terça-feira, 24 de setembro de 2019

Sarau das Luzes concebido por Helder Mariani integra colóquio internacional sobre J.J. Rousseau


No dia 25 de setembro (quarta, às 19h) acontece no Tucarena (PUC-SP) o Sarau das Luzes com dramaturgia de Helder Mariani, integrando a programação do I Colóquio Internacional Jean-Jacques-Rousseau: a voz e a escritura & do IX Colóquio Nacional Rousseau, do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau e do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF. A entrada é franca.

Dagoberto Feliz assina a direção geral do evento que tem ainda assessoria filosófica de Maria Constança Peres Pissarra. No elenco, além de Helder e Dagoberto, estão Demian Pinto, Mariana Galindo e Ricardo Arantes. A produção é da Cia. da Palavra.

O Sarau das Luzes é uma criação dramática que apresenta o clima cultural francês efervescente do Movimento das Luzes, auge da Modernidade, a partir de um olhar contemporâneo. No Café de la Régence, ponto de encontro dos artistas e intelectuais da Paris setecentista, encontram-se três importantes figuras daqueles tempos: Voltaire, Rousseau e Diderot, acompanhados da grande atriz da Comédie Française, Mademoiselle Clairon. O objetivo do evento é discutir sobre o teatro, coisa que tantos fizeram naquele século XVIII. “Vai ser um momento lúdico de expressão de ideias, com música e poesia”, comenta Helder Mariani.

O Colóquio

O I Colóquio Internacional Jean-Jacques-Rousseau: a voz e a escritura - que acontece entre os dias 23 e 27 de setembro de 2019, na PUC-SP e na UNIFESP (no dia 26), juntamente com o IX Colóquio Nacional Rousseau, do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau e do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF - reúne pensadores e pesquisadores de vários países e faz homenagem a Jean Starobinski (1917-2019), linguista, filósofo e crítico de artes suíço.

O encontro – realizado pelo Centro de Estudos Jean-Jacques Rousseau do Brasil e pela PUC-SP - tem por objetivo discutir o tema A voz e a escritura a partir dos diversos domínios do saber aos quais Jean-Jacques Rousseau dedicou suas reflexões, entre eles a política, a educação, a literatura, a música, o teatro e a religião.  As abordagens buscam contribuir para o aprofundamento da compreensão do pensamento de Rousseau, bem como para sua contínua atualização, segundo os variados aspectos formulados pela recepção contemporânea de seu pensamento.

Além de diversas universidades brasileiras (PUC-SP, USP, UNIFESP, UNESP, UNICAMP, SENAC, UFMA, UFMG, UFBA, UFPR, UFG, PUC-PR, PUC-RS, UFABC, FDC, UFPA, UFRN, UFSCar, UFAL, UFRGS, UFES, UNIR, UFSC, UFPA, FEUSP, UFCG, UEM, UEL, IFAP, IFRS e IFG), o evento tem participação de representantes de instituições estrangeiras, como Alain Grosrichard (Université de Genève - Siuiça); Custódia Martins (Universidade do Minho, Portugal); Blaise Bachofen (Université Cergy-Pontoise, França); Cristophe Martin (Université Paris-Sorbonne, França); Karlfriedrich Herb (Universidade de Regensburg, Alemanha); Ourida Mostefai (Brown University, EUA); Vera Waksman (Universidade Nacional de La Plata, Argentina).

Nascido em Genebra (Suíca), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um filósofo social, teórico político, escritor e compositor autodidata, considerado um dos principais pensadores do Iluminismo e precursor do Romantismo. Suas ideias serviram de inspiração para a Revolução Francesa. Merece destaque o fato de que, n’O Contrato Social, sua obra mais evocada, Rousseau afirma que a soberania reside no povo.

Serviço

Sarau teatral: Sarau das Luzes
25 de setembro. Quarta, às 19h
Local: Tucarena / PUC-SP
Rua Bartira, esquina com a Rua Monte Alegre, 1024. Perdizes, SP/SP.

Colóquio: A voz e a escritura
I Colóquio Internacional do Centro de Estudos Jean-Jacques Rousseau &
IX Colóquio Nacional Rousseau do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau e do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF
Dias 23, 24, 25 e 27 de setembro
Tucarena / PUC-SP (R. Bartira, esquina com R. Monte Alegre, 1024. Perdizes. SP).
PUC-SP (R. Monte Alegre, 984, Perdizes – SP/SP). Tel: (11) 3670-80000.
Dia 26 de setembro
EFLCH / UNIFESP (Estrada do Caminho Velho, 353. Jardim Nova Cidade, Guarulhos-SP).

