segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Fred Martins lança novo CD na Sala Funarte

Fred Martins / foto de Miguel Muñiz
No dia 20/08, quinta-feira, o cantor e compositor estreia no Rio de Janeiro o show 'Para Além do Muro do Meu Quintal'.

A Sala Funarte Sidney Miller, no Centro do Rio de Janeiro, recebe o cantor e compositor Fred Martins, com o show de lançamento do CD Para Além do Muro do Meu Quintal, no dia 20 de agosto, quinta-feira, às 19h, com ingressos a preços populares. Fred se apresenta acompanhado pelo violoncelista Lui Coimbra e o saxofonista Marcelo Martins faz participação especial no show.

O trabalho, gravado em Lisboa, Portugal, com produção musical do pianista e arranjador açoriano Paulo Borges, tem participação especial da cantora cabo-verdiana Nancy Vieira e do paulistano Renato Braz. O título, um verso de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa), extraído do poema Noite de São João - também musicado dá nome ao primeiro álbum produzido por Fred na Europa. O trabalho foi gravado em Lisboa, Portugal, com produção musical do pianista e arranjador açoriano Paulo Borges e traz participação especial da cantora cabo-verdiana Nancy Vieira e do paulistano Renato Braz.

Com três CDs e um DVD lançados no Brasil, Fred Martins registra nesse novo álbum algumas das canções mais marcantes de sua trajetória. Elas que se tornaram indispensáveis nas apresentações do artista fluminense - inclusive aquelas que ficaram também conhecidos nas vozes de outros intérpretes, como Ney Matogrosso, Maria Rita, Renato Braz e Zélia Duncan. Fred explica que é um trabalho comemorativo, que reúne sua experiência no Brasil e pelo mundo fora; e também também parceiros e músicos que ele admira. Vivendo na Espanha (região da Galícia, há cinco anos), o artista acrescenta que o novo CD registra a impressão que ele teve da Europa. O disco - de música brasileira - dialoga com as culturas do Velho continente e traz as sonoridades experimentadas nas duas décadas de carreira do músico. "Reconhecer Brasil na Península Ibérica, nossos colonizadores, com sua música popular forte e poética, foi inspirador e ampliou as fronteiras da arte", comenta ele.

Variedade instrumental somada a parcerias com poetas

O álbum traz o estilo arrojado e contemporâneo de Fred Martins. Ele combina fluidez e densidade estética, que dialoga com a bossa de João Gilberto e o samba de Paulinho da Viola; com Nelson Cavaquinho e Cartola - e inclui a influência do nordeste brasileiro, além de elementos do blues e do rock. Seguindo o pendor dos compositores de referência da música popular brasileira, a poesia aparece intensamente em todo o trabalho do autor, não apenas na canção poema que dá nome ao disco, como na parceria frequente com os poetas Marcelo Diniz (Depressa a vida passa), Manoel Gomes (Poema velho), Fred Girauta (Meu silêncio), Roberto Bozzeti (Terras do sem fim), Alexandre Lemos (Novamente) e Francisco Bosco (Sem aviso). No Brasil, o disco é lançado pelo selo Sete sóis e distribuído pela Tratore.

Tendo como fio condutor a voz e o violão de Fred Martins, as canções recebem tratamento camerístico e predominantemente acústico ou eletroacústico - com filtragem sonora, teclados "vintage" e o piano minimalista de Paulo Borges. O violoncelo de Sergio Menem ganha destaque entre as percussões de Márcio Bahia, Alexandre Frazão e João Ferreira. A sonoridade árabe é acentuada pelo uso do cumbus (instrumento de cordas de origem turca). Também atuam neste disco os músicos Bony Godoy (baixo), Marcelo Martins (flautas) e Pedro Pascual (acordeão diatônico). O projeto gráfico tem assinatura do premiado artista Pablo Giraldez, o Pastor.

Fred Martins - perfil

Nascido no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Fred Martins é autor de um repertório variado e muito relacionado com o "artesanato" da canção brasileira contemporânea. Destacado entre os artistas da sua geração, suas composições dialogam com o samba, a bossa nova e a música nordestina, pinçando também elementos do rock e de blues. Seu talento foi reconhecido no último Prêmio Visa de Música Brasileira, quando recebeu o prêmio máximo do júri, por unanimidade, e também venceu pelo voto popular. Por causa da premiação, ele gravou o especial de TV Tempo Afora (Canal Brasil), posteriormente lançado em DVD. Suas composições já foram gravadas por Ney Matogrosso, Renato Braz, Zélia Duncan e Maria Rita, entre outros. Seu primeiro CD, Janelas, foi lançado em 2001, seguido por Raro e Comum (2005), Tempo Afora (2008) e Guanabara (2009). Em 2011, gravou também Acrobata, em duo com Ugia Pedreira, na Galícia. Participou de vários festivais internacionais, como o Lula World Festival (Canadá); na Espanha, o Músicas Portuárias e o Cantos na Maré; o Jawhara Festival (Marrocos); e o Músicas do Mundo (Portugal), entre outros. Atualmente, participa como compositor e intérprete no espetáculo Utopia (inspirado na obra de Oscar Niemeyer), da Companhia de Flamenco de María Pagés, e trabalha o lançamento do CD Para além do muro do meu quintal.

