sexta-feira, 24 de março de 2017

Alexandre Grooves lança “Multi”, segundo CD com sonoridade pop e muito suingue


Grooves já tocou com Maurício Manieri, Seu Jorge, Cláudio Zoli, Jair Oliveira e Funk Como Le Gusta, além de ter suas músicas cantadas por Mart’Nália, Luciana Mello e Pedro Mariano.

O paulistano Alexandre Grooves lança o CD “Multi”, segundo trabalho de sua carreira solo, que chega com influências do rock, folk e blues, mas sem perder a identidade pop e as referências da MPB. O lançamento é independente com distribuição da Tratore.

O disco traz 10 faixas das quais nove são autorais e uma, regravação: “Ska” (do Paralamas do Sucesso), numa versão vibrante e surpreendente. Multi-instrumentista, Grooves gravou a maioria dos instrumentos e fez os arranjos, além de produzir o álbum.

O álbum “Multi” chega 10 anos depois do primeiro lançamento, “Amanhã Eu Não Vou Trabalhar”, que foi pré-selecionado para o Grammy Latino em cinco categorias e escolhido pelo iTunes como um dos 10 melhores discos brasileiros de 2007.

Após um hiato de seis anos afastado da música, devido a uma lesão nas cordas vocais, Alexandre Grooves retoma a carreia como um compositor mais maduro, tanto nas letras - que podem ser ao mesmo tempo engajadas e emocionantes - quanto no instrumental - mais criativo e virtuoso.

O repertório de “Multi” é formado por: “É Tudo Gente“, “Sou Louco por Ela”, “Cancela”, “Respeite-me”, “Ska”, “Pra Viver Só com Você“, “Na Parede”, “O que Seria das Flores”, “Garota da Capa” e “Quando o Mar Quebra”.

Alexandre Grooves

Grooves (foto de Maurício Barone) 
Alexandre Grooves começou a tocar aos sete anos, na escola do Zimbo Trio (CLAM), onde fez os cursos de piano e contrabaixo. Mais tarde, como autodidata, aprendeu também a tocar violão, bateria e percussão. O artista declara que a sonoridade do seu trabalho tem influência de artistas como Djavan, Gilberto Gil, John Mayer, Stevie Wonder, Seu Jorge, Jamie Cullum, Lenine, entre outros.

Antes de se lançar em carreira solo, Grooves tocou com Maurício Manieri, Seu Jorge, Cláudio Zoli, Jair Oliveira e Funk Como Le Gusta, entre outros. O artista também integrou as bandas Grooveria e Paumandado. Entre os artistas que já participaram de seus shows, destaque para Wilson Simoninha, Luciana Mello, Seu Jorge, Jair Oliveira, Max de Castro, Maurício Manieri, Milton Guedes e Gabriel Moura.

Seu disco de estreia “Amanhã Eu Não Vou Trabalhar” tem participação de convidados ilustres como Seu Jorge, Céu e Maurício Manieri. O álbum foi pré-selecionado para o Latin Grammy Award em cinco categorias e considerado pelo site iTunes, um dos 10 melhores CDs brasileiros de 2007, sendo também lançado no Japão. A faixa-título ficou entre as 10 músicas mais pedidas da Rádio Eldorado FM (SP), além de ser incluída no repertório dos shows da cantora Mart’Nália. “Passar por Mim” foi gravada por Luciana Mello (CD “Nêga”) e "Antes Não do que Talvez", por Pedro Mariano.

Em outubro de 2008, Alexandre Grooves fez o show de abertura para a apresentação da cantora inglesa KT Tunstall, no Via Funchal, em São Paulo. Em março de 2009, Alexandre realizou sua primeira turnê nos Estados Unidos, fazendo shows em Los Angeles, Long Beach, San Antonio, Nova York e Boston, além de participar do festival SXSW, em Austin.

As faixas de “Multi” – por Alexandre Grooves

1 - É Tudo Gente - Esta música é muito importante no contexto do disco. A letra fala sobre algo necessário e urgente nos dias de hoje, a compreensão de que somos todos iguais - rico, pobre, negro, branco, alemão, japonês. Somos gente e ninguém é melhor que ninguém. Fiquei satisfeito também com o resultado do arranjo e da composição.

