terça-feira, 27 de junho de 2023

Coletivo de Galochas apresenta Coluna Prestes no Centro Cultural Olido e Teatro de Contêiner

Foto de Lucas Salazar

Em julho, o grupo de teatro Coletivo de Galochas apresenta o espetáculo Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança no Centro Cultural Olido, de 07 a 16/07, sexta e sábado, às 19h, e domingo, às 17h, e no Teatro de Contêiner Mungunzá, de 21 a 30/07, de sexta a domingo, às 19h, com ingressos gratuitos.

Todas as sessões de sextas-feiras contam com intérpretes de Libras e as de domingo com recursos de audiodescrição. Em agosto, a montagem histórico-poética segue para os teatros Flávio Império e Cacilda Becker.

Dirigida por Rafael Presto, que também assina a dramaturgia junto de Antonio Herci, a montagem busca reconstruir cenicamente uma das passagens mais icônicas e importantes da história do Brasil do século XX, a marcha da Coluna Prestes, que tinha por objetivo libertar o povo da exploração e da ignorância, evento que marca o fim da Primeira República.

O enredo se passa no década de 1920, quando a Coluna Prestes rasga o país. Durante a marcha, um grupo de oito pessoas, dos mais diferentes lugares, formam uma inusitada família, entrelaçando e mudando suas vidas. É com essa gente simples que Luiz Carlos Prestes aprende, forjando seu espírito revolucionário.

Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança faz uma imersão na cultura brasileira pelo ponto de vista das pessoas simples, da base do movimento, que fizeram a Coluna caminhar. As personagens da peça foram extraídas dos registros oficiais, com a devida licença teatral. “Não se trata da história de grandes autoridades, mas de figuras singulares com as quais Prestes se relaciona. São mulheres, pessoas pretas e oficiais de baixa graduação que protagonizam a jornada”, comenta o diretor Rafael Presto.

Na montagem, o primeiro plano não pertence ao Comandante Prestes (Kleber Palmeira), líder da revolução, mas sim aos diversos núcleos que combatem ao seu lado durante a Marcha. Isabel Pisca-Pisca (Benedita Maria de Jesus Bueno Dias) e Onça (Silvia Lys) são artistas de Cabaré que seguem com os revolucionários. Onça desenvolve uma relação com Cabo Firmino (Eder dos Anjos), um aguerrido revolucionário saído dos cortiços paulistanos. Santa Rosa (Wendy Villalobos) carrega o fuzil que herdou do marido morto e um filho na barriga, que nasce durante a marcha. O Soldado Ângelo (Daniel Lopes), rapaz sensível e analfabeto, aprende a ler e escrever com Sargento Garcia (Diego Henrique), numa relação que pode ocultar um amor não permitido. Todas essas relações são amarradas por Tia Maria (Mona Rikumbi), com suas ervas, conselhos, rituais e giras, que também representa a Majestade Encruzilhada, abrindo os caminhos e marcando essa saga.

A encenação do Coletivo de Galochas tem como pilares duas linguagens: os núcleos dentro da Coluna Prestes e o coro cênico. Os núcleos trazem as histórias das personagens, a humanização dentro da precariedade do ambiente da revolução e também vislumbram 100 anos à frente, questionando e fazendo o elo com o presente. A trilha das personagens negras, apoiada em uma perspectiva afro-centrada de religiosidade e filosofia, é central na narrativa. Já o coro representa a própria revolução. Coreografado e musicado, ele interage com as cenas e faz atravessamentos poéticos enfatizando os grandes acontecimentos, mas também participando como personagem coletivo da trama. Os atores e atrizes que formam o coro são oriundos das oficinas profissionalizantes, realizadas pelo Galochas, durante o processo criativo.

A música está presente o tempo todo no espetáculo; uma ferramenta cênica recorrente nas montagens do Coletivo de Galochas. A trilha sonora é original e executada ao vivo, sob direção de Antonio Herci, com arranjos contemporâneos e cinco músicos em cena (piano, contrabaixo acústico, sanfona, violão de 7 cordas e percussão). Nove canções integram a dramaturgia em formatos de solos e coros, compostas durante o processo, a partir de poemas criados pelos próprios atores. Apenas uma, o samba “Ai, Seu Mé” (Freire Júnior e Careca), foi garimpada do referido período histórico.

Kleber Montanheiro assina o figurino não naturalista de Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança. As referências da década de 1920 estão presentes, de forma estilizada, em elementos como couro e peças de indumentária militar. O cenário, também de Montanheiro, busca inserir as personagens e os espectadores nas paisagens desse Brasil profundo que a Coluna Prestes atravessa. A poética do movimento está em elementos que se movem em um palco misterioso, diante das incertezas dos passos a seguir.

O Coletivo de Galochas parte da sua experiência em teatro historicista para abordar esse fato do nosso passado recente, negligenciado na narrativa histórica hegemônica, investigando seus vestígios e narrativas durante seis meses de pesquisas e experimentos. A estética da montagem foi trilhada a partir de músicas, trajes, comportamentos e notícias. O grupo imergiu na pesquisa de fotos, vídeos, textos e documentos históricos em diálogo com as tradições culturais e artísticas do período, deglutindo de maneira crítica os traços culturais e desdobramentos políticos da década.

