segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Peça de Arthur Miller é tema de montagem na Escola Wolf Maya com direção de Kleber Montanheiro

Fotos: Rombolli Torres Photografia

A Escola de Atores Wolf Maya estreia, no dia 23 de agosto (sexta, às 21h), o espetáculo As Bruxas de Salem, um estudo sobre a obra de Arthur Miller com direção de Kleber Montanheiro. A montagem - que tem no elenco os formandos da Turma M6A - fica em cartaz até o dia 1º de setembro no Teatro Nair Bello.

As Bruxas de Salem é um texto baseado em fatos verídicos conhecidos como os Julgamentos das Bruxas de Salem. Em 1692, em Massachusetts, cerca de 150 pessoas foram processadas por bruxaria, resultando em várias execuções. Escrita no início de 1950, a peça é uma alegoria do macarthismo, como uma resposta à perseguição anticomunista nos Estados Unidos na época, da qual o Arthur Miller foi vítima, sendo interrogado e condenado por não denunciar os colegas comunistas. O próprio Miller adaptou a peça para o cinema, em 1996, em produção estrelada por Daniel Day-Lewis e Winona Ryder.

Formado em jornalismo, o americano Arthur Miller (1915-2005) tem comos suas obras mais aclamadas A Morte de um Caixeiro-viajante (1949) e As Bruxas de Salem (1953). O texto faz questionamentos à tolerância religiosa, ao marcathismo que ficou conhecido como ‘a caça às bruxas da era moderna’.

O enredo se passa na Vila de Salem. Betty Parris (filha do Reverendo Samuel Parris) está possivelmente com uma doença para a qual não existe cura. A escrava Tituba acaba sendo acusada de bruxaria por ter contado histórias de voodoo para Betty e Abigail Williams (sobrinha do Reverendo). A histeria na cidade começa quando várias garotas relatam casos de bruxaria e acusam as pessoas da vila. Um tribunal é estabelecido e elas têm que apresentar as acusações perante a lei. John Proctor, um fazendeiro da região, é cético sobre os acontecimentos e tenta provar que tudo é uma farsa. E ele descobre que Abigail e uma das adolescentes, provavelmente ‘possuída’, tentarão se vingar de sua família.

Ficha técnica - Texto: Arthur Miller. Direção e adaptação: Kleber Montanheiro. Preparação vocal: Alessandra Krauss Zalaf. Cenografia, figurinos e trilha: Kleber Montanheiro.  Criação de luz: Beto Martins. Operação de som: Gabrielle Ventura. Assistentes de direção: Gabrielle Ventura, Henrique Garcia e Samara Gonzalez. Produção executiva: Maristela Bueno. Produção: Rodrigo Trevisan e Renato Campagnoli. Design gráfico: Felipe Barros. Coordenação pedagógica: Josemir Kowalick. Coordenação geral: Hudson Glauber.

Elenco: Angélica Prieto, Beatriz Napoleão (participação), Beatriz Pessoa, Fernanda Roitman, Gabriel d’Assis, Gabriela Holanda, Giovanna Nery, Guh Rezende, Ilo Rafael, Isis Mendonça, Josmar Pereira, Kammyla Assumpção, Layla Pessoa, Marina Dulinsky, Natalia Lima, Natalia Sudré, Raiara Luz, Reginaldo Maia e Victória Almada.


Serviço

Espetáculo: As Bruxas de Salem
Estreia: 23 de agosto. Sexta, às 21h
Temporada: 23 de agosto a 1º de setembro/2019
Horários: sextas e sábados (às 21h) e domingos (às 19h)
Ingressos: R$ 30,00 (valor único) - Vendas na bilheteria do teatro.
Duração: 90 min. Gênero: Drama. Não recomendado para menores de 12 anos.
Bilheteria: quarta a sábado (15h às 21h) e domingo (15h às 19h).

Teatro Nair Bello
Rua Frei Caneca, 569 - Shopping Frei Caneca, 3º Piso. Centro - SP/SP.
Tel: (11) 3472-2442. Capacidade: 201 lugares.
Ar condicionado. Acessibilidade.




terça-feira, 6 de agosto de 2019

Em agosto, O Buraco d’Oráculo leva sua Circulação-Residência ao CDC Vento Leste


O Cuscuz Fedegoso - foto por Carlos Goff
A Circulação-Residência do grupo O Buraco d’Oráculo retorna à zona leste, em agosto, em parceria com o coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes. Com entrada franca, os espetáculos acontecem entre os dias 23 de agosto e 1º de setembro, no CDC Vento Leste (Clube da Comunidade), espaço abandonado pelo poder público, no Jardim Triana, região de Cidade Patriarca (ZL), que foi revitalizado por diversos grupos, entre eles o Dolores Boca Aberta. 

Para diversificar a programação e acolher de forma mais ampla os coletivos que atuam no CDC Vento Leste, o convite foi estendido à Cia. Canina de Teatro de Rua e Sem Dono para também compor a programação.

