segunda-feira, 6 de julho de 2020

Consuelo de Paula & João Arruda apresentam três lives sobre o projeto musical Beira de Folha

Consuelo de Paula e João Arruda -foto de Linda Thompson

Os cantores, compositores e instrumentistas Consuelo de Paula & João Arruda apresentam a série de lives Beirando as Folhas sobre projeto musical que será lançado, em agosto, pelos artistas.

Trata-se do CD Beira de Folha, cujas composições nasceram de uma troca entre imagens e poemas. Consuelo criou letras a partir de imagens propostas por João, que compôs as melodias de forma sincrônica e orgânica.

As lives (grátis) acontecem ao vivo pelo canal do projeto no YouTube - https://www.youtube.com/c/beiradefolha. Basta se inscrever para acessar:

Beirando as Folhas 1dia 11 de julho, sábado, às 16h.
Beirando as Folhas 2 - dia 19 de julho, domingo, às 18h.
Beirando as Folhas 3 - dia 14 de agosto, sexta, 18h.

Consuelo e Arruda falam sobre o processo criativo das canções e sobre a produção que ocorreu durante a quarentena, devido à pandemia do coronavírus, além de mostrarem algumas composições em primeira mão. Os artistas também abordam as outras particularidades do projeto Beira de Folha que inclui um livro/encarte, organizado por Alik Wunder, com fotografias e imagens da Série Fitografias da artista visual Marli Wunder, e um site que traz conteúdos extras: áudio-poemas, música inédita e vídeos com os artistas e imagens da natureza que inspirou toda a obra. Alguns desses vídeos serão exibidos durante as lives. O show de lançamento do disco, que será transmitido pela Internet, também será disponibilizado no site.

A afinidade e amizade entre os artistas se concretizou no primeiro encontro. João Arruda convidou Consuelo para participar do projeto Arreuní, no Centro Cultural Casarão, em Campinas, e já acenaram com a possibilidade de realizar algo em conjunto. Iniciou-se, então, uma troca poética, na qual fotos e vídeos, postados por João em suas redes sociais, ou enviadas diretamente para Consuelo, inspiraram letras e poemas, imediatamente musicados pelo violeiro. A composição “Beira de Folha”, que dá nome ao CD, brotou desse encontro, sendo a semente do projeto.


Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181- verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Zé Guilherme recebe artistas na série de lives EntreMeios


Iniciada em junho, a série de lives EntreMeios, conduzida pelo cantor e compositor Zé Guilherme, continua no mês de julho, sempre ao vivo, em sua página no Instagram - @zeguilhermeoficial.

Nos próximos bate-papos, o artista recebe, respectivamente nos dias 6, 7, 14, 21 e 28 de julho, os convidados: Ana Luiza (Canto e Poesia), Monika Jordão (Literatura e Música), Davi Aquino (Música e Poesia), Cezinha Oliveira (Música e Criação) e Mario Tommaso (Rasga o Coração). As lives (grátis) têm início às 21 horas.

EntreMeios é um projeto criado por Zé Guilherme que contempla artistas e profissionais de várias áreas a fim de discutir assuntos diversos. Entre os convidados que já passaram pela live, está o estilista Ton Moreira, que falou sobre Construção de Imagem, e o empresário da noite Tiaguinho Santo, que conversou com Zé Guilherme sobre o tema Na Cena, Na Noite.

Programação de julho / EntreMeios
Gratuito. Livre. Instagram - @zeguilhermeoficial


