sexta-feira, 21 de julho de 2017

Vivo EnCena traz Paulo Betti a São Paulo com o solo Autobiografia Autorizada

Carregado de humor e emoção, o texto foi escrito pelo ator, para comemorar 40 anos de carreira, e dirigido por ele em parceria com Rafael Ponzi.

Depois de passar por várias cidades do Brasil, o ator Paulo Betti estreia o monólogo Autobiografia Autorizada, no dia 11 de agosto (sexta-feira, às 21h30), no Teatro Vivo, em São Paulo. O espetáculo, dirigido pelo próprio ator em parceria com Rafael Ponzi, comemora os 40 anos de carreira de Paulo, que também assina o texto. A montagem está em turnê pelo Brasil por meio do projeto Vivo EnCena.

No palco, Betti interpreta, com muito humor, histórias que viveu e ouviu na infância e adolescência. São passagens que ficaram registradas em sua memória e em anotações que fazia sobre tudo que acontecia à sua volta, em busca de compreender a própria vida. Os textos eram anotados em grandes blocos onde também fazia colagens de fatos da época. Este “livro” de memórias compõe a cena do espetáculo.

A história de Paulo Betti (64 anos) começou no mundo rural onde o avô, um imigrante italiano, trabalhava como meeiro para um fazendeiro negro, em Sorocaba, SP. “Eu via a fazenda da perspectiva da senzala”, relembra. Sua mãe, uma camponesa analfabeta, ao se mudar para a cidade, trabalhou como empregada doméstica, para criar os 15 filhos (Paulo é o décimo quinto, temporão, com 10 anos de diferença de do irmão mais novo). Seu pai era esquizofrênico. Apesar disso, Paulo estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em tempo integral, se formou pela Escola de Arte Dramática da USP e foi professor na Unicamp.

O testemunho do ator, autor e diretor, que interpreta pai, mãe, avó e muitos outros personagens da própria vida, brinda o público com uma peça emocionante. Com bom humor, poesia e dor, Paulo mergulha na vida dessas personagens de sua história e emerge com uma peça edificante que reafirma a importância do ensino publico e do trabalho social para a valorização do ser humano.

Segundo Paulo Betti, lendo as anotações que fez no decorrer de quase uma vida inteira, chegou à conclusão que, todo o tempo, preparava-se para revelar as extraordinárias condições que o levaram a sobreviver e a contar como isso aconteceu. “Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e ao mesmo tempo poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, comenta o artista.

Entre as lembranças vividas em Autobiografia Autorizada, estão os momentos em que ouvia radionovelas enquanto ajudava a mãe na tarefa de passar roupas (ela também desempenhava esta função para completar o orçamento). “Lembro-me bem de Adoniran Barbosa na pele de Charutinho em Histórias das Malocas”, relembra o ator. A história do irmão cavaleiro que dormiu montado no cavalo, a memória da carrocinha que recolhia cachorros de rua, os momentos como funcionário do Hospital Votorantim e a descrição do cardápio do bandejão do Centro Residencial da USP, também estão entre as histórias do espetáculo. E não poderiam ficar de fora fatos curiosos dos bastidores da televisão e do cinema, além da revelação sobre o beijo na TV: afinal, ele é técnico ou real?

A encenação é calcada na interpretação e na força do texto. Além da iluminação e do figurino, belas projeções de vídeo integram a ambientação cênica. O ator também manipula alguns objetos como a faca pontiaguda que sua avó usava para matar o porco e o pião que fazia girar quando criança.

Paulo Betti busca inserir o espectador na história, antes mesmo de entrar em cena. Ainda no saguão, o ator se aproxima do público que, ao entrar no teatro, é envolvido pela trilha sonora com músicas dos anos 60 e 70. Assim, inicia-se a cumplicidade entre o artista e sua plateia. Autobiografia Autorizada é um amalgama do Brasil profundo, inspirada pela inusitada historia de superação de Paulo, que percorre o trajeto riquíssimo da roça à cidade, contando um pouco da historia da Imigração Italiana no Brasil.

Paralelamente ao espetáculo, Paulo produziu e dirigiu um novo longa-metragem que será lançado em breve. Trata-se de A Fera na Selva, baseado na obra do escritor norte-americano Henry James, no qual também atua ao lado de Eliane Giardini. O filme é uma adaptação para o cinema do espetáculo que ele encenou com a atriz e ex-mulher, em 1992, que lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator. As filmagens foram realizadas em Sorocaba, sua cidade natal onde conheceu Eliane.

Autobiografia Autorizada estreou em março de 2015, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. Recebeu unanimidade de criticas positivas e foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Texto. Dede então, o espetáculo já passou pelas cidades paulistas de Sorocaba, São Carlos, Jundiaí, Araraquara, Piracicaba e Paulínia; Fortaleza/CE, Uberlândia/MG; Brasília/DF; Luanda (África); Niterói, Teresópolis, Barra Mansa e Duque de Caxias (RJ); no sul, em Santa Maria, Passo Fundo, Florianópolis e Porto Alegre; Manaus/AM; Belém/PA; Goiânia/GO; Salvador/BA; e João Pessoa/PA. Também realizou temporadas na Sala Chiquinho Brandão (Casa da Gávea) e no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro.

