terça-feira, 24 de setembro de 2024

SESI São José dos Campos apresenta exposição fotográfica de Dani Sandrini com temática indígena

A mostra - que traz fotografias impressas em folhas de plantas e em papel com pigmento de jenipapo - possui obras com audiodescrição e peças táteis.

 

Fotos da exposição – Acesse o link!

O Centro Cultural SESI São José dos Campos apresenta a exposição Terra Terreno Território com obras da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini, cuja abertura ocorre no dia 18 de outubro, às 18h30. O evento conta com bate-papo entre a artista, o curador e professor de fotografia da ECA-USP Wagner Souza e Silva e o público presente.

A temporada para visitação começa no dia 19 de outubro de 2024, seguindo até o dia 9 de março de 2025, com acesso gratuito e acessibilidade: piso tátil, audioguia, nove obras táteis e dez obras com audiodescrição, além de um vídeo de 19 minutos com depoimentos de vários indígenas e da artista, com legenda e tradução em Libras.

Terra Terreno Território é composta por cerca de 50 obras de temática indígena, em dois agrupamentos fotográficos nos quais a artista utiliza duas técnicas artesanais de impressão fotográfica do século XIX para propor uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades, no século XXI.

No primeiro, a impressão é feita em papéis sensibilizados com pigmento extraído do fruto jenipapo (que muitos indígenas usam nas pinturas corporais), em um processo chamado antotipia (técnica que utiliza pigmentos vegetais como material fotossensível na impressão). São 10 obras emolduradas no tamanho 50x75cm.

Já no segundo agrupamento, as imagens são impressas diretamente em folhas de plantas - taioba, singonio, helicônia, cará-moela, batata-doce, cúrcuma e guiné - pelo processo de fitotipia (nesta técnica, a própria clorofila é o agente para produzir a imagem). As próprias folhas abrigam as 40 fotografias em molduras que variam de 35x45cm a 100x100cm.

Ambos processos se dão através da ação da luz solar, em tempos que variam de três dias a seis semanas de exposição. Todas as imagens de Terra Terreno Território foram captadas, durante o ano de 2019, em aldeias indígenas da cidade de São Paulo, onde predomina a etnia Guarani, e também no contexto da metrópole, onde vivem indígenas de aproximadamente 53 etnias.

As obras de Dani Sandrini trazem uma temporalidade inversa à prática fotográfica vigente, da rapidez do click e da imagem virtual. “O tempo de exposição longo convida à desaceleração para observar o entorno com outro tempo e sob outra perspectiva. Como a natureza, onde tudo se transforma, esses processos produzem imagens vivas e que se transformam com o tempo; uma referência a permanente transformação da cultura indígena, que não ficou congelada 520 anos atrás”, reflete a artista.

A delicadeza do processo orgânico traz também uma consequente fragilidade para as fotografias com a passagem do tempo. “Dependendo da incidência de luz natural diretamente na imagem, por exemplo, pode levá-la ao apagamento”, explica a artista. A concepção de Sandrini considera esta possibilidade como um paralelo ao apagamento histórico que a cultura indígena sofre em nosso país. Ela diz que “a proposta favorece também a discussão acerca da fotografia com seu caráter de memória e documento como algo imutável, ampliando seus contornos e podendo se vincular ao documental de forma bem mais subjetiva. A certeza é a transformação. A foto não congela o tempo. Os suportes que aqui abrigam as fotografias geram outros significados”, reflete.  

Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”, comenta Dani, que durante o projeto fotografou pessoas de diversas etnias, oriundas de várias regiões do país, ora posando para um retrato ora em suas rotinas, suas atividades, seus eventos, rituais ou celebrações.

Terra Terreno Território nasceu do projeto Darueira, em 2018, contemplado no 1° Edital de Apoio à Criação e Exposição Fotográfica, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo por meio da Supervisão de Fomento às Artes. Realizado, em 2019, ganhou exposição na Biblioteca Mario de Andrade, de outubro a dezembro. Em 2020 (no formato online), passou pela Galeria Municipal de Arte, do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes (Chapecó/SC), pelo Cali Foto Fest (Colômbia) - exposição virtual e projeções urbanas, além apresentação virtual na abertura do festival – e esteve no Pequeno Encontro de Fotografia (Olinda/PE). Em 2021, integrou o Festival Photothings (exposição online no metrô de São Paulo; ensaio escolhido para integrar a Coleção Photothings) e foi tema de conversa no Fórum Virtual - Fotografia Experimental (Argentina) e de palestra no Interfoto Itu, em 2021. Em 2022, Terra Terreno Território foi selecionada para a coletiva Exposição Latinas en Paris (Fotografas Latam, Fundación Fotógrafas Latinoamericanas), na Galerie Rivoli 59; circulou por unidades do SESI São Paulo - Itapetininga, Campinas e São José do Rio Preto; e integrou a coletiva Acervo Contemporâneo do Museu de História e Arte de Chapecó, SC. Em 2023, a exposição ocupou a Galeria de Fotos do Centro Cultural FIESP (SP), o Centro Cultural Matarazzo (Presidente Prudente, SP), a Pinacoteca Municipal Dr. Antônio Cintra e esteve no Festival Amparo em Foco (Amparo, SP) e no festival internacional Indian Photo Fest. Em 2024, fez temporada no Centro Cultural SESI Ribeirão Preto.

