quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Teatro Sérgio Cardoso recebe D’arc – Dark de Dinah Perry e Jorge Garcia

Fotos: Sílvia Machado
O espetáculo D’Arc – Dark, concebido pelos coreógrafos Dinah Perry e Jorge Garcia, tem apresentações no Teatro Sérgio Cardoso (Sala Paschoal Carlos Magno), nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro (quarta e quinta, às 20h).

D'arc - Dark é dividido em dois atos sequenciais com 30 minutos de duração cada. São coreografias distintas que mostram os diferentes olhares dos coreógrafos para um mesmo tema, mas que se complementam ao contemplar a mulher de todos os tempos.

Tanto D’arc de Dinah Perry quanto Dark de Jorge Garcia tem Joana d’Arc como inspiração criativa: heroína francesa, santa da igreja católica e padroeira da França, ela foi chefe militar na Guerra dos Cem Anos e condenada à execução na fogueira sob a acusação de bruxaria. Dinah traz a Joana D’arc inserida nas questões da mulher contemporânea; já Garcia explora o lirismo e as dores desse arquétipo de mulher. Embora o período medieval seja pano de fundo, o espetáculo tem contexto atemporal.

A coreografia de Perry reúne elementos da dança, do teatro e da expressão corporal, amarrados por textos autorais. Em foco o corpo dinâmico em combate, propondo imagens intensas às cenas. Em D’arc, a mulher aparece inserida nas mazelas do mundo atual, questionando as relações humanas ceifadas pelo poder, pela inveja e pela solidão.
A criação de Garcia aborda Joana d’Arc como símbolo do sofrimento das mulheres acusadas de bruxaria na Idade Média. O nome ‘dark’, de escuro, é uma metáfora ao nome da heroína para trazer luz à penumbra da cena e refletir sobre uma cultura que ainda se faz presente. A sensação de ser queimado e a imagem sensorial desta ação trazem para a coreografia Dark o discurso ao qual se propõe. Os corpos são manipulados em cena com varetas de madeira, enquanto o sofrimento e o aprisionamento também são manipulados.

Enquanto a música lírica pontua a encenação de Dinah, musicais de Björk aparecem em coro, em forma de lamento, na criação de Garcia. As duas coreografias trazem um mesmo elenco de quatro bailarinas - Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Larissa Leão e Paula Miessa, além de Julia Cavalcante (somente em D’arc).
Ficha técnica

Criadores/coreógrafos: Dinah Perry e Jorge Garcia
Elenco: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Julia Cavalcante, Larissa Leão e Paula Miessa.
Iluminação: Ari Buccioni
Produção executiva: William Mazzar
Fotos: Silvia Machado e William Mazzar

Serviço

Espetáculo/dança: D’arc - Dark
Dias: 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Quarta e quinta, às 20h
Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista. São Paulo/SP. Tel: (11) 5061-1132
Ingressos: R$ 30,00 (meia R$ 15,00). Bilheteria: (11) 3288-0136
Duração: 60 min. Classificação: Livre. Capacidade: 144 lugares
Ar condicionado. Acessibilidade. www.teatrosergiocardoso.org.br
Ingressos antecipados: https://www.ingressorapido.com.br/
 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A Casa da Mariquinhas, um cabaré regado a fado e poesia, volta à Cia da Revista em janeiro

Fotos de Rafael Sampaio
O espetáculo musical A Casa da Mariquinhas - Um cabaré português com Poesia e Fado reestreia no dia 20 de janeiro (sábado, às 18 horas), no Botequim Contra Regra da Cia da Revista, onde permanece em cartaz até o dia 11 de março.

Tradicional estilo musical de Portugal, o fado dá o tom e a poesia dá o clima ao espetáculo que tem roteiro e concepção de Helder Mariani e direção de Dagoberto feliz.

