quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Companhia de Danças de Diadema homenageia Ivonice Satie no 21º Cirandança


Três dias de apresentações grátis reúnem mais de 750 participantes, entre alunos, artistas orientadores e agentes culturais, com sessão também no dia do aniversário de Diadema (8/12).

Em 2018, o Cirandança, tradicional evento na cidade de Diadema, traz o tema Satie, uma homenagem à bailarina, coreógrafa e fundadora da Companhia de Danças de Diadema, Ivonice Satie (1950-2008), no ano que marca os 10 anos de sua morte.

As apresentações acontecem nos dias 7, 8, 9 de dezembro – sexta-feira (às 20h), sábado e domingo (às 19h) – no Teatro Clara Nunes (Centro Cultural Diadema). Os espetáculos, bem como o elenco, são diferentes a cada dia da programação. A entrada é franca.

O evento encerra as atividades do Programa de Oficinas de Dança desenvolvido, durante todo o ano, pela Secretaria Municipal de Cultura de Diadema, e ministradas pelos bailarinos educadores da Companhia de Danças de Diadema. “O desejo de reunir os participantes desse projeto nasceu há 21 anos e vem se concretizando, anualmente, com a realização do Cirandança”, comenta a diretora da Companhia, Ana Bottosso.

Bottosso explica que o enredo do espetáculo Satie, performado pelo grande elenco do Cirandança, parte do sonho da criança de Ivonice em ser bailarina e passa por momentos importantes de sua trajetória até a criação da Companhia de Danças de Diadema.

O 21º Cirandança envolve cerca de 750 pessoas: alunos de todas as faixas etárias (crianças com mais de seis anos, jovens, adultos e idosos - todos participantes das oficinas), artistas orientadores da Companhia e agentes dos centros culturais da cidade, além de centenas de familiares e amigos dos alunos que lotam a plateia em todas as apresentações, completando esse espetáculo. 

A cada edição, um tema é eleito para o desenvolvimento das coreografias e cada turma mostra no palco, pelos movimentos da dança, o resultado da inspiração ou leitura feita. Entre os temas que já nortearam o Cirandança nesses 21 anos estão: Heitor Villa-Lobos, Luiz Gonzaga, Monteiro Lobato, Santos Dumont, Menino Maluquinho e Charlie Chaplin, entre outros.

A concepção e criação dos espetáculos contam com participação de todos os integrantes, de forma integrativa e colaborativa, reafirmando a importância da troca de experiências que contribui para o crescimento pessoal e aprendizado de vida de cada um. Durante as oficinas de dança, eles também recebem orientações sobre todo universo de um espetáculo, como noções de iluminação e trilha sonora, iniciação em posicionamento no palco, criação de figurino e acessórios cênicos e relação com a plateia. O Cirandança dá aos alunos a oportunidade de mostrar o resultado das oficinas de dança com o requinte de se apresentarem no palco mais importante de Diadema, o Teatro Clara Nunes.

A realização do Cirandança é da Secretaria Municipal de Cultura de Diadema, Associação Projeto Brasileiro de Dança e Companhia de Danças de Diadema por meio do ProAc ICMS, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. O projeto conta também com o apoio cultural da Waelzholz Brasmetal, Fisio&Forma e Capézio

Ivonice Satie - Filha de imigrantes japoneses, Ivonice iniciou os estudos de dança, aos nove anos, na Escola Municipal de Bailado de São Paulo. Integrou o Corpo de Baile do Theatro Municipal de São Paulo, por 14 anos. Foi bailarina e assistente de coreografia do Ballet du Grand Théatre de Genève e diretora artística do Balé da Cidade de São Paulo, onde criou a Cia. 2 (para bailarinos veteranos). Trabalhou como coreógrafa convidada em companhias na França, Alemanha, Croácia, Suíça, Estados Unidos e Portugal. Idealizou e fundou, junto à prefeitura, a Companhia de Danças de Diadema, em 1995, na qual permaneceu como diretora até 2003. Premiada internacionalmente, Ivonice Satie faleceu em 13 de agosto de 2008, aos 57 anos, vítima de câncer.
 