Dani Sandrini - Fotógrafa, educadora e artista visual radicada em São Paulo, Brasil, Dani Sandrini fotografa comercialmente desde 1998, e desde 2014 desenvolve projetos mesclando fotografia documental/imaginária com impressões artesanais ou experimentais. Em seu ttrabalho, tem estudado o entrelaçamento de materiais e suportes com as imagens fotográficas e a ação do tempo sobre elas. Dependendo do projeto e de sua singularidade, sua fotografia pode ser simplesmente tirada com câmera digital e colocada em papel ou telas, mas também pode conter outros elementos que acrescentem significado à imagem final, além de camadas extras de subjetividade. Dani tem experiência em processos fotográficos artesanais e desenvolve projetos utilizando tranferprint, pinhole, cianotipia, antotipia e fitotipia. Nos últimos anos, seu projeto terra terreno território, sobre os povos indígenas do século XXI, vem circulando por grandes cidades. Capturadas digitalmente em São Paulo, as imagens expostas são impressas em folhas de plantas e também com o pigmento natural extraído do jenipapo. Este projeto esteve em exposições nas seguintes localidades: São Paulo, Itapetininga, Campinas, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Amparo, Olinda, Chapecó (Brasil), Colômbia, França, Portugal e Índia.

Serviço

Exposição: Terra Terreno Território
Artista: Dani Sandrini
Abertura: 18 de outubro, às 18h30
Bate-papo com Dani Sandrini e Wagner Souza e Silva
Temporada: 19 de outubro de 2024 a 9 de março de 2025
Horários: Quarta a domingo, das 10h às 20h
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: piso tátil, audioguia, obras táteis e com audiodescrição.
Agendamento de grupos e escolas: culturasesisjc@sesisp.org.br 

Espaço Cultural SESI São José dos Campos
Espaço Galeria
Av. Cidade Jardim, 4389 - Bosque dos Eucaliptos. São José dos Campos/SP.
saojosedoscampos.sesisp.org.br
Instagram: @sesi_sjc | Facebook - @ sesisjcampos 

Terra Terreno Território na rede:
Instagram - @terraterrenoterritório
Facebook - @Terra-terreno-território-408261089792472 

Informações à imprensa: VERBENA Comunicação
Eliane Verbena
verbena@verbena.com.br | (11) 99373-0181

Comunicação SESI São José dos Campos
Victor Hugo
victor.rupolo@sesisp.org.br
Tel.: (12) 3919-2000 | WhatsApp (12) 98148-2093

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

SESI Ribeirão Preto apresenta a exposição J. BORGES - O Mestre da Xilogravura

A mostra reúne suas xilogravuras mais importantes e oito inéditas com matrizes, além de abrigar literatura de cordel, uma cinebiografia e obras de seus filhos aprendizes.

O Centro Cultural SESI Ribeirão Preto apresenta a exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura com visitação gratuita. O imaginário popular do Nordeste está presente em símbolos e figuras talhadas por J. Borges, artista pernambucano falecido recentemente aos 88 anos. Com evento de abertura no dia 3 de outubro, às 19h30, a temporada ocorre entre os dias 4 de outubro de 2024 e 9 de março de 2025.

A exposição traz uma coletânea de 44 xilogravuras, sendo oito delas até então inéditas (com suas respectivas matrizes), junto a outras 28 importantes obras da carreira de J. Borges. Os temas retratados simbolizam a trajetória de vida do artista, considerado pelo dramaturgo Ariano Suassuna como o “melhor gravador popular do Brasil”.

Os visitantes vão apreciar obras de diversas fases de sua história, identificadas pelos temas:  Viagem a Trabalho e Negócios, Serviços do Campo, Plantio de Algodão, Forró Nordestino, Plantio de Cana, Feira de Caruaru, Carnaval em Pernambuco e Festa dos Apaixonados. A poesia popular também tem lugar na exposição, que reserva um espaço dedicado especialmente à sua literatura de cordel. Cordelista por mais de 50 anos, os versos de J. Borges tratam do cotidiano do agreste, de acontecimentos políticos e de fatos lendários, folclóricos e pitorescos da vida.