No palco, os atores-cantores - Helder Mariani, Katia Naiane, Ricardo Arantes, e Silmara Deon - costuram poesias de autores expressivos da literatura portuguesa como Fernando Pessoa, Florbela Espanca, José Régio e Bocage aos fados que marcaram a cultura lusitana. Entre as músicas, “É Loucura”, “Só Nós Dois É que Sabemos”, “Perseguição”, “Casa Portuguesa”, “Grândola Vila Morena”, “Esquina de Rua”, “Maldição” e “Estranha Forma de Vida”, além da canção-título “A Casa da Mariquinhas”. Segundo o idealizador do espetáculo Helder Mariani, “são todas obras instigantes, carregadas de nostalgia e com grande apelo dramático e teatral”.

Os espectadores, sentados em mesas espalhadas pelo salão da Cia da Revista, são envolvidos pela atmosfera dos antigos cabarés, como nos ambientes chamados “fado vadio”, em que as pessoas cantavam e bebiam junto com os fadistas.

No passado, Casa da Mariquinhas foi uma animada casa de raparigas, onde os frequentadores se encontravam para contar da vida e cantar o fado. A Casa foi leiloada e se tornou uma respeitável e discreta casa de penhor. Do antigo estabelecimento nada sobrou, nem mesmo as tabuinhas nas janelas para evitar os fuxicos.

O musical se desenvolve com base em canções interpretadas pelo fadista português Alfredo Marceneiro, criadas para retratar a história da Casa da Mariquinhas, então apresentada em três momentos: o apogeu com todo o glamour peculiar ao bordel, o duro momento em que a casa é leiloada e sua transformação em casa de penhor, tendo janelas de vidro no lugar das tábuas.

Na poesia e no fado se confundem as historias de Portugal, dos fadistas e das pessoas do povo. E nesse cabaré, os atores brasileiros, deste lado do Atlântico, se voltam para as terras lusitanas de além-mar e redescobrem as nossas próprias raízes e lutas, somadas às  artimanhas do amor para aproximar a plateia do universo da cultura lusitana.
 
O espetáculo A Casa da Mariquinhas é um antigo projeto de Helder Mariani de reunir duas de suas paixões: poesia e fado. Segundo ele, a criação seguiu dois critérios: “o existencial, para ressaltar o caráter sentimental e nostálgico do fado com suas tragédias de vida, e a questão política, pois o fado é uma expressão artística relacionada diretamente à Revolução dos Cravos que derrubou o ditador Antônio de Oliveira Salazar, em 1974”, comenta.

Dagoberto Feliz explica que na ditadura portuguesa, enquanto alguns fadistas adaptavam letras, fazendo com que o governo de Salazar se apropriasse politicamente do fado, outros resistiram ao regime e mantiveram seu caráter contestatório e revolucionário. “Fato bastante semelhante ao que ocorreu na ditadura brasileira”, explica o diretor. Helder completa: “É inegável que o fado, ao registrar a história contemporânea de Portugal, passa também por nossa própria história”.


Para selecionar as canções que formariam A Casa da Mariquinhas houve pesquisa histórica em Portugal em busca não só das origens do estilo, mas também dos fados modernos com novos contornos que agregam outros discursos e novos elementos em sua estrutura, sofrendo, inclusive, influências de outros estilos musicais como o jazz, por exemplo. O mergulho nesse universo musical lusitano incluiu visita ao Museu do Fado, em Lisboa, que preserva a memória dessa expressão cultural e levanta discussão sobre a função do fado, na atualidade.
Ficha técnica / Serviço

Idealização e roteiro: Helder Mariani
Direção geral: Dagoberto Feliz
Elenco: Helder Mariani, Katia Naiane, Ricardo Arantes e Silmara Deon.
Ator stand in: Artur Volpi
Direção musical: Marco França
Desenho de luz: Matheus Macedo
Direção de arte: André Medeiros Martins
Identidade visual: Murilo Thaveira
Fotos: Rafael Sampaio
Realização: Cia. Da Palavra e Nossa Senhora da Produção

