cultural em variadas formas. Essa ampliação de teatros ocupados, público alcançado e ação experimentada é uma das características e o objetivo maior do Múltipla: a busca por ocupar e existir criando novas propostas de fazer artístico.

Sobre Força Fluida

Com direção geral de Ana Bottosso, Força Fluida é uma obra criada pelo coreógrafo sul-coreano JaeDuk Kim, especialmente para a Companhia de Danças de Diadema. No espetáculo, JaeDuk transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a trilha sonora, ora se expressando com a força de um guerreiro ora com a delicadeza de uma folha caindo no outono. Estes e outros elementos da ancestral cultura oriental se concentram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo deste sensível artista e dos intérpretes da Companhia que atuam em Força Fluida. Jaeduk também criou a trilha sonora baseada em cânticos da tradição oriental, utilizando a sonoridade de instrumentos típicos de sua cultura e voz monocórdia.

Sinopse: O fluxo natural vem da natureza. O fluxo da respiração está de acordo com a natureza. Qual é a força que flui...? O que faz o forte fluir...? (JaeDuk Kim)

FICHA TÉCNICA | Força Fluida - Coreografia: JaeDuk Kim (Coreia do Sul). Direção geral: Ana Bottosso. Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Felipe Julio, Flávia Rodrigues, Guilherme Nunes, Leonardo Carvajal, Noemi Esteves, Thaís Lima e Ton Carbones.

Serviço

Evento/Dança: Circula Múltipla
Classificação: Livre. Duração média/dia: 90 minutos.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).
Bilheteria: 3h antes dos eventos. Na rede: @multipladancasp 

17 de agosto - Quinta, às 20h
Força Fluida - com Companhia de Danças de Diadema
Manifesto Mang(Uni) - com Núcleo Disparador

18 de agosto - Sexta, às 20h
É assim que acaba - com Raça Cia. de Dança
Cidade Insana - com Balletomane

19 de agosto - Sábado, às 20h
A Luz que Há em Ti... | Cálice - com Cisne Negro Cia. de Dança
sE nÃo É aMoR - com Sopro Cia. de Dança 

20 de agosto - Domingo, às 17h
Rosa Que Te Quero Minha - com Grupo Divinadança
Reverteris - com Núcleo Stanzza
Formas - com Attos Cia. de Dança 

Teatro Clara Nunes - Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 - Centro. Diadema/SP.

Tel: (11) 4056-3366. Capacidade: 377 lugares. Acessibilidade: Sim.

 

Informações à imprensa | VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br