Ficha técnica - Coordenação geral: Ana Bottosso. Produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de produção: Daniela Garcia e Jeh Salles. Artistas orientadores: Ana Bottosso, Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves. Iluminação: Cleiton Martins de Freitas, Ingrid Helena e Companhia de Danças de Diadema. Sonoplastia: José de Paula Diniz (Maravilha) e Companhia de Danças de Diadema. Cenário e adereços: Companhia de Danças de Diadema. Vídeo cenário: Leonardo Carvajal. Filmagem e edição: Cristina Ávila. Art designer: Márcio Edison.

Serviço

Espetáculo: Cirandança – Satie
Com alunos do Programa de Oficinas de Danças de Diadema & Companhia de Danças de Diadema
Dias 7, 8 e 9 de dezembro de 2017
Sexta (às 20h). Sábado e domingo (às 19h)
Centro Cultural Diadema - Teatro Clara Nunes
Rua Graciosa, 300. Centro, Diadema. Tel: (11) 4056-3366
Entrada franca (chegar com 1h de antecedência) – Classificação: Livre. 370 lugares


Sesc Belenzinho é palco para apresentação de Eu Outro com Cia. Fragmentos de Dança


Eu Outro (foto e Leo Llin)
Nos dias 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro, o Sesc Belenzinho recebe o espetáculo Eu Outro, montagem da Cia. Fragmento de Dança. As apresentações são sexta e sábado, às 20h, e domingo às 17h.

O espetáculo tem direção e coreografia assinadas por Vanessa Macedo que também está em cena ao lado dos outros intérpretes: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Letícia Mantovani e Maitê Molnar.
                                                                                                   
O espetáculo de dança contemporânea parte da investigação de um procedimento que a companhia nomeia como ‘dança depoimento’, no qual invade, expõe e divide ambientes íntimos, não somente para falar de si, mas para tornar-se o outro. O espetáculo busca sondar o que arte e vida dizem uma sobre a outra e de que forma memórias não são propriedades exatamente privadas. Assuntos como sexualidade, gênero e instinto atravessaram o processo criativo numa perspectiva da alteridade - quem é o outro que olho e me olha? Quem é o outro de mim mesmo?

O processo Eu Outro é fruto do Projeto Atravessamentos, contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança de São Paulo. Estreou e ficou em cartaz na ocupação Encontros na Cena Depoimento, na Funarte SP, em dezembro de 2017.

Dirigida por Vanessa Macedo e sediada em São Paulo, a Cia. Fragmento de Dança desenvolve pesquisa e criação em dança contemporânea, desde 2002, já tendo 15 montagens em sua trajetória. Na busca por uma dança teatralizada, preocupa-se com a construção de uma dramaturgia do corpo e da cena coerente com os temas pesquisados. Suas criações são marcadas pela inspiração em artistas, obras e conteúdos, especialmente, confessionais. A partir do tema, discute as relações vividas pelo homem - ser social e ser solitário. A companhia constrói vocabulário de movimento próprio que visa uma estética dramatúrgica autoral.

Ficha técnica - Coreografia e direção: Vanessa Macedo. Assistente de coreografia: Maitê Molnar. Intérpretes: Chico Rosa, Daniela Moraes, Diego Hazan, Letícia Mantovani, Maitê Molnar e Vanessa Macedo. Luz: André Prado.  Voz, violão e percussão: Daniela Moraes. Músicas (Wicked Game e Antiphon): Hodie Christus Natus Est. Figurino: Daíse Neves e Cia. Fragmento de Dança. Máscaras: Wander Rodrigues. Assistente de máscaras: Gab Menacho. Vídeos: Leo Lin e Chico Rosa. Preparação corporal: Paola Higa e Vanessa Macedo. Produção executiva: AnaCris Medina.