Espetáculo: A CASA DA MARIQUINHAS - Um cabaré português com Poesia e Fado
Reestreia: 20 de janeiro. Sábado, às 18h
Temporada: do de janeiro a 11 de março
Horários: sábados e domingos, às 18h
Local: Cia da Revista – Botequim Contra Regra
Endereço: Alameda Nothmann, nº 1135. Campos Elíseos. SP. Tel: (11) 3791-5200
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia).
Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita cartões de crédito.
Gênero: Cabaré de fado. Classificação: 12 anos. Duração: 70 min.
Capacidade: 30 lugares. Acessibilidade. Ar condicionado.
Não haverá espetáculo nos dia 3 e 4 de fevereiro.
Vendas online: www.compreingressos.com - (11) 2122-4070.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena e João Pedro
Tel (11) 2738-3209 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br

João da Cruz estreia na Casa das Rosas com direção de Helder Mariani e interpretação de Conrado Caputo

Conrado Caputo (foto de Danilo Batista)
Inspirado nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI, o espetáculo João da Cruz estreia no dia 19 de janeiro (sexta-feira) na Casa das Rosas, às 20 horas.

A montagem é um solo de Conrado Caputo com dramaturgia e encenação de Helder Mariani. A temporada segue até o dia 23 de fevereiro com sessões sempre às sextas-feiras, às 20 horas.

A ação se passa durante nove meses em que o Frei João da Cruz - canonizado São João da Cruz pela Igreja Católica, em 1726 - foi prisioneiro dos Carmelitas Calçados, seus próprios confrades, numa cela minúscula do Convento de Toledo.

Com uma poesia e uma mística que ultrapassaram os limites do discurso religioso, a obra escrita do Frei João Cruz faz parte da literatura clássica espanhola. O monólogo retrata sua obra literária do santo com suas ideias radicais, expressas pela palavra escrita e pela sua prática de vida. Ele também carrega as contradições existenciais da humanidade que, depois da Idade Moderna, se tornam cada vez maiores. Consumido por uma sede de infinito, de Deus, vivendo numa “noite escura” espiritual, o poeta carmelita se recusa a abrir mão da luta para renovar a sua ordem religiosa e a própria Igreja do seu tempo.

O texto teatral João da Cruz parte de uma colagem de textos traduzidos de várias obras do santo. A proposta do encenador Helder Mariani é discutir sobre o homem, o poeta e o místico; sobre a vivência radical de suas ideias, sentimentos e paixões. “Nosso propósito não é apresentar uma narrativa biográfica de cunho didático”, afirma. A dramaturgia traz um João da Cruz consumido pela sede de infinito nos tempos de prisão, solitário e humilhado, sofrendo altos e baixos emocionais. “Ele reencontra sua pacificação na criação de poemas, num abandono contemplativo e na recusa a uma resposta meramente racional às questões existenciais e, principalmente, foca nos seus planos de fuga – a imaginação artística de um homem que ultrapassa a limitação da realidade e se lança numa contemplação do divino, invisível, silencioso e misterioso”.

João da Cruz ficou preso no Convento Carmelita de Toledo, de meados de dezembro de 1576 a agosto de 1577. Boa parte desse tempo ele ficou numa cela, que era uma cavidade na parede que servia de latrina para hóspedes do convento. Sem condições de higiene, com parca comida, recebendo torturas físicas e psicológicas (inclusive diante da comunidade religiosa do Carmelo), a única ideia que lhe vinha à cabeça, obsessivamente como uma inspiração divina, era a de fugir. Nos interrogatórios, o santo permaneceu firme nas suas convicções de “carmelita descalço”, termo que bem sintetiza as questões éticas e de poder que estavam em jogo, não só os pés no chão, mas o desprendimento e a real pobreza evangélica, preconizada pelo cristianismo. O Frei teve dois carcereiros, e conta-se que o segundo, o jovem Frei João de Santa Maria, teve participação facilitadora na sua fuga.