Em 2023, feliz com o início da circulação de sua mostra por unidades do Sesi-SP, o artista declarou: "O que me inspira é a vida, é a continuação, é o movimento. Minha obra é aquilo que eu vejo, aquilo que eu sinto". J. Borges foi Patrimônio Vivo de Pernambuco, título que lhe foi concedido pelo Estado, e suas obras foram expostas em países como França, Alemanha, Suíça, Itália, EUA, Venezuela e Cuba; também deu aulas na França e nos EUA, ilustrou livros em vários países e foi destaque no The New York Times.

A exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura traz ainda duas obras assinadas por Pablo Borges e Bacaro Borges, filhos e aprendizes do artista, além da exibição de uma cinebiografia sobre sua vida e obra, assinada pelo jornalista Eduardo Homem.

Equilibrando cheios e vazios com maestria, J. Borges desenhava direto na madeira, sem a produção de esboços, estudos ou rascunhos. O título da peça é o mote para criar o desenho, onde as narrativas próprias do cordel têm espaço na expressiva imagem da gravura. O fundo da matriz, talhado ao redor da figura, recebia aplicação de tinta, tendo como resultado um fundo branco e a imagem impressa em cor. As xilogravuras não apresentam uma preocupação rigorosa com perspectiva ou proporção.

A originalidade, irreverência e personagens imaginários são notáveis nas suas obras. Os temas mais recorrentes em seu repertório são o cotidiano da vida simples do campo, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrupção, os folguedos, a religiosidade, a picardia, enfim todo o rico universo cultural do povo nordestino.

A Gerente de Cultura do Sesi-SP, Debora Viana, reforça a importância desta exposição integrar o circuito das mostras itinerantes nos Espaços Galerias. “Com a iniciativa, que começou em Campinas, reforçamos o compromisso que a instituição possui de fomentar o cenário cultural e artístico por meio do acesso do público a obras, ao processo criativo de artistas nacionais e internacionais, à reflexão e à experimentação. Para o Sesi-SP, é de extrema importância a formação de novos públicos em artes, a difusão e o acesso à cultura de forma gratuita. É por isso que desenvolvemos e realizamos projetos das mais diversas áreas e convidamos o público a entrar de cabeça no universo do conhecimento e da arte”

Com curadoria de Ângelo Filizola (1959-2024) e produção e idealização da Cactus Promoções e Produções, a exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura já foi apresentada no Centro Cultural FIESP e nas unidades do SESI em Campinas, São José do Rio Preto, Itapetininga e São José dos Campos.

Serviço

Exposição: J. Borges - O Mestre da Xilogravura
Abertura: 3 de outubro - Quinta, às 19h30
Temporada: 4 de outubro de 2024 a 9 de março de 2025
Horários: Quarta à sábado, das 11h às 20h, e domingo, das 13h às 19h.
Entrada gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: obras com audiodescrição.
Agendamentos de grupos e escolas: enviar e-mail para jade.coelho@sesisp.org.br. 

Espaço Cultural SESI Ribeirão Preto
Centro de Atividades José Villela de Andrade Júnior
Local: Espaço Galeria
Rua João Ignacchitti, S/N - Jd. Castelo Branco. Ribeirão Preto/SP
Tel.: (16) 3603-7300 | Site: ribeiraopreto.sesisp.org.br
Na rede: Instagram - @sesirpreto | Facebook - @sesiribeiraopreto. 

Fotos - Exposição e de J. Borges (acesse o link) - J. Borges – O Mestre da Xilogravura AQUI !

J. Borges (biografia)

O artista J. Borges (José Francisco Borges, 1935-2024, Bezerros/PE) foi um dos mestres do cordel, um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina e o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Criou figuras a partir das histórias e lendas populares, que impregnam o espírito do mestiço nordestino. Começou aos 20 anos na escrita do cordel com O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina; Mestre Dila, de Caruaru, ilustrou. Vendeu mais de cinco mil exemplares em dois meses e decidiu produzir as próprias gravuras para o segundo cordel: O Verdadeiro Aviso de Frei Damião. Na capa, uma igrejinha (talhou em um pedaço de madeira a primeira gravura). Amigos passaram a encomendar ilustrações e matrizes. Autodidata, Borges ilustrou mais de 200 cordéis ao longo da vida. Vendia as gravuras na feira de Caruaru, quando um grupo de turistas comentou que ‘adorava xilogravuras’, foi investigar o termo e descobriu-se um xilogravurista. Foi descoberto por colecionadores e marchands, que proporcionaram seu encontro com Ariano Suassuna que afirmava ser Borges o melhor do mundo. Ganhou notoriedade e foi levado aos meios acadêmicos. Aumentou o tamanho das gravuras e, o que inicialmente produzia apenas em preto, passou a colorir com uma técnica que o próprio inventou. Entre todas suas xilogravuras, sua preferida é A Chegada da Prostituta no Céu (1976).

