sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

CAIXA Cultural apresenta espetáculos da carioca Alfândega 88


A CAIXA Cultural São Paulo apresenta dois espetáculos do repertório da companhia carioca Alfândega 88, sob direção de Moacir Chaves. A temporada – sempre de quinta a domingo, às 19h45 – tem início com a montagem A Negra Felicidade, nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º e 2 de fevereiro. Já Labrinto, primeira peça do grupo, encerra o projeto com apresentações entre os dias 6 e 9 de fevereiro. Os ingressos são grátis e devem ser retirados 1 hora antes de cada sessão.

Haverá tradução em libras (linguagem de sinais) nas sessões dos dias 2 e 9 de fevereiro, além de uma oficina gratuita de interpretação com o diretor Moacir Chaves, nos dias 1º e 2 de fevereiro.
 
O drama A Negra Felicidade leva à cena um material tocante com linguagem cênica inovadora. A peça discute o homem como objeto de uso de outro homem, correlacionando o caso verídico de Felicidade, mulher negra e escrava que lutou na justiça pela sua liberdade, na metade do século XIX, e um sermão do Padre Antônio Vieira de meados do século XVII.
 
A comédia Labirinto reúne três textos do consagrado autor gaúcho José Joaquim de Campos Leão - Qorpo-Santo (1829-1883): Hoje Sou Um, e Amanhã Outro; As Relações Naturais; A Separação de Dois Esposos. Sua obra antecipa questões de forte cunho humano e social, como liberdade sexual, direito ao prazer, emancipação feminina e outras que permanecem contundentes e atuais.
 
Serviço / espetáculos
A Negra Felicidade: dias 30 e 31 de janeiro, 1 e 2 de fevereiro
Gênero: drama. Duração: 75 min. Classificação etária: 10 anos
Labirinto: dias 6, 7, 8 e 9 de fevereiro
Gênero: comédia. Duração: 90 min. Classificação etária: 14 anos
Local: CAIXA Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 – Centro/SP. Tel: (11) 3321-4400
Horário: de quinta a domingo – às 19h45
Grátis (retirar ingressos na bilheteria com 1h de antecedência)
Capacidade: 80 lugares. Acesso universal.
Haverá tradução em libras (linguagem de sinais) na sessão do dia 2/2
Patrocínio: Caixa Econômica Federal
Serviço / oficina
Oficina: Interpretação Teatral com Moacir Chaves
Dias 1º e 2 de fevereiro (sáb. e dom.) - 15h às 18h
Local: Sala de Ensaios. Inscrição grátis: enviar breve currículo p/ alfandega88@hotmail.com e aguardar confirmação. Os selecionados devem levar texto decorado de até 5 minutos e usar roupas confortáveis.

 
Os espetáculos
 
A NEGRA FELICIDADE
 
A Negra Felicidade é o segundo espetáculo da Cia. Alfândega 88, que foi vencedora do 25º Prêmio Shell na Categoria Especial pelo seu projeto de residência artística no Teatro Serrador, onde estreou em abril de 2012. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Shell na categoria Melhor Direção e ao Prêmio Questão de Crítica nas categorias Melhor Direção e Melhor Espetáculo.
 
A peça não tem como ponto de partida um texto de teatro convencional. É fruto de pesquisa do grupo a partir de dois pilares de composição. O primeiro é um documento histórico: os autos de um processo judicial de 1870, em que uma mulher negra, escrava, de nome Felicidade, moveu uma ação na justiça do Rio de Janeiro contra seu senhor pleiteando sua liberdade. O segundo é o Sermão de Santo Antonio aos Pixes, do padre Antonio Vieira, grande defensor da igualdade entre os homens e da abolição da escravatura. O espetáculo é calcado no contraponto entre a coisificação máxima do ser humano – a escravidão – e o profundo respeito à vida humana, pregado e defendido por Vieira.
 
Mas esse fato verídico, que por si só já é um resgate da nossa história, não é adaptado a uma dramaturgia convencional, pois os autos da ação de liberdade trazem uma questão fundamental da reflexão a ser feita: de um lado, a nossa familiaridade com a forma jurídica, reconhecida de imediato por qualquer um que já tenha tido algum contato com o aparato judicial (como ao alugar de um imóvel, por exemplo), de outro, o nosso estranhamento - ou repulsa - ao objeto dessa ação: a compra e venda de um ser humano.
 
Porém, é preciso considerar que, em 1870, o tema do processo não causava qualquer estranhamento. Será que daqui a 100 anos perceberemos como afrontosas ações que hoje soam tão naturais? Teremos a capacidade de compreensão assim tão ofuscada pelo simples fato de sermos contemporâneos aos acontecimentos? Cometeremos, agora, o pecado da indiferença semelhante ao cometido pelos nossos ancestrais há tão pouco tempo? Essas questões, que transcendem a pessoalidade e a temporalidade, são pontos crucias da reflexão: o homem como objeto de uso de outro homem.
 
A Negra Felicidade aponta para a triste pergunta: deve a felicidade ser calcada na derrocada do outro, seja ele um continente, um país, uma classe, um concorrente? A conciliação final no processo, quando Felicidade e sua mãe concordam em trabalhar por mais três anos como escravas domésticas para conquistar a liberdade definitiva da filha, parece abolir de vez o espaço de tempo entre aquele Rio de Janeiro e o atual.
 
