sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Selvagens - Homem de Olhos Tristes tem sessões beneficentes em prol da Unibes

Nos dias 22 e 23 de outubro – quarta e quinta-feira – o espetáculo Selvagens - Homem de Olhos Tristes, do austríaco Händl Klaus, será apresentado no Club Noir em sessões beneficentes em prol UNIBES (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social), às 21 horas. 

O ingresso pode ser trocado na hora por um quilo de alimento não perecível ou por uma peça de roupa em bom estado.

Inédita no Brasil, a peça traduzida por Christine Röhrig e dirigida por Hugo Coelho, tem elenco formado por Rubens Caribé, Edu Guimarães, Vitor Placca, Flavia Couto e Henrique Taubaté Lisboa. A estreia de Selvagens - Homem de Olhos Tristes, acontece no dia 29 de outubro (quarta-feira, às 21 horas).

A montagem alterna climas de mistério, conflito, violência, ironia, acolhimento e sensualidade. O enredo fala sobre um médico que, após saltar do trem devido ao calor escaldante, tenta chegar ao seu vilarejo tendo que conviver com a contradição de pessoas que acabara de conhecer e com a aridez de um lugar marcado pelo abandono e pelo esquecimento.

Espetáculo: Selvagens – Homem de Olhos Tristes
Texto: Händl Klaus
Tradução: Christine Röhrig
Direção: Hugo Coelho
Elenco: Rubens Caribé, Edu Guimarães, Vitor Placca, Flavia Couto e Henrique Taubaté Lisboa.
Preparadora corporal: Inês Aranha
Assistência de direção: Fernanda Lorenzoni
Cenografia e figurino: David Schumaker
Música original: Ricardo Severo
Iluminação: Fran Barros
Programação visual: Fernanda Lorenzoni
Fotografia: Helô Bortz
Diretor de produção: Henrique Benjamin
Produção executiva: Fernanda Lorenzoni
Produção administrativa: Fábio Hilst
Realização: Benjamim Produções

Sessões beneficentes: 22 e 23 de outubro – quarta e quinta – às 21 horas
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível ou 1 peça de roupa em bom estado
Local: Club Noir
Rua Augusta, 331. Consolação/SP. Tel: (11) 3255-8448
Estreia para convidados: 29 de outubro – quarta – às 21 horas
Estreia aberta ao público: 30 de outubro – quinta – às 21 horas
Temporada: 29 de outubro a 18 de dezembro
Dias e horário: quartas e quintas - às 21 horas
Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00) (bilheteria abre 1h antes)
Gênero: drama. Duração: 60 min. Classificação: 12 anos.
Capacidade: 50 lugares. Não aceita cartões.
Acesso universal. www.ciaclubnoir.blogspot.com

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Humor de A Graça do Vira tem novidades em outubro


O espetáculo A Graça do Vira, segue com seu humor impagável na Sala Cabaré do Teatro Viradalata, sempre às terças-feiras, às 21h30. Um elenco afiado – Paulinho Serra, Antonio Ravan, Guilherme Uzeda, Marcela Leal e Alexandra Golik (também diretora do show) – mostra apresenta quadros hilários com personagens autorais, que são amarrados pelo clima de um lúdico cabaré.

O público se diverte com esse mosaico de cenas. A gargalhada é garantida pela surpresa, pela novidade, pelo nonsense. As cenas vão dos clássicos musicais aos mais variados estilos de humor. A diretora Alexandra Golik explica que “a brincadeira é amparada pelo talento de atores experientes: o lema é convergir para diversificar”. Para os atores, o principal elemento está no fato de serem todos apaixonados pelo teatro de humor.

O perfil das personagens dita o caminho do show em números solos ou em conjunto. No total, o A Graça do Vira tem 12 cenas: cada ator protagoniza duas, além de outras duas apresentadas em grupo. A dinâmica não se aplica apenas à variedade da graça, mas também à atualização dos quadros que serão alterados periodicamente, garantindo sempre o frescor desse show de humor.

Na atual temporada, Paulinho Serra apresenta o sugestivo quadro “Sensual”, além de “Jeff Michael”, o adestrador de crocodilos, e Alexandra Golik desmonta a platéia com a graça do endocrinologista “Dr. Gordon” e de “Sarinha”, uma adolescente infernal, politicamente incorreta. Já Antonio Ravan protagoniza o impagável “Troglodita”, entre outros; um dos personagens de Guilherme Uzeda é “Zildo”, um cara podre de pobre, mas feliz com sua condição e azar, e Marcela Leal traz “Loira Burra” e “Larissa”, a adolescente paranormal.

Outro destaque no mês de outubro é o pertinente “Horário Político”, no qual um personagem de cada ator terá até cinco segundos para responder sobre os temas: saúde, educação, segurança, transporte e cultura.