Portanto, a programação da Circulação-Residência de agosto conta com cinco espetáculos: O Buraco d’Oráculo encena O Encantamento da Rabeca (dia 24/08), O Cuscuz Fedegoso (dia 25/08) e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! (dia 01/09); a Cia. Canina apresenta O Vendedor de Verdades (23/08); e Dolores Boca Aberta entra em cena com Cora e o Trabalho (dia 31/08).

A Circulação-Residência é parte do projeto Buraco 20 Anos: da (R)existência na Rua à Poesia em Cena, contemplado pela 32ª Edição do Programa de Fomento ao Teatro Para a Cidade de São Paulo. Teve início em outubro de 2018, no Parque São Rafael, junto ao Grupo Rosas Periféricas; e em 2019, aportou em Cidade Tiradentes com o Circo Teatro Palombar, em Perus com o Teatro Pandora e no Campo Limpo com o Bando Trapos. O objetivo do Buraco d’Oráculo é promover uma circulação de teatro de rua, a partir do próprio repertório, em territórios de companhias parceiras e, juntos, comandarem um período de programação local.

Programação

Dia 23 de agosto. Sexta, às 19h
Espetáculo: O Vendedor de Verdades
Com Cia. Canina de Teatro de Rua e Sem Dono

O Vendedor de Verdades é uma fábula da atualidade. Conta a história de uma palhaça que realiza uma saga pelo mundo para trocar uma verdade de mentira e receber seu dinheiro de volta. Baseado em um conto original, aborda assuntos contundentes - como o feminismo e o papel da mulher na sociedade; o consumismo e a ideologia mercantil - por meio do riso. Uma saga de palhaçaria épica e nonsense feita para a rua que questiona o que são as verdades e as maneiras como elas são criadas e vendidas. O espetáculo tem música ao vivo, improvisos e interação com o público.

Ficha técnica: Texto: Adaptação de conto original de Laura Alves. Elenco: Igor Giangrossi, Laura Alves, João Victor e Tamy Dias. Direção: Tamy Dias. Roteiro, dramaturgia, figurino, cenário e músicas: Cia Canina.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Dia 24 de agosto. Sábado, às 19h
Espetáculo: O Encantamento da Rabeca
Com O Buraco d’Oráculo

Sinopse: O Encantamento da rabeca conta histórias de transformações vividas por mulheres brincantes - que cantam, tocam, dançam e usam bonecos e máscaras com intuito de revelar o protagonismo, a fragilidade, a força e a resistência dessas mulheres em terreno originalmente masculino.

Ficha técnica - Direção: Lu Coelho. Texto: Lu Coelho com colaboração de Pablo Dantas e Cleydson Catarina. Elenco: Lu Coelho e Nataly Oliveira.
Duração: 50 min. Classificação: Livre.

Dia 25 de agosto. Domingo às 16h
Espetáculo: O Cuscuz Fedegoso
Copm Buraco d’Oráculo

Sinopse: Entre os quitutes vendidos por Dona Maria está um cuscuz feito com fedegoso, um matinho cheiroso, mas que não faz lá muito sucesso. Um belo dia, ela oferece a iguaria a um pedinte que, para não pagar pelo alimento, finge passar mal.

Ficha técnica - Direção: Elizete Gomes. Texto: Edson Paulo. Elenco: Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Dia 31 de agosto. Sábado, às 19h
Espetáculo: Cora e o Trabalho
Com Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes

Sinopse: Esse estudo cênico traz um olhar do grupo sobre a materialidade. Debruçam-se sobre as próprias histórias, histórias de mulheres, mães, trabalhadoras e artistas em periferias, na tentativa de dialogar com tantas outras mulheres. A poeta Cora Coralina permeia universo do grupo e os influencia: Cora, uma artista envolta por sua condição material. Cora e o Trabalho é uma leitura poética sobre o feminino, a maternidade, o trabalho e os desejos, sem perder o olhar de classe.

Ficha técnica: Direção: Gustavo Curado. Elenco: Erika Viana, Nica Maria e Tati Matos. Dramaturgia: Erika Viana, Nica Maria e Tati Matos - com colaboração de Tiago Mine. Figurino e cenário: Erika Viana, Nica Maria e Tati Matos. Iluminação: João Alves. Direção musical: Tita Reis. Músico: Fernando Oliveira e Fernando Couto.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Dia 1º de setembro. Domingo, às 16h
Espetáculo: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro
Com O Buraco d’Oráculo

Sinopse: Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro! é uma intervenção teatral que utiliza a poesia como forma dramatúrgica. Baseando nos princípios da “cenopoesia” em que imagens, gestos, canções e palavras se misturam para completar um todo. O Buraco d’Oráculo leva à cena um recorte de poemas por meio de cenas fragmentadas que transitam entre o cômico e o dramático com leveza poética, mas também de forma contundente, tocando em temas do nosso cotidiano e de nossa sociedade.

Ficha técnica - Texto: Ray Lima. Direção: Elizete Gomes. Elenco: Luiza Galavotti, Lu Coelho, Mizael Alves, Nataly Oliveira e Edson Paulo.
Duração: 50 min. Classificação: 14 anos.