6 de julho – Segunda, às 21h
Convidada: Ana Luiza - Tema: Canto e Poesia

Ana Luiza é cantora, poeta, compositora e professora de canto. Reconhecida pelo domínio técnico e pela força de sua interpretação, por 25 anos teve seu trabalho constituído em duo com o pianista, compositor e arranjador Luis Felipe Gama. Como intérprete, gravou no CD de Guinga, Noturno Copacabana, a música "O Silêncio de Iara", parceria de Guinga e Luis Felipe, considerada por Chico Buarque como a "canção do século". Vencedora de importantes prêmios brasileiros dedicados a intérpretes vocais, Ana Luiza já cantou à frente da Orquestra Jazz Sinfônica e ao lado de nomes como Milton Nascimento, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Paulinho da Viola, Dominguinhos, Elba Ramalho, Arrigo Barnabé, Zeca Baleiro, Robertinho Silva, Fábio Zanon, Pablo Milanés (cubano) e Maria João (portuguesa). Seu canto foi apreciado no Exterior - Argentina, Uruguai, Portugal, França, Suíça, Alemanha e Cuba. Fez direção vocal no espetáculo A Paixão Segundo Nelson, realizado por Zeca Baleiro, e direção musical em A Dama das Camélias, dirigido por Roberto Cordovani, que estreou em Portugal e fez turnê pela América Latina. Lançou, recentemente, Rubra, livro de poemas pela editora Laranja Original.

7 de julho – Terça, às 21h
Convidada: Monika Jordão - Tema: Literatura e Música

A paulistana Monika Jordão é escritora, atriz e instagrammer. É atriz por formação, foi o teatro que lhe apresentou a dramaturgia, sua escola literária. Shakespeare, Nelson Rodrigues e Sófocles foram as primeiras inspirações. Começou rascunhando pequenas cenas e, com o passar dos anos e a paixão pelos livros, passou a escrever crônicas, contos e diálogos em grandes blogs da internet, como Jornalismo de Boteco e Entre Todas as Coisas. Em 2017, seu romance Num Piscar de Luzes teve os capítulos postados no seu Instagram, despertando o interesse da Editora Villardo, que editou a obra, em 2018, o que a levou a participar, oficialmente, da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 2019. Atualmente, se dedica a escrever Isolados - Um Amor de Quarentena, romance no mesmo formato da primeira publicação (os capítulos são disponibilizados no Instagram, segundas, quartas e sextas). “Acredito que a arte salva, o artista e seu público”, diz a autora.

14 de julhoTerça, às 21h
Convidado: Davi Aquino - Tema: Música e Poesia

Davi Aquino é poeta, compositor e também idealizador, roteirista e ator na websérie poética Em Tempo, a primeira do gênero, publicada em seu canal do IGTV, cujo objetivo é mostrar uma nova forma de fazer a poesia chegar ao público. Aos 11 anos se emocionou com o poema “Metade”, de Oswaldo Montenegro, e trocou o tempo na TV por leitura de poesias e romances. “Fui influenciado por minha mãe e meu padrasto a consumir Vinícius, Clarice, Florbela, mas me encontrei mesmo entre Manoel de Barros e Augusto dos Anjos”, comenta. Ainda aos 11 anos, começou a ensaiar as primeiras crônicas e poesias. Apesar da paixão pelas artes, cursou Engenharia Ambiental, na UNESP de Presidente Prudente, onde organizava saraus junto à Associação Prudentina de Escritores. Organiza mensalmente seu Sarau Literário, que já contou com importantes nomes da literatura e da música. Atualmente, está iniciando um novo projeto de poesias em vídeo e áudio, além de publicar poesias e crônicas em seu Instagram, diariamente.

21 de julho – Terça, às 21h
Convidado: Cezinha Oliveira - Tema: Música e Criação

Cezinha Oliveira é instrumentista, cantor, compositor, arranjador e produtor musical. Mineiro de Juiz de Fora, radicado em São Paulo, há mais 30 anos, é autodidata, começou a cantar e tocar violão ainda garoto. Iniciou a carreira profissional, na década de 70, tocando em bailes pelo interior de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Virtuoso também nas cordas do contrabaixo, já atuou ao lado de vários artistas e grupos de jazz e MPB, além de cantar e tocar violão em discos de outros artistas. Seu show solo foi apresentado em vários projetos e espaços culturais de São Paulo e Minas Gerais. Em 2006, apresentou-se na feira de música PopKomm, em Berlim (Alemanha), interpretando canções de Eduardo Gudin em uma mostra de música brasileira independente. Seu primeiro CD, homônimo, foi lançado, em 2005, com participação especial de Renato Braz e Zé Guilherme.  O álbum é basicamente autoral, um sofisticado trabalho de música brasileira com sotaque pessoal de Cezinha Oliveira. Atualmente, integra o grupo Notícias Dum Brasil 4, de Eduardo Gudin, cujo disco foi lançado em 2015. Exímio arranjador, ele assina produção musical de discos de Zé Guilherme, Cláudio Loureiro, Mario Tommaso e outros.