Organização: Centro de Estudos Jean-Jacques Rousseau do Brasil (CER/PUC-SP)
Apoio: Société Jean-Jacques Rousseau – Université de Genève; Associação Brasileira de Estudos do século XVIII (ABES18); Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau (GIP Rousseau); GT Rousseau e o Iluminismo (da ANPOF); Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Universidade de São Paulo (USP); Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Recital concebido por Anna Maria Kieffer é apresentado hoje no Tucarena em colóquio internacional sobre Rousseau


Acontece hoje (24/9), às 19 horas, no Tucarena (PUC-SP), o recital Cantando Rousseau, que integra a programação do I Colóquio Internacional Jean-Jacques-Rousseau: a voz e a escritura & do IX Colóquio Nacional Rousseau, com entrada franca.

Concebido pela cantora Anna Maria Kieffer, o espetáculo Encontros com Rousseau: a marquesa de Alorna e dois compositores brasileiros do século XVIII reúne no palco, além de Kieffer (meio-soprano), o barítono Sandro Bodilon e os músicos Andre Cortesi no traverso barroco e Gisele Nogueira na viola de arame.

O recital aborda o seguinte enredo: o encontro da Marquesa de Alorna com Madame de Stael, admiradora dos iluministas, especialmente de Rousseau; A influência de Madame de Stael sobre a Marquesa de Alorna; as ideias de Rousseau sobre a música - o retorno à simplicidade, à música de matriz popular; o Salão da Marquesa de Alorna em Portugal, frequentado por dois compositores “populares” brasileiros do período - Domingos Caldas Barbosa e Joaquim Manoel da Câmara; a música composta por Rousseau e as “bergerettes” compostas por seus contemporâneos a partir de cantigas de pastores; e a música de Domingos Caldas Barbosa e de Joaquim Manoel da Câmara (modinhas e lundus).

O Colóquio


O I Colóquio Internacional Jean-Jacques-Rousseau: a voz e a escritura – que acontece entre os dias 23 e 27 de setembro de 2019, na PUC-SP e na UNIFESP (no dia 26), juntamente com o IX Colóquio Nacional Rousseau, do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau e do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF - reúne pensadores e pesquisadores de vários países e faz homenagem a Jean Starobinski (1917-2019), linguista, filósofo e crítico de artes suíço.

O encontro – realizado pelo Centro de Estudos Jean-Jacques Rousseau do Brasil e pela PUC-SP - tem por objetivo discutir o tema A voz e a escritura a partir dos diversos domínios do saber aos quais Jean-Jacques Rousseau dedicou suas reflexões, entre eles a política, a educação, a literatura, a música, o teatro e a religião.  As abordagens buscam contribuir para o aprofundamento da compreensão do pensamento de Rousseau, bem como para sua contínua atualização, segundo os variados aspectos formulados pela recepção contemporânea de seu pensamento.

Além de diversas universidades brasileiras (PUC-SP, USP, UNIFESP, UNESP, UNICAMP, SENAC, UFMA, UFMG, UFBA, UFPR, UFG, PUC-PR, PUC-RS, UFABC, FDC, UFPA, UFRN, UFSCar, UFAL, UFRGS, UFES, UNIR, UFSC, UFPA, FEUSP, UFCG, UEM, UEL, IFAP, IFRS e IFG), o evento tem participação de representantes de instituições estrangeiras, como Alain Grosrichard (Université de Genève - Siuiça); Custódia Martins (Universidade do Minho, Portugal); Blaise Bachofen (Université Cergy-Pontoise, França); Cristophe Martin (Université Paris-Sorbonne, França); Karlfriedrich Herb (Universidade de Regensburg, Alemanha); Ourida Mostefai (Brown University, EUA); Vera Waksman (Universidade Nacional de La Plata, Argentina).

Nascido em Genebra (Suíca), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) foi um filósofo social, teórico político, escritor e compositor autodidata, considerado um dos principais pensadores do Iluminismo e precursor do Romantismo. Suas ideias serviram de inspiração para a Revolução Francesa. Merece destaque o fato de que, n’O Contrato Social, sua obra mais evocada, Rousseau afirma que a soberania reside no povo.

Serviço

Recital: Cantando Rousseau
Espetáculo: Encontros com Rousseau: a marquesa de Alorna e dois compositores brasileiros do século XVIII. Concepção: Anna Maria Kieffer
24 de setembro. Terça, às 19 horas
Local: Tucarena / PUC-SP
Rua Bartira, esquina com a Rua Monte Alegre, 1024. Perdizes, SP/SP.

Colóquio: A voz e a escritura
I Colóquio Internacional do Centro de Estudos Jean-Jacques Rousseau &
IX Colóquio Nacional Rousseau do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau e do GT Rousseau e o Iluminismo da ANPOF
Dias 23, 24, 25 e 27 de setembro
Tucarena / PUC-SP (R. Bartira, esquina com R. Monte Alegre, 1024. Perdizes. SP).
PUC-SP (R. Monte Alegre, 984, Perdizes – SP/SP). Tel: (11) 3670-80000.
Dia 26 de setembro
EFLCH / UNIFESP (Estrada do Caminho Velho, 353. Jardim Nova Cidade, Guarulhos-SP).

