segunda-feira, 13 de abril de 2015

Kleber Albuquerque mostra novo show no Photozofia

foto de Vivi Correa
Tendo duas safenas e uma mamária como inspiração, Kleber Albuquerque apresenta seu novo show, Psicoaudiocardiograma, nos dias 19 e 20 de abril, domingo e segunda, no Photozofia Arte & Cozinha, em São Francisco Xavier, às 21 horas.

No repertório, um apanhado de canções “cardíacas” do autor, entremeadas por clássicos da música popular que trafegam pela mesma temática. O espetáculo, intimista, tem Keleber acompanhado somente por seu violão e seu cavaquinho, além de algumas texturas sonoras programadas no computador.

A ideia de um espetáculo com canções que de alguma forma falam deste músculo involuntário tão presente – pra não dizer batido – na lírica da música brasileira surgiu quando Kleber sentiu seu próprio coração de poeta começar a falhar, não metaforicamente falando, mas de verdade, devido a um entupimento arterial causado, quem sabe, por excesso de uso ou de cigarros. Kleber passou por uma revascularização, colocou uma “ponte de safena” no final do ano passado.

O repertório, portanto, tem como inspiração a metáfora do coração, no qual o artista alinhava inéditas com canções de vários momentos de sua carreira, incluindo também versões bastante pessoais para clássicos do cancioneiro, como “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro), “Explode Coração” (Gonzaguinha) e até de uma pérola da internet, o hino da igreja dos bêbados de Deus “Deixe Outro Para Mim” (Rui Grudi). Seguindo por essa mesma linha cardiotóxica, o show apresenta também a inédita (e canábica) “Passeando Com Meu Cachorro” (Kleber Albuquerque) e uma versão funk a lá passinho do romano para “Isopor” (Élio Camalle e Kleber Albuquerque). “É claro que esse pretexto é uma brincadeira com a propensão aos exageros românticos da canção brasileira, mas é também uma oportunidade de visitar canções que possam expressar outros sentimentos e indagações”, comenta.

Outras composições próprias completam o roteiro – “O Zabumbeiro do Amor”, “Por Um Triz”, “Permitido”, “Uns 10 Amantes”, “Os Presentes”, “Milonga da Noite Preta”, “Olhai os Lírios”, “Besouro”, “O Encontro de Zé Limeira com A Mulher de Um Dedo Só”, “Canoeiro” e “Espera” -, além de parcerias com Dante Ozzetti (“Canto Para Aldebarã”), Tata Fernandes (“Ai”) e Flávio Alves (“Orquídea Cósmica”).

O coração como metáfora se faz presente não só nas melodias derramadas do repertório mais popular, mas em toda tradição da poesia. Com a atribuição de ser o centro das emoções, e por fácil associação, do amor (este sentimento tão musicável), o coração habita grande parte da multidão de versos que já foram inventados e cantados no mundo, tenham eles a franca emotividade da música brega ou a contenção contemplativa de um clássico. Lugar comum ou não, as referências a este comboio de corda chamado coração pulsam durante todo tempo neste emocionante e divertido espetáculo de Kleber Albuquerque.

O artista explica que sua intenção é fazer uma apresentação onde possa mostrar de forma leve e bem humorada um pouco da sua contribuição pessoal a essa imensa tradição lírica brasileira, que continua viva.

Kleber Albuquerque já está em processo de produção de um novo CD de inéditas, que será lançado ainda este ano, e o espetáculo evidencia um pouco da experiência estética deste trabalho. “Quero que esse novo disco seja radicalmente pessoal, no qual irei cantar e tocar todos os instrumentos. Também há menos parcerias no novo repertório. Até o momento, estão presentes: uma parceria com Dante Ozzetti e outra com o letrista e escritor Léo Nogueira e um poema de Flávio Alves que musiquei”. Finaliza.

Serviço

Show: Kleber Albuquerque
Dias 19 e 20 de abril, domingo e segunda, às 21 horas
Photozofia Arte & Cozinha
Largo São Sebastião, 105 - São Francisco Xavier/SP. Tel.: (12) 3926-1406
Ingressos: R$ 20,00. Duração: 75 min. - Classificação: 10 anos. 
Aceita dinheiro e cartões de crédito/débito.

Abre a Janela: Zé Guilherme canta Orlando Silva em seu novo CD

O cantor Zé Guilherme está em estúdio gravando seu terceiro CD. 

Em breve, o artista cearense, radicado em São Paulo, estará no mercado com Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, uma bela homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos em 2015.

O trabalho vem sendo norteado por uma releitura delicada e pessoal do repertório do Cantor das Multidões. Para esta merecida reverência, Zé Guilherme apresenta, de forma autêntica e contemporânea, 18 canções que foram selecionadas em um logo processo pessoal de pesquisa sobre a história e o repertorio de Orlando Silva.