Participou de exposições na França, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba. Desembarcou em mais de 10 países, deu aulas na França e nos EUA. Ilustrou livros no Brasil, na França, em Portugal, na Suíça e nos Estados Unidos. Tem várias obras publicadas, muitos prêmios e distinções: Fundação Pró-Memória (Brasília, 1984), Fundação Joaquim Nabuco (Recife, 1990), V Bienal Internacional Salvador Valero (Trujilo, Venezuela, 1995), Ordem do Mérito Cultural (Ministério da Cultura, 1999) e Prêmio Unesco - Ação Educativa/Cultural. Em 2002, foi um dos 13 artistas escolhidos para ilustrar o calendário anual das Nações Unidas, com a xilogravura A Vida na Floresta. Em 1992, expôs na Galeria Stähli, em Zurique, Suíça, e no Museu de Arte Popular de Santa Fé, Novo México. Em 2006, foi tema de reportagem no The New York Times e recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, que garante apoio vitalício para salvaguardar e transmitir sua arte.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Exposição - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

Assessoria de Comunicação - Sesi Ribeirão Preto
Júlia Costa
(16) 99251-1152 | julia.costa@sesisp.org.br

 

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Katiúscia Ribeiro é convidada do projeto Terreiros Nômades em Encontro que reúne escola, família e comunidade

No dia 28 de setembro, sábado, a partir das 9h, a N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas realiza o Terreiros Nômades - Encontro com a Comunidade com participação da professora e doutora em Filosofias Africanas Katiúscia Ribeiro. O evento é aberto à comunidade local e às demais pessoas interessadas.

No Encontro, a doutora dialoga com a comunidade docente e discente, incluindo funcionários/as, pais, mães, cuidadores/as e responsáveis pelas crianças e adolescentes da EMEF Ana Maria Benetti (onde ocorre o evento) e EMEI Cruz e Sousa. Katiúscia aborda a importância do ensino das epistemologias africanas e afrodiaspóricas para a formação social, cultural e educacional das crianças e dos adolescentes.

A programação começa com café da manhã para os presentes, seguido pela Chegança Artística da Coletiva N’Kinpa - performance poética e teatral criada durante o projeto. Na sequência acontece a roda de conversa com o mestra convidada e os participantes.

Esse evento encerra uma série de quatro encontros com a comunidade escolar, ocorridos durante o ano de 2024, nos quais a N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas vem compartilhando as práticas artísticas-pedagógicas do projeto TERREIROS NÔMADES: Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, contemplado no 41ª edição do Programa de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo. O projeto valoriza as culturas africanas, afro-brasileiras e originárias colaborando para a aplicação efetiva das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino das histórias, saberes e culturas africanas, afro-brasileiras e originárias nos currículos do ensino fundamental e médio. As duas escolas envolvidas no projeto são instituições onde essas leis são aplicadas levando a educação antirracista para além do material didático.

N’Kinpa -  O Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

Encontro: Terreiros Nômades - Encontro com a Comunidade
Participantes: EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Souza
Data: 28 de setembro - Sábado
9h - Café da manhã
9h30 - Chegança artística: Coletiva N’Kinpa
10h - Roda de conversa: Katiúscia Ribeiro
11h30 - Vivência artística coletiva
12h - Almoço 

Local: EMEF Ana Maria Benetti
Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre. CEP: 04330-060. SP/SP.
Entrada gratuita para todos os interessados. Livre. 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181 -
verbena@verbena.com.br

Um Simples Judeu, de Charles Lewinsky, tem apresentações na Arena B3 com interpretação de Ricardo Ripa

Foto de Ricardo Ferreira 

Inédita no Brasil, a peça Um Simples Judeu - escrita pelo suíço Charles Lewinsky com tradução assinada por Sylvia Lohn - estreou em São Paulo com direção de Carlos Baldim, interpretação de Ricardo Ripa e direção de arte de Rosa Berger. As próximas apresentações ocorrem no dia 22 de setembro, domingo, na Arena B3, em duas sessões - às 15h e às 18h.

O solo conta a história do jornalista Emanuel Goldfarb, que recebe o singelo convite de um professor para compareça pessoalmente a uma aula e explique aos seus alunos o que é ser judeu. Emanuel passa então a refletir sobre atender ou não a esse chamado. Com legítimo "humor judaico", ele irá revisitar sua ancestralidade e acessar lembranças que há muito tempo estavam adormecidas. Suas memórias e reflexões passam pela origem familiar, pela diáspora do povo judeu desde a antiguidade até os dias atuais, pelas tradições e por sua própria hereditariedade, temas que são abordados por ele alternando emoção, razão e muito humor.