Organização: Centro de Estudos Jean-Jacques Rousseau do Brasil (CER/PUC-SP)
Apoio: Société Jean-Jacques Rousseau – Université de Genève; Associação Brasileira de Estudos do século XVIII (ABES18); Grupo Interdisciplinar de Pesquisa Jean-Jacques Rousseau (GIP Rousseau); GT Rousseau e o Iluminismo (da ANPOF); Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP); Universidade de São Paulo (USP); Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

20 jovens atores formados pela Escola Wolf Maya participam de espetáculo dirigido por André Garolli

André Garolli / divulgação

O espetáculoInferno - Um Interlúdio Expressionista”, do diretor e dramaturgo André Garolli, também professor da Escola de Atores Wolf Maya, tem no elenco 37 atores em início de Carreira.  A convocatória levou 217 pessoas às audições e, entre os selecionados, 20 deles estudaram na Escola Wolf Maya. 

A peça resultou do projeto Homens à Deriva, da Cia Triptal, contemplado no 32º edital de Fomento ao Teatro, que aborda as possibilidades de aprisionamento em que uma sociedade pode levar uma pessoa. O enredo reflete sobre a situação de pessoas que, ao retornar do cárcere, não conseguem mais serem inseridas na sociedade, ficam à deriva, sem emprego e com as famílias destruídas.

Inspirada em “Not About Nightingales”, de Tennessee Williams (191-1983), a montagem, dirigida por Garolli, tem Camila dos Anjos, Fernando Vieira e Fabrício Pietro em cena, além do coro de 37 atores, entre eles, os 20 ex-alunos da Escola Wolf Maya: Alan Recoba, Athos Magno, Bella Santos, Bruza, Carol Rossi, Eduardo Carrilho, Fe Cardoso, Gabriela Carriel, Giulia Oliveira, Guilherme Maia, Ingrid Arruda, Isadora Maria, Jorge Filho, Larissa Palácio, Lucas Guerini, Luiza Módolo, Mayara Villalva, Nando Medeiros, Rafaelly Viannae Roana Paglianno.

“Inferno – Um Interlúdio Expressionista” está em cartaz no  Teatro Municipal João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Clementino) até o dia 22 de setembro (sexta e sábado, 21h, e domingo, às 19h) com ingressos grátis.

Confira entrevista com André Garolli sobre o projeto Homens à Deriva, sobre as particularidades da carreira e sobre a importância da formação teórica e prática na carreira do ator.

Escola Wolf Maya - No projeto Homens à Deriva existe alguma relação entre o aspecto de tratar problemas sociais e existenciais, enfrentados pelos marginalizados na sociedade capitalista, com o fato de recrutar para o espetáculo ‘Inferno - Um Interlúdio Expressionista’ 37 atores em início de carreira?

André Garolli - É bem pertinente falar sobre isso. O nome do projeto foi para colocar em foco aquelas pessoas que são encarceradas, retiradas da sociedade para, depois do período de reclusão, serem reinseridas no convívio social, mas elas ficam à deriva da sociadade, pois a ressocialização não acontece efetivamente quando se tem o termo ‘ex-presidiário’ no RG. A mesma coisa eu tenho percebido, dando aulas há 20 anos, só na Wolf Maya leciono á 15. Gosto muito de matemática, e todo ano busco fazer uma estatística relativa a esta profissão (ator). A escola recebe no processo seletivo entre 260 e 270 novos alunos, mas acabam se formando em torno de 50 pessoas. Sempre acompanho os grupos que se formam: depois de dois anos, apenas cinco ou seis seguem a profissão, muito em função da falta de mercado. Temos o pequeno, mas siginificativo, mercado dos musicais e da televisão, o teatro e o cinema, que ainda não conseguem absorver uma grande gama de profissionas, e as séries de TV e web, que acena com boas possibilidades, mas ainda no começo. Esse é o pequeno mercado disponível para os que se formam. Se os alunos não estão ligados a um grupo de teatro ou atuando como assistente de um professor, que pode levá-los para algum projeto e ajudar na sua inclusão, realmente eles vão ficando à deriva e a probabilidade de desistirem é grande. O projeto começou com ideia do estudo desses homens à deriva, que são devolvidos à sociedade e não sabem para onde seguir. Trabalhando, eu observei que esses alunos seguem um trajeto parecido, considerando as devidas particularidades.

Escola WM - É de conhecimento público que 217 jovens se inscreveram para participar do projeto, sendo selecionados apenas os 37 que estão no espetáculo. Como se deu o processo seletivo e a preparação dos mesmos para entrarem em cena?