A produção musical do disco está sob responsabilidade do músico, arranjador e produtor musical Cezinha Oliveira, que inseriu elementos clássicos nos arranjos, como piano, baixo acústico, acordeon, trombone e violão de sete cordas, para dar requinte à sonoridade das músicas, sem cair no saudosismo. Abre a Janela foi concebido com base no tripé interpretação, arranjos e composições, e mostra que a chamada “música antiga” do Brasil pode se manter clássica em sua origem, popular em sua apresentação e sofisticada em sua concepção.

O repertório de Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva é formado pelas seguintes canções:

“Alegria” (Assis Valente e Durval Maia) - 1937
“Abre a Janela” (Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr.) - 1938
“Cidade Brinquedo” (Silvino Neto e Plínio Bretas) - 1939
“Malmequer” (Newton Teixeira e Cristovão de Alencar) - 1940
“A Jardineira” (Benedito Lacerda e Humberto Porto) - 1938
“A Primeira Vez” (Alcebíades Barcelos e Armando Marçal) - 1940
“Pela Primeira Vez” (Noel Rosa e Cristovão de Alencar) - 1936
“Curare” (Alberto Simões - Bororó) - 1940
“Dama do Cabaré” (Noel Rosa) - 1936
“Lábios Que Eu Beijei” (J. Cascata e Leonel Azevedo) - 1937
“Preconceito” (Marino Pinto e Wilson Batista) - 1941
“Aos Pés da Cruz” (Marino Pinto e José Gonçalves) - 1942
“O Homem Sem Mulher Não Vale Nada” (Arlindo Marques Jr. e R. Roberti) - 1939
“Meu Consolo É Você” (Nássara e Roberto Martins) - 1938
“Lealdade” (Wilson Batista e Jorge de Castro) - 1942
“Meu Romance” (J. Cascata) - 1938
“Cidade do Arranha Céu” (Edgard Cardoso, Ranchinho e Alvarenga) - 1936
“Faixa de Cetim” (Ary Barroso) – 1942

Zé Guilherme

Cearense de Juazeiro do Norte, Zé Guilherme já demonstrava em seu primeiro CD, Recipiente (2001), que aliava um repertório criterioso à sua voz precisa e refinada, moldada por uma interpretação marcante e forte presença de palco. Em 2006, lançou o segundo disco, Tempo ao Tempo, que registrou a maturidade do artista e a forte influência que a metrópole exerce sobre aqueles que vêm de terras interioranas. Suas raízes cearenses se misturam “ao som e ao sabor de cada minuto vivido na metrópole paulistana com sua rica e diversificada produção que reflete os mais distintos matizes e origens”, como o próprio explica. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Companhia de Danças de Diadema apresenta espetáculos em maio


A Companhia de Danças de Diadema - que em 2015 está comemorando 20 anos de história – apresenta, em maio, no Teatro Clara Nunes do Centro Cultural Diadema, três espetáculos de seu repertório, com entrada franca.

No dia 8 de maio (sexta, às 16 horas) será apresentada a mais nova montagem da companhia, A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, que tem concepção e coreografia assinadas em dupla por Michael Bugdahn e Denise Namura. No dia 9 (sábado, às 20 horas), apresentam Paranoia, criado pela coreógrafa e diretora da Companhia de Danças de Diadema, Ana Bottosso, a partir da poética de Roberto Piva. Já no dia 10 de maio (domingo, às 19 horas), o grupo exibe o espetáculo Anseio, de Claudia Palma, cuja coreografia fala de um tempo próximo a terminar.

Programação

Dia 8 de maio. Sexta, às 16h
Espetáculo: A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica
De Michael Bugdahn e Denise Namura.
Público: infantojuvenil

A montagem tem concepção e coreografia assinadas por Michael Bugdahn e Denise Namura. O enredo mostra experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança, incluindo algumas cenas com luz negra. Os bailarinos exploram a fabulosa aventura de uma mão, fascinada por movimentos, que parte em busca da descoberta do corpo e se torna uma colecionadora de gestos. Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes para levar o público a um mundo feito de poesia, onde situações do cotidiano se tornam mágicas num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas.

Dia 9 de maio. Sábado, às 20h
Espetáculo: Paranoia
De Ana Bottosso
Público: adulto (acima de 16 anos)

Esta montagem foi livremente inspirada na poética provocativa de Roberto Piva. Segundo a coreógrafa Ana Bottosso, os elementos dramáticos de Paranoia se materializam como palavras impressas no muro de uma cidade imaginária. A incansável continuidade noite-dia-noite é como versos repetidos nos corpos em conflitos que reproduzem a dualidade dos sentimentos. Falar de um homem só, um fantasma da “selva de pedra” que traça a passos delirantes uma vida secreta, é falar de cada um de nós. Os movimentos e situações cênicas expressam as sensações dos textos e traz uma intensa energia impulsiva, transgressora, e ao mesmo tempo um lirismo ímpar. 