“Em uma montagem teatral historicista, o que se persegue são rastros, restos ou retalhos dessa história, que possam ser a gênese de dramas pessoais, de acontecimentos marcantes: situações colocadas em contexto. Outro compromisso é o de jogar luz em acontecimentos que sofrem um processo de apagamento e, mesmo aonde se conta a história da Coluna, são deixados em segundo plano”, comenta o dramaturgo Antonio Herci. O coletivo optou por articular historicamente o passado, na perspectiva da construção de uma dramaturgia que não significa conhecer esse passado como “de fato foi”, mas apropriando-se das reminiscências. “Pensamos o passado a partir de onde pisamos, o tempo e o espaço que habitamos: aqui e agora. Desse modo, toda experiência da dramaturgia historicista é tingida pelo tempo do agora”, finaliza Rafael Presto, diretor e dramaturgo do espetáculo. Nesse sentido, tanto o elenco quanto o coro cênico equilibram pessoas pretas e brancas na sua composição, conta com uma atriz trans, além de integrar pessoas com deficiência, carregando a encenação com a poética desses corpos e corpas dissidentes, fazendo um diálogo com as lutas de agora.

Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança é resultado do projeto de mesmo nome contemplado na 39ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura. No processo de criação, o Coletivo de Galochas realizou oficinas profissionalizantes, ciclos temáticos de palestras sobre a prática e a fundamentação teórica do teatro historicista e intervenções artísticas em locais que foram bombardeados ou que têm relação com a Revolução Paulista de 1924.

Nascida durante Tenentismo, a Coluna Prestes iniciou, em abril de 1925, a marcha pelo interior do Brasil que atravessou mais de 25 mil quilômetros, passando por 17 estados e atingindo cerca de 3 mil membros. Tendo como bandeira derrubar o mandato de Arthur Bernardes, exigia voto secreto universal, educação para todos, moralização da política, fim da miséria e direto à terra.

FICHA TÉCNICA – Dramaturgia: Antonio Herci e Rafael Presto. Direção: Rafael Presto. Codireção: Eder dos Anjos. Direção musical, arranjos, regência e sonoplastia: Antonio Herci. Assistência de direção: Daniel Lopes. Elenco / personagens: Benedita Maria de Jesus Bueno Dias (Isabel Pisca-Pisca), Daniel Lopes (Soldado Ângelo), Diego Henrique (Sargento Garcia), Eder dos Anjos (Cabo Firmino), Kleber Palmeira (Comandante Prestes), Mona Rikumbi (Tia Maria), Silvia Lys (Onça) e Wendy Villalobos (Santa Rosa). Coro Cênico: Luísa Borsari, Maria Kowales Aguirre, Matheus Kawa, Giovana Carneiro, Jota Silva, Leandro Duarte, Mateus Vicente, Nayra Priscila, Priscila Ribeiro, Tércio Moura e Victor Carriel. Musicistas/músicos: Antonio Herci (piano), Jéssica Nunes e Camila Borges (sanfona), Lula Gama (violão de 7 cordas), Miguel D’Antar (contrabaixo acústico) e Maicon de Moura (percussão). Cenografia: Kleber Montanheiro. Figurino: Kleber Montanheiro e Thaís Boneville. Adereços: Jéssica Freitas. Iluminação: Robson Lima. Coreografiae direção de movimento: Letícia Doretto. Cenotécnica: Nilton Araújo. Técnica de som: Gustavo Trivela e Jotape Hecht. Operação de som:  Jotape Hecht. Provocação cênica: Júlio Silvério. Colaboração na criação: Ivone Dias Gomes, Nicolle Puzzi e Verônica Valentino. Audiovisual: Diogo Gomes. Direção de produção: Gabriela Morato. Produção: Maura Cardoso. Gestão de redes sociais: Dora Scobar. Fotos: Camila Rios, Diogo Gomes e Lucas Salazar. Designer Gráfico: Gustavo Oliveira. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação. Idealização e realização: Coletivo de Galochas.

Serviço

Espetáculo: Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança
Ingressos: Gratuitos – Retirar na bilheteria 1h antes das sessões.
Duração: 90 minutos. Gênero: Drama musicado. Classificação: 14 anos.
Intérpretes de Libras: sessões de sextas-feiras
Audiodescrição: sessões de domingos

Sinopse: Brasil, década de 1920. A Coluna Prestes rasga o país. Durante a marcha, um grupo de oito pessoas, dos mais diferentes lugares, formam uma inusitada família, entrelaçando e mudando suas vidas. É com essa gente que Luiz Carlos Prestes aprende, forjando seu espírito revolucionário.

Dias 07, 08, 09, 14, 15 e 16 de julho
Sexta e sábado, às 19h, e domingo, às 17h.
Local: Centro Cultural Olido
Av. São João, 473 - Centro Histórico de São Paulo.
Tel.: (11) 2899-7370. 139 lugares. 

Dias 21, 22, 23, 28, 29 e 30 de julho
Sexta, sábado e domingo, às 19h.
Local: Teatro de Contêiner Mungunzá
Rua dos Gusmões, 43 - Santa Ifigênia. SP/SP.
Tel.: (11) 97632-7852. 99 lugares. 