2 - Sou Louco por Ela - Uma das mais dançantes do disco. Ela traz fortes influências do som dos anos 2000, de Ed Motta e dos meus amigos Simoninha, Jair Oliveira, Max de Castro, entre outros.

3 - Cancela - Um dos meus sambas preferidos e o único deste disco. A letra, bem humorada, conta sutilmente a história de uma cara de classe média baixa que convida a namorada pra ir a um restaurante francês e começa a desdenhar do cardápio ao ver o preço dos pratos.

4 - Respeite-me - Uma música com punch. Letra forte do tipo “dedo na cara”; timbres ácidos e incisivos; e a pegada de bateria de Adriano Trindade, músico da banda do Seu Jorge. E no meio de todo o bolo de instrumentos do arranjo, um berimbau traz a batida da capoeira, contribuindo com o tom de “declaração de guerra” que a letra tem.

5 - Ska (Herbert Vianna) - Essa é uma versão bem inusitada pra uma música muito conhecida do Paralamas do Sucesso. Originalmente, ela é um ska, mas eu fiz a versão numa levada shuffle, meio bluesy, com um naipe de metais soando quase como uma “pequena” big band.

6 - Pra Viver Só com Você - Adoro a sonoridade de piano e cordas. Esta é a balada de piano e cordas do disco. Tem uma suave influência de Tom Jobim e uma letra poética com um detalhe especial: o primeiro verso (“Joga lá no céu o teu anzol, amor...”) parafraseia a letra de “O Rouxinol” (de Gilberto Gil) que diz: “Joguei no céu o meu anzol pra pescar o sol…”. O arranjo de cordas e o piano são do grande músico cubano, residente no Brasil, Pepe Cisneros.

7 - Na Parede - Esta letra fala sobre o dia “fatídico” na vida da maioria dos homens solteiros que namoram por um longo tempo, quando são colocados na parede pela namorada, que questiona: “vai casar ou não vai?”.

8 - O que Seria das Flores - Esta música eu compus para a trilha do curta-metragem Malu e Fred. Gostei tanto da música que resolvi colocar no meu disco. Para gravá-la eu usei o ukulele, instrumento havaiano que aprendi a tocar para a gravação. É uma música romântica e pop que me traz um clima de paz, uma alegria não eufórica.

9 - Garota da Capa - Conta a história de um amigo que namorava uma bela garota que queria ser atriz, e ele pediu que escolhesse: ficar com ele ou ser atriz. Ela optou pela carreira e fez sucesso aparecendo em comerciais, outdoors, revistas, novelas e minisséries. Fiz a música imaginando o que um cara desses faz para esquecer essa garota. O arranjo e a sonoridade traz uma onda meio Lulu Santos anos 80, que eu adoro.

10 - Quando o Mar Quebra - É a composição mais antiga do CD, feita na época que eu treinava capoeira, tocava e ouvia música africana, principalmente de Lokua Kanza. Minha intenção era ter a minha “Bat Macumba” (Gil e Caetano), aquela música como um mantra, um tipo de vinheta, mais curta, com uma letra mínima, praticamente uma brincadeira musical. As pessoas adoram esta faixa. Nunca imaginei essa resposta tão positiva.

Serviço

Lançamento de CD: “Multi”
Artista: Alexandre Grooves
Selo: independente. Distribuição Trattore. Preço sugerido: R$ 28,00
Plataformas digitais: a partir de 14 de abril

Assessoria de imprensa - VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 - verbena@verbena.com.br

Teatro do Incêndio realiza encontro com Os Favoritos da Catira e Batuque de Umbigada

O Teatro do Incêndio realiza - nos dias 4 e 18 de abril (terças-feiras, às 19h) – os próximos encontros das Rodas de Conversa - A Gente Submersa que contempla, respectivamente, os temas Catira - Palmeado, Sapateado e Viola e Samba de Umbigada. Os grupos convidados são: Os Favoritos da Catira (de Guarulhos) e o Batuque de Umbigada de Capivari com sua matriarca Dona Anicide Toledo.