A montagem, idealizada pelo próprio ator, tem o propósito de estimular o diálogo com diversos setores da sociedade ao apresentar, sem estereótipos, uma cultura que é parte da diversidade cultural brasileira. Trata-se de um espetáculo singular, que não se restringe à colônia judaica. As apresentações de Um Simples Judeu foram acompanhadas por plateias entusiasmadas e diversas em todos os países onde foi encenada, como México e Alemanha (onde também foi adaptado para o cinema). Em sua mais recente montagem, na Argentina, permaneceu mais de cinco anos em cartaz.

Já no título, Um Simples Judeu não deixa margem para qualquer dúvida sobre a temática nem sobre sua proposta de humor já que um judeu poder ser muitas coisas, mas "simples" certamente não é uma delas. Por outro lado, há na peça um forte sentido político e social. O diretor Carlos Baldim ressalta que “o texto é inteligente, ácido e bem-humorado e, principalmente, não se restringe ao universo judaico. Ele permite ao espectador fazer pontes com outras questões identitárias. Há um diálogo possível com outras minorias, sem ser panfletário, já que o preconceito e a intolerância também se apresentam em outros setores da sociedade.”

A encenação, produzida pela Notábile Filmes, é um misto de drama e comédia, e busca apresentar o texto de Lewinsky por um viés minimalista, priorizando o trabalho do ator. “O foco da encenação está na reflexão que o personagem faz sobre sua trajetória pessoal. Há um conceito não-realista que permite ao espectador um distanciamento crítico, favorecendo sua identificação com as histórias, ainda que este não seja um judeu. Isso acontece, por exemplo, quando o jornalista dialoga com a suposta presença do professor em cena. Um recurso não-realista que aproxima o espectador da discussão proposta”, esclarece o diretor.

A abordagem ganha leveza em diversas passagens em que o autor usa o humor para apresentar temas mais ásperos. “O jornalista do texto de Lewinsky só deseja ser um homem comum. Ele não quer ter que defender suas origens o tempo todo e nem explicar o que é ser judeu. E, para isso, utiliza-se de fina ironia e muito bom humor”, comenta Baldim.

Segundo Ricardo Ripa, “apesar de Um Simples Judeu não ser um espetáculo apenas para tempos de paz e nem específico para o público judeu, ele se faz urgente diante dos conflitos da atualidade, por falar sobre judaísmo e tolerância quando são inegáveis as crescentes manifestações antissemitas no Brasil e no mundo. Se olharmos por um viés mais abrangente, a peça alerta sobre o preconceito que abarca tudo que é diferente, tudo que não representa a maioria, seja do ponto de vista étnico, religioso, de gênero ou qualquer outro”. O ator completa, “assistir a Um Simples Judeu é uma oportunidade de conhecer as tradições, a história e, por que não dizer, a alma judaica. A conjugação do humor com o drama vai emocionar e divertir as pessoas que gostam de um bom espetáculo, de um bom texto teatral”.

FICHA TÉCNICATexto: Charles Lewinsky. Tradução: Sylvia Lohn. Direção geral: Carlos Baldim. Elenco: Ricardo Ripa. Cenografia e figurino: Rosa Berger. Desing de luz: Ari Nagô. Direção de produção: Lia Levin. Historiadora e consultoria: Laura Trachtemberg. Mídias Sociais: Lia Levin e Ricardo Ripa. Fotos: Ricardo Ferreira. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Realização: Notábile Filmes.

Serviço

Espetáculo: Um Simples Judeu
Dia 22 de setembro – Domingo, às 15h e às 18h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) a R$ 20,00 (meia-entrada)
Vendas antecipadas - https://arenab3.com.br:
https://bileto.sympla.com.br/event/96781?share_id=1-copiarlink
Bilheteria: 1 hora antes das sessões.
Duração: 60 min. Classificação: Livre (indicação 10 anos). Gênero: Drama. 

Arena B3
Praça Antônio Prado, 48 - Centro Histórico. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 25654000. Capacidade: 150 lugares. Acessibilidade. @arenab3. 

Nas redes: @umsimplesjudeu.

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

SESI São José dos Campos promove Oficina de Xilogravura com Pablo Borges, filho de J. Borges

Pablo Borges e J. Borges (divulgação)

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Xilogravura, que acontece no Centro Cultural SESI São José dos Campos, nos dias 27 e 28 de setembro, sexta e sábado, das 14h às 17h. Os interessados devem fazer reserva, gratuitamente, pelo Meu Sesi, no portal sesisp.org.br. Esta atividade integra a programação da exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura, em cartaz no local até o dia 30 de setembro de 2024, com visitação gratuita.