Serviço

Espetáculo/dança: Eu Outro
Com a Cia. Fragmento de Dança
Data: 30 de novembro e 01 e 02 de dezembro
Horários: sexta e sábado, às 20h, e domingo às 17h
Local: Sala de Espetáculos II (90 lugares)
Não recomendado para menores de 16. Duração: 70 minutos.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento: Para espetáculos com venda de ingressos após as 17h: R$ 15,00 (não matriculado); R$ 7,50 (credencial plena no Sesc - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Projeto Álbum do Sesc Belenzinho traz Ednardo e seu Romance do Pavão Mysteriozo de 1974


O cearense Ednardo apresenta, na íntegra, seu primeiro e mais famoso disco, Romance do Pavão Mysteriozo, no Sesc Belenzinho, nos dias 1º e 2 de dezembro, sábado, às 21h, e domingo, às 18h. O show integra o projeto Álbum da unidade, que visa remontar a memória da música brasileira por meio de registros fonográficos.

Ednardo recria, mais de quatro décadas depois, o show do álbum, lançado em 1974, que consagrou sua carreira. Além de Pavão Mysteriozo, o álbum apresentado tem outros sucessos como Artigo 26, Carneiro (parceria com Augusto Pontes) e À Palo Seco (de Belchior). Completam o repertório: Avião de Papel, Mais Um Frevinho Danado, Ausência, Varal (parceria com Cabral), Dorothy Lamour (Petrúcio Maia e Fausto Nilo), Desembarque, Trem do Interior (com Fausto Nilo), Alazão (Clarões) (com Brandão) e Água Grande. O artista apresenta-se acompanhado por uma banda com sete músicos.

Ednardo - Ednardo é músico, cantor, compositor, produtor, arranjador e cineasta (assina o filme Cauim). Deu início a sua história na música, em 1968, cantando em bares, clubes, saraus, festivais e programas de televisão. Em 1976, ficou conhecido em todo o país quando Pavão Mysterioso entrou na trilha sonora da novela Saramandaia, da TV Globo. Ao longo da carreira, são mais de 450 obras musicais distribuídas em 15 discos originais, 15 compilações, especiais de televisão e trilhas para cinema, teatro e novelas. Suas músicas tocam em vários países, entre eles Portugal, Espanha, França, Japão, Israel, Alemanha, Itália, Holanda, Argentina, Uruguai, Cuba, México e em comunidades latino-americanas nos EUA. Mais de 50 intérpretes gravaram composições de Ednardo: Elba Ramalho, Fagner, Belchior, Ney Matogrosso, Paul Mauriat, Amelinha, Ceumar, Cláudio Lins, Inti-Aymará & Nacha, Nonato Luiz, Renato Aragão, Eliana Pittman, Mona Gadelha, Moisés Santana, Terramérica, Mawaca e muitos outros. Seu trabalho mais recente é o DVD duplo 40 anos de Canção, lançado em 2015.

Show: Ednardo
Data: 1 e 2 de dezembro
Horários: sábado, às 21h, e domingo, às 18h
Local: Teatro (392 lugares).
Não recomendado para menores de 12. Duração: 1h30.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Venda no Portal e unidades do Sesc. Limite de 2 ingressos p/ pessoa.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700


As Irmãs Siamesas encerra temporada no Aliança Francesa dia 2 de dezembro


O espetáculo As Irmãs Siamesas, texto de José Rubens Siqueira interpretado por Cinthya Hussey e Nara Marques, encerra temporada no dia 2 de dezembro, domingo, no Teatro Aliança Francesa, às 19h. A peça dirigida por Sébastien Brottet-Michel, diretor francês e ator do Théâtre du Soleil - revela a complexidade e ternura da alma feminina, inserida na relação familiar, a partir do reencontro de duas irmãs, após a morte da mãe.

As Irmãs Siamesas foi escrita em 1986, rendendo o Prêmio APCA de Melhor Autor a Siqueira. As particularidades da alma humana, a personalidade e a individualidade aparecem de forma natural e contundente no reencontro de Marta e Maria.