O cenário, de Paula di Paoli, é uma estrutura oval, um ciclorama com elásticos que possibilita aos atores brincarem com esse pano de fundo. O restante fica por conta dos elementos que atendem às cenas. O ambiente de cabaré é sugerido pela iluminação, pelo aconchego do espaço com apenas 120 lugares e pelo serviço de bar, disponível a partir das 20h30 até o final do espetáculo.

Espetáculo: A Graça do Vira
Direção geral: Alexandra Golik
Elenco: Alexandra Golik, Antônio Ravan, Guilherme Uzeda, Marcela Leal e Paulinho Serra.
Cenário: Paula di Paoli
Local: Teatro Viradalata
Rua Apinagés, 1387. Perdizes/SP. Tel: (11) 3868-2535
Temporada: terças-feiras – 21h30 - até 16/12                                                            
Ingressos: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00)
Bilheteria: terça (a partir de 19h), sábado (10h-21h) e domingo (10h-20h).
Ingressos antecipados: ingressorapido.com.br (Tel: 4003-1212).
Duração: 80 min. Classificação: 18 anos. Gênero: humor
Capacidade: 120 lugares. Aceita cartões de débito/crédito (MC, RC, V, VE).
A casa abre às 20h30. Estacionamento / vallet: R$ 15,00
Site: www.viradalata.com.br. Estreia oficial: 5/8/14

Companhia de Danças de Diadema apresenta os Bailando em Família e Bailando na Cidade

A Companhia de Danças de Diadema convida a comunidade local para participar dos projetos Bailando em Família e Bailando na Cidade, neste final de semana. O primeiro ocorre dia 17 de outubro, sexta, às 17h, no Centro Cultural Promissão, no Jardim Promissão. Já o segundo, acontece dia 18 de outubro, sábado, às 15h, no Centro Cultural Heleny Guariba, no Jardim Ruyce. Ambos com inscrições grátis.

O Bailando em Família foi criado em 2013. A atividade envolve os profissionais da dança e os centros culturais da cidade, promovendo a interação entre crianças e seus familiares por meio da dança. A vivência reúne os participantes das oficinas de danças, ministradas nesses espaços pela Companhia de Danças de Diadema, e seus familiares (pais, irmãos, avós, tios, primos etc.). Nesse grande encontro os artistas-orientadores propõem - por meio de atividades lúdicas, interatividade e exercícios de expressão corporal e cooperação coletiva - uma (re)aproximação física, sensorial e afetiva entre os participantes. As crianças e seus familiares podem experimentar ou (re)experimentar sensações proporcionadas pela dança, através do toque e dos movimentos em conjunto: crianças e familiares são tocados pela arte do movimento, muitas vezes imperceptíveis no cotidiano. No encerramento todos são convidados para um delicioso chá.

O Bailando na Cidade – que está na nona edição - é uma caravana de dança que envolve formação e difusão. Consiste na circulação dos profissionais da Companhia de Danças de Diadema em espaços de cultura da cidade (os centros culturais). No período da tarde, ocorre uma oficina com crianças e adolescentes residentes no bairro em questão (Jardim Ruyce) e oriundas das escolas do entorno. Nesta vivência são aplicadas noções lúdicas da relação corpo x mente x movimento. Crianças, adolescentes e bailarinos profissionais interag por meio de ações em dança e movimento.

No mesmo local, às 19 horas, acontecem as apresentações artísticas: a Companhia de Danças de Diadema apresenta uma versão reduzida de Crendices... quem disse?, de Ana Bottosso e elenco, e os seus alunos da oficina também fazem uma apresentação para seus familiares e para toda a comunidade.  

A Companhia de Danças de Diadema vem se destacado no cenário da dança pelo caráter inovador. Criada, há 19 anos, pela iniciativa da bailarina e coreógrafa Ivonice Satie e da Prefeitura do Município de Diadema, desenvolve, além do trabalho artístico, um projeto sociocultural, onde os bailarinos atuam como artistas orientadores no Projeto Oficinas - Difusão e Acesso à Dança. 

Reconhecida no Brasil e internacionalmente, abraçou como um de seus objetivos, o ensino da dança e da descoberta do corpo como forma de expressão, atuando junto à comunidade. Com 23 obras no repertório, mescla nomes de renomados coreógrafos e dos próprios bailarinos como criadores, trabalho que tem lhe rendido diversas premiações e destaque como um grupo atuante e inovador.

Serviço
www.ciadedancas.apbd.org.br

17/10 (sexta) – Bailando em Família – 17h
Centro Cultural Promissão
R. Pau do Café, 1.500. Jd. Promissão. Diadema. Tel.: 4066-5454
Classificação livre. Ffaixa etária apropriada: a partir de 6 anos até terceira idade.
Entrada franca (inscrições na hora e local) –
Público alvo: integrantes das oficinas, seus familiares, parentes e amigos.