Dia 10 de maio. Domingo, 19h
Espetáculo: Anseio
De Claudia Palma
Público: adulto (livre)

Espetáculo concebido e coreografado por Claudia Palma, Anseio busca, por meio da poética da dança, dar um profundo mergulho em um universo de imagens densas, carregadas de memórias de um tempo que está por terminar. “O último suspiro”: comenta Claudia. Os movimentos dos bailarinos expressam a necessidade de fazer a passagem, de transcender... Pois o corpo é denso, cheio de ar. É preciso renovar, esvaziar e preencher os espaços novamente, desse corpo quer ar.

Ficha técnica

Companhia de Danças de Diadema
Direção: Ana Bottosso
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Assistente de coreografia: Carolini Piovani
Produção executiva e comunicação: Renato Alves
Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Jean Valber, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves. 
Estagiária: Dayana Brito

Serviço

8/5 - sexta (16h) - A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica. 60 min. Indicação: Livre
9/5 - sábado (20h) - Paranoia. 60 min. Indicação: 16 anos
10/5 - domingo (19h) - Anseio. 60 min. Indicação: Livre

Teatro Clara Nunes (Centro Cultural Diadema)
Rua Graciosa, 300 - Centro, Diadema/SP
Informações: (11) 7858-5549
Grátis (recomenda-se chegar 30 minutos antes). 370 lugares

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mostra Animações Sem Fronteiras traz a magia do desenho no cinema para adultos e crianças

A terceira mostra temática do projeto Cineclube Araucária – O Poder do Cinema em Campos do Jordão acontece entre os dias 16 e 21 de abril, no Espaço Cultural Dr. Além (antigo Cine Glória), em Campos do Jordão. Trata-se da Mostra Animações Sem Fronteiras que engloba filmes tanto para o público adulto, quanto para o infantil.

Os filmes de animação, durante muito tempo, tiveram como padrão absoluto os longas-metragens produzidos pelos estúdios americanos, principalmente a Disney. Na última década, assistimos a globalização deste gênero com ótimos filmes de vários países, inclusive do Brasil, dominando bilheterias e premiações e trazendo peculiaridades regionais para esse segmento cinematográfico, cuja riqueza cultural e artística não permite fronteiras.

Na seleção das obras, a curadoria da Mostra Animações Sem Fronteiras se preocupou com a abrangência das produções, considerando não apenas o estilo dos animadores, mas também suas culturas de origem. Para as noites dedicadas ao público adulto, a programação contempla filmes de animadores do Japão, França, Espanha, Austrália e Brasil; já para o público infantil a Argentina foi o país escolhido.

O projeto Cineclube Araucária – O Poder do Cinema em Campos do Jordão é uma realização do Cineclube Araucária com o apoio do ProAC - Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, AMECampos, Oficina de Artes Rosina Pagan, Escola Estadual de Vila Albertina e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Campus Campos do Jordão.

Programação - Mostra Animações Sem Fronteiras

16 de abril – às 19h30
As Bicicletas de Belleville (Les Triplettes de Belleville)
De Sylvain Chomet. França, Bélgica, Canadá, Reino Unido e Letônia. 2004. 80 minutos. Classificação: 10 Anos.

Champion (Michel Robin) é um menino solitário, que só sente alegria quando está em cima de uma bicicleta. Percebendo a aptidão do garoto, sua avó começa a incentivar seu treinamento para fazê-lo um verdadeiro campeão e poder participar da Volta da França, principal competição ciclística do país. Porém, durante a disputa, Champion é sequestrado. A avó e o cachorro Bruno partem então em sua captura, indo parar em uma megalópole localizada além do oceano, chamada Belleville. O filme, cujo orçamento alcançou a casa dos oito milhões de dólares, recebeu duas indicações ao Óscar e ao César como Melhor Filme e Melhor Canção Original.

17 de abril – às 19h30
Vidas ao Vento (Kaze Tachinu)
De Hayao Miyazaki. Japão. 2013. 126 minutos. Classificação: 12 Anos.

Vidas ao Vento é um belo espetáculo visual que conta com uma história de amor e demonstra a inocência dos jovens japoneses diante da guerra. O roteiro de Hayao Miyazaki conta a vida Jiro Horikoshi, um jovem cujo sonho maior era pilotar aviões. No entanto a miopia o fez desenvolver uma outra aptidão, a de designer de máquinas voadoras potentes, o que o levou a projetar aviões para o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. Além da paixão pelo ar, o personagem também é apaixonado, desde a adolescência por Naoko, uma linda jovem atingida pela epidemia de tuberculose que assolou o país durante a guerra. O filme é baseado numa história real e isso o difere dos trabalhos anteriores do diretor. O protagonista de fato projetou aviões para o Japão na II Guerra. Porém não foram simples aviões. Jiro projetou o modelo dos aviões que fizeram o famoso ataque à Pearl Harbor. É o filme perfeito para se ver no cinema. Os efeitos especiais são fantásticos. Foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e ao Oscar de Melhor Animação. Hayao Miyazaki é, sem dúvida, um dos maiores animadores da história do cinema. Sua filmografia inclui grandes obras como Princesa Mononoke, O Castelo Animado e Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar, além de sua grande obra-prima A Viagem de Chihiro. Com Vidas ao Vento, no entanto, ele anunciou a sua aposentadoria, despedindo-se dos estúdios de cinema.