Com entrada franca, os eventos reúnem, até o dia 10 de outubro, mestres da cultura popular e comunidades tradicionais do estado de São Paulo em bate-papos seguidos por vivências (breves apresentações das manifestações).

A catira, também chamada de cateretê, é uma dança folclórica, cujo ritmo é marcado pela batida dos pés e das mãos dos dançarinos, acompanhados pela dupla de violeiros que cantam as modas. Com influências indígenas, africanas e europeias, a catira é uma manifestação cultural típica do interior do Brasil, arraigada na cultura sertaneja de várias regiões, principalmente São Paulo.

A Umbigada é uma dança afro-brasileira criada nos quilombos. Os escravos com suas roupas curtas e apertadas dançavam sempre com umbigo de fora, daí o nome. Atualmente, no estado de São Paulo é tida como um tributo de terreiro, praticada pelos remanescentes das senzalas. Organizados em duas fileiras, frente a frente, os dançadores de ambos os sexos evoluem até um ligeiro contato físico dos quadris ou ventre.

Os convidados

Liderados pela viola de Oliveira Fontes e seu filho Edson Fontes, Os Favoritos da Catira ressaltam a tradição da música e dança da catira. Formado no começo dos anos 80, agora na terceira geração de integrantes, o grupo persiste em manter a essência da música e do folclore de raiz na metrópole paulista. Distante de simulacros e imposições da indústria cultural midiática, porém próximas de um passado recente de contrastes entre o tradicional e o moderno, e sua então diversidade cultural como toda metrópole. Os Favoritos da Catira reafirmam a identidade da nossa origem caipira, numa luta constante contra os estereótipos e as influências de releituras não autênticas.

Dona Anicide Toledo é a voz do Batuque de Umbigada de Capivari (SP), grupo cultural de resistência negra. Considerada a mais importante compositora e intérprete do batuque paulista, a batuqueira lançou, em 2012, o CD Anicide Toledo - A Voz Feminina do Batuque de Umbigada, realizado pela Diretoria de Patrimônio Cultural, da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Capivari. A produção musical é assinada por Flávio Carvalho contou com os percussionistas Ariel Diego Caxias da Silva, Silvio Celso Boaventura de Almeida, Valmir Benedito e Carlos Roberto Toledo, além de participação especial de Márcio Magnusson (guitarra), Vitor Priante (violino), Miguel Ângelo Annicchino (piano) e do próprio produtor (voz).

Rodas de Conversa - A Gente Submersa

O projeto A Gente Submersa foi contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, em comemoração aos 21 anos da Cia. Teatro do Incêndio. A programação das Rodas de Conversa prima pela diversidade saberes e fazeres tradicionais. São vivências com temas ligados à dança, música, religiosidade, dialeto e culinária.

O ciclo de vivências teve início no dia 7 de abril (com a Congada de Santa Efigênia, seguida pelo Samba de Bumbo) e segue até 10 de outubro. Em parceria com a Comissão Paulista de Folclore, que ao longo de 67 anos vem mapeando, fomentando e salvaguardando as manifestações culturais tradicionais e os patrimônios culturais imateriais, o Teatro do Incêndio torna-se o terreiro, o quintal para esses encontros de artistas, públicos e griôs. Esta iniciativa vem de encontro à verticalização da busca de raízes brasileiras pelo Teatro do Incêndio que apontou caminhos necessários de aprimoramento e investigação, ações vitais para o presente do coletivo. Esses encontros com a cultura popular fazem parte da pesquisa para montagem de seu novo espetáculo.

Na programação, as raízes da cultura brasileira se manifestam em grupos que resistem e mantém viva a nossa história. De Campinas vêm os tambores do Jongo da Roseira, comandado por Dito Ribeiro. As festas tradicionais também estão contempladas: Festa de Santa Cruz, Festa do Divino e Folia de Reis. E o dialeto caipira tem destaque também nos encontros: o Mestre Amarildo, de Lagoinha, e a culinarista Cida do João Deitado, de São Francisco Xavier, vão compartilhar seus saberes populares por meio de canções, causos e receitas. Os sapateados e palmeados tropeiros marcam presença pela Catira de Mestre Edson Fontes e Seu Oliveira (seu pai), de Guarulhos, e pelo Fandango da Comunidade de Iguape. Outros temas como Cantos das Verônicas, Catira, Samba de Umbigada, Moçambique e Recomenda de Almas, bem como as aldeias urbanas da tribo indígena Wassu Cocal, estão no roteiro das Rodas de Conversa no Teatro do Incêndio.