28 de julho – Terça, às 21h
Convidado: Mario Tommaso - Tema: Rasga o Coração

Mário Tommaso é ator, cantor, compositor e mestre em Literatura Brasileira pela USP. Atualmente, prepara o projeto literário/musical Rasga o Coração, com repertório de clássicos brasileiros e redescobertas de pérolas do samba-canção, composições próprias com parceiros como Cezinha Oliveira, Solange Sá e Ricardo Wey, além de textos sobre amor e melancolia. Realizou, como ator e dramaturgo, o espetáculo solo Ensaio Sobre o Absurdo (2014), baseado na obra O Mito de Sísifo, de Albert Camus. Atuou em espetáculos como Os Justos, de Albert Camus (2003), e Bixiga, uma Bela Vista (2004), de Sérvulo Augusto e Viviane Dias, estes com direção de Roberto Lage. De 2003 a 2005, foi ator do Núcleo de Investigação do Teatro Ágora. Dirigiu espetáculos musicais como Cada Mesa É um Palco, de Cláudio Lima (2005 - TUSP) e Abre a Janela: Zé Guilherme canta Orlando Silva (2015 - Sesc Belenzinho).

Zé Guilherme

Radicado em São Paulo, o cearense Zé Guilherme lançou, em 2000, o primeiro CD, Recipiente (Lua Discos), com arranjos de Swami Jr., que contempla sua origem nordestina e a música universal brasileira em um trabalho com a força da raiz e do pop brasileiro. Seis anos depois, Tempo ao Tempo chegou com uma linguagem pop mais contemporânea em arranjos de Serginho R. Já o terceiro disco, Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva (2015), viaja no tempo e pousa na época clássica e romântica da música brasileira, no qual o artista faz releituras delicadas de obras imortalizadas pelo “cantor das multidões”. O trabalho tem arranjos e direção musical de Cezinha Oliveira, assim como o mais recente, Alumia (2018), lançado em comemoração aos 20 anos de carreira de Zé Guilherme, que assina a autoria da maioria das canções. Recentemente, o intérprete lançou Alumia ‘Remix’ com produção de Waldo Squash (Uaná System), trazendo o sotaque paraense do carimbó eletrônico para a faixa-título.

Facebook: @oficialzeguilherme | Twitter: @zeguilhermeofic | Youtube: Zé Guilherme Oficial

terça-feira, 30 de junho de 2020

Zé Guilherme é atração na agenda de shows online do Cabaret da Cecília


Zé Guilherme - foto de Patrícia Ribeiro
No dia 11 de julho, sábado, o cantor e compositor Zé Guilherme faz uma live show (grátis) pelo Instagram do Cabaret da Cecília - @cabaretdacecilia -, às 22 horas.

Canções de seus quatro álbuns integram o roteiro da apresentação, fazendo um panorama que ilustra o repertório de mais de 20 anos de trajetória musical.

Radicado em São Paulo, o cearense Zé Guilherme lançou, em 2000, o primeiro CD, Recipiente (Lua Discos), com arranjos de Swami Jr., que contempla sua origem nordestina e a música universal brasileira em um trabalho com a força da raiz e do pop brasileiro. Seis anos depois, Tempo ao Tempo chegou com uma linguagem pop mais contemporânea em arranjos de Serginho R.

Já o terceiro disco, Abre a Janela - Zé Guilherme Canta Orlando Silva (2015), viaja no tempo e pousa na época clássica e romântica da música brasileira, no qual o artista faz releituras delicadas de obras imortalizadas pelo “cantor das multidões”. O trabalho tem arranjos e direção musical de Cezinha Oliveira, assim como o mais recente, Alumia (2018), lançado em comemoração aos 20 anos de carreira de Zé Guilherme, que assina a autoria da maioria das canções. Recentemente, o intérprete lançou Alumia ‘Remix’ com produção de Waldo Squash (Uaná System), trazendo o sotaque paraense do carimbó eletrônico para a faixa-título.