Sobre Antônio VieiraNascido em 1608, em Lisboa, Antônio Vieira foi religioso, escritor e orador da Companhia de Jesus e um dos mais influentes personagens da política e oratória do século XVII. Destacou-se como missionário no Brasil, defendendo os direitos dos povos indígenas, os judeus e a abolição da escravatura; criticando os sacerdotes de sua época e a própria inquisição. Faleceu na Bahia, em 1697. Chamado por Fernando Pessoa de Imperador da língua portuguesa, seus sermões, de imensa propriedade imaginativa e ora críticos e satíricos, revelam um apurado olhar sobre o comportamento humano e possuem importância literária.
 
Ficha técnica
Textos extraídos de Autos de um processo de 1870, movido pela escrava Felicidade por sua liberdade e do Sermão de Santo Antonio aos Peixes, de Padre Antonio Vieira.
Direção e dramaturgia: Moacir Chaves
Elenco: Andy Gercker, Adriana Seiffert, Danielle Martins de Farias, Edson Cardoso, Elisa Pinheiro, Fernando Lopes Lima, Leonardo Hinckel, rafael Mannheimer, Rita Fischer e Silvano Monteiro.
Assistência de direção e coord. de produção: Danielle Martins de Farias
Figurinos: Inês Salgado
Iluminação: Aurélio de Simoni
Direção musical: Tato Taborda
Projeto gráfico: Maurício Grecco
Montagem de luz e cenotécnica SP: Ton Light Iluminação
Produção: Danielle Martins de Farias, Luísa Pitta e Mariana Guimarães Nicholas

Coordenação de produção: Danielle Martins de Faria
Produção local: Monique Carvalho
Realização: Alfândega 88 e Urbana Produções
 
LABIRINTO
Idealizado e dirigido por Moacir Chaves e realizado, em 2011, junto à companhia Alfândega 88, Labirinto reúne três textos do consagrado autor gaúcho José Joaquim de Campos Leão - Qorpo-Santo. São eles Hoje Sou Um, e Amanhã Outro; As Relações Naturais e A Separação de Dois Esposos.
 
Gênio visionário, o autor antevê em décadas questões formais que só encontrariam a expressão máxima na dramaturgia em meados do século XX, como o Teatro do Absurdo. A obra de Qorpo-Santo mostra a impotência do homem diante do paradoxo de uma estrutura social que, se por um lado é o único freio possível aos violentos instintos humanos, por outro serve como instrumento de dominação e manutenção do status quo, revelando um abismo entre a utopia dos valores morais e éticos almejados pela coletividade e a possibilidade real de exercê-los.
 
Na montagem, o encenador Moacir Chaves e seu grupo exploram as possibilidades cênicas da dramaturgia de Qorpo-Santo, resultando em um espetáculo impactante, tanto em seu caráter estético como em seu conteúdo humano e social, valorizando seu alto potencial de comunicação com a plateia. A equipe de criação traz nomes como Fernando Mello da Costa na cenografia, Aurélio de Simoni na iluminação, Tato Taborda na direção musical, Inês Salgado, nos figurinos e Maurício Grecco na programação visual. Juntos com o diretor, eles já realizaram mais de 20 espetáculos e conquistaram inúmeros prêmios e indicações.
 
Os textos de Labirinto
 
As Relações Naturais é uma peça que retrata uma família em que as filhas são prostitutas, das quais o pai é cliente e a mãe é cafetina. O Criado é amante da Mãe e aliado do Pai contra a mesma. Se, por um lado, toda organização social é percebida como embuste, cuja função é permitir qualquer tipo de exploração, da sexual à força do trabalho, por outro, há um anseio pelo cumprimento das normas, sem questionar seus fundamentos. A peça é, como diz o autor na rubrica a respeito da Cena Primeira do Ato Quarto, “um labirinto, em que ninguém se entende...”.
 
A Separação de Dois Esposos mostra a relação de um casal que se mantém sob o mesmo teto para cumprir o papel social que lhe cabe. O marido encontra a mulher com um amante e decide tornar-se um imoral: carregando um punhal, sai à rua em busca de prazer sexual, constatando a impossibilidade de adequação do ser humano a uma estrutura social que o impele à hipocrisia, mas também admite a impossibilidade de viver sem regras ou preceitos. A peça encerra-se com um hilariante diálogo entre os criados - o primeiro casal homossexual da dramaturgia brasileira.
 
Hoje Sou Um, e Amanhã Outro revela o anseio de uma alma por fazer o bem, na esfera da governança pública, a partir da percepção da falta de importância dos títulos e cargos, da fatuidade do orgulho e da vaidade e, ao fim e ao termo, da insignificância dos próprios indivíduos. A peça se constitui em uma fantasia de bom governo, de um reino de justiça e paz, sem perder, contudo, a virilidade necessária nos momentos de perigo. O que, entretanto, se percebe, é exatamente a impossibilidade, ou ao menos a ausência no mundo real, desta forma de agir, e o desespero de uma alma que anseia que as coisas se passem dessa maneira.