18 de abril – às 19h30
Chico & Rita (Chico & Rita)
De Fernando Trueba, Tono Errando e Javier Mariscal. Espanha, Reino Unido. 2010. 94 minutos. Classificação: 14 Anos.

Em Havana, Cuba, no ano de 1948, Chico, um jovem pianista que tem grandes sonhos, conhece Rita, uma bela e excelente cantora, em uma apresentação, e logo se encantam um pelo outro. Após uma noite de amor, Rita é surpreendida pela presença de Juana, uma das namoradas de Chico. A situação faz com que eles se afastem; o que é contornado quando Ramon, amigo dele, convida-a para participar com Chico de um campeonato na rádio local. O trabalho faz com que se reaproximem, mas o sucesso dela provoca em Chico uma crise de ciúmes e os separam por um longo período. Já nas primeiras cenas percebemos que não se trata de uma animação voltada para o público infantil. Cenas de sexo e nudez deixam clara essa premissa. Além disso, o filme aborda também algumas temáticas consideradas adultas, como a discriminação racial nos EUA da década de 50 e a dura vida no show business, além da própria implantação do regime de Fidel Castro em Cuba. Apesar do panorama social e histórico apresentado, em momento algum seu foco principal é desviado: contar a atribulada história de amor entre os personagens. Outro ponto positivo é a ótima trilha sonora, composta, predominantemente, por ritmos cubanos e jazz, contando com participação de vários músicos famosos da época, também retratados em animação, entre eles, os lendários Charlie Parker e Thelonious Monk.

19 de abril – às 15 horas
Um Time Show de Bola (Metegol).
De Juan José Campanella. Argentina, Espanha, India, USA. 2013. 106 minutos. Livre.

Desde garoto, Amadeo é aficionado por pebolim, tendo construído seus próprios jogadores e com eles ensaiado diversas jogadas. Um dia ele é desafiado por Ezequiel, um arrogante garoto que vive se gabando de ser exímio jogador de futebol de verdade, mas a partida épica foi vencida por ele. Anos mais tarde, ele retorna rico e querendo transformar a cidade natal em uma espécie de parque temático. Para salvar a cidade, Amadeo aceita o desafio proposto pelo vilão: enfrentá-lo numa partida de futebol de campo. Algo mágico acontece e os bonecos da mesa de jogo ganham vida para ajudar o companheiro de grandes jogadas. O cineasta argentino Juan José Campanella, ganhador do Oscar por O Segredo dos Seus Olhos, é mais um que se aventurou no universo das animações. E foi bom ver que ele não levou uma por baixo das pernas; pelo contrário, fez até um belo gol, apresentando uma gostosa aventura contada por um pai - ‘ligadão’ no tradicional jogo de pebolim - para o filho, viciado em jogos eletrônicos. Um programa especial para grandes e pequenos assistirem juntos.

20 de abril – às 19h30
Mary e Max – Uma Amizade Diferente (Mary & Max)
De Adam Elliot. Austrália. 2009. 92 minutos. Classificação: 14 Anos.

O filme é uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu, que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e dois continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é uma viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais. Antes do seu lançamento comercial, o filme, baseado em uma história real, foi premiado no Festival de Berlim, no Festival de Animação de Annecy e no Asia Pacific Screen Awards.

21 de abril – às 19h30
Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi
Brasil. 2013. 75 minutos. Classificação: 12 Anos.

Uma História de Amor e Fúria é um filme de animação que retrata o amor entre um herói imortal e Janaína, a mulher por quem é apaixonado há 600 anos. Como pano de fundo do romance, esse longa de Luiz Bolognesi ressalta quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o regime militar e o futuro em 2096, quando haverá guerra pela água. Destinado ao público jovem e adulto, com traços de linguagem de HQ, o filme traz Selton Mello e Camila Pitanga dublando os protagonistas, além da participação de Rodrigo Santoro na voz de um chefe indígena e de um guerrilheiro. Uma História de Amor e Fúria venceu o principal prêmio do Festival de Animação de Annecy (França) em 2013, após ter sido o primeiro filme brasileiro a ser selecionado para essa competição, e foi um dos 19 filmes submetidos ao Óscar de melhor filme de animação em 2014. Também participou da Première Brasil – Mostra competitiva do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, em 2012.

Serviço

Mostra Animação Sem Fronteiras
Projeto: Cineclube Araucária - O Poder do Cinema em Campos do Jordão
Local: Espaço Cultural Dr. Além
Av. Dr. Januário Miráglia, 1582, na Vila Abernéssia. Campos do Jordão/SP
Informações: (12) 3664-2300
Grátis - os ingressos são distribuídos 1h antes das exibições.


terça-feira, 31 de março de 2015

'Olhos D’água' de Cláudio Lacerda tem apresentações grátis em maio

O cantor e compositor Cláudio Lacerda apresenta, em maio, o show Olhos D'água, integrando a programação do Circuito São Paulo de Cultura. As apresentações (grátis) acontecem no dia 16 (sábado, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, às 20 horas), dia 23 (sábado, no Teatro Décio de Almeida Prado, às 21 horas) e dia 30 de maio (sábado, na Sala Olido, às 18 horas).