Serviço

Rodas de Conversa / Vivência: A Gente Submersa

Dia 4 de abril. Terça, às 19 horas
Tema: Catira – Palmeado, Sapateado e Viola
Grupo: Os Favoritos da Catira

Dia 18 de abril. Terça, às 19h
Tema: Samba de Umbigada
Grupo: Dona Anicide e Batuque de Umbigada

Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 – Bela Vista/SP. Tel: (11) 2609 3730 / 2609 8561
Ingressos: Grátis (não há necessidade de retirar ingresso).
Duração: 1h20. Capacidade: 80 lugares.


Próximas Rodas de Conversa

2 de maioFandango – Bate Mão Bate Pé (Iguape)
Tema: Fandango de Iguape

16 de maio - Artesanato / Benzedeira / Temperos (São Francisco Xavier)
Tema: Caipira na Cozinha com Cida do João Deitado

30 de maio - Cururu, Violas e Divino (Lagoinha)
Tema: Dialeto Caipira, Violadas, Reis e Cururu

13 de junho - Cantos para Reis (Atibaia)
Tema: Folia de Reis de Atibaia - A Folia, o Giro, a Festa

27 de junhoJongo (Campinas)
Tema: Jongo da Roseira - Comunidade de Campinas

11 de julhoReisado (Guarujá)
Tema: Reisado Sergipano

25 de julhoCongadas (Olímpia e Taubaté)
Tema: Congada Chapéu de Fitas - Cantos que Curam

8 de agosto - Aldeia Indígena (Guarulhos)
Tema: Wassu Cocal - Aldeias Urbanas: Toré como Resistência

22 de agosto    - Dança de Santa Cruz (Carapicuíba)
Tema: Festa de Santa Cruz - O Profano e o Sagrado Caminhando Juntos

5 de setembro - Cantos Sagrados (Joanópolis)
Tema: Canto das Verônicas - Mulheres que Choram

26 de setembroMoçambique (São José dos Campos)
Tema: Moçambique - Passos e Entrelaço de Bastões

10 de outubro - Recomenda de Almas (Bom Jesus dos Perdões)
Tema: Recomendas e Excelências - Os Cantos Sagrados para a Morte

terça-feira, 21 de março de 2017

Comédia Três Homens Baixos com Walter Breda, Vicentini Gomez e Orlando Vieira segue até 16/4

Em 15 anos de história e cinco temporadas, o espetáculo já teve Herson Capri, Jonas Bloch, Gracindo Jr., Francisco Cuoco, Flávio Galvão, Rogério Cardoso, Carlo Briani, Anselmo Vasconcellos e Chico Tenreiro no elenco.

A comédia Três Homens Baixos, dirigida por Jonas Bloch, segue em cartaz no Teatro Santo Agostinho, aos sábados (às 21h) e domingos (às 18h), até o dia 16 de abril, tendo elenco formado por Walter Breda, Vicentini Gomez e Orlando Vieira.

Escrita por Rodrigo Murat, a peça é uma comédia de costumes sobre as facetas do universo masculino, revelada a partir do ponto de vista dos personagens Ciro (professor universitário em caracterização hilária de Breda), Samuca (banqueiro de jogo do bicho interpretado por Vicentini) e Titi (publicitário gay “clichê” vivido por Orlando).

Amigos de infância e estereótipos masculinos, eles se encontram periodicamente para colocar o papo em dia. Cada personagem vive seu próprio drama existencial. Um deles é casado, o outro é divorciado e também tem o infiel. Segredos guardados a sete chaves vêm à tona. Numa espécie de desabafo coletivo, as máscaras caem: um é homossexual; o outro, impotente; e o terceiro, que é o “corno” da história.

