quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Com reverência e irreverência Arrigo Barnabé interpreta Roberto Carlos no Bar do Alemão


O artista multifacetado e ícone da vanguarda paulistana Arrigo Barnabé apresenta, no dia 10 de novembro (domingo, às 19h30), no Bar do Alemão, seu novo show Quero Que Vá Tudo Pro Inferno!, no qual interpreta as obras de Roberto Carlos e parcerias com Erasmo Carlos, além de músicas de outros compositores que foram sucessos na voz do “rei”.

Acompanhado pelos músicos Paulo Braga ao piano e Sérgio Espíndola ao violão, Arrigo (piano) reinterpreta Roberto Carlos de modo original: ao mesmo tempo inovando e realçando o sentido original das músicas. O espetáculo revive o clima da jovem guarda com o humor e a irreverência peculiares do artista, recriando canções que habitam o imaginário de quem ouviu e curtiu, de quem ouve e curte, mas com outros tons, os tons de Arrigo Barnabé, que sempre admirou o “rei”, desde a juventude.

No repertorio, além da música-título “Quero que Vá Tudo pro Inferno”, estão: “Os Seus Botões”, “Vem Quente que Eu Estou Fervendo” (Carlos Imperial e Eduardo Araújo), “Sua Estupidez”, “Eu Te Darei o Céu”, “Força Estranha” (Caetano Veloso), “Sentado à Beira do Caminho”, “Detalhes” “Se Você Pensa”, entre outras.

Serviço

Show: Arrigo Barnabé
Em Quero Que Vá Tudo Pro Inferno!
Dia 10 de novembro. Domingo, às 19h30
Ingressos: R$ 30,00. Duração: 2h
Reservas pelo WhatsApp: (11) 99814-2808

Bar do Alemão
Av. Antártica, 554 - Água Branca, São Saulo/SP.
Tel: (11) 3862-5975. Reservas pelo Whatsapp: (11) 99865-9101.
Abertura da casa: 18h. Capacidade: 46 lugares
Aos menores de 18 anos a casa não serve bebida alcoólica.
Estacionamento conveniado: R$ 8,00 (preço único c/ carimbo do bar) - Av. Antártica, 519.
Acesse a programação: https://www.facebook.com/obardoalemao

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Em novembro, no Sesc Belenzinho tem debates e encontros com artistas da exposição Meta-Arquivo: 1964-1985


Em cartaz no Sesc Belenzinho, até o dia 24 de novembro de 2019, a Meta-Arquivo: 1964-1985 - Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura desenvolve atividades gratuitas, complementares aos temas abordados na exposição, realizadas por meio de Programação Integrada e Programas Públicos.

Na Programação Integrada, os Debates-Itinerantes (dias 9 e 16/11) ocorrem em percursos pela região leste e centro expandido da cidade, que apresentam na paisagem urbana questões levantadas nos Laboratórios Desarquivos (encontros semanais que discutiram a relação entre arquivos, documentos e memória com a história). Os debates têm como objetivo refletir acerca das especificidades da organização da vida em períodos ditatoriais e autoritários. Nesta programação, o Sesc Belenzinho conta com a parceria do História da Disputa: disputa da história, coletivo composto pelos historiadores Carolina Oliveira Ressurreição , Victor Leite de Oliveira e Lucas Sanches.

Os próximos eventos dos Programas Públicos trazem encontros com artistas da mostra, abertos aos visitantes e interessados. No dia 9/11, às 16h, o Grupo Contrafilé faz uma aula-performance em que se pergunta como a experiência traumática pode se transformar de forma pedagógica e educativa, com as presenças de dois convidados: Roberta Estrela D’Alva e MC Kirc. No mesmo dia, às 18h, Traplev convida a historiadora Marília Bonas para uma conversa sobre a memória das organizações clandestinas do período de 1960 a 1970. E Giselle Beiguelman fala com o público, no dia 23/11, sobre a tradução do texto An archival impulse, do historiador e crítico de arte, Hal Foster, publicado na revista de arte October. Em sua publicação, batizada Agosto, Giselle indaga a partir da obra de três artistas brasileiros. Após a fala, a autora realiza sessão de autógrafos de seu mais recente livro lançado pelas Edições Sesc: Memória da Amnésia.