A morte da mãe provoca o encontro e o confronto entre Marta, a irmã mais velha e cuidadora da mãe, e Maria, que partiu para uma vida nova em São Paulo. Frias e distantes, elas entram em casa envoltas pelo incômodo da presença uma da outra e precisam reaprender a se comunicar. As lembranças são inevitáveis. Cada memória vem carregada de rancor, mágoa, acusação ou mesmo ternura, leveza e humor. O passado é o fantasma de Marta que acredita não ter tido a oportunidade de ser feliz, obrigada a permanecer numa cidade do interior, carregando a responsabilidade da mãe doente sem opção de viver a própria vida. Agora, sente-se ainda mais perdida, sem a mãe e sem o filho que vive fora do país.

É preciso restabelecer os laços, a ligação fraterna que se perdeu. Os diálogos evoluem na mesma proporção das emoções. A muralha vai sendo transposta à medida que as questões vão sendo expostas, colocando-as numa posição de maior proximidade. O encontro é permeado por momentos de ternura e delicadeza, outros de raiva e até violência, até revelar os detalhes da vida de cada uma.

A magia de As Irmãs Siamesas está na simplicidade em como apresenta duas personalidades tão distintas na superficialidade e tão similares no íntimo. O afeto é o frágil elo que une Marta - mulher forte, severa, amarga e retraída, mas que comove por sua naturalidade - e Maria - jovem urbana, ousada, instintiva e de alma livre. Ao espectador cabe a imersão nessa história sensível que discute o tempo por meio das relações familiares e das consequências das escolhas do passado, ampliado pela ótica do feminino.

Sobre a direção, Sébastien Brottet-Michel diz que o fundamental é expor as características das personagens. “O caminho não é a busca psicológica dessas características, mas a imaginação, tanto a minha quanto a das atrizes, sobre o que é necessário para contar a história. O corpo do ator deve ser uma entidade que recebe a personagem; o psicológico vem pelo estado do corpo e da imaginação”. Sébastien afirma que não importa a interpretação propriamente dita, mas o fato de que as atrizes vivam, literalmente, as mulheres do texto com a máxima verdade. Segundo ele, o espectador precisa ler o corpo do ator a partir da possibilidade que o ator lhe dá. “Buscamos pelo melhor momento, pelo estado que trouxe a verdade para encantar a realidade por meio do deslocamento poético. Isto é percebido pela respiração, pela tensão interior. A emoção vem das descobertas em cena. E o drama é vivo: oferece-nos estados e diferentes possibilidades”. E com relação ao texto de José Rubens, o diretor diz que espera que o público se reconheça nas personagens, pois “o luto é inerente a todos, e a morte do pai ou da mãe é como um muro que desaba, trazendo a consciência da nossa própria finitude”.

O Brasil não é novidade para o diretor Sébastien Brottet-Michel. Há 10 anos, ele se apresenta no país com o Théâtre du Soleil. “Cinthya e eu estivemos juntos em vários projetos, sempre pensamos em realizar um espetáculo e agora aconteceu”. Para Cinthya Hussey, a direção de Sébastien fez um ajuste fino na obra de José Rubens Siqueira que se encaixa perfeitamente nas emoções das cenas. “A preparação foi um trabalho muito difícil e muito rico até chegarmos ao ponto pretendido por ele; aquele ponto onde o corpo diz uma coisa e o texto diz outra. E o coração? Ele também diz outra coisa”, comenta a atriz.

Cinthya conta que teve contato com o texto, em 2005, e já pensava em montá-lo. Fez algumas leituras e, em 2009, conheceu Nara, passando a compartilhar com ela, desde então, o desejo de levar As Irmãs Siamesas para o palco. “Pensei em Sébastien para dirigir essa peça porque admiro a forma como ele nos traz as imagens, fazendo a transição do real para o poético. Ele nos guia e nos insere no universo proposto pelo autor sem precisar do realismo material, penetrando nas camadas mais profundas das personagens”, revela a atriz.