Dias 04, 05, 06, 11, 12, 13 de agosto
Sexta e sábado, às 20h. Domingo, às 18h.
Local: Teatro Flávio Império
Rua Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaíba. SP/SP.
Tel.: (11) 2621-2719. 206 lugares.

Dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de agosto
Sexta e sábado, às 21h. Domingo, às 19h.
Local: Teatro Cacilda Becker
Rua Tito, 295 - Lapa. SP/SP.
Tel.: 3864-4513. 350 lugares. 

Coletivo de Galochas

O Coletivo de Galochas é um grupo de teatro da cidade de São Paulo criado, em 2010, para pesquisar formas de atuação político-poéticas. Em sua pesquisa continuada optou por temas críticos, realizando espetáculos e processos criativos ao lado de movimentos sociais, grupos parceiros, ocupações e comunidades, fazendo da experiência do teatro um gesto de vida e luta, ocupando os mais diferentes espaços: escolas, museus, ocupações, teatros, ruas, universidades e vielas. Todas as pessoas do elenco são compreendidas como artistas-criadores, equilibrando de maneira paritária artistas brancos e negros, homens e mulheres, com a participação de pessoas com deficiência. Essa multiplicidade de perspectivas se realiza no desenvolvimento da encenação, trazendo elementos que se pautam por olhares de corpos não-normativos na releitura teatral. O Coletivo foi contemplado em duas edições do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo: em 2016 - com o projeto Cantos de Refúgio; e em 2022 – com Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança. Em sua trajetória constam também vários trabalhos incentivados pelo ProAC, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, além de indicações e premiações teatrais. Espetáculos montados: Piratas de Galochas (2011, remontagem em 2017, 2021), Revolução das Galochas (2014, remontagem em 2017), Cantos de Refúgio (2017, infantil - selecionado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem), Mau Lugar (2017, remontagem em 2020 [em Libras] e 2022) e Coluna Prestes: Encruzilhadas da Marcha da Esperança (2023).

Coletivo de Galochas: www.coletivodegalochas.com.br
@coletivodegalochas | Site/projeto: https://colunaprestes.com.br/

Projeto Orquestra Viramundo promove inclusão de crianças e adolescentes pela música em Carapicuíba

A música como instrumento transformador.

Divulgação

O projeto Orquestra Viramundo surgiu – no município de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo - a partir do entendimento de que levar música e arte para a vida de crianças e adolescentes proporciona, além do aprendizado musical, benefícios emocionais, cognitivos, culturais, comportamentais e sociais pela interação entre crianças abrigadas e crianças da comunidade, bem como pela convivência com os educadores e músicos profissionais. O fator principal da iniciativa é a inclusão dessas crianças e jovens dos abrigos em um ambiente saudável e fértil, estimulando o protagonismo e a criatividade com base na esperança e no respeito para a criação de um olhar positivo perante o mundo.

A Orquestra Viramundo acolheu crianças e adolescentes abrigadas e abrigados em casas de acolhimento Carapicuíba, devido s situações de vulnerabilidade, violência ou abandono que residem, temporariamente, nessas instituições até que possam retornar às suas famílias ou sejam acolhidas/dos por famílias por meio da adoção (nem todos alcançam essa situação). Esses menores estão sob responsabilidade jurídica do Poder Judiciário, necessitando de apoio humano e psicológico para enfrentar os difíceis desafios desse período.

Além das crianças abrigadas, a comunidade de Carapicuíba registra um grande número de crianças com pouquíssimos recursos e quase nenhum acesso a atividades que lhes preencham o dia de maneira salutar e construtiva. A partir desse diagnóstico, nasceu o projeto Orquestra Viramundo de forma experimental, no período de setembro a dezembro 2019, usando instrumentos musicais emprestados. Nessa fase, a sede foi um espaço cedido pelo município, onde foram ministradas aulas pedagógico-musicais, aos sábados pela manhã, oferendo os primeiros contatos com diversos instrumentos musicais e suas sonoridades, além de instruções sobre consciência e expressão corporal e de preparação vocal.

Contemplado pelo ProAC 33/2021, da Secretaria de Estado e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o projeto ganhou a possibilidade de dar continuidade às suas ações, em 2022, inclusive adquirindo os instrumentos musicais utilizados durante aulas. As aulas e vivências – de violão, ukulelê, teclados, percussão e voz - foram realizadas ao longo de nove meses para crianças e adolescentes na faixa etária de 6 a 17 anos, que se encontravam acolhidas em instituições públicas e privadas da cidade de Carapicuíba, beneficiando cerca de 50 alunos por semestre, totalizando 100 alunos no período.

A iniciativa contou com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e da Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Carapicuíba e também do Poder Judiciário - Vara da Infância e Juventude para sua realização.  Estabeleceu ainda parcerias com o setor privado, captando de recursos financeiros para a remuneração do corpo docente. Para compor a equipe de instrutores de música, a parceria foi com a St. Nicholas School Alphaville, tendo como responsável o professor e músico Fabio Bergamini (coordenador pedagógico e diretor artístico). A St Nicholas School também contribuiu com o projeto por meio de seu “charity” e de seus instrutores em ações conjuntas com Bergamini.

