segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O Maravilhoso Teatro Ambulante da Academia de Palhaços leva circo-teatro à Zona Leste


Entre os dias 18 e 22 de novembro (terça a sábado, às 20h), a trupe se apresenta em Ermelino Matarazzo (Zona Leste), em parceria com as ONGs Varre Vila e Mundo em Foco. Grátis. Rotatória da Rua Cinturão Verde, S/N, na Vila Santa Inês.

Com direção de Fernando Neves (Os Fofos), O Maravilhoso Teatro Ambulante da Academia de Palhaços iniciou, em novembro, uma temporada itinerante que vai levar cinco espetáculos de rua para 10 localidades de diferentes regiões da capital.

A trupe permanece por cinco dias em cada lugar, onde apresenta cinco montagens (uma por dia) que são encenadas em uma Kombi-Palco. O repertório traz clássicos do circo-teatro e peças de autores populares, passando pelo drama circense, pantomima, teatro de revista e comédia de costumes.

Os espetáculos são apresentados na seguinte ordem: O Teatro Mambembe do Dr. Fracassa (1º dia), versão do grupo para O Mambembe, burleta (comédia musicada) de Artur Azevedo; Lágrimas de Mãe (2º dia), uma adaptação do dramalhão de José Soares; As Desgraças de uma Criança (3º dia), comédia de Martins Pena; Nosferatu: O Vampiro das Sombras (4º dia), pantomima baseada nos filmes homônimos de Friedrich Murnau e Werner Herzog; e A Paixão de Cristo Segundo São Rubinho (5º dia), uma versão inusitada do clássico drama religioso da tradição popular.

Desde 2007, o grupo de atores da Academia de Palhaços, egressos do curso de artes cênicas da Unicamp, produz espetáculos a partir de sua pesquisa sobre palhaço de picadeiro e circo-teatro. Agora, com O Maravilhoso Teatro Ambulante a companhia tem olhar voltado para o universo do ator popular e faz um mergulho em sua dramaturgia e em seu caráter itinerante. A Kombi da trupe foi adaptada e se transformou em um teatro ambulante e autônomo, a Kombi-Palco, que carrega no porta-malas sua própria maquinaria, cenários, figurinos e instrumentos musicais.

Fernando Neves e a Academia de Palhaços já trabalharam juntos na Unicamp e na montagem de O Mistério Bufo, em 2012. Segundo o diretor, O Maravilhoso Teatro Ambulante da Academia de Palhaços traz o necessário olhar libertário para a arte: “o circo é antropofágico e nesse trabalho todos os estilos são transportados para a linguagem circense”. Ele explica que os espetáculos, pinçados de estéticas diversas, têm como unidade a coerência como o a essência do circo-teatro.

Sobre o trabalho com os atores, Fernando explica que o tipo da personagem já determina o caminho e já vem impregnado pelo tom que ele deve ter. “No circo o trabalho é feito com linhas estabelecidas; há um rigor muito grande em seguir os caminhos determinados pelas personagens”. E finaliza: “o olhar é sempre para o público porque ‘aqui’ reza a cartilha do circo-teatro”.

Intercâmbio com moradores

Além dos espetáculos, a Academia de Palhaços promoverá um intercâmbio artístico em todas as localidades por onde passar com O Maravilhoso Teatro Ambulante, nos cinco dias de permanência. Serão convidados artistas do lugar e demais interessados. O espetáculo, criado conjuntamente, será apresentado no último dia, protagonizado pelos moradores.

Roteiro dos espetáculos, a cada dia, em cada localidade

1º dia - O Teatro Mambembe do Dr. Fracassa (50 min)
2º dia - Lágrimas de Mãe (35 min)
3º dia - As Desgraças de Uma Criança (55 min)
4º dia - Nosferatu - O Vampiro das Sombras (45 min)
5º dia - A Paixão de Cristo Segundo São Rubinho (50 min)

Programação – próximas apresentações

18 a 22 de novembro - Ermelino Matarazzo
Terça-feira a sábado – às 20h. Grátis. Livre
Parceria com as ONGs Varre Vila e Mundo em Foco
Rotatória da Rua Cinturão Verde, S/N. Vila Santa Inês. Zona Leste

3 a 7 de dezembro - Ermelino Matarazzo
Quarta-feira a domingo – às 20h – Grátis. Livre
Parceria com as ONGs Varre Vila e Mundo em Foco
Ecoponto da R. Arnould Lima, S/N (próx. ao Parque Central). União de Vila Nova. ZL.