Serviço

Circulação-Residência / O Buraco d’Oráculo
Dias 23, 24, 25 e 31 de agosto e 1º de setembro
Horários: sexta e sábado (às 19h) e domingo (às 16h)
Grátis. Livre.
Espaço CDC Vento Leste - Clube da Comunidade Vento Leste
Rua Dr. Frederico Brotero, 60 - Jardim Triana / Cidade Patriarca. SP/SP.
Próximo à estação Patriarca de metrô.
Informações / Circulação - Residência: (11) 98152-4483
  
Os grupos

O Buraco d’Oráculo - O Buraco d’Oráculo nasceu em 1998, com o intuito de fazer um teatro que discutisse o homem urbano contemporâneo e seus problemas. Desta forma, e desde o inicio, optamos pelo teatro de rua, pois esta foi a maneira mais efetiva que encontramos de compartilharmos momentos de reflexão e afetividade por meio de nossa arte. O trabalho do grupo é calcado em três pontos fundamentais: a rua, como local para promover o encontro direto com o publico; a cultura popular, como fonte inspiradora de criação e; a Cenopoesia, um processo artistico que visa a possibilidade de mudança nas relações sociais. Desde a formação, o grupo produziu 11 espetáculos nos quais busca manter essas propostas. São eles: A Guerra Santa - 1998; Amor de Donzela, Olho Nela! - 1999; Quem Pensa Que Muito Engana, Acaba Sendo Enganado - 2000; A Bela Adormecida - 2001; O Cuscuz Fedegoso - 2002/2013; A Farsa do Bom Enganador - 2006; Comi Cidade - 2008; Ser TÃO Ser - Narrativas da outra margem - 2009; Ópera do Trabalho - 2013; O Encantamento da Rabeca - 2016; e Pelas Ordens do Rei Que Pede Socorro - 2018.

Coletivo Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes - O grupo teatral nasceu em 2000 e busca o diálogo com os espaços que ocupa. Com sede no bairro Jardim Triana, zona leste de São Paulo, iniciou ministrando oficinas de teatro para adolescentes em uma escola municipal da região. Já se apresentou em lugares como: teatros municipais, CEUs; Sesc Pinheiros (2005); Virada Cultural de São Paulo (2005); Sesc Itaquera; prédio ocupado por um movimento de trabalhadores sem teto; assentamentos rurais; manifestações de rua, entre outros. Em 2018, foi contemplado pela 32ª edição da Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com Outra Vez TRABALHO, tendo como ações, a circulação do Rolezinho, pesquisas e a revitalização do CDC Vento Leste, entre outras.

Cia. Canina de Teatro de Rua e Sem Dono – A companhia foi criada em 2016, sendo formada por Cachorrão (Igor Giangrossi), Catiora Abracadela (Laura Alves), Cachorrera (João Victor) e Marília Perra (Tamy Dias). O perfil do grupo pode ser definido como o encontro das vontades de desbravar a rua e repensar esse espaço por meio da mescla entre cultura popular brasileira, teatro épico e comicidade - a palhaçaria épica. 

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Show Caipira de Mônica Salmaso chega ao MASP Auditório em setembro


Dando continuidade à turnê Caipira, nome de seu mais recente CD, Mônica Salmaso apresenta-se na capital paulista. O espetáculo acontece nos dias 28 e 29 de setembro (sábado e domingo), no Auditório do MASP, às 21h e às 19h, respectivamente.

A origem desse repertório, que contempla a mágica sonoridade da raiz caipira brasileira, tem origem numa pesquisa realizada pelo violeiro Paulo Freire por encomenda de Mônica, há bem mais de 10 anos. Porém, a história desse disco – produzido por Teco Cardoso com arranjos conjuntos da cantora com os músicos - vai além da pesquisa e registra um momento ímpar na carreira de Mônica Salmaso, que mergulhou nessa estética musical e apresenta não necessariamente músicas antigas. Não são apenas releituras, mas um trabalho guiado pela interpretação singular e precisa da cantora, um trabalho caipira com originalidade e assinatura.

Sobre a obra, Salmaso declara: “Esse é o ‘meu disco caipira’, com todo o respeito que eu tenho pelo Brasil mais profundo e pelas nossas qualidades criativas que beiram o infinito. O “meu disco caipira” com a minha leitura, minha e de meus amigos que dele participam. Neste momento, é mais urgente do que nunca respeitarmos o que somos e cuidarmos da gente”. O álbum saiu pela Biscoito Fino e foi lançado, em 2017, com show no Sesc Vila Mariana.

As canções gravadas em Caipira são:A Velha” (D.P., adaptada por Nivaldo Maciel), “Alvoradinha” (D.P.), “Feriado na Roça” (Cartola), “Açude Verde” (Sérgio Santos e Paulo C. Pinheiro), “Minha Vida” (Carreirinho e Vieira), “Agua da Minha Sede” (Roque Ferreira e Dudu Nobre), “Baile Perfumado” (Roque Ferreira), “Bom Dia” (Nana Caymmi e Gilberto Gil), “Caipira” (Breno Ruiz e Paulo C. Pinheiro), “Leilão” (Heckel Tavares e Joracy Camargo), “Primeira Estrela de Prata” (Rafael e Rita Altério), “Saracura Três Potes” (Candido Canela e Téo Azevedo) e “Sonora Garoa” (Passoca).