AG - Homens à Deriva faz parte de uma trilogia, iniciada com Homens ao Mar (2004), quando o Grupo Tapa tinha o Fomento ao Teatro e ocupava o Teatro Arthur Azevedo, onde eu ministrava aulas para iniciantes. Havia, na época, muita procura por cursos livres, não profissionalizantes. Depois das aulas, aos finais de semana, íamos jogar bola em um estacionamento em frente. Então sugeri que iniciássemos um estudo, algum projeto, ao invés de jogar bola depois do ensaio. Foi aí que o Eduardo Tolentino me trouxe as ‘peças do mar’, de Eugene O’Neill, e começamos a ‘brincar’ no teatro, fazendo da caixa cênica um navio com todos os seus compartimentos. Esse estudo resultou em ‘Rumo a Cardiff’, em 2004, com 42 atores iniciantes em cena, além de dois convidados. Em 2011, concebi o projeto Homens à Margem para discutir a marginalidade. Enquanto o primeiro discutia questões humanas como morte, desejo, laços familiares e volta a casa, este tratava da marginalidade, da marginalização. Trabalhamos com duas peças nacionais, ‘Abajur Lilás’ e ‘Dois Perdidos numa Noite Suja’, de Plínio Marcos, e ‘Macaco Peludo’, de O’Neill, que discute a inserção de um marginal, que vivia como escravo em um navio, na sociedade capitalista. Esse trabalho reuniu 60 pessoas e o espetáculo chegou a ter 47 em cena. Desde 2014, venho tentando viabilizar Homens à Deriva, e, com o apoio da Lei do Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, concebi a ideia que, como já citei, discute a situação dos homens que são retirados do convívio social e não conseguem mais se inserir quando voltam. O texto escolhido foi ‘Not About Nightingales’, do Tennessee Williams, que resultou na peça ‘Inferno - Um Interlúdio Expressionista’.

Inferno - Um Interlúdio... Foto de Alexandre Inserra
As inscrições eram para iniciantes e recém-formados e tivemos uma grata surpresa: 217 interessados, o que nos obrigou a dividir o grupo em três turmas para explicar o projeto na audição. No primeiro momento, colocamos em cartaz no Teatro Arthur Azevedo quatro peças dirigidas por mim – ‘Memórias Não Inverntadas’, ‘História dos Porões’, ‘Abre a Janela’ e ‘Desilusão das Dez Horas’ – as quais deveriam assistir e fazer uma resenha crítica. Recebemos quase 800 resenhas para conceituar, a partir do conteúdo e da observação crítica. Depois participaram de um ciclo de palestras com vários profissionais: Dr. Dráuzio Varela que falou sobre sua experiência no presídio Carandirú; André Lozano, advogado criminalista; Helena Vaz que falou sobre Stanislavski; Maria Silvia Betti e Luiz Márcio que abordaram Tennessee Williams; Luiz Serra, Analy Alvarez e Zecarlos de Andrade que discutiram a carreira de ator no período da ditadura militar; e Elias Andreatto que falou sobre o trabalho efetivo do ator. Os canditatos resenharam cada palesta, que foi o filtro para a seleção de 130 pessoas, que participaram da primeira fase das oficinas, voltada para o treinamento do ator, com Marcela Grandolpho (trainamento de técnicas de Stanislaviski), Pax Bittar (técnicas de ritmo de cena) e Mônica Grando (oficina Mulheres do Cárcere, sobre como seriam as mulheres em torno do cárcere, que acabou levando-as para dentro do presídio na cena do espetáculo). A terceira fase foi a montagem. Os ensaios tiveram também oficinas preparatórias – de canto, voz, corpo, luta, dança, escuta, improvisação – que deram ferramentas aos atores. E convidei três atores profissionais, o Fabrício Pietro, a Camila dos Anjos e o Fernando Vieira, que fariam - e fizeram - a troca com esses jovens.

Escola WM - Apesar de jovens, o coro é feito por profissionais, sendo 20 deles formados pela Escola de Atores Wolf Maya. Qual é a relevância da profissionalização oferecer teoria e práticas em todos os âmbitos da atuação?