A encenação de Mariani apresenta o ator solitário na cena, que revela o frágil e forte de todo ser humano, o contraditório e coerente, a ingenuidade e a crítica de um santo. Com uma trilha sonora contemporânea que dialoga com a narrativa, valendo-se de poucos recursos cenográficos ou de iluminação, o ator se despoja em cena e abre espaço para a palavra. O ator se apropria da palavra poética, mística e humana do santo espanhol e traz as questões existenciais na perspectiva do século XVI para uma discussão contemporânea, com os desafios éticos e políticos, filosóficos e espirituais da “pós-modernidade”.

Preso numa cela minúscula: sem luz - havia um feixe de luz que vinha do teto, ao meio dia, quando o frei aproveitava para rezar seu breviário - e quase sem ventilação, João da Cruz responde à crise e a decadência de seu tempo com poesia e uma mística que ultrapassaram os limites religiosos e o tornaram um dos mais importantes escritores da Espanha. “Consta que João da Cruz, o poeta da noite escura, tinha um temperamento dócil, mas bem intenso, o que o torna um personagem cenicamente interessante. Suas buscas espirituais apaixonadas e suas dúvidas martirizantes tão humanas são vividas numa situação limite: a prisão e a ideia fixa de fuga”. Finaliza o encenador Helder Mariani.

Frei João da Cruz

Frei João da Cruz nasceu em Fontiveros, povoado dos arredores de Ávila, Espanha. O pai, Gonçalo de Yepes, de família nobre, foi deserdado ao se casar com a humilde Catarina Álvarez; e faleceu quando João tinha três anos. De lá em diante a vida de João foi de pobreza e miséria. Sua mãe ia de um lado para outro com os filhos, buscando abrigo, trabalho e comida. Casas grandes e belas; conventos nos centros das cidades; hábitos religiosos elegantes; sapatos da moda; túnicas caras com grandes botões de metal, conforme o requinte da época; punhos e colarinhos delicados, segundo as normas da vaidade... Para Frei João da Cruz esse não era o espírito que deveria prevalecer na Ordem do Carmelo, nem na igreja. Esse era o espírito do mundo profano, do luxo e do tédio. Para ele, era preciso fugir desse mundo que aprisiona na vaidade e no poder.

No século XVI a Igreja Católica era finalmente contestada, e seu poder político e econômico questionados pelos novos pensamentos filosóficos, políticos e científicos que se delineavam na Europa. A tradicional ordem religiosa monástica dos Carmelitas também não foi poupada das transformações do Renascimento e passou por uma grande reforma, iniciada pela Madre Teresa, de Ávila, e depois assumida radicalmente pelo Frei João da Cruz. Quando Teresa d’Ávila propôs ampliar as reformas que vinha fazendo no Carmelo feminino para o Carmelo masculino, procurou-lhe um jovem frei, com 25 anos, chamava-se João de Yepes e usava o nome religioso de Frei João de São Matias. Mais tarde, quando se tornou o primeiro carmelita descalço, mudou para João da Cruz, nome com o qual ficou conhecido na Igreja, na literatura espanhola e na história da mística cristã ocidental.

Ficha técnica / serviço

Espetáculo: João da Cruz
Dramaturgia e encenação: Helder Mariani
Interpretação: Conrado Caputo
Direção de arte: Pedro Faraldo
Trilha sonora: Dagoberto Feliz
Fotos: Danilo Batista
Vídeo: Orion Produtora / Nidowilliam Spadotto
Produção executiva: Paloma Rocha
Realização: Cia. da Palavra

Sinopse - Monólogo retrata a obra literária de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI, com suas ideias radicais, tanto na palavra escrita quanto na prática de vida, e suas contradições existenciais. Consumido por uma sede infinita de Deus, o poeta carmelita luta para renovar a Igreja do seu tempo. A ação se passa no período em que Frei João da Cruz esteve prisioneiro e humilhado pelos seus próprios confrades numa cela minúscula do Convento de Toledo.