10 a 14 de dezembro - Jardim Jaú
Quarta-feira a domingo – às 20h. Grátis. Livre
Parceria com a Subprefeitura da Penha
Parque Linear Tiquatira. Av. Governador Carvalho Pinto, S/N – Zona Leste

15 a 19 de dezembro – Vila do Sol
Segunda a sexta-feira – às 20 horas. livre
Parceria com o CEU Vila do Sol
CEU Vila do Sol. Avenida dos Funcionários Públicos, 369. Zona Sul

ESPETÁCULOS - SINOPSES

O  Teatro Mambembe do Dr.  Fracassa

A montagem é uma versão da Academia de Palhaços para O Mambembe, der Arthur de Azevedo, com pitadas de comedia dell’arte. Nesta revista o tema principal o próprio teatro e as multifacetas do artista que tem que se virar para colocar o pão na mesa. Uma trupe de atores mambembes faz uma viagem para apresentar seu trabalho, mas o dinheiro acaba e algo deve ser feito para conseguirem voltar para sua cidade natal. O  Teatro Mambembe do Dr.  Fracassa, Peça de abertura da temporada, conta sua história através de músicas tocadas e cantadas pelos próprios atores - violino, banjo, acordeon, sousafone (uma tuba especial para marchas) e washboard (tábua de lavar roupa usada como instrumento de percussão).

Lágrimas de Mãe
O dramalhão Lágrimas de Mãe, de José Soares, conta as tristezas de uma pobre mãe que sofre os maus tratos de seu filho ingrato, enquanto espera a volta do outro filho, o bom e trabalhador, que fora trabalhar além da fronteira para ganhar dinheiro e mudar de vida. A peça mescla referências do sertão agreste nordestino e do México com sua Fiesta de los Muertos e Nossa Senhora de Guadalupe. Esses dois lugares nem tão opostos assim, permeiam a estética da peça. O colorido da santa contrasta com o tema dramático do texto peça.

As Desgraças de Uma Criança

De Martins Pena, “As Desgraças de uma Criança” traz à cena uma sequência de quiproquós e divertidas histórias que se encontram na noite da Missa do Galo. Os arquétipos da comédia dell’arte e as sucessões de desencontros fazem da peça um humor leve e ágil. Uma jovem mãe apaixonada, um sacristão desviado, um velho libidinoso, um soldado picareta e a empregada bagaceira se revezam para cuidar do pobre bebê que, apesar de estar no título da peça, acaba ficando totalmente em segundo plano.

Nosferatu: o Vampiro das Sombras

Um clássico do expressionismo alemão, esta adaptação foi baseada em dois filmes ícones do cinema mundial: Nosferatu - Eine Symphonie des Grauens (1922), dirigido por Friedrich W. Murnau e Nosferatu - Phantom der Nacht (1979), de Werner Herzog. A pantomima Nosferatu: O Vampiro das Sombras conta a história de um corretor de imóveis que vende a casa ao lado da sua para o estranho Conde de Orlok. Sem saber, o ingênuo corretor traz para sua cidade a peste e a morte personificadas em um vampiro terrível, o lendário Nosferatu. Por ser uma pantomima, a peça é muda e conta apenas com narrações em off para situar a ação. Os atores usam o corpo expressionista para dialogar com a música e criar as atmosferas de terror e suspense.

A Paixão de Cristo Segundo São Rubinho

Esta é uma história universal, o espetáculo teatral mais montado na história do país. O texto foi escrito pela própria Academia de Palhaços, com referências dos mais diversos filmes e textos teatrais, dentre eles, A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorcese. A Paixão de Cristo Segundo São Rubinho conta esta célebre história a partir de um fictício evangelho apócrifo escrito por São Rubinho, um suposto décimo terceiro apóstolo que, além de discípulo de Cristo, era ator. É uma tragicomédia, cuja preocupação maior não é contar a história, mas sim encená-la e trazê-la para perto do público. Cristo, por exemplo, mescla em suas falas frases de Gandhi e Martin Luther King Jr.


Ficha técnica

Projeto: O Maravilhoso Teatro Ambulante da Academia de Palhaços
Elenco: Breno Tavares, Bruno Spitaletti, Laíza Dantas, Paula Hemsi e Rodrigo Pocidônio
Direção: Fernando Neves
Assistência de direção: Kátia Daher
Cenário: Breno Tavares e Os Demolidor e as Pantera
Maquiagem e figurino: Bruno Spitaletti e Carolina Hovaguimian
Iluminação: Guilherme Bonfanti e Paula Hemsi
Assistência de iluminação: Grissel Piguillem
Desenho de som: Kako Guirado e Laiza Dantas
Assistência de desenho de som: Michel de Oliveira (Xerxes)
Composições originais: Bruno Spitaletti
Locuções: Eduardo Reyes
Gravação e mixagem de som: Tiago de Mello
Aulas de canto: Fernanda Maia
Estrutura e visagismo da Kombi-Palco: Leopoldo Pacheco, Breno Tavares e Laíza Dantas
Funilaria da Kombi-Palco: Oficina Artesanal
Fotografia: Lígia Jardim
Design gráfico: Carlos Roncoletta Jr.
Produção: Mauricio Inafre e Rodrigo Pocidônio
Assistência de produção: Régis Feliciano
Apoio: Os Fofos Encenam
Suporte administrativo: Cooperativa Paulista de Teatro
Coordenação geral: Academia de Palhaços
Realização: Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e Academia de Palhaços