18/10 (sábado) – Bailando na Cidade – 15h
Centro Cultural Heleny Guariba
R. Barão de Uruguaiana, 87. Jd. Ruyce. Diadema. Tel. 4067-4292
Classificação livre. Faixa etária apropriada: de 06 a 10 anos
Entrada franca (inscrições na hora e local).
Público alvo: alunos da rede pública de ensino e dos centros culturais de Diadema

Apresentação (grátis) aberta ao público: às 19 horas

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Companhia de Danças de Diadema leva o Outubro Rosa ao projeto Caminhando Bem

Na manhã do dia 06 de outubro, marcando o início da campanha Outubro Rosa, a Companhia de Danças de Diadema, a convite da Secretaria de Esportes de Diadema, realizou uma vivência corporal com os integrantes da Terceira Idade do projeto Caminhando Bem.

Após a vivência, onde todos participaram em uma grande interação por meio da dança, os artistas orientadores da Companhia apresentaram breves coreografias de seu repertório.

O projeto Caminhando Bem, realizado pela Prefeitura de Diadema, desde os anos 90 incentiva a população a levar uma vida mais saudável, estimulando a prática da caminhada e uma alimentação mais saudável e equilibrada. Todas as atividades têm supervisão de professores de educação física, e beneficiam cerca de mil pessoas por semana.

O Outubro Rosa nasceu em Nova York, nos anos 90, com uma corrida de rua; uma maneira de incentivar o diagnóstico precoce do câncer de mama. Hoje, a iniciativa acontece em diversos lugares do mundo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Alaíde Costa mostra novo CD em Pindamonhangaba

Primeiro CD autoral de cantora chega depois de seis décadas de dedicação à música brasileira. Em Pindamonhangaba, o show de lançamento acontece no dia 10 de outubro (sexta, às 20 horas) no Teatro Galpão, com entrada franca. Projeto viabilizado pelo ProAC.

A cantora e compositora Alaíde Costa completa 79 anos no final de 2014. Figura ímpar na história da música popular brasileira, Alaíde realiza o antigo sonho de gravar um disco somente com composições próprias. Com a mesma afinação e a mesma interpretação personalíssima dos tempos pré-bossa nova, quando iniciou a carreira como crooner do Avenida Dancing no Rio de Janeiro, em 1954, a intérprete se consagra definitivamente também como autora, com o lançamento do álbum Canções de Alaíde (selo Nova Estação), que tem produção musical de Thiago Marques Luiz.

Alaíde compôs a sua primeira canção aos 17 anos. Ao longo do tempo, mesmo tendo prevalecido o lado intérprete, as novas melodias sempre permearam sua carreira. Várias de suas canções foram escritas em parceria com amigos, ilustres poetas e compositores da música brasileira. Alguns de seus parceiros estão no CD, entre eles Vinícius de Moraes, Antônio Carlos Jobim, Johnny Alf, Hermínio Bello de Carvalho e Geraldo Vandré, além de Geraldo Julião, José Márcio Pereira, João Magalhães e Paulo Alberto Ventura.

A cantora conta que lhe trouxe também muita alegria o fato de gravar acompanhada por músicos com os quais trabalha há mais de 30 anos: o pianista Giba Estebez (grande parceiro de palco, que também assina a direção musical do CD e a maioria dos arranjos), o flautista Vitor Alcântara e os violonistas Conrado Paulino e Fernando Corrêa (também arranjadores de algumas faixas). O disco tem ainda participação especial do pianista Gilson Peranzzeta, da cantora Adyel Silva, do baixista Mário Andreotti e de seu filho, o cantor e violonista Marcelo Lima.

A capa do CD também representa uma passagem importante em sua história musical. Nela, Alaíde aparece feliz e na intimidade com o piano, instrumento que utiliza para compor as suas melodias. E o que tem na sala de sua casa não é um piano qualquer. Suas teclas foram as primeiras tocadas por Alaíde, desde que começou a tomar aulas com o maestro Moacir Santos. Mais tarde o instrumento lhe foi dado de presente pelo amigo e parceiro Vinícius de Moraes.

Canções de Alaíde mostra uma cantora autêntica, que nunca se dobrou aos modismos comerciais, mantendo-se fiel ao seu próprio estilo. Ela revela que enfrentou dificuldades na profissão por buscar por “uma música que fosse diferente”. “O que me fascinava era o que soava diferente aos meus ouvidos”, confessa. E se lembra de quando conheceu Johnny Alf, grande parceiro e amigo com quem trabalhou no Brasil e na Europa. “Eu gostava de sua música especial”. Eles se conheceram em 1952, no Rio de Janeiro, quando ela o ouviu tocando “O Que é Amar” em um programa de TV: “fiquei encantada com aquela música que não era comum, ele tinha uma forma única de tocar”. Mas, com a timidez mútua, só foram se aproximar anos depois, em São Paulo. A primeira vez que ela cantou ao som de seu piano foi dando uma canja em uma boate onde Johnny se apresentava. Ela escolheu “Dindi” (Tom Jobim), mas pediu que fosse em si maior. E ele retrucou: “não tinha um tom melhor não?”, diverte-se Alaíde ao lembrar.