Artista cantador, por excelência, Cláudio Lacerda se apresenta tocando violão e viola caipira, acompanhado por André Rass na percussão, Thadeu Romano no acordeom e Sérgio Turcão no baixo e charango.

O show Olhos D’água nasceu em 2014 como uma homenagem, uma reverência ao bem natural mais precioso do planeta. A semente desse trabalho foi plantada em 2008, quando ele, junto com o compositor Paulo Simões, realizou em uma viagem de barco por toda a extensão da hidrovia Tietê-Paraná. Além de inspirar neles a composição "Mar Caipira" (feita em dupla), Claudio trouxe consigo o desejo de produzir um trabalho falando da água, muito antes do alarde da crise do abastecimento no país.

“Acho importante sensibilizar os ouvintes, não só para a poesia e para a música que a água pode nos inspirar, mas também para a importância de respeitar os nossos mananciais. Sabemos que somente pelo consumo responsável poderemos nutrir a vida dos rios e impactar menos seus cursos e nascentes”. Comenta o artista. Para isto, usa como ferramenta música regional, voz legítima de artistas que defendem a preservação da natureza por meio da arte.

Em arranjos personalizados, o repertório de Olhos D’água tem autores reconhecidos, como Luiz Gonzaga, Renato Teixeira, Guilherme Arantes e Sá & Guarabira, além de Paulo Simões, Fernando Guimarães, Luiz Salgado, Rodrigo Delage e o próprio Cláudio Lacerda, também atentos aos nossos recursos naturais.

Entre as canções que integram o roteiro de Olhos D’água, destaque para “Mar Caipira” (Cláudio Lacerda e Paulo Simões), “Guardiões da Floresta” (Renato Teixeira), “Águas” (Luiz Salgado), “Porto das Águas” (Rodrigo Delage), “Planeta Água” (versão de Lacerda para a música de Guilherme Arantes) e “Sobradinho” (também versão para esse clássico da dupla Sá & Guarabira).

Serviço

Show: Cláudio Lacerda
Músicos: Cláudio Lacerda (voz, violão e viola caipira), André Rass (percussão), Sérgio Turcão (baixo, charango e vocal) e Thadeu Romano (acordeom).

16 de maio - sábado - às 20 horas
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
Av. Dep. Emílio Carlos, 3641. Limão/SP. Te: (11) 3984-2466
Grátis (ingressos 1h antes do show). 75 min. Classificação: livre

23 de maio - sábado - às 21 horas
Teatro Décio de Almeida Prado
Rua Cojuba, 45 - B. Itaim Bibi/SP. Tel: (11) 3079-3438
Grátis (ingressos 1h antes do show). Duração: 75 min. Classificação: livre

30 de maio – sábado – às 18 horas
Sala Olido (Galeria Olido)
Av. São João, 473. República/SP. Tel: (11) 3331-8399
Grátis (ingressos 1h antes do show). Duração: 75 min. Classificação: livre

Cláudio Lacerda – perfil

O paulistano Cláudio Lacerda é artista que se destaca no cenário musical brasileiro como intérprete e compositor. Ganhou por três vezes o Prêmio de Excelência da Viola Caipira, de Melhor Intérprete. Foi contemplado pelos editais SESI Música 2009 - Série Brasileira e Pauta Funarte de Música Brasileira, em 2008.  Participou do projeto Prata da Casa e Amostra Prata da Casa, do SESC Pompéia, além de ter sido pré-selecionado para o Prêmio da Música Brasileira em 2007 e 2010.

Seu trabalho lhe rendeu elogios de críticos musicais dos jornais O Estado de S.Paulo, Diário de São Paulo, Estado de Minas (Belo Horizonte), Correio Popular (Campinas), Correio Braziliense, O Popular (Goiânia) e da revista Rolling Stones. Na TV, participou, entre outros, dos programas de Rolando Boldrin (Sr. Brasil), Inezita Barroso (Viola Minha viola), Hebe Camargo e Ana Maria Braga. Já cantou ao lado de Dominguinhos, Renato Teixeira, Miriam Mirah, Pena Branca, Tinoco, Paulo Simões, Alzira E., Tetê Espíndola, Lula Barbosa, Cris Aflalo, Levi Ramiro e Paulo Freire, entre outros.

