terça-feira, 26 de março de 2013

Morro Como Um País promove debate sobre o papel da Comissão da Verdade


Neste domingo (31/3), após apresentação do espetáculo Morro Como Um País no Sótão do Teatro Grande Otelo, que tem início às 19 horas, acontece debate com o tema O Papel das Comissões da Verdade. Ato de Protesto ao Golpe Civil-Militar de 1964. O colóquio tem participação de Ivan Seixas e Amelinha Teles, ambos integrantes da Comissão Estadual da Verdade do Estado de São Paulo e da Comissão de Familiares Mortos e Desaparecidos Políticos.
 
O encontro integra o projeto Morro Como Um País, da Kiwi Cia. de Teatro, com o objetivo é informar e conscientizar o público sobre a suspensão na Lei dos Direitos Humanos durante a ditadura militar. Esse é o terceiro de uma série de cinco debates programados para a temporada, que vai até 28 de abril.
 
Os encontros são sempre aos domingos, depois do espetáculo. O grupo já discutiu temas como Violência de Estado e violência na periferia com foco na luta do Coletivo Mães de Maio. Os próximos temas são: Arte, Cultura e Exceção (7/4), com a participação de Paulo Arantes e Marcelo Ridenti, e Mídia, Ditadura e Violência Institucional (21/4), com André Camarante e Tatiana Merlino.
 
A Kiwi Companhia de Teatro desenvolve pesquisas com foco na reflexão política social e estética.

O espetáculo Morro Como Um País
 
A montagem Morro Como Um País não segue um padrão formal de encenação; não há uma história com princípio, meio e fim. A Kiwi Cia. de Teatro usou como referência o texto literário Morro Como Um País, escrito em 1978 por Dimitris Dimitriadis (nascido em 1944), que é um verdadeiro testemunho de como o povo grego viveu a “ditadura dos coronéis” (1967/1974).
 
A concepção do diretor Fernando Kinas articula mais de 30 tablôs (quadros independentes) que são articulados para dar sentido de interpretação ao espectador. Morro Como Um País delineia quadros como em um jogo onde todos os presentes estão inseridos. Inclusive o espaço alternativo onde acontece a encenação complementa o cenário deste jogo cênico.
 
O objetivo da peça é colocar em foco a discussão sobre os momentos de exceção nas leis democráticas e de suspensão dos direitos, quando a ilegalidade tem aparência legal. Estas questões passam por fatos históricos - de transformação, justiça social, violação dos direitos humanos e violência praticada pelo Estado.
 
Debate: dia 31 de março
Horário/espetáculo: 19 horas – Horário/debate: 20h30
Tema: O Papel das Comissões da Verdade. Ato de Protesto ao Golpe Civil-Militar de 1964
Teatro Grande Otelo (Sótão)
Alameda Nothmann, 233 - Campos Elíseos/SP - Tel: (11) 2307-0020
 
Espetáculo: Morro Como Um País
Com a Kiwi Companhia de Teatro
Roteiro e direção geral: Fernando Kinas
Elenco: Fernanda Azevedo
Cenário: Júlio Dojcsar
Figurino: Maitê Chasseraux
Iluminação: Heloísa Passos
Pesquisa e música original: Eduardo Contrera e Fernando Kinas
Pesquisa e tratamento de imagens: Maysa Lepique
Assessoria e treinamento musical: Luciana Fernandes e Armando Tibério
Direção de produção: Luiz Nunes
Assistência de produção: Dani Embón
Programação visual: Paulo Emílio Buarque Ferreira e Camila Lisboa
Realização e produção: Kiwi Companhia de Teatro
Serviço/espetáculo
Temporada: sextas e sábados (20 horas) e domingos (19 horas) - Até 28/04
Teatro Grande Otelo (Sótão)
Alameda Nothmann, 233 - Campos Elíseos/SP - Tel: (11) 2307-0020
Ingressos: R$ 10,00 - Bilheteria: 4ª a 6ª (após 16h), sab. e dom. (após 14h)
Gênero: Drama – Classificação etária: 16 anos – Duração: 95 min
Não possui acesso universal - Antecipados: www.ingressorapido.com.br (4003-1212)
Estacionamento (interno) pela R. Alameda Dino Bueno, 353: R$ 15,00.

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