A semente desse disco foi lançada no final da década de 90, quando Alaíde Costa fez um show no Teatro Denoy de Oliveira cantando suas músicas a convite de Luiz Carlos Bahia com produção de Nelson Valência. Poucos sabiam, até então, que ela é a autora de todas as melodias de suas composições. Muitos anos se passaram e muitas pessoas estavam interessadas em realizar esse sonho da artista: Cervantes Sobrinho e Paulo Gomes (atuais produtores executivos de Canções de Alaíde), Thiago Marques Luiz, Gilson Peranzzetta.

Em 2012, Valência produziu um novo show de Alaíde. Paulo e Cervantes então constataram que o CD já estava delineado. Faltava o registro. “Era o momento”, comenta Cervantes. Amigos e admiradores da cantora, eles se empenharam na busca de recursos para fazer o disco, que foi viabilizado com o apoio do ProAC. “Alaíde sempre se destacou pelo timbre e afinação impecável. No início, ela encantava - e até intrigava - pela erudição que emanava naturalmente de seu canto: uma cantora de música popular com requintes próprios do canto lírico na interpretação.” Comenta Cervantes, fã declarado de Alaíde Costa.

As Canções de Alaíde

O CD Canções de Alaíde abre com uma temática comum na obra da compositora: o amor. A música “Qual a Palavra” fala de uma grande paixão, abrindo passagem para a primeira parceria com Vinícius de Moraes, presente no disco, “Tudo o Que É Meu”. Alaíde conta que recebeu essa letra durante uma visita que fez ao ‘poetinha’, quando estava esse internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. “Ele disse que havia um presente para mim na gaveta e o presente era um papel dobrado com a letra da canção”.

A terceira faixa reúne duas canções com arranjos do pianista e amigo Gilson Peranzzetta. “Ternura” tem letra de Geraldo Julião, mas a cantora conta que esta é a segunda versão, pois a primeira foi assinada por uma amiga que faleceu antes de autorizar a gravação. E “Cadarços”, que ganhou o requinte do piano do arranjador, registra um momento mágico na história da artista com o Hermínio Bello de Carvalho. No início dos anos 80, ela foi participar da gravação de um disco do compositor/poeta: mostrou-lhe a melodia e ele não só fez a letra, como a incluiu entre as faixas do álbum Águas Vivas, de 1982.

Composta em 1960, a música “Afinal” deu nome a um álbum que Alaíde gravou, em 1964. A quinta faixa, “Meu Sonho”, vem bem acompanhada pelo talento do pianista e compositor Johnny Alf, parceiro de música e de palco. A melodia - revela Alaíde - “foi um desafio”, e a história merece um parêntese: “quando ele me deu a letra para musicar, mostrei-me insegura com a tarefa de fazer melodia para um poema seu e ele apenas respondeu: ‘vire-se’”. E ela se virou, fez uma música digna do grande compositor.

A canção “Tempo Calado” é uma linda parceria com o amigo Paulo Alberto Ventura, que não é oficialmente um letrista e sim artista plástico. Seguindo o roteiro, a fixa “Saída”, composta no início dos anos 2000, também tem história que merece registro. A primeira letra desta canção era um poema de Paulo César Pinheiro, “Navios”, que ela musicou. Para sua decepção, ao ligar para o amigo com a novidade, soube que ele acabara de autorizar a gravação do mesmo com letra de Francis Hime. Tratou, ela mesma então, de fazer outro poema.

A composição “Banzo” – que tem participação especial da cantora Adyel Silva - é uma parceria de Alaíde com José Márcio Pereira. Esta canção já foi defendida por ela em um festival universitário. A próxima, “Choro”, tem clima de fossa, de fim de romance. Originalmente, ela foi composta ao piano por Alaíde, mas aqui ganhou dois violões no arranjo de Conrado Paulino. “Gostei muito dessa versão com os violões”, comenta feliz a cantora.

“Apesar de Tudo” não poderia estar de fora desse trabalho, pois marca o início de uma grande amizade com o compositor João Magalhães. A próxima música também registra um momento especial na carreira de Alaíde. Em 1961, na Casa de Vinícius de Moraes, ela cantarolou uma melodia para Tom Jobim, que lhe deu, então, dicas de harmonia e, no mesmo dia, escreveu a letra de “Você é Amor”. Ele ainda constatou que ela era uma “menina de muito futuro”. “Você canta diferente”, falou o maestro.