Estreia: 19 de janeiro. Sexta, às 20h
Local: Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - Paraíso, São Paulo/SP. Telefone: (11) 3285-6986
Temporada: 19 de janeiro a 23 de fevereiro de 2018. Sextas, às 20h
Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00). Bilheteria: 1h antes da sessão.
Aceita dinheiro e cartão de débito. Antecipados: www.compreingressos.com
Duração: 60 min. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos.
Capacidade: 25 lugares. Acessibilidade. Site: http://www.casadasrosas.org.br/

PERFIS

Helder Mariani - No teatro, é ator, encenador e dramaturgo. No Grupo Folias, participou como ator dos dois espetáculos: Folias Galileu e Folias D’Arc, dirigidos por Dagoberto Feliz. Desde 2005, encena e atua em vários projetos poético-teatrais na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, sendo os últimos espetáculos apresentados naquela Casa: A Casa É Sua! Caos de Poesias (2014), Cabaré Falocrático (2015) e Theresinha (2014 e 2015). Como ator, atuou também na Cia. As Graças (Noite de Reis, direção de Marco Antonio Rodrigues), no Centro Cultural Silvio Santos (A Flauta Mágica, direção de Roberto Lage), Teatro Fábrica (Os Pequenos Burgueses, direção de Roberto Rosa). E ainda nos espetáculos Malkhut, direção de Denise Weinberg, Cartas ao Futuro, direção de Eduardo Coutinho, Os Cafundó e Flores Sertanejas, direções de Francisco Bretas, entre outros. Também como ator: Os Jecas, (da Cia. da Palavra, premiado como melhor espetáculo pelo júri popular do 43º Fenata, Festival Nacional de Ponta Grossa-PR), Single Singers Bar (produção de Nossa Senhora da Produção) e Vinícius, de Vida Amor & Morte (Cia. Coisas Nossas), com direções de Dagoberto Feliz. Como assistente de direção: Hamlet ao Molho Picante; e encenador: Theresinha e A lucidez Alucina, Poemas de Orides Fontela. Como dramaturgo, escreveu Devaneios do Bárbaro Solitário (ProAC de dramaturgia inédita 2011), sobre os filósofos franceses Rousseau e Voltaire; Theresinha, a partir dos escritos de Santa Thérèse de Lisieux; assina a dramaturgia de Os Jecas, Cabaré Falocrático e A Casa da Mariquinhas. Educador com formação em Direito, Filosofia, Pedagogia, Psicodrama e Teatro. É professor de filosofia e teatro, com trabalhos em várias instituições. Mestre em Filosofia pela PUC-SP, com o título: A Mentira-Verdade do Ator. Hoje, doutorando pela PUC-SP com a pesquisa: O Ator Iluminista.

Conrado Caputo - Ator formado pela Escola de Arte Dramática – EAD/ECA/USP, participou de diversos coletivos, entre eles Teatro da Vertigem, Teatro de Narradores e Cia. Arthur-Arnaldo. Trabalhou com os diretores Cassio Scapin, Bete Dorgam, Ariela Goldmann, Antonio Araújo, José Fernando de Azevedo e Dagoberto Feliz. Entre seus principais trabalhos em teatro estão Bom Retiro 958 Metros, de Joca Reiners Terron (2012), Cidade Desmanche, de José Fernando de Azevedo (2009-2013), A Resistível Ascensão de Arturo Ui, de Bertolt Brecht (2013-2014), As Três Irmãs, de Anton Tcheckov (2008), O Diabo de Tetas, de Dario Fo (2009), Cidade Fim-Cidade Coro-Cidade Reverso, de José Fernando de Azevedo (2011-2013), e Vinicius de Vida, Amor e Morte, criação coletiva (2014). Na televisão, atuou nas novelas Haja Coração e Alto Astral (Rede Globo) e na série Vida de Estagiário (Warner Channel - 3 temporadas, sendo duas delas rodadas em Buenos Aires, numa coprodução Brasil-Argentina). Foi orientador artístico do Projeto Ademar Guerra e oficineiro no Centro Cultural da Penha, em São Paulo. É professor de expressão vocal e improvisação.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena e João Pedro
Tel (11) 2738-3209 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Sesc Birigui apresenta por+vir e A Mão do Meio – sinfonia lúdica com a Companhia de Danças de Diadema

 
Fotos: Silvia Machado

O Sesc Birigui apresenta dois espetáculos (grátis) com a premiada Companhia de Danças de Diadema, atuante no Brasil e no exterior há 22 anos.