O Teatro Mambembe do Dr. Fracassa - Autor: Arthur de Azevedo. Arranjo e direção musical: Fernando Esteves. Adaptação dramatúrgica: Academia de Palhaços.
Lágrimas de Mãe - Autor: José Soares. Violonista: Marco Spitaletti
As Desgraças de Uma Criança - Autor: Martins Pena
Nosferatu – O Vampiro das Sombras - Dramaturgia: Academia de Palhaços. Ilustrações: Paloma Franca Amorim. Animação: Carlos Roncoletta Jr.. Narração: Eduardo Reyes
A Paixão de Cristo Segundo São Rubinho - Texto: Academia de Palhaços 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Companhia de Danças de Diadema comemora 19 anos no Teatro Clara Nunes

A Companhia de Danças de Diadema comemora 19 anos de história com o espetáculo Clip 19, no dia 15 de novembro, sábado, no Teatro Clara Nunes (Centro Cultural Diadema), às 20 horas, com direção de Ana Bottosso. 

Com uma hora de duração, Clip 19 reúne trechos (colagens) das principais e mais recentes montagens do grupo. Inspirada pelo formato do videoclipe, a diretora preparou um espetáculo que mostra as diferentes facetas da companhia e brinca com suas nuances coreográficas, dando um breve panorama de toda sua criatividade e de sua estética. 

A Companhia de Danças de Diadema, dirigida pela coreógrafa e bailarina Ana Bottosso, vem se destacado no cenário da dança pelo caráter inovador. Criada em 1995, pela iniciativa da bailarina e coreógrafa Ivonice Satie e da Prefeitura do Município de Diadema, desenvolve, além do trabalho artístico, um projeto sociocultural, onde os bailarinos atuam como artistas orientadores no Projeto Oficinas - Difusão e Acesso à Dança. 

Reconhecida no Brasil e internacionalmente, abraçou como um de seus objetivos, o ensino da dança e da descoberta do corpo como forma de expressão, atuando junto à comunidade. Com 24 obras no repertório, mescla nomes de renomados coreógrafos e dos próprios bailarinos como criadores, trabalho que tem lhe rendido diversas premiações e destaque como um grupo atuante e inovador. 

O grupo desenvolve, além de espetáculos do seu repertório, vários projetos sociais calcados na dança e no movimento. O Bailando na Cidade é um de seus destaques: crianças, adolescentes e bailarinos profissionais desenvolvem uma interação por meio de ações em dança e movimento. Já o Bailando em Família reúne crianças e seus familiares numa (re)aproximação física, sensorial e afetiva, envolvendo atividades lúdicas e exercícios de expressão corporal, cooperação coletiva e interatividade. O Cirandança é um evento realizado durante três com apresentações no Teatro Clara Nunes, no qual os alunos mostram o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do ano.

Repertório da Companhia de Danças de Diadema: Voo do Cisne, Lua, Meio em Jogo, Quixotes do Amanhã, Lacrimosa, Cá Tinha Um Sonho Que Se Tornara Pessoas e Ruas, No Prego, Balaio de Danças, Baque, Romance Capixaba, Tribal Urbano, Rap Xote, Arte e Raiz, Trêsmaisum, Fábrica Coreográfica, Jardin de l'Enfant, Linha de Montagem, Pierrot de Veias, Sala de Espera, Crendices... Quem Disse?, La Vien Rose???, Paranoia, Anseio e A Mão do Meio (Sinfonia Lúdica).

Serviço
Espetáculo/dança: Clip 19
Com Companhia de Danças de Diadema
Dia 15 de novembro - sábado - às 20 horas
Local: Centro Cultural Diadema - Teatro Clara Nunes
Rua Graciosa, 300 - Centro, Diadema. Tel: (11) 4056-3366

Entrada Franca - Classificação Livre. Duração: 1h

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Peça da Argentina faz temporada em São Paulo a convite da Kiwi

A montagem teatral da Argentina, Sudadofaz curta temporada em São Paulo entre os dias 9 e 14 de dezembro, de terça a domingo, no Espaço da Companhia do Feijão, com ingressos grátis.

A história - dirigida por Jorge Eiro - se passa no cenário da reforma de um restaurante peruano. O filho do dono da empreiteira, que faleceu recentemente, retoma tarefas após o funeral junto com dois trabalhadores. Durante a jornada eles percebem um desejo silencioso de merecer algo melhor que aquela tarefa e se deparam com a sensação triste da derrota.

