sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Companhia de Danças de Diadema apresenta “por+vir” na Galeria Olido com ingressos grátis

por+vir / Novena (Luís Arrieta). Foto de Silvia Machado
A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo por+vir na Galeria Olido (Sala Paissandu) nos dias 1, 2, 3 e 4 de setembro (quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h), com entrada franca. Esta montagem reúne nove renomados coreógrafos, que já passaram pelas produções do grupo, promovendo um reencontro com esta criação conjunta. Os artistas convidados da montagem são Ana Botosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha.

A concepção de por+vir se dá a partir da experimentação de reviver o antigo junto com o atual, da pluralidade do movimento: fatores que possibilitam essa experimentação, essa vivência com coreógrafos impares, sendo cada um colaborador a partir de sua ótica sobre a dança contemporânea. As coreografias que compõem o espetáculo por+vir são: Nós de Nós (Cláudia Palma), Bakú (Ana Botosso), Caminhos Traçados (Pedro Costa e elenco), .entre pontos. (Fernando Machado), Gárgulas (Sandro Borelli), Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha), Entremeios (Mário Nascimento), 1 + Um (Henrique Rodovalho) e Novena (Luís Arrieta).

Com a realização deste projeto a Companhia de Danças de Diadema reafirma sua versatilidade e expressa sua maneira de olhar a dança por meio dos corpos de seus intérpretes, sob os diferentes estilos dos coreógrafos convidados, proporcionando ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

O espetáculo não é só mais uma obra, é uma homenagem aos grandes nomes que passaram pela Companhia: “uma festa em forma de movimento, onde cada coreógrafo colabora numa criação para os corpos do elenco da Companhia, sua ampla história e dramaturgia. Não há um tema linear, mas uma linha de movimentos envolvendo a trajetória artística pessoal de cada criador e suas facetas”, comenta a diretora. “Mergulhando num espírito de pluralidade corporal, sensitiva e, por que não, emotiva, essa obra marca, na linha do tempo da Companhia, um momento que, ao relembrar os 20 anos passados, ela relembra também cada indivíduo, cada contribuição, cada obstáculo superado, cada cortina desvelada”. Finaliza Ana Bottosso.

Concebida, em 2015, para comemorar os 20 anos de atividade do grupo, por+vir estreou em janeiro de 2016, no Sesc Santana, e passou por várias outras unidades do Sesc, entre outros espaços.

Coreografias – por seus criadores

Nós de Nós (Cláudia Palma) - Quanto mais eu tenho o outro, será que eu tenho a mim? O desejo é a pele, o espaço, entrar e pausar... O olhar colhe e recolhe, toca e aproxima. O corpo se achega, aconchega e amolda, entra até tornar-se um só. A montanha.
Bakú (intervenções entre cenas - Ana Bottosso) - No intuito de interligar as cenas do espetáculo, Ana trouxe a imagem de “Baku”, uma entidade da tradição oriental, muito evocada pelos também artistas, que vem para espantar os pesadelos e trazer bons sonhos. Uma homenagem, sobretudo, à Ivonice Satie, criadora da Companhia de Danças de Diadema.
Caminhos traçados (Pedro Costa - criação coletiva com elenco da Cia.) - O trabalho investiga a trajetória de cada indivíduo. Através dos recursos da memória afetiva do elenco, a proposta é um percurso pelos acontecimentos que marcaram suas vidas, desde a infância até hoje. A partir de um ponto, cada artista traçou seu caminho trazendo para a cena memórias, lembranças e emoções, num diálogo entre passado e presente, revelando ainda o confronto dos corpos que se encontram pelos caminhos.
.entre pontos. (Fernando Machado) - Partindo do conto “A tribo com os olhos para o céu”, de Ítalo Calvino, comentado por Zigmunt Bauman no livro “44 Cartas do Mundo Liquido Moderno”, .entre pontos. cria um paralelo no espaço da incerteza do que está por vir:  olhar para o céu além das estrelas e refletir sobre nossas condições para traçar possibilidades individuais e coletivas, criando jogos de improviso que interrogam sobre o que acreditamos e abrir um infinito de possibilidades a serem restabelecidas. “Contemplar o infinito como tribo que dança suas raízes e seus anseios, o trabalho cria uma movimentação que permeia o passado e o presente, o que fomos e o que nos tornaremos. Voltar neste momento importante à Companhia de Danças de Diadema representa rever toda uma trajetória dentro e fora dela, o que ela fez por mim e para a dança no Brasil”.
Gárgulas (Sandro Borelli) - Inspirado na obra do pintor Lucian Freud, neto de Sigmund Freud, criador da psicanálise, a coreografia busca na solidão e no flagelo existencial o que o homem impõe a si mesmo. O que interessa é a dilaceração física e moral, o erótico surge potencializado por uma morbidez inevitável. Gárgulas é um espetáculo onde o ponto central é a figura humana e sua essência. É a busca por uma imagem crua, sem glamour, tendo a morte como companheira vital e necessária para a sua libertação. “O que interessa em Gárgulas é direcionar o foco à descoberta da intrigante beleza contida no grotesco de um corpo quase morto.” 
Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha) - O Brasil é conhecido mundialmente como a terra onde nasceu o samba. Nem todos os brasileiros têm samba no pé, mas na alma e na memória, de alguma maneira, todos nós o temos. A questão é: Quando e como foi o seu primeiro contato com o samba? A partir de pequenos relatos dos bailarinos como resposta, surgiu a coreografia. 
Entremeios (Mário Nascimento) - Entre você e eu existe o vazio. Vazio que pode ser preenchido com as ações e atos. No caos do mundo procuramos os meios para ser real. Existir e estar no mundo entre o vácuo e as brechas. Nas entranhas.  Nos vãos. Nas pequenas possibilidades de existência. 
1 + um (Henrique Rodovalho) – “Partindo de mais um desenvolvimento técnico de movimento, dentro do estilo próprio que venho trabalhando, este duo foi criado especialmente para a Companhia. Foi concebido a partir de diferenças no pensar e no mover dos bailarinos que o compõe. Com detalhes próprios de cada um, mas sobretudo, com muita qualidade e virtuosismo de ambos, resultando numa possibilidade de relação e, por vezes, de desejo.” 
Novena (Luís Arrieta) – No / Nove / Novena.

Sinopse

Muitos são os caminhos, diferentemente traçados, às vezes desimpedidos, às vezes emaranhados de obstáculos. Sem muito nem saber como, se desperta o desafio de transpassá-los e, em meio ao movimento das emoções o artista traça, como uma novena, a busca de seus sonhos e o espantar dos pesadelos. Um mais um, e mais um, e mais um, somam “Nós”.

Ficha técnica

Direção geral: Ana Bottosso
Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha.
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistente de coreografia: Carolini Piovani
Desenho de luz: Fernanda Guedella e Silviane Ticher
Operação de Luz: Ronei Novais e Silviane Ticher
Sonoplastia: Renato Alves
Figurino: o elenco
Máscara: Zé das Máscaras
Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Assistente de produção e comunicação: Renato Alves
Elenco: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Dayana Brito, Elton de Souza, Fernando Gomes, Jean Valber, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Serviço

Espetáculo/dança: por+vir
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 1, 2, 3 e 4 de setembro. Quinta a sábado (às 20h) e domingo (às 19h)
Galeria Olido (Sala Paissandu)
Av. São João, 473. República. Tel: (11) 3331-8399
Ingressos: Grátis (1h antes do espetáculo). Duração: 75 min. Classificação: 14 anos
Ar condicionado. Acesso universal. Não possui estacionamento.

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