Ficha técnica
Textos: José Joaquim de Campos Leão / Qorpo-Santo
Direção: Moacir Chaves
Elenco: Adriana Seiffert, Andy Gercker, Danielle Martins de Farias, Denise Pimenta, Elisa Pinheiro, Fernando Lopes Lima, Gabriel Gorosito, Leonardo Hinckel, Luísa Pitta, Rafael Mannheimer, Rita Fischer e Silvano Monteiro.
Assistência de direção e coord. de produção: Danielle Martins de Farias
Iluminação: Aurélio De Simoni
Cenário: Fernando Mello da Costa
Cenário: Fernando Mello da Costa
Figurinos: Inês Salgado
Direção musical: Tato Taborda
Projeto gráfico: Maurício Grecco
Montagem de luz e cenotécnica SP: Ton Light Iluminação
Produção: Danielle Martins de Farias, Luísa Pitta e Mariana Guimarães Nicholas
Coordenação de produção: Danielle Martins de Faria
Produção local: Monique Carvalho
Realização: Alfândega 88 e Urbana Produções

Marilyn em Branco e Preto, montagem de Dinah Perry estreia em janeiro


Estreia no dia 15 de janeiro, quarta-feira, o musical contemporâneo Marilyn em Branco e Preto, concebido e estrelado por Dinah Perry.  Inspirado no livro Fragmentos – Poemas, anotações íntimas e cartas de Marilyn Monroe, organizado por Bernard Comment e Stanley Buchtahl, o espetáculo mostra a estrela em sua intimidade e flerta com musicais que ela estrelou.
 
A temporada na Sala Nobre do Teatro Augusta vai até 27 de fevereiro, sempre quartas e quintas-feiras, às 21 horas.
 
Dinah - coreógrafa, atriz e bailarina - faz uma releitura de poemas e textos extraídos do livro, bem como de algumas cenas antológicas de seus filmes. Fragmentos dessas cenas pontuam o espetáculo onde o corpo, por meio da dança, é usado como símbolo de identidade. “A linguagem corporal é marcante nos trejeitos, no carisma e na sensualidade de Marilyn”, comenta.
 
A trilha sonora traz músicas inéditas, inspiradas nas composições originais, criadas pela pianista Deise Hattum, que também toca o instrumento, ao vivo, durante o espetáculo. No palco, Dinah Perry contracena e dança com os atores/bailarinos Átila Freire, Ricardo Januário e Yuri Ruppini.
 
A dança contemporânea é o artifício de Perry para reproduzir o perfil da estrela, desse mito do cinema, e também contempla a sua face de mulher, na intimidade. A encenação segue contrapondo o lado obscuro ao claro da personalidade da diva; a provável tristeza na intimidade e a alegria perante o público; o particular e o privado. Dinah descontroi o mito para revelar a faceta interior, o lado humano da atriz.
 
Marilyn em Branco e Preto vai além do encanto do cinema e aprofunda no universo feminino, expondo a maturidade cultural a que a mulher se submeteu no século passado. Mulher que, ao mesmo tempo, pode transbordar sensibilidade, encarar o sofrimento e exibir muita força. Marilyn é apresentada como uma mulher que precisou amadurecer muito cedo devido à exposição social e artística: antes de ser uma jovem já carregava o estigma de mulher, de símbolo sexual.
 
“Mulher de rara beleza, jovem, inteligente, talentosa, sensual, rica e famosa. A história de Marilyn Monroe provou que esses fatores, que para muitos são sinônimos de felicidade, podem levar também à autodestruição”. Argumenta Dinah, que completa: “o papel da mulher, para que seja alguém por completo, vai muito além do que lhe é cobrado ou imposto pela sociedade; é isto que quero refletir neste musical”.
 
Segundo a coreógrafa, a personagem “Marilyn” do espetáculo transcende épocas e pretende ser sinônimo de uma verdade feminina que só a mulher é capaz de compreender. Ela explica que o público vai ter uma visão mais leve e um conceito mais apurado sobre o que há na alma feminina para ser valorizado. 
 
Ficha técnica
Espetáculo: Marilyn em Branco e Preto
Concepção, direção e coreografia: Dinah Perry
Elenco: Dinah Perry e bailarinos/atores (Átila Freire, Ricardo Januário e Yuri Ruppini).
Trilha sonora e piano: Deise Hattum
Fotos: Silvia Machado
Serviço
Estreia: 15 de janeiro de 2014 – quarta-feira – às 21 horas
Teatro Augusta (Sala Nobre)
Rua Augusta, 943 – Consolação/SP – Tel: (11) 3151-4141
Temporada: quarta e quintas-feiras – às 21 horas – Até 27/02
Ingresso: R$ 50,00 (meia: R$ 25,00) Duração: 75 minutos – Gênero: Musical
Classificação etária: 15 anos - Bilheteria: 4ª a 5ª (14h às 21h), 6ª (14h às 21h30), sáb. (15h às 21h) e dom. (15h às 19h) - Lotação: 302 lugares - Aceita dinheiro e cartões (MC, D, V, RS e VE). Reservas p/ telefone: 4ª a sáb. (15h às 19h) e dom. (15h às 17h) - Ingressos antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel 4003-1212). Acesso universal. Ar condicionado. Estacionamento conveniado no local – Site: www.teatroaugusta.com.br.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O O Jovem Príncipe e a Verdade: peça contemporânea conjuga música e humor

Único texto infanto-juvenil de Jean-Claude Carrière tem direção de Regina Galdino.
 