O texto foi escrito conjuntamente por Facundo AquinosJulián CabreraBelén CharpentierJorge EiroFacundo Livio MejíasPaul Romero, artistas que vêm trabalhando juntos em outros projetos. No palco, estão três dos seis autores: Aquinos, Cabrera e Mejías.

As apresentações realizadas em São Paulo acontecem por convite da Kiwi Companhia de Teatro, integrando o projeto Manual de Autodefesa Intelectual, contemplado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo 2014/2015.

A estética de Sudado tem por base o desejo de lançar um outro olhar sobre a cultura popular andina dos últimos 20 anos e seu contexto portenho. Para compor os personagens e alimentar a atmosfera do texto, a montagem toma para si a poética e o colorido dos restaurantes peruanos da zona de Abasto, o clima dos bares de cúmbia peruana e o universo das obras em construção. A investigação realizada pelo diretor e pelos atores permite ao espectador indagar sobre o imigrante, a música, o mundo das obras e a classe trabalhadora da região.

Enredo

No restaurante peruano Sudado, no bairro Abasto, em Buenos Aires, estão sendo realizadas últimas reformas a pedido de Percy, o dono do estabelecimento. Dois operários, Ricky, argentino, e Lalo, peruano, trabalham para a construtora que agora é dirigida por Alejo, filho do antigo dono da empresa, morto há uma semana. As atividades foram interrompidas depois do funeral; e o público assiste ao incômodo primeiro encontro após a tragédia. A jornada de trabalho avança, mas a volta para a casa é atrasada pela falta de materiais para terminar a obra.

Em Sudado, o trabalho funciona como anestesia diante da dor e do desencanto que provocam o duelo com o patrão, com a família, com a rotina do dever; o trabalho ameniza o abismo da solidão. Diante da imponente imagem de Machu Picchu na parede, da desordem de um escritório em obras, de cervejas e de uma jukebox, surge nos operários uma silenciosa certeza de merecer algo melhor nesta jornada. Isto lhes imprime uma nova sensação de derrota. E a estampa de Machu Picchu, símbolo da mística peruana, funciona como conexão ilusória entre essas três pessoas que parecem ter em comum, unicamente, esse lugar distante.

Trajetória

O espetáculo já foi apresentado nos seguintes festivais: Mostra Internacional de Teatro (Galícia, Espanha), Cine-Teatro Constantino Nery de Matosinhos (Matosinhos, Portugal), Festival Internacional de Almada (Portugal), Festival Cielos del Infinito (Santiago, Chile), Festival Ida y Vuelta Mza (Buenos Aires), IX Festival Internacional de Buenos Aires, Bienal Arte Jovem de Buenos Aires, PERUBA (Peru em Buenos Aires) e VIII Encontro de Teatro da UNGS 2012 (Universidade Nacional General Sarmiento). Sudado recebeu o prêmio de melhor direção (Jorge Eiro) e melhor ator (Facundo Aquinos) na Bienal de Arte Jovem de Buenos Aires.

Ficha técnica
Espetáculo: Sudado
Autoria: Facundo Aquinos, Julián Cabrera, Belén Charpentier, Jorge Eiro, Facundo Livio Mejías e Paul Romero.
Direção: Jorge Eiro
Elenco: Facundo Aquinos, Julián Cabrera e Facundo Livio Mejías
Figurino: Paola Delgado
Desenho de cenário: Estefanía Bonessa e Paul Romero
Desenho de luz: Adrian Grimozzi e Eduardo Pérez Winter
Fotografia: María Sureda
Arte gráfica: Sonia Basch e Isa Crosta
Assistência artística: Paul Romero
Assistência de direção: Claudio Bonelli
Produtor associado: Fabio Petrucci
Produção: Paloma Lipovetzky
Colaboração na dramaturgia: Ignacio Bartolone

Serviço
Temporada: 9 a 14 de dezembro de 2014
Dias e horários: terça a sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Espaço da Companhia do Feijão
Rua Teodoro Baima, 68. República/SP. Tel: (11) 3259-9086
Ingressos: grátis (retira na bilheteria 1h antes das sessões)
Duração: 60 min. Gênero: drama. Classificação: 12 anos

Capacidade: 60 lugares. Estacionamento conveniado ao lado: R$ 15,00. 

NUO apresenta 'O Burguês Nobre' de Molière e inaugura o Espaço Núcleo

O espetáculo do NUO, cuja música é assinada por Jean Baptist Lully, tem inspiração na sedutora estética da commedia dell’arte.