A oficina será ministrada pelo artista Pablo Borges, filho de J. Borges, falecido recentemente aos 88 anos, do qual Pablo também foi aprendiz. Baseada na literatura de cordel, a arte da xilogravura retrata a cultura, as tradições e o cotidiano nordestino. A oficina tem como foco principal a teoria inicial de como se fazer uma xilogravura, partindo do desenho e, depois, com a utilização de ferramentas como goiva, formão, faca, lixa, tinta, rolo de impressão etc. Para concluir, é feita a impressão em papel A3. Ao final da oficina, os participantes terão sua própria matriz e sua xilogravura impressa.

Pablo Borges - herdeiro do mestre J. Borges - honra o legado de desenho e dá continuidade à arte da xilogravura de seu pai e mentor. Já ministrou diversas oficinas de xilogravuras no Brasil e em países como China, França e Argentina.

A exposição J. Borges - O Mestre da Xilogravura

O imaginário popular do Nordeste está presente em símbolos e figuras talhadas por J. Borges (1935-2024). A exposição traz uma coletânea de 44 xilogravuras, sendo oito delas, até então, inéditas (com suas respectivas matrizes), junto a outras 28 obras importantes da carreira do artista. Os temas retratados simbolizam a trajetória de vida do artista, considerado pelo dramaturgo Ariano Suassuna como o “melhor gravador popular do Brasil”.

A mostra traz obras de diversas fases de sua história, identificadas pelos temas:  Viagem a Trabalho e Negócios, Serviços do Campo, Plantio de Algodão, Forró Nordestino, Plantio de Cana, Feira de Caruaru, Carnaval em Pernambuco e Festa dos Apaixonados. A poesia popular também tem lugar na exposição: um espaço dedicado à literatura de cordel. Cordelista por mais de 50 anos, seus versos tratam do cotidiano do agreste, de acontecimentos políticos e de fatos lendários, folclóricos e pitorescos da vida. A exposição traz ainda duas obras assinadas por Pablo Borges e Bacaro Borges, filhos e aprendizes do artista, além da exibição de uma cinebiografia sobre vida e obra de Borges, assinada pelo jornalista Eduardo Homem.

J. Borges foi Patrimônio Vivo de Pernambuco, título que lhe foi concedido pelo Estado. Borges expôs na França, Alemanha, Suíça, Itália, EUA, Venezuela e Cuba, deu aulas na França e nos EUA, ilustrou livros em vários países e foi destaque no The New York Times. Borges desenhava direto na madeira, equilibrando cheios e vazios com maestria, sem a produção de esboços, estudos ou rascunhos. O título era o mote para criar o desenho, onde as narrativas próprias do cordel tinham espaço na expressiva imagem da gravura. No processo, o fundo da matriz, talhado ao redor da figura, recebe aplicação de tinta, tendo como resultado um fundo branco e a imagem impressa em cores. As xilogravuras não apresentam uma preocupação rigorosa com perspectiva ou proporção.

Serviço

Oficina de Xilogravura
Ministrante: Pablo Borges
Quando: 27 e 28 de setembro - Sexta e sábado, às 14h.
Inscrições gratuitas: https://www.sesisp.org.br/evento/d12154a3-5017-4142-8e92-c4366741ef1d/oficina-de-xilogravura--exposicao-j-borges--o-mestre-da-xilogravura
Duração: 180 min. Indicação: maiores de 14 anos. 

Exposição: J. Borges - O Mestre da Xilogravura
Temporada: 26 de abril a 30 de setembro de 2024
Horário: Quarta a domingo, das 10h às 20h
Entrada gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: obras com audiodescrição.
Agendamento de grupos e escolas: culturasesisjc@sesisp.org.br 

Centro Cultural SESI São José dos Campos
Espaço Galeria

Av. Cidade Jardim, 4389 - Bosque dos Eucaliptos. São José dos Campos/SP.
saojosedoscampos.sesisp.org.br
Instagram: @sesi_sjc | Facebook - @ sesisjcampos 

Fotos da exposição e do artista (acesse o link) - J. Borges – O Mestre da Xilogravura AQUI ! 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
verbena@verbena.com.br | (11) 99373-0181

Comunicação SESI São José dos Campos
Victor Hugo
victor.rupolo@sesisp.org.br
Tel.: (12) 3919-2000 | WhatsApp (12) 98148-2093


segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Exposição Terra Terreno Território no SESI Ribeirão Preto recebe alunos com deficiência visual

No dia 13 de setembro, sexta-feira, a partir de 13h30, um grupo de alunos cegos, da Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto e Região (ADEVIRP), fazem visita guiada na exposição Terra Terreno Território, da fotógrafa e artista visual Dani Sandrini, em cartaz no Centro Cultural SESI Ribeirão Preto. Trata-se de adolescentes, a partir de 17 anos, que cursam o terceiro ano do Ensino Médio, além de jovens adultos em processo de alfabetização em braile.

Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto e Região, sediada em Ribeirão Preto, SP, atende 250 pessoas com deficiência visual, oriundas de mais de 40 cidades da região, chegando até o Sul de Minas Gerais. “Para a ADEVIRP, é uma alegria participar de eventos culturais na cidade de Ribeirão Preto. Nós, deficientes visuais, estamos sempre em movimento para sermos lembrados e podermos ocupar espaços acessíveis, e é isso que encontramos junto com o SESI. A cultura é fundamental para a formação do cidadão por completo, e eu, como fundadora desta casa, alegro-me em saber que portas estão sendo abertas para que pessoas como eu possam conviver na sociedade de forma plena e digna”, comenta Marlene Taveira Cintra, fundadora e presidente da instituição.

Terra Terreno Território - que fica em cartaz até o dia 29 de setembro de 2024 no SESI Ribeirão Preto, com visitação gratuita - conta com piso tátil, audioguia, nove obras táteis e dez com audiodescrição. A mostra é composta por cerca de 50 obras de temática indígena em dois agrupamentos fotográficos nos quais a artista utiliza duas técnicas artesanais de impressão fotográfica do século XIX, propondo uma reflexão sobre como é ser indígena em grandes cidades, no século XXI.

No primeiro agrupamento a impressão é feita em papéis sensibilizados com pigmento extraído do fruto jenipapo (que muitos indígenas usam nas pinturas corporais), em um processo chamado antotipia (técnica que utiliza pigmentos vegetais como material fotossensível na impressão). São 10 obras emolduradas no tamanho 50x75cm. Já no segundo, as imagens são impressas diretamente em folhas de plantas - taioba, singonio, helicônia, cará-moela, batata-doce, cúrcuma e guiné - pelo processo de fitotipia (nesta técnica, a própria clorofila é o agente para produzir a imagem). As próprias folhas abrigam as 40 fotografias em molduras que variam de 35x45cm a 100x100cm.

Ambos processos se dão através da ação da luz solar, em tempos que variam de três dias a seis semanas de exposição. Todas as imagens de Terra Terreno Território foram captadas, durante o ano de 2019, em aldeias indígenas da cidade de São Paulo, onde predomina a etnia Guarani, e também no contexto da metrópole, onde vivem indígenas de aproximadamente 53 etnias.

Com Terra Terreno Território a fotógrafa alerta para a necessidade de compreender a cultura indígena para além dos clichês que achatam a diversidade do termo. “A intenção é exatamente oposta: é desachatar, lembrar que muitos indígenas vivem do nosso lado e nem nos damos conta. Já se perguntaram o porquê de essa história ter sido apagada?”, comenta Dani Sandrini que, durante o projeto, fotografou pessoas de diversas etnias, oriundas de várias regiões do país, ora posando para um retrato ora em suas rotinas, suas atividades, seus eventos, rituais ou celebrações.

Dani Sandrini - Fotógrafa, educadora e artista visual radicada em São Paulo, Brasil, Dani Sandrini fotografa comercialmente desde 1998, e desde 2014 desenvolve projetos mesclando fotografia documental/imaginária com impressões artesanais ou experimentais. Em seu ttrabalho, tem estudado o entrelaçamento de materiais e suportes com as imagens fotográficas e a ação do tempo sobre elas. Dependendo do projeto e de sua singularidade, sua fotografia pode ser simplesmente tirada com câmera digital e colocada em papel ou telas, mas também pode conter outros elementos que acrescentem significado à imagem final, além de camadas extras de subjetividade. Dani tem experiência em processos fotográficos artesanais e desenvolve projetos utilizando tranferprint, pinhole, cianotipia, antotipia e fitotipia. Nos últimos anos, seu projeto terra terreno território, sobre os povos indígenas do século XXI, vem circulando por grandes cidades. Capturadas digitalmente em São Paulo, as imagens expostas são impressas em folhas de plantas e também com o pigmento natural extraído do jenipapo. Este projeto esteve em exposições nas seguintes localidades: São Paulo, Itapetininga, Campinas, São José do Rio Preto, Presidente Prudente, Amparo, Olinda, Chapecó (Brasil), Colômbia, França, Portugal e Índia.

Serviço

Exposição: Terra Terreno Território
Artista: Dani Sandrini
Temporada: 26 de abril a 29 de setembro de 2024

Horário: Quarta à sábado, das 11h às 20h, e domingo, das 13h às 19h.
Visitação gratuita. Classificação: Livre.
Acessibilidade: piso tátil, audioguia, obras táteis e obras com audiodescrição.
Agendamentos de grupos e escolas: enviar e-mail para jade.coelho@sesisp.org.br. 

Centro Cultural SESI Ribeirão Preto

Local: Espaço Galeria
Rua João Ignacchitti, S/N - Jd. Castelo Branco.
Ribeirão Preto/SP |Tel.: (16) 3603-7300 | Site: ribeiraopreto.sesisp.org.br
Na rede: Instagram - @sesirpreto | Facebook - @sesiribeiraopreto. 