A exposição Meta-Arquivo: 1964-1985 - Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura, com curadoria e pesquisa de Ana Pato e em parceria com o Memorial da Resistência, reúne nove obras inéditas, elaboradas a partir dessas pesquisas junto aos arquivos públicos sobre o período da Ditadura Civil Militar Brasileira (1964-1985). Com caráter pedagógico, a mostra surge como um espaço expandido de aprendizado, cujo objetivo primordial é despertar a reflexão acerca da documentação pública arquivada pelo Estado Brasileiro: como ler esses arquivos? Como construir memória a partir deles? Como aprender coletivamente sobre a história do país e de seu povo, a partir de sua análise? Como preservar esses acervos e, como consequência, a memória dos processos civilizatórios que alicerçam a sociedade atual?

Debates-itinerantes

9 de novembro. Sábado, às 14h
Debate-itinerante II – Tema: Como falar de um patrimônio que não existe?
Ponto de encontro: Metrô Liberdade. Duração: 3h. Vagas: 25.
Os interessados devem fazer inscrição prévia até 2 dias antes da atividade e aguardar confirmação: itinerariosmetarquivo@belenzinho.sescsp.org.br

De cima da colina onde foi fundada a cidade de São Paulo, os indígenas que aqui moravam viram chegar os primeiros negro(a)s que fariam companhia a eles na escravidão. Foram suas vivências em comunidade, suas práticas culturais nativas e trazidas da África, a amálgama com outras culturas e sua luta por uma vida possível e digna que fizeram desta cidade o que ela é. Por que existe tão pouco desta memória preservada na arquitetura do centro? O que foi feito dos espaços históricos de resistência dessas populações? Que memórias foram construídas para "substituir" estas?

16 de novembro. Sábado, às 14h
Debate-itinerante III – Tema: Como observar no tecido urbano memórias que não foram arquivadas?
Ponto de encontro: Sesc Belenzinho. Duração: 3h. Vagas: 25.
Os interessados devem fazer inscrição prévia até 2 dias antes da atividade e aguardar confirmação: itinerariosmetarquivo@belenzinho.sescsp.org.br

A cidade é uma constante na vida humana há alguns milhares de anos. É possível afirmar, portanto, que ela acumula camadas de lembranças, monumentos, práticas e indícios do passado que mantêm visível parte de nossa história. Esse encontro busca perceber elementos que, junto a memórias, contêm a história individual e coletiva das pessoas participantes.

Encontros / Programas Públicos

Obra: Escola de Testemunho
Aula-performance com o Grupo Contrafilé
Dia 9 de novembro. Sábado, às 16h.
Local: Galpão. Grátis. Livre.

A Coleta Regular de Testemunhos é um projeto do Memorial da Resistência de São Paulo para ampliar o conhecimento sobre a história do Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops), a partir dos testemunhos de ex-presos e perseguidos políticos, de familiares de mortos e desaparecidos, ou de trabalhadores e frequentadores dessa instituição.

A partir do processo de pesquisa nesse arquivo, o Grupo Contrafilé se pergunta como a experiência traumática pode se transformar em uma experiência educativa e pedagógica. O que uma testemunha está ensinando? Como aprender com essas memórias da ditadura? Como propor uma aula a partir delas? Escola de testemunhos parte de relatos de ativistas LGBTQ, negros/as, feministas e educadores/as pertencentes ao arquivo do programa Coleta Regular de Testemunhos que se desdobram em aulas-performance: reuniões abertas com uma testemunha e um interlocutor, para aprender, escutar e refletir sobre questões da memória e da resistência na presença desse corpo-testemunho, que é a matéria que alimenta a aula. Participam da atividade a atriz, slammer, apresentadora e MC Roberta Estrela D’Alva e o MC Kric (Claudio Cruz).