O espetáculo musical infanto-juvenil O Jovem Príncipe e a Verdade estreia no dia 18 de janeiro, sábado, no Teatro Viradalata, com direção de Regina Galdino, às 16 horas. O texto inédito de Jean-Claude Carrière - ganhou música original, executada ao vivo, assinada por Fernanda Maia. A peça conta a história do Jovem Príncipe que, para se casar com sua amada, sai pelo mundo em busca da Verdade, acompanhado pelo engraçado Contador de Histórias.
 
Esta divertida comédia tem elenco afiado, formado por Gerson Steves, Daniel Costa, Leonardo Santiago e Amanda Banffy (que também assina a tradução da peça). A ficha técnica traz ainda Luis Rossi na cenografia, Fran Barros na iluminação, Rosângela Ribeiro no figurino e Henrique Benjamin na direção de produção.
 
O Jovem Príncipe e a Verdade é a única peça para crianças escrita por Carrière - autor francês contemplado com prêmios como Oscar, Molière e César por diversos trabalhos. É uma história baseada em "contos filosóficos" (não moralizantes) da tradição oral de todo o mundo. O autor ganhou fama por colaborar na escrita de Mahabharata, de Peter Brook, e de quase todos os filmes de Buñuel, inclusive Bela da Tarde e Discreto Charme da Burguesia.
 
Segundo a diretora Regina Galdino, o texto foi transformado em musical sem perder seu caráter filosófico e simbólico, nem o poder de síntese proposto pelo autor. “As músicas dialogam com o texto e as letras são inteligentes e divertidas”, comenta. Tarefa executada com primor por Fernanda Maia, profissional reconhecida pelos prêmios Shell e indicações no Femsa, entre outros.
 
O enredo ganha ritmo e descontração com músicas como “O Burro”, “O Príncipe”, “Ao Norte, ao Sul, a Leste e a Oeste” e “O Crocodilo”. Elas funcionam tanto para apresentar personagens, quanto para narrar a história, mostrar a passagem de tempo ou sublinhar as diferentes regiões por onde os personagens passam. Para acompanhar a interpretação dos atores, o espetáculo tem a participação de dois músicos: Rafa Miranda (no piano) e Flávio Rubens (no clarinete).
 
O enredo
 
A história de O Jovem Príncipe e a Verdade é inspirada, entre outros, em um antigo conto indiano (A Mentira da Verdade), sobre um príncipe que recebe a missão de encontrar a “Verdade” para poder se casar com a jovem que ama. Pronto para cumprir sua missão, o Jovem Príncipe (Leonardo Santiago) inicia uma viagem pelo mundo, sempre acompanhado pelo Contador de Histórias (Gerson Steves); este personagem foi inspirado no hilário Nasreddin Hodja, homem de grande senso de humor que viveu no Oriente Médio, contador de anedotas e que tinha sempre uma resposta na ponta da língua para todo o tipo de pergunta. Juntos, eles vivem incríveis aventuras em cada região por onde passam. 
 
Regina Galdino explica que “como Carrière cria a figura do ‘narrador’ (o Contador de Histórias) baseado na figura de Nasreddin Hodja e o ‘Jovem Príncipe’ tem origem em um conto indiano, os dois personagens foram mantidos no universo oriental. E eles passeiam pelas diferentes situações propostas no texto, atravessando diversas regiões e períodos históricos, misturando oriente e ocidente por meio do contato com os outros personagens”. 
 
O Jovem Príncipe, porém, não encontra uma definição simplista para a “Verdade”. O tema é tratado como uma surpreendente questão filosófica. Sua jornada é uma grande metáfora: um jovem em busca do amadurecimento, até se tornar um homem capaz de contar sua própria história. O espetáculo consegue, com maestria, provocar reflexão, curiosidade e muitas gargalhadas. E o final desta história está bem longe do típico “felizes para sempre” dos contos de fadas. O Jovem Príncipe e a Verdade promete surpreender.
 
Ficha técnica
Espetáculo: O Jovem Príncipe e a Verdade
Autor: Jean-Claude Carrière
Tradução: Amanda Banffy
Direção geral: Regina Galdino
Elenco: Gerson Steves (Contador de Histórias), Leonardo Santiago (Jovem Príncipe), Daniel Costa (diversos personagens), Amanda Banffy (diversos personagens), Rafa Miranda (piano) e Flávio Rubens (clarinete).
Direção musical e música original: Fernanda Maia
Cenografia e adereços: Luis Rossi
Figurino: Rosângela Ribeiro
Desenho de luz: Fran Barros
Direção produção: Henrique Benjamin
Assistente de direção: Renata Calmon
Produção administrativa/executiva: Fabio Hilst
Assistente de produção: Fernanda Lorenzoni
Operação de luz: Bianca Livonius
Contrarregras: Henrique Andrade e Tomé de Souza
Camareira: Cida Neves
Assistente de figurino: Kelciane campos
Execução de adereços: FCR Produções Artísticas
Costureiras: Vera Luz e Noeme COSTA
Fotografia: Erik Almeida
Design gráfico: João Maia e Tatiane Vesch
Serviço
Estreia: dia 18 de janeiro de 2014
Teatro Viradalata
Rua Apinagés, 1387. Perdizes/SP. Tel: (11) 3868-2535
Temporada: sábados e domingos - às 16 horas. Até 06/04
Ingressos: R$ 30,00 (meia: R$ 15,00).
Gênero: infanto-juvenil. Duração: 60 min. Indicação de idade: 6 anos
Bilheteria: quarta (19h-21h), sábado (14h-21h) e domingo (10h-20h).
Ingressos antecipados: ingressorapido.com.br  (Tel: 4003-1212).
Aceita cartões - débito/crédito (MC, RC, V, VE). Não aceita cheques. 273 lugares.
Acesso universal. Ar condicionado. Estacionamento / vallet: R$ 15,00.
 