Para Nara Marques, ter um texto brasileiro encenado com um olhar europeu é um privilégio, depois de anos à espera de concretizar esse sonho. Ela conta que, para ela, o trabalho foi muito desafiador e a tirou da zona de conforto: “Sébastien me pediu para transpor a vida, transpor o realismo para dentro da poesia e só assim cheguei a um lugar que eu não conhecia”. E completa afirmando que “esse processo foi fundamental para potencializar um texto cheio de humanidade e intensidade nas relações”.

E o autor José Rubens Siqueira também fala sobre a montagem de seu texto, mais de 20 anos após ser concebido. “Sempre que um autor vê seus personagens saltarem da página e ganharem corpo e voz sobre o palco, renova-se a fé na arte como instrumento de mudança pessoal e social. A sensibilidade e coragem dessa equipe jovem e talentosa é um alento neste momento sombrio que vivemos”.

A cenografia de As Irmãs Siamesas, assinada por Marisa Rebollo, também é cheia de poesia e foge do realismo: apresenta um baú dentro de outro baú para transparecer as diversas camadas da relação entre as irmãs. O baú é a simbologia da mãe, da vida, da morte, podendo representar as prisões internas, as lembranças guardadas, o túmulo. O estado interior das personagens é potencializado pela iluminação de Rodrigo Alves (Salsicha) e pela trilha sonora original de Wayne Hussey, conhecido cantor, guitarrista e compositor da banda inglesa The Mission.

Ficha técnica - Texto: José Rubens Siqueira. Direção: Sébastien Brottet-Michel. Elenco: Cinthya Hussey e Nara Marques. Cenografia: Marisa Rebollo. Figurino e Visagismo: Kene Heuser. Iluminação: Rodrigo Alves ‘Salsicha’. Trilha sonora e sonoplastia: Wayne Hussey. Produção executiva: Maristela Bueno. Assistente de direção: Thiago Lima. Assistente de produção: Sabrina Nask. Assistente de figurino: Léo Sgarbo. Cenotécnica: Armazém Cenográfico. Design gráfico: Francisco Júnior (Juh Ninho). Fotografia: Heloísa Bortz. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Produção: Daniel Torrieri Baldi. Realização: Ecoman Produções Artísticas

Espetáculo: As Irmãs Siamesas
Temporada: 5 de outubro a 2 de dezembro de 2018
Horários: sextas e sábados (às 20h30) e domingos (às 19h)
Duração: 80 min. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos

Ingressos: R$ 40,00 (meia entrada: R$ 20,00). Bilheteria: 2h antes das sessões

Teatro Aliança Francesa
Rua Gen. Jardim, 182 - Vila Buarque. São Paulo - SP
Telefone: (11) 3572-2379
230 lugares. Ar condicionado. Acessibilidade.

Fotos de Heloisa Bortz

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Cantora trans Candy Mel participa de bate-papo musical no Sesc Belenzinho


No dia 29 de novembro, em consonância com o Mês da Consciência Negra, o projeto Transversando do Sesc Belenzinho recebe Candy Mel, cantora transgênera negra, para um bate-papo musical. O encontro, que acontece na Comedoria da unidade, às 20 horas, com entrada grátis, tem ainda participação da cantora angolana Jéssica Areias.

O Transversando, iniciado em 2017, convida personalidades do mundo LGBTQI para falar sobre suas trajetórias como ícones de resistência, inseridas na cultura contemporânea. Os depoimentos e as conversas, sempre abertos ao público, são alternados com música ao vivo de artistas que acompanham essas experiências.

Candy - ex-integrante da Banda Uó, na qual permaneceu de 2011 a 2018 - fala de sua trajetória artística, evidenciado sua condição de genro e raça. A intérprete fala também sobre a luta para conseguir retificar nome e gênero em sua certidão de nascimento e documentos oficiais, bem como a simbologia de ter sido a primeira mulher trans a estrelar a campanha Outubro Rosa, de conscientização sobre câncer de mama, em 2015.


Candy Mel divide seu tempo entre a carreira musical, uma coluna da revista Quem e o programa Estação Plural, que apresenta junto com Ellen Oléria e Fefito, desde março de 2016, na TV Brasil. Ao lado da Banda Uó, fez importantes parcerias, entre elas, MC Catra (Catraca), Preta Gil (Nêga Samurai), Luiz Caldas (Beija-flor e O Quê que Essa Nega Quer) e Karol Conka (Dá1Like).