Grupo Contrafilé é um coletivo transdisciplinar, formado por Cibele Lucena, Joana Zatz Mussi e Rafael Leona, que investiga as possíveis relações entre arte, política e educação, e indaga como essas relações ampliam o direito à produção criativa da/na cidade. Entre seus projetos, destacam-se: Programa para a descatracalização da própria vida, 2004; A rebelião das crianças, 2005, que deu origem a Parque para brincar e pensar, 2011, e aQuintal, 2013; A árvore-escola, 2014; A batalha do vivo, 2016. O grupo participou de mostras como Arte-Veículo(Sesc, 2018/2019); Talking to Action(Art, Pedagogy and Activism in the Americas, Los Angeles, Chicago, Nova York, 2017-2019); Playgrounds 2016(masp, 2016); 31ª Bienal de São Paulo (2014); Radical Education (Eslovênia, 2008); If You See Something Say Something (Austrália, 2007); La normalidade (Argentina, 2006); e Collective Creativity (Alemanha, 2005).

Obra: Memória e Resistência
Encontro com Traplev e Marília Bonas
Dia 9 de novembro de 2019. Sábado, às 18h.
Local: Galpão. Grátis. Livre.

A partir de sua pesquisa sobre a memória das organizações clandestinas do período de 1960 a 1970 que lutaram contra a Ditadura Civil Militar no Brasil, Traplev propõe uma conversa com Marília Bonas, historiadora e coordenadora do Memorial da Resistência.

Traplev (SC) realiza pesquisas sobre outras formas de narrar os acontecimentos políticos, e o artista discute as estratégias de comunicação da grande mídia, a partir da apropriação e da interferência gráfica em material jornalístico e notícias compartilhadas em redes sociais. É editor geral e cofundador da publicação Recibo, com mais de 74 mil exemplares distribuídos gratuitamente de 2002 a 2016. Entre as exposições recentes, destacam-se as Individuais Novas Bandeiras entre Almofadas Pedagógicas, na Sé Galeria, e Sistemas de Estruturas e Elementos de Fachada, Sala 7, na Galeria Fayga Ostrower em Brasília (DF) / Funarte, e as coletivas Mitomotim, no Galpão Videobrasil, e Trienal Frestas de Arte Contemporânea, em Sorocaba (SP).

Obra: Impulso Historiográfico
Encontro com Giselle Beiguelman
Dia 23 de novembro. Sábados, às 18h.
Local: Galpão. Grátis. Livre.

Giselle Beiguelman toma como ponto de partida o texto, ainda inédito em português, An Archival Impulse, de Hal Foster, publicado na revista estadunidense de crítica de arte October. A artista propõe uma tradução, em forma de paráfrase e fac-símile, indagando, a partir da obra dos brasileiros Bruno Moreschi, Bianca Turner e Tiago Sant’ana, o impulso historiográfico, que levaria ao artista do Sul Global contemporâneo de volta à história e ao (re)processamento dos documentos. Após a atividade, a autora realiza sessão de autógrafos de seu mais recente livro lançado pelas Edições Sesc: "Memória da Amnésia".

Giselle Beiguelman (SP) é artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP). Pesquisa a preservação de arte digital, arte e ativismo na cidade em rede e as estéticas da memória no século 21. Desenvolve intervenções artísticas no espaço público e com mídias digitais. Entre seus projetos artísticos recentes destacam-se Odiolândia (2017); Memória da Amnésia (2015); e as exposições individuais Monumento nenhum (2019), Cinema Lascado e Quanto pesa uma Nuvem? (2016). É autora de Memória da Amnésia: Políticas do Esquecimento (Edições Sesc, 2019), entre outros livros, artigos e ensaios.