Jean-Claude Carrière – autor
 
Nascido na França, em 1931, Jean-Claude Carrière é premiado roteirista, escritor, diretor e ator do cinema francês. Foi colaborador frequente do diretor Luis Buñuel e, menos frequente, de Peter Book. Foi ainda presidente da La Fémis, escola cinematográfica do estado francês. Sua colaboração com Buñuel começou com o filme Diário de uma Camareira (1964), para o qual ele co-escreveu o roteiro e também interpretou o papel de um padre da aldeia. Mais tarde, Carrière colaborou com quase todos os roteiros dos seus filmes, Incluindo A Bela da Tarde (1967), O Estranho Caminho de São Tiago (1969), O Fantasma da Liberdade (1974) e Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977). Agraciado em diversas premiações, incluindo Oscar, César e BAFTA, ele escreveu ainda os roteiros de A Insustentável Leveza do Ser (1988), Cyrano (1990), Brincando nos Campos do Senhor (1991) e O Último Entardecer (1997). Colaborou com Peter Brook nas duas versões do antigo épico sânscrito Mahabharata. O Terraço foi indicado ao prêmio Les Molières, de melhor texto.
 
Regina Galdino - diretora
 
Regina Galdino é diretora teatral e atriz formada pela Escola de Arte Dramática - EAD/ECA/USP. Para o teatro lírico, dirigiu a ópera Idomeneo, de Mozart, no Teatro Municipal de São Paulo, com regência do maestro Rodolfo Fisher e, trabalhou com música erudita para o público infantil dirigindo os seguintes espetáculos, com autoria e interpretação de Andréa Bassitt: Operilda na Orquestra Amazônica, direção musical de Miguel Briamonte e camerata de seis músicos (indicado para seis categorias do Prêmio FEMSA 2013); A Flauta Mágica, o Maestro e a Feiticeira e Operilda na Ciranda de Villa-Lobos, regidos pelo Maestro João Maurício Galindo. Dirigiu O Barbeiro de Sevilha, de Clodoaldo Medina e O Carnaval dos Animais, de João Maurício Galindo, ambos com Cassio Scapin e também com regência de João Maurício Galindo. É uma das criadoras, junto com o maestro João Maurício Galindo e Cassio Scapin, da série Aprendiz de Maestro, onde dirigiu espetáculos de autoria de Andréa Bassitt para a série infantil TUCCA, por nove anos, na Sala São Paulo. Em teatro, entre outros, dirigiu; Intimidade Indecente, de Leilah Assumpção, com Irene Ravache e Marcos Caruso; As Pontes de Madison, de Robert James Waller, com Denise Del Vecchio e Marcos Caruso; As Turca, de Andréa Bassitt, com Cláudia Melo, Juçara Morais e Andréa Bassitt e Macbeth, de W. Shakespeare, com Evandro Soldatelli e Renata Zanetha. Dirigiu e adaptou o premiado Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com Cássio Scapin. Dirigiu e é co-autora de Filhos do Brasil, Prêmio Shell/2000 de Melhor Música e As Favoritas do Rádio, com Andréa Bassitt e Luciana Carnielli, Premiado na Jornada SESC/94. Foi assistente de direção de Gianni Ratto e Myrian Muniz.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dinah Perry encerra temporada de Divas no dia 15/12

O petáculo de teatro musical Divas – concebido, dirigido e estrelado por Dinah Perry - encerra sua temporada no dia 15 de dezembro, domingo, no Teatro Augusta, às 19 horas. Inspirado em divas do cinema, a montagem tem direção musical do maestro Edmundo Villani-Côrtes e conta conta com participação de três bailarinos - Átila Freire, Ricardo Januário e Yuri Ruppini - que contracenam e dançam com Dinah.

Divas tem como referência o glamour das estrelas dos anos 30, 40 e 50 do século XX, que marcaram época pelo talento, versatilidade e charme. Dinah Perry faz uma releitura desses “anos dourados” dos musicais de Hollywood, simbolizados pelas divas Marilyn Monroe, Liza Minelli, Cyd Charisse, Leslie Caron e Ginger Rogers, mulheres que usaram o corpo como uma forma de expressão.

As cenas e coreografias são inspiradas nas fitas originais do cinema e nas características que imortalizaram as estrelas homenageadas. As referências são explícitas em Divas, mas o espetáculo é uma adaptação das películas originais. Inclusive a trilha sonora segue a mesma linha: são temas originais, criados por Villani-Côrtes, que trazem apenas referências dos filmes. A música ao vivo, executada pela pianista Deise Hattum, é outro artifício usado pela atriz e bailarina para promover interação entre as cenas e maior intimidade entre espetáculo e espectador.