Para Além do Muro do Meu Quintal – as músicas

A música de abertura do CD Para Além do Muro do Meu Quintal é a inédita Terras do Sem Fim (parceria com Roberto Bozzetti). A música aborda o imaginário amazônico Brasileiro, a partir do poema de Raul Bopp Cobra Norato, com a participação preciosa do cantor Renato Braz. A toada-xote Novamente (Parceria com Alexandre Lemos, já gravada por Ney Matogrosso) passeia pela sonoridade ibérica influenciada pela colonização dos mouros, que também pousa no nordeste brasileiro. Os destaques são os pandeiros de Márcio Bahia, o som oriental do cumbus (Fred Martins) e o violoncelo de Sérgio Menem. Noite de São João (também incluída no DVD Tempo Afora) é um poema de Alberto Caeiro, que Fred Martins musicou e do qual foi extraído o verso que dá nome ao álbum: "Noite de São João / Para além do muro do meu quintal / Do lado de cá eu sem / Noite de São João". "Esta música é muito representativa do atual momento da minha vida, no qual gravo meu primeiro CD fora do Brasil", comenta o artista.

A quarta canção, Flores, de Fred Martins e Marcelo Diniz (conhecida na voz de Zélia Duncan), mostra a interpretação do autor para essa bela e divertida arquitetura poética. Já a melancólica Meu Silêncio (com Fred Girauta) mostra a perfeita harmonia da voz e do violão de Fred Martins para cantar a solidão. Com participação da cabo-verdiana Nancy Vieira, O Samba Me Diz (Fred Martins e Marcelo Diniz), gravada anteriormente por Regina Machado, é um samba com tratamento de bossa, com a clássica leitura da música brasileira apresentando a obra em primeiro plano.

Segundo Fred Martins, Poema Velho é a música mais nordestina do disco. É quase um lamento com letra de seu parceiro de longa data, o poeta Manoel Gomes. Já a oitava música, Telefonema (parceria com Marcelo Diniz), tem estética pop tropicalista, na qual o samba abraça o blues. Na sequência, vem outro samba tradicional: Sem Aviso (com Francisco Bosco) na "linha Nelson Cavaquinho" - gravado também por Maria Rita. Fechando o álbum, vêm duas músicas compostas com Marcelo Diniz. Ele e Fred, parceiros desde a adolescência, afastaram-se por 10 anos. Do reencontro musical nasceu Tempo Afora - a primeira da fase profissional do autor - e Depressa a Vida Passa - um soneto musicado. "Gosto das rimas que imprimem a idéia de tempo, que materializam o tempo onipresente", conclui Fred Martins.

Serviço
Show: Fred Martins
Lançamento do CD Para além do muro do meu quintal
Dia 20 de agosto, quinta-feira, às 19h
Sala Funarte Sidney Miller
Rua da Imprensa, 16 - Castelo - Centro - Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2279 8104
Ingressos: R$ 20 (meia: R$ 10)
Bilheteria: a partir das 16h
Duração: 75 min. Classificação indicativa: Livre
Selo: Sete Sóis
Distribuição: Tratore - http://www.tratore.com.br/

Cia. de Teatro Heliópolis entra em cartaz com nova montagem "A Inocência do Que Eu (Não) Sei"

foto de Geovanna Gelan
Montagem calcada em pesquisas nas escolas da região de Heliópolis tem estética lúdica e poética. Evill Rebouças, indicado ao Prêmio Shell de 2013 por Maria Miss, assina a dramaturgia.

Com direção de Miguel Rocha e dramaturgia de Evill Rebouças, a Companhia de Teatro Heliópolis estreia no dia 22 de agosto, sábado, o espetáculo A Inocência do Que Eu (Não) Sei, na Casa de Teatro Maria José de Carvalho, bairro Ipiranga, às 20 horas. A temporada, que segue até o dia 4 de outubro, tem entrada franca.

O espetáculo é resultante do projeto Onde O Percurso Começa? Princípios de Identidade e Alteridade no Campo da Educação, que envolve uma intensa pesquisa teatral e de campo em três escolas públicas de Heliópolis, viabilizado pela Lei do Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. O processo contou com a colaboração Alexandre Mate como provocador de teatro épico e de Carminda André como provocadora de teatro performático.

O enredo apresenta quatro trajetos que mostram os desejos e as contradições de pessoas em busca de aprendizagem: o Menino Rapaz que vence; a Feliz Mulher que se adapta; o Caminhante em busca do saber; e a Mulher que come maçãs. De modo poético e irônico a peça extrapola o universo escolar para discutir relações humanas mediadas por dispositivos de controle social e econômico.

Ainda que tenha o universo escolar como tema, a peça vai para além do caráter arqueológico encontrado em campo, pois traz para a cena personagens que vivem situações de aprendizado na vida. Assim chega à cena um painel que revela as humanidades de personagens. O diretor Miguel Rocha explica que “a experiência dos atores está em cena e mostra o que eles querem dizer ao mundo a partir do tema escolhido”.

O Menino Rapaz que vence (David Guimarães) é um jovem ingênuo que vive as primeiras experiências na escola. Seu perfil é o do garoto ‘certinho’ que passa a reproduzir os parâmetros sociais que vivenciou. A Feliz Mulher que se adapta (Klaviany Costa) registra fortes experiências diante das ‘pauladas’ e dos traumas vividos, restando-lhe apenas adaptar-se e moldar a sua personalidade para sobreviver em um sistema educacional perverso.

O Caminhante em busca do saber (Donizete Bomfim) é um andarilho que vem, provavelmente, do sertão nordestino. Ele entende sua vida mais pela experiência que pela educação formal. Seu pai, um homem simples, dizia-lhe que ‘precisava correr em busca do saber’. O percurso da Mulher que come maçã (Dalma Régia) não é apresentado somente pela dramaturgia da fala. São as ações que traçam sua trajetória e geram seu discurso. Nos “movimentos” dessa personagem o espectador se depara com as questões da mulher que tem sede pelo conhecimento popular em detrimento do conhecimento acadêmico.