No encerramento do projeto, essas crianças e jovens fizeram apresentações conjuntas, em fevereiro de 2023, como integrantes da Orquestra Viramundo, mostrando ao público, e si próprios, que o conhecimento e a arte são artifícios incontestes para a inclusão, para a diminuição das desigualdades e para o fortalecimento da autoestima.

Fabio Bergamini reforça que “a música, e a arte, são ferramentas poderosas para a transformação dessas crianças e adolescentes, pois colaboram no preenchimento de uma lacuna emocional e ocupa o tempo com uma atividade construtiva, ampliando seus horizontes e gerando novas perspectivas, possibilidades e oportunidades”. E completa: “continuaremos com o projeto voluntariamente, buscando alguma forma de patrocínio para que ele seja viável a longo prazo”

Além de ensinar aspectos técnicos da linguagem musical, o projeto Orquestra Viramundo contribui na formação humana dessas crianças e desses jovens, trabalhando os princípios e valores, a sensibilidade, a disciplina, a concentração, a troca, o saber ouvir e colocar e o autoconhecimento, entre outros aspectos que o caminho do aprendizado musical pode trazer, sem desconsiderar uma possível oportunidade futura de trabalho. A participação lhes possibilitou novas experiências em interação com seus pares, vínculos de amizade, respeito e cooperação em um ambiente de amor, atenção e cuidado. Os resultados obtidos na execução das ações de 2019 foram observados durante as aulas, em 2022, pela rápida assimilação dos conteúdos, bem como pela motivação, satisfação e entusiasmo dos envolvidos.

A equipe de instrutores envolvidas em todo o processo foi formada por: Fabio Bergamini (maestro, arranjador e coordenador do projeto), Fábio Oliva (arranjador e instrutor - teclas, sopros e percussão), Paulo Henrique Bergamini (instrutor - violão e ukulele), Rosa Garbin (instrutora - canto e musicalização), Rubens Antunes (instrutor -instrumentos de sopro) e Sidney Ferraz (instrutor – teclado e xilofone).

O Projeto Orquestra Viramundo foi viabilizado pelo do Edital ProAC Expresso Nº 33/2021 - Ações Locais / Favelas e Periferias - Produção / Difusão / Capacitação / Eventos / Manutenção de Corpos Artísticos, da Secretaria de Estado e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.

 

Informações à imprensa | VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

quinta-feira, 22 de junho de 2023

Helena Black em A Grande Árvore circula pelas Bibliotecas Municipais em julho

Foto de Andressa Santos


Durante o mês de julho, Helena Black - persona criada pelo ator Paulo Reis - leva todo seu encanto e carisma às Bibliotecas Municipais da cidade de São Paulo, integrando a programação elaborada pela
Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas - CSMB, que contempla 14 unidades. Helena Black em A Grande Árvore é mais um encontro da drag queen contadora de histórias com a obra da autora Janaína Leslão, desta vez dando luz ao fundamental tema da adoção.

Imersa no conto de fadas A Grande Árvore, Helena Black está no caminho dessa Grande Árvore para contar a história de Rudá, um garoto que, ao chegar no Casulo - no reino de Enseada, ouve seu coração e embarca em uma aventura. E assim, era uma vez...

Essa árvore era tão grande que seus galhos pareciam tocar o céu; ninguém sabia se suas raízes teriam fim. Tudo ia bem até que os fios da Grande Árvore ficaram desorientados: enquanto algumas famílias eram privadas de gestar seus filhos, crianças nasciam onde não eram esperadas. Helena Black, junto a Rudá, embarca numa jornada para ajudar a Grande Árvore cumprir seu destino: haverá um meio de juntar as crianças e os adolescentes às mães e os pais que se desencontraram, para que… se adotassem?

Nesse livro, Janaína Leslão dá continuidade às narrativas de A Princesa e a Costureira, A Rainha e os Panos Mágicos e Joana Princesa, usando a metáfora da árvore genealógica. Paulo Reis comenta que “o fato de A Grande Árvore se tratar de um conto de fadas sobre adoção, dentro de uma continuação literária, potencializa um processo que estará sempre em pauta, pois as histórias serão sempre contadas e recontadas, e isso o faz lembrar os moldes de oralidade de nossas origens”.

Em 2023, Helena Black está comemorando 13 anos. Desde a sua criação, entre seus sonhos está o desejo de ouvir e contar histórias. E esse tem sido um caminho de diversos encontros e afetos. “Ao contar uma história, é possível acessar tanto quem escuta como quem a conta. É criada uma relação, o imagético é ativado”, diz. É sabido que as histórias e a leitura têm função fundamental para a formação humana. Helena reforça que “este hábito deve ser cultivado desde a primeira infância, criando possibilidades de transformação, principalmente nesse momento de tanta intolerância e agressividade com as diferenças. E ter uma drag queen contando histórias é fundamental para romper o senso comum preconceituoso”.

Contar histórias pressupõe uma escuta atenta e afetuosa. E mais do que contar histórias, o projeto Helena Black no Caminho da Grande Árvore busca dar continuidade à sua pesquisa, visando tirar as drag queens das casas de show e ocupar todos os espaços através da arte, da narrativa, do encontro e da poesia.