Serviço

Exposição:
Meta-Arquivo: 1964–1985 - Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura
Curadoria e pesquisa: Ana Pato
Artistas convidados: Ana Vaz, Contrafilé, Giselle Beiguelman, O grupo inteiro, Ícaro Lira, Mabe Bethônico, Paulo Nazareth, Rafael Pagatini e Traplev.
Visitação: 23 de agosto a 24 de novembro de 2019
Terça a sábado, das 10h às 21h. Domingos e feriados, das 10h às 19h30
Local: Galpão.
Grátis. Livre para todos os públicos

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700

Estacionamento - Terça a sábado (9h às 22h). Domingos e feriados (9h às 20h).
Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional.
Transporte Público - Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)

Escola de Atores Wolf Maya realiza IV Festival Teatral de Cenas Curtas da unidade São Paulo


Nos dias 15, 16 e 17 de novembro acontece o IV Festival Teatral de Cenas Curtas  na unidade São Paulo da Escola de Atores Wolf Maya. As sessões ocorrem no Teatro Nair Bello - sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

O festival reúne 12 cenas com duração que varia de três a cinco minutos, dirigidas por Juçara Morais e Dan Rosseto. São encenações com até quatro atores que se alternam no palco de forma dinâmica. Haverá premiação no último dia do festival nas categorias de Melhor Atriz, Melhor Ator e Melhor Cena.

As cenas foram criadas a partir do tema “Dramaturgos Contemporâneos”. O objetivo do evento é valorizar a dramaturgia e os autores do nosso tempo que têm levado aos palcos temas e questões urgentes, fazendo o público refletir sobre a sociedade contemporânea. Os textos são assinados por dramaturgos vivos, entre eles Miguel Falabella, Aimar Labaki, Emílio Boechat, Victor Nóvoa, Matéi Visniec e Dan Rosseto.

Com esta iniciativa, a Escola de Atores Wolf Maya oferece ao estudante de artes cênicas a oportunidade de colocar em prática o conteúdo que foi ministrado na sala de aula, estimulando o exercício das técnicas de atuação que foram aprendidas. O IV Festival Teatral de Cenas Curtas tem participação dos alunos dos Módulos 3, 4, 5 e 6 do Curso Profissionalizante de Atores.

Cenas dirigidas por Juçara Morais:
Insones (de Victor Nóvoa) - com Flávia Becker, Diego Navarro, Lucas Muniz e Victor Gradella.
Camila Baker Lives in Concert (de Emílio Boechat) - com Gabriella Brito e Josuel Luna.
Os Estonianos (de Júlia Spadaccini) - com Maria Clara Aquino e Philippe Wieser.
O Cego e o Louco (de Cláudia Barral) - com José Cláudio e Matheus Prado.
Capitanias Hereditárias (de Miguel Falabella) - com Kauê Pereira, José Alexandre e Guilherme Parazzi.
O Rei dos Urubus (de Leonardo Cortez) - com Leonardo Gandolphi, Mariana Astolfi e Thiago Heije.

Cenas dirigidas por Dan Rosseto:
O Último Concerto para Vivaldi (de Dan Rosseto) - com Sabrina Nask e Raffah Beletti.
A Mulher como Campo de Batalha (de Matéi Visniec) - com Natasha Cristina e Isabella Ferraz.
Eterno Retorno (de Rodrigo Nogueira) - com Lincoln Glauber e Júlia Gaspar.
Poda (de Aimar Labaki) - com Fernanda Barroso e Vitor Augusto.
Manual Sobre Dias Chuvosos (de Dan Rosseto) - com Larissa Matias e Evellyn Reis.
Feliz Aniversário (de Renata Mizrahi) - com Raíssa Abreu e Fernanda Novoa.

Serviço

Festival/teatro: IV Festival Teatral de Cenas Curtas
Dias 15, 16 e 17 de novembro de 2019
Sexta e sábado, às 21h, e domingo, às 19 horas.
Ingressos: R$ 20,00. Classificação: 12 anos. Gênero: vários. Duração: 1h.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2412. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.

Nas redes: @EscolaWolfMaya

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181- verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Poeta Horácio Costa autografa edição comemorativa do livro Satori na Casa das Rosas


No dia 8 de novembro, sexta, o poeta Horácio Costa autografa seu livro Satori na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, às 19 horas. Trata-se de uma reedição, lançada em abril pela editora O Sexo da Palavra, que comemora os 30 anos da obra.

A sessão de autógrafos acontece antes da apresentação do espetáculo A Paixão do Vazio, com Helder Mariani, em cartaz no espaço, cujo texto traz poemas da publicação.