No palco do MASP, Mônica Salmaso canta acompanhada por Neymar Dias (viola caipira), Lulinha Alencar (acordeon), Teco Cardoso (flautas), Luca Raele (clarinete) e Ari Colares (percussão). Silvestre Junior assina a iluminação, Carlos Rocha é responsável pela engenharia de som e Carla Assis pela produção executiva.

O espetáculo já passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Antes do retorno a São Paulo, a turnê seguirá por Recife (31/8) e Salvador (26/9), e ainda passará por Belém, no dia 27 de outubro. Esse projeto foi viabilizado pela Lei de Incentivo a Cultura com patrocínio do Bradesco.

O CD Caipira – por Mônica Salmaso

Em 2002/2003, fui convidada para desenvolver um projeto de shows em uma unidade do Sesc, em São Paulo, que se chamou Ponto InComum. Foram shows lindos concebidos sobre temas que eu queria mostrar para o público. Uma das noites foi dedicada ao samba carioca que estava acontecendo na Lapa; outra dedicada ao selo Acari que tem um catálogo importante sobre o choro; e outras, sobre compositores como Dorival Caymmi e Adoniran Barbosa, mas um desses espetáculos, chamado Casa de Caboclo, foi sobre a música caipira. O violeiro e escritor Paulo Freire, amigo muito querido, chegou a minha casa com uma mala grande cheia de CDs, vinís e fitas cassete, a triagem de uma vida inteira dedicada ao assunto. Eu fiquei fascinada e acabei encomendando a ele uma pesquisa mais abrangente sobre o tema. Desde então, não via a hora de fazer o “meu disco Caipira”.

Depois do projeto Corpo de Baile (2014), que foi um trabalho grande com muitos músicos, arranjadores e ainda uma turnê de dois anos, senti que era a hora de fazer o “meu disco Caipira”, um projeto mais íntimo com poucas pessoas, escolhidas a dedo por conta da beleza do que fazem e da certeza de que compreendem este universo e poderiam ampliá-lo, se necessário, com respeito e conhecimento de causa.  Teco Cardoso foi quem produziu o CD e nele toca sopros. Convidamos, então, Neymar Dias (viola caipira e baixo acústico), Nailor Proveta (clarinete e sax tenor) e Toninho Ferragutti (acordeon) para concebermos os arranjos juntos. Depois, trouxemos o Robertinho Silva, para fazer coberturas de percussão, e o André Mehmari (piano), para três das faixas. O compositor Sergio Santos tocou e cantou comigo em uma de suas composições e com o maravilhoso Rolando Boldrin fiz um dueto que me encheu de uma felicidade incalculável. O lançamento ocorreu em 2017 com show no Sesc Vila Marina.

A escolha do repertório partiu da pesquisa de 2003, de onde vieram “A Velha” e “Alvoradinha” (da tradição oral do Maranhão), e foi atualizada por novidades apaixonantes que surgiram no caminho: a linda “Caipira” de Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro (uma descoberta que me fez decidir pelo momento de fazer este CD); “Primeira Estrela de Prata” (Rafael Altério e Rita Altério), que estava no meu balaio de vontades há um tempão; “Minha Vida” (Vieira e Carreirinho), música que aprendi ouvindo o trio Conversa Ribeira de quem sou fã; “Açude Verde” (Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro), uma das declarações de amor masculinas poeticamente mais bem escritas que conheço; “Leilão” (Hekel Tavares e Joracy Camargo), uma atordoante parte da história do Brasil aqui contada com enorme beleza; “Feriado na Roça”, música caipira do Cartola que a Teresa Cristina me ensinou; “Saracura Três Potes” (Candido Canela e Téo Azevedo), que eu conhecia numa linda gravação de Pena Branca e Xavantinho; “Sonora Garoa” (Passoca) que, para mim, é um clássico caipira moderno; “Água da Minha Sede” (Dudu Nobre e Roque Ferreira) e “Bom Dia” (Nana Caymmi e Gilberto Gil) que se “fizeram” caipiras neste disco. E, já quando o repertório estava por ser fechado, chegaram duas canções inéditas que tomaram seus lugares imediatamente: “Saíra” (Sérgio Santos) e “Baile Perfumado” do Roque Ferreira que, sincronicamente, quando eu fechava o repertório, telefonou-me, pela primeira vez, avisando que me mandaria algumas canções, e enviou; todas lindas. Telefonei para agradecer e contei que estava fechando um repertório sobre o universo caipira, e foi aí que ele cantou “Baile Perfumado” pelo telefone. Foi encantamento imediato.

Apple Music: http://apple.co/2uvFYWn. Google Play: http://bit.ly/2vXMCEf.