Paulo Reis e A Grande Árvore – uma história de identificação

No livro A Grande Árvore, Rudá é um garoto que encontrou cuidados no Casulo, abrigo criado pela líder das fadas de Enseada.  O artista Paulo Reis, criador de Helena Black, ao ler o livro se conectou à narrativa, relembrou de seu processo de adoção na infância. Aos 6 anos, a criança Paulo vê seu pai se encantar; o senhor Francisco fez a travessia e foi visitar novos reinos. Com essa nova realidade, a família precisou se adaptar. Cada filho foi para um lar diferente, e o pequeno Paulo passou a morar na casa de sua madrinha, mas não se adaptou, pois a filha da madrinha vivia a reclamar. O pequeno Paulo então teve uma surpresa: a companheira do primo de seu pai resolve ser a sua nova mãe. E assim foi: Paulo foi criado pela Dona Terezinha e pelo Seu Júlio. Segundo Paulo Reis, com a leitura do livro, surgiram questionamentos. “Uma criança que passa por esse processo, está inserida realmente no contexto familiar? Quais foram os processos vividos por ela? Será que a sociedade e as instituições acolhem de fato essas crianças?”, reflete o criador.

FICHA TÉCNICA - Drag queen: Helena Black. Concepção musical: Paulo Reis e Paulo Pixu. Figurino: Karine Lopes. Bonecos: Maria Bia Artesanatos e Vanessa Marques. Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. Fotografia: Andressa Santos. Produção geral e artística: Paulo Reis. Produção executiva e administração: Monica Soares.

Serviço

Contação de histórias: Helena Black em A Grande Árvore
Bibliotecas Municipais de São Paulo
CSMB - Coordenação do Sistema Municipal de Bibliotecas
Gratuito. Duração: 40 min. Classificação: Livre. 

Datas e locais

4 de julho – Terça, às 14h
Biblioteca Clarice Lispector
Rua Jaricunas, 458 - Siciliano (Zona Oeste). SP/SP.- 

5 de julho – Quarta, às 10h
Biblioteca Paulo Duarte
Rua Arsênio Tavolieri, 45 - Jardim Oriental (Zona Sul). SP/SP. 

6 de julho – Quinta, às 14h
Biblioteca Roberto Santos
Rua Cisplatina, 505 - Ipiranga (Zona Sul). SP/SP. 

7 de julho – Sexta, às 14h
Biblioteca Monteiro Lobato
Rua Gen. Jardim, 485 - Vila Buarque (Centro). SP/SP. 

11 de julho – Terça, às 14h
Biblioteca José Paulo Paes
Largo do Rosário, 20 - Penha de França (Zona Leste). SP/SP. 

12 de julho – Quarta, às 10h
Biblioteca Brito Broca
Avenida Mutinga, 1425 - Vila Pirituba (Zona Norte). SP/SP. 

13 de julho – Quinta, às 14h30
Biblioteca Vinícius de Moraes
Rua Jardim Tamôio, 1119 - Conjunto Residencial Jose Bonifácio (Zona Leste). SP/SP.

14 de julho – Sexta, às 10h
Biblioteca Affonso Taunay
Rua Taquari, 549 - Mooca (Zona Leste). SP/SP. 

19 de julho – Quarta, às 14h
Biblioteca Álvares de Azevedo
Praça Joaquim José da Nova, 49 - Vila Maria (Zona Norte). SP/SP. 

20 de julho – Quinta, às 14h
Biblioteca Afonso Schmidt
Avenida Elísio Teixeira Leite, 1470 - Vila Cruz das Almas (Zona Norte). SP/SP. 

22 de julho – Sábado, às 11h
Biblioteca Anne Frank
Rua Cojuba, 45 - Itaim Bibi (Zona Oeste). SP. 

25 de julho – Terça, às 14h
Biblioteca Menotti Del Picchia
Rua São Romualdo, 382 - Limão (Zona Norte). SP/SP. 

26 de julho – Quarta, às 14h
Biblioteca Prof. Arnaldo Magalhães Giácomo
Rua Restinga, 136 - Tatuapé (Zona Leste). SP/SP. 

27 de julho – Quinta, às 10h
Biblioteca Aureliano Leite
Leite Rua Otto Schubart, 196 - Parque São Lucas (Zona Sudoeste). SP/SP. 

 

Informações à imprensa | VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena
Tel.: (11) 99373-0181- verbena@verbena.com.br

 

terça-feira, 20 de junho de 2023

V Mostra de Teatro de Heliópolis recebe inscrições até 17 de julho

A Mostra vai selecionar montagens produzidas por artistas e grupos que
atuem em comunidades populares ou periféricas do Estado de São Paulo.


No período de 22 de junho a 17 de julho de 2023, estarão abertas as inscrições para a 5a Mostra de Teatro de Heliópolis. Esta iniciativa tem o objetivo de apresentar um panorama teatral de artistas, coletivos e grupos periféricos, cujas atividades sejam desenvolvidas em comunidades populares ou periferias do estado de São Paulo. 

Realizada pela Companhia de Teatro Heliópolis e pela produtora MUK, a quinta edição da Mostra acontecerá de 12 a 19 de agosto, na Casa de Teatro Mariajosé de Carvalho e nas ruas de Heliópolis. A programação será composta por 11 sessões de espetáculos teatrais (infantis e adultos, com rodas de conversa, e de rua), 2 oficinas de aprimoramento teatral e uma vivência teatral, além de uma Feira Literária Periférica.