O diretor Jonas Bloch - foi um dos atores na primeira versão da peça, em 2001 - explica que procurou humanizar os personagens e dinamizar as cenas. “Explorei ao máximo o talento dos atores e fomos construindo essa nova versão em um clima divertido, ideal para se montar uma comédia. Demos muitas gargalhadas e criamos novas gags que a plateia, certamente, irá saborear, além de rir muito”. E completa: “participei como ator da primeira montagem desta peça e, 15 anos depois, creio que conseguimos um excelente aproveitamento do texto para divertir ainda mais o público”. 

Com a finalidade de divertir e fazer rir a plateia, por meio de inúmeros clichês do padrão masculino de comportamento, a peça coloca o espectador diante de um espelho de parque de diversão, que deforma a anatomia e a torna engraçada. Atores e diretor concordam que a função da comédia é fotografar a realidade com uma lente distorcida e esta é também a proposta de Três Homens Baixos.

Ficha técnica / serviço

Espetáculo: Três Homens Baixos
Texto: Rodrigo Murat
Direção: Jonas Bloch
Elenco: Walter Breda, Vicentini Gomez e Orlando Vieira
Cenário: Renato Scripilliti
Figurino: Ellen Cristine
Iluminação: Maurício Jr.
Voz em off (professora): Georgia Gomyde
Trilha sonora: Delfim Moreira
Direção de produção: Orlando Vieira
Apoio cultural: Pisani Plásticos e Franco e Bachot

Teatro Santo Agostinho
Rua Apeninos, 118. Aclimação/SP (Metrô Vergueiro). Tel: (11) 3209-4858
Temporada: 21/1 a 16/4 - sábados (21 horas) e domingos (18 horas)
Ingressos: R$ 50,00 (meia: R$ 25,00). Bilheteria: quarta a domingo (14h-20h).
Não aceita cartões. Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel: 4003-1212).
Duração: 80 min. Gênero: Comédia. Classificação: 16 anos. Capacidade: 690 lugares.
Acesso universal. Ar condicionado. http://www.teatrosantoagostinho.com.br

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena e João Pedro
Tel (11) 3079-4915 / 9373-0181- eliane@verbena.com.br

quarta-feira, 15 de março de 2017

Teatro do Incêndio realiza encontro com o Samba de Bumbo da Dona Maria Esther

Samba de Bumbo da Dona Maria Esther - foto por Rafael Leitão
No dia 21 de março (terça, às 19h), acontece no Teatro do Incêndio o segundo encontro das Rodas de Conversa - A Gente Submersa – com o Samba de Bumbo da Dona Maria Esther, de Pirapora do Bom Jesus, considerado berço do samba paulista.

Com entrada franca, os eventos reúnem sempre mestres da cultura popular e comunidades tradicionais do estado de São Paulo em bate-papos seguidos por vivências.

Liderado pelos mestres Dona Maria Esther (com mais de 90 anos) e João Mário, o grupo é um importante representante da tradição do samba de bumbo (ou samba rural paulista). A roda aberta ao público aborda as características dessa manifestação afro-brasileira, como o batuque, a dança e o canto responsorial - contribuições dos povos banto para a cultura do Brasil.

O samba de bumbo nasceu nas fazendas de café, com os escravos, cuja marca principal é a percussão (zabumba, caixa, surdo e chocalho). O ritmo vem da matriz africana, onde o solo é do instrumento mais grave, e as cantigas, improvisadas, são compostas por apenas quatro versos que se repetem.

Rodas de Conversa - A Gente Submersa

O projeto A Gente Submersa foi contemplado pela 29ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, em comemoração aos 21 anos da Cia. Teatro do Incêndio. A programação das Rodas de Conversa prima pela diversidade saberes e fazeres tradicionais. São vivências com temas ligados à dança, música, religiosidade, dialeto e culinária.

O ciclo de vivências teve início no dia 7 de abril (com Congada de Santa Efigênia) e segue até 10 de outubro. Em parceria com a Comissão Paulista de Folclore, que ao longo de 67 anos vem mapeando, fomentando e salvaguardando as manifestações culturais tradicionais e os patrimônios culturais imateriais, o Teatro do Incêndio torna-se o terreiro, o quintal para esses encontros de artistas, públicos e griôs. Esta iniciativa vem de encontro à verticalização da busca de raízes brasileiras pelo Teatro do Incêndio que apontou caminhos necessários de aprimoramento e investigação, ações vitais para o presente do coletivo. Esses encontros com a cultura popular fazem parte da pesquisa para montagem de seu novo espetáculo.