O NUO (Núcleo Universitário de Ópera), dirigido pelo maestro Paulo Maron, inaugura o Espaço Núcleo (em sua sede própria) com encenação do espetáculo O Burguês Nobre (Le Bourgeois Gentilhomme), de Molière, nos dias 29 e 30 de novembro, sábado e domingo, às 19n30. Com música composta por Jean-Baptiste Lully, a montagem é uma semi-ópera, peça de teatro cujos diálogos são intercalados por música erudita barroca e dança.

O Burguês Nobre satiriza as tentativas de ascendência social da classe burguesa, ridicularizando tanto a classe média vulgar e pretensiosa quanto a esnobe e vaidosa aristocracia. O título já é uma contradição, pois na França de Molière, um "gentilhomme" (cavalheiro) era, por definição, um nascido nobre, e era improvavel existir um burguês com caráter nobre. Este espetáculo foi encenado pela primeira vez, em 1670, diante da corte do rei  Luís XIV.

Na versão do NUO, tanto os atores-cantores como os instrumentistas fazem parte da cena. A música é cantada em francês (legendada) com os diálogos em português. Na concepção de Paulo Maron, a encenação se aproxima da movimentação cênica da época em que a o texto foi escrito (século XVII). “Buscamos inspiração na commedia dell’arte para elucidar o clima de época. Os figurinos também foram concebidos como se fossem esboços das roupas da época e a iluminação foi condicionada a alguns espaços, procurando reproduzir o clima da luz de velas”. Comenta o diretor.

Pioneiro no trabalho operístico com jovens, oriundos das mais diversas faculdades de música, o NUO é reconhecido pela interpretação e pelo forte trabalho corporal. O trabalho de formação artística vai além da música. Os jovens estudam interpretação e passam por preparação corporal para formar um grupo atuante com performance totalmente particular. Anualmente, duas montagens operísticas são realizadas com sucesso pela companhia.

Sinopse

A peça se passa inteiramente na casa de Jourdain, um burgues de meia idade cujo pai enriqueceu como comerciante de tecidos. Sua única meta é ascender seu status e ser aceito como um cavaleiro aristocrata. Para isto, encomenda roupas espalhafatosas, acreditando ser assim que um nobre se veste, e se empenha para aprender tudo que um nobre supostamente saberia, contratando professores de dança, música, filosofia e esgrima, apesar de sua idade avançada. Em suas tentativas, ele acaba sempre por fazer um papel ridículo, para desgosto de seus professores.

A Sra. Jourdain, sua esposa, vê a situação constrangedora do marido e pede-lhe, sem obter sucesso, que retorne à vida despretensiosa de classe média. Um nobre aproveitador e sem dinheiro, chamado Dorante, associa-se a Jourdain, a quem odeia secretamente, mas adula em público, estimulando seus sonhos aristocráticos para conseguir que ele pague suas dívidas. Os sonhos de ascensão social do protagonista ficam cada vez maiores e ele deseja casar sua filha Lucille com um nobre, mas ela está apaixonada por Cléonte, um rapaz de classe média.

Proibido de se casar com sua amada e com a ajuda de seu criado Covielle, Cléonte se disfarça de filho do sultão da Turquia e se apresenta a Jourdain que, envaidecido, consente o casamento da filha com um “monarca estrangeiro”. E fica ainda mais embevecido quando o "príncipe turco" diz que, como pai da noiva, também receberá um título de nobreza. 

Personagens / intérpretes

Monsieur Jourdain: Pedro Ometto (barítono). Madame Jourdain: Angélica Menezes (mezzo). Cleonte: Caio Oliveira (tenor). Covielle: Luis Fidelis (barítono). Lucille: Andrezza Reis (soprano). Dorimene: Isis Cunha (soprano). Conde Dorante: Ricardo Moraes (tenor). Professor de esgrima: Rodrigo Theodoro (baixo). Professor de dança: André Estevez (tenor). Professor de Filosofia: Paulo Bezzule (tenor). E participação de Eliane Gama (Nicole), Wesley Fernandez (Alfaiate), Paulo Maron (Professor de música) e Renata Matsuo (bailarina).

Espaço Núcleo

O Espaço Núcleo fica na Rua Belas Artes, 135, no Ipiranga, e tem uma área cênica capaz para acomodar 100 pessoas. Além de ser a sede oficial do Núcleo Universitário de Ópera (NUO) o espaço cultural está apto a receber trabalhos de outros grupos, sendo propício às pequenas montagens, aos pequenos concertos e recitais, além ensaios de espetáculos. Em princípio, foi idealizado para abrigar as montagens do próprio NUO, ao perceber a necessidade de espaços cênicos não convencionais para avançar com suas pesquisas e experimentos. “Identificamos que o desejo de levar espetáculos para locais diferentes dos tradicionais, especialmente no meio musical erudito, é um desejo compartilhado por muitos, por isso o Espaço Núcleo está aberto a todos”, comenta o diretor Paulo Maron.