Cláudio Lacerda é um ambientalista. Graduado em Zootecnia pela UNESP, em Botucatu, trabalhou por 10 anos no campo como consultor de fazendas, antes de iniciar sua carreira musical; tempo fundamental para que se tornasse íntimo do meio ambiente rural. Em 2006, ao assistir ao documentário Uma Verdade Inconveniente (Al Gore) ele passou a estudar sobre matrizes energéticas, acompanhar políticas públicas e ações individuais que tratam do uso racional de recursos naturais. Com o compositor Paulo Simões, realizou em 2008 uma viagem de barco por toda a extensão da hidrovia Tietê-Paraná. O fruto musical dessa viagem foi uma canção, "Mar Caipira", e a vontade de produzir um trabalho com o tema.

CDs de Cláudio Lacerda

Seu primeiro CD, Alma Lavada (2003), mistura diversos ritmos regionais, mostrando sua rica influência, que vai de Renato Teixeira, Almir Sater e Sá & Guarabira aos mineiros do Clube da Esquina. E vai mais longe com a música caipira de Tião Carreiro, João Pacífico e Tonico e Tinoco, entre outros. Renato Teixeira e Miriam Mirah são convidados especiais desse disco.

Alma Caipira, lançado em 2007, faz homenagem aos maiores compositores da história do gênero. Além de escolher uma canção de cada compositor, com preferência para as menos conhecidas, Cláudio se preocupou em apresentar seus diferentes ritmos (cateretê, cururu, toada, guarânia) e temáticas (religiosidade, romance, vida no campo, humor). O CD tem participação especial de Tinoco, Pena Branca, Tetê e Alzira Espindola, Lula Barbosa e outros.

O CD Cantador (2010) é o mais autoral da carreira de Cláudio Lacerda, que assina 11 das 14 canções. Como nos trabalhos anteriores, o repertório traz grande variedade rítmica e arranjos acústicos muito bem cuidados. Nesse disco as influências musicais nacionais são mescladas às sonoridades do blues, do folk e do country. Dominguinhos participa desse disco, cantando e em um belo solo de sanfona.

quinta-feira, 26 de março de 2015

A cultura Hip Hop invade o Sesc Campo Limpo, em abril

 O projeto Sou Hip Hop do Sesc Campo Limpo engloba uma programação especial dedicada a esta expressão cultural que, desde a década de 1980, vem construindo seu espaço no Brasil. Durante o mês de abril, a unidade apresenta trabalhos de artistas, que são referências do hip hop nacional, e importantes produções da cena contemporânea nesse universo. São vivências, intervenções, espetáculos de teatro e dança, além de filme e bate-papos, entre outras atividades que irão abordar as quatro vertentes: break, grafitte, DJ e rap.

Música

Discotecagem Triunfo e Sabotage
Com KLJ (Racionais MCs) e participação  de Rappin Hood e Sandrão RZO.
Baile com DJs homenageando dois personagens do Hip Hop nacional: Nelson Triunfo e Sabotage. Discotecagem de KLJ (Racionais MCs) com as participações especiais de Rappin Hood e Sandrão RZO. KL Jay - Kleber Simões começou sua carreira em 1987, e juntamente com Edi Rock, Mano Brown e Ice Blue, fundou o Racionais MC’s em 1989. Com o rapper Xis criou a gravadora que depois se tornou produtora de eventos e confecção conhecida como 4P, lançando seu álbum solo: Na Batida volume 3 – Equilíbrio, a busca – que conta com a participação de vários artistas do meio HipHop. KL Jay também é sócio da gravadora Cosa Nostra juntamente com o Racionais MCs e possui seu selo individual, com o mesmo nome de seu álbum solo – Equilíbrio –, que já lançou os álbuns de Sistema Negro, Cagêbe e Relatos Da Invasão.
Grátis. Livre
10/04. Sexta, às 20h

Bate-Papo Triunfo e Sabotage
O bate-papo discute o processo de produção das biografias e sua abordagem em diferentes linguagens (livro e cinema), além de contar sobre as trajetórias de Triunfo e Sabotage. Mediado por Paulo Brown (rádio 105 fm) com a participação dos escritores Gilberto Yoshinaga (autor da biografia de Triunfo – Do Sertão ao Hip Hop), Toni C (autor da biografia de Sabotage “Um bom lugar”), Ivan 13P, cineasta responsável pelo filme “Sabotage – Maestro do Canão” e os protagonistas Nelson Triunfo e Wanderson "Sabotinha" (filho de Sabotage).
Livre. Grátis.
10/04. Sexta, às 19h

Show: Versão Popular e Poesia Samba Soul
Neste encontro teremos os dois grupos no mesmo palco dividindo seus versos e poesias musicais. A união tem como proposta trazer um show composto por samba soul, groove, samba-rock e hip hop. A Banda Poesia Samba Soul iniciou no ano de 1989 em São Paulo, e está lançando seu novo álbum intitulado ”Favela da Paz”. O Versão Popular começou seu trabalho em 1999, tendo um álbum gravado, “Quem viu viu” (2010), e participando de diversos projetos como Encontros Rap, Sarau da Cooperifa, Projeto Antiduto, Reis da Rua, entre outros. 
Grátis. Livre.
11/04. Sábado, às 20h30