Samba de Bumbo de D. Maria Esther -
foto por Rafael Leitão
Na programação, as raízes da cultura brasileira se manifestam em grupos que resistem e mantém viva a nossa história. De Campinas vêm os tambores do Jongo da Roseira, comandado por Dito Ribeiro. As festas tradicionais também estão contempladas: Festa de Santa Cruz, Festa do Divino e Folia de Reis. E o dialeto caipira tem destaque também nos encontros: o Mestre Amarildo, de Lagoinha, e a culinarista Cida do João Deitado, de São Francisco Xavier, vão compartilhar seus saberes populares por meio de canções, causos e receitas. Os sapateados e palmeados tropeiros marcam presença pela Catira de Mestre Edson Fontes e Seu Oliveira (seu pai), de Guarulhos, e pelo Fandango da Comunidade de Iguape. Outros temas como Cantos das Verônicas, Catira, Samba de Umbigada, Moçambique e Recomenda de Almas, bem como as aldeias urbanas da tribo indígena Wassu Cocal, estão no roteiro das Rodas de Conversa no Teatro do Incêndio.

Serviço

Roda de Conversa / Vivência: A Gente Submersa
Com Samba de Bumbo da Dona Maria Esther
Dia 21 de março. Terça, às 19 horas
Local: Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 53 – Bela Vista/SP. Tel: (11) 2609 3730 / 2609 8561
Ingressos: Grátis (não há necessidade de retirar ingresso).
Duração: 150 min. Capacidade: 80 lugares.

Próximas Rodas de Conversa (terças-feiras, às 19h)

4 de abril - Catira (Guarulhos)
Tema: Favorito da Catira – Palmeado, Sapateado e Viola.

18 de abril - Samba de Umbigada (Capivari)
Tema: Dona Anicides - Samba de Umbigada

2 de maio - Fandango (Iguape)
Tema: Bate Mão Bate Pé

16 de maio - Artesanato / Benzedeira / Temperos (São Francisco Xavier/SP)
Tema: Cida do João Deitado - Caipira na Cozinha

30 de maio - Cururu, Violas e Divino (Lagoinha)
Tema: Dialeto Caipira, Violadas, Reis e Cururu

13 de junho - Folia de Reis (Atibaia)
Tema: Cantos para Reis - A Folia, o Giro, a Festa

27 de junho - Jongo (Campinas)
Tema: Jongo da Roseira - Comunidade de Campinas

11 de julho - Reisado (Guarujá)
Tema: Reisado Sergipano

25 de julho - Congadas (Olímpia e Taubaté)
Tema: Congada Chapéu de Fitas - Cantos que Curam

8 de agosto - Aldeia Indígena (Guarulhos)
Tema: Wassu Cocal - Aldeias Urbanas: Toré como Resistência

22 de agosto - Dança de Santa Cruz (Carapicuíba)
Tema: Festa de Santa Cruz - O Profano e o Sagrado Caminhando Juntos

5 de setembro - Cantos Sagrados (Joanópoles)
Tema: Canto das Verônicas - Mulheres que Choram

26 de setembro - Moçambique (São José dos Campos)
Tema: Moçambique - Passos e Entrelaço de Bastões

10 de outubro - Recomenda de Almas (Bom Jesus dos Perdões)
Tema: Recomendas e Excelências - Os Cantos Sagrados para a Morte 

terça-feira, 14 de março de 2017

CAIXA Cultural SP apresenta “por+vir” com a Companhia de Danças de Diadema

Entre os dias 30 de março e 2 de abril (quinta a domingo), a CAIXA Cultural São Paulo apresenta o espetáculo “por+vir” com a Companhia de Danças de Diadema, às 19h15, com entrada franca. A sessão do dia 31, sexta, será inclusiva para os deficientes visuais com o recurso de 'audiodescrição'.

A montagem reúne nove renomados coreógrafos que já passaram pelas produções do grupo, promovendo o reencontro desses artistas com esta criação conjunta.