No dia 15 de dezembro (sexta, às 20h) a Companhia mostra por+vir, montagem que comemorou os 20 anos do grupo, em 2015. E no dia 16 de dezembro (sábado, às 20h), o público vai apreciar o infantojuvenil A Mão do Meio - sinfonia lúdica, sucesso entre crianças, jovens e adultos, cuja concepção e coreografia são assinadas por Michael Bugdahn e Denise Namura. Os dois espetáculos têm direção geral de Ana Bottosso.

A concepção de por+vir reúne nove renomados coreógrafos que trazem possibilidades de experimentações de momentos únicos para esta criação, cada um com sua ótica sobre a dança contemporânea. O enredo de A Mão do Meio – sinfonia lúdica retrata a experiência da descoberta do próprio corpo por meio das aventuras de uma mãozinha muito especial. É uma história de gestos contada por meio da dança.

por+vir

Em 2015, para comemorar 20 anos de carreira no cenário artístico, a Companhia de Danças de Diadema promoveu um reencontro com nove importantes coreógrafos que, ao longo de sua trajetória, já haviam criado obras para o repertório do grupo. E foi a partir desse novo encontro com o elenco da Companhia que o espetáculo “por+vir” foi concebido.

As experimentações resultaram em um mosaico de movimentos e assim foram geradas as cenas que compõem a montagem: Nós de Nós, de Cláudia Palma; Bakú, intervenções entre cenas de Ana Bottosso; Caminhos Traçados, criação coletiva de Pedro Costa e elenco da companhia; .entre pontos., de Fernando Machado; Gárgulas, de Sandro Borelli; Esse Samba é Meu, de Sérgio Rocha; Entremeios, de Mário Nascimento; 1 + Um, de Henrique Rodovalho; e  Novena, de Luís Arrieta.

Com a realização deste projeto, a Companhia de Danças de Diadema expressa seu gosto pela versatilidade, pelas múltiplas maneiras de olhar a dança. Por meio dos corpos de seus intérpretes e dos diferentes estilos desenvolvidos pelos coreógrafos, proporciona ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

Ficha técnica - Direção Geral: Ana Bottosso. Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Concepção de luz: Fernanda Guedelha. Operação de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Renato Alves. Figurino: o elenco. Máscara: Zé das Máscaras. Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Elenco: Allan Marcelino, Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

A Mão do Meio – sinfonia lúdica

Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão” que, fascinada por todo tipo de movimento, parte em busca da descoberta do corpo, tornando-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas. Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - sinfonia lúdica, conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Segundo Ana Bottosso, “os coreógrafos trazem uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”.

A Mão do Meio - sinfonia lúdica, que estreou em 2013, é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).

Ficha técnica - Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura. Direção geral: Ana Bottosso. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz, trilha e pesquisa musical: Michael Bugdahn. Operação de luz: Silviane Ticher. Vozes/off: Roberto Mainieri e Denise Namura. Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura. Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques. Confecção de figurino: Cleide Aniwa. Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Sonoplastia: Renato Alves. Prof. dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Keila Akemi, Elton de Souza/Fernando Gomes/Allan Marcelino, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

Serviços

Dia 15 de dezembro. Sexta, às 20h
Espetáculo: por+vir
Com Companhia de Danças de Diadema
Local: Teatro (217 lugares). Duração: 70 min. Classificação: 14 anos.
Ingressos: Grátis