Show: MC Ralph e Coletivo
O rapper, jornalista, pesquisador musical, e compositor junto com o Coletivo, busca ampliar o conceito e os desdobramentos do rap brasileiro, apresentando neste show uma sonoridade composta por banda e DJ. Ralph é MC desde 1999, já lançou cinco álbuns e é conhecido pela arte do freestyle, tendo sido campeão da batalha de MCs do prêmio Hutuz. Militante do movimento Hip Hop no Vale do Paraíba-SP, busca preservar esta cultura quebrando preconceitos e mostrando um trabalho inovador.
Grátis. Livre.
12/04. Domingo, às 19h

Show: Nelson Triunfo - participação de Mano Brown e Flora Matos
Neste espetáculo, Nelson Trinfo, umas das referências do Hip Hop nacional mostra composições de seu novo álbum, “Do Soul ao Hip Hop”, que foi produzido pelos irmãos Renato e Ronaldo Gama (Nhocuné Soul). Acompanhado pela banda Sertão Black, conta com as participações de Mano Brown (Racionais MCs) e Flora Matos.
Grátis. Livre.
25/04. Sábado, às 20h

Vivência: Discotecagem
A vivência apresenta as técnicas e efeitos dos toca discos no vinil, assim como as técnicas atuais com softwares específicos para DJs.  Com o Dj Slick que é disk jokey desde 1990, quando fundou o grupo de rap DMN, cuja discografia soma cinco discos. Tem experiência como educador, desde 1996. Além de tocar em festas e eventos, participa de projetos como o Quilombo Axé e pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, fazendo apresentações para os Quilombos Paraty, Eldorado, Pernambuco, Porto Alegre e Bahia. 
Livre. Grátis. Retirada de ingresso com 1h de antecedência.
08 e 09/04. Quarta e quinta, às 19h

Vivência: Versos e Rimas
A partir da discussão de repertório de letras de rap, a vivência aborda técnicas da construção de estilos, levadas, rimas e versos. Com  EllyPretoriginal - rimador, produtor e compositor. Possui um álbum solo gravado, Acerto de Contas, tendo feito parcerias com Xis, Dentinho, Diogo Poças, entre outros, além de desenvolver trabalhos sociais, palestras e oficinas pelas periferias do Brasil.
Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
Livre. Grátis. Retirada de ingresso com 1h de antecedência.
15 e 16/04. Quarta e quinta, às 19h

Teatro

Espetáculo: Barraco de Pedra
O espetáculo teatral do Coletivo Favela em Cena, narra a história de um jovem que relembra acontecimentos de sua vida e experiências na periferia. Com apenas um ator em cena, um DJ e uma lona como cenário, o espetáculo fala sobre crime, amor e família com narrativas duras e singelas de um universo periférico da cidade de São Paulo.
Ficha Técnica
Texto e atuação: William Felix Gutierre
Discotecagem ao vivo: DJ Pow
Direção: André Persant
Concepção geral: Coletivo Favela em Cena
Produção: Coletivo Favela em Cena
Duração: 65 minutos. Não recomendado para menores de 14.
Grátis.
11/04. Sábado, às 19h
17/04. Sexta, às 20h30

Dança

Espetáculo: Urbanóides 2.0
Os grandes centros urbanos exercem poder sobre as pessoas, capturando-as e seduzindo-as em busca de seus sonhos, em uma vida entregue ao trabalho no tempo implacável que envelhece a cidade. Com o quê ou com quem se importa? O que faz a diferença ou que diferença faz? Meio homem, meio andróide. Uma identidade que tão fácil se corrompe, permitindo que seus desejos ajam sobre si sufocando sua pulsão de vida e sua libido. Reduzindo os corpos vazios perambulando pela cidade, controlados pelo desejo que os conduzem ao caminho de uma civilização “ideal”. O que os transformam em Urbanoides?
Com Discípulos do Ritmo.
Grátis. Livre
21/04. Terça, às 19h

Intervenção: Nos Tempos da São Bento
Intervenção que conta um pouco da história de lutas e resistências de dançarinos que marcaram época, criando bases para a cultura urbana contemporânea. Com Marcelinho Back Spin que, com outros dançarinos, transformou a Estação São Bento no berço do hip hop nacional. 
Grátis. Livre. Retirada de ingresso com 1h de antecedência.
25/04. Sábado, às 18h30h

Vivência: Nos Tempos da São Bento
Vivência na qual Marcelinho Back Spin, dançarino de hip hop, irá abordar uma breve história do movimento cultural na Estação São Bento, que transformou-se no berço do hip hop nacional por meio das intervenções dele e de outros dançarinos. Além de tratar sobre os fundamentos e técnicas das danças Poppin, Roboting e Locking. 
Grátis. Livre. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
25/04. Sábado, às 15h