Os bailarinos da companhia também ministram workshop grátis nos dias 31 de março e 1º de abril (sexta e sábado, das 15h às 17h). Inscrições abertas.

Criado em 2015, para comemorar os 20 anos de atividades da Companhia, o espetáculo traz coreografias assinadas por Ana Bottosso (também diretora geral do espetáculo e da Companhia), Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha.

O enredo parte da experiência de reviver o antigo junto com o atual, parte da pluralidade do movimento. Estes são fatores que potencializam a experimentação a partir das vivências com coreógrafos ímpares, sendo cada um colaborador com sua  ótica sobre a dança contemporânea.

As coreografias que formam “por+vir” são: Nós de Nós (Cláudia Palma), Bakú (Ana Bottosso), Caminhos Traçados (Pedro Costa e elenco), Entre Pontos, (Fernando Machado), Gárgulas (Sandro Borelli), Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha), Entremeios (Mário Nascimento), 1 + Um (Henrique Rodovalho) e Novena (Luís Arrieta).

Segundo Ana Bottosso, as coreografias conversam com a história do grupo e apresentam os muitos caminhos possíveis, diferentemente traçados, às vezes desimpedidos ou emaranhados por obstáculos. Sem saber ao certo como, desperta-se o desafio de transpassá-los e, em meio ao movimento das emoções, o artista traça, como uma novena, a busca pelos seus sonhos e o caminho para espantar os pesadelos. Enfim, um mais um e mais um e mais um, somam “Nós”.

Com este projeto, a Companhia de Danças de Diadema reafirma sua versatilidade e expressa sua maneira de olhar a dança por meio dos corpos de seus intérpretes, sob os diferentes estilos dos coreógrafos convidados, proporcionando ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

O espetáculo “por+vir” não é só mais uma obra, é uma homenagem aos grandes nomes que passaram pela Companhia: “uma festa em forma de movimento, onde cada coreógrafo colabora numa criação para os corpos do elenco da Companhia e sua ampla história e dramaturgia. Não há um tema linear, mas uma linha de movimentos envolvendo a trajetória artística pessoal de cada criador e suas facetas”, comenta a diretora Ana Bottosso.

“Mergulhando num espírito de pluralidade corporal, sensitiva e, por que não, emotiva, a criação dessa obra marca, na linha do tempo da Companhia, um momento que, ao relembrar seus 20 anos passados, relembra também cada indivíduo, cada contribuição, cada obstáculo superado, cada cortina desvelada”. Finaliza Ana Bottosso.