Satori foi lançado, originalmente, em 1989. O relançamento comemorativo vem no formato de box com três livros. O primeiro, Satori - ou livro-branco -, com os poemas do autor, da forma como foi editado originalmente, vem dividido em três blocos: O Bar da Senhora Olvido, Satori e Estado de Graça. Com prólogo de Severo Sarduy, o autor apresenta poemas criados em diversos lugares do mundo onde viveu ou viajou. 

Satori – Memória Crítica - ou livro-cinza - é o segundo. Reúne fortuna crítica, matérias sobre o livro, manuscritos, rascunhos e publicações em diversos meios de comunicação e países. Abre com prefácio escrito de Mário César Lugarinho e conta a história em torno da publicação de 1989.

O terceiro, O Bar da Senhora Olvido - ou livro-preto - traz fotografias do catalão Rafel Bernís, extraídas da exposição que inspirou o poeta a produzir o poemário homônimo que abre o livro-branco. Pela primeira vez o leitor de Horácio Costa terá acesso às fotografias que o inspirou.
Horácio Costa

Poeta, crítico, tradutor e professor universitário, Horácio Costa (64 anos) é paulistano. Diplomado em Arquitetura e Urbanismo, USP; Master of Arts (M.A.), New York University; Doctor of Philosophy (PhD), Yale University. Foi professor titular da Universidade Nacional Autônoma do México-UNAM; é professor-doutor na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Sua obra poética foi traduzida ao espanhol, inglês, francês, alemão, catalão, sueco, búlgaro, romeno, italiano e macedônio.

Publicou os seguintes livros de poesia no Brasil: 28 Poemas 6 Contos, 1981; Satori, 1989; O Livro dos Fracta, 1990; The Very Short Stories, 1991; O Menino e o Travesseiro, 1994, reedição em 2003; e Quadragésimo, 1999. Exceto os dois primeiros, os demais foram também publicados no México em espanhol. Uma antologia de sua obra, Los jardines y los poetas, foi publicada em Caracas, Venezuela (1993), e uma edição de luxo de O Menino e o Travesseiro, com gravuras de José Hernández e prólogo de José Saramago, foi publicada nos Estados Unidos (1994). Fracta-Antologia poética, selecionada por Haroldo de Campos, foi publicada pela Perspectiva de São Paulo na coleção Signos, em 2004, à qual seguiram Paulistanas & Homoeróticas (2007), Ravenalas (2008), Ciclópico Olho (2011), 11/12 Onze duodécimos (SP, 2014) e A Hora e Vez de Candy Darling (2016), Duas ou Três Coisas Airadas, com Ismar Tirelli Neto (2018). Em 2019, a editora O Sexo da Palavra, de Uberlândia publicou edição comemorativa Satori - 30 anos, em três volumes (texto, crítica e imagens).  NO mesmo ano, Fracta - antología poética, em espanhol, foi publicada pela Fondo de Cultura Económica, México. Bernini (São Paulo, Sêlo Demônio Negro, 2013). Ravenalas, em tradução ao espanhol, foi publicado pela editorial Gog y Magog de Buenos Aires.

Horácio Costa traduziu ao português os seguintes poetas, entre outros: Octavio Paz (Piedra de Sol/ Pedra de Sol, edição bilingue e ¿Aguila o sol?/Águia ou sol?, ed. bilíngüe revisada e autorizada pelo autor; México); Elizabeth Bishop (Antologia Poética), César Vallejo (Poemas Humanos, Rio de Janeiro e Lisboa), e José Gorostiza (Morte Sem Fim e outros poemas; EDUSP). Seus livros de crítica são: José Saramago – o período formativo (Lisboa, Caminho, 1997 e, em tradução ao espanhol, México, FCE) e Mar Abierto – ensayos de literatura brasileña, portuguesa e hispanoamericana (México, FCE), publicado igualmente em português (Mar Aberto - literatura brasileira, portuguesa e hispano-americana; São Paulo, Lumme). Foi júri de prêmios internacionais de poesia na Venezuela e no México, tendo sido o presidente do júri do Premio Internacional Octavio Paz de Poesía y Ensayo (2000). Igualmente, foi membro do júri das edições de 2013 e 2014 do prêmio FIL de Guadalajara, México. Deu leituras de poesia no Brasil, México, Portugal, Nicarágua, Estados Unidos, Espanha, Romênia, Macedônia, Argentina, Alemanha, República Dominicana e Canadá.