Site - www.zeguilherme.com.br | Youtube: Zé Guilherme Oficial
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Serviço

Live/show: Zé Guilherme
Data: 11 de julho - sábado, às 22h
Instagram / Cabaret da Cecília: @cabaretdacecilia
Grátis. Livre. 40 minutos.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Zé Guilherme recebe Tiaguinho Santo em papo sobre a cena noturna paulistana

No dia 30 de junho (terça), o cantor e compositor Zé Guilherme recebe o empresário da noite Tiaguinho Santo para um bate-papo virtual, às 21 horas. A live (grátis), cujo tema é ‘Na Cena, na Noite’, integra a série EntreMeios que o artista, que também é psicanalista, apresenta em seu perfil no Instagram - @zeguilhermeoficial.

Inaugurado em 16 de junho, o projeto contempla personalidades de diversas áreas. O primeiro entrevistado foi Ton Moreira, estilista e fundador da marca ‘sem gênero’ Fckt, seguido pela cantora e poeta Ana Luiza (23/6).

Tiaguinho Santo - promoter, empresário da noite e sócio-proprietário do Cabaret da Cecília - fala sobre sua trajetória profissional, desde a origem na periferia de Diadema (SP), pautada pela cultura e educação. Desde muito cedo, Tiaguinho se embrenhou no mundo do conhecimento em cursos de teatro, artes plásticas, informática, administração e telecomunicações, além de duas faculdades (Hotelaria e Rádio/TV), isto antes dos 21 anos. Morou em Buenos Aires e Montevidéu. De estagiário chegou a gerente de hotel, até iniciar o trabalho na ‘noite’ (paixão que o move até hoje), enquanto atuava também como jornalista cultural. “O sonho de trabalhar com cultura transformou da minha vida. Educação e cultura transformam a vida das pessoas”, reflete. O encontro de vida com o Gil Riquerme (DJ AllStarz) o levou à produção da festa Posh no Bar do Netão, no Baixo Augusta; e o trabalho como promoter prosperou (The Society, Glória, Lions, D-Edge) enquanto amadurecia outro sonho: ter o seu próprio espaço cultural. Em fevereiro de 2018, junto com Priscila Benetti, fundou o Cabaret da Cecília, um espaço com palco aberto, livre para propostas experimentais.

Programação de julho / EntreMeios
Terças-feiras, às 19h30. Gratuito. Livre.
Instagram - @zeguilhermeoficial

7/7 - Monika Jordão (escritora, atriz e instagrammer) - Tema: Literatura e Música
14/07 - Davi Aquino (poeta e compositor) - Tema: Música e Poesia
21/7 - Cezinha Oliveira (cantor, compositor, arranjador e produtor musical) - Tema: Música e Sua Criação.
28/7 - Mario Tommaso (ator, cantor e especialista em literatura) - Tema: Rasga o Coração

Zé Guilherme

O cearense Zé Guilherme lançou seu quarto disco, Alumia, em 2018, comemorando 20 anos de carreira, no qual assina a maioria das canções. O primeiro CD, Recipiente (Lua Discos, 2000), com arranjos de Swami Jr., contemplava sua origem nordestina e sua música universal brasileira em um trabalho com a força da raiz e do pop brasileiro. Seis anos depois, Tempo ao Tempo chegou com uma linguagem pop mais contemporânea em arranjos de Serginho R. Já o terceiro disco viaja no tempo e faz um pouso na época clássica e romântica da música brasileira: Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, que tem produção musical e arranjos de Cezinha Oliveira, assim como Alumia, e traz releituras delicadas do “cantor das multidões”.
Site - www.zeguilherme.com.br | Facebook: @oficialzeguilherme | Twitter: @zeguilhermeofic | Youtube: Zé Guilherme Oficial.

terça-feira, 23 de junho de 2020

Wolf Maya e Thaís de Campos conversam sobre O Ator no Isolamento em live no Youtube


Os atores e diretores Wolf Maya e Thaís de Campos, conversam sobre O Ator em Isolamento em live promovida pela Escola de Atores Wolf Maya.

O bate-papo (grátis) vai ao ar no dia 27 de junho, sábado, pelo canal da escola no Youtube (escolawolfmaya), às 17h30, quando Wolf recebe a atriz para compartilhar suas experiências na profissão e falar sobre as formas de estudar teatro.