AG - Sou formado em Engenharia Mecânica, trabalhei numa empresa na área de vendas e fiz curso livre de teatro para desinibição, onde conheci o Antonio do Valle e descobri que adorava teatro e seria esse o meu caminho. Era final dos anos 80. Antônio me orientou numa época de poucos cursos profssionaliantes de teatro, mas a Oficina Cultural Oswald de Andrade começava suas atividades. Sou recordista de oficinas lá: foram 65, com os mais diversos profissionais, em todas as áreas e estétias, que ajudaram muito na minha formação. Lembro que queria muito trabalhar a linguagem do Grupo Tapa, e lá fui para fazer seu curso. Havia muitos festivais de teatro na época, nossa formação era na prática. Isto no aproximava de pessoas do meio e dava visibilidade. Foi quando surgiu a Cia Triptal. Dos anos 80 para cá, houve uma maior profissionalização, surgiram mais escolas. Com isso, nós ganhamos e também tivemos perdas. Os ganhos: ter uma instituição profissional com pensamento pedagógico, como é o caso da Escola Wolf Maya, com profissionais que estão no mercado e que podem dar subsídio teórico e prático para os alunos. E as perdas passam pela sensação da individualização: quando o aluno sai da escola, sozinho, para um mercado que ‘não existe’. De novo a gente cai na questão do “à deriva”. Anteriormente, a pessoa fazia o curso e tinha que se juntar a um coletivo para fazer algo e pertencer a esse universo. Atualmente, falta condição para os alunos formados se inserirem no mercado, mesmo que, a princípio, seja um trabalho amador. Amador no sentido da concepção artística, da produção. Entendo como profissional aquele que recebe pelo trabalho. Eu, muitas vezes, não recebo pagamento; faço porque gosto do texto ou quero trabalhar com aquelas pessoas. Na verdade, estou fazendo um trabalho amador, mas sendo profissional.

Escola WM - Existe um caminho de oportunidades para os jovens atores? Como você acha que uma escola pode contribuir para que os atores em início de carreira encontrem oportunidades de trabalho?

AG - Acho que a Escola não tem obrigação de se responsabilizar pela entrada dos alunos no mercado. Talvez pudesse trabalhar melhor a conscientização, o que já fazemos na Escola de Atores Wolf Maya. Percebo isso em ‘Inferno – Um Interlúdio Expressionista’, pois, dos 37 atores do coro, 20 vieram da Wolf Maya. É perceptível neles a consciência da necessidade não só da formação, mas do agrupamento, da autoprodução, fatores fundamental para que sobrevivam nessa carreira. É animador ver que todos os professores, coordenados pelo Jô (Josemir Kowalick), colocam a situação de forma clara, sem ludibriar o aluno em relação à realidade, inclusive sobre esse ‘não mercado’. Acredito que os alunos que se formam em teatro com os trabalhos bem produzidos e são orientados até mesmo para conduzirem as montagens para outros espaços, já começa com um ‘cartão de visitas’. Digo isso para o coro de ‘Inferno...’: esse é o cartão de visitas de vocês. É fundamental o aluno entender o que é uma produção. Homens à Deriva teve esse caráter, com uma didática de encenação, da formação pessoal à produção do espetáculo - com discussões, criação de luz, cenário, figurino, e todo o trabalho de bastidores. Muitos se assustam com a dimensão do trabalho e com a dedicação necessária. Como diz Fernanda Montenegro, ‘nessa profissão 80% é vocação, 15% é talento e 5% é sorte’. Vocação passa pelo conhecimento do todo, de ser uma pessoa do fazer teatral, saber ouvir não e continuar. Talento é o que os deuses dão: você pode ter um rosto bonito, uma boa fala, ser extrovertido, mas sabemos que não é só isso que vai garantir a carreira. Tive a oportunidade de dirigir uma turma no Módulo 6 - em O Tambor e o Anjo – que era muito interessada. Eu me propus a continuar com eles fora da escola e arrumei um teatro para sessões às segundas-feiras. Eles vendiam ingressos para pagar as despesas e tinham aula de prática teatral comigo que eram aplicadas na cena. Desse grupo, uma moça virou iluminadora, três deles seguem trabalhando comigo, outra atriz foi estudar artes cências na Inglaterra e três formaram grupo de teatro. Então, proliferou.

Escola WM - É comum os jovens associarem trabalho artístico com sucesso e notoriedade, sem antes considerarem o percurso de amadurecimento profissional. Onde, em sua opinião, a careira do ator se difere de uma profissão não artística e onde estão os pontos de interseção?

AG - Importante essa abordagem. Esta é uma questão chave para que os alunos de teatro comecem a entender um pouco sobre como é isto. Quando comecei minha careira no Grupo Tapa, lembro-me da crítica Mariângela Alves de Lima em uma entrevista em vídeo do Peter Brook, diretor inglês, que, ao ser perguntado sobre o sucesso, dizia mais ou menos assim: “O que eu faço é essencial para minha vida, este é o meu trabalho, sou um trabalhador da arte. Eu não saberia fazer outra coisa, o que vier a mais é lucro, pois a espinha dorsal é o meu trabalho, assim como uma pessoa que nasceu para ser médico, engenheiro ou advogado”.  Se a ideia de sucesso, glamour, celebridade vem junto do trabalho e a pessoa sabe lidar com isso e lhe interessa... ok. Mas o fundamental é a ideia do trabalho, ser um trabalhador da arte. Considero-me um trabalhador, desde o início no Tapa e nos 12 anos seguintes como ator, onde esta sempre foi mentalidade. Carrego comigo essa ideia do trabalho, a partir da experiência com profissionais como Eduardo Tolentino, Denise Weinberg, Clara Carvalho, Guilherme Santana e Zécarlos Machado, entre outros; tanto para minha vida como para a Cia. Triptal. É importante ter foco na ideia do trabalho artístico, nunca a busca pelo glamour, pelo sucesso. Fazer sucesso é muito bom, como já dizia Juca de Oliveira: ‘nossa profissão é abençoada porque fazemos o que gostamos, trabalhamos com o que amamos, ganhamos para isso e ainda somos aplaudidos, de pé’. Sem dúvida nenhuma, há hoje uma confusão entre as questões do fazer artístico e a glamourização, que tem muito a ver com a visibilidade proporcionada pela televisão, e os alunos, de certa maneira, confundem trabalho com imagem. Acho isso muito perigoso. Então procuro trabalhar com eles a ideia do prazer dessa profissão, o prazer de buscar e construir a cena, de contracenar, de descobrir uma inflexão, uma entonação. O que mais vier é consequência, independentemente de ser em teatro, televisão, cinema. Todas estas linguagens são para a arte do ator e todas trazem prazer, mas que nada seja superficial, porque isso, para mim, é a morte: vender o trabalho pela imagem não pela alma. O trabalho do ator é de alma.