O Espaço Núcleo tem estrutura simples e sem requintes. Sua localização é privilegiada: fica a duas quadras da estação Alto do Ipiranga (Linha Verde do Metrô) que tem ligação com outras linhas de metrô e trem e fácil acesso a diversas linhas de ônibus. Mais de 600 mil reais foram investidos na construção da sede, soma advinda de recursos próprios de integrantes do grupo, além do apoio conquistado por meio de financiamento coletivo feito pela Internet, através do projeto Catarse.

Espetáculo: O Burguês Nobre
Autor: Molière e Lully
Direção geral: Paulo Maron
Com: NUO - Núcleo Universitário de Ópera
Fugurinos, cenário e luz: Paulo Maron
Preparação corporal: Marília Velardi
Coreografia: Wesley Fernandez
Músicos: Camerata do Núcleo Universitário de Ópera
Solistas e coro: Núcleo Universitário de Ópera
Dias 29 e 30 de novembro
Sábado (às 20h30) e domingo (às 19h30)
Espaço Núcleo
Rua Belas Artes, 135. Ipiranga/SP (Metrô Alto do Ipiranga). Tel: (11) 99571-2914
Ingresso (preço único): R$ 25,00. Bilheteria: 1h antes da sessão (dinheiro e cheque).
Duração: 90 min. Classificação etária: 12 anos. Capacidade: 100 lugares
Acesso universal. Ar condicionado. www.facebook.com/nucleodeopera.

PERFIS

Molière (dramaturgo)

Jean-Baptiste Poquelin, o renomado dramaturgo francês conhecido Molière (1622-1673), foi também ator e encenador, sendo considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de destaque na história da dramaturgia da França, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Molière – que usou as suas obras para criticar os costumes da época - é considerado um dos fundadores da Comédie-Française.

Jean Baptiste Lully (compositor)

Jean-Baptiste de Lully (em italiano, Giovanni Battista; 1632-1687) foi um compositor francês, nascido em Itália, que passou a maior parte da vida trabalhando na corte do rei Luis IV. Compôs diversos ballets, peças instrumentais e óperas. Considerado o grande mestre da música barroca francesa, iniciou, em 1664, a parceria com o dramaturgo Molière.

Núcleo Universitário de Ópera e Paulo Maron

No ano de 2003, Paulo Maron criou o Núcleo Universitário de Ópera (NUO), um grupo que congrega jovens estudantes de canto lírico com grau universitário (recém formados ou em fase de formação), vindos de diferentes escolas e universidades. Considerando a escassez de oportunidades de atuação para esses jovens, Maron acreditou que manter um grupo estável, participando de produções regulares e com desafios cênicos e vocais, seria a fórmula correta de estimular o desenvolvimento de seus potenciais. Ao mesmo tempo, a direção do NUO apostou que o grupo estaria apto para apresentar à cena lírica paulistana não só um novo repertório, mas uma inovadora forma de montagem operística, valendo-se de um trabalho cênico diferenciado, devido à junção das técnicas teatrais de Meyehold com as técnicas corporais de Martha Grahan, Feldenkrais e Laban.

Paulo Maron coordena todos os projetos realizados pelo Núcleo Universitário de Ópera, assinando também a cenografia e direção cênica e musical. Atualmente com uma equipe composta por, aproximadamente, 20 cantores, 15 instrumentistas e 5 profissionais técnicos e artísticos. Dentre os trabalhos produzidos pelo Núcleo se destacam: O Mikado, de Willian Gilbert e Arthur Sullivan (2004); Forrobodó, de Francisco Bittencourt e Chiquinha Gonzaga (2005); Os Piratas de Penzance, de Willian Gilbert e Arthur Sullivan (2005); A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill (2006); HMS Pinafore, de Gilbert e Sullivan (2006); Julgamento com Júri, de Gilbert e Sullivan; Der Mond (A Lua), de Carl Orff (2007); Patience, de Gilbert e Sullivan (2007), Moscou, Tcheryomushki, de Dmitri Shostakovich (2008), O Feiticeiro, de Gilbert e Sullivan (2008), O Falso Filho, de Joaquín Rodrigo (2009), Utopia, Ilimitada, de Gilbert e Sullivan (2009), A Jornada do Peregrino, de Ralph Vaughan Williams (2010); Iolanthe, de Gilbert e Sullivan (2010); Prometheus, de Gabriel Fauré (2011); Os Gondoleiros, de William Gilbert e Arthur Sullivan (2011); The Fairy Queen - Sonho de Uma Noite de Verão, de Henry Purcell e William Shakespeare (2012); King Arthur, de Henry Purcell (2013); e A Ópera do Mendigo, de John Gay (2013 e 2014).