Experientes também no trabalho de formação de atores, os artistas - que estão no ar na reprise da novela Fina Estampa (Rede Globo) - vão debater sobre como a arte cênica está se adaptando nesse momento de quarentena, devido à pandemia do coronavírus. Em pauta também as formas para e transformar o modo de vivenciar o momento, quando a arte não pode ser manifestada em sua forma original.

“Vamos falar sobre as maneiras de estudar, de trabalhar nossa criatividade nesse momento de quarentena”, comenta Thaís de Campos que, atualmente, vive em Portugal, onde é professora de cinema e televisão. A atriz, que começou a atuar em 1981, integrou elencos de aproximadamente 25 produções televisivas, entre novelas e minisséries.

Wolf Maya é premiado e reconhecido mundialmente por sua trajetória na dramaturgia brasileira, tendo destaque como diretor em produções da Rede Globo. Iniciou a carreira como ator na década de 1970, participando de diversas peças teatrais e estreando na televisão. Na década seguinte, dedicou-se também à direção de novelas e produções de teatro, encenando espetáculos musicais de forma precursora no Brasil. É criador, presidente e professor da Escola de Atores Wolf Maya, fundada em 2001.

Pra acompanhar, os interessados devem se inscrever no canal escolawolfmaya no Youtube: https://bit.ly/3hVRi36

http://wolfmaya.com.br/ | Nas redes: @escolawolfmaya

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Psicanalista Mauro Mendes Dias lança O Discurso da Estupidez pela editora Iluminuras


No dia 26 de junho, sexta-feira, o psicanalista Mauro Mendes Dias lança seu quinto livro, O Discurso da Estupidez, pela editora Iluminuras. O evento acontece online, às 21 horas, pela plataforma Zoom.

O livro surgiu como efeito do trabalho de pesquisa que o autor vem realizando, há alguns anos, sobre a voz na psicanálise, levado adiante no Instituto  Vox de Pesquisa  em Psicanalise, do qual é diretor. A pesquisa o levou a autores que falam sobre a estupidez, na qual ele reconheceu uma nova modalidade de fascismo que se vale de meios antipolíticos para atingir propósitos, tendo o ódio como principal agente de destruição. “O discurso da estupidez vai contra qualquer avanço político, tocando a parte mais animal do homem. Encontra-se diretamente ligado à possibilidade de viver o ódio, seja a pessoa de direita ou de esquerda, para mudar a realidade a partir da destruição do que é instituído. O sentimento de ódio é a paixão mais primitiva que nos constitui como humanos”, acompanhando Freud, afirma o autor.

O livro chega ao mercado em um momento propício. Sua abordagem está em consonância com o atual momento em que vivemos, quando os discursos se mostram inflamados e o ódio se manifesta de todas as formas. O mundo vive em quarentena sob a ameaça do coronavírus, o nosso país vive uma crise de ideias com posições antagônicas e, segundo o autor, “a privação é o maior provedor do ódio”.

Esta publicação, como extensão do  trabalho sobre a voz, desenvolvido pelo psicanalista, avança sobre o que Mauro Mendes Dias nomeou como ‘vociferação’, em um sentido diferente do vocábulo em nossa língua, que designa gritaria, falar colericamente, aos brados. “Forjei esse conceito com o objetivo de mostrar como cada um de nós pode se tornar cativo de discursos, os quais introduzem como efeito a retirada de cena da voz própria”. O que ele nomeia como voz própria é o  efeito de uma dupla operação: “introduzir uma significação diferenciada ao discurso que se recebe, tanto quanto a realização de  ações que se comprometam com a verdade, em minha leitura com a presença da psicanálise”.

O psicanalista argumenta que a verdade não é algo por inteiro, tampouco é  semelhante à crença. “A verdade é  sempre particular e, ao mesmo tempo, se mostra no laço  social, independentemente da classe”. O Discurso da Estupidez, diante disso, fala das vociferações como uma condição  que retira a voz própria, que mostra como um sujeito pode consentir a esse apelo. Daí, a  ligação que o livro aponta entre vociferação e “O Canto das Sereias”, quando, em Odisseia, de Homero, Ulisses tapa com cera os ouvidos de seus companheiros, mas não os seus próprios.