Muitas das músicas de Alaíde nasceram desses grandes encontros. E não foi diferente com “Canção do Breve Amor”. Em uma das reuniões da turma da bossa nova, bem no início do movimento musical, ela compôs a melodia. Geraldo Vandré ouviu e fez a letra no instante seguinte. E, fechando o repertório de Canções de Alaíde, vem outra bela parceria com Vinícius de Moraes, “Amigo Amado”, que tem impecável participação especial de Gilson Peranzzetta ao piano.

AGENDA DE SHOWS

10 de outubro (sexta, às 20 horas) - PINDAMONHANGABA
Teatro Galpão (221 lugares). Av. Nossa Sra. do Bom Sucesso, 2750. Parque das Nações.
Tel: (12) 3642-1080.Grátis (ingressos 1h antes)

3 de dezembro (quarta) – São Paulo
Galeria Olido. Av. São João, 473. República. Tel: (11) 3331-8399.

4 de dezembro (quarta) – São Paulo
Teatro Décio de Almeida Prado. Rua Cojuba, 45-B. Itaim Bibi. Tel: (11) 3079-3438.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Mão do Meio, infantojuvenil com a Companhia de Danças de Diadema, estreia no Sesc Consolação

O Teatro Anchieta do Sesc Consolação apresenta o espetáculo infantojuvenil A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica) com a Companhia de Danças de Diadema, que estreia no dia 25 de outubro, sábado, às 11 horas. Com direção geral de Ana Bottosso, a montagem tem concepção e coreografia assinadas por Michael Bugdahn e Denise Namura.

O enredo mostra experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança, incluindo algumas cenas com o artifício da luz negra.

Nove bailarinos exploram esta fabulosa aventura de uma mão fascinada por movimentos que parte em busca da descoberta do corpo e, pouco a pouco, torna-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas.

Os coreógrafos explicam que A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica) conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta Michael Bugdahn.

Denise Namura é brasileira e Michael Bugdahn, alemão. O casal, convidado para esta montagem, vive em Paris, onde tem uma companhia de dança. Este é o segundo trabalho que eles assinam para a Companhia de Danças de Diadema (o primeiro foi La Vie en Rose???, que foi apresentado em Paris, recentemente)  “Eles têm uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”. Afirma Ana Bottosso, ao comentar sobre o convite à dupla de coreógrafos.

A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica) é a segunda montagem da companhia voltada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).

Ficha técnica
Espetáculo: A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica)
Direção geral: Ana Bottosso
Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura
Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn
Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Dayana Brito, Jean Valber, Rafael Abreu, Samira Marana, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistente de coreografia: Carolini Piovani
Desenho de luz, trilha sonora e pesquisa musical: Michael Bugdahn
Vozes em off: Denise Namura e Roberto Mainieri
Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura
Confecção de cenário: Fábio Marques
Confecção de figurino: Cleide Aniwa
Operação de luz: Pâmola Cidrack
Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves
Fotos: Silvia Machado
Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis
Professores de dança contemporânea: Luiz Fernando Bongiovani
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de comunicação: Renata Boniol
Ass. de imprensa: Secretaria de Comunicação de Diadema / Verbena Comunicação

Serviço
Teatro Sesc Anchieta - SESC Consolação
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque/SP – Tel: (11) 3234-3000
Temporada: 25 de outubro a 15 de novembro
Horário: Sábados – às 11 horas
Ingressos: R$ 8,00 (inteira), R$ 4,00 (meia) e R$ 1,60 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo e dependentes comerciário)
Duração: 60 minutos. Gênero: Dança. Classificação: 6 a 106 anos
Capacidade: 280 lugares. Bilheteria: 2ª a 6ª (12h às 22h), sáb (10h às 21h) e dom (16h30 às 18h)
Aceita Cheque e cartões. Não possui estacionamento. www.sescsp.org.br

Selvagens - Homem de Olhos Tristes, de Händl Klaus, estreia no Club Noir

Eles são selvagens, tristes, perdidos, trancados numa vertigem de sangue, suor, som e fúria. (HC)

Inédita no Brasil, a peça contemporânea Selvagens - Homem de Olhos Tristes, do austríaco Händl Klaus, traduzida por Christine Röhrig, estreia para convidados no dia 29 de outubro (quarta, às 21h) no Club Noir, sob direção de Hugo Coelho. A temporada aberta ao público tem início no dia 30.

Os atores Rubens Caribé, Edu Guimarães, Vitor Placca, Flavia Couto e Henrique Taubaté Lisboa formam o elenco da peça que alterna climas de mistério, conflito, violência, ironia, acolhimento e sensualidade. Um médico tenta chegar ao seu vilarejo tendo que conviver com a contradição de pessoas que acabara de conhecer e com a aridez de um lugar marcado pelo abandono e pelo esquecimento.