Serviço

Show: Mônica Salamaso em Caipira
Datas: 28 e 29 de setembro. Sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Ingressos: R$ 60 (inteira), R$ 50,00 (Vale Cultura) e R$ 30,00 (meia)
Bilheteria: Terça (10h às 19h30), quarta a domingo (10h às 17h30).
Meia-entrada: estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência + acompanhantes. (apresentar o comprovante de meia-entrada na compra e na porta do espetáculo).
Classificação: Livre. Duração: 90 min. Capacidade: 374 lugares.
Acessibilidade. Ar-condicionado. Capacidade: 374 lugares.

MASP Auditótio
Av. Paulista, 1578 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01310-200
Tel: (11) 3149-5959. Site: https://masp.org.br/

Estacionamentos conveniados: Car Park (Al. Casa Branca, 41) e Progress Park (Av. Paulista, 1.636).

Mônica Salmaso

Mônica Salmaso iniciou sua carreira na peça O Concílio do Amor, em 1989. Em 1995, gravou o disco Afro-Sambas, um duo de voz e violão com o instrumentista Paulo Bellinati, incluindo todos os afro-sambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Em 1997, foi indicada ao Prêmio Sharp como revelação na categoria MPB. Lançou Trampolim, em 1998, e Voadeira, um ano depois, com o qual ganhou o Prêmio APCA. O quarto CD de Mônica, Iaiá, nasceu em 2004, seguido por Noites de Gala, Samba na Rua, de 2007, com músicas de Chico Buarque. Nesse meio tempo, foi convidada como solista de várias orquestras, como a OSESP, OSB, Jazz Sinfônica de São Paulo e Orquestra Jovem Tom Jobim, entre outras, tendo inclusive participado de um CD da OSESP sob regência de John Neschling, em 2006. Com o CD Alma Lírica Brasileira, com Teco Cardoso e Nelson Ayres, lançado pela Biscoito Fino, em 2011, recebeu o 23º Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Cantora. Corpo de Baile (2014), com músicas de Guinga e Paulo César Pinheiro, recebeu quatro indicações ao Prêmio da Música Brasileira, das quais venceu duas - Melhor Cantora de MPB e Melhor Canção. Em 2017, lançou o álbum Caipira, que tem recebido elogios da crítica especializada, sendo premiado como Melhor Álbum e Melhor Cantora na Categoria Regional pelo 29º Prêmio da Música Brasileira. Em dezembro de 2018, foi lançado o DVD Corpo de Baile, pelo Selo SESC, com direção de Walter Carvalho e produção musical de Teco Cardoso. Os projetos recentes da cantora Mônica Salmaso inclui uma turnê pelo Japão com Guinga e a turnê nacional do CD Caipira.


Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181- verbena@verbena.com.br

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

MARYÁKORÉ - Consuelo de Paula lança sétimo álbum: um trabalho autoral desafiador, forte e transcendente


A cantora e compositora Consuelo de Paula lança o sétimo disco da carreira, Maryákoré: uma obra provocadora naquilo que tem de mais feminina, mais negra, mais indígena e mais reveladora de nós mesmos. O título pode ser entendido como uma nova assinatura de Consuelo de Paula: maryá (Maria é o primeiro nome de Consuelo), koré (flecha na língua paresi-haliti, família Aruak), oré (nós em tupi-guarani), yakoré (nome próprio africano).

Além de assinar letras e músicas - tendo apenas duas parcerias, uma com Déa Trancoso e outra com Rafael Altério -, Consuelo é responsável pela direção, pelos arranjos, por todos os violões e por algumas percussões de Maryákoré (caixa do divino, cincerro, unhas de lhama, entre outros). A harmonia entre Consuelo e sua música, sua poesia, sua expressão e a estética apresentada é nítida nesse CD. Ao interpretar letras carregadas de imagens e sensações, ao dedilhar os ritmos que passam por Minas Gerais e pelos sons dos diversos “brasis”, notamos a artista imersa em sua história: ela traz a vida e a arte integrada às canções.

Segundo Consuelo, desde o nome, o trabalho “traduz uma arte guerreira e amorosa, que se alimenta da força dos ventos, das brisas e das tempestades; nasceu entre o dia e a noite, entre a cidade e as matas, entre raios e trovões”. Essas energias, movimentos e gestos de amor e de luta, estão condensados nas músicas, nos arranjos e na voz da cantora e compositora, de modo a reafirmar a fisionomia vigorosa de uma artista inquieta, de expressividade singular e força criativa que se renova a cada trabalho.

O violão é seu instrumento de composição que, nesse trabalho, revela-se também, de maneira ousada e criativa, como parte de seu corpo; e como koré provoca as composições ao mesmo tempo em que comanda e orienta os ritmos que dão originalidade à obra. Consuelo gravou juntos o violão e a voz, ao vivo, no estúdio Dançapé do músico Mário Gil, transpondo para o disco a naturalidade e a energia original das canções. Um desafio que pode ser conferido em cada uma das dez faixas: ora o violão silencia as cordas para servir de tambor, ora se ausenta para deixar fluir a voz à capela; em outros momentos as cordas produzem somente um pizzicato para acompanhar o movimento da melodia; e, às vezes, soa como percussão e instrumento harmônico. Tudo ao mesmo tempo.