Terra Terreno Território na rede: Instagram - @terraterrenoterritório
Facebook - @Terra-terreno-território-408261089792472

 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Exposição - VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.b

Assessoria de Comunicação - Sesi Ribeirão Preto
Júlia Costa
(16) 99251-1152 | julia.costa@sesisp.org.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Terreiros Nômades leva a cultura Guarani com Márcio Cacique a escolas da Zona Sul

Márcio Cacique / Divulgação

O projeto TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena, realiza encontro entre o indígena Márcio Cacique e alunos e professores de escolas zona sul de São Paulo: EMEI Cruz e Souza e EMEF Ana Maria Alves Benetti, nos dias 17 e 24 de setembro, respectivamente.

Com o tema Cosmovisões do Povo Guarani - Lutas e Resistências, as atividades e vivências ocorrem no dois turnos de ambas escolas. Após o encontro, as escolas retomam o tema junto aos alunos, expandindo as possibilidades de entendimento.

Cacique Karai Márcio Verá Mirim, da aldeia Yvy Porã TI Jaraguá, é atuante na luta pela demarcação da Terra Indígena Jaraguá, conselheiro do Museu das Culturas Indígenas São Paulo e do Conselho Estadual dos Povos Indígenas - CEPISP e membro do GT PNGATI - Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena. Também atua como guia indígena Guarani e palestrante sobre cultura e tradição do Povo Guarani.

Contemplado na 41ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga - Saberes Afrodiaspóricos nas Corporeidades da Cena é realizado pela N’Kinpa - Núcleo de Culturas Negras e Periféricas. O projeto visa valorizar as culturas africanas, afrodiaspóricas e originárias colaborando para a aplicação efetiva, por meio da linguagem artístico-pedagógica, das Leis Federais nº 10.639/03 e nº 11.645/08, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino de história e de culturas afro-brasileira e indígena nas grades curriculares do ensino fundamental e médio. As duas escolas envolvidas no projeto - EMEF Ana Maria Benetti e EMEI Cruz e Sousa - foram contempladas por serem instituições onde essas leis são aplicadas levando a educação antirracista para além do material didático.

Ao longo de 2024, várias atividades e estudos vêm sendo realizados nas escolas numa parceria da N’kinpa com coletivos do entorno: vivências com mestres da cultura afrodiaspóricas, palestras e bate-papos com pensadores da cultura negra e indígena, encontros com pais, alunos e comunidade, programas de Podcast (Diáspora - A Cor da Nossa Cultura em Encontros e Redes) e criação de um espetáculo de teatro performático, concebido a partir desse percurso, cuja estreia está prevista para novembro.

Segundo Joice Jane Teixeira, idealizadora e proponente do projeto Terreiros Nômades e coordenadora da coletiva N’kinpa, “a escolha das duas escolas, além de serem instituições cujos projetos políticos-pedagógicos se pautam na implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, deve-se ao fato de estarem localizadas no bairro do Jabaquara, na região sul da cidade, um dos territórios de grande relevância histórica para o povo negro”. E completa: “buscamos com ações, conteúdos e vivências estabelecer, além de um diálogo com crianças, jovens e adultos, devolver o que lhes foi negado, ou seja, as histórias e os saberes de povos que, por conta do racismo estrutural histórico, foram e ainda são invisibilizados. Acreditamos que a partir disso ampliaremos as reflexões políticas, culturais e sociais/econômicas, além de fomentar e formar um público ativo na luta pelos os direitos, propositivo e participativo da vida de sua comunidade”.

N’KINPA -  Núcleo de Culturas Negras e Periféricas é uma coletiva formada do encontro entre artistas-educadoras/es e agentes culturais negros e negras, dispostos/as e politicamente comprometidos/as a bulir, criar e propor ações contra coloniais para crianças, adolescentes e jovens a partir das cosmovisões africanas, afrodiaspóricas e originárias, visando a implementação das leis federais 10.639/03 e a 11.645/08.

Projeto: TERREIROS NÔMADES - Macamba Faz Mandinga
Encontro/vivência: Cosmovisões do Povo Guarani - Lutas e Resistências
Convidado: Márcio Cacique
Horários: Manhã - às 9h30 / Tarde - às 13h30
Duração: 2h. Evento restrito às escolas. 

19 de setembro - Terça
EMEI Cruz e Souza
Rua Henrique da Costa, 348 - Jardim Itacolomi. São Paulo/SP. 

24 de setembro - Terça
EMEF Ana Maria Benetti
Rua Cruz das Almas, 74 - Vila Campestre. São Paulo/SP.

 

Informações à imprensa: VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
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