Dia 16 de dezembro. Sábado, às 20h
Espetáculo: A Mão do Meio – sinfonia lúdica
Com Companhia de Danças de Diadema
Local: Teatro (217 lugares). Duração: 60 min. Classificação: Livre.
Ingressos: Grátis

Sesc Birigui
Rua Manoel Domingos Ventura, 121, Vila Xavier. Birigui/SP
Telefone: (18) 3649-4730
https://www.sescsp.org.br/birigui

Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 – verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Homenagem à Companhia Cinematográfica Vera Cruz reúne artistas no Cine Olido em São Paulo

Acontece no dia 8 de dezembro (sexta-feira, às 18h30) a Homenagem à Companhia Cinematográfica Vera Cruz em cerimônia para convidados na Sala Olido, no Centro Cultural Olido (Avenida São João, 473), em São Paulo. O evento tem curadoria dos cineastas e produtores Fabby Oliveira e Clery Cunha e da apresentadora de televisão Mara Cedro.

Fundada em São Bernardo do Campo/SP, pelo produtor italiano Franco Zampari e pelo industrial Francisco Matarazzo Sobrinho, em novembro de 1949, a  Vera Cruz é um importante estúdio cinematográfico que produziu mais de 40 filmes de longa-metragem, entre 1949 e 1954, além de alguns documentários. A companhia, que deu origem e consolidou a indústria do cinema brasileiro com repercussão e reconhecimento internacional, ainda hoje atua no campo da sétima arte.

Entre os homenageados estão David Cardoso, Ruth de Souza, Alain Fresnot, João Batista de Andrade, Célia Helena, Ugo Lombardi, Oswaldo Massaini Elísio de Albuquerque, Pedro Nobile, José Parisi, Máximo Barro, Galileu Garcia, Luigi Picchi, João Restiffe e outros. Haverá também homenagens especiais a artistas pelo conjunto de suas obras em cinema, teatro e televisão.

Serão exibidos vídeos sobre a história da Companhia Cinematográfica Vera Cruz e sobre os homenageados. O evento conta ainda com participação da Orquestra Instituto GPA, com regência do maestro Daniel Misiuk. Os curadores também prometem uma surpresa, uma novidade para 2018 que só será anunciada na noite do evento.

As homenagens serão entregues por autoridades políticas, autoridades do Instituto Cultural Italiano e Circolo Italiano Brasil, diretores, produtores e atores. A realização do evento é do Cineclub Show, Centro Cultural Olido e Prefeitura Municipal de São Paulo.
 
 

Os homenageados

Alain Fresnot (homenagem especial) - Um dos mais importantes cineastas paulistas, Fresnot, assim como Hermano Penna e Henry Klotzel, montou sua produtora na Vila Madalena. Seus filmes mais importantes são Ed Mort, Desmundo e Trem Fantasma.

Celia Helena (in memoriam) - Popular pelo trabalho como atriz em TV e cinema, foi no teatro paulistano que consolidou sua carreira, ao lado de atores como Paulo Autran e Cacilda Becker. Faz parte da história do teatro brasileiro ao participar ativamente das bases que influenciariam a prática cênica até hoje (Teatro de Arena, Oficina, Teatro Cacilda Becker, Cia. Rubens de Falco). Participou de filmes como Chamas do Cafezal, Fatalidade e A Virgem. Fundou o Teatro Escola Célia Helena, em 1977, transformado em Escola Superior de Artes Célia Helena, em 2008.

David Cardoso – Iniciou a carreira como assistente e, depois, diretor da produção de Walter Hugo Khouri e Mazzaropi na Vera Cruz. Tornou-se um dos maiores produtores - e galã - do nosso cinema pela sua empresa Dacar Filmes, nas décadas de 70, 80 e 90.

Elísio de Albuquerque - Pioneiro de televisão onde se firmou como ator em novelas no Grande Teatro Tupi e TV de Vanguarda. No Cinema, na Vera Cruz, foi protagonista de grandes atuações (Appassionata, Nadando em Dinheiro, Esquina da Ilusão, Família Lero-Lero, Osso, Amor e Papagaios).