A encenação usa de expedientes épicos e performáticos para construir as cenas aos olhos do espectador. Cada elemento apresentado tem como elo os “movimentos” seguintes de cada trajetória, sendo apresentados por códigos sonoros descritos, alternadamente, pelos atores. Evill Rebouças – que atuou em conjunto com a Cia. de Teatro Heliópolis desde a escrita do projeto - explica que escolheu apresentar a estrutura da peça como uma obra musical e seus vários movimentos. E ainda argumenta que a dramaturgia se apoiou nas questões propostas pelos atores, em suas provocações, juntamente com as importantes contribuições de partituras corporais e musicais de Lucia Kakazu e William Paiva, respectivamente. “O meu papel foi tecer narrativas e criar figuras que pudessem juntar as contribuições do coletivo, criando outras camadas estéticas e ideológicas para as ações soltas e fragmentadas que chegavam”.  

O cenário (de Clau Carmo) foi criado a partir da perspectiva do preto e branco, tendo como base um piso preto e um grande painel em quadro negro, além dos elementos de cena. Também assinado por Carmo, o figurino tem a proposta de trabalhar o caráter de uniformidade nas cores e nos modelos, deixando de lado as características individuais das personagens. Segundo Miguel Rocha, “A Inocência do Que Eu (Não) Sei propõe janelas para o espectador construir perspectivas próprias sobre o tema investigado, e para que isso aconteça foi necessário estabelecer lacunas na dramaturgia e na encenação”.

Ficha técnica

Espetáculo: A Inocência do Que Eu (Não) Sei
Criação em processo colaborativo
Com a Companhia de Teatro Heliópolis
Dramaturgia: Evill Rebouças
Direção: Miguel Rocha
Direção musical e preparação vocal: William Paiva
Elenco: Dalma Régia, David Guimarães, Donizete Bomfim e Klaviany Costa.
Músicos: William Paiva e Caio Madeira (piano), Marcos Mota e Fabio Machado (violoncelo) e Giovani Liberato (guitarra e sonoplastia).
Cenário e figurino: Clau Carmo
Iluminação: Toninho Rodrigues
Provocação - teatro épico: Alexandre Mate
Provocação - teatro performático: Carminda André
Colaboração no processo provocativo: Diego Marques (palestra/performatividade), Luciano Mendes de Jesus e Fabiana Monsalú (corpo) e Maria Fernanda Vomero.
Assistente de direção e preparação corporal: Lucia Kakazu
Direção de produção: Dalma Régia
Assistente de produção: Fabiana Josefa
Designer gráfico: Camila Teixeira
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena

Serviço

Temporada: 20 de agosto a 4 de outubro
Local: Casa de Teatro Maria José de Carvalho
Endereço: Rua Silva Bueno 1533, Ipiranga/SP. Tel: (11) 2060-0318
Gênero: Drama. Duração: 90 min. Classificação: 14 anos
Ingressos: Grátis (retirar 1h antes das sessões)
Horários: sábados (às 20 horas) e domingos (às 19 horas)
80 lugares. Apresentações para escolas públicas: quintas e sextas-feiras – informações pelo telefone ou ctheliopolis@ig.com.br.
Não possui acessibilidade, estacionamento e ar condicionado.

Companhia de Teatro Heliópolis

A Companhia de Teatro Heliópolis surgiu no ano 2000, reunindo jovens da comunidade, sob direção de Miguel Rocha e apoio da UNAS (União de Núcleos e Associações de Moradores de Heliópolis e Região), com o objetivo de montar o espetáculo A Queda para o Alto, baseado no romance homônimo de Sandra Mara Herzer. Entre a primeira peça e os trabalhos mais recentes, foram 15 anos de conquistas, dificuldades e aprendizados. "O teatro que optamos fazer está em sintonia com nossas vidas, em profunda conexão com elas", afirma o diretor.

A companhia já realizou sete espetáculos, todos criados em diálogo com os anseios e as vivências que permeiam a realidade de Heliópolis. Depois de A Queda Para o Alto, vieram as peças Coração de Vidro (2004) e Os Meninos do Brasil (2007). Entre 2008 e 2009, com o patrocínio da Petrobras, foi iniciado o Projeto Arte e Cidadania em Heliópolis, visando o aprimoramento artístico dos jovens atores, que se constituiu de quatro fases (formação, pesquisa, criação e apresentação), com encontros diários e aulas dadas por profissionais convidados. O projeto teve três módulos e cada um resultou em um espetáculo: O Dia em que Túlio Descobriu a África (2009); Nordeste/Heliópolis/Brasil – Primeiro Ato (2011) e Um Lugar ao Sol (2013). Passaram pelo processo nomes como Silvana Abreu, Paulo Fabiano, Raquel Ornellas e Marcelo Lazzarato, entre outros. Nesse período, a companhia também montou a peça Eu Quero Sexo... Será que Vai Rolar? (2010).

Depois de várias formações, a Companhia de Teatro Heliópolis é formada hoje pelo núcleo central constituído por Dalma Régia, Davi Guimarães, Donizeti Bonfim dos Santos e Klaviany Costa, além do diretor Miguel Rocha, todos moradores da comunidade. Desde 2010, a trupe ocupa sede própria: a Casa de Teatro Maria José de Carvalho, um imóvel cedido pela Secretaria Estadual de Cultura e situado no Ipiranga, bairro vizinho a Heliópolis. Foi ali que a companhia recebeu o diretor Mike van Alfen, do grupo holandês MC Theater, formado por jovens descendentes de imigrantes, para uma série de workshops como parte de um intercâmbio artístico internacional. O projeto resultou no espetáculo A Hora Final, apresentado por atores brasileiros e holandeses na sede do MC Theater, em Amsterdã.