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Bar do Alemão: programação musical de setembro/2019


Inaugurado há 51 anos, o Bar do Alemão, casa de propriedade do cantor e compositor Eduardo Gudin, sempre se destacou como um espaço de reverência e resistência para o samba tradicional e para a boa música brasileira, em diálogo com sonoridades contemporâneas. Chopp geladíssimo, bons pratos e música do Brasil combinam cultura, lazer e prazer em São Paulo, na Avenida Antártica, 554, na zona oeste da capital.

PRÓXIMAS ATRAÇÕES / SETEMBRO/2019

17/09. Terça, a partir de 20h30
Roda: Terçando no Choro - com Fernando Dalcin & Trio
Couvert artístico: R$ 15,00. Roda aberta a canjas

Fernando Dalcin é um jovem instrumentista autodidata que começou a se interessar pelo bandolim ainda criança, após uma breve passagem pelo cavaquinho, que descobriu ao ouvir “Pedacinho do Céu” de Waldir Azevedo. O incentivo veio de seu avô, que o levou pela primeira vez a uma roda de choro, passando a se dedicar ao estilo e ao bandolin. Atualmente, o músico vem se destacando com show que celebra os 50 anos sem Jacob do Bandolim. Para Fernando, “muito mais do que um espaço para o encontro entre amigos, a roda de choro é uma escola para aqueles que optam pelo caminho da música, em geral, e do choro, em particular”. Nessa apresentação, Dalcin mostra repertório formado por músicas inéditas e clássicos do choro, acompanhado pelos instrumentistas Victor Guedes (cavaco), Ribeka Suzuki (pandeiro) e Natan Drubi (violão). Na segunda entrada da roda de choro, o palco é aberto a canjas de músicos presentes.

18/09. Quarta, às 21h
Show: Moacyr Luz – projeto #OcupAlemão
Ingressos: R$ 25,00 – Ingressos esgotados!

O compositor Moacyr Luz é o próximo convidado do projeto #OcupAlemão, acompanhado por dois músicos renomados, o violonista Diego 7 Cordas e o percussionista Gersinho da Banda. O repertório traz, além de sambas de outros bambas, clássicos de sua carreira como "Estranhou o quê?", "A Reza do Samba" (parceria com Gustavo Clarão), "Som de Prata" (parceria com Paulo César Pinheiro) e "Que Batuque É Esse?" (com Sereno). Moacyr Luz está na roda de compositores cariocas, desde 1982 (foi fundador da famosa Roda de Samba do Trabalhador). Seu nome chamou a atenção dos brasileiros quando, em 1989, Fafá de Belém fez bater forte “Coração do Agreste”, música de Moacyr que ganhou versos de Aldir Blanc alusivos na trama da novela Tieta, da TV Globo, e quando Beth Carvalho lançou o samba “Saudades da Guanabara”, de autoria de Moacyr, Aldir Blanc e Paulo César Pinheiro, em seu álbum homônimo.

19/09. Quinta, às 20h30
Show: 3ª AMostra Canção PresenteIara Ferreira convida Lívia Itaborahy (MG), Túlio Borges (DF) e Cacá Pereira (RJ).
Couvert artístico: R$ 15,00 / Promoção: chopp Brahma claro 300ml = R$ 7,50

O projeto Canção Presente teve início no Rio de Janeiro, em 2016, em duas edições em parceria com a Funarte, ocupou teatros da cidade com música autoral contemporânea. Em 2019, as idealizadoras, Iara Ferreira (cantora e compositora) e Livia Mannini (produtora cultural), realizam a 3ª AMostra Canção Presente - Série Bar do Alemão, que ocupa mensalmente o tradicional bar de Eduardo Gudin. A cada edição, apresenta novos compositores da música popular brasileira, que dividem a noite com Iara Ferreira. Em setembro, os convidados são Lívia Itaborahy (MG), Túlio Borges (DF) e Cacá Pereira (RJ). Após as apresentações, o palco é aberto para compositores presentes que queiram mostrar seu trabalho.