Com narrativa sedutora e não linear, a montagem conta a história de Gunter de Bleibach (Rubens Caribé), um Médico Sem Fronteiras que, a caminho de seu vilarejo, sente-se mal com o calor asfixiante nos vagões lotados e se vê obrigado a descer do trem. Na estação ele encontra dois homens, os irmãos Flick (Eduardo Guimarães e Vitor Placca), a princípio extremamente simpáticos, que lhe oferecem abrigo e ajuda, e também lhe pedem que vá ver Hedy, a irmã doente (Flávia Couto). Sob o calor escaldante, a caminho da casa dos Flick, a paisagem se revela árida. A cidade enfrenta racionamento de toda ordem, principalmente de água. E Gunter insiste sempre que precisa ir para casa, urgentemente.

Segundo o diretor Hugo Coelho, o texto de Händl Klaus é muito rico na abordagem humana em meio às vertigens do mundo contemporâneo com seus paradoxos, com sua gama de possibilidades e impossibilidades, de respostas e perguntas soltas no ar. Selvagens - Homem de Olhos Tristes aborda a vida como um fluxo permanente que nos joga no vazio, onde as fronteiras do real, do imaginário e do emocional se sobrepõem. “Não existem fronteiras, só existem os limites da tridimensionalidade, da sede, do sangue e do sexo. O homem ainda é um ‘bicho’ que procura o prazer e foge da dor”. Completa.

Nessa história seria tudo um pesadelo? Uma metáfora? Ou seria esta a última viagem de Gunter? Para Rubens Caribe, “quando Gunter salta do trem, ele pula para fora do mundo e cai numa esfera fantástica e apocalíptica, onde é subjugado de forma sutil e violenta”. Nesse ambiente claustrofóbico e misterioso, aos poucos, os personagens se revelam e se inter-relacionam no viés de um mundo complexo e contraditório. O diretor explica que o texto explora a falta de acesso, explora o caráter de uma sociedade de abundância para poucos e a escassez para muitos. “Temos necessidades e desejos de ordem material, emocional e espiritual, portanto carregamos a condição trágica da incompletude: uma angústia de querer chegar a algum lugar, a busca de uma condição de bem estar, de satisfação plena”.

Aparentemente, nada faz muito sentido em Selvagens. A contradição e o jogo geram suspense. Uma série de fatos se sucede, carregados de desconforto e até de humor. Um velho homem mudo (Henrique Taubaté Lisboa) é torturado (o velho pode ser alguém muito próximo dos irmãos). Gunter se sente acuado; fica aterrorizado ao ver a face amistosa dos irmãos transformada em ironia e violência. Chegando à casa dos Flick, mesmo diante de tanta sede, os irmãos esqueceram de trazer água. Eles saem em busca de água e alimentos. Enquanto isso, Hedy e o médico ficam sozinhos. O que aconteceu no passado desta família pouco se revela. Gunter faz uma incisão para tirar o ar dos pulmões da jovem, mas algo dá errado. Ela ficará bem? E quem é o velho pai dos jovens que dorme no chão, vestindo o casaco do visitante? Gunter ainda não voltou para casa quando a noite chega. A energia está cortada e eles ficam na completa escuridão. Será possível dormir?

A montagem

A concepção do cenário (David Schumaker) é uma caixa branca que revela nuances e texturas que fazem a ligação com o mundo e provoca sensações. Apenas alguns elementos ajudam a contar a história de Selvagens - Homem de Olhos Tristes. A música original, composta por Ricardo Severo, descreve a paisagem desolada: ora comenta, ora pontua, ora acentua a ação dramática. Em um fluxo incessante, a peça se desenrola no jogo teatral entre personagens, baseado na palavra, nos duplos sentidos, na sensação, na razão e no corpo. O trabalho de Inês Aranha na preparação corporal objetiva a formação de um repertório corporal que os personagens trazem para cena.  “Cada sessão tende a ser um ‘quadro’ diferente nesse mundo em transformação. A caixa branca nos dá a possibilidade de escrever uma nova história a cada dia. Não vejo sentido em um cenário cristalizado, explícito; os signos e significados se transformam sempre, as pessoas também”. Explica Hugo Coelho.

A encenação busca materializar a estética proposta pelo texto de Händl Klaus, e não responde perguntas; segue pela trilha das impossibilidades. O que os quatro personagens procuram, realmente não importa. O trem que passa é a vida que segue. A plataforma é o mundo numa paisagem apocalíptica. As memórias são retalhos numa colcha disforme, contornada pela falta de água, de energia, pelo cansaço, pela doença. O retorno à origem se revela impossível. Só é possível ir adiante.