Coreografias – por seus criadores

Nós de Nós (Cláudia Palma) - Quanto mais eu tenho o outro, será que eu tenho a mim? O desejo é a pele, o espaço, entrar e pausar... O olhar colhe e recolhe, toca e aproxima. O corpo se achega, aconchega e amolda, entra até tornar-se um só. A montanha. 
Bakú (intervenções entre cenas - Ana Bottosso) - No intuito de interligar as cenas do espetáculo, Ana trouxe a imagem de “Baku”, uma entidade da tradição oriental, muito evocada pelos também artistas, que vem para espantar os pesadelos e trazer bons sonhos. Uma homenagem, sobretudo, à Ivonice Satie, criadora da Companhia de Danças de Diadema.
Caminhos Traçados (Pedro Costa - criação coletiva com elenco da Cia.) - O trabalho investiga a trajetória de cada indivíduo. Através dos recursos da memória afetiva do elenco, a proposta é um percurso pelos acontecimentos que marcaram suas vidas, desde a infância até hoje. A partir de um ponto, cada artista traçou seu caminho trazendo para a cena memórias, lembranças e emoções, num diálogo entre passado e presente, revelando ainda o confronto dos corpos que se encontram pelos caminhos.
.entre pontos. (Fernando Machado) - Partindo do conto “A tribo com os olhos para o céu”, de Ítalo Calvino, comentado por Zigmunt Bauman no livro “44 Cartas do Mundo Liquido Moderno”, .entre pontos. fala da incerteza do que está por vir:  olhar para o céu além das estrelas e refletir sobre como traçar possibilidades individuais e coletivas, criando jogos de improviso que interrogam sobre o que acreditamos e abrir um infinito de possibilidades. “Contemplar o infinito como tribo que dança suas raízes e seus anseios, o trabalho cria uma movimentação que permeia o passado e o presente, o que fomos e o que nos tornaremos. Voltar neste momento à Companhia de Danças de Diadema representa rever toda a trajetória dentro e fora dela, o que ela fez por mim e para a dança no Brasil”.
Gárgulas (Sandro Borelli) - Inspirado na obra do pintor Lucian Freud, neto de Sigmund Freud, criador da psicanálise, a coreografia busca na solidão e no flagelo existencial o que o homem impõe a si mesmo. O que interessa é a dilaceração física e moral, o erótico surge potencializado por uma morbidez inevitável. Gárgulas é um espetáculo onde o ponto central é a figura humana e sua essência. É a busca por uma imagem crua, sem glamour, tendo a morte como companheira vital e necessária para a sua libertação. “O que interessa em Gárgulas é direcionar o foco à descoberta da intrigante beleza contida no grotesco de um corpo quase morto.”
Esse Samba é Meu (Sérgio Rocha) - O Brasil é conhecido mundialmente como a terra onde nasceu o samba. Nem todos os brasileiros têm samba no pé, mas na alma e na memória, de alguma maneira, todos nós o temos. A questão é: Quando e como foi o seu primeiro contato com o samba? A partir de pequenos relatos dos bailarinos como resposta, surgiu a coreografia.
Entremeios (Mário Nascimento) - Entre você e eu existe o vazio. Vazio que pode ser preenchido com as ações e atos. No caos do mundo procuramos os meios para ser real. Existir e estar no mundo entre o vácuo e as brechas. Nas entranhas.  Nos vãos. Nas pequenas possibilidades de existência.
1 + um (Henrique Rodovalho) – “Partindo de mais um desenvolvimento técnico de movimento, dentro do estilo próprio que venho trabalhando, este duo foi criado especialmente para a Companhia. Foi concebido a partir de diferenças no pensar e no mover dos bailarinos que o compõe. Com detalhes próprios de cada um, mas sobretudo, com muita qualidade e virtuosismo de ambos, resultando numa possibilidade de relação e, por vezes, de desejo.”
Novena (Luís Arrieta) – No / Nove / Novena.

Ficha técnica

Direção geral: Ana Bottosso. Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. Elenco: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Dayana Brito, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Rafael Abreu, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz: Fernanda Guedella. Operação de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Renato Alves. Figurino: o elenco. Máscara: Zé das Máscaras. Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Assistente de produção e comunicação: Renato Alves.

Serviço

Espetáculo/dança: “por+vir”
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 30 e 31 de março e 1º e 2 de abril
Horário: quinta a domingo, às 19h15
Sessão com audiodescrição: 31/3 (sexta)
CAIXA Cultural São Paulo – Teatro
Praça da Sé, 111 – Sé/SP. Tel: (11) 3321-4400
Ingressos: grátis - retirar a partir das 9h do dia do espetáculo (1 par por pessoa)
Duração: 70 min. Classificação: 14 anos. Capacidade: 80 lugares.
Acesso para pessoas com deficiência.
Patrocínio: CAIXA Econômica Federal

Workshop

Workshop: Dança Contemporânea em Estudos de Múltiplos Estilos
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 31 de março e 1 de abril
Sábado e domingo, das 15h às 17h.
Grátis. Inscrições: contato@ciadedancas.apbd.org.br (enviar nome completo, numero de RG e CPF, email, telefone, carta de interesse e breve currículo).
Vagas: 25. Público alvo: maiores de 14 anos com alguma experiência em dança.
O workshop trata da diversidade de estilos presentes no espetáculo “por+vir”, sob um olhar prismático dos bailarinos da Companhia de Danças de Diadema, e da multiplicidade de possibilidades inerentes à dança contemporânea.


Assessoria de imprensa - CAIXA Cultural São Paulo
Tel: (11) 3549-6001 / cultura.sp@caixa.gov.br
www.caixa.gov.br/imprensa /@imprensaCAIXA

Informações à imprensa – Cia de Danças de Diadema
 Verbena Assessoria - Eliane Verbena / João pedro
Tel: (11) 2738-3209 / (11) 99373-0181 - verbena@verbena.com.br