E, em comemoração aos 15 anos de sua trajetória, marcada pela resistência artística e pela perseverança, a companhia realizou, em agosto de 2015, a 1ª Mostra de Teatro em Heliópolis, com o objetivo de oferecer um panorama dos espetáculos criados por grupos periféricos que desenvolvem suas atividades em comunidades populares na cidade de São Paulo.

A Companhia de Teatro Heliópolis foi contemplada pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo com o projeto Onde o Percurso Começa? Princípios de Identidade e Alteridade no Campo da Educação, com duração 12 meses, que resultou na montagem A Inocência do Que Eu (Não) Sei. Evill Rebouças foi o dramaturgista convidado; os pesquisadores Carminda Mendes André e Alexandre Mate, ambos do Instituto de Artes da UNESP, conduziram os ciclos de estudos teóricos com o grupo; Lúcia Kakazu e Wiliam Paiva foram responsáveis, respectivamente, pela preparação corporal e musical dos artistas.

Paralelamente ao atual trabalho, a companhia prepara outro espetáculo que tem como eixo central o medo. Inspirada em relatos e casos ocorridos em Heliópolis, também situados no contexto urbano em geral, a nova peça pretende evidenciar a questão da violência subliminar, aquela que não está visível, mas se mantém contínua e velada. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

No Sesc Campo Limpo Chico Teixeira mostra o show Canções que Aprendi

O Sesc Campo Limpo apresenta, no dia 22 de agosto (sábado, às 21h), o cantor e compositor Chico Teixeira com o show Canções que Aprendi. A entrada é gratuita.

Com arranjos personalizados, o espetáculo é formado pelo repertório dinâmico de seu mais recente CD, inspirado no folclore brasileiro e suas raízes.

Com três álbuns lançados - Chico Teixeira (2002), Mais Que o Viajante (2011) e Canções Que Aprendi (2014) -, o artista é considerado um dos nomes mais expressivos da nova geração da música folk brasileira. Ele vem inserindo elementos do folclore brasileiro à música caipira e suas vertentes, sempre de forma espontânea e autêntica. O repertório do álbum recente traz composições de Luiz Gonzaga, Chico Buarque, Lupicínio Rodrigues, Renato Teixeira, Gonzaguinha e Sérgio Reis, entre outros, além de uma homenagem à dupla Pena Branca e Xavantinho.

Nesta apresentação, Chico Teixeira (voz e violão) estará acompanhado por Daniel Doctors no baixo, Eric Silver no violino e Camilo Zorilla na bateria. No repertório do show, destaque para canções como “São João do Gonzaga” (Luiz Gonzaga), “Encruzilhada” (Peão Carreiro e Zé Paulo), “Caçada” (Chico Buarque), “Jardim da Fantasia” (Paulinho Pedra Azul), “Eu Apenas Queria” (Gonzaguinha), “Trem do Pantanal” (Paulo Simões  e Geraldo Roca) e “Mochileira” (Geraldo Roca). Músicas autorais completam o roteiro: “Pai e Filho” (parceria com Renato Teixeira), “Mais que o Viajante” e “Mãe da Lua” (com Jayme Monjardim), entre outras.

O cantor paulistano mora, desde pequeno, no interior do estado; região, segundo ele, de onde extrai inspiração para seus trabalhos, trazendo à tona – por meio das sonoridades - sentimentos adormecidos em meio à atmosfera saturada do cenário atual da cultura e da arte brasileira. Com 20 anos de carreira, já foi indicado ao 23º Prêmio da Música Brasileira como Melhor Cantor Regional pela música “O Contador de Causo”, tema da novela Paraíso, da Rede Globo. Filho do compositor Renato Teixeira, cuja banda integrou durante nove anos, Chico mergulhou nas fontes da música folk e já pode ser considerado como uma das atuais referências brasileiras desse ritmo no país. Além do pai e da dupla Pena Branca e Xavantinho (com quem tocou por algum tempo), Chico Teixeira tem Geraldo Roca e Almir Sater como influências declaradas. É no trabalho desses artistas que ele busca inspiração para sua arte e para sua própria identidade musical.

SERVIÇO

Show: Chico Teixeira
22 de agosto. Sábado, às 20h
Livre. Grátis. Duração: 60 min. Não é necessário retirar ingressos.
Sesc Campo Limpo
Horário/Unidade: Terça a sábado (13h às 22h), domingos (11h às 20h)
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo/SP. Tel.: (11) 5510-2700
sescsp.org.br/campolimpo
facebook.com/sesccampolimpo | twitter.com/sesccampolimpo

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Peça de Philippe Minyana inédita no Brasil estreia com direção de Francisco Medeiros

Gustavo, Laís, Amanda e Carlos - foto de Flavio Barollo
O tempo e as memórias da vida permeiam toda a obra 
que conjuga humor e anarquia, sensibilidade e ironia.

O espetáculo ​Do Amor​ ­ texto contemporâneo e inédito no Brasil do dramaturgo francês Philippe Minyana ­ estreia no ​dia 3 de setembro​, quinta-­feira, na Oficina Cultural Oswald de Andrade​, às 20 horas, com direção de Francisco Medeiros​. A tradução é assinada por Amanda Banffy​. A Oficina pertence à Secretaria de Estado da Cultura, sendo gerenciada pela Organização Social Poiesis (Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura).