Galileu Garcia - Um dos técnicos pioneiros da Vera Cruz, onde ainda muito jovem iniciou a trajetória de sucesso e competência, passando por quase toda a filmografia, incluindo atuação como assistente de direção em O Comprador de Fazendas, O Homem dos Papagaios e O Cangaceiro. Dirigiu LB Persona e Osso, Amor e Papagaios.

João Batista de Andrade (homenagem especial) - Cineasta respeitado pela seriedade de suas realizações. Entre seus mais famosos filmes, Doramundo, O Tronco e A Próxima Vítima. Em incursão pela televisão, produziu e dirigiu na TV Globo o polêmico Wilsinho da Galileia, sobre a vida do famoso marginal. Foi Secretário da Cultura do estado de SP e diretor do Memorial da América Latina.

João Restiffe (homenagem especial) - Pioneiro da televisão brasileira, participou de quase toda programação da TV TUPI como produtor, redator e ator. E na televisão teve como parceiro o futuro astro do cinema: Mazzaropi.

José Parisi - Primeiro herói da TV brasileira (o Falcão Negro, na TV Tupi), Parisi destacou-se também na série TV de Vanguarda e fez sucesso em novelas. Seu forte físico o levou ao cinema por Anselmo Duarte em Veredas da Salvação. Atuou também em Não Matarás, Uma Certa Lucrécia (com Darcy Gonçalves) e O Sobrado (de Cassiano Gabus Mendes e Valter Durst).

Luigi Picchi - Integrante da equipe de técnicos pioneiros que movimentaram a Vera Cruz no Brasil e exterior, seu belo porte foi o passe para estrear como ator no filme Modelo 19. Atuou até a década de 80. Alguns filmes: A Ilha, Estranho Encontro (de Walter Hugo Khouri) e A Garganta do Diabo.

Máximo Barro – Importante nome na história do cinema nacional. Autor de vários livros sobre o gênero, além de ser um dos mais competentes editores e montadores de filmes. É curador e professor de cinema da USP.

Oswaldo Massaini – Vanguardista do cinema nacional, produtor e distribuidor de filmes brasileiros. Iniciou, em 1950, com Rua sem Sol e, tornando-se um dos mais ativos produtores do nosso cinema. Realizou mais de 60 filmes, fundou a produtora Cinedistri e foi o único produtor da América Latina a ganhar a Palma de Ouro, em Cannes, com O Pagador de Promessas.

Pedro Nobile - Um dos melhores técnicos de som da sétima arte. Montou vários estúdios de dublagem em São Paulo (BKS, AIC, Odil Fono Brasil). É professor de sonorização para cinema profissional na FAAP.

Procópio Ferreira (in memoriam) - Um dos mais expressivos ícones do teatro e cinema nacional. Entres seus filmes mais famosos estão O Comprador de Fazendas (Vera Cruz) Quem Matou Anabela (da concorrente Maristela), entre outros.

Ruth de Souza - Primeira atriz a ser contratada na Vera Cruz. Atuou em quase todas as produções da empresa. Alguns filmes: Sinhá Moça, Ravina, A Sombra da Outra, Candinho e A Morte Comanda o Cangaço.

Ugo Lombardi (in memoriam) - Fotógrafo e cineasta italiano radicado no Brasil, desde 1948. Já trabalhava com fotografia no cinema italiano, desde a década de 1920. Atuou como fotógrafo na Atlântida no filme de Ricardo Fredda, Caçula do Barulho, com participação de Oscarito, além de Desiderio, junto com seu irmão Rodolfo. Dirigiu os longas Paisá, filmado na Itália com roteiro de Federico Fellini, Areião, com Maria Della Costa, É Proibido Beijar, com Otelo Zeloni, Ziembinski, Inezita Barroso e Renato Consorte, e A Desforra, de Gino Palmisano com Tarcísio Meira.