O livro traz como novo, em relação ao que o psicanalista já havia elaborado sobre a voz, o fato de que as vociferações são efeitos do discurso da estupidez. Na publicação, o autor retoma a tradição de dois pensadores, o italiano Carlo M. Cipolla (1922-2000) e o austríaco Robert Musil (1880-1942), que escreveram sobre a estupidez, nomeando esse efeito de ‘discurso da estupidez’, onde as vociferações permitem que cada um viva o ódio em plena potência, de forma supostamente legítima. “Esses discursos revelam a vontade de conquistas sem mediação, sustentando as ações a partir de palavras de ordem e imperativos”, diz.

Mauro escreveu sobre o funcionamento da estupidez, valendo-se da contribuição do psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981), na sua teoria dos discursos,  os quais procura explicar. Também considera como decisivo ter retomado a contribuição do cineasta e escritor italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975) e do romancista britânico Ian McEwan (1948), que trazem questões decisivas, cada um a seu modo, em suas obras.

O autor ressalta que “a escrita do discurso da estupidez funciona para qualquer um – de direita, de esquerda, pobre, rico, ignorante,  inteligente -, para cada um que retira, a seu modo, as satisfações que busca, sempre zurrando”. Ele argumenta que esse discurso tem como objetivo o  fim do diálogo: “só  importam posicionamentos que defendam alguma causa, de preferencia inflamada, ou se deixando levar pela submissão ao consumo e as leis do mercado”, deixando os sujeitos suscetíveis ao comando da moda. Nesse ponto, o livro aborda a submissão ao consumo, dando uma tonalidade mais subjetiva à análise marxista (de Karl Marx), na qual “o ciclo de produção torna o proletário cativo indefinidamente, diante do apelo consumista retroalimentando a sua própria servidão”.

Segundo o psicanalista, a ligação do livro com o século XXI torna sensível a predominância do mundo virtual com a ilusão patrocinada pelas indústrias de conexão tanto quanto do anonimato. “Antecedida pela ideia de mercado e consumo, a Internet não é sinônimo de relação, mas de conexão, onde o que importa, fundamentalmente, é o recobrimento de identidades, condição ideal para promoção da degradação e proliferação o ódio, a exemplo da disseminação das fake news”, comenta.

Ao final, O Discurso da Estupidez traz uma proposta de tratamentos  possíveis, que não  têm caráter programático,  tampouco de solução definitiva. “São elaborações que teci a partir da minha experiência  clínica, pessoal e com meus analisantes. Trata-se de elaborações  que se mantêm em curso, indicadas no livro”, finaliza Mauro Mendes Dias.

O autor

 Mauro Mendes Dias é psicanalista, diretor do Instituto Vox de pesquisa em Psicanálise, SP, onde coordena a Oficina da Voz, atividade aberta ao público e gratuita, e um grupo de pesquisa sobre mulheres, para membros e convidados. Realiza apresentação de pacientes no Hospital São João de Deus, tendo publicado alguns textos sobre essa experiência, em coletâneas e na Biblioteca do Instituto Vox. Divide com o psicanalista Luiz Eduardo de Vasconcelos, membro do Vox, a coordenação de uma atividade sobre Psicanálise e política, voltada neste ano para o tema: O que querem as identidades? Publicou por essa mesma editora, Por Causa do Pior, em parceria com Dominique Fingermann, e Os Ódios, Clínica e Política do Psicanalista. Tem publicado livros, entre eles A Voz na Experiência Psicanalítica (editora Zagodoni), e artigos em Psicanálise, assim como realizado seminários em diferentes instituições.

Serviço

Lançamento/livro: O Discurso da Estupidez
Autor: Mauro Mendes Dias
Editora: Iluminuras
Data: 26 de junho de 2020, sexta, às 21h
Número de páginas: 95. Dimensões: 14 x 0,8 x 21 cm.