Além do violão, um piano e vários instrumentos percussivos compõem a sonoridade de Maryákoré. Consuelo conta com o percussionista Carlinhos Ferreira para produzir paisagens e novos sons com instrumentos criados por ele, como goopchandra com arco, flautas de tubos, rabeca de lata, tambor de mar, gungas de sementes e outros. O piano de Guilherme Ribeiro enriquece esse cenário ao fazer destacar na obra, utilizando suavidade e desenhos sonoros, os contrastes imaginados por Consuelo.

O CD é apresentado em dois movimentos. Da mesma maneira que assistimos a um bom filme, acompanhar o roteiro de Maryákoré é uma experiência surpreendente. “São gestos, ventos que impulsionam ciclos, são lutas internas e externas que foram trazendo o disco e apontando o rumo das canções”, revela Consuelo. Maryákoré é uma guerreira em meio às batalhas cotidianas pela vida e pela arte, é uma obra-síntese da dedicação da artista, de sua fina sensibilidade musical, poética e social. É a voz de Consuelo de Paula frente aos desafios dos nossos tempos.

O primeiro movimento começa com “Ventoyá” (poesia de Déa Trancoso, que Consuelo musicou logo na primeira leitura). Consuelo abre o disco batucando no violão, trazendo um clima de ventos e tempestades que anunciam uma nova estação. Na sequência ouvimos o piano, o violão e a percussão que revelam a nova textura sonora, feita para a canção “Andamento”. Consuelo a compôs quando viu um instrumento feito por índios brasileiros (pau de chuva) e se lembrou de um verso do terno dos marinheiros de sua cidade natal (Pratápolis, MG): “eu vou, eu vou remando contra a maré”. Aqui ela cita também um verso do poeta Paulo Nunes (“o uivo perdido no meio da floresta, passados mil anos, virou esse canto”) e acrescenta: “um grito que a noite me empresta / um fado cigano / um índio, um banto / na voz que me resta / que por uma fresta / vazou nesse canto”. É clara a poesia contrastante da artista que traduz a comoção pelo belo. E o trio de aberturas se faz com a próxima canção: “Chamamento”- em um clima de capoeira que Consuelo realiza com o seu toque de violão-berimbau. A cantora criou um arranjo crescente, um a um os instrumentos entram - flauta de tubos, violão, piano, rabeca de lata (criada por Carlinhos Ferreira), caxixis, unhas de lhama (instrumento indígena e andino), triângulo, pandeiro e caixa do divino. É um grito de guerra, uma convocação: “vai chamar meu povo / o pajé, o capoeira / as senhoras, as meninas / ... / vai chamar o sol mais quente / a lua cheia, a ventania, o trovão fora de hora / o raio e a nossa alegria / ... /”.
 
Consuelo de Paula, por F.Cabral
Com seu violão harmônico e percussivo, Consuelo traz na quarta faixa a canção homônima ao CD, Maryákoré: “Sou a fumaça que sobe na mata na hora mais quente / a fogueira no quintal da minha gente / sou maryákoré, katxerê, marielle da maré / sou a lua, a luta e os nossos olhos brilhando horizontes”. E no final Consuelo cria um outro ambiente no qual cita Tom Jobim (“deixe o índio vivo”) e um ponto de candomblé. A canção “Separação” encerra o primeiro movimento. É a música da ausência, do silêncio. O violão em pizzicato é perfeito para o sentimento que a canção nos causa. “Esse é um poema meu, que redescobri durante o processo do disco, e musiquei”, conta Consuelo.

Abrindo o segundo movimento de Maryákoré, “Caminho de Volta” traz Consuelo cantando à capela, anunciando um recomeço com um canto limpo e forte: “avistei grande búfalo do oriente / travessei o mar / ... / morte não vai me matar / longe do meu lugar”. É um moçambique, ritmo afro-mineiro (compasso em seis por oito) de forte presença nas origens da música de Consuelo de Paula. O álbum segue com “Arvoredo” que traz o clima das paisagens mineiras: “minha casa é madeira, tronco, galho e raiz / minha casa é cordilheira / fiz pra gente ser feliz / ... /”. E aqui ela constrói ‘nossa casa’ ao lado de várias tribos (kariris, puris, guaranis, kiriris). Essa é mais uma composição na qual mostra sua forma particular de respirar, cantar e tocar ritmos, que quando ouvimos já sabemos que se trata de Consuelo de Paula. “Os Movimentos do Amor” é um samba de Consuelo tocado com caixa de congo e berimbau. Traz uma harmonia rica que passa pela sonoridade mineira mais urbana. Na abertura, um poema dela entre notas suaves de piano e berimbau: “o amor é o som do seu nome / o rastro que fica quando você some / a alga verde que o mar come entre brancas ondas / pra depois matar a fome do peixe e do homem”.