O NUO é reconhecido pela Gilbert & Sullivan Society como o único grupo especializado nesses autores em toda a América Latina. Em 2007, o Núcleo Universitário de Ópera lançou o DVD HMS Pinafore – uma das mais populares óperas cômicas de Gilbert e Sullivan, encenada em 2006, no Theatro São Pedro, em São Paulo. Esta é a primeira produção brasileira lançada em DVD no circuito comercial com distribuição da LPC Comunicações.

Alaíde Costa faz dois shows em dezembro para lançar primeiro CD autoral da carreira

Figura ímpar na história da música popular brasileira, a cantora e compositora Alaíde Costa realiza, aos 78 anos, o antigo sonho de gravar um disco somente com composições próprias. Com a mesma afinação e interpretação personalíssima dos tempos pré-bossa nova, quando iniciou a carreira como crooner do Avenida Dancing no Rio de Janeiro, há 60 anos, a intérprete se consagra também como autora com o lançamento do CD Canções de Alaíde (selo Nova Estação), que tem produção musical de Thiago Marques Luiz.

Em dezembro, a cantora se apresenta no Teatro Décio de Almeida Prado (dia 2, às 21 horas) e na Galeria Olido (dia 3, às 20 horas) com entrada franca. Os shows de lançamento têm participação dos músicos Giba Estebez (piano), Conrado Paulino e Fernando Corrêa (violões) e Vitor Alcântara (flauta).

Alaíde compôs a sua primeira canção aos 16 anos. Mesmo tendo se destacado mais como intérprete, as novas melodias sempre permearam sua carreira. Várias de suas canções foram feitas em parceria com amigos, ilustres poetas e compositores e alguns estão no CD: Vinícius de Moraes, Antônio Carlos Jobim, Johnny Alf, Hermínio Bello de Carvalho e Geraldo Vandré, além de Geraldo Julião, José Márcio Pereira, João Magalhães e Paulo Alberto Ventura.

A cantora gravou Canções de Alaíde acompanhada por músicos com quem trabalha há muito tempo: o pianista Giba Estebez (que também assina a direção musical do CD e a maioria dos arranjos), o flautista Vitor Alcântara e os violonistas Conrado Paulino e Fernando Corrêa (também arranjadores de algumas faixas). O disco tem ainda participação especial do pianista Gilson Peranzzeta em “Amigo Amado”, da cantora Adyel Silva em “Banzo”, do cantor e violonista Marcelo Lima (filho de Alaíde) em “Meu Sonho” e do baixista Mário Andreotti.

A capa do CD também representa uma passagem importante em sua história musical. Nela, Alaíde aparece ao lado do piano que utiliza para compor suas melodias, e não é um piano qualquer. Foi nele que começou a tomar aulas com o maestro Moacir Santos e, mais tarde, o instrumento lhe foi dado de presente pelo amigo e parceiro Vinícius de Moraes.

Canções de Alaíde mostra uma cantora autêntica que nunca se dobrou aos modismos comerciais, mantendo-se fiel ao seu próprio estilo. Ela revela que enfrentou dificuldades na profissão por buscar por “uma música que fosse diferente”. “O que me fascinava era o que soava diferente aos meus ouvidos”, confessa. E se lembra de quando conheceu Johnny Alf, grande parceiro e amigo com quem trabalhou no Brasil e na Europa. “Eu gostava de sue estilo de música”. Eles se conheceram em 1952, no Rio de Janeiro, quando ela o ouviu tocando “O Que é Amar” em um programa de TV: “fiquei encantada com aquela música, ele tinha uma forma única de tocar”. Mas, com a timidez mútua, só foram se aproximar anos depois, em São Paulo. A primeira vez que ela cantou ao seu lado foi dando uma canja em uma boate onde Johnny se apresentava. Ela escolheu “Dindi” (Tom Jobim), mas pediu que fosse em si maior. E ele retrucou: “não tinha um tom melhor não?”, diverte-se Alaíde ao lembrar.

A semente desse disco foi lançada no final da década de 90, quando Alaíde Costa fez um show no Teatro Denoy de Oliveira cantando suas músicas a convite de Luiz Carlos Bahia com produção de Nelson Valência. Poucos sabiam, até então, que ela é a autora de todas as melodias de suas composições. Anos se passaram e muitas pessoas estavam interessadas em realizar esse sonho da artista: Cervantes Sobrinho e Paulo Gomes (produtores executivos de Canções de Alaíde), Thiago Marques Luiz, Gilson Peranzzetta.