A Paixão do vazio

O solo de Helder Mariani, A Paixão do Vazio, segue em cartaz na Casa das Rosas, até o dia 29 de novembro (sextas, às 20h). O texto do espetáculo teatral, dirigido por Dagoberto Feliz, traz poemas de Horácio Costa, em sua maioria do livro Satori, e escritos autobiográficos da mística espanhola Teresa d’Ávila, alinhados com canções populares.

Ambientado em um cabaré, o monólogo traça um itinerário poético-espiritual do homem moderno, que vive dilacerado entre a fé e a razão. “Ele é um solitário vivendo a noite escura da alma”, comenta o ator. A trajetória da personagem passa pelos tormentos da alma até o êxtase ou “satori”. Os poemas e textos que compõem a dramaturgia ora são apresentados de forma poética, ora diretamente à plateia. E momentos musicais trazem mais lirismo à encenação.

Concepção, dramaturgia e atuação: Helder Mariani. Direção geral: Dagoberto Feliz. Textos: Horácio Costa e Teresa d’Ávila. Músicos: Wellington Tibério (percussão) e William Vasconcelos (violão). Temporada: 1º a 29 de novembro/2019. Sextas, às 20h (exceto no feriado,dia 15/11). Ingressos: R$ 40,00 (meia: R$ 20,00). Bilheteria: 1h antes das sessões. Aceita dinheiro e cartões de débito. Duração: 60 min. Gênero: Drama. Classificação: 16 anos.

Serviço

Noite de autógrafos: Satori
Autor: Horácio Costa
Dia 8 de novembro. Sexta, às 19h
Editora: O Sexo da Palavra. Ano: 2019. 14 x 21 cm. 124 páginas.
Preço/box: R$ 80,00 (os livros não podem ser vendidos separadamente). 
Entregas em todo o Brasil - https://www.osexodapalavra.com/satori 

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – Bela Vista. São Paulo/SP (Metrô Brigadeiro)
Tel.: (11) 3285-6986 | 3288-9447. Lotação: 40 lugares
Funcionamento: terça a sábado (10h às 22h) e domingos e feriados (10h às 18h).
Estacionamento conveniado: Parkimetro - Al. Santos, 74 (exceto domingos e feriados).
www.casadasrosas.org.br



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A Gente Submersa e dá sequência a projeto de resistência Teatro do Incêndio

Nos dias 23 e 24 de novembro (sábado, às 20h, e domingo, às 19h), o espetáculo A Gente Submersa (de 2017) dá continuidade ao projeto Levante Teatro do Incêndio - Pra Vida e Revida. O texto e a direção são assinados por Marcelo Marcus Fonseca.

No enredo, três personagens alegóricas da sabedoria popular vivem uma fábula que se concretiza na cidade. São pessoas centenárias, velhos de espírito juvenil que atravessaram os tempos. Eles seguem pelo mundo, mas as coisas que vivem e os lugares por onde passam vão se apagando. Na cidade se tornam invisíveis; ocupam um espaço, mas são expulsos pela polícia.

Conduzidos por um velho vendedor de relógios, chegam a um quilombo povoado por pessoas que fugiram da metrópole, onde são vistos e aceitos. O velho representa o tempo, a sabedoria e os ensinamentos dos mais velhos e dos antepassados. Sem dinheiro, as pessoas do quilombo trocam conhecimentos, como ensinar os outros a ler e escrever desenhando letras com tintas nas mãos. Lourdes, Benedito e Fulozina ensinam cultura popular para a comunidade que passa a viver em um calendário de festas (congada, maculelê, jongo). Porém o desmatamento chega e acaba com tudo, mostrando o ciclo sem fim da destruição.