A nona faixa, “Remando Contra a Maré” (melodia de Rafael Altério, letrada por Consuelo), conversa com a segunda abertura do CD - “Andamento” - por meio do canto dos congadeiros: “eu vou, eu vou remando contra a maré” (aqui apresentado no final da canção). Impossível não se emocionar com essa bela toada. “Saudação” encerra o segundo movimento do CD e traz, ao mesmo tempo, a despedida e a abertura para um recomeço: “Vou saudar a gira do tempo / ogunhê meu pai / vou cantar despedida / ... /  e com o olhar cruzado no teu / abrirei caminho / noite afora, noite adentro / até que o sol retorne da casa de Lia / com o cheiro da terra que nossos olhos não alcançam / com aromas de um novo dia”. E, conversando com a terceira faixa de abertura do CD - “Chamamento” - Maryákoré termina com o contagiante violão percussivo de Consuelo de Paula, como uma energia que nos visita, como um ciclo que se fecha e se abre no tempo.

Lançamento/CD: Maryákoré
Artista: Consuelo de Paula
Distribuição: Tratore https://www.tratore.com.br. Ano: 2019. Preço sugerido: R$ 35,00
Disponível em todas as plataformas digitais
Teaser:  Maryákoré / Fanpage: M a r y á k o r é


Consuelo de Paula

"Uma viagem sem limites, a que a cantora nos convida e desafia, antes de nos perdermos de vez",
(Julinho Bittencourt - A Tribuna e Revista Fórum).

Elegância e inspiração popular, cuidado e erudição no modo de apresentar sua arte, originalidade e equilíbrio entre a força e a delicadeza, são elementos constantes na obra de Consuelo de Paula, o que lhe tem assegurado admiração e reconhecimento do público e da crítica especializada. Como cantora, já se apresentou no maior teatro da América Latina - Gran Rex, Buenos Aires - e seu trabalho foi destaque na capa do Guia Brasilian Music (publicado no Japão por Massato Asso) que elegeu os 100 melhores álbuns da música brasileira. Como compositora, já foi gravada por nomes como Maria Bethânia (“Sete Trovas”, no CD Encanteria e DVD Amor, Festa e Devoção) e Alaíde Costa (“Bem-me-quer”, no CD Porcelana com Gonzaga Leal) e vários artistas da nova geração têm gravado suas canções.

Consuelo é cantora, compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus próprios trabalhos e de outros artistas. Samba, Seresta e Baião (1998), Tambor e Flor (2002), Dança das Rosas (2004), seus três primeiros discos, considerados referências pela crítica, estão articulados a partir de uma unidade conceitual que compõem uma trilogia. Em 2008, foi produzida e lançada no Japão a coletânea Patchworck, formada por canções dessa trilogia. Em 2011, Consuelo lançou seu primeiro livro A Poesia dos Descuidos (poesia de Consuelo e cartões de arte de Lúcia Arrais Morales) e também o seu primeiro DVD, Negra, gravado ao vivo no Teatro Polytheama de Jundiaí. O DVD, dirigido por Elias Andreato, traz canções de Consuelo com vários parceiros como Dante Ozzetti, Vicente Barreto e Socorro Lira, além de interpretações personalíssimas de outros autores (Atahualpa Yupanqui, Villa Lobos).  Em 2012, lançou o CD Casa com a orquestra À Base de Corda, de Curitiba; as canções de Consuelo de Paula e Rubens Nogueira receberam arranjos de nomes como Chico Saraiva, Weber Lopes, Luiz Ribeiro, João Egashira e outros. Em 2015, lançou O Tempo E O Branco com show no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. O CD foi inspirado livremente pela artista no universo ‘ceciliano’ (Cecília Meireles) e tem Toninho Ferragutti no acordeom e Neymar Dias na viola caipira. Em 2019, ela produziu sua sétima obra, Maryákoré (em fase de lançamento). O título pode ser entendido como uma nova assinatura de Consuelo de Paula: maryá (Maria é seu primeiro nome), koré (flecha na língua paresi-haliti, família aruak), oré (nós, em tupi-guarani), yakoré (nome próprio africano). Nesse trabalho seu próprio violão é o instrumento de composição e de comando dos ritmos, revelando a artista inquieta, sempre em busca do aprofundamento em seu ofício.

Consuelo participou também de importantes CDs e DVDs: Senhor Brasil (cantando ao lado de Rolando Boldrin); Prata da Casa (Sesc SP); Divas do Brasil (Disco de Prata em Portugal que reúne Elis Regina, Maria Bethânia, Céline Imbert, Bebel Gilberto, Zizi Possi e outras); e Cachaça Fina (Spirit of Brazil). Ela também assina o roteiro do CD Velho Chico - Uma Viagem Musical, de Elson Fernandes, no qual interpreta a canção “O Ciúme” (Caetano Veloso), considerada a “gravação definitiva” pelo crítico Mauro Dias, no jornal O Estado de S. Paulo. Entre os projetos que participou, destaque para: Projeto Pixinguinha (Funarte), Elas em Cena, com Cátia de França e Déa Trancoso; Canta Inezita (show e CD), livro Retratos da Música Brasileira (Pierre Yves Refalo sobre os 50 anos da TV Cultura e 14 anos do programa Sr. Brasil, comandado por Rolando Boldrin, Consuelo está entre os 120 artistas que representam esse projeto cultural de grande significado para o país).