O espetáculo une teatro e dança com a linguagem artística particular de Dinah Perry. Ela selecionou algumas cenas marcantes de musicais, estrelados pelas atrizes em questão, e as traduziu para o palco explorando os simbolismos das expressões femininas universais, contrapondo a realidade e o sonho, características antagônicas comuns ao universo da mulher. A realidade aparece nos textos autorais lúdicos, abrindo cada cena teatral; já o sonho da mulher se revela em forma de idealismo e fantasia, quando Dinah incorpora Marilyn, Liza, Cyd, Leslie ou Ginger e o corpo dançante se revela como expressão máxima da alma feminina.

Musical: Divas
Concepção, direção e coreografia: Dinah Perry
Elenco: Dinah Perry e bailarinos/atores (Átila Freire, Ricardo Januário e Yuri Ruppini).
Música (composição e adaptação): Edmundo Villani-Côrtes
Piano: Deise Hattum
Preparação vocal: Efigênia Côrtes
Preparação corporal: Fernando Machado
Fotos: Dennis Phillipps
Teatro Augusta (Sala Experimental)
Rua Augusta, 943 – Consolação/SP – Tel: (11) 3151-4141
Temporada: sexta (21h30), Sábado (21h) e domingo (19h) – Até 15/12
Ingresso: R$ 50,00 (meia: R$ 25,00) – Duração: 70 min. – Gênero: Teatro musical
Classificação: 12 anos - Aceita dinheiro e cartões (MC, D, V, RS e VE). Reservas p/ telefone.
Antecipados: ingressorapido.com.br (tel 4003-1212).
Estacionamento conveniado no local – Site: teatroaugusta.com.br

Nunca Mais, de Leo Chacra encerra temporada na Livraria da Vila, dia 15/12


Com texto e direção de Leo Chacra, o espetáculo Nunca Mais encerra sua temporada no dia 15 de dezembro no Teatro da Livraria da Vila, às 18 horas. A peça conta a história de um casal - interpretado por Lívia Prestes e Tiago Moraes - que ensaia uma peça de teatro, na qual os personagens estão terminando uma relação amorosa e eles, atores, iniciando uma história na vida real.
 
A história é contada com leveza e até mesmo com um pouco de humor. Segundo Leo Chacra, “este casal de atores prova que o cenário e os personagens das relações afetivas podem mudar, mas as pessoas são sempre pessoas, com suas brigas, erros, desejos e sonhos”. Como diretor ele optou por uma encenação naturalista e por um único cenário. Sutilezas no figurino, em detalhes do ambiente e na trilha sonora levam o público a identificar o universo contemporâneo das personagens. “Estamos discutindo uma história afetiva e não a estética do teatro. No centro do enredo está a condição humana - de qualquer pessoa - diante do impasse, quando não há mais chance de mudar uma situação”. Argumenta Leo Chacra.
 
O enredo
 
Marcelo está no processo de ensaiar seu texto de teatro junto com Roberta. Eles são os atores de uma história onde os personagens estão passando por uma crise conjugal. Quanto mais Marcelo e Roberta se aproximam no processo dos ensaios (na vida real), mais os protagonistas da história (na ficção) se afastam.
 
A relação deste atores está evoluindo, estão se envolvendo. Parece que ela, finalmente, vai ceder aos encantos do rapaz e aceitar o convite para jantar, após o ensaio. Neste momento da trama eles começam a se desentender. Discordam sobre o rumo dos sentimentos das personagens e também do estilo do espetáculo. Ela ameaça abandonar os ensaios e chega a pedir que ele reescreva a peça.
 
Marcelo - que já vive uma relação indefinida com outra jovem atriz - descobre que Roberta está envolvida com um diretor de teatro, homem mais experiente que o vê como um ingênuo amador. Enquanto os problemas afloram e suas vidas se aproximam, Roberta descobre que a peça é uma história verdadeira, mas com final diferente do ocorrido. “O texto que o personagem Marcelo escreveu é um fato real de sua vida, cujo final foi trágico. Agora ele quer reescrever a sua história”. Afirma o autor. A imagem da mulher que ele amou na vida real o assombra até ser “exorcizada” no final da peça.
Espetáculo: Nunca Mais
Texto e direção: Leo Chacra
Elenco: Livia Prestes e Tiago Moraes
Cenário: Leo Chacra
Iluminação: Tiago Moraes
Figurino e visagismo: Maraí Senkevics e Lila Guimarães
Trilha sonora: Régis Trovão
Assistente de direção: Lila Guimarães
Arte: Diego Basanelli
Produção geral: Grupo Tetrófilos e Unósso de Teatro
Produção executiva: Leo Chacra e Livia Prestes
Teatro Livraria da Vila – Shopping Pátio Higienópolis
Avenida Higienópolis, 618 – Higienópolis/SP. Tel: (11) 3660-0230
Temporada: sábado (20 horas) e domingo (18 horas) – Até 15/12
Ingresso: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00)
Gênero: Drama. Duração: 60 min. Classificação: 12 anos.
Aceita cartões (V, MC, Ax). Bilheteria: seg. a sáb. (10h-22h), dom. (13h-21h).
Antecipados: www.ingressorapido.com.br (tel: 4003-1212). www.livrariadavila.com.br

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Fim de temporada: FRANK-¹ termina dia 15/12

Último final de semana de Imersão Samir Yazbek, no Sesc Santana, tem as peças ‘O Fingidor’ e 'Frank-¹' e workshops com Helio Cicero.
 