20/09. SextaMPB da Boa!
20h30: Liliana Scarfone e Francisco César
22h30: Mauricio Sant’Anna e Léla Simões
Couvert artístico: R$ 15,00 (válido para a noite inteira)

Repertório de sambas tradicionais e contemporâneos predominam as apresentações dos artistas – cantores e compositores – que, semanalmente, dão o clima e o tom ao Bar do Alemão. A música popular brasileira “da boa” ganha interpretação personal nas vozes de Liliana Scarfone, Mauricio Sant’Anna e Léla Simões, mantendo a tradição do bar de Eduardo Gudin.

21/09. SábadoMPB da Boa!
20h30: Liliana Scarfone e Francisco César
22h30: Cezinha Oliveira & Karine Telles com Jorginho Cebion (percussão)
Couvert artístico: R$ 15,00 (válido para a noite inteira)

Repertório de sambas tradicionais e contemporâneos predominam as apresentações dos artistas – cantores e compositores – que, semanalmente, dão o clima e o tom ao Bar do Alemão. A música popular brasileira “da boa” ganha interpretação personal nas vozes de Liliana Scarfone, Cezinha Oliveira e Karine Telles, mantendo a tradição do bar de Eduardo Gudin.

22/09. Domingo, às 19h30
Show: Dante Ozzetti & Patrícia Bastos
Couvert artístico: R$ 20,00

Dante Ozzetti & Patrícia Bastos apresentam show com músicas dos dois discos de Patrícia - Zulusa e Batom Bacaba - e obras de diversas fases da carreira de Dante, gravadas por Ná Ozzetti, Virginia Rosa, Ceumar, Luiz Tatit, Zélia Duncan e pela própria Patricia Bastos, entre outros intérpretes. Patrícia Bastos lançou Zulusa, em 2013, produzido por Dante Ozzetti, que conquistou os prêmios de Melhor Álbum Regional e Melhor Cantora no Prêmio da Música Brasileira, e de Melhor Disco do Ano no Prêmio Embrulhador. O disco tem como temática os sons amazônicos de ritmos como o marabaixo, batuque do Curiaú, cacicó e outros. Patrícia tem outros quatro discos gravados: Pólvora de Fogo, In Concert, Eu Sou Caboca e Batom Bacaba, este finalista do Prêmio da Música Brasileira e do Latin Grammy, produzido por Dante em parceria com Du Moreir. Dante Ozzetti recebeu os prêmios Sharp de Melhor Arranjador e Melhor Disco pelo álbum (1994) e indicação de Melhor Arranjador por Love Lee Rita (1997). Foi vencedor do III Prêmio Visa - Edição Compositores pelo júri oficial e júri popular (2000), Melhor CD de Música Popular - Prêmio Bravo Prime por Balangandans - Ná Ozzetti (2009). Tem três discos gravados: Ultrapássaro (2001), Achou! (com a cantora Ceumar, 2007) e Amazônia Órbita (2016). Produziu os recentes Canto para Aldebaran – de Thamires Tannous (2014), Multiplicar-se Única - Canções de Tom Zé - de Regina Machado (2015), Gris - de Juliana Cortes (2016), Princesa de Aiocá - de Mariana Furquim (2018) e outros.

24/09. Terça, às 21h
Show: Anna Paes convida Guinga – em Mello Baloeiro
Ingressos: R$ 25,00

Ao longo de 20 anos, Anna Paes vem pesquisando a obra de Guinga, incluindo canções inéditas do compositor, que possui 52 anos de carreira. Desde 2013, a cantora vem participando como convidada dos concertos de Guinga, cantando o seu repertório. O álbum de estreia de Anna como compositora, Miragem de Inaê (Biscoito Fino, 2016), gravado junto com Iara Ferreira, tem participação especial de Guinga na faixa “Valsa de Aprendiz”. Em 2018, foi iniciada uma parceria entre ambos como compositores. No show Mello Baloeiro, Anna Paes (voz e violão) canta acompanhada pelo próprio Guinga (voz e violão) suas parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Chico Buarque, Sérgio Natureza, Simone Guimarães, Thiago Amud e a própria Anna Paes.

25/09. Quarta às 20h30
Show: Marco Palmah & Renato Piau em Sambas do Melodia
Projeto: #OcupAlemão. Couvert artístico: R$ 15,00.