Vivo EnCena - Autobiografia Autorizada é apresentado pelo projeto Vivo EnCena, uma iniciativa da Vivo que promove a democratização do aceso à cultura. A operadora é a única empresa privada a manter ininterruptamente o apoio ao teatro brasileiro. Ao longo de 13 anos de existência, o Vivo EnCena beneficiou mais de 1 milhão de espectadores em mais de 3 mil sessões de teatro em diferentes regiões do País.

Ficha técnica

Texto e interpretação: Paulo Betti
Direção: Paulo Betti e Rafael Ponzi
Elenco: Paulo Betti
Cenário: Mana Bernardes
Figurino: Leticia Ponzi
Iluminação: Dani Sanchez e Luiz Paulo Neném
Direção de movimento: Miriam Weitzman
Programação visual: Mana Bernardes
Trilha sonora: Pedro Bernardes
Fotografia: Mauro Khouri
Assistente de direção: Juliana Betti
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Direção de produção: Lya Baptista
Produção São Paulo: DR Produções - Darson Ribeiro

Serviço

Espetáculo: Autobiografia Autorizada
Estreia: 11 de agosto. Sexta, às 21h30
Temporada: de 11 de agosto a 1º de outubro de 2017
Horários: Sexta (21h30), sábado (21h) e domingo (18h)
Duração: 110 minutos. Gênero: Comédia. Classificação: 12 anos.
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia)
Bilheteria: terça a quinta (14h às 20h), sexta a domingo (14h até o início das sessões). Aceita todos os cartões de crédito e débito.
Vendas online: 
www.ingressorapido.com.br (tel: 4003-1212).

Teatro Vivo
Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460. Vila Cordeiro. São Paulo/ SP.
Tel(11) 3279-1520. Capacidade: 274 pessoas.
Acessibilidade. Ar condicionado. Estacionamento/valet: R$ 25,00.

Críticas

“Memórias com narrativa delicada” / “O título bem humorado indica o que a peça pode oferecer” / “Uma viagem afetiva por geografia emocional que explora regiões de contornos fantasticamente realistas” / “não há qualquer complacência queixosa ou saudosismo.” / “o ator Paulo Betti demonstra a mesma sinceridade e despojamento do autor.” / “uma vida áspera, mas encantatória, de um caipira que chegou com dificuldades ao mundo.”
(Macksen Luis - O Globo)

“Deixa gostinho de quero mais.” / “muitos méritos no desenvolvimento da dramaturgia e da encenação.” / “uma pérola na programação do teatro carioca.” / “repleto de lirismo” / “os assuntos evoluem de forma surpreendente” / “pelas nobres intenções, mas também pela alta qualidade do resultado, Autobiografia Autorizada, merece efusivos aplausos”.
(Rodrigo Monteiro – Veja Rio) 

Paulo Betti

Natural de Rafard, SP, Paulo Betti viveu em Sorocaba até os 20 anos. Formou-se pela Escola de Arte Dramática da USP, foi professor da Escola de Arte Dramática da Unicamp e bolsista na norte-americana Fullbhrigt (Distingueshed artist Fellowship). Presidente da Associação Cultural Casa da Gávea, no Rio de Janeiro, Paulo é ator, diretor e produtor. O artista foi agraciado vários prêmios Molière, APCA, Mambembe, Governador do Estado e Kikito.

Dirigiu 12 espetáculos teatrais e atuou em outros 26, com destaque para Na Carreira do Divino (também diretor), Cerimonia Para um Negro Assassinado (de Fernando Arrabal), Os Iks (també diretor), O Inimigo do Povo (dir. Domingos de Oliveira), O Homem que Viu o Disco Voador (dir. Aderbal Freire Filho), Feliz Ano Velho (também diretor), A Tartaruga de Darwin (dir. Rafael Ponzi e Paulo Betti) e Deus da Carnificina (dir. Emilio de Mello). No cinema, atuou em mais de 20 filmes, sucessos como Mauá, Ed Mort, O Toque do Oboé, Guerra de Canudos e A Casa da Mãe Joana. Na televisão, foram 26 novelas (como Tieta, Mulheres de Areia, A Indomada, A Próxima Vitima, O Clone, Império e a recente Rock Story) e cerca de 20 papeis em especiais de TV e minisséries (Engraçadinha, Chiquinha Gonzaga, Os Maias, Lara com Z etc.).

Como melhor diretor teatral ganhou os prêmios Governador do Estado de SP, APCA e Mambembe pela peça Cerimônia para um Negro Assassinado; e prêmios APCA, Mambembe e Molière pelos espetáculos Na Carreira do Divino e Feliz Ano Velho. Como melhor ator, venceu os prêmios Governador do Estado de SP (por O Pagador de Promessas) e Shell / RJ (por A Fera Na Selva), além do Prêmio APCA de Melhor Iluminador por Feliz Ano Velho. No cinema, ganhou os prêmios Cidade de São Paulo e APCA pela atuação em Lamarca, além de dois Kikitos pelos filmes Infância (de Domingos Oliveira) e Cafundó (que dirigiu junto com Clóvis Bueno, premiado em quatro categorias). Também ganhou o Prêmio Contigo de Melhor Ator Cômico de Novela (A Indomada) e Prêmio Oscarito - Sindicato dos Artistas de Melhor Ator. Foi ainda indicado ao Prêmio Shell por Deus da Carnificina e O Homem que Viu o Disco Voador (este também indicado ao Prêmio Governador do Estado do RJ).


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