Os grupos profissionais que se enquadram no perfil do evento podem se inscrever, exclusivamente, pela ficha de inscrição disponível no site do projeto -. Os selecionados receberão, a título de cachê, o valor de R$ 6.000,000 (seis mil reais).

O desejo de realizar a
5a Mostra de Teatro de Heliópolis vem ao encontro da urgência de dar continuidade a ações que criem mecanismos para fortalecer, estimular e difundir a criação artística de grupos e artistas teatrais atuantes em comunidade populares, bem como da necessidade de oferecer oportunidades e visibilidade à rica e pulsante cena teatral periférica.

A curadoria da Mostra é de responsabilidade do professor e crítico teatral Alexandre Mate. A direção artística é de Miguel Rocha, fundador da Cia. de Teatro Heliópolis. Daniel Gaggini e Dalma Régia assinam a direção de produção do evento. Este projeto foi contemplado pelo ProAC Editais – Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

Inscrições - Os interessados devem acessar o site do evento, ler o regulamento e preencher a ficha de inscrição até o dia 17 de julho. Só serão aceitas inscrições de grupos, entidades, coletivos ou artistas independentes que comprovem atuação em comunidades populares ou regiões periféricas.

5a Mostra de Teatro de Heliópolis
Período de inscrições: 22 de junho a 17 e julho de 2023
Regulamento e ficha de inscrição: http://ciadeteatroheliopolis.com/mostra2023/
Contato: producao.cth.c@gmail.com

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

Funarte recebe espetáculos com a Companhia de Danças de Diadema

                                             Fotos: Silvia Machado / Paulo Cesar Lima

A Companhia de Danças de Diadema apresenta-se no Complexo Cultural Funarte SP com dois espetáculos de seu repertório. Nos dias 23 e 24 de junho (sexta e sábado, às 20h) a Sala Renée Gumiel recebe a montagem SCinestesia, de Ana Bottosso.

Já no dia 25 de junho (domingo, às 14h), a apresentação é destinada às crianças: Nas Águas do Imaginar, de Ton Carbones e elenco. Ainda no domingo, às 11h, o elenco da Companhia ministra o Whorkshop de Dança para Público Infantil. As atividades do domingo são gratuitas.

Estas atividades integram o projeto MOVIMENTO 28, da Companhia de Danças de Diadema, contemplado pelo Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança - 2022, que compreende apresentações de dança contemporânea para público adulto e infantil, além de ações formativas como bate-papos, oficinas práticas e workshops. A circulação contempla os estados de São Paulo e Ceará, buscando o rompimento de fronteiras entre linguagens artísticas. O título do projeto vem da junção dos algarismos 2 + 8, que somam 10 apresentações, e também destaca o 28º aniversário da Companhia de Danças de Diadema, comemorado em 2023. Na circulação estão as seguintes obras: EU por detrás de MIM, Força FluidaSCinestesia, Nas Águas do Imaginar e Crocodilo Embaixo da Cama.

A Companhia de Danças de Diadema tem apoio da Prefeitura do Município de Diadema, Secretaria de Cultura de Diadema e Associação Projeto Brasileiro de Dança.

SCinestesia

Com direção geral e concepção coreográfica da bailarina e coreógrafa Ana Bottosso, a obra SCinestesia transita pelo universo do surrealismo, associado às possibilidades de integração entre dança contemporânea, teatro, música e artes visuais. Ana também assina a dramaturgia cênica, junto com o ator-performer Matteo Bonfitto, e a montagem conta ainda com participação do músico e compositor Luciano Sallun na criação da trilha sonora.

A animação surrealista “Tango”, do polonês Zbigniew Rybczynski, foi a principal inspiração para a Companhia de Danças de Diadema. O título “SCinestesia” surge da exploração dos diferentes significados das palavras sinestesia (mistura de sentidos) e cinestesia (conjunto de sensações que torna possível perceber os movimentos musculares). Materializados nos corpos e na cena, ambos os significados dissolvem as fronteiras entre dentro e fora, objetivo e subjetivo, consciente e inconsciente, incorporando ainda mais o universo surreal buscado. No palco, as possibilidades se multiplicam a cada repetição de hábitos corriqueiros. Eles podem ser parecidos, mas nunca iguais. Como em um processo de causa e efeito, ação e reação tudo pode se modificar a partir da mínima desordem, do inesperado, do acaso da vida.

FICHA TÉCNICA | SCinestesiaDireção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso. Dramaturgia cênica: Ana Bottosso e Matteo Bonfitto. Intérpretes colaboradores: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Felipe Julio, Flávia Rodrigues, Guilherme Nunes, Leonardo Carvajal, Noemi Esteves, Thaís Lima e Ton Carbones. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Luciano Sallun. Concepção de luz: Alexandre Zullu. Operação de luz: Rossana Boccia. Cenografia e adereços cênicos: Júlio Docsar. Figurinos: Bruna Recchia. Assistência de produção e sonoplastia: Jehn Sales.