Cantora e compositora, Jéssica Areias é angolana, natural de Luanda, onde começou a cantar aos nove anos. Aos 17, mudou-se para Portugal e participou no programa de TV Operação Triunfo, para novos talentos. Há cinco anos, vive e desenvolve carreira musical em São Paulo. É licenciada em Educação Musical, e atualmente, dedica-se ao primeiro trabalho autoral, Olisesa, no qual percorre por sonoridades de Angola, Cabo Verde, Portugal e Brasil. No disco, Jéssica canta nas línguas portuguesa e crioula e no dialeto umbundo.

Ricardo Gamba é responsável pela curadoria e mediação do bate-papo, cuja ficha técnica tem ainda Márcio Guimarães no violão, Vinícius Requena na iluminação, Rico Malta na produção e Bruno Lemos nos registros de foto e vídeo. A idealização é da RG Produções Artísticas.

Serviço

Bate-papo musical: Transversando
Com: Candy Mel & Jéssica Areias
Data: 29 de novembro. Quinta, às 20h
Local: Comedoria (500 lugares).
Não recomendado para menores de 18. Duração: 2h.
Grátis. Retirada de ingresso com 30 minutos de antecedência na Loja Sesc.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700

Francesa Camille Bertault toca novo disco no Jazz Clube do Sesc Belenzinho


Talento na improvisação, com a voz, de notas e solos de clássicos do jazz, a cantora e compositora francesa Camille Bertault apresenta-se no Teatro do Sesc Belenzinho, no dia 25 de novembro, domingo, às 18 horas, integrando o projeto Jazz Clube.

O repertório traz músicas de seu quarto disco Pas de Géant (2016), cujo título é uma homenagem ao clássico Giant Steps, de John Coltrane.

No álbum, que tem produção musical do arranjador e trompetista Michael Leonhart, Camille interpreta Maurice Ravel, Serge Gainsbourg e Françoise Hardy, além de composições próprias que versam sobre questões existenciais, sobre falha e sobre o ser humano com suas provações e tribulações.

Atualmente, Camille Bertault está em turnê mundial do novo disco que foi lançado pela Sony França por meio do selo nova-iorquino OKeh Records, especializado em jazz. Nesse CD, a cantora revela seus caminhos musicais, passando pelo piano clássico, chanson francesa, Gainsbourg, Michel Legrand, Jacques Demy e, claro, jazz e música brasileira (ambos os estilos são influências muito fortes em suas composições), sem esquecer as influências do teatro e dos musicais.

Camille apareceu para o grande público, inicialmente, nas redes sociais (com mais de 800 mil visualizações e 30 mil seguidores), cantando solos dos grandes mestres do jazz. Sua interpretação de Giants Steps, de John Coltrane, por exemplo, causou furor entre os internautas.

Jazz Clube - O jazz em suas diversas ramificações e estilos apresentado em trabalhos autorais e homenagens a nomes expressivos do gênero.

Show: Camille Bertault
Data: 25 de novembro. Domingo, às 18h
Local: Teatro (392 lugares).
Não recomendado para menores de 12. Duração: 1h30.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Baterias Brasileiras do Sesc Belenzinho apresenta shows com Pupillo e Curumin


Iniciado em setembro, o projeto Baterias Brasileiras – Um panorama da evolução da bateria brasileira segue até dezembro no Sesc Belenzinho, reunindo importantes instrumentistas de expressão nacional e internacional.

Em novembro, a programação traz show com o baterista pernambucano Pupillo Oliveira, ex-integrante da banda Nação Zumbi, na Série Mangue Beat, e com o multi-instrumentista paulistano Curumin, na Série Samba Funk, respectivamente nos dias 23 e 28/11, sextas, às 21 horas, no Teatro da unidade.