Como participar: Plataforma Zoom
ID da reunião: 830 9017 5343 - Senha: 088689
Coordenação/lançamento: Corpo Freudiano Belém

Vendas
Livro impresso, a partir de 29/6/2020, www.editorailuminuras.com.br/discurso-da-estupidez-o



Informações à imprensa
VERBENA Assessoria
Eliane Verbena / João Pedro
(11) 2548-8409 / 99373-0181- verbena@verbena.com.br

quarta-feira, 17 de junho de 2020

EntreMeios: Zé Guilherme & Ana Luiza conversam sobre canto e poesia em live no Instagram


O cantor e compositor Zé Guilherme conduz, no dia 23 de junho (terça), um bate-papo virtual com a cantora Ana Luiza, às 19h30, para falar de ‘Canto e Poesia”. A live (grátis) integra a série EntreMeios que o artista apresenta em seu perfil no Instagram - @zeguilhermeoficial.

Inaugurado em 16 de junho, o projeto contempla artistas e profissionais de diversas áreas, sempre às terças-feiras, às 19h30. O primeiro entrevistado foi Ton Moreira, estilista e fundador da marca ‘sem gênero’ Fckt.

Ana Luiza é cantora, poeta, compositora e professora de canto. Reconhecida pelo domínio técnico e pela força de sua interpretação, por 25 anos teve seu trabalho constituído em duo com o pianista, compositor e arranjador Luis Felipe Gama. Como intérprete, gravou no CD de Guinga, Noturno Copacabana, a música "O Silêncio de Iara", parceria de Guinga e Luis Felipe, considerada por Chico Buarque como a "canção do século". Vencedora de importantes prêmios brasileiros dedicados a intérpretes vocais, Ana Luiza já cantou à frente da Orquestra Jazz Sinfônica e ao lado de nomes como Milton Nascimento, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Paulinho da Viola, Dominguinhos, Elba Ramalho, Arrigo Barnabé, Zeca Baleiro, Robertinho Silva, Fábio Zanon, Pablo Milanés (cubano) e Maria João (portuguesa). Seu canto foi apreciado no Exterior - Argentina, Uruguai, Portugal, França, Suíça, Alemanha e Cuba. Fez direção vocal no espetáculo A Paixão Segundo Nelson, realizado por Zeca Baleiro, e direção musical em A Dama das Camélias, dirigido por Roberto Cordovani, que estreou em Portugal e fez turnê pela América Latina.

30 de junho - Convidado: Tiaguinho Santo
Tema: Na Cena, na Noite 

Tiaguinho Santo - promoter, empresário da noite e sócio proprietário do Cabaret da Cecília - fala sobre sua trajetória profissional, desde a origem na periferia de Diadema (SP), pautada pela cultura e educação. Desde muito cedo, Tiaguinho se embrenhou no mundo do conhecimento em cursos de teatro, artes plásticas, informática, administração e telecomunicações, além de duas faculdades (Hotelaria e Rádio/TV), isto antes dos 21 anos. Morou em Buenos Aires e Montevidéu. De estagiário chegou a gerente de hotel, até iniciar o trabalho na ‘noite’ (paixão que o move até hoje), enquanto atuava também como jornalista cultural. “O sonho de trabalhar com cultura transformou da minha vida. Educação e cultura transformam a vida das pessoas”, reflete. O encontro de vida com o Gil Riquerme (DJ AllStarz) o levou à produção da festa Posh no Bar do Netão, no Baixo Augusta; e o trabalho como promoter prosperou (The Society, Glória, Lions, D-Edge) enquanto amadurecia outro sonho: ter o seu próprio espaço cultural. Em fevereiro de 2018, junto com Priscila Benetti, fundou o Cabaret da Cecília, um espaço com palco aberto, livre para propostas experimentais.

Programação de julho / EntreMeios
Terças-feiras, às 19h30. Gratuito. Livre.
Instagram - @zeguilhermeoficial

7/7 - Monika Jordão (escritora, atriz e instagrammer) - Tema: Literatura e Música
14/07 - Davi Aquino (poeta e compositor) - Tema: Música e Poesia
21/7 - Cezinha Oliveira (cantor, compositor, arranjador e produtor musical) - Tema: Música e Sua Criação.
28/7 - Mario Tommaso (ator, cantor e especialista em literatura) - Tema: Rasga o Coração

Site - www.zeguilherme.com.br | Facebook: @oficialzeguilherme | Twitter: @zeguilhermeofic | Youtube: Zé Guilherme Oficial.