Nas Águas do Imaginar

No enredo de Nas Águas do Imaginar, uma criança é surpreendida, na hora de dormir, por seres fantásticos que surgem no quarto, instigando sua imaginação. Ávida pela diversão, ela se arma de coragem e muita criatividade para embarcar em uma viagem ao mundo do imaginar. A viagem começa quando a criança se ajeita para dormir. As roupas jogadas pelo quarto vão ganhando vida. Como se estivesse sonhando ela sai da cama, os objetos do quarto se transformam e a aventura começa. Surgem Piratas engraçados e atrapalhados; uma Polvo aparece junto com agitadas criaturas Siamesas; um Caçador e uma Sapa planejam roubar a imaginação da criança com a ajuda de seres misteriosos, deslizantes e muito suspeitos; no fundo do mar, um navio é comandado pela capitã Polvo e seus Piratas. Enquanto a criança se diverte com brinquedos que ganham vida, transformações mágicas, amigos imaginários e personagens que emitem sons curiosos, o caçador coloca em prática o plano de roubar sua imaginação, mas ele não contava com a astúcia das Siamesas que mostram que a imaginação não pode ser roubada.

Inicialmente branco, o cenário de Nas Águas do Imaginar vai ganhando cores e vida à medida que se desenrola a divertida viagem. Almofadas transformam-se em estrelas e voam. A cama se desdobra (carrinho de mão, skates, bancos e coral no fundo do mar); o lençol traz a noite, vira mar, barco e qualquer outro lugar. Os figurinos têm cores vibrantes e combinações divertidas como se as personagens fossem de um desenho animado, explorando as possibilidades de imaginação dos pequenos. E dos grandinhos também.

FICHA TÉCNICA - Direção geral: Ana Bottosso. Coreografia: Ton Carbones e elenco. Assistência de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Intérpretes colaboradores: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Felipe Julio, Flávia Rodrigues, Guilherme Nunes, Leonardo Carvajal, Noemi Esteves, Thaís Lima e Ton Carbones. Assistência de coreografia: Carolini Piovani. Concepção musical: Luciano Sallun. Concepção de luz: André Prado, Ton Carbones e Ana Bottosso. Operação de Luz: Rossana Boccia. Concepção figurino: Salomé Abdala. Cenografia e adereços: Ateliárea - Daniel Sapiência e Paula Martins. Assistência de produção e sonoplastia: Jehn Sales.

Serviço

Companhia de Danças de Diadema

Espetáculo: SCinestesia
23 e 24 de junho - Sexta e sábado, às 20h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira). Duração: 60 min. Classificação: 12 anos.

Workshop:  Workshop para Público Infantil
25 de junho. Domingo, das 11h às 12h30
Gratuito. Indicado para crianças de 6 a 12 anos. 

Espetáculo infantil: Nas Águas do Imaginar
25 de junho. Domingo, às 14h
Gratuito. Duração: 60 min. Classificação: Livre.

Complexo Cultural Funarte SP
Alameda Nothmann, 1058 - Campos Elíseos. São Paulo/SP.
Sala Renée Gumiel. Tel: (11) 3662-5177.

ciadedancas.apbd.org.br | YouTube: @CiadeDancasdeDiadema
Facebook: @companhiadedancas | Instagram: @ciadedancasdiadema
WhatsApp: (11) 99992-7799 e (11) 99883-8276.

 

Informações à imprensa: VERBENA Assessoria
Eliane Verbena
(11) 99373-0181 | verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Wagner Molina entra em cena com o solo Apesar de Tudo dirigido por Helio Cicero

 

© Ivan Berger

O espetáculo Apesar de Tudo, estrelado e concebido por Wagner Molina e dirigido por Helio Cicero, estreia no dia 8 de julho, sábado, no Teatro Giostri, às 21h. No enredo, um homem desperta em um lugar que não reconhece, e sua única lembrança é que precisa esperar.

A dramaturgia de Apesar de Tudo foi elaborada por Wagner Molina enquanto estudava autores teatrais em busca de criar um texto para um espetáculo solo. Com as restrições impostas pela pandemia, o projeto (contemplado pelo Edital ProAC Expresso Direto) foi interrompido. Wagner mudou-se para Portugal e somente em 2023 a produção ganhou forma. O texto que chega ao palco conta com as preciosas contribuições de Helio Cicero, que acompanhou todo o processo e delineou o roteiro para Molina, e de Cesar Ribeiro, cujo olhar foi fundamental para a dramaturgia final.

A personagem mistura pensamentos e histórias de pessoas, sem a certeza de que talvez elas sejam ele mesmo, enquanto aguarda. Com a desolação e a solidão, característica do teatro do absurdo, esse vivido homem tem como companhia suas memórias e seus conflitos, trazendo à cena histórias próprias ou inventadas - talvez não, tudo é incerteza -, adornadas pelo seu humor sinistro. Ora citando poemas ora cantando ou devaneando, o homem imerge em reflexões existenciais.

Ator e diretor citam como referências na elaboração da dramaturgia os autores Albert Camus, Nelson Rodrigues, Jean-Paul Sartre, Friedrich Nietzsche e Samuel Beckett (este último, segundo Molina, seria o gatilho para toda a criação). O texto, poético, coloca a personagem em um lugar indefinido, em um outro plano, numa situação de enfrentamento, inclusive da morte. “Esse homem em questão está enclausurado interna, emocional e espiritualmente. Em um jogo com a plateia, ele expõe o seu estado de alma durante esse questionamento existencial”, argumenta Helio Cicero.