Com extrema sensibilidade, o autor mostra a passagem do tempo na vida de dois casais, desde a juventude até o fim da vida, destilando nas entrelinhas uma ironia ferina, temperando tudo com um humor mordaz e impiedoso. Os acontecimentos ordinários da vida, como amor, envelhecimento e morte, são questões fundamentais à obra. Os personagens Christina, Bob, Ted e Mylène são figuras mutantes, múltiplas, contraditórias. Não há caracterizações físicas e a interpretação é revezada pelos casais de atores ​Amanda Banffy ​e ​Carlos Baldim​, Gustavo Duque ​e​ Laís Marques​.

O diretor argumenta que Minyana faz uma espécie de arqueologia da memória. “Ele escreve como se fizesse escavações; retira elementos da memória e os combina de forma não linear para compor uma figura não homogênea”. A disposição desses elementos, de forma fragmentada e pouco nítida, propõe um novo encaixe para essa figura de lembranças. “Minyana nos apresenta uma visão de mundo ilegível, com linhas borradas aos olhos cotidianos”.

Do Amor conduz o espectador pela vida dos dois casais: em sua sala, nas montanhas, no verão, com os amigos, nas adversidades, aos 30 ou 70 anos. Ora eles têm um ar sério e empolado como pessoas em luto, ora são adoráveis velhinhos. É possível observar suas vidas sem glórias pelos ritos inevitáveis como ​funerais, reuniões, aniversários. Suas vidas comuns se tornam uma espécie de epopeia, mistério secular, onde o amor é consolo ou derrota ou mesmo uma idéia que os assombra. A memória funciona como intuição de futuro, leitura presente e registro passado. A arquitetura do texto aponta também para uma memória que pode ser construída de imaginação, sob o ponto de vista alegórico que emerge da experiência de estar vivo. As cenas enigmáticas podem ser fragmentos de sonho, delírio, pesadelo ou divagação.

A linguagem dramatúrgica de Philippe Minyana em Do Amor explora a palavra cotidiana e a transforma em teatro épico. A banalidade da ficção e do discurso é reforçada por um dispositivo textual original. Além do texto dos atores, as rubricas descritivas e poéticas (sobre tempo, silêncio, pássaros) são ditas por um comentarista, chamado Voz Off, e as rubricas narrativas por outro, denominado Texto. Faladas por todos os atores, em revezamento, essa rubricas divagam sobre a atitude dos personagens contradizendo-os ou se reportando ao interlocutor. Esses diálogos polifônicos criam discrepâncias, oposições e rupturas particularmente ricas e fantasiosas.

Segundo Francisco Medeiros, Minyana é um experimentador. “​Do Amor Foi escrito sem pontuação para que os atores possam também experimentar a pontuação, a pulsação do texto, e descobrir sua musicalidade, seu ritmo”. Ele ainda explica que o processo de montagem é pleno desafio na busca por uma linguagem cênica nova e autêntica para esta obra.

A cenografia (​Heron Medeiros​), a iluminação (​Igor Sane​), o figurino (​Marichilene Artisevskis​) e a trilha sonora (​Dr. Morris​) têm papel fundamental na encenação de Francisco Medeiros, sendo agentes de configuração que, magicamente, expõem as diversas dimensões e profundidades que a peça aborda. O diretor acata o desafio da obra de Minyana que propõe uma estética enigmática, uma plasticidade que explora o espaço e flerta com as artes visuais. O cenário é calcado em uma caixa retangular, com uma espécie de ciclorama ao fundo e espelhamentos na frente e nas laterais. A cenografia se presta às imagens sugeridas pelo texto que passam por texturas turvas ou cristalinas, transparências ou reflexos, duplicações e nebulosidades.

Para o diretor, ​Do Amor não é uma peça para, necessariamente, ser compreendida ­ com começo, meio e fim. “Os estilos épico, dramático e lírico são combinados de forma anárquica tanto nos fatos quanto na estrutura. A encenação, portanto, precisa fazer com que esta anarquia esteja presente com todo o seu rigor”. Convidado pela atriz e produtora Amanda Banffy para dirigir o espetáculo, Francisco Medeiros confessa que foi movido pelo desafio. Após ler o texto declarou: “Não sei o que isto significa. Não entendo, por isso quero fazer”.


Ficha técnica

Espetáculo: ​Do Amor
Texto: Philippe Minyana
Tradução: Amanda Banffy
Direção: Francisco Medeiros
Elenco: Amanda Ban​ffy, Carlos Baldi​m​, Gustavo Duque e Laís Marques
Assistente de direção e preparação corporal: Fabricio Licursi
Cenografia e adereços: Heron Medeiros
Trilha Sonora: Dr Morris
Figurino: Marichilene Artisevskis
Iluminação: Igor Sane
Direção de produção e administração: Maurício Inafre
Assistência de produção: Mya Morales
Fotos: Flavio Barollo
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Realização: Cacildinha Produções
Co-realização: Banffy Produções Artísticas

Serviço

Estreia: dia 3 de setembro. Quinta­feira, às 20 horas
Oficina Cultural Oswald de Andrade (Teatro)
Rua Três Rios, 363 ­ Bom Retiro/SP. Te: (11) 3221­5558
Temporada: quintas, sextas e sábados, às 20 horas – Até 24/10
Ingressos: Grátis – Os ingressos devem ser retirados 2h antes das sessões.
Duração: 80 min. Gênero: Comédia dramática anárquica. Classificação: 14 anos
Capacidade: 40 lugares. Ar Condicionado. Não possui acessibilidade. 