Para um teatro metafórico, a direção busca prender o espectador pelas sensações físicas e pela surpresa. “A ambiguidade do que é dito, do que é ouvido, do que é entendido (às vezes sussurrado, desesperado, incompreendido) é a impossibilidade do real. A vida é sonho? Pode ser um frenesi, nos silêncios. O real não existe.” Finaliza o diretor.

Ficha técnica
Espetáculo: Selvagens – Homem de Olhos Tristes
Texto: Händl Klaus
Tradução: Christine Röhrig
Direção: Hugo Coelho
Elenco: Rubens Caribé, Edu Guimarães, Vitor Placca, Flavia Couto e Henrique Taubaté Lisboa.
Preparadora corporal: Inês Aranha
Assistência de direção: Fernanda Lorenzoni
Cenografia e figurino: David Schumaker
Música original: Ricardo Severo
Iluminação: Fran Barros
Programação visual: Fernanda Lorenzoni
Fotografia: Helô Bortz
Diretor de produção: Henrique Benjamin
Produção executiva: Fernanda Lorenzoni
Produção administrativa: Fábio Hilst
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena
Realização: Benjamim Produções

Serviço
Estreia para convidados: 29 de outubro – quinta – às 21 horas
Temporada: 29 de outubro a 18 de dezembro
Dias e horário: quartas e quintas - às 21 horas
Local: Club Noir
Rua Augusta, 331. Consolação/SP. Tel: (11) 3255-8448
Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00) – Vendas na bilheteria: 1h antes das sessões
Gênero: drama. Duração: 60 min. Classificação etária: 12 anos.
Capacidade: 50 lugares. Aceita dinheiro e cheque. Não aceita cartões.
Não faz reservas. Ar condicionado. Acesso universal. www.ciaclubnoir.blogspot.com

PERFIS

Händl Klaus (autor) - Händl Klaus é um premiado dramaturgo contemporâneo que começou a carreira como ator, participando de vários filmes, para depois se dedicar à dramaturgia. Händl recebeu vários prêmios como autor, entre os quais se destacam o Grande Prêmio de Literatura de Tirol, em 2007, e os prêmios Robert Walser e Rauriser Literaturpreis, em 1995. Sua obra Selvagem - Homem de Olhos Tristes (escrita em 2003) foi convidada, em 2004, para os festivais Berliner Theatertreffen e Mülheimer Theatertagen, onde foi agraciado como o Melhor Jovem Dramaturgo pela citada obra. Em 2006, foi eleito o dramaturgo do ano pelos críticos especializados na conceituada revista Theater Heute (Teatro Hoje).  Ele também dirigiu e roteirizou o premiado longa-metragem März, em 2008. Atualmente, dedica-se a escritura de libretos de óperas.

Hugo Coelho (diretor) - Formado em filosofia, Hugo Coelho é ator e diretor. Começou a carreira no Teatro de Arena. Estudou interpretação com Eugênio Kunest, foi assistente de direção de Antônio Abujamra, inclusive na antológica montagem A Morte Acidental de um Anarquista, com Antônio Fagundes. Sua primeira direção profissional foi O Poema Sujo, de Ferreira Gullar, com Rubens Correa e Ester Góes. Depois esteve à frente da direção de Me Segura Senão eu Pulo, de Luiz Carlos Cardoso, Hoje Tem Mazzaropi, de Mario Viana, Retratos, de William Douglas Home, Os Jogadores, de Nikolai Gogol, a ópera Treemonisha, de Scott Joplin, O Contrabaixo, de Patrick Suskind, e Quem Casa quer Casa, de Martins Penna. Como ator, integrou os seguintes elencos: Assim é (se lhe parece), de Luigi Pirandello e dir. de Marco Antônio Pâmio; O Terraço de Jean Claude Carrière e dir. de Alexandre Reineck; e Motel Paradiso, de Juca de Oliveira e dir. de Roberto Lage, entre outros. Com intensa atuação na TV - onde fez carreira também como assistente de direção, editor e diretor de novelas e documentários na TV Bandeirantes, TV Globo e SBT - participou das novelas Água na Boca (na TV Bandeirantes) e O Direito de Nascer, Cristal, Revelação e Amor e Revolução (no SBT), além das séries Descolados (na MTV) e O Negócio (na HBO).