Em 2012, Valência produziu um novo show de Alaíde com repertório autoral. Paulo e Cervantes então constataram que o CD já estava delineado; show e repertório, prontos; músicos e cantora, afinados. Faltava o registro. “Era o momento”, comenta Cervantes. Amigos e admiradores da cantora, empenharam-se na busca de recursos para fazer o disco, que foi viabilizado com o apoio do ProAC. “Alaíde sempre se destacou pelo timbre e afinação impecável. No início, ela encantava - e até intrigava - pela erudição que emanava naturalmente de seu canto: uma cantora de música popular com requintes próprios do canto lírico na interpretação.” Comenta Cervantes, fã declarado de Alaíde Costa.

Repertório / Canções de Alaíde: “Qual a Palavra” (Alaíde Costa), “Tudo o Que É Meu” (Alaíde Costa e Vinícius de Moraes), “Ternura” (A. C. e Geraldo Julião), “Cadarços” (A. C. e Hermínio Bello de Carvalho), “Afinal” (A. C.), “Meu Sonho” (A. C. e Johnny Alf), “Tempo Calado” (A. C. e Paulo Alberto Ventura), “Saída” (A. C.), “Banzo” – (A. C. e José Márcio Pereira), “Apesar de Tudo” (A. C. e João Magalhães), “Você é Amor” (A. C. e Tom Jobim), “Canção do Breve Amor” (A. C. e Geraldo Vandré) e “Amigo Amado” (A. C. e Vinícius de Moraes).

Ficha Técnica

CD: Canções de Alaíde
Repertório e interpretação: Alaíde Costa
Direção musical, arranjos e piano: Giba Estebez
Violões: Fernando Corrêa e Conrado Paulino
Flauta: Vitor Alcântara
Arranjos: Conrado Paulino (faixas 1 e 5), Fernando Corrêa (faixas 6 e 9), Giba Esteves (faixas 2, 4, 7, 8, 10, 11 e 12) e Gilson Peranzzetta (3 e 13).
Produção: Thiago Marques Luiz
Produção executiva: Cervantes Sobrinho e Paulo Gomes
Participação especial: Adyel Silva, Gilson Peranzzetta, Marcelo Lima e Mário Andreotti
Administração: PG Music
Design gráfico / capa: Paulo Neto
Selo: Nova Estação
Distribuição: Eldorado
Preço sugerido / CD: R$ 27,00

Serviço - SHOWS

2 de dezembro (terça-feira, às 21 horas)
Teatro Décio de Almeida Prado
Rua Cojuba, 45-B. Itaim Bibi. Tel: (11) 3079-3438
Grátis (ingressos 1h antes do show).
Duração: 75 min. Classificação: livre. Capacidade: 170 lugares.

3 de dezembro (quarta-feira, às 20 horas)
Galeria Olido (Sala Olido)
Av. São João, 473. República. Tel: (11) 3331-8399
Grátis (ingressos 1h antes do show).
Duração: 75 min. Classificação: livre. Capacidade: 298 lugares.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

NUO inaugura o Espaço Núcleo com O Burgês Nobre, de Molière

O NUO (Núcleo Universitário de Ópera), dirigido pelo maestro Paulo Maron, inaugura o Espaço Núcleo no dia 29 de novembro, sábado às 20h30, com o espetáculo O Burguês Nobre (Le Bourgeois Gentilhomme), de Molière. Com música composta por Jean-Baptiste Lully, a montagem é uma semi-ópera com diálogos intercalados por música e dança.

O Espaço Núcleo fica na Rua Belas Artes, número 135, no Ipiranga. Além de ser a sede oficial do Núcleo Universitário de Ópera (NUO), o espaço cultural tem uma área cênica com capacidade para acomodar 100 pessoas. Segundo o maestro e diretor Paulo Maron, o espaço está aberto para receber eventos, cursos e apresentações teatrais e musicais, assim como para ensaios de espetáculos.

Em princípio, o Espaço Núcleo foi idealizado para abrigar as montagens do NUO, no momento em que o grupo percebeu a necessidade de buscar espaços cênicos não convencionais para avançar nas suas pesquisas e experimentos. “Com a consolidação das nossas intenções, identificamos que o desejo de levar espetáculos para locais diferentes dos tradicionalmente destinados às artes do palco, especialmente no meio musical erudito, é um desejo compartilhado por muitos”, comenta Paulo Maron. O Espaço Núcleo é um lugar simples, sem requintes, mas apto a receber o público, propício às pequenas montagens, aos pequenos concertos e recitais.

Sua localização é privilegiada. Fica a duas quadras da estação Alto do Ipiranga, Linha Verde do Metrô que tem ligação com outras linhas de metrô e trem, além de dispor de fácil acesso por diversas linhas de ônibus. A partir de 2015 o Espaço Núcleo estará disponível para locação para outros grupos e eventos.

Mais de 600 mil reais foram investidos na construção da sede, soma advinda de recursos próprios de integrantes do grupo, além do apoio conquistado por meio de financiamento coletivo feito pela Internet, através do projeto Catarse.