Philippe Minyana​ ­ autor

Nascido em 1946, em Besançon, o francês Philippe Minyana (Philippe Miñana) escreveu cerca de 40 peças de teatro, publicadas pela Éditions Théâtrales e L’Arche Éditeur e montadas na França, Alemanha, Inglaterra, India, Argentina, Brasil e Quebec. Alguns textos foram lidos numa rádio francesa nos programas Nouveau Répertoire Dramatique e Radios Drames. E alguns ganharam versões para a televisão, como ​Chambres, dirigido por Bernard Sobel (1986), e ​Anne­Mariepor Jérôme Descamps (2001), entre outros. Escreveu o roteiro do telefilme ​Papa Est Monté au Ciel, dirigido por Jacques Renard. E em 2008, junto a Comédie Française, criou a peça ​La Petite Dans la Forêt Profonde.

Após ganhar o Grande Prêmio de Teatro (2010) ​da ​Académie Françaisepelo conjunto da obra, Minyana foi convidado a apresentar seus cinco textos mais recentes, agrupados sob o título ​Les epopées de l’intime, no Théâtre des Abbesses e no Théâtre Ouvert, em Paris. Dentre as cinco peças estava ​Do Amor, que teve sua estreia em março de 2011. Além de ser um autor premiado, dois textos seus ­ ​Chambres e ​Inventaires ­ são leituras obrigatórias no Bacharelado em Artes Cênicas na França. Entretanto, poucos textos seus foram encenados aqui no Brasil, onde o autor ainda permanece pouco conhecido, não havendo nem mesmo tradução para o português da maior parte de sua obra.

Além do Grande Prêmio de Teatro, recebeu o Prêmio SACD para ​Inventaires, Prêmio Molière de Melhor Autor (1988 e 2006) e Prêmio da Crítica Musical e Molière (1991) de Melhor Espetáculo Musical para ​Jojo. Para muitos, sua obra sofre certa influencia do dramaturgo e encenador Michel Vinaver, com quem trabalhou como ator. O dramaturgo – que não esconde a sua fascinação pelas artes visuais (cinema, artes plásticas, fotografia) – também assume que a sua escritura teatral será sempre um laboratório. Fatos cotidianos contidos em recortes de jornais ou depoimentos de pessoas são matérias­primas para seu trabalho. No Brasil, poucos textos seus foram encenados, a exemplo de André (direção de Christiane Jatahy), ​Inventários – O Que Eu Guardei Pra Você ​(Grupo Cena, direção de Guilherme Reis), ​Suíte 1(Cia. Brasileira de Teatro, direção de Marcio Abreu).

Francisco Medeiros ​­ diretor

Francisco Medeiros nasceu em São Paulo, 1948. Formado em Direção Teatral, Crítica e Dramaturgia pela ECA­USP, é diretor de espetáculos de teatro, dança e ópera. Iniciou a carreira em 1973 e dirigiu mais de 100 espetáculos, entre eles: ​Fando e Lis, de Fernando Arrabal, ​Artaud, O Espírito do Teatro, de José Rubens Siqueira, ​Réquiem, de Hanoch Levin e ​Facas nas Galinhas, de David Harrower.

Desde 1999, é diretor artístico do Núcleo Argonautas de Teatro, que já desenvolveu dois projetos selecionados pela Lei de Fomento ao Teatro: ​O Que Morreu, Mas Não Deitou e
Terra Sem Lei.

Além de teatro, sua atuação na área da dança como diretor inclui trabalhos com o Grupo Cisne Negro (​Iribiri), com Antonio Nóbrega (​O Reino do Meio­Dia), entre outros. Em ópera, no Teatro Municipal de São Paulo, dirigiu ​Eugène Oneguin,de Tchaikowski, com regência do maestro Isaac Karabtchevsky.

Recebeu 40 prêmios, como Molière, Mambembe, Inacen, APCA, Apetesp, Governador do Estado, Coca­Cola Femsa, Panamco, além de 12 indicações para o Prêmio Shell de Teatro como Melhor Diretor ou na Categoria Especial. Destaque para o prêmio Internacional Angel Award, pelo espetáculo ​Flor de Obsessão,do Grupo Pia Fraus, considerado o melhor espetáculo de teatro físico do Festival Internacional de Edimburgo, em 1999.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Sesc Campo Limpo apresenta Vânia Bastos cantando sucessos de Vinicius de Moraes

O Sesc Campo Limpo apresenta, no dia 14 de agosto (sexta, às 20h), o show Poeta da Canção - Tributo ao Compositor Vinícius de Moraes com a cantora Vânia Bastos. O espetáculo, que foi concebido para marcar os 35 anos sem o “poetinha” (apelido que lhe deu Tom Jobim), relembra sucessos do compositor que marcaram a história da MPB.

Com mais de 30 anos de carreira e 11 discos na bagagem, Vânia Bastos é considerada uma das mais importantes vozes femininas no Brasil. No repertório do show, canções inesquecíveis como “Chega de Saudade”, “Arrastão”, “Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Só Danço Samba” e “Tarde em Itapuã”.  A cantora promete ainda surpreender e emocionar o público com músicas ainda não gravadas por ela. Entre as quais, duas parcerias de Vinicius e Tom: “Eu Sei Que Vou Te Amar” e “Canta, Canta Mais”; esta última foi tema da novela Éramos Seis, do SBT. Outro destaque do show é “Samba pra Vinícius”, composição pouco conhecida de Chico Buarque e Toquinho em homenagem ao poeta.

Vinicius de Moraes, que faleceu no dia 9 de julho de 1980, é um dos criadores da bossa nova, movimento revolucionário na música brasileira, ao lado de Tom Jobim e João Gilberto. O envolvimento com o universo musical levou o então diplomata a se dedicar exclusivamente à poesia e composição de letras para musicais.