Rubens Caribé (ator) - Estreou em 1987 com Hair, de Antônio Abujamra, e, desde então, vem se alternado entre o teatro, o cinema e a TV, além de manter um treinamento de mais de 15 anos de dança com Mariana Muniz. Na TV, atuou em Anos Rebeldes e Fera Ferida (Globo), Sangue do Meu Sangue e Os Ossos do Barão (SBT) e Cidadão Brasileiro (Record). No teatro, trabalhou com os diretores Cacá Rosset, Ulysses Cruz, Ron Daniels e Felipe Hirsch, entre outros. Ganhou o Prêmio Apetesp 1995 de Melhor Ator (O Melhor do Homem) e foi indicado para os prêmios Apetesp 1997 como Melhor Ator Coadjuvante (por Hamlet) e Shell de Melhor Ator (por Rei Lear). Entre seus trabalhos mais atuais, destacam-se as peças O Fantástico Reparador de Feridas (dir. Domingos Nunez), A Aurora da Minha Vida (dir. Bárbara Bruno), Berro (dir. Eduardo Tolentino de Araújo), o longa-metragem Inversão (dir. Edu Filistoche), a telenovela Uma Rosa Com Amor (SBT) e o espetáculo Corpo Vivo (de Ivaldo Bertazzo). Recentemente, esteve em cartaz com o musical Cabaret Luxúria e os espetáculos de teatro-dança UManoel e Gestos, da Cia. Mariana Muniz. Em 2014, atuou em Assim É (Se Lhe Parece), dirigida por Marco Antonio Pâmio, pela qual recebeu indicações como melhor ator aos prêmios Shell, APCA e Aplauso Brasil.

Edu Guimarães (ator) - Ao longo de 22 anos de carreira, Edu Guimarães fez cursos de especialização, estudando com nomes como Pascoal da Conceição, Lúcia Gayotto, Wolney de Assis, Denise Assunção, Robert McCrea, Lourival Pariz, Gabriel Guimard, Gavin Robertson, Eduardo Tolentino de Araújo, Denise Weinberg, Clara Carvalho, Tom Zé, Luiz Tatit e outros. NO teatro atuou em Shopping & Fucking (de Mark Ravenhill, dir. Marco Ricca), A Audiência (de Vaclav Havel, dir. Soledad Yunge), Ricardo III (de W. Shakespeare, dir. Jô Soares), Autobahn (de Neil Labute, dir. Soledad Yunge), Pessoas Absurdas (de Alan Ayckbourn, dir. Otávio Martins, também como tradutor) e O Salão de Baile Elétrico (de Enda Walsh, dir. Cristina Cavalcanti). Trabalhou nos longas O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias (de Cao Hamburger) e O Fim Da Picada (de Christian Saghaard). Participou de vários curtas-metragens, como Kyrie ou O Início do Caos (de Débora Waldman), A Bela E Os Pássaros (de Marcelo Toledo e Paolo Gregori), Cemitério São Luiz (de Ana Paul, como ass. de direção e produtor), A Psicose de Valter (de Eduardo Kishimoto, como ator e roteirista) e outros.

Flavia Couto (atriz) - Formada em artes cênicas pela USP, Flávia está em cartaz com a peça O Unicórnio, adaptação da obra de Hilda Hilst com direção de Christina Trevisan. Já trabalhou com a companhia francesa de teatro físico Pas de Dieux, com Marco Antônio Braz em Abajur Liláse Quando as Máquinas Param (Projeto Plínio Marcos), com Tiche Viana, com Augusto Marin no Coletivo Commune, com Armando Sérgio, Beth Lopes e Lèa Dant. No cinema, integrou o elenco de Amador, de Cristiano Burlan, que estreiou na Mostra Internacional de Tiradentes; protagonizou Loveless ao lado de Victor Hugo Carrizo, dirigido por Cláudio Gonçalves, filme premiado com Menção Honrosa no Festival de Cinema de Porto Alegre 2009; fez uma série de curtas, entre eles o premiado Journée. E na TV, participou da série A vida Alheia (como Nalva). Atualmente, desenvolve seu trabalho na interdisciplinaridade de linguagens (teatro, dança, música, cinema e video-arte), ministra oficinas de vivencia em teatro musical no Sesi e desenvolve estudos sobre dança moderna e flamenca. Ao lado de Thaís Almeida Prado, Flávia participa do Filmes de Infiltração realizandio filmes como Nowhere (longa, doc-ficção) e Passagens (vídeo-dança).


Vitor Placca (ator) - Formado pela EAD, Vitor Placca é, desde 2012, ator integrante do grupo Teatro de Narradores. Junto à companhia já atuou em Ensaio Sobre a Esquadronização Geral, Retrato Calado, Ensaio Sobre o Sim e o Não e outros. Trabalhou como ator em: O Maravilhoso Mundo de Dissocia, de Anthony Neilson e direção de André Pink; Realismo, de Anthony Neilson e direção de André Pink; O Assassinato do Anão do Caralho Grande, de Plínio Marcos e direção de Silnei Siqueira; Os Cidadãos de Calais, de Georg Kaiser (exercício cênico) dirigido por Isabel Setti; Machado Assim (exercício cênico a partir dos contos de Machado de Assis), dirigido por Luís Damasceno; A Tempestade, de William Shakespeare, xercício cênico dirigido por Raquel Araújo.