Wagner Molina comenta que o espetáculo traz um pouco de muitas coisas; que soma a vivência com a criação. “Posso dizer que esse texto reflete muito do que eu já vivenciei como protagonista ou observador atento. Essas marcas são evidenciadas ao conjugar meus poemas com inspirações provocadas pelas palavras de mestres da dramaturgia mundial, sem deixar de citar Fernando Pessoa, mestre primeiro, inspirador e companheiro de longa data”, declara. “Assim como é comum em Beckett, em Apesar de Tudo observa-se e reflete-se sobre o quase nada da vida, como se fosse um acúmulo de banalidades fúteis tão presentes nos dias atuais, do qual pouco sobra na memória dos narradores beckettianos”, comenta o ator e autor.

O cenário intimista traz elementos essenciais, como um praticável e um varal de retalhos que remete aos fragmentos de memórias, de onde a personagem surge para as cenas. Wagner Molina conta com Bianca Malheiro, atriz que tem participação lhe dando suporte em algumas cenas, e Mariana Franzin, violoncelista que executa temas da trilha sonora ao vivo.

Ficha técnica

Texto e interpretação: Wagner Molina. Direção geral: Helio Cicero. Colaboração artística: Cesar Ribeiro. Direção de produção: Daniel Torrieri Baldi. Trilha sonora original: Tony Berchmans. Cenário e figurino: Marisa Rebollo. Iluminação: Rodrigo Sawl. Assistência de direção e participação/cena: Bianca Malheiro. Violoncelista: Mariana Franzin. Operação de luz: Igor Yabuta. Contrarregragem: Guilherme Maia. Cenotécnica: Armazém Cenográfico. Montagem: Gabriel Rodrigues. Assessoria Contábil: Contabilizi - Gestão Contábil. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Design gráfico: Felipe Barros. Fotografia artística: Ivan Berger. Produção executiva: Fernanda Lorenzoni. Projeto realizado com recursos do Edital ProAC Expresso Direto - Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. 

Serviço

Espetáculo: Apesar de Tudo 
Estreia: 8 de julho de 2023 - Sábado, às 21h
Temporada: 8 de julho a 20 de agosto de 2023
Dias / horários: Sextas (às 20h30), sábados (às 21h) e domingos (às 18h)
Sessões com intérprete de Libras: 15 e 16 de julho (sábado e domingo).
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada).
Vendas online: Sympla - www.sympla.com.br
Duração: 50 min. Gênero: Drama. Classificação: 14 anos.
Acessibilidade gratuita para portadores de necessidades especiais - Agendamento pelo telefone da bilheteria do teatro.

Giostri Teatro
Rua Rui Barbosa, 201 - Bela Vista, São Paulo/SP.
Tel.: (11) 2309-4102. Capacidade: 100 lugares.
https://www.giostricultural.com.br/teatro

Perfis

Wagner Molina (texto e interpretação) - Nascido em 1962 na cidade de São Paulo, Wagner Molina cursou teatro no TUCA - Teatro da Universidade Católica de São Paulo e, desde então, não parou. Atuou em peças como: O Fingidor, texto e direção de Samir Yasbek; Os Justos, de Albert Camus, com direção de Roberto Lage; O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues e direção de Sergio Ferrara; Mesa pra Dois, comédia de Alessandro Marson, com direção de Helio Cícero e Fabíola Peña. Seu primeiro contato com a TV foi em Marisol (SBT), seguida por Canavial de Paixões e outras na mesma emissora. Na Rede Globo, participou das novelas O Profeta (como Jaya Raj), Cama de Gato (como Fiasco), Cordel Encantado, Malhação e A Favorita. Atuou nas séries Vade Retro (Rede Globo), Unidade Básica de Saúde (Universal), Psi e O Negócio (ambas na HBO), DesEncontros (Sony) e Milagres de Jesus (Rede Record). No cinema, atuou em Bingo - O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende (selecionado para representar o Brasil no Oscar 2018), Real, de Rodrigo Bittencourt, Magal e os Formigas, de Newton Cannito, A Primeira Missa ou Tristes Tropeços, Enganos e Urucum, de Ana Carolina Soares, e Caju com Pizza, de Francisco Ramalho.

Helio Cicero (direção) – Dirigido no teatro por Antunes Filho, Ulysses Cruz, Cibele Forjaz, Eduardo Tolentino, Gabriel Villela, Bob Wilson, Domingos Nunez, Cesar Ribeiro entre outros. Participou das novelas Rei do Gado, Imigrantes, Serras Azuis, Amor e Ódio, Canavial de Paixões e Cristal, e das minisséries JK e O Rei da TV. Trabalhou nos longas-metragens Stand Up ou Morra, Águas Selvagens, Tapete Vermelho, Boleiros Dois, Cara ou Coroa, Cidade Imaginária e Anita e Garibaldi. Recebeu os prêmios Inacen em 1985, Mambembe em 1989, e Apetesp em 1992 como melhor ator; em 2005 foi indicado ao prêmio Shell de melhor diretor e 2015 de melhor ator. Em 2023 segue em cartaz com o espetáculo O Arquiteto e o Imperador da Assíria, e conta com três estreias.

 

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena
Tel: (11)  99373-0181- verbena@verbena.com.br