O show Poeta da Canção - Tributo ao Compositor Vinícius de Moraes tem produção executiva de Petterson Mello e direção artística de Fran Carlo. No palco, Vânia Bastos canta acompanhada de Ronaldo Rayol no violão, Moises Alves no teclado e Nahame Cassebe na bateria.

SERVIÇO

Show: Vânia Bastos
Em Poeta da Canção - Tributo ao Compositor Vinícius de Moraes
14 de agosto. Sexta, às 20h
Livre. Grátis. Duração 70 min.

Sesc Campo Limpo
Horário da Unidade: Terça a sábado, das 13h às 22h. Domingos, das 11h às 20h.
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP. Tel.: (11) 5510-2700
sescsp.org.br/campolimpo
facebook.com/sesccampolimpo | twitter.com/sesccampolimpo

Projeto do Cineclube Araucária tem Sessão Curtas Livres e Mostra Grande Diretores em homenagem a Orson Welles

Em agosto, o projeto Cineclube Araucária - O Poder do Cinema em Campos do Jordão apresenta intensa programação. Todas as exibições são gratuitas.

No dia 15 de agosto, acontece a Sessão Curtas Livres, integrando o circuito da Mostra do Filme Livre, do Ministério da Cultura, com exibição de oito curtas-metragens. Entre os dias 27 e 30 de agosto, ocorre a Mostra Grandes Diretores: 100 Anos de Orson Welles que inclui os filmes Cidadão Kane, Falstaff, É Tudo Verdade e Dom Quixote.

A 2ª Oficina Profissionalizante de Cinema, programada para acontecer em agosto, destinada aos participantes da primeira oficina que aconteceu em maio, foi transferida para novembro, entre os dias 9 e 13.

O projeto Cineclube Araucária – O Poder do Cinema em Campos do Jordão é uma realização do Cineclube Araucária com o apoio do ProAC - Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, AMECampos, Oficina de Artes Rosina Pagan, Escola Estadual de Vila Albertina e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Campos do Jordão.

Sessão Curtas Livres

O Cineclube Araucária colocou Campos do Jordão no circuito da 14ª edição da Mostra do Filme Livre (Categoria Cineclube Livre), realizada pelo Ministério da Cultura com patrocínio do Banco do Brasil. A programação do projeto Cineclube Araucária - O Poder do Cinema em Campos do Jordão apresenta a Sessão Curtas Livres com exibição dos seguintes filmes:

Efeito Casimiro (15 min. RJ) – Direção: Clarice Saliby
Tigre (15’. MG) – Direção: João Borges
Carros Carros Carros (1 min. RJ) – Direção: Fernanda Almeida
O Que se Comemora (10 min. PE) – Direção: Caio Dorneles e Ernesto Rodrigues
O Babado da Toinha (3 min. BA) – Direção: Julia Aguiar, André de Oliveira e Cauê Rocha
Ela (8 min. AL) – Direção: Nivaldo Vasconcelos
Achados e Perdidos (61 min. RJ) – Dir. Camila Lamha, Guilherme Ferraz e Luisa Mello
Geru (23 min.) – Direção Fábio Baldo e Tico Dias

Dia 15 de agosto. Sábado, às 19h30
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582, na Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Informações: (12) 3664-2300
Grátis - os ingressos são distribuídos 1h antes da exibição.


Mostra Grandes Diretores: 100 Anos de Orson Welles

A Mostra Grandes Diretores, do Projeto Cineclube Araucária – O Poder do Cinema em Campos do Jordão, homenageia em agosto o mais importante diretor de cinema de todos os tempos. Orson Welles (1915-1985), que revolucionou a linguagem do cinema com Cidadão Kane, completaria 100 anos em maio de 2015. Apesar dos prejuízos que seus filmes costumavam dar aos estúdios, tornaram-se patrimônio artístico da humanidade. O último - Verdades e Mentiras - discute a arte e a ética pela história de um falsário tão genial quanto os artistas que ele falsificava.

Gênio, Orson Welles tocava Stravinski no violino aos sete anos; aos 10, era ator de teatro e, aos 16, diretor premiado especializado em Shakespeare; aos 23 anos, dirigiu o rádio-teatro Guerra dos Mundos, narrando a invasão da Terra por marcianos, tão realista que levou pânico a cidade de Nova York. Escreveu, dirigiu e interpretou Cidadão Kane, aos 25 anos, revolucionando a linguagem técnica e narrativa do cinema. O filme foi baseado na história sinistra de um magnata da imprensa, que ficou furioso e fez campanha contra Welles, estigmatizando-o como um diretor maldito. Além do fracasso comercial de um de seus clássicos, A Dama de Xangai, com Rita Hayworth, com quem se casou, Welles conseguiu produtores que bancaram clássicos de Shakespeare que ele dirigiu e interpretou como Macbeth, Othelo e o genial A Marca da Maldade, mas todos foram fiascos comerciais. Em 1942, Orson Welles veio ao Brasil para filmar o Carnaval para o seu lendário É Tudo Verdade, que resultou em um documentário sobre as riquezas e misérias do Brasil, desagradando os governos americano e brasileiro e nunca foi terminado. O lançamento só se deu em 1993.