Ao longo de sua trajetória, participou de diversos programas: Ensaio (direção Fernando Faro, TV Cultura), Sr. Brasil (de Rolando Boldrin), Talentos (Giovani Souza), A Voz Popular (Luís Antônio Giron), TV Câmara de Brasília, TV Brasil e DiscoTeca (de Teca Lima - Rádio Cultura Brasil), Letra e Música (de Pascoale Cipro Neto), Contacto Brasil (Rádio Jazz – Venezuela), Club Brasil (Juan Trasmonte - Buenos Aires). Já fez shows no Theatro Municipal de São Paulo, Auditório Ibirapuera, Itaú Cultural, CCBB São Paulo (ao lado de Rolando Boldrin, Chico Pinheiro e Heródoto Barbeiro) e Brasília (com artistas da Ilha da Madeira e do Timor Leste), unidades do Sesc SP. Levou também sua música a diversas outras cidades do Brasil (Curitiba, Fortaleza, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Velho, Rio Branco, Manaus, Palmas, Cuiabá, Campo Grande, Goiânia e outras).

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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Wallace Oliveira Trio faz shows grátis na capital e mostra a versatilidade da guitarra portuguesa em ritmos do Brasil

Wallace Oliveira, foto de Bruno Morgado

Após turnês de sucesso em Portugal, o Wallace Oliveira Trio mostra a versatilidade da guitarra portuguesa, instrumento tradicional do fado, em ritmos brasileiros, em shows grátis em São Paulo. Formado por Wallace Oliveira na guitarra portuguesa, Sérgio Borges no violão de sete cordas e Adriano Busko na percussão, o trio toca no Centro Cultural São Paulo, no dia 16 de agosto (sexta, às 19h), Centro Cultural da Penha, no dia 21 de agosto (quarta, às 20h) e CEU Butantã, no dia 23 de agosto (sexta, às 20h).

O espetáculo dá continuidade ao lançamento do álbum de estreia, Nova (2017). O programa do show inclui releituras que vão de Pixinguinha e Hermeto Pascoal a Fontes Rocha e Freddie Mercury, combinando virtuosamente choro, baião, frevo, guitarradas portuguesas e world music em uma narrativa musical que une o tradicional ao contemporâneo.

Após cada show na capital paulista, acontece um workshop com o público (exceto no dia 21/8, quando o mesmo acontece antes do show, às 15h). Os músicos e a produção abordam a trajetória do grupo, o lançamento do álbum e as turnês pelo exterior. Falam também sobre as peculiaridades da guitarra portuguesa e sua história, além de temas relacionados à produção musical e carreira artística. Estes quatro shows foram viabilizados pelo Edital de Apoio à Criação Artística - Linguagem Música, da Secretaria Municipal de Cultura.

Guitarra portuguesa é um instrumento cuja fonte primária de som é a vibração da corda tensionada quando beliscada, percutida ou friccionada. Descende diretamente da cítara do Renascimento, referida em Portugal, pela primeira vez, em 1521. Mais remotamente, tem sua origem no cistro ou cítara medieval, na França e Itália. Dos salões da alta burguesia, transformou-se pelas mãos do povo, e não é coincidência a semelhança de sua sonoridade com o cavaquinho e o bandolim, tendo em vista as relações de suas origens.

O Trio

O Wallace Oliveira Trio foi criado, em 2017, com a proposta de explorar a sonoridade da guitarra portuguesa em novas abordagens musicais, para além do fado. Somando três turnês por Portugal com a participação de artistas daquele país e sendo homenageados pelo Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, os músicos apostam na diversidade de gêneros musicais, criando uma sonoridade que rompe fronteiras.

Com pré-lançamento na Casa de Portugal de São Paulo, o álbum Nova foi lançado durante as viagens por Portugal, entre 2017 e 2018, passando pelas cidades de Castelo Branco, Belmonte, Nazaré, Chamusca, Idanha-a-Nova. Entre os artistas que participaram das apresentações estão a fadista Mara Pedro, Valéria Carvalho, Luiz Capão, Manuel João Ferreira, Joana Mello e os guitarristas Ricardo Gordo e Rui Poço. Em 2018, o trio participou da série Instrumental Sesc Brasil, projeto que divulga a música instrumental brasileira há mais de 20 anos, com show gravado para a SESC TV e transmitido ao vivo pela Internet.

Serviço

Show: Wallace Oliveira Trio - show NOVA
Ingressos: Grátis - retirar 1h antes.
Duração: 60 min. Classificação: Livre.
Redes sociais: YouTube / Facebook - evento e perfil / Insta: @wallaceoliveiragp

CCSP - Centro Cultural São Paulo
16 de agosto. Sexta, às 19h
Rua Vergueiro, 1000. Paraíso. Tel: (11) 3397-4002

Centro Cultural da Penha
21 de agosto. Quarta, às 20h
Largo do Rosário, 20 - Penha. Tel: (11) 2295-0401

CEU Butantã
23 de agosto. Sexta, às 20h
Av. Eng. Heitor Antônio Eiras Garcia, 1.870 – Jd. Esmeralda. Tel: (11) 3732-4550