 Fotos: Fernando Stankuns
O espetáculo ‘Frank-¹’ – que abriu a programação do projeto Imersão Samir Yazbek, em 31 de outubro, no Sesc Santana – encerra sua temporada no dia 15 de dezembro, com sessões aos sábados (21h) e domingos (18h).
 
O texto de Samir Yazbek tem direção conjunta de Helio Cicero e do próprio autor. O espetáculo, inspirado na engenharia genética, conta, por meio do Homem (Samir), a história do Cientista (Cicero) e da Criatura (vivida por Djin Sganzerla), primeiro ‘ser humano’ gerado em laboratório.
 
A programação da mostra de repertório da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, fundada por Samir Yazbek e Helio Cicero, encerra-se com apresentações de ‘O Fingidor’ nos dias 6 e 13 de dezembro (sextas-feiras, às 21 horas). A peça, inspirada na vida e obra de Fernando Pessoa, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Autor, em 1999, e é sempre sucesso de público e crítica.
 
Destaque também para workshops (sábados, às 13h) com temas ligados às áreas de atuação dos ministrantes: ‘Dramaturgia em Movimento’ (7 de dezembro), com Samir Yazbek; ‘A Palavra Poética em Cena’ (14 de dezembro), com Helio Cicero.
 
O Fingidor’ (1999)
13 de dezembro, sexta, às 21h
Gênero: drama cômico. Duração: 100 min. Classificação: 14 anos.
Ingressos: R$ 24,00, R$ 12,00, R$ 4,80.
 
Nesta obra de ficção, Fernando Pessoa (Helio Cicero), em seus últimos dias, disfarça-se de datilógrafo para se candidatar à uma vaga oferecida por um crítico literário, profundo conhecedor de sua obra. Envolvendo personagens reais e fictícios, inclusive os heterônimos de Pessoa, o espetáculo traz uma visão bem-humorada sobre a poética do autor.
 
‘O Fingidor’ não se trata de um recital de poesia, nem de uma biografia teatralizada do poeta. A peça, servindo-se do fenômeno da heteronímia, por meio do qual Pessoa criava suas personalidades literárias para escrever, procura ampliá-lo para a linguagem teatral, apresentando uma personagem que na verdade nunca existiu, um “certo” Jorge Madeira. 
 
Depois de conhecer José Américo, que prepara uma conferência sobre a obra de Pessoa, o “datilógrafo Madeira” vive uma história cheia de surpresas. As situações se desenrolam com personagens reais e fictícios, tais como a governanta Amália, de quem Pessoa sente-se enamorado; a irmã do poeta, o editor de uma revista literária, um jovem estudante de literatura e os principais heterônimos de Pessoa, resultando numa parábola sobre papel do artista na sociedade contemporânea.
 
Ficha técnica -Texto e direção: Samir Yazbek. Elenco: Helio Cicero, Daniela Duarte, Douglas Simon, Luiz Eduardo Frin, Fernando Oliveira, Gabriela Flores, Marcelo Cozza, Maucir Campanholi e Samir Yazbek. Dramaturgia: Maucir Campanholi. Direção original de movimento: Dani Hu. Cenografia: Marisa Rebolo. Figurino: Elena Toscano. Concepção de luz original: Celso Marques. Iluminação e operação de luz: Osvaldo Gazotti. Sonoplastia: Raul Teixeira. Assistência de direção: Izabel Hart. Operação de som e montagem de palco: Vinícius Andrade. Vídeo: Daniel Lopes. Produção e administração: Silvia Marcondes Machado/Mecenato Moderno. 
 
Frank-¹’
14 e 15 de dezembro
Horários: sábados (21h) e domingo (18h)
Gênero: drama cômico. Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.
Ingressos: R$ 24,00, R$ 12,00, R$ 4,80.
 
A narrativa acompanha a trajetória da Criatura, desde o momento em que ela descobre ter sido gerada em laboratório por um homem que acreditava ser seu pai, passa pelo enfrentamento de terríveis mutações genéticas em seu corpo, e culmina na busca de um sentido para a sua existência.
 
Ficha técnica - Texto: Samir Yazbek. Direção: Helio Cicero e Samir Yazbek. Elenco: Helio Cicero, Djin Sganzerla e Samir Yazbek. Cenografia e figurino: Telumi Hellen. Iluminação: Osvaldo Gazotti. Trilha sonora original: Gregory Slivar. Projeções: Geandre Tomazoni. Voz em off: Marina Flores. Assistência de direção: Izabel Hart. Visagismo: Emerson Murad. Vídeo: Daniel Lopes. Direção de produção e administração: Silvia Marcondes Machado/Mecenato Moderno.
 
Sesc Santana (Teatro) - www.sescsp.org.br
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana/SP - (11) 2971-8700
Capacidade: 337 lugares - Acesso universal - Ar condicionado
Estacionamento - R$ 7,00 p/ período (desc. 50% p/ matriculados no Sesc).
Bilheteria: de terça a sábado (10h às 21h) e domingos (10h às 19h).
 
Workshop
30 vagas. Seleção: carta de intenção e breve currículo p/ workshop@santana.sescsp.org.br. Efetivação após a seleção, mediante pagamento na Central de Atendimento. Ingressos: R$ 16,00; R$ 8,00, R$ 4,00. Classificação: 16 anos. Local: Foyer do Teatro. Duração: Das 13h às 17h30.
  