27/8 (19h30) - Cidadão Kane (Citizen Kane)
De Orson Welles. EUA. 1941. 119 min. 12 anos
28/8 (19h30) - Falstaff – O Toque da Meia Noite (Chimes at Midnight / Falstaff)
De Orson Welles. Espanha, França, Suíça. 1965. 113 min. Livre
29/8 (19h30) - É Tudo Verdade (It’s All True). Incluindo 4 Homens em uma Jangada
De O. Welles, Bill Krohn, Myron Meisel e Richard Wilson. EUA. 1942/1993. 85 min. Livre
30/8 (15h) – Aladdin (matinê)
De Ron Clements e John Musker. EUA. 1992. 90 min. Livre
30/8 (18h) - Dom Quixote (Don Quijote)
De Orson Welles. EUA. 1992. 116 minutos. 12 anos

De 27 a 30 de agosto. Quinta a domingo
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582, na Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Informações: (12) 3664-2300 – Grátis

Informações - Cineclube Araucária - O Poder do Cinema em Campos do Jordão

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Inscrições para oficinas grátis de circo e teatro estão abertas no Instituto Pombas Urbanas

Trupe Palombar, foto de Tarcio Gama
 Formação é oferecida para crianças e jovens com idade entre 7 e 29 anos.

O Instituto Pombas Urbanas abre inscrições, entre os dias 28 de julho e 7 de agosto, para as oficinas gratuitas de circo e teatro do segundo semestre de 2015, destinadas a jovens e crianças do bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo.

As oficinas são promovidas pelo projeto Cooperativa de Artistas: Produzindo Caminhos Sustentáveis para Vida, com patrocínio da empresa Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e tem como objetivo contribuir para a qualificação profissional e garantia de direitos das crianças e adolescentes do bairro.

Com base no método de formação do ator orgânico, desenvolvido por Lino Rojas (1942-2005) junto ao Grupo Pombas Urbanas, as oficinas têm por objetivo desenvolver uma linguagem que reflita o meio em que este jovem está inserido, contribuindo para sua reflexão e empoderamento diante da comunidade.

Filhos da Dita, foto de Tati Brandão
Os interessados podem se inscrever no próprio Centro Cultural, localizado na Avenida dos Metalúrgicos, n° 2100, uma das principais vias de acesso do bairro. Para menores de idade, é necessário que o responsável compareça ao local portando RG e comprovante de residência.

O Projeto também levará as atividades para escolas do bairro. Neste caso a inscrição deve ser feita na própria unidade escolar. Confira abaixo os horários e endereços dos cursos. 

Datas e locais das oficinas
(8 de agosto a 4 de dezembro)
 
Aos Quatro ventos
Centro Cultural Arte em Construção
Av. dos Metalúrgicos, 2.100. Cidade Tiradentes. São Paulo/SP

Teatro Infantil (7 a 11 anos). Horários: quartas e sextas, das 9h30 às 11h30
Circo Infantil (12 a 14 anos). Horários: quartas e sexta, das 14h às 16h
Teatro Jovem (15 a 29 anos). Horários: sábados e domingos, das 10h às 13h

Outras localidades

Teatro Infantil (12 a 14 anos). Horários: quartas e sextas, das 14h às 16h
Local: E. E. Barro Branco II
Rua Eduardo Reuter, 4158. Barro Branco II
Cidade Tiradentes – Contato: 2285-3595 (Elaine)

Circo Infantil (7 a 11 anos). Horários: quartas e sextas, das 9h30 às 11h30
E. M. E. F. Professor Mailson Delane
Rua Salvador Vigano, 100. Barro Branco II
Cidade Tiradentes - Contato: 2282-4000

Teatro Jovem (18 a 29 anos). Horários: sábado e domingo, das 10h às 13h
CEU Inácio Monteiro
Rua Barão Barroso do Amazonas S/N. Cohab Inácio Monteiro
Cidade Tiradentes. Contato 2518-9049 (Michel)

Serviço
INSCRIÇÕES ABERTAS - Cursos Gratuitos!

Oficinas de Teatro e Circo – Instituto Pombas Urbanas
Inscrições GRÁTIS: 28 de julho a 7 de agosto de 2015
Horário: 10h às 17h
Documentos necessários: RG e comprovante de residência
Menores de idade devem estar acompanhados por um responsável
Local: Centro Cultural Arte em Construção
Avenida dos Metalúrgicos, n° 2100. Cidade Tiradentes. São Paulo/SP
Informações: (11) 2285-7758. Nº de vagas: 25
Patrocínio: Petrobras
  
SOBRE O PROJETO
Cooperativa de Artistas - Produzindo Caminhos Sustentáveis para a Vida

Com patrocínio da Petrobras o projeto está estruturado sobre dois eixos do Programa Petrobras Socioambiental: Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente e Qualificação Profissional. O objetivo é contribuir com a profissionalização para jovens artistas formados ao longo dos 10 anos de atuação do Instituto Pombas Urbanas em Cidade Tiradentes e ao mesmo tempo com a democratização do acesso ao fazer cultural, para a população do bairro por meio de oficinas e apresentações de espetáculos.

Além dos cursos de formação artística, o projeto, que contou em abril deste ano com uma grande realização: o lançamento da “Cooperativa de Artistas” fundada pelos grupos: Núcleo Teatral Filhos da Dita, Cia Teatral Aos Quatro Ventos e Grupo Circo Teatro Palombar.

Os três grupos são formados por moradores do local, com idade entre 15 e 29 anos. São, aproximadamente, 15 integrantes que há muitos anos vêm se desenvolvendo nas linguagens do circo e teatro, no Centro Cultural Arte em Construção e agora terão sua profissionalização consolidada. Segundo Cinthia Arruda, atriz e integrante do Grupo Pombas Urbanas, “a ação representa um fato inédito e de grande potencial transformador numa comunidade periférica de São Paulo”.