Vivência: Break Dance
Discussão sobre a história e o efeito do break na dança atual, e apresentação de seus movimentos básicos. B-boying, Popping e Locking são denominações dadas às danças de Break Dance, que apesar de terem a mesma origem, são de lugares distintos e apresentam influências variadas. Com o B.boy Aranha (Michael Nunes de Oliveira) - iniciou na dança aos 15 anos, participou de diversas competições e ministrou aulas no Brasil, na Polônia, em Portugal, na Itália e na Bolívia.
Livre. Grátis. Retirada de ingresso com 1h de antecedência.
22 a 23/04. Quarta e quinta, às 19h

Artes Visuais

Oficina: Customização de Tênis
Utilizando um tênis (novo ou usado) o participante aprenderá técnicas de aplicação para recriar ou reutilizar o calçado. A partir de imagens de inspiração, poderá elaborar um projeto desenvolvendo a pesquisa de formas, volumes, cores e materiais para aplicar no desenvolvimento de produtos. Com Ateliê ModaImagem, que oferece cursos das várias áreas de moda. O participante deve levar um calçado. Inscrições a partir de 1º de abril na Central de Atendimento.  
Grátis. Livre.
10 e 24/04. Sextas, às 18h30

Ateliê aberto: Grafittando
Introdução ao universo do grafite por meio de técnicas como o stencil e estilo livre, apresentando bases de letras e de personagens. Com Ricardo Anão - nascido em Santo André, foi influenciado por alguns artistas do ABC e iniciou no graffiti com os desenhos denominados cartoons. A partir de 2010, com a técnica já desenvolvida, estabeleceu para seus trabalhos o estilo “realismo”, no qual a arte imita, da forma mais próxima possível, a realidade. Passou a ministrar oficinas de graffiti em escolas públicas e workshops. Participou da campanha Tinta Contra o Câncer, do Hospital A.C. Camargo, além de ministrar palestras sobre a importância do grafitti no desenvolvimento dos jovens.
Livre. Grátis. Retirada de ingressos 1 hora antes.
01 e 02/04. Quarta e quinta, às 19h.

Ateliê aberto: Encontro de grafite
Criação e experimentação das técnicas de grafite com mediação de instrutores. Com Ricardo Anão - nascido em Santo André, foi influenciado por alguns artistas do ABC e iniciou no graffiti com os desenhos denominados cartoons. A partir de 2010, com a técnica já desenvolvida, estabeleceu para seus trabalhos o estilo “realismo”, no qual a arte imita a realidade, da forma mais próxima possível. Passou a ministrar oficinas de graffiti em escolas públicas e workshops. Teve participação como a campanha Tinta Contra o Câncer, do Hospital A.C. Camargo, além de ministrar palestras sobre a importância do grafitti no desenvolvimento dos jovens.
Livre. Grátis. Retirada de ingresso com 1h de antecedência.
04/04. Sábado, às 15h

Literatura

Leitura literária: Marcello Gugu
Integrante do coletivo Afrika Kidz Crew e responsável pela Batalha do Santa Cruz, autor do disco solo “Até Que Enfim GuGu”, o rapper Marcello Gugu irá recriar "Quarto de Despejo", de Carolina Maria de Jesus. O clássico trata da dura rotina da vida da mulher, que era catadora de papel, na comunidade do Canindé, local em que viveu na década de 60. A releitura foi musicada por Marcello Gugu em parceria com Diamantee, produtor musical e Dj que o acompanha. As trilhas compostas por chorinhos, seguem um padrão denso e triste a fim de transferir para o emocional do espectador o estado de desespero e abandono em que a autora vivia.
Grátis. Livre.
18/04. Sábado, às 18h30

Cinema
EM CARTAZ: Lançamentos e filmes recentes em exibição no Sesc Campo Limpo todas as terças feiras.

Exibição: Branco Sai, Preto Fica
O filme cria suas imagens e sons a partir de uma história trágica: dois homens negros, moradores da maior periferia de Brasília, ficam marcados para sempre graças a uma ação criminosa de uma polícia racista e territorialista da Capital Federal. Essa polícia invade um baile black. Tiros, correria e a consumação da tragédia: um homem fica para sempre na cadeira de rodas, o outro perde a perna após um cavalo da polícia montada cair sobre ele. Mas esses homens não se sentem confortados em contar a história de maneira direta e jornalística. Eles querem fabular, querem outras possibilidades de narrar o passado, abrindo para um presente cheio de aventuras e ressignificações, propondo um futuro. Filme recebeu menção honrosa na Mostra de Cinema de Tiradentes e foi vencedor de 11 prêmios, inclusive Melhor filme, no 47º Festival de Brasília do Cinema.
Direção: Adirley Queirós
Brasil, 2014. Documentário. 93 minutos. Livre. Classificação indicativa: 12 anos.
Grátis. Exibição ao ar livre.
Programação sujeita a alteração ou cancelamento em caso de chuva.
07 e 28 de abril. Terças, às 20h

Serviço

Sesc Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120.
Campo Limpo – São Paulo/SP
Tel.: (11) 5510-2700
sescsp.org.br/campolimpo
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