A Gente Submersa é a primeira parte de um trabalho de pesquisa, homônimo à peça, sobre heranças e descaracterização da cultura e da sabedoria popular, pelo esquecimento das raízes que moldaram o ser brasileiro. O espetáculo explora o que resta no cotidiano das pessoas dos ensinamentos populares, bem como da função social da dança e das festas tradicionais. A Gente Submersa reúne mais de 20 artistas, entre atores e músicos que transitam pelo teatro, pela dança e por outras linguagens, amparados por composições originais e canções de domínio público. O figurino traz elementos de técnicas artesanais como renda filé, bordados, crochê e tricô, construindo memórias também nos corpos que ocupam o Teatro do Incêndio: um espaço em formato de arena triangular, mantendo as características arquitetônicas originais do local que tem sua própria história.



FICHA TÉCNICA - Texto e direção geralMarcelo Marcus Fonseca. Figurino: Gabriela  Morato. Iluminação: Kleber Montanheiro. Cenografia: Gabriela Morato e Marcelo Marcus Fonseca. Coreografia e preparação corporal: Gabriela Morato. Criação e coordenação de adereços: Gabriela Morato. Assistência de figurinos e produção: Bianca Brandino. Confecção/adereços: Victor Castro e André Souza. Músicos: Bisdré Santos, Luiz Viola, Renatinho do Violino, Renato Silvestre, Xantilee de Jesus e Yago  Medeiros. Música “Movimento dos Sem Chuva”: Cristóvão Gonçalves. Design gráfico: Gustavo Oliveira. Fotos: Giulia Martins. Produção e realização: Teatro do  Incêndio. Elenco: Gabriela Morato, Elena Vago, Anderson Negreiro, Lia Benacon, Valcrez Siqueira, Renato Silvestre, Victor Castro, Mauricio Caetano, Paula Almeida, Jade Buck, Gui Mameluco, Heloisa Feliciano, Kaena Chioratto, Gabriel Magalhães e Amanda Santana.

Levante Teatro do Incêndio - Pra Vida e Revida - Diante do atual momento de ‘estrangulamento’ cultural, a Cia. Teatro do Incêndio, sem nenhum apoio ou incentivo cultural, lançou, em julho, uma programação de resistência que segue até dezembro, reunindo cinco espetáculos de repertório (um a cada mês), entre de outras atividades. A última montagem a ser encenadas, em dezembro, é Rebelião - O Coro de Todos os Santos (2018). São Paulo Surrealista abriu a programação em agosto, com direito a sessão extra, seguida por O Pornosamba e a Bossa Nova MetafísicaO Santo Dialético e A Gente Submersa. Esta mostra sintetiza o trabalho de pesquisa de linguagem dos últimos sete anos do coletivo, período em que construiu três teatros até conquistar sua sede definitiva na emblemática entrada do bairro Bixiga, esquina das ruas Treze de Maio e Santo Antônio, onde já funcionou a lendária boate Igrejinha e o Café Soçaite.

Serviço

Espetáculo: A Gente Submersa
Projeto: Levante Teatro do Incêndio - Pra Vida e Revida
Datas: 23 e 24 de novembro. Sábado (às 20h) e domingo (às 19h)
Duração: 120 min. Classificação: 14 anos. Gênero: Comédia dramática musical.
Ingressos. R$ 80,00. Bilheteria: 2 horas antes das sessões. Capacidade: 99 lugares.

Teatro do Incêndio
Rua Treze de Maio, 48 - Bela Vista. São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2609-3730 / 2609-8561
http://www.teatrodoincendio.com Nas redes: @teatrodoincendio

Próximas apresentações

Apresentações: Sol-Te
7 de dezembro. Sábado, às 15h30 e às 19h30
60 min. Livre. Contribuição voluntária.

Espetáculo: Rebelião - O Coro de Todos os Santos
14 e 15 de dezembro. Sábado (às 20h) e domingo (às 19h)
90 min. 14 anos. Drama apocalíptico. R$ 80,00


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