‘A Palavra Poética em Cena’ - Com Helio Cicero
14 de dezembro, sábado, às 13h
Interpretação: o workshop propõe desenvolver a consciência e a sensibilidade do intérprete contemporâneo por meio de exercícios performáticos. Helio Cicero é ator e diretor teatral.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Peça Bola de Ouro promove bate-papo para discutir obra de Sarrazac

Nos dias 29 de novembro e 6 de dezembro, sextas-feiras, após sessão do espetáculo Bola de Ouro, no teatro do Sesc Santo Amaro, haverá bate-papo com a platéia sobre a obra do autor francês Jean-Pierre Sarrazac. Este é o primeiro texto de Sarrazac - expoente da dramaturgia francesa contemporânea - que ganha montagem brasileira. 
 
O evento conta com participação do diretor Marco Antônio Braz e dos atores Celso Frateschi, Luiz Serra, Walter Breda, Marlene Fortuna e Carolina Gonzales. A mediação do bate-papo será feita pelo diretor de produção Henrique Benjamim.
 
Entre os assuntos discutidos, destaque para o contexto estético da dramaturgia de Sarrazac, a importância de sua obra para a literatura e dramaturgia mundial e o processo de criação do espetáculo, entre outros.
 
Os eventos serão gravados e os respectivos vídeos serão disponibilizados na Internet, pelo site www.boladeouro.art.br. A duração é de 30 minutos. Aberto a todas as pessoas presentes no teatro.
Foto: LENISE PINHEIRO.
 
Jean-Pierre Sarrazac

Nascido na França, em 1946, Jean-Pierre Sarrazac é ensaísta, autor dramático, encenador, professor emérito no Instituto de Estudos Teatrais da Universidade de Paris III – Sorbonne Nouvelle e professor convidado na Universidade Católica de Louvain. Nos últimos trinta anos, vem desenvolvendo uma importante reflexão sobre as dramaturgias modernas e contemporâneas, registrada em uma importante e obra ensaística, premiada recentemente com Prêmio Thalia 2008, da Associação Internacional de Críticos de Teatro. Sarrazac é autor de mais de 20 peças de teatro, entre elas, A Paixão do Jardineiro, Cantiga para J.A., Diverte-me, Envelhecer, Lázaro, Também ele Sonhava com o Eldorado, O Menino Rei e A Paixão do Jardineiro, além dos livros A Invenção da Teatralidade, Brecht em Processo, O Jogo dos Possíveis e O Futuro do Drama.

Bola de Ouro

No enredo de Bola de Ouro os personagens são levados a ter um encontro com o passado, provocando o confronto de gerações, visto pelo espelho das próprias histórias. Bola de Ouro é o nome de um café parisiense que não existe mais. Em seu lugar funciona uma livraria. Nele se reunia, em 1968, um grupo de jovens "revolucionários" que conspiravam contra o sistema vigente e planejavam uma revolução. Passados 30 anos, três membros deste grupo recebem uma estranha convocação: e-mails, assinados por pseudônimo, diz que eles devem retornar ao Café Bola de Ouro para uma reunião. Este convite, com cheiro de vingança, desencadeia um processo reflexivo sobre suas vidas.
 
O Escritor Herói (Celso Frateschi) era um rapaz de forte veia revolucionária que se tornou autor consagrado, assimilado pelo Estado. O Jornalista (Walter Breda) saiu dos panfletos revolucionários para ser editor de um jornal burguês. A Imóvel (Marlene Fortuna), que foi grande jornalista de causas feministas dos anos 70, tornou-se pintora reclusa, voltada para si mesma. E O Praguejador (Luiz Serra) não quis abrir mão dos seus ideais, ficou esquecido e foi aquele que mais envelheceu. A Estagiária (Carolina Gonzalez) é quem puxa o fio condutor da narrativa. Filha de A Imóvel, ela chega à redação do velho jornalista e suscita nele as lembranças que vão revelando ao público os meandros da trama e a relação entre os personagens que, possivelmente, levará ao ajuste de contas. 

Espetáculo: Bola de Ouro
Texto: Jean-Pierre Sarrazac
Tradução: Carolina Gonzalez
Direção: Marco Antônio Braz
Elenco: Celso Frateschi, Walter Breda, Marlene Fortuna, Luiz Serra e Carolina Gonzalez.
Elenco/apoio: Luiz Amorim
Cenografia e figurino: Silvia Moreira
Iluminação: Fran Barros
Trilha sonora: Zema Tämatchan
Assistência de direção: Marcelo Peroni
Visagismo: Jorge Abreu
Direção de produção: Henrique Benjamin
Assistente produção: Fernanda Lorenzoni
Produção administrativa: Fabio Hilst
Programação visual: Benoit Jeay
Patrocínio: Ache laboratórios e Vedacit
Realização: Sesc SP
Temporada: 14 de novembro a 21 de dezembro
Sesc Santo Amaro - Teatro. Rua Amador Bueno, 505 - SP/SP – Tel: (11) 5541-4000
Horário: quinta a sábado, 21h. Ingressos: R$ 16,00, R$ 8,00, R$ 3,20. Duração: 80 min
Classificação: 12 anos. Drama. Estacionamento: R$ 3,00 a R$ 6,00. www.sescsp.org.br