Curumin é ainda o condutor do workshop Bate Brasa, que ocorre no dia 28/11, quarta, às 20h, com entrada grátis. Este encontro, aberto a músicos, estudantes de música e interessados em geral, aborda os rumos e as transformações da bateria.

23 de novembro. Sexta, às 21h

Pupillo Oliveira, por André Fofano
Show: Pupillo Olivera
Série Mangue Beat
Local: Teatro (392 lugares). Não recomendado para menores de 12. Duração: 1h30.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia). R$ 6,00 (Credencial Plena).
Limite de 4 ingressos p/ pessoa.

O baterista pernambucano Pupillo Oliveira apresenta show instrumental com temas de novelas dos anos 70, a exemplo de O Bem Amado e Selva de Pedra, produzidas pela TV Globo. “Tenho uma coleção de vinil com esses temas, e sempre tive vontade de tocá-los, pois foi uma época em que as trilhas sonoras das novelas eram compostas por grandes compositores e traziam arranjos de grandes maestros”, comenta o músico. No palco, Pupillo Oliveira (bateria) toca acompanhado por Márcio Arantes (baixo), Zé Ruivo (teclado), Guri Assis Brasil (guitarra) e Thomas Harres e Angelo Medrado (percussão).

Pupillo (Romário Menezes de Oliveira Jr.) integrou a banda Nação Zumbi, até setembro de 2018. Tocou e gravou com Marisa Monte e produziu discos de Otto, Junio Barreto, Lirinha, Mombojó e Marina de la Riva. Como compositor de trilhas sonoras para cinema, assina músicas dos filmes: Baile Perfumado (1997), Amarelo Manga (2003), Baixio das Bestas (2006), Árido Movie (2006), Sólo Dios Sabe (2006), Linha de Passe (2008), Besouro (2008), Jardim Atlântico (2012), Quase Samba (2013) e Sangue Azul (2015).

28 de novembro. Quarta, às 20h

Workshop: Bate Brasa
Com: Curumin / Série Samba Funk
Grátis. Duração: 2h. Local: Teatro. Não recomendado para menores de 12.
O encontro pretende refletir, debater, localizar e esmiuçar a bateria, inserida na cultura brasileira. Da batucada ao funk, do carimbó à aparelhagem, do samba de roda ao arrocha, do orgânico à mecanização, o baterista aborda os rumos e transformações desse instrumento, destaca alguns bateristas ícones do instrumento e algumas faixas e discos que nos dão as pistas desse caminho musical.
Músicos músicas

30 de novembro. Sexta, às 21h

Curumin, por Ava Rocha
Show: Curumin
Série Samba Funk
Local: Teatro (392 lugares). Não recomendado para menores de 12. Duração: 1h30.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira). R$ 10,00 (meia). R$ 6,00 (Credencial Plena).
Limite de 4 ingressos p/ pessoa.

Cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista paulistano, Curumin apresenta seu novo álbum Boca (2017), lançado cinco anos após gravação do elogiado Arrocha (2012) que foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock ou Alternativo em Língua Portuguesa. As faixas trazem participação de nomes como Russo Passapusso, Rico Dalassam, Indee Styla, Max B.O, Iara Rennó, Anelis Assumpção e Andréia Dias. No palco do Sesc Belenzinho, Curumin (produção musical, bateria, voz e programações) apresenta-se acompanhado por Zé Nigro (produção musical, baixo, guitarra e programações) e Lucas Martins (guitarra, baixo e programações).

Seu primeiro álbum, Achados e Perdidos, foi lançado em 2005, tendo ainda em sua discografia os títulos Perro (2005) e Japan Pop Show (2008). O músico já acompanhou nomes como Paula Lima, Vanessa da Mata, Céu e Arnaldo Antunes, entre outros. O estilo de Curumin (Luciano Nakata Albuquerque) incorpora elementos de hip hop, funk, jazz, bossa nova e samba.

Serviço

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento: Para espetáculos com venda de ingressos após as 17h: R$ 15,00 (não matriculado); R$ 7,50 (credencial plena no SESC - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo/ usuário).