Os músicos e cantores Marco Palmah e Renato Piau apresentam sambas marcantes na trajetória do cantor e compositor Luiz Melodia (1951-2017). Marco Palmah é instrumentista e cantor paulistano, com trabalho destacado em várias casas noturnas, entidades sociais e projetos da prefeitura paulistana. Residente, desde 2016, no Distrito Federal, onde faz parte do backing vocal da Orquestra Cafuçú do Cerrado, comandada pelo produtor Lucas Furmiga. Renato Piau - instrumentista, compositor e cantor paulistano - já acompanhou diversos artistas da MPB. Na década de 80, tocou com Luiz Melodia, de quem se tornou parceiro em composições como “Cara a Cara”, “Morena da Novela” e “Cuidado de Você”, gravadas por Melodia, além de “Este Filme Eu Já Vi”, interpretada por Cássia Eller. Em 1995, gravou o primeiro disco individual, Guitarra Brasileira, que teve participação especial de Melodia em duas faixas, “Fadas” e “Me Beija”. Em 2001, Luiz Melodia incluiu no disco Retrato do Artista Quando Coisa, duas parcerias de ambos, “Este Filme Eu Já Vi” e “Lorena” (esta parceria também com Marral, filho de Melodia). Em 2003, lançou o CD Tom do Leblon com participação de Dalmo Castelo, Chico Caruso, Jards Macalé, Luiz Melodia, Dulce Quental e outros. 

26/09. Quinta, às 20h30
Canjas: Quinta da Canja
Entrada: grátis / Promoção: chopp Brahma claro 300ml = R$ 7,50

Cantores, instrumentistas e compositores podem visitar o bar do Alemão e ainda dar uma “palhinha”. A Quinta da Canja é um projeto que recebe os amantes da música brasileira que compõem, tocam instrumentos, cantam e querem um momento para compartilhar sua arte. O anfitrião da noite é o violonista Sérgio Arruda, que também acompanha os intérpretes. Ótima pedida também para aqueles que gostam de conhecer novos artistas da música, tomando um chopp cremoso e saboreando as delícias de um bom cardápio. As edições ocorrem uma ou duas vezes por mês, sempre às quintas-feiras. Para saber as datas marcadas para os próximos meses é só acompanhar a agenda do Bar do Alemão no Facebook. Não há cobrança de couvert artístico e tem promoção do chopp Brahma na noite, a R$ 7,50 (300ml).

27/09. SextaMPB da Boa!
20h30: Liliana Scarfone e Francisco César
22h30: Cezinha Oliveira e Karine Telles com Jorginho Cebion (percussão)
Couvert artístico: R$ 15,00 (válido para a noite inteira)

Repertório de sambas tradicionais e contemporâneos predominam as apresentações dos artistas – cantores e compositores – que, semanalmente, dão o clima e o tom ao Bar do Alemão. A música popular brasileira “da boa” ganha interpretação personal nas vozes de Liliana Scarfone, Cezinha Oliveira e Karine Telles, mantendo a tradição do bar de Eduardo Gudin.

28/09. SábadoMPB da Boa!
20h30: Liliana Scarfone e Francisco César
22h30: Mauricio Sant’Anna e Léla Simões
Couvert artístico: R$ 15,00 (válido para a noite inteira)

Repertório de sambas tradicionais e contemporâneos predominam as apresentações dos artistas – cantores e compositores – que, semanalmente, dão o clima e o tom ao Bar do Alemão. A música popular brasileira “da boa” ganha interpretação personal nas vozes de Liliana Scarfone, Mauricio Sant’Anna e Léla Simões, mantendo a tradição do bar de Eduardo Gudin.

29/09. Domingo, às 19h30

Show: Jean Garfunkel em Poemania Crônica Show

Couvert artístico: R$ 30,00

O compositor e poeta Jean Garfunkel apresenta show temático Poemania Crônica Show com canções e textos de sua autoria. No espetáculo, que tem participação especial do flautista e bandolinista Pratinha Saraiva, o artista conta e canta com lirismo e bom humor as questões cotidianas de sua alma inquieta diante das esperanças e incertezas do Brasil de hoje.  O roteiro costura poemas e crônicas rimadas de seu novo livro, o Poemania Crônica, ao repertório de canções suas gravadas por grandes intérpretes: "Calcanhar de Aquiles" (Elis Regina), "Gato Gaiato" (Zizi Possi), "Não Vale a Pena" (Maria Rita), "Cruzeiro do Sul" (Renato Braz) e "Mazzaropi" (Pena Branca e Xavantinho), além de composições gravadas pelo autor em seu mais recente álbum, 13 Pares e um Fado Solitário.

Serviço

Bar do Alemão
Av. Antártica, 554 - Água Branca, São Saulo/SP.
Tel: (11) 3862-5975. Reservas pelo Whatsapp: (11) 93242-6545.
Abertura da casa: 18h.
Estacionamento conveniado: R$ 8,00 (preço único c/ carimbo do bar) - Av. Antártica, 519.
Acesse a programação: https://www.facebook.com/obardoalemao

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181- verbena@verbena.com.brShare Button